6640 – Espiritismo – Qual a matéria do Espírito?


Já é tempo dos homens que se dizem religiosos preocuparem-se menos com o chamado materialismo. Este é fruto da ciência do século XIX, cujos pressupostos materialistas vêm sendo desmentidos, não pela religião, mas pela física do século XX. Segundo a física quântica, a matéria não tem a solidez que os nossos sentidos, limitados, lhe emprestam (Maya, diriam os hindus). Não passa de energia concentrada, segundo Einstein. O segundo princípio da termodinâmica indica que o universo material caminha para a morte, devido ao crescimento da entropia universal. A matéria há muito deixou de ser o “tijolo básico” com que a física clássica pretendia explicar o surgimento da vida e da consciência, e o materialismo dialético reconstruir a sociedade. O princípio organizador da matéria se encontra além dela. Podem chamá-lo de espírito, se quiserem.
O próprio progresso da ciência mostrou que inexiste o inanimado. Tudo no universo é fluxo de energia. Numa simples pedra, constituída de minerais, existe a força nuclear dos prótons e nêutrons, ao redor dos quais giram elétrons, fora outras tantas partículas subatômicas. Sua estrutura atômica permite que reaja com outros elementos sólidos, líquidos e gasosos, além de sofrer a ação da luz e outras radiações. Com isto, modifica-se inexoravelmente ao longo do tempo. Nada é imutável e permanente, garante-nos a lei de Lavoisier (Ou anicca, a impermanência de todas as coisas, dos budistas). Portanto, é melhor ir procurando outra explicação para a vida. Antes de mais nada, a vida é para ser vivida.

Teilhard de Chardin falou de uma “contracorrente espiritual” para explicar o surgimento e a evolução da vida e da consciência no mundo, em contraposição a uma matéria que, tomada em si mesma, é falha e nada explica. É claro que, apesar disto, ela tem uma nobre finalidade. Ao final de cada dia da Criação, diz o Gênesis: “… e Deus viu que era bom”. A matéria e a energia constituem o arcabouço da vida, o útero cósmico, em que Deus manifesta a sua glória (Shekinah). Assim, o tecido da vida é o resultado da trama de dois fios: um receptáculo material e um agente espiritual (Prakiti/Purusha, segundo os hindus; Yin/Yang, segundo os taoístas). A vida é una. Portanto, é falso ver espírito e matéria como coisas separadas e mesmo opostas. Um não existe sem o outro. Mas para compreender essa nova cosmovisão, que já fazia parte de antigas tradições, temos de abandonar as fórmulas caducas da velha ciência e da velha religião.
Da mesma forma que não podemos explicar a origem da vida no universo só por um de seus pólos – yin, a matéria, seu aspecto passivo – também não podemos reduzir a explicação para a vida ao outro polo –o yang, seu princípio ativo ou espiritual. Tudo no universo não passa de uma trama desses dois princípios. Assim, não faz sentido falar de um Criador que é “puro espírito”, como no velho paradigma, identificando-o com um dos pólos em detrimento do outro. Insinuar que Deus nada tem a ver com a matéria (ou até mesmo que a matéria é coisa do diabo) é, no fundo, o que ficou conhecido por maniqueísmo e é incompatível com o próprio mistério da Encarnação dos cristãos. Trata-se, portanto, de uma tese contraditória do velho paradigma em teologia, que nunca poderia ter sido formulada nesses termos.
Na realidade, trata-se de uma brutal confusão entre os dois aspectos da Divindade: o imanente (ou manifesto) e o transcendente (ou imanifesto). Na condição de Absoluto, Deus transcende tanto a matéria quanto o espírito. É o Deus recôndito, do qual nada se pode falar. O Ein Sof da cabala, o Shunyata dos budistas. Só pode ser percebido em total silêncio, que é meditação. Mas, enquanto Criador, Deus é pura ação e traz o mundo à existência. A vida é resultado de sua relação com o Outro, no qual Deus busca se conhecer. “O homem só se conhece na relação”, dizia Krishnamurti. Com Deus não é diferente. É nesse sentido que somos imagem e semelhança de Deus.

O que diz o Livro dos Espíritos
21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele num certo momento?

— Só Deus o sabe. Há, entretanto, uma coisa que a vossa razão vos deve indicar: é que Deus, modelo de amor e de caridade, jamais esteve inativo.

Qualquer que seja a distância a que possais imaginar o início da sua ação, podereis compreendê-lo um segundo na ociosidade?

22. Define-se geralmente a matéria como aquilo que tem extensão, pode impressionar os sentidos e é impenetrável. Essa definição é exata?

— Do vosso ponto de vista, sim, porque só falais daquilo que conheceis. Mas a matéria existe em estados que não percebeis. Ela pode ser, por exemplo tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão nos vossos sentidos: entretanto, será sempre matéria, embora não o seja para vós.

22 -a) Que definição podeis dar da matéria?

— A matéria é o liame que escraviza o espírito; é o instrumento que ele usa, e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua ação.

Comentário de Kardec: De acordo com isto, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário com a ajuda do qual e sobre o qual o espírito atua.

23. Que é espírito?

— O princípio inteligente do universo.

23 – a)Qual é a sua natureza íntima?

— Não é fácil analisar o espírito na vossa linguagem. Para vós, ele não é nada, porque não é coisa palpável; mas. para nós, é alguma coisa. Ficai sabendo: nenhuma coisa é o nada e o nada não existe.

24. Espírito é sinônimo de inteligência?

—A inteligência é um atributo essencial do espírito; mas um e outro se confundem num princípio comum, de maneira que, para vós, são uma e a mesma coisa.

25. O espírito é independente da matéria, ou não é mais do que uma propriedade desta, como as cores são propriedades da luz e o som uma propriedade do ar?

— São distintos, mas é necessária a união do espírito e da matéria para dar inteligência a esta.

25 – a) Esta união é igualmente necessária para a manifestação do espírito. (Por espírito entendemos aqui o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades designadas por esse nome.)

— É necessária para vós. porque não estais organizados para perceber o espírito sem a matéria; vossos sentidos não foram feitos para isso.

26. Pode-se conhecer o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?

— Pode-se, sem dúvida, pelo pensamento.

27. Haveria, assim, dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?

— Sim e acima de ambos, Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material é necessário ajuntara fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espírito possa exercer alguma ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considerá-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria não haveria razão para que o espírito não o fosse também. Ele esta colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria e matéria; suscetível em suas inumeráveis combinações com esta, e sob a ação do espírito de produzir infinita variedade de coisas, das quais não conheceis mais do que uma ínfima parte. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar,sendo o agente de que o espírito se serve, é o princípio sem o qual a matéria permaneceria em perpétuo estado de dispersão, e não adquiriria Jamais as propriedades que a gravidade lhe dá.

27 – a) Seria esse fluido o que designamos por eletricidade?

— Dissemos que ele é suscetível de inumeráveis combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que é, propriamente falando, uma matéria mais perfeita, mais sutil, que se pode considerar como independente.

28. Sendo o espírito, em si mesmo, alguma coisa, não seria mais exato, e menos sujeito a confusões, designar esses dois elementos gerais pelas expressões: matéria inerte e matéria inteligente?
As palavras pouco nos importam. Cabe a vós formular a vossa linguagem, de maneira a vos entenderdes. Vossas disputas provêm, quase sempre, de não vos entenderdes sobre as palavras. Porque a vossa linguagem é incompleta para as coisas que não vos tocam os sentidos.

Comentário de Kardec: Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria sem inteligência e um princípio inteligente independente da matéria. A origem e a conexão dessas duas coisas nos são desconhecidas. Que elas tenham ou não uma fonte comum e os pontos de contato necessários; que a inteligência tenha existência própria, ou que seja uma propriedade, um efeito; que seja, mesmo, segundo a opinião de alguns, uma emanação da Divindade, — é o que ignoramos. Elas nos aparecem distintas, e é por isso que a consideramos formando dois princípios constituintes do Universo. Vemos, acima de tudo isso, uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que delas se distingue por atributos essenciais: é a esta inteligência suprema que chamamos Deus.

Federação Espírita

Carlos Rossi

6639 – Biologia Marinha – O Boto


Eis o boto

Nenhum animal amazônico é objeto de tantas histórias quanto o boto. Acreditam os folcloristas que as lendas não têm origem indígena, ao contrário do que se pensa, mas teriam sido criadas pela imaginação do colono português.
Boto é o personagem mitológico da Amazônia que se transforma de cetáceo em homem para praticar estripulias entre as mulheres ribeirinhas. Seduz as moças que vivem às margens dos cursos d”água amazônicos e é responsável por todos os filhos de paternidade ignorada. Nas primeiras horas da noite, transforma-se num belo rapaz branco, alto e forte, que dança muito bem e gosta de beber. Vai aos bailes e freqüenta reuniões, onde encontra as moças que por ele se apaixonam. Comparece pontualmente aos encontros que marca com elas, mas antes de clarear o dia salta para dentro do rio e volta a assumir a forma de boto. Dizem algumas versões do mito que o boto, quando está transformado em homem, nunca tira o chapéu branco para que não lhe vejam o orifício que tem no alto da cabeça.
Outras histórias misteriosas são atribuídas ao boto. Uma versão, das mais antigas, diz que ele tem o hábito de assumir forma de mulher, de cabelos longos até o joelho, que sai a passear à noite e encaminha os rapazes para o rio, onde os afoga. A associação do boto, ou delfim, aos assuntos amorosos remonta à antiguidade. Grécia e Roma consagraram-no a Afrodite e Vênus, porque os movimentos de seu deslocamento na água, levantando e abaixando o dorso, sugerem movimentos do ato sexual.

6638 – Biologia Marinha – Os Cetáceos


A dócil beluga pode ser facilmente domesticada

Apesar de sua adaptação à vida aquática, os cetáceos são típicos mamíferos: possuem mecanismos de controle da temperatura e os filhotes, gerados e paridos na água, são inicialmente amamentados pela mãe.
A ordem dos cetáceos inclui duas subordens de animais marinhos ou de água doce: a dos misticetos, que são as baleias verdadeiras ou de barbatanas, e a dos odontocetos ou cetáceos de dentes, à qual pertencem os golfinhos ou botos, os cachalotes e os narvais ou unicórnios-do-mar. Entre as duas subordens há grandes diferenças, mas também características comuns, como o corpo fusiforme, com espessa camada de gordura subcutânea; os membros anteriores transformados em nadadeiras; as aletas horizontais na cauda; e os ossos do crânio que se superpõem parcialmente.
A respiração é realizada rapidamente na superfície da água, por meio de narinas ou espiráculos duplos (nos misticetos) ou simples (nos odontocetos), localizados em geral no alto da cabeça. Embaixo d”água os espiráculos permanecem fechados, às vezes até 45 minutos. Ao irem à tona para respirar, os animais sopram ou expiram o ar viciado que, devido à diferença de temperatura e pressão, sai em jato carregado de vapor. O conduto respiratório é isolado da boca, de modo que os cetáceos não podem afogar-se engolindo água, nem lançar pelas narinas a água que recolhem na boca.
Embora os adultos se caracterizem pela ausência de pêlos, evidências fornecidas por fetos e recém-nascidos sugerem que essa perda foi secundária, ou seja, que seus ancestrais mais remotos provavelmente se cobriam de pêlos.

6637 – Biologia – Os Mamíferos


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

O desaparecimento dos grandes répteis, há dezenas de milhões de anos, na era mesozóica, assinalou o começo da ascensão de pequenos animais, tímidos e ariscos — os mamíferos — que, ao contrário do que se poderia supor, tornaram-se os herdeiros dos imponentes sáurios que até então haviam reinado como senhores absolutos na Terra. Ao longo de centenas de séculos, esses animais diversificaram-se assombrosamente e progrediram em todos os meios, tanto nos oceanos (onde alguns, como a baleia azul e o cachalote alcançaram enorme tamanho) como em terra firme (com espécies da estatura do elefante) e também no ar.
Características anatômicas e fisiológicas
Os mamíferos são animais vertebrados homeotérmicos, ou seja, sua temperatura interna mantém-se constante dentro de certos limites, independentemente da temperatura ambiente, assim como se dá com as aves. Descendente dos répteis, essa grande classe zoológica apresenta as seguintes características: uma formação tegumentária (de tecidos) típica; o pêlo, que protege a pele e isola o animal do frio; e as chamadas glândulas mamárias ou mamas, presentes nas fêmeas. Essas mamas produzem uma secreção líquida rica em gorduras e proteínas, o leite, com o qual as fêmeas alimentam suas crias nas primeiras fases do desenvolvimento.

A importante diversidade dos mamíferos

A distribuição, tamanho e cor do pêlo variam amplamente de um grupo de mamíferos para outro: em alguns, como nas baleias, desapareceu quase por completo; em outros, como nos elefantes, é muito escasso; e em certas espécies, como no boi almiscarado e no iaque, a pelagem é longa e densa. Algumas espécies, habitantes de zonas frias, apresentam dois tipos distintos de pelagem: uma de inverno, mais clara e densa, e outra de verão, mais escura. Vários mamíferos apresentam manchas no pêlo, muitas vezes de grande beleza, como ocorre com certos felídeos e antílopes, e com as girafas, as zebras etc. A cor e a disposição dessas manchas, que chamam atenção fora de seu ambiente, contribuem para disfarçar a silhueta do animal quando em seu habitat natural, facilitando a camuflagem.
Certos mamíferos, como os pangolins e os tatus, têm o corpo revestido por um conjunto de escamas córneas em forma de armadura, o que constitui excelente proteção, dada a extrema dureza dessas estruturas. Além disso, aparecem nos mamíferos outros tipos de formação tegumentária, como as garras, grandes e afiadas nos felídeos maiores; os cascos dos ungulados, que possibilitam a corrida rápida, com que escapam dos predadores; e os chifres e galhadas, muito variados quanto à forma e estrutura, desde o chifre fibroso e permanente do rinoceronte até as formações de tecido conjuntivo dos veados, providas de numerosas ramificações que caem e se renovam todos os anos.
Na pele dos mamíferos existem muitas glândulas, desde as mamárias, muito especializadas e que alcançam notável desenvolvimento, até as odoríferas. Estas últimas variam em sua localização nas diferentes espécies: nos veados, encontram-se nos olhos; nos porcos e javalis, nos cascos; em muitos roedores, perto dos órgãos genitais; e nos castores e gambás, perto do ânus. Entre as várias funções das glândulas odoríferas destacam-se a marcação de território, a comunicação com outros membros da espécie, a atração sexual e a defesa.
Uma característica fundamental da fisiologia dos mamíferos é sua homeotermia: a capacidade de manter estável a temperatura corporal, de forma que não se produzam grandes oscilações, independentemente das alterações da temperatura ambiente. Essa capacidade deve-se à presença de diversos mecanismos termorreguladores, tais como o tremor, que consiste em contrações musculares involuntárias que geram calor quando a temperatura exterior cai; a vasoconstrição, ou estreitamento do calibre dos vasos sangüíneos, que evita a perda de calor; a sudorese ou secreção de soluções salinas — que não se registra em alguns mamíferos, como os cetáceos e os sirênios, por não possuírem glândulas sudoríparas; e a vasodilatação, ou aumento do calibre dos vasos, sendo essas últimas empregadas para reduzir a temperatura corporal quando sobe a temperatura ambiente.
Além desses meios termorreguladores, existem outros, como a hibernação e a letargia, pelas quais a atividade do animal decresce de forma considerável, possibilitando que ele passe o inverno com um gasto de energia mínimo. As migrações, a construção de abrigos e tocas etc., são outros recursos, nesse caso determinados pelo comportamento, para enfrentar condições ambientais adversas.
Ainda que a estrutura do esqueleto corresponda a um padrão geral cujas características básicas estão presentes em todos os mamíferos, existem variações quanto ao número de vértebras (com exceção das cervicais, que mantêm uma constância notável na imensa maioria dos grupos) e de costelas, assim como na forma e número dos ossos dos dedos etc. Caso específico é o dos marsupiais, nos quais aparece, à altura da cintura pélvica, os chamados epipúbis, ossos exclusivos desse grupo, que servem para sustentar o marsúpio, ou bolsa marsupial, onde os filhotes completam seu desenvolvimento.

A morfologia e configuração das extremidades difere nos grupos, devido à adaptação a uma ampla gama de meios ecológicos. Assim, nos morcegos, os dedos das extremidades anteriores alongaram-se de maneira considerável e, ao longo da evolução, desenvolveu-se uma membrana que permite que esses animais voem. Os cetáceos e os sirênios (por exemplo, os manatis ou peixes-bois, que, apesar do nome, não são peixes, e sim mamíferos), como conseqüência de sua colonização em meio aquático, tiveram as extremidades anteriores transformadas em nadadeiras, mais adequadas para a natação, e perderam as posteriores. Modificações similares experimentaram os pinípedes (focas e morsas, entre outros), por motivos análogos.
Os mamíferos terrestres apresentam variações no ponto distal de suas extremidades (porção mais distante do eixo do corpo), relacionadas com o tipo de marcha em que se especializaram os diferentes grupos. Assim, alguns, como os primatas e os ursos, são plantígrados (apóiam toda a planta do pé ao andarem); os cães, raposas, hienas, felídeos e vários outros são digitígrados (apóiam somente os dedos, sendo melhores corredores que os plantígrados); e, por último, os ruminantes — javalis, rinocerontes e outros herbívoros — são ungulígrados (o último osso do dedo é rodeado por uma formação córnea especial denominada casco). Os ungulígrados ou ungulados apresentam redução no número de dedos, que pode ser par, como nos artiodáctilos (veados, bois etc.) ou ímpar, como nos perissodáctilos (antas, cavalos). Nos eqüídeos, entre os quais se inclui o cavalo, houve a maior redução, restando apenas um dedo (casco) por extremidade.
A dentição também varia segundo os grupos e o tipo de alimentação a que se habituaram. Enquanto alguns mamíferos, como as baleias, carecem de dentes e mostram em seu lugar uma série de barbatanas ou lâminas especializadas na filtragem do plâncton, outros, como os carnívoros, contam com incisivos e caninos de grande tamanho e poderosos molares providos de uma proeminência para mastigar melhor a carne de suas presas. Nos herbívoros, adquirem especial relevância os molares e pré-molares com amplas superfícies de mastigação, para a trituração da erva e dos tecidos vegetais que constituem sua dieta.
A maior parte dos mamíferos apresenta duas dentições: uma, característica do primeiro período de vida, denominada de leite; e outra, a dentição permanente, que substitui a anterior. Entre as exceções, destacam-se o ornitorrinco, os cachalotes e as preguiças, nos quais só se registra uma dentição. Os animais desse grupo recebem o nome de monofiodontes, em contraposição aos mamíferos com duas dentições ou difiodontes.

Diferentes tipos de dieta impõem, logicamente, variações no sistema digestivo. Os mamíferos herbívoros requerem, para um melhor aproveitamento da erva e dos produtos vegetais que consomem, longos intestinos e, como ocorre com os ruminantes, estômagos especiais integrados por várias cavidades, cada uma das quais com uma função específica na digestão. Essas cavidades se denominam: rume ou pança; retículo ou barrete; folhoso; e coalheira ou coagulador. A verdadeira digestão se realiza na coalheira, já que as outras são câmaras onde se armazena e filtra o alimento.
Os principais órgãos do aparelho respiratório dos mamíferos, onde se verifica o intercâmbio gasoso entre o sangue e o meio exterior, são os pulmões, formados por lobos constituídos de pequenas cavidades ou alvéolos, percorridos por uma densa rede de capilares sangüíneos. O ar procedente do exterior chega até os alvéolos por meio de uma série de condutos, como a faringe, a laringe, a traquéia, os brônquios e os bronquíolos.
A circulação é dupla (existe um circuito pulmonar e outro que percorre o resto do organismo) e, nela, o sangue arterial e o venoso não se misturam. O coração, como ocorre também nas aves, divide-se em quatro compartimentos: dois superiores (aurículas) e dois inferiores (ventrículos).

Os mamíferos possuem um sistema nervoso completo e muito desenvolvido, responsável por suas diferentes possibilidades de comportamento, apresentando, em muitos casos, elevada capacidade para o aprendizado e a relação com outros indivíduos de sua espécie. Destaca-se, por sua importância, a evolução do encéfalo, em cuja superfície externa se forma o córtex cerebral, verdadeiro centro de associação de impulsos nervosos, que alcança sua máxima perfeição no homem.
Na imensa maioria das espécies atuais, a reprodução se caracteriza pela formação, dentro do corpo da fêmea, de uma placenta, estrutura orgânica que põe em contato o embrião e o útero materno e através da qual se efetua a alimentação embrionária. Alguns mamíferos, como os ornitorrincos, são ovíparos, ou seja, reproduzem-se por ovos, enquanto outros, caso dos marsupiais, são providos de uma bolsa ou marsúpio, onde a cria completa seu desenvolvimento.

Classificação
A classe dos mamíferos se subdivide, segundo as características anteriormente mencionadas, em três grandes subclasses: a dos prototérios, ovíparos; a dos metatérios, formada pelos marsupiais; e a dos eutérios ou placentários, com 16 ordens.

Prototérios ou mamíferos ovíparos. A subclasse dos mamíferos prototérios, a mais arcaica, é constituída por uma única ordem, a dos monotremados, de que fazem parte o eqüidna e o ornitorrinco, um singular animal aquático da Austrália que possui bico plano, cauda semelhante à do castor e patas curtas e fortes. Os monotremados caracterizam-se por ter uma cloaca em que desembocam tanto o tubo digestivo como as vias urinárias e os condutos genitais.

Metatérios ou mamíferos marsupiais. Os marsupiais se acham confinados, em sua maioria, na Austrália, Nova Zelândia e Nova Guiné, com exceção de algumas espécies, como as sarigüéias, encontradas na América do Norte e grande parte da América do Sul, e outras como a cuíca-d”água, sul-americana. São marsupiais os coalas, diabos-da-tasmânia e cangurus, entre outros. Esses animais adaptaram-se a diversos tipos de habitats, do arborícola ao terrestre, passando pelo aquático.

A subclasse mais importante dos mamíferos é a dos eutérios ou placentários, tanto pelo número de espécies quanto pelo desenvolvimento, diversidade de adaptações e distribuição que alcançaram. Dos oceanos e águas continentais ao espaço aéreo, das montanhas e regiões polares aos desertos, estepes, savanas, selvas e bosques, não existe um habitat a que não se tenha adaptado de um modo ou de outro alguma espécie de mamífero placentário.
Esses animais cobrem uma ampla gama de ecossistemas e formas de vida: há os planadores como os dermópteros (Cynocephalus volans e Galeopterus variegatus) ou autênticos voadores, como os quirópteros (morcegos e vampiros); aquáticos como os cetáceos (baleias e golfinhos, entre outros), os sirênios (manatis e dugongos) ou os pinípedes (subordem dos carnívoros que compreende focas, morsas etc.); arborícolas, como a maioria dos primatas, preguiças e outros; cavadores, como muitos roedores, lagomorfos (coelhos) e insetívoros (toupeiras); herbívoros corredores, como cavalos, zebras, antílopes e muitos outros; grandes fitófagos (de dieta vegetariana) de corpo volumoso e maciço, como os elefantes, rinocerontes e hipopótamos; e ferozes carnívoros, entre os quais os mais poderosos felídeos, como o leão e o tigre.
Os mamíferos placentários se subdividem nas seguintes ordens: dermópteros, tubulidentados, folídotos, hiracoídeos, sirênios, cetáceos, proboscídeos, artiodáctilos, perissodáctilos, roedores, lagomorfos, carnívoros, insetívoros, quirópteros, edentados (ou desdentados) e primatas.
Entre essas ordens, as menores, tanto pelo reduzido número de espécies que incluem como por sua distribuição restrita, são a dos dermópteros, de pequeno tamanho, vegetarianos e planadores, como os lêmures voadores ou colugos; a dos tubulidentados, como o aardvark ou oricteropodídeo, noturno e próprio da savana africana; a dos folídotos, ou pangolins, com o corpo coberto de placas; e a dos hiracoídeos, pequenos e parecidos com os roedores.
Os mamíferos aquáticos compreendem duas ordens: a dos sirênios, de corpo fusiforme e maciço, como os manatis e dugongos; e a dos cetáceos, com as extremidades anteriores transformadas em nadadeiras e as posteriores inexistentes ou muito reduzidas, da qual fazem parte o golfinho, o narval, as baleias e os cachalotes.
Os herbívoros terrestres de tamanho médio ou grande pertencem em sua maioria a uma das três ordens seguintes: a dos proboscídeos, com tromba ou probóscide, como os elefantes; a dos artiodáctilos, com número par de dedos, que conta com numerosas famílias e espécies, entre estas o javali, o porco, o hipopótamo, o camelo, as lhamas, os veados, o alce, a rena, o gamo, a girafa, os antílopes, a ovelha, a cabra, a vaca, o bisão e o búfalo; e a dos perissodáctilos, com número ímpar de dedos, da qual alguns representantes, como o cavalo ou a zebra, são perfeitamente adaptados para corridas, enquanto outros, como os rinocerontes, são corpulentos e maciços.
Os roedores e lagomorfos apresentam muitas características semelhantes, a ponto de, até pouco tempo, serem englobados numa mesma ordem. No entanto, certos detalhes de sua dentição fizeram com que fossem separados em duas ordens. Os lagomorfos incluem coelhos e lebres, e os roedores constituem um grupo muito diversificado que alcançou elevado grau de evolução, com espécies como o rato comum, o hamster, os esquilos, o gerbo, a chinchila, a cobaia e a capivara. Esta última, sul-americana, é o maior dos roedores.
A ordem dos carnívoros engloba famílias conhecidas como a dos felídeos (tigre, leão, leopardo, puma, jaguar ou onça, lince etc.) e a dos canídeos (cão, lobo, coiote, chacal). A essa ordem pertencem também os ursos, a hiena, o mangusto, a doninha, o arminho, o texugo e o rato.
Os insetívoros são mamíferos pequenos, entre os quais encontram-se o ouriço e a toupeira, esta última grande cavadora. Os quirópteros são placentários voadores, muitos dos quais capturam insetos no ar por ecolocalização (emissão de ultra-sons que se refletem ao alcançar a presa e são captados pelo animal); outros são frugívoros (alimentam-se de frutas) ou ainda hematófagos (sugadores de sangue). No grupo dos desdentados estão as preguiças e tatus sul-americanos e o urso formigueiro.
A última ordem, a dos primatas, compreende os prossímios (lêmures, lóris, gálagos) e os símios ou antropóides. Estes, por sua vez, estão agrupados em catarrinos, ou macacos do Velho Mundo, com os orifícios nasais abertos para baixo, como o mandril, o babuíno, o macaco, o gibão, o orangotango, o gorila e o chimpanzé; e platirrinos, ou macacos americanos, com um septo nasal largo e orifícios nasais abertos para a frente, como o macaco-aranha, o sagüi, o macaco uivador, o uacari etc.

6636 – Tecnologias renovam aposta na robótica


Fonte: New York Times

A Foxconn não informou quantos operários serão dispensados. Mas seu presidente, Terry Gou, endossa o uso crescente de robôs. De acordo com a agência oficial de notícias, Xinhua, em janeiro Gou declarou, falando de seus mais de 1 milhão de empregados: “Como os seres humanos também são animais, gerir 1 milhão de animais me dá dor de cabeça”.
Os custos decrescentes e a sofisticação crescente dos robôs reativaram uma discussão em torno da velocidade em que empregos serão perdidos. Neste ano os economistas Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee, do Instituto de Tecnologia do Massachusetts, apresentaram argumentos em favor de uma transformação rápida. “A usurpação das habilidades humanas pelos robôs nesse ritmo e escala é recente e possui implicações econômicas profundas”, escreveram eles em seu livro “Race Against the Machine” (“Corrida Contra a Máquina”).
Para eles, a chegada da automação de baixo custo anuncia transformações da mesma escala da revolução na tecnologia agrícola ocorrida no século passado, quando o emprego na agricultura nos EUA caiu de 40% da força de trabalho para 2%.
Mas Bran Ferren, veterano especialista em robótica e designer de produtos industriais na Applied Minds, de Glendale, Califórnia, argumenta que ainda há obstáculos grandes “Inicialmente, eu tinha a ingenuidade de pensar em robôs universais que fossem capazes de fazer tudo”, contou. “Mas é preciso ter pessoas por perto, de qualquer maneira. E as pessoas são boas em entender como mexer com aquele radiador ou acoplar aquela mangueira. Coisas como essas ainda são difíceis para robôs.”
Mais além dos desafios técnicos, há a resistência de operários sindicalizados e comunidades preocupadas com a perda de empregos. Embora o aumento dos custos da mão de obra e dos transportes na Ásia e o medo do roubo de propriedade intelectual estejam trazendo alguns trabalhos de volta para o Ocidente, a ascensão dos robôs pode significar que serão gerados menos empregos.
Na fábrica de painéis solares Flextronic, em Milpitas, ao sul de San Francisco, uma faixa proclama “Trazendo Empregos e Manufatura de Volta à Califórnia!”. Dentro da fábrica, contudo, vêem-se robôs por toda parte e poucos trabalhadores humanos. Todo o levantamento de cargas pesadas e quase todo o trabalho de precisão é feito por robôs. Os trabalhadores humanos cortam material em excesso, passam fios por furos e aparafusam alguns prendedores.
Esse tipo de avanço no setor manufatureiro também está provocando transformações em outros setores que empregam milhões de trabalhadores. Um desses setores é o da distribuição, em que robôs que se movimentam na velocidade dos corredores mais velozes do mundo são capazes de armazenar, pegar e embalar mercadorias para transporte, com muito mais eficiência que os humanos.
Os avanços rápidos nas tecnologias de visão e tato estão colocando uma grande gama de tarefas manuais ao alcance das habilidades dos robôs. Por exemplo, os jatos comerciais da Boeing agora são rebitados automaticamente por máquinas gigantes que se movimentam com rapidez e precisão sobre a superfície dos aviões.
Na Earthbound Farms, na Califórnia, quatro braços robóticos recém-instalados, com copos de sucção customizados, empacotam embalagens de alface orgânica em caixas para transporte. Cada robô faz o trabalho de até cinco trabalhadores humanos.
O governo e executivos industriais nos EUA argumentam que, mesmo que as fábricas sejam automatizadas, ainda são uma fonte importante de empregos. Se os EUA não competir pela manufatura avançada em setores como o da eletrônica para consumidores, poderá perder também nas áreas de engenharia e design. Além disso, embora sejam perdidos mais empregos de colarinho azul, a manufatura mais eficiente vai gerar empregos qualificados no design, na operação e na manutenção das linhas de montagem.
E os fabricantes de robôs dizem que seu próprio setor gera empregos. Um relatório encomendado no ano passado pela Federação Internacional de Robótica constatou que os produtores de robótica em todo o mundo já empregavam 150 mil pessoas em todo o mundo.

Uma linha de montagem mais veloz
Muitos robôs em fábricas de automóveis realizam apenas uma função, mas os robôs da Tesla dão conta de até quatro: soldar, rebitar, colar e instalar um componente. O objetivo é que até 83 sedãs de luxo elétricos Tesla S sejam produzidos por dia na fábrica. Quando a empresa começar a produzir um utilitário esportivo, no próximo ano, os robôs serão reprogramados e o veículo novo será produzido na mesma linha de montagem.
A fábrica da Tesla é pequena, mas representa uma aposta nos robôs flexíveis, algo que pode ser um modelo para o setor.
Recentemente, a Hyundai e a Beijing Motors abriram uma fábrica nos arredores de Pequim que poderá produzir 1 milhão de veículos por ano, usando mais robôs e menos pessoas que as fábricas grandes de seus concorrentes, e com a mesma flexibilidade que a da Tesla, disse Paul Chau, investidor americano da WI Harper.

Tarefas Humanas
Segundo Rome Aloise, vice-presidente para a Califórnia do sindicato de trabalhadores do setor, como os operários fazem menos trabalho físico, ocorrem menos lesões. Pelo fato de o ritmo de trabalho ser ditado por um computador, o estresse hoje é mais psicológico.
Vários anos atrás, o depósito de Graves instalou um sistema alemão que automaticamente armazena caixas de alimentos e os tira de prateleiras. O sistema levou à eliminação de 106 empregos, ou 20% da força de trabalho.
Agora, a Kroger pretende construir um depósito altamente automatizado em Tolleson.
“Não temos um problema com a chegada das máquinas”, Graves disse a funcionários da prefeitura. “Mas diga à Kroger que não queremos perder esses empregos em nossa cidade.”
Certos tipos de trabalho ainda estão fora do alcance da automação: empregos na construção, que requerem que trabalhadores se movimentem em locais imprevisíveis e realizem tarefas não repetitivas; montagens que exigem feedback tátil, como a colocação de painéis de fibra de vidro no interior de aeronaves, barcos ou carros e tarefas de montagem em que é feita uma quantidade limitada de produtos, o que exigiria a reprogramação dos robôs, algo que custa caro. Mas essa lista de trabalhos está encolhendo.

6635 – Saúde – A Hipertensão Arterial


É uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. A pressão sanguínea envolve duas medidas, sistólica e diastólica, referentes ao período em que o músculo do coração está contraído (sistólica) ou relaxado (diastólica) entre batimentos. A pressão normal em repouso situa-se entre os 100 e 140 mmHg para a sistólica e entre 60 e 90 mmHg para a diastólica. Define-se como hipertensão a pressão sanguínea de valor igual ou superior a 140/90 mmHg.
A hipertensão pode ser classificada em hipertensão primária ou secundária. Cerca de 90 a 95% dos casos são classificados como hipertensão primária, o que significa que a elevada pressão sanguínea não tem causa médica identificável.
Os restantes 5 a 10% dos casos são motivados por outros transtornos que afectam os rins, artérias, coração ou o sistema endócrino.
A hipertensão arterial é um dos principais factores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, aneurismas das artérias (p.e. Aneurisma da aorta), doenças arteriais periféricas, além de ser uma das causas de Insuficiência renal crónica. Mesmo que moderado, o aumento da pressão sanguínea arterial está associado à redução da esperança de vida. O controle da pressão sanguínea pode ser conseguido com alterações nos hábitos alimentares e do estilo de vida, reduzindo assim o risco de complicações clínicas, embora o tratamento através de fármacos seja normalmente necessário em indivíduos nos quais a adopção de um estilo de vida saudável se mostre insuficiente ou ineficaz.
Sintomas

Hipertensão arterial é doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

Tratamento

O objetivo do tratamento deve ser não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8.

Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças nos hábitos de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso, levar vida saudável, enfim.
Como existe nítida relação entre pressão alta e aumento do peso corporal, perder 10% do peso corpóreo é uma forma eficaz de reduzir os níveis da pressão. Por exemplo, a cada 1kg de peso eliminado, a pressão do hipertenso cai de 1,3mmHg a 1,6mmHg em média.
Se o indivíduo tem a pressão discretamente aumentada e não consegue controlá-la fazendo exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, ou se já tem os níveis mínimos mais elevados (11 ou 12 de pressão mínima), é necessário introduzir medicação para deixar os vasos mais relaxados.
Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais.

É sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte: tomar os remédios corretamente e mudar os hábitos de vida.

Recomendações

* Não pense que basta tomar os remédios para resolver seu problema de pressão arterial elevada. Você precisa também promover algumas mudanças no seu estilo de vida;
* Coma sal com moderação. Ele é um mineral importante para o organismo e não deve ser eliminado da dieta dos hipertensos. Esqueça, porém, do saleiro depois que colocou a comida no prato e evite os alimentos processados que, em geral, contêm mais sal. Precisam tomar muito cuidado com a ingestão de os negros, as pessoas com mais de 65 anos de idade e os portadores de diabetes porque são mais sensíveis ao mecanismo de ação do sal.;

* Adote dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura. Assim, você estará ingerindo menos sódio e mais potássio, cálcio e magnésio, nutrientes necessários para quem precisa baixar a pressão;

* Não fume. Entre outros danos ao organismo, o cigarro estreita o calibre das artérias, o que dificulta ainda mais a circulação do sangue;

* Saiba que o estresse pode aumentar a pressão arterial. Atividade física, técnicas de relaxamento, psicoterapia podem contribuir para o controle do estresse e da pressão arterial;

* Não interrompa o uso da medicação nem diminua a dosagem por sua conta. Siga as indicações de seu médico e tome os remédios rigorosamente nos horários prescritos;

* Meça a pressão arterial com regularidade e anote os valores para que seu médico possa avaliar a eficácia do tratamento;

* Não esqueça que hipertensão é uma doença crônica e que complicações podem ser prevenidas com o uso de drogas anti-hipertensivas e mudanças no estilo de vida.

6634 – China é maior esperança de retorno à Lua


Mais de quatro décadas após a primeira chegada do homem à Lua, protagonizada por Neil Armstrong –morto no sábado (25 de agosto), aos 82 anos–, as perspectivas de um retorno nos próximos anos nunca foram tão baixas. Um forte contraste com o que se imaginava apenas três anos atrás.
Durante o governo Bush, a Nasa trabalhou para reconstruir os passos do Projeto Apollo e retomar a exploração tripulada da Lua. Entretanto, diante de dificuldades orçamentárias, Barack Obama decidiu cancelar o plano e voltar a agência espacial americana para uma estratégia de incentivo à exploração comercial do espaço.
A ideia é acelerar o desenvolvimento de um substituto dos ônibus espaciais por meio de concorrência entre empresas e, com isso, baratear o custo de manutenção dos atuais programas.
Em tese, se o esforço prosperar, sobra mais dinheiro para tentar algo que vá além de visitas à Estação Espacial Internacional, nas imediações da Terra.
No entanto, no atual clima financeiro é mais provável que a redução nos custos se transforme em novos cortes ao orçamento da Nasa nos próximos anos, em vez de alimentar projetos ousados de exploração.
As empresas que agora disputam recursos da Nasa para desenvolver novas cápsulas espaciais naturalmente sonham com o retorno à Lua –e o dinheiro que poderão ganhar com ela. A companhia SpaceX, por exemplo, tem até mesmo uma família de foguetes em fase de projeto que poderia fazer o serviço. Falta quem pague a conta.

China, a bola da vez
Diante disso, no momento, só uma nação fala sério a respeito de missões tripuladas à Lua: China.
O programa espacial chinês é planejado majoritariamente longe dos olhos da mídia, mas sabe-se que há planos para a construção de um superfoguete com capacidade para impulsionar uma espaçonave tripulada na direção da Lua –um equivalente do antigo Saturn V americano.
No momento, a China trabalha com precursores não-tripulados, mas não seria surpreendente se o país oriental anunciasse nos próximos anos uma data concreta para o envio de taikonautas ao solo lunar. Contudo, essa futura visita não deve acontecer em menos de uma década.

6633 – O Último Pouso de Armstrong


O grande salto da humanidade

Morreu neste sábado (25) o astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, de complicações após uma operação para desobstruir quatro artérias coronárias.
Comandante da missão Apollo 11, Armstrong morreu em um hospital em Columbus, no Estado de Ohio, às 14h45 do horário local (15h45 do horário de Brasília).
Família diz estar de coração partido com morte de Armstrong
Ele se submeteu à cirurgia para desobstruir as artérias no dia 8 de agosto, apenas dois dias após seu aniversário.
Seu colega de missão Edwin “Buzz Aldrin” desejou rápida recuperação a Armstrong pelo Twitter. “Combinamos de fazer o 50º aniversário da Apollo em 2019”.
Armstrong nasceu em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta, no Estado de Ohio, Estados Unidos.
A Apollo 11 foi lançada do Cabo Canaveral, no Estado da Flórida, no dia 16 de julho de 1969. Ele pisou na Lua em 20 de julho, quando a missão espaçonave pousou na superfície lunar.
Dos 12 americanos que chegaram ao satélite terrestre até hoje, apenas oito estão vivos –e o mais jovem já está com 76 anos.
“SALTO PARA A HUMANIDADE”
O astrounauta é conhecido por ter dito a célebre frase “Uma pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade” ao pisar na Lua.
Ele passou aproximadamente três horas andando em solo lunar com seu companheiro de missão, o astronauta Edwin “Buzz” Aldrin.
Em solo lunar, os dois coletaram pedras, hastearam a bandeira dos Estados Unidos, tiraram fotos e conversaram com o presidente Richard Nixon pelo telefone.
A missão que o levou à Lua foi seu último voo espacial.
Um ano depois, ele se tornou professor de engenharia da Universidade de Cincinnati.
Neil era um pouco recluso e morava em Indian Hills, na periferia de Cincinatti, com sua esposa Carol. Eles se casaram em 1999.
A Nasa divulgou nota lamentando a morte do astronauta Neil Armstrong na tarde deste sábado (25 de agosto). Para a agência espacial americana, ele foi um “verdadeiro herói americano”.

“Em nome de toda a família da Nasa, eu gostaria de expressar minhas profundas condolências para Carol e para o restante da família Armstrong. Enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará incluído neles, lembrado por dar o primeiro pequeno passo em um mundo além do nosso.

“Além de ter sido um dos maiores exploradores da América, Neil possuía uma graça e uma humildade que era um exemplo para todos nós. Quando o presidente Kennedy desafiou a nação a mandar um homem para a Lua, Neil Armstrong o aceitou sem reservas.

A medida que entramos nesta nova era de exploração espacial, nós o fazemos nos apoiando sobre os ombros de Neil Armstrong. Nós velamos o falecimento de um amigo, de um colega astronauta e de um verdadeiro herói americano.

Charles Bolden, administrador da Nasa”

6632 – Biologia – O João de Barro


O engenho posto na construção do ninho, orientada por rígidos padrões de segurança, é um traço marcante no comportamento do joão-de-barro, que se vale do bico e dos pés para edificar sua obra.
Pássaro da família dos furnarídeos, o joão-de-barro (Furnarius rufus) mede cerca de 19cm, pesa 49g e é muito comum no leste e no sul do Brasil. Alimenta-se de cupins e outros insetos, aranhas, opiliões e demais artrópodes, bem como de ocasionais sementes. Os sexos são praticamente idênticos, com o corpo cor de terra e a cauda puxando para um tom de ferrugem.
Construído pelo casal em árvores altas, o ninho em forma de forno (donde o nome Furnarius) pesa até quatro quilos, com paredes de três a quatro centímetros de espessura. É feito de barro úmido misturado a palha e a um pouco de esterco. A entrada fica em sentido oposto ao das chuvas e ventos, e na última etapa da obra é erguida uma meia parede interna que separa a câmara incubadora de um estreito vestíbulo. A sobreposição de vários ninhos, como um edifício em miniatura, pode chegar a mais de seis unidades. A fêmea põe de três a quatro ovos e a incubação dura cerca de 15 dias. Ao mesmo gênero do joão-de-barro do Sudeste pertencem o casaca-de-couro-amarelo (F. leucopus) e o casaca-de-couro-da-lama (F. figulus), que se distribuem sobretudo pelo Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.

6631 – Os Pássaros e a Primavera


Admirados pela beleza de seu canto ou pelo colorido da plumagem, os pássaros podem ser vistos e ouvidos em todas as regiões do planeta, com exceção da Antártica. A diversidade de sua aparência, do vôo, dos hábitos e demais traços biológicos é fonte permanente de saber para os especialistas e de alegria para os amadores.
Pássaros, ou passarinhos, são os integrantes da ordem mais representativa da classe das aves, a dos passeriformes, que reúne cerca de cinqüenta famílias e mais de cinco mil espécies, de tamanho geralmente reduzido em comparação com outras aves.

Os pássaros têm as patas adaptadas à necessidade de empoleirar-se, com três dedos para a frente e um, maior, para trás (chamado hálux). O bico é desprovido de ceroma, membrana que reveste a base do bico das outras aves. Como estas, os pássaros contam com um órgão vocal, a siringe, que em seu caso é mais complexo, para facilitar o canto– habilidade desenvolvida apenas pelos machos — ou o grito. Também são características dos pássaros a feitura de ninhos mais elaborados, o modo de voar em que as asas são movidas como remos e a vida quase sempre arborícola. O regime alimentar, no entanto, é menos específico e, como inclui mais insetos do que grãos ou frutos, confere-lhes grande utilidade no equilíbrio dos ecossistemas dominados pelo homem.
A plumagem, muitas vezes de cores vivas e brilhantes como, no Brasil, as do galo-da-serra e saíras, e, na Indonésia, a da ave-do-paraíso, pode também ser discreta, como em algumas das espécies de canto mais apreciado, entre as quais o rouxinol europeu e a garriça e o curió sul-americanos. A coloração percorre todos os matizes, do negro esplêndido nos corvos e melros ou graúnas até a alvura de algumas variedades de canário, passando pelo vermelho intenso do tié-sangue, os vários tons de azul do sanhaço e assim por diante.
O bico dos pássaros é de conformação anatômica igualmente variável, segundo a adaptação à dieta predominante: são finos nos insetívoros — e até recurvos, particularmente aguçados nos arapaçus — ou mais fortes, espessos nos granívoros, às vezes aptos a romper a casca de duros frutos secos como o pinhão e a avelã, para lhes retirar as sementes.
Em quase todas as espécies de passeriformes o macho é maior e mais vistoso do que a fêmea. Os ninhos, em geral, são feitos a céu aberto, trançados com gravetos, palha, raízes e outros materiais, em forma de concha ou bolsa pendente, ou são construídos com terra úmida, como um forno de um ou mais compartimentos, no caso do joão-de-barro (Furnarius rufus). Em outras espécies a postura efetua-se no interior de galerias cavadas no solo. Os filhotes nascem cegos, pelados e, dentro da boca que escancaram, trazem diversos pontos de forte colorido que servem para orientar a tarefa da alimentação, exercida tanto pela mãe como pelo pai.
Com exceção dos gelos da Antártica, existem pássaros em todos os habitats da Terra, em todos os climas e altitudes, no interior dos continentes ou nas zonas litorâneas, mas sua distribuição geográfica privilegia as regiões mais quentes, para onde migram no inverno muitas espécies dos países frios, como as andorinhas. Só em terras brasileiras se conhecem mais de 1.500 espécies de pássaros e cerca de 2.500 subespécies.

A ordem dos passeriformes divide-se em duas subordens, segundo se verifique ou não a presença de um vínculo entre o tendão do músculo que flexiona os dedos dianteiros e o do hálux. São, respectivamente, os pássaros desmodáctilos e os eleuterodáctilos. A primeira dessas subordens apresenta uma única família, a dos eurilaimídeos, no Oriente, e a segunda abrange todos os outros passeriformes, classificados em duas infraordens — a dos mesomiódios e a dos acromiódios, conforme a menor ou maior complexidade muscular de sua siringe.
Outras distinções anatômicas levaram os ornitólogos a subdividir os mesomiódios em duas superfamílias, a dos haploófones e a dos traqueófones. A primeira inclui oito famílias — quatro das quais apenas das Américas: cotingídeos (como a araponga), piprídeos (como o tangará), tiranídeos (como o bem-te-vi) e oxiruncídeos (de uma só espécie, o chibante) — e a segunda, cinco: furnarídeos (como o joão-de-barro), dendrocolaptídeos (como o arapaçu), formicarídeos (como a tovacuçu), conopofagídeos (como o chupa-dente) e rinocriptídeos (de nenhum ou raros exemplos com nome em português).

A Primavera, conhecida como o período das flores e também do canto dos pássaros. É um período muito significativo para os pássaros, pois há aumento da luminosidade e da disponibilidade de alimento na natureza, que favorece o período de reprodução.
Para encontrar um parceiro, os pássaros tem que se expor mais, e a forma que eles o fazem é através do canto. Aumento de luminosidade, fartura de alimentação e do instinto reprodutivo, cenário perfeito para o início da reprodução.
De acordo com um estudo publicado na Revista Current Biology da Universidade de Oxford, as aves possuem uma molécula fotossensível (sensível a luz) na região do hipotálamo, que altera o comportamento e induz a necessidade de reprodução e consecutivamente aumento da freqüência do canto. Segundo a pesquisa, o crânio dos pássaros e o seu tecido cerebral deixam passar bastante luz. É por isso que nas aves de granja, é utilizado iluminação artificial com o intuito de aumentar a reprodutividade. Na natureza o aumento da disponibilidade de alimentos, ricos em vitaminas (incluindo a vitamina E), favorece a perpetuação das espécies e garante a sobrevivência dos filhotes.
Nos pássaros de cativeiro, conseguimos observar algumas alterações comportamentais, como maior necessidade alimentar, aumento significativo do canto e posturas de acasalamento, logo, neste momento precisamos fornecer maior suplementação alimentar, o Bella Ave Reprodução, favorece este período de reprodução, garantindo um aumento de reprodutividade e de eclosão dos ovos.

6630 – Teledramaturgia – Carlos Augusto Strazzer


Carlos Augusto Strazzer (São Paulo, 4 de agosto de 1946 — Petrópolis, em 19 de fevereiro de 1993) foi um ator, cantor e diretor de teatro brasileiro.

Paulista de São Caetano do Sul/SP.
Participou de diversas peças teatrais, entre elas Cemitério de Automóveis, de Fernando Arrabal; O Balcão, de Jean Genet, dirigidos por Victor Garcia e produzidos por Ruth Escobar; A Moratória, de Jorge Andrade; o musical Evita, um dos maiores sucessos da cena carioca dos anos 80; e As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, outro êxito do final daquela década.
Ficou mais conhecido por sua participação na televisão, em muitas telenovelas e algumas minisséries, na Rede Globo, na TV Tupi, na Rede Manchete, na TV Bandeirantes e na TV Record. Era conhecido por interpretar vilões ou personagens misteriosos e místicos, aos quais impregnava de elegância e ambiguidade.
Fez alguns filmes, como Gaijin – os caminhos da liberdade (1980), de Tizuka Yamasaki; Eles não usam black-tie (1981), de Leon Hirszman; Com licença, eu vou à luta (1986), de Lui Farias e O Mistério do Colégio Brasil (1988), de José Frazão; além de participações especiais na produção internacional Moon Over Parador (1987), dirigida por Paul Mazursky; e no documentário Interprete mais, ganhe mais, dirigido por Andrea Tonacci, que trata do cotidiano do grupo teatral de Ruth Escobar e que ficou embargado na justiça por vinte anos.
Faleceu vítima de complicações respiratórias em decorrência da AIDS em 1993, aos 46 anos.
Um de seus filhos, Fábio Strazzer, atualmente faz parte da equipe de diretores da Rede Globo de Televisão.

Trabalhos na televisão

1991 – O Sorriso do Lagarto …. Peçanha
1989 – O Cometa …. Habib
1989 – Que Rei Sou Eu? …. Crespy Aubriet
1987 – Mandala …. Argemiro
1986 – Mania de Querer …. Ângelo
1984 – Livre para Voar …. Danilo
1983 – Champagne …. Ronaldo
1983 – Moinhos de Vento …. Leandro
1981 – Jogo da Vida …. Adriano Sales
1980 – Coração Alado …. Piero Camerino
1978 – O Direito de Nascer …. Alberto Limonta (Albertinho)
1977 – O profeta …. Daniel do Prado
1977 – Éramos seis …. Carlos
1976 – O Julgamento …. narrador
1975 – Ovelha Negra …. Alberto
1972 – Vitória Bonelli …. Walter
1971 – Os Deuses Estão Mortos …. Gabriel
1970 – As Pupilas do Senhor Reitor …. Manuel do Alpendre

O Profeta

Strazzer em um de seus principais papéis, o místico “O Profeta”

Na história, Daniel era um paranormal que via o passado e previa o futuro. Quando era criança, teve a visão de que o cunhado, João Henrique, traía sua irmã, Ester, com uma moça loura. Ester acabou se separando do marido. A moça loura era na verdade um espírito que acompanhava João Henrique. Este fato despertou o ódio de João Henrique por Daniel. Quando adulto, sua paranormalidade aumentou e ele passou a usá-la em benefício próprio, em vez de ajudar as pessoas.
Daniel abriu um consultório e se apresentou em vários programas na televisão. Ficou rico, importante e frio. Sua paranormalidade era explicada através da psiquiatria, pelo doutor Michel, por uma mãe-de-santo, Zulmira, pelo espiritismo kardecista, através de seu pai, Francisco, e pelo catolicismo, pelo tio padre Olavo.
Daniel era tão obcecado pelo poder que não percebeu a traição de João Henrique, que, para se vingar de sua separação, tornou-se seu amigo e o denunciou à policia.
Ao mesmo tempo, envolveu-se com Sônia, noiva de Murilo, seu melhor amigo. Ele previu a morte do rapaz, mas foi acusado de tê-la provocado para ficar com Sônia. Envolveu-se também com a fútil Ruth, que só queria um marido rico. E não percebeu a paixão de Carola, uma moça feia, desengonçada e problemática. Ao final, Daniel foi preso, atormentado com seus poderes, e desejando ser um homem simples como todo mundo ao lado de Carola.

6629 – Vida Noturna – Ta Matete Discotheque


Uma Década Inesquecível

O que John Travolta, sapatos de plataforma e globos de luz giratórios têm em comum?
Todos eles fizeram parte de um fenômeno que tomou conta do mundo na década de 1970 e arrebatou o Brasil, principalmente em 1978: a febre das discotecas ou disco fever.
Lançado apenas um ano antes, o filme Os embalos de sábado à noite (Saturday Night Fever, 1977) apresentou
o ator iniciante Travolta, que ao usar o famoso terninho branco e jogar o braço para o alto, se
tornou um símbolo incontestável da disco music. O estilo é uma fusão do pop tradicional, salsa, black
music, funk, soul e rock, marcadamente conhecida por seus arranjos elaborados e batidas fortes. Foi do termo
Discothèque nome de um clube francês dedicado ao jazz que seus criadores buscaram criar uma identidade
própria para o gênero. Uma ótima maneira de ficar por dentro dos maiores
nomes da música disco e conhecer um pouquinho dos seus clássicos é recorrer à trilha do filme Os
embalos de sábado à noite. Sucessos como Stayin Alive do Bee Gees, More Than a Woman de Tavares e Boogie Shoes de K.C. and The Sunshine Band estouraram no Brasil e impulsionaram milhares de brasileiros para
as pistas de dança. E também, ler os artigos do Mega Arquivo.

Ta Matete

Algumas boates marcaram os anos 70 e 80. Misturavam todas as tribos. Ta Matete era uma delícia, assim como o Hippo quase defronte e o Picollo Mondo, ao lado. Em uma festa beneficente de 1979 se reuniram Maria Della Costa (atriz e hoteleira, recentemente homenageada com uma grande exposição), o inesquecível festeiro Carlos Armando Forino Rodrigues (1940- 2004) e a cantora do rádio Marlene (quem morreu em 2005 foi a outra, a rival, a Emilinha).

Esquentando os Pratos
Gregão
Mixar era uma arte que ele dominava desde os longínquos anos 70. E “destruía” nas “miliduque”. Se esmerava em mixagens às vezes mais longas ou de timing exato para o crossfa order zithromaxder. antibiotics online from us pharmacies Fez questão de ensinar TUDO a todos que how to buy antibiotics online dele se aproximavam. Online Prascion | Antibiotici Onlineusa pharmacy pills Enfrentou os desafios de colocar o Disc-Jockey no patamar de respeito que hoje se vê.
Pioneiro na arte dos remixes aqui no Brasil, ele era o “Mens”. Fonte de inspiração para os DJs que hoje “ganham o pão” de cada dia simplesmente tocando, mixando, virando… Nós editores da Revista DJ Sound, entendemos que ele também é um dos responsáveis por amarmos a Dance Music.
Ricardo Guedes

O “Imperador dos Toca-Discos”. Talvez o nome mais polêmico da cena, mas sem dúvida o de técnica mais apurada entre todos. Ele mesmo dizia que tinha nascido dentro de uma pista de dança. Foi um visionário, que fez de cada uma de suas ideias um passo fundamental para o crescimento e a conquista do respeito do Disc-Jockey, dentro dos clubs, das emissoras de rádio e das gravadoras. buying clomid online
Fez da Contra-Mão um templo da Dance Music com suas mixagens incomparáveis, precisas, e um repertório que sempre surpreendia quem estava pista. vpxl male enhancementonline pharmacy diet pills Com seu jeito alegre, divertido e de um apaixonado pela música, ganhava a simpatia e admiração de todos que conviviam à sua volta. No rádio, tinha o timing perfeito até mesmo na “locução” em seus clássicos programas como o “Garagem 70”, o House Definition e o “Volume 97”.

Don Lula

Carioca de Copacabana, inaugurou a primeira discoteca do Brasil, a New York City em 1978. Inaugurou também em a boate Ipanema e também teve a honra de tocar num dos maiores templos da história da Dance Music, o Studio 54, também em NY. Em 1981 retornou para o Brasil e fixou residência em SP onde ganhou fama em clubs como a Dancing, Tamatete, Up & Down e Hippodromus.
Exímio DJ, mantinha a técnica de mixagens bem elaboradas, longas, concebida desde o início da carreira nos áureos tempos da Disco Music. Se especializou nas festas do gênero Flash Back e era, claro, muito respeitado entre os DJs por sua história e dedicação pela música nas pistas de dança.

6628 – O que é o Fenômeno El Niño?


Trata-se de um fenômeno climático, de caráter atmosférico-oceânico, em que ocorre o aquecimento fora do normal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. As causas deste fenômeno ainda não são bem conhecidas pelos especialistas em clima.

Este fenômeno costuma alterar vários fatores climáticos regionais e globais como, por exemplo, índices pluviométricos (em regiões tropicais de latitudes médias), padrões de vento e deslocamento de massas de ar. O período de duração do El Niño varia entre 10 e 18 meses e ele acontece de forma irregular (em intervalos de 2 a 7 anos).
Efeitos do El Niño

– Os ventos sopram com menos força na região central do Oceano Pacífico;

– Acúmulo de águas mais quentes do que o normal na costa oeste da América do Sul;

– Diminuição na quantidade de peixes na região central e sul do Oceano Pacífico e na costa oeste dos Canadá e Estados Unidos;

– Intensificação da seca no nordeste brasileiro;

– Aumento do índice de chuvas na costa oeste da América do Sul;

– Aumento das tempestades tropicais na região central do Oceano Pacífico;

– Secas na região da Indonésia, Índia e costa leste da Austrália;

– Muitos climatologistas acreditam que o El Niño possa estar relacionado com o inverno mais quente na região central dos Estados Unidos, secas na África e verões mais quentes na Europa. Estes efeitos ainda estão em processo de estudos.

– O termo El Niño é de origem espanhola e se refere a Corrente de El Niño. O nome foi dado por pescadores da costa do Peru e Equador, pois na época do Natal a região costuma receber uma corrente marítima de águas quentes. Por aparecer no período natalino, El Niño (O Menino) Jesus foi homenageado, pelos pescadores, com o nome do fenômeno climático. O termo popular foi adotado também pelos climatologistas.

– Quando o fenômeno é inverso, ocorrendo um resfriamento fora do normal na águas da região equatorial do Oceano Pacífico, dá-se o nome de La Niña.

Os fenómenos El Niño são alterações significativas de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima.
Estes eventos modificam um sistema de flutuação das temperaturas daquele oceano chamado Oscilação Sul e, por essa razão, são referidos muitas vezes como OSEN (Oscilação Sul-El Niño, ver abaixo). Seu papel no aquecimento e arrefecimento global é uma área de intensa pesquisa, ainda sem um consenso.
O El Niño foi originalmente reconhecido por pescadores da costa oeste da América do Sul, observando baixas capturas, à ocorrência de temperaturas mais altas que o normal no mar, normalmente no fim do ano – daí a designação, que significa “O Menino”, referindo-se ao “Menino Jesus”, relacionado com o Natal.
Durante um ano “normal”, ou seja, sem a existência do fenômeno El Niño, os ventos alísios sopram no sentido oeste através do Oceano Pacífico tropical, originando um excesso de água no Pacífico ocidental, de tal modo que a superfície do mar é cerca de meio metro mais alta nas costas da Indonésia que no Equador. Isto provoca a ressurgência de águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na costa ocidental da América do Sul, que alimentam o ecossistema marinho, promovendo imensas populações de peixes – a pescaria de anchoveta no Chile e Peru já foi a maior do mundo, com uma captura superior a 12 milhões de toneladas por ano. Estes peixes, por sua vez, também servem de sustento aos pássaros marinhos abundantes, cujas fezes depositadas em terra, o guano, servem de matéria prima para a indústria de fertilizantes.
Quando acontece um El Niño, que ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, com uma média de 3 a 4 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que o normal na costa oeste da América do Sul e, consequentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe.
Outra consequência de um El Niño é a alteração do clima em todo o Pacífico equatorial: as massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo. Por exemplo, durante um ano com El Niño, o inverno é mais quente que a média nos estados centrais dos Estados Unidos, enquanto que nos do sul há mais chuva; por outro lado, os estados do noroeste do Pacífico (Oregon, Washington, Colúmbia Britânica) têm um inverno mais seco. Os verões excepcionalmente quentes na Europa e as secas em África parecem estar igualmente relacionadas com o aparecimento do El Niño.
La Niña é o fenômeno inverso, caracterizado por temperaturas anormalmente frias, também no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacifico, muitas vezes (mas não sempre) seguindo-se a um El Niño.

6627 – Mega Memoria Sampa – Inferno no Joelma


Joelma em Chamas

O edifício Joelma, atualmente denominado edifício Praça da Bandeira, é um prédio situado na cidade de São Paulo. Foi inaugurado em 1971.
Com vinte e cinco andares, sendo dez de garagem, localiza-se no número 225 da Avenida Nove de Julho, com outras duas fachadas para a Praça da Bandeira (lateral) e para a rua Santo Antônio (fundos).
Tornou-se conhecido nacional e internacionalmente quando, em 1 de fevereiro de 1974, um incêndio provocou a morte de 187 pessoas.
O prédio foi construído utilizando-se uma estrutura de concreto armado, com vedações externas de tijolos ocos cobertos por reboco e revestidos por ladrilhos na parte externa. As janelas eram de vidro plano em esquadrias de alumínio, e o telhado de telhas de cimento amianto sobre estrutura de madeira.
O subsolo e o térreo seriam destinados à guarda de registros e documentos; entre o 1° e o 10° andar, ficariam os estacionamentos; e, do 11° ao 25°, as salas de escritórios.

Inferno no Joelma
Concluída sua construção em 1971, o edifício foi imediatamente alugado ao Banco Crefisul de Investimentos. No começo de 1974 a empresa ainda terminava a transferência de seus departamentos quando, no dia 1 de fevereiro, às 08:54 da manhã de uma sexta-feira, um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no 12° andar deu início a um incêndio que rapidamente se espalhou pelos demais pavimentos. As salas e escritórios no Joelma eram configurados por divisórias, com móveis de madeira, pisos acarpetados, cortinas de tecido e forros internos de fibra sintética, condição que muito contribuiu para o alastramento incontrolável das chamas.
Quinze minutos após o curto-circuito era impossível descer as escadas que, localizadas no centro dos pavimentos, não tardaram a serem bloqueadas pelo fogo e fumaça. Na ausência de uma escada de incêndio, muitas pessoas ainda conseguiram se salvar descendo pelos elevadores, mas estes também logo deixaram de funcionar, quando as chamas provocaram a pane no sistema elétrico dos aparelhos e a morte de uma ascensorista no 20° andar.
Sem ter como deixar o prédio, muitos tentaram abrigar-se em banheiros e nos parapeitos das janelas. Outros sobreviventes concentraram-se no 25° andar, que tinha saída para dois terraços. Lembrando-se de um incidente similar ocorrido no Edifício Andraus dois anos antes, em que as vítimas foram salvas por um helicóptero que se aproveitou de um heliporto no topo do prédio, eles esperavam ser resgatados da mesma forma.

Resgate
O Corpo de Bombeiros recebeu a primeira chamada às 09:03 da manhã. Dois minutos depois, viaturas partiram de quartéis próximos, mas devido a condições adversas no trânsito só chegaram no local às 09:10.
Helicópteros foram acionados para auxiliar no salvamento, mas não conseguiram pousar no teto do edifício pois este não era provido de heliporto; telhas de amianto, escadas, madeiras e a fumaça do incêndio também impediram o pouso das aeronaves.
Os bombeiros, muitos deles desprovidos de equipamentos básicos de segurança, como máscaras de oxigênio, decidiram entrar no prédio para o resgate, tentando alcançar aqueles que haviam conseguido chegar ao topo do edifício. Foram apenas parcialmente bem sucedidos; a fumaça e as chamas já haviam vitimado dezenas de pessoas. Alguns sobreviventes, movidos pelo desespero, começaram a se atirar do edifício. Mais de 20 saltaram; nenhum sobreviveu.
Apenas uma hora e meia após o início do fogo é que o primeiro bombeiro conseguiu, com a ajuda de um helicóptero do Para-Sar (o único potente o suficiente para se manter pairando no ar enquanto era feito o resgate), chegar ao telhado. Já então muitos haviam perecido devido à alta temperatura no topo do prédio, que chegou a alcançar 100 graus celsius. A maioria dos sobreviventes ali conseguiu se salvar por se abrigarem sob uma telha de amianto.
Por volta de 10:30 da manhã o fogo já havia consumido praticamente todo o material inflamável no prédio. O incêndio foi finalmente debelado, com a ajuda de 12 auto-bombas, 3 auto-escadas, 2 plataformas elevatórias e o apoio de dezenas de veículos de resgate.
Às 13:30, todos os sobreviventes haviam sido resgatados.

Cobertura da Imprensa
A ampla cobertura da imprensa tirou do anonimato muitas das vítimas do incêndio e pessoas envolvidas diretamente nas operações para seu salvamento. Diversos veículos de comunicação reproduziram seus relatos e histórias da tragédia, que reunidos ajudaram a reconstruir os momentos dramáticos do incêndio.
Joel Correia – instalado com seu telescópio numa das extremidades do Viaduto do Chá, comunicou à rádio Jovem Pan a existência de sobreviventes no edifício, mesmo com o incêndio dominado e os pilotos de helicóptero não avistando mais feridos a serem resgatados. Mais tarde o comandante do Serviço de Salvamento do Corpo de Bombeiros reconheceu a ajuda, afirmando que as vítimas estavam realmente vivas e foram salvas.
Consequências
Dos aproximadamente 756 ocupantes do edifício, 188 morreram e mais de 300 ficaram feridos. A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do Banco Crefisul de Investimentos.
A tragédia do Joelma, que se deu apenas dois anos após o incêndio no Edifício Andraus, reabriu a discussão popular com relação aos sistemas de prevenção e combate a incêndio nas metrópoles brasileiras, cujas deficiências foram evidenciadas nos dois grandes incêndios. Na ocasião, o Código de Obras do Município de São Paulo em vigor era o de 1934, um tempo em que a cidade tinha 700.000 habitantes, prédios de poucos andares e não havia a quantidade de aparelhos elétricos dos anos 70.
A investigação sobre as causas da tragédia, concluída e encaminhada à justiça em julho de 1974, apontava a Crefisul e a Termoclima, empresa responsável pela manutenção elétrica, como principais responsáveis pelo incêndio. Afirmava que o sistema elétrico do Joelma era precário e estava sobrecarregado. Além disso, os registros dos hidrantes do prédio estavam inexplicavelmente fechados, apesar de o reservatório conter na hora do incêndio 29,000 litros de água.
O resultado do julgamento foi divulgado em 30 de abril de 1975: Kiril Petrov, gerente-administrativo da Crefisul, foi condenado a três anos de prisão. Walfrid Georg, proprietário da Termoclima, seu funcionário, o eletricista Gilberto Araújo Nepomuceno e os eletricistas da Crefisul, Sebastião da Silva Filho e Alvino Fernandes Martins, receberam condenações de dois anos.

Repercussão na mídia
Pouco depois da tragédia, uma pequena produtora norte-americana produziu o curta-metragem Incendio, contando as causas e consequências do fogo, utilizando técnicas de animação gráfica e imagens da cobertura da imprensa.
Em 1979 foi rodado o filme Joelma 23º Andar, baseado no livro Somos Seis, do médium Chico Xavier, no qual se conta a história de uma garota que morreu no incêndio (Volquimar Carvalho dos Santos, sendo que no filme ela era interpretada com o nome de Lucimar). O papel da protagonista foi interpretado pela atriz Beth Goulart.
No dia 30 de junho de 2005, o programa Linha Direta da Rede Globo, exibiu o quadro Linha Direta Mistério, com o caso Joelma.

Fama de mal-assombrado

A tragédia acabou ajudando a espalhar entre a população rumores de que o terreno onde o prédio foi construído seria amaldiçoado, com especulações de que ali até o final do século XIX teria sido um pelourinho, e que fantasmas rondavam o local. Durante o incêndio, treze pessoas tentaram escapar por um elevador, mas não conseguiram. Os corpos, não identificados, foram enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro, em São Paulo. O fato acabaria sendo a inspiração para o chamado “mistério das 13 almas”, que atribui a elas diversos milagres. A fama de mal-assombrado aumentou ainda mais após a divulgação de que ali teria sido local de diversos assassinatos, no chamado “Crime do Poço”.
Em 1948, antes do Joelma ser construído, havia naquele terreno uma casa que era do professor Paulo Camargo. Ele morava com a mãe e as irmãs. Ele as matou e em seguida sepultou suas vítimas no poço que fora construído no fundo da casa justamente para esse fim. A polícia descobriu o crime por meio de denúncias relatando o desaparecimento de várias mulheres no local. Descoberto o mistério, Paulo Camargo se matou.
Os bombeiros resgataram os corpos (no resgate, um dos bombeiros sofreu um tipo de infecção cadavérica e mais tarde veio a morrer). A polícia naquela época trabalhava com duas hipóteses que seriam motivos para o crime. A primeira, seria o fato da mãe e das irmãs não terem aprovado uma namorada dele. A segunda, por sua mãe e irmãs estarem muito doentes e por isso o professor não quis cuidar delas. A verdadeira causa dos assassinatos nunca foi descoberta. Passado o tempo, a casa foi demolida e deu lugar ao edifício.

6626 – Medicina – A Hipoglicemia e a Hiperglicemia


Fique Atento:

Hipoglicemia ocorre quando a glicemia vai para abaixo de 60 mg/dl e os sintomas são batedeira, sensação de angustia, sonolência, irritabilidade, confusão mental, sudorese, tremores. As pessoas podem sentir sintomas diferentes em cada situação de hipoglicemia.
Hiperglicemia ocorre quando a glicose se eleva. Um intervalo bom de glicemia para portadores de diabetes está entre 70-150 mg/dl quando a glicemia esta superior a 240 mg/dl sentimos mais o desconforto e aparecem sintomas de boca seca, aumento das vezes de urinar, fome, dor de cabeça, cansaço, formigamento nas pernas, dores nas pernas.

A arritmia cardíaca pode ocorrer durante um episodio de hipoglicemia e tb na hiperglicemia quando temos alteração do metabolismo se a pessoa ja tem predisposição a arritmia.
Os distúrbios da tiróide hipo e hipertiroidismo podem afetar o controle da glicemia e tb predispor a arritmias.

6625 – Os gambás ficam bêbados como gambás?


Gambás são atraídos por bebidas, especialmente cachaça, explica Ari Riboldi no livro O Bode Expiatório: Origem de Palavras, Expressões e Ditados Populares com Nomes de Animais: “Põe-se um pouco da bebida num pote. O bicho vem, guiado pelo cheiro, bebe tudo e, em seguida, cai embriagado”. Bêbado como um gambá, literalmente (atenção: ao se referir a um amigo alcoolizado, só use a expressão “bêbado como um gambá literalmente” se ele realmente for um gambá).

6624 – Biologia – Superorganismos


Sob o sugestivo título de “O micróbio faz o homem”, a revista britânica “The Economist” dedicou a capa de sua edição da semana passada à ideia, que vem ganhando corpo na biologia e na medicina, de que precisamos pensar o ser humano não como uma entidade à parte, mas no conjunto de suas relações com o meio ambiente, em especial a interação com espécies microscópicas com as quais vivemos em promiscuidade. Nesse modelo, nós perdemos um pouco de nós para nos tornarmos um superorganismo, no qual outros seres vivos, notadamente aqueles que habitam nosso corpo, têm papel fundamental.
Famaso revista científica divulgou a tese de que somos um superorganismo, não muito diferente de uma barreira de corais. Dos cerca de cem filos de bactérias, quatro estão presentes no homem: Actinobactérias, Bacteroidetes, Firmicutes e Proteobactérias. São elas que produzem muitas das vitaminas e enzimas de que dependemos para viver, mas nossos genes não sabem fabricar.
Uma prova elegante de que estamos há milhões de anos coevoluindo com elas reside no fato de que o leite humano está repleto de glicanos, um polissacarídeo que é convertido em carboidratos digeríveis através de enzimas do grupo das beta-glicosidases. O detalhe intrigante é que essas enzimas não são produzidas pelo homem, mas apenas por bactérias que nos colonizam, numa evidência de que elas são confiáveis e estão conosco há muito tempo.
E, já que estamos falando de nutrição, há cada vez mais evidências de que as bactérias desempenham um papel-chave aí. Quem primeiro mostrou isso foi Jeffrey Gordon, em 2006. Ele analisou a flora intestinal de americanos gordos e magros e verificou que os mais cheinhos tinham uma proporção maior de Firmicutes e menor de Bacteroidetes. Mais intrigante, quando conseguiam emagrecer, o balanço de bactérias também se alterava.

De 2006 para cá, Gordon continuou nessa linha de pesquisa. No ano passado, mostrou que, além de obesidade, bactérias também podem provocar desnutrição. Estudando pares de gêmeos, verificou que, quando um dos indivíduos era bem nutrido e o outro mal, eles tinham microbiomas diferentes. Deixando os gêmeos em paz e trabalhando com ratos, conseguiu induzir desnutrição apenas alterando a flora intestinal do bichinho.
As implicações são óbvias. Se essas ideias estiverem corretas, é em princípio possível encontrar um tratamento efetivo para a obesidade, que se afigura como o próximo flagelo a castigar a espécie, apenas modificando a proporção de bactérias em nosso trato digestivo. É um avanço notável, quando se considera que já tentamos mais ou menos de tudo para controlar essa moléstia –e sem muito sucesso.
Há evidências de que bactérias estão também envolvidas em doenças cardíacas, diabetes, esclerose múltipla e várias outras moléstias. No caso do coração, a suspeita vem da constatação de que os níveis de acido fórmico encontrados na urina de uma pessoa são inversamente proporcionais à sua pressão sanguínea. O fato de estarmos falando de ácido fórmico nos remete imediatamente para bactérias, já que, a menos que o indivíduo em questão tenha dieta de tamanduá e devore formigas, é o nosso microbioma que o produz. E o ácido atua nos rins modificando a quantidade de sal que eles absorvem, o que tem impacto na pressão arterial.
A manipulação de bactérias, mais especificamente o transplante fecal, é um tratamento promissor para casos de colite provocada por Clostridium difficile resistente a antibióticos. A doença pode ser fatal. O procedimento consiste em recolher os dejetos do doador (normalmente um parente bem, bem próximo) e liquefazê-los com solução salina. A mistura é então levada até o trato intestinal do receptor através de enemas ou de sonda nasogástrica. A hipótese teórica é que a flora saudável do doador agirá como um probiótico, colonizando o intestino e desalojando o C. difficile.
Tais bizarrices dizem algo a respeito da evolução da medicina em particular e da filosofia da ciência em geral. A história da medicina é uma sucessão de tentativas, erros, vários outros erros, mas também alguns sucessos. A única certeza é a de que tudo o que é sólido se desmancha no ar, para citar o bom e velho Marx. Teorias que gozavam de séculos de solidez, como a dos quatro humores, ruíram, deixando só vestígios arqueológicos no nome de doenças, como a “depressão melancólica” (a melancolia era um dos humores). Teses que antes pareciam doidas, como a de que bichos invisíveis causam moléstias, se tornaram inquestionáveis. Pelo menos até agora. E isso foi, em termos históricos, outro dia. Micro-organismos patógenos são conhecidos há menos de 150 anos; os antibióticos só ganharam difusão a partir de 1941. E não faz uma década que começamos a perceber que somos mais do que os 10 trilhões de células comandadas por 23 mil genes. A noção de homem como um superorganismo acrescenta a cada um de nós a bagatela de 100 trilhões de bactérias e 3 milhões de genes não humanos.

6623 – Mega Wise – Assurbanipal, o rei assírio


Assurbanipal (ca. 690 a.C. — 627 a.C.) foi o último grande rei dos assírios. No seu reinado (por volta de 668 – 627 a.C.), a Assíria se tornou a segunda potência mundial. Seu império incluía Babilônia, Pérsia, Síria e temporariamente também o Egito.
Assurbanipal foi o sucessor de Esarhaddon (ou Asarhaddão), e tornou-se rei em 668 a.C.. Sua primeira campanha militar foi contra o Egito, e ele penetrou até Mênfis e Tebas. Chamás-Chum-Uquim, seu irmão, que havia sido apontado por seu pai como rei da Babilônia, se revoltou em 652 a.C., contando com ajuda de chefes babilônios e árabes. Após um cerco, Chamás-Chum-Uquim morreu no seu próprio palácio, ao qual ele havia posto fogo.
Após isso, Assurbanipal atacou e devastou o reino do Elão. Toda a região de Elão foi destruída, a capital saqueada, templos e túmulos foram profanados, e os príncipes da família real foram executados, de forma que Elão desapareceu para sempre da história.

Seu legado
Assurbanipal criou a grande Biblioteca de Ninive, com uma coletânea com obras em escrita cuneiforme, hoje responsável pela maior parte do que se sabe dos povos da Mesopotâmia. Esta biblioteca continha milhares de textos (crônicas, cartas reais, decretos, religião, mitos, e muitos outros) escritos em tabuinhas de barro cozido.

A mãe da escrita
A escrita cuneiforme foi desenvolvida pelos sumérios, sendo a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. É juntamente com os hieróglifos egípcios, o mais antigo tipo conhecido de escrita, tendo sido criado pelos sumérios por volta de 3500 a.C. Inicialmente a escrita representava formas do mundo (pictogramas), mas por praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas.
Os primeiros pictogramas eram gravados em tabuletas de argila, em sequências verticais de escrita com um estilete feito de cana que gravava traços verticais, horizontais e oblíquos. Até então duas novidades tornaram o processo mais rápido e fácil: as pessoas começaram a escrever em sequências horizontais (rotacionando os pictogramas no processo), e um novo estilete em cunha inclinada passou a ser usado para empurrar o barro, enquanto produzia sinais em forma de cunha. Ajustando a posição relativa da tabuleta ao estilete, o escritor poderia usar uma única ferramenta para fazer uma grande variedade de signos.
Tabuletas cuneiformes podiam ser tostadas em fornos para prover um registro permanente; ou as tabuletas poderiam ser reaproveitadas se não fosse preciso manter os registros por longo tempo. Muitas das tabuletas achadas por arqueólogos foram preservadas porque foram tostadas durante os ataques incendiários de exércitos inimigos, contra os edifícios nos quais as tabuletas eram mantidas.
A escrita cuneiforme foi adotada subsequentemente pelos acadianos, babilônicos, elamitas, hititas e assírios e adaptada para escrever em seus próprios idiomas; foi extensamente usada na Mesopotâmia durante aproximadamente 3 mil anos, apesar da natureza silábica do manuscrito (como foi estabelecido pelos sumérios) não ser intuitiva aos falantes de idiomas semíticos. Antes da descoberta da civilização Suméria, o uso da escrita cuneiforme apesar das dificuldades levou muitos filólogos a suspeitar da existência de uma civilização precursora à babilônica. A sua invenção ficou a dever-se às necessidades de administração dos palácios e dos templos (cobrança de impostos, registro de cabeças de gado, medidas de cereal, etc.).
O registro mais antigo até agora encontrado data do século XIV a.C. e está escrito em símbolos cuneiformes da língua acadiana. O pedaço de barro escrito foi achado em Jerusalém por arqueólogos israelenses.
Os sumérios utilizavam a argila para escrever, e quando queria que seus registros fossem permanentes, as tabuletas cuneiformes eram colocadas em um forno, ou poderiam ser reaproveitadas quando seus registros não fossem tão importantes que precisariam ser lembrados sempre.

A escrita cuneiforme foi uma forma de se expressar muito difícil de ser decifrada, pois possuía mais de 2000 sinais e seu uso era de uma dificuldade enorme. O seu principal uso foi na contabilidade e na administração, pois facilitavam no registro de bens, marcas de propriedade, cálculos e transações comerciais.
Com o passar do tempo à escrita cuneiforme foi se popularizando e acabou sendo adotada por outros povos, sendo assim houve uma época em que todos os estados da Mesopotâmia utilizavam este tipo de escrita para se comunicar, trabalhar e até mesmo gravar seus pensamentos.
No decorrer do tempo, para que houvesse maior compreensão da escrita, ela sofreu transformações importantes, a escrita cuneiforme assíria se transformou e se tornou diferente da escrita dos babilônicos.
Os habitantes da mesopotâmia (utilizadores da escrita cuneiforme) teve uma característica muito interessante na questão da escrita, foi um dos povos que utilizaram e deixaram registrados mais documentos contendo este tipo de sinais. A escrita sempre desempenhou um dos papéis mais importantes na vida desses povos, só que por ela ser muito enigmática e de difícil compreensão eram poucas pessoas que tinham o conhecimento dela.
Somente no século XX foram encontrados documentos que esclareciam em partes a complexidade de entendimento desta escrita, sua tradução foi uma tarefa muito árdua. Para conseguir decifrar os documentos encontrados, eram necessários que os estudiosos dominassem outras línguas como o Hebreu e o Árabe, para que possa encontrar dentro do vocabulário dessas duas línguas alguma semelhança que leve a tradução da escrita cuneiforme.
Era quase que impossível se estudar a escrita cuneiforme sem conhecer a cultura e quase toda a história das civilizações que as utilizavam, e a cada nova descoberta na escrita cuneiforme era uma parte da História desses povos desvendada.

6622 – Mega Sampa – Reaberto o Bar do Léo com Horário Esticado


Ele voltou…

Com o clima boêmio que carrega desde sua inauguração, em 1940, o Bar Leo reabriu ontem às 11h, no centro de São Paulo.
A volta do tradicional boteco acontece cerca de quatro meses depois de ser lacrado pela Vigilância Sanitária por suspeita de vender chope Ashby, de menor preço, como se fosse Brahma.
O bar, que já recebeu personalidades como o ex-presidente Jânio Quadros (1917-1992) e o sambista Orlando Silva (1915-1978), tenta agora reerguer sua credibilidade, mas com cuidado.
Com experiência em casas como o Bar Brahma, a empresa Fábrica de Bares assumiu a gestão e promoveu apenas mudanças pontuais. Ali estão os mesmos vitrais coloridos, as mesmas canecas de chope penduradas, a mesma decoração que remete aos estabelecimentos alemães.
Atrás do balcão, onde continuam à mostra ingredientes dos canapés de carne crua, rosbife e linguiça, reaparecem alguns funcionários da velha guarda.
Quem está no comando da chopeira, inclusive, é o mesmo Fernando Lopes, 49, na missão há 24 anos. “Essa chopeira está aqui há 40 anos”, diz, enquanto enche copo seguido de copo.
Os clientes das antigas também voltaram. “Frequento esse bar há 45 anos e pedi o mesmo eisbein [joelho de porco] que comia há 40 anos, igualzinho”, disse o vidraceiro Otávio Guedes da Cunha, 61, ao cruzar os talheres sobre o prato.
No cardápio, também foram mantidas as receitas tradicionais do boteco, como os bolinhos de bacalhau.
Entre as poucas alterações, o bar estendeu seu horário de funcionamento.
Antes, fechava às 20h; agora não cerra as portas antes das 23h. E o chope é novamente Brahma, a R$ 6,50.
Ontem, trabalhadores das redondezas ocupavam a calçada, em pé, tomando a bebida que fez a fama do bar.
É um chope Brahma, disse um degiustador.. “Refrescante, na temperatura correta e tem um amarguinho característico da marca.”
Chamou a atenção para o colarinho persistente, de consistência cremosa, e para a higienização cuidadosa dos copos.

6621 – Goleiro tricampeão mundial de 70, Félix morre aos 74 em São Paulo


Felix, goleiro titular da lendária seleção brasileira de 1970 e que tinha como seu reserva nada mais nada menos que Émerson Leão

O ex-goleiro Félix, campeão mundial em 1970 com a seleção brasileira, morreu nesta sexta-feira em São Paulo, vítima de uma doença pulmonar obstrutiva crônica agravada por pneumonia, aos 74 anos. O velório e o enterro (no sábado, às 9h30) acontecem no Cemitério do Araçá, na capital.
Com 47 partidas pelo Brasil (33 vitórias, 9 empates e 5 derrotas), Félix Miéli Venerando foi ídolo no Fluminense, time pelo qual jogou por oito anos (1968 a 76). Paulistano de nascimento, atuou ainda pelo Juventus –time pelo qual se tornou profissional, em 1953–, Portuguesa e Nacional.
Encerrou a carreira após descobrir que tinha calcificação no ombro direito, o que lhe limitava os movimentos. Pelo Flu, Félix foi campeão do Campeonato Carioca em 1969, 1971, 1973, 1975 e 1976, e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970.
Tentou ser treinador, mas não teve sucesso. Dirigiu o Avaí. Foi ainda treinador de goleiros no próprio Fluminense, logo depois que deixou de ser profissional.
Félix Mielli Venerando, que nasceu dia 24 de dezembro de 1937, estava internado desde o dia 18 de agosto. Trabalhou nos últimos anos como diretor comercial de uma empresa que pertencia a seu genro. Deixa três filhas e mulher.
Em homenagem ao goleiro, a CBF, via comunicado, anunciou que todos os jogos da rodada deste fim de semana do Campeonato Brasileiro terão um minuto de silêncio.