14.054 – Terra, Eterna Enquanto Dura – Vida na Terra acabará em 2 bilhões de anos, mas Humanidade vai antes


terra e lua
Um modelo de cálculo executado por computadores estima que a vida no nosso planeta vai acabar em exatos 2.000.002.013 (dois bilhões e dois mil treze) anos. A equação foi elaborada pelo astrobiólogo Jack O’Malley-James, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, em parceria com um grupo de pesquisadores de seu campus.
Ao jornal argentino “Clarín”, O’Malley-James explica que a temperatura média da Terra subirá gradualmente ao longo da evolução do sol, e o aumento das temperaturas levará ao aumento da evaporação da água, colocando mais vapor de água na atmosfera. Uma consequência disso é que haverá mais chuva, o que, segundo o astrobiólogo, vai reduzir os níveis de CO2 da atmosfera.
Com o tempo, os níveis de CO2 ficarão tão baixos que as plantas não serão capazes de fazer fotossíntese e muitas grandes plantas e árvores que vemos ao nosso redor todos os dias serão extintas, na análise do cientista. E, sem planta, toda a cadeia alimentar se perderá e todos nós seremos extintos, por causa também dos baixos níveis de oxigênio.
E agora a notícia pior: o cientista escocês garante que os humanos e as plantas deixarão a face da Terra muito antes, na metade deste tempo, daqui a um bilhão de anos. E o processo se extinção se seguirá até que, ao fim dos dois bilhões de anos, os últimos micróbios desaparecerão.

Mas, tais previsões sinistras podem não chegar a acontecer. Boa parte dos cientistas também acredita que seremos salvos por nossa tecnologia.

14.046 – Mega Projeções – Ninguém mais vai usar smartphone em cinco anos, diz Samsung


O lançamento do Galaxy Fold tem sido um grande desafio para a Samsung, mas isso não fez que a empresa mudasse sua visão sobre o dispositivo. Para a companhia, o hardware dobrável é uma espécie de ponte para um futuro sem smartphones
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
Para assistir a vídeos, ouvir música, visualizar e responder mensagens, “pode-se ter a mesma experiência em qualquer lugar”. “O dobrável vai durar anos”, estima Cibils. “Uma vez que o 5G e a internet das coisas estejam disponíveis [juntos], em vez de smartphones haverá dispositivos inteligentes. Eles podem diminuir, mas novos aparelhos surgirão.”

13.701 – Mega Vídeo – Projetos Futurísticos do Google


O que é futurologia?

É a tentativa de prever, com uma abordagem científica, o futuro mais ou menos remoto da humanidade, tendo como objetivo abordar os vários cenários possíveis do futuro.
Apesar de uma elevada exatidão em pontos específicos, o trabalho de um futurólogo não é indicar o que vai acontecer, mas sim o que poderá acontecer. Em futurologia os cenários e eventos são, ou não, definidos como:

possíveis,
prováveis,
desejáveis.
A futurologia busca entender o que provavelmente continuará e o que poderá plausivelmente mudar. Parte da disciplina pretende, assim, uma compreensão sistemática e com base em padrões do passado e do presente, e para determinar a probabilidade de eventos e tendências futuras.
Vejamos abaixo num vídeo alguns projetos futurísticos do gigante Google, uma das empresas que mais investem em tecnologia no mundo:

13.698 – Projeções – Como a ficção científica explica a realidade


projetor
Um governo que inventa informações para manipular a realidade a seu favor e dá a isso o nome de “fatos alternativos”. Poderia ser no livro 1984, de George Orwell, mas aconteceu quando a assessora presidencial norte-americana, Kellyanne Conway, apresentou números inflados de pessoas que haviam assistido ao vivo à posse de Donald Trump.
Uma sociedade em que mulheres são subjugadas e obrigadas a gestar bebês de seus estupradores. Poderia ser na obra The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia, Ed. Rocco), escrita por Margaret Atwood e adaptada para a TV, mas é também o que pode acontecer no Brasil caso a PEC 181 seja aprovada.
Uma supermáquina envia ao passado um robô assassino para matar a mãe de seu futuro algoz antes mesmo que ele nasça. Poderia ser em O Exterminador do Futuro — e, nesse caso, é mesmo.
Muitas vezes, a ficção encontra formas pouco óbvias de simular a realidade em que vivemos. Entre todos os gêneros, a ficção científica (FC) é certamente um dos mais hábeis nesse quesito. Ao dissipar a fumaça produzida por carros voadores e naves alienígenas, o que sobra é uma reflexão profunda acerca da natureza humana e do modo como conduzimos o presente, não o futuro.

“A boa ficção científica age do mesmo modo que a boa literatura e a boa arte mainstream: expandindo nossa consciência, nossa inteligência”, afirma o escritor e crítico literário Nelson de Oliveira. “Ela faz isso ao abordar temas que estão fora do cardápio da literatura realista-naturalista. A boa ficção científica extrapola o aqui-agora radicalmente, de uma maneira que nenhum outro gênero literário consegue fazer.”
Para a escritora Ursula K. Le Guin — falecida em janeiro —, além de extrapolação, a FC é um experimento mental. “O objetivo do experimento mental, termo usado por Schrödinger e outros físicos, não é prever o futuro — na verdade, o experimento mental mais famoso de Schrödinger [o do gato] acaba mostrando que o ‘futuro’, no nível quântico, não pode ser previsto —, mas descrever a realidade, o mundo atual”, escreveu a autora na introdução de uma de suas obras mais aclamadas: A Mão Esquerda da Escuridão (Ed. Aleph). “A ficção científica não prevê; descreve.”
Não é à toa, portanto, que, apesar de completar cinco décadas neste ano, uma obra como 2001: Uma Odisseia no Espaço continue tão conservada que pareça ter sido colocada em uma câmara de criogenia. A diferença é que obras assim, ao saírem do congelamento, não estranham o mundo, uma vez que já o conhecem perfeitamente. Isso mostra que o tempo só é um problema para quem o entende como uma sucessão de acontecimentos que formam passado, presente e futuro.
Obras-primas como a de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke estão livres dessa “ilusão persistente” — como definiu Albert Einstein —, afinal, não são elas que existem no tempo, e sim o tempo que existe nelas.
Segundo Fusco, somos seres frágeis e curiosos na mesma proporção, e a busca da FC é, acima de tudo, a busca pela essência humana: “2001 nos apresenta isso de forma magistral, tanto em livro quanto em filme”.
Ultimamente, como um sintoma de que a sociedade se aproxima do desencanto, um dos subgêneros mais desgraçados da FC vem ganhando cada vez mais destaque: a distopia.
A questão é: por que, nos últimos tempos, nos vemos mais refletidos no espelho negro das distopias do que nas utopias? O que isso diz sobre nós?

13.665 – Projeções – O futuro da Inteligência Artificial


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A AI emerge como um elemento chave para as estratégias de negócio em todas as indústrias. Em um recente relatório, a Forrester previu um aumento nos investimentos em AI de mais de 300% em 2017, em comparação com 2016.

No Brasil, a inteligência artificial já começa a ganhar orçamento próprio dentro das organizações. A busca pela redução de custos e aumento de produtividade vêm alavancando o uso de soluções que envolvem robôs capazes de conversar com os clientes e de sistemas que analisam milhares de dados em poucos segundos. O volume de recursos destinado a esse segmento no país vai aumentar mais de cinco vezes em 2018 em relação ao ano passado.
O mais importante no momento é entender como essa tecnologia inovadora está permitindo que as empresas aproveitem seus dados para melhorar a eficiência e a produtividade no local de trabalho, ao mesmo tempo em que oferece resultados tangíveis do ponto de vista do negócio.

Melhoria para a Humanidade ou Catástrofe?
A inteligência artificial, surgida nos anos 1950, se baseia em algoritmos sofisticados e reconhecimento de dados que permitem resolver diversos problemas ou criar facilidades para o ser humano. Entre suas possíveis benesses, vai desde diagnósticos médicos automatizados e sistemas de táxi mais eficazes a até brincadeiras de gosto duvidoso com suas fotos do Facebook. Já os pessimistas, como os deste relatório, temem o uso errado da IA na próxima década para reforçar a cybercriminalidade.
Opinião da Microsoft
A Microsoft lançou um novo livro: The Future Computed: Artificial Intelligence and its role in society (O Futuro Computadorizado: a Inteligência Artificial e seu papel na sociedade). Nós dois redigimos o prefácio, e nossas equipes colaboraram para escrever seus conteúdos. Como o título sugere, o livro apresenta nossa perspectiva para onde a tecnologia de Inteligência Artificial está indo e as questões sociais relacionadas.
A tecnologia – incluindo dispositivos móveis e computação em nuvem – mudou fundamentalmente a maneira como consumimos notícias, planejamos nosso dia, nos comunicamos, compramos e interagimos com nossa família, amigos e colegas. Daqui a duas décadas, como será o nosso mundo? Na Microsoft, imaginamos que a Inteligência Artificial nos ajudará a fazer mais com uma das nossas mercadorias mais preciosas: o tempo. Em 2038, os assistentes digitais pessoais serão treinados para antecipar nossas necessidades, ajudar a gerenciar nossa programação, nos preparar para reuniões, ajudar a planejar nossas vidas sociais, responder e encaminhar comunicações e dirigir carros.
Além de nossas vidas pessoais, a IA permitirá avanços inovadores em áreas como saúde, agricultura, educação e transporte. Isso já está acontecendo de maneiras impressionantes.

Mas, como testemunhamos nos últimos 20 anos, a nova tecnologia também suscita questões complexas e preocupações sociais amplas. À medida que olhamos para um futuro alimentado por uma parceria entre computadores e humanos, é importante abordar esses desafios de frente.
Como podemos garantir que a IA seja projetada e usada de forma responsável? Como estabeleceremos princípios éticos para proteger as pessoas? Como devemos governar o seu uso? E como a IA afetará o emprego e o trabalho?
Devemos também prestar atenção ao impacto da IA na vida dos trabalhadores. Que empregos a IA eliminará? Que funções e cargos criará? Se há uma constante em mais de 250 anos de mudança tecnológica é o impacto contínuo da tecnologia no mercado de trabalho – a criação de novos empregos, a eliminação de funções existentes e a evolução das tarefas e do conteúdo do trabalho. É certo que isso vai continuar.

Algumas conclusões importantes estão surgindo.
Em primeiro lugar, as empresas e os países que se darão melhor na era da IA ​​serão aqueles que aceitarem essas mudanças de forma rápida e eficaz. Isso porque novos empregos e crescimento econômico virão para aqueles que abraçarem a tecnologia, não para aqueles que resistirem ou demorarem a adotá-la.
Segundo, enquanto acreditamos que a IA ajudará a resolver grandes problemas sociais, devemos olhar para este futuro com um olhar crítico. Haverá desafios e oportunidades. Devemos endereçar a necessidade de fortes princípios éticos, a evolução das leis, o treinamento para novas habilidades e até mesmo as reformas do mercado de trabalho. Isso tudo deve se juntar se quisermos aproveitar ao máximo a IA.
Em terceiro lugar, precisamos agir com um senso de responsabilidade compartilhada porque a IA não será criada apenas pelo setor de tecnologia. Na Microsoft, estamos trabalhando para democratizar a IA de uma maneira semelhante à forma como tornamos o PC disponível para todos. Isso significa que estamos criando ferramentas para facilitar a criação de soluções baseadas em IA para todos os desenvolvedores, empresas e governos e acelerar o benefício para a sociedade.
Tudo isso nos leva ao que pode ser uma das conclusões mais importantes de todas. Qualificação para um mundo alimentado por IA envolve mais do que ciência, tecnologia, engenharia e matemática. À medida que os computadores se comportam mais como seres humanos, as ciências sociais e humanas se tornarão ainda mais importantes. Os cursos de idiomas, arte, história, economia, ética, filosofia, psicologia e desenvolvimento humano podem ensinar habilidades críticas, filosóficas e éticas que serão fundamentais no desenvolvimento e gerenciamento de soluções de IA. Para que a IA atinja seu potencial em servir os seres humanos, cada engenheiro precisará aprender mais sobre as artes liberais e todos os profissionais das artes liberais precisarão aprender mais sobre engenharia.

12.879 – O espaço pode ser a próxima internet?


espaço negocios
Essa ideia aparentemente sem sentido foi explicada por Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, uma empresa que compete com a SpaceX pela evolução da exploração espacial. A ideia é habilitar uma nova era de empreendedorismo espacial, como foi possível com os primórdios da internet no planeta.
Bezos conta que seu objetivo é criar uma infraestrutura para o espaço similar à que a Amazon pode aproveitar em 1995, com o começo da internet. “Dois garotos em uma universidade podem reinventar uma indústria, mas dois garotos em uma universidade não podem fazer nada de interessante no espaço”, ele explica, fazendo referência à facilidade com que a internet revolucionou mercados inteiros, e como isso não existe para a exploração espacial.
Para mudar isso, a grande meta é tornar a ida ao espaço mais acessível, e uma parte importantíssima deste processo é reduzir o custo permitindo o reaproveitamento dos foguetes que sempre foram destruídos após um uso. Tornar esta viagem mais barata é o foco do que SpaceX e Blue Origin se propõem a fazer, permitindo colocar grandes objetos em órbita com um custo mais baixo.

O executivo afirma que estas restrições de custos impõem restrições sérias a qualquer tipo de espírito empreendedor, ao contrário da liberdade oferecida pela internet. Bezos lembra que, na época da fundação, a Amazon era ele e mais dez pessoas empacotando livros e dirigindo até o posto de correio próximo para entregar os pacotes. “Nós tínhamos uma infraestrutura para fazer o trabalho pesado. Por exemplo, tínhamos uma rede gigantescas que era o Serviço Postal dos Estados Unidos; a internet em si funcionava sobre a rede de chamadas de longa distância”, conta ele, reafirmando que não há nada parecido para realizar negócios que envolvam o espaço.
“Sempre que você encontra uma forma de oferecer ferramentas e serviços que permitam a outras pessoas exercitarem sua criatividade, você está no caminho certo. Eu acho que o espaço está perto de entrar em sua era dourada”, conclui ele, revelando o seu sonho de criar esta infraestrutura espacial.

12.628 – Projeções – Vacinas comestíveis


Primeiro foi o motorzinho do dentista, condenado aos museus de tortura com a chegada do laser aos consultórios. E logo seremos salvos das injeções. A ProdiGene, uma empresa do Texas, Estados Unidos, está testando vacinas comestíveis em humanos. É o fim da picada. A receita vem sendo desenvolvida com auxílio da engenharia genética. Um gene viral é inserido no DNA de uma bactéria, que depois o espalha nas células das plantas. As plantas, então, geram grãos produtores da proteína viral que dispara a resposta imunológica. “Nosso objetivo é produzir diferentes tipos de proteínas para vacinas comestíveis”, afirma Joseph Jilka, vice-presidente da ProdiGene. A vacina comestível será fácil de armazenar, administrável sem mão-de-obra e sem traumas e aumentará muito as chances de sucesso de campanhas de vacinação em países pobres.
“Se tudo der certo”, diz Jilka, “a população mundial poderá ser vacinada até contra a Aids, de forma segura e econômica, comendo milho geneticamente melhorado.” É o que falta para nossa felicidade estar completa: em vez de camisinha, um saquinho de pipoca.

12.624 – Big Bang da Ciência – No Futuro Seremos Cyborgs?


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Os seres humanos serão bem diferentes, em um futuro não muito distante; dentro de apenas três décadas, todos seremos imortais e nos transformaremos em Cyborgs dourados.
Essa é a surpreendente previsão de um futurologista – que afirma que a tecnologia nos fará “evoluir” para uma nova espécie ao longo das próximas décadas.

Nosso domínio da tecnologia também nos permitirá ter animais de estimação “modificados geneticamente” e capazes de falar — como Furbies vivos.
Os seres humanos se tornarão efetivamente imortais, à medida que alcançarem a capacidade de carregar o conteúdo de suas mentes em computadores e baixá-las em novos corpos robóticos.
Tais previsões – baseadas em pesquisas acadêmicas – foram feitas pelo futurologista Dr. Ian Pearson durante a Big Bang Science Fair 2016.
O Dr. Pearson diz que em 2050, as pessoas serão capazes de conectar seus cérebros diretamente a computadores e poderão transferir sua mente para um corpo tecnológico muito superior ao nosso.
“Isso permitirá que as pessoas tenham múltiplas existências e identidades ou que continuem a viver por muito tempo, mesmo após sua morte biológica.”
“O mais emocionante de tudo é que a natureza já não será mais a responsável por produzir mudanças em nós, mas sim as nossas próprias descobertas e avanços científicos.”

Algo mais
Existem diversos sistemas em desenvolvimento para substituir membros e órgãos que não funcionam mais. Por exemplo, o menino Patrick, de apenas 10 anos de idade, recentemente virou notícia por ter sido a primeira criança brasileira a receber um coração artificial. O órgão artificial (atualmente) pode ser utilizado por um período de até 3 meses, permitindo que o paciente aguarde um doador compatível. Esse era o caso de Patrick, e o coração artificial foi capaz de mantê-lo vivo por mais de um mês, até que ele recebeu um coração natural de um doador. Infelizmente, Patrick veio a falecer pouco depois do transplante, por complicações diversas. Pesquisadores trabalham para que, dentro de algum tempo, tenhamos um coração artificial que possa ser utilizado indefinidamente. Isso evitaria a necessidade de um segundo transplante, diminuiria as chances de rejeição e poderia aumentar a expectativa de vida de pessoas com problemas cardíacos como o de Patrick.
Também há pesquisas focando o desenvolvimento de equipamentos capazes de converter a energia gerada pelo nosso corpo em energia elétrica (aproveitando calor, fluxo sanguínio, vibrações, reações químicas…)! Já viu esse filme? Pois é. A ideia é converter energia para alimentar dispositivos como marca-passos, aplicadores de insulina, sensores para monitoramento etc.
Atualmente já há casos de sucesso quando o tema é a substituição de órgãos naturais por artificiais! Por exemplo, há cerca de um ano um paciente teve sua mão natural, que perdeu os movimentos devido a um acidente elétrico, substituída por uma mão robótica. O bom resultado deste caso serviu de motivação para que Milo, um sérvio de apenas 26 anos, pedir para ter a mão amputada para que fosse acoplada uma prótese que liga os nervos a sensores responsáveis por processar os comandos do cérebro. Milo havia perdido o movimento do braço direito após um acidente de moto cerca de dez anos antes. A cirurgia de amputação foi um sucesso e agora Milo aguarda ansiosamente por sua recuperação para instalar seu novo membro biônico.
Atualmente nós incorporamos muitos artefatos artificiais para corrigir problemas e melhorar nosso “funcionamento”, como óculos, marca-passo e próteses dentárias, por exemplo. E consideramos seu uso perfeitamente natural. No futuro, a tecnologia poderá ser utilizada não apenas para corrigir algo que não funciona bem, mas para melhorar nossa capacidade geral e precisão!

12.533 -Eu Robô? Humanos devem ser todos ciborgues no futuro próximo


ciborgue
Até pouco tempo, esses humanos com membros biônicos eram exclusividade do mundo da ficção. Mas no futuro, provavelmente todos serão um pouco ciborgues.
Hoje em dia nós já usamos a tecnologia para repor partes defeituosas dos nossos corpos. A tendência é que essa prática se torne cada vez mais comum e avançada. Nos Estados Unidos, a Agência de Projetos Avançados de Pesquisas de Defesa (DARPA, na sigla em inglês), planeja desenvolver um implante cerebral que conecta cérebros humanos a computadores. O programa chanado Sistema de Design de Engenharia Neural pretende atuar como tradutor entre o cérebro e o mundo digital, oferecendo aos humanos visão e audição aprimoradas.
Além desse, o órgão atualmente trabalha com oito projetos que visam aprimorar as capacidades físicas e cognitivas por meios tecnológicos. Entre eles estão o uso da nanotecnologia para estimular que os órgãos se curem sozinhos, um implante de memória e sensores capazes de fazer pessoas amputadas desenvolverem a sensibilidade através de suas próteses.
Graças a interfaces entre cérebros e computadores, pessoas com problemas físicos já podem controlar órgãos biônicos com a mente. O desenvolvimento de exoesqueletos também ajudará pessoas com dificuldades de locomoção voltarem a andar. As possibilidades de aprimoramento de nossas capacidades por meio de tecnologia são infinitas. Só o tempo dirá como nossa integração com as máquinas afetará o destino humano.

12.444 – Biônica e Inteligência Artificial – Fusão entre o Homem e a Máquina, Ficção ou Realidade?


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Neste artigo, vamos ver como estas duas áreas tendem a se aproximar, inexoravelmente, entre a “mecanização” do homem e a “humanização” das máquinas, tanto fisicamente quanto “espiritualmente”. Vamos ver os progressos mais significativos desses dois campos de pesquisa, que devem impactar profundamente o nosso modo de vida nas próximas décadas.

O Cyborg : a fronteira entre o homem e a máquina
Chamamos de “cyborg” todo ser vivo – geralmente humano – o que teria sido “reforçado” por adições mecânicas em seu corpo. Aliás, o termo “cyborg” é a contração de “cybertenic organism” (organismo cibernético) e apareceu na década de 60 durante as primeiras explorações espaciais. Os pesquisadores refletiam sobre o conceito de um ser humano “evoluído” que pudesse sobreviver em ambientes extraterrestres.
Mas esse conceito surgiu bem antes. Voltemos para meados do século XIX, nos livros de Edgar Allan Poe, autor que já descrevia um homem com próteses mecânicas em seu conto “The man that was used up” (O Homem que foi refeito), publicado em 1839. Desde então, a ideia ganhou terreno e os cyborgs e robôs tornaram-se muito populares com obras e personagens tais como Terminator, Robocop, O homem de seis milhões de dólares, os Cybermen Dr Who, ou o recente I, Robot. Se esses filmes ou séries famosas levantaram a questão dos limites da humanidade, partindo do humano, obras como a série Robots, de Isaac Asimov, buscam o limite entre o homem e a máquina, questionando a noção de “consciência artificial”, a do robô, com todas as questões filosóficas e éticas envolvidas.
Hoje fala-se cada vez mais de cyborg, não em termos de ficção, mas como evoluções científicas. Com os avanços e a miniaturização das tecnologias, percebe-se qua as próteses, cada vez mais discretas e eficientes, são capazes de substituir perdido ou superar um membro perdido ou a falência de um órgão. Frequentemente, o termo “transhumanismo” é usado para definir estes desenvolvimentos técnicos. O transumanismo é um movimento que reúne cada vez mais adeptos e que consiste em atenuar as “fraquezas” do homem (recursos físicos, doenças, invalidez, velhice, morte), graças aos progressos tecnológicos e aos enxertos mecânicos capazes de tornar o homem mais “poderoso”. Alguns falam até mesmo de pós-humanidade, prevendo a generalização destas práticas em todos os seres humanos.
Homens cuja capacidade física ou mental dependem de máquinas? Daí a falar de cyborgs, há apenas um passo.

Nós já somos “cyborgs” ?
A questão pode parecer irônica, mas tudo vai depender do ângulo em que é tratada. Se um cyborg é um homem cuja capacidade foi aumentada pelos avanços tecnológicos, então uma boa parte da humanidade pode ser definida como tal. Segundo alguns pesquisadores, nós já entramos na era dos cyborgs, com a proliferação de aparelhos eletrônicos, que invadem nossas vidas até se tornarem indispensáveis. Televisores, telefones, satélites, Internet: todas essas ferramentas nos permitem interagir com o mundo e, assim, aumentar o abrangência de nossas ações e ideias. Para a maioria das pessoas, essa explicação é muito “fictícia”, pois a evolução é uma característica própria do homem e as ferramentas tecnológicas que ele utiliza, não podem alterar a sua condição primária de “animal pensante”. Falemos sim de um homem “aumentado”.

tecnologia

Assim, vamos enfatizar uma definição mais real de cyborg, que consiste em mudar o corpo do homem para dar-lhe novas possibilidades físicas ou mentais. A fusão entre o homem e a máquina, através de transplantes ou implantes de chips no organismo.As pesquisas no campo são inúmeras e envolvem vários setores, incluindo a medicina, robótica, cibernética, nanotecnologia, biotecnologia, NTIC (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação), ciência cognitiva, etc. E o progresso é rápido. Os transplantes mecânicos já existem há muito tempo, como os marca-passos, e membros artificiais, mas isso não significa criar seres diferentes. Poderíamos até falar dos óculos ou aparelhos auditivos como melhorias técnicas do homem. Melhor do que ser humano “aumentado”, falaremos aqui de ser humano “consertado”. É óbvio que ainda não atingimos a fase de cyborg como foi explicado acima, inúmeras são as pesquisas neste sentido.

Atualmente procura-se atuar na parte interna do corpo humano, seja em termos genéticos ou mecânicos, através de chips implantados, por exemplo.
Hoje, chegamos a um real limite entre o homem e a máquina. Nos acostumamos a um mundo ultra-conectado, onde os nossos aparelhos fazem parte integrante de nossas vidas e face aos quais nos tornamos cada vez mais dependentes. Implantar esses dispositivos diretamente em nosso corpo pode vir a ser uma solução do futuro, embora essa ideia levante importantes questões técnicas e sociais.
Quando observamos os avanços tecnológicos, podemos pensar que isso poderia se concretizar em um futuro, cada vez mais próximo. Hoje, já existem: o doping químico, implantes de dispositivos eletrônicos (principalmente medicais) ou próteses, tão avançadas que podem corresponder ou superar um membro humano.
Em paralelo, é interessante notar que, damos cada vez mais características humanas aos robôs, aprimorando os movimentos físicos e, acima de tudo, a inteligência artificial, que está crescendo na velocidade da luz. Estamos assistindo a uma aproximação cada vez maior entre os dois mundos.

O futuro à nossa porta
A tecnologia e a medicina estão evoluindo rapidamente e mudaram, radicalmente, o estilo de vida do homem, sempre em busca de poder. O virtual lhe permitiu alavancar sua capacidade de comunicar com os outros, com vantagens (partilha de conhecimentos e ideias, economia de tempo, desejo de criatividade) e desvantagens (desvios, manipulação de massa, violação de privacidade) inerentes.
Também melhorou a qualidade de vida dos seres humanos através de avanços da medicina, que nos permitem viver uma vida mais longa e saudável. Tudo se conecta, cada vez mais rapidamente e a maioria das pessoas não conseguem acompanhar o rítmo. Se antes, foram necessários muitos anos para uma tecnologia se expandir (como o telefone ou a televisão), hoje adotamos novas tecnologias com uma velocidade estonteante, quase mecânica, compulsiva. Não temos mais dificuldades em pensar que o homem poderia aceitar, sem muita resistência, se conectar interiormente a dispositivos eletrônicos, para se tornar, finalmente, um cyborg.
Mas onde nos encontramos, exatamente, hoje? Quais são os avanços mais marcantes? E o que podemos imaginar para a humanidade nas próximas décadas? Exceto uma catástrofe global, é provável que nossa evolução veja uma séria aceleração “graças” às novas ferramentas tecnológicas.

Os braços biônicos
Dentre os avanços mais significativos, estão as novas próteses ligadas ao sistema nervoso, acionadas por vários motores, capazes de reproduzir todos os movimentos do membro original. Hoje em dia, somos capazes de criar mãos, pés, braços ou pernas com um realismo impressionante mas, mais interessante ainda, com alta eficiência, chegando a ultrapassar os membros em carne e osso. Estes avanços anunciam novas possibilidades em termos de desempenho e estética. Podemos ver o exemplo de Aimee Mullins, atriz e atleta americana, nascida sem pernas, que ficou famoso no meio esportivo e de modelagem graças à próteses sofisticadas. Aliás, ela faz muita publicidade a fim de promover essas próteses expondo a nova perspectiva que podemos trazer para as pessoas portadoras de deficiência.

protese

Mais impressionante ainda, este jovem austríaco que, depois de um acidente de trabalho, perdeu o uso de seu braço esquerdo. Há poucos meses atrás, ele decidiu amputá-lo para substituí-lo por um braço biônico, diretamente ligado ao seu cérebro. Os comandos do seu braço artificial são ativados por sinais elétricos do cérebro, e parece estar bem no ponto, como o mostra este vídeo realizado pela BBC. Substituir um membro inválido por uma prótese biônico parece ser uma ideia perfeitamente aceitável, mas isso poderia ser usado também em indivíduos perfeitamente válidos. Uma ideia subliminar nas palavras de Aimee Mullins, durante uma entrevista: “A amputação voluntária, eu acho que ainda vai acontecer […] Os atletas farão de tudo para obter o melhor desempenho possível”.
Aqui temos o exemplo de próteses para pernas ou braços, mas essa ideia é totalmente válida para determinados órgãos, como os rins, coração ou olhos. Não é ilusório pensar que nossos corpos poderão ser, um dia, “consertados” como um carro, cujas peças precisariam ser trocadas. Obviamente, algumas partes do corpo são mais complexas do que outras. Não se pode imaginar, por exemplo, substituir a totalidade ou parte do cérebro após um acidente grave. O olho também é um órgão difícil de ser reproduzido e, sobretudo, ligar ao cérebro humano. Os últimos avanços são encorajadores e preveem o primeiro olho biônico explorável dentro de dois anos. Para enfrentar os elementos mais delicados, outras ciências veem sendo exploradas, como a nanotecnologia ou os microchips.

Os chips implantados
Além de “consertar” ou “aumentar” o ser humano, muitos experimentos foram realizados a fim de conectá-lo às máquinas diretamente pelo pensamento, ou mais concretamente, por sinais elétricos enviados pelo cérebro, já que todas as nossas ações são controladas pelo nosso cérebro. As pesquisas se dividem em dois métodos: o primeiro, o mais suave, consiste em colocar uma tampa coberta com eléctrodos, que capta as ondas emitidas pelo cérebro, e que, em seguida, são analisadas por um computador, antes de acionar a máquina à qual ele está ligado.
O método tem evoluído, mas também tem se mostrado pouco preciso e muito lento. É por isso que certos cientistas teem estudado um método alternativo, visando implantar um chip diretamente no cérebro. Isso aumenta a precisão, mas cria riscos significativos de infecção; assim sendo, os testes em seres humanos são muito limitados atualmente. Mais uma vez, esses estudos são destinados, principalmente, para pessoas com deficiência, que não podem contar com seus corpos para realizar ações, daí o interesse de uma interface homem-máquina controlada pelo pensamento.

Mas outros estudos tentam tornar o homem um verdadeiro controle remoto, capaz de interagir com as máquinas com um simples movimento do braço ou, mais ambiciosamente, pelo pensamento. Entre os pesquisadores mais influentes no campo, Kevin Warwick, professor de cibernética da Universidade Reading, no Reino Unido, tornou-se conhecido por ter feito implantes no seu próprio corpo. Em março de 2002 ele implantou um microchip no nervo do braço para controlar máquinas simples com um simples movimento (mão robótica, lâmpada). Ele vê o progresso tecnológico como uma forma de melhorar o ser humano e não apenas para tratá-lo. Ele até conseguiu transmitir um sinal para uma mão mecânica, do outro lado do planeta, pela Internet.
Esta experiência criou algum desconforto, porque podemos imaginar possíveis abusos de tal poder (dirigir objetos à distância, no comando). Kevin Warwick pretende ser o primeiro representante de uma “nova espécie” pós-humana, um cyborg, por assim dizer. Seu próximo passo: implantar chips em seu próprio cérebro para se comunicar com o cérebro de outro indivíduo, também equipado com um chip.
Uma experiência que visa, nada mais, nada menos, a telepatia entre os humanos e, que deveria, segundo o cientista, se concretizar nos próximos dez anos. Experiências que continuam a ser altamente especulativas e que, provavelmente, enfretarão muitas críticas devido aos riscos envolvidos.
Hoje, além de reparar, as pesquisas levam a “melhorar” o homem, para torná-lo um ser híbrido de carne e metal. Estas pesquisas causam muitos controvérsia porque elas desafiam a própria identidade do homem, até separá-lo, gradualmente, do seu ambiente natural para criar, no final, totalmente artificial. Alguns anos atrás, foram publicados artigos anunciando o aparecimento de úteros artificiais.
Sem falar das experiências de reprodução assistida, que fornecem bebês “à la carte” (cor dos olhos, pele, características físicas, sensibilidade às doenças, etc) graças as manipulações genéticas. Pesquisas que enfrentaram grande controvérsia, da parte de grupos religiosos, ou mesmo alguns cientistas, que apontam o dedo para os problemas éticos associados a essas práticas.

A revolução da nanotecnologia
Além dos chips, a nanotecnologia poderia ter um papel importante no futuro. Se a técnica é aplicável a muitas indústrias, ela também é importante em medicina. Muitas equipes estão trabalhando para desenvolver micro-robôs (metálicos ou orgânicos) capazes de analisar e reparar o nosso corpo por dentro. Melhor ainda, deveria ser possível, a médio prazo, substituir as partes defeituosas do nosso corpo, tais como a retina. As nanotecnologias atuam a nível molecular, o que permite a intervenção, de uma maneira focada, sobre o corpo humano, entregando medicamentos, por exemplo, e, assim, eliminando ou retardando doenças da velhice, ou mexendo no código genético dos nossos cromossomos.

nanotecnologia

As nanotecnologia interessam muito os militares do exército americano, que tem investido centenas de milhões de euros em pesquisa e exploração dessas micromáquinas, para melhorar o desempenho dos soldados. O objetivo é produzir “super soldados” capazes de resistir aos ferimentos e até mesmo se auto-reparar, através destas nanomáquinas.
Além da evolução da Biotecnologia e a Robótica, esses avanços poderiam dar origem a super-soldados geneticamente modificados, a fim de superarem os exércitos inimigos. Nas Forças Armadas, assim como no meio civil, essas mudanças tecnológicas futuras deveriam cavar um pouco mais o fosso entre ricos pobres, como o fosso digital atual.

Até aqui nós falamos de cyborgs, ou seja, homens “aumentados”, mas existe uma outra área que merece nossa atenção especial: a inteligência artificial (IA). Esta ciência procura reproduzir artificialmente a capacidade intelectual dos seres humanos, e transpô-la através de programas usados em sistemas de criptografia, videogames, motores de busca, softwares (aprendizagem, tradução, reconhecimento facial, etc ), a robótica ou a medicina, com sistemas de órgãos autônomos. A inteligência artificial é a fonte de muitas fantasias ilustradas pela ficção científica, com robôs dotados de consciência artificial, quase ou totalmente, indistinguível de uma consciência humana, dotados de uma inteligência própria e, até mesmo, de “emoções”.

IA, ou a independência das máquinas
A inteligência artificial é uma vasta área de pesquisa, que envolve muitos pesquisadores e industriais de todos os setores, pois suas aplicações são enormes. As pesquisas na área tem como objetivo desenvolver programas capazes de executar tarefas específicas de maneira, parcial ou totalmente, autônoma.
O termo “inteligência artificial” é muitas vezes debatido entre os especialistas, que questionam a noção de inteligência, que continua muito vaga. Falamos de “inteligência” para descrever a capacidade de compreender e relacionar os conceitos, a fim de se adaptar a uma determinada situação. Existem vários níveis de complexidade, do simples reflexo face ao perigo, até a elaboração de códigos de comunicação, podendo levar a raciocínios complexos que, se continuarmos a pensar, levam à emoções e à consciência de si mesmo . Assim sendo, tendemos a resumir o conceito de inteligência à tomada de consciência de sua existência e sua relação com o grupo, permitindo a sua adaptação ao meio ambiente, e obedecendo aos seus códigos (potencial físico, contexto social, etc).

Da IA baixa para a IA alta
Evocamos assim dois tipos de Inteligência Artificial: a fraca e a forte. A primeiras busca simular a inteligência com algoritmos capazes de resolver problemas pouco complexos. Ela pode ser encontrada, por exemplo, em softwares de conversa, estes robôs que tentam imitar a conversa humana, mas que ainda teem uma certa dificuldade para convencer a grande maioria dos testes, como o famoso Teste de Turing. Essa é a grande dificuldade desse tipo de pesquisa, que quer reproduzir o raciocínio humano: ela é sempre mal compreendida pelos cientistas, que continuam a debater sobre os mecanismos da consciência humana e a comlexidade do seu raciocínio.

A IA fraca também está presente em muitos robôs virtuais (que digitalizam a web à procura de informações específicas, antes de processá-las com um objetivo dado), como nos algoritmos do Google ou robôs de conversação. Também podemos citar os robôs industriais ou os veículos autónomos. Aliás, esta área tem se beneficiado dos avanços espetaculares, como mostra este vídeo que deu a volta na web, há alguns meses, durante um demonstração técnica do Google, que está na primeira linha de muitas pesquisas sobre a IA.
Por outro lado, a IA forte, que alimenta todas as fantasias, implica, além de um comportamento inteligente, em ter uma real consciência de si, o que implica na presença de emoções e sentimentos. Claro que, tal grau de inteligência não existe atualmente em nossas máquinas mas, para a maioria dos cientistas, isto é só uma questão de tempo. Partindo do princípio que a nossa inteligência e a nossa consciência são o resultado de interações biológicas e materiais, poderia ser possível, um dia, criar uma inteligência consciente em um outro suporte material, que não seja o biológico.
Se essa ideia era impensável durante os primeiros frutos da IA, nos anos 50, ela parece muito mais realista hoje em dia. Estima-se que o poder de cálculo do cérebro humano, constituído de trilhões de neurônios, é equivalente a 2 x 1014 operações lógicas por segundo. O mais poderoso supercomputador atual pode calcular a 8 petaflops, ou seja, 8×1015 operações por segundo, e o progresso é muito rápido na área (recorde de 7 teraflops, dez anos atrás, ou seja, 1000 vezes menos).

Aplicativos cada vez mais ambiciosos
Hoje em dia, muitos aplicativos que fazem uso da inteligência artificial já fazem parte de nosso cotidiano: motor de busca, robôs de suporte, softwares de tradução ou jogos de vídeo. É nesta última área que o progresso é mais impressionante, onde os desenvolvedores tentam dar ainda mais realismo e credibilidade a esse mundo virtual, começando pelos personagens. Além dos gráficos e da animação, o comportamento dos personagens desempenha um papel importante na credibilidade da coisa. Vamos tentar usar scripts ou sistemas multi-agentes que se baseiem nas possíveis ações dos personagens conforme as situações.

Assim, é possível dar um comportamento super realista, já que não é real, a personagens virtuais que também beneficiam de uma modelagem cada vez mais trabalhada, o que nos aproxima gradualmente do conceito da “Uncanney Valley” (Vale da estranheza), muito conhecido por causa dos seus jogos super modernos. Um conceito que se aplica igualmente aos robôs humanóides, às vezes, extremamente realista.
As pesquisas em matéria de inteligência artificial progridem rapidamente e, muitas vezes, surpreendem a todos com o desenvolvimento de programas, capazes de suplantar os seres humanos em determinadas áreas. O caso mais divulgado foi o do Deep Blue, um supercomputador especializado em xadrez, que em 1997, derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, depois de várias partidas.

Muitos criticarão esta vitória do Deep Blue lembrando do cansaço de Kasparov depois de seis paridas consecutivas. Um ponto a ser considerado é, que uma das vantagens da máquina sobre o homem, é que ela não conhece o cansaço – físico ou psicológico – pelo menos se estivermos falando de IA fraca. Mais profundamente, o o programa Watson, desenvolvido pela IBM, derrotou dois adversários humanos em um quiz da televisão americana, respondendo às questões formuladas em linguagem natural. Melhor ainda, o Watson poderá vir a ajudar os médicos, como um “consultor” do serviços de clientes ou para cuidados médicos.
Mas o mais impressionante na IA, é quando ela é aplicada aos autômatos. Fazem décadas que os homens sonham com robôs capazes de imitar o comportamento humano, ou torná-los capazes de realizar as tarefas mais árduas. De maneira mais ambiciosa e, também, mais sonhadora, sonhamos com humanóides, ou seja, robôs com aparência humana, com quem poderíamos viver em perfeita harmonia, misturando-os com a população humana, atribuindo-lhes diferentes funções, do serviço até a pessoa, passando pelos robôs sexuais. Um cenário visto em vários filmes de grande sucesso como o “AI: Inteligência Artificial”, que situa a ação na segunda metade do XXI século, onde os “mecas”, os humanóides, vivem entre os humanos e serão, aliás, os únicos a sobreviver com as mudanças climáticas. Um cenário que levanta muitas questões sobre o futuro da humanidade e, que revela um futuro bastante provável diante dos avanços que temos visto.
Mais voltado para o risco de tais “máquinas” entre nós, o filme iRobot é baseado na série Robots do Asimov, e imagina, em 2035, a compra em massa de robôs humanóides, particularmente avançados, para casas do mundo inteiro, com as vantagens e os abusos que tal situação possa gerar. Um desses robôs ainda consegue desenvolver uma consciência própria, com sentimentos que imaginamos humanos, tipo: medo, raiva, tristeza, compaixão, etc.

A Inteligência Artificial e as máquinas
Hoje em dia, em 2011, ainda estamos longe desses robôs, mas estamos progredindo rapidamente. Estamos nos referindo, é claro, à domótica e aos dispositivos, mais ou menos úteis, para nos ajudar em nosso cotidiano, em nossa casa, pelo menos. Soluções que se integram gradualmente em nossas casas, assim como os computadores e as telas de alta definição e, que deveriam se generalizar em uma década. Podemos mencionar também o Aibo da Sony, abandonado em 2006 por falta de rentabilidade.

Quanto aos robôs humanóides, não podemos deixar de ficar impressionados com a velocidade com que as equipes de pesquisa estão progredindo em seus respectivos campos. Alguns modelos particularmente inovadores também têm sido apresentados na mídia, como o caso do famoso Asimo, da Honda, hoje capaz de andar em baixa velocidade, reconhecer pessoas e ter uma “discussão” básica. A versão mais recente, publicada em 2007, traz a conexão Wi-Fi, que permite que vários Asimos dividam suas tarefas entre si, ou se substituam, quando outros teem que recarregar suas baterias. Entre os robôs mais populares citemos também o Nao, desenvolvido por uma empresa francesa, a Aldebaran Robotics, e que deveria ser lançado em 2012, em supermercados. Um pouco parecido com o I, Robot. A sua gama de programação permite um grande número de utilizações possíveis para o Nao: robô de companhia, parceiro de jogos, assistência pessoal, etc.
Obviamente, a IA interessa muito as forças armadas. Em 2010, a Força Aérea dos EUA pediu a concepção de um programa capaz de identificar os setores mais vulneráveis do inimigo, em vista de um ataque. E mais preocupante ainda, o exército americano, provavelmente seguido por outras nações, quer se equipar com armas autônomas, capazes de localizar e atacar o inimigo por sozinhas. Assim, em 2020, mais de mil bombardeiros e aviões de caça, da última geração, começarão a ser equipados de modo que, até 2040, todos os aviões de guerra americanos serão controlados por inteligência artificial, além dos 10 000 veículos terrestres e dos 7000 aparelhos aéreos já controlados remotamente. Vendo isto, e indo ainda mais longe, não podemos deixar de pensar nas cenas apocalípticas de alguns filmes futuristas como “Matrix”.

A ciência que já não é quase mais uma ficção
É claro que, atualmente, é impossível ter-se uma visão clara do que nos aguarda nos próximos dez, vinte ou cinquenta anos. Este artigo foi uma oportunidade para mostrar as muitas possibilidades exploradas em termos de cibernética, biotecnologia e inteligência artificial (e muitas outras ciências que giram em torno). Não seria correto insistir quanto à gravidade de diversos cenários utilizados pelos filmes de ficção científica, porque a realidade é, muitas vezes, mais complexa e difícil de prever, especialmente em áreas tão em evolução, como estas.

O professor Kevin Warwick já explicou, muitas vezes, que o homem vai evoluir junto com as máquinas para não serem superado. Temos uma certa dificuldade para pensar que os seres humanos seriam imprudentes o bastante para deixar as máquinas assumirem o poder sobre nossa espécie de alguma maneira. Mas a sede de poder e a curiosidade dá lugar a todas as possibilidades.
Vamos concluir este artigo com uma citação do professor Irving John Good, estatístico britânico famoso, que trabalhou com inteligência artificial e “lógica robótica”; ele morreu em 2009:

“Suponhemos que exista uma máquina que supere, em inteligência, tudo o que o homem é capaz de fazer, mesmo sendo extremamente brilhante. Como a concepção de tais máquinas faria parte das atividades intelectuais, esta máquina poderia, por sua vez, criar melhores máquinas do que ela mesma. Isto seria, sem dúvida, uma reação em cadeia do desenvolvimento da inteligência, enquanto que a inteligência humana permaneceria praticamente no mesmo ponto. Resultaria então que, a máquina ultra-inteligente seria a última invenção que o homem precisaria criar, desde que a dita máquina fosse dócil o suficiente para continuar a obedecê-lo permanentemente”.

12.441 – Projeções – O Ser Humano será um Homem Máquina?


homem maquina
Vários cientistas já alertaram para os riscos possíveis da inteligência artificial e diversos escritores de ficção científica também imaginaram um planeta futuro dominado por máquinas.
Agora, um futurólogo estabeleceu um prazo determinado para isso acontecer e deu nome à espécie que nos substituirá: o Homo optimus.
Para Ian Pearson, a partir de 2050, o trans-humanismo será algo comum, e as pessoas se tornarão seres evoluídos graças à tecnologia, sendo capazes até de conversar com seus animais de estimação. Pele eletrônica, collants que aumentarão o poder, maquiagem inteligente, monitoramento e reparo nanotecnológico do corpo e dentes substituíveis automaticamente serão parte da realidade cotidiana desses novos habitantes da Terra – seres humanos e também máquinas.
E não apenas nossos descendentes diretos serão diferentes: também seus animais de estimação, que se tornarão mais inteligentes e serão capazes de aprender idiomas para se comunicar com seus donos.
O Homo optimus, segundo Pearson, vai pôr em xeque a noção de identidade, já que o cérebro poderá se conectar a vários computadores e se carregar em diversos corpos. Haverá o fim do “eu”, tal como o conhecemos e o começo de uma raça de androides, o que implicará em mudanças sociais, geo e biopolíticas radicais e ainda impensáveis.

12.435 – Deus te Ouça …- Diretor do Google prevê que humanidade logo chegará à vida eterna


google dna
Dentro dos próximos 10 ou 15 anos, a humanidade terá conhecimento suficiente para “prolongar sua vida de forma indefinida”.
A previsão foi feita em uma entrevista à TV pelo futurólogo e inventor Ray Kurzweil, responsável pelo setor de engenharia do Google. Ele acredita que, em pouco tempo, a humanidade estará pronta para lidar com qualquer tipo de doença, por meio da introdução de nanorrobôs no organismo, que irão circular pela corrente sanguínea enquanto monitoram o estado de saúde do indivíduo e combatem qualquer tipo de infecção.
Kurzweil prevê também que nosso cérebro será transformado em um complexo HD, com a propriedade de fazer downloads e uploads em conhecimentos de todos os tipos. Indo ainda mais longe, ele afirmou que, até 2040, nossa raça terá alcançado a “singularidade”, ou seja, a fusão entre a inteligência artificial e a do cérebro humano, dando origem ao super-homem.
O futurólogo acredita que os robôs terão um papel fundamental em nossas vidas, embora de forma gradativa. Primeiro, como auxiliares domésticos; depois, como sistemas obrigatórios para a condução guiada de veículos aéreos, marítimos e terrestres; até, finalmente, terem seu tamanho reduzido para serem utilizados como nanorrobôs em nosso organismo.
A partir de 2045, quando o planeta inteiro for um único supercomputador, a humanidade estará fundida à sua própria criação e centralizará suas atividades na exploração do universo, no ajuste de equações físicas e nas viagens a outras dimensões.
As previsões de Kurzweil, no entanto, não contemplam fatores decisivos para qualquer desenvolvimento tecnológico, como as guerras, as conjunturas políticas, as desigualdades sociais, as mudanças climáticas ou, até mesmo, a diminuição dramática de água doce disponível.

12.141 – Ecologia – Adidas imprime tênis em 3D com lixo marítimo


A Adidas anunciou uma parceria com a Parley for the Oceans, uma organização que incentiva a remoção de lixo dos mares, e criou um tênis impresso em 3D usando plástico encontrado no mar na confecção. A novidade foi anunciada durante um dos painéis da COP21, Conferência do Clima da ONU.
Na visão da empresa alemã, a iniciativa mostra como ainda é possível estabelecer novos padrões para a indústria de calçados.
O protótipo é baseado no modelo chamado Futurecraft 3D, apresentado neste ano, que também é um produto que pode ser impresso em 3D. A Adidas não tem planos de comercializar o tênis feito com lixo marítimo.
Como escreve o The Verge, apesar de ser um modelo interessante de fabricação, o plástico, em si, ainda é um material poluente e, portanto, causa danos ao meio ambiente, seja na forma de um tênis ou em qualquer outra.

12.121 – Projeções – Um dia Em 2016


futuro
Isso não parece ter muita relevância para que é da época de hoje, mas vale a curiosidade.

8h00

“Bom dia, Rodrigo. Você terá câncer daqui a 22 anos”, diz o médico que se materializa assim que entro no banheiro. Nem ligo mais. Todo dia de manhã o app médico vem com algum diagnóstico diferente. Alimentado por milhares de sensores que buscam sinais de doenças 24 horas, ele sabe tudo sobre meu corpo. Também pudera: há sensores na privada, nas minhas roupas, na cama e até no chão. Todos prontos a disparar a qualquer sinal de proteína que indique doença. Mas o câncer não me assusta porque sei que os nanobots vão dar conta do recado. Esses robozinhos menores que o ponto em cima deste “i” circulam pela minha corrente sanguínea o tempo todo, exterminando qualquer célula cancerosa. Aí em 2016 você ainda não está tão tranquilo, mas as coisas estão evoluindo. Na sua época, cientistas do Hospital de Massachusetts criaram um chip capaz de identificar câncer em 115 de 116 pacientes com a doença. Já para os cientistas aqui em 2116, câncer é fichinha perto de outro inimigo: a gripe. Eu mesmo estou meio mal agora e não tenho muito o que fazer. As mutações do vírus da gripe continuam dando um baile na medicina.

9h30

Checo meus e-mails. Logo na primeira mensagem, meu chefe se materializa na cadeira do escritório e grita: “Quando você entrega esse texto?”. Na realidade, não tem ninguém na cadeira. Se eu o vejo, é porque está dentro do meu olho. Calma. Parece esquizofrenia, mas é só tecnologia. Eu uso uma lente de contato eletrônica com acesso à internet. E a imagem do meu chefe está projetada nela. Ela tem a mesma resolução que a minha retina e simula um espaço 3D tão bem quanto meu olho. É ela que traduz instantaneamente para a minha língua o que colegas indianos e chineses falam em nossas teleconferências. E que traz meus amigos virtualmente ao bar quando saio sozinho. Em 2016, só existem protótipos dela. Um deles foi o do cientista Babak A. Parviz, que conseguiu colocar uma tela de LEDs com resolução de 8×8 dentro de uma lente de contato.

10h15

Carros, trens e ônibus agora são todos movidos por eletromagnetismo. O petróleo hoje vale menos que água potável. Estradas foram substituídas por trilhos para supercondutores. Mas está na hora de sair. Penso “abrir porta”. A porta de casa se abre. E não é telecinese. Infelizmente, ainda dependo de um aparelho para poder acionar objetos com a mente. É o tradutor mental: um conjunto de sensores eletromagnéticos em forma de capacete que capta a atividade dos meus neurônios e interpreta exatamente o que penso. Ele se conecta à internet e comanda tudo, do editor de texto ao micro-ondas. Pois é: a neurociência avançou bastante nos últimos 100 anos. Aí em 2016 já existem formas rudimentares do tradutor mental: gente jogando videogame e macacos controlando braços mecânicos com a mente em laboratório. Mas o primeiro a usar um tradutor mental de fato foi o gênio da física Stephen Hawking. Desenvolvido por cientistas do MIT, o tradutor com a tecnologia iBrain permitiu que o físico se comunicasse mesmo depois da paralisia total no corpo.

10h30

Meu carro faz tudo sozinho, como qualquer outro carro. Não lembro a última vez em que usei o volante. Aqui em 2116 o volante é só um item de segurança, como o extintor de incêndio é para vocês aí do século 21. Só tem um problema: meu carro não quer sair do lugar. Será defeito de software? Checo pela lente de contato se ele está atualizado. Ok, está. Abro na lente o app “Car Fix”. Nada. Deve ser problema nessa maldita lente. É ela que liga o carro. E é ela que… Opa, uma moça piscando em vermelho no meu campo visual. Programei a lente para sinalizar toda vez que passar alguém compatível com o meu perfil. Pelo menos alguma coisa ainda funciona direito. Vou pedir ajuda a ela.

10h35

Meus problemas acabaram: carro arrumado. E ainda descolei o ID da lente da moça. Ela me deu uma mãozinha no conserto. Agora só preciso resolver um detalhe: perdi minha mão. Dei bobeira enquanto acenava um tchau para a moça no meio do trilho supercondutor, e um carro superveloz decepou minha mão na hora. Mas tudo bem. Era biônica mesmo. Compro outra logo mais. Tinha essa mão desde os 15 anos, quando era moda trocar órgão biológico por mecânico. Perder um olho, um rim ou um pulmão também não seria o fim do mundo. Dá para ir à loja de órgãos e comprar um novo. Graças à evolução da engenharia genética, agora é possível criar um órgão inteiro a partir de um punhado de células. Só não troco tudo de uma vez porque é caro pra caramba.

13h45

“Oi, moça. Tudo bem?” Assim que ela atende a ligação da minha lente, é como se eu me teletransportasse para uma cadeira dentro do ateliê onde ela trabalha. Com um comando de seu tradutor mental, a moça dá ordens a um nanobot. Ele vai até uma pilha de matéria e começa a se reproduzir, tal como seres unicelulares. E, em segundos, bilhões de nanobots esculpem o bloco de matéria. Surge do nada uma obra de arte. É assim que se constroem objetos em 2116. Basta projetar um design ou fazer um download direto na internet e mandar para os nanobots. Aí em 2016 você pode achar que está a anos-luz dessa tecnologia. Mas cientistas já trabalham em um meio de montar objetos usando as propriedades de atração e repulsão na carga elétrica da matéria. Enquanto os nanobots esculpem, eu tento agilizar o meu lado com a moça: “Você conhece o restaurante do elevador espacial?”, pergunto. Sem desviar o olhar da escultura, ela responde: “Não”. Eu: “Quer conhecer?”. Ela:”Pode ser”. Eu: “Hoje às 21h00?”. Ela: “Ok. Conversamos lá. Até!”. De repente, a sala de casa aparece de novo na minha lente. E um sorriso aparece nos meus lábios.

21h00

Céu azul. Nuvens e mais nuvens. O elevador espacial sobe mais ou menos como um avião em 2016. Mas aí o céu vai ficando roxo. E cada vez mais escuro. Estrelas começam a aparecer. De repente, surge a Terra azul lá embaixo. Pronto: estamos no espaço. Em essência, o elevador espacial é uma haste de 100 mil km de altura fincada na superfície da Terra. Mas como um haste 8 vezes maior que o diâmetro do planeta e que alcança um quarto da distância até a Lua consegue ficar de pé? A resposta está na física e nos nanotubos de carbono. Gire uma bola de tênis amarrada a um cordão. A corda não fica fixa, esticada? O mesmo princípio é usado no elevador com a rotação da Terra. Só que a rotação da Terra é de 1 670 km/h na linha do Equador – tão rápido que estouraria qualquer cordão. A menos que ele fosse feito de nanotubos de carbono, um material 180 vezes mais duro que o aço. Ele já existe aí em 2016. Mas os cientistas ainda só conseguiam fabricar tubos de poucos centímetros. Chegamos ao restaurante, que fica em um satélite geoestacionário a 35 mil km de altura. Logo que sentamos à mesa, ela me diz: “Eu sou de câncer”. E aponta para a constelação de câncer pela janela. O tradutor mental lê meu cérebro e percebe que não sei nada de zodíaco (se o horóscopo, que começou na Babilônia de 2000 a.C., ainda existe até 2016, por que não continuaria existindo aqui em 2116?). Então, minha lente mostra o texto que repito: “Quer dizer que você é muito ligada à família, não é… (Ops, qual o nome dela? Aparece na lente: Renata)… Renata?” Ela me olha com cara de que ouviu palavrão. “Desculpa, Ana” – tento o segundo sopro da lente. Cara de que chupou limão. “Quer dizer, Elisa!” – o jeito é improvisar. Ela vira de lado, olha para o espaço e me deixa no vácuo. Sem saber o que fazer, vou ao banheiro. Maldita lente com defeito! No meio do caminho, lembro: Carolina! De nada adianta. Minha mesa já está mais vazia que o espaço sideral. Lá fora no mirante, Carol conversa com 2 amigos reais e 3 holográficos. No meio do restaurante, coloco a mão no olho, jogo a lente no chão e piso em cima. Essa lente só serve mesmo é para lixo espacial. Pois é, amigo de 2016. O futuro chegou. Mas a vida continua não sendo fácil.

12.031 – Projeções – Existência de smartphone foi prevista há quase cem anos


smartphone velocidade
Apesar das muitas e úteis criações desse inventor visionário (principalmente no campo da engenharia elétrica), algumas de suas afirmações contundentes sobre o futuro da ciência e da humanidade fizeram com que muitos o considerassem um excêntrico, uma espécie de cientista louco. Hoje, à luz de um século de avanços tecnológicos, ainda podemos nos surpreender com várias das previsões acertadas de Nikola Tesla, que não teve seu reconhecimento na época.
Por exemplo, em 1926, durante uma entrevista realizada pelo jornalista John B. Kennedy para o programa de rádio The Collier Hour, Tesla antecipou o smartphone com uma precisão impressionante. Estas foram suas palavras: “Quando conseguirmos aplicar perfeitamente a tecnologia sem fio, a Terra se transformará em um cérebro gigante, e de fato o é, com todas as coisas atuando como partículas de um todo real e rítmico. Não apenas isso; por meio da televisão e da telefonia vamos poder nos ver e nos ouvir uns aos outros tão perfeitamente como se estivéssemos cara a cara, apesar de estarmos a quilômetros de distância; e os instrumentos, por meio dos quais poderemos fazer isso serão incrivelmente simples em comparação com nosso telefone atual. Um homem será capaz de levá-lo no bolso do seu casaco”.

11.631 – Projeções – Homem do futuro será incapaz de jogar futebol (?)


O antropólogo e professor da Universidade Estatal de Moscou Stanislav Drobyshevski apontou os principais aspectos da continuidade da evolução da raça humana: a aparência física, o cérebro e algumas mudanças que acontecerão com a espécie. Ele afirma que o nosso corpo continuará se desenvolvendo, que a cor de nossa pele irá escurecer gradualmente – como consequência da mistura de raças –, que os pelos tenderão a desaparecer e que os dentes da boca existirão em menor quantidade com o desaparecimento dos chamados “sisos”.
Uma de suas previsões mais pitorescas, no entanto, diz que “o futuro do nosso pé é o desaparecimento dos dedos”. A tíbia irá se fundir à fíbula, pois não haverá mais a mesma necessidade que tiveram nossos antepassados de manter a mobilidade no pé enquanto sobem em árvores. E se nossos pés vierem a perder sua atual mobilidade, isso significa que os dedos não serão mais necessários. “Dessa forma, no futuro, o balé e o futebol entrarão em declínio”, afirma Drobyshevski. Por fim, o cérebro seria o mais afetado, pois, como adverte o antropólogo, se a “geração do computador” continuar a não utilizá-lo em toda sua capacidade, ele terá seu tamanho reduzido.

11.564 – Projeções – A Paris do Futuro


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Para lembrar esses sonhos, a prefeitura da capital francesa organizou, entre maio e outubro de 1998, a exposição Paris das Utopias. “Com 370 projetos, desenhos e filmes feitos entre 1860 e 1960, pretendíamos chamar atenção para o novo milênio”.
A perspectiva de um crescente aumento da população pedia soluções para a circulação urbana. Pelo jeito, no começo do século as aeronaves pareciam mais promissoras do que os carros.
Calçadões elevados
Antes de os aviões começarem a povoar o imaginário parisiense, as passarelas é que eram soluções para as ruas congestionadas. Em 1857, o engenheiro Ferdinand Bouquié desenhou esta esquisita aranha sobre o Boulevard Montmartre um dos lugares de maior vaivém na cidade. Menos agressiva, a idéia do arquiteto Hector Horeau, de 1866, sugeria uma ligação entre os boulevares Sebastopol e Saint-Denis, também movimentadíssimos até hoje. No fim das contas, o parisiense usa mesmo é as passagens subterrâneas do metrô.
Congestionamento aéreo
Os dois cartões-postais acima, editados em 1900 pela loja Au Bon Marché, rede de magazines ainda importante na cidade, mostram as fantasias que as experiências do brasileiro Santos-Dumont e dos americanos Wilbur e Orville Wright despertavam. Que tal pegar um aerotaxi para ir às compras?
Aeroporto aquático
Ainda bem que a idéia do arquiteto André Luçart, publicada na revista de ciência e tecnologia Je Sais Tout (Eu Sei Tudo), em 1932, não deu certo. Seria triste ver um pedaço do Rio Sena coberto por esta enorme pista de pouso.
A crença de que a tecnologia poderia tudo gerou idéias absurdas como a elevação de uma ilha e a criação de praias às margens do Sena.
Hotel Babilônia
A construção exótica, empoleirada no Arco do Triunfo, um dos monumentos mais importantes de Paris, chega a assustar. É um hotel do futuro, imaginado por Albert Robida em 1883.
Ilha com pernas
O arquiteto alemão Ingrid Webendoerfer também deu palpites sobre o futuro de Paris. Mas nunca explicou como poderia ser levado a cabo seu projeto de elevar a Île de la Cité a 100 metros de altura. Certamente esperava um milagre da tecnologia. A idéia, ao menos em teoria, não é de todo má. Com a ilha no alto, o trânsito fluiria mais fácil de um lado a outro da cidade, através de túneis.
Poesia para ouvir
Invenções como o fonógrafo (1877), do americano Thomas Edison, levaram Albert Robida, em 1892, a prever uma revolução no comportamento: em vez de ler, ouviríamos poesias. E ao ar livre, sem necessidade de fios. Uma idéia popularizada por qualquer gravador a pilha, hoje. A poesia, nem tanto.
Paris ou Nova York?
Em 1922, oito anos antes do início da construção do Empire State Building, o famoso edifício nova-iorquino, o arquiteto Auguste Perret propôs esta fileira de arranha-céus em Paris. Para os parienses de hoje, a imagem deve causar arrepios. É que eles se orgulham dos prédios baixos e harmônicos que compõem a paisagem urbana da bela cidade.
E o Sena vira mar
Não foram poucos os que pensaram em transformar a cidade num porto. A dragagem da foz e as eclusas construídas ao longo do Rio Sena possibilitariam alargar o rio e dar passagem a grandes navios. Nesta ilustração anônima, de 1930, a idéia ganhou um delirante complemento: uma vasta praia, em plena Place de la Concorde.

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Júlio Verne
O visionário autor de A Volta ao Mundo em Oitenta Dias e Vinte Mil Léguas Submarinas também imaginou como seria Paris perto do ano 2000.
“O que teria dito um de nossos ancestrais ao ver aqueles boulevares iluminados com um esplendor comparável ao do Sol, aqueles carros circulando sem ruído (…), aquelas lojas ricas como palácios (…), aqueles viadutos tão leves, (…) aqueles trens cintilantes que pareciam sulcar os ares com uma rapidez fantástica?”
Parece que Júlio Verne (1828-1905) escreveu o texto aí em cima anteontem, mas foi por volta de 1860. Impulsionado pelos recentes avanços da ciência e da tecnologia, ele resolveu botar no papel algumas divagações sobre como deveria ser a capital da França, sua cidade, dentro de 100 anos. Rejeitado pelo editor, o livro Paris no Século XX, permaneceu desconhecido durante 100 anos.
No Brasil, saiu apenas em 1995, pela Editora Ática. Na obra, como sempre, Verne acerta no varejo e no atacado. Entre outras coisas, previu o fax, os carros movidos a gás e o Mercado Comum Europeu. Coisa à toa para quem também imaginou, antes de qualquer outro, o submarino, a televisão e as viagens espaciais.
Mas o precursor da ficção científica também errava. Ao fazer prognósticos sobre o futuro de Paris, ele foi um dos que apostaram na transformação da cidade em porto. Um sonho que, ao contrário de quase tudo o que Verne previu, acabou superado – pelo desenvolvimento da aviação. Afinal, o Aeroporto Charles de Gaulle é, hoje, um dos maiores da Europa.

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11.288 – Projeções – Como o futuro era imaginado há mais de 100 anos


Escrito no final do século XIX, o livro La Fin du Monde (“O Fim do Mundo”, em tradução livre) conta sobre um cometa que atinge a terra pouco depois da virada do século XX para o XXI, causando consequências de longo prazo que culminam na morte do planeta. De autoria do astrônomo francês Camille Flammarion, o romance teve sua primeira edição publicada em 1893 e foi adaptado para o cinema em 1931.
A seguir, você pode ver algumas ilustrações escaneadas de uma das primeiras edições do livro, lançada na Hungria em 1897. Com desenhos feitos por vários artistas famosos da França, o livro mostrava cenas de um futuro fantasioso, mas não completamente errado. Confira essas cenas a seguir e veja o quanto nosso futuro se parece com a ficção do passado:

A cidade do futuro
A grande maioria dos prédios conta com grandes domos rotativos, usados para observar as estrelas, as ruas são iluminadas por postes elétricos e algumas coberturas contam com portos para grandes navios aéreos. Embora os observatórios e os grandes dirigíveis não tenham se tornado itens do cotidiano, os heliportos e a luz elétrica são bastante difundidos hoje.

Tráfego aéreo
Os navios aéreos – ou dirigíveis – certamente não são métodos convencionais de locomoção, mas os aviões já transportam milhões de pessoas todos os dias. Seria um verdadeiro problema se o espaço aéreo fosse tão caótico quanto o da imagem.

dirigiveis

Sem fios

Na ilustração, uma mensagem wireless de Marte é recebida e projetada em uma sala repleta de cientistas e políticos. Com relação à comunicação sem fios, acredito que os franceses do final do século XIX ficariam surpresos com nossos avanços, acessíveis para qualquer pessoa.

wireless

Basta tirar os grandes navios aéreos sustentados por balões de ar e colocar grandes Boeings em seu lugar, e certamente poderemos dizer que as previsões de Flammarion sobre nossos meios de transportes chegaram perto da realidade.
Paris do futuro
No livro, a capital da França se tornou uma megalópole que vai de Bordeaux a Narbonne, com seu céu repleto de aviões com asas flexíveis e nuvens de fumaça. A cidade também contaria com pontes de vários níveis e trilhos de monotrilho.
As pessoas poderiam adquirir grandes telas redondas para a exibição de conteúdo de entretenimento, com uma placa de controle fixada na parede mais cômoda. A realidade das TVs de alta definição certamente está aqui, mas por sorte temos soluções mais práticas para os controles.
Carros voadores, ainda não!
Nesta cena romântica, é possível ver um carro com asas flexíveis que não apenas voa, mas se locomove sem a necessidade de um motorista. Infelizmente, ainda estamos trabalhando para viabilizar a livre circulação de veículos autônomos, de forma que fazer com que eles também trafeguem pelo ar vai ter que esperar mais um pouco.

carro voador

Apocalipse
Por sorte, até agora não fomos atingidos por grandes meteoros e não estamos na mira de outras ameaças de destruição iminente. Assim sendo, é improvável que vejamos em breve cenas como a desse navio voador pairando sobre as ruínas da civilização humana.

11.268 – Espaço – Como impedir uma invasão alienígena?


invasão alienígena

Se viajar entre as estrelas está entre as possibilidades para o futuro da humanidade e há pelo menos algumas outras civilizações avançadas lá fora, o dois mais dois leva a uma inevitável conclusão: certamente há ETs por aí que já adquiriram a capacidade para nos visitar.
Quem disse que os ETs não virão até aqui para acabar com a gente, à la Independence Day?
Os entusiastas da busca por vida extraterrestre (conhecida pela sigla Seti) sempre dizem que isso não faria sentido para uma civilização – ir até um planeta vizinho simplesmente para brigar. Mas nem todo mundo pensa assim. O astrônomo Travis Taylor e o químico aeroespacial Bob Boan ousaram dar o primeiro passo na direção contrária ao escrever o livro An Introduction to Planetary Defense (“Uma Introdução à Defesa Planetária”). Trata-se de um esboço de manual de instruções para repelir uma eventual invasão alienígena.
Especulando que os recursos da Terra poderiam ser valiosos a uma outra civilização, e apostando que há pelo menos algumas civilizações na Via Láctea mais avançadas que nós, a dupla sugere que nos preparemos – e para já – contra uma potencial invasão. Portanto, saiba aqui como devemos fazer para nos defender dessa improvável, mas assustadora, possibilidade.

Seja discreto
Para evitar uma invasão, o primeiro passo é evitar ser descoberto. Com esse fim, deveríamos parar de transmitir sinais para o espaço a torto e a direito (abdicando das comunicações por satélite) e focarmos nossas telecomunicações em cabeamento físico. Transmissões capazes de ser detectadas por ETs já são feitas desde os anos 30.

Resposta à altura
No caso de uma hipotética invasão, estaremos enfrentando uma força superior, vinda de fora. Mas seremos mais numerosos. Para fazer uso disso, entretanto, precisaremos unir forças e ter um plano de reação elaborado antes mesmo que a invasão ocorra. Essa estratégia deve ser projetada contemplando coordenação de tantos países quanto for possível.

Confie e desconfie
Um ET desce em Nova York e decide bater um papo com o pessoal da ONU. E aí? Recebemos o homenzinho verde de braços abertos? Nã-nã-ni-nã-não. Não podemos ouvir tudo que ele tem a dizer sem desconfiar de intenções ocultas. Mesmo que ele ofereça a cura para o câncer ou alguma outra coisa muito valiosa. Para Taylor e Boan, há 4 tipos possíveis de civilizações, e não há razão lógica, no momento, para acreditar que algum desses tipos exista em maior número que os demais. Segundo a dupla, é fundamental que prestemos atenção a todos os movimentos do recém-chegado ET, a fim de categorizá-lo o mais rápido possível e preparar a resposta apropriada. E tomar cuidado com os que se venderem, de cara, como bonzinhos – pode ser um truque para nos pegar com as calças arriadas.

Traços mais comuns em extraterrestres

Benevolente:
Os bonzinhos que viriam para nos ensinar a curar o câncer.

Neutro:
Eles vêm, observam, interagem, mas não interferem conosco.

Pesquisador:
Eles vêm saber em que pé nós estamos. No fim, podem se converter em alguma das outras 3 categorias.

Hostil:
Eles vêm para o pau mesmo, e a gente que se lasque.

Tenha bombas atômicas sempre à mão
Caso tenhamos mesmo que ir para o pau com um ET, das armas de destruição em massa conhecidas, as biológicas e químicas seriam de pouco uso; nós sabemos o estrago que elas fazem em humanos, mas será que fariam algum mal a uma criatura de outro planeta? Provavelmente, a única arma realmente potente que teremos diante dos alienígenas será a boa e velha bomba atômica. Por isso, nada de desarmamento! Temos é de fabricar mais e mais bombas.

Aprenda com os terroristas
Humanos atacando alienígenas com tecnologia vastamente mais poderosa terão de agir de forma não muito diferente da usada pelos terroristas dos tempos atuais. Se a trupe de Osama bin Laden tentasse confrontar o Exército americano, por exemplo, tomaria uma surra. Mas, travando pequenos conflitos de surpresa, com táticas de guerrilha, o estrago passa a ser muito maior. Taylor e Boan acreditam que não haverá estratégia melhor para tentar repelir os ETs, ou, no mínimo, transformar a vida de nossos conquistadores num verdadeiro inferno na Terra.

11.076 – Projeções – E se um asteroide bater na Terra?


asteroide-terra

Depende. O certo é que, logo após o impacto, ninguém ia saber direito o que aconteceu. E ninguém estaria mais confuso do que os astronautas da Estação Espacial Internacional.
À medida que a estação espacial se aproximava do local da colisão, menor era a visibilidade. Uma espessa nuvem de poeira, a cerca de 40 km de altitude, cobria a América do Norte e avançava sobre Atlântico e Pacífico. Era noite na Europa, e os três tripulantes da estação espacial não viram nem sinal das teias luminosas que marcavam a localização de Londres, Paris, Roma… Ao sobrevoarem a Ásia, a escuridão deu lugar a manchas iluminadas: incêndios que tomavam a Rússia e a China. Perto do Japão, contaram três vulcões expelindo lava – o traço comprido da fumaça indicava a força dos ventos. Chegando à Califórnia, perceberam que a massa flutuante de cinzas, nuvens e poeira cósmica começava a espiralar, formando furacões. Foi quando Tom chorou. Dorothy sempre estremecia ao ouvir um trovão, para rir em seguida, envergonhada.