13.248 – Física – Teorias da Viagem no Tempo


viagem no tempo
Buracos negros: Alguns cientistas afirmam que os buracos negros permitirão viajar no tempo ou a universos paralelos. Sua curvatura espaço-temporal poderá funcionar como um portal interdimensional.

A rosquinha: O cientista israelense Amos Ori acredita que, nos próximos séculos, a humanidade será capaz de construir uma máquina do tempo que poderá curvar o espaço como um donut e permitir o salto a outras épocas.

Cordas cósmicas: Essa hipótese diz que a matéria é, na verdade, um estado vibracional, cuja manipulação permitirá fazer viagens no tempo e no espaço.

Cilindro de Tipler: O físico Frank J. Tipler desenvolveu, em 1974, uma teoria segundo a qual seria possível viajar no tempo através de um cilindro de alta densidade e capaz de girar à velocidade da luz.

Matéria exótica: É considerada matéria exótica a matéria que não obedece a uma ou mais leis da física clássica. Alguns cientistas acreditam que essas partículas permitiriam viagens no tempo ao possibilitar mudanças na relação espaço-tempo.

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12.668 – Supostos Casos de Viagem no Tempo


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Em um filme de Charles Chaplin
Uma cena ficou famosa alguns anos atrás, quando o cineasta George Clark notou uma senhora caminhando que parece falar ao celular. Mas será mesmo um celular?
Bom, em 1928 não haviam telefones celulares. E também não haviam aparelhos auditivos. Se você tivesse algum problema de audição, teria que usar uma espécie de “corneta” (os mais rústicos usavam um chifre de animal), e algumas eram compridas e curvas, enquanto outras tinham uma forma mais compacta.
Mas poderia ser um aparelho auditivo Siemens, patenteado em 1924, ou um modelo elétrico “34A Audiphone Carbon Hearing Aid”.

O incidente Muberly-Jourdain
Também chamado de “O Fantasma de Petit Trianon”, é um caso de viagem no tempo “involuntária”. Segundo os relatos de duas acadêmicas, Eleanor Jourdain e Charlotte Anne Moberly, elas acabaram viajando para o passado enquanto estavam visitando o Petit Trianon, até o período da Revolução Francesa, e viram Maria Antonieta, o Conde de Vaudreuil e outras pessoas.

Operária saindo de uma fábrica, em 1938, com um celular
Mais um caso de um viajante do tempo distraído – uma moça foi filmada saindo de uma fábrica em Massachusetts, em 1938, falando ao celular.
No entanto, a moça “viajante do tempo” foi identificada pelo seu neto. Trataria-se de Gertrude Jones, na época com 17 anos, e ela estava testando uma tecnologia de ponta da Dupont, um protótipo de telefone sem fio. Infelizmente, o tal telefone sem fio não foi apresentado (o que é mais difícil, um viajante no tempo ou um telefone sem fio em 1938? Você decide).

Incidente do Marechal-do-Ar Robert Victor Goddard em 1935
Outro caso de um viajante no tempo involuntário: o então comandante Robert Victor Goddard foi inspecionar um aeroporto chamado Drem. Ao chegar lá, o local estava dilapidado, com vacas comendo grama que crescia nas rachaduras do concreto.
Saindo dali, ele encontrou mau-tempo e resolveu voltar ao campo abandonado. Só que, subitamente, o tempo tinha mudado para dia claro com sol, e o campo de pouso abandonado não estava mais abandonado, e sim em estado de novo, com mecânicos vestindo uniforme azul e duas aeronaves amarelas na pista, uma das quais ele não conseguiu identificar.
Quatro anos mais tarde, a RAF começou a pintar seus aviões de amarelo e os uniformes dos mecânicos passaram a ser azuis.

A Lenda de Fentz, 1950
Um homem foi atropelado na Times Square em junho de 1950, vestido com roupas do final do século 19, com um vale-cerveja, uma conta da lavagem de uma carruagem e cuidados com o cavalo, uma carta datada de 1876, 70 dólares e cartões de visita, tudo novinho. E o mais impressionante, a descrição batia com a denúncia do desaparecimento de um certo Rudolph Fentz, que sumira em 1876, quando tinha 29 anos.
Parece enredo de filme, não parece? E é. O cineasta Jack Finney fez uma história curta de ficção científica em 1951 exatamente com este enredo, mas tem gente que usa a história como evidência de viagens no tempo desde os anos 1970.

A teoria conspiratória do Projeto Mountauk
Segundo dois homens, Preston B. Nichols e Al Bielek, havia um túnel na Base da Força Aérea Montauk que permitia aos cientistas voltar no tempo até 1943. A história começou nos anos 1980, quando a dupla iniciou uma “recuperação de memórias reprimidas” de ter trabalhado em um laboratório – um laboratório fantástico, com experimentos de teleportação, dimensões paralelas, viagem no tempo, guerra psicológica, contato com alienígenas, experimentos com percepção extrassensorial e poderes paranormais, tudo gerenciado por Nikola Tesla, cuja morte teria sido falsificada.
Quando abrirem o museu em Montauk Point, você poderá visitar as instalações e conferir por conta própria, já que o local foi fechado em 1969.

Operador da bolsa com informações privilegiadas
Se você fosse um viajante no tempo, por que perder tempo aparecendo com um celular em um filme do Charles Chaplin, se você poderia usar informações sobre a Bolsa de Valores e fazer uma fortuna?
Esta é uma história do jornal Weekly World News. Segundo a lenda, com um investimento inicial de US$ 800 (cerca de R$ 1600), o esperto viajante do tempo Andrew Carlssin conseguiu juntar 350 milhões de dólares (cerca de R$ 700 mi) em duas semanas, com investimentos inesperados que renderam muito, e que não podem ser explicados pela sorte.
A história é divertida, e você pode encontrar outras tão divertidas quanto esta no mesmo jornal. Só não espere que sejam verdadeiras.

O estranho caso de John Titor
Um caso interessante ocorreu entre 2000 e 2001: um certo John Titor postou algumas mensagens em um fórum da internet, alegando ser um viajante do tempo e ter vindo de 2036. Ele até mesmo descreveu sua máquina do tempo, além de falar de eventos futuros.
Até agora, ninguém conseguiu montar a máquina do tempo, e nenhum dos eventos que ele anunciou aconteceu.

Håkan Nordkvist, o homem que encontrou seu “eu” do futuro
Nordkvist viajou por um buraco-de-minhoca em sua cozinha, e acabou encontrando um velho que tinha a mesma tatuagem que ele. Sabendo que ninguém acreditaria em sua história, filmou o encontro.
Esse foi um caso de marketing viral, feito para a companhia de seguros sueca AMF, e executado pela empresa Forsman & Bodenfors.

12.667 – Física – Viagem no tempo finalmente é possível, em simulações


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A viagem no tempo é uma questão polêmica na ciência: seria realmente possível? Físicos e filósofos tendem a acreditar que não, especialmente por causa do paradoxo descoberto por Kurt Gödel em 1949, conhecido como “paradoxo dos avós”, onde um viajante do tempo poderia impedir seus avós de se conhecerem, evitando, assim, seu próprio nascimento.
Na simulação, os pesquisadores examinaram dois resultados possíveis para um fóton viajando no tempo.
No primeiro, o fóton número um viajaria através de um buraco de minhoca para o passado e interagiria com a sua versão mais antiga. No segundo, o fóton dois viaja através do espaço-tempo normal, mas interage com um fóton que está preso em um loop que viaja no tempo através de um buraco de minhoca, conhecido como curva fechada de tipo tempo.
Esse estudo mostra que a viagem no tempo é possível em um nível quântico (o que refere-se as menores partículas que podem existir de forma independente, como fótons). Se esta mesma simulação é possível para partículas maiores ou grupos de partículas, tais como átomos, ainda não sabemos.
Em 1991, foi previsto pela primeira vez que a viagem no tempo seria possível no “mundo quântico”, porque as partículas quânticas se comportam de maneira quase totalmente diferente dos outros reinos da física.
“A questão da viagem no tempo liga duas das nossas teorias físicas mais bem-sucedidas ainda incompatíveis – a relatividade geral de Einstein e a mecânica quântica”, disse Martin Ringbauer, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Queensland. “A teoria de Einstein descreve o mundo na escala muito grande de estrelas e galáxias, enquanto a mecânica quântica é uma excelente descrição do mundo na pequena escala de átomos e moléculas”.
A teoria de Einstein sugere a possibilidade de viajar para trás no tempo, seguindo um caminho de espaço-tempo que retorna ao ponto de partida no espaço, em uma curva fechada de tipo tempo.
No entanto, essa ideia causa o paradoxo dos avós. A viagem no tempo no mundo quântico poderia evitar esse contrassenso.
“As propriedades de partículas quânticas são ‘difusas’ ou incertas, de modo que lhes dá espaço de manobra suficiente para evitar situações de viagem no tempo inconsistentes”, disse Tim Ralph, professor de física da Universidade de Queensland. “Nosso estudo fornece insights sobre onde e como a natureza pode se comportar diferentemente do que nossas teorias preveem”.
Exemplos das possibilidades intrigantes na presença de curvas fechadas incluem a violação do princípio da incerteza de Heisenberg, a criptografia quântica e a clonagem de estados quânticos.

15.616 – Viagens no Tempo


viagem-no-tempo
Se existem temas que definitivamente fascinam os produtores de entretenimento, a viagem no tempo é um dos principais, como fica claro em Alice Através do Espelho. No longa, que estreia esse mês nos cinemas, a jovem heroína embarca em um universo paralelo no qual presente e futuro se misturam.
Mas, antes de tentar entrar no espelho da sua casa, vamos investigar esse complexo assunto e descobrir o que é possível nesse roteiro e o que provavelmente nunca vai passar de ficção.
A pergunta que não quer calar: dá para viajar no tempo?
Quem responde é Rodrigo Nemmen, astrofísico, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e pesquisador de buracos negros. “Certamente é possível viajar no tempo, mas somente para o futuro”.
Até hoje, estudos, teorias e cálculos comprovam que isso é factível de duas maneiras: embarcando em uma viagem próxima à velocidade da luz ou sobrevoando uma região onde a força da gravidade seja extrema, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.
Para entender como tudo acontece, precisamos encarar de frente duas das teorias mais inovadoras da física: a Teoria da Relatividade Especial ou Restrita e a Teoria da Relatividade Geral, ambas de Albert Einstein – e, sim, mesmo sendo centenárias, elas continuam a nortear toda e qualquer experiência sobre esse assunto.
Mas antes de alinharmos nosso pensamento às ideias de um dos principais físicos de todos os tempos, precisamos falar sobre o tempo!

Que tempo é esse?
Lição número 1: o tempo NÃO é absoluto. Ou seja, um segundo na Terra não é equivalente a um segundo em qualquer parte do Universo.
Como Einstein chegou a essa conclusão? Observando a velocidade da luz, que é uma constante. Ou seja, mesmo que a luz seja emitida por um objeto em movimento, sua velocidade é sempre a mesma: 299.792.458 m/s.
Relembrando, então, aquela famosa fórmula que aprendemos no Ensino Médio: a velocidade é igual a distância percorrida, dividida pelo tempo. No caso da velocidade da luz (que, como já foi explicado, é constante) a variante é o tempo!

Teoria da Relatividade Especial ou Restrita
Esqueça aquela história de uma supernave que vai viajar a uma velocidade absurda, até transpor um determinado portal e te levar para o futuro. De acordo com a física, o que acontece é que ao viajar próximo à velocidade da luz, o tempo passa mais devagar.
“Suponha que você é um astronauta e viaja no espaço, que é um ambiente sem gravidade, por um ano inteiro próximo à velocidade da luz. Para um observador que está na Terra, terão se passado 70 anos”, exemplifica Rodrigo Nemmen.

Teoria da Relatividade Geral
Nesse estudo, Einstein descobriu que quanto maior é o campo gravitacional de uma região, mais o tempo passa devagar nesse local quando comparado a um campo gravitacional mais fraco.
Isso acontece porque a matéria (energia) é capaz de “curvar” o espaço e o tempo à sua volta. No site do Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais de Araçatuba (INAPE), há um ótimo exemplo que diz o seguinte: imagine o espaço-tempo como um colchão, basta colocar um objeto pesado sobre sua superfície para que ele se curve para baixo. Ou seja, quanto maior a densidade da matéria no tempo-espaço, maior será a curvatura causada e maior será a intensidade da força gravitacional.
“A gravidade em um buraco negro é extremamente forte. Se alguém conseguir orbitar próximo dessa região, sem ser ‘engolido’, o tempo para essa pessoa passará mais devagar do que em relação a uma pessoa que está longe desse ambiente”.
Então, se essas são as duas possibilidades já comprovadas de se viajar para o futuro, por que ninguém foi para lá até agora? Porque não é nada fácil acelerar um ser humano perto da velocidade da luz ou orbitar próximo a um buraco negro!
“Acelerar partículas subatômicas não é um problema para a tecnologia, mas fazer isso com um ser humano demanda uma quantidade colossal de energia que, provavelmente, explodiria o experimento. Isso porque, quanto mais próximo se chega da velocidade da luz, mais energia é necessária”, explica Rodrigo.
Quanto à segunda opção, precisaríamos criar um ambiente onde seja possível manipular a gravidade, outra coisa que não é nada fácil. Ou teríamos que ficar bem próximos a um astro denso. Detalhe: o buraco negro mais próximo da Terra encontra-se a meros mil anos-luz de distância.

Grandes – e velozes – passos para a humanidade
Mesmo sendo algo quase nulo do ponto de vista prático, os estudos e experimentos sobre viagem no tempo não devem parar nunca. “Na ciência, é importante que as pessoas pesquisem os mais diversos temas. Ao explorar os limites da física, como viajar no tempo, é normal esbarrar em becos sem saída. Grande descobertas científicas acontecem quando corajosos vão pelos caminhos menos explorados”, ressalta o professor.
Do ponto de vista científico e tecnológico, dois grandes avanços encheram a comunidade especializada de esperança. O primeiro deles é o Grande Colisor de Hadrons, que é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente no mundo. Trata-se, portanto, de uma espécie de “máquina do tempo” para as pequenas partículas que estão sendo aceleradas ali dentro, explorando a Teoria da Relatividade Restrita de Einstein.
Para dar uma ideia de sua grandiosidade, o colisor começou a ser construído em 1998 e demorou dez anos para ser concluído. O equipamento é enorme e ocupa um túnel de 27 km de circunferência, localizado na Suíça.
O segundo grande avanço aconteceu no início deste ano e refere-se a descoberta das ondas gravitacionais. “É a descoberta científica mais impactante da última década”, constata Rodrigo Nemmen. Ao observar a colisão de dois buracos negros, foi possível comprovar a criação de uma onda capaz de deformar o próprio tempo-espaço, como Albert Einstein previu na Teoria da Relatividade Geral. “Eventualmente, com esses conhecimentos, poderemos aprender uma maneira de deformar o tempo e viajar por ele”, esclarece o professor.

Sem olhar pra trás!
Não podemos dizer que é impossível viajar ao passado, mas nenhuma solução físico-teórica foi encontrada até o momento. Por isso, paradoxos temporais, buracos de minhoca e realidades paralelas são apenas especulações teóricas, sem qualquer tipo de comprovação.

buracosnegros

12.591 – Física – Ondas gravitacionais podem permitir viagem no tempo


ondas-gravitacionais
Viajar no tempo ou ir para outro planeta em questão de segundos. Essas ideias, que vêm dos filmes de ficção, podem estar mais próximas de virar realidade. Segundo um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), que participou do estudo sobre as ondas gravitacionais, isso poderá acontecer daqui a 100 anos.
A primeira detecção de ondas gravitacionais, um fenômeno previsto pelo físico Albert Einstein na Teoria da Relatividade há cem anos, foi anunciada por um consórcio internacional de cientistas. Entre os pesquisadores, estão seis estudiosos do Inpe em São José dos Campos (SP).
Quando elaborou sua teoria da Relatividade Geral, Einstein afirmou que a gravidade é uma força de atração que age distorcendo o espaço e o tempo – espaço e tempo em sua concepção são uma coisa só. Quando há uma interação de objetos muito maciços, para os quais a força da gravidade é muito grande, eles produzem ondas que se propagam pelo espaço e tempo.
Ficção e realidade
Em 1985, ‘De volta para o Futuro’ se tornou um sucesso de bilheteria. O mundo se encantou com a história de um jovem e um professor que criaram uma máquina do tempo.
Segundo o Aguiar, fazer o mesmo que o personagem do jovem Marty Mcfly pode se tornar possível para as futuras gerações.
“Você não é destruído em nenhum momento, você viaja de um ponto para outro em um atalho em outra dimensão. Não consigo imaginar alguma coisa ainda neste século, mas de alguma forma vamos chegar lá”, defende o professor.
Som do universo
Entre os mais de mil cientistas que formam o grupo internacional que anunciou a descoberta das ondas sete são brasileiros, sendo seis do Inpe. O anúncio foi feito em Washington, nos Estados Unidos, acompanhado simultaneamente em 15 países colaboradores.
Experimento
O que os pesquisadores do projeto Ligo (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) encontraram em seus experimentos essencialmente foram “distorções no espaço e no tempo” causadas por um par de objetos com massas enormes interagindo entre si. Neste caso específico, os cientistas acreditam que o evento observado seja fruto da interação entre dois enormes buracos negros.
O Ligo consiste em dois enormes detectores de cerca de 4 km de extensão nos estados de Washington e Louisiana, nos EUA, operando conjuntamente.
O Ligo em si começou a funcionar em 2002, depois de outros experimentos iniciais, e sua sensibilidade vem sendo aprimorada desde então. Só com um aprimoramento maior realizado no ano passado, porém, foi possível detectar um primeiro evento. A colisão de buracos negros registrada pelo projeto foi detectada em 14 de setembro.
O custo do projeto Ligo foi estimado em US$ 620 milhões. O projeto foi uma iniciativa conjunta do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Ao longo dos 40 anos que se passaram entre a construção do primeiro detector e a detecção das primeiras ondas gravitacionais, outros centros de pesquisa se juntaram à iniciativa, como o Inpe e o IFT-Unesp (Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista).

11.907 – Física – Viagens no tempo existem e acontecem o tempo todo (?)


Doctor_Who_-_Tardis
Viagem no tempo acontece toda hora – você está viajando no tempo neste exato instante. Mas isso tem uma restrição chatinha: só viajamos numa direção, para o futuro.
Acontece por causa da Relatividade. Como Einstein descreveu em 1905, o tempo é relativo. Ele pode ser distorcido pela gravidade e pela velocidade. Quanto mais rápido algo se move, mais devagar o tempo passa em comparação com quem está fora. Até que, na velocidade da luz, o tempo simplesmente para.
Essa distorção, calculada pela Equação de Lorentz, é exponencial. Como no gráfico cortesia do Fourmilab (site que parece ter viajado de 1995 para cá, sem escalas).
Dá para ver que a distorção é quase insignificante até se chegar bem perto da velocidade da luz. Se alguém andasse à metade da velocidade da luz, o tempo passaria 16% mais devagar. A 90% da velocidade, o fator muda para 230% – isto é, cada dia que o astronauta passasse na nave seriam 2 dias e 4 horas na terra. A 99,99999% da velocidade da luz, um dia equivaleria a 6,1 anos. E a 99,9999999999999% (isso, são treze noves depois da vírgula), 61 mil anos.
O que isso tem a ver com viagem no tempo? Se o tempo passa mais devagar para alguém, quer dizer que, se alguém começar uma viagem próxima à velocidade da luz hoje, irá parar no futuro – ainda que nunca tenha desaparecido no meio do caminho. E, de fato, isso já aconteceu com pessoas. Sergei Krikalev passou 803 dias, 9 horas e 39 minutos na Estação Espacial Internacional. A velocidade da estação fez com que ele avançasse… 0,02 segundo no futuro.
Pode ser irrelevante para uma pessoa, mas não é para um aparelho de GPS. Eles se baseiam em cálculos extremamente precisos, medindo a distância entre satélites e receptores através da diferença minúscula entre a hora da transmissão e da recepção. O problema é que, como os satélites de GPS se movem mais rápido que o receptor na terra, eles viajam para o futuro em relação à Terra, como o cosmonauta russo. Então essa distorção precisa ser corrigida – e é exatamente isso que o sistema é programado para fazer.
De fato, você está viajando no tempo agora, apenas menos que os astronautas ou os satélites de GPS. Tudo está em movimento, afinal: você na Terra, a Terra em torno do Sol, o Sol pela Via Láctea, a Via Láctea pelo Universo. Em relação a alguém que estivesse parado no espaço, o tempo estaria passando mais devagar para você.
O que os filmes mostram não é a viagem no tempo que conhecemos bem, mas teletransporte no tempo. Será possível, no mundo real, ir e voltar quando quiser, ao invés de simplesmente ficar parado pela eternidade em velocidade relativística? Talvez. A resposta, como todo Trekker deve ter na ponta da língua, são os wormholes.
Wormholes ligam dois pedaços do espaço-tempo, permitindo o que parece ser, do ponto de vista de nossas dimensões, teletransporte (mas não é, é transporte através de outra dimensão). O plano então seria pegar uma das pontas de um wormhole e colocá-la para viajar em velocidade próxima à da luz, fazendo com que vá para o futuro. A outra ponta continuaria no presente, permitindo que alguém entrasse por ela e fosse parar na outra, e vice-versa. Viajando, assim, no tempo.
Uma boa razão para acreditar que viagens no tempo nunca serão possíveis é que… bem, já teríamos topado com um viajante se fosse assim (ou topamos?). Como o método do wormhole, a viagem no tempo só seria possível a partir do momento em que se criasse a geringonça. Ninguém conseguiria andar para antes disso. Como as pessoas lidariam com levar cantada da própria mãe é outra história.

11.238 – Físico quer construir máquina do tempo para reencontrar pai morto há 60 anos


Um professor e físico da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, quer construir uma máquina do tempo para reencontrar seu pai morto há quase 60 anos. “Toda a minha existência e quem eu sou é devido à morte de meu pai”, explica Ron Mallet, de 69 anos,”fiz uma promessa a mim mesmo de que vou descobrir como modificar o tempo usando como base o trabalho de Einstein”.
Mallet dedicou boa parte de sua vida estudando o tempo e o espaço e desenvolvendo equações derivadas das leis criadas por Albert Einstein. Agora, o físico quer arrecadar US$ 250.000 (cerca de R$ 810 mil) para realizar um estudo que mostra que é possível viajar no tempo com uma máquina. Um dos amigos do físico, Chandra Roychoudhuri, está desenvolvendo protótipos baseados em sua teoria. O modelo atual consiste em uma máquina com anéis de laser verde-incandescentes que circulam dentro de um tubo de vidro.
Teoricamente possível
Einstein afirma que se o espaço pode ser torcido, então o tempo também pode, formando uma série de loops. Assim, ele deixa de ser linear e se torna uma estrada circular que pode ser percorrida em ambos os sentidos, passado e futuro. “Pense em uma xícara de café. O café representa o espaço vazio. A colher é o laser que agita o espaço. A queda de um grão de café (ou nêutron) na xícara vai criar redemoinhos no vórtice de café. Um turbilhão intenso pode criar torções espaço e tempo voltas e voltas sobre si mesmo”, explica Mallet.
O físico diz que manteve seu trabalho em segredo durante anos por ter certeza que os colegas de profissão o achariam doido. Em 2001, depois de publicar sua equação (“sair do armário”, segundo ele), Mallet recebeu o apoio de diversos cientistas renomados, como Kip Thorne, um dos físicos mais famosos da atualidade.
Em 2015, ano em que a teoria de Einstein completa 100 anos, Ron Mallet espera arrecadar dinheiro o suficiente para colocar sua ideia em prática.

10.079 – Física – Uma questão de tempo


o túnel do tempo

Escrito por H.G Wells em 1895, A Máquina do Tempo ganhou fama por ter sido o primeiro livro a cogitar uma viagem no tempo por meio de uma máquina construída pelo homem – e não por um fenômeno divino ou por um ser sobrenatural. Mais de cem anos depois, quando uma nova adaptação dirigida pelo neto do autor, Simon Wells, chegou ao cinema, os cientistas estão convencidos de que as viagens no tempo são, do ponto de vista da Física, perfeitamente viáveis e naturais. Ou seja, o que antes soava como ficção ou impostura inaceitável no meio acadêmico, vem conquistando status formal de seriedade científica.
Os pesquisadores reconhecem que será preciso uma tecnologia superavançada, ainda inexistente, para explorar a estranha geografia que se desenha entre as eras, unindo o passado ao futuro e vice-versa. De acordo com a imagem que hoje se tem do espaço e do tempo, o universo seria uma espécie de queijo suíço, dentro do qual é possível construir uma rede de túneis ligando épocas e lugares diversos, como um metrô cósmico. O desenho inicial desse metrô surgiu em 1905, quando Einstein publicou a sua Teoria da Relatividade – dez anos depois de Wells publicar A Máquina do Tempo. Desde então, a Física moderna ficou cada vez mais próxima do que, até então, era considerado pura ficção.
O que Einstein disse de tão revolucionário que até hoje confunde a cabeça de muita gente é que o tempo não existe como uma variável independente do espaço. Para o cientista alemão, tempo e espaço estão interligados e, dependendo do local e da velocidade que eu me encontro em relação a você, por exemplo, nossos relógios não marcariam a mesma hora, minutos, segundos e centésimos – mesmo que eles tivessem sido ajustados inicialmente no mesmo horário! E mais: o tempo passaria mais lentamente quando se está próximo de um corpo com grande massa como a Terra. “Essa previsão foi testada em 1962, usando dois relógios muito precisos montados no topo e na base de uma torre de água”, diz Stephen Hawking no livro Uma Breve História do Tempo Ilustrada (editora Albert Einstein). “Constatou-se que o relógio na base, que estava mais próximo da Terra, andava mais lentamente.” Essa diferença de relógios em alturas diferentes acima da Terra é hoje fundamental para os sistemas de navegação que se baseiam em sinais de satélite.
Se a Teoria da Relatividade não fosse levada em conta nesses sistemas, os cálculos de posição poderiam cometer erros de localização em quilômetros. Ou seja: a relatividade funciona mesmo e o tempo e o espaço, embora pareçam totalmente diferentes entre si, se confundem no novo universo entrevisto pela ciência desde Einstein. “Com a relatividade, deixa de existir um instante universal, um agora válido para qualquer lugar”, diz Davies. “E é claro que as conseqüências dessa teoria criam situações estranhas para quem estava acostumado com o tempo de Newton.” Uma dessas situações esquisitas, mas perfeitamente naturais para a Física, é o chamado paradoxo dos gêmeos. Se você tivesse um irmão gêmeo que viajasse no espaço a uma velocidade próxima da luz (300 000 quilômetros por segundo), por poucas horas que fossem, quando ele voltasse para a Terra você já seria velho e ele ainda seria jovem .
Mas, se mesmo usando os mais avançados veículos espaciais, o nosso único explorador do futuro só conseguiu avançar 50 avos de segundo, não seria um exagero fazer previsões de viagens mais longas? Afinal, que espaçonave seria capaz de chegar a uma velocidade dessas? “A física da viagem no tempo ainda está na infância, mas não se deve subestimar a rapidez do seu desenvolvimento”, diz o pesquisador da IBM e escritor americano Clifford Pickover. “O problema, agora, está nas mãos dos engenheiros, uma vez que, do ponto de vista científico, estão caindo as últimas objeções a essa viagem.” Para quem acha que ele está exagerando, Pickover cita diversos exemplos de tecnologias cujas possibilidades foram mal avaliadas quando apareceram. Há dois casos particularmente divertidos.
Um deles é a frase de um dos maiores cientistas da sua época, o físico inglês Lorde Kelvin, que, em 1895, declarou: “Máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis” – desmentido em menos de uma década pelo vôo do primeiro avião, em 1903. O outro caso envolve um ex-presidente da própria IBM, Thomas Watson. Ele anunciou, em 1943, que o mercado mundial de informática não iria além de cinco computadores. Ironicamente, a IBM é a maior prova de que ele estava errado.
Pickover revela uma outra face da febre de pesquisas em torno das viagens no tempo: a dos diversos livros lançados nos últimos anos com o objetivo de popularizar o tema. Ele é autor de Time: A Traveler·s Guide (Tempo: Um Guia de Viagem, inédito no Brasil), e faz parte de um grupo de autores que estão inundando as livrarias tratando o assunto com base científica. “A viagem no tempo se transformou em uma indústria dentro da universidade e está produzindo pesquisas e descobertas tão surpreendentes quanto importantes”, diz o astrofísico e escritor inglês John Gribbin, que, desde o final dos anos 80, quando a nova moda surgiu, vem acompanhando de perto esse novo boom literário.
A dúvida é: se para avançar no futuro só é preciso construir espaçonaves mais rápidas, quando será possível voltar para o passado? “Desconfio que nas décadas seguintes veremos viagens cada vez mais longas para o futuro, mas as viagens de retorno são projetos que apenas supercivilizações poderão tentar”, garante Richard Gott. Ele diz que, quando se trata de retroceder ao passado, o problema não só se restringe à tecnologia, mas também às incertezas teóricas que ainda persistem sobre a verdadeira natureza do tempo. Gott é um escritor premiado pela habilidade rara com que traduz essas incertezas para o patamar de um bate-papo no boteco.
Se você acha isso estranho, console-se: os cientistas também não se sentem muito confortáveis com essa idéia. O astrônomo e escritor americano Carl Sagan, por exemplo, disse que estamos às voltas com a questão do tempo desde a época de Santo Agostinho e, até a sua morte, em 1996, Sagan resistiu a uma definição clara e simples do tempo. Foi o próprio Sagan, curiosamente quando escrevia uma ficção, que deu o pontapé inicial para que a viagem no tempo passasse a ser encarada com mais seriedade pelos cientistas. Em 1985, ele estava escrevendo o romance Contato e queria que sua heroína – interpretada, mais tarde, por Jodie Foster no filme de mesmo nome – viajasse pela galáxia por dentro de um buraco negro. Como um escritor de ficção sério, queria saber se havia base científica para essa aventura. Perguntou, então, ao seu amigo Kip Thorne, um respeitado especialista na Teoria da Relatividade, da Universidade da Califórnia, que, só então, parou para pensar no assunto.
Ele acabou descobrindo que a idéia de Sagan não só estava de acordo com as teorias de Einstein, como poderia ser usada para viajar no tempo.
E se você ainda pensa que as aventuras no tempo são impossíveis por que terminam em paradoxos cabeludos como o vivido pelo personagem do De Volta Para o Futuro (que quase desaparece ao interferir no relacionamento do seu pai com sua mãe), relaxe. Parece cada vez mais claro que o universo é mais inteligente que isso: não se pode enganá-lo pelo simples fato de recuar algumas décadas no calendário, azarar o encontro entre papai e mamãe e impedir o seu próprio nascimento. E se você não nasceu, como anulou sua gestação? Sinuca de bico, certo? Errado.
Por mais que os cientistas tentem, não conseguem produzir paradoxos dessa natureza. Ao que tudo indica, eles não acontecem justamente por que as eras estão interligadas de maneira indissolúvel, de trás para a frente e de frente para trás. Quem existe, existe, está registrado e pronto. Não dá mais para abolir, nem com uma viagem ao passado. Você pode até tentar mudar o destino dos seus pais, mas alguma coisa o atrapalhará pelo simples fato de ter nascido. E isso não pode mudar. Com a descoberta dessa inesperada trama de causa e efeito dentro do espaço-tempo, é como se a teoria desse razão ao roteiro do novo filme A Máquina do Tempo, em que o personagem interpretado por Guy Pearce tenta alterar o passado sem sucesso.
Ninguém tem dúvidas de que a tecnologia necessária para construir máquinas capazes de passear pelos labirintos do espaço-tempo é incrivelmente complexa e ainda está cheia de lacunas técnicas por falta de conhecimento de detalhes cruciais. Isso para não falar na dura realidade de sempre: tudo tem um preço e o custo de uma viagem como essa, em termos de matéria-prima e energia, é infinitamente superior àquilo que a pobre humanidade teria condições de providenciar, de imediato.
Para se ter uma ideia, a viagem para o passado pressupõe que os engenheiros tenham a capacidade de transportar e desmontar planetas ou estrelas inteiras para fabricar buracos negros ou objetos ainda mais fantásticos da fauna universal. Já é possível fazer um rascunho da engenharia envolvida: em um dos projetos pioneiros, apresentado recentemente, o resultado seria um aparelho realmente assustador, com 320 milhões de quilômetros de diâmetro e uma massa 200 milhões de vezes superior à do Sol. Ou seja, ela pesaria tanto quanto a Via Láctea inteira. Pouco prático, não?

9613 – Projeções – A ficção prevê o futuro?


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Computadores inteligentes
Em 1951, o inglês Arthur C. Clarke publicou A Sentinela, conto que daria origem a 2001: Uma Odisséia no Espaço, filme de Stanley Kubrick sobre um supercomputador, HAL, que comanda uma espaçonave e adquire vontade própria (na foto, a imagem de um astronauta aparece refletida no HAL). Hoje, a capacidade de processamento do cérebro humano já foi igualada, talvez até superada, por máquinas. Em 1997, por exemplo, um supercomputador da IBM bateu o campeão de xadrez Gari Kasparov em um tira-teima.

Submarinos
Em 1869, o escritor francês Julio Verne (1828-1905) imaginou um submarino que utilizava um combustível eficiente e praticamente inesgotável. A história do capitão Nemo e dos tripulantes do submarino Nautilus (foto), em Vinte Mil Léguas Submarinas, inspirou um filme homônimo dos estúdios Walt Disney, em 1954. Um ano depois, surgiu o primeiro submarino de verdade movido por propulsão nuclear – que foi batizado de Nautilus em homenagem ao veículo descrito por Verne.

Viagem no tempo
Em 1895, H.G. Wells (1866-1946) publicou A Máquina do Tempo. O livro teve duas adaptações para o cinema. A mais recente delas, de 2000, com o ator Guy Pearce (foto), foi dirigida por Simon Wells, bisneto do escritor inglês. Só no início do século 20, com a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, a ciência passou a encarar com seriedade esse tema. Hoje se sabe que um corpo que se move a uma velocidade próxima à da luz pode atravessar uma galáxia em poucos segundos, mesmo que, para quem olha da Terra, essa travessia pareça levar milhares de anos.

Animais híbridos
No romance Frankenstein (1816), da inglesa Mary Shelley (1797-1851), o personagem principal é criado da união de partes retiradas de diversos corpos humanos. Ainda não chegamos a tanto, mas os cientistas já conseguem produzir bizarrices como Rama, resultante do cruzamento de um camelo e de uma lhama, nascida em 1998. A história de Shelley teve inúmeras adaptações para o cinema, como a versão de 1994 dirigida por Kenneth Branagh, com o ator Robert de Niro (foto) na pele da Criatura.

Viagem à Lua
Ao descrever uma viagem à Lua, o escritor Julio Verne incluiu pormenores impressionantes. Em tom profético, os livros Da Terra à Lua (1865) e Viagem ao Redor da Lua (1869) apresentam muito do que, de fato, ocorreria com o projeto americano Apollo, quase um século depois. A forma cilíndrico-cônica do foguete, o tempo da viagem e os efeitos da falta de gravidade foram alguns detalhes antecipados por Verne. Seus livros inspiraram o clássico Uma Viagem à Lua (1902), de George Méliès, o primeiro filme de ficção científica da história.

9469 – Projeções – Viagem no futuro será possível(?)


O professor, cientista e físico japonês Hitoshi Murayama afirma que falta pouco para que possamos viajar para o futuro. Murayama, diretor do Instituto Kavli para Física e Matemática do Universo além de catedrático da Universidade de Tóquio, afirmou que o homem poderá viajar para o futuro a partir do momento em que exista tecnologia suficiente para chegar até a estrela mais próxima da Terra. Para alcançarmos a Próxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso planeta, seria necessário percorrer uma distância de 4 anos-luz, o que, atualmente, não é possível. Entretanto, se obtivermos conhecimento necessário para transformar uma força suficiente para propulsão da velocidade semelhante à da luz, tudo será possível. Segundo a Teoria da Relatividade, uma pessoa poderia viajar na velocidade da luz até a Próxima Centauri e retornar em oito anos. Na volta, seus familiares e amigos estariam mais velhos do que ela, pois eles teriam passado por décadas e não apenas oito anos como no caso do viajante. O professor esclarece que, assim como poderíamos de sair da Terra na velocidade da luz e ir ao futuro, nunca poderíamos retornar ao momento presente de onde partimos, da mesma forma que não seria possível viajar a nenhuma época do passado; simplesmente porque as leis da física não permitem.

7632 – O Cinema Viaja no Tempo


SUPER-HOMEM
Richard Donner, 1978

– Volta o tempo em alguns minutos em 1978
Para evitar o ataque nuclear que mata Lois Lane, o Super-Homem voa em torno da Terra numa velocidade tão alta que inverte sua rotação. Assim, regride o tempo em alguns minutos e salva sua amada. Foi o método mais tosco já criado no cinema: o tempo não voltaria e um megaterremoto destruiria a superfície terrestre, que seria ainda lavada por um tsunami inimaginável.

DE VOLTA PARA O FUTURO 1
Robert Zemeckis, 1985

– De 1985 para 1955
O cientista Doc Brown cria em 1985 uma máquina do tempo ao instalar um “capacitor de fluxo”, movido a plutônio, num esportivo DeLorean. Basta passar dos 140 km/h para o equipamento transportar o passageiro ao tempo desejado. O problema começa quando o adolescente Marty McFly chega por acidente ao ano de 1955 e estraga o momento em que seus pais se conheceriam.

FEITIÇO DO TEMPO
Harold Ramis, 1993

– O dia 2 de fevereiro de 1993 se repete.
O repórter Phil Connors precisa cobrir um evento enfadonho: a aparição de um roedor capaz de prever a duração do inverno. Mas eis que Phil acorda, e o dia se repete. Ao perceber que isso continuará a acontecer, Phil passa a se dedicar a atividades como aprender francês e a esculpir. Segundo o diretor, o repórter passou ao menos 10 anos vivendo o mesmo dia.

O EXTERMINADOR DO FUTURO 1
James Cameron, 1984

– De 2029 para 12 de maio de 1984
Em 2029, a Terra é dominada pelo computador Skynet. Sua única ameaça é John Connor, líder da resistência humana. Para evitar que Connor nasça, Skynet envia a 1984 o ciborgue T-101, com objetivo de matar sua mãe. A máquina é o Time Displacement Equipment, capaz de transportar só tecidos vivos e o material do qual são feitos os exterminadores.

MEIA-NOITE EM PARIS
Woody Allen, 2011

– De 2011 para 1920 e de 1920 para 1890
Sozinho e bêbado numa esquina parisiense enquanto sua noiva se diverte com outros, o escritor americano Gil Pender pega carona num antigo Peugeot Landaulet 184 que o transporta para a Paris da década de 1920 – e encontra ídolos como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Salvador Dalí. Mais tarde, pega uma carruagem que o leva à Belle Époque, na década de 1890.

A MÁQUINA DO TEMPO
George Pal, 1960

– De 1899 para 802 701, e de volta
No fim do século 19, um aventureiro inventa uma máquina capaz de levá-lo ao passado e ao futuro. De 1899 ele parte para o século 20, mas, para fugir da bomba nuclear que eliminará a humanidade, avança 800 milênios e encontra na Terra seres chamados Elois, que servem de alimento para Morlocks subterrâneos. É baseado no livro de H. G. Wells de 1895.

STAR TREK 4
Leonard Nimoy, 1986

– De 2286 para 1986
Para catapultar a espaçonave Ave de Rapina do ano de 2286 para 1986 com uma supervelocidade, o capitão Kirk aproveita a força gravitacional do Sol, fazendo uma manobra em torno do astro – é o chamado de Efeito Estilingue. Seu objetivo é resgatar uma baleia jubarte, único ser capaz de decifrar as mensagens emitidas por uma sonda prestes a destruir a vida na Terra.


PLANETA DOS MACACOS

Franklin Schaffner, 1968

– De 1972 a 3978
Uma equipe de astronautas é posta em hibernação induzida em 1972 a bordo de uma espaçonave quase tão rápida quanto a luz. Eles viajam por 2006 anos – que parecem apenas 18 meses por conta da dilatação do tempo – até que um acidente os faz chegar num planeta onde humanos vivem primitivamente, subjugados por outros primatas civilizados. Esse planeta é a Terra.