13.999 – Mecânica quântica e universos paralelos – a física de “Vingadores: Ultimato”


Em Vingadores, por outro lado, toda vez que o passado é alterado, surge um universo paralelo em que tudo ocorre de maneira diferente graças a essa alteração. Esse mecanismo – diferente do adotado por J.K. Rowling e Robert Zemeckis – não deriva da física clássica de Einstein, e sim, como já mencionado, da física quântica, da qual o próprio Einstein duvidou.
Para entender esse mecanismo, imagine que uma personagem que acabamos de inventar, a Ana, se arrependeu de começar um namoro com Gabriel e quer voltar no tempo para impedir si própria de conhecê-lo. Ela pretende furar o pneu do ônibus que Gabriel pegou para ir à faculdade naquela fatídica tarde de 2014. Assim, eles nunca teriam formado uma dupla na aula.
Se o plano desse certo no mundo de De Volta para o Futuro, assim que Ana retornasse a 2019, veria sua vida completamente mudada. No mundo de Harry Potter, por outro lado, o plano não daria certo: Ana descobriria que, naquela dia, o pneu furado foi justamente o que fez com que Gabriel chegasse um pouco atrasado à aula – e fosse obrigado a formar dupla com ela em vez de escolher um amigo próximo.
Já na perspectiva quântica, Ana teria inaugurado um novo universo. Uma realidade paralela em que ela de fato não viveu com Gabriel – enquanto o outro universo, em que o namoro segue normalmente, continua existindo. Parece maluquice – é maluquice –, mas é uma consequência da maneira como o físico americano Hugh Everett III interpretou as equações de Niels Bohr (sim, o da sua aula de química) e Erwin Schrödinger (sim, o do gato). Calma que a gente explica.

O que é física quântica, afinal?
Ela é a única teoria que descreve de maneira bem sucedida o comportamento de átomos e das partículas menores que átomos – os quarks e elétrons que compõem os átomos, por exemplo, ou os fótons, as partículas que perfazem a luz. Se você tentar usar as equações da Relatividade de Einstein para explicar o que um elétron está fazendo, não vai dar certo. O mundo das coisas pequenas é inacessível às equações do alemão.
Isso porque é impossível determinar a posição de um elétron. O melhor que você pode fazer é criar uma espécie de gráfico que demonstra onde há maior ou menor probabilidade deste elétron estar em um determinado momento. A equação que gera essa gráfico foi a grande sacada de Erwin Schrödinger.
Essa é uma noção muito estranha, pois nada, na nossa experiência cotidiana, pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se você está em casa, a probabilidade de que você esteja em casa é 100%, e de que você esteja fora de casa, 0%. Não dá para estar meio grávida, não dá para cometer meia infração de trânsito, não dá para estar 50% na cama e 50% no mercado.
Isso é tão verdade que até as próprias partículas concordam: quando você tenta estabelecer a posição de um elétron, ele imediatamente abandona sua incerteza e se manifesta em um lugar só. O gráfico, antes tão irregular, atinge 100% de garantia. Dureza: o mundo, na escala quântica, passa a perna nos cientistas. Quem descobriu que o elétron se nega a manifestar sua estranheza foi o dinamarquês Niels Bohr.
O que Everett concluiu foi: de fato, é extremamente tosco supor que um elétron esteja em dois lugares ao mesmo tempo, ou que o observador veja a partícula em vários lugares ao mesmo tempo. Mas não é tão tosco assim pressupor que existem vários universos, e que cada um deles contêm o elétron em uma das posições possíveis. Ou seja: o Gato de Schrödinger está vivo em um universo, e morto em outro. Acabou o paradoxo.
Mais recentemente, um físico chamado David Deutsch juntou algumas possibilidades de viagem no tempo quântica com a ideia do multiverso – gerando um cenário teórico mais ou menos parecido com o do filme. E é esse o Deutsch mencionado por Tony Stark no começo do filme.

13.698 – Projeções – Como a ficção científica explica a realidade


projetor
Um governo que inventa informações para manipular a realidade a seu favor e dá a isso o nome de “fatos alternativos”. Poderia ser no livro 1984, de George Orwell, mas aconteceu quando a assessora presidencial norte-americana, Kellyanne Conway, apresentou números inflados de pessoas que haviam assistido ao vivo à posse de Donald Trump.
Uma sociedade em que mulheres são subjugadas e obrigadas a gestar bebês de seus estupradores. Poderia ser na obra The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia, Ed. Rocco), escrita por Margaret Atwood e adaptada para a TV, mas é também o que pode acontecer no Brasil caso a PEC 181 seja aprovada.
Uma supermáquina envia ao passado um robô assassino para matar a mãe de seu futuro algoz antes mesmo que ele nasça. Poderia ser em O Exterminador do Futuro — e, nesse caso, é mesmo.
Muitas vezes, a ficção encontra formas pouco óbvias de simular a realidade em que vivemos. Entre todos os gêneros, a ficção científica (FC) é certamente um dos mais hábeis nesse quesito. Ao dissipar a fumaça produzida por carros voadores e naves alienígenas, o que sobra é uma reflexão profunda acerca da natureza humana e do modo como conduzimos o presente, não o futuro.

“A boa ficção científica age do mesmo modo que a boa literatura e a boa arte mainstream: expandindo nossa consciência, nossa inteligência”, afirma o escritor e crítico literário Nelson de Oliveira. “Ela faz isso ao abordar temas que estão fora do cardápio da literatura realista-naturalista. A boa ficção científica extrapola o aqui-agora radicalmente, de uma maneira que nenhum outro gênero literário consegue fazer.”
Para a escritora Ursula K. Le Guin — falecida em janeiro —, além de extrapolação, a FC é um experimento mental. “O objetivo do experimento mental, termo usado por Schrödinger e outros físicos, não é prever o futuro — na verdade, o experimento mental mais famoso de Schrödinger [o do gato] acaba mostrando que o ‘futuro’, no nível quântico, não pode ser previsto —, mas descrever a realidade, o mundo atual”, escreveu a autora na introdução de uma de suas obras mais aclamadas: A Mão Esquerda da Escuridão (Ed. Aleph). “A ficção científica não prevê; descreve.”
Não é à toa, portanto, que, apesar de completar cinco décadas neste ano, uma obra como 2001: Uma Odisseia no Espaço continue tão conservada que pareça ter sido colocada em uma câmara de criogenia. A diferença é que obras assim, ao saírem do congelamento, não estranham o mundo, uma vez que já o conhecem perfeitamente. Isso mostra que o tempo só é um problema para quem o entende como uma sucessão de acontecimentos que formam passado, presente e futuro.
Obras-primas como a de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke estão livres dessa “ilusão persistente” — como definiu Albert Einstein —, afinal, não são elas que existem no tempo, e sim o tempo que existe nelas.
Segundo Fusco, somos seres frágeis e curiosos na mesma proporção, e a busca da FC é, acima de tudo, a busca pela essência humana: “2001 nos apresenta isso de forma magistral, tanto em livro quanto em filme”.
Ultimamente, como um sintoma de que a sociedade se aproxima do desencanto, um dos subgêneros mais desgraçados da FC vem ganhando cada vez mais destaque: a distopia.
A questão é: por que, nos últimos tempos, nos vemos mais refletidos no espelho negro das distopias do que nas utopias? O que isso diz sobre nós?

13.184 – Cinema – ALIEN: COVENANT


alien covenant

2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário.
O filme será realizado por Ridley Scott, responsável pelo filme anterior e pelo primeiro da saga, Alien, de 1979. Do elenco fazem parte atores como Michael Fassbender, James Franco e Danny McBride.
Alien: Covenant deve marcar a volta da criatura xenomorfa conhecida desde o primeiro Alien e funcionará tanto como um prelúdio do longa de 1979 quanto como uma continuação de Prometheus. Michael Fassbender, Katherine Waterston, Danny McBride são alguns dos destaques do elenco dirigido por Ridley Scott.
A estreia é prevista para 11 de maio.

 

Atividade – Atriz
Nome de nascimento – Katherine Boyer Waterston
Nacionalidade – Americana
Nascimento – 3 de março de 1980 (Westminster, Londres, Inglaterra, Reino Unido)
Idade – 37 anos

waterston

12.647 – Teoria do Universo Paralelo


universo

Ficção
É uma realidade auto-contida em separado, coexistindo com a nossa própria. Esta realidade em separado pode variar em tamanho de uma pequena região geográfica até um novo e completo universo, ou vários universos formando um multiverso. Embora os termos “universo paralelo” e “realidade alternativa” pareçam sinônimos, o termo “realidade alternativa”, na verdade, implica uma variação do nosso próprio universo. Se voltássemos no tempo e mudássemos o passado, o presente estaria alterado, e quando o viajante do tempo retornasse veria uma realidade diferente, uma “realidade alternativa”. Mudaríamos de uma linha do tempo para outra uma linha do tempo alternativa. Já o termo “universo paralelo” implica outra dimensão que pode ser parecida com a nossa, com possibilidade de existir outras pessoas iguais a existentes neste universo. Conceitualmente pode existir infinitos “universos paralelos”, sendo que em cada um desse universo paralelo, as pessoas podem ter uma vida muito parecida ou muito diferente do que estamos acostumados no universo que habitamos.
A fantasia há muito tomou emprestada a ideia de um outro mundo da mitologia, lenda e religião. Céu, Inferno, Olimpo, Valhala, são todos universos alternativos diferentes do mundo físico familiar em que vivemos.
Embora tecnicamente incorreta se olhada com desdém por fãs e autores de ficção científica hard, a ideia de outra dimensão tornou-se sinônimo da expressão universo paralelo. O uso é particularmente comum em filmes, televisão e HQs e muito menor na prosa moderna de ficção científica.
O uso mais comum de universos paralelos na ficção científica, quando o conceito é central para a história, é um pano de fundo e/ou consequência da viagem no tempo. Um exemplo seminal desta ideia está no romance de Fritz Leiber, The Big Time, onde há uma guerra através do tempo entre dois futuros alternativos, em que cada lado manipula a história para criar uma linha temporal que resulte em seu próprio mundo.
Viajantes do tempo na ficção frequentemente criam, acidental ou deliberadamente, histórias alternativas, tais como em The Guns of the South de Harry Turtledove, onde é fornecida ao Exército Confederado a tecnologia para produzir fuzis AK-47, o que leva os insurgentes à vitória na Guerra de Secessão.
A ideia de um multiverso é tão fértil como assunto para a fantasia quanto o é para a ficção científica, possibilitando cenários épicos e protagonistas divinos. Entre os mais épicos e mais abrangentes “multiversos” da fantasia está o de Michael Moorcock. Como muitos autores depois dele, Moorcock foi inspirado pela interpretação de muitos mundos da mecânica quântica.

10.900 – Cinema – Cadê meu carro voador? De Volta para o Futuro


de voltarelogio
Fãs da franquia criaram memes para celebrar a data nesta quarta-feira (21).
No futuro criado pelo diretor Robert Zemeckis no segundo filme da trilogia, carros voam, hologramas anunciam a estreia de “Tubarão 19” nos cinemas, skates flutuam e tênis se ajustam sozinhos aos pés.
“No remake de ‘De volta para o futuro parte II’, não há carros voadores. Mas as pessoas ficam olhando para os seus celulares o tempo inteiro e se ofendem com qualquer coisa”.
O filme De Volta Para o Futuro 2, sucesso nos anos 80, colocou os protagonistas em uma viagem no tempo para 21 de outubro de 2015, em um cenário que buscou antecipar invenções que ocorreriam nas décadas seguintes. E muitas deram certo: trinta anos depois, boa parte do mundo de Marty McFly já faz parte do dia a dia de muita gente, ou estará no mercado em breve. Até mesmo os carros voadores.
Óculos vestíveis
Apesar dos mais aguardados HoloLens e, principalmente Oculus Rift, ainda não terem chegado ao mercado, vários fabricantes já lançaram suas próprias versões de óculos de realidade virtual, como o Gear VR e o Cardboard, da Samsung e do Google, respectivamente. Isso sem falar no Google Glass, projeto que deve ser refeito e lançado em breve para mais pessoas que o programa Explorer conseguiu atingir com a primeira versão.

Monitores de tela plana
Com monitores por toda parte, De Volta para o Futuro 2 acertou em uma tecnologia que já está no mercado faz tempo: monitores e TVs de tela plana. Na verdade, telas do tipo já cabem no bolso, já que os displays mais finos estão equipados em smartphones.

Morte dos CDs
CDs podem ainda ser vendidos, mas é a partir da Internet que se consome música em 2015. Seja por meio de uma assinatura do Spotify ou Apple Music, ou comprando uma faixa na iTunes Store, músicas são compartilhadas – e até criadas – digitalmente, sem qualquer necessidade de suporte físico a não ser para tocá-las.

Há equipamentos próprios para videoconferência que equipam salas de reuniões empresariais, mas o meio mais popular de se falar com alguém usando vídeo é por meio de programas gratuitos como Skype. Com o crescimento e aprimoramento da malha 4G, é cada vez mais comum realizar esse tipo de comunicação pelo celular, em qualquer lugar, algo que nem Marty McFly fez no longa.
Sensores de movimento em videogames se tornaram populares primeiro com o Nintendo Wii, e depois com o Xbox 360, quando finalmente foi dispensado o uso de controles físicos para alguns jogos. Hoje, a tecnologia continua sendo aplicada a consoles, com a segunda geração do Kinect para Xbox One e o Playstation Eye, que capta os movimentos do jogador.
Tablets já existem há pelo menos 10 anos, mas foi em 2010, com o lançamento do iPad, que a indústria cresceu e se tornou parte do desejo popular, trazendo à tona dezenas de fabricantes especializados nesse tipo de aparelho. Hoje, as vendas não vão tão bem – a IDC Brasil fala em queda de 35% no segundo trimestre de 2015 –, o que pode abrir espaço para soluções híbridas como o Surface Pro 4 ou o Surface Book, outra tecnologia avançada demais para ser prevista nos anos 1980.
Pagamentos móveis ainda estão engatinhando no mundo, e ainda nem desembarcaram no Brasil. Porém, em poucos meses, soluções como Apple Pay, Android Pay e Até Samsung Pay deverão estar presentes em estabelecimentos comerciais de todo o país, facilitando a compra de itens físicos sem a necessidade de carregar cartões de crédito ou dinheiro vivo. O recurso é facilitado por outra tecnologia prevista por De Volta para o Futuro 2: a biometria.

Biometria
Sensores biométricos são populares até em academias e escolas por todo o país, e chegam com força na palma das mãos do consumidor por meio de smartphones. Recurso popularizado pela Apple com o lançamento do iPhone 5S, leitor de digitais já estão presentes em vários outros modelos, como os tops de linha da Samsung, e os recém-lançados Nexus 5X e Nexus 6P.

Cinema 3D
Qualquer blockbuster que se preze já oferece cópias em 3D em praticamente qualquer cinema do país e em transmissões digitais. O cinema 3D visto por McFly, com o Tubarão do filme de Spielberg saindo do plano, é, certamente, mais emocionante do que temos em 2015, mas pelo menos já é realidade.

Roupas smarts
Os tênis que apertam nos pés automaticamente serviram de inspiração para fabricantes de roupa e de chips para criar tecnologias acopladas ao corpo. É o caso, por exemplo, da calça que recarrega o celular enquanto o usuário anda, ou dos shorts que evitam lesões a praticantes de atividades físicas.

Uma das invenções mais cobiçadas do filme, o skate voador foi alvo pegadinhas no passado, mas, esse ano, saiu do papel graças a um projeto da Lexus. O produto não foi feito para ser vendido, mas, pelo menos, não é fruto de uma brincadeira. Ele usa nitrogênio líquido para resfriar um metal que, usando supercondução, consegue levitar o usuário sobre um terreno especial. Há também o Hendo, que não depende do nitrogênio, mas gasta bastante energia.

Comando de voz
Graças ao Google, qualquer pessoa pode lançar mão de comandos de voz com um celular Android baratinho ou acessando o google.com em um PC conectado à web. É possível saber se vai chover, efetuar ligações, marcar reuniões no calendário, entre uma infinidade de outros comandos e pesquisas por palavras-chave que agilizam o dia a dia ao dispensar o teclado.

Drones
Os drones chegarão rapidamente ao mercado de massa, e hoje já é possível comprar um modelo chinês por menos de R$ 400 no comércio eletrônico. Embora modelos mais caros sejam mais confiáveis, a variedade de opções só significa que essa tecnologia ainda vai ser muito explorada nos próximos meses, especialmente por empresas que pretendem agilizar a entrega de encomendas, por exemplo.

Câmeras compactas
As câmeras compactas vêm perdendo mercado, geralmente sendo substituídas por smartphones, mais simples, porém com desempenho parecido; ou por DLSRs, mais parrudas, mas dedicadas a quem quer resultados próximas do profissional. Mas isso só quer dizer que elas chegaram ao ápice da popularidade antes mesmo do que o filme previu.

Computadores por toda parte
Diferente do que era nos anos 1980, no início da era dos computadores pessoais, em 2015 os computadores estão por toda parte, em uma previsão que De Volta para o Futuro 2 acertou em cheio. Dos smartphones, aos tablets, sistemas bancários, de votação, compras online e até a geladeiras e trancas de portas, chips de computação sempre estão presentes para integrar tudo a serviços na nuvem e automatizar processos.

Erro 1: Carro voador
Não foi só De Volta para o Futuro que errou: estamos em 2015 e, por mais que já tenha havido tentativas, ainda estamos longe de ter carros voadores. A maior revolução para esse tipo de transporte parece estar sendo na obtenção de energia, que vem movendo aos poucos do combustível fóssil para eletricidade, em um movimento liderado pela Tesla Motors.

Erro 2: Máquina do tempo
A única invenção que não era de 2015, mas de 1985 graças ao gênio Dr. Brown, ainda não foi inventada e nunca vai chegar. Isso porque, ao menos se Einstein e toda a física moderna estiverem errados, não é possível voltar no tempo. Portanto, nada de DeLorean, nem neste nem nos próximos séculos.

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de volta p o futuro

10.871 – Ficção – Livro defende que civilizações de Marte foram aniquiladas e que o mesmo acontecerá com a Terra


De acordo com algumas hipóteses científicas, se nem o Curiosity, o Opportunity ou nenhum outro engenho humano conseguem encontrar provas de vida em Marte, não é porque não tenha havido, mas porque uma civilização extraterrestre superior teria aniquilado a vida do planeta vermelho sem deixar rastros.
A respeito deste assunto, o doutor John Brandenburg escreveu um livro “Morte em Marte: A Descoberta de um Massacre Nuclear Planetário”, que será publicado em fevereiro de 2015, no qual ele afirma que um par de explosões teria causado o desaparecimento da vida marciana, e não teriam sido explosões acidentais ou fortuitas, mas deliberadas e com fins destrutivos. E Brandenburg não se detém a esse diagnóstico; ele avança com um prognóstico sombrio: a civilização que teria destruído Marte com armas nucleares estaria encarregada de, em algum momento, eliminar a vida inteligente da Terra.
O especialista está convencido de que Marte abrigou duas antigas civilizações de humanoides, extintas por duas poderosas explosões em regiões próximas, o que, em sua opinião, é impossível que tenha acontecido por acaso. “Por que esses dois desastres ocorreram em uma área tão pequena de Marte?”, ele se pergunta, retoricamente. Para Brandenburg, todas as perguntas a respeito da vida extraterrestre têm respostas, se pensarmos em uma civilização poderosa, dedicada a exterminar outras antes que estas possam se contatar. Isso significa que, cedo ou tarde, nós seríamos o alvo.

10.813 – Cinema – Verdades e mitos científicos no filme ‘Interestelar’


interestelar critica

Com a ajuda do consultor científico Kip Thorne, professor aposentado do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), os criadores do filme rechearam a trama com alguns dos conceitos mais desafiadores da física moderna. Em alguns casos, como o das influências bizarras que os buracos negros podem exercer sobre a passagem do tempo, a história tem uma boa dose de precisão científica. Em outros, as leis da física são submetidas a gambiarras ficcionais que fariam Einstein se revirar na cova.
A participação de Thorne, que ajudou a escrever uma das primeiras versões do roteiro junto com a produtora Lynda Obst, não se deu por acaso. O físico é justamente um dos principais estudiosos dos chamados “buracos de minhoca” – supostas conexões diretas entre pontos distantes do espaço (e do tempo).
É a descoberta de um desses túneis cósmicos, nas vizinhanças de Saturno, que permite aos astronautas do filme viajarem rapidamente para uma galáxia distante, tentando achar um planeta que poderia servir de lar para a humanidade presa a uma Terra moribunda.
As equações da teoria da relatividade geral, formuladas por Einstein, parecem permitir a existência desses trecos – o que não significa que eles de fato estejam por aí, lembra Rojas. “Nada garante que seria possível, além de abrir o buraco, mantê-lo estável e capaz de ser atravessado de maneira suave, sem falar no tipo de energia necessária para criá-lo”.
Após cruzarem o buraco de minhoca, nossos heróis chegam a um sistema planetário dominado por um buraco negro supermaciço, chamado Gargântua. Três planetas potencialmente habitáveis existem nessa região galáctica, e o grupo vai tentar obter dados de um deles, mas o problema é que, no caso desse planeta, a influência da gravidade de Gargântua é tão forte que uma hora na superfície equivale a sete anos da Terra.
Um objeto extremamente maciço, como um buraco negro, seria como uma bola de boliche colocada em cima de um colchão macio: sua presença “afunda” o espaço-tempo, levando à passagem mais lenta do tempo da perspectiva de quem está perto do astro “obeso”.

As contas de Thorne mostram ainda que um planeta orbitando o monstro cósmico até poderia escapar de virar purê por causa da gravidade do buraco negro. Problemas maiores são a fonte de luz dos planetas – haveria uma estrela companheira do buraco negro, nunca citada na história? – e a forte radiação emitida pelo objeto conforme ele vai atraindo e “devorando” matéria de suas vizinhanças. Tal radiação poderia acabar matando rapidamente os viajantes espaciais.
Essas dificuldades são fichinha, porém, perto do fato de que Cooper, o astronauta vivido por Matthew McConaughey, resolve mergulhar dentro de Gargântua para obter dados essenciais para salvar a raça humana, permitindo a evacuação da Terra. É verdade que ninguém ainda sabe de fato o que há no coração de um buraco negro, mas o certo é que nada sobreviveria a um mergulho num deles.

10.768 – Interestelar – O que a Física tem a dizer sobre o filme?


astrofisica

O filme que retrata buracos negros, wormholes e viagem no tempo é uma experiência e tanto. Principalmente àqueles que sempre se interessaram por galáxias distantes e pelas teorias dos físicos Stephen Hawking e Kip Thorne.
Thorne, aliás, foi uma das principais inspirações de Christopher Nolan e seu irmão, Jonathan, na realização do filme. Conhecido por sua expertise no campo da relatividade geral, o físico também se tornou responsável pela área de “fidelidade científica” do longa. Sobre isso, Thorne reuniu todas as experiências de trabalho em Hollywood para escrever o livro “The Science of Interstellar”, lançado no dia 7 de novembro.
Em entrevista à ScienceAaas, o cientista contou um pouco sobre a sua impressão final do filme protagonizado por Matthew McCounaghey lançado no dia 6 de novembro. “Em sua essência, a história mudou completamente. A não ser pela ideia de que temos exploradores deixando a Terra e usando wormholes para visitar outras galáxias, é basicamente tudo trabalho do Nolan. Mas a visão continuou, a visão de um filme baseado em ciência real, seja ela verdade ou especulação. Isso foi preservado, agradando muito a mim e a minha mulher”.
Quando perguntado sobre a “praga” que assola a Terra no filme, ele diz: “A gente reuniu os melhores cientistas e estudiosos sobre pragas para um jantar. Aí Jonathan, minha mulher Lynda e eu conversamos com eles sobre fatores biológicos capazes de acabar com o nosso planeta”.
Para o físico, algo trazido pelo diretor Christopher Nolan foi uma surpresa muito agradável: “Quando ele me disse que estava pensando em usar o tesseract (análogo a um cubo 4D), senti um grande impacto. O que ele criou nesse filme é mais complexo do que tudo já visto no cinema. É fascinante e lindo”.
Kip Thorne acredita que a reprodução do buraco negro realizada em ‘Interestelar’ é “maravilhosa”. No geral, o cientista acha que foi um ótimo trabalho em parceria: “Para mim, é uma descoberta impressionante saber que tudo isso produzido foi resultado de uma colaboração entre cientistas e artistas”.

10.767 – Cinema – Interestelar


interestelar

Lançado no Brasil nos cinemas em 6 de novembro de 2014 e dirigido por Christopher Nolan.
Elenco:
Matthew McConaughey
Personagem: Cooper

inter atriz

Anne Hathaway
Personagem: Brand

michel caine

Michael Caine
Personagem: Professor Brand

John Litghoy

John Lithgow
Personagem: Donald

Corra para o cinema mais próximo
Interestelar é o filme mais ambicioso de Christopher Nolan. E olha que estamos falando do cara que fez a trilogia do O Cavaleiro das Trevas e A Origem. Em seu novo projeto, o diretor decidiu realizar um longa sobre o homem, abordando sua natureza devastadora, mas também exploradora e empreendedora.
Fã de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Nolan faz uma homenagem ao cinema de Stanley Kubrick e à obra de Arthur C. Clarke, mas o espectador deve evitar entrar em maiores comparações entre as produções, afinal estamos falando de um dos maiores clássicos da história da ficção científica. Interestelar é um filme que merece escrever sua própria história, sem ficar sofrendo com comparações inadequadas.
Por outro lado, é difícil não lembrar de Kubrick diante da visão de futuro criada por Chris Nolan e pelo irmão Jonathan Nolan. Pode-se dizer até que o futuro de Nolan aqui é mais ambicioso do que o visto em 2001, para um filme de 1968.
Em um futuro não determinado, mas também não muito distante, o engenheiro espacial Cooper (Matthew McConaughey) trabalha como fazendeiro cultivando milho para alimentar a população mundial. A maioria dos alimentos da Terra já acabaram e as plantações que restam são constantemente atacadas por pestes e tempestades de poeira. Ao lado dos filhos e do sogro (vivido pelo ótimo John Lithgow), ele vive simplesmente, mas se incomoda com o fato da humanidade ter se contentado em sobreviver e esquecido seu lado empreendedor.
A primeira parte do filme busca construir as relações humanas do protagonista, que embarca em uma jornada importante que pode ser a última esperança para a população do planeta. Ele é chamado para liderar uma missão espacial que busca explorar novos planetas que podem substituir a Terra. Temos reviravoltas importantes e algumas surpresas.
A montagem de Lee Smith merece elogios, principalmente pelo fato de conseguir fazer o filme fluir bem nos momentos mais reflexivos e mesmo contando com quase três horas de duração. A presença de depoimentos logo no início do filme, sugerindo um falso documentário também é interessante, fazendo uma ligação boa com o desfecho.
A direção de arte minuciosa e o ambicioso design de produção colocam o filme como um marco da ficção científica na Hollywood do século XXI, principalmente por tudo (ou melhor, quase tudo) parecer possível, como os robôs que são claras referências ao monolito de 2001, num ótimo trabalho também da equipe de efeitos visuais. A criação do som também é primorosa, lembrando muito o recente Gravidade, especialmente nos momentos em que investe no completo silêncio do espaço.
Parceiro tradicional de Nolan, o compositor Hans Zimmer, que brilhou em A Origem, não se sai tão bem. A trilha tem momentos bonitos e contemplativos, mas também soa exagerada em outras sequências. O mesmo se pode dizer da fotografia de Hoyte Van Hoytema, que consegue ser deslumbrante por 90% do tempo, mas que gasta outros 10% com flares (com luz sendo jogada diretamente na lente da câmera). Talvez tenha sido uma homenagem dos Nolan ao amigo J.J. Abrams, com quem Jonathan trabalhou em Person Of Interest.
Interstellar (no original) aborda temas como o desperdício, abandono, solidão e desespero. É um filme sobre humanidade, retratando a capacidade do homem de ser devastador, mesquinho e ao mesmo tempo sonhador e iluminado. Também é um longa sobre o nosso lugar, insignificante, dentro do universo, sendo quase que uma declaração de amor do diretor à ciência.
Apesar disso, não se trata de uma obra completamente empírica e fundamentada. O sentimento também faz parte das conquistas do homem e aqui é tratado como algo fundamental para a narrativa. Neste sentido, o filme oferece algumas cenas realmente emocionantes. Do ponto de vista da ação, também conta com momentos marcantes, que irão arrepiar o espectador.
Matthew McConaughey tem uma atuação incrível. Em determinado momento, quando encontra problemas no espaço, a câmera foca apenas em seu rosto, fazendo com que o espectador tenha noção do quão grave é a situação apenas por sua expressão. Ele tem uma química muito boa com a jovem atriz Mackenzie Foy, que vive a filha de Cooper, Murph, quando criança. A garota está incrível, nos fazendo esquecer que um dia foi a filha de Bella Swan e Edward Cullen em A Saga Crepúsculo: Amanhecer.
Jessica Chastain, sempre ótima, vive Murph quando adulta, enquanto que Anne Hathaway volta a ter uma grande atuação, mostrando força e naturalidade como a Dra. Brand. O elenco conta ainda com as presenças de Michael Caine, Casey Affleck, Ellen Burstyn, Topher Grace, Wes Bentley e Matt Damon.
Talvez gaste um pouco de tempo de mais em sua primeira parte e sofra com o modelo hollywoodiano de criar soluções simples, mas é realmente um filme especial. Quem é fã de ficção científica pode se preparar para muitas emoções.

10.395 – Cinema – Planeta dos Macacos: O Confronto


planeta o confronto

Lançamento 24 de julho de 2014 (2h11min)
Dirigido por Matt Reeves
Com Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman mais
Gênero Ficção científica , Ação
Nacionalidade EUA

O filme custou 170 milhões de dólares

Quinze anos após a conquista da liberdade, César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a San Francisco. Lá eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, para que possam se manter. Enquanto isso, os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório, chamado vírus símio. Diante disto, um grupo de sobreviventes liderado por Dreyfus (Gary Oldman) deseja atacar os macacos para usá-los como cobaias na busca por uma vacina. Só que Malcolm (Jason Clarke), que conhece bem como os macacos vivem por ter conquistado a confiança de César, deseja impedir que o confronto aconteça.

Para quem espera uma produção darwinista (afinal, estamos falando da evolução dos primatas), os roteiristas (são três: Rick Jaffa, Amanda Silver e Mark Bomback) de Planeta dos Macacos: O Confronto, dão uma rasteira no tempo e entregam um filme freudiano.
Isso porque, se em A Origem, a discussão central girava em torno das capacidades cognitivas dos primatas, neste novo, O Confronto, o foco é redirecionado para a cultura, a organização social – e não só dos símios, como dos seres humanos também. E, assim, se aprofunda mais uma camada no confronto homem vs. natureza. Uma inteligente aposta do novo filme da franquia, que Matt Reeves (Deixe-me Entrar) passa a comandar.
Dez anos depois da batalha na Golden Gate Bridge, em São Francisco, o futuro da raça humana está ameaçado. Uma doença, chamada gripe símia (que, no entanto, foi desenvolvida por humanos em laboratório) dizimou grande parte da população mundial. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes liderados por Malcolm (Jason Clarke) precisará entrar na floresta dos chimpanzés para negociar com César (Andy Serkis, mais uma vez digitalizado pela técnica de motion capture) e sua trupe para tentar reativar uma usina localizada no território dos primatas.
Esse encontro é o que move a primeira metade do filme. Um prólogo redondo, fechado – embora açucarado demais, em defesa da família e da propriedade. O bom roteiro mostra uma sociedade humana mais arrasada do que nunca, ao passo que a organização social dos símios também atingiu uma complexidade sem precedentes. Não há (pelo menos em princípio) um grupo dominante.
O que há é humanos que também se comportam como animais e primatas que, às vezes, agem de acordo com as mais desenvolvidas regras de convivência dos homens. Nem sequer é possível ter certeza a respeito de quem começou o tal confronto que o título anuncia. Seria, então o triunfo do indivíduo, independente da espécie? Também não é simples assim.
É no confronto, no entanto, que reside o maior problema do filme. Se antes havia um certo excesso de sentimentalismo, o que sobra nessa segunda metade é cenas de ação – diga-se, muito bem filmadas. E muita reviravolta. Com cerca de 2h10min de duração, Planeta do Macacos: O Confronto seria um filme mais impactante se tivesse meia hora a menos.
A impressão que dá, tamanha a disparidade entre as duas partes do filme, é que, para agradar àqueles mais ávidos pela pirotecnia de Hollywood (não à toa o novo Transformers já é o maior sucesso comercial do ano), foi imposto ao diretor que caprichasse na duração das (mais uma vez, bem feitas) cenas de ação.
Descontados os excessos, a transição para um novo elenco, no entanto, é muito, muito bem resolvida pelos autores. Eles não omitem o passado de César (o que dá a liga entre os dois filmes), ao mesmo tempo em que conseguem deixar o que ficou para trás, atrás (afinal, lá se vai uma década).
Embora Jason Clark não tenha o carisma de James Franco, segura muito bem o desafio de líder dos humanos (papel também desempenhado, antagonicamente, por Gary Oldman, sem brilho, como nos últimos filmes em que atuou, como Robocop e Conexão Perigosa). Já Andy Serkis… quando mesmo vão indica-lo ao Oscar?
O que sobra de Planeta dos Macacos: O Confronto é um filme longo demais, porém complexo, no bom sentido, do tipo que consegue combinar entretenimento e reflexão.

Inicialmente seria Rupert Wyatt, o diretor de Planeta dos Macacos – A Origem, quem dirigiria esta sequência. Entretanto, ele preferiu deixar o projeto após a 20th Century Fox insistir que o filme fosse lançado no verão americano de 2014. Wyatt acreditava que não haveria tempo suficiente para que fizesse o filme da forma que gostaria.

Sucesso nos EUA
O fim de semana trouxe um único grande lançamento aos cinemas americanos: Planeta dos Macacos: O Confronto. Sem surpresas, o filme ocupou o primeiro lugar do ranking, com números excelentes. A produção arrecadou US$72,6 milhões (33% a mais do que o primeiro filme), superando com facilidade outro filme de ação, Transformers: A Era da Extinção (em segundo lugar), com US$16,3 milhões.
O restante do top 5 teve pelo menos 32% de queda em relação à semana anterior. A comédia Tammy (em terceiro lugar) arrecadou US$12,6 milhões, à frente de Anjos da Lei 2 (em quarto lugar, com US$6,5 milhões) e Como Treinar o Seu Dragão 2 (em quinto lugar, com US$6,1 milhões). Em geral, o ano continua registrando uma queda de 26% em relação às bilheterias em 2013.
Em circuito restrito, três filmes tiveram ótimos resultados: a comédia dramática Mesmo Se Nada Der Certo conquistou US$2,8 milhões em menos de mil salas, o documentário político America registrou uma queda de apenas 13%, e o drama Boyhood, aclamado pela crítica, estreou com a segunda melhor média de arrecadação por sala no ano inteiro, atrás apenas de O Grande Hotel Budapeste.

9152 – Cinema – Gravidade


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Solta no espaço, a astronauta Ryan Stone (interpretada por Sandra Bullock) rodopia sem parar. Sozinha, sem ter onde se segurar, ela pode ficar assim para sempre — girando em órbita da Terra, como um satélite. A cena do filme Gravidade é um retrato perfeito do movimento dos corpos no espaço. A precisão científica tem sido levantada como um dos pontos altos da produção, que é a mais vista nos Estados Unidos há duas semanas e já conseguiu acumular mais de 200 milhões de dólares de bilheteria ao redor do mundo. Ainda assim, cientistas e astrônomos encontraram alguns erros e imprecisões em sua tentativa de retratar o espaço sideral.
O filme se passa em um futuro próximo, e conta a história de dois astronautas, Ryan Stone e Matt Kowalski (George Clooney), à deriva depois de sua nave ser atingida por destroços. Os movimentos de seus corpos no espaço, e sua interação com os muitos destroços à sua volta, encantou os cientistas, que viram ali um retrato fiel e bonito da mecânica dos satélites na órbita terrestre. “Ficar em órbita é estar em queda-livre perpétua. Os objetos ainda estão presos à gravidade da Terra, que os puxa para baixo, mas eles também possuem uma velocidade lateral. Assim, eles estão sempre caindo, acompanhando a curvatura do planeta — embora pareçam estar flutuando”, diz Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.
A beleza dessas cenas e a perfeição com que retratam o movimento dos astronautas acabou levando a uma análise mais detalhada dos aspectos científicos do filme. E ele não passou incólume. “Não se pode pensar que se trata de um documentário. Há furos”, diz Cherman. “Mas é importante destacar que o filme acerta muito mais do que erra. E alguns dos erros são claramente propositais. Sem eles, não haveria filme”.

Como disse Neil deGrasse Tyson, diretor do Planetário Hayden, em Nova York, e um dos primeiros astrônomos a procurar — e encontrar — por falhas no filme: “O que poucas pessoas parecem reconhecer é que os cientistas não se juntam para criticar filmes como Está Chovendo Hamburguer, O Homem de Aço, Transformers ou Vingadores […] Ganhar o direito de ser criticado em um nível científico é uma grande elogio.”

Filme: Logo no começo da história, os astronautas são atingidos por uma enorme nuvem de destroços. Provocada pela explosão de um satélite aposentado russo, que cria uma reação em cadeia na órbita terrestre, a nuvem dá uma volta no planeta a cada noventa minutos, causando grandes danos cada vez que encontra os personagens principais.
Fato: A quantidade de detritos na órbita terrestres é uma preocupação constante das agências espaciais. O lixo é composto do resto de satélites aposentados e pedaços de aeronaves, e se encontra principalmente na órbita terrestre baixa, onde se passa o filme.
Normalmente, os detritos não estão agrupados, mas espalhados pelo espaço. “A NASA e a Agência Espacial Europeia possuem programas de computadores que rastreiam cerca de 18.000 detritos de tamanhos maiores que 10 centímetros a cada instante, e planejam suas missões com muita segurança. A própria ISS costuma fazer manobras evasivas diversas vezes ao ano para evitar a colisão”, afirma Antônio Delson Conceição de Jesus, pesquisador da Universidade Estadual de Feira de Santana, especialista na dinâmica orbital dos detritos espaciais.
Uma chuva de detritos como a mostrada no filme, no entanto, não costuma exigir tantos cuidados, pois é um cenário extremamente improvável — mas não impossível. “Uma chuva realmente poderia acontecer a partir de uma explosão ou de uma colisão entre detritos. Neste caso, se uma atividade espacial estiver acontecendo nessa região, os resultados da chuva podem ser piores ainda do que os mostrados no filme”, diz Delson.
Gravidade também acerta ao mostrar o potencial destrutivo desse tipo de acidente. Em órbita, mesmo um pequeno parafuso como o que a astronauta Ryan Stone quase deixa escapar no começo da história pode ser extremamente perigoso. “Na órbita terrestre baixa, a velocidade de um detrito chega a mais de 12 quilômetros por segundo. Com esta velocidade um objeto pequeno pode destruir a estação ISS, se penetrar num compartimento essencial”, diz o pesquisador.
Alfonso Cuarón acerta até no tempo em que a nuvem de detritos demora a dar a volta no planeta: 90 minutos.

8261 – Cinema – (Falha Nossa) – Erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos


Melancolia (2011) – Astronomia da depressão
No filme, um planeta chamado Melancolia entra em rota de colisão com a Terra e destrói tudo o que chamamos de lar. É uma boa premissa, se não mostrasse as pessoas vivendo normalmente até a chegada do corpo celeste. “Só a aproximação de uma massa tão grande já nos traria grandes problemas por causa da atração gravitacional”, o primeiro sinal que sentiríamos seria o aumento da força das marés. “Se a aproximação fosse na linha do Equador, a maré se movimentaria nessa direção e os países próximos seriam inundados, enquanto os pólos ficariam sem água. Mas, se a aproximação fosse em um dos pólos, o resto dos oceanos ficaria seco”, explica. Também morreríamos por falta de ar antes do impacto, porque a atmosfera seria atraída pelo mesmo motivo (embora com muito menos intensidade, já que a densidade do ar é quase mil vezes menor que a da água). Outra coisa: um planeta vindo fazer uma visita seria visto com décadas de antecedência. Mesmo estando escondido atrás do Sol, como afirma o filme, por causa do movimento de translação.
1. As marés inundariam boa parte da Terra antes do choque.
2. Os outros pedaços do planeta ficariam sem água.
3. A atmos-fera seria levada embora antes do impacto.
4. Um planeta seria visto com anos de antecedência.

O Discurso do Rei (2010) – Gago e nazista?
A história gira em torno da ascensão do rei George VI e de sua dificuldade em fazer discursos sem gaguejar. No final do filme, o rei consegue não só completar um discurso do começo ao fim, como também inspirar os milhares de britânicos que o ouvem do lado de fora do Palácio de Buckingham a apoiar a entrada da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial. George VI de fato era gago e conduziu a Inglaterra contra a Alemanha de Hitler, mas o que o filme não mostra é que o monarca bem que flertava com o antissemitismo. Documentos liberados pela Casa de Windsor, em 2002, tratam da decisão do rei de barrar a entrada de judeus fujões na Palestina, na época sob seu controle. Ele chegou a enviar cartas ao ministro das relações exteriores, Lord Halifax, congratulando pelo banimento.

Maria Antonieta (2006) – Questão de encaixe
O filme mostra o rei Luis XVI afeminado e pouco interessado em cumprir suas obrigações como marido na cama. Mas alguns pesquisadores mostram que a incompatibilidade sexual do casal não acontecia porque os dois gostassem de homens. Na biografia Marie-Antoinette, linsoumise (“Maria Antonieta, a rebelde”, sem tradução no Brasil), a historiadora Simone Bertière revela que o rei possuía um “pênis extremamente grosso” enquanto a rainha era dotada de uma “vagina incomumente estreita”. As peças simplesmente não encaixavam. Segundo Bertière, fazer sexo era um ato doloroso para ambos. Como a consumação do casamento era importante para uma aliança militar entre França e Áustria, muitos boatos surgiram. A relação só foi consumada depois de mais de dois anos.

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Os Vingadores (2012) – Explosão de explosões
Aqui o erro não é apenas de um filme, mas de toda uma coleção de filmes de ação que mostram carros explodindo em labaredas gigantescas. Na vida real, é muito difícil um carro entrar em combustão – tanques de gasolina não têm o hábito de se autodestruir. Para que haja uma explosão, é preciso que uma série de condições estejam alinhadas. No livro Insultingly Stupid Movie Physics (algo como “A física estúpida dos filmes”, sem tradução no Brasil), o físico Tom Rogers explica que um carro destruído só explode se uma chama conseguir entrar diretamente no tanque de gasolina – o que é bem difícil porque a vedação é reforçada. Outra maneira, um pouco mais provável, seria se uma grande chama em contato com a parte externa do tanque evaporasse a gasolina que há lá dentro e criasse uma pressão enorme. Mas mesmo assim, bastaria uma pequena brecha para o vapor escapar e o carro não explodir. A maioria dos incêndios começa no motor e não se espalha para a área do tanque. Logo, quando uma pessoa sofre um acidente, é mais fácil que ela tenha uma lesão na coluna ao tentarem retirá-la do carro às pressas do que ela morrer em uma explosão. Fica a dica, Vingadores.
1. Para que haja uma explosão, uma chama teria de entrar diretamente no tanque.
2. Mesmo se a pressão dentro do tanque estiver alta, basta uma brecha para evitar a combustão.
3. Se um carro pega fogo, geralmente o motor é a parte mais afetada.

Gladiador, clássico recente do cinema
Gladiador, clássico recente do cinema

Gladiador (2000)
Não dá para entender por que, no ano de 180 d.C., alguém gritaria “Mamma! I soldati!” em italiano perfeito em um filme falado em inglês em uma época que a língua usada era o latim. Pois foi o que o filho do gladiador Maximus fez ao ver os soldados se aproximarem de sua casa. Outra escorregada acontece quando falam de cristianismo. Em uma conversa, o gladiador descobre que a irmã do imperador Commodus reza pela sua família. Em seguida, Maximus também reza pela sua e deixa escapar um “Pai Celestial”. O cristianismo já estava à espreita naquele tempo, mas não passava de uma religião subversiva que ameaçava a mitologia romana dos deuses e deusas.

10 000 A.C (2008) – Samba do mamute louco
Apesar de parecer, este filme não tem nada de histórico. A começar pelos mamutes ajudando humanos a construírem pirâmides. Ok, homens chegaram a caçar mamutes no período Paleolítico, como é possível ver em pinturas rupestres. Mas adestrá-los e fazê-los trabalhar? “Mamutes não foram domesticados, portanto não podem ter sido usados como mão de obra na construção das pirâmides”, alerta Marcelo Rede, professor de história antiga da USP. Até porque sequer existiam pirâmides naquela época. “As grandes pirâmides, como as famosas Keops, Kefren e Mikerinos, datam de 2600 a 2450 a.C.”, explica o historiador. Ou seja, conseguiram errar até no nome do filme.

Poster do filme
Poster do filme

Planeta dos Macacos – (1968, 2011) – Evolução a jato
Para explicar os erros desse filme, vamos ter de caprichar nos spoilers. O filme original traz um erro que a versão de 2011 tenta consertar. Na versão de 1968, uma expedição espacial passa 18 meses longe da Terra até finalmente cair em um planeta dominado por macacos superdesenvolvidos. No final, descobre-se que o tal planeta era a Terra, 2 mil anos no futuro. Assim, o enredo ficava sem pé nem cabeça: 2 mil anos não é tempo evolutivo suficiente para macacos se tornarem inteligentes. É só comparar com a nossa espécie: o Homo sapiens surgiu há 200 mil anos, mas os primeiros registros de arte ou religião datam de 50 mil anos atrás. E outros milhares se passaram antes de inventarmos a escrita, as cidades e a tecnologia avançada. Por isso, Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, explica que o salto de inteligência não aconteceu sozinho – os macacos teriam sido expostos a um gás que os tornou mutantes. Muuuito melhor.

1. Apenas 2 mil anos se passaram para que os macacos ficassem inteligentes.
2. Em termos evolutivos, é preciso milhares de anos para que haja um salto de inteligência.

JURASSIC PARK (1993) – Dna com data de validade
Tudo bem um dinossauro usar a maçaneta para abrir uma porta ou derrubar a parede de um banheiro com um salto. Isso é coisa de filme. O difícil é existir um dinossauro nas condições propostas em Jurassic Park. No longa, os animais são recriados a partir de sangue de dinossauro encontrado em mosquitos preservados no âmbar. Até aí, ok: alguns mosquitos de 230 milhões de anos realmente foram encontrados no âmbar, como mostra um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Por isso, desde a década de 1990, havia um boato de que seria possível recriar dinos dessa forma. O biólogo Michael Bunce, da Universidade de Murdoch, na Austrália, resolveu testar essa possibilidade. Ele estudou o sangue de aves gigantes já extintas e constatou que DNA não é eterno. No caso, as moléculas de DNA não durariam mais de 6,8 milhões de anos, mesmo conservadas em âmbar. “O DNA se deteriora com o passar do tempo, muito antes de ser possível recriar um dinossauro hoje em dia”, diz Bruce Whitelaw, professor de biotecnologia do Instituto Roslin, no Reino Unido. Aliás, o próprio nome do Jurassic Park está todo errado. A era Mesozoica, a que viu o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros, é dividida em três grandes períodos de tempo: o Triássico, o Jurássico e o Cretáceo. De fato, os dinos apareceram no período Jurássico, mas as espécies que fazem as vezes de atores principais no filme, como o Tiranossauro, o Velociraptor e o Triceratops, surgiram apenas no Cretáceo. Cretaceous Park talvez não tivesse sido tão sonoro. Mas seria mais correto.
1. O DNA não dura mais do que 6,8 milhões de anos.
2. Os dinos não são do período jurássico, mas do cretáceo.

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Alien – A Ressureição (1997) – DNA desmemoriado
Imagine morrer e ressuscitar em um corpo igualzinho ao seu, carregando toda a memória da vida que passou. Foi o que aconteceu em Alien – A Ressurreição. No final do terceiro filme da franquia, a tenente Ripley se lançou ao fogo quando descobriu que era hospedeira da raça alienígena. Já no quarto filme, ela acorda 200 anos depois, clonada e com a mesma memória. O problema é que o DNA não guarda lembranças. A ovelha Dolly não se lembrava dos pastos por onde andou Belinda, sua matriz. “Um clone é apenas uma cópia do material genético. O ambiente e as experiências de vida é que formam a memória “. Logo, se dependesse da ciência, Alien jamais teria uma quarta sequência.

Guerra nas Estrelas (1977) – O som do silêncio
Apesar da aura cult que ganhou, Guerra nas Estrelas conseguiu cair em quase todos os erros de filmes de espaço. O primeiro é o barulho de explosões e naves. “Apesar de haver ondas de choque que se propagam no espaço após uma detonação, nós não conseguiríamos ouvir nada”, garante o físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Como ele explica, depois de uma explosão, plasma e ondas eletromagnéticas geradas até se propagariam no espaço, mas elas não emitiram sons, já que o barulho precisa de matéria para se espalhar. E o espaço, é claro, é formado quase todo de vácuo. Aliás, esse é o motivo pelo qual sequer haveria explosões por lá. Sem oxigênio, não há fogo – e assim não teria como a Estrela da Morte, por exemplo, entrar em combustão. Só haveria a chance de alguma coisa explodir se os detonadores fossem nucleares. “Uma bomba nuclear não precisa de oxigênio”, explica o físico. A detonação seria um clarão como um flash e haveria grande emissão de partículas radioativas. Mas não haveria nem fogo, nem barulho algum. O terceiro erro está nos tão amados sabres de luz. De acordo com a ciência, essas armas são impossíveis de existir. “Seria difícil fazer a luz se comportar como um sabre, a não ser que houvesse um espelho na extremidade oposta ao emissor para refleti-la de volta”, diz Furukawa. Sem nada para rebater, a luz se propagaria ao infinito e além, acabando assim com a graça daquelas lutinhas coreografadas.
1. Explosões precisam de oxigênio. Para haver uma no espaço, somente com armas atômicas.
2. O som também não se propaga no vácuo. Ou seja, é impossível ouvir o barulho das naves.
3. Os sabres de luz não poderiam existir. A luz se espalha em feixes infinitos, e não limitados.

Waterworld – O Segredo Das Águas (1995) – O sertão não é mar
“No futuro, as calotas polares derreteram e cobriram a Terra de água. Aqueles que sobreviveram tiveram que se adaptar ao novo mundo.” É o que afirma a cena de abertura de Waterworld. Segundo o filme, o culpado por esse apocalipse molhado foi o aquecimento global. Mas isso não passa de ficção. “Este cenário é completamente irrealista nos próximos 500 anos”, tranquiliza o especialista em meio ambiente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP. Ele garante que, se uma catástrofe como essa acontecesse, seria muito difícil a água inundar lugares com mais de 200 metros de altitude. São Paulo, Belo Horizonte e Brasília estariam a salvo. E boa parte do resto do planeta também: a média de altitude da terra firme é de 840 metros. Poderíamos ter o passado como base, quando o gelo da Groenlândia e do oeste da Antártida derreteu completamente, há 400 mil anos. Segundo um estudo publicado na revista Nature, a elevação do nível do mar naquela época ficou entre 6 e 13 metros. Ou seja, seria uma catástrofe, mas não o suficiente para botar o mundo embaixo da água e criar mutantes com guelras.

8117 – Cinema – O Segredo do Abismo


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Um filme norte-americano de 1989 de ficção e suspense de James Cameron, para este filme foram necessárias oito semanas de filmagens subaquáticas. Os efeitos especiais inovadores, usados para dar forma aos alienígenas subaquáticos, foram depois reutilizados pelo diretor em seu filme seguinte, Terminator 2: Judgment Day, para criar o fabuloso andróide T 1000.
Este thriller de primeira classe, filmado debaixo de água, conta a história do inexplicável naufrágio de um submarino americano.
Uma equipe de cientistas em uma platorma civil de exploração de petróleo se vê repentinamente com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. A plataforma é usada para a “Operação Salvo”, a operação de resgate que visa resgatar a tripulação do Montana, pois apesar de saberem onde está o submarino um furacão se aproxima e, assim, a Marinha não terá tempo hábil de chegar ao local. Com isso, a equipe da plataforma se torna a melhor opção para realizar o salvamento, ficando acertado que o tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Entretanto, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente.

James Cameron, dirigiu também Titanic e a saga O Exterminador do Futuro
James Cameron, dirigiu também Titanic e a saga O Exterminador do Futuro

7692 – Cinema – Velhinhos no Espaço


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Enredo:
Um militar da Força Aérea Americana, o comandante Frank Corvin (Clint Eastwood), que pertenceu a antiga Equipe Daedalus formado pelos militares: Frank Corvin, Hawk Hawkins, Jerry O’Neil e Tank Sullivan e que faziam parte do projeto pioneiro de lançamento dos primeiros astronautas americanos ao espaço e que foi cancelado em 1958, é chamado à última hora para “consertar”, no espaço, um antigo satélite soviético que está com diversos problemas técnicos de funcionamento e o motivo de sua presença no voo do “resgate” é porque ele é o único detentor do conhecimento do sistema e programa utilizado no equipamento, porém, Frank impõe só uma condição: levar consigo toda a sua equipe (a Daedalus) e o detalhe importante é que todos já estão aposentados e assim a missão de resgate torna-se difícil e arriscada
Em 1958, quatro jovens pilotos perderam a chance de ser os primeiros americanos no espaço, a então recém-criada NASA preferiu tripular a nave com um chimpanzé; mas 40 anos depois e já aposentados, eles são chamados às pressas por serem os únicos homens capazes de consertar um satélite russo do colapso. A ideia de colocar numa nave espacial 4 homens as voltas com o envelhecimento é boa, mas o filme abusa dos lugares comuns. Clint Eastwood dirigiu, também participa Tommy Lee Jones de MIB, Homens de Preto.

7402 – Ficção – Isaac Asimov


IsaacAsimov

Um escritor ficcionista e visionário do futuro

Ele escreveu 470 livros. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. E a trilogia Fundação, do período 1951/1953, foi premiada com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Ao todo, foram oito prêmios de alto significado como reconhecimento público. Mas resumir a importância de Asimov a esses feitos seria subestimá-lo, pois ele não foi apenas ficcionista. Foi também um pioneiro na popularização dos conhecimentos e um visionário, e como tal influenciou o próprio desenvolvimento da ciência.
A melhor prova disso foram suas histórias sobre robôs, justamente aquelas que lhe conquistaram a popularidade, no início dos anos 40. Antes dele, a ficção científica era influenciada pelo chamado complexo de Frankenstein, pois os robôs geralmente eram pintados como simples monstros, que acabavam se voltando contra seus criadores. Asimov rompeu com o mito ao descrever robôs que também eram dóceis, inteligentes e dignos. Elaborou, além disso, as três leis da robótica: um robô não pode ferir uma pessoa, nem, por omissão, permitir que ela sofra; deve obedecer aos humanos, exceto quando houver conflito com a primeira lei; deve proteger sua própria existência, ressalvadas as regras precedentes. Esses conceitos tiveram o efeito de um clarão sobre as possibilidades do futuro, lembra um dos pais da inteligência artificial, o americano Marvin Minsky, hoje professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Publicados originalmente na revista Astounding Science Fiction, editada por John Campbell, os contos sobre robôs foram reunidos, em 1951, no segundo livro de Asimov, “Eu, Robô”. Campbell era conhecido por sua habilidade em descobrir e incentivar novos talentos, e muitas das histórias de Asimov, antes de irem para o papel, foram debatidas longamente com ele. As três leis da robótica surgiram numa dessas conversas e Asimov atribuiu sua criação a Campbell, que se tornou seu amigo. Fora da ficção científica, Asimov rompeu com o mito de Frankenstein em outro sentido — descrevendo os cientistas como pessoas comuns, e não como magos, muitas vezes esquisitos.
Bem longe do local em que passaria a infância, ele havia nascido em Petrovich, a 200 quilômetros de Moscou, filho de Judah e Anna Rachel Asimov. Comemorava seu aniversário em 20 de janeiro, mas pode ter nascido em qualquer dia entre 4 de outubro de 1919 e 2 de janeiro de 1920, devido à mudança do calendário na Rússia. Aos três anos, emigrou com os pais para os Estados Unidos e se instalou na área judaica do Brooklyn. Aí, seu pai adquiriu a primeira da série de mercearias que teria.
Foi na banca de jornais e revistas, ao fundo da loja, que ele entrou em contato com as revistas de ficção científica. Lia as histórias com cuidado para não amassar as revistas, que seriam vendidas poste-riormente. A infância não foi fácil. Durante todos os dias, até mudar-se de Nova York em 1942, Asimov ajudava o pai, e suas obrigações na loja o impediam de fazer amigos. Solitário, passava a maior parte do tempo lendo e escrevendo. Anos mais tarde, ele admitiu que isso ajudou a torná-lo um escritor compulsivo, pois a loja ficava aberta dezesseis horas por dia, sete dias por semana.
Pessoalmente, sua realização foi ter escrito livros, como ele mesmo declarou enfaticamente numa conversa em quesua primeira mulher lhe perguntou como se sentiria se, depois de gastar tanto tempo escrevendo, percebesse que perdera toda a essência da vida. Ele respondeu: “Para mim a essência da vida é escrever. Se eu publicar 100 livros e depois morrer minhas últimas palavras vão ser: só 100!” Na verdade, quando a morte sobreveio, em 6 de abril de 1992, por insuficiência renal, o número havia chegado a 468 e ainda estava crescendo — com os lançamentos previstos de The Positronic Man (O homem positrônico) e I, period Asimov: seven decades (Eu, ponto, Asimov: sete décadas).

7258 – Mega Clássicos – ET no Cinema


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Filmes com o diretor e produtor, o mestre Spielberg você logo percebe a diferença: eles tem um toque de magia e com ET, de 1980 não foi diferente, a começar por um marcante e inconfundível tema musical e mais uma vez ele emocionou o público.
ET, é considerado um dos maiores sucessos de bilheteria de toda a história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares. Foi a maior bilheteria da história do cinema (sem correção da inflação) por onze anos até ser derrubado por Jurassic Park em 1993, outro filme de Spielberg. Atualmente ocupa a 34º entre os mais bem sucedidos.
Em 2002, o filme foi relançado nos cinemas como parte das comemorações de seus vinte anos de lançamento, em uma nova versão que continha cinco minutos de novas cenas (que tinham ficado de fora na versão original), além de novos efeitos especiais e uma remasterização digital realizada em todo o filme. As armas dos agentes do FBI também foram substituidas por walkie-talkies, através da intervenção de computadores no filme original. Na ocasião do relançamento, entendia-se que a presença de armas num fime infantil seria inadequada, justificando-se a intervenção.
Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto de dez anos, que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelo serviço secreto americano. O menino ajuda o ET a regressar ao seu planeta.

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Elenco

Henry Thomas …. Elliott
Drew Barrymore …. Gertie
Dee Wallace …. Mary
Peter Coyote …. Keys
Robert MacNaughton …. Michael
C. Thomas Howell …. Tyler
Pat Welsh …. voz do E.T.
Erika Eleniak …. jovem menina bonita
K.C. Martel …. Greg
Sean Frye …. Steve

Oscar 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor trilha sonora, melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros e melhor som.
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor fotografia e melhor edição.

Globo de Ouro 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor filme – drama e melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro e melhor revelação masculina (Henry Thomas).

Grammy 1983 (EUA)
Vencedor na categoria de melhor trilha sonora composta para um filme.

Prêmio Saturno 1983 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
Vencedor nas categorias de melhor música, melhor filme de ficção científica, melhor roteiro e melhores efeitos especiais.
Indicado nas categorias de melho ator (Henry Thomas), melhor diretor e melhor atriz coadjuvante (Dee Wallace-Stone).

Prêmio Eddie 1983 (American Cinema Editors, EUA)
Indicado na categoria melhor edição.

Academia Japonesa de Cinema 1983 (Japão)
Vencedor nas categorias de melhor filme em língua estrangeira e atuação mais popular (ET).

BAFTA 1983 (Reino Unido)
Vencedor na categoria melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor direção, melhor filme, melhor edição, melhor maquiagem, melhor direção de arte, melhor roteiro, melhor som, melhores efeitos especiais, melhor estreante (Henry Thomas), melhor estreante (Drew Barrymore).

Prêmio César 1983 (França)
Indicado na categoria melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1983 (Itália)
Vencedor na categoria melhor diretor – filme estrangeiro.

People’s Choice Awards 1983 (EUA)
Escolhido como o filme mais popular.

American Film Institute’s 100 Most Inspiring Movies of All Times (2006)
Classificado em sexto lugar entre os cem melhores filmes de todos os tempos.

No Brasil, “E.T.” estreou no dia 25 de Dezembro de 1982.
A face do “E.T.” foi elaborada tendo como molde as faces do poeta Carl Sandburg e do cientista Albert Einstein.
O comunicador utilizado pelo “E.T.” no filme realmente funcionava e foi construído por Henry Feinberg, um especialista em ciência e tecnologia.
Durante os testes para a escolha do protagonista de E.T., o Extra-terrestre, Henry Thomas imaginou que seu cachorro tinha morrido e utilizou esta ideia em sua audição para o papel, para transmitir o sentimento de tristeza. Steven Spielberg gostou tanto que terminou chorando durante a audição, e o escolheu para protagonizar o filme.
O ator Harrison Ford fez uma pequena ponta, como o diretor da escola de “Elliot”; no entanto, na edição final do filme, Spielberg decidiu cortar todas as cenas em que ele aparecia, por achar que o personagem era dispensável e servia apenas para distrair o público da história principal.
Quando foi lançada nos Estados Unidos da América, a versão em VHS de E.T., o Extra-terrestre, a fita veio numa capa verde, exatamente para diferenciar as cópias originais das piratas.
Na cena do Halloween, pode-se ver uma criança vestida como Yoda, personagem da série Star Wars e que tinha aparecido pela primeira vez em O Império Contra-Ataca (1980).
Anos após o relançamento do filme, Steve Spielberg estava pensando fazer a sequencia do E.T o extraterrestre passados 20 anos após o acontecimento, e estava pensando escalar novamente o mesmo elenco do filme original.

6859 – Cinema – Viajando no Tempo


Para explorar o tempo, cineastas não economizaram em absurdos: giraram a Terra ao contrário, voaram perto da velocidade da luz ou simplesmente pegaram carona num carro preparado.

SUPER-HOMEM
Richard Donner, 1978
– Volta o tempo em alguns minutos em 1978
Para evitar o ataque nuclear que mata Lois Lane, o Super-Homem voa em torno da Terra numa velocidade tão alta que inverte sua rotação. Assim, regride o tempo em alguns minutos e salva sua amada. Foi o método mais tosco já criado no cinema: o tempo não voltaria e um megaterremoto destruiria a superfície terrestre, que seria ainda lavada por um tsunami inimaginável.

DE VOLTA PARA O FUTURO 1
Robert Zemeckis, 1985

– De 1985 para 1955
O cientista Doc Brown cria em 1985 uma máquina do tempo ao instalar um “capacitor de fluxo”, movido a plutônio, num esportivo DeLorean. Basta passar dos 140 km/h para o equipamento transportar o passageiro ao tempo desejado. O problema começa quando o adolescente Marty McFly chega por acidente ao ano de 1955 e estraga o momento em que seus pais se conheceriam.

FEITIÇO DO TEMPO
Harold Ramis, 1993
– O dia 2 de fevereiro de 1993 se repete.
O repórter Phil Connors precisa cobrir um evento enfadonho: a aparição de um roedor capaz de prever a duração do inverno. Mas eis que Phil acorda, e o dia se repete. Ao perceber que isso continuará a acontecer, Phil passa a se dedicar a atividades como aprender francês e a esculpir. Segundo o diretor, o repórter passou ao menos 10 anos vivendo o mesmo dia.

O EXTERMINADOR DO FUTURO 1
James Cameron, 1984
– De 2029 para 12 de maio de 1984
Em 2029, a Terra é dominada pelo computador Skynet. Sua única ameaça é John Connor, líder da resistência humana. Para evitar que Connor nasça, Skynet envia a 1984 o ciborgue T-101, com objetivo de matar sua mãe. A máquina é o Time Displacement Equipment, capaz de transportar só tecidos vivos e o material do qual são feitos os exterminadores.

MEIA-NOITE EM PARIS
Woody Allen, 2011

– De 2011 para 1920 e de 1920 para 1890
Sozinho e bêbado numa esquina parisiense enquanto sua noiva se diverte com outros, o escritor americano Gil Pender pega carona num antigo Peugeot Landaulet 184 que o transporta para a Paris da década de 1920 – e encontra ídolos como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Salvador Dalí. Mais tarde, pega uma carruagem que o leva à Belle Époque, na década de 1890.

A MÁQUINA DO TEMPO
George Pal, 1960
– De 1899 para 802 701, e de volta
No fim do século 19, um aventureiro inventa uma máquina capaz de levá-lo ao passado e ao futuro. De 1899 ele parte para o século 20, mas, para fugir da bomba nuclear que eliminará a humanidade, avança 800 milênios e encontra na Terra seres chamados Elois, que servem de alimento para Morlocks subterrâneos. É baseado no livro de H. G. Wells de 1895.

STAR TREK 4
Leonard Nimoy, 1986
– De 2286 para 1986
Para catapultar a espaçonave Ave de Rapina do ano de 2286 para 1986 com uma supervelocidade, o capitão Kirk aproveita a força gravitacional do Sol, fazendo uma manobra em torno do astro – é o chamado de Efeito Estilingue. Seu objetivo é resgatar uma baleia jubarte, único ser capaz de decifrar as mensagens emitidas por uma sonda prestes a destruir a vida na Terra.

PLANETA DOS MACACOS
Franklin Schaffner, 1968
– De 1972 a 3978
Uma equipe de astronautas é posta em hibernação induzida em 1972 a bordo de uma espaçonave quase tão rápida quanto a luz. Eles viajam por 2006 anos – que parecem apenas 18 meses por conta da dilatação do tempo – até que um acidente os faz chegar num planeta onde humanos vivem primitivamente, subjugados por outros primatas civilizados. Esse planeta é a Terra.

Poster do filme

6846 – Cinema – Resident Evil 5


Enredo
Fruto de uma das experiências das Umbrella Corporation, Alice (Milla Jovovich) acorda misteriosamente em outra realidade, como se nada tivesse acontecido no planeta Terra. Mas as sequelas do vírus T logo aparecem na forma de zumbis famintos por carne humana e ela descobre, novamente, fazer parte de um novo e viajante experimento. Dentro das intalações da terrível corporação, a guerreira descobre que um antigo inimigo pode estar por trás de um plano para salvar não só ela, mas também seus antigos companheiros de luta, como Ada (Binbing Li), entre outros. Agora reunidos, eles lutarão lado a lado num combate sangrento, que os levará a uma importante e inacreditável revelação. Só existe um problema, Jill Valentine (Sienna Gillory) e Rain Ocampo (Michelle Rodriguez), sob as ordens da poderosa Rainha Vermelha, não estão dispostas a facilitar as coisas para o grupo, que ainda por cima corre contra o tempo.
Para o grupo sair com vida do local, terão que passar pela chefe de segurança Jill Valentine (Sienna Guillory), que passou por uma lavagem cerebral e que agora trabalha para a Umbrella, e o clone de Rain Ocampo (Michelle Rodriguez), morta no primeiro filme da franquia e cujo clones andam sendo fabricados para experiências. Duas tentam escapar com vida do local e ocasionalmente se encontram com o resto do grupo. Agora cabe a eles lutarem pela sobrevivencia.

Quinto filme de um franquia que nasceu dos jogos eletrônicos, no caso o Play Station 1, Resident Evil 5: Retribuição tem entre seus méritos não precisar de bula para que se possa entendê-lo. Embora seja uma sequência, é perfeitamente possível que um espectador comum, que gosta de cinema de ação e efeitos especiais, se sinta a vontade diante das inúmeras sequências, sem ser um ávido jogador ou fã do(s) personagem(s).
Filme de ficção científica de ação e horror escrito e dirigido por Paul W. S. Anderson e estrelado por Milla Jovovich. É o quinto filme baseado na série de jogos da Capcom, Resident Evil, disponível também em 3D.

Vazamento do trailer na internet
Em 19 de janeiro de 2012 o trailer vazou na Internet, no começo mostra pessoas em cartões postais do planeta dizendo seus nomes e dizendo a frase: “This is my World” (Isso é meu mundo), então aparece o planeta completamente destruído com Alice dizendo “This is my World”, aparecem flashbacks e mostra vários Lickers perseguindo as pessoas, aparece também Ada Wong interpretada por Li Bingbing. No dia 14 de junho de 2012, a Sony Pictures divulga o mais novo trailer de Resident Evil 5: Retribuição. Tendo como destaque o tão esperado confronto entre Alice e Jill, além de uma grande participação de Albert Wesker e Carlos, o clipe exibe diversas cenas do longa, incluindo rápidas aparições de Leon, Ada e Luther. A prévia foi divulgada após uma sessão de perguntas e respostas com Milla Jovovich.

Produção
As filmagens começaram em 10 de outubro e duraram até 23 de dezembro de 2011 exatos 55 dias, as locações incluíram Toronto, nas instalações da Cinespace de estúdio Kipling, Times Square em Nova York, Tóquio, e a Praça Vermelha em Moscou. Resident Evil: Retribution é o segundo filme da série a ser filmado em 3D, sendo o primeiro Resident Evil: Afterlife[15] o sistema de câmera Red Epic foi usado, o que o produtor Jeremy Bolt disse é 50% menor do que a Sony F35 que foi usada para Resident Evil: Afterlife.
Em 11 de outubro, uma plataforma entrou em colapso durante o segundo dia de filmagens e feriu 16 pessoas no set. De acordo com a polícia de Toronto, dez pessoas foram levadas para o hospital para tratamento de emergência. Lesões incluído hematomas e ossos quebrados. Equipes de emergência levaram muito tempo para determinar quais lesões foram reais já que as pessoas estavam vestidas com trajes de zumbi com sangue falso.
As ruas da Praça Vermelha foram fechadas por um dia e as filmagens de fundo foram feitas no metrô da Rússia depois que este foi fechado por cinco horas. A maioria das ruas foram construídas em conjuntos. Uma cena de ação inspirada no quinto jogo onde os personagens estão dirigindo um Hummer enquanto são perseguidos por zumbis é destaque, mas para o filme o Hummer foi mudado para um Rolls-Royce Phantom. A cena foi filmada no final de novembro em Moscou.
Durand e Roberts terminaram as filmagens na primeira semana de dezembro e Li envolto em 14 de dezembro. A cena de luta entre Jill e Alice, que envolveu mais de 200 movimentos começou a ser filmada de 14 de dezembro até o final da produção.

6559 – Cinema – O Vingador do Futuro – Remake


Volte logo pra Marte, volte logo pra Marte…

Mais ação com menos humor, esta é a principal característica do remake.
Vinte e dois anos depois de “O Vingador do Futuro”, ficção científica estrelada por Arnold Schwarzenegger e dirigida por Paul Verhoeven, surge um remake da história — que parte igualmente de um conto do renomado autor Philip K. Dick, “Lembramos Para Você A Preço de Atacado”, e é dirigido por Len Wiseman (“Anjos da Noite”).
Desta vez, o protagonista é o ator irlandês Colin Farrell, vivendo o operário Doug Quaid, atormentado por uma rotina massacrante e um pesadelo recorrente: ele se vê fugindo de uma intensa perseguição, acompanhado por uma bela mulher que não conhece.
Se o cenário futurista é parecido com o filme de 1990, sumiu pelo menos uma referência importante — Marte. É com o astro vermelho o sonho repetido do operário vivido por Schwarzenegger. Agora, o planeta nem sequer é mencionado. Repete-se na trama atual a procura, por Quaid, da empresa Rekall para implantar uma memória mais emocionante do que lhe parece sua vida cotidiana — exceto pelo casamento com Lori (Kate Beckinsale), aparentemente feliz.
Sem contar nada a Lori, Quaid procura a Rekall, pensando implantar em sua memória as vivências de um agente secreto. Mas, quando se prepara para receber o pacote, algo dá muito errado — porque, para dar certo, a fantasia não pode ter qualquer base na realidade. E Quaid não é nada do que pensava, embora não se lembre. Num instante, a Rekall é invadida por soldados com aparência de RoboCop, que vêm combater Quaid — que, sem saber como, mostrou-se capaz de imobilizar um batalhão deles. A descoberta de suas habilidades continua a surpreendê-lo e vem a calhar, até porque ele tem que fugir dali, para salvar a própria vida.
Mantendo um detalhe presente também no filme original, a mulher de Quaid tem um bocado de segredos escondidos. E o conflito entre os dois, que são agentes secretos, ultrapassa muito os limites de uma guerra conjugal. Carregam a trama cheia de adrenalina as fugas de Quaid — que na verdade é Carl Hauser –, seu encontro com a mulher que via no sonho, Melina (Jessica Biel), e sua dúbia relação com o movimento rebelde que tenta mudar uma ordem autoritária nesse mundo sombrio do futuro vislumbrado por Philip K. Dick.
Diretor mais afeito a filmes de terror e ação do que ficção científica, Wiseman enfatiza as sensacionais escapadas do protagonista, em sequências que visam provocar vertigens, em saltos de altos prédios e a bordo de naves espaciais. Lori, a mulher de Quaid, é boa de briga. Não é mole ser páreo para ela, assim como acontecia com Schwarzenegger diante de Sharon Stone em 1990.
A história original, aliás, faz parte da coletânea “Realidades Adaptadas: Os Contos de Philip K. Dick”, livro que reúne o conto que deu origem aos dois filmes e outras histórias do escritor adaptadas para o cinema como “Os Agentes do Destino” e “Minority Report”.

Curiosidade – A Mulher de 3 seios que fez sucesso no 1° filme, reaparece, embora não haja mutantes na Terra.

6202 – Cinema – A Guerra dos Mundos


Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.
O filme custou 132 milhões de dólares e foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 2005, ao lado de Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith, Harry Potter e o Cálice de Fogo e As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
O filme é baseado num livro de H.G. Wells que já havia sido adaptado para o cinema em 1953; tanto o filme antigo quanto o livro também recebem o nome de Guerra dos Mundos.
Tudo começa com algumas imagens e a voz de um narrador (voz esta que pertence a Morgan Freeman), que falam do ser humano|homem e seu domínio sobre a Terra, e sobre seres intelectualmente superiores a nós que vêm nos estudando há muito tempo, e que agora decidiram traçar seus planos contra nós.
A história começa em um dia comum em que Ray(Tom Cruise) volta para casa para receber os filhos, Rachel(Dakota Fanning) e Robbie(Justin Chatwin), que atualmente moram com a mãe, Mary(Miranda Otto), e o padrasto, Tim. Coisas como a falta de leite e Rachel e Robbie terem que dividir o quarto apesar da grande diferença de idade e de sexo mostram que Ray certamente não estava preparado para receber os filhos. Apesar disso, outras coisas chamam a atenção de Ray, como a estranha tempestade que se forma perto de sua residência. A tempestade primeiramente gera fortes ventos que estranhamente sopram na direção dela. E depois, ela libera uma série de estranhos raios que, além de serem desacompanhados de trovões, atingem sempre o mesmo lugar.

Cartaz do filme baseado no clássico de ficção