14.304 – Cinema – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDROIDES


caçador de androides
Blade Runner
Distribuidor Warner Home Video (Brazil)
Ano de produção 1982
Tipo de filme longa-metragem
O ator Dustin Hoffman chegou a ser convidado para interpretar Deckard, mas recusou o papel.
Detalhe secreto
O comerciante de cobras que aparece em uma das ruas de Blade Runner possui em sua testa uma tatuagem da nave Millenium Falcon, da série Star Wars. Como a tatuagem é bem pequena, apenas é possível vê-la utilizando o zoom do vídeo/dvd.
Surpresa do diretor
Em julho de 2000, o diretor Ridley Scott declarou, em entrevista à tv britânica, que o personagem Deckard também era um replicante.
Versão do diretor
Em 1992, dez anos após o lançamento de Blade Runner, o diretor Ridley Scott lançou uma versão pessoal para o filme, que contém cenas extras e tem um final bem diferente do exibido na versão original do filme.
Nova edição
No Festival de Veneza de 2007 o diretor Ridley Scott lançou mais uma versão do filme, chamada Blade Runner: The Final Cut.
OSCAR
1983
Indicações
Melhor Direção de Arte
Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
1983
Indicação
Melhor Trilha Sonora

BAFTA
1983
Ganhou
Melhor Direção de Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Direção de Arte/Design de Produção

Indicações
Melhor Edição
Melhor Maquiador
Melhor Composição
Melhor Som
Melhores Efeitos Visuais
Enredo
No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.

O filme se passa em novembro de 2019 numa decadente e futurista cidade de Los Angeles decaída com a poluição, o consumismo exacerbado e a consequente busca de novas formas de colonização em outros planetas, para a qual as pessoas são convidadas a aventurarem-se em face do colapso da civilização humana, tanto material quanto moralmente. Destaca-se o quão visionário foi o diretor Ridley Scott, na medida em que a globalização tão amplamente difundida nas últimas décadas, encontra nesta película, um final catastrófico, melancólico e deprimente — animais extintos são clonados e replicados a exemplo do principal quinhão no filme — replicantes humanos; a existência de uma profusão de culturas, etnias, credos e costumes. Com efeito, mexicanos, chineses, árabes e toda uma gama de culturas convivem neste ambiente sombrio e desanimador. Neste contexto, seres humanos artificiais, chamados replicantes, são criados e usados nas mais nocivas atividades, na Terra e, principalmente fora dela. A empresa responsável se chama Tyrell Corporation. Após um motim, os replicantes são banidos na Terra, passando a ser usados para trabalhos perigosos, servis e de prazer nas colônias extraterrenas da Terra. Replicantes que desafiam esse banimento e retornam para a Terra são caçados e “aposentados” pelos operativos especiais da polícia conhecidos como “caçadores de replicantes”. O enredo se foca em um brutal e astuto grupo de replicantes que recentemente escapou e está se escondendo em Los Angeles, e no aposentado caçador de replicantes Rick Deckard, que relutantemente concorda em realizar mais um trabalho para caçá-los.
O filme é uma fina ironia acerca das questões fundamentais que afligem a espécie humana e, é exatamente neste ponto, sob o espectro da moral, da ética e da busca do sentido para a vida, é que as pessoas acabam fazendo com os replicantes tudo aquilo que as fazem sofrer e o que lhe acarretam as mazelas e vicissitudes da vida.
Blade Runner inicialmente polarizou a crítica especializada: alguns não gostaram de seu ritmo, enquanto outros gostaram de sua temática complexa. O filme foi muito mal nas bilheterias da América do Norte; apesar do fracasso comercial, ele desde então se tornou um clássico cult.
e é atualmente considerado um dos melhores filmes já feitos. Blade Runner foi elogiado por seu desenho de produção, mostrando um futuro “retrofit”, e permanece como um dos principais exemplos do gênero neo-noir. Blade Runner chamou a atenção de Hollywood para o trabalho do escritor Philip K. Dick, com vários filmes posteriores tendo sido baseados por suas obras. Ridley Scott considera Blade Runner como “provavelmente” o seu filme mais completo e pessoal. Em 1993, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso como sendo “cultural, histórica ou esteticamente significante”.
Sete versões diferentes do filme já foram exibidas em vários mercados como resultados de mudanças controversas feitas pelos executivos do filme. Um apressado Director’s Cut foi lançado em 1992 depois de fortes reações a exibições testes. Isso, em conjunto com a popularidade do aluguel de vídeo, fez este ser um dos primeiros filmes a ser lançado em DVD, resultando em um disco básico com uma qualidade medíocre de vídeo e áudio. Em 2007, a Warner Bros. lançou o The Final Cut, uma versão digitalmente remasterizada de 25 anos feita por Scott, em cinemas selecionados e posteriormente em DVD, HD DVD e Blu-ray.
A sequência, intitulada Blade Runner 2049, foi lançada em 6 de outubro de 2017.
Elenco
Harrison Ford como Rick Deckard
Rutger Hauer como Roy Batty
Sean Young como Rachael
Edward James Olmos como Gaff
M. Emmet Walsh como Capitão Bryant
Daryl Hannah como Pris
William Sanderson como J.F. Sebastian
Brion James como Leon Kowalski
Joe Turkell como Dr. Eldon Tyrell
Joanna Cassidy como Zhora Salome
James Hong como Hannibal Crew
Morgan Paull como Dave Holden
Kevin Thompson como Bear
John Edward Allen como Kaiser
Hy Pyke como Taffey Lewis
Kimiko Hiroshige como Moça Cambojana
Robert Okazaki como Mestre Sushi
Carolyn DeMirjian como Vendedora
Ben Astar como Abdul Ben Hassan
É um filme literário de ficção científica, envolvendo tematicamente a filosofia da religião e implicações morais do domínio humano da engenharia genética no contexto do drama e da húbris grega clássica.
Blade Runner aprofunda as implicações da tecnologia no ambiente e na sociedade ao chegar ao passado, usando literatura, simbolismo religioso, temas dramáticos clássicos e cinema noir. Essa tensão entre passado, presente e futuro é refletida no futuro reestruturado de Blade Runner, que possui alta-tecnologia e lugares reluzentes, mas decadente e velho em outros lugares. Ridley Scott descreveu o filme como: “extremamente escuro, literalmente e metaforicamente, com uma sensação estranhamente masoquista”, em uma entrevista de Lynn Barber para o jornal britânico The Observer em 2002. Scott “gostou da ideia de explorar a dor” e comentou na sequência a respeito da morte de seu irmão por um câncer de pele: “Quando ele estava doente, eu costumava visitá-lo em Londres, e isso foi realmente traumático para mim
Escolha do elenco
A escalação para o elenco do filme demonstrou-se bastante problemática, particularmente para o papel principal de Deckard. O roteirista Hampton Fancher imaginou Robert Mitchum como Deckard tendo escrito o diálogo do personagem com Mitchum em mente.O diretor Ridley Scott e os produtores do filme passaram meses se reunindo e discutindo o papel com Dustin Hoffman, que eventualmente desistiu do papel devido a algumas discrepâncias de visão. Harrison Ford foi finalmente escolhido por várias razões, incluindo seu desempenho nos filmes da franquia Star Wars, o interesse de Ford pela história de Blade Runner e algumas discussões com Steven Spielberg que estava terminando Os Caçadores da Arca Perdida na época e elogiou fortemente o trabalho de Ford no filme.Depois de seu sucesso em filmes como Star Wars (1977) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), Ford estava procurando um papel com profundidade dramática. De acordo com os documentos de produção, vários atores foram considerados para o papel, incluindo Gene Hackman, Sean Connery, Jack Nicholson, Paul Newman, Clint Eastwood e Al Pacino.
Um papel que não foi difícil de escalar foi o de Rutger Hauer como Roy Batty, o violento mas ainda pensativo líder dos replicantes. Scott colocou Hauer no elenco sem conhecê-lo, tendo unicamente como base as performances de Hauer nos filmes de Paul Verhoeven que Scott tinha visto (Katie Tippel, Soldaat van Oranje e Turkish Delight). A interpretação de Hauer para o personagem Batty foi considerado por Philip K. Dick como “o Batty perfeito e frio, ariano, impecável”. Dos muitos filmes que Hauer fez, Blade Runner é o seu favorito. Como explicou em um bate-papo ao vivo em 2001, “Blade Runner não precisa de explicação, é apenas o melhor, não há nada parecido, fazer parte de uma verdadeira obra-prima que mudou o pensamento do mundo.” Hauer reescreveu o discurso “lágrimas na chuva” do seu personagem e o apresentou para Scott no set antes da filmagem.
Blade Runner utilizou um número de atores até então pouco conhecidos: Sean Young interpretou Rachael, uma replicante experimental com memórias da sobrinha de Tyrell implantadas, fazendo-a acreditar que ela é humana; Nina Axelrod fez uma audição para o papel. Daryl Hannah interpretou Pris, uma “modelo de prazer básico” replicante; Stacey Nelkin fez testes para o papel, mas lhes foi dada uma outra parte no filme, que foi cortada em última instância antes da filmagem.[36] A escalação para os papéis de Pris e Rachael foi desafiador, exigindo vários testes de tela, com Morgan Paull desempenhando o papel de Deckard. Paull foi escolhido como Dave Holden o caçador de recompensas e colega de Deckard, que é baleado na primeira cena, baseado em suas performances nos testes. Brion James interpretou Leon Kowalski, um replicante de combate, e Joanna Cassidy interpretou Zhora, uma replicante assassina.
Edward James Olmos interpretou Gaff. Olmos usou sua diversidade étnica e pesquisa pessoal para ajudar a criar a linguagem ficcional “cityspeak” que seu personagem usa no filme.
A máquina de Voight-Kampff é uma ferramenta fictícia utilizada em interrogatórios, originado no romance onde é soletrada como Voigt-Kampff. O Voight-Kampff é uma máquina semelhante a um polígrafo usada pelos Blade Runners para determinar se um indivíduo é um replicante. Ele mede as funções corporais, como respiração, modo de respostas, frequência cardíaca e movimento dos olhos em resposta a questões relacionadas com a empatia.
A trilha sonora de Blade Runner composta por Vangelis é uma combinação melódica sombria de composição clássica e sintetizadores futuristas que espelha o filme noir retro-futurístico imaginado por Ridley Scott. Vangelis, que recentemente havia ganhado um Óscar de melhor trilha sonora por Carruagens de Fogo, compôs e executou a música em seus sintetizadores.
Efeitos especiais
Blade Runner foi lançado em 1.290 cinemas no dia 25 de junho de 1982. Essa data foi escolhida pelo produtor Alan Ladd, Jr. porque seus filmes anteriores de maior bilheteria (Star Wars e Alien) tiveram uma data de abertura semelhante (25 de maio) em 1977 e 1979, tornando esta data seu “dia de sorte”. Blade Runner arrecadou vendas de ingressos razoavelmente boas segundo relatórios contemporâneos; Faturando US$ 6,1 milhões durante o seu primeiro fim de semana nos cinemas. O filme foi lançado próximo de outros grandes lançamentos de ficção científica/fantasia, tais como O Enigma de Outro Mundo, Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, Conan, o Bárbaro e E.T. – O Extraterrestre.
Crítica
As reações iniciais entre os críticos de cinema foram misturadas. Alguns escreveram que a trama tomou um assento traseiro para efeitos especiais do filme, e não coube o marketing do estúdio como um filme de ação/aventura. Outros aclamaram sua complexidade e previram que resistiria ao teste do tempo.
Blade Runner detém uma classificação de 89% no Rotten Tomatoes, um site que classifica os filmes com base em críticas publicadas por críticos, obtendo uma média de 8,5 de 10 em 104 comentários.

14.293 – Ficção – Outra Vida Série


OV série
Série original Netflix, escrita por Aaron Martin (Being Erica), traz a história da astronauta Nick Breckenridge (Katee Sackhoff) – que precisa se reunir a uma equipe jovem para retornar ao espaço em busca de respostas sobre um artefato que pousou na Terra há seis meses e até então não realizou nenhum tipo de contato com os humanos.
A dramaturgia recheada de ficção científica e teorias conspiratórias possui um roteiro que a princípio convence o telespectador a continuar querendo saber o que mais vem por aí. Entretanto, com o passar dos primeiros episódios, fica evidente que a história não apresenta nada essencialmente novo e não se encaminha para lugar algum. É como se estivéssemos vendo o mesmo plot em que a protagonista e sua equipe se desentendem e encontram algum problema que pode acabar com a missão como um todo. É a mesma sequência de fatos repetidas por capítulos seguidos apenas mudando o motivo da briga e a situação.
A produção, por um tempo, irá prender sua atenção, contudo, ao longo do capítulos, a trama se torna cansativa, repetitiva, sendo os cliffhangers ao final de cada episódio o único motivo para alguém continuar assistindo. É um looping que somente finaliza ao final do décimo capítulo da primeira temporada, que também termina com um gancho numa tentativa frustrada de prender o espectador para a próxima etapa, se é que ainda terá uma.
Outro ponto prejudicial para a série de TV está na construção dos personagens, afinal, somente a protagonista e o holograma William (Samuel Anderson) possuem uma relação convincente, além de serem interessantes e transmitirem realismo devido a suas complexidades. Entretanto, o restante da equipe a bordo da nave é tipicamente boring, além de mostrarem somente camadas superficiais como se não existisse mais para ver deles, inclusive, é tão forte essa parte de não criarem empatia com o público que se torna difícil memorizar os nomes e saber quem é quem.
August Catawnee (Blu Hunt), Bernie Martinez (A.J. Rivera), Sasha Harrison (Jake Abel), Oliver Sokolov (Alex Ozerov), Javier Almanzar (Alexander Eling), entre outros, são todos parte deste pacote de personagens entediantes. Quanto ao marido de Nick, Erik Wallace (Justin Chatwin), cujo papel é fundamental nos avanços das descobertas na Terra, entra também no meio desses que não acrescentam muito nem em atuação, nem em construção do mesmo. Só para ter uma ideia, William, que é um holograma, tem mais química com a personagem de Katee e mais camadas que o mesmo.
No quesito técnico a produção não apresenta grandes transformações em direção, somente o básico que o telespectador já está acostumado a conferir em séries de ficção científica. A trilha sonora não acrescenta em nada, muito menos é marcante, e a arte trabalha com aquilo que o roteiro pede, nada muito surpreendente. Não vá esperando grandes transformações e diferenciais.
No geral, Outra Vida é uma série mediana, sem muito a acrescentar na vida do espectador e sustentada pela construção e atuação da protagonista e do holograma William. É uma história que te fará passar raiva depois de conferir dez episódios.

A Protagonista:
Kathryn Ann Sackhoff, mais conhecida como Katee Sackhoff (Portland, 8 de abril de 1980), é uma atriz norte-americana conhecida sobretudo por estrelar a série de televisão do Sci Fi Channel Battlestar Galactica, interpretando Kara “Starbuck” Thrace. Em 2004, ela foi indicada ao Saturn Award na categoria de melhor atriz coadjuvante em séries de televisão, por seu papel como Kara. Em maio de 2006, ela ganhou o Saturn Award pelo mesmo papel na série semanal.
Katee começou com pequenos papéis em filmes como Halloween: Resurrection e no programa de televisão The Education of Max Bickford, além de aparições especiais em diversas séries como E.R. e Cold Case. Katee Sackhoff também protagonizou papéis no filme de ação/ficção científica The Last Sentinel e no thriller psicológico White Noise 2: The Light.

outra vida

14.096 – Cinema – O novo Exterminador do Futuro


O trailer do novo longa da série iniciada em 1984, O Exterminador do Futuro, traz uma novidade interessante além daquela que é mais difundida, a presença de Linda Hamilton como Sarah Connor e Arnold Schwarzenegger como Terminator. Trata-se de uma continuação do filme mais famoso da série, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), de James Cameron.

Essa volta a uma sequência interrompida em 2003, com o ótimo O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de Jonathan Mostow, e não mais retomada nos dois longas seguintes, o bom O Exterminador do Futuro: A Salvação (McG, 2009) e o sofrível O Exterminador do Futuro: Genesis (Alan Taylor, 2015), é a desculpa para continuar a franquia que não precisava de desculpa para continuar, já que a própria premissa (uma volta ao passado para impedir um acontecimento futuro) permite qualquer tipo de desenvolvimento nos próximos longas.
Mas é certo que essa volta ganha um novo e poderoso estatuto: está mais próxima de um desenvolvimento “oficial” ou fidedigno da trama que se desenrolou nos dois primeiros longas (excelência do terceiro à parte). A presença de James Cameron como produtor, após quase 30 anos, é um ótimo exemplo dessa ligação mais forte com as origens.

Este sexto longa da série, terceiro com o selo de qualidade de Cameron (também diretor nos dois primeiros), é dirigido por Tim Miller, cineasta de pouca experiência que estreou com Deadpool (2016) e chega agora ao segundo longa. Cameron seria o nome ideal para a empreitada, mas ele está concentrado nas continuações de Avatar (2009), previstas para lançamento a partir de 2021.

Uma coisa é (quase) certa. Cameron não produziria uma continuação da sua série consagrada se não confiasse naquele que estará atrás das câmeras. Se Tim Miller não mostrou muita força em seu Deadpool, principalmente por causa de muitas ideias desiguais, a força da franquia Terminator deve mantê-lo comportado o suficiente para fazer valer o trabalho dos normalmente bons roteiristas David S. Goyer e Billy Ray, que estreiam na escrita da série acompanhados de Justin Rhodes.
Em certas produções, o melhor a se fazer na direção é o feijão com arroz, sob o risco de afundar um bom roteiro e boas atuações. A não ser que o diretor se chame James Cameron ou Jonathan Mostow.

14.044 – Ficção e Animação – Speed Racer e o Match 5


spedy racer
Speed Racer nasceu em 1966 na forma de mangá, e tinha outro nome: Mach Go Go Go. Um ano depois, virou uma série animada na TV japonesa, com 52 episódios.

O nome original do piloto é “Go Mifune” – uma homenagem ao ator japonês Toshiro Mifune, protagonista de Os Sete Samurais (1954). Mifune é, de longe, o ator mais importante da história do cinema japonês.

O nome Speed Racer, que passou a batizar tanto o piloto do Mach 5 quanto o próprio desenho, surgiu quando a produtora americana Trans-Lux comprou os direitos do desenho, ainda em 1967. O projeto foi conduzido pelo ator americano Peter Fernandez, que dublou as vozes de Speed e do Corredor X para o inglês. No Brasil, o desenho estreou na TV Tupi, nos anos 1970.
Era um V12 de 1.700 cavalos que atiçou a imaginação de algumas gerações, e que tem um lugar cativo no pódio de carros mais emblemáticos da ficção.
Vamos começar pelo acessório mais emblemático do Mach 5: as serras frontais, acionadas pelo botão “C”. Elas nunca eram usadas contra competidores. Speed Racer só ativava elas para atravessar florestas – criando a cena clássica das toras voando pelos ares enquanto Speed acelera (socorro, chamem o Ibama!).
O carro tinha seu “drone” antes da invenção dos drones. Ele tinha formato de pombo-correio e saía de uma abertura no capô. O passarinho robótico tinha uma câmera que transmitia imagens aéreas para o painel do carro. Mas sua grande função era como WhatsApp do piloto: ele transportava mensagens.
O carro tinha um botão extra, fora do volante, que ficava entre os assentos e enviava o drone para locais previamente programados (como num GPS). A tecla H (home) mandava o drone para onde ele se dirigia na maioria das vezes: a casa da família Racer.
A carroceria tinha macacos hidráulicos embutidos. Eles acionavam quatro pernas mecânicas que serviam de molas – e, graças às leis da física dos desenhos animados, permitiam ao Mach 5 saltar obstáculos. Dava para ativar cada uma das pernas hidráulicas individualmente.
Os faróis tinham lâmpadas que se movimentam independentemente, como os olhos de um camaleão, e como alguns carros de hoje. Para dar uma força nas corridas noturnas, o capacete de Speed tinha visor infravermelho. Mais tarde na série de desenhos, o botão E passou a ativar asinhas laterais, que davam uma força nos voos do carro (de novo, graças à física da ficção).
Esse botão acionava um vidro blindado, que selava o cockpit. A cúpula de proteção aguentava disparos de armas de fogo, explosões e o escambau. Ah, claro: também vedava o carro para viagens submarinas.
Acionava uma camada superaderente de borracha que colava o Mach 5 em paredes, como uma lagartixa.
Speed pressionava esse botão e o carro virava um submarino. Além do cockpit vedado, havia um tanque de oxigênio embutido atrás do assento com a autonomia de 30 minutos. Um periscópio ligado a um sistema de vídeo permitia que Speed visse tudo o que se passava na superfície.
Para finalizar, um acessório mundano: o porta-malas (que devia abrir só com chave mesmo, já que não há registro de um botão reservado para abrir a tampa, rs). Seja como for, o compartimento tinha uma finalidade dramática: servia de esconderijo para Gorducho, o irmão mais novo de Speed, e para o chimpanzé Zequinha, já que a dupla sempre se infiltrava no compartimento de carga do Mach 5 para participar furtivamente das corridas.

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13.999 – Mecânica quântica e universos paralelos – a física de “Vingadores: Ultimato”


Em Vingadores, por outro lado, toda vez que o passado é alterado, surge um universo paralelo em que tudo ocorre de maneira diferente graças a essa alteração. Esse mecanismo – diferente do adotado por J.K. Rowling e Robert Zemeckis – não deriva da física clássica de Einstein, e sim, como já mencionado, da física quântica, da qual o próprio Einstein duvidou.
Para entender esse mecanismo, imagine que uma personagem que acabamos de inventar, a Ana, se arrependeu de começar um namoro com Gabriel e quer voltar no tempo para impedir si própria de conhecê-lo. Ela pretende furar o pneu do ônibus que Gabriel pegou para ir à faculdade naquela fatídica tarde de 2014. Assim, eles nunca teriam formado uma dupla na aula.
Se o plano desse certo no mundo de De Volta para o Futuro, assim que Ana retornasse a 2019, veria sua vida completamente mudada. No mundo de Harry Potter, por outro lado, o plano não daria certo: Ana descobriria que, naquela dia, o pneu furado foi justamente o que fez com que Gabriel chegasse um pouco atrasado à aula – e fosse obrigado a formar dupla com ela em vez de escolher um amigo próximo.
Já na perspectiva quântica, Ana teria inaugurado um novo universo. Uma realidade paralela em que ela de fato não viveu com Gabriel – enquanto o outro universo, em que o namoro segue normalmente, continua existindo. Parece maluquice – é maluquice –, mas é uma consequência da maneira como o físico americano Hugh Everett III interpretou as equações de Niels Bohr (sim, o da sua aula de química) e Erwin Schrödinger (sim, o do gato). Calma que a gente explica.

O que é física quântica, afinal?
Ela é a única teoria que descreve de maneira bem sucedida o comportamento de átomos e das partículas menores que átomos – os quarks e elétrons que compõem os átomos, por exemplo, ou os fótons, as partículas que perfazem a luz. Se você tentar usar as equações da Relatividade de Einstein para explicar o que um elétron está fazendo, não vai dar certo. O mundo das coisas pequenas é inacessível às equações do alemão.
Isso porque é impossível determinar a posição de um elétron. O melhor que você pode fazer é criar uma espécie de gráfico que demonstra onde há maior ou menor probabilidade deste elétron estar em um determinado momento. A equação que gera essa gráfico foi a grande sacada de Erwin Schrödinger.
Essa é uma noção muito estranha, pois nada, na nossa experiência cotidiana, pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se você está em casa, a probabilidade de que você esteja em casa é 100%, e de que você esteja fora de casa, 0%. Não dá para estar meio grávida, não dá para cometer meia infração de trânsito, não dá para estar 50% na cama e 50% no mercado.
Isso é tão verdade que até as próprias partículas concordam: quando você tenta estabelecer a posição de um elétron, ele imediatamente abandona sua incerteza e se manifesta em um lugar só. O gráfico, antes tão irregular, atinge 100% de garantia. Dureza: o mundo, na escala quântica, passa a perna nos cientistas. Quem descobriu que o elétron se nega a manifestar sua estranheza foi o dinamarquês Niels Bohr.
O que Everett concluiu foi: de fato, é extremamente tosco supor que um elétron esteja em dois lugares ao mesmo tempo, ou que o observador veja a partícula em vários lugares ao mesmo tempo. Mas não é tão tosco assim pressupor que existem vários universos, e que cada um deles contêm o elétron em uma das posições possíveis. Ou seja: o Gato de Schrödinger está vivo em um universo, e morto em outro. Acabou o paradoxo.
Mais recentemente, um físico chamado David Deutsch juntou algumas possibilidades de viagem no tempo quântica com a ideia do multiverso – gerando um cenário teórico mais ou menos parecido com o do filme. E é esse o Deutsch mencionado por Tony Stark no começo do filme.

13.698 – Projeções – Como a ficção científica explica a realidade


projetor
Um governo que inventa informações para manipular a realidade a seu favor e dá a isso o nome de “fatos alternativos”. Poderia ser no livro 1984, de George Orwell, mas aconteceu quando a assessora presidencial norte-americana, Kellyanne Conway, apresentou números inflados de pessoas que haviam assistido ao vivo à posse de Donald Trump.
Uma sociedade em que mulheres são subjugadas e obrigadas a gestar bebês de seus estupradores. Poderia ser na obra The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia, Ed. Rocco), escrita por Margaret Atwood e adaptada para a TV, mas é também o que pode acontecer no Brasil caso a PEC 181 seja aprovada.
Uma supermáquina envia ao passado um robô assassino para matar a mãe de seu futuro algoz antes mesmo que ele nasça. Poderia ser em O Exterminador do Futuro — e, nesse caso, é mesmo.
Muitas vezes, a ficção encontra formas pouco óbvias de simular a realidade em que vivemos. Entre todos os gêneros, a ficção científica (FC) é certamente um dos mais hábeis nesse quesito. Ao dissipar a fumaça produzida por carros voadores e naves alienígenas, o que sobra é uma reflexão profunda acerca da natureza humana e do modo como conduzimos o presente, não o futuro.

“A boa ficção científica age do mesmo modo que a boa literatura e a boa arte mainstream: expandindo nossa consciência, nossa inteligência”, afirma o escritor e crítico literário Nelson de Oliveira. “Ela faz isso ao abordar temas que estão fora do cardápio da literatura realista-naturalista. A boa ficção científica extrapola o aqui-agora radicalmente, de uma maneira que nenhum outro gênero literário consegue fazer.”
Para a escritora Ursula K. Le Guin — falecida em janeiro —, além de extrapolação, a FC é um experimento mental. “O objetivo do experimento mental, termo usado por Schrödinger e outros físicos, não é prever o futuro — na verdade, o experimento mental mais famoso de Schrödinger [o do gato] acaba mostrando que o ‘futuro’, no nível quântico, não pode ser previsto —, mas descrever a realidade, o mundo atual”, escreveu a autora na introdução de uma de suas obras mais aclamadas: A Mão Esquerda da Escuridão (Ed. Aleph). “A ficção científica não prevê; descreve.”
Não é à toa, portanto, que, apesar de completar cinco décadas neste ano, uma obra como 2001: Uma Odisseia no Espaço continue tão conservada que pareça ter sido colocada em uma câmara de criogenia. A diferença é que obras assim, ao saírem do congelamento, não estranham o mundo, uma vez que já o conhecem perfeitamente. Isso mostra que o tempo só é um problema para quem o entende como uma sucessão de acontecimentos que formam passado, presente e futuro.
Obras-primas como a de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke estão livres dessa “ilusão persistente” — como definiu Albert Einstein —, afinal, não são elas que existem no tempo, e sim o tempo que existe nelas.
Segundo Fusco, somos seres frágeis e curiosos na mesma proporção, e a busca da FC é, acima de tudo, a busca pela essência humana: “2001 nos apresenta isso de forma magistral, tanto em livro quanto em filme”.
Ultimamente, como um sintoma de que a sociedade se aproxima do desencanto, um dos subgêneros mais desgraçados da FC vem ganhando cada vez mais destaque: a distopia.
A questão é: por que, nos últimos tempos, nos vemos mais refletidos no espelho negro das distopias do que nas utopias? O que isso diz sobre nós?

13.184 – Cinema – ALIEN: COVENANT


alien covenant

2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário.
O filme será realizado por Ridley Scott, responsável pelo filme anterior e pelo primeiro da saga, Alien, de 1979. Do elenco fazem parte atores como Michael Fassbender, James Franco e Danny McBride.
Alien: Covenant deve marcar a volta da criatura xenomorfa conhecida desde o primeiro Alien e funcionará tanto como um prelúdio do longa de 1979 quanto como uma continuação de Prometheus. Michael Fassbender, Katherine Waterston, Danny McBride são alguns dos destaques do elenco dirigido por Ridley Scott.
A estreia é prevista para 11 de maio.

 

Atividade – Atriz
Nome de nascimento – Katherine Boyer Waterston
Nacionalidade – Americana
Nascimento – 3 de março de 1980 (Westminster, Londres, Inglaterra, Reino Unido)
Idade – 37 anos

waterston

12.647 – Teoria do Universo Paralelo


universo

Ficção
É uma realidade auto-contida em separado, coexistindo com a nossa própria. Esta realidade em separado pode variar em tamanho de uma pequena região geográfica até um novo e completo universo, ou vários universos formando um multiverso. Embora os termos “universo paralelo” e “realidade alternativa” pareçam sinônimos, o termo “realidade alternativa”, na verdade, implica uma variação do nosso próprio universo. Se voltássemos no tempo e mudássemos o passado, o presente estaria alterado, e quando o viajante do tempo retornasse veria uma realidade diferente, uma “realidade alternativa”. Mudaríamos de uma linha do tempo para outra uma linha do tempo alternativa. Já o termo “universo paralelo” implica outra dimensão que pode ser parecida com a nossa, com possibilidade de existir outras pessoas iguais a existentes neste universo. Conceitualmente pode existir infinitos “universos paralelos”, sendo que em cada um desse universo paralelo, as pessoas podem ter uma vida muito parecida ou muito diferente do que estamos acostumados no universo que habitamos.
A fantasia há muito tomou emprestada a ideia de um outro mundo da mitologia, lenda e religião. Céu, Inferno, Olimpo, Valhala, são todos universos alternativos diferentes do mundo físico familiar em que vivemos.
Embora tecnicamente incorreta se olhada com desdém por fãs e autores de ficção científica hard, a ideia de outra dimensão tornou-se sinônimo da expressão universo paralelo. O uso é particularmente comum em filmes, televisão e HQs e muito menor na prosa moderna de ficção científica.
O uso mais comum de universos paralelos na ficção científica, quando o conceito é central para a história, é um pano de fundo e/ou consequência da viagem no tempo. Um exemplo seminal desta ideia está no romance de Fritz Leiber, The Big Time, onde há uma guerra através do tempo entre dois futuros alternativos, em que cada lado manipula a história para criar uma linha temporal que resulte em seu próprio mundo.
Viajantes do tempo na ficção frequentemente criam, acidental ou deliberadamente, histórias alternativas, tais como em The Guns of the South de Harry Turtledove, onde é fornecida ao Exército Confederado a tecnologia para produzir fuzis AK-47, o que leva os insurgentes à vitória na Guerra de Secessão.
A ideia de um multiverso é tão fértil como assunto para a fantasia quanto o é para a ficção científica, possibilitando cenários épicos e protagonistas divinos. Entre os mais épicos e mais abrangentes “multiversos” da fantasia está o de Michael Moorcock. Como muitos autores depois dele, Moorcock foi inspirado pela interpretação de muitos mundos da mecânica quântica.

10.900 – Cinema – Cadê meu carro voador? De Volta para o Futuro


de voltarelogio
Fãs da franquia criaram memes para celebrar a data nesta quarta-feira (21).
No futuro criado pelo diretor Robert Zemeckis no segundo filme da trilogia, carros voam, hologramas anunciam a estreia de “Tubarão 19” nos cinemas, skates flutuam e tênis se ajustam sozinhos aos pés.
“No remake de ‘De volta para o futuro parte II’, não há carros voadores. Mas as pessoas ficam olhando para os seus celulares o tempo inteiro e se ofendem com qualquer coisa”.
O filme De Volta Para o Futuro 2, sucesso nos anos 80, colocou os protagonistas em uma viagem no tempo para 21 de outubro de 2015, em um cenário que buscou antecipar invenções que ocorreriam nas décadas seguintes. E muitas deram certo: trinta anos depois, boa parte do mundo de Marty McFly já faz parte do dia a dia de muita gente, ou estará no mercado em breve. Até mesmo os carros voadores.
Óculos vestíveis
Apesar dos mais aguardados HoloLens e, principalmente Oculus Rift, ainda não terem chegado ao mercado, vários fabricantes já lançaram suas próprias versões de óculos de realidade virtual, como o Gear VR e o Cardboard, da Samsung e do Google, respectivamente. Isso sem falar no Google Glass, projeto que deve ser refeito e lançado em breve para mais pessoas que o programa Explorer conseguiu atingir com a primeira versão.

Monitores de tela plana
Com monitores por toda parte, De Volta para o Futuro 2 acertou em uma tecnologia que já está no mercado faz tempo: monitores e TVs de tela plana. Na verdade, telas do tipo já cabem no bolso, já que os displays mais finos estão equipados em smartphones.

Morte dos CDs
CDs podem ainda ser vendidos, mas é a partir da Internet que se consome música em 2015. Seja por meio de uma assinatura do Spotify ou Apple Music, ou comprando uma faixa na iTunes Store, músicas são compartilhadas – e até criadas – digitalmente, sem qualquer necessidade de suporte físico a não ser para tocá-las.

Há equipamentos próprios para videoconferência que equipam salas de reuniões empresariais, mas o meio mais popular de se falar com alguém usando vídeo é por meio de programas gratuitos como Skype. Com o crescimento e aprimoramento da malha 4G, é cada vez mais comum realizar esse tipo de comunicação pelo celular, em qualquer lugar, algo que nem Marty McFly fez no longa.
Sensores de movimento em videogames se tornaram populares primeiro com o Nintendo Wii, e depois com o Xbox 360, quando finalmente foi dispensado o uso de controles físicos para alguns jogos. Hoje, a tecnologia continua sendo aplicada a consoles, com a segunda geração do Kinect para Xbox One e o Playstation Eye, que capta os movimentos do jogador.
Tablets já existem há pelo menos 10 anos, mas foi em 2010, com o lançamento do iPad, que a indústria cresceu e se tornou parte do desejo popular, trazendo à tona dezenas de fabricantes especializados nesse tipo de aparelho. Hoje, as vendas não vão tão bem – a IDC Brasil fala em queda de 35% no segundo trimestre de 2015 –, o que pode abrir espaço para soluções híbridas como o Surface Pro 4 ou o Surface Book, outra tecnologia avançada demais para ser prevista nos anos 1980.
Pagamentos móveis ainda estão engatinhando no mundo, e ainda nem desembarcaram no Brasil. Porém, em poucos meses, soluções como Apple Pay, Android Pay e Até Samsung Pay deverão estar presentes em estabelecimentos comerciais de todo o país, facilitando a compra de itens físicos sem a necessidade de carregar cartões de crédito ou dinheiro vivo. O recurso é facilitado por outra tecnologia prevista por De Volta para o Futuro 2: a biometria.

Biometria
Sensores biométricos são populares até em academias e escolas por todo o país, e chegam com força na palma das mãos do consumidor por meio de smartphones. Recurso popularizado pela Apple com o lançamento do iPhone 5S, leitor de digitais já estão presentes em vários outros modelos, como os tops de linha da Samsung, e os recém-lançados Nexus 5X e Nexus 6P.

Cinema 3D
Qualquer blockbuster que se preze já oferece cópias em 3D em praticamente qualquer cinema do país e em transmissões digitais. O cinema 3D visto por McFly, com o Tubarão do filme de Spielberg saindo do plano, é, certamente, mais emocionante do que temos em 2015, mas pelo menos já é realidade.

Roupas smarts
Os tênis que apertam nos pés automaticamente serviram de inspiração para fabricantes de roupa e de chips para criar tecnologias acopladas ao corpo. É o caso, por exemplo, da calça que recarrega o celular enquanto o usuário anda, ou dos shorts que evitam lesões a praticantes de atividades físicas.

Uma das invenções mais cobiçadas do filme, o skate voador foi alvo pegadinhas no passado, mas, esse ano, saiu do papel graças a um projeto da Lexus. O produto não foi feito para ser vendido, mas, pelo menos, não é fruto de uma brincadeira. Ele usa nitrogênio líquido para resfriar um metal que, usando supercondução, consegue levitar o usuário sobre um terreno especial. Há também o Hendo, que não depende do nitrogênio, mas gasta bastante energia.

Comando de voz
Graças ao Google, qualquer pessoa pode lançar mão de comandos de voz com um celular Android baratinho ou acessando o google.com em um PC conectado à web. É possível saber se vai chover, efetuar ligações, marcar reuniões no calendário, entre uma infinidade de outros comandos e pesquisas por palavras-chave que agilizam o dia a dia ao dispensar o teclado.

Drones
Os drones chegarão rapidamente ao mercado de massa, e hoje já é possível comprar um modelo chinês por menos de R$ 400 no comércio eletrônico. Embora modelos mais caros sejam mais confiáveis, a variedade de opções só significa que essa tecnologia ainda vai ser muito explorada nos próximos meses, especialmente por empresas que pretendem agilizar a entrega de encomendas, por exemplo.

Câmeras compactas
As câmeras compactas vêm perdendo mercado, geralmente sendo substituídas por smartphones, mais simples, porém com desempenho parecido; ou por DLSRs, mais parrudas, mas dedicadas a quem quer resultados próximas do profissional. Mas isso só quer dizer que elas chegaram ao ápice da popularidade antes mesmo do que o filme previu.

Computadores por toda parte
Diferente do que era nos anos 1980, no início da era dos computadores pessoais, em 2015 os computadores estão por toda parte, em uma previsão que De Volta para o Futuro 2 acertou em cheio. Dos smartphones, aos tablets, sistemas bancários, de votação, compras online e até a geladeiras e trancas de portas, chips de computação sempre estão presentes para integrar tudo a serviços na nuvem e automatizar processos.

Erro 1: Carro voador
Não foi só De Volta para o Futuro que errou: estamos em 2015 e, por mais que já tenha havido tentativas, ainda estamos longe de ter carros voadores. A maior revolução para esse tipo de transporte parece estar sendo na obtenção de energia, que vem movendo aos poucos do combustível fóssil para eletricidade, em um movimento liderado pela Tesla Motors.

Erro 2: Máquina do tempo
A única invenção que não era de 2015, mas de 1985 graças ao gênio Dr. Brown, ainda não foi inventada e nunca vai chegar. Isso porque, ao menos se Einstein e toda a física moderna estiverem errados, não é possível voltar no tempo. Portanto, nada de DeLorean, nem neste nem nos próximos séculos.

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10.871 – Ficção – Livro defende que civilizações de Marte foram aniquiladas e que o mesmo acontecerá com a Terra


De acordo com algumas hipóteses científicas, se nem o Curiosity, o Opportunity ou nenhum outro engenho humano conseguem encontrar provas de vida em Marte, não é porque não tenha havido, mas porque uma civilização extraterrestre superior teria aniquilado a vida do planeta vermelho sem deixar rastros.
A respeito deste assunto, o doutor John Brandenburg escreveu um livro “Morte em Marte: A Descoberta de um Massacre Nuclear Planetário”, que será publicado em fevereiro de 2015, no qual ele afirma que um par de explosões teria causado o desaparecimento da vida marciana, e não teriam sido explosões acidentais ou fortuitas, mas deliberadas e com fins destrutivos. E Brandenburg não se detém a esse diagnóstico; ele avança com um prognóstico sombrio: a civilização que teria destruído Marte com armas nucleares estaria encarregada de, em algum momento, eliminar a vida inteligente da Terra.
O especialista está convencido de que Marte abrigou duas antigas civilizações de humanoides, extintas por duas poderosas explosões em regiões próximas, o que, em sua opinião, é impossível que tenha acontecido por acaso. “Por que esses dois desastres ocorreram em uma área tão pequena de Marte?”, ele se pergunta, retoricamente. Para Brandenburg, todas as perguntas a respeito da vida extraterrestre têm respostas, se pensarmos em uma civilização poderosa, dedicada a exterminar outras antes que estas possam se contatar. Isso significa que, cedo ou tarde, nós seríamos o alvo.

10.813 – Cinema – Verdades e mitos científicos no filme ‘Interestelar’


interestelar critica

Com a ajuda do consultor científico Kip Thorne, professor aposentado do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), os criadores do filme rechearam a trama com alguns dos conceitos mais desafiadores da física moderna. Em alguns casos, como o das influências bizarras que os buracos negros podem exercer sobre a passagem do tempo, a história tem uma boa dose de precisão científica. Em outros, as leis da física são submetidas a gambiarras ficcionais que fariam Einstein se revirar na cova.
A participação de Thorne, que ajudou a escrever uma das primeiras versões do roteiro junto com a produtora Lynda Obst, não se deu por acaso. O físico é justamente um dos principais estudiosos dos chamados “buracos de minhoca” – supostas conexões diretas entre pontos distantes do espaço (e do tempo).
É a descoberta de um desses túneis cósmicos, nas vizinhanças de Saturno, que permite aos astronautas do filme viajarem rapidamente para uma galáxia distante, tentando achar um planeta que poderia servir de lar para a humanidade presa a uma Terra moribunda.
As equações da teoria da relatividade geral, formuladas por Einstein, parecem permitir a existência desses trecos – o que não significa que eles de fato estejam por aí, lembra Rojas. “Nada garante que seria possível, além de abrir o buraco, mantê-lo estável e capaz de ser atravessado de maneira suave, sem falar no tipo de energia necessária para criá-lo”.
Após cruzarem o buraco de minhoca, nossos heróis chegam a um sistema planetário dominado por um buraco negro supermaciço, chamado Gargântua. Três planetas potencialmente habitáveis existem nessa região galáctica, e o grupo vai tentar obter dados de um deles, mas o problema é que, no caso desse planeta, a influência da gravidade de Gargântua é tão forte que uma hora na superfície equivale a sete anos da Terra.
Um objeto extremamente maciço, como um buraco negro, seria como uma bola de boliche colocada em cima de um colchão macio: sua presença “afunda” o espaço-tempo, levando à passagem mais lenta do tempo da perspectiva de quem está perto do astro “obeso”.

As contas de Thorne mostram ainda que um planeta orbitando o monstro cósmico até poderia escapar de virar purê por causa da gravidade do buraco negro. Problemas maiores são a fonte de luz dos planetas – haveria uma estrela companheira do buraco negro, nunca citada na história? – e a forte radiação emitida pelo objeto conforme ele vai atraindo e “devorando” matéria de suas vizinhanças. Tal radiação poderia acabar matando rapidamente os viajantes espaciais.
Essas dificuldades são fichinha, porém, perto do fato de que Cooper, o astronauta vivido por Matthew McConaughey, resolve mergulhar dentro de Gargântua para obter dados essenciais para salvar a raça humana, permitindo a evacuação da Terra. É verdade que ninguém ainda sabe de fato o que há no coração de um buraco negro, mas o certo é que nada sobreviveria a um mergulho num deles.

10.768 – Interestelar – O que a Física tem a dizer sobre o filme?


astrofisica

O filme que retrata buracos negros, wormholes e viagem no tempo é uma experiência e tanto. Principalmente àqueles que sempre se interessaram por galáxias distantes e pelas teorias dos físicos Stephen Hawking e Kip Thorne.
Thorne, aliás, foi uma das principais inspirações de Christopher Nolan e seu irmão, Jonathan, na realização do filme. Conhecido por sua expertise no campo da relatividade geral, o físico também se tornou responsável pela área de “fidelidade científica” do longa. Sobre isso, Thorne reuniu todas as experiências de trabalho em Hollywood para escrever o livro “The Science of Interstellar”, lançado no dia 7 de novembro.
Em entrevista à ScienceAaas, o cientista contou um pouco sobre a sua impressão final do filme protagonizado por Matthew McCounaghey lançado no dia 6 de novembro. “Em sua essência, a história mudou completamente. A não ser pela ideia de que temos exploradores deixando a Terra e usando wormholes para visitar outras galáxias, é basicamente tudo trabalho do Nolan. Mas a visão continuou, a visão de um filme baseado em ciência real, seja ela verdade ou especulação. Isso foi preservado, agradando muito a mim e a minha mulher”.
Quando perguntado sobre a “praga” que assola a Terra no filme, ele diz: “A gente reuniu os melhores cientistas e estudiosos sobre pragas para um jantar. Aí Jonathan, minha mulher Lynda e eu conversamos com eles sobre fatores biológicos capazes de acabar com o nosso planeta”.
Para o físico, algo trazido pelo diretor Christopher Nolan foi uma surpresa muito agradável: “Quando ele me disse que estava pensando em usar o tesseract (análogo a um cubo 4D), senti um grande impacto. O que ele criou nesse filme é mais complexo do que tudo já visto no cinema. É fascinante e lindo”.
Kip Thorne acredita que a reprodução do buraco negro realizada em ‘Interestelar’ é “maravilhosa”. No geral, o cientista acha que foi um ótimo trabalho em parceria: “Para mim, é uma descoberta impressionante saber que tudo isso produzido foi resultado de uma colaboração entre cientistas e artistas”.

10.767 – Cinema – Interestelar


interestelar

Lançado no Brasil nos cinemas em 6 de novembro de 2014 e dirigido por Christopher Nolan.
Elenco:
Matthew McConaughey
Personagem: Cooper

inter atriz

Anne Hathaway
Personagem: Brand

michel caine

Michael Caine
Personagem: Professor Brand

John Litghoy

John Lithgow
Personagem: Donald

Corra para o cinema mais próximo
Interestelar é o filme mais ambicioso de Christopher Nolan. E olha que estamos falando do cara que fez a trilogia do O Cavaleiro das Trevas e A Origem. Em seu novo projeto, o diretor decidiu realizar um longa sobre o homem, abordando sua natureza devastadora, mas também exploradora e empreendedora.
Fã de 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Nolan faz uma homenagem ao cinema de Stanley Kubrick e à obra de Arthur C. Clarke, mas o espectador deve evitar entrar em maiores comparações entre as produções, afinal estamos falando de um dos maiores clássicos da história da ficção científica. Interestelar é um filme que merece escrever sua própria história, sem ficar sofrendo com comparações inadequadas.
Por outro lado, é difícil não lembrar de Kubrick diante da visão de futuro criada por Chris Nolan e pelo irmão Jonathan Nolan. Pode-se dizer até que o futuro de Nolan aqui é mais ambicioso do que o visto em 2001, para um filme de 1968.
Em um futuro não determinado, mas também não muito distante, o engenheiro espacial Cooper (Matthew McConaughey) trabalha como fazendeiro cultivando milho para alimentar a população mundial. A maioria dos alimentos da Terra já acabaram e as plantações que restam são constantemente atacadas por pestes e tempestades de poeira. Ao lado dos filhos e do sogro (vivido pelo ótimo John Lithgow), ele vive simplesmente, mas se incomoda com o fato da humanidade ter se contentado em sobreviver e esquecido seu lado empreendedor.
A primeira parte do filme busca construir as relações humanas do protagonista, que embarca em uma jornada importante que pode ser a última esperança para a população do planeta. Ele é chamado para liderar uma missão espacial que busca explorar novos planetas que podem substituir a Terra. Temos reviravoltas importantes e algumas surpresas.
A montagem de Lee Smith merece elogios, principalmente pelo fato de conseguir fazer o filme fluir bem nos momentos mais reflexivos e mesmo contando com quase três horas de duração. A presença de depoimentos logo no início do filme, sugerindo um falso documentário também é interessante, fazendo uma ligação boa com o desfecho.
A direção de arte minuciosa e o ambicioso design de produção colocam o filme como um marco da ficção científica na Hollywood do século XXI, principalmente por tudo (ou melhor, quase tudo) parecer possível, como os robôs que são claras referências ao monolito de 2001, num ótimo trabalho também da equipe de efeitos visuais. A criação do som também é primorosa, lembrando muito o recente Gravidade, especialmente nos momentos em que investe no completo silêncio do espaço.
Parceiro tradicional de Nolan, o compositor Hans Zimmer, que brilhou em A Origem, não se sai tão bem. A trilha tem momentos bonitos e contemplativos, mas também soa exagerada em outras sequências. O mesmo se pode dizer da fotografia de Hoyte Van Hoytema, que consegue ser deslumbrante por 90% do tempo, mas que gasta outros 10% com flares (com luz sendo jogada diretamente na lente da câmera). Talvez tenha sido uma homenagem dos Nolan ao amigo J.J. Abrams, com quem Jonathan trabalhou em Person Of Interest.
Interstellar (no original) aborda temas como o desperdício, abandono, solidão e desespero. É um filme sobre humanidade, retratando a capacidade do homem de ser devastador, mesquinho e ao mesmo tempo sonhador e iluminado. Também é um longa sobre o nosso lugar, insignificante, dentro do universo, sendo quase que uma declaração de amor do diretor à ciência.
Apesar disso, não se trata de uma obra completamente empírica e fundamentada. O sentimento também faz parte das conquistas do homem e aqui é tratado como algo fundamental para a narrativa. Neste sentido, o filme oferece algumas cenas realmente emocionantes. Do ponto de vista da ação, também conta com momentos marcantes, que irão arrepiar o espectador.
Matthew McConaughey tem uma atuação incrível. Em determinado momento, quando encontra problemas no espaço, a câmera foca apenas em seu rosto, fazendo com que o espectador tenha noção do quão grave é a situação apenas por sua expressão. Ele tem uma química muito boa com a jovem atriz Mackenzie Foy, que vive a filha de Cooper, Murph, quando criança. A garota está incrível, nos fazendo esquecer que um dia foi a filha de Bella Swan e Edward Cullen em A Saga Crepúsculo: Amanhecer.
Jessica Chastain, sempre ótima, vive Murph quando adulta, enquanto que Anne Hathaway volta a ter uma grande atuação, mostrando força e naturalidade como a Dra. Brand. O elenco conta ainda com as presenças de Michael Caine, Casey Affleck, Ellen Burstyn, Topher Grace, Wes Bentley e Matt Damon.
Talvez gaste um pouco de tempo de mais em sua primeira parte e sofra com o modelo hollywoodiano de criar soluções simples, mas é realmente um filme especial. Quem é fã de ficção científica pode se preparar para muitas emoções.

10.395 – Cinema – Planeta dos Macacos: O Confronto


planeta o confronto

Lançamento 24 de julho de 2014 (2h11min)
Dirigido por Matt Reeves
Com Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman mais
Gênero Ficção científica , Ação
Nacionalidade EUA

O filme custou 170 milhões de dólares

Quinze anos após a conquista da liberdade, César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a San Francisco. Lá eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, para que possam se manter. Enquanto isso, os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório, chamado vírus símio. Diante disto, um grupo de sobreviventes liderado por Dreyfus (Gary Oldman) deseja atacar os macacos para usá-los como cobaias na busca por uma vacina. Só que Malcolm (Jason Clarke), que conhece bem como os macacos vivem por ter conquistado a confiança de César, deseja impedir que o confronto aconteça.

Para quem espera uma produção darwinista (afinal, estamos falando da evolução dos primatas), os roteiristas (são três: Rick Jaffa, Amanda Silver e Mark Bomback) de Planeta dos Macacos: O Confronto, dão uma rasteira no tempo e entregam um filme freudiano.
Isso porque, se em A Origem, a discussão central girava em torno das capacidades cognitivas dos primatas, neste novo, O Confronto, o foco é redirecionado para a cultura, a organização social – e não só dos símios, como dos seres humanos também. E, assim, se aprofunda mais uma camada no confronto homem vs. natureza. Uma inteligente aposta do novo filme da franquia, que Matt Reeves (Deixe-me Entrar) passa a comandar.
Dez anos depois da batalha na Golden Gate Bridge, em São Francisco, o futuro da raça humana está ameaçado. Uma doença, chamada gripe símia (que, no entanto, foi desenvolvida por humanos em laboratório) dizimou grande parte da população mundial. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes liderados por Malcolm (Jason Clarke) precisará entrar na floresta dos chimpanzés para negociar com César (Andy Serkis, mais uma vez digitalizado pela técnica de motion capture) e sua trupe para tentar reativar uma usina localizada no território dos primatas.
Esse encontro é o que move a primeira metade do filme. Um prólogo redondo, fechado – embora açucarado demais, em defesa da família e da propriedade. O bom roteiro mostra uma sociedade humana mais arrasada do que nunca, ao passo que a organização social dos símios também atingiu uma complexidade sem precedentes. Não há (pelo menos em princípio) um grupo dominante.
O que há é humanos que também se comportam como animais e primatas que, às vezes, agem de acordo com as mais desenvolvidas regras de convivência dos homens. Nem sequer é possível ter certeza a respeito de quem começou o tal confronto que o título anuncia. Seria, então o triunfo do indivíduo, independente da espécie? Também não é simples assim.
É no confronto, no entanto, que reside o maior problema do filme. Se antes havia um certo excesso de sentimentalismo, o que sobra nessa segunda metade é cenas de ação – diga-se, muito bem filmadas. E muita reviravolta. Com cerca de 2h10min de duração, Planeta do Macacos: O Confronto seria um filme mais impactante se tivesse meia hora a menos.
A impressão que dá, tamanha a disparidade entre as duas partes do filme, é que, para agradar àqueles mais ávidos pela pirotecnia de Hollywood (não à toa o novo Transformers já é o maior sucesso comercial do ano), foi imposto ao diretor que caprichasse na duração das (mais uma vez, bem feitas) cenas de ação.
Descontados os excessos, a transição para um novo elenco, no entanto, é muito, muito bem resolvida pelos autores. Eles não omitem o passado de César (o que dá a liga entre os dois filmes), ao mesmo tempo em que conseguem deixar o que ficou para trás, atrás (afinal, lá se vai uma década).
Embora Jason Clark não tenha o carisma de James Franco, segura muito bem o desafio de líder dos humanos (papel também desempenhado, antagonicamente, por Gary Oldman, sem brilho, como nos últimos filmes em que atuou, como Robocop e Conexão Perigosa). Já Andy Serkis… quando mesmo vão indica-lo ao Oscar?
O que sobra de Planeta dos Macacos: O Confronto é um filme longo demais, porém complexo, no bom sentido, do tipo que consegue combinar entretenimento e reflexão.

Inicialmente seria Rupert Wyatt, o diretor de Planeta dos Macacos – A Origem, quem dirigiria esta sequência. Entretanto, ele preferiu deixar o projeto após a 20th Century Fox insistir que o filme fosse lançado no verão americano de 2014. Wyatt acreditava que não haveria tempo suficiente para que fizesse o filme da forma que gostaria.

Sucesso nos EUA
O fim de semana trouxe um único grande lançamento aos cinemas americanos: Planeta dos Macacos: O Confronto. Sem surpresas, o filme ocupou o primeiro lugar do ranking, com números excelentes. A produção arrecadou US$72,6 milhões (33% a mais do que o primeiro filme), superando com facilidade outro filme de ação, Transformers: A Era da Extinção (em segundo lugar), com US$16,3 milhões.
O restante do top 5 teve pelo menos 32% de queda em relação à semana anterior. A comédia Tammy (em terceiro lugar) arrecadou US$12,6 milhões, à frente de Anjos da Lei 2 (em quarto lugar, com US$6,5 milhões) e Como Treinar o Seu Dragão 2 (em quinto lugar, com US$6,1 milhões). Em geral, o ano continua registrando uma queda de 26% em relação às bilheterias em 2013.
Em circuito restrito, três filmes tiveram ótimos resultados: a comédia dramática Mesmo Se Nada Der Certo conquistou US$2,8 milhões em menos de mil salas, o documentário político America registrou uma queda de apenas 13%, e o drama Boyhood, aclamado pela crítica, estreou com a segunda melhor média de arrecadação por sala no ano inteiro, atrás apenas de O Grande Hotel Budapeste.

9152 – Cinema – Gravidade


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Solta no espaço, a astronauta Ryan Stone (interpretada por Sandra Bullock) rodopia sem parar. Sozinha, sem ter onde se segurar, ela pode ficar assim para sempre — girando em órbita da Terra, como um satélite. A cena do filme Gravidade é um retrato perfeito do movimento dos corpos no espaço. A precisão científica tem sido levantada como um dos pontos altos da produção, que é a mais vista nos Estados Unidos há duas semanas e já conseguiu acumular mais de 200 milhões de dólares de bilheteria ao redor do mundo. Ainda assim, cientistas e astrônomos encontraram alguns erros e imprecisões em sua tentativa de retratar o espaço sideral.
O filme se passa em um futuro próximo, e conta a história de dois astronautas, Ryan Stone e Matt Kowalski (George Clooney), à deriva depois de sua nave ser atingida por destroços. Os movimentos de seus corpos no espaço, e sua interação com os muitos destroços à sua volta, encantou os cientistas, que viram ali um retrato fiel e bonito da mecânica dos satélites na órbita terrestre. “Ficar em órbita é estar em queda-livre perpétua. Os objetos ainda estão presos à gravidade da Terra, que os puxa para baixo, mas eles também possuem uma velocidade lateral. Assim, eles estão sempre caindo, acompanhando a curvatura do planeta — embora pareçam estar flutuando”, diz Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.
A beleza dessas cenas e a perfeição com que retratam o movimento dos astronautas acabou levando a uma análise mais detalhada dos aspectos científicos do filme. E ele não passou incólume. “Não se pode pensar que se trata de um documentário. Há furos”, diz Cherman. “Mas é importante destacar que o filme acerta muito mais do que erra. E alguns dos erros são claramente propositais. Sem eles, não haveria filme”.

Como disse Neil deGrasse Tyson, diretor do Planetário Hayden, em Nova York, e um dos primeiros astrônomos a procurar — e encontrar — por falhas no filme: “O que poucas pessoas parecem reconhecer é que os cientistas não se juntam para criticar filmes como Está Chovendo Hamburguer, O Homem de Aço, Transformers ou Vingadores […] Ganhar o direito de ser criticado em um nível científico é uma grande elogio.”

Filme: Logo no começo da história, os astronautas são atingidos por uma enorme nuvem de destroços. Provocada pela explosão de um satélite aposentado russo, que cria uma reação em cadeia na órbita terrestre, a nuvem dá uma volta no planeta a cada noventa minutos, causando grandes danos cada vez que encontra os personagens principais.
Fato: A quantidade de detritos na órbita terrestres é uma preocupação constante das agências espaciais. O lixo é composto do resto de satélites aposentados e pedaços de aeronaves, e se encontra principalmente na órbita terrestre baixa, onde se passa o filme.
Normalmente, os detritos não estão agrupados, mas espalhados pelo espaço. “A NASA e a Agência Espacial Europeia possuem programas de computadores que rastreiam cerca de 18.000 detritos de tamanhos maiores que 10 centímetros a cada instante, e planejam suas missões com muita segurança. A própria ISS costuma fazer manobras evasivas diversas vezes ao ano para evitar a colisão”, afirma Antônio Delson Conceição de Jesus, pesquisador da Universidade Estadual de Feira de Santana, especialista na dinâmica orbital dos detritos espaciais.
Uma chuva de detritos como a mostrada no filme, no entanto, não costuma exigir tantos cuidados, pois é um cenário extremamente improvável — mas não impossível. “Uma chuva realmente poderia acontecer a partir de uma explosão ou de uma colisão entre detritos. Neste caso, se uma atividade espacial estiver acontecendo nessa região, os resultados da chuva podem ser piores ainda do que os mostrados no filme”, diz Delson.
Gravidade também acerta ao mostrar o potencial destrutivo desse tipo de acidente. Em órbita, mesmo um pequeno parafuso como o que a astronauta Ryan Stone quase deixa escapar no começo da história pode ser extremamente perigoso. “Na órbita terrestre baixa, a velocidade de um detrito chega a mais de 12 quilômetros por segundo. Com esta velocidade um objeto pequeno pode destruir a estação ISS, se penetrar num compartimento essencial”, diz o pesquisador.
Alfonso Cuarón acerta até no tempo em que a nuvem de detritos demora a dar a volta no planeta: 90 minutos.

8261 – Cinema – (Falha Nossa) – Erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos


Melancolia (2011) – Astronomia da depressão
No filme, um planeta chamado Melancolia entra em rota de colisão com a Terra e destrói tudo o que chamamos de lar. É uma boa premissa, se não mostrasse as pessoas vivendo normalmente até a chegada do corpo celeste. “Só a aproximação de uma massa tão grande já nos traria grandes problemas por causa da atração gravitacional”, o primeiro sinal que sentiríamos seria o aumento da força das marés. “Se a aproximação fosse na linha do Equador, a maré se movimentaria nessa direção e os países próximos seriam inundados, enquanto os pólos ficariam sem água. Mas, se a aproximação fosse em um dos pólos, o resto dos oceanos ficaria seco”, explica. Também morreríamos por falta de ar antes do impacto, porque a atmosfera seria atraída pelo mesmo motivo (embora com muito menos intensidade, já que a densidade do ar é quase mil vezes menor que a da água). Outra coisa: um planeta vindo fazer uma visita seria visto com décadas de antecedência. Mesmo estando escondido atrás do Sol, como afirma o filme, por causa do movimento de translação.
1. As marés inundariam boa parte da Terra antes do choque.
2. Os outros pedaços do planeta ficariam sem água.
3. A atmos-fera seria levada embora antes do impacto.
4. Um planeta seria visto com anos de antecedência.

O Discurso do Rei (2010) – Gago e nazista?
A história gira em torno da ascensão do rei George VI e de sua dificuldade em fazer discursos sem gaguejar. No final do filme, o rei consegue não só completar um discurso do começo ao fim, como também inspirar os milhares de britânicos que o ouvem do lado de fora do Palácio de Buckingham a apoiar a entrada da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial. George VI de fato era gago e conduziu a Inglaterra contra a Alemanha de Hitler, mas o que o filme não mostra é que o monarca bem que flertava com o antissemitismo. Documentos liberados pela Casa de Windsor, em 2002, tratam da decisão do rei de barrar a entrada de judeus fujões na Palestina, na época sob seu controle. Ele chegou a enviar cartas ao ministro das relações exteriores, Lord Halifax, congratulando pelo banimento.

Maria Antonieta (2006) – Questão de encaixe
O filme mostra o rei Luis XVI afeminado e pouco interessado em cumprir suas obrigações como marido na cama. Mas alguns pesquisadores mostram que a incompatibilidade sexual do casal não acontecia porque os dois gostassem de homens. Na biografia Marie-Antoinette, linsoumise (“Maria Antonieta, a rebelde”, sem tradução no Brasil), a historiadora Simone Bertière revela que o rei possuía um “pênis extremamente grosso” enquanto a rainha era dotada de uma “vagina incomumente estreita”. As peças simplesmente não encaixavam. Segundo Bertière, fazer sexo era um ato doloroso para ambos. Como a consumação do casamento era importante para uma aliança militar entre França e Áustria, muitos boatos surgiram. A relação só foi consumada depois de mais de dois anos.

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Os Vingadores (2012) – Explosão de explosões
Aqui o erro não é apenas de um filme, mas de toda uma coleção de filmes de ação que mostram carros explodindo em labaredas gigantescas. Na vida real, é muito difícil um carro entrar em combustão – tanques de gasolina não têm o hábito de se autodestruir. Para que haja uma explosão, é preciso que uma série de condições estejam alinhadas. No livro Insultingly Stupid Movie Physics (algo como “A física estúpida dos filmes”, sem tradução no Brasil), o físico Tom Rogers explica que um carro destruído só explode se uma chama conseguir entrar diretamente no tanque de gasolina – o que é bem difícil porque a vedação é reforçada. Outra maneira, um pouco mais provável, seria se uma grande chama em contato com a parte externa do tanque evaporasse a gasolina que há lá dentro e criasse uma pressão enorme. Mas mesmo assim, bastaria uma pequena brecha para o vapor escapar e o carro não explodir. A maioria dos incêndios começa no motor e não se espalha para a área do tanque. Logo, quando uma pessoa sofre um acidente, é mais fácil que ela tenha uma lesão na coluna ao tentarem retirá-la do carro às pressas do que ela morrer em uma explosão. Fica a dica, Vingadores.
1. Para que haja uma explosão, uma chama teria de entrar diretamente no tanque.
2. Mesmo se a pressão dentro do tanque estiver alta, basta uma brecha para evitar a combustão.
3. Se um carro pega fogo, geralmente o motor é a parte mais afetada.

Gladiador, clássico recente do cinema
Gladiador, clássico recente do cinema

Gladiador (2000)
Não dá para entender por que, no ano de 180 d.C., alguém gritaria “Mamma! I soldati!” em italiano perfeito em um filme falado em inglês em uma época que a língua usada era o latim. Pois foi o que o filho do gladiador Maximus fez ao ver os soldados se aproximarem de sua casa. Outra escorregada acontece quando falam de cristianismo. Em uma conversa, o gladiador descobre que a irmã do imperador Commodus reza pela sua família. Em seguida, Maximus também reza pela sua e deixa escapar um “Pai Celestial”. O cristianismo já estava à espreita naquele tempo, mas não passava de uma religião subversiva que ameaçava a mitologia romana dos deuses e deusas.

10 000 A.C (2008) – Samba do mamute louco
Apesar de parecer, este filme não tem nada de histórico. A começar pelos mamutes ajudando humanos a construírem pirâmides. Ok, homens chegaram a caçar mamutes no período Paleolítico, como é possível ver em pinturas rupestres. Mas adestrá-los e fazê-los trabalhar? “Mamutes não foram domesticados, portanto não podem ter sido usados como mão de obra na construção das pirâmides”, alerta Marcelo Rede, professor de história antiga da USP. Até porque sequer existiam pirâmides naquela época. “As grandes pirâmides, como as famosas Keops, Kefren e Mikerinos, datam de 2600 a 2450 a.C.”, explica o historiador. Ou seja, conseguiram errar até no nome do filme.

Poster do filme
Poster do filme

Planeta dos Macacos – (1968, 2011) – Evolução a jato
Para explicar os erros desse filme, vamos ter de caprichar nos spoilers. O filme original traz um erro que a versão de 2011 tenta consertar. Na versão de 1968, uma expedição espacial passa 18 meses longe da Terra até finalmente cair em um planeta dominado por macacos superdesenvolvidos. No final, descobre-se que o tal planeta era a Terra, 2 mil anos no futuro. Assim, o enredo ficava sem pé nem cabeça: 2 mil anos não é tempo evolutivo suficiente para macacos se tornarem inteligentes. É só comparar com a nossa espécie: o Homo sapiens surgiu há 200 mil anos, mas os primeiros registros de arte ou religião datam de 50 mil anos atrás. E outros milhares se passaram antes de inventarmos a escrita, as cidades e a tecnologia avançada. Por isso, Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, explica que o salto de inteligência não aconteceu sozinho – os macacos teriam sido expostos a um gás que os tornou mutantes. Muuuito melhor.

1. Apenas 2 mil anos se passaram para que os macacos ficassem inteligentes.
2. Em termos evolutivos, é preciso milhares de anos para que haja um salto de inteligência.

JURASSIC PARK (1993) – Dna com data de validade
Tudo bem um dinossauro usar a maçaneta para abrir uma porta ou derrubar a parede de um banheiro com um salto. Isso é coisa de filme. O difícil é existir um dinossauro nas condições propostas em Jurassic Park. No longa, os animais são recriados a partir de sangue de dinossauro encontrado em mosquitos preservados no âmbar. Até aí, ok: alguns mosquitos de 230 milhões de anos realmente foram encontrados no âmbar, como mostra um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Por isso, desde a década de 1990, havia um boato de que seria possível recriar dinos dessa forma. O biólogo Michael Bunce, da Universidade de Murdoch, na Austrália, resolveu testar essa possibilidade. Ele estudou o sangue de aves gigantes já extintas e constatou que DNA não é eterno. No caso, as moléculas de DNA não durariam mais de 6,8 milhões de anos, mesmo conservadas em âmbar. “O DNA se deteriora com o passar do tempo, muito antes de ser possível recriar um dinossauro hoje em dia”, diz Bruce Whitelaw, professor de biotecnologia do Instituto Roslin, no Reino Unido. Aliás, o próprio nome do Jurassic Park está todo errado. A era Mesozoica, a que viu o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros, é dividida em três grandes períodos de tempo: o Triássico, o Jurássico e o Cretáceo. De fato, os dinos apareceram no período Jurássico, mas as espécies que fazem as vezes de atores principais no filme, como o Tiranossauro, o Velociraptor e o Triceratops, surgiram apenas no Cretáceo. Cretaceous Park talvez não tivesse sido tão sonoro. Mas seria mais correto.
1. O DNA não dura mais do que 6,8 milhões de anos.
2. Os dinos não são do período jurássico, mas do cretáceo.

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Alien – A Ressureição (1997) – DNA desmemoriado
Imagine morrer e ressuscitar em um corpo igualzinho ao seu, carregando toda a memória da vida que passou. Foi o que aconteceu em Alien – A Ressurreição. No final do terceiro filme da franquia, a tenente Ripley se lançou ao fogo quando descobriu que era hospedeira da raça alienígena. Já no quarto filme, ela acorda 200 anos depois, clonada e com a mesma memória. O problema é que o DNA não guarda lembranças. A ovelha Dolly não se lembrava dos pastos por onde andou Belinda, sua matriz. “Um clone é apenas uma cópia do material genético. O ambiente e as experiências de vida é que formam a memória “. Logo, se dependesse da ciência, Alien jamais teria uma quarta sequência.

Guerra nas Estrelas (1977) – O som do silêncio
Apesar da aura cult que ganhou, Guerra nas Estrelas conseguiu cair em quase todos os erros de filmes de espaço. O primeiro é o barulho de explosões e naves. “Apesar de haver ondas de choque que se propagam no espaço após uma detonação, nós não conseguiríamos ouvir nada”, garante o físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP. Como ele explica, depois de uma explosão, plasma e ondas eletromagnéticas geradas até se propagariam no espaço, mas elas não emitiram sons, já que o barulho precisa de matéria para se espalhar. E o espaço, é claro, é formado quase todo de vácuo. Aliás, esse é o motivo pelo qual sequer haveria explosões por lá. Sem oxigênio, não há fogo – e assim não teria como a Estrela da Morte, por exemplo, entrar em combustão. Só haveria a chance de alguma coisa explodir se os detonadores fossem nucleares. “Uma bomba nuclear não precisa de oxigênio”, explica o físico. A detonação seria um clarão como um flash e haveria grande emissão de partículas radioativas. Mas não haveria nem fogo, nem barulho algum. O terceiro erro está nos tão amados sabres de luz. De acordo com a ciência, essas armas são impossíveis de existir. “Seria difícil fazer a luz se comportar como um sabre, a não ser que houvesse um espelho na extremidade oposta ao emissor para refleti-la de volta”, diz Furukawa. Sem nada para rebater, a luz se propagaria ao infinito e além, acabando assim com a graça daquelas lutinhas coreografadas.
1. Explosões precisam de oxigênio. Para haver uma no espaço, somente com armas atômicas.
2. O som também não se propaga no vácuo. Ou seja, é impossível ouvir o barulho das naves.
3. Os sabres de luz não poderiam existir. A luz se espalha em feixes infinitos, e não limitados.

Waterworld – O Segredo Das Águas (1995) – O sertão não é mar
“No futuro, as calotas polares derreteram e cobriram a Terra de água. Aqueles que sobreviveram tiveram que se adaptar ao novo mundo.” É o que afirma a cena de abertura de Waterworld. Segundo o filme, o culpado por esse apocalipse molhado foi o aquecimento global. Mas isso não passa de ficção. “Este cenário é completamente irrealista nos próximos 500 anos”, tranquiliza o especialista em meio ambiente Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP. Ele garante que, se uma catástrofe como essa acontecesse, seria muito difícil a água inundar lugares com mais de 200 metros de altitude. São Paulo, Belo Horizonte e Brasília estariam a salvo. E boa parte do resto do planeta também: a média de altitude da terra firme é de 840 metros. Poderíamos ter o passado como base, quando o gelo da Groenlândia e do oeste da Antártida derreteu completamente, há 400 mil anos. Segundo um estudo publicado na revista Nature, a elevação do nível do mar naquela época ficou entre 6 e 13 metros. Ou seja, seria uma catástrofe, mas não o suficiente para botar o mundo embaixo da água e criar mutantes com guelras.

8117 – Cinema – O Segredo do Abismo


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Um filme norte-americano de 1989 de ficção e suspense de James Cameron, para este filme foram necessárias oito semanas de filmagens subaquáticas. Os efeitos especiais inovadores, usados para dar forma aos alienígenas subaquáticos, foram depois reutilizados pelo diretor em seu filme seguinte, Terminator 2: Judgment Day, para criar o fabuloso andróide T 1000.
Este thriller de primeira classe, filmado debaixo de água, conta a história do inexplicável naufrágio de um submarino americano.
Uma equipe de cientistas em uma platorma civil de exploração de petróleo se vê repentinamente com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. A plataforma é usada para a “Operação Salvo”, a operação de resgate que visa resgatar a tripulação do Montana, pois apesar de saberem onde está o submarino um furacão se aproxima e, assim, a Marinha não terá tempo hábil de chegar ao local. Com isso, a equipe da plataforma se torna a melhor opção para realizar o salvamento, ficando acertado que o tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Entretanto, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente.

James Cameron, dirigiu também Titanic e a saga O Exterminador do Futuro
James Cameron, dirigiu também Titanic e a saga O Exterminador do Futuro

7692 – Cinema – Velhinhos no Espaço


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Enredo:
Um militar da Força Aérea Americana, o comandante Frank Corvin (Clint Eastwood), que pertenceu a antiga Equipe Daedalus formado pelos militares: Frank Corvin, Hawk Hawkins, Jerry O’Neil e Tank Sullivan e que faziam parte do projeto pioneiro de lançamento dos primeiros astronautas americanos ao espaço e que foi cancelado em 1958, é chamado à última hora para “consertar”, no espaço, um antigo satélite soviético que está com diversos problemas técnicos de funcionamento e o motivo de sua presença no voo do “resgate” é porque ele é o único detentor do conhecimento do sistema e programa utilizado no equipamento, porém, Frank impõe só uma condição: levar consigo toda a sua equipe (a Daedalus) e o detalhe importante é que todos já estão aposentados e assim a missão de resgate torna-se difícil e arriscada
Em 1958, quatro jovens pilotos perderam a chance de ser os primeiros americanos no espaço, a então recém-criada NASA preferiu tripular a nave com um chimpanzé; mas 40 anos depois e já aposentados, eles são chamados às pressas por serem os únicos homens capazes de consertar um satélite russo do colapso. A ideia de colocar numa nave espacial 4 homens as voltas com o envelhecimento é boa, mas o filme abusa dos lugares comuns. Clint Eastwood dirigiu, também participa Tommy Lee Jones de MIB, Homens de Preto.

7402 – Ficção – Isaac Asimov


IsaacAsimov

Um escritor ficcionista e visionário do futuro

Ele escreveu 470 livros. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. E a trilogia Fundação, do período 1951/1953, foi premiada com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Ao todo, foram oito prêmios de alto significado como reconhecimento público. Mas resumir a importância de Asimov a esses feitos seria subestimá-lo, pois ele não foi apenas ficcionista. Foi também um pioneiro na popularização dos conhecimentos e um visionário, e como tal influenciou o próprio desenvolvimento da ciência.
A melhor prova disso foram suas histórias sobre robôs, justamente aquelas que lhe conquistaram a popularidade, no início dos anos 40. Antes dele, a ficção científica era influenciada pelo chamado complexo de Frankenstein, pois os robôs geralmente eram pintados como simples monstros, que acabavam se voltando contra seus criadores. Asimov rompeu com o mito ao descrever robôs que também eram dóceis, inteligentes e dignos. Elaborou, além disso, as três leis da robótica: um robô não pode ferir uma pessoa, nem, por omissão, permitir que ela sofra; deve obedecer aos humanos, exceto quando houver conflito com a primeira lei; deve proteger sua própria existência, ressalvadas as regras precedentes. Esses conceitos tiveram o efeito de um clarão sobre as possibilidades do futuro, lembra um dos pais da inteligência artificial, o americano Marvin Minsky, hoje professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Publicados originalmente na revista Astounding Science Fiction, editada por John Campbell, os contos sobre robôs foram reunidos, em 1951, no segundo livro de Asimov, “Eu, Robô”. Campbell era conhecido por sua habilidade em descobrir e incentivar novos talentos, e muitas das histórias de Asimov, antes de irem para o papel, foram debatidas longamente com ele. As três leis da robótica surgiram numa dessas conversas e Asimov atribuiu sua criação a Campbell, que se tornou seu amigo. Fora da ficção científica, Asimov rompeu com o mito de Frankenstein em outro sentido — descrevendo os cientistas como pessoas comuns, e não como magos, muitas vezes esquisitos.
Bem longe do local em que passaria a infância, ele havia nascido em Petrovich, a 200 quilômetros de Moscou, filho de Judah e Anna Rachel Asimov. Comemorava seu aniversário em 20 de janeiro, mas pode ter nascido em qualquer dia entre 4 de outubro de 1919 e 2 de janeiro de 1920, devido à mudança do calendário na Rússia. Aos três anos, emigrou com os pais para os Estados Unidos e se instalou na área judaica do Brooklyn. Aí, seu pai adquiriu a primeira da série de mercearias que teria.
Foi na banca de jornais e revistas, ao fundo da loja, que ele entrou em contato com as revistas de ficção científica. Lia as histórias com cuidado para não amassar as revistas, que seriam vendidas poste-riormente. A infância não foi fácil. Durante todos os dias, até mudar-se de Nova York em 1942, Asimov ajudava o pai, e suas obrigações na loja o impediam de fazer amigos. Solitário, passava a maior parte do tempo lendo e escrevendo. Anos mais tarde, ele admitiu que isso ajudou a torná-lo um escritor compulsivo, pois a loja ficava aberta dezesseis horas por dia, sete dias por semana.
Pessoalmente, sua realização foi ter escrito livros, como ele mesmo declarou enfaticamente numa conversa em quesua primeira mulher lhe perguntou como se sentiria se, depois de gastar tanto tempo escrevendo, percebesse que perdera toda a essência da vida. Ele respondeu: “Para mim a essência da vida é escrever. Se eu publicar 100 livros e depois morrer minhas últimas palavras vão ser: só 100!” Na verdade, quando a morte sobreveio, em 6 de abril de 1992, por insuficiência renal, o número havia chegado a 468 e ainda estava crescendo — com os lançamentos previstos de The Positronic Man (O homem positrônico) e I, period Asimov: seven decades (Eu, ponto, Asimov: sete décadas).

7258 – Mega Clássicos – ET no Cinema


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Filmes com o diretor e produtor, o mestre Spielberg você logo percebe a diferença: eles tem um toque de magia e com ET, de 1980 não foi diferente, a começar por um marcante e inconfundível tema musical e mais uma vez ele emocionou o público.
ET, é considerado um dos maiores sucessos de bilheteria de toda a história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca 700 milhões de dólares. Foi a maior bilheteria da história do cinema (sem correção da inflação) por onze anos até ser derrubado por Jurassic Park em 1993, outro filme de Spielberg. Atualmente ocupa a 34º entre os mais bem sucedidos.
Em 2002, o filme foi relançado nos cinemas como parte das comemorações de seus vinte anos de lançamento, em uma nova versão que continha cinco minutos de novas cenas (que tinham ficado de fora na versão original), além de novos efeitos especiais e uma remasterização digital realizada em todo o filme. As armas dos agentes do FBI também foram substituidas por walkie-talkies, através da intervenção de computadores no filme original. Na ocasião do relançamento, entendia-se que a presença de armas num fime infantil seria inadequada, justificando-se a intervenção.
Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto de dez anos, que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelo serviço secreto americano. O menino ajuda o ET a regressar ao seu planeta.

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Elenco

Henry Thomas …. Elliott
Drew Barrymore …. Gertie
Dee Wallace …. Mary
Peter Coyote …. Keys
Robert MacNaughton …. Michael
C. Thomas Howell …. Tyler
Pat Welsh …. voz do E.T.
Erika Eleniak …. jovem menina bonita
K.C. Martel …. Greg
Sean Frye …. Steve

Oscar 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor trilha sonora, melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros e melhor som.
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor fotografia e melhor edição.

Globo de Ouro 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor filme – drama e melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro e melhor revelação masculina (Henry Thomas).

Grammy 1983 (EUA)
Vencedor na categoria de melhor trilha sonora composta para um filme.

Prêmio Saturno 1983 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
Vencedor nas categorias de melhor música, melhor filme de ficção científica, melhor roteiro e melhores efeitos especiais.
Indicado nas categorias de melho ator (Henry Thomas), melhor diretor e melhor atriz coadjuvante (Dee Wallace-Stone).

Prêmio Eddie 1983 (American Cinema Editors, EUA)
Indicado na categoria melhor edição.

Academia Japonesa de Cinema 1983 (Japão)
Vencedor nas categorias de melhor filme em língua estrangeira e atuação mais popular (ET).

BAFTA 1983 (Reino Unido)
Vencedor na categoria melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor direção, melhor filme, melhor edição, melhor maquiagem, melhor direção de arte, melhor roteiro, melhor som, melhores efeitos especiais, melhor estreante (Henry Thomas), melhor estreante (Drew Barrymore).

Prêmio César 1983 (França)
Indicado na categoria melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1983 (Itália)
Vencedor na categoria melhor diretor – filme estrangeiro.

People’s Choice Awards 1983 (EUA)
Escolhido como o filme mais popular.

American Film Institute’s 100 Most Inspiring Movies of All Times (2006)
Classificado em sexto lugar entre os cem melhores filmes de todos os tempos.

No Brasil, “E.T.” estreou no dia 25 de Dezembro de 1982.
A face do “E.T.” foi elaborada tendo como molde as faces do poeta Carl Sandburg e do cientista Albert Einstein.
O comunicador utilizado pelo “E.T.” no filme realmente funcionava e foi construído por Henry Feinberg, um especialista em ciência e tecnologia.
Durante os testes para a escolha do protagonista de E.T., o Extra-terrestre, Henry Thomas imaginou que seu cachorro tinha morrido e utilizou esta ideia em sua audição para o papel, para transmitir o sentimento de tristeza. Steven Spielberg gostou tanto que terminou chorando durante a audição, e o escolheu para protagonizar o filme.
O ator Harrison Ford fez uma pequena ponta, como o diretor da escola de “Elliot”; no entanto, na edição final do filme, Spielberg decidiu cortar todas as cenas em que ele aparecia, por achar que o personagem era dispensável e servia apenas para distrair o público da história principal.
Quando foi lançada nos Estados Unidos da América, a versão em VHS de E.T., o Extra-terrestre, a fita veio numa capa verde, exatamente para diferenciar as cópias originais das piratas.
Na cena do Halloween, pode-se ver uma criança vestida como Yoda, personagem da série Star Wars e que tinha aparecido pela primeira vez em O Império Contra-Ataca (1980).
Anos após o relançamento do filme, Steve Spielberg estava pensando fazer a sequencia do E.T o extraterrestre passados 20 anos após o acontecimento, e estava pensando escalar novamente o mesmo elenco do filme original.