14.034 – WhatsApp – Tiro pela Culatra Contra os Spans


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Mandou pra mais de 5, dançou… 

O aplicativo censura sua mensagem sem nem mesmo saber o conteúdo

Mensalmente são mais de 2 milhões de contas banidas que supostamente estariam propagando spans.
Dessa forma, comportamentos não permitidos, como o envio de mensagens automatizadas e em grandes quantidades – o famoso “spam” – podem ser detectados sem invadir a privacidade das conversas. Vale lembrar que o novo limite de encaminhamento de mensagens só permite enviar o mesmo conteúdo para apenas cinco contatos por vez.
Ainda de acordo com o material oficial divulgado pela companhia, 75% das contas removidas por ações inadequadas são identificadas por meio do algoritmo de aprendizado de máquina do app.
Para banir usuários sem ler o conteúdo das conversas privadas, o WhatsApp usa metadados do registro no aplicativo e a taxa de envio de mensagens. Por meio dessas informações, não é preciso decriptar o bate-papo. Tudo ocorre por meio do sistema de Machine Learning, um campo de Ciência da Computação que combina inteligência artificial e reconhecimento de modelos. Desse modo, a detecção de abusos se dá em três estágios. Primeiramente, no próprio momento de registro da conta. Em seguida, durante a escrita e envio de mensagens. Finalmente, as reações negativas, por meio de denúncias e bloqueios, também ajudam no combate às contas abusivas.
No momento de registro, os dados do aparelho em que a conta é criada permitem ao WhatsApp verificar suas coordenadas. O número de telefone, o endereço IP do celular e outros detalhes podem ser utilizados para detectar a origem de um problema. O mensageiro consegue verificar se a conta está sendo criada de um mesmo telefone ou de uma mesma rede que mostrou atividade suspeita. Nesse caso, é provável que o aplicativo remova a conta quando o usuário tentar registrá-la. Só nos últimos três meses, o WhatsApp revelou que 20% de contas foram banidas no momento em que eram registradas.
A avaliação de mensagens em tempo real é o segundo estágio. Aqui, é a intensidade de uso que faz a diferença. É relativamente fácil identificar abusos nesse momento – afinal de contas, usuários bem intencionados usam o aplicativo com moderação ao encaminhar conteúdo apenas ocasionalmente. Por outro lado, se uma pessoa envia 400 mensagens por minuto, por exemplo, é bem provável que a conta esteja relacionada a um esquema de uso abusivo do mensageiro.
As reações negativas a uma conta são, enfim, outra ferramenta que permite banir usuários sem que as mensagens sejam lidas. As denúncias enviadas são categorizadas pelo WhatsApp e permitem compreender as motivações das contas que enviam mensagens indesejadas, como espalhar informação falsa (fake news) ou mesmo vender um produto. O software também estimula a proteção contra o envio de mensagens impróprias ao oferecer a opção de bloqueio de informações para números desconhecidos.
Para aprimorar a identificação de reações negativas, o app também filtra bloqueios injustos. Assim, do mesmo modo que o WhatsApp se esforça para identificar o envio excessivo de mensagens, um grande número de denúncias direcionadas a um mesmo usuário também pode ser investigado. Uma das formas de fazer isso é verificar se os números de telefone que efetuaram as denúncias interagiram de fato com a pessoa denunciada.
Inicialmente, o app permitia o envio de um mesmo conteúdo para mais de 200 pessoas simultaneamente.
O WhatsApp foi cenário para diferentes polêmicas em 2018. Golpes envolvendo marcas famosas, como Burger King e Cacau Show, tentaram roubar dados pessoais dos usuários, e o fenômeno Momo perturbou crianças e adolescentes utilizando o chat. Além disso, uma falha envolvendo o emoji de esquilo travava o mensageiro e até os celulares.
As fake news também se tornaram assunto recorrente envolvendo o aplicativo, após uma série de boatos espalhados pela plataforma ocasionar o linchamento e morte de várias pessoas na Índia. A fatalidade fez com que a empresa mudasse sua política de compartilhamento. Aqui no Brasil, as notícias falsas movimentaram as eleições presidenciais. Confira a seguir as maiores polêmicas relacionadas ao WhatsApp em 2018.
Mega Opinião
Colocar no mesmo rol indivíduos que divulgam fake news e profissionais de vendas é um erro grosseiro do aplicativo ou é mesmo feito com intenções obscuras, cercear o direito de trabalhar num mundo com frágil economia é um deserviço à sociedade.

14.025 – Mega Byte – O Facebook escuta nossas conversas para segmentar anúncios?


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Muitas teorias da conspiração que podem ser encontradas na internet dizem respeito ao Facebook. As mais famosas falam sobre a rede social escutar constantemente o que falamos para que anúncios sejam segmentados. Há alguns relatos que garantem que isso, de fato acontece, além de vários vídeos no Youtube de pessoas que dizem que estamos sendo vigiados a todo o momento.
O Facebook não é exatamente uma rede social que se gaba por sua alta privacidade. Muitos usuários desconfiam de sua segurança desde 2017, quando o escândalo Cambridge Analytica veio a público. O próprio Mark Zuckerberg já admitiu, durante a conferência de desenvolvedores do Facebook, que eles não tinham “a mais forte reputação de privacidade.”
A rede social nega que ouve conversas para segmentar anúncios. Zuckerberg chegou a dizer diante do Congresso americano que a empresa não se dedica à prática. Especialistas e analistas dizem que o Facebook não precisa de nossas conversas para direcionar anúncios de forma eficaz. No entanto, a teoria da conspiração persiste, com pessoas compartilhando suas experiências.

Como é o caso de Carl Mazur, um fotógrafo de Utah, que se assustou após ver um anúncio de lentes de câmera da marca Rokinon aparecendo em seu perfil. Isso porque 20 minutos antes, o quiroprata de Mazur mencionou a marca durante uma sessão.

Ele sempre ouviu histórias sobre a rede social escutando conversas por meio dos microfones dos smartphone, mas nunca deu muita importância para o assunto. O anúncio do equipamento fotográfico fez com ele reconsiderasse. “Foi aí que eu comecei a acreditar”, disse Mazur, acrescentando que nunca havia pesquisado ou comprado lentes Ronikon antes. “Pensei em como isso era estranho.”
Mesmo com todos os relatos, isso parece não atingir a reputação da rede social, que hoje conta mais de 2,38 bilhões de pessoas conectadas todos os meses. Analistas dizem que, pouco a pouco, os rumores de conspiração e espionagem podem mudar a maneira como usamos a plataforma. Se estivermos preocupados com o fato do Facebook estar ouvindo nossas conversas, podemos parar de compartilhar alguns de nossas dados pessoais, desta forma, ele não conseguirá segmentar anúncios com tanta precisão.
Os usuários, por exemplo, podem desligar seus telefones se estiverem em um evento, em uma conversa particular ou em uma sessão de terapia, sugeriu Grygiel. Eles também podem ser mais cautelosos e compartilhar menos informações ou desativar sua localização, o que privaria o Facebook de oportunidades de aprender mais sobre você. Eles também poderiam ativar bloqueadores de anúncios, o que afetaria a receita da plataforma.
Parte do problema, dizem os especialistas, é que os consumidores não entendem completamente como seus dados estão sendo usados pela empresa para exibir anúncios. Cerca de 74% dos adultos dos EUA que usam o Facebook não sabiam que a rede social mantém uma lista de seus interesses e características para a segmentação de anúncios.

Um porta-voz da rede social disse que eles estão trabalhando para fornecer às pessoas informações mais precisas sobre o motivo pelo qual estão vendo um anúncio, além de lançar ferramentas que prometem transparência para os usuários. O Facebook possui uma ferramenta que pode ser utilizada para o usuário saber o motivo de estar vendo aquele anúncio. Mesmo assim, algumas informações estão incompletas.
O Facebook ainda divulgou recentemente que está trabalhando em diversas melhorias na rede social, incluindo aperfeiçoamento de seus recursos de segurança. Segundo pesquisa do Datafolha, no Brasil a rede social está perdendo usuários, sendo que a queda foi diretamente atribuída aos escândalos de privacidade em que a plataforma esteve envolvida. Será que eles vão conseguir diminuir a desconfiança dos usuários? Difícil saber.

13.998 – Santa Ignorância – Informações Falsas Sobre Vacinas Preocupa Comunidade Científica


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Governador de Fruili-Venezia Giulia, uma das regiões do norte da Itália, e membro da Liga, partido da extrema direita e hoje a maior força política do país, Fedriga é um dos expoentes do movimento que prega a liberdade da vacinação. Ele, contudo, acabou indo parar no hospital vítima da doença cuja melhor maneira de prevenção é exatamente a vacina.
“O mais espantoso, e que não saiu em nenhum jornal, é que recebi durante o período em que fiquei no hospital várias mensagens desejando a minha morte”, conta. “Minha questão é a liberdade de escolha — a vacina não pode ser imposta.”
Filiado a um partido acostumado a inflamar o debate em temas como a defesa da família tradicional e das políticas contra a imigração, o político de 38 anos, o mais jovem governador da Itália, disse ter se espantado com o ambiente “tóxico e extremista” sobre a questão, agora classificada por ele — já recuperado e de volta às funções políticas — como uma “guerra típica das torcidas organizadas”. Ele reclama ter sido vítima do que é o principal motor contra as vacinas: a desinformação.
A resistência à vacinação foi listada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dez maiores ameaças à saúde global neste 2019. Segundo números preliminares do órgão, os surtos de sarampo, doença altamente contagiosa, aumentaram 300% no mundo nos primeiros três meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2018. O crescimento foi maior na África (700%) e na Europa (300%).
Relatório do Unicef, órgão da ONU para a infância, cravou que 98% dos países reportaram aumento nos casos de sarampo, doença que ressurgiu em locais que até pouco tempo atrás estavam perto de erradicá-la. Os três piores do ranking (que compara 2017 com 2018), respectivamente, foram Ucrânia, Filipinas e Brasil. A organização alertou: “A verdadeira infecção é a desinformação”.
Como acontece com os terraplanistas, os descrentes do aquecimento global e os que acreditam que o nazismo era de esquerda, o principal canal difusor das (des)informações é a internet, especialmente redes sociais como o Facebook. Pressionada, a plataforma criada por Mark Zuckerberg desativou recentemente anúncios com conteúdos contra a imunização nos Estados Unidos, onde estima-se que esse tipo de publicidade atingia quase 1 milhão de pessoas.
Na Europa, o aumento dos casos de sarampo — o maior índice em 20 anos — foi relacionado à expansão da agenda populista de direita e anti-establishment, que tem a causa como bandeira política. O cerne da crítica é a imposição das vacinas, método que alguns políticos chamam de stalinista.
Mas, como em todo movimento, nele há subdivisões e divergências: uns pregam a liberdade vacinal e outros rejeitam todo e qualquer tipo de vacina. E não é uma pauta somente da direita populista em ascensão. Há entre os adeptos muitos naturalistas que sempre votaram na esquerda e que veem com desconfiança o sistema de vacinação “massificado”, como dizem. Eles também replicam falsificações sobre uma suposta conspiração global entre governos e a indústria farmacêutica.
Dos 83 mil casos de sarampo na Europa em 2018, 53 mil foram registrados na Ucrânia, mas os índices foram alarmantes também em países como Sérvia e Grécia. O número de descrentes aumentou ainda na França e Alemanha. Diante desse cenário, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) tem dispensado tempo e recursos para enfrentar a “hesitação vacinal”. O órgão lembra que a vacina é o principal meio de prevenção primária de doenças e uma das medidas de saúde pública com melhor relação custo-eficácia. A imunização ainda é a melhor defesa contra doenças contagiosas graves que podem ser fatais.
Galileu

13.982 – Internet: Governo dos EUA pede ajuda a Google, Facebook e Twitter contra onda de fake news


fake news
De acordo com a Reuters, o governo norte-americano pretende contar com a ajuda das gigantes de tecnologia para evitar a propagação de notícias falsas sobre o censo de 2020. Entre os envolvidos nesse esquadrão de assistência aparentemente estão o Google, o Facebook e o Twitter. A rede de Mark Zuckebeg foi a única a confirmar o envolvimento, mas não está claro como exatamente as companhias vão ajudar a evitar que a desinformação afete a pesquisa.
Há relatos de que o escritório responsável pelo censo nos EUA tem feito reuniões sobre o assunto desde 2017. Isso porque, à época, passou a notar um crescimento de comentários — em fóruns como o 4chan — que incitam ataques com fake news ao departamento em 2020.
A Reuters cita, ainda, uma reunião do governo com o Google, na qual a empresa disse que “consideraria a criação de um projeto de pesquisa relacionado ao censo”. O censo é muito importante nos EUA, principalmente porque sua realização permite moldar distritos eleitorais e formar colégios eleitorais, além de definir a alocação de mais de US$ 800 bilhões por ano de gastos do governo federal.

13.981- Mega Techs – Xiaomi Mi Fold chega com Tudo


celular dobravel
O design único do Mi Fold, com duas abas dobráveis nas laterais fixas à tela central, tem duas grandes vantagens. Seu conceito se aproxima ao do Huawei Mate X, uma vez que a parte flexível se dobra para fora, não para dentro — com a diferença de que usa duas articulações para se revelar por completo. Esse detalhe permite, por exemplo, que, quando totalmente expandido, o aparelho da Xiaomi se aproxime mais à proporção 16:9, tradicionalmente usada em tablets. Isso o coloca em destaque para assistir a programas de TV e filmes.
E os benefícios desse recurso não param por aí. O Mi Fold não tem um dos principais problemas do Galaxy Fold: sua pequena tela exterior de 4,6 polegadas, que é muito pequena para o que o mercado oferece atualmente. O pior é que as dimensões externas reais do Galaxy Fold criam a impressão de que há muito espaço desperdiçado. Isso pode tornar o dobrável sul-coreano pouco adequado para tarefas do dia a dia (como procurar rotas, navegar na web ou tirar fotos) a menos que se abra totalmente o dispositivo — algo que talvez não se queira fazer no meio da rua.

Por outro lado, o Mi Fold enfrenta um problema totalmente oposto: embora sua tela principal ofereça bastante espaço para o uso comum do telefone, ela também é muito ampla mesmo quando as dobradiças estão fechadas, o que pode gerar incômodo no manuseio. Além disso, o Mi Fold parece ser tão ou mais espesso que o Galaxy Fold — o aparelho da Samsung deve ter algo entre 15 e 17mm.
Enquanto as especificações de design, são, por enquanto, meras expectativas, uma grande vantagem já é flagrante para o Mi Fold: ele pode ser o telefone dobrável mais barato do mercado. Atualmente, a Xiaomi trabalha com uma política que determina que as margens de lucro da divisão de hardware nunca sejam superiores a 5%, uma estratégia que permite a ela vender dispositivos como o Xiaomi Mi 9 por menos de US$ 450.
Mesmo assim, ainda se trata de um custo em torno de US$ 1 mil para o Mi Fold. Em comparação com os preços de US$ 2 mil e US$ 2,6 mil do Galaxy Fold e do Mate X, a ideia de comprar um telefone dobrável parece um pouco mais aceitável.

13.977 – Golpe na Internet – O que são Scammers?


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Golpe pra cima de “muá”?!

 
Scammers, são pessoas que criam perfis falsos e/ou e-mails falsos e/ou contas falsas, para obter vantagens financeiras em cima dos outros.
Para chegar a tanto, os scammers precisam criar algo e fazer com que a vítima realmente acredite naquilo.
Muitos chegam a ficar desconfiado, mas ainda existe pessoas que acabam caindo.
Isso por que os scammers utilizam de jogos psicológicos para tentar fazer com que a vítima seja incentivada a continuar trocando e-mails, mandando fotos, etc.
Trocar mensagens no perfil, para um scammer não é vantajoso, por que aqueles que percebem que se trata de armadilha acabam denunciando, mandando comentários e logo o perfil cai. Um e-mail já é mais complicado da conta ser excluída.
Muitos scammers acabam utilizando programas ou sites para fazer tradução do Inglês ou Russo para o Português. Mas aí o resultado é que sai frases com algumas palavras não traduzidas e outras palavras traduzidas as vezes ficando um pouco sem sentido.
O uso de copiar e colar de textos ja usados antes é evidente, tanto que se a pessoa for bastante curiosa, ficará sem resposta quando tiver trocando e-mails, exatamente por que o scammer só vai colar e enviar. No entanto, existe a possibilidade as vezes do scammer ler e responder junto com o texto colado.
Quem utiliza sites de relacionamento, a primeira coisa que acontecerá é receber uma mensagem reservada do scammer e lá encontrar o email dele, sem ao menos ele ou você conhecer um ao outro melhor, simplesmente por interesse do scammer em querer te enganar e por maior segurança do próprio scammer em evitar que se o perfil cair, o e-mail continuará lá.
As fotos que o scammer manda, geralmente de pessoas bonitas aparentando 20 a 30 anos e os scammers costumam colocar sua idade de acordo com a idade que aparenta na foto, pois, de tanta falsidade, fotos pode nem ser do próprio e sim de alguma vítima que trocou com ele e reaproveitou para enganar outros.
O intuito geral do scammer quando começa a trocar e-mails é dizer que está procurando um amor fora do país de onde vive. Aí quanto mais se troca e-mails, mais o scammer “se apaixona” pela vítima e chega em um ponto que diz que quer encontrar pessoalmente. Lembrando que nunca é alguém do mesmo país. Geralmente o scammer diz ser de país como Senegal, Rússia, EUA, Nigeria Libéria, Costa do Marfim, entre outros, mas esses são os mais utilizados. Aí com essa idéia em mente, o scammer fixa um valor dizendo que quer comprar uma passagem de avião, mas não tem dinheiro suficiente e começa a pressionar psicológicamente para isso. Utiliza o Western Union e não banco normal para receber dinheiro.
Um outro tipo de golpe utilizado é dizer que mora em um dos países que citei anteriormente da África, que o pai, podre de rico, morreu durante a guerra civil, e agora é prisioneira em um campo de refugiados e que quer sair de lá e os pais morreram assassinados na frente dela. Tocante né ? Diz que viu e gostou seu perfil. Achou vc de confiança, quer que ajude a sair de lá e sair do país. O esquema do dinheiro seria o mesmo. Agora… campo de refugiados ? Com Internet ? Chique né ? Outra variante desse golpe é dizer que não está conseguindo receber o que seu pai deixou e que precisaria de um determinado valor e que quando isso acontecesse, receberia de volta varios milhoes de dolares. Se é rico, como não consegue fazer algo simples assim ?

Quem são os scammers?
Nigerianos, entre 22 a 30 anos vivendo em quartos alugados, LAN HOUSES sob o comando de chefes do Scam. Também podem estar em Ghana ou na Rússia, ou ainda em outros países. Após aplicarem golpes mudam de país. Possuem hierarquia, alguns redigem os e-mails, cartas, outros falam em MSN e alguns te telefonam.
Repassam os dados para outros caso não consigam sucesso com alguém, por isto algumas vezes recebemos convites para adicionar pessoas no MSN e no Skype que não sabemos de onde vieram.
DE QUE FORMA É FEITA A ABORDAGEM?
Através de perfis falsos com fotos retiradas de outras pessoas contendo informações geralmente assim:
Homens na faixa etária de 39 a 55 anos, solteiros, viúvos com filhos adolescentes, engenheiros e arquitetos, negociantes de arte, ouro ou de petróleo. Sempre em viagem ao Reino Unido ou para Àfrica. Dizem estar em hotéis, reclamam da comida do país, etc…Os perfis podem estar em outro país como EUA, Espanha, Etc
Contam histórias comoventes dizendo-se serem vítimas de ex-mulheres que os traíram e fugiram com dinheiro ou que estão fazendo negócios e em breve receberão muitos recursos.
Sempre dirão que estão apaixonados e que irão te visitar, mas que para isso precisam de dinheiro para os mais diferentes fins: doença de filho, viagem, hospedagem, tratamento médicos, receber créditos em bancos disponíveis, mas que precisam de alguém que mande o dinheiro para eles em ordens de pagamento, etc…
Enviam e-mails com cartas longas cheias de declarações de amor e frases bem convincentes.
Também, eles se passam por mulheres, russas ou asiáticas, sempre muito atraentes, descoladas, entre 25 a 40 anos, dizendo-se enfermeiras, solteiras ou com filhos pequenos, contando estarem em países em guerra civil ou no Afeganistão em missões de guerra. Solicitam dinheiro para viajar, fugir do país, etc….para tratar de parentes, etc.
DE ONDE SÃO RETIRADAS AS FOTOS QUE ELES USAM?
De outras vítimas, de facebook, de sites de modelos, atores, personalidades.
COMO SE COMPORTAM OS SCAMMERS NAS CONVERSAS?
Não falam português, usam sempre um tradutor no MSN chamado Mbot, a tradução é grosseira e cheia de erros.
De forma a conquistar a confiança das pessoas, parecendo bastante verossímil apresentando muitas fotos diferentes, logo pedindo número de telefone e também ligando a seguir.
Mostram documentos falsificados como passaportes, tickets de vôo, etc.
Não aparecem em webcam, dizendo ser por motivos de segurança da empresa, também usam Iphones que dispensa explicar. Mas podem usar imagens de scamming gravadas da vítima no Skype ou no MSN.
Sempre vão dizer que a net é ruim e que cai toda hora.!
Scammmers não gostam de usar MSN, pois se a vítima tiver um software instalado como SPYMSN, poderá abrir a webcam sem a permissão, gravando imagens.
Geralmente usam SKYPE MSN do YAHOO, e e-mails de Hotmail, yahoo. Pelo fato de ser mais fácil burlar os anti-spams e de espionar a webcam da vítima sem ela saber.
Costumam usar email para se comunicar com as vítimas, usando IP (endereço) forjado.Os russos usam I BAT que é um software que manda muitos e-mails ao mesmo tempo.
Sim, aquele email que a vítima recebe é o mesmo que várias pessoas receberam.
QUANTO TEMPO DURA UMA ABORDAGEM?
Depende do “Talento” do scammer, ele pode demorar semanas até pedir o dinheiro, ou pode pedir logo.
No caso da americana que aparece no vídeo gravado pela Interpol, passaram-se dois anos até serem descobertos. Enquanto isso, uma outra pessoa servia de “Hálibi” fornecendo sempre fotos diferentes, para que o golpe fosse mantido a longo prazo.
São capazes de mandar flores, cartões, etc….tudo que pareça normal de uma pessoa apaixonada.

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13.976 – Adivinhe se for Capaz – Zuckerberg planeja lançar ferramenta para ler mentes


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Pensar em máquinas que leem mentes parece ser uma ideia saída de filmes de ficção científica, mas para Mark Zuckerberg esse é um desejo que, em breve, pode se tornar realidade. A intenção é permitir que os indivíduos usem seus pensamentos para navegar intuitivamente pela realidade aumentada.
Em um encontro na Universidade de Harvard, o criador do Facebook falou sobre seu entusiasmo em relação a essa tecnologia — que cria uma interface cérebro-computador. O conceito pode ser um pouco contraditório, uma vez que a rede social enfrenta problemas de violação de privacidade de dados. Afinal, o Facebook já acompanha os usuários pelo GPS do smartphone e pelo código do navegador na internet, mas esse poderia ser um recurso ainda mais invasivo.
Entretanto, o executivo não vê como a interface cérebro-computador possa romper a privacidade e aponta que “o modo como os telefones e todos os sistemas de computação funcionam hoje, organizados em torno de aplicativos e tarefas, não é fundamentalmente como nossos cérebros funcionam e como nos entendemos com o mundo”. Para ele, então, faz sentido criar um sistema que tenha uso mais intuitivo.

13.914 – Facebook em Baixa – Ninguém perdeu mais dinheiro em 2018 do que Mark Zuckerberg


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Mark Zuckerberg teve uma trajetória meteórica nos rankings dos maiores bilionários do planeta. Ele fundou o Facebook ainda muito jovem, e, aos 30 anos já era a pessoa mais jovem na lista da Bloomberg, chegando a alcançar a terceira colocação entre os maiores ricaços do mundo em pouquíssimo tempo. No entanto, 2018 não foi um bom ano para o Facebook, e isso significa que também não foi um bom ano para a fortuna de Zuckerberg: ninguém perdeu mais dinheiro do que ele no período.
Uma pesquisa rápida no Bloomberg Billionaires Index mostra que em relação ao início de 2018, Mark Zuckerberg perdeu nada menos do que US$ 19,5 bilhões, o que é uma quantia impressionante. Nenhum outro nome do setor de tecnologia perdeu nem metade do que ele ao longo do ano.
Não é difícil entender o que aconteceu com o patrimônio de Mark Zuckerberg em 2018. Sua fortuna é composta praticamente em sua totalidade por ações do Facebook, e o ano horrível derrubou o valor das ações da empresa. Foram inúmeros escândalos de privacidade, segurança e gestão antiética.
A ação do Facebook começou o ano valendo US$ 181,40, e ensaiou uma queda brusca na época do escândalo da Cambridge Analytica, chegando a valer US$ 152,50 em março. No entanto, os bons resultados financeiros levaram o papel a uma valorização recorde de US$ 218,62 em julho. Foi quando a empresa revelou perspectivas negativas para os próximos trimestres, e iniciou um novo período de desvalorização que, junto de novos escândalos, levou a ação à mínima do ano em dezembro, quando o papel atingiu a cotação de US$ 123,02.
Isso significa que, na comparação com o início do ano, o acionista do Facebook (como Zuckerberg) viu seu patrimônio reduzido em mais de 30%. Se a comparação for feita com a máxima alcançada do ano, a queda é mais brusca: 43%.
Zuckerberg ficou pobre? Tem algum problema com dinheiro? Certamente, não. Só perde US$ 20 bilhões quem tem mais do que isso, então ele ainda teria dinheiro para sustentar filhos, netos, bisnetos e tantas outras gerações. Hoje, seu patrimônio é estimado em US$ 53,3 bilhões: ele ainda tem mais dinheiro do que figurões como Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, por exemplo.

13.913 – Internet – A Volta do Orkut?


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Orkut volta com Hello

Já disponível no Brasil, nova rede social do pioneiro Orkut Büyükkökten é lançada na Índia com a ambição de ser uma alternativa à hegemonia do FacebookOrkut volta com Hello
Já disponível no Brasil, nova rede social do pioneiro Orkut Büyükkökten é lançada na Índia com a ambição de ser uma alternativa à hegemonia do Facebook. Será?
Com 1,35 bilhão de habitantes, a Índia é um dos mercados mais atraentes para redes sociais. É também o novo alvo do engenheiro de software turco Orkut Büyükkökten, conhecido como o criador da hoje nostálgica rede que levava seu nome. Há duas semanas, ele inaugurou no país asiático o serviço Hello, sua mais recente criação. Já disponível no Brasil, é uma espécie de herdeira do antigo Orkut.com, responsável por apresentar o potencial das redes sociais para muita gente, especialmente brasileiros e indianos. Enquanto esteve online, entre 2004 e 2014, a rede social chegou a 300 milhões de usuários. Começou como um projeto paralelo de Orkut quando o engenheiro trabalhava no Google — e logo se tornou sua principal ocupação. Para entrar era preciso receber um convite de outro usuário mais antigo, o que só aumentava seu apelo. Sua principal característica era reunir pessoas em comunidades nas quais podiam compartilhar gostos semelhantes. Havia milhares de grupos, para tudo: amantes de chocolate, de música alta, acordar tarde… Era uma experiência voltada para os computadores que ficou perdida com a popularização dos smartphones.

Quando a rede social encerrou suas atividades, o público acabou migrando para outras opções, principalmente o Facebook. Demorou até que o antes visionário Orkut conseguisse encontrar seu espaço. Com o Hello, ele finalmente pretende retomar a graça das comunidades. Feita especificamente para aparelhos portáteis, a rede resgata os grupos de interesse e introduz uma nova modalidade, chamada Persona, que é utilizada para definir os principais gostos de uma pessoa, do amor por gatos e cachorros até seu esporte preferido. Esses interesses, declarados pelos usuários, serão utilizados na oferta de publicidade. “As comunidades ofereciam às pessoas um espaço seguro para que elas se reunissem e dividissem seus interesses, sentimentos e paixões genuínas. Criamos toda a experiência de Hello em torno das comunidades”, disse Orkut. Com interface de apelo visual, favorece a divulgação de fotos e remete ao Instagram e ao Pinterest. Há cerca de um ano e meio no Brasil, já tem mais de um milhão de usuários. Para a campanha de lançamento na Índia, Orkut se fantasiou de Super-homem e vestiu parte da equipe com trajes de super-heróis. A mensagem é clara: recuperar o lado “cult” de sua antiga rede social.
Um dos motivos que faz com que a maioria dos antigos usuários do Orkut lembrem dele com carinho é que a rede oferecia um ambiente praticamente livre de mensagens de ódio, ao mesmo tempo em que tinha um clima divertido de descoberta de pessoas com gostos parecidos. Ela enfrentou alguns problemas legais ao longo dos anos, mas a situação não chega nem perto do que é visto hoje no Facebook. “As companhias que cuidam das redes sociais priorizam os anunciantes, as marcas e os acionistas. Elas possuem algoritmos muito sofisticados que incorporam inteligência artificial para otimizar o tempo gasto, os cliques em anúncios e o retorno financeiro. A felicidade do usuário e as conexões entre as pessoas não são a prioridade”, afirma Orkut. Segundo ele, o resultado disso é uma falta de intimidade e espontaneidade. “Vemos nossos feeds e encontramos momentos perfeitamente coreografados, aparências e situações falsas. As redes estão nos trazendo ansiedade e depressão”.
O recente escândalo envolvendo a utilização de dados de usuários do Facebook pela Cambridge Analytica só piorou a situação da rede que dominou o mundo. Informações retiradas ilegalmente de milhões de contas foram utilizadas para influenciar eleições nos Estados Unidos e na Inglaterra. A Cambridge anunciou o fim de suas atividades (leia mais sobre o caso no quadro abaixo), mas o estrago já estava feito. Mark Zuckerberg, criador do Facebook, foi obrigado a dar satisfações ao Congresso Americano. E sua rede social está sofrendo com um êxodo inédito. “As redes sociais deveriam ser transparentes sobre o que fazem com os dados dos usuários e com quem eles compartilham essas informações. Muitos se escondem atrás de termos de serviço. Sabemos que nem todos leem esses termos. É moralmente errado enganar usuários ao esconder suas intenções em letras miúdas”, afirma Orkut.
É nesse vácuo que o Hello pode encontrar terreno para crescer. “Acredito de todo coração que a tecnologia deveria nos conectar. Não entrar no caminho. Redes sociais devem ser criadas sobre valores como gentileza, amor, empatia e união”. A mensagem otimista de Orkut pode parecer até ingênua, mas oferece justamente uma esperança para quem se interessou pelas redes sociais nos anos 2000 e desde então não encontrou o mesmo ambiente divertido em outras plataformas. Ainda está longe de ser uma ameaça para o Facebook, mas mostra que há vida fora da rede social de Zuckerberg.

13.873 – Deep web ganha buscador parecido com o Google


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Como tudo é difícil de se encontrar na deep web (a parte obscura da internet), você precisa saber exatamente para aonde está indo. Não há como fazer buscas específicas da forma como estamos acostumados na web convencional. Bem, não havia. Agora, a coisa muda de figura com o lançamento do Grams.
O Grams é um site de buscas com um design parecido com o do Google que indexa informações de mercados negros na deep web, que permitiram ser incluídos nas pesquisas. O criador do site atende pelo pseudônimo “Gramsadmin”, mas sua verdadeira identidade é preservada.
A deep web é um ambiente arenoso onde há todo tipo de coisa, postada anonimamente, com criptografia pesada, reunindo desde comunicações entre rebeldes em países em guerra até a venda de armas e drogas.
Caso você queira conhecer o Grams, o endereço é “http://grams7enufi7jmdl.onion/”, que só pode ser acessado por meio do navegador TOR, específico para chegar às profundezas da deep web. Recomendamos cuidado, no entanto, já que o lugar é desconhecido da maior parte dos usuários e recheado de vírus complexos e assuntos desagradáveis.

13.791 – Internet – O Concorrente do Facebook


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Alguém pagaria para usar o Facebook? Pode parecer coisa de loucos, não? Um grupo de empreendedores entendeu que ainda existe uma lacuna no segmento das redes sociais, dando origem ao Vero, o último fenômeno do momento. O novo aplicativo – disponível para iPhone e Android – teve uma estreia avassaladora e seus servidores quase não conseguem atender à enxurrada de inscrições e de conteúdo que seus primeiros usuários se esforçam em gerar. Mas… o que é o Vero exatamente? Se tivéssemos de explicar usando redes já conhecidas, é um híbrido a meio caminho entre o Instagram e o Facebook que tem um mural no qual o usuário pode subir fotos, lugares, recomendar livros ou filmes.
Os usuários do Vero podem compartilhar conteúdo e esperar curtidas ou comentários, nada realmente diferente do que vimos até agora nas redes predominantes, mas, no entanto, o recém-chegado tornou-se uma tendência em tempo recorde e, como ressaltamos, seus servidores não conseguem dar conta da enxurrada de novas inscrições e conteúdo que estão recebendo. Na verdade, o Vero está se beneficiando de uma publicidade para multiplicar seus usuários no lançamento: o primeiro milhão de inscritos poderá usar a rede de forma completamente gratuita por toda a vida. Claro, quem consideraria pagar para usar uma rede social… Nesse serviço não apenas está se considerando isso, mas seu modelo de negócio se baseia exatamente nisso, na assinatura de usuários.
O que seus criadores propõem é manter uma plataforma completamente livre de publicidade e algoritmos que alteram o conteúdo, na qual a privacidade do usuário seja a maior prioridade. No Vero, o dono do perfil deixa de ser o produto, é o modelo de negócio exatamente oposto ao do Facebook ou do Google, empresas em que o usuário está no alvo e é o centro da monetização. O difícil equilíbrio entre valor agregado e privacidade poderia estar começando a trazer consequências ao produto de Mark Zuckerberg, que está vendo como o tempo de permanência de seus usuários é cada vez menor, por um lado, e como as autoridades começam a tomar uma atitude.
O valor da assinatura anual ainda não foi definido, mas espera-se que seja um montante acessível a todos e semelhante ao de outros modelos de assinatura aos quais já estamos acostumados. Valerá a pena pagar e o projeto seguirá em frente? O Vero oferece uma nova experiência em que todos os tipos de atividades podem ser aglutinados (inclusive links para artigos) em uma interface muito limpa e fácil de usar.
No papel e tendo em vista o grande número de inscrições, parece que pode funcionar, mas o projeto ainda enfrenta dois grandes monstros. O primeiro, vivido por projetos semelhantes como Peach e Ello, que tiveram começos fulgurantes e hoje ninguém mais se lembra deles. O segundo grande obstáculo a superar é o da solvência: manter uma rede dessas características exige muito capital e conhecimento, e por enquanto o serviço não consegue dar conta das novas inscrições, sendo críticas as primeiras horas. O Vero pode sobreviver, mas como ferramenta de nicho e para um perfil seleto de usuários, e isso também não seria nada mau.

13.784 – As origens e as guerras do Anonymous, o grupo hacker mais poderoso do mundo


anonymous
O grupo hacker mais famoso de todos os tempos deu seus primeiros passos dentro do 4chan, um site com fóruns de discussão sobre qualquer assunto, até hoje em funcionamento. Em meados de 2003, os usuários que não se identificavam nos debates tinham suas mensagens postadas com uma simples assinatura: anonymous. Não demorou para que surgisse a ideia de criar uma identidade que unificasse anônimos em torno de uma só representação.
“Logo de início, o primeiro agrupamento reuniu hackers, artistas e ativistas. O modo de agir dos primeiros anons [como ficaram conhecidos] se espalhou rapidamente”, analisa Sergio Amadeu da Silveira, doutor em sociologia e pesquisador em tecnologia da informação e ativismo hacker na Universidade Federal do ABC (UFABC). No início, os anons agiam por pura diversão. Invadiam plataformas de jogos infantis para incomodar crianças e zombavam de internautas em sites de relacionamento. Aos poucos, a zoeira foi dando lugar a ações de engajamento.
Foi somente depois de algumas intervenções em nome da liberdade na rede que os anons ganharam status de hacktivistas libertários e de ciberativistas. A primeira delas, uma espécie de declaração de guerra contra a Cientologia, aconteceu em 2008.
Tudo começou quando um vídeo do ator Tom Cruise (membro da Cientologia) vazou na internet. O material, repleto de frases um tanto inusitadas, virou motivo de chacota internacional. A certa altura, ele chega a dizer, com ares de superioridade, que cientologistas estariam acima de pessoas comuns, pois são capazes de evitar que “coisas ruins aconteçam”. O vídeo bombou na rede até que, ameaçando processar quem divulgasse o material, os advogados da Cientologia conseguiram derrubar praticamente todos os links de acesso. A turma do 4chan, no entanto, não gostou nada da ideia de censura.
Nos fóruns de discussão, diversos anons começaram a agitar os demais participantes, pregando que a Cientologia não permitia a liberdade na internet. Os hackers se organizaram para subir o vídeo em diversos websites. Cada nova postagem, no entanto, era prontamente derrubada por alguma ordem judicial encabeçada pelos cientologistas. “Então esse vídeo que eles tentavam tanto suprimir foi parar em todos os lugares. Para onde quer que você olhasse na internet, dava de cara com isso”, afirma um membro do grupo em entrevista ao documentário We Are Legion, de Brian Knappenberger (disponível na Netflix). O documentarista também dirigiu O Menino da Internet, sobre Aaron Swartz, hacker americano que cometeu suicídio depois de ser processado pelas autoridades americanas. Como forma de resistência ao poder da Cientologia, os hackers multiplicavam os locais em que os vídeos eram postados, como o YouTube e a rede TOR.
A igreja não imaginava como seria lutar contra uma legião anônima. Naquelas semanas, cerca de cem cidades, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, registraram protestos contra a Cientologia. Como resposta, a instituição tentava desqualificar o movimento, chamando os anonsde ciberterroristas. Enquanto isso, o Anonymous crescia ao se posicionar como um exército capaz de ir contra a censura, tanto no mundo real quanto no virtual. Propondo transparência e liberdade, o grupo passou a ser exaltado na internet.

Caóticos e ilegais
Depois que uma passeata neonazista em Charlottesville resultou na morte de uma mulher, em 13 de agosto de 2017, o Anonymous postou um vídeo recriminando discursos de ódio. Os anons são conhecidos por acumular em seus currículos atos em defesa dos direitos civis e das liberdades individuais. Eles ajudaram a burlar a censura durante a Primavera Árabe (a onda de protestos e manifestações que tomaram conta do Oriente Médio e do norte da África no fim de 2010). Além disso, apoiaram pela internet a população que derrubou o governo ditatorial de Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia.
Ainda que não estivessem ligados diretamente à formação do WikiLeaks, eles prestaram apoio quando os serviços de pagamentos online Amazon, PayPal e Mastercard barraram doações às contas do projeto, em 2010. Na chamada Operação Payback, os hacktivistas se uniram e mostraram que os mesmos sites aceitavam doações direcionadas a grupos neonazistas. Eles iniciaram um ataque DDoS (Distributed Denial of Service, ou ataque de negação de serviço, em que um servidor é sobrecarregado a ponto de sair do ar) que resultou, após três dias, num prejuízo de US$ 150 milhões às empresas. Mas há outro lado.
O Anonymous também tem fama de realizar ataques vingativos e até infantis. Como o grupo não tem uma única liderança, é inevitável que muitas ações saiam do controle. Descontentes com a fama de bons moços após o episódio da Cientologia, alguns anons fizeram “pegadinhas” na internet, invadindo um site de apoio à epilepsia e postando links com GIFs multicoloridos. Para alguns epilépticos, a alternância de cores causa tonturas, enxaquecas e convulsões. Veio à tona um enorme debate: enquanto algumas pessoas transferiam a culpa aos donos dos sites, que não utilizavam nenhum tipo de proteção, outros apontavam a Cientologia como verdadeira causadora dos ataques.

O rosto da dissidência
Nas passeatas promovidas pelos Anonymous, simpatizantes e integrantes do movimento saíam às ruas em defesa da liberdade de expressão. Para manter sigilo, a maioria escolheu utilizar a máscara de V, personagem defensor da liberdade do filme V de Vingança. O herói é inspirado na figura de Guy Fawkes, um soldado inglês que acabou morto por participar da Conspiração da Pólvora, contra o rei Jaime 1o, na Inglaterra do começo do século 17. Com membros de classes financeiras e grupos sociais variados, o Anonymous não obedece a uma única direção. O 4chan, por exemplo, se transformou num reduto da ultradireita, mantendo pouco ou nenhum vínculo com o grupo. “O Anonymous é um modo de ação em rede que pode ser apropriado por coletivos de diferentes ideologias, desde que permaneçam anônimos em suas ações”, explica Amadeu.
No Brasil, a marca cresceu sob à luz dos protestos de 2013, quando mais de 140 páginas no Facebook utilizavam variações como Anonymous Br e Anonymous SP. Grupos e fóruns de discussão, a exemplo do Mafia Anonymous e do Anonymous GhostSec, são exemplos do que ainda é possível encontrar na rede social. Mas, como o Anonymous não possui uma estrutura organizada, é impossível definir quantas dessas páginas contavam com “filiados” brasileiros e quantas se valeram do nome só para tentar aparecer.
Com 1 milhão de seguidores, a página AnonymousBr4sil demonstrou seu apoio a movimentos conservadores – e acabou sendo atacada por outros coletivos do grupo no país. Na visão de Sergio Amadeu, o apoio declarado a partidos políticos no Brasil acabou desvirtuando a imagem de coletivos como o Anonymous. “A pergunta que não deixa de ser feita por hackers e ciberativistas é: por que alguém precisa ser anônimo para defender seu status quo?”

13.750 – Mega Byte – Quando surgiu o youtube?


you tube
A palavra “youtube” foi feita a partir de dois termos da língua inglesa: “you”, que significa “você” e “tube”, que provêm de uma gíria que muito se aproxima de “televisão”. Em outras palavras seria a “televisão feita por você”. Essa é justamente a principal função do fenômeno da internet: permitir que os usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital.
O Youtube foi criado em fevereiro de 2005, por Chad Hurley e Steve Chen, dois funcionários de uma empresa de tecnologia situada em São Francisco, EUA. O site surgiu em virtude do inconveniente que era compartilhar arquivos de vídeo, já que estes eram muito grandes, o que dificultava seu envio por e-mail.
O site permite que os usuários coloquem seus próprios vídeos na rede, sendo visualizados por qualquer pessoa no mundo inteiro. O Youtube utiliza o formato Macromedia Flash para reproduzir os conteúdos, além de permitir que usuários coloquem os vídeos em seus blogs e sites pessoais. Todo o potencial do Youtube foi reconhecido pela revista americana Time, que elegeu o site como a melhor invenção de 2006.
Devido ao grande sucesso do Youtube, em outubro de 2006, a gigante Google anunciou a compra do site pela quantia de US$1,65 bilhão, unificando os serviços do seu próprio site de compartilhamento de vídeos, Google Vídeo, ao Youtube. A principal regra do site é o não-compartilhamento de vídeos protegidos por direitos autorais, fato que na maioria das vezes não é cumprido.
Outro fato que chamou a atenção de todos foi uma determinação judicial no dia 05 de janeiro de 2007 que ordenava o bloqueio do site. Essa determinação havia sido ocasionada pelo polêmico vídeo envolvendo uma apresentadora de TV trocando carícias com seu namorado em uma praia espanhola. Isso acarretou o bloqueio de cerca de 5,5 milhões de usuários brasileiros, o que fez despertar uma onda de protestos contra a medida. No dia 09 de janeiro foi declarado que o site não deveria ser bloqueado.
Estima-se que diariamente cerca de vinte mil novos vídeos são carregados e trinta milhões são assistidos no Youtube.

13.626 – Google prepara recurso para envio de SMS no Android pelo navegador do PC


google de olho
Vai dar para enviar mensagens de texto pelo navegador, caso você seja usuário do Android. Códigos encontrados dentro do aplicativo Android Messages do Google indicam que a empresa planeja disponibilizar essa funcionalidade no futuro.
O pessoal dos sites XDA Developers e Android Police vasculharam os dados da versão mais recente do app Android Messages, que o Google disponibiliza para gerenciamento de mensagens SMS no Android. E eles encontraram algumas coisas bastante interessantes escondidas no código do arquivo APK.
Referências a um recurso indicam que, em breve, vai dar para mandar mensagens a partir do navegador. A ferramenta funcionaria com o pareamento do smartphone a um site na web a partir de um código QR. A partir daí, é só digitar no teclado o que o usuário quer que seja enviado para seus contatos.
O recurso foi parcialmente implementado na versão 2.9 do Android Messages, mas não é possível enviar mensagens no momento.
Outro recurso que pode ser incluído no futuro é uma forma de enviar dinheiro para amigos via SMS a partir do Google Pay. O Google também está preparando uma ferramenta parecida com as respostas inteligentes de apps como Gmail, Allo e Inbox.
Até agora, no entanto, não há nenhuma informação por parte da empresa em relação à disponibilidade das novas funções. Referências a um recurso em um arquivo APK não significa necessariamente que ele vai existir um dia, mas é um indício de que o Google ao menos estuda expandir as funcionalidades de SMS no Android.

13.608 – Google cria recurso que reconhece e apaga imagens de ‘bom dia’ do WhatsApp


golpe whats3
Você já ficou incomodado com as pessoas que enviam as infames imagens e GIFs de “bom dia” em grupos do WhatsApp? Se você não ficou, as chances são grandes de você ser um dos perpetradores dessa prática. O fato é que muita gente detesta esse tipo de mensagem, que além de não ter utilidade, ainda enche o armazenamento do celular com imagens desnecessariamente.
Agora o Google decidiu tomar uma medida para conter esse problema. A empresa vai utilizar o seu recém-lançado Files Go como uma ferramenta capaz de reconhecer essas mensagens de bom dia para poder apaga-las do celular, o que, de quebra, também faz com que elas sumam das conversas do WhatsApp.
Apesar de o Brasil ser um dos principais alvos desse tipo de prática, o Google criou o recurso pensando, primeiramente, na Índia, um povo que apresenta algumas similaridades com o brasileiro em relação ao seu comportamento online. Por lá, a praga do “bom dia” se tornou ainda mais grave do que no Brasil.
De acordo com uma pesquisa do Google, um em cada três usuários de smartphones na Índia fica sem espaço no celular diariamente. Para um país com mais de 1 bilhão de habitantes, esse número é bastante significativo. O motivo para isso são justamente as mensagens de “bom dia”, que chegam aos montes e se acumulam no armazenamento do celular em um país onde os aparelhos mais modestos e sem muito espaço disponível dominam o mercado.
Para solucionar o problema, o Google começou a utilizar sua experiência com inteligência artificial e aplicá-la ao Files Go, aplicativo cuja função primordial é limpar arquivos desnecessários de celulares Android. Assim, a empresa só precisou treinar suas máquinas, alimentando-as com toneladas de mensagens motivacionais e imagens de “bom dia”, para que o sistema fosse capaz de reconhecer esse tipo de publicação automaticamente.
No início, porém, a inteligência artificial demorou um pouco para reconhecer o DNA e os padrões desse tipo de mensagem. A máquina confundia as mensagens de “bom dia” com imagens de crianças com algum tipo de frase escrita em suas camisetas, segundo Josh Woodward, gerente de produto responsável pelo Files Go, em entrevista ao Wall Street Journal. Com mais treino, no entanto, hoje o sistema cumpre a missão de forma adequada.
O recurso foi pensado para a Índia, de forma que ainda não funciona no Brasil, mas não seria surpresa se o Google expandisse a função. Enquanto isso, se quiser impedir que imagens e vídeos recebidos pelo WhatsApp entupam seu celular, uma boa opção é impedir que o aplicativo faça o download automático desse tipo de conteúdo; só não é possível filtrar apenas mensagens de “bom dia” como faz o Google.

13.564 – Mega Byte – Pessoas que têm poucos amigos no Facebook costumam ter um interessante traço de personalidade


amigos-facebook
De acordo com um estudo da University Ruhr em Bochum, na Alemanha, pessoas materialistas tendem a ter mais amigos no Facebook do que pessoas não materialistas, “colecionando-os” como se fossem objetos físicos.
Os materialistas também passam muito mais tempo na rede social do que pessoas não materialistas, e são mais propensos a comparar suas vidas com a vida dos outros nela.
Ou seja, se você não tem muitos amigos nas mídias sociais, isso pode significar que você está um pouco menos preocupado com as posses materiais na sua vida cotidiana.

O método
531 usuários do Facebook, divididos em dois grupos, participaram do estudo. O primeiro grupo de 242 pessoas foi um estudo piloto; o segundo teve como objetivo replicar os resultados do primeiro.
Ambos os grupos receberam um questionário em Escala de Likert (uma escala de resposta psicométrica mais usada em pesquisas de opinião) para avaliar como usam o Facebook, o quanto se comparam aos outros, seu nível de materialismo, se veem seus amigos do Facebook como objetos e quanto status ou outros benefícios eles pensam que podem ganhar com seus amigos do Facebook.
As opções incluíam declarações com as quais os participantes tinham que concordar ou discordar, como “Admiro as pessoas que possuem casas, carros e roupas caras”, “Comparo frequentemente minha condição social” e “Ter muitos amigos do Facebook contribui com mais sucesso na minha vida pessoal e profissional”. Eles também foram convidados a fornecer o número de amigos que tinham no Facebook.
Tanto no grupo piloto quanto no grupo de replicação, a equipe encontrou uma correlação entre um grande número de amigos do Facebook, objetivação desses amigos, tempo gasto no Facebook, propensão a comparar-se com os outros e materialismo.
Os pesquisadores, liderados por Phillip Ozimek, criaram uma teoria para explicar por que isso ocorre, chamada de “Teoria da Autorregulação Social Online”.
“As pessoas materialistas usam o Facebook com mais frequência porque tendem a objetivar seus amigos do Facebook – eles adquirem amigos para aumentar suas posses”, disse Ozimek. “O Facebook fornece a plataforma perfeita para comparações sociais, com milhões de perfis e informações sobre pessoas. E é grátis – os materialistas adoram ferramentas que não custam dinheiro”.
Uma pesquisa de 2014 descobriu que as pessoas materialistas eram mais propensas a “Curtir” páginas de marca, e que interagir com as páginas de marcas no Facebook era parcialmente sobre exibição.
Amigos não são iguais às marcas, mas a imagem pública ainda pode ter algo a ver com o fenômeno. Conforme observado em um artigo de 1994, o materialismo está fortemente associado a itens que podem ser exibidos publicamente.

Contraponto
Você não deve se preocupar com os resultados desta pesquisa caso tenha muitos amigos no Facebook. Como todo estudo que envolve psicologia, há um certo grau de incerteza e não podemos afirmar que materialismo e amigos em redes sociais andam juntos, sempre.
Além disso, os pesquisadores tiveram o cuidado de enfatizar que não há nada inerentemente errado ou ruim sobre a maneira como as pessoas materialistas usam redes sociais. Pelo contrário: é assim que algumas pessoas alcançam seus objetivos e se divertem.
Só que também observaram que questionar se o consumo do Facebook – se ele realmente nos faz mais felizes ou se continua a ser uma mera ilusão – é uma questão que deve continuar a ser abordada em pesquisas futuras.
Alguns estudos, de fato, já descobriram desvantagens do uso de redes sociais, como nos fazer mais infelizes (justamente pela comparação com outras pessoas), destruir relacionamentos, nos custar empregos e serem viciantes.

A pesquisa foi publicada na revista Heliyon.

13.555 – Mega Byte – O que é bitcoin?


bitcoin
A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.
O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto. De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido.
Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC.
Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas. As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software.
Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.
Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (entenda melhor).
O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes.
Neste ano, o interesse pela bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares. No início de outubro, já valia mais de 4 mil dólares.
Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha — semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII — que estaria prestes a estourar.

Saiba mais
Quem nunca ouviu falar na famosa moeda eletrônica bitcoin? Ela vem ocupando espaço nos noticiários desde que se tornou popular e conquistou ardentes entusiastas. É utilizada como moeda online em transações comuns e na Deep Web, a zona obscura onde ocorrem atividades ilegais (como tráfico de drogas) da internet. Mas o que a maioria do público não sabe é como funciona exatamente a moedinha virtual.
Mês passado, o bitcoin atingiu um marco histórico: o valor de uma moeda ultrapassou os 2 mil dólares. A alta continuou e em dias recentes, bateu 3 mil dólares por um breve período de tempo e agora negocia na casa dos US$2700. No Brasil, uma moedinha vale, hoje, em torno de R$9500.

O que o bitcoin tem de diferente?

Bom, vamos descrever algumas características dos bitcoins.

1. Eles são totalmente eletrônicos. Isso quer dizer que você nunca – nunca – vai ter a oportunidade de segurar um bitcoin nas mãos ou sacá-lo em um banco. Eles existem dentro de uma “carteira virtual” (como sua conta online em um banco comum) que só pode ser acessada pela internet. Existem softwares de diversas empresas para montar essas carteiras virtuais. A carteira não pode ser rastreada (se você tomar os devidos cuidados de segurança), o que significa que, se você esquecer a senha, nunca mais conseguirá acessá-la e perderá tudo que está lá dentro.

Eles funcionam com um registro blockchain. Uma das principais inovações do bitcoin é a maneira como as transações são executadas. Elas seguem um modelo chamado blockchain, no qual cada ordem de transação passa pelo computador de vários usuários e é “certificada” nesses computadores através de códigos de computação. Várias transações são então agrupadas e são adicionadas a um “bloco”, que será adicionado a blockchain e então as transações serão efetuadas (em breve retomamos esse ponto). A ideia é que se forme uma sequência de “blocos”, conectados de tal forma que seja impossível alterar um deles sem ter que alterar todos os blocos passados. Formalmente, o processo ocorre pela resolução de um problema matemático. O blockchain não é exclusivo dos bitcoins, pode ser utilizado para qualquer sequência de transações. Algumas características da tecnologia blockchain:

i) O registro é distribuído de maneira a ser compartilhado por todos os usuários sem que ninguém controle todas as informações. Todos têm acesso a todas as transações que acontecem. Quer ver? Acesse https://blockchain.info/, clique em um “bloco” e veja todas as transações que ocorreram naquele bloco.

ii) A transmissão é feita diretamente entre as partes, sem precisar de um operador central. Dessa forma, cada usuário encaminha as informações para outros usuários.

iii) Toda transação que é registrada no blockchain não pode ser alterada, pois elas estão conectadas às transações que vieram antes delas – por isso a palavra “chain”, que significa corrente. Vários algoritmos computacionais garantem que os registros sejam permanentes e cronológicos – de forma que, ao remover uma transação do sistema, todas as outras seriam invalidadas. Uma nota vale aqui: “imutabilidade” é um conceito relativo. Se você enviar um e-mail para uma lista de 30 amigos e depois quiser apagar os conteúdos, provavelmente não irá conseguir – você terá que convencer 30 pessoas a apagar o e-mail. Ou seja, em termos relativos, aquele conteúdo é imutável para você. Imutabilidade, portanto, se refere ao nível de dificuldade para a alteração de determinado conteúdo. No caso do blockchain, executado nas redes de bitcoin, a alteração é bem difícil, custosa e trabalhosa, de maneira que o registro é virtualmente imutável.

3. As transações são anônimas, porém transparentes. Isso parece contraditório, certo? A questão é que todas as transações de um blockchain têm um “endereço” (ou “chave”), como por exemplo, “3J98t1WpEZ73CNmQviecrnyiWrnqRhWNLy”. Sim, essa sequência feia de números e letras é um endereço. Para receber ou enviar uma quantidade de bitcoins, você precisa passar seu endereço para outra pessoa, então ele funciona exatamente como um endereço funcionaria se você estivesse mandando uma carta pelo correio, por exemplo. A diferença é que esses endereços têm a intenção de nunca serem repetidos. É como se você tivesse várias casas para receber várias entregas diferentes. Todas as transações executadas são marcadas na rede – então se você sabe o endereço de uma pessoa e ela só usa o mesmo endereço, você tem acesso a todas as transações dela.

Como as transações são anônimas então? É o seguinte: pela tecnologia do blockchain, todas as transações que passam pelo seu computador deixam uma marca, chamada de “nó”. Então, seu endereço de IP (não confundir com o “endereço” do bitcoin) carrega uma “marca” de todas as transações que passaram por ele. Assim, é como se você fosse a fonte de todas as transações que passaram pelo seu computador, mas, na verdade, você não é. Então como saber se o endereço que passou pelo seu computador é realmente um endereço de uma transação sua? Isso é impossível [1] – e é daí que vem o anonimato nos bitcoins.

Isso quer dizer que os pagamentos por bitcoins não têm restituição. Não há um banco ou uma empresa de cartão de crédito que possa sustar a transação. Se você pagar alguém e depois voltar atrás, não há como receber o dinheiro de volta, a não ser que a pessoa seja de confiança o bastante para aceitar desfazer a transação.

4. Como são criados novos bitcoins? O processo de criação de novos bitcoins é chamado de “mineração”. Funciona assim: a cada poucos minutos, as transações pendentes na rede são verificadas pelos mineradores e agregadas em um bloco, que então é transformado em um algoritmo matemático. Aí, esses mineradores usam computadores de alta performance para resolver esse algoritmo. Por convenção, a primeira transação de cada novo bloco da blockchain é uma transação especial, realizada pelo minerador cujo computador consiga primeiro solucionar o algoritmo. Esse minerador recebe um número de bitcoins pelo seu serviço, além de uma taxa para cada transação que ocorra no bloco que ele “criou” (na verdade, cujo algoritmo solucionou).
Isso gera um incentivo para que várias pessoas minerem bitcoins, pois elas ganham uma quantia de bitcoins ao fazer isso, o que permite que novas emissões da moeda sejam possíveis sem uma autoridade monetária central (por exemplo, quem emite novos reais no Brasil é o Banco Central). Além disso, o fato de o processamento das transações ser feito pela própria “mineração” agrega segurança ao sistema e põe os incentivos no lugar, o que veremos no próximo ponto.

5. Alterar, fraudar ou invadir o blockchain é virtualmente impossível. A partir do momento em que você realiza uma transação com o bitcoin, como já dissemos, essa transação se torna pública para toda a rede, além de haver uma ordem clara do timing de cada transação. Dessa forma, o sistema consegue verificar se aqueles bitcoins já foram utilizados ou não, garantindo que não seja possível a ocorrência de fraudes (dupla contagem). Essa é uma das características mais interessantes do bitcoin: normalmente, para evitar tal fraude, é necessária uma autoridade central pela qual todas as transações devem passar, de modo a garantir que não ocorram fraudes. Com o bitcoin, essa autoridade central não é mais necessária.

6. O sistema de incentivos é bem posicionado. A única maneira de ocorrer uma fraude é caso alguém possua poder computacional bastante (normalmente, diz-se que seria necessário possuir a maioria, ou 50%+1, do poder de computação da rede). Se isso ocorrer, é possível alterar o blockchain e fraudar operações. Mas, ao mesmo tempo, quem tem um poder computacional tão grande é favorecido no processo de “mineração”, por ter mais capacidade de solucionar o algoritmo. Assim, por que você iria fraudar o sistema, se pode jogar pelas regras do jogo e ainda assim ter um alto ganho?

De um lado temos os incentivos, que ajudam a tornar ações de fraude menos proveitosas; de outro, é praticamente impossível agregar tamanho poder computacional. Segundo reportagem da The Economist, os mineradores de bitcoin, juntos, possuem 13 mil vezes mais poder de cálculos numéricos do que os 500 maiores supercomputadores do mundo.

Há fraquezas, claro. A mesma reportagem afirma que um agrupamento de mineradores (que se juntam para resolver os algoritmos mais rápido, dividindo os ganhos) chegou perto de ter o limite necessário, antes que os mineradores desse agrupamento percebessem isso e voluntariamente trocassem de união (o que de fato ocorreu). Outro problema é que, conforme mais mineradores entram na rede e obtêm maior poder computacional, mais difícil se torna minerar e menores são os ganhos. Alguns temem que, se os ganhos diminuírem muito, certos mineradores vão desligar seus equipamentos (pois a eletricidade ficará mais cara que os ganhos com a mineração), podendo deixar o sistema vulnerável a quem possuir muito poder computacional.

A fim de se prevenir contra essa possibilidade, os criadores do bitcoin criaram uma “taxa de transação”: os mineradores que resolvem os algoritmos de um conjunto de transações (criando assim um novo bloco da blockchain) recebem taxas pelas transações efetuadas nesse bloco. Assim, na hipótese de o sistema se tornar grande o bastante, o ganho com as taxas transacionais passa a ser um incentivo importante na prevenção de fraudes.

7. O que impede o bitcoin de crescer ainda mais? Os recentes ataques de ransomware travaram os computadores de milhares de pessoas e organizações em todo o mundo. Em troca da liberação das máquinas, os “sequestradores” pediram um resgate… em bitcoins! O que ficou claro é uma das maiores limitações do bitcoin: nem todo mundo tem saco para abrir uma carteira virtual, entender como eles funcionam e passar a utilizá-los. Em economês, dizemos que usar bitcoins tem um custo muito alto, o que desincentiva a utilização da moeda.

Por outro lado, alguns problemas no próprio funcionamento do bitcoin impõem questionamentos à expansão da moeda. Um deles tem a ver com problemas no blockchain. Hoje, os blocos que processam as transações na moeda têm um limite de tamanho de 1 MB (entre em https://blockchain.info/pt/blocks e veja a coluna “tamanho”; quase todos os blocos tem quase 1MB). Essa limitação gera problemas, pode não aguentar a demanda por transações. O que acontece, nesse caso, é que as transações atrasam e o sistema inteiro é prejudicado. Duas soluções são propostas para esse problema: o Segwit e uma versão alternativa do bitcoin, o Bitcoin Ultimate. Ambas propõem maneiras de lidar com blocos maiores (leia mais sobre isso aqui).
As modificações que visam aprimorar o funcionamento da moeda digital esbarram em questionamentos sobre a possibilidade de uma centralização demasiada da rede de mineradores. Isso tornaria o bitcoin vulnerável a possíveis problemas como fraudes. Afinal, o propósito inicial é um sistema descentralizado e esse é um pilar importantíssimo da criptomoeda.
Além disso, o crescimento das altcoins, moedas digitais alternativas, pode por em xeque a dominância do bitcoin no mercado. Exemplos são a Litecoin e o Ethereum (leia mais sobre elas aqui e aqui, respectivamente).

Fato inegável é que a tecnologia blockchain e a ideia de uma moeda estabelecida por uma rede descentralizada, sem a necessidade de um fiador de confiança (um intermediário financeiro), são duas inovações que têm potencial para revolucionar a economia mundial.

[1] Tecnicamente, há alguns bugs que tornam possível a identificação, mas é um tópico muito mais complexo e bem difícil de acontecer.

bitcoin-2

13.554 – Indústria do Golpe – Golpistas criam sites falsos da Casas Bahia e Americanas


golpe c bahia
O consumidor deve ficar atento na hora de fazer compras pela internet durante a Black Friday. Segundo o site Reclame Aqui, golpistas criaram páginas dublês de redes varejistas famosas, como Ponto Frio, Casas Bahia e Americanas.
Com preços muito abaixo do mercado e visual idêntico ao das páginas oficiais das lojas, os golpistas tentam enganar os consumidores. Na página falsa da Americanas a smart TV da Samsung é vendida por 1.299 reais, enquanto no site verdadeiro o preço dela é de 4.498,99 reais.
A primeira dica para evitar cair em falsas promoções é sempre procurar a página oficial da loja. Os sites falsos podem até incluir parte do nome oficial da loja, mas nunca o verdadeiro.
Órgãos de defesa do consumidor são unânimes: é preciso desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado.
O Reclame Aqui orienta o consumidor a desconfiar de sites que aceitam pagamento apenas em boleto bancário. “Golpistas utilizam dessa prática para receber o dinheiro do consumidor com rapidez e nunca entregar o produto prometido.”

Empresas
A Via Varejo, empresa que administra os sites da Casas Bahia e do Extra, dá outras dicas par os clientes não caírem em páginas falsas de promoção. Uma delas é observar se erros ortográficos ou de concordância nos textos, além de checar a url se a url do site corresponde ao endereço original da loja.

“A companhia recomenda limitar a busca de ofertas a e-commerces bem avaliados por órgãos competentes, não confiar em e-mails e sites que enviem links e arquivos anexos suspeitos, ou que peçam informações pessoais, e utilizar senhas com alto grau de dificuldade, porém, fáceis de serem lembradas para que não seja necessário armazená-las no computador”, informa o grupo.
A Americanas informa que o cliente deve checar sempre os produtos e preços no site, aplicativo e redes sociais oficiais da marca.

13.528 – Mega Byte – Brecha no Tor, o navegador da Deep Web, vazava IPs reais dos usuários


thor
O Tor é um navegador criado para navegação anônima, protegendo o usuário de ser identificado tanto para fins nobres (denúncias contra governos autoritários, por exemplo) quanto para fins criminosos (tráfico de drogas e pedofilia, por exemplo). Então, é compreensível que a comunidade tome um susto com um bug que estava vazando os IPs reais dos usuários.
A falha, batizada como “TorMoil” (um jogo de palavras com o nome do browser que pode ser traduzido como “turbulência”), foi identificada nas versões de macOS e do Linux. Ela se apresenta se o usuário tenta acessar um tipo específico de link, que comecem com “file://” em vez dos mais comuns “http://” ou “https://”, como explica o Ars Technica.
A vulnerabilidade foi descoberta por uma empresa de segurança chamada We Are Segment, que relatou a brecha diretamente para os desenvolvedores do Tor, que distribuíram uma correção temporária que soluciona o problema enquanto uma solução definitiva não fica pronta. Na prática, é a famosa “gambiarra”.
“A correção que distribuímos é uma solução alternativa que impede o vazamento. Como resultado, navegar por URLs com ‘file://’ podem não funcionar conforme o esperado”, dizem os representantes do Tor Project. Desta forma, ao clicar em links com esse prefixo ou digitá-los na barra de endereço, o navegador simplesmente não será capaz de abri-los. A alternativa oferecida pelos desenvolvedores é arrastar o endereço com o mouse para a barra de endereços ou para uma nova aba.
Vale notar que a falha não atinge usuários do Tor no Windows. Além disso, o comunicado do Tor diz que não há evidências de que a brecha tivesse sido explorada durante o tempo em que esteve aberta. Isso dito, a falta de provas não significa que a vulnerabilidade jamais tenha sido aproveitada, então usuários do navegador no Linux e no Mac devem atualizar o navegador o quanto antes.

13.527 – Roubo na Internet – Golpe usa programa CNH Social para enganar usuários


golpe whats3
Um novo golpe que passou a circular no WhatsApp usa o programa CNH Social, instituído em alguns estados do país, para enganar os usuários. O programa permite que a população de baixa renda ou desempregada tire a carteira de habilitação de graça. Mas não são todos os estados que oferecem o benefício.
Com a promessa de que há uma nova seleção de candidatos ao programa CNH Social, o golpe solicita que o usuário preencha dados pessoais, como nome completo, data de aniversário e Estado no qual reside. Em seguida, ele é induzido a compartilhar a falsa promessa com dez amigos ou em cinco grupos do WhatsApp.
Para Emilio Simoni, diretor do laboratório de segurança digital DFNDR Lab, da PSafe, os golpistas podem ganhar dinheiro expondo ou vendendo os dados pessoais das pessoas que caírem no golpe.
Em São Paulo não existe o programa CNH Social. O candidato precisa desembolsar ao menos 361,23 reais, valor total das taxas cobradas pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) para tirar a carteira de motorista. O preço não contabiliza as aulas teóricas e práticas de uma autoescola. Se for reprovado, o candidato precisa pagar novamente as taxas ao Detran.
A orientação das empresas de segurança é desconfiar de qualquer  promessa que chega por mensagens. É preciso checar sempre, preferencialmente entrando em contato com a empresa ou órgão do governo envolvido.
Outra recomendação é que o usuário mantenha em seu celular um software de segurança com a função antiphishing, capaz de analisar as ameaças do ambiente online.