13.500 – Estudo diz que vida na Terra começou em lagoas quentes de água que foram atingidas por meteoritos


meteoritos
A vida na Terra começou em algum momento entre 3,7 e 4,5 bilhões de anos atrás, depois que meteoritos vindos do espaço sideral derramaram e espalharam elementos essenciais em pequenas lagoas quentes. Pelo menos é o que dizem cientistas da Universidade McMaster, no Canadá, e do Instituto Max Planck, na Alemanha. Seus cálculos sugerem que ciclos úmidos e secos transformaram blocos de construção molecular básicos no caldo rico em nutrientes das lagoas em moléculas de RNA auto-replicantes que constituíram o primeiro código genético para a vida no planeta.
Os pesquisadores baseiam sua conclusão em pesquisas e cálculos exaustivos em aspectos de astrofísica, geologia, química, biologia e outras disciplinas. Embora o conceito de “pequenas lagoas quentes” tenha ocorrido desde Darwin, os pesquisadores agora provaram sua plausibilidade através de numerosos cálculos baseados em evidências.
Os autores principais Ben K.D. Pearce e Ralph Pudritz, ambos do McMaster’s Origins Institute e seu Departamento de Física e Astronomia, dizem que a evidência disponível sugere que a vida começou quando a Terra ainda estava tomando forma, com os continentes emergindo dos oceanos, meteoritos atacando o planeta – incluindo aqueles que traziam o blocos de construção da vida – e nenhum ozônio protetor para filtrar os raios ultravioleta do Sol.
Ligações de vida

“Para entender a origem da vida, precisamos entender a Terra como era há bilhões de anos. Como nosso estudo mostra, a astronomia fornece uma parte vital da resposta. Os detalhes de como nosso sistema solar se formou têm conseqüências diretas na origem da vida na Terra”, diz Thomas Henning, do Instituto Max Planck para astronomia e outro co-autor.
A centelha da vida, segundo os autores, foi a criação de polímeros de RNA: os componentes essenciais dos nucleotídeos, fornecidos por meteoritos, atingindo concentrações suficientes na água das lagoas e unindo-se à medida que os níveis de água caíram e aumentaram através de ciclos de precipitação, evaporação e drenagem. A combinação de condições úmidas e secas foi necessária para a ligação, diz o artigo.
Em alguns casos, acreditam os pesquisadores, condições favoráveis ​​viram algumas dessas cadeias se dobrarem e se replicarem espontaneamente, tirando outros nucleotídeos de seu ambiente, cumprindo uma condição para a definição de vida. Esses polímeros eram imperfeitos, capazes de melhorar através da evolução darwiniana, cumprindo a outra condição.

“Esse é o Santo Graal da química experimental das origens da vida”, diz Pearce.

Essa forma de vida rudimentar daria origem ao eventual desenvolvimento do DNA, o modelo genético de formas superiores de vida, que evoluiria muito mais tarde. O mundo teria sido habitado apenas pela vida baseada em RNA até o DNA evoluir.
“O DNA é muito complexo para ter sido o primeiro aspecto de vida a surgir”, diz Pudritz. “Ela teve que começar com outra coisa, e isso é o RNA”.

Os cálculos dos pesquisadores mostram que as condições necessárias estavam presentes em milhares de lagoas, e que as combinações chave para a formação da vida eram muito mais prováveis ​​de terem se reunido nessas lagoas do que nas aberturas hidrotermais, onde a principal teoria rival sustenta que a vida começou em fissuras no oceano, onde os elementos da vida teriam se unido em explosões de água aquecida. Os autores do novo artigo dizem que tais condições não são suscetíveis de gerar vida, uma vez que a ligação requerida para formar RNA requer ciclos úmidos e secos.
Os cálculos também parecem eliminar o pó espacial como fonte de nucleotídeos geradores de vida. Embora tal poeira realmente tenha os materiais certos, eles não foram depositados em concentração suficiente para gerar vida, determinaram os pesquisadores. Na época, no início da vida do sistema solar, os meteoritos eram muito mais comuns e poderiam ter pousado em milhares de lagoas, levando os blocos de construção da vida. Pearre e Pudritz planejam colocar a teoria em teste no ano que vem, quando a McMaster abrirá seu laboratório Origins of Life, que irá recriar as condições pré-vida em um ambiente fechado.

“Estamos emocionados de poder juntar um artigo teórico que combina todos esses tópicos, faz previsões claras e oferece ideias claras que podemos levar ao laboratório”, diz Pudritz. [phys.org]

12.685 -Queda de meteorito assusta cidade do sul da Argentina


meteorito
Explosões inesperadas provocaram medo entre os habitantes da cidade de General Roca, no sul da Argentina. A origem do fenômeno era um meteorito que se desintegrou antes de atingir o solo.
Devido à potência dos estrondos, que fizeram vários edifícios tremerem e quase quebraram os vidros, alguns moradores pensaram que se tratava de um terremoto.
“Tremeu tudo”, afirma o prefeito da cidade, Martín Soria.
Nada foi encontrado na zona por bombeiros, policiais e funcionários da Defesa Civil que buscavam rastros que explicassem o fenômeno. General Roca está 1.100 km a sudoeste de Buenos Aires.
Finalmente o mistério foi revelado: o causador dos estrondos havia sido um meteorito que entrou na atmosfera a uma velocidade de 2.400 quilômetros por hora, entre 8.000 e 10.000 metros de altura.
Estima-se que o objeto tinha 12 metros de diâmetro e dilatou até se romper em três fragmentos.

11.052 – Eclipses solares em 2015


eclipse-anular-20110106-001-size-620

Assim como no ano passado, nenhum dos dois eclipses solares de 2015 será visível do Brasil. No dia 20 de março, um eclipse total do Sol, quando toda a luminosidade da estrela é encoberta pela Lua, será visível apenas do Ártico. Já em 13 de setembro haverá um eclipse parcial, que poderá ser observado na Antártida, Namíbia e África do Sul.
Outros Eventos
Madrugada com chuva de meteoros
Quando a Terra cruza a órbita de cometas, as partículas liberadas por eles provocam as chuvas de meteoros. Isso porque, ao se aproximar do Sol, o cometa perde matéria e deixa um rastro pelo caminho. Ao entrar em contato com a atmosfera terrestre, essas partículas queimam, formando os meteoros que vemos no céu.
“O ano promete ser bom para os que gostam de estrelas cadentes. Algumas das principais chuvas de meteoros do ano acontecerão sob condições favoráveis, em períodos em que o céu está escuro pela ausência do brilho lunar”, afirma Gustavo Rojas.
Os meteoros Geminídeos atingem o pico na noite de 13 para 14 de dezembro, considerada uma das melhores do ano por ser uma das mais intensas. Outras datas que terão boas condições de observação são 22 de Abril, noite dos meteoros Lirídeos, e 21 de outubro, noite dos Orionídeos. “As três chuvas acontecerão durante o quarto crescente. Portanto, no fim da madrugada (melhor horário para a observação dos meteoros) a Lua não estará no céu”.
Planetas em oposição
Quando um planeta está em oposição em relação ao Sol, é o melhor momento para observá-lo. Aqui da Terra, conseguimos ver a oposição de Marte, Júpiter e Saturno, que ficam visíveis, cada um no seu período de oposição, durante toda a noite. Urano e Netuno, mesmo ficando mais brilhantes, não atingem o nível suficiente para serem vistos a olho nu, enquanto Mercúrio e Vênus, por estarem mais perto do Sol do que a Terra, nunca ficam em oposição para nós – embora ambos sejam normalmente visíveis.
Para observar um planeta em oposição, deve-se olhar, no começo da noite, na direção Leste, onde o Sol nasce. O ponto mais brilhante será o planeta. Júpiter fica em oposição no dia 2 de fevereiro, Saturno em 23 de maio, Urano em 11 de outubro e Netuno em 11 de setembro. Marte só ficará em oposição em 2018.
conjuncao-planetaria-venus-lua-baixa-20150120-001-size-620

Conjunções planetárias
Em 22 de Fevereiro, Vênus e Marte estarão lado a lado no céu logo após o entardecer. E em 26 de outubro, os dois planetas mais brilhantes, Júpiter e Vênus, aparecerão um ao lado do outro antes do amanhecer. Nos dois casos, deve-se olhar na direção em que o Sol está (Oeste do primeiro caso e Leste do segundo).
Em 28 de outubro, Vênus, Marte e Júpiter estarão em conjunção, enquanto no dia 7 de dezembro será a vez da Lua e de Vênus estarem próximos. Nesses últimos casos, deve-se olhar para o Leste antes de o sol nascer.

Chegada a Plutão
A sonda, lançada pela Nasa em 19 de janeiro de 2006, será a primeira a estudar Plutão de perto, assim como Charon, a maior lua desse planeta anão. Em seguida, a New Horizons viajará para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois de Plutão. Nesse Cinturão existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Esses pequenos planetas são importantes por tratar-se de relíquias de mais de 4 bilhões de anos. A viagem ao Cinturão de Kuiper, no entanto, está prevista para o período entre 2016 e 2020.

10.722 – Astronomia – Chuva de meteoros do cometa Halley poderá ser vista a olho nu na noite de hoje


meteoro

O cometa Halley passa pelos céus terrestres em média a cada 75 anos, mas o nosso contato com ele é bem mais frequente do que isso: anualmente, nos meses de maio e outubro, a Terra atravessa regiões do espaço repletas de detritos que se desprenderam do núcleo do astro. Quando cruzamos com estes rastros do Halley, os fragmentos se incineram na nossa atmosfera e o resultado são belas chuvas de meteoro, como a que terá seu pico de atividade nas noites desta segunda-feira (20/10) e terça-feira (21/10).
As Orionídeas poderão ser vistas a olho nu de todo o país, se as condições climáticas de sua cidade colaborarem e se o local não apresentar muita poluição luminosa. O horário ideal para a observação começa na noite de hoje, às 23h, e se estende até pouco antes do amanhecer desta terça-feira. Segundo a NASA, a madrugada oferecerá as melhores oportunidades de visualização dos meteoros, que podem aparecer a uma taxa de 20 a 30 por hora. O fenômeno deve continuar nas próximas noites, só que com uma intensidade cada vez menor.
Para apreciar este tipo de evento, não é necessário nenhum tipo de equipamento astronômico, como binóculos ou telescópios: por cruzarem o céu muito rapidamente, as estrelas cadentes devem ser vistas a olho nu. Uma boa notícia é que a lua não atrapalhará as Orionídeas deste ano, já que se encontra em quarto minguante, quase atingindo a fase nova, quando não reflete luz e, portanto, não compromete a visibilidade do céu noturno.
Quem quiser observar o fenômeno deve olhar para a direção leste e encontrar a constelação de Órion, onde estará localizado o radiante da chuva – ponto do qual os meteoros parecem se originar. Uma boa referência são as populares Três Marias, que na verdade são o cinturão de Órion, estrelas que ficam próximas ao radiante.

10.598 – Seremos pegos de surpresa? Apenas 10% dos asteroides de médio porte foram localizados pela Nasa


meteorooocaraio

No ano de 2005, um congresso da Nasa rendeu uma missão específica à agência espacial: localizar 90% dos asteroides próximos à Terra até o ano de 2020. Contudo, nove anos depois do tal evento, foi divulgado que apenas 10% dessa informação já foi compilada pela empresa.
De acordo com o inspetor geral Paul Martin, houve um significativo aumento no número de descobertas desde 2010, mas que possivelmente a Nasa não será capaz de bater a meta até 2020.
O fato vem à tona depois de um pequeno asteroide ter passado extremamente próximo ao nosso planeta na semana passada. O corpo celeste esteve 10 vezes mais perto que a Lua e só foi descoberto pelos nossos satélites uma semana antes. Caso o asteroide fosse maior, ainda estaríamos vivendo as consequências de sua passagem próxima à Terra.
Por mais aterrorizante que possa parecer essa situação, dificilmente daremos de cara com um gigantesco corpo celeste que irá acabar com a vida humana na Terra. Isso se dá por cientistas terem encontrado mais de 90% dos asteroides capazes de tal feito (aqueles com largura maior que um quilômetro) e nenhum deles está vindo para cá. Contudo, as más notícias aparecem quando descobrimos que os asteroides de médio porte (maiores que 140 metros de largura e também muito capazes de causar grandes danos a nós) podem atingir a Terra com muito mais frequência e que apenas pouquíssimos já foram reconhecidos.
Um caso em específico mostra bem as consequências de uma colisão de médio porte: o evento de Tunguska. No ano de 1908, um asteroide entre 30 e 60 metros de largura atingiu uma região remota da Sibéria. Calcula-se que sua explosão gerou uma quantidade de energia mil vezes maior do que a bomba atômica de Hiroshima, acabando com mais de 80 milhões de árvores em uma região de 1300 km².
Especialistas afirmam, no entanto, que casos assim ocorrem uma vez por vários séculos. Mesmo assim, não deixam de ocorrer. Outro exemplo, mas de menor proporção, foi o do asteroide de 18 metros de largura que passou sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, no ano passado. Mais de mil pessoas ficaram feridas por causa de janelas quebradas e, cientificamente, casos assim são muito mais comuns.
Cientistas afirmam que o passo mais importante para proteger o planeta de um asteroide é encontrá-lo. Exatamente por isso, o projeto “Near-Earth Object Program” – responsável por cumprir a missão dos 90% – recebeu 40 milhões de dólares em investimento nos últimos cinco anos.
Porém, para conseguir visualizar corpos desse tipo, seria melhor se os telescópios estivessem no espaço. E eles não estão. Por motivos financeiros, esses aparelhos têm que trabalhar da Terra, diminuindo sua efetividade por causa da atmosfera e do brilho do sol. Duas fundações estão angariando fundos para levarem seus satélites ao espaço, mas atingir os 450 milhões de dólares não tem sido fácil.
Depois de reconhecer, não há problemas para “abater” o asteroide. A ação normal seria enviar uma nave para dividir o corpo em menores partes, assim fazendo com que não atinja a Terra. A ONU possui uma proposta de reunir as agências espaciais de todo o mundo para viabilizar uma “resposta padrão generalizada” contra esse tipo de ameaça, mas ainda aguarda a confirmação das parcerias, já que se estima um custo de dois bilhões e meio de dólares.

tabela de asteroides

10.399 – Astronomia – Já que não chove água, vai chover meteoros


Esses fenômenos anuais acontecem quando a Terra atravessa uma região que já foi (ou ainda é) trajeto de um cometa. Isso porque, ao se aproximar do Sol, o cometa perde matéria e deixa um rastro pelo caminho. Quando essa matéria entra na atmosfera da Terra e queima, ela se torna uma chuva de meteoros.
Os principais episódios vistos do Brasil serão Eta Aquarídeos, em 5 de maio; Delta Aquiarídeos, em 28 de julho; Orionídeos, em 22 de outubro; e Geminídeos, em 13 de dezembro. O fenômeno é visível a partir da meia-noite – antes do amanhecer é o melhor horário para avistá-lo – sempre na direção Leste.
Segundo Gustavo Rojas, é preciso olhar para o céu bastante tempo para avistar as chuvas, pois os meteoros podem aparecer em intervalos de tempo longos. Se a Lua iluminar o céu, a visão será prejudicada. As chuvas dos Eta Aquarídeos, em maio, e a dos Orionídeos, em outubro, ocorrem em virtude da passagem pelo rastro deixado pelo cometa Halley.

10.291 – Pesquisa confirma formação da Lua a partir de colisão


lua colisão

Grupos independentes de cientistas encontraram evidências conclusivas de que a Lua nasceu mesmo de uma colisão bombástica ocorrida 4,5 bilhões de anos atrás.
E mais: um novo trabalho revelou porque o lado afastado lunar é tão diferente do lado que está sempre voltado para a Terra.
O mais importante dos trabalhos foi publicado na revista “Science” e vem de um grupo da Universidade Georg August em Göttingen, na Alemanha. A equipe liderada por Daniel Herwartz estudou amostras de meteoritos de origem lunar e de rochas trazidas pelas missões Apollo, que levaram astronautas à Lua entre 1969 e 1972.
O objetivo era fazer análises químicas para verificar a hipótese mais aceita para a formação da Lua, segundo a qual um objeto do tamanho de Marte colidiu com a Terra na fase final da formação dos planetas. Esse impacto teria ejetado grande quantidade de matéria para a órbita terrestre, que mais tarde teria coalescido para formar a Lua.
Os cientistas tinham esperança de identificar pedaços da Lua que tivessem originalmente pertencido ao objeto que colidiu com a Terra para formá-la, batizado de Teia (pronuncia-se “téia”).
Sabe-se que cada objeto formado separadamente no Sistema Solar tem sua assinatura química, representada pela proporção entre isótopos –átomos de um mesmo tipo, mas com número diferente de nêutrons no núcleo.
Apesar de simulações sugerirem que mais de 70% da Lua seria composta por material que de início estava em Teia, nenhuma evidência química apreciável havia sido obtida até o momento.
Analisando rochas lunares que não passaram pela queima atmosférica a que são submetidos meteoritos, os cientistas viram uma minúscula diferença nas proporções de oxigênio-17 e 16. Pequena, mas suficiente para distinguir Teia da Terra.
Em paralelo, um grupo da Universidade Harvard liderado por Sujoy Mukhopadhyay, encontrou rochas terrestres que representam a composição original do nosso planeta, antes da colisão com Teia.
No caso em questão, a determinação foi feita pela diferença da composição isotópica do gás nobre xenônio.
Outro mistério que aparentemente foi resolvido é por que a face lunar voltada para a Terra é tão diferente do lado afastado. Quem matou a charada foi a equipe de Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA). Se o lado voltado para nós tem várias regiões grandes e escuras de basalto conhecida como “mares”, o lado afastado praticamente não tem esse tipo de terreno.
O fenômeno também parece ter conexão com o impacto gigante. Logo depois da formação da Lua, a Terra passou um bom tempo literalmente fervendo, com rocha vaporizada na atmosfera.
Isso criou uma diferença de temperatura na superfície lunar. O lado voltado para a Terra era aquecido pela radiação emanada do nosso planeta. O lado afastado gelou muito mais depressa.
Esse processo fez com que a crosta lunar no lado afastado fosse mais espessa.
Então, quando asteroides posteriormente colidiram com a Lua, as pancadas sobre o lado próximo perfuravam a superfície e permitiam grande vazamento de magma do subsolo vir à superfície, formando os “mares”. O trabalho de Wright foi publicado no periódico “Astrophysical Journal Letters”.

10.156 – Madrugada desta terça-feira terá chuva de meteoros


Chuva-de-meteoros-Perseidas-1-size-598

A passagem do cometa Halley, um dos mais famosos eventos espaciais, ainda está longe de se repetir. Como o astro nos visita a cada 75 anos, e passou pela Terra pela última vez em 1986, a projeção é que seja possível vê-lo novamente em 2061. Duas vezes por ano, porém, a Terra passa pela órbita de Halley, e os fragmentos de rochas e poeira que se desprendem do cometa causam chuvas de meteoros. Uma delas, denominada chuva de Eta Aquarídeos, poderá ser vista na madrugada desta terça-feira.
“Meteoros são fenômenos luminosos que acontecem quando um pedaço de rocha espacial entra em atrito com a atmosfera e sofre vaporização, tornando-se brilhante”, explica Enos Picazzio, astrofísico do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP). Isso pode acontecer com uma rocha isoladamente ou vários fragmentos vindos de um mesmo local — o que caracteriza as chuvas de meteoros. Quando a Terra passar pela órbita do cometa Halley, os fragmentos liberados por ele se chocam com a atmosfera, provocando o espetáculo que pode ser observado no céu. Como as partículas costumam ser muito pequenas, elas ou se desintegram antes de atingir o solo terrestre ou chegam aqui em forma de poeira espacial.
Nesta passagem, as horas que antecedem o amanhecer da terça-feira serão o melhor momento para observar a chuva de Eta Aquarídeos. Segundo o astrônomo Marcos Calil, coordenador científico do planetário de Santo André e consultor da Climatempo, por volta das 4h da manhã (horário de Brasília), a chuva poderá ser vista na direção Leste. “Nesse horário já é possível observar Vênus, um ponto prateado muito brilhante próximo do horizonte, a Leste. Um pouco para cima está a constelação de Aquário, onde vai acontecer a chuva”, explica especialista.
Estima-se que haverá, no máximo, 45 meteoros por hora, um pouco menos de um por minuto, embora na prática o fenômeno não seja tão uniforme. “Podem vir três meteoros de uma vez, passar alguns minutos sem nenhum, depois aparecerem outros”, afirma Calil. Essa projeção se refere a condições ideias de observação. Para quem mora em cidades, a média pode cair drasticamente, chegando a cerca de cinco meteoros por hora, devido à iluminação intensa e à poluição, que prejudicam a visão do fenômeno. A luz da Lua não será um fator a atrapalhar a observação da chuva de meteoros, já que o satélite terá se posto às 23h desta segunda-feira.
Os meteoros serão vistos rapidamente, em questão de segundos, e não serão muito brilhantes. Com chuva ou céu nublado, a visão será prejudicada ou impossível.

9439 – Meteorito vindo de Mercúrio é Descoberto


mercurio-meteorito

Trata-se de um meteorito vindo do planeta mercúrio.
O meteorito NWA 7325, que caiu no sul do Marrocos em 2012. Pesquisadores da Universidade de Yale acabam de anunciar que ele pode ser, na verdade, mais que isso: a pedra seria o único meteorito do planeta Mercúrio já encontrado na Terra.
Segundo o site da Universidade, onde o meteorito ficará exposto até setembro de 2014, pedras de outros planetas do Sistema Solar são raríssimas. Na verdade, só Marte tem meteoritos identificados, mas são apenas 70.
Como eles sabem que o meteorito veio mesmo de Mercúrio? Por meio de análises, os cientistas identificaram que o fragmento tem uma composição química muito parecida com a composição do planeta rochoso: baixo teor de ferro e altas taxas de cromo e magnésio. Eles também notaram que o magnetismo da pedra corresponde exatamente ao de Mercúrio.

9278 – Madrugada com chuva… de meteoros


chuva-meteoros-estrela-cadente-leonidas

As madrugadas do domingo e segunda-feira, dias 17 e 18 de novembro, nos reservam a chuva periódica de meteoros conhecida como Leônidas (Leonids) que terá sua radiante na constelação de Leão. Seu auge está previsto para 3h30 da madrugada do dia 17. Esta chuva é conhecida pelo seu belo espetáculo, contudo, este ano, ela terá uma rival que poderá ofuscar o seu brilho: a Lua. Nosso satélite, que está na sua fase cheia, contará com 99,6% do seu brilho neste dia. Contudo, pelo histórico dos anos anteriores, a Leônidas poderá surpreender, já que a taxa de “estrelas cadentes” apresenta, às vezes, uma imprevisível variação. Para o pico da chuva estão previstos, aproximadamente, 15 meteoros por hora, mas algumas estimativas apontam que esta taxa poderá ser de mais de 100 a cada hora. Estes meteoros são muito rápidos, com velocidades em torno de 71 km/s, e estão associados ao cometa 55P/Tempel-Tuttle. Em seu histórico, há a incrível taxa de 1000 a 2000 meteoros por hora, como foi relatado em alguns lugares da Terra, em 1998. Como escrito anteriormente, a imprevisibilidade e variação são grandes, pois, entre 2003 e 2005, a taxa horária ficou entre 20 a 40 meteoros. Contudo, só prestando bastante atenção no céu, em um lugar longe das luzes da cidade, para saber o que esta chuva nos reserva. Para encontrar a constelação do Leão, tente localizar a brilhante estrela Regulus, de cor azulada. Na alta madrugada, essa constelação pode ser observada surgindo no horizonte leste. Ela também estará próxima ao planeta Marte.

9241 – Meteoritos como o que atingiu a Rússia podem ser dez vezes mais comuns do que o previsto


meteorito-rusia

Em meados de fevereiro, um meteorito atingiu uma região próxima à cidade de Chelyabinsk, na Rússia. A maior parte de sua massa se desintegrou no ar, mas a onda de impacto foi forte o suficiente para ferir mais de 1 500 pessoas. O evento foi capturado por uma série de câmeras espalhadas pela região, o que possibilitou aos cientistas realizarem estudos detalhados de sua origem, trajetória e destruição. A conclusão das pesquisas não é tranquilizadora: esse tipo de impacto pode ser até dez vezes mais comuns do que se pensava.
A queda do asteroide aconteceu sobre uma área densamente povoada da Rússia, onde pôde ser observada por uma série de equipamentos eletrônicos, desde instrumentos científicos até centenas de câmeras amadoras. A enorme disponibilidade de imagens forneceu aos pesquisadores uma oportunidade única para analisar o maior meteorito a atingir o planeta nos últimos cem anos.
O estudo dessas filmagens deu origem a três pesquisas publicadas duas delas na revista Nature e uma na Science. “Se a humanidade não quiser seguir o caminho dos dinossauros, precisamos estudar um evento como esse em detalhes”, diz Qing-Zhu Yin, professor da Universidade da Califórnia, que participou do estudo publicado na Science.
Ao analisar o caminho percorrido pela bola de fogo no céu — e capturada por uma série de câmeras no solo — os cientistas conseguiram detalhes importantes de sua trajetória. Segundo os estudos, a bola de fogo teve origem em um asteroide com cerca de 19 metros de diâmetro, que entrou na atmosfera a uma velocidade de 19 quilômetros por segundo — mais de cinquenta vezes mais rápido que a velocidade do som.
Conforme penetrava na atmosfera terrestre, o meteorito foi se desgastando por causa do atrito com ao ar. A partir dos 45 quilômetros de altura, ele começou a se desintegrar em diversos pedaços, até que, a 27 quilômetros da superfície, explodiu em uma bola de fogo, poeira e gás. Nesse momento, a luz emitida pelo objeto foi até trinta vezes mais brilhante que a do sol e pôde ser vista por pessoas localizadas a até 100 quilômetros de distância — causando, inclusive, queimaduras.
Os pesquisadores estimam que cerca de três quartos do asteroide evaporou nesse instante. A maior parte do material que restou virou poeira e apenas cerca de 4 000 quilos — 0,05% de sua massa total — atingiu a superfície terrestre como meteoritos. A maior peça, pesando 570 quilos, foi encontrada por mergulhadores no fundo do lago Chebarkul, em outubro.
Ao desenhar o caminho percorrido pelo meteoro na atmosfera terrestre, os pesquisadores também conseguiram estimar a rota que percorreu antes de atingir o planeta. Descobriram, assim, que o impacto não foi previsto por nenhum astrônomo, pois, nos últimos anos, percorreu uma órbita que não podia ser vista a partir de telescópios terrestres.
Essa trajetória é muito semelhante à de outro corpo que gira em volta do Sol e passou perto da Terra recentemente: o asteroide 86039, de dois quilômetros de diâmetro. Segundo os pesquisadores a semelhança entre as duas órbitas é tanta que, muito provavelmente, ambos os corpos faziam parte de um mesmo asteroide, que se fragmentou no meio do caminho.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ASTEROIDE, METEORITO E METEORO?
Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

9119 – Mergulhadores recuperam fragmento de meteorito na Rússia


Mergulhadores recuperaram, no fundo de um lago na Rússia, o que muito provavelmente é um gigantesco pedaço de um meteorito que caiu no país em fevereiro deste ano.
O fragmento, de aproximadamente 500 kg, foi retirado do lago Tchebarkul, na região da cidade de Tcheliabisnk, no sudoeste do país.
Apesar do procedimento ter sido realizado com cautela, o meteorito se partiu no momento em que foi erguido do solo para ser pesado.
De acordo com cientistas, a rocha retirada do lago era mesmo um meteorito devido a suas características: uma crosta escura formada após as elevadas temperaturas que o objeto enfrentou ao entrar na atmosfera terrestre.
Em 15 de fevereiro, a região onde fica Tcheliabisnk foi surpreendida com a entrada de um objeto vindo do espaço. Mais de mil pessoas ficaram feridas por estilhaços causados pelas ondas de choque provocadas pela explosão do objeto pouco após entrar na atmosfera terrestre.
Cientistas estimam que o objeto tinha aproximadamente 10 mil toneladas.

9034 – Astronomia – O Meteoro de Chelyabinsk


meteorito-rusia

No dia 15 de fevereiro de 2013, vídeos e palavras-chaves sobre um meteoro que acabara de atingir a Rússia ganharam força em várias redes sociais. Após às 9h20 (horário de Brasília) daquele dia, tags como #meteoronarussia ou apenas #meteoro figuraram nos trending topics do Twitter. No Youtube e no Facebook, eram postados vídeos em que se via o rastro do meteoro no céu da Rússia. Muitos não acreditaram, achando que seria mais uma jogada de marketing ou um vídeo viral. Porém, momentos após, os veículos de comunicação da Rússia confirmaram que um meteoro havia atingido a atmosfera terrestre na região dos Urais e explodido sobre a cidade de Chelyabinsk.
Institutos de pequisa russos informaram que, ao adentrar a atmosfera da Terra, o meteoro teria 17 metros de diâmetro e 10 mil megagramas de massa, produzindo 500 quilotrons de energia durante a ocorrência do fenômeno. A liberação de energia do evento superou, até mesmo, a da bomba de Hiroshima, que liberou aproximadamente 13 quilotons. Depois de se dividir em pequenos pedaços sobre Chelyabinsk, a parte mais volumosa do objeto afundou no lago Chebarkul.
Após o incidente, a RIA Novosti, uma das principais agências de notícias da Rússia, informou, através de órgãos oficiais, a detecção de uma explosão em uma altitude de 10 mil metros, na troposfera. Porém, a Academia de Ciências da Rússia indicou a distância de aproximadamente 50 quilômetros de altitude. Já a velocidade do objeto seria de 108 mil quilômetros por hora. A duração do evento foi de 32,5 segundos.
Mil e duzentas pessoas foram socorridas devido aos efeitos causados pelo meteoro de Chelyabinsk. A onda de impacto do objeto estilhaçou vidros e causou danos. Prédios e casas da região onde o evento ocorreu foram danificadas, sendo que duas pessoas foram atendidas em estado grave. Em Chelyabinsk, foram projetadas sombras enormes que resultaram do calor do atrito entre o ar atmosférico e o meteoro e puderam ser vistas a olho nu de áreas vizinhas.
Desde o ano de 1908, quando ocorreu o evento de Tunguska, esse foi o maior objeto a adentrar a atmosfera da Terra. O incidente serviu de alerta para a comunidade científica internacional, pois, o meteoro de Chelyabinsk fazia parte de um grupo de asteroides chamado Apollo, que orbita próximo à Terra de forma perigosa. Neste grupo, o asteroide 99942 Apophis pode atingir a Terra de 2036.

8076 – Sistema Solar – Planetas Expulsos


Sistema Solar

Essa é a descoberta inusitada que uma equipe de cientistas acaba de fazer, resolvendo um enigma da formação do Sistema Solar – calcular a que distância do Sol se formaram os planetas Urano e Netuno.
Foi o matemático francês Pierre Simon de Laplace (1749-1804) quem descobriu que o Sol e os corpos à sua volta foram feitos de gás e de poeira encontradas em nuvens pelo Cosmo. Como essas partículas se atraem por meio da gravidade, elas se concentram num volume cada vez menor e mais denso. Assim, 100 milhões de anos depois de esse processo começar, a maior parte da nuvem vira uma bola central gigante – o embrião do Sol – e o resto do material se aglomera em bolotas menores – os planetas.
A teoria de Laplace funciona bem, mas tem lacunas. Ela não explica, por exemplo, onde nasceram os planetas. Daí o entusiamo provocado em dezembro passado pelo estudo liderado pelo físico canadense Edward Thommes, da Universidade Queens, em Kensington, Canadá, publicado na revista Nature.
Mudanças radicais
Usando um supercomputador, a equipe de Thommes mostrou que Urano e Netuno surgiram perto de Saturno e de Júpiter, a cerca de 2 bilhões de quilômetros do Sol. Depois, sacudidos pelos puxões gravitacionais de Júpiter, foram expulsos do local de nascimento, iniciando uma viagem que os levou, lentamente, até as órbitas onde estão atualmente, a quase 4 bilhões de quilômetros da estrela. Uma viagenzinha de 2 bilhões de quilômetros.
Há apenas algumas décadas, a sugestão de que corpos tão grandes e pesados como os planetas poderiam mudar de órbita seria considerada absurda. Mas, depois que os cientistas começaram a empregar computadores capazes de simular a evolução de um sistema planetário, o conhecimento mudou. A máquina analisa uma montanha de dados, como a massa total de gás e poeira que serve de matéria-prima na construção dos mundos ou a atração da gravidade entre essas partículas sólidas e gasosas. Em seguida, deduz o que acontece com a nuvem à medida que passam os milênios.
As simulações eletrônicas alteraram as concepções sobre a origem dos mundos. Antes se achava que eles tinham sido criados nas órbitas que ocupam atualmente. Mas, desde o início dos anos 70, o computador passou a contar uma outra história. Ele sugeriu que os planetas surgem em grupos. Com humor, os astrônomos dão a esse movimento de astros enormes, que aparecem coletivamente e dominam a formação de planetas menores, o nome de crescimento oligárquico.

Desde o século XVIII observam-se massas de gás e poeira no céu, mas só nos anos 60 viu-se que eram criadas por estrelas velhas que explodem e espalham sua massa pelo espaço. Antes disso, as primeiras estrelas devem ter sido feitas com o hidrogênio gasoso gerado pelo Big Bang, a detonoção que criou o Universo.
Pirueta espacial
Há mais de 4,5 bilhões de anos, quando era somente uma bola incandescente no espaço, o planeta Netuno sofreu sucessivos puxões de Júpiter (que não aparece na ilustração). Como resultado, saiu de sua órbita original e foi parar onde está hoje, muito longe do Sol. Ao fundo você vê a nossa estrela-mãe ainda em formação.
O Sistema Solar nasceu de uma imensa nuvem de matéria. São partículas de gás e poeira que se atraem por meio da gravidade e ficam cada vez mais concentradas.
O ajuntamento é maior perto do centro, onde começa a surgir o Sol, como indica o ponto amarelo no centro da ilustração.
Aos poucos, o gás e a poeira também se acumulam em outras partes da nuvem, dando origem aos planetas.
A turbulência criada pelo planetão equivale às ondas que um barco faz na água.
O líquido agitado se acumula em certos pontos e, em outros, forma depressões.
O movimento do corpo celeste também gera vazios em algumas áreas enquanto amontoa poeira e gás em outras.

8054 – Abra o Guarda-Chuva – Chuva de meteoros nesta madrugada


Prepare seu telescópio, (guarda-chuva, não) pois a madrugada desta segunda-feira (22 abril de 2013) promete ser agitada no céu brasileiro.
De acordo com o Observatório Nacional, instituto de pesquisa do país que trabalha nas áreas de astronomia, geofísica e meteorologia, uma chuva de meteoros está prevista para acontecer nesta madrugada, fenômeno que poderá ser melhor visualizado, até mesmo sem o auxílio de equipamentos, por quem estiver nas regiões Norte e Nordeste.
Essa chuva de meteoros é chamada de Liríadas, pois irradia da constelação de Lira. De acordo com o Observatório Nacional, este fenômeno deve ocorrer até o próximo dia 25, no entanto, atinge seu ápice nesta segunda.
Meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcialmente ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente conhecido como “estrela cadente”.
O Observatório Nacional explica que uma chuva de meteoros acontece quando a Terra cruza a órbita de algum cometa, fazendo com que pequenos fragmentos deste corpo celeste saiam de sua rota já traçada e penetrem a atmosfera terrestre.
No caso das Liríadas, o fluxo de entrada de fragmentos é de 10 a 20 meteoros por hora, quantidade que pode chegar até cem por hora.

7661 – Explosão de meteoro liberou energia similar à bomba atômica


Dados de infrassom coletados por uma rede para monitorar teste de armas nucleares sugerem que a explosão do meteoro sobre a Rússia liberou centenas de kilotons de energia. O que a torna mais poderosa que os teste nucleares conduzidos pela Coreia do Norte recentemente.
O meteoro que explodiu sobre a região oeste da Sibéria foi o maior objeto a atingir a Terra em mais de um século, dizem cientistas ouvidos pelo site da revista científica “Nature”.
O último episódio havia sido em 1908, quando um bólido de cerca de 100 metros explodiu sobre o rio Tunguska, também na Sibéria.
“Foi um evento muito, muito poderoso”, disse Margaret Campbell-Brown, astrônoma da the University of Western Ontário, no Canadá, que estudou dados de duas estações de infrassom próximas ao local do impacto.
Ela calcula que o meteoro tinha aproximadamente 15 metros de diâmetro quando entrou na atmosfera e cerca de 40 toneladas de massa. “O que o torna o maior objeto a atingir a Terra desde Tunguska.”

meteoro

7644 – Bioastronomia – Espaço exportou a base da vida


Faz tempo que se supõe que a vida na Terra pode ter-se formado no espaço, por causa da presença de compostos orgânicos em meteoritos achados em vários lugares do planeta. Essa hipótese está agora mais forte: testes realizados com o meteorito de Murchison, que caiu na Austrália, identificaram nos fragmentos moléculas de deutério e nitrogênio-15, forma rara de hidrogênio e nitrogênio. Os dois elementos fazem parte das nuvens de poeira estelar de onda se formou por sistema solar. Por isso, os cientistas acreditam que, Há 6 bilhões de anos, ao formar-se o sistema, algumas daquelas moléculas incorporaram-se aos meteoritos.
Quando caíram na Terra, logo após a sua formação, especulam ainda os cientistas, alguns meteoritos liberaram compostos orgânicos que se combinaram de novo em moléculas até dar origem ao DNA (ácido desoxirribonucléico), o componente fundamental da vida terrestre. “Se esses meteoritos foram os veículos que transmitiram a vida à Terra”, comenta o astrofísico Roberto Boscko, da USP, “ainda falta explicar como surgiram os compostos orgânicos.”

7638 – Astronomia – Asteroide DA 14-2012


asteroide_2012da14_chamada

Trata-se um asteroide próximo à Terra , com um diâmetro estimado de 50 metros (160 pés) e uma massa estimada de 190 mil toneladas. Ele foi descoberto em 23 de fevereiro de 2012, pelo Observatório Astronômico de La Sagra, Granada em Espanha ( J75 ), depois de passar sete dias 0,0174 UA (2.600.000 km ; 1.620.000 milhas ) a partir da Terra. Os cálculos mostraram que em 15 de fevereiro de 2013, a distância entre o asteroide e a ponto central da Terra seria 0,0002276 AU (34.050 km ; 21.160 milhas ). O asteroide passou 27,700 km (17.200 milhas) a partir da superfície da Terra.
Não era visível a olho nu , mas brevemente atingiu um pico de uma magnitude aparente de cerca de 7.2. A melhor localização de observação para a maior aproximação foi a Indonésia. Europa Oriental, Ásia e Austrália também foram bem situado para observar o asteroide durante sua maior aproximação.
O asteróide não tinha risco de afetar a Terra em 15 de fevereiro de 2013.
Existe o risco cumulativo 0.00000021% (1 em 4.700.000) de 2012 DA 14 Terra impacto durante as passagens futuras entre 2080 e 2111.
Estima-se que há mais do que um milhão de asteróides próximos da Terra menores de 100 metros.
Estima-se que, se atingisse a Terra entraria na atmosfera a uma velocidade de 12,7 km / s, com uma energia cinética equivalente a 3,5 megatons de TNT, e produziria uma rajada de ar, com o equivalente de 2,9 megatoneladas de TNT , a uma altitude de cerca de 8,5 km (28.000 pés). O evento de Tunguska foi estimado em 3-20 megatons. Os asteróides de aproximadamente 50 metros de diâmetro são esperados para impactar a Terra uma vez a cada 1.200 anos ou mais. Asteróides com mais de 35 metros de diâmetro pode representar uma ameaça para uma vila ou cidade.

7633 – Passagem de meteorito pela Rússia deixa pelo menos 400 feridos


Pelo menos 400 pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira após a passagem de um meteoro na região dos montes Urais, no centro da Rússia. O fenômeno natural causou a queda de bolas de fogo em direção à Terra, provocando tremores e a queda de bolas de fogo.
A passagem do corpo celeste provocou um rastro branco que pôde ser visto em um raio de 200 km, incluindo a cidade de Iekaterimburgo. Segundo a agência de notícias Reuters, a cidade mais afetada foi Tchielabinsk, onde moradores ouviram um barulho similar ao de uma explosão.
Após o ruído, foi vista uma luz forte e uma onda de tremor. As autoridades locais afirmam que pelo menos 400 pessoas procuraram os hospitais da cidade com ferimentos leves, em sua maioria causados por estilhaços dos vidros das janelas que quebraram após a passagem do meteorito.
Moradores da região ficaram em pânico com o som e a claridade do fenômeno natural. Além dos vidros quebrados, alarmes de carros foram disparados e o serviço de telefonia celular ficou fora do ar. O teto de folhas de zinco de uma fábrica de 6000 m_2_ caiu.
Apesar dos estragos e do susto, não há informações de feridos graves após o incidente. O presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, foram comunicados sobre o fato pela administração da região dos montes Urais.
A quantidade de feridos foi considerada alta para uma passagem de um meteoro. Em geral, o fenômeno provoca apenas susto nos moradores da região atingida, devido ao barulho provocado pelo rompimento da barreira do som.
Estes corpos celestes viajam a uma velocidade maior que a do som, assim como os caças militares. As autoridades locais ainda não sabem se o fenômeno foi provocado pela queda de diversos meteoritos ou de um único meteoro.
Incidentes do tipo são raros. Acredita-se que um meteorito tenha devastado uma área de mais de 2.000 quilômetros quadrados na Sibéria, também na Rússia, em 1908.

meteorito

7464 – A Extinção dos Dinossauros


tiranossauro

Em vez de um apocalíptico choque de meteoritos contra a Terra, uma lenta agonia por falta de ar foi uma outra teoria proposta. Pesquisadores americanos acreditam que há milhões de anos, o teor do oxigênio no ar caiu bruscamente e isso teria levado os répteis à extinção.
A quantidade de oxigênio foi medida em microscópicas bolhas de ar encapsuladas em âmbar, que é uma resina fóssil vegetal.Foi demonstrado que no tempo em que eles viviam o teor de oxigênio no ar vera de 35% e quando baixou para 28%, então foram extintos. Tal teoria foi recebida com ceticismo.O âmbar é poroso e não consegue reter os gases por muito tempo, assim, o ar antigo já teria sido substituído por outro.

A teoria mais aceita

Os registros fósseis mostram que classes inteiras de formas de vida desapareceram em diferentes épocas nos últimos 650 milhões de anos. Um desses maiores eventos de extinção ocorreu há cerca de 65 bilhões de anos, nos limites entre as eras geológicas Secundária e Terciária. Nessa época, uma enorme quantidade de plantas e animais – quase a metade de todo o biogênero existente – desapareceu completamente.
Em 1981, na reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em São Francisco, Estados Unidos, o físico americano Luis Walter Alvarez, prêmio Nobel de Física em 1968 e seu filho, o geólogo Walter Alvarez, apresentaram a hipótese de que, há 65 milhões de anos, um asteróide de uma dezena de quilômetros de diâmetro e massa de quase 13 trilhões de toneladas se teria chocado com a Terra. Tal choque, além de cavar uma cratera de 175 km de diâmetro, provocou uma explosão de 100 milhões de megatons.
Logo depois do impacto, uma massa de poeira 100 vezes superior à do asteróide foi projetada na atmosfera, mergulhando a Terra numa noite que durou de dois a três anos. Essa poderia ter sido uma das causas do desaparecimento dos dinossauros e dos outros imensos animais que dominavam o mundo naquela época. Somente os animais de pequeno porte, capazes de se alimentarem de raízes, grãos e resíduos orgânicos, conseguiram sobreviver e assim puderam rever a luz do Sol.
A hipótese dos Alvarez tem o grande valor de explicar o súbito desaparecimento dos dinossauros de uma maneira muito mais lógica que as hipóteses anteriores, segundo as quais esses animais se teriam tornado inadaptáveis à vida naquele ambiente. A suspeita de que esses eventos de extinção ocorrem regularmente foi levantada em 1977 por dois outros pesquisadores americanos, David Raup e John Sepkoski Junior, da Universidade da Califórnia. Em 1984, depois de estudar a extinção de 600 famílias de vida marinha nos últimos 250 milhões de anos, eles constataram doze diferentes ocorrências desse tipo. A última teria ocorrido há 11 milhões de anos.
A teoria do impacto dos Alvarez pode parecer em contradição com a teoria da extinção cíclica de Raup-Sepkoski -. Mas estudos em 88 crateras produzidas na superfície terrestre por impacto de corpos celestes mostram uma interessante periodicidade entre elas – algo em torno de 28 a 31 milhões de anos. E foi com base em todas essas hipóteses que os astrônomos americanos Marc Davis e Richard Müller, da Universidade da Califórnia, propuseram que uma estrela anã, muito pequena e densa, que gira ao redor do Sol em um período de revolução da ordem de 26 milhões de anos, poderia ser a causa dessas extinções periódicas.
Por ocasião de sua passagem pelo ponto mais próximo do Sol, provocaria enorme chuva de cometas, alguns dos quais poderiam se chocar com a Terra. Um dos problemas para comprovar todas essas teorias que explicam a extinção dos dinossauros como conseqüência de um bombardeio de meteoros era a falta de um aparelho que pudesse medir com precisão a quantidade de irídio em amostras de rochas. O fato de o irídio ser muito raro na Terra e estar sempre associado à queda de meteoros contribui para a suspeita de que seja um elemento extraterrestre.
Mas recentemente os cientistas Frank Asaro, Helen Michel e Don Malone descobriram novo processo capaz de determinar com segurança a presença do irídio nas rochas terrestres. Podemos esperar para breve novas contribuições para esclarecer algumas das dúvidas que ainda envolvem a teoria sobre a extinção dos dinossauros. No passado, o IRAS – Satélite Astronômico Infravermelho – detectou o calor proveniente de um objeto a cerca de 80 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Seria a estrela assassina? E essa estrela não seria o corpo invisível que, periodicamente, perturba as órbitas dos planetas Urano e Netuno e que os astrônomos suspeitam seja o planeta X – o décimo componente de nosso sistema solar?