12.689 – Adivinhações ou Alucinações? Conheça o Nekromanteion, o oráculo dos mortos da Grécia Antiga


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Na Grécia Antiga havia um lugar dedicado à comunicação com o mundo espiritual para obter informações do passado, do futuro ou do pós-vida pela evocação dos mortos.
O Nekromanteion era um templo de adoração dos deuses do submundo de Hades e Perséfone. Segundo as descrições feitas por Homero e Heródoto, o local possuía várias câmaras subterrâneas, onde eram praticadas estranhas cerimônias de necromancia.
Peregrinos de todo o mundo grego se dirigiam ao templo para contatar os espíritos à procura de conselhos e boa fortuna. Sacerdotes sombrios guiavam os viajantes corajosos através de rituais complexos de purificação, que, muitas vezes, incluíam a ingestão de cogumelos alucinógenos.
Depois de passar semanas em total isolamento e sacrificar uma ovelha, os peregrinos podiam, então, acessar o salão principal, onde se comunicavam com os mortos.
Em 1958, o arqueólogo Sotirios Dakaris descobriu, nas montanhas de Épiro, no noroeste da Grécia, várias construções que pareciam coincidir com as descrições antigas do oráculo dos mortos. O lugar se situa às margens do rio Aqueronte, que, segundo a lenda, flui pelo submundo.

12.657 – A montanha sagrada aborígene e os Astronautas Antigos


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Neste místico ponto da Austrália, encontram-se tradições aborígenes, uma indústria turística e, para alguns, a evidência clara da existência de uma antiga civilização extraterrestre.
À primeira vista, ali há somente uma rocha simples, ou uma formação rochosa de 350 metros de altura – embora sua maior parte esteja debaixo da terra -, que se ergue com uma imponente solidão no deserto. Em 1987, Uluru foi declarado Patrimônio da Humanidade, o que só fez aumentar o fluxo de turistas para a região, transformando a rocha em uma indústria em si. O perímetro de Uluru possui uma quantidade grande de pinturas e gravuras que, para os nativos, têm origem divina. É sagrada aos aborígenes e tem inúmeras fendas, cisternas (poços com água), cavernas rochosas e pinturas antigas.
Muitas dessas imagens nas cavernas estão relacionadas à fertilidade e à iniciação e, outras, as mais estranhas, representam os Wandjina, seres mitológicos associados à criação do mundo. São figuras que se assemelham muito aos astronautas ou extraterrestres: de tonalidade acinzentada, não têm boca, mas possuem olhos grandes e negros e a cabeça coberta com uma espécie de capacete.
Para alguns, isso é um suporte perfeito para a teoria dos “Astronautas Antigos”, segundo a qual personagens estranhos trouxeram a vida para a Terra em uma de suas viagens especiais fora do tempo. Para outros, uma simples, e não por isso menos magnífica, invenção ancestral, que tenta explicar o inexplicável (a origem) em uma enorme rocha solitária.
Uluru, também conhecido como Ayers Rock, está localizada quase no centro da Austrália, no Território Norte, a 430 km a sudoeste da cidade de Alice Springs e cerca de 2.800 km de Sydney.

12.422 – Mega Memória – Fundação da cidade de Roma em 21-04-0753 A.C


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Em 21 de abril de 753 a.C., foi fundada, às margens do rio Tibre, uma cidade que dominou a Europa durante séculos: Roma. Localizada ao sul da Europa, na Península Itálica, foi a antiga capital do Império Romano e é, hoje, capital do estado moderno da Itália. Inicialmente, a cidade não teve grande importância: era mais um porto da rota costeira do sal, mas, sob o domínio de reis de origem etrusca, como Tarquínio, o Soberbo, foram realizadas campanhas expansionistas que permitiram o controle do Lácio (região da Itália Central). Durante o século II a.C., houve um grande avanço no desenvolvimento de cidades romanas. Foram construídos os primeiros aquedutos dignos desse nome (em Roma, o terceiro aqueduto da cidade e o primeiro moderno, chamado Márcia, foi criado antes de 144 a.C.) e foram feitas diversas obras, como a rede de esgoto romana, as ruas pavimentadas, os edifícios, etc.

12.168 – Segredos da Antiguidade que serão descobertos neste século


Cidades e civilizações latino-americanas desconhecidas: especialistas estão utilizando a tecnologia a laser LIDAR para literalmente “ver” debaixo das densas florestas de Honduras e Belize. Dessa forma, será possível localizar assentamentos e até mesmo civilizações ainda desconhecidas.

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O túmulo de Gengis Khan e Alexandre, o Grande: ferramentas tecnológicas como o georradar (ou radar de penetração no solo) tornam possível a pesquisa em regiões subterrâneas sem precisar de escavação. Isso traz a possibilidade de analisar grandes porções de terra, o que aumenta a probabilidade de encontrar túmulos como o de Gengis Khan ou o de Alexandre, o Grande.

O mausoléu do primeiro imperador da China: embora seja conhecida a localização do complexo funerário de Qin Shihuang e de seus soldados, o risco de danificar objetos milenares impede qualquer tentativa de avanços em escavações. A teledetecção permitirá a visão de estruturas interiores, enquanto pequenos robôs entrarão no túmulo para colher dados sem causar alterações significativas no sítio arqueológico.

A língua dos antigos minoicos: a poderosa civilização minoica (3.000 a.C.–1.450 a.C.) foi descoberta no Mediterrâneo há mais de um século. No entanto, os especialistas ainda não conseguiram decifrar sua língua complexa, conhecida como Linear A. Os mais de 1.400 exemplos idiomáticos poderão ser decifrados com a ajuda de poderosos sistemas informáticos de inteligência artificial.

O objetivo das linhas de Nasca: desde sua descoberta, os pesquisadores continuam teorizando sobre o significado das linhas de Nasca. Elas representariam constelações estelares? Ou será que apontam para questões referentes a fontes aquáticas? A análise eletrônica de uma enorme quantidade de dados geográficos e arqueológicos poderia ser de  vital importância para se chegar a uma resposta.linhas-de-nasca

Um Neandertal intacto: apesar de ser possivelmente o efeito colateral mais sério da tecnologia, é verdade que o aquecimento global, ao derreter calotas polares, revelará algum espécime de Neandertal perfeitamente conservado, da mesma forma que um mamute foi descoberto praticamente intacto em 2011, na Sibéria.

A presença viking na América do Norte: quando o mesmo aquecimento global revelar os segredos guardados pelas geleiras, serão encontrados os assentamentos vikings do litoral canadense, obrigando uma reescrita da história da chegada de outros povos na América.

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12.140 – Mega Polêmica – Cientista russo afirma que nossos ancestrais dirigiam carros gigantes e as evidências ainda estão por aqui


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O diretor do Centro de Pesquisa Científica de Ciências Naturais da Universidade Internacional e Independente de Ecologia e Politologia de Moscou, Alexander Koltypin, fez a sua declaração após voltar de uma viagem de campo em Phrygian Valley. Ele revelou que os campos estavam completamente cobertos por marcas de milhões de anos. “Como geólogo, eu posso dizer que veículos desconhecidos foram dirigidos ao redor da Turquia há aproximadamente 12 ou 14 milhões de anos “, afirmou.
Koltypin diz, ainda, que é bem óbvio que as marcas foram feitas por veículos. A distância entre cada faixa é sempre a mesma e, segundo ele, essas rodas se encaixam em modelos de carros modernos. De acordo com o geólogo, também é possível ver arranhões horizontais, utilizados por rodas antigas.
“Podemos supor que os carros antigos andavam em solos macios e, talvez, em superfícies molhadas. Por serem tão pesados, causaram profundas depressões. E, mais tarde, foram petrificadas, protegendo todas as provas.”, disse.
Tal processo é conhecido pelos geólogos, tendo como exemplo as pegadas dos dinossauros.
Koltypin é bem confiante de que as depressões foram criadas por veículos usados em civilizações não humanas. “Nós não estamos falando de seres humanos”, afirmou. “Acredito que estamos encontrando sinais de uma civilização que existia antes da criação clássica do mundo. Talvez, a nossa pré-civilização não tinha sido como os humanos modernos.”
Ele também diz que os especialistas não concordam com a sua teoria, já que ela poderia arruinar todas as demais teorias clássicas.

11.769 – Antropologia- Nova espécie do gênero humano é descoberta na África do Sul


Uma antiga espécie do gênero humano desconhecida até agora foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional cientistas.
Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso, perto de Johannesburgo, na área arqueológica conhecida como “Berço da Humanidade”, que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.
“Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano”, declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, durante uma entrevista coletiva em Moropeng, onde fica o “Berço da Humanidade”.
Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos que pertenceram a, pelo menos, 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma “nova espécie do gênero humano que era desconhecida até então”.
A nova espécia foi batizada de ‘Homo Naledi’ e classificada dentro do gênero Homo, ao qual pertence o homem moderno.
O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta de “extraordinária”.
“Alguns aspectos do Homo Naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus”, explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.
A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o primata do gênero homo, nossa ancestral direto.

11.493 – Agricultura – Há 10 000 anos plantando abóboras


Treze sementes de abóbora, encontradas numa caverna mexicana em 1966, saíram das gavetas do Instituto Nacional de Antropologia e História do México para a fama. Elas mostram que os povos primitivos das Américas começaram a cultivar plantas há 10 000 anos, na mesma época em que a agricultura nascia no Oriente Médio e na China. A descoberta foi feita pelo arqueólogo Bruce Smith, do Instituto Smithsonian, em Washington. Até então, como a maioria dos cientistas, Smith acreditava na hipótese conservadora, de que as plantas selvagens só tinham sido domesticadas de cerca de 5 000 anos para cá. Mas mudou de idéia. A prova de que as abóboras mexicanas foram mesmo plantadas vem do tamanho das sementes, maior que nas espécies selvagens. “Há 8 000 anos, os homens da caverna mexicana já começavam a selecionar as melhores abóboras para plantio”.

11.492 – Antiguidade – Cidade da Pré-História já era planejada


Arqueólogos liderados por Guillermo Algaze, da Universidade da Califórnia, desenterraram as ruínas de uma cidade às margens do Rio Eufrates, na Turquia, que pode ser uma das mais antigas do mundo. Há 5 000 anos, Titris Hoyuk, nome dado ao lugar, abrigou 10 000 habitantes.
Hoje, seus escombros revelam detalhes sensacionais sobre os primeiros centros urbanos. É que Titris não foi só um amontoado de gente, mas nasceu de cuidadoso planejamento, com as ruas e avenidas traçadas antes que as casas fossem erguidas. Conclui-se daí que o nascimento das cidades – centrado no Oriente Médio – deve ter sido muito rápido. Tanto que teria sido preciso desenhar os centros urbanos, como um meio de evitar o caos. Na Turquia, as casas maiores abrigavam até quinze ocupantes e, como as ruas, também seguiriam um padrão: os quartos eram dispostos em forma de retângulo, com um jardim ou pomar no centro.

11.489 – Civilizações Antigas – O enigma de Paquimé


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Os espanhóis que chegaram em 1556 ao deserto de Chihuahua, no norte do México, já encontraram Paquimé em ruínas. A cidade foi abandonada no ano 1340, depois de incendiada por um ataque dos índios ópatas, que vieram do norte, provavelmente de onde fica hoje o Estado do Novo México, nos Estados Unidos. Para os europeus, Paquimé era uma das sete cidades de Cíbola, um suposto reino mítico existente no Novo Mundo que os invasores imaginavam repleto de ouro.
O ouro nunca apareceu, mas os edifícios de argila com sete andares, o labirinto de ruas e os muros curvos continuam a intrigar os arqueólogos. A civilização paquimense é praticamente desconhecida. Sabe-se que tem parentesco remoto com os povos anasazi, do Colorado, nos Estados Unidos, e hopi, do Novo México: todos eles construíam vilas de barro, que ficaram conhecidas por “pueblos”.

Ar refrigerado ambiental
O que distingue Paquimé é o prodígio da climatização das casas em um deserto onde a temperatura oscila de 10 graus centígrados negativos a 45 positivos ao longo do ano. As paredes têm 75 centímetros de largura e, com isso, bloqueiam o calor. As casas estão voltadas para o sol da manhã e ficam na sombra durante a quentura da tarde. A pintura, em tons pastel, branco, rosa e verde, reflete a luz do sol, sem absorvê-la. Pequenas janelas, no alto das paredes, garantem o máximo de ventilação e o mínimo de insolação. Até parece ar-refrigerado.
Os paquimenses também eram bons de hidráulica. A cidade possuía água em abundância, trazida do Rio Casas Grandes por um canal de 8 quilômetros. Havia aquedutos atravessando praças, poços e um reservatório, onde a água era filtrada em um tanque de sedimentação formado com camadas de seixos, cascalho e areia para absorver as impurezas. “Havia até uma roda com pás, que mantinha a água em movimento para evitar a estagnação e a putrefação”, diz o arqueólogo inglês Ben Brown, do Instituto Nacional de Antropologia e Arqueologia do México. “Eles tinham confortos de que muita gente ainda carece no mundo moderno.”

Construtores buscavam conchas a 300 quilômetros
Arqueólogos escavaram Paquimé em 1958 e 1961. Acharam indícios de ocupação humana desde antes da era cristã. Os paquimenses seriam descendentes dos povos mogollón, que se fixaram no rio Casas Grandes. A cidade teve seu apogeu entre 1261 e 1340. Aparentemente, depois da destruição, um clã paquimense, os patki, migrou para o norte e fundiu-se aos hopis do Novo México, onde ainda hoje existe o clã palatkwabi.
O mais intrigante, porém, é a engenharia que possuíam. Os paquimenses conheciam a fundo os materiais de construção e as técnicas de proporção e misturas. As paredes de terra argilosa e cascalho não têm material orgânico, como palha, ramos ou esterco, comum nos adobes antigos. São mais resistentes. Espantados, os arqueólogos encontraram 4 milhões de conchas da espécie nassarius, que eram pulverizadas e misturadas para impermeabilizar o revestimento das casas. O surpreendente é que elas foram trazidas do Golfo da Califórnia, que fica a 300 quilômetros de Paquimé.

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11.466 – Exames revelam que estátua de mil anos abriga corpo de monge


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Uma estátua de Buda, com idade estimada de mil anos, revelou ter um monge mumificado em seu interior. Pesquisadores do Museu Drents, na Holanda, fizeram a descoberta no ano passado – e agora endoscopias mostraram que os órgãos vitais da múmia foram substituídos por papéis cobertos com palavras em Chinês.
Acredita-se que o monge budisdta seja um mestre conhecido como ‘Liquian’, da Escola Chinesa de Meditação. Muitos desses monges não são considerados mortos, mas sim ‘em estado de meditação’. 24 casos como esse já foram descobertos, o mais recente no mês passado, quando um corpo de 200 anos foi encontrado na posição de lótus.
Os monges tentam se ‘auto-mumificar’ fazendo uma dieta de mil dias apenas de nozes, sementes e frutas, enquanto se exercitam intensamente para livrar seus corpos de toda a gordura. Depois desses primeiros mil dias, os monges passam por uma dieta de raízes e chás tóxicos, que tem o objetivo de preservar o corpo e expelir parasitas. Depois dessas fases completas (elas duram cinco anos e meio), o monge é trancado na posição de lótus em uma tumba de pedra, com um pequeno tubo pelo qual respirar. Eles sinalizariam que estão vivos tocando um sino.
Assim que o sino para de tocar, outros mil dias são tocados e a tumba é aberta para que outros monges verifiquem se o corpo está mumificado. Se sim, considera-se que o monge atingiu um estado de graça suprema e é colocado em exposição em templos.

11.193 – ☻Mega Polêmica – Vida Após a Morte


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As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religião, esoterismo e metafísica. Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existência específico após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida. Em contraste, o termo reencarnação refere-se ao renascimento em um novo corpo físico após a morte, isto é, a doutrina da reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos.
Céticos, tais como materialistas-reducionistas, acreditam na impossibilidade da vida após a morte e a declaram como inexistente, sendo ilógica ou incognoscível.

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O primeiro caso baseia-se em supostas observações feitas por humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz, usados em psicofonia).Tais supostas observações são feitas a partir de pesquisa de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extracorporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias etc. A investigação acadêmica sobre tais fenômenos pode ser dividida, grosso modo, em duas categorias: a pesquisa física geralmente concentra-se no estudo de casos, entrevistas e relatórios de campo, enquanto a parapsicologia científica está relacionada estritamente à pesquisa em laboratório.
O segundo tipo baseia-se numa forma de fé, usualmente fé nas histórias que são contadas pelos ancestrais ou fé em livros religiosos como a Bíblia, o Qur’an, o Talmude, os Vedas, o Tripitaka etc. Este artigo trata principalmente deste segundo tipo.
Nos modelos metafísicos, teístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda as pessoas quando elas morrem. Os ateus geralmente não acreditam que haja uma vida após a morte. Membros de algumas religiões geralmente não-teístas, como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a morte (tal como na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.
Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.
Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua conduta nesta vida.

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Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente com o corpo.

Mitologia Grego-Romana
Na Odisseia, Homero refere-se aos mortos como “espectros consumidos”. Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.
Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.
O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a morte. É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.

11.075 – O que Hipócrates tem a ver com Hipocrisia?


Nada a ver. Parece mas não é

Hipocrisia vem do Grego HYPOKHRINESTHAI, “representar um papel, fingir”, formado por HYPÓS, “abaixo”, mais KRINEIN, “separar, escolher, peneirar”.
A evolução do sentido foi de “separar gradualmente” para “responder”, para “responder dentro de uma peça de teatro”, para “representar, fingir um papel”.

E o nome de Hipócrates vem de HIPPOS, “cavalo” mais o verbo KRATEO, “eu domino”. É um nome muito antigo, que refletia a época em que uma pessoa que controlava um cavalo se destacava no seu meio.
Veja que ambos os prefixos eram totalmente diferentes (inclusive na pronúncia), mas acabaram sendo iguais em nosso idioma, por conta das simplificações de grafia.
“Hipócrates” era um nome próprio grego formado por HIPPOS, “cavalo” mais o verbo KRATÉO, “eu domino, eu tenho poder sobre, eu controlo”.
Foi um nome criado numa época em que domar cavalos e cuidar deles tinha um significado especial para uma nação.
Observe que o início de “Hipócrates” e “Hipócrita” hoje é igual; alterações ortográficas do nosso idioma levaram a uma convergência de forma. Mas, em sua origem, um era HIPPO- e outro HYPÓ- (este “Y” soava como o “U” francês); eram palavras bem distintas em significado e som.
Processo semelhante sofreram KRATÉO e KRÍNEIN, cujas resultantes atuais nas palavras em questão se diferenciam muito pouco.

11.020 – Matemática – Zero, o elemento neutro (?)


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O símbolo “0” e o nome zero estão relacionados à idéia de nenhum, não-existente, nulo. Seu conceito foi pouco estudado ao longo dos séculos. Hoje, mal desperta alguma curiosidade, apesar de ser absolutamente instigante. “O ponto principal é o fato de o zero ser e não ser. Ao mesmo tempo indicar o nada e trazer embutido em si algum conteúdo”, diz o astrônomo Walter Maciel, professor da Universidade de São Paulo. Se essa dialética parece complicada para você, cidadão do século XXI, imagine para as tribos primitivas que viveram muitos séculos antes de Cristo.
A cultura indiana antiga já trazia uma noção de vazio bem antes do conceito matemático de zero.
Bem distante da Índia, nas Américas, por volta dos séculos IV e III a.C., os maias também deduziram uma representação para o nada. O sistema de numeração deles era composto por pontos e traços, que indicavam unidades e dezenas. Tinham duas notações para o zero. A primeira era uma elipse fechada que lembrava um olho. Servia para compor os números. A segunda notação, simbólica, remetia a um dos calendários dos maias. O conceito do vazio era tão significativo entre eles que havia uma divindade específica para o zero: era o deus Zero, o deus da Morte.
Apesar dos avanços na geometria e na lógica, os gregos jamais conceberam uma representação do vazio, que, para eles, era um conceito até mesmo antiestético. Não fazia sentido existir vazio num mundo tão bem organizado e lógico – seria o caos, um fator de desordem. (Os filósofos pré-socráticos levaram em conta o conceito de vazio entre as partículas, mas a idéia não vingou.) Aristóteles chegou a dizer que a natureza tinha horror ao vácuo.
Os babilônios, que viveram na Mesopotâmia (onde hoje é o Iraque) por volta do ano 2500 a.C., foram os primeiros a chegar a uma noção de zero. Pioneiros na arte de calcular, criaram o que hoje se chama de “sistema de numeração posicional”. Apesar do nome comprido, a idéia é simples. “Nesse sistema, os algarismos têm valor pela posição que ocupam”, explica Irineu. Trata-se do sistema que utilizamos atualmente. Veja o número 222 – o valor do 2 depende da posição em que ele se encontra: o primeiro vale 200, o segundo 20 e o terceiro 2. Outros povos antigos, como os egípcios e os gregos, não usavam esse sistema – continuavam a atribuir a cada número um sinal diferente, fechando os olhos para a possibilidade matemática do zero.
O sistema posicional facilitou, e muito, os cálculos dos babilônios. Contudo, era comum que muitas contas resultassem em números que apresentavam uma posição vazia, como o nosso 401. (Note que, depois do 4, não há número na casa das dezenas. Se você não indicasse essa ausência com o zero, o 401 se tornaria 41, causando enorme confusão.) O que, então, os babilônios fizeram? Como ainda não tinham o zero, deixaram um espaço vazio separando os números, a fim de indicar que naquela coluna do meio não havia nenhum algarismo (era como se escrevêssemos 4_1). O palco para a estréia do zero estava pronto. Com o tempo, para evitar qualquer confusão na hora de copiar os números de uma tábua de barro para outra, os babilônios passaram a separar os números com alguns sinais específicos.
Perceba como um problema prático – a necessidade de separar números e apontar colunas vazias – levou a uma tentativa de sinalizar o não-existente.
Apesar de ser atraente, o zero não foi recebido de braços abertos pela Europa, quando apareceu por lá, levado pelos árabes.
Ainda hoje o conceito de zero segue revirando nossas idéias. Falta muito para entendermos a complexidade desse número. Para o Ocidente, o zero continua a ser uma mera abstração. Segundo Eduardo Basto de Albuquerque, professor de história das religiões da Unesp, em Assis, o pensamento filosófico ocidental trabalha com dois grandes paradigmas que não comportam um vazio cheio de sentido, como o indiano: o aristotélico (o mundo é o que vemos e tocamos com nossos sentidos) e o platônico (o mundo é um reflexo de essências imutáveis e eternas, que não podemos atingir pelos sentidos e sim pela imaginação e pelo conhecimento). “O Ocidente pensa o nada em oposição à existência de Deus: se não há Deus, então é o nada”, diz Eduardo. Ora, mesmo na ausência, poderia haver a presença de Deus. E o vazio pode ser uma realidade. É só pensar na teoria atômica, desenvolvida no século XX: o mundo é formado por partículas diminutas que precisam de um vazio entre elas para se mover.
Talvez o zero assuste porque carrega com ele um outro paradigma: o de um nada que existe efetivamente.
Na matemática, por mais que pareça limitado a um ou dois papéis, a função do zero também é “especial” – como ele mesmo faz questão de mostrar – porque, desde o primeiro momento, rebelou-se contra as regras que todo número precisa seguir. O zero viabilizou a subtração de um número natural por ele mesmo (1 – 1 = 0). Multiplicado por um algarismo à escolha do freguês, não deixa de ser zero (0 x 4 = 0). Pode ser dividido por qualquer um dos colegas (0 ÷ 3 = 0), que não muda seu jeitão. Mas não deixa nenhum número – por mais pomposo que se julgue – ser dividido por ele, zero. Tem ainda outros truques. Você pensa que ele é inútil? “Experimente colocar alguns gêmeos meus à direita no valor de um cheque para você ver a diferença”, diz o zero. No entanto, mesmo que todos os zeros do universo se acomodem no lado esquerdo de um outro algarismo nada muda. Daí a expressão “zero à esquerda”, que provém da matemática e indica nulidade ou insignificância.

10.702 – Civilizações (?) Antigas – Encontrado método cruel de artilharia em manuscrito medieval da década de 1530


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Barbárie no tempo da barbárie
Estudiosos do manuscrito “Feuer Buech”, um tratado sobre artilharia e máquinas da década de 1530, encontraram nas ilustrações do texto um método cruel para utilizar mascotes como verdadeiras armas de fogo. O texto alemão, que acompanha as imagens, aconselha aos chefes militares o uso de animais pequenos, como gatos e pombos para “incendiar um castelo ou uma cidade que, de outro modo, não poderia ser sitiada”.
As ilustrações, que mostram as mascotes lançadas em direção a um castelo através de mecanismos que se assemelham a cinturões de foguetes, não deixam de assustar os especialistas. O autor do tratado é um mestre artilheiro chamado Franz Helm, de Colônia, que havia lutado em algumas batalhas contra os turcos, no sul da Europa, na época em que surgiu a pólvora, mudando para sempre a concepção das armas de guerra.
As ideias do mestre artilheiro não se esgotam com o uso de gatos. Através das ilustrações feitas por vários pintores, é possível observar imagens de armas estranhas e horríveis, desde bombas de estilhaços a mísseis explosivos. Um dos fragmentos do tratado oferece uma receita exata para utilizar equipamentos incendiários com base em animais: “Costure um bolso que tenha a forma de uma flecha de fogo. Se você deseja atacar uma cidade ou um castelo, deve pegar um gato no local. Amarre bem o bolso nas costas do gato e depois solte o animal, que será jogado em direção ao castelo ou à cidade e lá se esconderá assustado em um palheiro, incendiando-o”.
Vale destacar que, até o momento, não existem evidências de que algumas vez tenha sido implementado um mecanismo similar na história das guerras mundiais.

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10.634 – Planeta Terra – Lugares misteriosos


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Pântano de Manchac
Fantasmas, sepulturas em massa, jacarés, e árvores com aparências assustadoras decoram este pântano horrível em Louisiana, nos EUA.
As fotos resumem a reputação assombrada do local. Em 1915, Julia Brown previu o dia de sua morte ao cantar uma canção que dizia “Quando eu morrer vou levar toda a cidade comigo”. O funeral de Julia foi destruído quando um vento e uma tempestade carregaram centenas de pessoas até uma terrível morte nas profundezas do pântano de Manchac. Quem passa por lá diz ouvir os gritos das vitimas. Aparições também são comuns.
E ser assustador não é novidade para o local. Séculos atrás, o Pântano da Louisiana era o ponto predileto para práticas vudu. Relatos sobre zumbis que vagavam pelo pântano e rituais de sacrifícios humanos feitos pelos senhores de fazendas para manter sua prosperidade eram comuns. Dizem ainda que o pântano foi o lar de uma rainha-bruxa.
Se você é um cético de carteirinha, vai ficar feliz em saber que, pelo que podemos provar, só tem crocodilos em Manchac – o que já é suficiente para nos manter longe de lá. Se você é dos curiosos, no entanto, existem excursões com tochas à meia-noite pelo pântano. Cenas do filme A Colheita do Mal foram gravadas no local, o que o torna um bom destino turístico no quesito “terror”.

Manicômio Cane Hill
Cane Hill era um asilo em Croydon, nos arredores de Londres, em funcionamento até 1991, quando todo mundo simplesmente deixou o local. Alguns dos internados foram transferidos para outras facilidades, mas o hospital e grande parte de sua aparelhagem médica ainda permanece no prédio abandonado original.
Construído em plena Era Vitoriana (e, portanto, um ótimo material para histórias de terror), o imenso complexo formado por um enorme hospital, asilo psiquiátrico e prédios que serviam como alojamento para os pacientes chegou a abrigar mais de 2.000 mil internos em seu período de ouro. Quando as atividades se encerraram, o lugar lentamente se converteu em uma ruína.
Ainda hoje, no entanto, atrai curiosos interessados em explorar seus corredores e vasculhar os aposentos que um dia foram ocupados por “loucos”. Claro que todo o tipo de lenda cerca essas excursões.

Ruínas de Bhangarh
Bhangarh é uma cidade abandonada que fica em Rajastão, na Índia. Ela foi criada para um príncipe como um memorial em homenagem aos seus esforços de guerra. É amplamente considerado o lugar mais assombrado do país.
Erguida em 1573, foi abandonada em 1783 devido a uma suposta maldição. O lugar é tão assombrado que é ilegal entrar lá depois do pôr do sol ou antes do nascer do sol.
Segundo a lenda, a cidade de Bhangarh foi amaldiçoada pelo guru Balu Nath, que disse que “O momento em que as sombras de seus palácios me tocarem, a cidade não existirá mais!”. Quando um príncipe levantou um palácio a uma altura que lançou uma sombra sobre a moradia de Balu Nath, ele amaldiçoou a cidade. O guru está supostamente enterrado lá.
Existe ainda um outro mito: a lenda da princesa de Bhangarh, Ratnavati. Ela é considerada a joia do Rajastão. Em seu aniversário de dezoito anos, ela começou a receber ofertas de casamento de outras regiões. Na mesma região que ela, no entanto, vivia um mágico especialista em ocultismo, chamado Singhia, que era apaixonado pela princesa. Encontrando-a no mercado um dia, ele usou sua magia negra sobre o óleo que ela estava comprando de modo que, ao tocá-lo, a princesa se rendesse a ele. Ela, no entanto, percebeu a armadilha e colocou o óleo no chão. Conforme o óleo atingiu o solo, transformou-se em um pedregulho que esmagou Singhia. Morrendo, o mágico amaldiçoou o palácio com a morte de todos os que habitavam o mesmo. No ano seguinte, houve uma batalha entre Bhangarh e Ajabgarh em que a princesa Ratnavati morreu.
Moradores locais acreditam que a princesa Ratnavati nasceu em outro lugar e que o forte e o império de Bhangarh estão à espera de seu retorno para pôr um fim à maldição.
As ruínas de Bhangarh cobrem uma vasta área, muito frequentada por turistas. Toda a área é protegida pelo governo indiano, que criou um órgão para estudar a cidade. Vale notar que os escritórios não foram construídos na área arqueológica onde é atribuída a maldição “noturna”, e sim a alguns quilômetros de distância, onde também foi construído o resort Amanbagh, um hotel luxuoso, bom ponto de partida para os que pretendem visitar a zona.

centralia

Centralia
Em 1962, em Centralia, Pensilvânia (EUA), um grupo de bombeiros ateou fogo no lixo em uma mina de carvão abandonada, a fim de limpar a cidade. O fogo fez o seu caminho para os recantos mais profundos do local, e tem queimado lá desde então sob as ruas vazias da cidade. Gases venenosos, estradas em colapso e fogo fazem de Centralia uma espécie de “centro do perigo”.
O local é a verdadeira inspiração do primeiro filme baseado em Silent Hill. A cidade agora fantasma contava com cerca de 5 mil habitantes na década de 1960. O terrível incêndio subterrâneo simplesmente devastou a região, com chamas que continuam ardendo na terra, mesmo após mais de 40 anos desde o incidente.

Porta do Inferno

porta do inferno

Porta do ou para o Inferno é um buraco de 100 metros de largura encontrado no Turcomenistão. Um acidente de perfuração em 1971, durante a União Soviética, causou esse furo gigante que vaza gases perigosos. Cientistas perceberam que a melhor solução era queimá-los, e atearam fogo nos gases. Desde então, eles ainda queimam sem parar, e seu brilho pode ser visto a quilômetros de distância. Não se sabe quando (ou se) o fogo vai se extinguir.
Também conhecido como Darvaz, Darvaza, ou Derweze (“O Portão”, em turcomano), o buraco fica em uma vila com esse nome com cerca de 350 habitantes, localizada a 260 quilômetros ao norte de Ashgabat, no meio do deserto de Kara-Kum. A região é rica em petróleo, enxofre e gás natural.

Santuário de Tofete
É o lar de milhares de túmulos de crianças, o que levou os historiadores a especularem que elas podem ter sido vítimas de sacrifício humano nos tempos púnicos, quando o lugar era conhecido como Cartago. É possível que as crianças tenham sido sacrificadas e depois comidas devido à fome na região na época.
Na cultura cartaginês, denomina-se de tofet ou tofete um recinto sagrado ao ar livre situado na periferia dos centros coloniais, em que se praticavam sacrifícios e se incineravam crianças de tenra idade.

Actun Tunichil Muknal
É uma caverna encontrada em Belize que abriga os restos de esqueletos e artefatos arqueológicos dos Maias. O morador mais fascinante desse local é uma jovem que foi vítima de sacrifício humano. Seus ossos calcificados brilham como cristal, tornando-a um pouco mais assustadora que o esqueleto comum. É o único esqueleto que permaneceu inteiro depois de tantos anos, e cuja aparência dá o nome à gruta.
Ela foi sacrificada aos deuses no que os maias acreditavam ser as portas do inframundo. Eles achavam que as grutas eram entradas para o inframundo, Xibalbá (“local do medo”), onde habitam os espíritos do sofrimento, doenças e morte, conhecidos como os senhores de Xibalbá. Ao contrário de outras crenças, os maias não acreditavam que tal local era metafisico, psicológico ou metafórico, mas sim tão físico como o mundo que habitamos.

cidad fantasma

Pripyat
É uma cidade fantasma ucraniana. Ela foi fundada para abrigar os trabalhadores de Chernobyl, e, desde o desastre nuclear, ficou totalmente vazia. Visitas são permitidas, mas as estadias precisam ser curtas e restritas. Essas imagens ilustram a realidade assustadora do que uma guerra nuclear poderia fazer com o planeta.

Aokigahara
Também conhecido como o Mar de Árvores, Aokigahara é uma floresta perto do Monte Fuji, no Japão. Sua fama vem do fato de ser um lugar incrivelmente popular para se cometer suicídio – tanto que grupos de busca anuais são enviados para a floresta para recuperar os corpos dos falecidos.
A floresta contém um grande número de rochas e cavernas de gelo, alguns dos quais são pontos turísticos populares. Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa. Lendas de demônios e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa são comuns. Em 2010, 54 pessoas se suicidaram na floresta. Em média, são encontrados cem corpos por ano lá, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos.

Cemitério Chacuilla
Nazca é uma cidade localizada no centro-sul do Peru. Situada 450 km ao sul da cidade de Lima, em um vale estreito, é famosa pelas Linhas de Nazca. Essas linhas e desenhos no chão do deserto são misteriosos e teriam demorado muitos, mas muitos anos para serem construídos. Datações de carbono 14 feitas com pedaços de jarras de argila não queimada encontradas perto dos desenhos indicam uma data de aproximadamente 500 anos dC.
Nas proximidades desse mistério, entretanto, fica o assustador e pouco conhecido Cemitério Chacuilla. O lugar é cheio de restos humanos dos povos pré-hispânicos do Peru. Uma região realmente estranha.

10.631 – Egiptologia – descobertos restos de um templo de mais de 2,2 mil anos


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Arqueólogos descobriram os restos de um templo da época do rei Ptolomeu II (246- 282 a.C) na província de Beni Suef, ao sul da capital do Egito. Os vestígios foram descoberto na escavação da zona arqueológica de Jabal-al Nour, localizada na ribeira leste do rio Nilo, cerca de 110 quilômetros do Cairo.
A importância do descobrimento está no fato de que é a primeira vez que se localiza um templo da época de Ptolomeu II em Beni Suef, o que fornecerá mais informações históricas e detalhes geográficos sobre seu período. Nesse sentido, o ministro egípcio de Antiguidades, Mohammed Ibrahim, revelou que o descobrimento pertence a um dos monarcas mais importantes da dinastia Ptlomaica, já que reinou durante mais de 36 anos.
As primeiras inspeções do templo indicam que o lugar era dedicado ao culto de Ísis -a deusa da maternidade e do nascimento no Egito Antigo -,cuja adoração se estendeu ao período Ptolomaico. Além disso, Ibrahim ressaltou a necessidade de prosseguir com as escavações no lugar para obter maiores detalhes e elementos arquitetônicos do templo.
or sua vez, o chefe do Departamento de Egiptología do Ministério de Antiguidades, Ali al Asfar, assinalou que os arqueólogos egípcios alcançaram em sua análise o segundo nível do edifício, que contém várias salas. Dentro dos passadiços do templo foram encontrados um conjunto de vasilhas e fragmentos de cerâmica que levam os nomes de Ptolomeu II.
“Os muros externos de seu setor leste destacam-se por desenhos que mostram o rei junto ao deus do rio Nilo, Hapi”, afirmou.
O período grego dos Ptolomeus se iniciou no Egito com a conquista do país por Alexandre Magno, no ano 332 antes de Cristo, e finalizou com a tomada de Alexandria pelos romanos, 30 anos antes de Cristo, quando Cleópatra VII governava o país.

10.630 – Monumento de pedra construído há 5 mil anos é descoberto em Israel


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Este ano está cheio de grandes novidades para quem gosta de arqueologia: a última havia sido em agosto, quando noticiamos a descoberta de 15 monumentos desconhecidos enterrados em volta do Stonehenge. Recentemente, o arqueólogo Ido Wachtel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou mais detalhes sobre um grande monumento de pedra em forma de lua crescente localizado a 13 quilômetros do Mar da Galileia, próximo à fronteira entre Israel e Cisjordânia. Análises feitas em objetos de cerâmica encontrados no local indicam que a estrutura foi erguida em algum momento entre 3050 a.C. e 2650 a.C., o que a torna mais antiga do que as Pirâmides do Egito ou do que o Stonehenge.

“A interpretação proposta para o lugar é que ele constituía um ponto de referência em sua paisagem natural, servindo para uma população local rural ou pastoril marcar possessão e para afirmar e reivindicar autoridade e direitos sobre recursos naturais”, explicou Wachtel em um congresso de arqueologia do Oriente Médio. O monumento tem grandes proporções – cerca de 150 metros de comprimento, 20 metros de largura e 7 metros de altura. Atualmente ele está na beira de uma estrada, e até então não havia chamado a atenção dos arqueólogos, que julgavam estar diante de um fragmento de muralha.
Em um artigo, o especialista comprovou se tratar de um monumento autônomo pois se situa a 29 quilômetros da cidade mais próxima, ou cerca de um dia de caminhada, o que é distante demais para uma fortificação, mas ainda relativamente próximo para marcar as fronteiras do território. O formato pode ter um significado simbólico, já que o antigo povoado é chamado até hoje de Bet Yerah, que significa “casa do deus da lua”, uma possível referência ao deus lunar Sin, da Babilônia, equivalente à divindade suméria Nanna, que também representa a lua.
Os especialistas estimam que, se uma única pessoa estivesse trabalhando no projeto, a construção levaria de 35 mil a 50 mil dias de trabalho para ficar pronta. Um contingente de 200 trabalhadores demoraria mais de cinco meses para terminar a obra. Descobertas recentes sugerem que a região de Bet Yerah era repleta de monumentos megalíticos: um gigante memorial de pedra de 60 mil toneladas foi encontrado submerso no Mar da Galileia, enquanto uma outra estrutura de pedra rodeada por quatro círculos também foi desenterrada nas Colinas de Golã, a leste da região. No entanto, ainda não se sabe ao certo se na Antiguidade estes achados tinham alguma relação entre si.

10.604 – Pesquisadores investigam suposta informação extraterrestre escondida em nosso DNA


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Há muitos anos, os cientistas procuram, nas profundezas do espaço, algum indício de vida extraterrestre, mas a resposta poderia estar muito mais próxima do que imaginávamos. Seria possível existir uma mensagem de outros seres dentro de nós mesmos?
Hoje, são muitas as pesquisas científicas que fazem essa pergunta. É o caso, por exemplo, de um artigo intitulado The Wow! Signal of the Terrestrial Genetic Code, que fala sobre o enigma de nosso código genético, com sua mensagem criptografada, e sua possível origem extraterrestre. Utilizando vários métodos matemáticos, os autores do ensaio procuraram algum tipo de evidência em dados estatisticamente chamativos nas cadeias de DNA humano, chegando a resultados surpreendentes.
O código revelou uma série de padrões aritméticos e ideográficos com uma mesma linguagem simbólica. Os padrões são tão perfeitos que parecem ser produto de uma lógica precisa e até artificial, mesmo quando indecifráveis. Em 1979, Carl Sagan publicou uma pesquisa similar, feita pelos bioquímicos Hiromitsu Yokoo e Tairo Oshima, que falava sobre a suposta existência de uma mensagem extraterrestre no DNA do bacteriófago φX174, o primeiro organismo a ser sequenciado. A suspeita surgiu pela presença de sequências e produtos de número primos, os quais não podem ser gerados por nenhum processo natural – é importante lembrar que o número primo é um sinal de inteligência artificial.
Embora, até agora, não tenham conseguido detectar nenhuma mensagem compreensível, a possibilidade de utilizar o código genético como meio de comunicação é real e foi provada pela biologia sintética, quando, em 2010, Craig Venter criou uma molécula que não apenas continha o genoma de uma bactéria, mas os nomes dos 46 cientistas envolvidos no experimento e algumas frases de James Joyce.

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10.527 – Pesquisadores afirmam ter encontrado quinze monumentos soterrados em volta de Stonehenge


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O mistério em torno de Stonehenge, repentinamente, ficou mais profundo, literalmente falando. Um estudo, considerado o primeiro do gênero, sugere que 15 monumentos, anteriormente desconhecidos ou pouco conhecidos, estão escondidos sob um antigo monumento de pedra e seus arredores.
Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram várias técnicas, entre elas um radar de penetração no solo e escaneamento a laser 3D, para criar um mapa do subsolo altamente detalhado de toda a área. Segundo um comunicado do Instituto Ludwig Boltzmann de Prospecção Arqueológica e Arqueologia Virtual, um dos parceiros do estudo, as tecnologias usadas são muito menos destrutivas do que as técnicas tradicionais, que usam escavação exploratória.
Conhecido como “Stonehenge – Projeto Paisagem Escondida”, o esforço de quatro anos sugere que aconteceram muitos mais coisas na região do que imaginado – como evidenciam todos os monumentos recentemente identificados.
Uma das novas descobertas é uma espécie de calha antiga, que corta uma vala de leste a oeste, conhecida como “Cursus”, de acordo com o Vince Gaffney, arqueólogo da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e um dos cientistas por trás do projeto.
Gaffney acredita que Cursus se alinha com o nascer do sol nos equinócios de primavera e outono, e que o vale recém-descoberto pode ter servido para as pessoas realizarem processos cerimoniais em direção ao centro de Stonehenge para o sul.
A calha e os outros monumentos recém-descobertos têm “transformando absolutamente” a maneira como os arqueólogos estão estudando a área, disse Gaggney. No entanto, “até que você cave buracos”, reconheceu o arqueólogo, “você simplesmente não sabe o que realmente há ali.”
A nova pesquisa se ​​baseia em resultados de outubro do ano passado, indicando que a área em torno de Stonehenge é a mais antiga região da Grã-Bretanha continuamente ocupada. Os cientistas acreditam que a área pode ter sido ocupada a partir de 8.820 a.C..

10.379 – Antropologia – O Homo Sapiens


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A aventura começou há 200 mil anos, na África, quando surgiu o Homo sapiens – a primeira espécie anatomicamente parecida com a gente. Durante 75% desse tempo, a maior façanha do homem primitivo foi simplesmente sobreviver. As ferramentas eram rudimentares e havia sempre um crocodilo gigante à espreita.
Por volta de 80000 a.C., a população humana não passava de 2 mil. Ou seja: a espécie toda caberia num teatro de hoje. Nossos ancestrais vagavam pelo continente africano em grupos isolados, se virando para enfrentar uma Era Glacial. Estiveram à beira da extinção. Foi quando caiu uma ficha fundamental: o jeito era “botar o pé na estrada” e procurar uma vida melhor em outros cantos do mundo.
A expansão começou 60 mil anos atrás, quando nossos antepassados começaram a experimentar uma revolução no modo de pensar. Como diz o geneticista e antropólogo americano Spencer Wells, nessa época o homem se transformou numa “máquina de inovação”. Inovar, neste caso, significava duas coisas: primeiro, ter uma ideia; depois, convencer o grupo a executá-la. Foi assim que os humanos passaram a fabricar ferramentas mais precisas, construir instrumentos de caça mais eficientes… Enfim, começaram a desenvolver tecnologias.
Para muitos antropólogos, essa transformação só foi possível graças ao aprimoramento da linguagem. Também naquela época, nossos ancestrais elaboraram formas mais complexas de comunicação, ampliando sua capacidade de trocar informações e experiências. Hoje em dia, parece algo banal, mas representava um avanço e tanto àquela altura. A vida em sociedade começava a ganhar sofisticação. Era o início de um processo que ajudaria a moldar o comportamento moderno da espécie humana. Mas que, naquele momento, provavelmente levou-a a concluir que a vida poderia ser bem melhor – ou pelo menos diferente – fora da África.
Alguns grupos de Homo sapiens cruzaram o continente africano e chegaram ao Oriente Médio. Outros povoaram a Europa. Houve ainda os que avançaram Ásia adentro e colonizaram a Austrália, usando barcos pela primeira vez.
Aqueles que alcançaram a Sibéria descobriram por lá uma fonte tentadora de comida: mamutes. Passaram a caçar esses enormes animais usando microlitos (pedras lascadas e bem afiadas, fixadas na ponta de uma lança). Do mamute abatido não se tirava apenas a carne. Com o couro e os ossos, esses siberianos primitivos faziam roupas e abrigos graças a uma invenção tão simples quanto genial: a agulha de costura. Foram seus descendentes que provavelmente cruzaram o estreito de Bering, há cerca de 15 mil anos, e dali conquistaram as Américas.
Enquanto se espalhavam pelo mundo, nossos ancestrais expandiam não apenas seu horizonte geográfico, mas também o intelectual. Figuras gravadas na pedra deram lugar a pinturas. Ao mesmo tempo, sepultamentos e rituais funerários tornaram-se práticas cada vez mais comuns, indicando que o homem já caminhava em direção ao pensamento metafísico. Com tecnologias de caça aprimoradas e raciocínio cada vez mais apurado, ele foi ocupando o mundo inteiro, do Japão à Patagônia.
Quando terminou a última Era Glacial, há cerca de 12 mil anos, a Terra ficou bem mais hospitaleira e nossos antepassados mudaram de vida novamente. Deixaram a caça e a coleta de frutos para se dedicar à agricultura. Surgiram, assim, os primeiros povoados, em torno dos quais produziam- se alimentos e domesticavam-se animais. Agora, o homem não precisava mais ir de um lugar para o outro a fim de garantir sua sobrevivência. Podia se estabelecer definitivamente aqui ou ali, para sempre. Estava criado o ambiente propício ao surgimento das primeiras civilizações.
Os primeiros habitantes do Egito e da Mesopotâmia cultuavam a fertilidade. Assim, criaram uma espécie de religião agrária para honrar a “deusa-mãe”, que garantia boas colheitas. Mais tarde, passaram a adorar um deus masculino também: o “princípio fecundador” (foto). E esse casal divino serviria de base para os mitos da criação do mundo de vários povos, como gregos e romanos. Lendas sumérias e egípcias falavam ainda de uma “árvore da vida”, situada num paraíso terrestre – algo parecido com o Jardim do Éden descrito na Bíblia.