13.733 – História – Quem provocou o incêndio de Roma?


Incendio de Roma Nero
O grande incêndio da cidade de Roma, acontecido na noite de 18 de julho de 64, aparece como um dos mais famosos e instigantes crimes de toda a Antiguidade. Afinal de contas, vivendo uma época de esplendor e prosperidade, quais seriam as motivações da realização de tal ato? Mediante essa pergunta, a figura do controverso imperador Nero aparece como chave para uma resposta ainda debatida entre especialistas e historiadores.
Conhecido como imperador tirano e autoritário, Nero ascendeu ao poder em Roma com apenas dezessete anos de idade e, desde então, conviveu com as várias artimanhas e conspirações que rondavam seu alto posto. Ao mesmo tempo em que vivia com a ameaça de seus opositores, ele ficava conhecido pelos gastos excessivos, realizava grandes orgias e promovia outras ações exageradas, que lhe atribuíram a figura de um imperador fortemente questionado.
Sobre o terrível incêndio, muitos diziam que teria sido mais um dos frutos da mente perturbada e manipuladora de Nero. Para alguns, ele havia ordenado secretamente o incêndio criminoso para somente embelezar algumas partes da cidade de Roma que não o agradavam. Para outros, a mesma ação desastrosa seria executada com o objetivo de incriminar os cristãos, que não se submetiam ao reconhecimento o imperador como uma figural passível de devoção religiosa.
Nessa perspectiva que incrimina o imperador, teríamos a confirmação de que o poder em Roma estava submetido a ações que hoje escandalizam a muitos. Além disso, os relatos que diziam que Nero tocava displicentemente sua harpa enquanto a cidade ardia em chamas, contribui para a falência moral de sua imagem. Contudo, uma nova interpretação historiográfica visa empreender outra leitura que se afasta do encontro de tão vil governante.
Pesquisas recentes afirmam que Nero não se encontrava nas imediações de Roma quando o grande incêndio aconteceu. Ele estava em sua residência de Ânico, a aproximadamente cinquenta quilômetros de distância da capital do império. Assim que soube da terrível fatalidade, Nero tomou as providências necessárias para que os danos fossem aplacados na medida do possível. Contudo, vários romanos juravam ter visto servos do imperador distribuindo os focos de incêndio pela cidade.
Estudos indicam que o clima seco da época em que o incêndio aconteceu explicaria o rápido alastramento do fogo e as várias destruições causadas. Paralelamente, a crença de muitos cristãos em um evento catastrófico que anunciaria o fim dos tempos e o repúdio à veneração ao imperador teria alimentado tais acusações sem fundamento. Não por acaso, Nero estabeleceria a perseguição e a morte de uma centena de cristãos que o acusavam injustamente e também desafiavam sua autoridade.
Por fim, devemos salientar que o próprio Nero era questionado por setores na nobreza que não aprovavam a sua atuação política como imperador. Alguns meses após a o grande incêndio, que inclusive afetou algumas das moradias imperiais – como recém-construído “Domus Transitória” e outras construções no Palatino –, Nero foi alvo de um terrível complô que deu fim à sua vida. De tal modo, vemos que outros interesses e suspeitos também estariam próximos àquelas polêmicas e destrutivas chamas.

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13.732 – História – A prostituição na Antiguidade


Prostituica Antiguidade - HISTORIA DO MUNDO
A questão sexual é tema que intriga vários historiadores ao longo do tempo. Afinal de contas, o exame sério e detalhado desse tema tem o grande poder de reavaliar o lugar que as práticas sexuais possuem no mundo contemporâneo e estabelecer a construção de outras lógicas de sentido para uma ação que não tem nada de universal. Além disso, a observância de relatos sobre a prática sexual também abre espaço para a compreensão de outras questões políticas, sociais e econômicas que extrapolam a busca pelo prazer.
Com respeito à prostituição, vemos que diversos autores relataram o oferecimento do sexo em troca de alguma compensação. Na Grécia Antiga, por exemplo, observamos uma hierarquia entre prostitutas que poderiam não passar de meras escravas, mas que também detinham dotes artísticos ou circulavam livremente entre a elite. Já entre os romanos, a atividade era reconhecida, regulamentada, e as chamadas “lobas” chegavam até mesmo a pagar imposto em cima de seus ganhos.
Quando atingimos o mesmo tema na Antiguidade Oriental, é comum ouvirmos falar sobre a prática da prostituição com fins rituais. O geógrafo grego Strabo, por exemplo, relatou que os assírios ofereciam suas filhas ainda muito jovens para praticarem a prostituição ritual com aproximadamente 12 anos de idade. Heródoto, considerado o pai da História, descreveu de forma repugnante a prostituição babilônica realizada no interior do templo da deusa Ishtar.
Não se restringindo ao mundo acadêmico, vemos que essa noção do ato sexual com fins religiosos ainda tem o seu imaginário explorado. No fim da obra “O código da Vinci” temos uma cena em que a prática sexual é resignificada de modo a se afastar dos tabus e valores que assentaram o sexo na cultura ocidental. Entre relatos e representações, observamos que alguns historiadores vêm questionando fortemente essas narrativas que vinculam o sexo e a prostituição na antiguidade com algum ato sagrado.
Para essa corrente revisionista, a descrição do ato sexual entre algumas civilizações antigas partiu de cronistas e observadores interessados em detrair a cultura estrangeira sob o ponto de vista moral. Além disso, eles buscam e citam, entre os vários povos do Crescente Fértil, a presença da prostituição como meio de sobrevivência e a sua oferta pelas ruas dos centros urbanos. Observamos assim uma tendência que busca o fim da mitificação e da mistificação da prostituição entre os antigos.
Entre essa disputa, observamos que a sacralização do sexo na Antiguidade tende a produzir um modo de interpretação que não questiona devidamente alguns documentos trabalhados nessa época. Por outro lado, advoga em favor de uma reconstrução do passado em que o tom exótico dado à prática sexual cede lugar a outras narrativas em que a prostituição teria significados mais próximos aos que reconhecemos no mudo contemporâneo.

13.731 – A Doação de Constantino


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No processo de formação da Igreja Católica, observamos que o fortalecimento dessa instituição enfrentou situações que ameaçavam a sua unidade. Uma delas ocorreu no ano de 476, quando a queda do último imperador romano do Ocidente estabeleceu o triunfo das invasões bárbaras na Europa. Mais que um simples evento de ordem política e militar, esse acontecimento poderia significar o enfraquecimento do cristianismo frente às religiões pagãs que tomavam corpo.
Foi então que os clérigos da alta cúpula cristã apresentaram a chamada Doação de Constantino, um documento de 337 onde o imperador romano de mesmo nome teria reservado todo o Império Romano do Ocidente para a Igreja. Apesar de não ter assumido os reinos europeus diretamente, esse mesmo documento teve grande força política para expressar a influência dos chefes cristãos frente os reinos que se organizavam naquele tempo.
É assim que vemos, entre outros argumentos, de que modo a Igreja acumulou seu poder de interferência em questões políticas da Europa. Contudo, o peso desse documento acabou sendo desmascarado no século XV, quando o estudioso Lorenzo Valla apresentou uma série de documentos que comprovaria a falsidade do tempo em que o documento da doação teria sido feita.
Naquela época era impossível se valer de algum recurso tecnológico que pudesse calcular exatamente a datação do documento. Foi então que Lorenzo examinou o conteúdo do texto, observando os erros linguísticos existentes e as expressões empregadas em sua construção. Por meio de seus estudos, detectou a presença de helenismos e barbarismo que não correspondiam ao uso da língua latina naqueles tempos do império de Constantino.
Além dessas questões formais, o estudioso percebeu que a natureza do documento, elaborado com um único testemunho, não correspondia ao hábito da época. Ao mesmo tempo, ele apontou como incongruente o uso do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para fazer referência aos membros do Senado Romano e a menção de Constantinopla como uma cidade cristã em um tempo em que a mesma, assim como outras regiões dadas como de dominação romana, estava longe de assumir tal posição.
O trabalho de Valla, ao longo do tempo, não significou apenas uma tentativa de se desestabilizar a autoridade do clero. Para os historiadores, sua forma de questionar o documento exigiu a reunião de informações que envolviam as transformações da língua ao longo dos tempos e a necessidade de se estabelecer uma relação de identidade entre o documento e a época em que ele teria sido produzido. Desse modo, a invalidação da Doação de Constantino serviu de grande contributo no estudo do passado.

13.697 – História da Civilização Grega


CIVILIZAÇAO+GREGA
Os gregos são originário da península Balcanica. Vindos do Norte, das planícies eurasianas, os indo-europeus encontraram a Grécia com um clima sempre ameno, o céu e o mar azuis, e nela permaneceram.
No século XX a.C. os povos indo-europeus enfrentaram os Pelágios que habitavam a região, e os dominaram.
Como a superfície contínua da Grécia era bastante limitada, os gregos, passaram a habitar também as ilhas próximas, bastantes numerosas. A ilha de Eubéia ficava separada do continente pelo estreito de Euripes. Ítaca, Cefanônia, Córcira e Zaquintos localizavam-se no mar Jônico. Ao sul do Peloponeso, ficava Cítara, que representava uma etapa para a ilha de Creta, a mais extensa de todas. As Cícladas (Andros, Delos, Paros, Nexos) localizavam-se no Egeu, bem como as Espóradas (Rodes, Samos, Quios, Lesbos). Essas ilhas constituíam a Grécia colonial, constituídas por terras mais distantes:

Ásia Menor (Eólia, Jônica,Dória),
Sul da Itália (Magna,Crécia),
Costa egípcia (Náucratis).

Desde o período neolítico que se tem notícia da presença do homem na península Balcânica. Os pelasgos foram seus primeiros habitantes, possivelmente, de origem mediterrânea. Os cretenses, porém, foram mais importante como civilização, predominando em toda a região do Egeu. Tantos os pelasgos como os cretenses, geralmente são considerados povos anteriores aos gregos (povos pré-helênicos).
A história egeana teve suas origens na ilha de Creta, irradiando-se daí para a Grécia continental e também para a Ásia Menor. Cerca de 1.800 a.C., Cnossos e Faístos, na ilha de Creta, atingiram o seu apogeu. O palácio de Cnossos foi destruído entre cem e duzentos anos mais tarde. Formou-se uma nova dinastia, à qual se deve diversas transformações, inclusive o tipo de escrita. Os cretenses experimentaram outro período de apogeu, cerca de cinqüentas anos mais tarde, quando atingiram a Ásia menor, reconstruindo Tróia, e a Grécia continental, construindo aí Tirinto e Micenas. Os chamados “povos do mar” surgiram pelos fins do século XV a.C., e por certo foram os predecessores dos povos gregos. Eram os aqueus, povos de origem indo-européia. Da miscigenação de cretenses e aqueus originou-se a civilização Miceniana.
Duzentos anos mais tarde, os dórios, os jônicos e os eólios, outros povos helênicos, transferiram-se para Grécia. Os invasores venceram os aqueus, e substituíram as cidades pelas suas. Tais cidades viram transformar-se nas grandes representantes da Grécia Antiga: Atenas, Tebas, Esparta e outras.
Os tempos pré- helenicos- na época neolitica a Grécia passou por várias ondas de povoamento; na Tessália descobriam-se em sesklo e dhimini, importantes vestigius de comunidades agrícolas e pastoris. De 2600 1900 a. C., o período dito heládico antigo corresponde ao bronze antigo, o conjunto do território grego povoou-se pouco a pouco, e as relações marítimas com as ilhas do mar Egeu, estabelecidas ha muito, intensificaram-se.
A idade média helênica: (do Séc. XI ao VIII a. C.). Referem-se a esse período obscuro os textos de Homero e de Hesiodo. A arqueologia revelou a extensão do uso do ferro, o aparecimento de uma nova cerâmica com elementos geométricos e a prática da cremação. Um movimento de migração e de conquista levou os gregos para as costas da Ásia menor. Foi ai, sem dúvida, que se moldaram, progressivamente, os traços da grega clássica, imediatamente retomados e desenvolvidos no resto do mundo helênico, e também a organização política e social da cidade (ou Polis), em que o proprietário mais poderoso exercia a função de rei (basileus). Mas uma mesma civilização (língua, depois escrita, deuses e regras morais comuns) compensou a dispersão territorial.
Os tempos arcaicos: (do Séc. VIII ao VI a. C.). Essa época deve seu nome a arqueologia, que nela situa as primeiras manifestações da arte grega. Um regime aristocrático estendeu-se então, a todas as cidades gregas. A realeza do tipo homérico desapareceu e a um minoria de privilegiados pelo nascimento e pela fortuna (os eupátricas) possuía a terra e a autoridade do Séc. VIII ai VI a. C. um vasto movimento de colonização levou a fundação de cidades gregas nas costas do Mediterrâneo e do ponto Euxino. Essa emigração foi, primeiramente, uma solução para a demanda de terras por parte dos mais pobres; além disso, estabeleceram-se novos vínculos comerciais. No final, a colonização, ao modificar as relações econômicas tradicionais, provocou, nas cidades oligárquicas, um duplo movimento: aqueles que enriqueceram com o comércio e o artesanato reivindicavam direitos políticos, enquanto os pequenos camponeses e a mão-de-obra urbana desejavam uma revolução social. Legisladores, como Sólen em Atenas (inicio do Séc. VI a. C.), encarregados de julgar os conflitos, redigiram leis escritas, a partir de então aplicáveis a todos (nomoi). A insuficiência dessas reformas fez surgir uma fórmula política nova: em numerosas cidades, um tirano era encarregado de toda a autoridade, para reequilibrar as instituições sociais, mas os regimes tirânicos, mesmo o que pisístrato fundou em Atenas, não puderam resistir a vontade dos cidadãos de assumirem suas responsabilidades políticas. O valor das instituições elaboradas na época arcaica e a coesão da cidade manifestaram-se durante as guerras médicas (490-479 a. C.). Em maratona (490 a. C.). Os hoplitas ateniense determinaram a vitória; em salamina (480 a.C.), os persas foram derrotados por uma frota em que os mais pobres da cidade serviram com remadores e ganharam, assim, uma nova dignidade.
A crise da cidade no Séc. IV a. C.: a maioria das cidades gregas foi perturbada por conflitos sociais, conseqüências das guerras; a uma minoria de ricos comerciantes, de manufatureiros e de grandes proprietários opunha-se o povo, freqüentemente privado de suas terras e que sofria, em seu trabalho, a concorrência dos escravos. Todos os filósofos sentiram a necessidade de reformar a cidade ( Xenofonte, Platão ). O indivíduo reivindicava seus direitos e sua liberdade contra a lei cívica; o processo de Sócrates ( 399 ) traduz o problema assim engendrado. O mundo grego sentiu sua falência política: os oradores, Isócrates sobretudo, pregavam a necessidade da união, e o fracasso das antigas alianças fez com que se pensasse que apenas um rei poderia agrupar as forças vivas do helenismo.
A intervenção da Macedônia ( 359 a 323 a. C. ). Felipe II da Macedônia fez de seu reino uma monarquia centralizada, dotada de um exército numeroso, cujo núcleo era a falange. Soube utilizar as discórdias das cidades para inverter na Grécia e dissolver o Império ateniense no norte do Egeu. Após a paz de Filocrates ( 346 ), o conflito assumiu o aspecto de uma luta entre o rei e o orador ateniense Demóstenes, que organizou a defesa de Atenas e concluiu uma aliança com Tebas. Mas o esforço de guerra foi tardio e Felipe venceu em Queronéia ( 338 . encerrou-se, assim, a independência das cidades gregas. A paz de 338 castigou duramente Tebas e privou Atenas de sua confederação. A liga de Corinto deu a Grécia uma nova organização; as cidades deveriam viver em paz e aderir a liga, cujo generalismo ( hegemon ) era Felipe.

Com a morte de Felipe ( 336 ), uma tentativa de revolta fez com que Tebas fosse arrasada. Os gregos pouco participaram da expedição de Alexandre, que partiu para libertar as cidades gregas da Ásia; na verdade ele criou um mundo novo, cuja base foi a civilização grega.
A Grécia Bizantina: após 395, a Grécia, incluída no Império Romano do oriente, foi devastada repetidas vezes pelas invasões. Os eslavos se instalaram a partir de 547 e se converteram ao cristianismo a partir do Séc. IX, enquanto os primitivos habitantes refluíram para as regiões costeiras e para as ilhas.
A herança cultural da Grécia triunfou no Império do oriente, que se tornou o Império Bizantino. Teodósio II fundou em constantinopla uma universidade grega ( 425 ) e autorizou a realização dos julgamentos em língua helênica. Se Justiniano fechou em 529 as escolas filosóficas de Atenas, vistas como um foco de paganismo, por outro lado utilizou a língua grega em vários de seus atos públicos. Por volta de 630, Heráclio adotou um título de Basileus e fez do grego a língua oficial. A utilização da língua grega contribuiu para a difusão da igreja cristã. A Grécia como o restante do oriente, aderiu ao crisma de 1054, vinculando-se ao patriarca de constantinopla. A história da Grécia confundiu-se, a partir daí, com as vicissitudes do império Bizantino. Em particular, a IV a cruzada ( 1204 ) levou a criação do Império latino, confiado ao conde de Flandres, Balduíno, que estendeu sua autoridade sobre a Trácia, e a formação de principados francos: o reino de Tessalônica, tomado pelos Bizantinos em 1222; o Peloponeso, que se transformou em principado da Acaia ou Moréia; e o ducado de Atenas. Nos Sécs. XIV e XV, venezianos, catalões e genoveses disputaram a posse da Grécia propriamente dita.

Os povos invasores foram:

Aqueus: Invadiram a ilha de Creta, destruindo sua civilização e fundaram a cidade de Micenas.

Jônios: Invadiram a região de Creta.

Dórios: Invadiram o Peloponeso, dominaram os Aqueus que já haviam também se estabelecido e impuseram sua civilização.

O Clima na Grécia Antiga
Tinha um clima ameno e agradável. Aproximadamente 640mm de chuva caíam a cada ano, principalmente no inverno. No verão, o povo vivia quase inteiramente ao ar livre. Embora os ventos de inverno fossem frios, os gregos promoviam a maioria dos divertimentos e reuniões públicas fora dos recintos cobertos.

Homero escreveu livros que durante muitos anos foram considerados relatos de lendas gregas.
Mas quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann escavou e descobriu, em 1870, Tróia, os textos de Homero adquiriram veracidade e importância histórica.

Em virtude disso, a história da Grécia divide-se nos seguintes períodos:

Pré-Homérico
Homérico
Arcaico
Clássico

a)Período Pré-Homérico: séculos XX-XII a.C.

Carcterizado pelo povoamento dos povos indo-europeus.

b)Período Homérico: séculos XX-VIII a.C.
Caracterizado pela formação dos genos, que eram pequenas comunidades dirigidas por um chefe político, o basileu.
No geno a terra era coletiva e cultivada por todos. Um conjunto de genos formava a fatria e um conjunto de fatrias formava uma tribo.
Com o crescimento da população dos genos, as terras tornaram-se poucas para a agricultura e muitos abandonaram a região, gerando a desintegração do sistema.
Ao saírem, dirigiam-se para as colônias do Norte da África, Sul da Itália, França e Espanha.A todas essas localidades, deu-se o nome de Mundo Grego.

c) Período Arcaico: séculos VIII-VI a.C.

Caracterizados pela formação das cidades-Estados, assim denominadas porque tinham governo e economia independentes.

Seus govenantes, segundo o costume da democracia grega, podiam ser escolhidos pelo povo.

d) Período Clássico: séculos VI-IV a.C.

Caracterizado pela hegemonia e imperialismo das cidades de Atenas, Esparta e Tebas.

Domínio da Macedônia
Habitando o norte da Tessália, os macedônios eram de origem desconhecida, semi-bárbara.Mas embora não fossem gregos, participavam da política grega.
O orador demóstenes, temendo seu poderio, alertava os gregos para o perigo de uma invasão macedônica, nos seus famosos discursos: as Filípicas.

Governo:
Dominava a Macedônia o rei Felipe II, que participava como juiz nas disputas entres as cidades gregas. Conhecendo a defesa das cidades, durante a luta entre Tebas e Esparta, ataca e sai vencedor.
Após a vitória, morre, em 336 a.C, assassinado.

Governo de Alexandre:
Acreditava-se que ele era o própio filho de Zeus e da rainha Olímpia. Foi desde cedo enviado à Grécia para estudar. De grande cultura, chegou a ser discípulo de Aristóteles.
Unificou o povo Grego e conquistou a pérsia, o Egito, A Mesopotâmia, a Fenícia, a Síria e a Palestina, construindo um dos maiores impérios da Antiguidade e transmitindo-lhe a civilização grega. Ou seja, Alexandre Magno propiciou a helenização dos povos conquistados.

Fundou na foz do Nilo a cidade de Alexandria.
Morreu aos 33 anos. Após sua morte o vasto Império desmorona, dividido por seus generais em 3 grandes reinos:
Egito, Fenícia e Palestina: com Ptolomeu.
Pérsia, Mesopotâmia e Síria: com Seleuco.
Macedônia e Grécia: com Cassandro.

Legado Cultural
A base da cultura européia ocidental foi formada pelo legado dos gregos.
Sua Filosofia permaneceu viva nos ensinamentos de Demócrito, Anaxágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Tales de Mileto etc.
As obras dos grandes pensadores gregos são estudadas ainda hoje, como, por exemplo, “A república”, “O banquete” e “Fedon” de Platão; e “A política” de Aristóteles.

Na medicina destaca-se Hipócrates; Euclides e Pitágoras, na Geometria; Arquimedes, na Física.
Nas artes a busca da perfeição estética foi uma constante.
Durante o século V a.C. a cultura grega atinge seu apogeu, sob o governo de Péricles, que protegeu os artistas e ordenou a construção de inúmeros monumentos.
Fídias é o maior escultor desse período.Sua estátua de Zeus Olímpico foi considerada uma das maravilhas do Mundo antigo.

Miron destaca-se com o “Discóbolo”, em homenagem aos atletas.
Templos, teatros, anfiteatros e Odeons eram construído em mármore branco para a grandeza da Grécia, para que ela fosse vista pelos estrangeiros e sua beleza divulgada no mundo inteiro.
Seus padrões de colunas eram invejados e copiados por outros povos.

As peças de teatros ainda hoje são representadas em nossos teatros e seus autores, reverenciados: – Sófocles, Eurípedes e Aristófanes.
O grego Heródoto é considerado o pai da História.
Os Poemas de Homero
Os poemas homéricos, Ilíada e Odisséia, narram esses tempos de lutas e de lendas. O primeiro narra a guerra entre gregos e troianos, com a vitória dos primeiros. A Odisséia, conta as aventuras de Ulisses (Odisseu), rei de Ítaca. Por isso, esse período é chamado de Tempos Homéricos.

As Cidades Gregas
As cidades gregas são encontradas nos tempos históricos mais remotos. Muitas dessas cidades apresentavam uma organização perfeita. Tomamos conhecimento dos genos, minúsculas comunidades naturais em que os gregos anteriormente viviam, apenas através das lendas e dos poemas homéricos. O genos era constituído por todos os que prestavam culto a antepassados comuns que tinham o mesmo sangue. Com o tempo, esses genos foram se agrupando, a fim de obterem melhores condições de vida, e deram origem a cidades.
Os gregos, porém, fundaram muitas cidades, cada qual mantendo sua independência. Possuíam também seus próprios reis, hábitos e regulamentos. Apesar disso, os gregos sentiam que formavam um só povo, o que desenvolveu na Grécia o sentimento pátrio.

As Colônias Gregas
As colônias foram o meio utilizado pelos gregos para disseminarem a sua religião e seus hábitos por toda a extensão do Mediterrâneo. A fundação de colônias gregas não era devida à iniciativa do Estado. Um grupo de elementos, obedecendo à chefia de um, encarregado de levar o fogo sagrado, saía da mesma cidade à procura de um local onde pudesse se estabelecer e construir cidades independentes, ligadas apenas pela religião à cidade de origem. Essa modalidade de colônia é denominada apoequia.
No século X a.C., os atenienses criaram um novo tipo de colônia, a olerúquia. Era obra do Estado, e os emigrantes conservavam os seus direitos de cidadania.
Algumas colônias gregas: vilas na Sicília, sul da Itália, Turquia, terras no mar Negro, Índia, Portugal e Sudão.

A Evolução Grega
Em algumas cidades, a agricultura foi substituída por outras atividades econômicas, que atraíram elementos estrangeiros e provocaram o aumento do números de escravos. As classes que não participavam da política aumentaram, numericamente, enquanto se agrupavam na cidade propriamente dita. Com isso, tomaram consciência da força que possuíam que até então haviam ignorado por causa de sua vida dispersa na lavoura.
O aparecimento da moeda foi outro fator da revolução da econômica. Riquezas móveis se constituíram e, houve descontentamento entre as classes sociais inferiores. As lutas políticas sucediam-se. Como solução, promulgaram-se leis para regulamentarem as relações de classes.
Os excessos de luxos constituíram uma das preocupações de quase todos os legisladores. Conhecem-se leis de Pítacos, Sólon e Zaleucos relativas ao uso de jóias femininas e cortejos fúnebres.
Com a crise, o regime aristocrático propiciou o surgimento da tirania, representada pelo menos por duzentos tiranos distribuídos ao longo da história grega.

Os tiranos gregos tinham como principal intuito serem aceitos pelo mundo como protetores da justiça e da religião, e procuravam rodear-se de literatos e de artistas, que os transformavam em elementos benfeitores, conseguindo-lhes com isso simpatia e prestígio.

Espartanos e Atenienses

Os atenienses constituíram a democracia padrão na Grécia clássica.

Os espartanos, como mantinham condições de vida semelhantes a de um exército recluso, sofreram poucas modificações políticas, permanecendo sempre com as características de um Estado aristocrático.

Tanto Esparta como Atenas mantiveram constantes lutas pela hegemonia grega. Atenas teve o seu apogeu no transcorre da época de Péricles (463-529 a.C.). Péricles foi o principal representante do partido democrático, que subiu ao poder em 463 a.C.. Teve como principal objetivo de sua política a melhoria das condições de vida da população, transformando e melhorando também as características da política externa.

Quanto à cultura, procurou atrair os intelectuais de todas as localidades da Grécia, favorecendo-os e instalando-os em Atenas. Sua época foi marcada por nomes de grandes personalidades:

Fídias, arquiteto e escultor;
Sófocles, autor de tragédias;
Heródoto, o grande historiador;
Ésquilo, autor de tragédias;
Sócrates, o pai da filosofia;
Eurípedes, autor de tragédias;
Aristófanes, comediógrafo.

No fim do governo de Péricles, eclodiu a luta entre Esparta e Atenas, que seria uma das mais longas e violentas guerras do mundo antigo, e que passou para a História como a guerra do Peloponeso.

Os constantes desentendimentos bélicos entre as cidades gregas somente conseguiram abalar a unidade do país, propiciando a Filipe I I que concretizasse a sua conquista.

Após haver conseguido impor-se aos gregos, muitos acreditam que o rei macedônio estivesse cuidando dos preparativos para submeter os persas, o que não conseguiu levar a contento, pois foi assassinado por Pausânias, em 336 a.C., deixando seu trono para seu filho, Alexandre.

As Conquistas de Alexandre

Contava, então, Alexandre, 20 anos, e era considerado um homem culto e admirador do helenismo, acreditando-se que tenha sido discípulo de Aristóteles. Tratou de consolidar, na Grécia, a obra de Filipe. Invadiu Tebas, e a destruiu. Venceu Atenas. Depois da vitória de Granico, submeteu a Ásia Menor, além de outras vitórias. Morreu em 323 a.C.
Depois de sua morte, desentendimentos e lutas entre os generais provocaram a divisão do Império em 3 grandes reinos:

o do Egito;
o da Síria;
o da Macedônia.

Tempos depois, reinos menores originaram-se desses 3 grandes reinos:

Epiro;
Ponto;
Bitínia;
Galátia;
Pérgamo;
Capadócia;
Pártia;
Bactriana.

Esses pequenos reinos constituíam os estados helenísticos.

Período Helenístico

Também na religião o regime se impôs. Foi estabelecido o culto dos reis, transformando o rei quase em um deus.

A escultura helenística orientava-se no sentido de causar efeito, e se caracterizava pelas grandes proporções. Os principais centros esculturais foram Pérgamo e Rodes. O Colosso de Rodes era uma das setes maravilhas do mundo antigo. Na pintura, sobressaiu-se Apeles. Na poesia, notabilizaram-se Teócrito e Menadro. O historiador mais célebre foi Políbio. Na filosofia, aparecem Zénon, Pirro, Diógenes e Epicuro. Também viveram nessa época:
Euclides, o pai da geometria;
Arquimedes, o pai da física.
O apogeu da arte grega ocorre com a fusão da Macedônia, sendo esse período denominado de helenismo.

13696 – História – A vida de luxo dos Faraós


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Hoje existe uma restrita parcela da população mundial que vive em um elevado índice de consumo e muito luxo.
Mas isso não é privilégio apenas da sociedade atual. No tempo dos faraós, eles e suas famílias levavam uma vida com muito luxo, requinte e conforto, mesmo que nos padrões da época a realidade vista hoje é de surpreender.
Os faraós moravam em palácios com mobília fabricada com materiais nobre, como cedro, ébano com vários detalhes em marfim e ouro e os artesãos possuíam técnicas e perícias para a elaboração de peças únicas, os utensílios domésticos possuíam grande beleza e qualidade em relação aos demais objetos usados em outras famílias, isso só afirmava o poder e a riqueza.
Outra evidência de luxo, conforto e prova da tamanha riqueza estava no contingente de servos responsáveis pela manutenção do palácio e para oferecer lazer aos faraós, eram criados, músicos, cantores, dançarinos e copeiros, oferecendo muitas facilidades.
Para preencher o tempo os faraós, também chamados de ‘deuses vivos’, caçavam, pescavam com grande freqüência e praticavam vários jogos como forma de tornar seus dias mais agradáveis.

13.695 – História dos Faraós do Egito


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Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.
Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.
Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.
Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.
Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.
Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa “Aton está satisfeito”. Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada.
Tutankhamen ( 1352-1325 a.C.), faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.
Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.
Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I.
Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.
Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.
Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.
Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.

13.694 – Egiptologia


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Há mais de 4000 anos antes de Cristo, a dominação das técnicas agrícolas permitiu o surgimento de várias civilizações ao redor do mundo. No extremo nordeste da África, em uma região de características desérticas, a civilização egípcia floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que se localizavam nas margens do rio Nilo.
O ciclo das águas nesta região promovia o regular transbordamento do rio que, durante a seca, deixava um rico material orgânico na superfície de suas terras. Percebendo tal alteração, os egípcios tiveram a capacidade de desenvolver uma civilização próspera que se ampliou graças às fartas colheitas realizadas. Dessa forma, temos definido o processo de desenvolvimento e expansão dos egípcios.
No campo político, os egípcios estiveram organizados através da formação dos nomos. Os nomos eram pequenas parcelas do território egípcio administradas por um nomarca. Tempos mais tarde, esses vários nomos estavam centralizados sob o poderio de um imperador. No ano de 3200 a.C., Menés, o governante do Alto Egito, promoveu a subordinação de 42 nomos, dando início ao Império Egípcio.
A sociedade egípcia era organizada por meio de critérios religiosos e econômicos. O faraó ocupava o topo desta hierarquia na condição de chefe de Estado e encarnação do deus Hórus. Logo abaixo, temos os sacerdotes como agentes organizadores dos cultos e festividades religiosas. Os nobres e escribas ocupavam uma posição intermediária realizando importantes tarefas que mantinham o funcionamento do Estado.
A base desta sociedade ainda contava com os soldados, que eram sustentados pelo governo e garantiam a hegemonia do poder faraônico através das armas. Logo abaixo, os camponeses e artesãos, que trabalhavam nas colheitas e na organização das obras públicas necessárias ao desenvolvimento agrícola e comercial. Por fim, havia uma pequena parcela de escravos que também estavam subordinados ao Faraó.
Além de conseguir prosperar economicamente pelo rígido controle da produção agrícola, podemos notar que os egípcios também produziram conhecimento e variados campos. A arquitetura, a medicina e a astronomia figuram como as mais interessantes facetas do legado científico egípcio. Vale à pena ressaltar também a escrita, que se organizava por complexos sistemas de símbolos e códigos.

13.693 – História – As Invasões germânicas


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Tais invasões germânicas durante os séculos IV e V precipitaram o processo de desagregação do Império Romano. Nos territórios ocupados pelos povos germânicos, novos reinos surgiram a partir da fusão da cultura germânica com elementos da cultura latina (romana). As transformações realizadas a partir do estabelecimento dos germânicos deu forma à sociedade medieval.

Povos Germânicos
Os povos germânicos eram pejorativamente chamados pelos romanos de bárbaros por não partilharem dos mesmos costumes e do mesmo idioma que os romanos. Essa designação vem do nome dado para a região que habitavam: a Germânia. Desde o século II d.C., durante o reinado de Marco Aurélio, os romanos constantemente lutavam contra os germânicos nas fronteiras do Império.
Com o processo de decadência do Império Romano, a contenção dos povos germânicos tornou-se cada vez mais difícil. Assim, o Império passou a assimilar os povos germânicos, admitindo-os dentro de suas terras. Houve, com isso, a integração de guerreiros germânicos aos exércitos romanos e casos de germânicos que conseguiram ocupar cargos de importância dentro do Senado romano. A partir do século V, o processo germânico de migração atingiu um caráter catastrófico e tomou proporções maiores de violência.
Causas das invasões
As causas das invasões germânicas são incertas para os historiadores, mas existem alguns indícios que nos permitem entender melhor o assunto. Alguns historiadores afirmam que o crescimento demográfico levou os povos germânicos a migrar na busca de terras mais férteis. É levantada também a hipótese de que alterações climáticas tenham gerado um resfriamento do clima e afetado a sobrevivência dos germânicos, que foram obrigados a procurar melhores terras para sobreviver.
Existe ainda uma concordância entre historiadores sobre a chegada dos povos hunos, vindos da Ásia. A chegada dos hunos trouxe desespero entre os povos germânicos, que passaram a exercer pressão cada vez mais forte sobre as fronteiras do Império Romano.
Os hunos causaram a migração de Ostrogodos, Visigodos, Alanos, Burgúndios, Suevos, Vândalos e muitos outros para as terras do Império Romano. Alguns deles conseguiram asilo no Império, e outros forçaram sua entrada a partir de exércitos. O processo de desagregação do Império Romano aconteceu quando o último rei romano foi destituído pelos hérulos em 476 d.C.

Consequências
As migrações germânicas resultaram no processo de desgregação do Império Romano do Ocidente. Assim, o poder centralizado em Roma deixou de existir, e as terras foram ocupadas pelos germânicos, que prevaleceram a partir da força.
Além disso, houve também a ruralização da Europa, pois, com os centros de produção de alimentos atacados e as rotas comerciais fechadas, o abastecimento das cidades foi interrompido, gerando fome nas grandes cidades romanas. Houve também casos de epidemia de doenças nas grandes cidades, além de saques realizados pelos povos germânicos. Isso gerou uma migração de população para as zonas rurais com o objetivo de fugir da violência e de estar próximo dos locais de produção de alimentos. Esse processo também resultou na diminuição populacional da Europa.
A partir dos povos germânicos, novos reinos surgiram, como o Reino dos Francos, o Reino dos Visigodos, o Reino dos Ostrogodos etc. A fusão da cultura latina e germânica deu origem à cultura da sociedade ocidental. Além disso, a estrutura dessas sociedades possibilitou o surgimento das características que definiram a Europa durante o período feudal.

13.675 – Civilizações Antigas – Alexandria, a Grande Potência


Farol de alexandria
Alexandria era um centro urbano que deu origem ao reino egípcio dos Ptolomeus. Foi fundada em 332 a.C. pelo macedônio Alexandre Magno e em pouco tempo se tornou uma das maiores cidades do mundo grego. No quebra-mar do Mar Mediterrâneo, foi construído o Farol de Alexandria, com 135 metros de altura, divididos em três partes onde a primeira era quadrada, a do meio era de oito faces e a superior era cilíndrica. Era rodeada por uma rampa em forma de caracol que chegava ao topo onde havia a estátua do deus Hélio, o deus Sol. O farol é considerado uma das maravilhas do mundo antigo.
A cidade foi a principal base marítima do Mediterrâneo, pois abrigava grandes embarcações e permitia que a cidade exportasse sua produção para todo o país. Tornou-se capital do Egito e nela foi construído grandes palácios, instituições públicas, museus, bibliotecas e templos.
No século VII, a biblioteca da cidade foi incendiada perdendo cerca de 700 mil rolos de papiro contendo obras da antiguidade. Em 1375, o farol foi destruído por um terrível terremoto. Em 1994, arqueólogos mergulharam sob Alexandria e descobriram restos de embarcações e de construções daquela época. Hoje, a cidade está ameaçada pelas erosões provocadas pela elevação marítima.
Alexandre, o Grande, foi o rei da Macedônia a partir de 336 a.C. e, durante seu reinado, conseguiu formar um grandioso império em um período de aproximadamente doze anos. Após o assassinato de seu pai, Alexandre partiu à conquista da Ásia e enfrentou o decadente Império Persa, que era liderado por Dario III. O grande legado do império macedônio foi a difusão da cultura grega para o Oriente.
Coroação de Alexandre

Os macedônios, povo que habitava o norte da Grécia, são considerados os herdeiros dos últimos grupos de helenos que se estabeleceram na região durante o Período Pré-homérico. Eles consideravam-se um povo helenizado, isto é, um povo de cultura grega, mas eram vistos com menosprezo pelos próprios gregos.

A Macedônia abandonou o estágio de seminomadismo e consolidou um poder centralizado a partir do século VII a.C. Com o enfraquecimento da Grécia, após os sucessivos conflitos travados durante as Guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso, a Macedônia ascendeu como potência local.

Os macedônios dominaram toda a região a partir da Batalha de Queroneia, quando o exército liderado por Filipe II da Macedônia derrotou o exército formado pela liga de cidades gregas em 338 a.C. No entanto, o reinado de Filipe II por toda a Grécia durou pouco tempo, pois, em 336 a.C., foi assassinado por Pausânias, um de seus guarda-costas.

Os historiadores não sabem precisar ao certo a motivação de Pausânias, mas cogita-se um desentendimento por questões pessoais entre os dois, ou mesmo que o assassinato de Filipe tenha sido parte de uma conspiração que visava matar tanto Filipe quanto seu sucessor, Alexandre. Com a morte de Filipe, Alexandre foi coroado rei da Macedônia em 336 a.C.

A morte de Filipe desencadeou uma crise na Macedônia, com o surgimento de conspirações para tomar o trono de Alexandre, ataques estrangeiros e rebeliões de cidades gregas. Alexandre agiu energicamente e contornou todos os obstáculos ao executar os conspiradores, conter os ataques estrangeiros e derrotar e punir as cidades gregas que se rebelaram.

Campanha contra a Pérsia

Após ratificar o seu poder internamente na Macedônia e na Grécia, Alexandre iniciou a campanha militar de conquista do Império Persa. Ele mobilizou um total aproximado de 50 mil soldados e foi para a direção da Ásia Menor (atual Turquia). Nessa região, foi iniciada a primeira fase da campanha e registrada uma importante vitória dos macedônios na Batalha de Grânico, em 334 a.C.

Essa vitória garantiu a Alexandre o controle sobre as cidades gregas da Jônia (outro termo para Ásia Menor), que estavam sob o domínio dos persas. Conforme afirma o historiador Claude Mossé, o rei macedônio transformou as cidades gregas da região em pólis democráticas e encerrou a cobrança do tributo que elas pagavam aos persas|1|.

Em seguida, Alexandre conseguiu dominar a região onde ficavam as cidades fenícias, conhecida como Levante. A conquista desse território foi possível a partir da vitória na Batalho de Isso, em 333 a.C., que expulsou as tropas persas desse local. Os relatos contam que, nessa batalha, Dario III iniciou uma fuga desesperada, deixando, inclusive, sua família para trás.

Com a vitória em Isso, todas as cidades da região entregaram-se ao domínio macedônio, exceto a cidade de Tiro, que impôs resistência. Alexandre somente conseguiu derrotar essa cidade depois de um cerco de oito meses. Ao conquistá-la, o rei macedônio ordenou que milhares de cidadãos locais fossem vendidos como escravos.

Com a conquista de toda essa região correspondente ao Líbano, parte da Síria, Israel e Palestina, Alexandre partiu para o Egito, onde permaneceu durante um ano. O grande destaque dessa estadia foi a fundação da cidade de Alexandria, em 331 a.C., que cumpria uma função militar importante e transformou-se em uma das cidades mais importantes da região.

Derrota do Império Persa

Após essa estadia no Egito, Alexandre retomou o seu objetivo principal e partiu novamente para derrotar Dario III e conquistar o Império Persa. A luta decisiva contra as tropas persas aconteceu durante a Batalha de Gaugamela em 331 a.C. Essa vitória marcou o fim do reinado de Dario III sobre o Império Persa.
Com essa vitória, Alexandre consolidou seu poder sobre importantes cidades da região, como Babilônia, Susa e Persépolis, e teve acesso a uma grande quantidade de ouro dos cofres reais persas. Dario III fugiu, mas foi assassinado por um sátrapa traidor, chamado Besso. Em seguida, Alexandre derrotou Besso e outro traidor, Epistámenes. Com isso, ele consolidou seu poder sobre as regiões do Império Persa.

Campanha indiana e morte de Alexandre
Ao garantir o controle sobre as regiões rebeldes do Império Persa, Alexandre organizou a campanha de conquista da Índia. Nessa campanha, o imperador macedônio enfrentou forte resistência, com uma grande batalha em Hidaspes contra Poro, rei de Paurava. As dificuldades dessa campanha indiana fizeram Alexandre recuar e retornar para a Babilônia.
Durante sua permanência nessa cidade, Alexandre adoeceu após um banquete e faleceu onze dias depois, em decorrência de uma forte febre. Os historiadores não sabem ao certo o motivo de sua morte, mas três causas são levantadas: envenenamento, malária e febre tifoide.
A morte de Alexandre interrompeu os planos de invasão da Península Arábica, e, então, o Império Macedônio foi dividido entre os seus principais generais. O grande legado desse império foi a difusão da cultura grega para o Oriente.

13.674 – História Antiga – O Conceito de Helenismo


O HELENISMO de Alexandre, o grande.
O conceito de Helenismo foi usado pela primeira vez pelo historiador alemão Johann Gustav Droysen (1808-1884) para caracterizar o processo de expansão da cultura helênica, isto é, grega, para outras regiões do mundo antigo após a morte do imperador Alexandre, O Grande.

Alexandre, O Grande, ou Alexandre Magno (como também é conhecido), viveu entre os anos 356 e 323 a.C. Era oriundo da Macedônia, região da Península Balcânica que possuía forte conexão com as cidades-estado gregas, tendo se erguido enquanto organização política com inspiração em vários elementos da civilização grega. Alexandre era filho de Felipe da Macedônia e teve como preceptor o filósofo grego Aristóteles, tendo estudado em Atenas com esse sábio.

Ao contrário de seu pai, Alexandre conseguiu expandir os domínios da Macedônia para toda a Hélade (como era conhecido o complexo de cidades-estado da Grécia Antiga), criando um império helênico que primava pela centralidade da cultura grega, sobretudo por aquilo que havia sido desenvolvido em suas principais cidades, como Atenas, Esparta e Tebas, em sua forma de organização política. Dessa maneira, aspectos do teatro, arquitetura, organização militar, música, vestimenta, filosofia, conhecimento astronômico, poético e toda a ampla atmosfera política e cultural das cidades gregas foram absorvidos por Alexandre, que procurou expandi-las para além da Península Balcânica, levando-os em direção aos domínios de seu império.

O Império de Alexandre compreendia uma vastidão que ia desde o norte da África, passando pelos domínios do antigo Império Persa, no Oriente Médio, o leste europeu, até chegar à Índia. Em toda essa região foram disseminados os elementos da cultura grega. Um dos exemplos mais famosos é o da cidade de Alexandria (que leva o nome de seu fundador), construída no nordeste do Egito, que se tornou símbolo intelectual da época helenística, em virtude de sua famosa biblioteca de rolos de papiros, que comportava cópias de obras de vários sábios da antiguidade.
Após a morte de Alexandre, seus generais dividiram o império entre si e sustentaram a herança administrativa e cultural que Alexandre os legou até a época em que Roma passou a expandir-se e a dominar os antigos territórios conquistados por Alexandre. Esse período de florescimento, expansão e domínio da cultura grega no mundo antigo foi o que caracterizou o helenismo.

13.673 – História Antiga – Civilizações Cretense e Micênica


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As civilizações cretense e micênica, ou minoica e micênica, desenvolveram-se por volta de 2000 a. C., na região que compreende o extremo sul da Grécia, tendo assim precedido as cidades-estado da civilização grega, como Tebas, Atenas e Esparta. A civilização cretense aflorou na ilha de Creta, que fica no mar Egeu. Ela também é chamada de minoica em razão do lendário rei Minos, que teria fundado tal civilização. Já a civilização micênica estruturou-se na parte continental, em torno da cidade de Micenas, localizada próxima a Atenas.
A cidade-estado que comportou o centro da civilização cretense foi Cnossos. Nessa cidade, o palácio do rei constituía o ponto central de onde partia toda a organização da cidade. Além de ser uma construção monumental, o palácio cretense era uma complexa obra de engenharia. Sua estrutura contava com aquedutos construídos com terracota que irrigavam água a quilômetros de distância. Seu interior foi especialmente projetado para comportar toda a família real e todos os subalternos que gestavam a administração da cidade. Além disso, as paredes dos recintos interiores do palácio eram cuidadosamente ornamentadas e pintadas com a técnica do afresco.
Arqueólogos e historiadores especulam que o fim da civilização cretense remonta ao ano de 1450 a. C. Por volta desse ano, a cidade de Cnossos teria sido destruída ou por um vulcão ou pela pilhagem da civilização micênica. Essa última, a civilização micênica, começou a formar-se por volta de 1600 a.C., tendo atingido o seu apogeu entre 1400 e 1230 a.C. Os micênicos descendiam das tribos invasoras indo-europeias que alimentaram ondas migratórias para o sul da Europa a partir do ano 2.000 a.C, tal como os dórios, jônios, eólios e aqueus, que viriam a construir as outras civilizações da antiga Grécia.
Toda estrutura administrativa, econômica e cultural dos micênicos, que acabaram conquistados pelas tribos dórias, foi herdada dos cretenses — civilização à qual submeteram seu jugo. A característica da centralidade do palácio do rei também esteve presente entre os micênicos, cuja importância foi registrada pelo estudioso do pensamento grego, Jean-Pierre Vernant, como pode ser visto no trecho a seguir:
“Quando no século XII, antes de nossa era, o poder micênico desaba sob o ímpeto das tribos dóricas que irrompem na Grécia continental, não é uma simples dinastia a sucumbir no incêndio que assola alternadamente Pilos e Micenas, é um tipo de realeza que se encontra para sempre destruída, todo uma forma de vida social, centralizada em torno do palácio, que é definitivamente abolida, um personagem, o Rei divino, que desaparece do horizonte grego. A derrocada do sistema micênico ultrapassa largamente, em suas consequências, o domínio da história política e social.” (VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. São Paulo: Difel, 1984, p.6).

13.671 – Arqueologia – Gelo da Groenlândia preserva a história do Império Romano


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Por volta de dois mil anos atrás, a Casa do Moeda dos impérios grego e romano trabalhavam com uma fusão de prata e chumbo. Essa indústria primitiva, como as de hoje, resultava em poluição. O chumbo contamina o ar e viaja por quilômetros carregados pelo vento.
Essa nuvem de chumbo, quando chega nas regiões mais frias do planeta, se transforma em neve e retorna à superfície. É assim há milênios na Groenlândia, que, ao longo dos anos, foi acumulando camadas e camadas que se transformaram em grandes blocos maciços de gelo.
Embora o meio ambiente padeça, para historiadores e arqueólogos essa contaminação representa um registro histórico sem igual. Uma equipe internacional liderada por pesquisadores do Desert Research Institute (DRI), em Nevada, analisou amostras de gelo extraídas pelo NGRIP (North Greenland Ice Core Project) para recontar a história da ascensão e queda de gregos e romanos.
Analisando cada camada que se acumulou nas geleiras ao longo da história, pela concentração de chumbo encontrada, é possível medir a intensidade da produção de moedas e, assim, o nível de atividade econômica.
“Eu não diria que o gráfico de poluição de chumbo é um reflexo próximo do PIB, mas é provavelmente a melhor indicador para a saúde econômica que temos”, disse ao New York Times um dos integrantes da equipe, o arqueólogo Andrew Wilson, da Universidade de Oxford. Não é a primeira vez que algo do tipo é tentado.

Na década de 90, 18 pontos de coleta de gelo em diferentes profundidades foram analisados. A diferença para esse estudo, porém, é a quantidade. São 21 mil medições, que abrangem profundidades de 159 metros a 580 metros, que resultaram em um panorama com precisão menor que um ano, de um período que vai de 1100 a.C. e 800 d.C.
“Descobrimos que a poluição por chumbo na Groenlândia acompanhava pragas conhecidas, guerras, distúrbios sociais e expansões imperiais durante a antiguidade européia”, contou um dos pesquisadores, o hidrólogo Joe McConnell.

13.667 – História – Os Ibéricos


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Expansão

Os portugueses foram os primeiros na expansão ultramarina européia, no início do século XV no reinado de D. João I. As viagens marítimas eram estratégicas para apontar o caminho alternativo para as Índias, antes explorado através do mediterrâneo, então dominado pelas cidades-estado italianas de Gênova, Veneza e Amalfi.
Muitos queriam ir até as Índias, (hoje é a Ásia) atrás de especiarias, disputadas a preço de ouro na Europa. Enquanto isso a França e a Inglaterra resolviam questões feudais respectivamente nas guerras dos Cem Anos e das Rosas e Portugal se lançava às conquistas. Primeiro ocupou em 1415 Ceuta, 1418 ilhas da Madeira, 1427 ilhas dos Açores. Mas eles queriam o litoral africano, numa expedição organizada por D. Henrique, o Navegador, herdeiro de D. João I.
As constantes jornadas de feitorias e fortalezas consolidaram a presença lusa na África, isso fazia com que barrasse a ação de concorrentes e garantia o ouro, escravos, malagueta, algodão e outros.
O caminho do Atlântico ao Índico revelava tufões, tempestades, doenças e combates com os nativos. Em uma expedição, perder metade das embarcações era normal.
Navegadores lusos também foram ao Índico, chegando à Indonésia, à China e ao Japão. Portugal passou a ser um império tricontinental, com domínios na África, na Ásia e na América do Sul.
A Espanha também tentava chegar às Índias pelo Ocidente. Para se lançar ao oeste, os reis espanhóis Fernando II e Isabel I aceitaram os serviços de Cristóvão Colombo, que comandou quatro expedições e no final descobriu a América.

Colônias
Em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos e a interrupção da rota às Índias pelo Mediterrâneo, os portugueses para buscar suas mercadorias e especiarias ou produtos de alto valor, teriam que se lançar ao mar.
Na primeira metade do século XV contornando a África, foram demarcando o caminho com feitorias e portos pelo litoral oeste.
Organização política não havia nessas colônias, apenas áreas portuárias para assegurar o direito dos traficantes de escravos. Como o objetivo era chegar à Ásia, não havia interesse da Coroa em explorar o interior dessas localidades africanas, muito menos promover o desenvolvimento da religião.
Os métodos adotados para se apropriar de pedras e metais preciosos eram a pilhagem e escambo.
Na Ásia, entre 1498 e 1499, o navegador português Vasco da Gama, iniciou o processo de colonização. Logo depois, os espanhóis tomaram as Filipinas, de onde só saíram em 1898.
Depois do século XVII, a presença britânica na região e a força da Companhia das Índias Orientais superaram a força dos portugueses.

Os artesãos
No século XVI, na península Ibérica, o número de artesãos cresceu muito. Os produtos produzidos eram comercializados em outros mercados em troca de ouro, prata e especiarias.
Nas cidades européias, os artesãos se uniam em corporações, estabelecendo salários, fixando regras para a execução do ofício.
Entre as principais profissões estavam luveiros, carpinteiros e ferreiros (faziam ferramentais, armas e ferraduras para cavalos).

Religião dos Ibéricos
Quem controlava o culto, a religião, a catequização dos índios, a educação e a moral era a Igreja Católica.
Em 1534, o jesuíta Inácio de Loyola, fundou uma sociedade para proteger o catolicismo da Reforma Protestante na Europa e difundir a religião nas novas terras.
Em pouco tempo, a companhia de Jesus se tornaria a mais influente instituição religiosa em Portugal e nas colônias. Os primeiros representantes da sociedade desembarcaram no Brasil comandados pelo padre Manuel da Nóbrega, em 1549, para evangelizar os nativos e educar os colonos.
Entre os séculos XVII e XVIII, os jesuítas se espalharam fundado colégios, construindo escolas e estabelecendo reduções. Também chamadas de missões, essas comunidades reuniam índios seminômades. Os religiosos ensinavam os princípios cristãos e preservavam os indígenas da escravização colonial.
A maioria das reduções bem-sucedidas estava no sul, ao redor das fronteiras de Brasil, Paraguai e Argentina, que ficaram conhecidas como Sete Povos das Missões (Santo Ângelo, São Borja, São João, São Lourenço, São Luiz Gonzaga, São Miguel e São Nicolau).
Em 1750, o Tratado de Madri, determinou a transferência da região dos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, para a Espanha em troca da Colônia de Sacramento, que ficaria com a Espanha.
Os índios deveriam sair das reduções, carregando o que pudessem. Inconformados em ter que deixar para trás lavouras produtivas, igrejas e suas casas, os nativos resistiram à Coroa portuguesa com o apoio dos jesuíticas, desencadeando a Guerra Guaranítica, que dizimou a população. Os poucos sobreviventes atearam fogo às vilas.

13.656 – História – Pompéia


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Pompéia, as ruínas de uma cidade sepultada por uma erupção vulcânica

No século VII a.C., foi fundada a cidade de Pompéia. A cidade recebia influência das civilizações gregas e etruscas que dominavam a região sul da Itália. No século IV a.C. a cidade foi fortemente urbanizada pelos samnitas.

Entre 27 d.C. e 37 d.C., a cidade viveu seu apogeu, grandes edifícios privados e públicos foram construídos, mas um terremoto em 62 d.C. derrubou grande parte da cidade.
Esta estava sendo reerguida quando em 24 de agosto de 79 d.C. o vulcão Vesúvio explodiu expelindo grande quantidade de lava viscosa que se solidificou rapidamente.
A lava cobriu toda a cidade de Pompéia e sua cidade vizinha, Herculano, com uma camada de dois metros de espessura. Em seguida uma nova camada, de quinze metros feita por cinzas e pedras, cobriu a cidade matando cerca de 30 mil pessoas.
Hoje, historiadores e arqueólogos descobrem várias peças, que pela alta temperatura permaneceram todos esses anos intactas. Tais achados têm revelado os aspectos sociais, políticos, econômicos e artísticos dessa sociedade.

13.631 – História – Roupas na Antiguidade


Pouco se sabe sobre o modo de se vestir dos antigos mas, por meio de desenhos inscritos, pinturas em vasos, paredes e estátuas se pode ter uma noção. Os egípcios usavam apenas roupas brancas indicando poder e riqueza.
Somente os ricos da classe alta conseguiam se vestir e esse privilégio era somente válido para adultos. Os homens se vestiam com um tecido cobrindo suas partes íntimas parecendo uma espécie de fralda e as mulheres usavam uma espécie de vestido amarrado nas costas com os seios à mostra.
Com o passar do tempo, as mulheres passaram a cobrir seus seios e os homens a usar saias cada vez maiores para cobrir-se. Com o passar do tempo, as pessoas passaram a usar túnicas com um buraco no meio para a cabeça e amarrados à cintura. Os persas foram os primeiros a fazerem ajustes nas roupas e isso facilitava na locomoção, na caça e na lida.

13.630 – Idade Antiga – Mesopotâmia e os povos mesopotâmicos


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A Mesopotâmia abrigou parte das primeiras civilizações da humanidade. A presença em sua região dos rios Tigre e Eufrates foi fundamental para que o homem, a partir do desenvolvimento da agricultura e da criação de animais, pudesse sedentarizar-se e formar cidades naquele local. Diversos povos habitaram a Mesopotâmia durante a Antiguidade, entre eles, destacam-se os sumérios, amoritas, assírios e caldeus.

Mesopotâmia
A Mesopotâmia pertencia a uma região localizada no Oriente Médio (predominantemente no atual Iraque) entre dois importantes rios: Tigre e Eufrates. Suas condições naturais, principalmente por causa da fertilidade do solo, permitiram que pequenas aldeias fossem formadas em seu território.
A fertilidade do solo era garantida pelo ciclo de cheias dos dois rios que encharcavam o solo com material orgânico e permitia o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais. A palavra “Mesopotâmia” tem origem no idioma grego e significa “terra entre rios” em uma menção direta à importância dos rios para aquela região.
Os primeiros povos que se estabeleceram na região de maneira sedentária foram os sumérios. As primeiras cidades da Mesopotâmia foram fundadas por eles e acredita-se que os sumérios tenham chegado ao local por volta de 5000 a.C. Algumas das importantes cidades construídas pelos sumérios foram Ur, Uruk e Nipur. As cidades sumérias eram consideradas cidades-estado, ou seja, possuíam organização independente uma das outras.
Os sumérios foram extremamente importantes para o desenvolvimento humano, pois, ali, desenvolveram técnicas para importantes construções que permitiam ao homem manter um controle sobre a natureza. Esse povo desenvolveu barragens para impedir o avanço das águas dos rios no período de cheias, além de reservatórios e canais de irrigação.
Além disso, atribui-se aos sumérios o desenvolvimento da primeira forma de escrita da humanidade: a escrita cuneiforme. Criada para manter controle sobre a contabilidade dos palácios reais, essa escrita era feita em blocos de argila com um instrumento pontiagudo chamado cunha.
O domínio dos sumérios na Mesopotâmia encerrou-se com a chegada dos acádios, que conquistaram as cidades da região e fundaram o Império Acádio. Eles tiveram como principal rei Sargão I, ou Sargão da Acádia. No entanto, o império dos acádios foi muito breve e logo foi substituído pelos amoritas como povo predominante na

Mesopotâmia.
Os amoritas, também conhecidos como babilônios, instalaram-se na região por volta de 2000 a.C., ocuparam a cidade da Babilônia e transformaram-na em um grande centro urbano e comercial da Mesopotâmia. Os historiadores afirmam que importantes rotas comerciais passavam pela cidade e que comerciantes chegavam de diferentes partes do mundo antigo.
O estabelecimento amorita na Babilônia levou à formação do Primeiro Império Babilônico. Os amoritas sofreram forte influência dos sumérios e tiveram como rei mais importante Hamurábi, responsável pelo desenvolvimento de um código agrupando antigas leis mesopotâmicas que ficou conhecido Código de Hamurábi.
Esse código baseava-se em um princípio conhecido como Lei de Talião, o qual tem como lema “olho por olho, dente por dente”, ou seja, aquele que cometesse um delito tinha como pena uma punição proporcional ao dano que havia causado. O Código de Hamurábi foi antecedido por outros conjuntos de leis na Mesopotâmia, como o

Código de Ur Nammu.
O reino dos amoritas enfraqueceu-se depois da morte de Hamurábi e foi sucedido, tempos depois, pelos assírios. Os assírios formaram uma sociedade extremamente militarizada a partir do final do segundo milênio a.C. e iniciaram um processo de expansão e conquista na Mesopotâmia por volta de 1200 a.C. Eles conquistaram toda a Mesopotâmia, além da Palestina, do Egito e parte da Pérsia.
Os assírios ficaram célebres por terem sido guerreiros temíveis que se utilizavam de técnicas violentas em combate e por tratarem seus prisioneiros com extrema brutalidade. Os povos conquistados, além de serem governados de maneira tirânica, eram obrigados a pagar pesados tributos. A violência dos assírios foi levantada pelos historiadores como o motivo que deu início a inúmeras revoltas que enfraqueceram o poder dos assírios por volta do século VII a.C.

escrita-cuneiforme

Escrita Cuneiforme, a primeira grande tecnologia humana

O rei mais importante dos assírios foi Assurbanipal, que ficou conhecido por ser um apreciador da erudição e por mandar construir a Biblioteca de Nínive (principal cidade da Assíria). Essa biblioteca reunia milhares de textos em escrita cuneiforme sobre diversos assuntos, e grande parte do que se conhece sobre a Mesopotâmia hoje é por causa da Biblioteca de Nínive.
Por fim, o enfraquecimento dos assírios permitiu aos caldeus conquistar a Mesopotâmia e fundar o Segundo Império Babilônico em 612 a.C. O império formado por esse povo foi breve e teve com o principal rei Nabucodonosor, responsável por reconquistar a Palestina e toda a Mesopotâmia. Atribui-se a esse rei a construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, considerado uma das maravilhas do mundo antigo.
O império dos caldeus foi o último desenvolvido por um povo mesopotâmico. Seu domínio foi enfraquecido após a morte de Nabucodonosor e, por isso, eles foram conquistados pelos persas, liderados por Ciro II em 539 a.C. Os persas eram um povo originário da Pérsia, região do atual Irã.

13.565 – Pré História – Quem Foram os Aqueus?


aqueus

Eram semi-nômades indo-europeus que migraram para a Grécia buscando terras férteis para plantarem alimentos. Viveram na Idade do Bronze. Ao adentrarem na Grécia, se depararam com os Pelágios que viviam na Idade da Pedra.
Reprimiram os pelágios, ocuparam seus terrenos férteis e criaram a civilização micénica. Depois de certo tempo, se depararam com a civilização cretense e então ficaram conhecidos como os opositores dos troianos na guerra.
Os aqueus então, passaram a ser chamados de gregos eram fortes comerciantes e submeteram a ilha de Creta, onde mais tarde dominaram também economicamente quase todo o Mediterrâneo Oriental.
Por volta de 1100 a.C., a civilização micénica entrou em decadência e findou então a Idade do Bronze na Grécia dando lugar a Idade das Trevas de durou cerca de 150 anos.

13.481 – Civilizações Antigas – Solucionado mais um Mistério Matemático


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Uma equipe de cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, solucionou recentemente o mistério matemático inscrito em uma tabela milenar pertencente à cultura babilônica, que intriga matemáticos do mundo inteiro há mais de um século.
A tabela de argila, conhecida pelo nome de Plimpton 322, foi descoberta pelo antropólogo Edgar Banks no início do século XX. Desde então, vários especialistas tentaram decifrar o significado das misteriosas séries de números ordenados em quinze filas e quatro colunas.
Os pesquisadores concluíram que as inscrições explicam as diferentes formas de triângulos de ângulo reto, utilizando um novo tipo de trigonometria, com base em relações de ângulos e círculos. A ferramenta pode ter sido de grande utilidade para a topografia de campos e para realizar os cálculos arquitetônicos necessários para construir palácios, templos ou pirâmides.
Daniel Mansfield, um dos responsáveis pela descoberta, acredita que a tabela “é um exemplo de como o mundo antigo pode nos ensinar algo novo”.

13.472 – Idade Média – Os Vikings


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São uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.
A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.
O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.
As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.
Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.
A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.
O rei era a principal autoridade política entre os vikings. Logo em seguida, os condes e chefes tribais também desfrutavam de grande prestígio e poder de mando entre a população. O poder de decisão entre os locais tinha certa presença entre os vikings. Reunidos ao ar livre, discutiam a elaboração de suas leis próprias e as punições a serem deferidas contra os criminosos.
Na esfera religiosa, os vikings eram portadores de uma rica mitologia povoada por vários deuses sistematicamente adorados em eventos coletivos. Várias histórias envolvem a luta entre os deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Odin era adorado como “o Deus dos deuses”. Thor era a divindade de maior popularidade e tinha poder sobre os céus e protegia povo viking.
Com o processo de cristianização da Europa, ao longo da Idade Média, os vikings foram paulatinamente convertidos a essa nova religião. A dissolução da cultura viking acontece entre os séculos XI e XII. Os vários conflitos contra os ingleses e os nobres da Normandia estabeleceram a desintegração desta civilização, que ainda se encontra manifesta em algumas manifestações da cultura europeia.
As pessoas que viviam na Escandinávia por volta do ano 800 da nossa era até cerca de 1100 são conhecidas como vikings. A antiga palavra escandinava víkings significava pirata e muitas pessoas pensam nos vikings apenas como invasores selvagens. Os vikings, porém, também eram notáveis exploradores, conquistadores, fazendeiros, comerciantes e artífices. Desenvolveram leis justas e um sistema de democracia.

Os legendarios Vikings se tornaram famosos por serem guerreiros e aventureiros corajosos e ambiciosos. Até o final do século VIII, a Escandinávia era uma região praticamente ignorada pela Europa. De repente, em 780, os Vikings se deslocaram da Noruega, Dinamarca e Suécia e começaram a saltear a Europa cristã, devastando cidades e campos. “Da fúria dos nórdicos, livrai-nos Senhor” ! (dizem que assim rezavam os monges saxões quando os vikings pagãos invadiam seus tranquilos mosteiros). O exército Viking era formado de guerreiros profissionais: treinavam para combates ferozes e estavam melhor equipados com espadas, escudos, machados e arcos. Além disso, eram exímios navegadores e com seus barcos sólidos se aventuravam para o alto mar. Quando chegavam à terra, saqueavam imediatamente as aldeias para obter cavalos, gado e cereais.
Os Vikings navegavam nos aperfeiçoados e belos drakkars – os compridos barcos a vela e a remo esculpidos na madeira. Foram os primeiros na Europa do Norte a construí-los com velas. Com isto ganhavam enorme vantagem sobre as embarcações de outras nações, movidas a remos. E navegando cada vez mais distante, tomaram grande parte da Suécia e da Escócia, a ilha de Man, as ilhas Hébridas, a Islândia, a Groenlândia e outros territórios russos, suecos e finlandeses e construíram um respeitável povoado na região do fiorde de Oslo.

Acabaram por unificar a Noruega, reinando sobre ela durante anos.
Os Vikings eram também experts na fabricação de objetos de de uso diário, armas e jóias. Grande parte da arte do tempo dos Vikings foi gravada ou esculpida em madeiras, decoradas com complexos desenhos entrelaçados de animais (foto). Eles prestavam cultos a muitos deuses. Odin, Thor e Frey eram mais cultuados.
O martelo do deus Thor, o mais venerado, era como um berloque que usavam para atrair a boa sorte. No período viking a Noruega conheceu um desenvolvimento notável: a agricultura, o comércio e a construção de barcos foram as atividades mais importantes. Tudo o que se sabe sobre o passado desse país está baseado em lendas, nas famosas sagas que descrevem as aventuras marítimas dos temíveis guerreiros bárbaros.

 

13.417 – Arqueologia – Cidade romana que desapareceu há 1,7 mil anos é encontrada no oceano


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Arqueólogos da Universidade de Sassari, na Itália, acharam os restos da cidade romana de Neápolis, desaparecida há 1,7 mil anos. O local fica onde atualmente está a Tunísia, e acredita-se que tenha submergido após um tsunami causado por um terremoto em 365 a.C.
Foram encontradas ruas, monumentos e cerca de cem de tanques usados ​​para produzir garum — molho de peixe fermentado que era popular na Roma antiga e na Grécia; era provavelmente muito significativo na economia cidade.
As buscas pelo que sobrou da cidade começaram em 2010, mas só foram encontradas recentemente graças à condição da água. “É uma grande descoberta. Pudemos estabelecer com certeza que a Neápolis era um importante centro para a fabricação de garum e peixe salgado, provavelmente o maiordo mundo romano”, afirma Mounir Fantar, chefe da expedição, à AFP.
Outro fato interessante é a falta de documentos escritos no 20 hectares de ruínas encontradas. Isso pode significar que a cidade estava sendo punida por ter uma aliança muito fraca com os romanos. Os cidadãos da cidade, inclusive, se uniram aos cartagineses durante a Terceira Guerra Punica em 149-146 a.C., antes que os romanos ganhassem e assumissem o controle da cidade.
Sobre o terremoto, os historiadores especulam que foram dois, na realidade, com magnitude de aproximadamente 8.0 na Escala de Richter — o que é muito, considerando que a medição vai até 10.

Galileu