10.368 – Ecologia – Metade das florestas tropicais do planeta já desapareceram


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A humanidade conquistou um progresso impressionante nas últimas gerações: as pessoas vivem mais, menos crianças morrem, a extrema pobreza está dimuindo e o ensino e a educação estão pouco a pouco, se tornando direitos universais.
Todavia, na área ambiental, não há motivo para celebração. Estamos emitindo cada vez mais gases de efeito estufa e com isso o planeta está mais e mais quente. O resultado direto deste comportamento é a perda irreparável de espécies da fauna e da flora e da degradação de diversos biomas.
O texto acima está no prefácio do relatório State of the Rainforest 2014, divulgado agora em setembro, na Noruega. Esta é a terceira edição do documento, publicado pela Rainforest Foundation Norway, e que utiliza informações de organizações e comunidades locais do mundo todo para analisar as condições das florestas tropicais do planeta.
O relatório norueguês aponta, entretanto, divergências entre os números calculados por suas duas principais fontes, que utilizaram diferentes metodologias e tecnologias: o Global Forest Resources Assessment, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de 2010, e o levantamento da Universidade de Maryland, de 2013. De acordo com o primeiro, 130 mil km2 de florestas são perdidas por ano no planeta, a maior parte delas nos trópicos. Já a universidade americana afirma que seriam 92 mil km2.
Mesmo não havendo consenso sobre o número exato, ambas instituições concordam que a destruição atingiu um nível alarmante. Segundo os pesquisadores de Maryland, somente 1,1 milhão de km2 desapareceu entre os anos de 2000 e 2012. Para efeito de comparação, seria o mesmo que três Noruegas tivessem simplesmente sumido do mapa.
Apesar de ocuparem apenas 6% da superfície terrrestre, em regiões equatoriais da América, África, Sudeste da Ásia e Oceania, as florestas tropicais têm papel importantíssimo para a regulação do clima, o equilíbrio ambiental de biomas e a sobrevivência de muitas comunidades. Mas a crescente destruição destas áreas continua, apesar do tema ter se tornado foco principal em várias discussões e encontros globais, e da ciência já ter provado a importância destes ecossistemas para a mitigação do aquecimento global.
No passado, as florestas tropicais cobriram cerca de 18 milhões de km2 da superfície terrestre. Atualmente, esta extensão foi reduzida à metade. Estes biomas são como um termômetro da saúde do planeta.
Estima-se que mais de 50% das plantas e animais terrestres vivam nestas regiões, ou seja, quase 1 milhão de espécies identificadas que têm as florestas tropicais como habitat. Mas os cientistas acreditam que este número possa chegar a 5 ou 10 milhões – só na Amazônia foram descobertos 441 novos animais e plantas desde 2010. “É a biblioteca biológica da Terra. A maior parte da informação dela ainda nem é conhecida pela ciência”, afirmou Dag Hareide, diretor executivo da Rainforest Foundation Norway. “Estamos queimando esta biblioteca”.
Além da perda de biodiversidade, as florestas contêm uma quantidade enorme de carbono armazenada. A destruição delas gera emissões de CO2 iguais àquelas provocadas por todos os automóveis do mundo.
O relatório europeu afirma ainda que, a maior parte das perdas das florestas tropicais ocorreu nos últimos 50 e 60 anos. O Brasil recebeu elogios, por ter sido o único a reduzir o desmatamento de forma significativa globalmente. Nosso país e a Indonésia têm as duas maiores áreas de florestas tropicais do planeta, mas também aparecem entre os principais emissores de gases de efeito estufa no mundo.
Fazem parte do State of the Rainforest 2014 artigos de especialistas internacionais, entre eles, um assinado pelo engenheiro florestal brasileiro Tasso de Azevedo, curador do Blog do Clima, aqui no site Planeta Sustentável. “Herói florestal, mas ainda campeão em desmatamento” é o título do texto de Azevedo, que afirma que a atual redução na taxa de destruição das florestas brasileiras se deve, entre outros fatores, ao retrocesso provocado pela aprovação do novo Código Florestal. Segundo ele, há necessidade de demarcar mais áreas e reservas de proteção ambiental e incrementar políticas inovadoras, como foi feito no início dos anos 2000.

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10.637 – Mega Byte – Microsoft terá loja modelo em NY perto da Apple


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A Microsoft confirmou que vai abrir uma loja modelo no número 667 da Quinta Avenida, em Nova York, a alguns quarteirões da Apple Store. Segundo executivos da empresa, foram cerca de cinco anos de produção para a abertura do espaço, que deve ser inaugurado em 2015.
“Esta é uma meta que tivemos desde o primeiro dia, estávamos apenas esperando o local certo. E agora nós temos”, afirmou David Porter, vice-presidente corporativo para lojas de varejo da companhia. O endereço abriga atualmente uma loja da italiana Fendi e possui um dos aluguéis mais caros da cidade.
Desde 2009, a Microsoft tem investido na construção de espaços físicos para ampliar o alcance de seu varejo e se aproximar de seus clientes. Em cinco anos, foram abertas 104 lojas físicas nos EUA, Canadá e Porto Rico, além de um acordo firmado no ano passado com a rede Best Buy para a criação de mini-lojas dentro de 600 espaços da rede.
Ainda há planos de abrir mais 10 lojas nos EUA e no Canadá até o final do ano. Segundo Porter, o novo espaço será “muito mais do que apenas uma loja”. Não foram divulgados detalhes sobre o projeto, mas já se sabe que existirá uma área experimental para os clientes.

10.636 – Internet – Google transforma Orkut em museu virtual


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O Google cumpriu o que prometeu quando anunciou a morte do Orkut, em junho, e colocou no ar uma espécie de museu que reúne informações postadas na rede social.
Quem acessar orkut.com a partir desta terça-feira, 30, se deparará com o Arquivo de Comunidades do Orkut, em que está listadas todas as comunidades que permaneceram públicas até a desativação do site.
De acordo com o Google, o arquivo reúne 51 milhões de comunidades, com 120 milhões de tópicos que geraram mais de 1 bilhão de interações.
É possível procurar comunidades por nome através de um menu em ordem alfabética. Ficam visíveis a descrição e o fórum de cada uma – inclusive com as conversas.
Caso você não queira que suas informações apareçam ali, basta excluir o Orkut de sua conta no Google, o que pode ser feito a qualquer momento

10.635 – A Casa do Terror – Escola Pública de Manhattan 186


Visual externo da sinistra escola
Visual externo da sinistra escola

Você não precisa sobreviver ao apocalipse para ver como as grandes cidades vão ficar depois dele. Você pode simplesmente observar exemplos do mundo pós-apocalíptico escondidos bem no meio da nossa civilização:
É hoje um prédio abandonado tomado por árvores que crescem para fora das janelas e atestam o fato de que ninguém usa o local há mais de 40 anos. Dentro, pilhas de escombros e cadáveres de animais espalhados completam o look sinistro. A escola, aberta em 1903, começou a ter problemas na década de 1970. Como não atendia aos códigos de segurança contra incêndios, as portas do piso térreo tinham que permanecer abertas o tempo todo para garantir que as crianças não ficassem presas. Essas portas abertas atraíram criminosos que roubavam os pais dos alunos, e uma professora auxiliar chegou até a ser estuprada em sala de aula. Quando os inspetores de incêndio constataram que o alarme da escola não funcionava, em 1972, o prédio declarou seu fim, finalmente fechando em 1975. A escola deveria ter sido renovada em 1980, mas o “Boys and Girls Club of Harlem“, que comprou o edifício, decidiu demoli-lo em vez disso. Moradores pediram para salvar o prédio, mas os proprietários disseram que ficaria muito caro. Enquanto o embate segue, o local parece cada vez mais com um estúdio de filmagem de “Eu Sou a Lenda”.

10.634 – Planeta Terra – Lugares misteriosos


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Pântano de Manchac
Fantasmas, sepulturas em massa, jacarés, e árvores com aparências assustadoras decoram este pântano horrível em Louisiana, nos EUA.
As fotos resumem a reputação assombrada do local. Em 1915, Julia Brown previu o dia de sua morte ao cantar uma canção que dizia “Quando eu morrer vou levar toda a cidade comigo”. O funeral de Julia foi destruído quando um vento e uma tempestade carregaram centenas de pessoas até uma terrível morte nas profundezas do pântano de Manchac. Quem passa por lá diz ouvir os gritos das vitimas. Aparições também são comuns.
E ser assustador não é novidade para o local. Séculos atrás, o Pântano da Louisiana era o ponto predileto para práticas vudu. Relatos sobre zumbis que vagavam pelo pântano e rituais de sacrifícios humanos feitos pelos senhores de fazendas para manter sua prosperidade eram comuns. Dizem ainda que o pântano foi o lar de uma rainha-bruxa.
Se você é um cético de carteirinha, vai ficar feliz em saber que, pelo que podemos provar, só tem crocodilos em Manchac – o que já é suficiente para nos manter longe de lá. Se você é dos curiosos, no entanto, existem excursões com tochas à meia-noite pelo pântano. Cenas do filme A Colheita do Mal foram gravadas no local, o que o torna um bom destino turístico no quesito “terror”.

Manicômio Cane Hill
Cane Hill era um asilo em Croydon, nos arredores de Londres, em funcionamento até 1991, quando todo mundo simplesmente deixou o local. Alguns dos internados foram transferidos para outras facilidades, mas o hospital e grande parte de sua aparelhagem médica ainda permanece no prédio abandonado original.
Construído em plena Era Vitoriana (e, portanto, um ótimo material para histórias de terror), o imenso complexo formado por um enorme hospital, asilo psiquiátrico e prédios que serviam como alojamento para os pacientes chegou a abrigar mais de 2.000 mil internos em seu período de ouro. Quando as atividades se encerraram, o lugar lentamente se converteu em uma ruína.
Ainda hoje, no entanto, atrai curiosos interessados em explorar seus corredores e vasculhar os aposentos que um dia foram ocupados por “loucos”. Claro que todo o tipo de lenda cerca essas excursões.

Ruínas de Bhangarh
Bhangarh é uma cidade abandonada que fica em Rajastão, na Índia. Ela foi criada para um príncipe como um memorial em homenagem aos seus esforços de guerra. É amplamente considerado o lugar mais assombrado do país.
Erguida em 1573, foi abandonada em 1783 devido a uma suposta maldição. O lugar é tão assombrado que é ilegal entrar lá depois do pôr do sol ou antes do nascer do sol.
Segundo a lenda, a cidade de Bhangarh foi amaldiçoada pelo guru Balu Nath, que disse que “O momento em que as sombras de seus palácios me tocarem, a cidade não existirá mais!”. Quando um príncipe levantou um palácio a uma altura que lançou uma sombra sobre a moradia de Balu Nath, ele amaldiçoou a cidade. O guru está supostamente enterrado lá.
Existe ainda um outro mito: a lenda da princesa de Bhangarh, Ratnavati. Ela é considerada a joia do Rajastão. Em seu aniversário de dezoito anos, ela começou a receber ofertas de casamento de outras regiões. Na mesma região que ela, no entanto, vivia um mágico especialista em ocultismo, chamado Singhia, que era apaixonado pela princesa. Encontrando-a no mercado um dia, ele usou sua magia negra sobre o óleo que ela estava comprando de modo que, ao tocá-lo, a princesa se rendesse a ele. Ela, no entanto, percebeu a armadilha e colocou o óleo no chão. Conforme o óleo atingiu o solo, transformou-se em um pedregulho que esmagou Singhia. Morrendo, o mágico amaldiçoou o palácio com a morte de todos os que habitavam o mesmo. No ano seguinte, houve uma batalha entre Bhangarh e Ajabgarh em que a princesa Ratnavati morreu.
Moradores locais acreditam que a princesa Ratnavati nasceu em outro lugar e que o forte e o império de Bhangarh estão à espera de seu retorno para pôr um fim à maldição.
As ruínas de Bhangarh cobrem uma vasta área, muito frequentada por turistas. Toda a área é protegida pelo governo indiano, que criou um órgão para estudar a cidade. Vale notar que os escritórios não foram construídos na área arqueológica onde é atribuída a maldição “noturna”, e sim a alguns quilômetros de distância, onde também foi construído o resort Amanbagh, um hotel luxuoso, bom ponto de partida para os que pretendem visitar a zona.

centralia

Centralia
Em 1962, em Centralia, Pensilvânia (EUA), um grupo de bombeiros ateou fogo no lixo em uma mina de carvão abandonada, a fim de limpar a cidade. O fogo fez o seu caminho para os recantos mais profundos do local, e tem queimado lá desde então sob as ruas vazias da cidade. Gases venenosos, estradas em colapso e fogo fazem de Centralia uma espécie de “centro do perigo”.
O local é a verdadeira inspiração do primeiro filme baseado em Silent Hill. A cidade agora fantasma contava com cerca de 5 mil habitantes na década de 1960. O terrível incêndio subterrâneo simplesmente devastou a região, com chamas que continuam ardendo na terra, mesmo após mais de 40 anos desde o incidente.

Porta do Inferno

porta do inferno

Porta do ou para o Inferno é um buraco de 100 metros de largura encontrado no Turcomenistão. Um acidente de perfuração em 1971, durante a União Soviética, causou esse furo gigante que vaza gases perigosos. Cientistas perceberam que a melhor solução era queimá-los, e atearam fogo nos gases. Desde então, eles ainda queimam sem parar, e seu brilho pode ser visto a quilômetros de distância. Não se sabe quando (ou se) o fogo vai se extinguir.
Também conhecido como Darvaz, Darvaza, ou Derweze (“O Portão”, em turcomano), o buraco fica em uma vila com esse nome com cerca de 350 habitantes, localizada a 260 quilômetros ao norte de Ashgabat, no meio do deserto de Kara-Kum. A região é rica em petróleo, enxofre e gás natural.

Santuário de Tofete
É o lar de milhares de túmulos de crianças, o que levou os historiadores a especularem que elas podem ter sido vítimas de sacrifício humano nos tempos púnicos, quando o lugar era conhecido como Cartago. É possível que as crianças tenham sido sacrificadas e depois comidas devido à fome na região na época.
Na cultura cartaginês, denomina-se de tofet ou tofete um recinto sagrado ao ar livre situado na periferia dos centros coloniais, em que se praticavam sacrifícios e se incineravam crianças de tenra idade.

Actun Tunichil Muknal
É uma caverna encontrada em Belize que abriga os restos de esqueletos e artefatos arqueológicos dos Maias. O morador mais fascinante desse local é uma jovem que foi vítima de sacrifício humano. Seus ossos calcificados brilham como cristal, tornando-a um pouco mais assustadora que o esqueleto comum. É o único esqueleto que permaneceu inteiro depois de tantos anos, e cuja aparência dá o nome à gruta.
Ela foi sacrificada aos deuses no que os maias acreditavam ser as portas do inframundo. Eles achavam que as grutas eram entradas para o inframundo, Xibalbá (“local do medo”), onde habitam os espíritos do sofrimento, doenças e morte, conhecidos como os senhores de Xibalbá. Ao contrário de outras crenças, os maias não acreditavam que tal local era metafisico, psicológico ou metafórico, mas sim tão físico como o mundo que habitamos.

cidad fantasma

Pripyat
É uma cidade fantasma ucraniana. Ela foi fundada para abrigar os trabalhadores de Chernobyl, e, desde o desastre nuclear, ficou totalmente vazia. Visitas são permitidas, mas as estadias precisam ser curtas e restritas. Essas imagens ilustram a realidade assustadora do que uma guerra nuclear poderia fazer com o planeta.

Aokigahara
Também conhecido como o Mar de Árvores, Aokigahara é uma floresta perto do Monte Fuji, no Japão. Sua fama vem do fato de ser um lugar incrivelmente popular para se cometer suicídio – tanto que grupos de busca anuais são enviados para a floresta para recuperar os corpos dos falecidos.
A floresta contém um grande número de rochas e cavernas de gelo, alguns dos quais são pontos turísticos populares. Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa. Lendas de demônios e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa são comuns. Em 2010, 54 pessoas se suicidaram na floresta. Em média, são encontrados cem corpos por ano lá, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos.

Cemitério Chacuilla
Nazca é uma cidade localizada no centro-sul do Peru. Situada 450 km ao sul da cidade de Lima, em um vale estreito, é famosa pelas Linhas de Nazca. Essas linhas e desenhos no chão do deserto são misteriosos e teriam demorado muitos, mas muitos anos para serem construídos. Datações de carbono 14 feitas com pedaços de jarras de argila não queimada encontradas perto dos desenhos indicam uma data de aproximadamente 500 anos dC.
Nas proximidades desse mistério, entretanto, fica o assustador e pouco conhecido Cemitério Chacuilla. O lugar é cheio de restos humanos dos povos pré-hispânicos do Peru. Uma região realmente estranha.

10.633 – Mega Techs – Como funciona um drone?


Drones se tornaram muito populares entre o público brasileiro, que assistiu a uma invasão dessas pequenas máquinas no País. Entre diversas formas de encontrá-las no mercado, uma bem popular é buscar os tais drone em lojas da rua de eletrônicos mais famosa de São Paulo: a Santa Efigênia.

 

10.632 -☻Mega Byte – Empresa desenvolve tablet com Windows 8.1 que custa menos de R$ 200


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Você já deve ter visto tablets com Android baratíssimos, mas com Windows é mais difícil de encontrar. Esta, no entanto, é a proposta de uma fabricante chamada Pipo, que deve lançar o tablet Pipo Work-W4, com Windows 8.1 mais barato do mercado, custando o equivalente a R$ 196 (500 yuans chineses).
Claro que é um aparelho bem simples, mas ele utiliza a versão completa do sistema da Microsoft (e não o Windows RT) e um processador Intel, o que significa que pelo menos há marcas grandes envolvidas.
No entanto, o produto ainda não é uma realidade. De acordo com o TechRadar, um representante afirma que o aparelho ainda é “um conceito”, o que significa que ele está sendo projetado e longe de ser disponibilizado para o consumidor. Ele também afirma que o tablet seria uma versão com especificações reduzidas do W2.
O que se sabe é que o projeto inclui uma tela LCD de 8 polegadas com resolução 1280×800, com densidade de 188,68 pixels por polegada, um processador Intel Bay Trail-T 3735F, quad-core, mas de baixo custo, 1 GB de memória, o mínimo para rodar o Windows 8.1. Ele terá 16 GB de armazenamento interno e a bateria é de 4.500 mAh.

10.631 – Egiptologia – descobertos restos de um templo de mais de 2,2 mil anos


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Arqueólogos descobriram os restos de um templo da época do rei Ptolomeu II (246- 282 a.C) na província de Beni Suef, ao sul da capital do Egito. Os vestígios foram descoberto na escavação da zona arqueológica de Jabal-al Nour, localizada na ribeira leste do rio Nilo, cerca de 110 quilômetros do Cairo.
A importância do descobrimento está no fato de que é a primeira vez que se localiza um templo da época de Ptolomeu II em Beni Suef, o que fornecerá mais informações históricas e detalhes geográficos sobre seu período. Nesse sentido, o ministro egípcio de Antiguidades, Mohammed Ibrahim, revelou que o descobrimento pertence a um dos monarcas mais importantes da dinastia Ptlomaica, já que reinou durante mais de 36 anos.
As primeiras inspeções do templo indicam que o lugar era dedicado ao culto de Ísis -a deusa da maternidade e do nascimento no Egito Antigo -,cuja adoração se estendeu ao período Ptolomaico. Além disso, Ibrahim ressaltou a necessidade de prosseguir com as escavações no lugar para obter maiores detalhes e elementos arquitetônicos do templo.
or sua vez, o chefe do Departamento de Egiptología do Ministério de Antiguidades, Ali al Asfar, assinalou que os arqueólogos egípcios alcançaram em sua análise o segundo nível do edifício, que contém várias salas. Dentro dos passadiços do templo foram encontrados um conjunto de vasilhas e fragmentos de cerâmica que levam os nomes de Ptolomeu II.
“Os muros externos de seu setor leste destacam-se por desenhos que mostram o rei junto ao deus do rio Nilo, Hapi”, afirmou.
O período grego dos Ptolomeus se iniciou no Egito com a conquista do país por Alexandre Magno, no ano 332 antes de Cristo, e finalizou com a tomada de Alexandria pelos romanos, 30 anos antes de Cristo, quando Cleópatra VII governava o país.

10.630 – Monumento de pedra construído há 5 mil anos é descoberto em Israel


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Este ano está cheio de grandes novidades para quem gosta de arqueologia: a última havia sido em agosto, quando noticiamos a descoberta de 15 monumentos desconhecidos enterrados em volta do Stonehenge. Recentemente, o arqueólogo Ido Wachtel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou mais detalhes sobre um grande monumento de pedra em forma de lua crescente localizado a 13 quilômetros do Mar da Galileia, próximo à fronteira entre Israel e Cisjordânia. Análises feitas em objetos de cerâmica encontrados no local indicam que a estrutura foi erguida em algum momento entre 3050 a.C. e 2650 a.C., o que a torna mais antiga do que as Pirâmides do Egito ou do que o Stonehenge.

“A interpretação proposta para o lugar é que ele constituía um ponto de referência em sua paisagem natural, servindo para uma população local rural ou pastoril marcar possessão e para afirmar e reivindicar autoridade e direitos sobre recursos naturais”, explicou Wachtel em um congresso de arqueologia do Oriente Médio. O monumento tem grandes proporções – cerca de 150 metros de comprimento, 20 metros de largura e 7 metros de altura. Atualmente ele está na beira de uma estrada, e até então não havia chamado a atenção dos arqueólogos, que julgavam estar diante de um fragmento de muralha.
Em um artigo, o especialista comprovou se tratar de um monumento autônomo pois se situa a 29 quilômetros da cidade mais próxima, ou cerca de um dia de caminhada, o que é distante demais para uma fortificação, mas ainda relativamente próximo para marcar as fronteiras do território. O formato pode ter um significado simbólico, já que o antigo povoado é chamado até hoje de Bet Yerah, que significa “casa do deus da lua”, uma possível referência ao deus lunar Sin, da Babilônia, equivalente à divindade suméria Nanna, que também representa a lua.
Os especialistas estimam que, se uma única pessoa estivesse trabalhando no projeto, a construção levaria de 35 mil a 50 mil dias de trabalho para ficar pronta. Um contingente de 200 trabalhadores demoraria mais de cinco meses para terminar a obra. Descobertas recentes sugerem que a região de Bet Yerah era repleta de monumentos megalíticos: um gigante memorial de pedra de 60 mil toneladas foi encontrado submerso no Mar da Galileia, enquanto uma outra estrutura de pedra rodeada por quatro círculos também foi desenterrada nas Colinas de Golã, a leste da região. No entanto, ainda não se sabe ao certo se na Antiguidade estes achados tinham alguma relação entre si.

10.629 – Obesidade – Quantas calorias você precisa queimar para perder 1 kg?


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Boa parte das dietas famosas por aí se baseiam na contagem de pontos ou de calorias. Mas você já se perguntou quantas calorias equivalem a um quilo de gordura?
A resposta é simples. Para perder 1kg de gordura, você precisa eliminar ou deixar de consumir 7 mil calorias. Digamos que sua necessidade diária de calorias, ou seja, seu metabolismo basal, é de 2.200 calorias. Se você deixar de consumir 500 e limitar isso para 1.800 calorias, em duas semanas – em média, – você deve eliminar por volta de 1kg de gordura.
É claro que esse número varia, porque o peso da balança não mede só nossa gordura: inclui também a água que nosso corpo armazena e o peso dos músculos. Se você estiver fazendo musculação, por exemplo, vai ganhar massa muscular e perder gordura, e talvez a diferença na balança não seja tão grande, mas você certamente vai notar no espelho, porque músculo tem uma densidade maior que gordura, ou seja, você vai parecer mais magro mas o peso da balança pode não reduzir tanto.
É importante lembrar que é fundamental procurar apoio profissional se você deseja emagrecer. Muitos médicos dizem que calorias são calorias, mas que 100 calorias de uma lata de coca-cola são bastante diferentes das 100 calorias de uma banana. Portanto, não adianta só cortar números da dieta e ver sua saúde indo pro saco.

10.628 – Planeta Terra – A Volta ao Mundo em Menos de 1 Minuto


A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), dar uma volta completa na Terra leva 90 minutos. Porém, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), é possível acompanhar esse percurso em menos de 1 minuto. O vídeo é do astronauta alemão Alexander Gerst. Ele programou uma câmera digital para tirar fotos da Terra com alguns segundos de intervalo durante o percurso e as reuniu, criando o vídeo.
A estadia de Gerst na ISS, de maio a novembro deste ano, recebeu o nome de Blue Dot Mission (Missão Ponto Azul, em tradução livre), em referência a uma frase dita pelo astrônomo americano Carl Sagan, que disse que a Terra parecia um “pálido ponto azul”, ao ver uma foto tirada pela sonda Voyager a 6 bilhões de quilômetros do nosso planeta. A missão inclui experimentos de física, biologia e fisiologia, assim como pesquisas sobre radiação.

10.627 – Quadrinhos- Momentos chocantes


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Recheados de momentos em que precisamos aplicar a “suspensão de descrença” e entender que situações absurdas e impossíveis fazem parte do estilo dessa mídia. Porém, por mais que você esteja familiarizado com essas histórias, há certos eventos que são difíceis de aceitar, causando certa indignação nos leitores mais fiéis.
A lista a seguir traz alguns eventos de mau gosto no mundo dos super-heróis, em que eles agem completamente fora do personagem, tornando-se corruptos, homicidas ou pervertidos.
Você já sabe a regra: o Batman não usa armas, o Batman não mata. Porém, na memória dos fãs de longa data do herói, essa é uma regra que já foi quebrada. Nos primeiros dois anos do Homem Morcego, ele não apenas usava uma arma de fogo para lutar contra vilões — e ocasionais vampiros —, mas os matava de formas variadas, fazendo comentários pouco heroicos em seguida.

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Superman fazendo um filme pornográfico
Em uma história dos anos 80, o Superman e a heroína Grande Barda são controlados mentalmente por um vilão chamado Sleez. O personagem esquisitão então obriga ambos os poderosos paladinos a encenarem um filme pornográfico. Sim, o escoteiro azul fazendo sexo… Com uma mulher casada… E sendo filmado.
Ainda que o “Código das Revistas de Super-herói” tenha privado os leitores de cenas explícitas, o que os dois supostamente fizeram lá foi enviado pelo vilão Darkseid ao Senhor Milagre, marido da Big Barda. Na imagem acima, podemos ver sua reação de horror. Ambos foram salvos da situação quando Milagre descobriu onde eles estavam e intervindo.

Lanterna Verde se transforma em um genocida
A saga “A Morte do Superman” foi uma história de grande repercussão que gerou diversas consequências no universo da DC durante os anos 90. Uma delas foi a aniquilação de Coast City, cidade natal de Hal Jordan, o mais famoso membro da Tropa dos Lanternas Verdes nos quadrinhos — sim, aquele interpretado pelo Ryan Reynolds no filme.
Após um tempo, Hal tenta usar a energia do planeta Oa, onde ficava a bateria central dos anéis de poder, para reconstruir a cidade. Os Guardiões, anciões que comandam a Tropa e essa energia, não permitem. Jordan simplesmente enlouquece e assassina praticamente todos os Guardiões e Lanternas Verdes, destruindo Oa em seguida. Essa história é conhecida como “Crepúsculo Esmeralda”.
Por um tempo, ele age como vilão, assumindo o nome de Parallax, mas alguns anos depois é redimido por roteiristas que fizeram com que o genocídio fosse obra de uma entidade alienígena que possuiu o herói.

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10.626 – A Revolução Científica


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Iniciou no século XV um conhecimento mais estruturado e prático, desenvolvendo formas empíricas de se constatar os fatos.
Até a Idade Média, o conhecimento humano estava muito atrelado ao modo de concepção da vida que a religiosidade propagava. A ciência, por sua vez, estava muito atrelada à Filosofia e possuía suas restrições. Mas o florescer de novas concepções a partir do século XV permitiu uma reformulação no modo de se constatar as coisas. A nova forma de pensar, comprovar e, principalmente, fazer ciência prosperou-se intensamente em um período que se prolongou até o fim do século XVI.
A Revolução Científica tornou o conhecimento mais estruturado e mais prático, absorvendo o empirismo como mecanismo para se consolidar as constatações. Esse período marcou uma ruptura com as práticas ditas científicas da Idade Média, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. Embora na época tenha havido grande movimentação com a divulgação de novos conhecimentos e novas abordagens sobre a natureza e o mundo, o termo Revolução Científica só foi criado em 1939 por Alexandre Koyré.
Diversos movimentos sociais, culturais e religiosas prestaram suas valiosas contribuições para o incremento da Revolução Científica. Aquele era o período do Renascimento, uma fase que pregava a volta da cultura Greco-romana e propagava a mudança de orientação do teocentrismo para o antropocentrismo. Outra característica era o humanismo, uma corrente de pensamento interessada em um pensamento mais crítico e, principalmente, valorizava mais os homens. Tais abordagens mudaram muito o pensamento humano.
A ciência ganhou muitas novas ferramentas. Passou a ser mais aceita e vista como importante para um novo tipo de sociedade que nascia. As comprovações empíricas ganharam espaço e reduziram as influências das influências místicas da Idade Média. O conhecimento ganhou impulso para ser difundido com a invenção de Joahannes Gutenberg, a imprensa. A capacidade de reproduzir livros com exatidão e espalhá-los por vários lugares foi fundamental para a Revolução Científica na medida em que restringia as possibilidades de releituras e interpretações equivocadas dos escritos.
O modo místico da Igreja Católica de determinar o conhecimento perdeu ainda mais espaço com a Reforma Protestante. Os reformistas eram favoráveis à leitura da Bíblia em todas as línguas e também acreditavam que as descobertas da ciência eram válidas para apreciar a existência de Deus.
Em meio a toda essa efervescência favorável à Revolução Científica, o hermetismo também apresentou sua parcela de contribuição para o progresso do conhecimento. Usando idéias quase mágicas, apoiava-se e incentivava no uso da matemática para demonstrar as verdades. Com um novo horizonte, a matemática ganhou espaço e se desenvolveu com grande relevância para o desenvolvimento de um método científico mais rigoroso e crítico.
Os efeitos da Revolução Científica foram incontáveis e mudaram significativamente a história da humanidade. Provou-se que a Terra é que girava em torno do Sol, a física explicou diversos comportamentos da natureza, a matemática descreveu verdades e o humanismo tornou os pensamentos mais críticos, por exemplo. Entre os grandes nomes do período que deram suas contribuições para o avanço da ciência estão: Isaac Newton, Galileu Galilei, René Descartes, Francis Bacon, Nicolau Copérnico, Louis Pasteur e Francesco Redi.

10.625 – Mega Techs – O Holograma


Veja o gráfico
Veja o gráfico

O holograma, palavra que deriva do grego “holos” ou inteiro e “grama”, desenho; é uma imagem em duas dimensões de um objeto tridimensional que, de maneira diferente à da fotografia regular, permite ver o objeto em três dimensões e observá-lo de diferentes ângulos, como se fosse um objeto real. A holografia começou a ser desenvolvida na metade do século XX pelo físico húngaro Dennis Gabor, que recebeu por seu trabalho o Prêmio Nobel em 1971.
No princípio, a holografia foi aplicada aos feixes de elétrons dos microscópios eletrônicos para melhorar sua resolução e, apesar dos conhecimentos teóricos serem conhecidos para aplicar às imagens, somente na década de 60 com o uso do laser foi possível obter os primeiros hologramas, registrados então pelo cientista Yuri Denisyuk, na União Soviética em 1962 e pelos cientistas norte-americanos Emmett Leith e Juris Upatnieks, nos Estados Unidos.
A fabricação de um holograma requer uma fonte de raio laser, que se divide em dois feixos, um que é projetado sobre uma placa fotosensível e outro, que logo após refletir o objeto, interage com o primeiro da placa, gerando um padrão específico. O holograma não é uma fotografia, já que a imagem não fica registrada, apenas o padrão de referência. No princípio era necessário utilizar o raio laser para reconstruir a imagem, porém com seu desenvolvimento, foi possível utilizar a luz branca para observar um holograma.
Os hologramas de Fresnel, que necessitam do laser para reconstrução de uma imagem em três dimensões, parece flutuar diante do observador, e os de reflexão, como os utilizados nos cartões de crédito, como medida de segurança, são os dois tipos mais comuns de hologramas.
Atualmente estão sendo desenvolvidos projetores de holografia dinâmica que permitem observar imagens em movimento de diferentes ângulos, como o SeelLinder ou o Cheoptics, porém estes sistemas ainda necessitam serem mais refinados para poder chegar ao público.

10.624 – A Aeromoto, a Moto do Futuro


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A nova maneira de voar já ganhou seu primeiro protótipo. O design do veículo permite realizar praticamente as mesmas manobras que um helicóptero. Como afirma Chris Malloy, presidente da empresa: “A razão pela qual projetamos um quadricóptero, e não um bicóptero, é que, agora, graças às novas tecnologias, é muito mais eficaz controlar um veículo utilizando quatro motores independentes. Além disso, é muito mais barato do que quando comecei a trabalhar nesse protótipo”.
Os testes surpreenderam a todos por mostrar uma perfomance mais sofisticada que os drones disponíveis no mercado. “Uma das vantagens de uma aeromoto em relação a um helicóptero é que ela pode voar entre as árvores de maneira segura. O rotor é um problema para os helicópteros, mas, aqui, eliminamos essa dificuldade, protegendo as pás da hélice do solo e de outros obstáculos no ar. Os helicópteros são muito mais complexos, e a aeromoto é simples, além de segura e robusta”, contou o dono da empresa sobre seu produto.
Resta saber se o projeto vai colar ou será engavetado, tachado de “bizarrice”.

10.623 – Astrofísica – Parte de água do Sistema Solar é mais antiga que o Sol


sol

Pelo menos é o que diz um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”. A pesquisa abre a possibilidade que haja também vida nos exoplanetas que orbitam outras estrelas em nossa galáxia.
Durante anos, os pesquisadores tentaram determinar se a água que se encontra no sistema solar procede da nebulosa molecular que rodeava o Sol, da qual nasceram os planetas, ou se foi criada antes que uma nuvem fria de gás formasse o “astro rei”. A pesquisa, liderada por Lauren Cleeves, da Universidade de Michigan, recriou um modelo informático que analisa as condições químicas entre as moléculas de água formadas no sistema solar há 4,6 bilhões de anos. Em particular, os especialistas se centraram no estudo do deutério, um isótopo estável do hidrogênio, presente na água, em meteoritos e cometas.
A equipe determinou que os processos químicos dentro dos discos protoplanetários do Sistema Solar primitivo não podem ser responsáveis pelos índices de deutério encontrados atualmente na água achada em cometas, luas e oceanos desse sistema. Assim, uma parte notável de água do sistema solar não pôde ser formada depois do Sol e, portanto, uma quantidade de gelo interestelar sobreviveu à criação desse sistema.
Isso significa que, se outros sistemas planetários na galáxia se formaram da mesma maneira que a nossa, esses sistemas teriam tido acesso à mesma água que sistema solar, sustentam os pesquisadores. “A ampla disponibilidade de água durante o processo de formação de planetas abre uma perspectiva promissora sobre a existência de vida em toda a galáxia”, apontam os pesquisadores, que lembram que, até agora, o satélite Kepler da Nasa detectou mil planetas extra-solares confirmados.
“Este é um passo importante em nossa busca para saber se existe vida em outros planetas”, indicou Tim Harries, do Departamento de Física e Astronomia da universidade britânica de Exeter e membro da equipe de pesquisa.
Com a identificação da herança de água na Terra “podemos ver que a maneira como se formou nosso sistema solar não foi única, e que os exoplanetas surgem em ambientes com água abundante”, destacou Harries.
Neste cenário, acrescentou o especialista da Exeter, “se abre a possibilidade que alguns exoplanetas poderiam abrigar as condições adequadas e os recursos hídricos, para que a vida evolua”.

10.622 – Asteroide passará perto da Terra neste fim de semana


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Um pequeno asteroide, de cerca de 20 metros, passará “muito perto” da Terra no próximo domingo, informou a Nasa. A agência descarta que o 2014 RC, como é chamado, represente uma ameaça para o planeta.
Sua maior proximidade será, às 15h18 (horário Brasília) no dia 7 de setembro, quando o asteroide passará acima da Nova Zelândia.
O corpo celeste foi descoberto no dia 31 de agosto pelo programa Catalina Sky Survey (CSS), operado pelo Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA), que utiliza dados de três telescópios para procurar cometas, asteroides e objetos próximos à Terra.
O asteroide foi, além disso, detectado de forma independente na noite seguinte pelo telescópio do Observatório Pan-STARRS situado no Havaí e ambos informaram de suas observações ao Minor Planet Center da União Internacional Astronômica, em Cambridge (Massachusetts).
No momento de maior proximidade, o asteroide estará aproximadamente a um décimo da distância que há do centro da Terra à Lua – 40 mil quilômetros.
Os cientistas assinalam que apesar desta “proximidade”, o asteroide não poderá ser visto a olho nu, embora astrônomos amadores que tenham telescópios pequenos talvez consigam captar a aparição do asteroide, que se movimentará rapidamente seguindo sua órbita.
O asteroide passará pela parte externa da órbita geossíncrona dos satélites de comunicações e meteorológicos que orbitam ao redor de 36 mil quilômetros sobre a superfície de nosso planeta.
A comunidade científica terá uma oportunidade única para observar e aprender mais sobre os asteroides, assinala a Nasa. Apesar de, nesta ocasião, o 2014 RC não cair na Terra, os cientistas calculam que sua órbita o traga de novo às proximidades de nosso planeta no futuro e seus movimentos serão vigiados de perto.

10.621- Biologia Sintética – Vida artificial


biologia sintética

À primeira vista, essa forma de vida sintética não impressiona muito. Ela é só uma versão artificial da Mycoplasma mycoides – bactéria que causa doenças em bois e é conhecida desde o século 19. No laboratório, não faz muito mais que se alimentar e se multiplicar. Come como mycoides, vive como mycoides, morre como mycoides, se reproduz como mycoides. Bem, ela é uma mycoides. Qual é a grande novidade, afinal? A novidade é que essa humilde bactéria é o primeiro organismo vivo na face da Terra a funcionar com um genoma produzido artificialmente. Ou seja: o DNA que existe dentro dela foi construído em laboratório, com base num arquivo digital.
Para gerar essa forma de vida, o DNA sintético teve de ser introduzido numa bactéria que já estava viva – cujo código genético foi substituído pelo genoma artificial. Ninguém conseguiu, ainda, gerar vida a partir de matéria inanimada. Mas a descoberta provou que é possível escrever DNA como se fosse um software, colocá-lo para rodar no hardware da vida (a célula), e disso obter uma nova forma de vida – que foi criada em laboratório e contém elementos definidos pelo homem. Vida artificial. Ou, se você preferir, vida sintética. Ela é filha de computadores.
A nova vida
Por enquanto, a vida sintética é apenas uma demonstração de laboratório. Ela só será realmente útil quando os cientistas conseguirem mexer mais profundamente no DNA artificial. Se quisermos criar bactérias capazes de desempenhar funções úteis, como produzir combustíveis e curar doenças;
Alguns dos genes necessários já existem na natureza – há micro-organismos capazes de comer plástico e fabricar hidrogênio, por exemplo. Esses genes poderiam ser turbinados e inseridos em criaturas com DNA artificial.
Falta muito para chegar a esse ponto. Mas poucos duvidam de que isso possa acontecer.
Os micróbios artificiais seriam cultivados em laboratórios, fábricas e usinas construídas especialmente para isso (cuja viabilidade econômica, aliás, será um grande desafio para que essa tecnologia seja usada em larga escala). Mas, cedo ou tarde, é provável que acabem escapando. E as bactérias trocam de genes entre si com mais frequência do que crianças trocam figurinhas da Copa do Mundo. Mesmo que você crie um micróbio incapaz de sobreviver sem ajuda, ele pode acabar entrando em contato com uma bactéria natural, trocar genes com ela, e readquirir essa capacidade.
O assunto está começando a mobilizar os pensadores do mundo, e já existe quem defenda um controle rígido da biologia sintética – que passaria a ser regulada por agências e tratados semelhantes aos que hoje tentam limitar a proliferação de armas nucleares. A genética está a dois passos de começar uma nova era. Se isso será bom ou ruim? Vamos ter de descobrir na prática.

A criação de novas formas de vida pode revolucionar nossa relação com a biosfera terrestre

Produção de combustíveis
Os organismos sintéticos poderiam ser manipulados para produzir hidrogênio – um combustível altamente eficiente, e cuja queima não polui o ambiente. Na natureza, já existem genes capazes de fazer isso: estão presentes em determinadas bactérias marinhas, que são capazes de “comer” metano e excretar hidrogênio como resultado.

Cura de doenças
A ideia é conceber bactérias que ajudem a combater certos tipos de doenças, como câncer e infecções resistentes a antibióticos. Bastaria criar um microorganismo programado para se alimentar de determinada proteína (que só exista nas células que você deseja destruir, como as cancerosas) e injetá-lo no organismo.

Combate ao aquecimento global
O processo de fotossíntese é a transformação de água, CO2 e luz em oxigênio e açúcar. Com a engenharia genética, talvez seja possível criar micróbios que façam a fotossíntese com mais eficiência do que as plantas – e removam mais CO2 da atmosfera, reduzindo o efeito estufa e brecando o aquecimento global.

Fim do lixo
Os lixões e os oceanos do mundo estão cheios de plástico – que levará centenas de milhares de anos para se degradar e desaparecer. Mas na natureza já existe uma bactéria, a Flavobacterium, capaz de comer um plástico: náilon. A biologia sintética poderia aperfeiçoar essa capacidade, criando um micro-organismo que pudesse digerir todos os tipos de plástico.

Acidente biológico
Se as bactérias comedoras de CO2 escapassem do controle, por exemplo, e consumissem todo esse gás da atmosfera terrestre, a temperatura no planeta cairia para -18 C. Os cientistas dizem que os organismos artificiais serão propositalmente frágeis, incapazes de sobreviver fora de determinadas condições. Mas sempre existe a possibilidade de que eles sofram mutações – e se transformem em pragas incontroláveis.

Guerra e terrorismo
Lembra dos ataques terroristas com a bactéria antraz, que assustaram os EUA em 2001? Com a biologia sintética, será possível aumentar a potência de armas como essa (desenvolvendo um antraz mais facilmente transmissível, por exemplo). Ou então criar vírus artificiais altamente letais e resistentes, contra os quais não exista nenhum tipo de tratamento conhecido.

10.620 – Mega Sampa – Reserva do Cantareira acaba em 57 dias


Reserva Cantareira
Reserva Cantareira

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, disse que a primeira cota do volume morto do Sistema Cantareira deve durar até o dia 21 de novembro de 2014, se o volume de chuvas na região dos reservatórios permanecer como está. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) conta com uma segunda cota da reserva profunda das represas para manter o abastecimento na Grande São Paulo até março do ano que vem sem adotar racionamento.
“Nós agora temos um segundo volume que estamos preparando para usar. Vamos adiar ao máximo”, disse Arce, sobre os 106 bilhões de litros adicionais da reserva que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pretende utilizar. “Se continuar assim, vamos liberar no dia 21 de novembro”, completou o secretário, durante visita ao Parque Várzeas do Tietê, na zona leste de São Paulo, ao lado de Alckmin. O uso do segundo volume morto ainda não foi liberado pelos órgãos reguladores do manancial.
Recentemente, o nível do Cantareira chegou a 7,4% da capacidade, o mais baixo da história. Restam hoje (set 2014) nos cinco reservatórios que formam o manancial 72,2 bilhões de litros da primeira cota do volume morto, de 182,5 bilhões, que começou a ser bombeada no dia 31 de maio. Alckmin tem apostado na próxima temporada de chuvas, que vai de outubro a março, para aliviar a crise de abastecimento e recarregar as represas. Para ele, há chances de não precisar utilizar a segunda cota do volume morto. “Nós estamos preparados. Mas talvez nem precise da chamada da segunda reserva técnica”, disse o tucano, que havia descartado retirar mais água da reserva há três meses.

PROTESTO
Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram contra a crise da água em frente à sede da Sabesp, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A manifestação se concentrou no Largo da Batata e interrompeu o trânsito na rua Sumidouro. Cerca de 5 mil pessoas participam do ato, segundo a PM, e não houve incidentes. Mais cedo, o movimento ameaçou invadir a Sabesp.

10.619 – Astronomia – ESA define que Rosetta vai pousar no cometa no dia 12 de novembro


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A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) definiu o dia 12 de novembro como data para o primeiro pouso da história em um cometa, que será feito pela sonda Rosetta. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, em um comunicado.
Na semana passada, a agência anunciou duas opções de pouso na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Se a primeira opção for confirmada — local chamado de “ponto J” — o módulo Philae se separará da sonda às 5h35 do horário de Brasília e aterrissará no cometa sete horas mais tarde. Como um sinal emitido por Rosetta demora 28 minutos e 20 segundos para chegar à Terra, por volta das 13h as estações terrestres terão a confirmação do pouso.
Caso a equipe escolha a segunda opção — o denominado “ponto C” —, a separação do módulo acontecerá às 10h04, a uma altitude de 12,5 quilômetros do cometa, e o pouso acontecerá quatro horas depois, de modo que o sinal chegará à Terra às 14h30.
A ESA confirmará o local escolhido em 14 de outubro, após uma série de avaliações dos dois pontos de aterrissagem. Uma vez que se tenha separado de Rosetta, o módulo Philae terá autonomia de energia por dois dias e meio. Quando esse tempo se esgotar, Philae usará a energia gerada por painéis solares.
Com onze instrumentos científicos, o módulo estudará o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, enquanto Rosetta fará uma observação à distância com uma série de sobrevoos nas proximidades do núcleo. A sonda está há dez anos viajando pelo espaço para tentar obter respostas sobre a origem do Sistema Solar. Os pesquisadores centraram sua atenção nos cometas, aos quais consideram “cápsulas do tempo”, porque se formaram na origem do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos.

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