14.286 – Quadrinhos – Watchmen


Watchmen
É uma série limitada de história em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora norte americana DC Comics entre 1986 e 1987.
Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. Embora tenha sido publicada originalmente como uma série limitada, logo depois ganhou uma versão encadernada, sendo agora classificada como graphic novel (ou “romance gráfico”). termo que define séries fechadas publicadas como livros, o sucesso de crítica e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como até então pouco explorado pelo mesmo mercado.
Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com A Queda de Murdock e The Dark Knight Returns, de Frank Miller, e Maus, de Art Spiegelman — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil.
A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em via de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos e super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos.
Como vimoos em um outro artigo do ☻ Mega, uma adaptação para o cinema foi lançada em 6 de março de 2009.
Em 2018, a emissora HBO oficializou a produção de uma série baseada na HQ com estreia para 2019, porém anunciou que a história apresentada será diferente dos quadrinhos, apesar de estar situada no mesmo universo.
Ambientada em uma realidade fictícia na qual heróis mascarados (ou fantasiados) são uma presença real na história da humanidade, Watchmen é um drama de crime e aventura que incorpora temas e referências relacionados a filosofia, ética, moral, cultura popular e de massas, história, artes e ciência.

A trama principal trata dos desdobramentos de uma conspiração revelada após a investigação do assassinato de um herói aposentado, o Comediante, que atuara nos últimos anos como agente do governo. Em torno desta história giram várias tramas menores que exploram a natureza humana e as diferentes interpretações de cada pessoa para os conflitos do bem contra o mal, através das histórias pessoais e relacionamentos dos personagens principais.
A responsabilidade moral é um tema de destaque, e o título Watchmen refere-se à frase em latim “Quis custodiet ipsos custodes”, traduzida comumente na língua inglesa como “Who watches the watchmen?” (“Quem vigia os vigilantes?”), tirada de uma sátira de Juvenal. Neste sentido, a obra procura questionar o próprio conceito de “super-herói” comum nos quadrinhos estadunidenses e enraizados na cultura de massas daquele país e a partir daí manifestar-se sobre questões diversas: ao longo de seu texto, a obra (assim como seus próprios personagens) evita mesmo utilizar-se da expressão “super-herói”, preferindo termos como “aventureiros fantasiados” ou “vigilantes mascarados”.

A intenção de Alan Moore foi dar verossimilhança aos personagens de HQ e literatura pulp. Para tanto, não só construiu personalidades bem elaboradas como também detalhou todo um complexo universo sem se esquecer das questões culturais, econômicas e políticas.

Partindo da premissa de que uma criatura tão poderosa quanto o Dr. Manhattan teria conseqüências gritantes na geopolítica mundial, economia e comportamento da sociedade, o roteirista inglês imaginou um mundo onde dirigíveis fossem o meio de transporte mais eficaz e economicamente viável, seguido de perto por eficientes carros elétricos. A genética e a produção de novos materiais também sofreram grande influência dos avanços tecnológicos implementados por Manhattan. No plano político, a existência desse personagem fez a balança da Guerra Fria pender fortemente para o lado dos Estados Unidos. Até 1985, a União Soviética não havia ousado pôr os pés no Afeganistão.
Enredo
Na realidade histórica alternativa apresentada em Watchmen, Richard Nixon teria conduzido os EUA à vitória na Guerra do Vietnã e em decorrência deste fato, teria permanecido no poder por um longo período. Esta vitória, além de muitas outras diferenças entre o mundo verdadeiro e o retratado nos quadrinhos, como por exemplo os carros elétricos serem a realidade da indústria dos automóveis e o petróleo não ser mais a maior fonte de energia, derivaria da existência naquele cenário de um personagem conhecido como Dr. Manhattan, um indivíduo dotado de poderes especiais, os quais o levam a possuir vasto controle sobre a matéria e a energia, elevando-o ao estado de um homem-deus.

Neste mundo, existiriam quadrinhos de super-heróis no final de 1930, inclusive do Superman, os quais eventualmente seriam a principal inspiração para que um dos personagens das série viesse a se tornar um combatente do crime (o primeiro Nite Owl). As revistas deste gênero então teriam deixado de existir, sendo substituídas por quadrinhos de piratas (talvez devido ao surgimento de heróis verdadeiros). O Dr. Manhattan, o único a possuir poderes (como explodir ou desmontar objetos, e até mesmo pessoas, pois controla os átomos), foi o primeiro da “nova era” de super-heróis mais sofisticados que durou do começo dos anos 1960 até a promulgação da Lei Keene em 1977, implantada em resposta à greve da polícia e a revolta da população contra os vigilantes que agiam acima da lei. À época, o grupo conhecido como Crimebusters se dispunha a combater a criminalidade na cidade de Nova York.

A Lei Keene exigia que todos os “aventureiros fantasiados” se registrassem no governo. A maioria dos vigilantes resolveu se aposentar, alguns revelando suas identidades secretas para faturar com a atenção da mídia; caso de Adrian Veidt, o Ozymandias. Outros, como o Comediante e o Dr. Manhattan, continuaram a trabalhar sob a supervisão e o controle do governo. O vigilante conhecido como Rorschach, entretanto, passou a operar como um herói renegado e fora-da-lei, sendo freqüentemente perseguido pela polícia.

A história abre com a investigação do assassinato de Edward Blake, logo revelado como sendo a identidade civil do vigilante mascarado conhecido como O Comediante. Tal assassinato chama a atenção de Rorschach, o qual passará toda a primeira metade da trama entrando em contato com seus antigos companheiros em busca de pistas, considerando praticamente todos como possíveis suspeitos.
Rorschach suspeita basicamente que o evento da morte de Blake estaria relacionado a um possível rancor de criminosos presos pelos heróis no passado, tese que ganha força à medida que outros ex-combatentes do crime e o próprio Rorschach são duramente atingidos por um aparentemente planejado ataque sistemático à suas integridade físicas e credibilidade.
Capítulos
Os nomes dos capítulos refletiam as passagens literárias (Nietzsche, Einstein, a Bíblia Sagrada) ou musicais (Bob Dylan, Jimi Hendrix) do último quadrinho da história.

À meia-noite, todos os agentes…
Amigos ausentes
O Juíz de toda a Terra
Relojoeiro
Temível Simetria
O abismo também contempla
Um irmão para o Dragão
Antigos fantasmas
As trevas do mero ser
Dois cavaleiros estavam se aproximando
Contemplai minhas realizações, ó poderosos
Um mundo mais adorável
Apesar de os heróis de Watchmen serem inicialmente inspirados em personagens da Charlton Comics, vale dizer que Moore tomou emprestado elementos de vários outros quadrinhos, além de criar grande parte dos detalhes.

Os personagens principais da série são:

Comediante (Edward Blake) — Um homem que reconhece o horror presente nas relações humanas e se refugia no humor. Para o personagem, a ironia é, em vários momentos, um reflexo amargo da percepção desse horror. Adaptado do Pacificador, com elementos inspirados em Nick Fury. Edward Blake é cínico e violento, sua “alma de militar” o leva a cumprir seus objetivos muitas vezes a um custo alto.
Dr. Manhattan (Jonathan Osterman) — É o homem-deus, que vê a vida como apenas mais um fenômeno do cosmo, e é o único herói dotado de super-poderes. Dr. Manhatan era um cientista nuclear, acidentalmente desintegrado em uma experiência. Aos poucos sua força de vontade faz seus átomos se unirem novamente e volta à vida, mas de uma maneira diferente. Surge como um ser capaz de manipular a matéria, viajar para pontos longínquos no espaço, desde Marte até outras galáxias, ocupar vários lugares no espaço ao mesmo tempo, ver seu, mas apenas o seu, passado e futuro simultaneamente considerando a relatividade do tempo. Ao contrário do que muitos pensam ele possui sentimentos, porém os demonstra de forma diferenciada. Na história se torna o grande trunfo dos Estados Unidos na área militar e tecnológica. Durante a saga o Dr. Manhattan vai perdendo aos poucos sua humanidade, se tornando um ser menos humano e que enxerga apenas reações químicas. É adaptado do Capitão Átomo.
Coruja I (Hollis Mason) — Policial que se tornou um vigilante inspirado nas HQs e na literatura pulp. Possui um forte senso de dever, e anseia por relações mais ingênuas, onde o bem e o mal estejam bem definidos. Adaptado do primeiro Besouro Azul (Dan Garret).
Coruja II (Dan Dreiberg) — Um intelectual rico, solitário e retraído. Adaptado do segundo Besouro Azul (Ted Kord) com elementos do Batman. É um expert em tecnologia avançada e possui vários equipamentos especiais que usa contra o crime.
Ozymandias (Adrian Veidt) — Um visionário brilhante e ególatra movido por um obscuro senso de dever. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do rei Ozymandias esquecida no deserto. É um bilionário excêntrico, considerado o homem mais inteligente do mundo. Sua inteligência é tamanha que o torna exímio atleta e lutador, consegue desviar de balas pois calcula a trajetória na hora do disparo. Adaptado do Thunderbolt. Possui um lince (fêmea) geneticamente alterado chamada Bubastis. Veidt se aposentou três anos antes da lei Kenee que proibia os vigilantes (menos o comediante e Dr Manhattan).
Rorschach (Walter Kovacs) — Personagem enigmático, pessimista e com muita força interior, é incapaz de se relacionar normalmente com a sociedade. Projeta na luta contra o Mal seu senso de solidariedade e constrói sua própria moral. Rorschach é um sociopata, considerado o terror do submundo e um fugitivo da justiça. É ele quem move o enredo e todos os personagens desde o começo da saga, ao perceber que um complô está em andamento. Foi baseado nos personagens Questão e Mr. A, da Charlton Comics.
Espectral II (Laurie Juspeczyk) — Laurel, ou Laurie, é uma mulher forçada a viver à sombra do pragmatismo de sua mãe, que foi a primeira vigilante a obter lucro em cima do combate ao crime. É ex-mulher do Dr. Manhattan e mantém com ele uma certa cumplicidade. Adaptada da Sombra da Noite, com elementos de Lady Fantasma e Canário Negro.
Before Watchmen (em português: Antes de Watchmen) é uma série de histórias em quadrinhos, que foi publicada pela DC Comics em 2012. Atuando como um prequel da série limitada, o projeto foi composto de sete séries limitadas e um epílogo one-shot. A responsável pela publicação da série no Brasil é a Panini Comics.
As HQs que compõem a franquia são:

Volume 01: Antes de Watchmen: Coruja;
Volume 02: Antes de Watchmen: Espectral;
Volume 03: Antes de Watchmen: Rorschach;
Volume 04: Antes de Watchmen: Dr. Manhattan;
Volume 05: Antes de Watchmen: Comediante;

Volume 06: Antes de Watchmen: Ozymandias;
Volume 07: Antes de Watchmen: Dollar Bill & Moloch;
Volume 08: Antes de Watchmen: Minutemen

 

13.863 – Marvel – Luto no QG dos Vingadores


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Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Começou a trabalhar em HQs com o pseudônimo de Stan Lee em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.
Ele foi um dos nomes mais importante dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Demolidor.
Roteirista e editor da Marvel, foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.
Após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de heróis com criações para um público mais velho, como o lançamento de “Quarteto Fantástico”.
Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.
O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.
Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.
Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou os X-Men, uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pelos humanos.
Dos quadrinhos para cinema e TV
Em 1981, Lee transformou seus heróis em desenhos animados exibidos por emissoras de TV.
Quando a Marvel Comics e a Marvel Productions foram adquiridas pela New World Entertainment em 1986, os horizontes do quadrinista foram se expandido ainda mais.
Lee teve a oportunidade de se envolver mais profundamente na criação e desenvolvimento de filmes e seriados. Ele constantemente fazia aparições nas produções do estúdio.
“Meu pai amou todos seus fãs. Ele era o melhor homem e o mais decente”, comentou a filha do editor, Joan Celia Lee.

lee e bush

 

 

13 .838 – Quadrinhos – O Quarteto Fantástico


quarteto fantástico
Nome original Fantastic Four
Membro(s) Lista de Membros do Quarteto Fantástico
Fundadores Senhor Fantástico
Mulher Invisível
Tocha Humana
Coisa
Criado por Stan Lee
Jack Kirby
Primeira aparição The Fantastic Four #1 (Novembro de 1961)
Editora(s) Marvel Comics (US)
Panini Comics (BR)
Base de operações Edifício Baxter

É uma equipe de super-herói de histórias em quadrinhos publicados pela Marvel Comics. O grupo estreou em The Fantastic Four #1 (data de novembro 1961), que ajudou a inaugurar um novo nível de realismo no meio. O Quarteto Fantástico foi o primeiro time de super-herói criado pelo escritor-editor Stan Lee e o ilustrador Jack Kirby, que desenvolveram uma abordagem colaborativa para a criação de quadrinhos com este título que usariam a partir de então.

Como a maioria dos personagens criados pela Marvel durante a década de 1960, o Quarteto Fantástico deve os seus poderes à exposição a radiação, neste caso mais especificamente à radiação cósmica, com a qual teriam entrado em contacto durante uma viagem de exploração espacial.

Embora a formação do grupo mude ocasionalmente, a equipe mantêm-se estável em volta dos quatro amigos que ganharam superpoderes ao serem atingidos pelos raios cósmicos.

A equipe iniciou-se com a renovação da Marvel que ocorreu na década de 1960 sob o comando de Stan Lee. Permaneceram mais ou menos populares desde então e foram adaptados para outros meios, incluindo três séries relativamente bem-sucedidas de desenhos animados e, até ao momento, três filmes lançados respectivamente em 2005, 2007 e 2015.

Em 2015, a revista entrou em hiato devido à problemas jurídicos com a 20th Century Fox, cujos executivos pleitavam que o estúdio detinha os direitos autorais sobre os personagens.

Em 2018, foi revelado o retorno da revista para Agosto desse mesmo ano, a contagem reiniciaria e Dan Slott estaria no roteiro da série.
Segundo a lenda, em 1961, o editor-chefe da Marvel, Martin Goodman, estava a jogar uma partida de golfe com o editor rival Jack Liebowitz da DC Comics. Liebowitz contou a Goodman sobre o sucesso que a DC estava a ter recentemente com a Liga da Justiça, um nova série que apresentava uma equipe formada por vários personagens de sucesso da editora.
Baseado nesta conversa, Goodman decidiu que sua companhia deveria começar a publicar a sua própria série sobre uma super-equipe. Lee, que estava prestes a deixar a indústria assim que seu contrato acabasse, associou-se ao desenhista Jack Kirby para produzir uma revista inovadora protagonizada por uma família de super-heróis, Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Garota Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) que eram imperfeitos e consequentemente mais humanos do que qualquer herói publicado à época, dessa forma, tornando-se o standard para a editora ao longo dos anos.
Em Fevereiro de 2004, a Marvel lançou o Quarteto Fantástico Ultimate, uma versão do grupo para o universo Ultimate. Também lançou a Marvel Knights 4. Apesar de não ser exatamente voltada para adultos, os títulos Marvel Knights procuram atingir uma faixa de público um pouco mais velho.
O Quarteto Fantástico apareceu pela primeira vez no Brasil na revista do Demolidor, publicada pela EBAL a partir de 1969. Em 1970, foi lançada a revista própria dando sequência às histórias. A revista durou até 1972. Depois de um curto período pela GEA, o Quarteto retornou à EBAL, que continuou as aventuras na revista do Homem-Aranha que teve o último número publicado em janeiro de 1975. Nas revistas do aracnídeo foram publicadas pela primeira vez no Brasil as famosas histórias da “Trilogia de Galactus”, “Inumanos”,[7] “Pantera Negra” e outros clássicos do Quarteto produzidos pela dupla Stan Lee/Jack Kirby.

Depois da fase da EBAL, o Quarteto Fantástico foi relançado em revista própria pelas Editoras Bloch, que lançou primeiramente as aventuras solo do Tocha Humana e do Tocha Humana Original, e RGE. Depois de pouco mais de uma dezena de números nesta última, a revista seria cancelada e os direitos do personagem passaram para a Editora Abril, aonde se mantiveram até o ano 2000. Actualmente, é distribuída pela Panini, onde suas histórias são a base do “Universo Marvel”.
Os super-poderes do Quarteto Fantástico foram obtidos quando um foguete espacial experimental projectado por Reed Richards atravessou uma tempestade de raios cósmicos durante seu voo experimental. Depois da aterrissagem forçada de regresso à Terra, os quatro tripulantes da nave descobriram que se tinham transformado e possuíam novas e bizarras habilidades.
Reed podia esticar seu corpo e assumir qualquer formato. A sua noiva, Susan Storm, ganhou a habilidade de se tornar invisível, vindo posteriormente a desenvolver as habilidades de projectar campos da força e de tornar objectos visíveis em invisíveis. O seu irmão mais novo, Johnny Storm, adquiriu o poder de controlar o fogo e, devido à alteração de temperatura do ar à sua volta, pode voar. Por último, o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso, dotado de força incrível e cuja carne é quase invulnerável. No entanto, Reed culpa-se constantemente desse facto devido à impossibilidade de o Coisa assumir a forma humana e se sentir traumatizado com isso. O Coisa tornou-se uma espécie de figura paternal no meio do grupo, apresentando sempre como contraponto um humor cáustico muito próprio. Ao longo dos tempos transformou-se no personagem mais amado, por ser directo e não ter meias palavras, dizendo directamente o que pensa.
Os quatro personagens foram moldados inspirados nos clássicos quatro elementos gregos: Terra (Coisa), fogo (Tocha Humana), vento (Mulher Invisível) e água (a “fluidez” do Senhor Fantástico). Estes mesmos quatro elementos inspiraram também uma criação anterior de Jack Kirby, os Desafiadores do Desconhecido.

A equipe de aventureiros, passou a proteger a humanidade, a Terra e o Universo de inúmeras ameaças. Incentivados principalmente pela curiosidade científica de Reed, a equipe explorou o espaço, a zona negativa, o Microverso, outras dimensões e quase cada vale escondido, nação ou civilização perdida do planeta. O Quarteto faz a ponte entre personagens mais “cósmicos” da Marvel, tais como o Surfista Prateado ou o Vigia e os mais “terrestres”, Homem-Aranha e X-Men.

O Quarteto Fantástico já ocupou vários quartéis-generais, o mais notável foi o Edifício Baxter em Nova York. O edifício Baxter foi substituído pelo Four Freedoms Plaza, construído no mesmo local, após a destruição do Edifício Baxter infligida por Kristoff Vernard, filho adoptivo do Doutor Destino, o arqui-inimigo do grupo, tendo o grupo ocupado provisoriamente a Mansão dos Vingadores antes de o Four Freedoms Plaza estar terminado. Também houve o Pier 4, um armazém no litoral de Nova York que serviu de sede provisória após o Four Freedoms Plaza ter sido destruído, devido às acções de outra equipe de super-heróis, os Thunderbolts. Mais recentemente, utilizam um satélite orbital como base.

A revista enfatiza o fato de que o Quarteto, ao contrário da maioria das super-equipes, serem literalmente uma família. Três dos quatro membros são oficialmente parentes, sendo a excepção o Coisa que é um amigo chegado da família. Além deles, os filhos de Reed e Sue Richards, Franklin e Valeria, aparecem regularmente na série.

Ao contrário da maioria dos super-heróis, as identidades do Quarteto Fantástico não são secretas. A parte negativa disso é a vulnerabilidade que o fato confere aos amigos e família. A parte positiva é a simpatia que o Quarteto tem junto à população humana, que admira suas proezas científicas e heróicas.
Durante a Guerra Civil surge a primeira divisão no Quarteto. Sue e Johnny unem-se aos Vingadores Secretos do Capitão América, o Coisa muda-se para Paris, regressando aos EUA somente na batalha final ao lado do Capitão América, Reed foi um dos líderes da força do Homem de Ferro e a favor do registo oficial dos super-heróis.
Mulher-Hulk – Substituiu o Coisa quando este ficou por conta própria no planeta do Beyonder, após as Guerras Secretas.
Cristalys – Uma Inumana e ex-namorada de Johnny Storm que teve de abandonar o grupo por não conseguir adaptar-se a poluição terrestre. Substituiu a Mulher Invisível aquando da sua primeira gravidez.
Outros membros provisórios, foram: A inumana Medusa, o herói de aluguel Luke Cage, uma outra namorada do Tocha Humana, Frankie Raye que tinha poderes semelhantes aos dele e que mais tarde se tornou o arauto de Galactus com o nome de Nova, Sharon Ventura usando o nome de Miss Marvel (não confundir com a ex-vingadora Carol Danvers que também usou esse nome) e que durante uma certa época se tornou uma versão feminina do Coisa.
Em uma história, uma fugitiva Skrull veio a terra e nocauteou todos os membros do Quarteto Fantástico. Então ela chamou alguns heróis para supostamente vingar sua família. O grupo era formado por Wolverine, Hulk, Motoqueiro Fantasma e Homem-Aranha.
[homem aranha] esta no quarteto fantastico no lugar do tocha humana.

13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

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12.968 – Quadrinhos – Tá difícil uma solução? Use o chapéu pensador do Prof. Pardal


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O inventor mais famoso do mundo não vive no mundo real. Morador da fictícia cidade de Patópolis (Duckburg), ele foi criado pelo quadrinhista Carl Barks e se tornou um dos mais conhecidos e queridos personagens da galeria Disney.
A partir de sua estréia, em maio de 1952, na HQ Gladstone’s terrible secret (no Brasil, A sorte do Gastão ou A sorte é para quem tem), não foram necessários muitos anos para o tresloucado Prof. Pardal virar ícone da cultura pop mundial, tornando-se sinônimo de gênio inventivo não apenas na seara científica, mas em outras áreas das atividades humanas – como o esporte e a música -, citado até mesmo por quem jamais o reconheceria se o visse numa revista em quadrinhos.
“Acho que todo cartunista que já fez tiras de quadrinhos colocou em algum momento um inventor maluco em sua obra.
Chapéu pensador (uma máquina maluca em forma de telhado com uma chaminé onde moram alguns corvos, que supostamente o auxiliariam a formular idéias para suas invenções ). Philip de Lara, nascido em 1914, nos Estados Unidos, foi o responsável pelo desenho das primeiras histórias do Chapéu Pensador do Prof. Pardal (“Cada Era com o seu Progresso”, de 1965), do Pascoal, sobrinho do Prof. Pardal (“Alô! Alô!”, de 1966) e do Cifrônio, antigo vigia da caixa-forte (“A Estranha Carga para Istambule”, de 1968).

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10.627 – Quadrinhos- Momentos chocantes


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Recheados de momentos em que precisamos aplicar a “suspensão de descrença” e entender que situações absurdas e impossíveis fazem parte do estilo dessa mídia. Porém, por mais que você esteja familiarizado com essas histórias, há certos eventos que são difíceis de aceitar, causando certa indignação nos leitores mais fiéis.
A lista a seguir traz alguns eventos de mau gosto no mundo dos super-heróis, em que eles agem completamente fora do personagem, tornando-se corruptos, homicidas ou pervertidos.
Você já sabe a regra: o Batman não usa armas, o Batman não mata. Porém, na memória dos fãs de longa data do herói, essa é uma regra que já foi quebrada. Nos primeiros dois anos do Homem Morcego, ele não apenas usava uma arma de fogo para lutar contra vilões — e ocasionais vampiros —, mas os matava de formas variadas, fazendo comentários pouco heroicos em seguida.

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Superman fazendo um filme pornográfico
Em uma história dos anos 80, o Superman e a heroína Grande Barda são controlados mentalmente por um vilão chamado Sleez. O personagem esquisitão então obriga ambos os poderosos paladinos a encenarem um filme pornográfico. Sim, o escoteiro azul fazendo sexo… Com uma mulher casada… E sendo filmado.
Ainda que o “Código das Revistas de Super-herói” tenha privado os leitores de cenas explícitas, o que os dois supostamente fizeram lá foi enviado pelo vilão Darkseid ao Senhor Milagre, marido da Big Barda. Na imagem acima, podemos ver sua reação de horror. Ambos foram salvos da situação quando Milagre descobriu onde eles estavam e intervindo.

Lanterna Verde se transforma em um genocida
A saga “A Morte do Superman” foi uma história de grande repercussão que gerou diversas consequências no universo da DC durante os anos 90. Uma delas foi a aniquilação de Coast City, cidade natal de Hal Jordan, o mais famoso membro da Tropa dos Lanternas Verdes nos quadrinhos — sim, aquele interpretado pelo Ryan Reynolds no filme.
Após um tempo, Hal tenta usar a energia do planeta Oa, onde ficava a bateria central dos anéis de poder, para reconstruir a cidade. Os Guardiões, anciões que comandam a Tropa e essa energia, não permitem. Jordan simplesmente enlouquece e assassina praticamente todos os Guardiões e Lanternas Verdes, destruindo Oa em seguida. Essa história é conhecida como “Crepúsculo Esmeralda”.
Por um tempo, ele age como vilão, assumindo o nome de Parallax, mas alguns anos depois é redimido por roteiristas que fizeram com que o genocídio fosse obra de uma entidade alienígena que possuiu o herói.

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10.123 – Vilões famosos dos quadrinhos


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Coringa:
O principal inimigo do Batman teve sua origem depois de um personagem chamado Gwynplaine, retirado de uma adaptação para os cinemas feita pelo diretor alemão Paul Leni— intitulada O Homem Que Ri. O ardiloso maluco de Gotham City levou consigo a estranheza, bem como a assustadora maquiagem da face pouco amistosa de seu inspirador, cuja aparência simula uma feição de riso eterno.

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Erik Magnus Lehnsherr — Magneto
O eterno vilão mais querido do universo dos X-Men teve sua criação depois de uma das figuras mais importantes da luta pelos direitos humanos. Erik Lehnsherr foi baseado em ninguém menos do que o próprio Malcom X, justamente no período crítico em que o ele e Luther King batalhavam contra a opressão racial — o que é justamente o grande ideal do controlador do magnetismo. Vale lembrar que a dupla Stan Lee e Jack Kirby optaram por fazer de Magnus um pouco menos pacifista do que seu amigo Prof. Xavier e por essa razão é que o personagem figura nesta lista de vilões.
Círculo Interno do Clube do Inferno
Outra dupla de talentosos produtores por trás das histórias dos Fabulosos X-Men certamente foi Chris Claremont e John Byrne, que fizeram o favor de criar o Clube do Inferno durante a primeira saga da Fênix Negra.
Entre os membros da versão inaugural dessa confraria de muito dinheiro e poder, encontramos o Mestre Mental (baseado no ator britânico Peter Wyngarde), o temível Sebastian Shaw (baseado no ator Robert Shaw), Donald Pierce (baseado no ator Donald Sutherland), Harry Leland (baseado em Orson Welles) e a bela Ema Frost (baseada em uma personagem do cinema interpretada por Diana Rigg).

galactus

Galactus — O Devorador de Mundos
É uma das entidades que representa uma das existências mais antigas de todo o universo Marvel, sendo considerado ao lado das forças essenciais da natureza (assim como a morte). O personagem também foi criado por Stan Lee e Jack Kirby, com a intenção de representar algo que estivesse além de conceitos como o bem e o mal. E exatamente por essa razão que a dupla se baseou no próprio criador de todo o universo para fazer o devorador de mundos. Isso mesmo, Galactus é uma espécie de Deus do Universo Marvel.

O Caveira
O temível inimigo do Capitão América, que (de acordo com os dois últimos longas do herói para o cinema) também conta com uma força sobre-humana, conta com uma inspiração no mínimo “estranha”, por assim dizer. Joe Simon, um dos criadores do alter ego de Steve Rogers, revelou que se baseou em uma sobremesa para a criação do vilão. Isso mesmo, quando você vê aqueles ossos rubros sobre o pescoço do nazista, que tal imaginar um sundae de chocolate com uma cereja no topo? Pois foi exatamente isso que Simon fez…

10.054 – Marvel no Cinema – ‘Capitão América 2’ bate recorde na estreia nos EUA


Capitão América 2: O Soldado Invernal, continuação de Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), manteve a tradição dos longa de super-heróis da dupla dinâmica Marvel e Disney e estreou em primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos, com a módica quantia de 96 milhões de dólares arrecadados no primeiro fim de semana em cartaz. As informações são do site Box Office Mojo.

O valor é um recorde para o mês de abril, que até então tinha o longa Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (2011), com 86,2 milhões de dólares como a melhor estreia do período. Somada às bilheterias de outros países que já estrearam a produção, a sequência do herói americano arrecadou 194 milhões de dólares.

Assim como as continuações Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, o novo longa do Capitão América cresceu nas bilheterias impulsionado pelo sucesso do bilionário Os Vingadores.

Enquanto Homem de Ferro 3 teve um crescimento de 36% em sua bilheteria, comparado ao filme anterior da franquia, e Thor: O Mundo Sombrio aumentou 30%, Capitão América 2: O Soldado Invernal arrecadou 48% a mais que seu primeiro filme pré-Vingadores.
No entanto, o recorde de herói da Marvel mais bem sucedido ainda está nas mãos de Homem de Ferro (2008), que alcançou 98,6 milhões de dólares em um fim de semana.
No Brasil, a nova aventura do Capitão América chega aos cinemas no dia 10 de abril, e repete no elenco Chris Evans no papel do herói principal, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Scarlett Johansson como a Viúva Negra e Sebastian Stan como o Soldado Invernal.

9719 – Os Quadrinhos invadem o Cinema


h de aço

O Pioneiro
Em 1978, Richard Donner inaugurou a era das grandes adaptações de HQs. Superman revelou Christopher Reeve e contou com Marlon Brando, que ganhou US$ 3,7 milhões, maior cachê do cinema até então. A quinta parte da série saiu em 2006.

BATMAN
Ele estreou no cinema nos anos 60. Só voltou na virada dos 80 para os 90, ganhando um tom lúgubre. Em seguida, naufragou em fiascos com uniformes de mamilos salientes. E voltou em 2005, na mais bem-sucedida fase do herói.

OS MUTANTES
As adaptações de X-Men tiveram muita liberdade criativa, com direito a modernização de uniformes e histórias. A “primeira classe”, tratada no último filme, por exemplo, não tem os mesmos personagens das HQs originais.

QUARTETO FRACASSO
Um estúdio alemão rodou Quarteto Fantástico às pressas em 1994. Não chegou à telona, mas o filme virou relíquia. Os heróis só iriam para o cinema em 2005.

Poster do filme
Poster do filme

MAIORES NO CINEMA
Antes de virar filme, Homens de Preto era história em quadrinhos. Ela foi publicada em 1990 e era bem diferente do longa, com um tom mais sério. Assim como a HQ do Máscara dos anos 80, em que o personagem era sádico, parecido com o Coringa.

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5515 – Mega Cartoon – Al Jafee


Veja como eram as dobradinhas

Al Jaffee é um cartunista americano de 89 anos que fez fama ao criar as capas dobráveis da revista satírica americana Mad. As capas, quando dobradas, mostravam desenhos ocultos na imagem original.
O New York Times resgatou as capas de Jaffee para a Mad, de 1960 até hoje, e as dispôs em seu site. Lá , pode-se brincar virtualmente de dobrá-las e descobrir os traços subliminares. O passatempo é muito interessante.
A revista Mad chegou a ser proibida pelo governo e investigada pelo FBI, mais de uma vez, por incitar a delinqüência juvenil. Professores recolhiam cópias vistas com alunos.
Ao menos na premissa do humor, Mad foi uma espécie de pré-Hustler: nela, nada era sagrado ou tabu. O motto de Gaines era “Não leve nada a sério demais”. Apolítico e ateísta, fazia questão de bater forte em política e religião. (Um exemplo: na paródia de Ghostbusters II, um padre se aproxima de Bill Murray e diz: “No clero, somos contra as pessoas acreditarem em nonsense fantástico ou superstições sobrenaturais”, ao que Murray replica: “Claro. Vocês querem que as pessoas acreditem em coisas quotidianas como a Arca de Noé e serpentes falantes com maçãs!”)
Livro
Al Jaffee’s Mad Life – A biography é um relato da vida de Al Jaffe, e de seu trabalho para a revista Mad, pelo qual ele é conhecido, incluindo as imagens que quando dobradas formam uma segunda ilustração cômica.

Dobradinha Mad

O livro inclui 74 desenhos originais de Al Jaffe, cujos originais estão sendo exibidos no Museum of Comic and Cartoon Art.
Abraham “Al” Jaffee, atualmente com 89 anos, nasceu em 13 de março de 1921, em Savannah, na Georgia, nos Estados Unidos. Durante sua infância, visitou por períodos prolongados a Lituânia, terra natal de sua mãe, e país do qual fugiu antes da invasão dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Jaffe se tornou um dos maiores cartunistas dos Estados Unidos, trabalhando em revistas de humor como Trump, Humbug e Mad, na qual trabalhou por mais de 50 anos, e outras publicações da Timely Comics, Atlas Comics e EC Comics. Jaffe também desenhou as tiras de jornal, Tall Tales, série que foi publicada recentemente em um belo volume da Abrams.

3905 – A Ciência e os Super-Heróis


Da Super para o ☻Mega

Quem o físico Tabacnicks não perdoa é o Super- Homem, o herói mais popular de todos os tempos, lançado em junho de 1938 pela dupla americana de universitários, Joe Shuster, autor dos desenhos, e Jerome Siegel, que escrevia as aventuras. O personagem não é um cientista, mas seus superpoderes estão diretamente relacionados à pseudociência típica dos quadrinhos. “A chamada visão de raios X do Super-Homem é uma aberração. Ele não poderia enxergar através das coisas”, diz o professor da USP, que faz comparações com aparelhos hospitalares, feito os tomógrafos, usados para registrar imagens do interior do corpo humano. “Esses equipamentos emitem feixes de ondas, que atravessam o organismo e se refletem num sensor, geralmente uma chapa fotográfica, sempre colocado no lado oposto. Em suma, não é possível que algo — no caso, um olho — consiga emitir o feixe, para captar a imagem, no mesmo lado.” Além disso, na realidade o Super-Homem não poderia voar: “Nada voa sem ter propulsão, sustentação e sem consumir uma monstruosa quantidade de energia”, afirma Tabacnicks.
No princípio, é verdade, o primeiro dos super-heróis não voava, só dava os seus pulinhos, sobre prédios de quinze andares. Contudo, apesar de saltar destemido e correr feito um trem, uma granada seria capaz de feri-lo. Então, estimulados pelos promissores resultados de seu lançamento editorial, os autores resolveram dar mais asas à imaginação e o Super-Homem virou o que é. Ele voa mais rápido do que a luz, viaja entre planetas e resiste até à bomba atômica. Só mesmo a proximidade com a kryptonita, um minério de seu planeta natal, consegue extrair-lhe as forças.
E quanto ao Homem de Ferro? – Personagem famoso, nascido nos anos 60, foi o Homem de Ferro — roteiro de Stan Lee e traços de Don Heck, ambos americanos. O herói, nas horas vagas, seria o jovem empresário Tony Stark, que fabricou uma superarmadura de metal maleável, com visor infravermelho, computador interno, mira laser e outras parafernálias. Graças a ela, o Homem de Ferro enfrentava qualquer bandido, ficando a salvo dos tiros — o que é negado pelo químico Sérgio Massaro, da USP. “Metal maleável não consegue ser à prova de balas”, diz ele. “A armadura acabaria se rasgando.”
E o Prof.Pardal?
Entre as birutices de Pardal, estão patenteados um oralicóptero que voa movido a quacs do Pato Donald e um tradutor de vozes de animais. Na ciência real também há muitos inventores malucos, alguns que até plagiam o cientista da Disney. Em maio deste ano, por exemplo, um engenheiro inglês desempregado, Louis Allen Richardson, saiu nos jornais de seu país ao lado de sua invenção, a bicicleta voadora, que — justiça se faça — já havia sido projetada pelo Professor Pardal, nos anos 70. Nem sempre a ciência dos quadrinhos está errada: é só lembrar que nas histórias de Flash Gordon, ainda na década de 30, já apareciam aparelhos de TV. Os pesquisadores da NASA, a agência espacial americana, também admitem terem buscado inspiração nas aventuras desse herói, na hora de desenhar as suas pistolas de ar comprimido. Outro exemplo de como, às vezes, os heróis dos quadrinhos se antecipam em relação à ciência são as histórias do Quarteto Fantástico, criado em 1961, com textos de Stan Lee e desenhos de Jack Kirby. Em suas aventuras, o grupo de super-heróis usava computadores para simular o resultado de experiências — o que se faz, hoje em dia. Em 1952, os Estúdios Disney apresentam o Professor Pardal, que pregou na porta do seu laboratório a placa “Inventa-se qualquer coisa”, de cara, em sua primeiríssima história. E nunca mais tirou a tal placa de lá. “Sua invenção mais brilhante foi o Lampadinha, seu fiel ajudante, que vive correndo para consertar os estragos do mestre”, opina Júlio de Andrade Filho, que há vinte anos está envolvido com as revistas em quadrinhos da Editora Abril Jovem. Hoje, diretor da divisão de livros, ele conta que foi a sua equipe o cupido do famoso pardal cientista.

2969 – História da História em Quadrinhos


Mais um da Marvel

Os desenhos vêm dos primórdios da civilização. Nas cavernas, os hieroglifos egípcios, tapeçarias medievais, vitrais góticos, livros ilustrativos e etc. Em 1897, surgiram os Sobrinhos do Capitão; em 1917, Pat Sullivan criava o Gato Félix, em 1928, dentro da mesma influência, Walt Disney (1901-1966) fazia as primeiras histórias do Mickey Mouse, em 1928, Popeye, em 1929; Tarzan.
Década de 1930 – Em 1931, Dick Tracy foi o fruto típico da lei seca e do gangsterismo. Em 1932 surgia o Pinduca e Flash Gordon; domesmo autor, X9 e Jim das Selvas; em 1934, Mandrake, o mágico, em 1936, Fantasma e Ferdinando. Em 1938, Jerome Siegel e Joe Shuster idealizaram o Super-Homem. Em 2 anos, circularam 20 milhões de exemplares. Em 1939, surgia também o Batman e que a partir do ano seguinte, seria acompanhado por Robin. Surgiu o Capitão Marvel, o Homem Borracha, O Homem Enguia e Namor, o príncipe submarino. Desde o início da década de 30, eram populares nos EUA, historietas pornográficas ( dirty comics), desenhadas por autores autônomos. No Brasil, surgiu o gibi em 1934, que virou sinônimo de revista em quadrinhos.
Década de 1940 – O Capitão América foi escrito por Joe Simon e depois por Stam Lee. Sua luta contra o caveira eraz típica da propaganda contra o nazismo e desapareceu depois da guerra, ressurgindo depois. Surgiu a Little Lulu (Luluzinha) e após a guerra houve a proibição dos quadrinhos americanos e vários países, na tentativa de valorizar o produto nacional e para contestar a influência ideológica, houve portanto uma fase de estagnação.
Década de 1950 – Charles Schultz publicava seus 1°s Peanuts, com Charles Brown, Lucy, Linus, Shoeder e Snoopy, o cachorro. Em 1952, surgia a revista MAD, de harvey Kurtzman, de humor mordaz. Em 1959, na francesa Pilote surgiu Asterix. No Brasil, a Editora Abril lançava O Pato Donald e na extinta O Cruzeiro, foi lançada O Amigo da Onça, de Millor Fernandes, o cartunista; em 1959 surgiu O Pererê, do folclore nacional. Em 1955, foram desenhados os catecismos pornográficos, vendidos clandestinamente.
Décadas de1960 e 1970 – No início da década de 1960, Stan Lee, que já havia adaptado O Incrível Hulk para os quadrinhos, criava personagens novos: Homem Aranha, Homem de Ferro e Thor e relançou o Capitão América e Namor. Na Argentina surgiu Mafalda. Em 1970, apareceu Conan, o bárbaro, um romance de espada e feitiçaria. Em 1973, Haggar, o horrível, um viking. Em 1978, vimos surgir O Gato Comilão e Garfild de Jim Pavis. Em 1968, Daniel Azulay lançou o Capitão Cipó, um anti-super herói. O publicitário Maurício de Sousa criou personagens de sucesso, como Mônica, Franjinha, Cascão, Cebolinha, Chicoi Bento e outros, influenciado por Shultz e Luluzinha. Sem condições financeiras de competir commconcorrências estrangeiras, os quadrinhos brasileiros subsistiam com atividades isoladas, como as de Henfil, Ziraldo e Juarez Machado.
Anos 80 – Marvel e DC lançaram séries renovando seus super-heróis. Em 1986, foram lançadas as revistas Heman e She Ra; líderes de audiência na TV. Em 1984, a crise econômica e a concorrência desigual daTV, vídeo-games e VCRs reduziram os 60 miulhões de exemplares vendidos em 1980, para 32 milhões cinco anos depois. Atualmente tem outro fortíssimo concorrente: o computador e a Internet.

2752- Quadrinhos – Stan Lee,um mestre da argumentação


Marvel Comics
Criações de Stan Lee

Stanley Martin Lieber (Nova Iorque, 28 de dezembro de 1922) então com 88 anos era um escritor, editor, publicitário, ator, produtor e personalidade de televisão norte-americano.introduziu personagens complexas e um universo compartilhado entre heróis de histórias em quadrinhos (ou banda desenhada). Seu sucesso ajudou a transformar a Marvel Comics de uma pequena publicadora para uma grande corporação multimídia.Entre suas maiores criações estão, os X-Men, o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, o Incrível Hulk, e o Homem de Ferro.
Na adolescência, Lee trabalhou para os publicadores Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde tornaria-se a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado foi uma página para preencher texto assinada com o nome Stan Lee, que apareceu na revista do Capitão América em 1941. Stanley usou o nome “Stan Lee” porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome associado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a Segunda Guerra Mundial, Lee voltou para a sua posição na qual tornaria-se a Marvel Comics. Naquela época, um campanha de decência liderada pelo psiquiatra Dr. Frederic Wertham e pelo Senador Estes Kefauver culpava as revistas de histórias em quadrinhos por corromper os jovens leitores com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estringente Comics Code Authority.
Permanecendo na Timely/Marvel pela década de 1950, Lee escreveu histórias de vários gêneros, como romance, faroeste, e ficção científica leve. No fim da década, ele ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em sair da área.
No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publicador da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente, a carreira de Lee mudou completamente.
Lee com a ajuda de Jack Kirby, deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.
Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men com Kirby; Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko.
Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada “Stan’s Soapbox”
Stan Lee apareceu como personagem nas cenas de muitos filmes de super-heróis (mas não todos os filmes); baseados nos personagens da Marvel Comics que ele ajudou a criar. Ele é atualmente o ator 22 classificado em termos das receitas de bilheteira graças à sua aparições em filmes da Marvel.
No filme O Julgamento do Incrível Hulk (1989), Lee fez sua primeira aparição em um filme da Marvel;na qual ele é um jurado no julgamento do Dr. Bruce Banner.
No filme Mallrats (1986) (Barrados no Shopping ou Os Malucos do centro) aconselhando Brodie.
No filme X-Men (2000), Lee aparece como um vendedor de hotdog na praia, quando o senador Robert Kelly aparece nu na praia depois de escapar do mutante Magneto.
Em Homem-Aranha (2002), ele aparece durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Duende Verde, puxando uma menina longe dos destroços de um prédio.
Em Demolidor (2003), Matt Murdock, ainda criança,não deixa Stan Lee atravessar a rua para não ser atropelado por um ônibus.
Em Hulk (2003), ele aparece andando ao lado do ex-Hulk da série de TV, Lou Ferrigno em uma cena inicial, como guarda de segurança no laboratório de Bruce Banner. Foi seu primeiro papel falando em um filmes baseados em um de seus personagens.
Em Homem-Aranha 2 (2004), Lee puxa novamente uma pessoa inocente, longe do perigo durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Doutor Octopus.
Em Quarteto Fantástico (2005), Lee aparece pela primeira vez como um personagem dos quadrinhos, em um papel creditado como Willie Lumpkin, o carteiro que recebe o Quarteto Fantástico quando eles entram no edifício Baxter.
Em X-Men: O Confronto Final (2006), Lee e Chris Claremont aparecem como dois dos vizinhos de Jean Grey na cena de abertura do conjunto há 20 anos. Lee, creditado como “homem da mangueira”, é molhado no gramado quando Jean usa sua telecinese redireciona a água da mangueira para o ar.
Em Homem-Aranha 3 (2007), Lee aparece em um papel creditado como “homem da Times Square”. Ele fica ao lado de Peter Parker, ambos lendo um boletim de notícias e logo depois comenta a Peter:”Você sabe, eu acho que uma pessoa pode fazer a diferença no carater de outra pessoa”.
Em Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), Lee aparece como ele mesmo no primeiro casamento de Reed Richards e Susan Storm, sendo afastado por um guarda de segurança por não estar na lista de convidados. Em Fantastic Four Annual # 3 (1965) ,acontece a mesma coisa, em que Lee e Jack Kirby são igualmente barrados.
Em Homem de Ferro (2008), Stan Lee (creditado como “Si”) aparece em uma festa de gala com três mulheres loiras, onde Tony Stark o confunde com Hugh Hefner. Na versão teatral do filme, Stark simplesmente cumprimenta Lee como “Hef” e move-se sem ver a cara de Lee, uma outra versão da cena foi filmada quando Stark percebe seu erro, mas Lee gentilmente responde: “Tudo bem, eu sou confundido assim o tempo todo.”
Em O Incrível Hulk (2008),Stan Lee aparece como um cidadão infeliz que acidentalmente ingere um refrigerante misturado com o sangue de Bruce Banner, que levou à descoberta da localização do Dr. Banner em uma fábrica de engarrafamento no Brasil.
Em Homem de Ferro 2 (2010), durante a Expo Stark, Lee, vestindo suspensórios e uma camisa colorida brilhante e gravata, é cumprimentado por Tony Stark em “Larry King”.

2751 – Mega Quadrinhos – Schwazenegger é o novo super-herói dos quadrinhos


O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger retorna à ação como o super-herói de histórias em quadrinhos “The Governator” pelas mãos do criador do “Homem-Aranha”, Stan Lee da Marvel, o mestre da argumentação.
“Quando me candidatei a governador em 2003 e comecei a escutar as pessoas falando sobre ‘The Governator’ pensei que o nome era ótimo”, declarou Schwarzenegger em sua primeira entrevista após deixar a chefia da Califórnia no mês de janeiro.
“A palavra Governator combinava dois mundos: o mundo da política e o mundo do cinema. Este personagem junta tudo. Mistura o governador, o Terminator, o mundo do fisiculturismo e o filme ‘True Lies'”, enumerou o ator.
O criador de histórias em quadrinhos Stan Lee, coautor do “Homem-Aranha”, faz parte do projeto para lançar esse novo personagem tanto em formato de papel como para a televisão, embora tenha que esperar até 2012 para conhecer o resultado final. Ele escolheu nada mais nada menos que o melhor argumentista dos quadrinhos ainda em atividade aos 88 anos.
“The Governator será um grande super-herói, mas também será Arnold Schwarzenegger”, afirmou Lee sobre o personagem.
“Estamos usando todos os elementos pessoais da vida de Arnold, sua mulher (Maria Shriver), seus filhos. Estamos usando o fato de ter sido governador. Só após deixar o cargo constrói um centro secreto de alta tecnologia contra o crime embaixo de sua casa em Brentwood (região de Los Angeles)”, explicou Lee.
Além desse refúgio de The Governator em forma de caverna do Batman, o novo superheroi terá uma frota de carros a sua disposição, um armário cheio de “super-trajes” que lhe permitirão voar e realizar outros truques, além de uma equipe de ajudantes na qual há um adolescente especialista em segurança cibernética.
A lista de inimigos de The Governator será liderada por uma organização mafiosa chamada Gangsters Imposters Racketeers Liars & Irredeemable ex-cons (G.I.R.L.I.E.).

Mundo dos Quadrinhos – A Ciência dos Super Heróis


Há um universo onde a ciência faz milagre, nele os pesquisadores nunca realizam testes e nem perdem tempo com estatísticas, mesmo assim, jamais erram. A falta de dinheiro não é problema. A origem dos recursos é desconhecida, mas fenômenos surgem dia após dia. Tudo é possível nos quadrinhos. A primeira história do gênero foi criada em 1894 pelo americano Richard Outcault, o Wellow Kid, era um garoto de traje amarelo, seu mérito foi o de introduzir o balão com a fala dos personagens. No início, contudo, as tiras publicadas pelos jornais tinham sempre um caráter humorístico, daí o nome comics, como são chamados em inglês, não importando o conteúdo. As primeiras aventuras envolvendo ficção científica só apareceram no final da década de 1920. Um dos pioneiros foi Tintim, um herói desenhado pelo belga Herge. Em 1929, 40 anos antes do homem pisar na Lua, Tintim seguiu por esse destino, a bordo de um foguete caseiro, construído pelo Professor Girassol. Em 1933, Flash Gordon rumava para o Planeta Mongo, que ameaçava invadir a Terra. Vítima de acidente aéreo, o jovem Flash Gordon cai de para quedas, justo em cima do laboratório do Dr Zarkot, um pesquisador que os enviará para o planeta invasor. Foguetes fundo de quintal são inviáveis no mundo real, a começar pela velocidade necessária para se escapar da Terra, algo em torno de 40 mil km/h e uma nave veloz demanda altíssima tecnologia, além do que, um foguete espacial deve estar sempre corrigindo seu percurso através de cálculos realizados por computadores ou não chegaria a seu destino. O Super Homem, herói mais popular de todos os tempos, lançado em junho de 1938 pela dupla americana de universitários, Joe Shuster e Jerome Siegel não é um cientista mas seus poderes estão relacionados a pseudo-ciência típica dos quadrinhos. Sua visão de raios X é uma aberração, ele não poderia enxergar através das coisas. Os tomógrafos emitem feixes de ondas, que atravessam o organismo e se refletem em um sensor, geralmente chapa fotográfica, sempre colocado no lado oposto, olho não conseguiria emitir o feixe para captar a imagem do mesmo lado. Ele não poderia voar. Nada voa sem ter propulsão, sustentação e sem consumir monstruosa quantidade de energia. O primeiro SH não voava, só dava pulos sobre prédios de 15 andares, contudo, embora corresse como um trem, uma granada era capaz de feri-lo. Estimulados pelos promissores resultados os autores resolveram então transformá-lo no que é, voa mais rápido que a luz, viaja entre planetas e resiste até a uma bomba atômica. Somente a proximidade com a kiptonita, minério de seu planeta natal consegue lhe extrair as forças.