13.903 – Astronomia – Descoberta de Asteroide


asteroide 2018
Uma pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro (SP) descobriu que um asteroide de cerca de dois quilômetros de diâmetro está na mesma órbita de Júpiter, mas em trajetória contrária ao planeta.
O artigo da portuguesa Maria Helena Morais foi publicado na Nature, uma das principais revistas científicas do mundo, e vai ajudar no estudo de órbitas de outros asteroides, inclusive os que passam perto do planeta Terra.

Asteroide 2015 BZ509
A pesquisa durou quatro anos e contou com pesquisadores de vários países. Tanto o asteroide, batizado de 2015 BZ509, quanto o planeta Júpiter levam 12 anos para dar uma volta ao redor do Sol e, a cada seis anos, eles se aproximam, mas não colidem.
Segundo Maria Helena, este tipo de órbita com movimento contrário pode existir em sincronia com outros planetas no mesmo período da órbita em torno do Sol.
‘’Isso é devido à gravidade do planeta, que consegue manter estas órbitas nestas posições que são posições de equilíbrio’’, disse a pesquisadora.
A descoberta deve ajudar nas pesquisas de outras órbitas de asteroides. ‘’É muito importante monitorar os objetos que se aproximam da Terra. Claro que sempre tem um risco de haver uma colisão. Isso vai acontecer um dia, já aconteceu no passado’’, afirmou Maria Helena.
“Por enquanto não há risco, não é para ficar preocupado, mas a gente tem que continuar de olho no céu para avistar esse tipo de asteroides que podem ser perigosos”, completou Rojas.

13.584 – Coincidência? – Asteroide em forma de caveira volta a passar perto da Terra em 2018


asteroide haloween
O corpo celeste 2015 TB145, conhecido como ‘Asteroide do Halloween’, deve passar perto da Terra em 2015. Ele ganhou o apelido por mostrar semelhança com crânio humano ao girar em torno de seu próprio eixo. Além disso, ele foi visto pela última vez em outubro de 2015, próximo à data em que é o Dia das Bruxas é comemorado em alguns países.
Em sua última passagem , o asteroide estava a uma distância de aproximadamente 486 mil km da Terra, cerca de 1,3 vezes a distância da Lua à Terra. Segundo o pesquisador Pablo Santos-Sanz, dos Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), o asteroide poderá ser observado de novo em novembro de 2018.
No entanto, no próximo ano, o 2015 TB145 estará a uma distância 105 vezes maior que a da Terra à Lua.
O Asteroide do Halloween tem entre 625 a 700 metros de diâmetro, de acordo com o estudo publicado pelo cientista Pablo Santos-Sanz e sua equipe no periódico Astronomy and Astrophysics.
O pesquisador espera que a aproximação permita mais descobertas sobre o corpo celeste.”Apesar de essa passagem próxima não ser tão favorável, conseguiremos como obter novos dados que podem aumentar nosso conhecimento sobre a massa dele e outras que passam pelo planeta”, disse Pablo Santos-Cruz à BBC.

13.403 – Asteroide gigante passa pela Terra nesta sexta-feira


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O maior asteroide a se aproximar da Terra em mais de um século passará a uma distância de sete milhões de quilômetros do nosso planeta nesta sexta-feira, afirma a Nasa. A distância é considerada próxima, em termos cósmicos, mas não o suficiente para oferecer qualquer risco. Este asteroide, que possui um diâmetro de 4,4 quilômetros e é conhecido pelo apelido Florence, foi descoberto em março de 1981.
“É o maior objeto celeste a passar tão perto do nosso planeta desde a descoberta do primeiro asteroide nas proximidades da Terra, há mais de um século”, afirmou a agência espacial americana, em comunicado. “Embora muitos asteroides conhecidos tenham cruzado a Terra a uma distância mais curta do que fará Florence na sexta-feira, todos eram menores”, disse Paul Chodas, responsável do Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra, que pertence à Nasa.
Florence só voltará a se aproximar da Terra em outubro de 2024 e, mesmo assim, não passará tão perto de nosso planeta pelos próximos quinhentos anos, afirmou a agência espacial. Os cientistas aproveitarão esta passagem para estudar mais detalhes do corpo celeste, usando telescópios localizados na Califórnia e em Porto Rico.

“As imagens resultantes devem permitir determinar as dimensões exatas do asteroide e também revelar os detalhes de sua superfície com uma precisão de 10 metros”, estimou a Nasa.

Colisão
As colisões entre grandes asteroides e a Terra não são eventos comuns. “A cada 2.000 anos, aproximadamente, um meteorito do tamanho de um campo de futebol atinge o planeta, devastando a área de impacto e os arredores”, afirmou a agência espacial americana.
Objetos celestes capazes de aniquilar a civilização humana, como o que provocou o fim dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos, são ainda mais raros. Estes ameaçam a Terra uma vez a cada alguns milhões de anos, acrescentou a Nasa, que chegou a calcular em 0,01% a probabilidade de um asteroide grande e potencialmente perigoso nos atingir nos próximos cem anos. Mesmo a queda do meteoro que provocou importantes danos e deixou 1.000 feridos em Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro de 2013, foi um evento incomum. A rocha tinha um diâmetro de 15 a 17 metros e uma massa entre 7.000 e 10.000 toneladas. Ao atingir o solo, liberou uma energia que foi estimada em 30 vezes a potência da bomba de Hiroshima.
A Nasa afirma que ao menos um asteroide do tamanho de um carro atinge a atmosfera da Terra por ano, mas normalmente eles se desintegram antes de tocar o solo.

13.002- NASA não tem nenhum plano para impedir que algum asteroide destrua a Terra


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Se você é fã de filmes como Armageddon e Impacto Profundo, talvez ainda tenha esperanças de que a Nasa possa fazer alguma coisa para evitar que um asteroide colida contra a Terra. Bom, saiba que uma missão tripulada por heroicos astronautas só aconteceria mesmo em Hollywood.
Em evento no centro espacial Goddard, em San Francisco, nos Estados Unidos, o pesquisador Joseph Nuth deu a má notícia para quem ainda tinha alguma esperança de que o órgão faria algo para resolver esse problema: “No momento não há nenhuma tecnologia que possa ser utilizada.”
Junto com astrônomos, os pesquisadores admitem que há diversas ideias para tentar impedir que isso aconteça, mas que, por enquanto, são apenas ideias e não planos concretos de emergência.
Para piorar ainda mais, os últimos asteroides que despertaram algum tipo de atenção da NASA só foram descobertos quando não havia mais tempo útil para formalizar qualquer plano que pudesse impedir o contato. Em 2014, por exemplo, um cometa que passou perto da órbita de Marte, só foi visto 22 meses antes de quase se chocar contra o planeta vizinho.
A boa notícia é que a probabilidade de um asteroide acabar com nossa civilização é extremamente baixa, cerca de uma vez a cada 50 milhões ou 60 milhões de anos, conforme aconteceu com os dinossauros há 65 milhões de anos.

O plano provável
Apesar de não ter nenhuma tecnologia pronta para combater os pedregulhos espaciais, os cientistas já estão trabalhando para criar uma solução. A mais provável seria atirar um foguete carregado de explosivos potentes, como bombas atômicas, para tentar desviar a rota do objeto.
O lado negativo desse plano é que estilhaços do cometa poderiam cair na Terra e causar radiação em muitas regiões. Sem o uso de bombas nucleares, os foguetes ficariam mais pesados e levariam mais tempo para atingir o alvo.

12.971 – Sinal verde para AIDA: a missão espacial que desviará asteroides perigosos


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A NASA e a Agência Espacial Europeia uniram forças em uma missão de grande importância para a história espacial: desviar asteroides que ameaçam a Terra.
O projeto, chamado AIDA (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), tem como objetivo medir os efeitos do impacto de um asteroide, de modo a avaliar a capacidade de desvio de sua trajetória, evitando uma possível e perigosa colisão com o o nosso planeta.
O alvo-teste escolhido para a primeira missão será um par de asteroides chamado Didymos, composto por uma rocha principal de 800 metros de diâmetro e outra de 150 metros, que orbita ao seu redor. Eles se dirigem às proximidades da Terra a toda velocidade, e a expectativa é que, em 2022, estejam a apenas 11 milhões de quilômetros do nosso planeta.
A estratégia da AIDA prevê o lançamento da sonda AIM (sigla para Missão de Impacto de Asteroide) em outubro de 2020 pela ESA. Ela chegará aos Didymos em maio de 2022. Enquanto isso, em dezembro de 2020, a NASA lançará a sonda DART (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), que alcançará os Didymos em outubro de 2022. A missão será a primeira demonstração real da técnica do impacto cinético para mudar a trajetória de um asteróide no espaço.
Desde 2011, as duas agências têm alinhado todos os detalhes, já que os Didymos se aproximam e não há tempo a perder.

12.942 – Astrofísica – O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo


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Folha Ciência para o ☻Mega

Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam “esmagados” nos pólos.
Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.
A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço.
“Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol”, disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto.

PASSO DE TARTARUGA
Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.
O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.
Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.
Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites: “A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo”, disse Gizon à BBC.
“Mas, ao girar mais devagar, deforma menos”, acrescentou.
Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.

CAMPO MAGNÉTICO
O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.
Também existe o campo magnético.
“Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação”, diz o especialista.
“É por isso que também atribuímos sua forma à presença do campo magnético”.
“Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade”, relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.
Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.

12.627 – A Quase Lua da Terra


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De acordo com um anúncio do Centro de Estudos dos Objetos Próximos da Terra, nós também temos a companhia de um “quase-satélite”, mais exatamente o asteroide 2016 HO3. Esta pedra espacial, descoberta em 27 de abril, orbita o Sol de tal maneira que não se desvia muito da Terra.
De acordo com Paul Chodas, da NASA, os cálculos indicam que o 2016 HO3 tem sido um quase-satélite da Terra por aproximadamente cem anos e deverá manter esse padrão nos próximos séculos. Ele explicou que havia um outro asteroide, o 2003 YN107, que chegou a ter uma órbita semelhante há 10 anos, mas a rocha já partiu para longe.
O tamanho exato do 2016 HO3 não é conhecido, mas pesquisadores estimam que ele tenha entre 40 a 100 metros de largura.
Vale ressaltar que o asteroide também não representa nenhum perigo para a Terra, de acordo com a NASA, já que sua distância do nosso planeta nunca será inferior a 14,5 milhões de quilômetros.

12.462 – O Planeta 9 poderia destruir a Terra?


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Segundo o jornal The New York Post, a órbita do Planeta 9 poderia impulsionar asteroides e cometas em nossa direção, causando destruição total. Mas será que o corpo celeste teria mesmo potencial para causar esse estrago?
Segundo os astrônomos Konstantin Batygin e Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, a informação divulgada pelo jornal está cheia de equívocos. Em primeiro lugar, o diário diz que a existência do corpo celeste está comprovada. Mas, na verdade, os cientistas se limitam a especular sobre a existência do planeta tendo como base as estranhas órbitas de seis pequenos objetos no Cinturão de Kuiper, o conjunto de corpos gelados situado além de Netuno.

Caso realmente exista, o Planeta 9 tem uma massa 10 vezes maior que a da Terra e órbita 600 vezes mais distante do Sol que nosso planeta. Mike Brown assegura que não há nada o que temer sobre o suposto potencial destruidor do corpo celeste. Por meio de sua conta de Twitter, o cientista ainda atacou a notícia do jornal, descrevendo o texto como “idiota”.

O mais provável é que tudo não tenha passado de um erro jornalístico. A publicação teria feito confusão com informações sobre um estudo de Daniel Whitmire, de Ciências Matemáticas da Universidade de Arkansas, sobre extinções em massa que teriam ocorrido na Terra no passado remoto. Essa destruição teria sido provocada pela chuva de cometas provenientes do chamado Planeta X, um outro corpo celeste. O especialista sugeriu que esse fenômeno pode se repetir a cada 27 milhões de anos.

12.393 – Sistema Solar – Astrônomos amadores flagram grande objeto acertando Júpiter


Dois astrônomos amadores, em diferentes partes do mundo, capturaram um grande objeto impactando Júpiter.
Os vídeos independentes foram gravados por John Mckeon, na Irlanda, e Gerrit Kernbauer, na Áustria, no último em 17 de março de 2016. As imagens, que podem ser vistas no final do texto, mostram algo batendo no lado direito do planeta.
O impacto é visto como um pequeno flash, acima das nuvens, antes de desaparecer. Júpiter é o maior planeta do nosso sistema solar e é bombardeado por rochas espaciais com bastante frequência.
Com a confirmação do impacto, que parece ter sido causado por um meteoro ou cometa, pesquisadores tentam estimar qual seria o tamanho do objeto que provocou a luz brilhante no enorme planeta. No momento, especula-se que a rocha teria, aproximadamente, 10 metros de diâmetro, menos que um grão de areia paro o planeta.

11.527 – Nasa pretende lançar bombas nucleares no espaço para defender a Terra contra asteroides


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Os cientistas acreditam que existem cerca de um milhão de asteroides próximos da Terra que poderiam representar uma ameaça ao nosso planeta, mas apenas uma pequena fração foi detectada até então.
A prova dramática de que qualquer um destes corpos podem atingir a Terra aconteceu em 15 de fevereiro do ano passado, quando um objeto desconhecido atingiu Chelyabinsk, na Rússia, com a energia de 20 a 30 vezes da bomba atômica de Hiroshima.
A onda de choque resultante causou danos generalizados e ferimentos, tornando-se o maior objeto natural conhecido a entrar na atmosfera, desde o evento de Tunguska, em 1908, que destruiu uma área de floresta da Sibéria.
Usar armas nucleares para explodir asteroides pode funcionar particularmente bem em asteroides e cometas médios, entre cerca de 50 e 150 metros de diâmetro. Alguns especialistas, no entanto, afirmam que os fragmentos de rocha resultantes poderiam piorar a situação, e que desviar um asteroide seria uma solução mais adequada.
Explodir um asteroide com armas nucleares já foi proposto no passado. Em 2014, uma equipe de Iowa esboçou uma visão semelhante em uma conferência da Nasa, dizendo que seria necessário apenas uma semana de aviso prévio para desenvolver o sistema. Chamado de Hypervelocity Asteroid Intercept Vehicle, ou HAIV, a embarcação iria encontrar-se com um asteroide no espaço profundo.
O HAIV seria composto por uma nave espacial líder, que atingiria o cometa, causando uma cratera no objeto. Cerca de um milésimo de segundo depois, uma nave espacial, carregando explosivos nucleares, teria atingido o interior da cratera, aumentando sua eficácia em até 20 vezes.
Ao longo das últimas duas décadas, a Nasa tem procurado asteroides perigosos próximos da Terra, com mais de 1 quilômetro de diâmetro, e afirma ter detectado 98% deles. Mas os sistemas de detecção de asteroides existentes podem rastrear apenas um por cento dos objetos estimados que orbitam o Sol, segundo a empresa de mineração de asteroides, Planetary Resources, que é uma parceira da Nasa no projeto.

11.474 – Sonda Dawn se aproxima de Ceres, mas o mistério brilhante continua


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As novas imagens têm resolução de 410 metros por pixel, o que significa que estamos vendo coisas com diversos quilômetros de extensão. Para que se tenha uma ideia, a cratera dentro da qual estão os pontos brilhantes tem 90 km de diâmetro.
A Dawn chegou à nova órbita no dia 2 e deve permanecer nela até o dia 28, mapeando completamente o planeta anão, localizado entre as órbitas de Marte e de Júpiter. A sonda completa uma volta inteira em torno dele a cada três dias terrestres.
Depois disso, os motores iônicos serão novamente ligados e a espaçonave baixará a altitude para 1.450 km e se estabelecerá nessa nova órbita no começo de agosto. E então teremos imagens com resolução ainda melhor dos misteriosos pontos brilhantes de Ceres.
A exemplo do que disse Chris Russell, o Mensageiro Sideral ainda acha cedo para dar palpites mais profundos, mas a região central parece lembrar um pouco a caldeira de um vulcão. Será que temos criovulcanismo em ação aí?
Também podemos reparar alguns tracejados sobre a superfície que lembram atividade tectônica. Será que há algo ainda em estado líquido sob a superfície de Ceres?
E essa, na real, é a graça de acompanhar essas missões ao vivo — exploração espacial não é feita de perguntas simples e conclusões idem, mas sim de mistérios e surpresas a cada esquina.

11.281 – Espaço – Brilho misterioso é fotografado no planeta Ceres


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Uma imagem tirada pela sonda Dawn, da agência espacial norte-americana NASA, encontrou dois pontos brilhantes no planeta anão Ceres.
Ceres encontra-se em um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. A área brilhosa foi vista anteriormente em 2004, em uma imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Porém, novas fotografias mostram que há, na verdade, dois pontos luminosos, e os cientistas não sabem o que os está causando.
“Os pontos podem ter origem vulcânica, mas vamos ter de esperar por uma [imagem de] melhor resolução antes de podermos fazer essas interpretações geológicas”, disse Chris Russell, principal pesquisador da missão Dawn baseado na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA).
A imagem mais recente foi feita em 19 de fevereiro de uma distância de cerca de 46 mil quilômetros. Dawn deve entrar em órbita em torno de Ceres em breve, o que promete imagens ainda mais nítidas das manchas misteriosas.
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Ceres tem 950 quilômetros de diâmetro.
De acordo com informações da NASA, o pequeno objeto tem mais em comum com a Terra e Marte do que seus vizinhos rochosos. Há sinais de que Ceres contém grandes quantidades de água congelada abaixo de sua superfície.
Usando o Observatório Espacial Herschel, cientistas encontraram evidências de vapor de água no planeta anão. O vapor pode ser produzido por criovulcões ou por sublimação do gelo perto da superfície. Isto prova que Ceres tem uma superfície e uma atmosfera geladas. Os astrônomos estimam que, se Ceres for composto de 25% água, pode ter mais água do que toda a água doce da Terra.

11.076 – Projeções – E se um asteroide bater na Terra?


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Depende. O certo é que, logo após o impacto, ninguém ia saber direito o que aconteceu. E ninguém estaria mais confuso do que os astronautas da Estação Espacial Internacional.
À medida que a estação espacial se aproximava do local da colisão, menor era a visibilidade. Uma espessa nuvem de poeira, a cerca de 40 km de altitude, cobria a América do Norte e avançava sobre Atlântico e Pacífico. Era noite na Europa, e os três tripulantes da estação espacial não viram nem sinal das teias luminosas que marcavam a localização de Londres, Paris, Roma… Ao sobrevoarem a Ásia, a escuridão deu lugar a manchas iluminadas: incêndios que tomavam a Rússia e a China. Perto do Japão, contaram três vulcões expelindo lava – o traço comprido da fumaça indicava a força dos ventos. Chegando à Califórnia, perceberam que a massa flutuante de cinzas, nuvens e poeira cósmica começava a espiralar, formando furacões. Foi quando Tom chorou. Dorothy sempre estremecia ao ouvir um trovão, para rir em seguida, envergonhada.

11.011 – Grande asteroide se aproximará da Terra nesta segunda-feira, dia 26/janeiro de 2015: saiba como observá-lo


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Um asteroide de meio quilômetro de diâmetro, denominado 2004 BL86, passará a 1.200.000 km da Terra, ou seja, distância três vezes maior que a de nosso planeta em relação à Lua, segundo a Nasa. Até o ano 2027, esse asteroide será o que mais se aproximará da Terra, embora as probabilidades de que represente uma ameaça efetiva contra o planeta sejam mínimas.
“Em 26 de janeiro, acontecerá a maior aproximação do asteroide 2004 BL86 em 200 anos”, afirmou o diretor do Programa NEO, da NASA, no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, nos EUA. “Este fato representará a passagem relativamente perto de um asteroide relativamente grande, por isso será uma oportunidade extraordinária para poder observar e aprender”, acrescentou. A passagem do asteroide 2004 BL86 pelo céu noturno da Terra será observável de qualquer hemisfério, através de pequenos telescópios (abertura de 10 cm ou maior) e grandes binóculos, direcionados à constelação de Câncer. O 2004 BL86 atingirá magnitude visual de 9, o que significa que poderá ser observado como uma tênue estrela.

10.998 – Sonda New Horizons entra nos primeiros estágios do encontro com Plutão


O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide
O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide

Em 179 dias a sonda New Horizons, da Nasa, terá a sua maior aproximação de Plutão. No entanto, hoje a história já começa a ser escrita: sua aparelhagem já está analisando dados sobre o misterioso planeta-anão e seus arredores.
A Nasa ainda não divulgou fotos, mas já começou a analisar a poeira e o plasma nas proximidades de Plutão. As primeiras imagens, segundo a agência, devem ser divulgadas no início de fevereiro – e foram prometidas imagens incríveis (melhores do que as do Hubble) em maio!
Vale a pena lembrar que a New Horizons tirou um retrato de Plutão quando estava próxima a Netuno, em agosto de 2014 – e essa foto ilustra o início da nota.

10.622 – Asteroide passará perto da Terra neste fim de semana


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Um pequeno asteroide, de cerca de 20 metros, passará “muito perto” da Terra no próximo domingo, informou a Nasa. A agência descarta que o 2014 RC, como é chamado, represente uma ameaça para o planeta.
Sua maior proximidade será, às 15h18 (horário Brasília) no dia 7 de setembro, quando o asteroide passará acima da Nova Zelândia.
O corpo celeste foi descoberto no dia 31 de agosto pelo programa Catalina Sky Survey (CSS), operado pelo Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA), que utiliza dados de três telescópios para procurar cometas, asteroides e objetos próximos à Terra.
O asteroide foi, além disso, detectado de forma independente na noite seguinte pelo telescópio do Observatório Pan-STARRS situado no Havaí e ambos informaram de suas observações ao Minor Planet Center da União Internacional Astronômica, em Cambridge (Massachusetts).
No momento de maior proximidade, o asteroide estará aproximadamente a um décimo da distância que há do centro da Terra à Lua – 40 mil quilômetros.
Os cientistas assinalam que apesar desta “proximidade”, o asteroide não poderá ser visto a olho nu, embora astrônomos amadores que tenham telescópios pequenos talvez consigam captar a aparição do asteroide, que se movimentará rapidamente seguindo sua órbita.
O asteroide passará pela parte externa da órbita geossíncrona dos satélites de comunicações e meteorológicos que orbitam ao redor de 36 mil quilômetros sobre a superfície de nosso planeta.
A comunidade científica terá uma oportunidade única para observar e aprender mais sobre os asteroides, assinala a Nasa. Apesar de, nesta ocasião, o 2014 RC não cair na Terra, os cientistas calculam que sua órbita o traga de novo às proximidades de nosso planeta no futuro e seus movimentos serão vigiados de perto.

10.598 – Seremos pegos de surpresa? Apenas 10% dos asteroides de médio porte foram localizados pela Nasa


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No ano de 2005, um congresso da Nasa rendeu uma missão específica à agência espacial: localizar 90% dos asteroides próximos à Terra até o ano de 2020. Contudo, nove anos depois do tal evento, foi divulgado que apenas 10% dessa informação já foi compilada pela empresa.
De acordo com o inspetor geral Paul Martin, houve um significativo aumento no número de descobertas desde 2010, mas que possivelmente a Nasa não será capaz de bater a meta até 2020.
O fato vem à tona depois de um pequeno asteroide ter passado extremamente próximo ao nosso planeta na semana passada. O corpo celeste esteve 10 vezes mais perto que a Lua e só foi descoberto pelos nossos satélites uma semana antes. Caso o asteroide fosse maior, ainda estaríamos vivendo as consequências de sua passagem próxima à Terra.
Por mais aterrorizante que possa parecer essa situação, dificilmente daremos de cara com um gigantesco corpo celeste que irá acabar com a vida humana na Terra. Isso se dá por cientistas terem encontrado mais de 90% dos asteroides capazes de tal feito (aqueles com largura maior que um quilômetro) e nenhum deles está vindo para cá. Contudo, as más notícias aparecem quando descobrimos que os asteroides de médio porte (maiores que 140 metros de largura e também muito capazes de causar grandes danos a nós) podem atingir a Terra com muito mais frequência e que apenas pouquíssimos já foram reconhecidos.
Um caso em específico mostra bem as consequências de uma colisão de médio porte: o evento de Tunguska. No ano de 1908, um asteroide entre 30 e 60 metros de largura atingiu uma região remota da Sibéria. Calcula-se que sua explosão gerou uma quantidade de energia mil vezes maior do que a bomba atômica de Hiroshima, acabando com mais de 80 milhões de árvores em uma região de 1300 km².
Especialistas afirmam, no entanto, que casos assim ocorrem uma vez por vários séculos. Mesmo assim, não deixam de ocorrer. Outro exemplo, mas de menor proporção, foi o do asteroide de 18 metros de largura que passou sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, no ano passado. Mais de mil pessoas ficaram feridas por causa de janelas quebradas e, cientificamente, casos assim são muito mais comuns.
Cientistas afirmam que o passo mais importante para proteger o planeta de um asteroide é encontrá-lo. Exatamente por isso, o projeto “Near-Earth Object Program” – responsável por cumprir a missão dos 90% – recebeu 40 milhões de dólares em investimento nos últimos cinco anos.
Porém, para conseguir visualizar corpos desse tipo, seria melhor se os telescópios estivessem no espaço. E eles não estão. Por motivos financeiros, esses aparelhos têm que trabalhar da Terra, diminuindo sua efetividade por causa da atmosfera e do brilho do sol. Duas fundações estão angariando fundos para levarem seus satélites ao espaço, mas atingir os 450 milhões de dólares não tem sido fácil.
Depois de reconhecer, não há problemas para “abater” o asteroide. A ação normal seria enviar uma nave para dividir o corpo em menores partes, assim fazendo com que não atinja a Terra. A ONU possui uma proposta de reunir as agências espaciais de todo o mundo para viabilizar uma “resposta padrão generalizada” contra esse tipo de ameaça, mas ainda aguarda a confirmação das parcerias, já que se estima um custo de dois bilhões e meio de dólares.

tabela de asteroides

10.493 – Astronomia – Asteroides


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Recebem o nome de asteróides os objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol mas não possuem o tamanho necessário para serem classificados como planetas. Considerados materiais remanescentes da formação do sistema solar, a teoria atualmente predominante sugere que tais corpos constituem materiais que nunca fundiram-se em um planeta. Outra ideia acerca da origem dos asteróides sugere que estes são os restos de um planeta que foi destruído em tempos remotos numa brutal colisão. “De fato, calculando-se a massa total de todos os asteroides, temos uma massa de 1.500 quilômetros (932 milhas) de diâmetro, equivalente a menos que a metade do diâmetro da Lua.
O asteróide de maior tamanho é 1 Ceres, que possui 933 km em diâmetro e contém cerca de 25% da massa de todos os asteróides conhecidos combinados. Outros corpos similares de destaque são 2 Pallas, 4 Vesta e 10 Hygiea que medem entre 400 e 525 km de diâmetro. Com exceção destes, todos os outros asteroides conhecidos tem menos que 340 km ou até mesmo a dimensão de pequenas pedras.
O início da pesquisa científica direcionada a estes corpos do sistema solar remonta a 1772, quando o matemático Johann Titus e o astrônomo Johann Bode elaboraram uma sequencia matemática que previa a possibilidade de existir um planeta que orbitaria Marte e Júpiter. A teoria inicia uma busca entre os estudiosos pelo suposto planeta, sendo que em 1801 o astrônomo Giuseppi Piazzi descobre um corpo na mesma área, ao qual imaginava ser um cometa. Ao definir melhor sua órbita, batizou-o com o nome de Ceres. Ceres, entretanto, demonstra características muito diferentes de Marte e Júpiter, levando à conclusão de que tinha dimensões muito menores que a de um planeta convencional. Mais tarde, outros corpos semelhantes foram descobertos próximos a Ceres, e receberam o nome de asteroides (palavra que significa semelhante a estrela, em grego).
Os asteroides são classificados de acordo com seus espectros (e consequentemente pela sua composição química) e por seu albedo:
tipo C, que inclui mais de 75% dos asteroides conhecidos; são extremamente escuros, de composição química similar à do Sol, exceto pela falta de hidrogênio, hélio e outros elementos voláteis;
tipo S, no qual estão 17% dos asteroides, relativamente luminosos, compostos de níquel-ferro metálico misturado a ferro e silicatos de magnésio.
tipo M, que engloba grande parte do restante dos asteróides, compostos de puro níquel-ferro;
além destes, registram-se cerca de uma dúzia de tipos raros de composição diferente dos demais.

10.093 – Plutão pode ter mares profundos e falhas tectônicas


Plutão-pode-ter-mares-profundos-e-falhas-tectônicas

Em julho de 2015, teremos o primeiro vislumbre do planeta anão Plutão e de sua lua, Caronte, o que gera inúmeras especulações entre os cientistas.
Segundo uma das teorias mais recentes, a colisão que teria formado Plutão e Caronte aqueceu o interior do planeta a ponto de criar um oceano subterrâneo de água líquida, engendrando um sistema de placas tectônicas de curta duração, como o da Terra.

“Quando a sonda New Horizons chegar lá, acreditamos que veremos evidências de tectonismo antigo”, declara Amy Barr, da Universidade de Brown, co-autora de um estudo com Geoffrey Collins, publicado na última edição da revista Icarus. Por “antigo”, Barr se refere aos primeiros bilhões de anos da história do sistema solar.

Plutão anticongelante

Barr e Collins criaram um modelo para o sistema Plutão-Caronte, baseado na ideia de que a colisão inicial entre os dois corpos gerou calor suficiente para derreter o interior de Plutão, formando um oceano de longa duração sob uma crosta de gelo.

“Quando um oceano se forma em um corpo de gelo, ele não se deteriora facilmente”, explica Barr. Isso acontece porque quando o oceano congela, a parte líquida remanescente é enriquecida por sais e amônia, que agem como anticongelante.

Em seguida, esse oceano interior teria criado placas tectônicas de gelo na superfície de Plutão. “Uma coisa que sabemos é que o momento angular se conserva à medida que o sistema evoluiu”, comenta Barr.

A partir desse fato, eles simularam diversos cenários baseados na órbita de Caronte logo depois da colisão (já que ninguém sabe exatamente onde a lua surgiu). Em seguida, em cada um dos cenários, eles constaram que a órbita de Caronte se desloca gradualmente para fora – assim como a órbita da Lua ao redor da Terra.

Quando Plutão e Caronte estavam próximos e ainda quentes devido à colisão, eles se atraíam com mais força e tinham um formato mais oval. Mas quando Caronte se afastou, Plutão se tornou mais esférico. Para mudar de forma, a superfície gelada teria de rachar e criar falhas, que são indícios de tectonismo.

“Nos cenários que vemos, a pressão gerada é mais do que suficiente para criar todo tipo de vestígios tectônicos”, explica Barr.

Vestígios tectônicos

Mas será que a New Horizons conseguirá ver essas falhas? Provavelmente sim, acredita Jeffrey Moore, chefe da equipe de geologia e geração de imagens da sonda, do Centro de Pesquisa Ames da NASA. “Será uma surpresa de não virmos vestígios de tectonismo”, acrescenta.

Uma possível complicação é o clima de Plutão. Anos trás, telescópios descobriram que Plutão possui atmosfera quando está mais próximo do Sol, mas que ela se congela até a superfície quando o planeta está no ponto mais distante de sua órbita elíptica. Essa alteração contínua pode ser suficiente para erodir sua superfície a ponto de esconder os vestígios de tectonismo.

“Não é inconcebível que as placas tectônicas estejam erodidas e cobertas de sedimentos “, especula Moore. Mas ele duvida que este seja o caso, destacando exemplos de planetas com atmosferas que congelam até a superfície regularmente – como Calisto, a lua de Júpiter.

“A atmosfera de Calisto tem depósitos e passa pelo processo de sublimação, mas ainda se pode ver grandes traços de tectonismo”, explica Moore.

Além disso, a New Horizons observará Plutão com uma resolução superior a 100 metros por pixel em alguns lugares, diz Moore. Portanto, as chances são muito boas. E se as falhas tectônicas não forem observadas? ”Então teremos que voltar para revisitá-las quando chegarmos lá”, conclui.

9924 – O Planeta-anão Ceres


Ceres é um planeta anão que se encontra no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter. Ceres tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço dessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço do total da massa do cinturão.
Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo da Terra, pouco se sabe sobre Ceres. A superfície ceriana é enigmática: em imagens de 1995, pareceu-se ver um grande ponto negro que seria uma enorme cratera; em 2003, novas imagens apontaram para a existência de um ponto branco com origem desconhecida, não se conseguindo assinalar a cratera inicial.
A própria classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteroide por mais de 150 anos.
No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos asteroides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua formação, há mais de 4,6 bilhões de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da “família Ceres de asteroides”. Contudo, Ceres mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos físicos. A esse grupo é agora dado o nome de “família Gefion de asteroides”.
Ceres é o maior objeto do cinturão de asteroides, um conjunto localizado entre as órbitas de marte e Júpiter. Mas não se parece, exatamente, com os asteroides típicos que povoam o imaginário popular. Por causa de seu tamanho, ele é classificado como uma planeta anão. Tal qual Plutão (que foi considerado planeta até 2006, quando uma revisão o fez cair de categoria)

Observações anteriores feitas pelo telescópio Herschel já tinham detectado uma fina camada de vapor d’água em torno do asteroide. Segundo os cientistas, o vapor pode ter duas fontes: o calor do Sol, que faz a água sob a superfície evaporar; ou alguma espécie de atividade vulcânica sob a crosta do asteroide.
A capacidade de liberar jatos de vapor coloca Ceres em um grupo seleto dentre os membros do Sistema Solar – o de corpos gelados e vaporosos. É o caso da lua de Júpiter , Europa, e de uma das luas de Saturno, Enceladus.
A descoberta não é mera curiosidade. Os cientistas têm uma teoria de que a água na Terra se originou do choque do nosso planeta com asteroides e meteoros. Os jatos de vapor de Ceres colaboram para corroborar essa hipótese.

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