10.630 – Monumento de pedra construído há 5 mil anos é descoberto em Israel


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Este ano está cheio de grandes novidades para quem gosta de arqueologia: a última havia sido em agosto, quando noticiamos a descoberta de 15 monumentos desconhecidos enterrados em volta do Stonehenge. Recentemente, o arqueólogo Ido Wachtel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou mais detalhes sobre um grande monumento de pedra em forma de lua crescente localizado a 13 quilômetros do Mar da Galileia, próximo à fronteira entre Israel e Cisjordânia. Análises feitas em objetos de cerâmica encontrados no local indicam que a estrutura foi erguida em algum momento entre 3050 a.C. e 2650 a.C., o que a torna mais antiga do que as Pirâmides do Egito ou do que o Stonehenge.

“A interpretação proposta para o lugar é que ele constituía um ponto de referência em sua paisagem natural, servindo para uma população local rural ou pastoril marcar possessão e para afirmar e reivindicar autoridade e direitos sobre recursos naturais”, explicou Wachtel em um congresso de arqueologia do Oriente Médio. O monumento tem grandes proporções – cerca de 150 metros de comprimento, 20 metros de largura e 7 metros de altura. Atualmente ele está na beira de uma estrada, e até então não havia chamado a atenção dos arqueólogos, que julgavam estar diante de um fragmento de muralha.
Em um artigo, o especialista comprovou se tratar de um monumento autônomo pois se situa a 29 quilômetros da cidade mais próxima, ou cerca de um dia de caminhada, o que é distante demais para uma fortificação, mas ainda relativamente próximo para marcar as fronteiras do território. O formato pode ter um significado simbólico, já que o antigo povoado é chamado até hoje de Bet Yerah, que significa “casa do deus da lua”, uma possível referência ao deus lunar Sin, da Babilônia, equivalente à divindade suméria Nanna, que também representa a lua.
Os especialistas estimam que, se uma única pessoa estivesse trabalhando no projeto, a construção levaria de 35 mil a 50 mil dias de trabalho para ficar pronta. Um contingente de 200 trabalhadores demoraria mais de cinco meses para terminar a obra. Descobertas recentes sugerem que a região de Bet Yerah era repleta de monumentos megalíticos: um gigante memorial de pedra de 60 mil toneladas foi encontrado submerso no Mar da Galileia, enquanto uma outra estrutura de pedra rodeada por quatro círculos também foi desenterrada nas Colinas de Golã, a leste da região. No entanto, ainda não se sabe ao certo se na Antiguidade estes achados tinham alguma relação entre si.

10.315 – Curiosidades – Pedras de Stonehenge podem ter sido usadas como instrumento de percussão


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É uma cena conhecida: milhares de pessoas reunidas em Stonehenge para festejar, cantar, tocar tambores e farrear sob a alvorada. Não faltam teorias sobre os propósitos do monumento, mas surgiram novos indícios de que o local sempre teve por objetivo sediar festividades ou, mais especificamente, ser palco de shows.
Pesquisadores descobriram que algumas das rochas que integram o monumento, se percutidas, produzem um barulho forte e estridente. Eles dizem que isso talvez explique por que essas rochas foram escolhidas e carregadas por cerca de 300 quilômetros até o local, um feito técnico significativo, 4.000 anos atrás.
Será que Stonehenge foi construído para servir como um instrumento pré-histórico de percussão?
“As pessoas gostariam de saber por que as bluestones foram transportadas a Stonehenge”, diz Paul Devereux, um dos autores do estudo. De fato, os cientistas sabem há muito tempo que muitas das rochas de Stonehenge vieram das colinas Preseli, no oeste do País de Gales. O que nunca esteve claro foi o motivo.
A ideia de que essas rochas fossem usadas para produzir música -ou barulho- ocorreu a Devereux e seu colega Jon Wozencroft, do Royal College of Art, durante uma viagem a Preseli em busca de sons do passado.
Eles descobriram que, em algumas áreas de Preseli, uma rocha conhecida como diabásio, ou dolerito, um dos tipos de rochas encontrados em Stonehenge, produzia um som parecido com o de um sino metálico quando percutida. Em julho de 2013, os pesquisadores receberam permissão para testar algumas das rochas diabásicas de Stonehenge. Já que as bluestones (termo britânico para todas as rochas do local) de Stonehenge estão fincadas no solo, as expectativas não eram elevadas.
“É preciso que exista algum espaço, algum ar, em torno delas para que ressoem”, disse Devereux. Mesmo assim, muitas das pedras produziram sons ocos, semelhantes aos de sinos. Algumas também pareciam portar marcas de percussão. Devereux e Wozencroft não são os primeiros a perceber que as rochas de Preseli ecoam: uma cidade próxima leva o nome de Maenclochog, que significa “pedras tilintantes”. Algumas igrejas locais usavam essas pedras como sinos até o século 18.
Há pedras sonoras em Gales, na Suécia, na China, na Austrália e nos Estados Unidos. Entre as culturas da antiguidade, pedras que produzem sons eram ocasionalmente vistas como dotadas de poderes místicos. Isso pode explicar por que as rochas sonoras estão em Stonehenge.
Por que algumas rochas ecoam quando percutidas? “Elas não são ocas, como as pessoas tendem a acreditar”, diz Maja Hultman, arqueóloga da Universidade de Uppsala, na Suécia. O som tampouco é causado por fendas nas pedras. As fendas provavelmente resultam de elas terem sido percutidas, diz Hultman.
Lawrene Malinconico, geólogo do Lafayette College, na Pensilvânia, atribui a sonoridade a uma combinação de densidade e composição. O diabásio, com presença abundante de ferro e magnésio, passou cerca de 170 milhões de anos sob a terra antes de emergir e esfriar. “Quando as rochas esfriam, o processo se parece com o de forja de um sino de ferro fundido”, diz Malinconico. As rochas são densas o bastante para produzir um som agudo.
A revelação de que Stonehenge servia para fazer barulho pode não resolver a discussão sobre o seu propósito original, diz Devereux, mas ele espera que a descoberta encoraje os arqueólogos a considerar o que os antigos ouviam, além daquilo que viam e faziam.

8561 – Geologia – Stonehenge foi submetido a alterações durante 1500 anos


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O círculo de pedras de Stonehenge, no Reino Unido, é tão majestoso e sólido que parece ter brotado pronto das entranhas da terra, mas um novo estudo reforça a ideia de que ele era uma espécie de “puxadinho” pré-histórico, constantemente remodelado ao longo de milênios.
Usando datações de artefatos do sítio arqueológico, bem como sofisticadas análises estatísticas de dados obtidos por outros pesquisadores, a equipe liderada por Timothy Darvill, da Universidade de Bournemouth, propõe cinco grandes fases de construção antes que o círculo ganhasse a cara que tem hoje.
A primeira teria começado por volta do ano 3000 a.C., e a última teria chegado ao fim em torno de 1500 a.C.
Ou seja: Stonehenge começou a ser erguido uns 400 anos antes das primeiras pirâmides e teve seus retoques finais três séculos antes da Guerra de Troia. O esquema descrevendo a evolução do monumento foi publicado na revista científica “Antiquity”.
A descoberta mais curiosa é que, no início, Stonehenge não era muito “stone”: as pedras vieram mais tarde.
Refinando pesquisas anteriores, Darvill diz que a primeira fase do monumento envolveu o traçado de um círculo de terra em Salisbury, onde fica Stonehenge. Esse círculo, delimitado por uma valeta e uma trincheira, até hoje funciona como a “fronteira” definidora do sítio.
Além desse primeiro desenho, o monumento original pode ter recebido uma série de estruturas de madeira -postes ou estruturas retangulares-, e uma série de sepultamentos de pessoas cremadas também se deu nas fases posteriores de Stonehenge. Quem seriam os defuntos?

“É difícil de saber. Acredita-se que as pessoas enterradas ali tinham algum status especial, mas não sabemos qual”, explica Darvill. Há túmulos de crianças, adultos e idosos dos dois sexos. “Pode ser que se trate de uma dinastia, ou dos xamãs e curandeiros que trabalhavam no local e conheciam seus segredos.”
Grande parte das estruturas de pedra, em especial as trilíticas -as formadas por duas colunas com uma trave em cima-, vieram na fase 2, a partir de cerca de 2500 a.C.
É quando Stonehenge de fato se torna monumental, afirma o arqueólogo. “Depois disso, as pessoas começam a reajustar a estrutura básica.”
Com o passar dos séculos, Stonehenge deve ter se tornado tão importante para o povo local que é provável que outro círculo de pedra da região tenha sido desmontado e que seus componentes, as rochas conhecidas como “pedras azuis”, tenham sido transferidas e remontadas em Stonehenge. Além disso, construiu-se uma “avenida” para ligar o local de origem das “pedras azuis” ao grande círculo de pedra.
Darvill chega a comparar Stonehenge com uma catedral moderna, onde as pessoas podem se casar, batizar os filhos e ser veladas antes do enterro, e onde ocorrem coisas não religiosas, como manifestações políticas.
“Além disso, também sabemos que as estruturas de pedra integraram Stonehenge de forma mais direta com o calendário solar, com os solstícios e com os movimentos dos corpos celestes.” Exemplo disso é o alinhamento de uma das entradas do local com o nascer do Sol no início do verão.
Seja como for, há sinais de que os nativos da região continuaram usando o círculo de pedra em seus rituais por quase o dobro do tempo que os católicos veneram os túmulos dos mártires no atual Vaticano, por exemplo.
Segundo Darvill, essa veneração de Stonehenge teria continuado no mínimo até o fim do domínio romano sobre os britânicos -ou seja, por volta do ano 400 da Era Cristã, cerca de 3.500 anos depois das edificações originais no sítio arqueológico.

6524 – Arqueologia – Quem colocou estas pedras aqui?


O conjunto Stonehenge é um conjunto monumental de pedras que se ergue até a planície de Salis Bury.
Esse monumento circular data de 4 a 5 mil anos. As rochas de até 4 toneladas vieram até de Gales, a 380 quilômetros dali. O mais louco: no dia 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, os raios do sol nascente incidem diretamente sobre a pedra do Calcanhar, a maior de todas, no centro do círculo.
Explicação mística – ETs de novo? Pois é. Especula-se que o monumento tenha sido erguido por homens “orientados” por extraterrestres ou seres espirituais com conhecimentos avançados de matemática e astronomia. Alguns acreditam também que tenha sido campo de pouso de naves espaciais.
Que nada! – Stonehenge é tido como um dos mais antigos observatórios astronômicos do mundo, erguido a partir de 3000 a.C. As pedras teriam sido arrastadas em trenós que giravam sobre troncos de madeira.