10.628 – Planeta Terra – A Volta ao Mundo em Menos de 1 Minuto


A bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), dar uma volta completa na Terra leva 90 minutos. Porém, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), é possível acompanhar esse percurso em menos de 1 minuto. O vídeo é do astronauta alemão Alexander Gerst. Ele programou uma câmera digital para tirar fotos da Terra com alguns segundos de intervalo durante o percurso e as reuniu, criando o vídeo.
A estadia de Gerst na ISS, de maio a novembro deste ano, recebeu o nome de Blue Dot Mission (Missão Ponto Azul, em tradução livre), em referência a uma frase dita pelo astrônomo americano Carl Sagan, que disse que a Terra parecia um “pálido ponto azul”, ao ver uma foto tirada pela sonda Voyager a 6 bilhões de quilômetros do nosso planeta. A missão inclui experimentos de física, biologia e fisiologia, assim como pesquisas sobre radiação.

10.627 – Quadrinhos- Momentos chocantes


batman homicida

Recheados de momentos em que precisamos aplicar a “suspensão de descrença” e entender que situações absurdas e impossíveis fazem parte do estilo dessa mídia. Porém, por mais que você esteja familiarizado com essas histórias, há certos eventos que são difíceis de aceitar, causando certa indignação nos leitores mais fiéis.
A lista a seguir traz alguns eventos de mau gosto no mundo dos super-heróis, em que eles agem completamente fora do personagem, tornando-se corruptos, homicidas ou pervertidos.
Você já sabe a regra: o Batman não usa armas, o Batman não mata. Porém, na memória dos fãs de longa data do herói, essa é uma regra que já foi quebrada. Nos primeiros dois anos do Homem Morcego, ele não apenas usava uma arma de fogo para lutar contra vilões — e ocasionais vampiros —, mas os matava de formas variadas, fazendo comentários pouco heroicos em seguida.

super sexy

Superman fazendo um filme pornográfico
Em uma história dos anos 80, o Superman e a heroína Grande Barda são controlados mentalmente por um vilão chamado Sleez. O personagem esquisitão então obriga ambos os poderosos paladinos a encenarem um filme pornográfico. Sim, o escoteiro azul fazendo sexo… Com uma mulher casada… E sendo filmado.
Ainda que o “Código das Revistas de Super-herói” tenha privado os leitores de cenas explícitas, o que os dois supostamente fizeram lá foi enviado pelo vilão Darkseid ao Senhor Milagre, marido da Big Barda. Na imagem acima, podemos ver sua reação de horror. Ambos foram salvos da situação quando Milagre descobriu onde eles estavam e intervindo.

Lanterna Verde se transforma em um genocida
A saga “A Morte do Superman” foi uma história de grande repercussão que gerou diversas consequências no universo da DC durante os anos 90. Uma delas foi a aniquilação de Coast City, cidade natal de Hal Jordan, o mais famoso membro da Tropa dos Lanternas Verdes nos quadrinhos — sim, aquele interpretado pelo Ryan Reynolds no filme.
Após um tempo, Hal tenta usar a energia do planeta Oa, onde ficava a bateria central dos anéis de poder, para reconstruir a cidade. Os Guardiões, anciões que comandam a Tropa e essa energia, não permitem. Jordan simplesmente enlouquece e assassina praticamente todos os Guardiões e Lanternas Verdes, destruindo Oa em seguida. Essa história é conhecida como “Crepúsculo Esmeralda”.
Por um tempo, ele age como vilão, assumindo o nome de Parallax, mas alguns anos depois é redimido por roteiristas que fizeram com que o genocídio fosse obra de uma entidade alienígena que possuiu o herói.

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10.626 – A Revolução Científica


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Iniciou no século XV um conhecimento mais estruturado e prático, desenvolvendo formas empíricas de se constatar os fatos.
Até a Idade Média, o conhecimento humano estava muito atrelado ao modo de concepção da vida que a religiosidade propagava. A ciência, por sua vez, estava muito atrelada à Filosofia e possuía suas restrições. Mas o florescer de novas concepções a partir do século XV permitiu uma reformulação no modo de se constatar as coisas. A nova forma de pensar, comprovar e, principalmente, fazer ciência prosperou-se intensamente em um período que se prolongou até o fim do século XVI.
A Revolução Científica tornou o conhecimento mais estruturado e mais prático, absorvendo o empirismo como mecanismo para se consolidar as constatações. Esse período marcou uma ruptura com as práticas ditas científicas da Idade Média, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. Embora na época tenha havido grande movimentação com a divulgação de novos conhecimentos e novas abordagens sobre a natureza e o mundo, o termo Revolução Científica só foi criado em 1939 por Alexandre Koyré.
Diversos movimentos sociais, culturais e religiosas prestaram suas valiosas contribuições para o incremento da Revolução Científica. Aquele era o período do Renascimento, uma fase que pregava a volta da cultura Greco-romana e propagava a mudança de orientação do teocentrismo para o antropocentrismo. Outra característica era o humanismo, uma corrente de pensamento interessada em um pensamento mais crítico e, principalmente, valorizava mais os homens. Tais abordagens mudaram muito o pensamento humano.
A ciência ganhou muitas novas ferramentas. Passou a ser mais aceita e vista como importante para um novo tipo de sociedade que nascia. As comprovações empíricas ganharam espaço e reduziram as influências das influências místicas da Idade Média. O conhecimento ganhou impulso para ser difundido com a invenção de Joahannes Gutenberg, a imprensa. A capacidade de reproduzir livros com exatidão e espalhá-los por vários lugares foi fundamental para a Revolução Científica na medida em que restringia as possibilidades de releituras e interpretações equivocadas dos escritos.
O modo místico da Igreja Católica de determinar o conhecimento perdeu ainda mais espaço com a Reforma Protestante. Os reformistas eram favoráveis à leitura da Bíblia em todas as línguas e também acreditavam que as descobertas da ciência eram válidas para apreciar a existência de Deus.
Em meio a toda essa efervescência favorável à Revolução Científica, o hermetismo também apresentou sua parcela de contribuição para o progresso do conhecimento. Usando idéias quase mágicas, apoiava-se e incentivava no uso da matemática para demonstrar as verdades. Com um novo horizonte, a matemática ganhou espaço e se desenvolveu com grande relevância para o desenvolvimento de um método científico mais rigoroso e crítico.
Os efeitos da Revolução Científica foram incontáveis e mudaram significativamente a história da humanidade. Provou-se que a Terra é que girava em torno do Sol, a física explicou diversos comportamentos da natureza, a matemática descreveu verdades e o humanismo tornou os pensamentos mais críticos, por exemplo. Entre os grandes nomes do período que deram suas contribuições para o avanço da ciência estão: Isaac Newton, Galileu Galilei, René Descartes, Francis Bacon, Nicolau Copérnico, Louis Pasteur e Francesco Redi.

10.625 – Mega Techs – O Holograma


Veja o gráfico
Veja o gráfico

O holograma, palavra que deriva do grego “holos” ou inteiro e “grama”, desenho; é uma imagem em duas dimensões de um objeto tridimensional que, de maneira diferente à da fotografia regular, permite ver o objeto em três dimensões e observá-lo de diferentes ângulos, como se fosse um objeto real. A holografia começou a ser desenvolvida na metade do século XX pelo físico húngaro Dennis Gabor, que recebeu por seu trabalho o Prêmio Nobel em 1971.
No princípio, a holografia foi aplicada aos feixes de elétrons dos microscópios eletrônicos para melhorar sua resolução e, apesar dos conhecimentos teóricos serem conhecidos para aplicar às imagens, somente na década de 60 com o uso do laser foi possível obter os primeiros hologramas, registrados então pelo cientista Yuri Denisyuk, na União Soviética em 1962 e pelos cientistas norte-americanos Emmett Leith e Juris Upatnieks, nos Estados Unidos.
A fabricação de um holograma requer uma fonte de raio laser, que se divide em dois feixos, um que é projetado sobre uma placa fotosensível e outro, que logo após refletir o objeto, interage com o primeiro da placa, gerando um padrão específico. O holograma não é uma fotografia, já que a imagem não fica registrada, apenas o padrão de referência. No princípio era necessário utilizar o raio laser para reconstruir a imagem, porém com seu desenvolvimento, foi possível utilizar a luz branca para observar um holograma.
Os hologramas de Fresnel, que necessitam do laser para reconstrução de uma imagem em três dimensões, parece flutuar diante do observador, e os de reflexão, como os utilizados nos cartões de crédito, como medida de segurança, são os dois tipos mais comuns de hologramas.
Atualmente estão sendo desenvolvidos projetores de holografia dinâmica que permitem observar imagens em movimento de diferentes ângulos, como o SeelLinder ou o Cheoptics, porém estes sistemas ainda necessitam serem mais refinados para poder chegar ao público.

10.624 – A Aeromoto, a Moto do Futuro


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A nova maneira de voar já ganhou seu primeiro protótipo. O design do veículo permite realizar praticamente as mesmas manobras que um helicóptero. Como afirma Chris Malloy, presidente da empresa: “A razão pela qual projetamos um quadricóptero, e não um bicóptero, é que, agora, graças às novas tecnologias, é muito mais eficaz controlar um veículo utilizando quatro motores independentes. Além disso, é muito mais barato do que quando comecei a trabalhar nesse protótipo”.
Os testes surpreenderam a todos por mostrar uma perfomance mais sofisticada que os drones disponíveis no mercado. “Uma das vantagens de uma aeromoto em relação a um helicóptero é que ela pode voar entre as árvores de maneira segura. O rotor é um problema para os helicópteros, mas, aqui, eliminamos essa dificuldade, protegendo as pás da hélice do solo e de outros obstáculos no ar. Os helicópteros são muito mais complexos, e a aeromoto é simples, além de segura e robusta”, contou o dono da empresa sobre seu produto.
Resta saber se o projeto vai colar ou será engavetado, tachado de “bizarrice”.

10.623 – Astrofísica – Parte de água do Sistema Solar é mais antiga que o Sol


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Pelo menos é o que diz um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “Science”. A pesquisa abre a possibilidade que haja também vida nos exoplanetas que orbitam outras estrelas em nossa galáxia.
Durante anos, os pesquisadores tentaram determinar se a água que se encontra no sistema solar procede da nebulosa molecular que rodeava o Sol, da qual nasceram os planetas, ou se foi criada antes que uma nuvem fria de gás formasse o “astro rei”. A pesquisa, liderada por Lauren Cleeves, da Universidade de Michigan, recriou um modelo informático que analisa as condições químicas entre as moléculas de água formadas no sistema solar há 4,6 bilhões de anos. Em particular, os especialistas se centraram no estudo do deutério, um isótopo estável do hidrogênio, presente na água, em meteoritos e cometas.
A equipe determinou que os processos químicos dentro dos discos protoplanetários do Sistema Solar primitivo não podem ser responsáveis pelos índices de deutério encontrados atualmente na água achada em cometas, luas e oceanos desse sistema. Assim, uma parte notável de água do sistema solar não pôde ser formada depois do Sol e, portanto, uma quantidade de gelo interestelar sobreviveu à criação desse sistema.
Isso significa que, se outros sistemas planetários na galáxia se formaram da mesma maneira que a nossa, esses sistemas teriam tido acesso à mesma água que sistema solar, sustentam os pesquisadores. “A ampla disponibilidade de água durante o processo de formação de planetas abre uma perspectiva promissora sobre a existência de vida em toda a galáxia”, apontam os pesquisadores, que lembram que, até agora, o satélite Kepler da Nasa detectou mil planetas extra-solares confirmados.
“Este é um passo importante em nossa busca para saber se existe vida em outros planetas”, indicou Tim Harries, do Departamento de Física e Astronomia da universidade britânica de Exeter e membro da equipe de pesquisa.
Com a identificação da herança de água na Terra “podemos ver que a maneira como se formou nosso sistema solar não foi única, e que os exoplanetas surgem em ambientes com água abundante”, destacou Harries.
Neste cenário, acrescentou o especialista da Exeter, “se abre a possibilidade que alguns exoplanetas poderiam abrigar as condições adequadas e os recursos hídricos, para que a vida evolua”.

10.622 – Asteroide passará perto da Terra neste fim de semana


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Um pequeno asteroide, de cerca de 20 metros, passará “muito perto” da Terra no próximo domingo, informou a Nasa. A agência descarta que o 2014 RC, como é chamado, represente uma ameaça para o planeta.
Sua maior proximidade será, às 15h18 (horário Brasília) no dia 7 de setembro, quando o asteroide passará acima da Nova Zelândia.
O corpo celeste foi descoberto no dia 31 de agosto pelo programa Catalina Sky Survey (CSS), operado pelo Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA), que utiliza dados de três telescópios para procurar cometas, asteroides e objetos próximos à Terra.
O asteroide foi, além disso, detectado de forma independente na noite seguinte pelo telescópio do Observatório Pan-STARRS situado no Havaí e ambos informaram de suas observações ao Minor Planet Center da União Internacional Astronômica, em Cambridge (Massachusetts).
No momento de maior proximidade, o asteroide estará aproximadamente a um décimo da distância que há do centro da Terra à Lua – 40 mil quilômetros.
Os cientistas assinalam que apesar desta “proximidade”, o asteroide não poderá ser visto a olho nu, embora astrônomos amadores que tenham telescópios pequenos talvez consigam captar a aparição do asteroide, que se movimentará rapidamente seguindo sua órbita.
O asteroide passará pela parte externa da órbita geossíncrona dos satélites de comunicações e meteorológicos que orbitam ao redor de 36 mil quilômetros sobre a superfície de nosso planeta.
A comunidade científica terá uma oportunidade única para observar e aprender mais sobre os asteroides, assinala a Nasa. Apesar de, nesta ocasião, o 2014 RC não cair na Terra, os cientistas calculam que sua órbita o traga de novo às proximidades de nosso planeta no futuro e seus movimentos serão vigiados de perto.

10.621- Biologia Sintética – Vida artificial


biologia sintética

À primeira vista, essa forma de vida sintética não impressiona muito. Ela é só uma versão artificial da Mycoplasma mycoides – bactéria que causa doenças em bois e é conhecida desde o século 19. No laboratório, não faz muito mais que se alimentar e se multiplicar. Come como mycoides, vive como mycoides, morre como mycoides, se reproduz como mycoides. Bem, ela é uma mycoides. Qual é a grande novidade, afinal? A novidade é que essa humilde bactéria é o primeiro organismo vivo na face da Terra a funcionar com um genoma produzido artificialmente. Ou seja: o DNA que existe dentro dela foi construído em laboratório, com base num arquivo digital.
Para gerar essa forma de vida, o DNA sintético teve de ser introduzido numa bactéria que já estava viva – cujo código genético foi substituído pelo genoma artificial. Ninguém conseguiu, ainda, gerar vida a partir de matéria inanimada. Mas a descoberta provou que é possível escrever DNA como se fosse um software, colocá-lo para rodar no hardware da vida (a célula), e disso obter uma nova forma de vida – que foi criada em laboratório e contém elementos definidos pelo homem. Vida artificial. Ou, se você preferir, vida sintética. Ela é filha de computadores.
A nova vida
Por enquanto, a vida sintética é apenas uma demonstração de laboratório. Ela só será realmente útil quando os cientistas conseguirem mexer mais profundamente no DNA artificial. Se quisermos criar bactérias capazes de desempenhar funções úteis, como produzir combustíveis e curar doenças;
Alguns dos genes necessários já existem na natureza – há micro-organismos capazes de comer plástico e fabricar hidrogênio, por exemplo. Esses genes poderiam ser turbinados e inseridos em criaturas com DNA artificial.
Falta muito para chegar a esse ponto. Mas poucos duvidam de que isso possa acontecer.
Os micróbios artificiais seriam cultivados em laboratórios, fábricas e usinas construídas especialmente para isso (cuja viabilidade econômica, aliás, será um grande desafio para que essa tecnologia seja usada em larga escala). Mas, cedo ou tarde, é provável que acabem escapando. E as bactérias trocam de genes entre si com mais frequência do que crianças trocam figurinhas da Copa do Mundo. Mesmo que você crie um micróbio incapaz de sobreviver sem ajuda, ele pode acabar entrando em contato com uma bactéria natural, trocar genes com ela, e readquirir essa capacidade.
O assunto está começando a mobilizar os pensadores do mundo, e já existe quem defenda um controle rígido da biologia sintética – que passaria a ser regulada por agências e tratados semelhantes aos que hoje tentam limitar a proliferação de armas nucleares. A genética está a dois passos de começar uma nova era. Se isso será bom ou ruim? Vamos ter de descobrir na prática.

A criação de novas formas de vida pode revolucionar nossa relação com a biosfera terrestre

Produção de combustíveis
Os organismos sintéticos poderiam ser manipulados para produzir hidrogênio – um combustível altamente eficiente, e cuja queima não polui o ambiente. Na natureza, já existem genes capazes de fazer isso: estão presentes em determinadas bactérias marinhas, que são capazes de “comer” metano e excretar hidrogênio como resultado.

Cura de doenças
A ideia é conceber bactérias que ajudem a combater certos tipos de doenças, como câncer e infecções resistentes a antibióticos. Bastaria criar um microorganismo programado para se alimentar de determinada proteína (que só exista nas células que você deseja destruir, como as cancerosas) e injetá-lo no organismo.

Combate ao aquecimento global
O processo de fotossíntese é a transformação de água, CO2 e luz em oxigênio e açúcar. Com a engenharia genética, talvez seja possível criar micróbios que façam a fotossíntese com mais eficiência do que as plantas – e removam mais CO2 da atmosfera, reduzindo o efeito estufa e brecando o aquecimento global.

Fim do lixo
Os lixões e os oceanos do mundo estão cheios de plástico – que levará centenas de milhares de anos para se degradar e desaparecer. Mas na natureza já existe uma bactéria, a Flavobacterium, capaz de comer um plástico: náilon. A biologia sintética poderia aperfeiçoar essa capacidade, criando um micro-organismo que pudesse digerir todos os tipos de plástico.

Acidente biológico
Se as bactérias comedoras de CO2 escapassem do controle, por exemplo, e consumissem todo esse gás da atmosfera terrestre, a temperatura no planeta cairia para -18 C. Os cientistas dizem que os organismos artificiais serão propositalmente frágeis, incapazes de sobreviver fora de determinadas condições. Mas sempre existe a possibilidade de que eles sofram mutações – e se transformem em pragas incontroláveis.

Guerra e terrorismo
Lembra dos ataques terroristas com a bactéria antraz, que assustaram os EUA em 2001? Com a biologia sintética, será possível aumentar a potência de armas como essa (desenvolvendo um antraz mais facilmente transmissível, por exemplo). Ou então criar vírus artificiais altamente letais e resistentes, contra os quais não exista nenhum tipo de tratamento conhecido.

10.620 – Mega Sampa – Reserva do Cantareira acaba em 57 dias


Reserva Cantareira
Reserva Cantareira

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, disse que a primeira cota do volume morto do Sistema Cantareira deve durar até o dia 21 de novembro de 2014, se o volume de chuvas na região dos reservatórios permanecer como está. O governo Geraldo Alckmin (PSDB) conta com uma segunda cota da reserva profunda das represas para manter o abastecimento na Grande São Paulo até março do ano que vem sem adotar racionamento.
“Nós agora temos um segundo volume que estamos preparando para usar. Vamos adiar ao máximo”, disse Arce, sobre os 106 bilhões de litros adicionais da reserva que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pretende utilizar. “Se continuar assim, vamos liberar no dia 21 de novembro”, completou o secretário, durante visita ao Parque Várzeas do Tietê, na zona leste de São Paulo, ao lado de Alckmin. O uso do segundo volume morto ainda não foi liberado pelos órgãos reguladores do manancial.
Recentemente, o nível do Cantareira chegou a 7,4% da capacidade, o mais baixo da história. Restam hoje (set 2014) nos cinco reservatórios que formam o manancial 72,2 bilhões de litros da primeira cota do volume morto, de 182,5 bilhões, que começou a ser bombeada no dia 31 de maio. Alckmin tem apostado na próxima temporada de chuvas, que vai de outubro a março, para aliviar a crise de abastecimento e recarregar as represas. Para ele, há chances de não precisar utilizar a segunda cota do volume morto. “Nós estamos preparados. Mas talvez nem precise da chamada da segunda reserva técnica”, disse o tucano, que havia descartado retirar mais água da reserva há três meses.

PROTESTO
Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram contra a crise da água em frente à sede da Sabesp, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A manifestação se concentrou no Largo da Batata e interrompeu o trânsito na rua Sumidouro. Cerca de 5 mil pessoas participam do ato, segundo a PM, e não houve incidentes. Mais cedo, o movimento ameaçou invadir a Sabesp.

10.619 – Astronomia – ESA define que Rosetta vai pousar no cometa no dia 12 de novembro


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A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) definiu o dia 12 de novembro como data para o primeiro pouso da história em um cometa, que será feito pela sonda Rosetta. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, em um comunicado.
Na semana passada, a agência anunciou duas opções de pouso na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Se a primeira opção for confirmada — local chamado de “ponto J” — o módulo Philae se separará da sonda às 5h35 do horário de Brasília e aterrissará no cometa sete horas mais tarde. Como um sinal emitido por Rosetta demora 28 minutos e 20 segundos para chegar à Terra, por volta das 13h as estações terrestres terão a confirmação do pouso.
Caso a equipe escolha a segunda opção — o denominado “ponto C” —, a separação do módulo acontecerá às 10h04, a uma altitude de 12,5 quilômetros do cometa, e o pouso acontecerá quatro horas depois, de modo que o sinal chegará à Terra às 14h30.
A ESA confirmará o local escolhido em 14 de outubro, após uma série de avaliações dos dois pontos de aterrissagem. Uma vez que se tenha separado de Rosetta, o módulo Philae terá autonomia de energia por dois dias e meio. Quando esse tempo se esgotar, Philae usará a energia gerada por painéis solares.
Com onze instrumentos científicos, o módulo estudará o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, enquanto Rosetta fará uma observação à distância com uma série de sobrevoos nas proximidades do núcleo. A sonda está há dez anos viajando pelo espaço para tentar obter respostas sobre a origem do Sistema Solar. Os pesquisadores centraram sua atenção nos cometas, aos quais consideram “cápsulas do tempo”, porque se formaram na origem do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos.

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10.618 – Mega Sampa – Srur ocupa margens e pontes do Rio Pinheiros contra poluição da água


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Famoso pelas intervenções artísticas e críticas que já espalhou pela cidade de São Paulo, Eduardo Srur volta ao Rio Pinheiros para protestar contra a poluição de suas águas e pedir que todos se mobilizem por sua recuperação. Com bonecos em trampolins instalados em quatro pontes, inaugura, hoje, a exposição ″Às Margens do Rio Pinheiros″, que ainda terá portais pop em dois córregos e onças espalhadas pelas margens. A mostra – que tem o apoio da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros – não tem data para terminar e celebra o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (20/09).

10.617 – Medicina – Sírio Libanês: Tecnologia contra o câncer


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Paulo Hoff, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, já tratou pacientes célebres. A presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ator Reynaldo Gianecchini são alguns exemplos. Mas o médico se lembra com carinho especial do político José Alencar (1931-2011), de quem cuidou por cinco anos. Coincidentemente, um fato agora liga a memória dessa figura emblemática à entidade dirigida por Hoff: o Hospital da Criança, que leva o nome do ex-vice-presidente, será beneficiado por meio de uma parceria com a filial brasiliense do centro de excelência médica paulistano.
O convênio foi assinado em agosto deste ano por Paulo Hoff, Gustavo Fernandes, diretor técnico da unidade do Sírio no Distrito Federal, e Renilson Rehem, superintendente executivo da instituição médica infantil – que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Tal documento estabelece que, a cada mês, duas crianças poderão se submeter gratuitamente a tratamento contra o câncer no avançado centro de radioterapia do Sírio-Libanês, na 613 Sul.
Uma junta composta de profissionais dos dois hospitais selecionará os pacientes, considerando as necessidades mais urgentes de cada um deles. “Eles não só terão acesso à radioterapia, procedimento indisponível em nossa instituição, mas também a um equipamento de alta tecnologia”, afirma Rehem.
Há um ano em atividade na capital, a radioterapia do Sírio usa máquina de ponta – a única do tipo disponível no Centro-Oeste – para combater vários tipos de tumor. Se a intervenção for recomendada, o paciente primeiro passará por uma tomografia de simulação em quatro dimensões. Esse procedimento garante a exatidão do método. Depois, um rádio-oncologista e um físico com especialização em medicina realizarão um minucioso estudo. O objetivo é mapear a área que será afetada pelas ondas eletromagnéticas. Isso faz com que a incidência de radiação atinja somente o espaço necessário, poupando órgãos e tecidos saudáveis.
Na fase final, tecnólogos e enfermeiros ajudarão a executar a radioterapia propriamente dita, quando o moderno equipamento entra em ação. “Essa técnica diminui as incertezas no tratamento, o que aumenta a possibilidade de cura.

10.616 – Medicina – O Tumor de Wilms


Doença terrível que ataca crianças
Doença terrível que ataca crianças

Também denominado nefroblastoma, é uma neoplasia embrionária maligna oriunda do blastema metanéfrico, sendo este, o tumor renal mais comum durante a infância.
Foi relatado pela primeira vez em 1872, apresentando descrições de tumores renais de diversas formas. Max Wilms revisou a literatura e relatou sete novos casos. Sua descrição da afecção foi altamente esclarecedora, tanto que a doença recebeu o seu nome.
Afeta crianças com idade inferior a 5 anos, apresentando maior incidência entre 3 e 4 anos de idade. Este tumor tem sido relacionado com a ocorrência de determinadas malformações, sendo as mais comuns as ligadas ao trato urogenital, a hemihipertrofia ou a anirídia ou ausência da íris.
Esta neoplasia pode acometer qualquer região de ambos os rins; todavia, costuma ser um tumor solitário. Normalmente, geram distorções dos contornos renais, comprimindo, com frequência, o rim residual num tecido delgado que encobre o tumor.
As manifestações clínicas englobam dilatação abdominal, dor abdominal, febre, perda de apetite, náuseas e vômitos. Em aproximadamente 20% dos casos, pode haver a presença de sangue na urina. Também pode ser responsável por aumentar a tensão arterial. Esta neoplasia pode espalhar-se para outras partes do corpo, especialmente para os pulmões, causando tosse e sufoco.
No geral, a massa abdominal é palpável. Caso haja a suspeita da presença desse tumor, o indicado é a realização de exames de imagem, como ultra-sonografia, ecografia, tomografia axial computadorizada ou ressonância magnética. Em certos casos, a avaliação da medula óssea e óssea deve ser considerada.
O tratamento para tumores unilaterais é a ressecção do rim em questão, mesmo que esteja presente metástase pulmonar. No momento da cirurgia, outros órgãos, como fígado e linfonodos, devem ser analisados. Após o procedimento cirúrgico, realiza-se o tratamento complementar, por meio da quimioterapia e radioterapia. A realização da quimioterapia antes da cirúrgica só é recomendada quando o tumor renal for bilateral, visando salvar pelo menos um dos rins.
Os pontos mais importantes são o estádio e o tipo histológico do tumor. Pacientes com estádio I e II apresentam mais de 92% de sobrevivência. Esta porcentagem reduz para 87% dos pacientes em estádio III e 73% nos de estádio IV. A recidiva resulta em um prognóstico ruim; contudo, novas drogas e terapias têm proporcionado melhora a uma pequena parcela dos indivíduos acometidos.

10.615 – Farmacologia – Xaropes proibidos na década de 1990


xaropes

Tais remédios, usados como drogas era à base de cloridrato de zipeprol, uma substância viciante, eficaz contra a tosse, mas que milhares de jovens na época usavam abusivamente como entorpercente. Eis os nomes:
Eritós, Tussiflex, Silentós e Nantux. Tais drogas foram substituídas por medicamentos similares e inócuos.

Um pouco mais
Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser extraídas de uma planta chamada Papaver somniferum, conhecida popularmente com o nome de papoula do oriente. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtêm-se um suco leitoso, o ópio (a palavra ópio em grego quer dizer suco).
Quando seco este suco passa a se chamar pó de ópio. Nele existem várias substâncias com grande atividade. A mais conhecida é a morfina, palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos.
Pelo próprio segundo nome da planta somniferum, de sono, e do nome morfina, de sonho, já dá para fazer uma ideia da ação do ópio e da morfina no homem: são depressores do sistema nervoso central, isto é, fazem nosso cérebro funcionar mais devagar. Mas o ópio ainda contém mais substâncias sendo que a codeína é também bastante conhecida. Ainda, é possível obter-se outra substância, a heroína, ao se fazer pequena modificação química na fórmula da morfina. A heroína é então uma substância semi-sintética (ou seminatural).

Estas substâncias todas são chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos, ou seja, oriundas do ópio; podem ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína). Mas o ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação semelhante à dos opiáceos: a meperidina, o propoxifeno, a metadona são alguns exemplos. Estas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhantes aos opiáceos).

Estas substâncias todas são colocadas em comprimidos ou ampolas, tornando-se então medicamentos. Todas as drogas tipo opiáceo ou opioide tem basicamente os mesmos efeitos no SNC: diminuem a sua atividade. As diferenças ocorrem mais num sentido quantitativo, isto é, são mais ou menos eficientes em produzir os mesmos efeitos; tudo fica então sendo principalmente uma questão de dose. Assim temos que todas essas drogas produzem uma analgesia e uma hipnose (aumentam o sono): daí receberam também o nome de narcóticos que significa exatamente as drogas capazes de produzir estes dois efeitos: sono e diminuição da dor. Recebem também por isto o nome de drogas hipnoanalgésicas. Agora, para algumas drogas a dose necessária para este efeito é pequena, ou seja, elas são bastante potentes como, por exemplo, a morfina e a heroína; outras, por sua vez, necessitam doses 5 a 10 vezes maiores para produzir os mesmos efeitos como a codeína e a meperidina.
Algumas drogas podem ter também uma ação mais específica, por exemplo, de deprimir os acessos de tosse. É por esta razão que a codeína é tão usada como antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse. Outras têm a característica de levarem a uma dependência mais facilmente que as outras; daí serem muito perigosas como é o caso da heroína.
Além de deprimir os centros da dor, da tosse e da vigília (o que causa sono) todas estas drogas em doses um pouco maior que a terapêutica acabam também por deprimir outras regiões do nosso cérebro como, por exemplo, os que controlam a respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue.
A classificação do Zipeprol como uma substância com ação de opiáceo foi recente. A intoxicação com esta substância pode com freqüência vir acompanhada de convulsões.
As pessoas sob ação dos narcóticos apresentam uma contração acentuada da pupila dos olhos (“menina dos olhos”): elas às vezes chegam a ficar do tamanho da cabeça de um alfinete. Há também uma paralisia do estômago e a pessoa sente-se empachada, com o estômago cheio como se não fosse capaz de fazer a digestão. Os intestinos também ficam paralisados e como conseqüência a pessoa que abusa destas substâncias geralmente apresenta forte prisão de ventre. É baseado neste efeito que os opiáceos são utilizados para combater as diarreias, ou seja, são usados terapeuticamente como antidiarréicos.
OPIÁCIOS – São substâncias derivadas do ópio que produzem uma analgesia (diminuem a dor), uma hipnose.
Opiáceos naturais – derivados do ópio sem nenhuma modificação (ópio, pó de ópio, morfina, codeína).
Opiáceos semi-sintéticos – resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (heroína).
Opiáceos sintéticos – Zipeprol
Drogas opiáceas são: codeína, zipeprol, ópio, morfina e heroína.