13.381 – Os 5 Reinos dos Seres Vivos


Falar em cinco reinos dos seres vivos pode causar alguma confusão e discussão, pois há muitos biólogos que consideram mais de cinco reinos e o conceito de domínio já está se tornando popular entre os cientistas. Por enquanto vamos considerar apenas os cinco reinos, mas em breve discutir esses novos conceitos de classificação.

Muitos cientistas consideram que a vida surgiu na Terra primitiva há cerca de 3,5 bilhões de anos. Assim, todos os seres vivos que conhecemos hoje derivam de um mesmo grupo ancestral. Por processos evolutivos, esse grupo deu origem aos demais grupos de seres vivos.
No capítulo anterior também comentamos a respeito da característica presente em todos os seres vivos: a célula. A origem da vida corresponde à origem da primeira célula. Todas as células possuem material genético e um envoltório, chamado membrana plasmática, que separa o seu interior do meio externo. A célula também apresenta em seu interior o citoplasma, que pode conter diversas estruturas especializadas, dependendo do tipo celular.
Os cientistas consideram que os primeiros seres vivos eram unicelulares, ou seja, constituídos de apenas uma célula. Atualmente, existem grupos de seres vivos unicelulares, como as bactérias, a maioria dos pro-tistas e algumas espécies de fungos.
Os grandes grupos de seres vivos, tanto unicelulares quanto multicelulares, representados na categoria taxonômica de reino, estão indicados no cladograma ao lado. Observe que, de acordo com a hipótese representada no cladograma, os seres vivos podem ser classificados em cinco reinos.
Ao longo da história evolutiva, houve diversificação dentro de cada reino. Muitas espécies surgiram, muitas foram extintas, até chegarmos à biodiversidade atual.
O cladograma nos mostra que as plantas são evolutivamente mais próximas dos protistas, enquanto os fungos são evolutivamente mais próximos dos animais. O Reino Monera é o que tem origem mais antiga entre os atuais reinos de seres vivos.
Vamos ver brevemente quais são os seres vivos agrupados em cada reino.

Monera

importância-ecologica-das-bactérias
Formado por todos os procariontes, que são as bactérias e as cianobactérias. Eles possuem um tipo de célula chamada procariótica. Nesse tipo celular, não há um núcleo diferenciado, como você pode ver no esquema simplificado a seguir.

Protista ou Protoctista
Formado por todos os seres unicelulares eucariontes, como as amebas e as algas unicelulares, e por seres multicelulares capazes de fazer fotossíntese, mas com pouca diferenciação do corpo, que são as algas multicelulares. A célula de um protista é eucariótica, ou seja, o material genéüco é separado do citoplasma em um núcleo individualizado.

Fungo ou Reino Fungi
Formado por seres eucariontes, unicelulares e multicelulares, que absorvem o alimento do meio. Um exemplo de fungo multicelular é o cogumelo comestível conhecido por champignon. Um bom exemplo de fungo unicelular é o Saccharomyces cerevisiae, conhecido como fungo da cerveja, por ser utilizado na fabricação de cervejas e vinhos.

Reino das Plantas
Formado por seres multicelulares fotossintetizantes que possuem corpo diferenciado em tecidos. E o caso de todas as plantas, como musgos, samambaias, coqueiros, mangueiras, entre muitas outras.

Reino Animal
Formado por seres multicelulares que obtêm alimento por ingestão. É o caso de anémonas, minhocas, borboletas, peixes, sapos, serpentes, aves, cães, seres humanos e tantos outros exemplos.

E os vírus?
Os vírus são diferentes de todos os organismos pertencentes aos reinos dos seres vivos. Eles não são constituídos por células e somente conseguem se reproduzir dentro de uma célula, sendo essas as principais razões pelas quais alguns cientistas não os consideram seres vivos, mas uma forma particular de vida. Entretanto, os vírus possuem material genético, como todos os seres vivos, característica importante para que sejam considerados seres vivos pela maioria dos cientistas.

13.379 – Quem foi Carl Von Linné?


lineu
Carl von Linné ou Carolus Linnaeus, é muitas vezes chamado o pai da taxonomia.
Ele foi um cientista sueco que lançou as bases para o esquema moderno da taxonomia.
Seu sistema para nomear e classificação de organismos ainda está em uso ainda hoje (com algumas alterações).
Suas idéias sobre a classificação influenciaram gerações de biólogos durante e após a sua própria vida, mesmo aqueles que se opõem às raízes filosóficas e teológicas de sua obra.

Carl Von Linné – Vida

Nascimento: 23 de maio, 1707.

Morte: 10 de Janeiro de 1778

Carlos Lineu (ou Carl Von Linné, ou Carolus Linnaeus) nasceu em 23 de maio, 1707, no Stenbrohult, na província de Småland, no sul da Suécia e oi o fundador do sistema moderno de classificação científica dos organismos.
Seu pai era Nils Ingemarsson Linnaeus, um ministro da igreja e botânico amador; e sua mãe era Christina Brodersonia.
Quando criança, Lineu foi criado para ser da Igreja, como seu pai e seu avô materno foram, mas ele tinha muito pouco entusiasmo pela profissão.
Seu interesse em Botânica, no entanto, impressionou um médico de sua cidade, e foi mandado para estudar na Universidade de Lund, e transferido para a Universidade de Uppsala depois de um ano.
Durante este tempo, Lineu se convenceu que os estames e pistilos das flores seriam as bases para a classificação das plantas e ele escreveu um curto estudo sobre o assunto que lhe rendeu a posição de professor adjunto. Em 1732, a Academia de Ciências de Uppsala financiou a sua expedição para explorar a Lapônia, então praticamente desconhecida. O resultado disso foi o livro Flora Lapônica, publicado em 1737.
Depois disso, Lineu se mudou para o continente. Enquanto estava na Holanda ele conheceu Jan Frederick Gronovius e lhe mostrou o rascunho de seu trabalho em Taxonomia, o Sistema Natural. Nele, as desajeitadas descrições usadas anteriormente – physalis amno ramosissime ramis angulosis glabris foliis dentoserratis – haviam sido substituídas pelos concisos e hoje familiares nomes “Gênero-espécie” – Physalis angulata – e níveis superiores eram construídos de uma maneira simples e ordenada. Embora esse sistema, nomenclatura binomial, tenha sido criado pelos irmãos Bauhin, Lineu é afamado por tê-lo popularizado.
Lineu nomeou os taxa em formas que lhe pareciam pessoalmente do senso-comum, por exemplo, seres humanos são Homo sapiens (veja “sapiência”), mas ele também descreveu uma segunda espécie humana, Homo troglodytes (“homem das cavernas”, nome dado por ele ao chimpanzé, hoje em dia mais comumente colocado em outro gênero, como Pan troglodytes). O grupo Mammalia é nomeado por suas glândulas mamárias porque uma das definições de mamíferos é que eles amamentam seus filhotes (dentre todas as diferenças entre os mamíferos e outros animais, Lineu deve ter escolhido esta por suas idéias sobre a importância da maternidade. Ele também fez campanha contra a prática de mães de leite, declarando que mesmo aristocratas deveriam ter orgulho de amamentar os próprios filhos.).
Em 1739, Lineu se casou com Sara Morea, filha de um médico. Ele conseguiu a cadeira de Medicina em Uppsala dois anos depois, logo a trocando pela cadeira de Botânica. Ele continuou a trabalhar em suas classificações, extendendo-as para o reino dos animais e dos minerais. A última parte pode parecer estranha, mas a teoria da Evolução ainda não existia – e na verdade, o luterano Lineu ficaria horrorizado com ela – e portanto Lineu estava apenas tentando categorizar o mundo natural de uma forma conveniente. Ele foi sagrado cavaleiro em 1755, recebendo o nome de Carl Von Linné.
O jardim botânico original de Lineu ainda pode ser visto em Uppsala. Ele também originou a prática de se usar os glifos de ? – (lança e escudo) Marte e ? – (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.
Lineu também foi instrumental no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, a qual tinha o 0° como ponto de congelamento da água e o 100° como o ponto de ebulição.
Sua figura pode ser encontrada nas atuais notas suecas de 100 krona.

Lineu foi um dos fundadores da Real Academia Sueca de Ciências, e faleceu em 10 de janeiro de 1778.
Carl Linné, conhecido por seu nome latinizado, Linnaeus, é considerado o pai da Taxonomia. Seu sistema de classificação, nomeando e ranqueando os organismos ainda encontra uso atualmente (amplamente modificado, é lógico).
Transferiu seu curso para a Universidade de Uppsala e gastava grande parte de seu tempo colecionando e estudando plantas, que eram sua paixão verdadeira. (Nota: no currículo de medicina daquela época, botânica era uma matéria importante, pois os médicos ministravam drogas obtidas de plantas medicinais…).
Linnaeus gostava tanto desta parte que, mesmo passando privações financeiras, organizou expedições botânicas e etnográficas na Lapônia e na região central da Suécia.
Em 1735 mudou-se para a Holanda para terminar o curso de medicina e continuar seus estudos. Neste mesmo ano publicou seu primeiro livro “Systema Naturae”. Apesar de continuar seus estudos de Taxonomia e Botânica, Carl ainda exercia a profissão de médico, tornando-se até médico da família Real Sueca.
Seus últimos anos de vida foram marcados pelo pessimismo e pela depressão. Morreu do coração em 1778…
O sistema criado por Linnaeus utilizava basicamente o sistema reprodutor das plantas como classificador, já os sistemas atuais seguem o modelo de John Ray (que utiliza várias evidências morfológicas de todo o organismo em todas as fases do desenvolvimento). A herança deixada por Linnaeus é a classificação hierárquica e o sistema de nomenclatura binomial (ex.: Homo sapiens)
Este sistema hierárquico agrupa os seres vivos em grupos cada vez mais abrangentes.

Por exemplo: O REINO animal contém a CLASSE dos vertebrados que contém a ORDEM dos primatas que contém o GENERO Homo e a ESPÉCIE Homo sapiens => esta é a localização do Homem.

Lineu foi evolucionista?
É verdade que ele abandonou suas primeiras idéias sobre a espécies, e é verdade que a hibridização produz novas espécies de plantas e, em alguns casos de animais. Porém para Lineu o processo de geração de novas espécies não era aberto nem ilimitado.
Qualquer nova espécie podiam ter se originado da primae speciei, a espécie original do Jardim do Éden, todavia formava parte do plano de criação de Deus, porque elas haviam estado sempre potencialmente presentes. Lineu notou a luta pela sobrevivência – uma vez disse que a Natureza era uma “tábua de açougueiro” e uma “guerra de todos contra todos”. O conceito de evolução aberta, não necessariamente governada por um Plano Divino e sem uma meta predeterminada, nunca ocorreu a Lineu; essa idéia o surpreendeu.
Principais Trabalhos de Lineu:

Sistema da Natureza, Leiden 1735; 10ª edição, Estocolmo 1758-9.
Biblioteca Botânica, Amsterdã 1736.
Fundamentos Botânicos, Amsterdã 1736.
Musa de Clifford, Leiden 1736.
Crítica Botânica, Leiden 1737.
Flora Lapônica, Amsterdã 1737.
Gêneros Vegetais, Leiden 1737; 5ª edição, Estocolmo.
Jardim Deleite do Clifford, Amsterdã 1737.
Horto do Clifford, Amsterdã 1738.
Ordens Vegetais (Classes Plantarum) Leiden 1738.
Flora sueca 1745 · Hortus uppsaliensis 1748
Filosofia Botânica 1751
Species plantarum 1753

Lineu deixou ao todo cerca de 180 trabalhos. Sua coleção botânica e biblioteca foi comprada (1783) a um seu filho, pelo médico inglês James Edward Smith, que fundou em Londres, em Burlington House, a Linnean Society (1788).

13.315 – Quatro provas científicas de que Deus existe


DEUS2
A ordem explicável: Richard Swinburne, professor emérito de Filosofia na Universidade de Oxford, afirma que “pesquisas científicas recentes sobre a estrutura fina do Universo (sua ordem surpreendente) demonstram que a matéria inicial e as leis da natureza tiveram que apresentar características realmente especiais para que a vida pudesse evoluir”. Desse modo, ele chegou à conclusão de que a única explicação possível para isso é a ação de uma força criadora.

Uma mente superior: Com relação à formação do Cosmos, Sir Alfred Hoyle, possivelmente o astrofísico de maior destaque na história, afirmou que “uma interpretação óbvia dos fatos sugere que uma superinteligência tem brincado com a física, a química e a biologia, e que, na natureza, não existem forças cegas dignas de menção. Os valores que calculamos a partir dos fatos me parecem tão esmagadores que deixam esse assunto quase para além de qualquer dúvida”.

Forças mágicas: Dentre as chamadas “coincidências impossíveis” que permitem a existência da matéria, são mencionadas quatro forças “mágicas”. Elas são a base da Física: a interação nuclear forte, a interação nuclear fraca, o eletromagnetismo e a gravidade. A proporção energética através da qual elas interagem é tão precisa que a variação mais ínfima anularia completamente qualquer possibilidade de existência da matéria e, portanto, do Cosmos.

O equilíbrio cósmico: Um dos maiores enigmas para a ciência está no equilíbrio possível entre a gravidade e o eletromagnetismo. A respeito disso, o famoso físico e matemático Freeman Dyson afirmou: “Quando estudamos o Universo e identificamos os muitos acidentes da física e da astronomia que aconteceram em nosso benefício, parece quase como se o Universo soubesse, de algum modo, que nós viríamos posteriormente”.

13.171 – Ufologia – Ciência ou Pseudo Ciência?


ufologia
A marca UFO tem tratado ao longo da história de discos voadores guiados por extraterrestres, mas esta afirmação tem em si alguns equívocos. Afinal, como se podem atribuir estas aparições a naves de outros planetas se estes objetos são, a princípio, desconhecidos, sem identidade definida? De qualquer forma, a Ufologia é a ciência que se dedica ao estudo destes fenômenos, pesquisando e colhendo elementos que possam comprovar a existência de vida em outros mundos.
Tais visões se tornaram amplamente conhecidas como ‘discos voadores’ a partir de 1947. Desde então milhares de pessoas são testemunhas, diariamente, das mais variadas aparições, definidas constantemente como visitas de extraterrestres ao nosso Planeta. Desde tempos remotos, objetos e luzes têm sido avistados nos céus da Terra, causando estranheza e sensação por não serem explicáveis pelas leis naturais conhecidas. Descrições de eventos semelhantes são encontradas em livros sagrados e nas histórias folclóricas de quase todas as grandes civilizações da Terra. Até mesmo as Escrituras já relataram casos de deuses e ‘carros de fogo’, ‘rodas metálicas’, entre outras metáforas relativas à visita de seres extraplanetários.
Nada impede que estes fenômenos sejam explicados como eventos provocados por perturbações na atmosfera, impulsos eletromagnéticos ou relativos ao campo terrestre, entre outras tantas justificativas, mas ainda resta uma mínima fração de fatos ainda envoltos em mistério, aguardando uma definição científica. Documentos tentando comprovar estas aparições não faltam, principalmente fotos e vídeos das supostas naves. Também não se carece de depoimentos das mais diversas pessoas, relatando casos de encontros com alienígenas, ou até mesmo prováveis abduções.
Pode-se dizer que a Ufologia moderna teve seu início em 24 de junho de 1947, quando o piloto americano Kenneth Arnold, que comandava aviões de pequeno porte, transportando encomendas, habituado a voar sobre montanhas, principalmente por cima do monte Rainier, pico de uma importante cadeia de montanhas da região localizada entre Chebalis e Yakima, em Washington, teve neste local o primeiro contato com naves dirigidas por extraterrestres dos tempos atuais. Muito respeitado e admirado em sua cidade, afirmou ter visto nove objetos com o formato de discos, movimentando-se velozmente, a uma velocidade maior que a do som, o que não seria possível para um avião naquele tempo. Ao retornar à base, o piloto contou sua história, mas só foi levado a sério por ser um profissional com muita experiência.
Apesar de surgirem as mais diversas explicações para este evento, a história de Arnold, amplamente divulgada pela imprensa e estudada pela Aeronáutica norte-americana, embora estas pesquisas fossem sempre negadas, deu início ao que se conhece hoje como Ufologia, sendo este acontecimento responsável até mesmo pelo surgimento do símbolo UFO. Esta foi a primeira vez em que a população do Planeta chegou perto da possibilidade de acreditar em naves extraterrestes.

13.029 – História da Física


física
Começou a partir do momento em que a humanidade passou a ver e analisar os fenômenos naturais de modo racional, abandonando explicações místicas ou divinas. As primeiras tentativas racionais de explicação da Natureza vieram com os indianos e com os gregos antigos. Antes disso, fenômenos naturais e suas consequências eram explicados por deuses e deusas; Apolo, em sua carruagem, carregava a esfera brilhante, o Sol, de leste para oeste, todos os dias. A Filosofia Natural, como era conhecida a Física até tempos mais modernos, confundia-se com a Química e com certos aspectos da Matemática e Biologia, e pode ser considerada a disciplina acadêmica mais antiga, se for considerada a sua presença dentro da Astronomia.
Após ter visto um momento de esplendor na Grécia Antiga, tendo como nome principal Aristóteles, a Física entrou em declínio na Idade Média, tendo revivido apenas durante o Renascimento, durante a Revolução Científica. Galileu Galilei é considerado o primeiro Físico em seu sentido moderno, adotando a Matemática como ferramenta principal. Galileu é um dos primeiros a descrever o real objetivo de um cientista; sua função é apenas descrever os fenômenos em vez de tentar explicá-los. Já dotado de um método científico, a Física teve uma notável evolução com Isaac Newton, que realizou a primeira grande unificação da Física ao unir Céus e Terra sob as mesmas leis da Física, a gravitação universal.
Nos séculos XVIII e XIX surgiram os fundamentos da termodinâmica e do eletromagnetismo, destacando-se Rudolf Clausius, James Prescott Joule e Michael Faraday. James Clerk Maxwell realizou outra grande unificação da Física ao fundir eletricidade e magnetismo sob as mesmas descrições matemáticas, sendo que toda a Óptica pode ser derivada da teoria eletromagnética de Maxwell. No final do século XIX pensava-se que todos os fenômenos físicos poderiam ser explicados dentro das teorias correntes. Entretanto, certos “fenômenos rebeldes” fugiam do alcance dos cientistas. No início do século XX, ao tentar explicar matematicamente a radiação de corpo negro, Max Planck introduziu o conceito de quantum de energia. Em 1905, Albert Einstein apresentou, sob a forma de cinco artigos, as base da Relatividade e da Mecânica Quântica. Tais “fenômenos rebeldes” finalmente foram explicados, mas a ontologia determinista estrita e pontual, característica da mecânica newtoniana, foi abalada seriamente, que foi agravada após a publicação do Princípio da Incerteza de Werner Heisenberg e do princípio da complementaridade de Niels Bohr.
Desde então, a Física preocupa-se em explicar, sob o ponto de vista da Física Moderna, a natureza as quatro forças fundamentais da Natureza. O Modelo Padrão, apresentado na década de 70, descreve três das quatro forças. Trabalhos dentro do Grande Colisor de Hádrons (LHC), no CERN, e no Fermilab, procuram confirmar a existência do bóson de Higgs, a única partícula prevista pelo Modelo Padrão ainda não descoberta. Entretanto, a gravidade ainda carece de uma explicação teórico-experimental enraizada pela Física Moderna e é ainda um grande problema em aberto da Física.
As pessoas desde a Antiguidade sempre prestaram atenção nas regularidades da Natureza; o Sol nasce todo dia; um ciclo lunar é completado em aproximadamente 28 dias, praticamente o mesmo período de um ciclo menstrual; as estrelas ocupam a mesma posição no céu em um determinado momento a cada ano, um objeto sempre cai quando não é apoiado; as quatro estações do ano sempre estão ordenadas e se repetem anualmente.
Esta ordenação da Natureza precisava de explicações satisfatórias. Inicialmente, os povos antigos atribuíam tais fatos à mitologia e à metafísica; deuses e deusas que controlavam o mundo. Na Grécia Antiga, Gaia era a deusa Terra e Zeus controlava o poder dos relâmpagos. Apolo, com a sua carruagem flamejante do Sol, cruzava os céus uma vez por dia.
Basicamente, “Física” é uma tentativa de se obter explicações racionais sobre o mundo real, em contraste com explicações metafísicas, mitológicas, religiosas ou mágicas.
As primeiras tentativas do Ocidente em prover explicações racionais para os funcionamentos da Natureza vieram com os gregos, por volta do século VII a.C.
Aristóteles é descrito com frequência como sendo o grego que proveu as explicações mais compreensivas dentro destes princípios filosóficos. Ele acreditava na existência de quatro elementos básicos, a terra, a água, o ar e o fogo. Cada um tinha o seu lugar natural no Universo, determinado pelo seu peso. A terra é pesada e tenderia a permanecer no centro do Universo, a água tenderia a permanecer acima da terra e o ar, por sua vez, tenderia a permanecer na superfície terrestre. O fogo tenderia a escapar do centro do Universo. Haveria ainda um quinto elemento, perfeito, que não teria peso. As estrelas seriam formadas por esse quinto elemento, o éter.
Em seu livro, Física, Aristóteles descreveu o movimento de um corpo. Um corpo manteria seu estado de movimento apenas se estivesse em contato com o seu “movedor”. Caso contrário, a tendência de um corpo seria parar. Aristóteles explicou que o movimento de uma flecha após ser lançada seria causada pela “impulsão do ar”, uma tendência natural do ar fechar o “vácuo” formado pela flecha em seu rastro, já que, segundo Aristóteles, a “Natureza abomina qualquer forma de vácuo”.
O sistema esférico dos astros foi se complexificando com o aumento da precisão matemática. Hiparco, no século II a.C., utilizou registros gregos e babilônicos para prover dados mais precisos, e Ptolomeu, no mesmo século, já havia construído um sistema de esferas contendo mais de 80 elementos para explicar toda a periodicidade dos astros no céu, todos descritos em seu livro Almagesto.
Com a queda do Império Romano no século V, a maior parte da literatura grega se perdeu assim que a Europa entrou num período conhecido como a “idade das trevas”, onde o interesse pela obtenção do conhecimento e da própria educação praticamente desaparece.
Na primeira metade do século XIV, ressurge a teoria do ímpeto, que já havia sido iniciada por Hiparco e impulsionada por João Filopono, radicalmente modificada pelo persa Avicena e consagrada pelo francês Jean Buridan.
Tradições físicas e matemáticas importantes também existiam nas antigas ciências chinesas e indianas. Na filosofia indiana, Kanada foi o primeiro a desenvolver sistematicamente uma teoria do atomismo no século VI aC.
O Renascimento do conhecimento e da aprendizagem na Europa, que se seguiu à redescoberta dos conhecimentos gregos e árabes, afetou toda a sociedade europeia.
Em 1541, Nicolau Copérnico publica o livro De revolutionibus orbium coelestium, que marca o início da astronomia moderna.[36] Neste livro, Copérnico defende o heliocentrismo e o suporta matematicamente.A partir do século XVII, os filósofos naturais começam a montar um ataque sustentado contra o programa filosófico escolástico, que unia filosofia e teologia. Também propuseram que a descrição matemática de áreas como a Mecânica e Astronomia poderiam universalizar as características dos movimentos.
Um dos grandes nomes desta época é o italiano Galileu Galilei. Uma das maiores contribuições de Galileu foi reconhecer que o papel de um cientista não era explicar o “porquê” dos fenômenos, mas somente descrevê-los.Em um de suas obras, Discursos e Demonstrações Matemáticas acerca de Duas Novas Ciências Galileu levanta a questão de por que um objeto cai sem sustentação. Na réplica, Galileu diz que não explicou nada, apenas o descreveu.Galileu simplificou o papel de um cientista, sua função é apenas fazer uma descrição, sem procurar os “porquês” que ele mesmo não pode responder. Galileu foi um dos pioneiros a reconhecer na matemática uma ferramenta para descrever os fenômenos naturais e confirmá-los através de experimentações.

galileu_galilei
Galileu

12.998 – Física – A Eletrostática


Olá você que acompanha as matéria do ☻Mega Arquivo, chegamos ao artigo 13 mil. Somos um blog de divulgação de conhecimentos sem finalidade de lucros. O ☻Mega Arquivo em si já existe há quase 3 décadas. Para saber mais leia a nossa introdução. Continue mergulhando no nosso universo.

eletro
A eletrostática é a parte da Física responsável pelo estudo das cargas elétricas em repouso. Ao longo da história, grandes pesquisadores como Tales de Mileto conseguiram verificar a existência das cargas elétricas. Segundo Maurício Ruv Lemes, foi Tales quem primeiro conseguiu verificar, em 600 a. C., que o âmbar, após atritado, consegue atrair fragmentos de palha.
Em 1600, o médico inglês William Gilbert (1540-1603) publicou o livro Sobre os Ímãs, sobre os Corpos Magnéticos, e sobre o Grande Ímã, a Terra. Neste livro, Gilbert faz uma analogia comparando a Terra com um enorme ímã, onde os pólos magnéticos do Globo estariam localizados junto aos pólos geográficos. Gilbert também estudou os fenômenos elétricos, chegando a concluir que existiam mais substâncias além do âmbar que possuíam propriedades eletrostáticas, de acordo com CHAIB e ASSIS (2007).
O pesquisador alemão Otto Von Guericke (1602 – 1686) conseguiu inventar a primeira máquina eletrostática, em 1672.
Já por volta de 1729, Stephen Gray descobre que alguns corpos tem propriedades condutoras de eletricidade.
Charles Augustin de Coulomb (1736 – 1806) conseguiu medir a intensidade das forças de atração ou de repulsão entre as cargas elétricas por volta de 1777, usando uma balança de torção e enunciou a Lei de Coulomb tratando desta força.
Já em 1763, o cientista Robert Simmer (…) defendia que existiriam dois tipos de fluídos, sendo que um deles teria carga elétrica positiva e outro teria carga elétrica negativa, o que leva a uma condição de conservação da carga, conforme Lemes.
Num primeiro momento, acreditava-se que os fenômenos elétricos e magnéticos não estariam relacionados. A eletrostática tinha muito a ser descoberto, especialmente no que se refere a sua dependência com o magnetismo. Houve muitos avanços significativos, como o caso da construção da primeira pilha voltaica, criada por Alessandro Volta, em 1800. Finalmente, em 1819, o dinamarquês Hans Christian Oersted (1777 – 1851) descobre em uma aula experimental que a corrente elétrica geraria um campo magnético em torno de si.
Mas talvez uma das mais relevantes descobertas que podem ser inclusas no rol da eletrostática, destaca-se a da relação da carga do elétron com sua massa, realizada por Robert Andrews Millikan (1868 – 1953).

eletro2

eletro3

10.626 – A Revolução Científica


a-historia-da-fisica-1019

Iniciou no século XV um conhecimento mais estruturado e prático, desenvolvendo formas empíricas de se constatar os fatos.
Até a Idade Média, o conhecimento humano estava muito atrelado ao modo de concepção da vida que a religiosidade propagava. A ciência, por sua vez, estava muito atrelada à Filosofia e possuía suas restrições. Mas o florescer de novas concepções a partir do século XV permitiu uma reformulação no modo de se constatar as coisas. A nova forma de pensar, comprovar e, principalmente, fazer ciência prosperou-se intensamente em um período que se prolongou até o fim do século XVI.
A Revolução Científica tornou o conhecimento mais estruturado e mais prático, absorvendo o empirismo como mecanismo para se consolidar as constatações. Esse período marcou uma ruptura com as práticas ditas científicas da Idade Média, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. Embora na época tenha havido grande movimentação com a divulgação de novos conhecimentos e novas abordagens sobre a natureza e o mundo, o termo Revolução Científica só foi criado em 1939 por Alexandre Koyré.
Diversos movimentos sociais, culturais e religiosas prestaram suas valiosas contribuições para o incremento da Revolução Científica. Aquele era o período do Renascimento, uma fase que pregava a volta da cultura Greco-romana e propagava a mudança de orientação do teocentrismo para o antropocentrismo. Outra característica era o humanismo, uma corrente de pensamento interessada em um pensamento mais crítico e, principalmente, valorizava mais os homens. Tais abordagens mudaram muito o pensamento humano.
A ciência ganhou muitas novas ferramentas. Passou a ser mais aceita e vista como importante para um novo tipo de sociedade que nascia. As comprovações empíricas ganharam espaço e reduziram as influências das influências místicas da Idade Média. O conhecimento ganhou impulso para ser difundido com a invenção de Joahannes Gutenberg, a imprensa. A capacidade de reproduzir livros com exatidão e espalhá-los por vários lugares foi fundamental para a Revolução Científica na medida em que restringia as possibilidades de releituras e interpretações equivocadas dos escritos.
O modo místico da Igreja Católica de determinar o conhecimento perdeu ainda mais espaço com a Reforma Protestante. Os reformistas eram favoráveis à leitura da Bíblia em todas as línguas e também acreditavam que as descobertas da ciência eram válidas para apreciar a existência de Deus.
Em meio a toda essa efervescência favorável à Revolução Científica, o hermetismo também apresentou sua parcela de contribuição para o progresso do conhecimento. Usando idéias quase mágicas, apoiava-se e incentivava no uso da matemática para demonstrar as verdades. Com um novo horizonte, a matemática ganhou espaço e se desenvolveu com grande relevância para o desenvolvimento de um método científico mais rigoroso e crítico.
Os efeitos da Revolução Científica foram incontáveis e mudaram significativamente a história da humanidade. Provou-se que a Terra é que girava em torno do Sol, a física explicou diversos comportamentos da natureza, a matemática descreveu verdades e o humanismo tornou os pensamentos mais críticos, por exemplo. Entre os grandes nomes do período que deram suas contribuições para o avanço da ciência estão: Isaac Newton, Galileu Galilei, René Descartes, Francis Bacon, Nicolau Copérnico, Louis Pasteur e Francesco Redi.

9445 – Filósofos Gregos – Anaxágoras


Anaxagoras

Anaxágoras (Clazômenas, c. 500 a.C. – Lâmpsaco, 428 a.C. – ambos locais na Ásia Menor, atual Turquia) foi um biólogo, astrônomo, físico e matemático e filósofo pré-socrático grego. Anaxágoras é considerado um inovador dentro da evolução da filosofia, por introduzir a prática da especulação intelectual em Atenas. Suas ideias de constituição dos objetos e o processo mecânico na construção da ordem são ainda consideradas o ponto de partida no desenvolvimento da teoria atômica.
Nasceu na colônia Jônia de Clazômenas, cerca de 30 Km a oeste da atual cidade turca de Izmir, na Turquia. Mudou-se para Atenas por razões desconhecidas, onde trabalhou como professor durante cerca de trinta anos. Foi o primeiro filósofo a se instalar naquela cidade grega e fundar uma escola. Entre seus alunos, encontravam-se Péricles, Tucídides, Eurípedes e, talvez, Demócrito e Sócrates. Segundo a tradição, é ele o autor de um livro denominado Da Natureza, em prosa, do qual restam cerca de vinte fragmentos.
Depois de três décadas como professor em Atenas, foi acusado de impiedade, por sugerir que o Sol era uma massa de ferro aquecido e que a Lua era uma rocha que refletia a luz do Sol, nascida de uma porção de rocha descolada da Terra. Anaxágoras decide então se refugiar em Lâmpsaco, cidade hoje vizinha à moderna Lapseki, na Turquia, onde morre por volta de 428 a. C. Não se sabe exatamente como Anaxágoras morreu. É certo que em Lâmpsaco ele organizou uma escola que se tornou famosa, trazendo-lhe estima e consideração.
Anaxágoras era famoso por seu espírito prático, responsável por mudanças fundamentais na matemática do século V a. C., exercendo notável influência sobre a filosofia grega, além de introduzir em Atenas as concepções desenvolvidas pelos pensadores das colônias helênicas. Defendia a ideia de que, junto à matéria, existe um princípio ordenador, uma inteligência como causa do movimento, sendo por isso considerado o primeiro dualista e saudado com entusiasmo por Platão, por sua capacidade inovadora de pensar. Ele teria sido também o primeiro a explicar o fenômeno dos eclipses solares. Realizou ainda um estudo original sobre o problema do conhecimento humano. Anaxágoras separou em três estágios o conhecimento:
a experiência e a sensação – a relação com o mundo desenvolve nossa sensibilidade, fazendo com que seja possível identificar as modificações dos objetos externos.
a memória – o que vivenciamos através das sensações é depositado na nossa memória, definida como a nossa capacidade de conservar as experiências e os conhecimentos adquiridos.
a técnica – o acúmulo de conhecimentos em nossa memória vai gerar a sabedoria, que por sua vez dá origem à técnica, que é a nossa capacidade de utilizar os conhecimentos para construir objetos e modificar a natureza.

8707 – A Construção do Conhecimento Científico


Percebe-se hoje um ensino de ciências resumido a poucos trágicos conceitos: o desinteresse e consequente baixo rendimento coletivo, a desmotivação generalizada dos educadores e o seu despreparo para o enfrentamento do atual momento social, altos índices de reprovação ou aprovações pontuais isentas de critérios bem definidos, a inexistência de metodologias adotadas pelas escolas… Percebe-se, ainda, que este é um problema de natureza que transcende às limitações físicas das instituições de ensino, estendendo-se à formação científica dos professores em um caráter que não os torna pesquisadores e os condiciona à aceitação de uma exatidão e um formalismo já há muito tempo superado pelas ciências naturais.
Esta realidade, de transmissão de informações pontuais e não suscetíveis a questionamentos, alterações e construções, não vai ao encontro do conhecimento do atual aspecto social humano. De acordo com Thomas Kuhn (1962), epistemólogo que abordou como conceitos fundamentais a evolução científica a partir da superação e mudança de paradigmas, uma mudança de paradigma nas ciências consolida-se como o ponto de partida para um ensino com utilidade, que forme sujeitos pensantes e questionadores, capazes de positivamente interagir em uma sociedade cada vez mais complexa e exigente.

Ainda de acordo com Thomas Kuhn, o conhecimento científico somente evolui quando rompe com as tradições dominantes e abre-se ao novo, sendo esta capacidade de regeneração a demarcação de um conhecimento realmente de natureza científica.

Ao desconsiderarmos a plasticidade científica, estamos mascarando a mais sublime das características do pensamento científico: sua capacidade em evoluir e tomar rumos muitas vezes inesperados, o que somente é possível quando busca-se pela verdade, de modo alheio ao que gostaríamos ou acreditamos. E tais caminhos trouxeram a humanidade até aqui, nos elevaram de presas fáceis e incapazes à raça dominante do planeta, e a mais perigosa para nós mesmos; em um primeiro aspecto, porque a ciência está repleta de descobertas fortuitas, em um segundo, porque hoje somos em teoria a única raça a ser temida.
A não exatidão do conhecimento científico não pode ser utilizada como ponto de partida para a almejada formação do aluno pesquisador? Não poderá o professor buscar a construção junto a seu aluno em conhecimento pessoal, em individualidade, de modo que contemple-se sua atual realidade contextual, fazendo-o integrante de um processo em construção, indo muito além de receptadores de informações abstrativas? E estou certo de que essas são apenas algumas das questões a serem consideradas a respeito desse tema conflitante e emergente.

8516 – Navio alemão de pesquisa sobre o clima atraca no Brasil


O navio de pesquisa alemão Meteor, em missão para analisar o papel do oceano Atlântico tropical na variabilidade do clima e em seus impactos, atracou em Fortaleza (CE) no fim de semana.
Na visita, que faz parte do Ano da Alemanha no Brasil, Peter Brandt, chefe da missão que sai de Fortaleza em direção à Namíbia, destacou o papel do estudo das águas brasileiras na compreensão das dinâmicas do aquecimento do oceano e até do clima nos continentes adjacentes.
Com mais de 30 cientistas de diferentes nacionalidades a bordo, o Meteor tem equipamento que permite analisar o solo marinho e a atmosfera. A embarcação tem sua própria usina de geração de energia e trata seus resíduos.
O projeto, que é do Instituto de Oceanografia da Universidade de Hamburgo, passará novamente pelo Brasil em maio de 2014.

6752 – Biologia – Carcterísticas dos Seres Vivos


Mega Bloco Ciências Biológicas

Além da característica de que os seres vivos são formados de células, existem outros aspectos que devem ser considerados, uma vez que se verificam somente entre eles. Os seres vivos, por exemplo, necessitam de alimento, passam por um ciclo de vida e são capazes de se reproduzir.

Os seres vivos necessitam de alimento.
Uma pedra não precisa de nutrientes para se manter, ao contrário do que ocorre entre os seres vivos. É por meio dos alimentos que os seres vivos adquirem a matéria-prima para o crescimento, a renovação de células e a reprodução. São os alimentos também que fornecem a energia necessária para s realização de todas as atividades executadas pelo organismo.

As plantas produzem seu próprio alimento.
Existem seres que são capazes de produzir seus próprios alimentos. Por isso são chamados de seres autotróficos. É o caso das plantas.
Toda planta faz fotossíntese, um processo de produção de alimentos que ocorre na natureza em presença da energia solar. Para realizar a fotossíntese é necessário que a planta tenha clorofila, um pigmento verde que absorve a energia solar; a planta necessita também de água e de sais minerais, que normalmente as raízes retiram do solo, e ainda de gás carbônico
(CO2) do ar atmosférico, que penetra na planta através das folhas.

A glicose é um dos produtos da fotossíntese. Outro produto é o gás oxigênio, que a planta libera para o ambiente. Com a glicose a planta fabrica outras substâncias, como o amido e a sacarose. O amido é encontrado, por exemplo, na “massinha branca” da batata e do feijão. A sacarose é o açúcar que costumamos usar para adoçar, por exemplo, o café e os sucos; ela é encontrada naturalmente da cana-de-açúcar.

A planta, dessa forma, se alimenta dos nutrientes que ela própria fabrica, a partir de energia luminosa, da água e do gás carbônico, obtido do ambiente em que vive.

Os sais minerais são indispensáveis para a ocorrência de inúmeros fenômenos que acontecem nos seres vivos. Os sais de magnésio, por exemplo, são necessários para a produção das clorofilas, uma vez que participam da constituição desses pigmentos. E, sem clorofila, a planta fica incapacitada para a realização da fotossíntese.

Os animais não produzem seus alimentos
Os animais, ao contrário das plantas, não produzem os seus alimentos. Por isso são chamados de seres heterotróficos.

Alguns só comem plantas (folhas, sementes, etc); são chamados os animais herbívoros. Outros só comem carne; são os carnívoros. Outros ainda nutrem-se de plantas e de outros animais; são os onívoros.

Os seres vivos nascem…e morrem
Os seres vivos nascem, desenvolvem-se, reproduzem-se, envelhecem e morrem.

Essas diferentes fases da vida de um ser constituem o seu ciclo de vida. Esse ciclo tem duração variável, de um tipo de ser vivo para outro.Veja alguns exemplos que indicam a duração média aproximada de vida de alguns animais.

Arara: 60 anos
Crocodilo: 80 anos
Cabra: 17 anos
Elefante: 100 anos

Chimpanzé: 20 anos
Leão: 20 anos

Coelho: 7 anos
Porco: 10 anos

Coruja: 27 anos
Rato: 4 anos

O ciclo de vida pode durar minutos ou centenas de anos, conforme o ser vivo considerado. Algumas bactérias podem completar seu ciclo de vida em cerca de 30 minutos. Outros seres, como as sequóias e alguns tipos de pinheiro, podem viver
4 mil anos ou mais.

Os seres vivos produzem seus descendentes
Todos os seres vivos têm capacidade de produzir descendentes, através da reprodução. O mecanismo de reprodução nos seres vivos é muito variado. Basicamente, tanto os seres unicelulares quanto os pluricelulares podem produzir-se de duas maneiras: assexuada e sexuadamente.
Na reprodução assexuada um único indivíduo origina outros, sem que haja troca de material genético através de células especiais para a reprodução.
Existem muitos tipos de reprodução assexuada, entre eles a cissiparidade ou bipartição, que são mais freqüentes entre os organismos unicelulares. Este tipo de reprodução consiste a célula simplesmente se dividir em duas partes, que passarão a representar dois novos seres.
Entre os seres pluricelulares, existem também aqueles que se reproduzem de forma assexuada: reprodução por esporos e reprodução por brotamento.

Reprodução por esporos
Nesse tipo de reprodução assexuada, o indivíduo produz esporos, células que conseguem germinar originando novos indivíduos, sem que haja fecundação.
A reprodução através de esporos pode ocorrer em organismos unicelulares, e em organismos pluricelulares.
Considerando os organismos pluricelulares, tomaremos como exemplo uma alga verde filamentosa do gênero Ulothrix, que vive fixa a um substrato. Essas algas, que vivem em água doce, produzem esporos que são liberados e nadam livremente até se fixarem em um meio adequado; cada esporo, então, pode germinar e formar um novo indivíduo.

Reprodução por brotamento
Este tipo de reprodução assexuada também ocorre em organismos unicelulares e organismos pluricelulares. Tomamos como exemplo a hidra, um animal invertebrado que vive em água doce. Em uma hidra adulta nasce naturalmente um broto, que pode se destacar e dar origem a outra hidra.

A propagação vegetativa
É um tipo de reprodução assexuada muito comum em plantas diversas, como a batata comum, a cana-de-açúcar
e a mandioca. Nesse caso utilizam-se normalmente pedaços de caule, que atuam como “mudas”. Os caules possuem gemas ou brotos, formados por células capazes de originar uma nova planta, em condições adequadas.

Reprodução sexuada
A reprodução sexuada ocorre quando há troca de material genético normalmente entre duas células sexuais chamadas gametas. (Alguns organismos unicelulares, como as bactérias, podem se reproduzir sexuadamente sem que haja formação de gametas. Nesse caso dois indivíduos podem se emparelhar temporariamente e trocar parte de seu material genético).
Na reprodução sexuada com participação de gametas, podemos reconhecer dois tipos de células: um gameta masculino e outro gameta feminino. Nos animais, os gametas masculinos são os espermatozóides, e o óvulo gameta feminino.
Existem dois tipos básicos de fecundação: a fecundação externa e a fecundação interna.

Fecundação externa
A maioria dos ouriços-do-mar vive fixa nas rochas do mar. Em determinadas épocas do ano, os machos lançam seus espermatozóides na água. Ao mesmo tempo, as fêmeas lançam os seus óvulos. O encontro desses gametas ocorre na água e, portanto, fora dos organismos produtores de gametas.

Fecundação interna
Em outros animais, como os pássaros, o macho lança os espermatozóide dentro do corpo da fêmea. O encontro dos gametas ocorre no interior do corpo de um organismo produtor de gametas.
Existem os animais hermafroditas. Eles são, ao mesmo tempo, macho e fêmea. Um mesmo organismo produz tanto espermatozóides quanto óvulos, como acontece na minhoca.
Mas uma minhoca não fecunda ela mesma; aliás, os animais hermafroditas geralmente não se auto fecundam. Para haver reprodução, é necessário que duas minhocas se aproximem e se acasalem. Durante o acasalamento, as duas minhocas trocam espermatozóides e uma fecunda a outra. Os óvulos fecundados são liberados no solo no interior de um casulo; cada óvulo fecundado dará origem a uma nova minhoca.

2780 – As ciências no Brasil


A Astronomia chegou ao pais, em 1640, durante o domínio holandês, quando se instalou, em Pernambuco, o primeiro observatório da América do Sul. A iniciativa foi do príncipe Maurício de Nassau. Já a Geografia é, para nós, uma ciência mais recente, do século XIX. Histórias assim estão nessa antologia em dois volumes, organizada pelo educador Fernando de Azevedo (1897-1974), um dos fundadores da Universidade de São Paulo. No primeiro volume que sai agora, vemos como surgiram no Brasil a Matemática, a Astronomia, a Meteorologia, a Geologia, a Paleontologia, a Geografia, a Física, a Mineralogia e a Petrografia. A obra foi lançada em 1956, mas estava esgotada havia muito tempo. A reedição chega em boa hora, pois é um dos poucos registros que se têm sobre a história da ciência brasileira.