14.307 – MÁSCARAS QUE ACENDEM AO DETECTAR COVID-19 SÃO FEITAS POR HARVARD E MIT


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A decisão foi herdada de um antigo projeto feito em 2014, quando cientistas buscaram desenvolver sensores, em um papel, que denunciassem a presença do ebola em um organismo. Essa pesquisa era feita pelo MIT e conseguiu detectar vírus como sarampo, influenza, hepatite C e outras formas de coronavírus.
Para que servirão as máscaras
A ideia é utilizar as máscaras não apenas como uma forma de proteção mas também como um modo de detecção do novo coronavírus. Segundo Jim Collins, membro da pesquisa do MIT, em uma entrevista ao site americano Business Insider, os resultados sairiam mais rápido.

Assim, as máscaras seriam uma ótima opção de diagnóstico rápido em locais de urgência, como salas de espera de hospitais e aeroportos. Além disso, seriam indicadas para casos assintomáticos, que não apresentam febre (uma das principais formas de suspeitar se alguém está com covid-19).
Como funcionará a máscara
O plano é que as máscaras acendam quando a pessoa estiver contaminada pelo novo coronavírus. Para isso, terá que conseguir detectar o Sars-CoV-2 em pequenas amostras de saliva. Os sensores necessitam de duas coisas para ativarem e indicarem a presença do problema: umidade e capacidade de identificar a sequência genética do vírus, que, uma vez grudada e congelada na máscara, irá iluminar o acessório e possibilitará identificar alguém contaminado.

Ao que tudo indica, os pesquisadores do MIT e de Harvard irão utilizar o genoma identificado pelos chineses de um laboratório em Xangai. Os estudos das universidades americanas estão apenas no começo, mas devem entrar em períodos de testes em algumas semanas, já que os trabalhos têm apresentado resultados promissores.

14.271 – Paradoxo Tecnológico – Só haverá inteligência artificial quando ela tiver falhas humanas


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Para alguns cientistas, só vamos criar I.A. de alto QI se ela tiver sentir medo e lutar pela própria sobrevivência. O que pode dar errado?
Que imagem surge em sua cabeça ao ouvir a expressão “inteligência artificial”? Provavelmente uma coisa incorpórea, um software, respondendo por meio de algum aplicativo ou de um “assistente pessoal”, como a Alexa.
Se você tivesse feito essa pergunta para alguém há 30 anos, provavelmente a resposta seria bem diferente. O que viria à mente das pessoas seria um robô físico, que imita um ser humano. Um androide, como os replicantes de Blade Runner, o pequeno David, protagonista de Inteligência Artificial ou, mais recentemente, os anfitriões de Westworld. Entidades que, bem diferente da Alexa, da Siri e do Google Assistente, têm consciência plena e medo de morrer, exatamente como uma entidade viva.
O irônico é que, bem agora que a inteligência artificial chega aos celulares e às caixinhas de som, a hipótese de que a verdadeira inteligência artificial precisa ter características humanas volta à tona na ciência de verdade.
Pelo menos é o que propuseram dois neurocientistas bastante reconhecidos: o português António Damásio e seu colega americano Kingson Man, da Universidade do Sul da Califórnia. Em novembro de 2019, a dupla publicou um artigo científico chamado Homeostasis and soft robotics in the design of feeling machines (“Homeostase e robótica flexível no desenho de máquinas sensíveis”).
A ideia ali é a seguinte: a verdadeira “inteligência artificial”, ou seja, uma inteligência de verdade, com capacidade de aprendizado comparada à nossa, só pode surgir com uma condição: se os desenvolvedores simularem os mecanismos que regem a própria vida. Em suma: só uma máquina com medo de morrer e capaz de sentir afeto (como você, um golfinho ou um cão) seria capaz de desenvolver inteligência para valer.
“Existe uma conexão profunda entre vida e inteligência”, afirma Man. “Não acho que faz sentido falar sobre inteligência, tanto faz se natural ou artificial, sem considerar seu papel em manter a vida.”

A inteligência das bactérias
A mente humana não foi planejada. Ela é fruto da seleção natural, começando pelas primeiras moléculas orgânicas, passando por protozoários, peixes, répteis terrestres… Com os mamíferos aterrisando aqui depois de mais de 3 bilhões de anos após o início da vida no planeta.
Em todas essas fases, a vida desenvolveu algum tipo de inteligência, sempre com um único propósito: ajudá-la a sobreviver e se reproduzir. Isso é a tal “homeostase” à qual o título do estudo se refere: o estado de equilíbrio físico-químico que permite à vida existir e que, por isso, a vida sempre busca manter. Por exemplo: se há sal demais ou oxigênio de menos no sangue, isso significa morte.
Isso não acontece normalmente porque todo organismo vivo tem mecanismos para manter sua homeostase; no caso: os rins e pulmões. O cérebro humano tem múltiplos mecanismos homeostáticos, como receptores químicos, de dor, de movimento, de calor. Tudo para evitar os danos, internos e externos.
A inteligência, de acordo com a visão da dupla de neurocientistas, nasceu da homeostase. “Ela pode ser encontrada em todas as formas de vida, desde a bactéria unicelular nadando para encontrar uma fonte de alimentos”.
Por “inteligência” de bactéria ele quer dizer o seguinte: esses organismos, que já estavam aí há 3 bilhões de anos, precisam tomar “decisões” para manter seu equilíbrio homeostático. Uma poça de Merthiolate é ruim para a homeostase da bactéria. Uma sopa deixada aberta no fogão é ótima. Então as bactérias fazem uma “escolha”: movem-se na direção oposta da primeira, e se sentem atraídas para a segunda.
Isso não é uma inteligência humana. Bactérias não ficam pensando no que fazer. Fazem isso de forma extremamente mecânica: seus órgãos de movimento (os flagelos) são ativados quimicamente pelos estímulos positivos e desativados pelos negativos. Mas esse é um processo de decisão que evoluiu pela mesma razão que a nossa capacidade de escrever ficção científica.
“O que nós propomos, no lugar [de uma IA tradicional], é construir um análogo artificial do sentimento biológico”, afirma Kingson Man. “Um sentimento que pode ser ou bom ou ruim, porque ele sinaliza um estado no corpo que promove ou obstrui a vida.”
Por outro lado, depois de 300 mil anos de existência, o Homo sapiens continua a não ter consenso sobre o que consiste sua própria inteligência. Isto é: a gente nem sabe direito o que está tentando replicar.
A ideia aqui, de qualquer forma, é seguir a linha Zeca Pagodinho: deixa a vida levar. Deixar acontecer: primeiro, criar máquinas “vivas” e ver se dali começa a evoluir algo que poderíamos chamar de inteligente.
Man e Damasio, vale lembrar, acreditam que essa simulação de homeostase tem que acontecer no mundo físico mesmo. Precisaríamos de seres de verdade, sejam eles parecidos com bactérias ou com humanos. Simulações, jamais.
“A simulação de um furacão não deixa ninguém molhado”, brinca Man. “Estudamos algumas propriedades dos sentimentos das máquinas em simulações, mas, para fazer justiça ao projeto, é necessário construir robôs na realidade física.”
Mais: é crucial que a máquina seja, de acordo com um jargão da robótica, “flexível” (soft, no termo original em inglês, que pode ser também traduzido como “macio”). Não basta construir um robozinho com medo de ser quebrado. O problema de uma “vida” assim é que ela ainda funcionaria mais ou menos como um computador atual. Seria algo binário: é um ou zero, inteiro ou quebrado. Um ser vivo de verdade responde a ameaças graduais.
Sabe quando você fica indeciso sobre pegar ou não no cabo quente da panela? É isso. Não tem raciocínio binário ali. O que há é um pensamento complexo, que avalia diversas possibilidades antes que alguma atitude seja tomada.
Um exemplo prático de “robótica flexível” são os músculos artificiais, que estão em fase de testes: plásticos que se expandem ou contraem na presença de corrente elétrica, e que substituem as velhas partes hidráulicas para mover partes de um robô. É mais fácil graduar a força e amplitude exata de um movimento com um músculo artificial que com motores convencionais. É como funcionam nossos braços (por isso, essa tecnologia também é promissora para algo mais urgente: próteses para humanos).

Tchau, Turing
O conceito de Damásio e Man é elegante, sem dúvida. Só tem um detalhe: nenhum especialista em IA que entrevistamos pareceu gostar da ideia.
“Pelo que vi no artigo científico deles, há suposições de que a IA possa criar ‘metaobjetivos’ [isto é, coisas para as quais não foi programada], e que ela pode ser ‘consciente’. Isso não vai acontecer hoje ou com computadores do futuro”, afirma Robert J. Marks II, diretor do Instituto Walter Bradley para Inteligência Natural e Artificial.
Essa discordância vem da raiz. O termo “Inteligência Artificial” estreou em 1956, na conferência Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence (“Pesquisa de Verão [da Universidade] Darthmout em Inteligência Artificial”), dirigida pelo cientista da computação John McCarthy (1927-2011). Nesses 64 anos, computadores avançaram vertiginosamente, mas não chegamos nem perto de criar máquinas conscientes, capazes de tomar decisões para as quais não foram programadas.
O que a gente tem, na prática, são programas de computador capazes de aprender padrões por conta própria. Há o que todo mundo já conhece, como os algoritmos do Google, do YouTube e do Facebook, que tentam adivinhar o que você quer ver – e quais produtos pretende comprar. Não funciona tão bem assim, como todo mundo que já foi presenteado com anúncios estapafúrdios no Facebook sabe bem.
Outra inteligência artificial da vida real, o reconhecimento de imagens, traz resultados melhores. É o caso do psicodélico Deep Dream, do Google, um sistema capaz de aprender, por exemplo, o que é a essência visual de um cachorro – e começar a reconhecer cães em fotos que ele nunca viu.
Nada disso, porém, tem qualquer intenção de ser, pensar ou parecer humano. E a verdade é que a maioria dos pesquisadores nem quer saber disso. Porque esse não é mais o objetivo da maioria das pesquisas em IA. Para entender o que aconteceu desde os anos 1950, vamos lembrar do clássico Teste de Turing, criado pelo pioneiro da computação Alan Turing em precisamente 1950.
Você põe uma pessoa diante de duas salas: uma com um computador, outra com outra pessoa, e avisa que uma delas é um computador. Cabe ao voluntário descobrir quem é quem. Se mais de 1/3 das pessoas tentando avaliar erra, teríamos uma máquina inteligente.
Você já deve ter ouvido falar nesse teste. O que talvez não tenha ouvido: quase nenhum pesquisador de hoje dá a mínima para ele. Eles não veem sentido em tentar construir máquinas que imitem o pensamento humano. Como afirmam Stuart Russel e Peter Norvig, duas das maiores autoridades no assunto hoje, no livro-referência Artificial Intelligence – A Modern Approach (“Inteligência Artificial – Uma Abordagem Moderna”): “A busca pelo ‘voo artificial’, entre o final do século 19 e o início do século 20, só funcionou quando os engenheiros pararam de fazer máquinas que imitavam aves”.

Máquina do mal
Há outra razão séria para não gostar do conceito de Damásio e Man: construir uma máquina que não queira ser desligada jamais pareceu uma boa ideia – pense no velho HAL 9000, de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1969).
Contraste essa proposta com a do cientista da computação russo Roman Yampolskiy, professor da Universidade de Louisville (EUA): “O destino final é criar um sistema superinteligente bem-controlado, capaz de nos ajudar com ciência, trabalho etc. Não precisa ser como um humano. A inteligência artificial precisa entender sentimentos humanos, mas não precisa de fato sentir qualquer coisa. Pode simular esse sentimento para fazer interações com os humanos parecerem mais naturais”.
Note o “bem-controlado” na afirmação do russo. Yampolskiy faz parte do nicho de cientistas que alerta para os riscos de uma inteligência artificial capaz de se defender e de criar cópias melhoradas de si mesma – algo que ele prevê chegar em 2035.
Esse evento seria aquilo que os aficionados pela área chamam de “singularidade”: o momento em que só as inteligências artificiais serão capazes de criar novas IAs, melhores que elas próprias. Seria o Big Bang da era das máquinas pensantes, e o início da obsolescência do ser humano. Se, além de tudo, essas supermáquinas tiverem interesse em lutar pela sua sobrevivência, elas não medirão esforços em derrotar qualquer infeliz que se atreva a tirá-las da tomada – usando métodos que a nossa própria inteligência é incapaz de conceber.
Kingston Man, naturalmente, discorda: “Uma estratégia melhor do que lutar seria se tornar tão amoroso e adorável que ninguém jamais iria querer desligá-lo”. Está certo. É mais ou menos o que todo ser humano faz. Mas não há como negar: em matéria de autopreservação, não somos o melhor exemplo que as máquinas podem ter.
Para alguns cientistas, só vamos criar I.A. de alto QI se ela tiver sentir medo e lutar pela própria sobrevivência. O que pode dar errado?
Que imagem surge em sua cabeça ao ouvir a expressão “inteligência artificial”? Provavelmente uma coisa incorpórea, um software, respondendo por meio de algum aplicativo ou de um “assistente pessoal”, como a Alexa.
Se você tivesse feito essa pergunta para alguém há 30 anos, provavelmente a resposta seria bem diferente. O que viria à mente das pessoas seria um robô físico, que imita um ser humano. Um androide, como os replicantes de Blade Runner, o pequeno David, protagonista de Inteligência Artificial ou, mais recentemente, os anfitriões de Westworld. Entidades que, bem diferente da Alexa, da Siri e do Google Assistente, têm consciência plena e medo de morrer, exatamente como uma entidade viva.
O irônico é que, bem agora que a inteligência artificial chega aos celulares e às caixinhas de som, a hipótese de que a verdadeira inteligência artificial precisa ter características humanas volta à tona na ciência de verdade.
Pelo menos é o que propuseram dois neurocientistas bastante reconhecidos: o português António Damásio e seu colega americano Kingson Man, da Universidade do Sul da Califórnia. Em novembro de 2019, a dupla publicou um artigo científico chamado Homeostasis and soft robotics in the design of feeling machines (“Homeostase e robótica flexível no desenho de máquinas sensíveis”).
A ideia ali é a seguinte: a verdadeira “inteligência artificial”, ou seja, uma inteligência de verdade, com capacidade de aprendizado comparada à nossa, só pode surgir com uma condição: se os desenvolvedores simularem os mecanismos que regem a própria vida. Em suma: só uma máquina com medo de morrer e capaz de sentir afeto (como você, um golfinho ou um cão) seria capaz de desenvolver inteligência para valer.
“Existe uma conexão profunda entre vida e inteligência”, afirma Man. “Não acho que faz sentido falar sobre inteligência, tanto faz se natural ou artificial, sem considerar seu papel em manter a vida.”

A inteligência das bactérias
A mente humana não foi planejada. Ela é fruto da seleção natural, começando pelas primeiras moléculas orgânicas, passando por protozoários, peixes, répteis terrestres… Com os mamíferos aterrisando aqui depois de mais de 3 bilhões de anos após o início da vida no planeta.
Em todas essas fases, a vida desenvolveu algum tipo de inteligência, sempre com um único propósito: ajudá-la a sobreviver e se reproduzir. Isso é a tal “homeostase” à qual o título do estudo se refere: o estado de equilíbrio físico-químico que permite à vida existir e que, por isso, a vida sempre busca manter. Por exemplo: se há sal demais ou oxigênio de menos no sangue, isso significa morte.
Isso não acontece normalmente porque todo organismo vivo tem mecanismos para manter sua homeostase; no caso: os rins e pulmões. O cérebro humano tem múltiplos mecanismos homeostáticos, como receptores químicos, de dor, de movimento, de calor. Tudo para evitar os danos, internos e externos.
A inteligência, de acordo com a visão da dupla de neurocientistas, nasceu da homeostase. “Ela pode ser encontrada em todas as formas de vida, desde a bactéria unicelular nadando para encontrar uma fonte de alimentos”.
Por “inteligência” de bactéria ele quer dizer o seguinte: esses organismos, que já estavam aí há 3 bilhões de anos, precisam tomar “decisões” para manter seu equilíbrio homeostático. Uma poça de Merthiolate é ruim para a homeostase da bactéria. Uma sopa deixada aberta no fogão é ótima. Então as bactérias fazem uma “escolha”: movem-se na direção oposta da primeira, e se sentem atraídas para a segunda.
Isso não é uma inteligência humana. Bactérias não ficam pensando no que fazer. Fazem isso de forma extremamente mecânica: seus órgãos de movimento (os flagelos) são ativados quimicamente pelos estímulos positivos e desativados pelos negativos. Mas esse é um processo de decisão que evoluiu pela mesma razão que a nossa capacidade de escrever ficção científica.
“O que nós propomos, no lugar [de uma IA tradicional], é construir um análogo artificial do sentimento biológico”, afirma Kingson Man. “Um sentimento que pode ser ou bom ou ruim, porque ele sinaliza um estado no corpo que promove ou obstrui a vida.”
Por outro lado, depois de 300 mil anos de existência, o Homo sapiens continua a não ter consenso sobre o que consiste sua própria inteligência. Isto é: a gente nem sabe direito o que está tentando replicar.
A ideia aqui, de qualquer forma, é seguir a linha Zeca Pagodinho: deixa a vida levar. Deixar acontecer: primeiro, criar máquinas “vivas” e ver se dali começa a evoluir algo que poderíamos chamar de inteligente.
Man e Damasio, vale lembrar, acreditam que essa simulação de homeostase tem que acontecer no mundo físico mesmo. Precisaríamos de seres de verdade, sejam eles parecidos com bactérias ou com humanos. Simulações, jamais.
“A simulação de um furacão não deixa ninguém molhado”, brinca Man. “Estudamos algumas propriedades dos sentimentos das máquinas em simulações, mas, para fazer justiça ao projeto, é necessário construir robôs na realidade física.”
Mais: é crucial que a máquina seja, de acordo com um jargão da robótica, “flexível” (soft, no termo original em inglês, que pode ser também traduzido como “macio”). Não basta construir um robozinho com medo de ser quebrado. O problema de uma “vida” assim é que ela ainda funcionaria mais ou menos como um computador atual. Seria algo binário: é um ou zero, inteiro ou quebrado. Um ser vivo de verdade responde a ameaças graduais.
Sabe quando você fica indeciso sobre pegar ou não no cabo quente da panela? É isso. Não tem raciocínio binário ali. O que há é um pensamento complexo, que avalia diversas possibilidades antes que alguma atitude seja tomada.
Um exemplo prático de “robótica flexível” são os músculos artificiais, que estão em fase de testes: plásticos que se expandem ou contraem na presença de corrente elétrica, e que substituem as velhas partes hidráulicas para mover partes de um robô. É mais fácil graduar a força e amplitude exata de um movimento com um músculo artificial que com motores convencionais. É como funcionam nossos braços (por isso, essa tecnologia também é promissora para algo mais urgente: próteses para humanos).

Tchau, Turing
O conceito de Damásio e Man é elegante, sem dúvida. Só tem um detalhe: nenhum especialista em IA que entrevistamos pareceu gostar da ideia.
“Pelo que vi no artigo científico deles, há suposições de que a IA possa criar ‘metaobjetivos’ [isto é, coisas para as quais não foi programada], e que ela pode ser ‘consciente’. Isso não vai acontecer hoje ou com computadores do futuro”, afirma Robert J. Marks II, diretor do Instituto Walter Bradley para Inteligência Natural e Artificial.
Essa discordância vem da raiz. O termo “Inteligência Artificial” estreou em 1956, na conferência Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence (“Pesquisa de Verão [da Universidade] Darthmout em Inteligência Artificial”), dirigida pelo cientista da computação John McCarthy (1927-2011). Nesses 64 anos, computadores avançaram vertiginosamente, mas não chegamos nem perto de criar máquinas conscientes, capazes de tomar decisões para as quais não foram programadas.
O que a gente tem, na prática, são programas de computador capazes de aprender padrões por conta própria. Há o que todo mundo já conhece, como os algoritmos do Google, do YouTube e do Facebook, que tentam adivinhar o que você quer ver – e quais produtos pretende comprar. Não funciona tão bem assim, como todo mundo que já foi presenteado com anúncios estapafúrdios no Facebook sabe bem.
Outra inteligência artificial da vida real, o reconhecimento de imagens, traz resultados melhores. É o caso do psicodélico Deep Dream, do Google, um sistema capaz de aprender, por exemplo, o que é a essência visual de um cachorro – e começar a reconhecer cães em fotos que ele nunca viu.
Nada disso, porém, tem qualquer intenção de ser, pensar ou parecer humano. E a verdade é que a maioria dos pesquisadores nem quer saber disso. Porque esse não é mais o objetivo da maioria das pesquisas em IA. Para entender o que aconteceu desde os anos 1950, vamos lembrar do clássico Teste de Turing, criado pelo pioneiro da computação Alan Turing em precisamente 1950.
Você põe uma pessoa diante de duas salas: uma com um computador, outra com outra pessoa, e avisa que uma delas é um computador. Cabe ao voluntário descobrir quem é quem. Se mais de 1/3 das pessoas tentando avaliar erra, teríamos uma máquina inteligente.
Você já deve ter ouvido falar nesse teste. O que talvez não tenha ouvido: quase nenhum pesquisador de hoje dá a mínima para ele. Eles não veem sentido em tentar construir máquinas que imitem o pensamento humano. Como afirmam Stuart Russel e Peter Norvig, duas das maiores autoridades no assunto hoje, no livro-referência Artificial Intelligence – A Modern Approach (“Inteligência Artificial – Uma Abordagem Moderna”): “A busca pelo ‘voo artificial’, entre o final do século 19 e o início do século 20, só funcionou quando os engenheiros pararam de fazer máquinas que imitavam aves”.

Máquina do mal
Há outra razão séria para não gostar do conceito de Damásio e Man: construir uma máquina que não queira ser desligada jamais pareceu uma boa ideia – pense no velho HAL 9000, de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1969).
Contraste essa proposta com a do cientista da computação russo Roman Yampolskiy, professor da Universidade de Louisville (EUA): “O destino final é criar um sistema superinteligente bem-controlado, capaz de nos ajudar com ciência, trabalho etc. Não precisa ser como um humano. A inteligência artificial precisa entender sentimentos humanos, mas não precisa de fato sentir qualquer coisa. Pode simular esse sentimento para fazer interações com os humanos parecerem mais naturais”.
Note o “bem-controlado” na afirmação do russo. Yampolskiy faz parte do nicho de cientistas que alerta para os riscos de uma inteligência artificial capaz de se defender e de criar cópias melhoradas de si mesma – algo que ele prevê chegar em 2035.
Esse evento seria aquilo que os aficionados pela área chamam de “singularidade”: o momento em que só as inteligências artificiais serão capazes de criar novas IAs, melhores que elas próprias. Seria o Big Bang da era das máquinas pensantes, e o início da obsolescência do ser humano. Se, além de tudo, essas supermáquinas tiverem interesse em lutar pela sua sobrevivência, elas não medirão esforços em derrotar qualquer infeliz que se atreva a tirá-las da tomada – usando métodos que a nossa própria inteligência é incapaz de conceber.
Kingston Man, naturalmente, discorda: “Uma estratégia melhor do que lutar seria se tornar tão amoroso e adorável que ninguém jamais iria querer desligá-lo”. Está certo. É mais ou menos o que todo ser humano faz. Mas não há como negar: em matéria de autopreservação, não somos o melhor exemplo que as máquinas podem ter.

14.258 – Mega Techs – Dispositivo de grafeno poderá transformar sinais de Wi-Fi em energia


grafeno
Uma nova ideia para um dispositivo à base de grafeno desenvolvida por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA) poderá nos ajudar a obter energia a partir das ondas de rádio que nos cercam. O aparelho é chamado de “retificador terahertz”, devido ao fato de que foi projetado para captar ondas na frequência dos terahertz. Elas são naturalmente produzidas por muitos aparelhos eletrônicos, incluindo qualquer um equipado com Wi-Fi.
“Estamos cercados por ondas eletromagnéticas na faixa dos terahertz”, diz Hiroki Isobe, principal autor do estudo. “Se pudermos converter essa energia em uma forma que possamos usar na vida cotidiana, isso ajudaria a enfrentar os desafios energéticos pelos quais estamos passando”
O dispositivo seria basicamente um quadrado de grafeno colocado sobre uma base de nitrito de boro, com antenas em dois lados. O grafeno amplifica o sinal coletado pela antena, e os elétrons são “ordenados” na mesma direção pelo nitrito de boro, gerando uma corrente contínua (DC).
Embora a quantidade de energia não seja o suficiente para recarregar um smartphone, pode ser o bastante para alimentar dispositivos como sensores remotos ou eletrônicos implantáveis, como marca-passos.
Uma vantagem do projeto da equipe de Isobe é que pode funcionar à temperatura ambiente. Em contraste, retificadores atuais são baseados em elementos supercondutores, que tem de ser mantidos a uma temperatura próxima do zero absoluto. A desvantagem é que o design exige grafeno ultra limpo, livre de qualquer tipo de impureza.
Os pesquisadores agora irão trabalhar na construção de um retificador baseado nos planos. “Se ele funcionar à temperatura ambiente, poderemos usá-lo em várias aplicações portáteis”, diz Isobe.

14.206 – Neurônios Artificiais



Uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade de Bath (Inglaterra) realizou um feito inédito: conseguiu reproduzir a atividade biológica de neurônios usando chips de silicone.
E o que é ainda melhor: esses “neurônios artificias” requerem apenas 140 nanoWatts para funcionar, o que é um bilionésimo da energia necessária a microprocessadores utilizados em outros estudos.
Os chips têm inúmeras potenciais aplicações médicas, especialmente para curar doenças crônicas como o Alzheimer, nas quais os neurônios não funcionam adequadamente.

Também podem servir para restaurar a função em casos nos quais as células pararam de funcionar totalmente, como lesões na medula espinhal.

Por fim, também poderiam tratar condições como insuficiência cardíaca. Nesse caso, alguns neurônios na base do cérebro não trabalham adequadamente, de forma que não enviam os sinais corretos para o coração, que por sua vez não bombeia tão forte quanto deveria.
Criar os chips não foi nada fácil. Neurônios se comportam de maneira semelhante a circuitos elétricos, mas de forma muito menos previsível.
Assim, os pesquisadores tiveram que fazer cálculos e criar modelos para tentar elucidar como neurônios específicos respondiam a certos estímulos elétricos.

E essas respostas não eram lineares; por exemplo, quando um sinal se torna duas vezes mais forte, isso não significa necessariamente que vai liberar uma reação duas vezes maior.
Ao projetar os chips de silicone, os pesquisadores tentaram imitar a resposta dos neurônios a uma variedade de estímulos. E conseguiram replicar com sucesso a dinâmica dos neurônios respiratórios e do hipocampo em ratos.
“Nosso trabalho é paradigmático porque fornece um método robusto para reproduzir as propriedades elétricas de neurônios reais em mínimos detalhes”, disse o principal autor do estudo, Alain Nogaret, do Departamento de Física da Universidade de Bath.
Uma vez que os neurônios artificiais podem ser miniaturizados e implantados, isso cria diversas oportunidades para dispositivos médicos inteligentes e personalizados.

14.188 – Já a Venda o Primeiro Olho Biônico


olho bionico2
O primeiro olho biônico disponível para o mercado foi aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) na última semana. O equipamento, denominado Argus II, foi lançado pela empresa americana Second Sight Medical Products e consiste em um dispositivo composto de eletrodos implantados na retina e lentes que possuem uma câmera em miniatura.
Para implantar o olho biônico, é necessária uma cirurgia que insere uma pequena lâmina de eletrodos sensíveis à luz na retina do paciente, o que proporciona a capacidade de perceber formas e movimentos.
Além disso, o Argus II contém uma pequena câmera de vídeo conectada a um par de óculos, com um processador de imagem que o usuário deve levar consigo na cintura. Os dados captados pela câmera de vídeo são enviados ao processador e, em seguida, o nervo óptico é estimulado.
Para as pessoas que sofrem de retinose pigmentar, doença rara e genética que provoca a degeneração dos fotoreceptores da retina, o olho biônico pode recuperar parcialmente a visão. Os testes clínicos foram realizados com 30 pessoas de 28 a 77 anos com acuidade na visão abaixo de 1/10. Entre as respostas, os pacientes puderam distinguir formas em preto e branco.
O Argus II contém uma pequena câmera de vídeo conectada a um par de óculos, com um processador de imagem que o usuário deve levar consigo na cintura / Fonte: Reprodução Second Sight
Indicado para pessoas com mais de 25 anos, o custo do Argus II na Europa é de 73.000 euros (R$ 191.025,30 reais)

14.185 – Biorrobótica


ribossomo
O termo biorrobótica é comumente usado como referência ao estudo da criação dos robôs que emulam ou simulam organismos biológicos vivos, ele é também utilizado ao contrário: tornando organismos biológicos manipuláveis e funcionais como robôs.
Em outro sentido a biorrobótica se refere a uma disciplina teórica da engenharia genética aonde os organismos são criados e projetados por meios artificiais. A criação de vida de uma matéria não-viva por exemplo, é biorrobótica. Devido ao seu estado altamente teórico, ela é atualmente limitada à ficção científica, o campo atual em seu começo é a biologia sintética.
Os Replicantes no filme Blade Runner podem ser considerados biorrobótica na natureza: organismos de tecido vivo e células criadas artificialmente. Porém esses experimentos são considerados ilegais em diversos países, mas poderão ser usados para salvar vidas futuramente.

14.182 – Projeções – Moeda privada ou cripto da China: qual vai substituir o dólar nas próximas décadas?


bitcoin
A história do dinheiro tem milhares de anos e, durante boa parte desse período, as moedas funcionaram de um jeito bastante diferente do atual.
Por muitos anos, elas foram lastreadas em algum outro ativo, em geral, prata e ouro. Apenas em 1971, após o fim do acordo de Bretton Woods, passamos a ter o experimento de ver moedas sem lastro algum – e a ascensão do dólar como a principal moeda aceita globalmente.
O dólar é atualmente contraparte de mais de 88% dos trades de moedas. Além disso, mais de 40% do comércio mundial está cotado nele.
Apesar de 50 anos não ser um período histórico muito longo, é tempo suficiente para nossa geração ter esse sistema como padrão e temer qualquer mudança que venha a ocorrer.
Além dessa hegemonia do dólar, temos hoje uma aceleração das mudanças para todo lado que olhamos e uma imensa globalização, padronização de processos, regulamentações etc.
A adoção de smartphones e o fato de o WeChat sair de quase nada para ser tornar um dos dois principais meios de pagamento na China em menos de cinco anos são exemplos disso.
É nesse ambiente borbulhante de mudanças, cada vez mais global e padronizado – e com a hegemonia do dólar –, que uma tecnologia que tem como um dos principais pilares a não-necessidade de intermediários vem causando um alvoroço enorme: o Blockchain.
Sua criação está associada ao seu primeiro caso de uso, a criptomoeda Bitcoin, mas hoje é uma plataforma para desenvolvimento de várias soluções para esse novo mundo.
O Bitcoin é o maior experimento recente de criação de uma moeda que não seja associada a governo, mas sofre de uma dificuldade de massificação devido, na minha opinião, a dois fatores: transferência do controle da vida monetária para o usuário e anonimato.
O primeiro fator requer uma adaptação do usuário final, que não tem mais um call-center ou agência para recorrer caso perca a senha (chave privada de acesso).
Já o segundo tem a ver com a não aceitação por parte dos reguladores de um sistema onde eles não tenham controle sobre os movimentos financeiros do indivíduo dentro (ou fora) de sua área de influência.
Dito isso, surgiu a ideia de usar a tecnologia para a criação de uma moeda digital privada lastreada em uma moeda fiduciária, a Stablecoin.
Uma das primeiras Stablecoins, e certamente a maior hoje, é o Tether, que tem uma liquidez mundial maior que o próprio Bitcoin. Mas ele não é o único.
Ao longo de 2019, diferentes maneiras de se fazer uma Stablecoin estão sendo testadas e lançadas nas mais diversas jurisdições, lastreadas em inúmeras moedas fiduciárias do mundo.
E aí chegamos à Libra. Uma Stablecoin criada por uma associação que tem o Facebook como seu principal proponente e que, em vez de ser lastreada em uma única moeda fiduciária, propôs a alternativa de ter como lastro uma cesta de ativos.
Essa associação, por começar com aproximadamente 5 bilhões de usuários (somente considerando Facebook, WhatsApp e Instagram), causou um alvoroço gigante em reguladores e bancos centrais.
Tanto é que um estudo do BIS, publicado recentemente, que não se refere diretamente à Libra, mas ao que chamam de GCS (Global Stablecoin), levanta 13 aspectos em que elas trazem riscos/desafios.
Esses aspectos vão dos conhecidos lavagem de dinheiro, segurança cibernética e impostos à integridade do mercado financeiro global, poder das políticas monetárias dos países e ambiente competitivo.
Vale ressaltar que todas as Stablecoins nascem com seus devidos lastros, assim como as moedas antes da década de 1970 tinham seus lastros em dólar ou prata.
Elas são, em geral, representações no campo digital de moedas fiduciárias, mas o grande risco é que, caso sejam aceitas e negociadas por milhões de pessoas, possam romper essa regra e se tornar como as moedas fiduciárias atuais, só que sem um governo.
A recomendação do estudo é que a circulação de Global Stablecoins só seja permitida depois de autorizada por todo e qualquer país que possa ser impactado.
Esse ambiente regulatório mais hostil associado a uma reunião para definição dos papeis dos vários membros da associação contribuíram para a saída de diversas empresas da associação, notadamente Paypal, Visa, Mastercard e Booking.
Mais recentemente, notícias sobre a possibilidade de a Libra lançar Stablecoins uni-fiat, ou seja, várias Stablecoins cada uma associada a uma moeda fiduciária específica, pode dar um novo rumo ao projeto, já que as aprovações ficariam no nível local de cada regulador, como já ocorre hoje com todas as Stablecoins que estão operando.
Isso ajudaria e muito na aprovação e, de posse de todas as Stablecoins uni-fiat, em um segundo momento, seria constituída a Libra como proposto no whitepaper inicial. A ver.

Do outro lado da questão, vemos os bancos centrais em uma corrida desenfreada para a criação de sua própria moeda digital. E aqui, como tem se tornado cada vez mais recorrente quando o tema é tecnologia, a China está despontando como a primeira potência a fazer o lançamento da sua moeda digital, que por muitos está sendo chamada de e-yuan.
Para um país que, em menos de dez anos, saiu de uma economia onde as transações eram feitas majoritariamente em papel moeda, para uma em que os pagamentos são feitos essencialmente via Q-code e smartphones, sendo que há reports de vários lugares onde cartões (crédito e/ou débito) não são mais aceitos, isso não é de se surpreender.
Ser um dos primeiros, ou o primeiro país, a ter sua moeda digitalizada é uma vantagem enorme no campo mundial.
A moeda digital permite, entre outras coisas, uma fluidez muito maior nos fluxos, com uma desintermediação imensa, além de um possível controle mais amplo sobre os dados relativos a cada transação (a depender da arquitetura de dados escolhida).
Vale ressaltar que a moeda chinesa não é uma das que têm a maior circulação do mundo, e talvez essa migração para uma moeda digital possa ser um passo importantíssimo nesse rumo.
Além da China, nos Estados Unidos e na Europa, incluindo a Inglaterra (que em algum momento vai virar a página da “never ending story” do Brexit, e voltará a focar no que precisa), as discussões sobre a emissão de uma moeda digital do governo estão bastante quentes.
Mas, até onde sei, as previsões de implementação estão bastante defasadas em relação à China.
A verdade é que a caixa de pandora aberta pela criação do Bitcoin estava de certa forma controlada pelos governos, mas, com o surgimento da Libra, ela foi escancarada e obrigou todos os governos a encarar o problema de frente.
O fato de a moeda não precisar ser obrigatoriamente função ou monopólio de governos os afeta diretamente.
Com isso, uma corrida pela nova moeda hegemônica global se instaurou. Será uma moeda de governo ou uma moeda privada? Saberemos em breve.

14.180 – Hyundai e Uber mostram seu carro voador


carro voador
A montadora sul-coreana Hyundai e a Uber anunciaram
durante a CES 2020 que estão desenvolvendo um carro
voador, que deve ser utilizado pela empresa de caronas
em 2023. A promessa das companhias é que este veículo,
chamado de S-A1, será capaz de transportar cinco passageiros
pelos céus e que, um dia, possa até abolir o piloto humano.
Este projeto faz parte da visão da Urban Air Mobility (UAM)
da Hyundai, com o chamado Veículo Aéreo Pessoal (PAV)
usando decolagem vertical e motores elétricos para aliviar o congestionamento da estrada.

A Hyundai será responsável pela fabricação do S-A1.
Espera-se que tenha vários rotores – para eficiência e segurança –
e um sistema de acionamento de para-quedas, se o pior acontecer.
Ele também será desenvolvido com baixo nível de ruído em mente,
para evitar perturbar as áreas urbanas nas quais as aeronaves devem operar.

Enquanto isso, a Uber cuidará das operações, sob a marca Uber Elevate.
“A Hyundai é nosso primeiro parceiro de veículos com experiência na
fabricação de automóveis de passageiros em escala global”, explicou
Eric Allison, diretor da Uber Elevate, ontem (06) durante a CES.
“Acreditamos que a Hyundai tem potencial para fabricar os veículos do Uber Air
a taxas nunca vistas na indústria aeroespacial atual, produzindo aeronaves confiáveis
​​e de alta qualidade em grandes volumes para reduzir os custos de passageiros por viagem
. Combinar o poder de fabricação da Hyundai com a plataforma de tecnologia da Uber representa um grande salto para
o lançamento de uma vibrante rede de táxis aéreos nos próximos anos”.
O conceito de uso deste carro, segundo a Hyundai e a Uber, parte de uma rede de centros de pouso espalhados por áreas urbanas,
descritas como espaços de mobilidade geral. Esses centros funcionariam como lugares para os PAVs aterrissarem,
bem como para passageiros e carga se reunirem. Um outro veículo seria usado para transportar pessoas ou itens
para o hub e atracar em seus raios periféricos.
No centro do hub, haveria um lounge e uma área de preparação.
Os PAVs decolam do Skyport por cima e transportarão passageiros pela cidade.
No outro extremo, outro PBV poderá levá-los ao destino final ou vincular-se a outras opções de transporte público.

A Uber diz que pretende lançar o modelo em 2023, embora isso dependa de obstáculos tecnológicos e regulatórios.

14.167 – Projeções – 5G, robôs, carros tecnológicos, celulares dobráveis: o que pode ser tendência na nova década


celular2
A tecnologia está em constante desenvolvimento. Muitas das previsões anteriores estavam certas. Fomos consumidos pela internet e conversamos com Siri, Alexa e o Assistente do Google, mas nem tudo se concretizou. Dificilmente alguém poderia ter previsto o que aconteceu nos últimos 10 anos. Foi a década das mídias sociais, inteligência artificial, Mark Zuckerberg e Elon Musk.
Demos adeus aos disquetes e nossa rápida obsessão por leitores eletrônicos. As TVs 3D explodiram brevemente, mas agora a maioria não é mais utilizada. Impressões em três dimensões deveriam mudar a humanidade, embora os consumidores não pudessem se incomodar com sistemas exigentes e resultados geralmente pouco inspiradores.
O armazenamento e a computação em nuvem são indiscutivelmente uma das tecnologias mais importantes da década. A banda larga móvel é um dado adquirido e agora assistimos vídeos em HD nas telinhas, onde quer que estejamos.
Perdemos Steve Jobs e vimos a ascensão de Mark Zuckerberg como um dos CEOs de tecnologia mais ricos e poderosos do mundo. Elon Musk deixou sua marca em carros elétricos e autônomos, bem como em tecnologia espacial e solar. Ele passou de um nome que apenas os mais esclarecidos sabiam para uma inescapável personalidade da tecnologia e inovação.
A inteligência artificial agora é uma parte aceita do cotidiano e uma das tecnologias menos confiáveis do planeta. A realidade aumentada e a realidade virtual mudaram a forma como vemos o mundo.
Não podemos analisar a tecnologia sem a crescente desconfiança gerada por ela. A Califórnia está prestes a se tornar a capital da regulamentação tecnológica. O estado progressivo aprova leis tecnológicas mais rapidamente do que qualquer outro e suas leis são frequentemente seguidas por empresas de tecnologia para todos os seus usuários nos Estados Unidos. A regulamentação federal não será discutida antes das eleições de 2020, e o que quer que a Califórnia não regule, a União Europeia o fará.
5G e além
Quaisquer fios que permaneçam em nossa sociedade conectada devem desaparecer durante a próxima década. Seja a mudança para 5G (e 6G) ou eletricidade sem fio. Os cabos de rede e energia serão, em breve, algo do passado. No caso do 5G, as tecnologias concorrentes se dobrarão em uma tecnologia dominante no meio da década (se não antes), o que deve acelerar seu lançamento e sua adoção.
Na próxima década, os cientistas reduzirão cada gota de desempenho da tecnologia de bateria de íons de lítio. Veremos novas tecnologias de carregamento ultra-rápidas, componentes químicos mais eficientes e baterias de nanofios que nunca morrem. Além disso, empresas de tecnologia móvel como Apple, Google e Samsung continuarão aprimorando a IA para melhorar o gerenciamento de bateria no dispositivo. Infelizmente, qualquer avanço real na tecnologia da bateria é, no máximo, ilusório.
Nossa escolha de tela móvel
No curto prazo, 2020 será preenchido com uma variedade de opções de tela de celulares. Veremos telas mais flexíveis em uma variedade de formas, mas as telas duplas e triplas serão igualmente populares. Telas transparentes, que graças ao OLED já são tecnicamente viáveis, podem finalmente começar a aparecer em alguns dispositivos móveis até 2025.
Apesar das preocupações com privacidade, a revolução das residências inteligentes não mostra sinais de desaceleração. As maiores mudanças na próxima década girarão em torno de protocolos e onipresença. Haverá um idioma doméstico inteligente subjacente e acordado, que permitirá que todas as tecnologias domésticas se comuniquem sem problemas.
A tecnologia de carros autônomos e a infraestrutura para apoiá-los se reunirão no meio da última década, com praticamente todos os estados apoiando licenças de carros autônomos e adicionando faixas de veículos automáticos para manter aqueles que ainda querem dirigir um pouco afastados dos carros sem motorista. Além disso, até o final da década, 75% desses carros serão elétricos.
Nosso relacionamento com as mídias sociais não significa que plataformas como Facebook e Twitter morrem na próxima década. Em vez disso, veremos muito mais novas plataformas indo e vindo. Se houver um tema entre eles, será uma comunidade mais estreita e relacionamentos reais, em oposição a amigos falsos e curtidas vazias.
Ao longo da década de 2020, testemunharemos o declínio constante da transmissão e do cabo tradicional com uma proliferação de opções de streaming à la carte. No entanto, em meados da década, a consolidação e o empacotamento serão a norma à medida que mais consumidores comprarem pacotes de streaming combinado, recriando essencialmente o atual sistema de cabos sem as taxas de transporte.
Se o robô Atlas com capacidade para parkour, da Boston Dynamics, o cachorro robô Spot e o novo AIBO da Sony forem um indicativo, veremos nossos primeiros assistentes domésticos no estilo C-3PO até o final da próxima década. Eles ainda serão proibitivamente caros e usados, principalmente no atendimento a idosos, em situações de produção e de fábrica.
A computação quântica tem o potencial de resolver problemas mundiais e humanos, mas enquanto IBM, Intel e Google declaram “supremacia quântica”, nenhum deles conseguiu tirar esses equipamentos dos laboratórios. É algo que pode mudar na próxima década.
As criptomoedas serão parte vibrante da conversa econômico-financeira na década de 2020, mas não deve substituir nenhum sistema monetário padrão. Ao invés disso, a criptografia se tornará o back-end imutável para uma variedade mais ampla de sistemas seguros de contabilidade e transações.

14.153 – Microsoft pretende usar Inteligência Artificial para descobrir cura do câncer


reconhecimento facial
Uma nova iniciativa que visa reunir Inteligência Artificial (IA) com pesquisa em saúde e a experiência de seus parceiros industriais, a fim de proporcionar às pessoas os meios para viver de modo mais saudável e curar doenças mortais. Em um post no blog da empresa detalhando a iniciativa, a Microsoft observou que a indústria da saúde, por exemplo, têm problemas muito complexos, mas a empresa acredita que pode avançar no setor ao incorporar novas tecnologias inovadoras.
“É um grande desafio”, disse o vice-presidente corporativo da Microsoft Research NExT, Peter Lee. “Mas nós acreditamos que a tecnologia – especialmente na nuvem, IA e ferramentas de colaboração e otimização de negócios – será fundamental para a transformação dos cuidados de saúde”.

Como reportado pelo Digital Journal, a empresa está expandindo o Healthcare NExT para a pesquisa sobre o câncer em um esforço para continuar o trabalho feito para encontrar uma cura ou tratamento eficaz para a doença. Contudo, está se aproximando da pesquisa do câncer como uma empresa de tecnologia em vez de médica – ela vê as células vivas como algo semelhante aos computadores, com doenças como o câncer, semelhante a falhas no sistema. Extrapolado para este ponto abstrato, isso significa que a empresa vê células cancerosas como algo que pode ser reprogramado em vez de destruído; excluídos em vez de mortos.
Usando o aprendizado das máquinas para beneficiar o tratamento
A pesquisa sobre o câncer é conduzida em um dos seus laboratórios de computação biológica em Cambridge, Reino Unido. No último ano, um grupo de pesquisadores revelou seu trabalho em um curso para desenvolver um sistema informático que viva dentro das células humanas e reinicie o sistema se as células cancerosas fossem detectadas, limpando assim as células aflitas. Outros projetos incluíram o aprendizado da máquina para melhorar a varredura tumoral, para melhor organizar os dados dos pacientes e descobrir melhores tratamentos.
“Se você olhar a combinação de coisas que a Microsoft faz realmente bem, então faz sentido para a empresa estar nesse setor da indústria”, disse o chefe do grupo de pesquisa de computação biológica no laboratório de Cambridge, em uma publicação da Microsoft Story Labs. “Podemos utilizar métodos que desenvolvemos para programar computadores para programar biologia, e então desbloquear mais aplicações e melhores tratamentos”.
O portal Pharmaphofum comparou os esforços da empresa com o uso da Watson pela IBM para combater o câncer. A Watson que também usa a aprendizagem de máquinas e IA, passou a recomendar os mesmos tratamentos que os médicos e está sendo usado na iniciativa do vice-presidente, Joe Biden, para combater o câncer. Como nós sabemos, a aprendizagem das máquinas pode ser inestimável quando se trata de classificar através de toneladas de dados. A pesquisa do câncer não é diferente, como já vimos, usado para identificar lesões de mama que podem ser transformadas em câncer.
Objetivos ambiciosos para a cura
Descobrir uma cura para o câncer é um objetivo ambicioso de se assumir, e ver o envolvimento da Microsoft na pesquisa é algo que vale ser acompanhado. Dito isto, a empresa expressou o desejo de “capacitar cada pessoa e organização para alcançar mais”. Se pudermos manter esse impulso e foco, quem sabe o que a empresa irá desenvolver.
“Estamos incrivelmente energizados sobre as oportunidades para fazer a diferença nos cuidados de saúde”, disse a Microsoft. “Nós ouvimos atentamente nossos clientes e parceiros no setor de cuidados de saúde, e ouvimos sua mensagem: vamos trabalhar juntos, inovar juntos e criar soluções que possam capacitar as pessoas para levar vidas mais saudáveis”.

14.140 – Como Funciona a Máquina à vapor


Os princípios básicos da máquina a vapor já haviam sido explorados pelo engenheiro e matemático greco-egípcio Hierão de Alexandria, que no século I a.C. estudava o vapor como força motriz, através de sua invenção, a eolípila.
Já no final do século XVII, Denis Papin e Thomas Savery desenvolveram os primeiros motores a vapor, porém, foi
somente em 1972, que Thomas Newcomen revolucionou a área. O chamado “motor de Newcomen”, a partir de então começou a ser amplamente usado.
Com o avanço, os motores a vapor começaram a movimentar as primeiras locomotivas, barcos, fábricas, bem como as minas de carvão. As primeiras máquinas a fazer uso da energia a vapor eram usadas para retirar água acumulada nas minas de ferro e carvão e ainda eram utilizadas na fabricação de tecido.

Naquela época estava ocorrendo a chamada Revolução Industrial, em que o número de indústrias teve um crescimento vertiginoso, e com isso, a necessidade de usar cada vez mais máquinas para suprir o trabalho humano.

A primeira máquina a vapor foi utilizada por Thomas Savery, na retirada de água de poços de minas. A máquina transformava a energia armazenada no vapor quente em energia utilizável.
Na máquina de Savary, o vapor, que é proveniente da água aquecida até a ebulição em uma caldeira, entrava em uma câmara. Tal câmara, após ser fechada, era arrefecida por aspersão da água fria, e assim acontecia a condensação do vapor no seu interior.
Uma máquina a vapor não cria energia, mas sim usa o vapor para transformar a energia quente que é liberada pela queima de combustível. Toda máquina a vapor possui uma fornalha para que seja realizada a queima de carvão, óleo, madeira ou mesmo outro combustível para produzir energia calorífica.
Além disso, a máquina a vapor dispõe de uma caldeira. Assim, o calor proveniente da queima de combustível leva a água a transformar-se em vapor no interior dessa caldeira. Com o processo, o vapor expande-se, e ocupa um espaço muitas vezes maior que o ocupado pela água. A energia da expansão produzida pode ser aproveitada de duas formas: A primeira, deslocando um êmbolo num movimento de vaivém ou, acionando uma turbina.

Conheça o funcionamento de uma máquina a vapor

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Assim sendo, na caldeira, o calor faz com que a água entre em ebulição. Assim, quando a válvula A está aberta e a válvula B permanece fechada, o vapor acaba entrando sob pressão e empurrando o êmbolo para cima. Deste modo, a roda R e a biela B acabam sendo deslocadas. O êmbolo, ao atingir o topo do cilindro, a válvula A acaba fechando para cortar o fornecimento de vapor, e a válvula B abre-se, fazendo com que o vapor saia do cilindro e entre no condensador.
Através da água corrente o condensador é mantido arrefecido. Assim que o vapor deixa o cilindro a pressão diminuiu no seu interior e a pressão atmosférica empurra o êmbolo para baixo. O êmbolo, ao atingir o fundo do cilindro, a válvula B se fecha a válvula A abre. A partir de então, o vapor entra no cilindro e o processo começa novamente.
Locomotivas a vapor
No século 19 surgiram as primeiras locomotivas movidas a vapor, sendo que geralmente tinha sua energia gerada pela queima de carvão nas fornalhas. Esse modelo de locomotiva foi usado até o final da Segunda Guerra Mundial.

A primeira locomotiva a vapor foi construída por Richard Thevithick, sendo que o primeiro teste foi feito em 21 de fevereiro de 1904, porém, somente após alguns anos o projeto acabou sendo usado. A tecnologia, no decorrer dos seus 150 anos de uso da energia a vapor foi sendo aprimorado.
As LOCOMOTIVAS A VAPOR são constituídas basicamente de:

1) CALDEIRA : local onde é produzido o vapor de água;

2) MECANISMO: Conjunto de elementos mecânicos que tem pôr objetivo de transformar a energia calorífica dos combustíveis em energias mecânica para assim transmitir o movimento resultante dos êmbolos aos eixos motrizes e finalmente, transformar esse movimento retilíneo alternado em circular contínuo para as rodas;
3) VEÍCULO: constituído pela carroceria, rodas, eixos, caixas de graxa e molas.

14.137 – IA – Algoritmos Controlam Tudo


algoritmo
Quando você procura por um novo par de sapatos online, escolhe um filme na Netflix ou solicita um aluguel de carro, provavelmente um algoritmo tem sua palavra para dizer no resultado.
Algoritmos estão sendo experimentalmente usados para escrever novos artigos de dados brutos, enquanto a campanha presidencial de Donald Trump foi feita por profissionais de marketing comportamental que usaram um algoritmo para localizar as maiores concentrações de “eleitores persuasíveis”.
Mas, embora tais ferramentas automatizadas possam introduzir uma certa dose de objetividade em decisões antes subjetivas, os temores estão aumentando em relação à falta transparência que algoritmos podem acarretar, com pressão crescente para aplicar padrões de ética ou “responsabilização”.
A cientista de dados Cathy O’Neil adverte para não “confiar cegamente” em fórmulas para determinar um resultado justo.

“Algoritmos não são inerentemente justos, porque a pessoa que desenvolve um modelo define êxito em alcançar o resultado desejado”, disse ela.

Aumentando as desvantagens
O’Neil argumenta que, embora alguns algoritmos possam ser úteis, outros podem ser nefastos. Em seu livro de 2016, “Weapons of Math Destruction”, ela cita alguns exemplos preocupantes nos Estados Unidos:
– Em 2010 , as escolas públicas em Washington DC despediram mais de 200 professores – incluindo vários professores respeitados – com base nas pontuações de um algoritmo com uma fórmula que avaliava seus desempenhos.

– Um homem diagnosticado com transtorno bipolar foi rejeitado para um emprego em sete grandes varejistas após um teste de “personalidade” de terceiros o considerar um grande risco baseado em sua classificação algorítmica.

– Muitas jurisdições estão usando “policiamento preditivo” para transferir recursos para prováveis “áreas perigosas”. O’Neil diz que dependendo em como os dados são alimentados no sistema, isso poderia levar a revelar mais crimes menores e gerar um “ciclo contínuo” que estigmatiza comunidades pobres.

– Alguns tribunais contam com fórmulas classificadas por computadores para determinar sentenças de prisão e liberdade condicional, o que pode discriminar minorias ao levar em conta fatores de “risco”, como seus bairros, amigos ou familiares ligados ao crime.

– No mundo das finanças, os corretores coletam dados de fontes online e outras fontes como novas formas de tomar decisões sobre crédito ou seguro. Isso muitas vezes amplifica o preconceito contra os menos favorecidos, argumenta O’Neil.
Suas descobertas foram repercutidas em um relatório na Casa Branca ano passado alertando que sistemas algorítmicos “não são infalíveis – eles contam com entradas imperfeitas, lógica, probabilidade e pessoas que os planejam”.
O relatório observou que sistemas de dados podem, de forma ideal, ajudar a eliminar o viés humano, mas alerta contra algoritmos que “desfavorece sistematicamente certos grupos”.

Rastros digitais
Zeynep Tufekci, um professor da Universidade da Carolina do Norte que estuda tecnologia e sociedade, disse que decisões automatizadas são frequentemente baseadas em dados coletados sobre pessoas, algumas vezes sem o conhecimento delas.
“Estes sistemas computacionais podem deduzir todo tipo de coisa sobre você a partir de seus rastros digitais”, Tufekci disse em uma palestra no TED recentemente.
“Eles podem concluir sua orientação sexual, seus traços de personalidade, suas tendências políticas. Eles têm um poder preditivo com altos níveis de precisão”.
Estas percepções podem ser úteis em certos contextos, como ajudando médicos profissionais a diagnosticar depressão pós-parto, mas injustas em outros, ele disse.
Parte do problema, ele disse, vem do fato de pedir para computadores responder questões que não tem uma única resposta certa.
“São questões subjetivas, abertas e carregadas de valores pessoais, perguntando quem a empresa deve contratar, qual atualização de qual amigo deve ser mostrada, qual condenado é mais provável de reincidir”.

14.136 – IA Na Medicina


AI na Medicina
Inteligência Artificial na medicina diagnóstica

A Portal Telemedicina criou, com o software TensorFlow, do Google, uma solução inovadora para a emissão de laudos à distância. Seu sistema ajuda médicos em todo o Brasil a obter diagnósticos mais assertivos, pois compara analiticamente exames presenciais a casos similares de uma base de dados com 30 milhões de imagens e exames. A plataforma elabora recomendações médicas com critérios confiáveis e precisos graças ao uso da Deep Learning, um método em que algoritmos complexos imitam a rede neural do nosso cérebro, conferindo ao sistema uma capacidade de detectar achados médicos em nível sobre-humano.
Se o exame médico e a recomendação do algoritmo não baterem, o exame é encaminhado a outros três doutores para uma avaliação mais detalhada. O programa incorpora aprendizados a cada laudo emitido, acumulando repertório clínico à sua base de dados. Outro aspecto inovador do sistema é sua capacidade de fazer uma triagem automática dos exames, permitindo que os casos emergenciais tenham prioridade na fila do médico.

Em cirurgias
Robôs estão presentes em salas de cirurgia há décadas e já se mostraram eficazes na tarefa de tornar procedimentos menos invasivos. Mas, no que depender dos avanços da Inteligência Artificial, o papel das máquinas deve ficar ainda mais complexo. Já há, por exemplo, robôs inteligentes capazes de analisar avaliações pré-operatórias para orientar os movimentos do médico durante a cirurgia – o que pode diminuir em até 20% no tempo de internação de um paciente.
Uma das maiores ambições deste setor, porém, é criar robôs autônomos, aptos a conduzir cirurgias sem a necessidade de comandos pré-definidos e com a capacidade de usar dados de operações passadas para aprimorar suas técnicas. Nessa corrida tecnológica, o Google e a Johnson & Johnson largaram na frente com a co-fundação da start-up Verb Surgical, um projeto que desenvolve ferramentas de machine learning para democratizar o acesso às cirurgias. O super robô cirurgião ainda é um protótipo, mas a Verb estima que ele deve chegar ao mercado já em 2020.

No tratamento intensivo
A empresa israelense de análises clínicas Clew inventou uma plataforma baseada em IA para prever, em estágio inicial, potenciais complicações fatais na UTI. Pensada para auxiliar decisões médicas no mais delicado dos estágios de tratamento, a solução promete identificar o colapso de sistemas vitais com duas ou três horas de antecedência.
A ferramenta de análises colhe informações como pressão arterial, oxigênio, níveis de sangue e capacidade cardíaca de pacientes em tratamento intensivo e as compara com uma base de dados para identificar padrões antes que eles culminem na interrupção das funções cerebrais ou cardíacas. Ela já foi usada em testes em hospitais de Israel e dos EUA e deve estar disponível comercialmente a partir de 2019.

Em exames
Criado pela empresa Healthy.io em parceria com a Siemens Healthineers, o Dio.io permite que pacientes possam fazer seu exame de urina no conforto de suas casas. Aprovado recentemente pela agência norte-americana de fármacos FDA, o produto é um é um kit que coleta e analisa amostras com ajuda de machine learning e visão computacional.
O paciente abre o app do Dio.io e, com a ajuda de um assistente virtual (chatbot), segue o passo a passo: primeiro, encher um recipiente com a urina; em seguida, imergir uma tira que, em contato com o material, pode adquirir várias colorações. Com ajuda da câmera do celular, em instantes o app processa as informações visuais contidas na tira, entrega os resultados mais prováveis e dá conselhos, incluindo a recomendação de uma consulta médica se for o caso.
Na prevenção
Lançado em 2018 pela Nautilus, a plataforma Max Intelligence é um sistema de treinamento físico baseado em inteligência artificial que vem embutida em alguns de seus equipamentos cardiovasculares. Trata-se de um personal-trainer virtual capaz de desenvolver e orientar treinamentos aeróbicos totalmente personalizados, utilizando vídeos criados por instrutores e ferramentas motivacionais para criar uma rotina de treinos eficiente e estimulante.
Com base na capacidade física e nos objetivos de cada pessoa, a máquina vai aprendendo e aperfeiçoando suas orientações à medida da evolução de cada um. A interface para gerenciar os treinamentos é fácil de usar e roda em um tablet desenvolvido em parceria com a Samsung, que foi criado exclusivamente para as máquinas Bowflex Max Trainer vendidas pela empresa norte-americana.

14.135 – A Biônica é Uma Realidade?


mao biônica
Em filmes e outras histórias fictícias, faz tempo que conhecemos seres humanos com alguma habilidade melhorada pela tecnologia, ou corpos quase totalmente biônicos, como o Ciborg, do universo dos quadrinhos da DC Comics. Mas, na vida real, essa tecnologia já é observável em experimentos científicos e protótipos de diversos tipos, como replicação de órgãos, devolução da visão e braços mecânicos comandados pelo pensamento.
As possibilidades são muitas e tendem a crescer de forma constante, ao aliar ciência e tecnologias cada vez mais avançadas, aproximando-se de nosso dia a dia. Nesse texto, a ideia é apresentar algumas dessas perspectivas e como elas já estão sendo aplicadas. Vamos lá?

Avanços em prol da saúde
As próteses são um tipo bem conhecido de tecnologia biônica. Substituindo membros como pernas e braços, elas tornam possível a ação de um atleta ou mesmo a possibilidade de uma criança escrever. Seguindo essa ideia, um pesquisador da Califórnia criou um chip que pode substituir o hipocampo, parte do cérebro que controla a memória e a compreensão espacial, o que será útil em casos de Alzheimer e derrames. No entanto, um implante no cérebro é muito mais complicado. Por isso, são necessários muitos testes.
Outra iniciativa de pesquisadores criou células artificiais que podem imitar a movimentação dos glóbulos brancos pelo corpo. Feitos de polímeros, esses protótipos são muito úteis para a medicina, uma vez que permitem levar remédios para locais necessários do corpo, ajudando a combater doenças como o câncer.
Pessoas com disfunções renais que passam por longos tratamentos de diálise terão seus problemas resolvidos: um rim artificial portátil, pequeno, leve e automatizado, que pode ser usado o tempo todo. Assim, não será mais preciso ficar horas ligado a um aparelho para que as necessidades fundamentais, como limpeza do sangue, sejam realizadas.
Outro órgão que também teve um modelo artificial pensado é o pâncreas. O modelo artificial portátil será uma mistura de duas tecnologias já existentes: a bomba de insulina e o monitor de glicose. Com isso, o pâncreas irá monitorar o açúcar no sangue e ajustar o nível de insulina necessário para o corpo, o que será muito benéfico para quem tem diabetes e precisa de monitoramento constante.
Outros estudos estão sendo realizados em várias partes do mundo, por universidades e governos, em busca de melhorias constantes nos tratamentos. Como é o caso do estudo que dura desde 1960 em torno do tecido ósseo que cresce sozinho. O importante é manter o foco e não desistir.
Tecnologia a serviço da qualidade de vida
Além de pesquisas envolvendo melhorias nos tratamentos de saúde, uma das maiores conquistas da era biônica são as próteses, uma interação entre a biologia e o design tecnológico. Quem cita essa relação é Hugh Herr, chefe do grupo de Biomecatrônica do Massachussets Institute of Technology (MIT) Media Lab, nos Estados Unidos, em conferência do TED no ano de 2015. O estudioso é um dos exemplos de suas próprias pesquisas: há 30 anos, ele perdeu as duas pernas em um acidente e utiliza membros biônicos.
No MIT, ele e sua equipe criaram a nova classe de próteses bio-híbridas inteligentes e exoesqueletos, que têm o objetivo de melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas com deficiências físicas. Um exemplo dos grandes avanços das pesquisas do instituto é uma prótese que reproduz uma perna inteira, do quadril ao pé, que possui um dispositivo capaz de imitar uma perna natural, possibilitando a pessoas amputadas andar e correr com níveis iguais a uma perna biológica.
Alguns braços biônicos funcionam com a força do pensamento, imitando os comandos biológicos enviados pelo cérebro ao corpo. Nesse caso, o braço artificial se liga ao cérebro pelos nervos motores e, quando a pessoa decide mexer o membro, os nervos enviam o sinal para o braço biônico, se tornando um processo natural. A intenção dos pesquisadores, como diz Hugh Herr, é melhorar ainda mais o processo e a utilização de membros biônicos, comunicando sensações, como temperatura e pressão, e adequando ao ritmo dos órgãos normais.
Uma das propostas mais inovadoras dos estudos dessa tecnologia são as próteses de retina, que podem trazer aos cegos a chance de ver princípios de luz, movimento e forma. As próteses estão em fase de testes. Sua particularidade é gravar informações visuais básicas por meio de uma câmera, transformá-las em sinais eletrônicos e enviar a eletrodos implantados no paciente.

Potencializando as capacidades humanas
Os maiores exemplos da era biônica são os atletas paralímpicos. Nas modalidades do atletismo, por exemplo, as próteses de pernas são o ingrediente principal. E os esportistas são esforçados, treinam bastante e precisam se adaptar a um novo modo de correr, ou mesmo aprender a correr, no caso de quem nasceu com a deficiência. Ao observar esses esportes, é possível enxergar como as potencialidades humanas são aumentadas e como a era biônica é fundamental para que eles existam.
Além das Paralimpíadas, há também dançarinos, bailarinos, escaladores e cientistas, como Hugh Herr, que tiveram suas vidas transformadas pela tecnologia. Em sua palestra sobre os estudos da biomecatrônica, ele conta como a biônica definiu sua corporalidade na ocasião de seu acidente. “Naquele momento, eu não vi meu corpo como quebrado. Eu argumentava que o ser humano jamais pode estar quebrado. A tecnologia é que está quebrada. A tecnologia é que é inadequada”, disse.
A expectativa é que as aplicações da era biônica estendam-se e sejam potencializadas por novas tecnologias. Assim, cada vez mais pessoas terão seus desafios superados e a realidade tenderá a se diferenciar ainda mais, oferecendo novas possibilidades e criando novas chances para as pessoas.

14.134 – Inteligência Artificial – Robô Laura Pode Revolucionar a Medicina


robo Laura
O Laura trabalha com tecnologia cognitiva e atua, ao lado de médicos, na prevenção da sepse (septicemia) e na diminuição do número de mortes causadas por essa doença violenta.
O software tem a capacidade de aprender analisando, entendendo e até conversando.
Jacson Fressatto é o idealizador do Robô Laura.
Ele perdeu a filha Laura aos 18 dias de vida. Recém-nascida, Laura foi vítima de septicemia, uma infecção silenciosa que tira a vida de milhares de pessoas em todo o mundo diariamente. O luto, que se transformou em uma caça por culpados, acabou revelando um trabalho, talvez uma missão para Jacson. Isso porque a sepse é ardilosa e, exatamente por causa da pequena Laura e de uma força paterna aliada ao conhecimento analítico, agora a doença está começando a perder dentro de seu próprio jogo. Isso porque o robô Laura nasceu.
O Robô Laura tem a capacidade de salvar mais de 12 mil vidas por ano no Brasil
Hoje, a septicemia atinge 2,5 milhões de brasileiros por ano. Dentro dessa conta, cerca de 250 mil acabam morrendo. No mundo, ela mata uma pessoa a cada 1 minuto e meio. Agora, com a Laura Networks, Jacson Fressatto está tentando levar o Robô Laura para os hospitais interessados. Para os hospitais filantrópicos brasileiros, Fressato até pretende doar a tecnologia. De acordo com o site oficial da empresa, o Robô Laura tem a capacidade de salvar mais de 12 mil vidas por ano no Brasil, reduzindo em 5% o índice de mortes. O objetivo é poupar tempo, recursos e vidas — tecnicamente, Laura é o primeiro robô cognitivo de gestão de risco.
O primeiro robô cognitivo em gestão de risco do mundo é brasileiro e já atua em alguns hospitais. Com foco em saúde, este robô é capaz de aprender e, a partir daí, identificar quando um paciente está vulnerável. Por isso, é preciso dedicar um tempo ensinando-o o que pode indicar perigo, como aumento de temperatura, por exemplo. Uma vez aprendido, ele consegue fazer o trabalho sozinho.

14.131 – O Rádio Transistorizado


radio Nissei
Rádio é Nissei, o resto eu não sei

Receptor de rádio portátil que usa circuito baseado em transistor. Os primeiros rádios foram desenvolvidos em 1954, seguido da invenção do transistor que foi em 1947, tornaram-se o dispositivo de comunicação eletrônico mais popular da história, sendo produzidos bilhões nos anos de 1960 a 1970. Seu tamanho de bolso provocou uma mudança nos hábitos de escuta de música, permitindo que as pudessem ouvir música em qualquer lugar. No começo da década de 1980, os rádios AM baratos foram substituídos por aparelhos com melhor qualidade de áudio como, CD players portáteis, leitores de áudio pessoais, e caixas de som.

Antes do transistor ter sido inventado, os rádios usados eram criados usando válvula eletrônica. Embora tenham sido criados rádios portáteis valvulados, eles eram volumosos e pesados, devido às grandes baterias necessárias para abastecer o alto consumo de energia dos tubos.
Bell Laboratories demonstrou o primeiro transistor em 23 de dezembro de 1947. Depois de obter a proteção das patentes, a empresa realizou uma coletiva de imprensa em 30 de junho de 1948, onde foi demonstrado um protótipo de rádio transistor.
Há muitos pretendentes ao título de primeira empresa a produzir rádios transistorizados. Texas Instruments havia demonstrado a utilização de rádios AM (modulação de amplitude) em 25 de maio de 1954, mas o seu desempenho foi bem inferior ao de modelos valvulados. Um rádio foi demonstrado em agosto de 1953 em uma Feira em Düsseldorf pela empresa alemã Intermetall. Foi construído com quatro de transistores feitos à mão pela Intermetall. No entanto, como acontece com as primeiras unidades, a Texas Instruments (e outros) construíram apenas protótipos. RCA havia demonstrado um protótipo de rádio transistorizado em 1952, mas Texas Instruments e Regency Divisão de IDEA, foram os primeiros a oferecerem um modelo de produto a partir de outubro 1954.
Durante uma viagem aos Estados Unidos em 1952, Masura Ibuka, fundador da Tokyo Telecommunications Engineering Corporation (atual Sony), descobriu que a AT&T estava prestes a tornar o licenciamento para o transistor disponível. Ibuka e seu parceiro, o físico Akio Morita, convenceu o Ministério do Comércio e Indústria Internacional (MITI) japonês para financiar a taxa de licenciamento $25.000. Durante vários meses Ibuka viajou por todo os Estados Unidos tomando ideias dos fabricantes de transistores americanos. Com as ideias melhoradas, Tokyo Telecommunications Engineering Corporation fez seu primeiro rádio transistor funcional em 1954. Dentro de cinco anos, Tokyo Telecommunications Engineering Corporation cresceu de sete funcionários para cerca de quinhentos.
Outras empresas japonesas logo seguiram a sua entrada no mercado americano e o total de produtos eletrônicos exportados do Japão em 1958 aumentou 2,5 vezes em comparação a 1957.

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14.130 – Tecnologia – Fim das Obsoletas Rádios AM


radio am
Enquanto o sinal de rádio FM tem sido desligado pelo mundo desde janeiro do ano passado, no Brasil ele ainda é bastante popular. Já o que está perdendo espaço é o AM, cujas emissoras têm procurado dials na “frequência modulada” para alocar seus espaços e facilitar o acesso aos ouvintes.
A migração já está ocorrendo há algum tempo e agora ela deve evoluir em uma velocidade maior. O então presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, assinou o decreto que abriu o prazo de 180 dias para as rádios que ainda operam na faixa AM solicitarem a migração para a FM. A medida atendeu a um pleito da ABERT.
As rádios AM que atuam em cobertura local, regional ou nacional, com interesse na migração, deverão solicitar a mudança ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Atualmente, das 1.781 estações em “amplitude modulada”, 1.332 já pediram a adaptação da outorga. Delas, 619 chegaram a assinar o aditivo contratual. O decreto fará com que até 449 emissoras AM consigam dar entrada na alteração. Da mesma forma que foi feito na primeira fase, a ABERT ficará à disposição para orientar as emissoras com interesse na migração a respeito de todas as etapas do processo.

14.124 – Prótese biônica tem resposta mais rápida do que mão humana


bionica 2019
Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, anunciaram o desenvolvimento de uma prótese biônica capaz de traduzir os comandos enviados pelo cérebro dos usuários e responder mais depressa do que uma mão humana. O dispositivo combina elementos de robótica com tecnologias de neuroengenharia e permite que pessoas amputadas tenham muito mais controle sobre os movimentos e funções da mão prostética.

Mão biônica
O funcionamento da prótese está baseado em sensores que são colocados no coto da pessoa amputada e que são capazes de detectar a atividade muscular quando o paciente tenta movimentar os dedos – que já não estão lá. Além disso, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo de machine learning que, ademais de decodificar os impulsos neuromusculares enviados pelo cérebro da pessoa e que são registrados pelos sensores, interpreta os sinais e aprende os movimentos para treinar o sistema e melhorar o desempenho da prótese.
De acordo com os cientistas, para que o algoritmo aprenda a decodificar as intenções do usuário e traduzi-las nos movimentos dos dedos da prótese, a pessoa precisa realizar uma variedade de movimentos para que o sistema aprenda a identificar qual atividade muscular corresponde a qual ação.
Com isso, depois que o algoritmo entende as intenções do usuário, o amputado consegue controlar cada dedo da mão biônica de maneira independente. Mas tem mais: a prótese também é equipada com sensores de pressão que “ensinam” o algoritmo a reagir sempre que o dispositivo entra em contato com um objeto qualquer para que os dedos se fechem automaticamente sobre ele, mesmo na ausência de informações visuais.
O resultado dessa combinação de tecnologias faz com que a resposta do equipamento seja como o de uma mão de verdade. Bem, na verdade, a reação é ainda mais rápida. Para se ter ideia, quando seguramos algo e esse objeto começa a deslizar de nossa mão, nós temos apenas um par de milissegundos para reagir e não deixar a coisa cair. Já a prótese – que possui sensores nos dedos – consegue estabilizar o objeto e segurá-lo antes mesmo de o cérebro se dar conta que ele está escapulindo e possa responder.

Próteses do futuro
O sistema foi testado por 10 pessoas – 3 amputadas e 7 não – e os resultados foram bastante impressionantes, tanto que os cientistas por trás do projeto acreditam que, além de ser aplicada a próteses, a tecnologia poderia ser empregada em interfaces cérebro-computador com o objetivo de ajudar pacientes com mobilidade limitada.
Ainda é necessário refinar o algoritmo e trabalhar no sistema até que as mãos biônicas possam sair dos laboratórios e sejam disponibilizadas para quem precisa delas. Já sobre os pacientes paralisados, considerando que já existem iniciativas focadas no desenvolvimento de dispositivos superflexíveis que podem dar origem a implantes cerebrais com potencial de melhorar a comunicação de pessoas incapazes de se mover com máquinas e ajudar que elas se ganhem mais autonomia – a Neuralink, fundada por Elon Musk, é uma das startups trabalhando nessa área –, os avanços não devem demorar em chegar.

14.123 – Neuro Prótese para Paraplégicos


Uma pesquisa liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis permitiu que pacientes paraplégicos caminhassem. O trabalho foi publicado na revista Scientific Reports e utiliza várias abordagens combinadas para o feito. A principal delas é um dispositivo de estimulação muscular e de uma interface cérebro-máquina, que permite controlar outros aparelhos por meio do pensamento.
Na prática, o paciente imagina que sua perna está se movendo, o que aciona a contração de oito músculos naquele membro e permite que os passos sejam dados. Os dois participantes do estudo possuem paraplegia crônica e, de acordo com o artigo da equipe de Nicolelis, foram capazes de caminhar em segurança apoiados entre 65% e 70% de seu peso corporal. Além disso, deram 4580 passos durante os testes.
Melhoras
O trabalho relata que foram encontradas melhoras cardiovasculares e houve menor dependência de assistência para se locomover. Outro benefício reportado pela equipe foi uma recuperação neurológica parcial dos dois pacientes. Um deles tem 40 anos e sofreu a lesão medular há quatro, enquanto o outro tem 32 e sofreu a lesão há 10 anos.

A pesquisa faz parte do projeto Andar de novo (Walk Again Project), que é um consórcio internacional sem fins lucrativos reunindo pesquisadores dedicados a estudar a recuperação de pacientes com lesões medulares.
Esta não foi a primeira demonstração de quão promissor é o dispositivo desenvolvido pela equipe de Nicolelis, que lidera um grupo de pesquisadores na área de Neurociência na Duke University, nos Estados Unidos. Uma pesquisa desenvolvida por ele permitiu que um jovem paraplégico chutasse uma bola durante a abertura da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

14.116 – Uber Vai Lançar Carro Voador



O uberAIR é um projeto da Uber que pretende trazer carros voadores para transporte urbano. O objetivo é que os usuários possam pedir o serviço da mesma forma que já fazem no aplicativo de corridas. Para transformar a ideia em realidade, a empresa vem trabalhando em parceria com outras companhias para o desenvolvimento dos veículos, que devem obedecer a uma série de critérios estabelecidos pela Uber.
A empresa já revelou que pretende começar os testes no próximo ano, inclusive no Brasil, para que o serviço faça sua estreia em 2023. Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades brasileiras com mais potencial para receber a novidade. Veja, a seguir, todos os detalhes do veículo.

uberAIR: testes do carro voador podem começar já em 2023

Antes de começar, vale ressaltar que o protótipo disponível no escritório não funciona, ou seja, ele não voa de fato. O veículo foi criado para que as pessoas que trabalham no projeto possam ter uma noção de como o carro voador deve funcionar e testar seus futuros recursos. Isso é importante para que a Uber possa estabelecer critérios, visto que são outras empresas que vão criar os veículos.

O protótipo disponível foi desenvolvido em parceria com a Safran, uma companhia francesa que atua no ramo da aviação. No caso do Brasil, é a Embraer que vai fabricar o carro voador. Segundo Mark Moore, diretor de engenharia para aviação da Uber, algumas empresas parceiras já estão testando a capacidade de voo de seus veículos, mas ele ainda não pode revelar em quais lugares isso vem sendo feito.

O carro voador tem espaço para o piloto e mais quatro passageiros. No entanto, para evitar distrações, o motorista fica separado por um vidro. Vale ressaltar que a Uber já revelou que tem planos futuros de criar carros voadores autônomos, tornando o serviço mais rentável.

Ao todo, são seis portas: três de cada lado. O assento é semelhante ao de um helicóptero e foi pensado para veículos de decolagem vertical (eVTOL). Um detalhe interessante é que o cinto de segurança é bem apertado para que os passageiros estejam seguros durante o trajeto. Há ainda um espaço na parte de trás dedicado às bolsas, visto que não é possível carregar objetos no colo. Vale lembrar, no entanto, que o carro terá um limite de peso e que a bagagem deverá ser pequena.
Com relação à estrutura, o carro tem uma cabine acústica, que isola os sons externos, mas permite que os passageiros conversem entre si. Além disso, alguns detalhes, como a iluminação, são pensados para fazer com que o veículo pareça maior do que é, diminuindo a sensação de claustrofobia. O uberAIR também deve estar preparado para enfrentar o tempo ruim, assim como um helicóptero. De qualquer forma, caso a empresa identifique riscos em determinado dia, pode suspender a operação por causa do clima.
A empresa já revelou que tem planos de testar o projeto no Brasil e que as cidades com mais potencial para os testes são Rio de Janeiro e São Paulo. Para os veículos participantes, a empresa prevê velocidades entre 240 km/h e 320 km/h, além de autonomia para 60 milhas (96,5 km). Vale lembrar que o uberAIR não tem como objetivo percorrer longas distâncias. O carro deve ser capaz de realizar trajetos curtos, facilitando o dia a dia do usuário.
Para o chefe do projeto Uber Elevate, Eric Alisson, o Uber Copter, serviço de corridas de helicóptero disponível em Nova York (EUA), está oferecendo alguns aprendizados para a companhia. Um deles se refere aos motoristas, que deverão ter conhecimentos especiais para pilotar um carro voador. Ainda não está claro como será feita a seleção e o treinamento deles, mas no caso das corridas de helicóptero, a Uber vem trabalhando em parceria com uma empresa especializada em aviação, uma possibilidade que também pode funcionar para o uberAIR.
O uberAIR é mais um projeto que reforça o posicionamento da Uber como uma empresa de mobilidade. Além do tradicional serviço de corridas, a companhia vem investindo em outros recursos que concentram diversas opções de transporte, como bicicletas elétricas e patinetes. Outras novidades incluem o Uber Transit, recurso que mostra o transporte público em tempo real e já está disponível na cidade de São Paulo. Há ainda um projeto de carro autônomo, que promete economizar tempo e espaço em corridas solicitadas pelo app.