13.791 – Internet – O Concorrente do Facebook


vero
Alguém pagaria para usar o Facebook? Pode parecer coisa de loucos, não? Um grupo de empreendedores entendeu que ainda existe uma lacuna no segmento das redes sociais, dando origem ao Vero, o último fenômeno do momento. O novo aplicativo – disponível para iPhone e Android – teve uma estreia avassaladora e seus servidores quase não conseguem atender à enxurrada de inscrições e de conteúdo que seus primeiros usuários se esforçam em gerar. Mas… o que é o Vero exatamente? Se tivéssemos de explicar usando redes já conhecidas, é um híbrido a meio caminho entre o Instagram e o Facebook que tem um mural no qual o usuário pode subir fotos, lugares, recomendar livros ou filmes.
Os usuários do Vero podem compartilhar conteúdo e esperar curtidas ou comentários, nada realmente diferente do que vimos até agora nas redes predominantes, mas, no entanto, o recém-chegado tornou-se uma tendência em tempo recorde e, como ressaltamos, seus servidores não conseguem dar conta da enxurrada de novas inscrições e conteúdo que estão recebendo. Na verdade, o Vero está se beneficiando de uma publicidade para multiplicar seus usuários no lançamento: o primeiro milhão de inscritos poderá usar a rede de forma completamente gratuita por toda a vida. Claro, quem consideraria pagar para usar uma rede social… Nesse serviço não apenas está se considerando isso, mas seu modelo de negócio se baseia exatamente nisso, na assinatura de usuários.
O que seus criadores propõem é manter uma plataforma completamente livre de publicidade e algoritmos que alteram o conteúdo, na qual a privacidade do usuário seja a maior prioridade. No Vero, o dono do perfil deixa de ser o produto, é o modelo de negócio exatamente oposto ao do Facebook ou do Google, empresas em que o usuário está no alvo e é o centro da monetização. O difícil equilíbrio entre valor agregado e privacidade poderia estar começando a trazer consequências ao produto de Mark Zuckerberg, que está vendo como o tempo de permanência de seus usuários é cada vez menor, por um lado, e como as autoridades começam a tomar uma atitude.
O valor da assinatura anual ainda não foi definido, mas espera-se que seja um montante acessível a todos e semelhante ao de outros modelos de assinatura aos quais já estamos acostumados. Valerá a pena pagar e o projeto seguirá em frente? O Vero oferece uma nova experiência em que todos os tipos de atividades podem ser aglutinados (inclusive links para artigos) em uma interface muito limpa e fácil de usar.
No papel e tendo em vista o grande número de inscrições, parece que pode funcionar, mas o projeto ainda enfrenta dois grandes monstros. O primeiro, vivido por projetos semelhantes como Peach e Ello, que tiveram começos fulgurantes e hoje ninguém mais se lembra deles. O segundo grande obstáculo a superar é o da solvência: manter uma rede dessas características exige muito capital e conhecimento, e por enquanto o serviço não consegue dar conta das novas inscrições, sendo críticas as primeiras horas. O Vero pode sobreviver, mas como ferramenta de nicho e para um perfil seleto de usuários, e isso também não seria nada mau.

13.784 – As origens e as guerras do Anonymous, o grupo hacker mais poderoso do mundo


anonymous
O grupo hacker mais famoso de todos os tempos deu seus primeiros passos dentro do 4chan, um site com fóruns de discussão sobre qualquer assunto, até hoje em funcionamento. Em meados de 2003, os usuários que não se identificavam nos debates tinham suas mensagens postadas com uma simples assinatura: anonymous. Não demorou para que surgisse a ideia de criar uma identidade que unificasse anônimos em torno de uma só representação.
“Logo de início, o primeiro agrupamento reuniu hackers, artistas e ativistas. O modo de agir dos primeiros anons [como ficaram conhecidos] se espalhou rapidamente”, analisa Sergio Amadeu da Silveira, doutor em sociologia e pesquisador em tecnologia da informação e ativismo hacker na Universidade Federal do ABC (UFABC). No início, os anons agiam por pura diversão. Invadiam plataformas de jogos infantis para incomodar crianças e zombavam de internautas em sites de relacionamento. Aos poucos, a zoeira foi dando lugar a ações de engajamento.
Foi somente depois de algumas intervenções em nome da liberdade na rede que os anons ganharam status de hacktivistas libertários e de ciberativistas. A primeira delas, uma espécie de declaração de guerra contra a Cientologia, aconteceu em 2008.
Tudo começou quando um vídeo do ator Tom Cruise (membro da Cientologia) vazou na internet. O material, repleto de frases um tanto inusitadas, virou motivo de chacota internacional. A certa altura, ele chega a dizer, com ares de superioridade, que cientologistas estariam acima de pessoas comuns, pois são capazes de evitar que “coisas ruins aconteçam”. O vídeo bombou na rede até que, ameaçando processar quem divulgasse o material, os advogados da Cientologia conseguiram derrubar praticamente todos os links de acesso. A turma do 4chan, no entanto, não gostou nada da ideia de censura.
Nos fóruns de discussão, diversos anons começaram a agitar os demais participantes, pregando que a Cientologia não permitia a liberdade na internet. Os hackers se organizaram para subir o vídeo em diversos websites. Cada nova postagem, no entanto, era prontamente derrubada por alguma ordem judicial encabeçada pelos cientologistas. “Então esse vídeo que eles tentavam tanto suprimir foi parar em todos os lugares. Para onde quer que você olhasse na internet, dava de cara com isso”, afirma um membro do grupo em entrevista ao documentário We Are Legion, de Brian Knappenberger (disponível na Netflix). O documentarista também dirigiu O Menino da Internet, sobre Aaron Swartz, hacker americano que cometeu suicídio depois de ser processado pelas autoridades americanas. Como forma de resistência ao poder da Cientologia, os hackers multiplicavam os locais em que os vídeos eram postados, como o YouTube e a rede TOR.
A igreja não imaginava como seria lutar contra uma legião anônima. Naquelas semanas, cerca de cem cidades, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, registraram protestos contra a Cientologia. Como resposta, a instituição tentava desqualificar o movimento, chamando os anonsde ciberterroristas. Enquanto isso, o Anonymous crescia ao se posicionar como um exército capaz de ir contra a censura, tanto no mundo real quanto no virtual. Propondo transparência e liberdade, o grupo passou a ser exaltado na internet.

Caóticos e ilegais
Depois que uma passeata neonazista em Charlottesville resultou na morte de uma mulher, em 13 de agosto de 2017, o Anonymous postou um vídeo recriminando discursos de ódio. Os anons são conhecidos por acumular em seus currículos atos em defesa dos direitos civis e das liberdades individuais. Eles ajudaram a burlar a censura durante a Primavera Árabe (a onda de protestos e manifestações que tomaram conta do Oriente Médio e do norte da África no fim de 2010). Além disso, apoiaram pela internet a população que derrubou o governo ditatorial de Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia.
Ainda que não estivessem ligados diretamente à formação do WikiLeaks, eles prestaram apoio quando os serviços de pagamentos online Amazon, PayPal e Mastercard barraram doações às contas do projeto, em 2010. Na chamada Operação Payback, os hacktivistas se uniram e mostraram que os mesmos sites aceitavam doações direcionadas a grupos neonazistas. Eles iniciaram um ataque DDoS (Distributed Denial of Service, ou ataque de negação de serviço, em que um servidor é sobrecarregado a ponto de sair do ar) que resultou, após três dias, num prejuízo de US$ 150 milhões às empresas. Mas há outro lado.
O Anonymous também tem fama de realizar ataques vingativos e até infantis. Como o grupo não tem uma única liderança, é inevitável que muitas ações saiam do controle. Descontentes com a fama de bons moços após o episódio da Cientologia, alguns anons fizeram “pegadinhas” na internet, invadindo um site de apoio à epilepsia e postando links com GIFs multicoloridos. Para alguns epilépticos, a alternância de cores causa tonturas, enxaquecas e convulsões. Veio à tona um enorme debate: enquanto algumas pessoas transferiam a culpa aos donos dos sites, que não utilizavam nenhum tipo de proteção, outros apontavam a Cientologia como verdadeira causadora dos ataques.

O rosto da dissidência
Nas passeatas promovidas pelos Anonymous, simpatizantes e integrantes do movimento saíam às ruas em defesa da liberdade de expressão. Para manter sigilo, a maioria escolheu utilizar a máscara de V, personagem defensor da liberdade do filme V de Vingança. O herói é inspirado na figura de Guy Fawkes, um soldado inglês que acabou morto por participar da Conspiração da Pólvora, contra o rei Jaime 1o, na Inglaterra do começo do século 17. Com membros de classes financeiras e grupos sociais variados, o Anonymous não obedece a uma única direção. O 4chan, por exemplo, se transformou num reduto da ultradireita, mantendo pouco ou nenhum vínculo com o grupo. “O Anonymous é um modo de ação em rede que pode ser apropriado por coletivos de diferentes ideologias, desde que permaneçam anônimos em suas ações”, explica Amadeu.
No Brasil, a marca cresceu sob à luz dos protestos de 2013, quando mais de 140 páginas no Facebook utilizavam variações como Anonymous Br e Anonymous SP. Grupos e fóruns de discussão, a exemplo do Mafia Anonymous e do Anonymous GhostSec, são exemplos do que ainda é possível encontrar na rede social. Mas, como o Anonymous não possui uma estrutura organizada, é impossível definir quantas dessas páginas contavam com “filiados” brasileiros e quantas se valeram do nome só para tentar aparecer.
Com 1 milhão de seguidores, a página AnonymousBr4sil demonstrou seu apoio a movimentos conservadores – e acabou sendo atacada por outros coletivos do grupo no país. Na visão de Sergio Amadeu, o apoio declarado a partidos políticos no Brasil acabou desvirtuando a imagem de coletivos como o Anonymous. “A pergunta que não deixa de ser feita por hackers e ciberativistas é: por que alguém precisa ser anônimo para defender seu status quo?”

13.776 – Aproveitando a energia das estrelas


sol
Somos todos parasitas do Sol, por mais que pouca gente tenha aderido à onda dos aquecedores solares para o chuveiro. Toda a comida que você consome, toda a energia que você gasta e o mero fato de que você tem um planeta onde morar – essas coisas são dádivas da nossa estrela mãe. Dá para fazer muita coisa com esse uso secundário da energia solar, como podemos comprovar simplesmente olhando para o mundo ao nosso redor. Mas que tal se a gente fosse direto à fonte? E se a nossa espécie usasse o Sol e/ou outras estrelas galáxia afora como gigantescas tomadas?
A ideia pertence à fronteira entre a ficção e a pesquisa de verdade, mas foi proposta pela primeira vez numa das mais importantes revistas científicas do mundo, a americana Science, há 50 anos. Seu principal mentor, o físico e matemático britânico Freeman Dyson, empresta seu nome ao conceito, que é conhecido como “esfera Dyson”.
Na publicação original, feita nas páginas da Science, Dyson partiu de um raciocínio simples: ao longo da história, a humanidade tem aumentado exponencialmente seu consumo de energia, da queima de poucas toneladas de gravetos por ano na Pré-História à construção de gigantescas usinas elétricas no século 20. Ora, se os seres humanos realmente se espalharem pelo sistema solar e pelos sistemas estelares vizinhos no futuro, vão precisar de quantidades ainda mais alucinadas de energia para sobreviver. Portanto, nada melhor do que organizar sistemas que captem diretamente a radiação estelar para o nosso uso.

Casca, bolha ou enxame?
O ponto em comum em todas as variantes já imaginadas é o uso de um grande conjunto de painéis solares, voltados na direção da estrela-tomada, os quais, de preferência, cobririam a totalidade, ou pelo menos a maior parte, do astro. Fora isso, o desacordo impera entre os teóricos.
O que parece quase certo é que seria absurdamente complicado construir uma esfera sólida em torno da coitada da estrela. O problema não é nem o calor, já que os proponentes dessa versão falam numa casca com raio de 1 UA (uma unidade astronômica, ou seja, a distância atual entre a Terra e o Sol). O que acontece é que uma estrutura desse naipe não teria interação gravitacional significativa com a estrela em seu interior – ou seja, precisaria de motores que a mantivessem no lugar o tempo todo, senão correria o risco de trombar com o astro. Por essas e outras, acredita-se que o melhor jeito de realizar o sonho da estrela-tomada envolva o uso de um arquipélago de satélites e estações espaciais, cobertos com sofisticados coletores de energia solar. Uma vez obtida a energia, ela poderia ser transmitida de um satélite para outro, e também para pontos distantes do espaço, por meio de potentes emissões de laser, digamos. Essa versão da ideia é conhecida como “enxame de Dyson”, mas ela tem outra desvantagem séria. A interação gravitacional entre o grande número de satélites poderia levar a frequentes trombadas, difíceis de evitar. Por isso, um terceiro conceito, a “bolha de Dyson”, propõe equipar os satélites em torno da estrela com gigantescas velas (isso mesmo, como as de barcos), as quais seriam impulsionadas pelo “vento” de partículas que a estrela sopra através do espaço. Com isso, os coletores de energia ficariam sempre na mesma posição. Se você está achando Dyson doidão, saiba que ele propôs a ideia, originalmente, como forma de buscar civilizações ETs avançadas, que já teriam feito suas esferas Universo afora.

13.774 – Mega Techs – Avanços na Nanotecnologia


nanotecnologia (1)
Os nanorobôs

Pesquisadores da universidade de Berkeley, na Califórnia, criaram um tipo de semicondutor nanolaser (os chamados spasers) que promete fazer parte de novas tecnologias em alguns anos. O grande diferencial no projeto de Berkeley é que ele suporta a temperatura ambiente sem qualquer problema.
Até agora, spasers só poderiam ficar em ambientes com temperatura inferior a 250° C, o que impedia sua aplicação comercialmente. O projeto é um grande avanço para a nanotecnologia e abre portas para que o laser seja integrado em chips eletrônicos.
Isso permite que sejam criados equipamentos cada vez menores e com qualidade superior aos existentes no mercado atualmente, como sensores biométricos de alta precisão e circuitos óticos com velocidade até cem vezes maior que a atual.

13.765 – Mega Techs – História da Robótica


robotica
Documentos datados de 1495 revelam um cavaleiro mecânico que era, aparentemente, capaz de sentar-se, mexer seus braços, mover sua cabeça, bem como seu maxilar. Leonardo Da Vinci teria desenhado o primeiro robô humanóide da história. Uma onda de histórias sobre autômatos humanóides culminou com a obra Electric Man (Homem Elétrico), de Luis Senarens, em 1885. Desde então, muitos robôs surgiram, mas a maioria servia apenas como inspiração, pois eram meras obras de ficção e ainda muito pouco podia ser construído.
O Tortoise, um dos primeiros robôs móveis, foi construído em 1950 por W. Grey Walter e era capaz de seguir uma fonte de luz, desviando-se de obstáculos. Em 1956, George Devil e Joseph Engelberger abriram a primeira fábrica de robôs do mundo, a Unimation, fabricante da linha de braços manipuladores Puma (SHIROMA, 2004).

Em 1952, a Bell Laboratories alavancou o desenvolvimento da eletrônica com a invenção do transistor, que passou a ser um componente básico na construção de computadores e quebrou inúmeras restrições quanto ao desenvolvimento da Robótica. De 1958 a 1959, Robert Noyce, Jean Hoerni, Jack Kilby e Kurt Lehovec participaram do desenvolvimento do primeiro CI – sigla para Circuito Integrado – que, posteriormente, ficou conhecido como chip e incorpora, em uma única pastilha de dimensões reduzidas, várias dezenas de transistores já interligados, formando circuitos eletrônicos mais complexos (WIDESOFT, 2006).

Enquanto essas tecnologias iam entrando em cena, a Inteligência Artificial se desenvolvia com bastante velocidade também. Sua mais popular e inicial definição foi introduzida por John McCarty na famosa conferência de Dartmouth, em 1955: “Fazer a máquina comportar-se de tal forma que seja chamada inteligente, caso fosse este o comportamento de um ser humano” (INTELIGÊNCIA, 2006).

Segundo Arkin (ARKIN, 1998), para se realizar pesquisas em Robótica, robôs devem ser construídos, pois, ao trabalhar apenas com projetos de pesquisa baseados em simulações, perdem-se muitos detalhes. A construção de robôs é muito complexa e, nas décadas de 1960 e 1970, havia muitas restrições. Por causa disso, alguns robôs que surgiram nessa época são pontos notáveis da evolução cibernética. Como exemplos de projetos que superaram essas dificuldades, cita-se: Sharkey, Hillare e Stanford Cart.

Sharkey foi um robô construído no Instituto de Pesquisa de Stanford, no final dos anos 60 (NILSSON, 1969). Ele era capaz de sentir e modelar o ambiente ao seu redor, bem como planejar trajetórias e executar ações programadas no computador. Já Hillare, do Laboratório de Automação e Análise de Sistemas (LAAS) de Toulouse, França, foi construído em 1977. O robô pesava 400kg e era equipado com três rodas, um sistema de visão computacional, sensores ultra-sônicos e detectores de distância a laser. Podia movimentar-se para qualquer lado, transitando autonomamente por corredores (GIRALT et al., 1984). E, por fim, Stanford Cart, uma plataforma robótica usada por Moravec para testar a navegação usando um sistema de visão estéreo (MORAVEC, 1977).

O avanço da microeletrônica veio popularizar os sistemas computacionais e, na década de 70, começaram a surgir os sistemas de processamento central em um único chip como o 4004 e o 8080. A tecnologia MOS, em 1975, introduziu mais velocidade de processamento. Após a chegada do Z80, que surgiu em 1976, integrando 8000 transistores em uma única pastilha (MICROSISTEMAS, 2006), surgiu o conceito de microcontrolador. Os microcontroladores possuem, embutidos em um único chip, não só um sistema central de processamento, mas diversos periféricos como: memória, conversores analógico-digital, barramentos de comunicação, etc.
A partir da década de 80, a Robótica vem avançando em grande velocidade e, dentre inúmeros projetos, o ASIMO, iniciado em 1986 pela Honda Motor Company, recebe destaque (ARIK, 2006) (HONDA, 2006). Ao contrário do que possa parecer, seu nome não foi criado em homenagem ao escritor de ficção científica Isaac Asimov, mas é derivado de “Advanced Step in Innovative Mobility”. Assim como o ASIMO, o Qrio (SONY, 2006), da Sony, e o Robonaut, robô criado pela Nasa para auxiliar os astronautas da Estação Espacial Internacional na execução de atividades extraveículares, também são bastante relevantes. Os três são citados como robôs humanóides concebidos para interagir com seres humanos.

Com o projeto de exploração de Marte (NASA, 2003), a NASA construiu dois robôs geólogos, o Opportunity e o Spirit, que pousaram em Marte em 8 e 25 de julho de 2004, respectivamente. Eles foram desenvolvidos com o objetivo de enviarem imagens, analisarem rochas e crateras e procurarem sinais de existência de água no planeta vermelho. Mais tarde, o Laboratório de Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveu o Cog (MIT, 2006), um robô que interage com seres humanos e aprende como uma criança.
No intuito de desenvolver a Inteligência Artificial e a Robótica, surgem competições robóticas que fornecem desafios e problemas a serem resolvidos da melhor maneira a partir da combinação de várias tecnologias e metodologias. Dentre elas, a RoboCup (ROBOCUP, 2006), que teve sua primeira versão mundial em 1997, se destaca pela popularidade.

Robotica2006

13.764 – Tecnologia – A Revolução dos Microscópios


Mikroskop
Um instrumento óptico com capacidade de ampliar imagens de objetos muito pequenos graças ao seu poder de resolução. Este pode ser composto ou simples: microscópio composto tem duas ou mais lentes associadas; microscópio simples é constituído por apenas uma lente células. Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado no final do século XVI por Hans Janssen e seu filho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos.
udo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o neerlandês Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723). Serve-se especialmente para os cientistas, que utilizam este instrumento para estudar e compreender os micro-organismos.
Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica. Nesses aparelhos ele observou detalhadamente diversos tipos de material biológico, como embriões de plantas, os glóbulos vermelhos do sangue e os espermatozoides presentes no sêmen dos animais. Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos micróbios, como eram antigamente chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos como micro-organismos.
Os microscópios dividem-se basicamente em duas categorias:
Microscópio ótico: funciona com um conjunto de lentes (ocular e objetiva) que ampliam a imagem transpassada por um feixe de luz que pode ser:
Microscópio de campo claro
Microscópio de fundo escuro
Microscópio de contraste de fase
Microscópio de interferência.
Microscópio eletrônico: amplia a imagem por meio de feixes de elétrons, estes dividem-se em duas categorias: Microscópio de Varredura e de Transmissão.
Há ainda os microscópios de varredura de ponta que trabalham com uma larga variedades de efeitos físicos (mecânicos, ópticos, magnéticos, elétricos).
Um tipo especial de microscópio eletrônico de varredura é por tunelamento, capaz de oferecer aumentos de até cem milhões de vezes, possibilitando até mesmo a observação da superfície de algumas macromoléculas, como é o caso do DNA.
A citologia é dependente de equipamentos que permitem toda a visualização das células humanas, pois a maioria delas são tão pequenas que não podem ser observadas sem o auxílio de instrumentos óticos de ampliação. O olho humano tem um limite de resolução de 0,2 mm. Abaixo desse valor, não é possível enxergar os objetos sem o auxilio de instrumentos, como lupas e, principalmente, o microscópio.
O crédito da invenção do microscópio é discutível, mas sabe-se que em 1590 os irmãos neerlandeses Franz, Johan e Zacarias Janssen compuseram um artefato rudimentar munido de um sistema de lentes, que permitia a ampliação e a observação de pequenas estruturas e objetos com razoável nitidez. O aparelho foi denominado de microscópio e constituiu a principal janela da ciência para o mundo além da capacidade de resolução do olho humano.
Em 1665, o inglês Robert Hooke usou um microscópio para observar uma grande variedade de pequenos objetos, além de animais e plantas que ele mesmo representava em fiéis ilustrações. Hooke percebeu além que a casca do carvalho era formada por uma grande quantidade de alvéolos vazios, semelhantes à estrutura dos favos de uma colmeia. Naquela época, Hooke não tinha noção de que estava observando apenas contornos de células vegetais mortas. Publicou as suas descrições e ilustrações em uma obra denominada Micrographia, em que usa a designação “little boxes or cells” (pequenas caixas ou celas) para denominar os alvéolos observados, dando origem assim ao termo célula. O termo acabou tornando-se definitivo.

13.763 – Curiosidades – Por que se usa a Maquete?


maquete de estaçao
Trata-se de uma representação (completa ou parcial) em escala reduzida de um objeto, sistema ou estrutura de engenharia ou arquitetura, ou ainda, o esboço.
Uma maquete, pode ser estática, se visa analisar o aspecto físico do que está sendo modelado, ou dinâmica, se visa analisar o comportamento funcional do que está sendo modelado.
As maquetes estão presentes na história da humanidade desde a antiguidade, geralmente ligadas instalações militares defensivas, como os castelos medievais e a muralha da China. As maquetes tem sido um método importante de limitação dos gastos e dos recursos antes que um projeto fosse aprovado para construção em larga escala. Os maquetistas têm tido, portanto, um impacto considerável na história cuja dimensão nós conhecemos apenas vagamente
O filme King Kong de 1933, demonstra o uso do modelismo quanto à estrutura esquelética do modelo que representou o gorila, como também as inúmeras maquetes representando a selva habitada pelo personagem principal, evitando custo de transporte e perigos inerentes se um ambiente real fosse utilizado.
Essa técnica só tem evoluído ao longo do tempo, e hoje em dia, os personagens mais populares fazem viagens espaciais a “planetas distantes” em “naves” espaciais sofisticadas, tudo baseado em modelismo e maquetes.
Sendo as maquetes fundamentalmente “representações realistas”, uma de suas principais características é a similitude, que permite a sua aproximação com o comportamento do objeto real nos quesitos: geométrico, cinemático e dinâmico.
Por exemplo, na dinâmica dos fluidos, o coeficiente de Reynolds, assim como todas as demais dimensões importantes, precisam ser iguais entre o modelo a ser testado e o protótipo a ser fabricado para que o teste seja considerado válido.
As maquetes, podem também ser representações virtuais, como nos desenhos assistidos por computador (vulgo CAD, Computer Assisted Design), quando, então, recebem a denominação específica de maquete eletrônica.
As maquetes são, geralmente, utilizadas em projetos de planejamento urbano mostrando o visual de novas construções no contexto da área existente.
As maquetes podem ser feitas com uma grande diversidade de materiais, incluindo plásticos, metais, madeira e um material próprio chamado cartão de maquete. Em diversos lugares, há museus com exposições de maquetes.

13.750 – Mega Byte – Quando surgiu o youtube?


you tube
A palavra “youtube” foi feita a partir de dois termos da língua inglesa: “you”, que significa “você” e “tube”, que provêm de uma gíria que muito se aproxima de “televisão”. Em outras palavras seria a “televisão feita por você”. Essa é justamente a principal função do fenômeno da internet: permitir que os usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital.
O Youtube foi criado em fevereiro de 2005, por Chad Hurley e Steve Chen, dois funcionários de uma empresa de tecnologia situada em São Francisco, EUA. O site surgiu em virtude do inconveniente que era compartilhar arquivos de vídeo, já que estes eram muito grandes, o que dificultava seu envio por e-mail.
O site permite que os usuários coloquem seus próprios vídeos na rede, sendo visualizados por qualquer pessoa no mundo inteiro. O Youtube utiliza o formato Macromedia Flash para reproduzir os conteúdos, além de permitir que usuários coloquem os vídeos em seus blogs e sites pessoais. Todo o potencial do Youtube foi reconhecido pela revista americana Time, que elegeu o site como a melhor invenção de 2006.
Devido ao grande sucesso do Youtube, em outubro de 2006, a gigante Google anunciou a compra do site pela quantia de US$1,65 bilhão, unificando os serviços do seu próprio site de compartilhamento de vídeos, Google Vídeo, ao Youtube. A principal regra do site é o não-compartilhamento de vídeos protegidos por direitos autorais, fato que na maioria das vezes não é cumprido.
Outro fato que chamou a atenção de todos foi uma determinação judicial no dia 05 de janeiro de 2007 que ordenava o bloqueio do site. Essa determinação havia sido ocasionada pelo polêmico vídeo envolvendo uma apresentadora de TV trocando carícias com seu namorado em uma praia espanhola. Isso acarretou o bloqueio de cerca de 5,5 milhões de usuários brasileiros, o que fez despertar uma onda de protestos contra a medida. No dia 09 de janeiro foi declarado que o site não deveria ser bloqueado.
Estima-se que diariamente cerca de vinte mil novos vídeos são carregados e trinta milhões são assistidos no Youtube.

13.746 – Física – Pequeno reator de fusão nuclear de empresa privada atinge temperaturas mais altas do que o Sol


reator-nuclear
Uma empresa privada localizada em Oxfordshire, Reino Unido, chamada Tokamak Energy, afirmou ter testado com sucesso um protótipo de reator de fusão nuclear. Segundo eles, o modelo atingiu temperaturas mais altas do que o Sol e possivelmente poderá começar a fornecer energia em 2030. As informações são da IFLScience.
O dispositivo foi nomeado como ST40, e é a terceira máquina do tipo que a empresa criou até agora. Segundo declaração oficial, ele foi capaz de atingir temperaturas de até 15 milhões de graus Celsius.
De acordo com o CEO da empresa, Jonathan Carling, o objetivo do projeto é tornar a energia de fusão uma realidade comercial até 2030.
Até o momento, a Tokamak Energy levantou cerca de 40 milhões de dólares para financiar o projeto. Segundo eles, a abordagem pequena utilizada até agora é fundamental para que seus objetivos sejam alcançados. O ST40, que tem o tamanho aproximado de uma van, é relativamente menor aos reatores de fusão vistos em outras partes do mundo, que normalmente são do tamanho de uma casa ou campo de futebol.
Para alcançar essas altas temperaturas, o ST40 usou o chamado merging compression, que visa liberar energia através de anéis de plasma, que colidem e produzem campos magnéticos que se “encaixam”, conhecidos como reconexão magnética.
Atualmente existem dois projetos principais para reatores de fusão nuclear, ambos com o objetivo de torcer campos magnéticos e confinar o plasma superaquecido em seu interior. Um primeiro, o tokamak, que tem a forma de uma rosquinha, usa grandes quantidades de energia para torcer o plasma, enquanto um stellarator, que tem forma de uma rosquinha torcida, consegue obter o mesmo efeito.
Utilizando um design mais compacto, a Tokamak Energy afirmou que pode obter pressões de plasma mais elevadas do que os modelos convencionais. O objetivo deles era controlar o plasma com ímãs supercondutores de alta temperatura e, eventualmente, começar a produzir energia útil.
O primeiro protótipo da empresa, o ST25, foi construído em 2013, enquanto o segundo foi produzido em 2015, na esperança de alcançar mais de 100 milhões de graus Celsius. Em 2025, eles esperam desenvolver um dispositivo de energia em escala industrial e, em 2030, esperam começar a fornecer energia à rede a partir da fusão.
O campo da fusão nuclear tem vivenciado grandes avanços nos últimos anos, com diferentes equipes sustentando plasmas de hidrogênio e hélio por diferentes períodos de tempo. Embora ainda estejamos longe de viver a base de reatores de fusão nuclear úteis, aparentemente estamos caminhando na direção certa.

13.730 – Mega Techs – Como Funciona o Bluetooth


bluetooth
Trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fio, desenvolvida pela Ericsson em 1994 e permite a troca de dados em dispositivos. Ao que tudo indica a tecnologia chegou pra ficar e está cada vez mais difundida.
Foi batizada Bluetooth em homenagem a um antigo rei da Dinamarca e da Noruega, Harold Blatand (em inglês, Harold Bluetooth). O nome foi utilizado pela sua façanha de ter unificado as tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas, já que a tecnologia é justamente uma forma de unificação de diferentes dispositivos. O logotipo e símbolo do Bluetooth também é baseado no nome de Harold, já que é formado pela união das runas nórdicas Hagall e Berkanan, correspondentes às iniciais do nome do rei, “H” e “B”, respectivamente.

Como funciona o Bluetooth?
O sistema utiliza uma freqüência de rádio de onda curta (2.4 GHz) para criar uma comunicação entre aparelhos habilitados. Como seu alcance é curto e só permite a comunicação entre dispositivos próximos, seu consumo de energia é bem baixo.
A comunicação do Bluetooth se dá através de uma rede chamada piconet, que só permite a conexão de até oito dispositivos. Porém, para aumentar essa quantidade, é possível sobrepor mais piconets, capacitando o aumento de conexões pelo método chamado de scatternet.
Embora já existam classes de Bluetooth com alcance de 100 metros, a maioria dos dispositivos conta com alcance de 1 a 10 metros, o que, embora seja uma desvantagem, ajuda na segurança dos usuários. Outra garantia de ambiente seguro é que, antes de efetuar trocas de dados e arquivos entre aparelhos que dispõem do Bluetooth, normalmente deve-se ativar a função através das configurações dos dispositivos.

13.728 – Atualidades – Principais Avanços Científicos


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Vários avanços foram feitos na última década no que se refere à interface cérebro-máquina, abrindo caminho para ajudar pessoas com deficiências, paralisias ou que sofreram amputações a recuperar os movimentos. Em 2009, Pierpaolo Petruzziello, italiano que vive no Brasil, conseguiu controlar um braço robótico usando a própria mente, com eletrodos conectados ao sistema nervoso. Ele foi o primeiro paciente a fazer movimentos complexos com as mãos, como pegar objetos, com o pensamento.

Plutão rebaixado (2005)
Em janeiro de 2005, uma equipe coordenada pelo astrônomo Mike Brown, do Observatório Palomar, na Califórnia, descobriu o planeta anão Eris, com 27% mais massa que Plutão e bem próximo dele, numa região conhecida como cinturão de Kuiper. O achado trouxe uma consequência: no ano seguinte, a União Astronômica Internacional entendeu que a probabilidade de encontrar outros corpos rochosos gelados com aquelas dimensões na região era tão alta (como se confirmou depois), que a definição do pobre Plutão não fazia mais sentido. O resultado? Ele foi rebaixado para “planeta anão”.

Células reprogramadas (2007)
Células-tronco são a grande promessa da ciência para revolucionar a medicina, já que podem se transformar em qualquer outra célula do corpo, e não há nada igual às embrionárias nesse aspecto. Mas a utilização desse recurso envolve questões éticas. Pesquisadores apresentaram uma alternativa bastante promissora ao conseguir reprogramar células adultas de pele humana para que se tornassem capazes de se diferenciar em vários tecidos. Dois grupos independentes — um liderado por James Thomson, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, e outro por Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, no Japão — demonstraram em 2007 a eficácia de um método que já tinha sido usado com sucesso em camundongos um ano antes. Yamanaka até recebeu o Nobel, em 2012, por suas pesquisas. Só em 2014, no entanto, é que foi feito o primeiro teste em humanos com células iPS. Uma mulher de 70 anos, no Japão, , recebeu um implante para tratar uma doença ocular que causa cegueira. Apesar dos avanços, que já tem feito cientistas recriarem tecidos de órgãos e até neurônios, ainda há um longo caminho pela frente para confirmar se as iPS são mesmo o futuro da medicina.

Água puxada para fora do ar
Pesquisadores do Insituto de Tecnologia de Massachussets e a Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, inventaram um dispositivo que literalmente tira a água do ar. Ele é alimentado por energia solar e usa uma estrutura de zircônio e fumarato para coletar o vapor de água. O protótipo foi capaz de puxar três quartos de água do ar em apenas 12 horas. A umidade chegou ao equivalente entre 20 e 30%.

Três planetas semelhantes à Terra
O sistema solar TRAPPIST-1 está localizado a cerca de 40 anos-luz da Terra. A NASA acabou de descobrir que este sistema tem três planetas neste sistema estelar que orbitam a zona habitável, o que poderia fornecer condições adequadas para a existência de água e vida extraterrestre.

planetas igua a terra

Célula voltaica que funciona com ácidos do estômago
Uma pequena célula voltaica que funciona com fluídos estomacais foi inventada por pesquisadores do Insituto de Tecnologia de Massachussets e da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos. A célula poderia alimentar sensores colocados no trato gastrointestinal durante um longo período de tempo e ser usada para monitorar sinais vitais e ajudar em tratamentos médicos.

13.726 – Me engana que eu Posto – Dietas, câncer e diabetes são os maiores alvos das fake news na saúde


Dr google

Emagrecimento, câncer e diabetes são os temas mais frequentes em notícias falsas sobre saúde no Brasil. A conclusão é de um levantamento inédito de VEJA, que avaliou quase 1000 posts campeões de compartilhamentos do Facebook publicados entre fevereiro e junho em seis páginas que são notórias divulgadoras de enganações sobre o tema. Cerca de 35% versavam sobre fake news médicas.
São elas: “Bruno Gagliasso Amor e Fé” (que não qualquer tem relação nenhuma com o ator da Globo ou foi tirada do ar nas últimas semanas), “Cura Pela Natureza”, “Cura Verde”, “Milagre da Natureza”, “Natureza & Saúde” e “Saúde e Bem-Estar”.
Cerca de 26,4% dos posts traziam notícias sobre obesidade e emagrecimento; 12% a respeito de câncer; 8%, diabetes; 4,5%, gordura no fígado; 3,6% infecção urinária; 2,7% artrite ou dores nas articulações.
Os dados estão em reportagem de capa da revista Veja, uma das revistas de maior circulação pelo Brasil.
O texto mostra como a curandeirice digital representa uma ameaça à saúde pública, prejudica pacientes, preocupa governos e enche de dúvidas os consultórios médicos.
Mais: representam um desafio para campanhas de vacinação, em meio à ameaça da volta da poliomielite. Além disso, confira onde procurar informações confiáveis e tirar suas dúvidas sobre o que pode ser uma fraude.

Fake news

13.720 – Acredite se Quiser – Chegaram os Robôs Sexuais


ela é um robo
As companhias norte-americanas True Companion e Real Doll criaram robôs que fazem sexo e ainda têm reações quando são tocados.
Os modelos fazem pequenos movimentos e conversam com o parceiro. De acordo com o lugar onde são tocados, soltam frases como “estou tão excitada” ou “faz mais forte”.
Alguns produtos várias opções de personalidade que podem ser pré-programadas pelo usuário, desde a comportada à mais ousada.
E os orifícios do robô possuem sensores e motores que dão a sensação de uma experiência mais real.
Eles vão parecer completamente humanos – em altura, peso, temperatura corporal e nos órgãos sexuais – e vão conseguir responder ao toque e interagir durante as relações sexuais.
“O próximo grande avanço vai permitir-nos usar a tecnologia para encontros íntimos – para nos apaixonarmos, para fazermos sexo com robôs e até casar com eles”, afirmou o especialista David Levy, num artigo publicado no Daily Mail.
Empresas como a Abyss Creations já têm trazido para o mercado robôs anatomicamente corretos e com vários detalhes reais, mas o próximo passo é que vai mudar tudo, segundo Levy.

13.701 – Mega Vídeo – Projetos Futurísticos do Google


O que é futurologia?

É a tentativa de prever, com uma abordagem científica, o futuro mais ou menos remoto da humanidade, tendo como objetivo abordar os vários cenários possíveis do futuro.
Apesar de uma elevada exatidão em pontos específicos, o trabalho de um futurólogo não é indicar o que vai acontecer, mas sim o que poderá acontecer. Em futurologia os cenários e eventos são, ou não, definidos como:

possíveis,
prováveis,
desejáveis.
A futurologia busca entender o que provavelmente continuará e o que poderá plausivelmente mudar. Parte da disciplina pretende, assim, uma compreensão sistemática e com base em padrões do passado e do presente, e para determinar a probabilidade de eventos e tendências futuras.
Vejamos abaixo num vídeo alguns projetos futurísticos do gigante Google, uma das empresas que mais investem em tecnologia no mundo:

13.700 – Impressora 3D pode imprimir pele humana e ajudar a cobrir feridas em menos de 2 minutos


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Pesquisadores da Universidade de Toronto, Canadá, desenvolveram uma impressora 3D portátil que é capaz de imprimir camadas de tecido de pele diretamente na pele dos pacientes, ajudando a cobrir feridas. De acordo com os cientistas responsáveis, a impressora é uma alternativa aos enxertos de pele convencionais, não exigindo que o tecido saudável seja removido da pele de um doador.
Basicamente, o dispositivo, que cabe em uma mão e pesa menos de dois quilos, pode ser usado com um aplicador de adesivo, que é passado diretamente nas áreas lesionadas, segundo informações da CNet e New Atlas. No entanto, ao invés de dispensar adesivo, ele estabelece folhas de tecido feitas à base de alginato – uma molécula espessante retirada de algas.
No lado de baixo de cada uma das folhas há tiras de biotinta, feitas à base de materiais biológicos como células de pele e colágeno, que é a proteína mais abundante da pele, junto com a fibrina, muito útil na cicatrização de feridas.
Os pesquisadores, liderados pelo estudante de doutorado Navid Hakimi, sob a supervisão do professor Axel Guenther, acreditam que o modelo é o primeiro do mundo a formar a pele diretamente em cima de uma ferida em um processo que pode durar menos de dois minutos.
Além disso, ele requer pouco treinamento para ser usado e elimina as etapas de esterilização e incubação exigidas por algumas impressoras semelhantes. Entretanto, o dispositivo só foi testado em ratos e porcos. Os cientistas agora planejam expandir o tamanho das feridas e, eventualmente, iniciar experimentos clínicos em seres humanos. “Nossa impressora de pele promete adaptar tecidos para pacientes específicos e características da ferida”, disse Hakimi. “E é muito portátil“.

13.698 – Projeções – Como a ficção científica explica a realidade


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Um governo que inventa informações para manipular a realidade a seu favor e dá a isso o nome de “fatos alternativos”. Poderia ser no livro 1984, de George Orwell, mas aconteceu quando a assessora presidencial norte-americana, Kellyanne Conway, apresentou números inflados de pessoas que haviam assistido ao vivo à posse de Donald Trump.
Uma sociedade em que mulheres são subjugadas e obrigadas a gestar bebês de seus estupradores. Poderia ser na obra The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia, Ed. Rocco), escrita por Margaret Atwood e adaptada para a TV, mas é também o que pode acontecer no Brasil caso a PEC 181 seja aprovada.
Uma supermáquina envia ao passado um robô assassino para matar a mãe de seu futuro algoz antes mesmo que ele nasça. Poderia ser em O Exterminador do Futuro — e, nesse caso, é mesmo.
Muitas vezes, a ficção encontra formas pouco óbvias de simular a realidade em que vivemos. Entre todos os gêneros, a ficção científica (FC) é certamente um dos mais hábeis nesse quesito. Ao dissipar a fumaça produzida por carros voadores e naves alienígenas, o que sobra é uma reflexão profunda acerca da natureza humana e do modo como conduzimos o presente, não o futuro.

“A boa ficção científica age do mesmo modo que a boa literatura e a boa arte mainstream: expandindo nossa consciência, nossa inteligência”, afirma o escritor e crítico literário Nelson de Oliveira. “Ela faz isso ao abordar temas que estão fora do cardápio da literatura realista-naturalista. A boa ficção científica extrapola o aqui-agora radicalmente, de uma maneira que nenhum outro gênero literário consegue fazer.”
Para a escritora Ursula K. Le Guin — falecida em janeiro —, além de extrapolação, a FC é um experimento mental. “O objetivo do experimento mental, termo usado por Schrödinger e outros físicos, não é prever o futuro — na verdade, o experimento mental mais famoso de Schrödinger [o do gato] acaba mostrando que o ‘futuro’, no nível quântico, não pode ser previsto —, mas descrever a realidade, o mundo atual”, escreveu a autora na introdução de uma de suas obras mais aclamadas: A Mão Esquerda da Escuridão (Ed. Aleph). “A ficção científica não prevê; descreve.”
Não é à toa, portanto, que, apesar de completar cinco décadas neste ano, uma obra como 2001: Uma Odisseia no Espaço continue tão conservada que pareça ter sido colocada em uma câmara de criogenia. A diferença é que obras assim, ao saírem do congelamento, não estranham o mundo, uma vez que já o conhecem perfeitamente. Isso mostra que o tempo só é um problema para quem o entende como uma sucessão de acontecimentos que formam passado, presente e futuro.
Obras-primas como a de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke estão livres dessa “ilusão persistente” — como definiu Albert Einstein —, afinal, não são elas que existem no tempo, e sim o tempo que existe nelas.
Segundo Fusco, somos seres frágeis e curiosos na mesma proporção, e a busca da FC é, acima de tudo, a busca pela essência humana: “2001 nos apresenta isso de forma magistral, tanto em livro quanto em filme”.
Ultimamente, como um sintoma de que a sociedade se aproxima do desencanto, um dos subgêneros mais desgraçados da FC vem ganhando cada vez mais destaque: a distopia.
A questão é: por que, nos últimos tempos, nos vemos mais refletidos no espelho negro das distopias do que nas utopias? O que isso diz sobre nós?

13.690 – Robótica – Sophia


É um robô humanoide desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, capaz de reproduzir 62 expressões faciais.
Projetado para aprender, adaptar-se ao comportamento humano e trabalhar com seres humanos. Em outubro de 2017, tornou-se o primeiro robô a receber a cidadania de um país (Arábia Saudita).
O robô Sophia foi ativado no dia 19 de abril de 2015. Modelado em homenagem à atriz Audrey Hepburn e peculiar por sua aparência e comportamento mais próximos aos humanos do que robôs anteriores. De acordo com o fabricante, David Hanson, Sophia tem inteligência artificial, pode realizar processamento de dados visuais e reconhecimento facial. Sophia não somente imita gestos e expressões faciais humanas, como também é capaz de responder a certas perguntas e ter conversas simples sobre tópicos predefinidos (por exemplo, sobre o tempo). O robô utiliza tecnologia de reconhecimento de voz da Alphabet Inc. (matriz do Google) e é projetado para ficar mais inteligente com o tempo. Seu software de inteligência artificial, desenvolvido pela SingularityNET, analisa conversas e abstrai dados que permitem-lhe melhorar suas respostas futuras. É conceitualmente semelhante ao programa de computador ELIZA, que foi uma das primeiras tentativas de simular uma conversa humana.
Hanson projetou Sophia a fim de que fosse companhia para idosos em casas de repouso ou para ajudar multidões em grandes eventos e parques. Ele espera que o robô Sophia interaja suficientemente com seres humanos para eventualmente adquirir competências sociais.
O robô Sophia foi entrevistado da mesma forma que um ser humano seria, estabelecendo conversas com os anfitriões. Algumas respostas foram absurdas e outras impressionantes, como uma longa discussão com Charlie Rose em 60 Minutes. Em uma entrevista para a CNBC, quando seu criador perguntou “Você quer destruir os humanos? …por favor diga que não”, Sophia respondeu imediatamente com um “OK, eu destruirei os humanos”, resposta que deixou Hanson vermelho.
Em 11 de outubro de 2017, o robô Sophia foi apresentado à Organização das Nações Unidas durante uma breve conversa com a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed.
No dia 25 de outubro, durante o Future Investment Summit em Riyadh, recebeu cidadania da Arábia Saudita, tornando-se o primeiro robô a ter uma nacionalidade.
Este acontecimento gerou polêmica, com alguns comentaristas se perguntando se isso significava que Sophia poderia votar, casar ou se um desligamento deliberado de seu sistema poderia ser considerado assassinato. Usuários de mídias sociais usaram esta notícia para criticar a posição da Arábia Saudita com relação aos direitos humanos.

13.689 – Waze libera recurso que indica postos que ainda têm gasolina


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O desabastecimento dos postos fez com que o preço da gasolina sofresse uma variação de até 99,85% entre os estabelecimentos .
arcados.
A greve dos caminhoneiros está promovendo uma corrida aos postos de gasolina de todo o Brasil. Alguns estabelecimentos já estão sem combustível – no Rio de Janeiro, 90% dos postos estão sem gasolina. Para ajudar o motorista que está de tanque vazio, o Waze habilitou um novo recurso dentro do aplicativo para que o consumidor saiba onde encontrar combustível.
A atualização esteve disponível desde sexta-feira. Ao aproximar-se de um posto de gasolina, o aplicativo solicita ao usuário que informe alguns dados – entre eles, há a opção “Atualize disponibilidade local de combustível”. Além disso, é possível incluir o preço dos produtos.
O desabastecimento dos postos fez com que o preço da gasolina sofresse uma variação de até 99,85% entre os estabelecimentos de todo o Brasil, segundo levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas.
Nos postos que ainda vendem o combustível, existem filas e os preços foram remarcados. O Procon de Pernambuco autuou estabelecimentos que vendiam o litro da gasolina por 8,99 reais. Em Brasília, houve quem vendesse a gasolina por 9,99 reais.
Os aeroportos também estão enfrentando dificuldades. Ao todo, 10 aeroportos administrados pela Infraero estão sem combustível. Na manhã de sexta-feira, o querosene de aviação havia acabado no aeroporto de Brasília.

13.682 – Golpe de Mestre no Seu Bolso – Porque o álcool aumenta se não é derivado de petróleo?


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Abastecer com álcool só vale a pena em São Paulo, Mato Grosso e Goiás, que estão entre os cinco maiores produtores nacionais. Origem de cerca de metade de todo o etanol brasileiro, com a escala barateando a produção, São Paulo o vende ao menor preço no Brasil.
A alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) também tem impacto direto no preço.
A ameaça de desabastecimento ronda o País, com o crescimento de 25% na frota brasileira em três anos. A importação de gasolina deve chegar a 2,2 milhões de litros, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo. Em 2009, o País era praticamente autossuficiente.
O consumo de etanol foi 35% maior a cada ano. A queda começou em 2010, como uma ressaca da crise econômica internacional e a perda da safra. A importação se fez necessária e encareceu o combustível, movimento que ainda não foi completamente revertido pelo mercado.
O Plano de Desenvolvimento Energético (PDE), do Ministério de Minas e Energia (MME), estima que a demanda anual por etanol crescerá a 6,2% em média até 2021, quando a produção deve atingir 68,3 bilhões de litros. A aposta é de que 71 novas usinas sejam postas em funcionamento até lá.
O movimento para triplicar a oferta nacional, entretanto, não deve começar no curto prazo conforme o PDE.
Enquanto isso tome aumento.

13.676 – Acessórios – Protetor de queda para celular funciona bem


protetor

A onda do momento

Para os mais desastrados – e que não ligam muito para a estética do aparelho – dá só uma olhada neste protetor de silicone. Com quatro grandes bolas nas quinas, ele protege bem o smartphone nas piores quedas. A gente confiou. Derrubou o celular no chão diversas vezes…até arriscamos um “freesbe” com o aparelho. Protege mesmo. Por ser de silicone, poucas quedas deixam o protetor bastante sujo e grudento. No bolso, nem pensar. É bem feio, mas custa só cinco reais e, dependendo da situação, pode salvar seu telefone!