13.471 – Novo supercomputador funciona com “pó mágico” composto de luz e matéria


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Durante anos, os supercomputadores trouxeram a esperança de resolver alguns dos problemas mais misteriosos e aparentemente insolucionáveis da ciência. O avanço contínuo da computação quântica renovou a expectativa dos cientistas, mas um estudo recente de pesquisadores do Reino Unido e da Rússia leva esse potencial um passo adiante, combinando luz e matéria para formar o que é conhecido como “pó mágico”.
Pesquisadores de universidades em Cambridge, Southampton e Cardiff, no Reino Unido, e no Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia, na Rússia, demonstraram que uma combinação mágica poderia potencialmente permitir a superação de capacidades mesmo dos supercomputadores mais avançados. As partículas quânticas conhecidas como polaridades, que são luz e matéria, foram capazes de “iluminar o caminho” para soluções simples quando havia problemas complicados. Os resultados do estudo, conforme relatado na revista Nature Materials, acabariam eventualmente levando os cientistas a resolver o que hoje ainda não tem solução.
Misturando matéria

Ao calcular uma solução matemática para um problema complexo com aplicações do mundo real, é essencial garantir o número mínimo de etapas possíveis. O caminho mais direto para uma resposta mantém um baixo risco de confusão ou erros, mas na abordagem dos problemas mais intrincados do nosso universo conhecido, isso se torna uma tarefa aparentemente impossível. “Este é exatamente o problema a enfrentar quando a função objetiva a ser minimizada representa um problema da vida real com muitas incógnitas, parâmetros e restrições”, disse uma das autoras do artigo, a professora Natalia Berloff, do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica de Cambridge e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia.
Berloff, junto com sua equipe, projetou esse uso do “pó mágico” sob um ângulo bastante criativo. Assim como o fogo-fátuo ilumina o caminho para viajantes no folclore escocês, os polaritons atuam como marcadores facilmente detectáveis, orientando cientistas rumo a uma solução. Os átomos selecionados, como o gálio, o arsênico, o índio e o alumínio são dispostos em uma pilha e recebem o direcionamento de um laser. Os elétrons, nessa mistura de matéria leve, absorvem a luz e a emitem em cores diferentes. Dez mil vezes mais leves do que elétrons, os polaritons poderiam atingir densidades que o tornariam um condensado de Bose-Einstein, um novo estado de matéria em que as fases quânticas desses polaritons se sincronizariam e criariam um objeto quântico macroscópico detectável com fotoluminescência. Os cientistas estão, literalmente, criando faróis de luz.
O co-autor do estudo, professor Pavlos Lagoudakis, chefe do laboratório de fotônica híbrida da Universidade de Southampton e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (onde os experimentos foram realizados), expôs: “Estamos apenas no início da exploração do potencial dos gráficos de polaridade para resolver problemas complexos … Atualmente expandimos nosso dispositivo para centenas de nódulos, enquanto testamos o fundamento de seu poder computacional. O objetivo final é um simulador quântico de microchip que opere nas condições ambiente. ”
Não são apenas as profundidades da astrofísica que contêm problemas insolúveis. A biologia, as finanças, as viagens espaciais e outras áreas do saber têm nascentes profundas de questões não respondidas. São perguntas que um supercomputador, usando poeira mágica para iluminar o caminho até uma solução simples, pode ser capaz de responder. [Futurism]

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13.470 – O Exterminador Chegou – PELE ARTIFICIAL AUTORREGENERATIVA SÓ SERVE PARA AS MÁQUINAS – POR ENQUANTO!


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O avanço tecnológico é vertiginoso em todas as áreas, e a robótica não é exceção. Hoje, os robôs são capazes de perseguir alvos, disparar, pular, correr e, até mesmo, aprender com suas ações, por meio da chamada Inteligência Artificial.
A última novidade no assunto se deu graças a uma conquista da equipe científica da Universidade Livre de Bruxelas, que desenvolveu uma pele artificial autorregenerativa para revestir diferentes modelos de robô.
Desse modo, os robôs equipados com essa pele seriam capazes de se regenerar em caso de cortes, como os produzidos por esfaqueamentos. Naturalmente, essa descoberta remete a robôs como os do cinema, especialmente o lendário “Exterminador do Futuro”.
“Os polímeros são substâncias formadas por muitos ‘fios’. Quando expostos ao calor, são reorganizados e se ligam entre si sem deixar pontos fracos”, afirmou Bram Vanderborght, responsável pela pesquisa que descobriu esse novo tipo de pele artificial.
Com o objetivo de realizar testes, os especialistas criaram uma pinça, uma mão robótica e, inclusive, um músculo artificial – todos fabricados a partir de polímeros da borracha, parecidos com uma gelatina. Quando eles sofrem algum tipo de corte, utiliza-se um pouco de calor para a regeneração.

13.469 – Especialistas afirmam que é seguro deixar a bateria do celular carregando durante toda a noite


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Embora muitas pessoas o façam de qualquer maneira, o mito sugere que carregar um telefone que já está completamente carregado tem implicações na capacidade da vida útil da bateria. Contudo, segundo Kyle Wiens, chefe da empresa iFixit, com sede na Califórnia e conhecida por criar guias sobre reparação de aparelhos para os consumidores, não é isso que acontece. Com informações da Business Insider.
“Deixar seu telefone conectado à noite não diminui a bateria“, explica. “É tudo sobre uma questão de contagem de ciclos, de como você realmente usa a bateria e o quanto a está fazendo trabalhar”.
A contagem de ciclos é o numero de recargas completas que um smartphone pode ter antes que sua bateria esteja completamente degradada. Por exemplo, se você drena pela metade a bateria de um telefone em carga completa e então recarrega essa capacidade meio vazia, completará meio ciclo.
Segundo Wiens, uma bateria de smartphone comum pode atingir até 400 ciclos de carga, o que provavelmente compreende um ano e meio de uso do dispositivo. Tenha em mente que não é incomum que alguns durem além disso e que as pessoas costumem manter seus aparelhos por mais do que um ano meio.
“Em termos de erosão gradual da vida da bateria, o que se deve ser entendido é que elas estão sempre em declínio”, explica um representante Anker, uma fabricante de acessórios de baterias e carregadores. “Dormir com o telefone carregando durante a noite não fará diferença notável no processo”. Segundo ele, isso ocorre porque os smartphones modernos são projetados para evitar serem carregados para além do que precisam. Em outras palavras, eles sabem a hora de parar.
“Os smartphones, como o nome sugere, são inteligentes”, disse o representante. “Toda unidade possui um chip incorporado que impedirá o carregamento uma vez que a capacidade atinja os 100%. Portanto, desde que o aparelho em questão seja adquirido de um vendedor legítimo, não deve haver perigo em carregá-lo durante toda a noite”.
Wiens acredita que a ideia de que a ação seja prejudicial está relacionada à experiência das pessoas aos celulares mais antigos, com baterias removíveis – que não são mais comuns em aparelhos mais modernos.
Contudo, há um perigo que deve ser considerado durante este carregamento, que é a temperatura. Conforme a própria Apple adverte em seu site, as baterias de lítio utilizadas nos smartphones mais modernos podem ser degradadas pelo calor extremo. No entanto, isto é algo que deve ser observado independentemente do celular estar carregando ou não.

13.459 – Cientistas conectam cérebro humano à internet pela primeira vez


Pesquisadores das escolas de biomedicina e engenharia da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, na África do Sul, revelaram um feito inédito nesta semana. Os cientistas dizem ter conseguido conectar um cérebro humano à internet pela primeira vez.
O projeto, reportado pelo Medical Xpress, ganhou o nome de “Brainternet”. O líder da pesquisa é o engenheiro Adam Pantanowitz, que, junto a um time multidisciplinar de cientistas, pretende acelerar a coleta de informações sobre o cérebro humano. Basicamente, a ideia é transformar o cérebro em um dispositivo de internet das coisas em estudos específicos.
O Brainternet funciona da seguinte maneira: um voluntário no estudo usou durante dias um headset sem fio de eletroencefalografia (EEG), fabricado pela norte-americana Emotiv, capaz de captar oscilações neurais, também conhecidas como “ondas cerebrais”, isto é, as ordens que circulam de um lado para o outro no nosso cérebro.

O headset então transmite, sem fios, os dados captados para um Raspberry Pi, um minicomputador alimentado por uma bateria portátil e que, por sua vez, roda um software que interpreta esses dados. O Raspberry Pi é então ligado ao Wi-Fi e disponibiliza, em tempo real, todas as informações captadas das ondas cerebrais do voluntário em uma página da web.
O diferencial do estudo é que, neste caso, a comunicação entre o cérebro e a internet não é de via única. O site (Brainternet.me, que já está fora do ar), além de mostrar em tempo real a atividade em diferentes partes do cérebro, também permite certo nível de interatividade. É possível selecionar dados específicos de uma determinada ação, como “erguer o braço esquerdo”. É o que se vê no vídeo logo abaixo, por exemplo, publicado pela equipe de Pantanowitz.
Por enquanto, o projeto é apenas uma prova de conceito e não tem como objetivo ser explorado livremente, e muito menos comercialmente. A expectativa dos pesquisadores, porém, é de que, no futuro, essa tecnologia acelere estudos sobre o cérebro humano, fornecendo uma interface de fácil acesso para cientistas do mundo todo estudarem, pela internet e em tempo real, as ondas cerebrais que comandam nossos pensamentos.

14.458 – Mega Byte – Recurso do WhatsApp é um alívio para celulares com pouca memória


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O APP tem um novo recurso que pode ser uma alívio para o seu smartphone com pouco espaço na memória. Agora, os usuários de celulares com sistema Android podem ver facilmente quanto espaço as mídias, como fotos e vídeos, recebidas no app ocupam no aparelho.
O recurso não é novo para usuários de iPhones, que receberam a novidade antes.
No Android, o caminho é o seguinte: configurações>uso de dados e armazenamento>uso de armazenamento. Ali, você verá todas as suas conversas, listadas da que tem mais mídias ocupando espaço para a que tem menos.
Ao tocar em uma delas, você poderá selecionar a opção gerenciar e escolher excluir as imagens e vídeos compartilhadas naquela conversa.
A novidade deve ajudar especialmente quem tem smartphones com 16 GB de armazenamento ou menos, já que o sistema Android ocupa grande parte desse montante, deixando pouco espaço realmente disponível para o uso.

14.455 Mega Byte – Como não ser Hackeado


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É importante aplicar as atualizações disponibilizadas pelas empresas dos softwares instalados em sua máquina, principalmente quando falamos de updates para o sistema operacional ou navegador web. Esses patches trazem muitas correções para falhas de segurança e até mesmo de desempenho, que podem ser exploradas por pessoas mal-intencionadas.
Porém, antes de procurar a versão mais recente de um software, lembre-se de que muitos projetos preferem disponibilizar duas versões de atualização: uma oficial, para quem prefere estabilidade, e outra ainda em desenvolvimento (Beta), para quem prefere ter acesso às últimas novidades. Caso o seu propósito seja aumentar a segurança do PC, opte sempre pela versão estável, deixando os pacotes Betas para máquinas de testes.
Boa parte das ameaças virtuais é instalada em seu computador por meio de cliques em anúncios de sites e produtos obscuros. Os chamados spywares não apenas se instalam em sua máquina como também acompanham sua atividade na internet, enviando dados para quem os desenvolveu.
Sendo assim, para combater essa praga e, de quebra, ainda ganhar mais privacidade, tenha sempre instalada alguma extensão que bloqueie esse tipo de anúncios, como a Adblock e a Adblock Plus. Se você deseja saber mais sobre as atividades que o navegador web pode estar executando silenciosamente, instale o Ghostery para Google Chrome.

Um browser para cada ocasião
Conhece aquelas pessoas que usam um carro para o trabalho e deixam outro, mais bonito, na garagem, para uso exclusivo nos fins de semana? Pois a ideia desta dica é a mesma: usar um browser para navegar à toa na internet e deixar um de uso exclusivo para o acesso a internet bankings, compras e outros tipos de operações que exigem mais segurança.
Porém, há algumas regras que devem ser seguidas. Evite, por exemplo, acessar sites de bancos por meio de links ao usar o seu navegador de “final de semana”. É importante acessar o site diretamente, pois, assim, você se livra da possibilidade de cair em um link malicioso, que redirecionará a conexão para um site falso e de aparência semelhante, preparado para capturar seus dados. Se preferir, faça seus próprios favoritos.

Cuidado redobrado com downloads
Boa parte dos programas maliciosos é instalada pela própria vítima. A razão disso é o fato de esses softwares estarem, normalmente, disfarçados de antivírus, jogos ou fotos da festa, uma armadilha que pega muitos desavisados ou desatentos. Por isso, antes de instalar algo, analise bem a origem do pacote: se achar que o site é estranho, não confie.
Outro problema é confiar demais. Desconfie sempre dos anexos enviados por amigos por email, afinal, eles podem não ter tomado os mesmos cuidados que você. Portanto, só faça o download daquilo em que você confia. E, mais importante ainda, só instale softwares que vieram de locais muito confiáveis!

Não acesse a conta do banco em PCs públicos
Evite ao máximo acessar serviços importantes, como a conta bancária, nos computadores de lan houses, escolas, bibliotecas ou hotéis. Lembre-se de que você não tem certeza de que essas máquinas estão livres de programas que podem estar capturando os dados de login e senha que você possa digitar. Se não tiver escolha, tente emprestar o computador de uma pessoa de confiança.

Fique esperto com Wi-Fi público
alvez você tenha pensado que pode acessar, sem medo, sua conta do banco a partir de um telefone ou notebook próprio. Em tese, isso é verdade, mas há mais uma etapa a seguir: por mais que use seus próprios equipamentos, lembre-se de que as suas informações também trafegam pela rede que liga ao site, com ou sem saldo.
Portanto, se estiver conectado pela rede de uma cafeteria ou de outro estabelecimento desconhecido, evite a todo custo o acesso a esse tipo de serviço. Pode ser que softwares estejam monitorando e capturando todos os dados que transitam por essa rede aberta.

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O logout é seu amigo
Depois de usar um computador compartilhado, não se esqueça de se desconectar dos serviços em que você está logado. Não há nada pior do que deixar um computador com inúmeras sessões abertas, como Facebook e internet banking. Se isso acontecer, uma pessoa mal-intencionada não pensará duas vezes antes de roubar seu perfil ou senha.
Como alternativa, você pode limpar todos os dados de configuração do navegador antes de deixar a máquina. Isso é feito de maneira simples por meio do próprio browser, que normalmente conta com funções específicas de privacidade. Outra funcionalidade que pode ajudar é o de aba anônima de navegação, que não grava dados de quem estiver navegando.

Senhas e backups
Se alguém sabe o seu email e conhece bem a sua personalidade e preferências, essa pessoa pode tentar adivinhar a senha dos serviços em que você está cadastrado. Por isso, tente sempre misturar letras (maiúsculas e minúsculas) e números, de um jeito que seja fácil de lembrar.
Outra prática que não pode faltar é o famoso backup, uma cópia de segurança dos arquivos mais importantes, sempre guardada em uma máquina diferente e, se possível, na nuvem. Assim, mesmo que aconteça algo de ruim com seus dados, você poderá recuperá-los facilmente.

13.427 – Medicina Milagrosa?


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A implantação de equipamentos no organismo começou em 1957, com o marcapasso, aparelhinho que se vale de impulsos elétricos para regular o batimento do coração. Quarenta anos depois, a convergência entre a informática e as neurociências já permite vislumbrar um objetivo muito mais ambicioso. Pesquisadores das principais universidades do mundo estão perto de uma solução que tornará realidade a fantasia de criar o homem biônico. A meta é descobrir um elo entre os circuitos eletrônicos dos microprocessadores e os circuitos orgânicos que compõem o sistema nervoso.

A partir daí, será possível instalar no organismo humano miniaturas de computador que funcionarão como peças de reposição. Chips enviarão ao cérebro as informações para que um cego volte a enxergar. No sentido oposto, transmitirão às pernas de um paralítico os comandos que regem os movimentos.

O sucesso em próteses mais simples, como os aparelhos de surdez de última geração, mostram que a idéia é viável. As experiências prosseguem em ritmo acelerado, com a promessa de novidades milagrosas para a virada do século. Confira nas próximas páginas.

Eu sou você amanhã
Graças aos avanços da informática, os órgãos e tecidos bioartificiais já deixaram de ser um sonho. Veja, abaixo, algumas das novidades que a Medicina promete para você nos próximos anos.

A cura da cegueira

Microcâmera converte as imagens em raios laser, enviados a chips instalados na retina. De lá, as imagens vão para o nervo óptico e, através dele, ao cérebro (veja a página ao lado).

Fígado de emergência

O órgão já é substituído por uma máquina (enorme) em casos de hepatite superaguda. O que se procura é uma versão portátil do aparelho.

Sangue artificial

Com a hemoglobina artificial, as transfusões ficam 100% seguras e acaba-se o problema da falta de doadores (veja página 26).

Chips na cuca

Implantes de células artificiais no cérebro eliminarão muitas doenças e ampliarão o tempo de vida.

Próteses ultrasensíveis

Novos materiais, como o plástico biológico, permitem a fabricação de aparelhos ortopédicos sofisticados, que chegam a reproduzir sensações táteis.

Ouvindo tudo

Em certos casos, já é possível voltar a ouvir, graças a um transmissor que estimula o nervo auditivo por meio de sinais magnéticos.

O fim das cáries

Pesquisadores buscam uma resina para envolver as partes mais vulneráveis dos dentes, protegendo-os do ataque das bactérias.

Bate, coração

Uma prótese substitui o coração doente e reproduz todas as funções do músculo normal. Com autonomia total, o paciente pode sair andando por aí (veja página 24).

Pele cultivada

Em laboratório, pode-se produzir 1 metro quadrado de pele para cada 2 centímetros quadrados do tecido natural (veja página 24).

No lugar dos olhos, câmera, laser e chips

No filme Até o Fim do Mundo, do alemão Wim Wenders, o protagonista procura incansavelmente um meio de fazer com que sua mulher, cega, consiga enxergar o mundo, com suas formas e cores. Ele inventa uma câmera especial que envia direto para o cérebro, através de eletrodos, imagens de vídeo previamente gravadas. E o aparelho funciona.

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Em 1991, quando o filme foi lançado, o tema estava restrito ao universo da ficção científica. Seis anos depois, pesquisadores de vários países travam uma corrida para inventar a prótese ocular que devolverá a visão aos cegos. Uma microcâmera de vídeo, parecida com a imaginada por Wenders, já foi desenvolvida nos Estados Unidos, num projeto conjunto das universidades de Harvard e Johns Hopkins. Com uma vantagem: ela transmite em tempo real, sem necessidade de gravação.

Resta o desafio de levar as imagens ao cérebro. O projeto mais promissor, até agora, é o do alemão Rolf Eckmiller, titular da cadeira de neuroinformática da Universidade de Bonn. Ele inventou uma retina artificial, com eletrodos ligados ao nervo óptico (veja infográfico). Esses eletrodos captam imagens transmitidas por uma microcâmera, com raios laser, e convertidas em impulsos elétricos que estimulam o nervo óptico. A imagem será semelhante à que você tem quando examina o negativo de uma foto. A retina biônica já está sendo testada em camundongos, com bons resultados.

A retina artificial
O projeto do cientista alemão Rolf Eckmiller visa devolver a visão nos casos de cegueira em conseqüência da morte das células da retina.

1. Uma microcâmera, instalada nos óculos, capta as imagens.

2. Emissores de raios laser, atrás das lentes, enviam as imagens para um chip implantado na retina inutilizada.

3. Eletrodos embutidos no chip convertem as informações recebidas via laser em impulsos elétricos, que estimulam o nervo óptico, na parte de trás do olho.

4. O nervo óptico transmite esses impulsos ao cérebro, onde a imagem é reconstituída.

O coração portátil não desafina

O que os médicos chamam hoje de coração artificial nada tem de parecido com o músculo de verdade. Trata-se de uma máquina, situada fora do corpo, que reproduz as funções cardíacas de pacientes à espera de um transplante. Mais de vinte projetos diferentes buscam superar essa limitação. O modelo de coração artificial mais conhecido é o Jarvik, inventado nos Estados Unidos. O Jarvik já foi aplicado em centenas de pacientes, mas mantém o problema da falta de autonomia. O doente fica preso a uma cama de hospital. O primeiro aparelho portátil, o Novocor, também americano, é um progresso, mas só substitui um dos vetrículos. Além disso, depende de uma bateria instalada do lado de fora, num cinturão No ano passado, o cardiologista francês Alain Carpentier, do Hospital Broussais, em Paris, apresentou o primeiro protótipo de um coração artificial que o paciente pode instalar no peito e sair andando por aí. “Os testes em animais já estão concluídos e deram bons resultados”, anima-se o professor Carpentier. “Agora estamos fabricando um modelo para ser testado em pacientes humanos.”

Adeus, cadeira de rodas

Na maior parte dos casos, o motivo que condena os paraplégicos à cadeira de rodas é um rompimento da medula espinhal, em conseqüência de um acidente. Os nervos que levam as ordens do cérebro às pernas ficam interrompidos, provocando a paralisia. Isso não significa que estejam mortos, mas apenas inertes. Se alguém descobrir uma maneira de reativar esses nervos, os músculos poderão recuperar seus movimentos.

Para enfrentar o desafio, cientistas de vários países europeus formaram uma equipe de pesquisa, sob o comando do francês Pierre Rabischong, professor na Faculdade de Medicina de Montpellier. O projeto tem como nome a expressão bíblica “levanta-te e anda”. É uma referência à ordem de Jesus ao cadáver de Lázaro, que obedeceu.

A equipe criou um aparelho portátil que substitui o trabalho do cérebro, acionando os nervos das pernas por meio de impulsos elétricos (veja infográfico ao lado). Em fase de testes, o aparelho não visa restabelecer a marcha normal. O paraplégico ainda precisará de bengalas para se equilibrar. “O que nós podemos fazer”, explica Rabischong, “é revitalizar os músculos inativos, por meio de estímulos elétricos, para que o paciente possa caminhar da maneira mais elegante possível.” Para um paciente em cadeira de rodas, isso já será um milagre e tanto.

Levanta-te e anda!
Graças à eletrônica, os paraplégicos voltarão a caminhar.
O aparelho para reanimar as pernas dos paraplégicos, inventado pela equipe do cientista francês Pierre Rabischong, prevê os movimentos de senta-levanta, subir degraus e a marcha em diversas velocidades. Veja como ele funciona.

1. O paciente controla os movimentos das pernas por meio de botões no suporte da bengala. Esses botões ativam um transmissor de rádio.

2. Um aparelho eletrônico de 4 cm de diâmetro, implantado debaixo da pele, à altura da barriga, capta os sinais enviados pelo transmissor. Dentro dele existe um microcomputador que traduz os sinais em impulsos elétricos.

3. Esses impulsos chegam aos nervos por meio de eletrodos acoplados aos músculos e às fibras nervosas. Estimulados, os músculos voltam a funcionar.

Sangue à vontade, sem riscos

Ele é incolor e absolutamente fluido. Olhando, parece água. Mas é sangue. Ou melhor, um substituto químico do sangue chamado Oxygent. Os laboratórios da empresa americana Alliance Pharmaceutical, em San Diego, Califórnia, conseguiram produzir aquilo com que sonham, há décadas, os cirurgiões do mundo inteiro: um líquido inofensivo e durável, capaz de captar o oxigênio nos pulmões e distribuí-lo por todos os órgãos do corpo, através dos vasos capilares. Igualzinho ao sangue de verdade. Sem depender da boa vontade dos doadores. Sem risco de infecção.

“Esse produto pode substituir perfeitamente o sangue nas transfusões e nas hemorragias”, garante o biólogo Peter Keipert, chefe da equipe de pesquisa. O Oxygent é o membro caçula da família dos perfluorocarbonos, substâncias artificiais compostas por cadeias de átomos de carbono e de flúor. Inertes quimicamente, os perfluorocarbonos são um veículo excelente para o transporte de gases. Daí a sua utilidade para a produção do sangue artificial. Os ingredientes são três: perfluobromo (um perfluorocarbono que pode ser facilmente eliminado em forma gasosa, pelos pulmões), fosfolipídios (substância tensoativa que potencializa o efeito da mistura) e água (veja infográfico abaixo).

O Oxygent, que entrará no mercado até o ano 2000, chega mesmo a ter algumas vantagens em relação ao sangue de verdade. O produto se conserva mais de quatro meses à temperatura de 5 graus, contra os quarenta dias do plasma usado hoje nas transfusões. Mas não é um substituto definitivo do sangue, já que se limita a repor uma de suas funções, o transporte do oxigênio. Seu uso é recomendado por períodos limitados, durante o tempo de que o organismo necessita para reconstituir o sangue natural.

Flúor nas artérias
Conheça o sangue artificial que chegará ao mercado até o ano 2000.
1. O produto é uma emulsão composta por perfluobromo (uma mistura de flúor, carbono e bromo), água e fosfolipídios.

2. A mistura aparece na forma de microgotas cuja função é levar o oxigênio do pulmão aos vasos capilares.

3. A emulsão com as microgotas entra na circulação sanguínea por meio de um cateter, na forma de soro.

4. Mistura-se com os glóbulos vermelhos, compensando a falta da hemoglobina nas hemorragias e nas transfusões.

Respire fundo
Esqueça essa chatice de injeção. Ela fura, dói e ainda traz riscos de contaminação, quando aplicada sem os devidos cuidados. Agulhada é coisa do passado. A novidade são os remédios que podem ser inalados. “Esse é o futuro”, disse W. Leigh Thompson, consultor que se aposentou recentemente no Laboratório Eli Lilly. Já estão em fase de testes, em diversos laboratórios nos Estados Unidos, as fórmulas gasosas da insulina, da morfina e medicamentos para a osteoporose, uma doença nos ossos.

Um lance de pele
Já existem alguns tipos de pele artificial em uso atualmente e vários outros em fase de pesquisas. Eles se destinam, quase sempre, a vítimas de queimaduras. Veja como se consegue, a partir de um pedaço de pele sadia, reconstruir o tecido usando como molde uma camada de colágeno.

7 dias

A pele está se regenerando. Após uma semana, os vasos sangüíneos começam a se espalhar pelo molde de colágeno.

Remoção da membrana de silicone

Em duas semanas, os vasos sanguíneos estão plenamente formados. A membrana que protegia o colágeno já pode ser retirada.

Pedaços de pele em formação

A pele da vítima começa a renascer na superfície do colágeno, na forma de uma trama ainda irregular, como uma colcha de retalhos.

Pele regenerada.

A pele, depois que nasce, torna-se permanente.

fluor nas artterias

13.408 – Mega Techs – Senai-SP abre 160 vagas gratuitas para cursos de programação


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O Senai-SP está com vagas abertas para curso de programação. O Senai Code Experience oferece 160 vagas gratuitas nas áreas de Front-End, Back-End, Mobile e Internet das Coisas para candidatos com ensino médio completo.
Durante o curso, os alunos desenvolverão projetos reais para as empresas e terão o acompanhamento técnico de mentores que já estão no mercado. Além disso, os alunos participarão do Hackathon, uma maratona de programação para criar soluções inovadoras com a orientação de especialistas do mercado de TI.
O curso será ministrado de segunda à sexta-feira, na Escola Senai de Informática, em São Paulo, e tem duração de seis meses, com início em outubro de 2017 e término em abril de 2018. As inscrições estão abertas até o dia 10 de setembro e é preciso efetuar o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 20.

13.371 – História do Rádio – Derrocada do FM


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O que aconteceu com as rádios FM? Por que a programação mudou tanto? Por que n é possível mais ouvir músicas de qualidade. A antiga programação das FMs, mais voltada para músicas, desde as primeiras emissoras na década de 70, foi paulatinamente se assemelhando mais as emissoras de AM, com programação direcionada para notícias, esportes e prestação de serviço.

E aí pessoal da Revista Som 3, estão satisfeitos? Faço referência a uma matéria dessa revista escrita em 1980 onde dizia que o FM tinha que se espelhar na “dinâmica” do AM e que o “listão das músicas do FM era chato único e repetitivo”, O listão das músicas do FM era chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…

O que é Rádio FM?

A faixa de transmissão FM, utilizado para transmissão por emissoras de rádio FM difere entre as diferentes partes do mundo. Na Europa e África (Região 1 UIT), abrange 87,5-108,0 megahertz (MHz), enquanto na América (ITU Região 2) varia entre 87,7-108,0MHz. A faixa de transmissão FM no Japão usa 76,0-90MHz. A banda OIRT na Europa Oriental é 65,8-74,0MHz, embora esses países agora usam principalmente a banda 87,5-108MHz, como no caso da Rússia. Alguns outros países já descontinuaram a banda OIRT e mudaram para a banda 87,5-108MHz.
Uma rádio em FM apresenta uma ótima qualidade sonora mas com limitado alcance, chegando em média a 100 quilômetros de raio de alcance. Em condições esporádicas de propagação, é possível sintonizar emissores a centenas de quilômetros. A potência dos sistemas de emissão pode variar entre poucos watts (rádios locais) até centenas de quilowatts, no caso de retransmissores de grande cobertura.
O FM dispõe de um sistema de envio de informação digital, o RDS (Radio Data System) que permite apresentar informações sobre a emissora sintonizada. Também, a boa qualidade de som desta gama de frequências de radiodifusão é adequada ao uso da estereofonia.

Cronologia:
1933 – O americano Edwin Armstrong demonstra o sistema FM para os executivos da Radio Corporation of America (RCA).
1939 – Armstrong inicia operação da primeira FM em Alpine, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
1942 – Os primeiros emissores em frequência modulada (FM) são produzidos nos EUA, pela General Electric.
1968 – Entra no ar, em Manaus, Amazonas, a Rádio Tropical FM, a primeira rádio em FM no Brasil e a segunda na América do Sul.
1969 – É criado o Grupo Bel e com ele a primeira rádio em FM estéreo no Brasil e na América do Sul, a Rádio Del Rey FM de Belo Horizonte, atual 98FM.
A FM permite uma recepção em alta-fidelidade (qualidade técnica), mas seu alcance é pequeno (quase o mesmo da TV).

No Brasil
Diversas rádios AM retransmitem seu sinal em FM (caso da Rádio Gaúcha, da Rádio Globo da Rádio Bandeirantes, Rádio Jovem Pan).
Outras rádios resolveram transferir seu sinal de AM pra FM (caso da CBN Curitiba).
Outras rádios em FM investem apenas em conteúdo jornalismo (caso BandNews FM).
Outras rádios nasceram com sinal FM e como pioneiras em algumas regiões, especialmente no Estado de São Paulo
As mais comuns rádios FM no Brasil são aquelas que transmitem música, especialmente de público jovem, adulto, sertanejo e religioso.
É o sinal mais ouvido no Brasil. Muitas rádios FM se conectam em Redes (caso da Rede Transamérica, Jovem Pan e Mix FM)
É muito usada pra transmissão ilegal de rádio (rádio pirata), sendo isso crime.

Processo irreversível
Em 7 de novembro de 2013, foi assinado o decreto que permite a migração às emissoras de rádio que operam na faixa AM migrarem para a faixa FM.
A Rádio Progresso de Juazeiro do Norte no Ceará, foi a primeira emissora a fazer a migração do AM para o FM no país. A solenidade que marcou a mudança de faixa ocorrer sexta-feira dia 18 de março de 2016, às 20h30, na sede da emissora, e contou com a participação do ministro das Comunicações, André Figueiredo..

AM não será extinto
De acordo com o site Tudo Rádio, o serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. As estações que não solicitaram a migração para o FM poderão continuar no ar em AM. O que será extinto é a categoria de AM local, ou seja, as estações de baixa potência. Das locais que operam em AM e não desejam ir para o FM, deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional), ou seja, entendo que deverá ter remanejamento de frequências.
As emissoras que ocuparão as faixas do FM estendido deverão ficar no ar ainda por 5 anos, retransmitindo a mesma programação do AM.

 

13.368 – Automóvel – Trambulador ruim dificulta troca de marcha


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Motoristas com uma certa experiência, em geral, procedem de maneira praticamente automática no momento em que dirigem um carro. Trocar as marchas é um exemplo clássico, principalmente por ser uma atividade corriqueira. Só que nem sempre o sistema funciona da maneira adequada e uma simples troca torna-se um tormento. Quando isso acontece, o problema pode estar no trambulador.
Estamos falando da peça responsável pelo direcionamento correto dos movimentos da alavanca de mudanças para o câmbio nas trocas de marcha. O trambulador traduz para a caixa de câmbio o movimento feito pela mão do motorista. Quando a peça não funciona como deveria, o câmbio deixa de encontrar a posição correta em cada marcha. “Isso pode acontecer pelo desgaste natural de uma peça, mas na maioria dos casos podemos atribuir ao mau uso do câmbio. O trambulador é um componente que tem longa vida útil, acompanha praticamente a vida do carro”, conta Antônio César Costa, consultor da Oficina Brasil.
De acordo com o especialista, maus hábitos colaboram para o desgaste rápido do trambulador. “Passar a marcha de maneira brusca, sem a passagem pelo ponto morto e sem o devido tempo entre uma e outra marcha pode desgastar o trambulador mais rápido. Descansar o braço na alavanca de câmbio também não é um dos melhores hábitos. Muita gente pode achar que não, mas pode provocar problemas na peça. E uma embreagem desregulada pode dar folga”.
Costa reitera que é fácil detectar quando o problema está no trambulador. “Você não tem problemas para engatar a marcha, mas sim para encontrar a posição correta de cada uma. Quando a dificuldade está no engate, aí temos outra questão. Pode ser a embreagem, por exemplo”.Detectado o problema, a recomendação é que o carro seja levado a uma oficina o quanto antes. O serviço custa, em média, entre R$ 300,00 e R$ 400,00.

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13.357 – Tecnologia – Carteira de habilitação no celular começa a valer em fevereiro de 2018


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O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou nesta terça-feira (25 de julho de 2017) a criação da carteira de habilitação digital. Ela terá o mesmo valor jurídico do documento impresso e deverá começar a valer em fevereiro de 2018.
A habilitação impressa continuará a ser emitida, mas os motoristas interessados poderão também apresentar o documento pelo celular, podendo ser comprovado pela assinatura com certificado digital ou pelo QRCode –códigos de barra que podem ser escaneados.
Os agentes de trânsito poderão consultar os dados dos documentos por meio de um aplicativo de celular, que está em fase de testes, que fará a leitura, como já é realizado com a CNH impressa.
Segundo o conselho, quando o serviço estiver em vigor, o motorista interessado deverá fazer um cadastro no portal do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), com o uso de um certificado digital, ou no balcão do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Após o login, o usuário deverá usar uma senha sempre que for visualizar o documento.
Desde maio, as habilitações contam com o QRCode. Na época da implantação, o Denatran afirmou que o código aumentaria a segurança contra fraude. Através da leitura, informações biográficas e foto do documento original dos motoristas armazenadas no banco de dados do departamento podem ser acessadas.

13.355 – Mega Byte – Usuários poderão ter de pagar para ler notícias no Facebook


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O esquema funcionará em conjunto com os Instant Articles, ferramenta que leva as notícias para dentro do Facebook em um formato mais leve. A ideia é deixar que os usuários leiam 10 notícias gratuitamente e comecem a pagar a partir daí, um modelo já adotado por diversos sites noticiosos.
De acordo com Brown, os testes iniciais da novidade serão abertos em outubro. Uma fonte ouvida pela CNET disse que, caso a resposta seja positiva, o produto pode estar funcionando de forma mais abrangente em 2018.
Prepare-se para pagar pelas notícias que circulam dentro do Facebook.

13.354 – Energia – Substância da picada da formiga é transformada em combustível para ônibus


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Um grupo de estudantes na Holanda desenvolveu uma forma de armazenar energia que pode ser mais barata, mais prática e mais sustentável que os combustíveis renováveis existentes.
O ácido fórmico, encontrado na natureza em formigas e outros insetos, que o usam em suas picadas. Ou por plantas como a urtiga.
“Criamos o primeiro ônibus no mundo que usa o ácido fórmico como combustível, uma solução muito mais barata do que o hidrogênio gasoso e que traz os mesmos benefícios ambientais”, afirmou Lucas van Cappellen, da Team Fast, empresa derivada da Universidade de Tecnologia de Eindhoven.
Cerca de 40 estudantes trabalham no projeto de um novo meio de transporte que reduza emissões de carbono e ajude no combate ao aquecimento global.
O ácido já é usado em processamentos têxteis e de couro, em conservantes de alimentos para animais e em removedores domésticos.
Mas a Team Fast encontrou agora uma forma de fazer o ácido transportar de maneira eficiente os ingredientes necessários para células de combustível usadas para alimentar veículos elétricos.
O combustível, que a equipe chamou de hidrozina (não confundir com hidrazina), é um líquido, o que o tornaria de fácil transporte e abastecimento, como os combustíveis tradicionais. A diferença é que ele é muito mais limpo.

“As emissões do escapamento são apenas CO2 e água”, explica Van Cappellen. “Não são emitidos outros gases nocivos como óxido nítrico, fuligem ou óxidos sulfúricos”.

Para testar o conceito no mundo real, um ônibus elétrico abastecido com esse tipo de combustível sairá às ruas da Holanda ainda neste ano, fazendo rotas tradicionais e aparecendo em feiras e eventos tradicionais da indústria.
O ônibus tem um sistema elétrico de direção, desenvolvido pela fabricante de ônibus VDL, que recebe energia adicional do sistema de células de combustível de ácido fórmico montado em uma extensão na parte de trás do veículo.

“Nosso tanque tem cerca de 300 litros, então vamos estender a capacidade de rodagem do ônibus em 200 km. E é claro que a gente poderia fazer um tanque maior muito facilmente”, explicou Van Cappellen.
As células de combustível de hidrogênio que existem hoje em dia têm uma capacidade de rodagem de 400 km.
Mas por que desenvolver um ônibus em vez de um carro?

“Se construíssemos um carro, iríamos competir com carros elétricos. Mas acreditem, carros movidos a bateria são uma ótima solução para muitas pessoas”, disse Van Cappellen.

“Mas se nós provarmos que podemos fazer um ônibus que supre todas as necessidades das empresas de ônibus, com capacidade de rodar centenas de quilômetros, e de rápido abastecimento, nós mostraremos o potencial da hidrozina em um segmento em que não há nenhuma opção sustentável na concorrência.”
A hidrozina é criada por meio de uma reação química entre água (H2O) e dióxido de carbono (CO2). “Em um reator, água e CO2 são ligados usando uma eletricidade sustentável. Isso é um processo eletroquímico direto e sustentável”, explica o estudante.
A hidrozina é, então, quebrada por um catalisador em hidrogênio e dióxido de carbono dentro de um aparelho kit chamado reformador —que o Team Fast está tentando patentear.
O reformador recém-projetado tem um décimo do tamanho dos aparelhos deste tipo existentes, e por isso agora é aplicável em equipamentos de transporte pela primeira vez, segundo os estudantes.
O hidrogênio é, então, colocado em uma célula de combustível onde reage com o oxigênio para gerar a eletricidade que ativa o motor elétrico.

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13.346 – Robótica – Novo guepardo robótico do MIT foi criado para ajudar a salvar vidas


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Pesquisadores do MIT apresentaram a nova versão do guepardo robótico Cheetah 3, um robô bastante rápido feito com o objetivo de ajudar a salvar vidas.
Até agora, as apresentações de robôs do MIT focavam em mostrar feitos impressionantes que eles são capazes de atingir, mas para o novo modelo houve uma mudança de filosofia, e os cientistas querem mostrar uma utilidade prática para a criação.
Assim, o novo guepardo robótico foi desenvolvido para monitorar o ambiente e situações de emergência em uma área que representa muitos riscos para seres humanos. Ele não será o primeiro a frequentar o cenário radioativo de Fukushima: outros robôs, como o Packbot da Endeavor, já fez estudos na região.
Mas o Cheetah 3 pode ir mais longe do que outros robôs: por contar com quatro patas articuladas e não com rodas, ele consegue se locomover para áreas mais remotas do que outros robôs.
O professor Kim ressalta que o Cheetah 3 não está pronto para ser usado, e ainda falta muito desenvolvimento até que ele de fato possa andar pela região da usina nuclear de Fukushima. Atualmente, ele está sendo testado no campus do MIT, e a ideia é que a partir do ano que vem ele incorpore funções dos modelos anteriores. Portanto, ele ainda está em estágio inicial de desenvolvimento.

13.340 – Invasão de Privacidade – O Google quer fazer backup do seu computador


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Fazer backup é tão essencial quanto escovar os dentes. Mas quase ninguém faz – em parte, porque é uma tarefa meio chata. O Google quer mudar isso com seu novo aplicativo: o Backup and Sync, que foi lançado. Você instala o programa no seu PC ou Mac, diz quais pastas ele deve copiar, e não precisa mais se preocupar com nada – o software manda tudo para o Google Drive. Ele também monitora as pastas, salvando automaticamente arquivos novos ou modificados.
Parece muito bom – mas tem dois poréns. Primeiro, a própria capacidade do Google Drive. Ele só dá 15 gigabytes de espaço, o que pode não ser suficiente para fazer backup de todos os seus arquivos. Se você quiser mais capacidade, tem de pagar: o plano de 100 gigabytes custa 7 reais por mês, e o de 1 terabyte sai por R$ 35 mensais. Não é pouca coisa.
A outra questão diz respeito aos termos de uso do serviço.”Quando você faz upload de conteúdo, você dá ao Google uma licença global para utilizar, hospedar, reproduzir, modificar, criar versões derivadas, comunicar, mostrar publicamente e distribuir esse conteúdo (…) Essa licença permanece mesmo se você deixar de usar os nossos serviços”. Ou seja: essencialmente, o Google pode fazer o que quiser com os arquivos que você subir no Drive.
Inclusive ler o conteúdo deles. “Nossos sistemas automatizados analisam o seu conteúdo (incluindo emails) para fornecer recursos relevantes, como resultados personalizados para buscas, publicidade customizada e detecção de spam e vírus”. Nada impede, por exemplo, que um dia o Google decida compartilhar metadados do seu disco rígido com anunciantes.
Vale lembrar que isso já acontece, há mais de uma década, com o Gmail – cujas mensagens são lidas pelos robôs do Google. Isso chegou a gerar certa preocupação no começo, mas não impediu que o Gmail se tornasse o maior serviço de email do mundo, com mais de 1 bilhão de usuários. Curiosamente, ele agora faz o caminho oposto: em junho, o Google anunciou que o Gmail não vai mais xeretar as mensagens dos usuários.

13.339 – Teletransporte: Engatinhando, mas é assim que começa – Cientistas teletransportam partícula da Terra para o espaço


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Equipe chinesa que lançou o satélite Micius anunciou que conseguiu usar a rede quântica do dispositivo para teletransportar uma partícula da superfície terrestre para a atmosfera pela primeira vez.
A técnica utilizada consiste em um estranho fenômeno conhecido como “entrelaçamento”, que pode acontecer quando partículas quânticas, como os fótons, se formam ao mesmo tempo e no mesmo ponto do espaço, dividindo a existência. Em termos técnicos, eles são descritos com a mesma função de onda — o interessante é que a experiência continua mesmo quando os objetos estão distantes no Universo. Logo, quando um é afetado o outro também é.
Apesar de a informação já ser conhecida há anos, uma experiência como a chinesa nunca havia sido realizada. Isso porque a técnica é muito frágil, pois as partículas interagem com a matéria na atmosfera ou dentro de fibras óticas, o que faz com que a relação entre elas seja perdida. No caso do experimento, os fótons continuaram se relacionando, mesmo estando a 500 km de distância.
“Experimentos anteriores de teletransporte entre locais distantes foram limitados a cem quilômetros, devido à perda de fótons em fibras ópticas ou canais terrestres livres”, afirmou a equipe em entrevista ao MIT Technology Review. Por isso o feito dos chineses foi tão surpreendente.
O time de cientistas mandou milhões de fótons para o espaço durante 32 dias, mas só obtiveram 911 respostas positivas. “Relatamos o primeiro teletransporte quântico de qubits independentes de um único fóton a partir de um observatório terrestre até um satélite na órbita terrestre — através de um canal de ligação ascendente — com uma distância de até 1,4 mil km”, afirmaram.
O feito coloca os chineses em posição de liderança da área, que era até então dominada pela Europa e pelos Estados Unidos. “Esse trabalho estabelece a primeira ligação ascendente terra-satélite para o teletransporte quântico ultra-longo, um passo essencial para a internet quântica de escala global”.

13.352 – Arma de Guerra – A Bomba de Hidrogênio


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A bomba termonuclear, é um tipo de armamento que consegue ser até 50 vezes mais forte do que qualquer bomba nuclear de fissão.
Hans Albrecht Bethe (1906-2005) foi um dos responsáveis pelas descrição de como a fusão nuclear podia produzir a energia que faz as estrelas brilharem. Esta teoria foi publicada no seu artigo A Produção de Energia das Estrelas, publicado em 1939, e que lhe valeu o prêmio Nobel em 1967.

Hans Bethe tomou os melhores dados das reações nucleares existentes e mostrou, em detalhe, como quatro prótons poderiam ser unidos e transformados em um núcleo de hélio, libertando a energia que Eddington havia sugerido. O processo que Bethe elaborou no seu artigo, atualmente conhecido como o Ciclo do carbono, envolve uma cadeia complexa de seis reações nucleares em que átomos de carbono e nitrogênio agem como catalisadores para a fusão nuclear. Naquela época, os astrônomos calculavam que a temperatura no interior do Sol fosse de cerca de 19 milhões de Kelvin, e Bethe demonstrou que, àquela temperatura, o ciclo do carbono seria o modo dominante de produção de energia.

Na mesma época, além de Hans Bethe, o físico alemão Carl Friedrich von Weizäcker (1912-2007) e Charles Critchfield (1910-1994) identificaram várias das reações de fusão nuclear que mantêm o brilho das estrelas.

A descoberta da fissão nuclear ocorreu a 10 de dezembro de 1938 e foi descrita num artigo submetido ao Naturwissenchaften a 22 de dezembro de 1938, pelos alemães Otto Hahan (1879-1968) e Fritz Strassmann (1902-1980) e pela austríaca Lise Meitner (1878-1968).

O italiano Enrico Fermi (1901-1954) foi uma das pessoas mais importantes no desenvolvimento teórico e experimental da bomba atômica. Quando Benito Mussolini (1883-1945) aprovou o Manifesto della Razza a 14 de Julho de 1938, impondo leis racistas na Itália fascista, Enrico decidiu aceitar o emprego oferecido pela Columbia University, nos Estados Unidos. Ele e a sua família partiram de Roma para a cerimônia de entrega do Prémio Nobel a Fermi em Dezembro de 1938 e nunca retornaram à Itália. O Nobel foi-lhe dado por seu estudo sobre a radioatividade artificial, com as suas experiências de bombardeamento de urânio com neutrões, criando novos elementos mais pesados, e o seu aumento pela redução da velocidade dos neutrões. Fermi havia descoberto que quando ele colocava uma placa de parafina entre a fonte de neutrões e o urânio, aumentava a radioactividade, pois aumentava a chance do neutrão ser absorvido pelo núcleo de urânio.

Em 1934, o húngaro Leo Szilard (1898-1964) já havia patenteado a ideia da reação em cadeia e, a 2 de dezembro de 1942, Fermi conseguiu construir uma massa crítica de U235/U238 não separados (na natureza somente 0,7% são do U235 que é ativo), usando grafite para reduzir a velocidade dos neutrões e acelerar a produção de neutrões secundários. Na experiência, ele utilizou barras de cádmio como absorventes de neutrões para regular a experiência e produziu um crescimento exponencial do número de neutrões, isto é, uma reação em cadeia.

Em 1939, os físicos já sabiam que água pesada agia como um moderador, isto é, redutor de velocidade dos neutrões, como a parafina. A água normal (leve) consiste de dois átomos de hidrogênio (H) e um átomo de oxigênio (O). Na água pesada, dois isótopos de hidrogênio, deutério, unem-se com o oxigênio. Água pesada é ainda hoje utilizada como moderador em reatores nucleares de urânio natural.

Em 1939, Szilard convenceu Albert Einstein (1879-1955), um importante físico, com quem ele tinha trabalhado em 1919 em Berlim, a mandar uma carta para o presidente americano Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) sobre o desenvolvimento pelos alemães de armas atômicas e pedindo ao presidente que iniciasse um programa americano, que mais tarde se chamaria Projecto Manhattan, chefiado pelo americano Julius Robert Oppenheimer (1904-1967), e levaria ao desenvolvimento do Los Alamos National Laboratory, ao teste Trinity, a 16 de Julho de 1945, com a explosão da primeira bomba atômica em Alamogordo, no Novo México, e à construção das bombas Little Boy (de 20 mil toneladas de T.N.T – 20 KiloTons) e Fat Man, que seriam utilizadas em Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de Agosto de 1945.

O húngaro Edward Teller (1908-2003), sob protestos de Fermi e Szilard, chefiou o desenvolvimento da bomba de fusão de hidrogênio, que utiliza uma bomba de fissão como gatilho para iniciar a colisão do deutério com o trítio. A bomba de hidrogênio, Ivy Mike (com intensidade equivalente à detonação de 10,4 megatoneladas de T.N.T.) foi testada a 31 de Outubro de 1952, em Eniwetok.

A primeira bomba de hidrogênio explodiu durante uma experiência feita pelos Estados Unidos em 1952. Detonou com uma força de dez megatons, igual à explosão de dez milhões de toneladas de TNT, um forte explosivo convencional. A potência desta terrível arma mostrou ser 750 vezes superior à das primeiras bombas atômicas e suficiente para arrasar qualquer grande cidade.

Em 1961, a Rússia experimentou a bomba mais poderosa até então concebida (apelidada de Tsar Bomba), à qual foi atribuída uma força de 57 megatons. Inicialmente, a Tsar era uma bomba de 100 megatons. Porém, temendo que a explosão resultasse em uma tempestade radioativa que atingiria a Europa ou o próprio território russo, sua potência foi reduzida pela metade.
Já o teste nuclear mais potente realizado pelos Estados Unidos foi o Castle Bravo, realizado no dia 1 de março de 1954. O projeto da bomba previa um rendimento de 6 Megatons, mas devido a um erro de cálculo, explodiu com uma força de 15 MT.

Explicação científica
Na bomba de hidrogênio, um disparador de bomba atômica inicia uma reação de fusão nuclear num composto químico de deutério e trítio, produzindo instantaneamente o hélio-4, que por sua vez reage com o deutério. Porém, os cientistas militares foram mais além, no que diz respeito ao poder destrutivo da bomba, envolvendo-a em urânio natural. Os poderosos neutrões libertos pela fusão causam depois uma explosão por fissão nuclear no invólucro de urânio.

Para que uma reação nuclear ocorra, as partículas precisam vencer a Barreira de Coulomb repulsiva entre as partículas (descoberta por Charles Augustin de Coulomb, 1736-1806), dada por- enquanto que a energia cinética entre as partículas é determinada por uma distribuição de velocidades de Maxwell-Boltzmann correspondente à energia térmica.

A astrofísica demonstrou que as leis físicas que conhecemos na nossa limitada experiência na Terra são suficientes para estudar completamente o interior das estrelas. Desde as descobertas de Bethe, o cálculo de evolução estelar através da união da estrutura estelar com as taxas de reações nucleares tornou-se um campo bem desenvolvido e astrônomos calculam com confiança o fim de uma estrela como o nosso Sol daqui a 6,5 bilhões de anos como uma anã branca, após a queima do hélio em carbono pela reação.
A maior bomba de hidrogênio detonada pelo homem teve um poder de destruição 4000 vezes superior ao da bomba de Hiroshima.

13.344 – Militares israelenses compram drones capazes de lançar granadas


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Conforme relata o Engadget, os dispositivos são produzidos pela empresa norte-americana Duke Robotics. A aerodinâmica e a física dizem que não é possível prender uma arma em um drone e esperar que ele voe e ainda atinja o alvo, no entanto, a empresa planejou uma maneira de manter o zangão firme enquanto compensa o recuo da arma.
Aparentemente, o drone conta com um sistema de partes flexíveis que distribui o peso na hora do ataque para manter o dispositivo parado no ar. O sistema, por exemplo, permite que uma drone de 4,5 kg se mantenha estável ao lançar uma granada ou carregar armas de até 10 kg.
A empresa afirma que o uso de drones remotos reduziria a necessidade de manter soldados na linha de frente, logo, reduziria o número de mortes.
Além de drones, os militares também devem estar cada vez mais armados tecnologicamente. Foi divulgado recentemente que os militares russos desenvolveram um exoesqueleto motor a prova de balas com o objetivo de reduzir o cansaço dos soldados e que os Estados Unidos estão trabalhando em uma armadura semelhante a do Homem de Ferro.

13.331 – Espiritismo – Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier


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Francisco Cândido Xavier morreu há 15 anos, deixando para trás mais de 412 livros escritos. Mas ele sempre rejeitou a autoria de todos: a obra seria inteira psicografada, ditada diretamente de espíritos que falavam ao médium.
Com o aniversário de falecimento do líder espírita, uma empresa brasileira resolveu investigar a obra de Chico usando inteligência artificial. Ao longo da vida, ele psicografou livros de vários autores diferentes. A ideia era usar todo o poder de computação para responder duas perguntas: esse autores têm cada um seu estilo próprio? Eles são suficientemente diferentes entre si?

A Stilingue, uma empresa que trabalha com análise de textos via inteligência artificial para “resumir a internet”, encontrando tendências nas redes sociais, resolveu testar como as obras psicografadas seriam analisadas por uma técnica de aprendizado de máquinas chamada Deep Learning.
A partir de grandes quantidades de dados, o computador aprende a criar relações entre eles, sem precisar aprender, por exemplo, o que é um verbo, um adjetivo, um substantivo. Se fosse reconstruir a Bíblia, o computador logo ia aprender que precisa colocar um número antes de cada frase, porque o livro é estruturado em versículos.
A mesma técnica também já foi usada para recriar Shakespeare. Depois de ler milhões de caracteres do dramaturgo, o computador era capaz de escrever sozinho “imitando” o estilo do inglês, sem nunca ter passado por uma aula de literatura. Nem sempre as frases fazem total sentido, mas os tempos verbais e a mania de criar palavras novas mudando o final delas ficam reproduzidos, igualzinho.
No caso de Chico Xavier, o estudo da Stilingue selecionou três dos principais autores psicografados pelo médium: Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos.
Para “alimentar” a rede neural artificial, eles selecionaram três livros de cada autor – que precisam ser enormes, porque a técnica deep learning exige, no mínimo, um milhão de caracteres por autor conseguir aprender com sucesso. “No caso de Humberto de Campos, sentimos um pouco de falta de mais material. Ele é um autor mais desafiador porque escrevia diferentes tipos de texto [contos, anedotas e poesias]”, explica Milton Stiilpen Jr., fundador da Stilingue.
Devidamente treinado, o computador começou a reproduzir os textos. André Luiz, por exemplo, tinha o hábito de colocar falas espaçadas entre blocos de texto maiores, ao invés de criar longos blocos de diálogos.

André Luiz: entidade espírita vs. bot

Este primeiro texto foi psicografado por Chico Xavier
Os encarnados presentes viam tão-somente o corpo de Otávia, dominado pelo sacerdote que lhes era invisível, quase a rebentar-se de soluços atrozes, mas nós víıamos além. A nobre senhora desencarnada postou-se ao lado do filho e começou a beijá-lo, em lágrimas de reconhecimento e amor. Pranto copioso identificava-os. Cobrando forças novas, a genitora continuou:

– Perdoe-me, filho querido, se noutra época induzi o seu coração à responsabilidade eclesiástica, modificando o curso de suas tendências. Suas lutas de agora me atingem a alma angustiada. Seja forte, Marinho, e ajude-me! Desvencilhe-se dos maus companheiros! Não vale rebelar-se. Nunca fugiremos à lei do Eterno! Onde você estiver, a voz divina se fará ouvir no imo da consciência…

Nesse momento, observei que o sacerdote recordou instintivamente os amigos, tocado de profundo receio. Agora que reencontrava a mãezinha carinhosa e devotada a Deus, que sentia a vibração confortadora do ambiente de fraternidade e féé, sentia medo de regressar ao convívio dos colegas endurecidos no mal.

Já este foi criação da inteligência artificial

A primeira vez mais providencial de serviço de sua consciência, a senhora Laura encontrava-se com a presença de alguns, com a sua consciência espiritual e a medicina de amor, acrescentou:

– O controlador de serviço está disposto a escapar com as mesmas expressões de alegria.

A primeira vez mais forte de algum tempo, a senhora de Alexandre prosseguiu a companheira de serviço e considerando a alegria da conversação despediu-se:

– Neste momento, a maioria dos companheiros encarnados estão através de construções destruidoras e desencarnadas. A consciência tem sempre a construção do coração.
Depois de criar três bots capazes de imitar os autores com uma precisão considerável (erro de 22% para André Luiz, 5% para Emmanuel e 32% para o Humberto de Campos), dá para dizer que cada autor tem um estilo razoavelmente marcante e uniforme.
Agora, dá para dizer que eles são diferentes entre si? Ou será que o estilo delata que teriam sido escritos por uma só pessoa? Para fazer o teste, eles decidiram confundir a máquina. Misturaram os textos de diferentes autores. Mandaram o bot do Emmanuel escrever com base na obra do Humberto, o do Humberto imitar o André e assim por diante. Deu errado: a taxa de erro disparou. Os modelos eram incapazes de encontrar os mesmos padrões de estilo de uma entidade espírita nos livros da outra. Os autores são, sim, marcadamente diferentes.

A questão que resta é: há outras formas de explicar o resultado?
Misturar textos de diferentes temas e épocas de um mesmo autor já é suficiente para aumentar a taxa de erro. Mas não tanto assim. “Fizemos um teste com o Paulo Coelho justamente para testar um único autor com diferentes livros e muitos textos. A taxa de erro aumenta – mas mesmo assim continua baixa”, explica Milton. O teste com Paulo Coelho retornou uma taxa de apenas 10%.
Outra possibilidade cética seria a criação consciente e deliberada de Chico Xavier de diferentes personas, uma para cada autor – coisa parecida com o que o escritor Fernando Pessoa fez, com seis heterônimos marcadamente diferentes.
Milton também tinha uma resposta para isso: eles fizeram o teste de deep learning também com Fernando Pessoa. “Faltou quantidade de dados suficiente para atender essa técnica”, responde Stiilpen. A Stilingue não conseguiu acesso fácil e digitalizado à quantidade necessária de material de cada heterônimo de Pessoa. Relembrando, o mínimo necessário para a análise usando deep learning é de 1 milhão de caracteres o que significa, nesse caso, 6 milhões para uma análise de todos os “autores” em questão. E isso só para aquecer.
Graças a esses resultados, a análise textual deve virar um projeto de pesquisa oficial que vai, inclusive, selecionar outras técnicas mais adequadas a autores como Fernando Pessoa e Nelson Rodrigues. Mas, de tudo isso, qual foi o veredito do estudo sobre Chico Xavier?
A psicografia segue como uma questão de fé. Mas se o estudo atesta algo, é a genialidade do médium. Escrever o volume de texto que ele escreveu, com personas comprovadamente distintas, mas uniformes entre si, não precisa nem ser sobrenatural para ser absolutamente impressionante. Ou, como colocou Monteiro Lobato, “Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, então ele merece ocupar quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras.”

13.329 – Novo telescópio da Nasa poderá ver as primeiras galáxias do Universo


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Existe uma grande ansiedade para o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, em outubro do ano que vem, sobretudo em conexão com o estudo de exoplanetas e a busca de potenciais evidências de habitabilidade e vida fora do Sistema Solar. Mas, quando o próximo grande observatório da Nasa foi projetado, seu objetivo era outro: sua missão principal era — e continua sendo — observar as primeiras galáxias do Universo.
Quem conta essa história é Duília de Mello, astrofísica, pesquisadora associada da agência espacial americana e vice-reitora da Universidade Católica da América, em Washington (EUA).
Os resultados que o novo telescópio trará com exoplanetas também empolgam a cientista. “Depois vamos ter de ter uma missão dedicada a exoplanetas, mas com o James Webb já se espera que se possa fazer alguma coisa transformadora, algo que vá ser legal.”
Em termos de pesquisa de exoplanetas, o foco estará sobre os mundos a orbitar estrelas menores e menos brilhantes — as anãs vermelhas, como Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol. Contudo, há grande discussão entre os astrônomos se planetas na zona habitável dessas estrelas poderiam ou não ter ambientes favoráveis à vida. O James Webb pode ser o tira-teima neste caso.
Antes que ele possa fazer isso, contudo, o telescópio precisa ser lançado e funcionar corretamente. E Duília de Mello, astrônoma brasileira, afirma que, no momento, esta é a maior preocupação de todos os envolvidos com o projeto. “Ele vai abrir [no espaço] igual a um guarda-chuvinha, e são 65 pontos de abertura. Se um desses der errado, são muitos bilhões de dólares, muita gente a perder o sono. Essa é a ansiedade atual.”