13.630 – Idade Antiga – Mesopotâmia e os povos mesopotâmicos


mesopotamia
A Mesopotâmia abrigou parte das primeiras civilizações da humanidade. A presença em sua região dos rios Tigre e Eufrates foi fundamental para que o homem, a partir do desenvolvimento da agricultura e da criação de animais, pudesse sedentarizar-se e formar cidades naquele local. Diversos povos habitaram a Mesopotâmia durante a Antiguidade, entre eles, destacam-se os sumérios, amoritas, assírios e caldeus.

Mesopotâmia
A Mesopotâmia pertencia a uma região localizada no Oriente Médio (predominantemente no atual Iraque) entre dois importantes rios: Tigre e Eufrates. Suas condições naturais, principalmente por causa da fertilidade do solo, permitiram que pequenas aldeias fossem formadas em seu território.
A fertilidade do solo era garantida pelo ciclo de cheias dos dois rios que encharcavam o solo com material orgânico e permitia o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais. A palavra “Mesopotâmia” tem origem no idioma grego e significa “terra entre rios” em uma menção direta à importância dos rios para aquela região.
Os primeiros povos que se estabeleceram na região de maneira sedentária foram os sumérios. As primeiras cidades da Mesopotâmia foram fundadas por eles e acredita-se que os sumérios tenham chegado ao local por volta de 5000 a.C. Algumas das importantes cidades construídas pelos sumérios foram Ur, Uruk e Nipur. As cidades sumérias eram consideradas cidades-estado, ou seja, possuíam organização independente uma das outras.
Os sumérios foram extremamente importantes para o desenvolvimento humano, pois, ali, desenvolveram técnicas para importantes construções que permitiam ao homem manter um controle sobre a natureza. Esse povo desenvolveu barragens para impedir o avanço das águas dos rios no período de cheias, além de reservatórios e canais de irrigação.
Além disso, atribui-se aos sumérios o desenvolvimento da primeira forma de escrita da humanidade: a escrita cuneiforme. Criada para manter controle sobre a contabilidade dos palácios reais, essa escrita era feita em blocos de argila com um instrumento pontiagudo chamado cunha.
O domínio dos sumérios na Mesopotâmia encerrou-se com a chegada dos acádios, que conquistaram as cidades da região e fundaram o Império Acádio. Eles tiveram como principal rei Sargão I, ou Sargão da Acádia. No entanto, o império dos acádios foi muito breve e logo foi substituído pelos amoritas como povo predominante na

Mesopotâmia.
Os amoritas, também conhecidos como babilônios, instalaram-se na região por volta de 2000 a.C., ocuparam a cidade da Babilônia e transformaram-na em um grande centro urbano e comercial da Mesopotâmia. Os historiadores afirmam que importantes rotas comerciais passavam pela cidade e que comerciantes chegavam de diferentes partes do mundo antigo.
O estabelecimento amorita na Babilônia levou à formação do Primeiro Império Babilônico. Os amoritas sofreram forte influência dos sumérios e tiveram como rei mais importante Hamurábi, responsável pelo desenvolvimento de um código agrupando antigas leis mesopotâmicas que ficou conhecido Código de Hamurábi.
Esse código baseava-se em um princípio conhecido como Lei de Talião, o qual tem como lema “olho por olho, dente por dente”, ou seja, aquele que cometesse um delito tinha como pena uma punição proporcional ao dano que havia causado. O Código de Hamurábi foi antecedido por outros conjuntos de leis na Mesopotâmia, como o

Código de Ur Nammu.
O reino dos amoritas enfraqueceu-se depois da morte de Hamurábi e foi sucedido, tempos depois, pelos assírios. Os assírios formaram uma sociedade extremamente militarizada a partir do final do segundo milênio a.C. e iniciaram um processo de expansão e conquista na Mesopotâmia por volta de 1200 a.C. Eles conquistaram toda a Mesopotâmia, além da Palestina, do Egito e parte da Pérsia.
Os assírios ficaram célebres por terem sido guerreiros temíveis que se utilizavam de técnicas violentas em combate e por tratarem seus prisioneiros com extrema brutalidade. Os povos conquistados, além de serem governados de maneira tirânica, eram obrigados a pagar pesados tributos. A violência dos assírios foi levantada pelos historiadores como o motivo que deu início a inúmeras revoltas que enfraqueceram o poder dos assírios por volta do século VII a.C.

escrita-cuneiforme

Escrita Cuneiforme, a primeira grande tecnologia humana

O rei mais importante dos assírios foi Assurbanipal, que ficou conhecido por ser um apreciador da erudição e por mandar construir a Biblioteca de Nínive (principal cidade da Assíria). Essa biblioteca reunia milhares de textos em escrita cuneiforme sobre diversos assuntos, e grande parte do que se conhece sobre a Mesopotâmia hoje é por causa da Biblioteca de Nínive.
Por fim, o enfraquecimento dos assírios permitiu aos caldeus conquistar a Mesopotâmia e fundar o Segundo Império Babilônico em 612 a.C. O império formado por esse povo foi breve e teve com o principal rei Nabucodonosor, responsável por reconquistar a Palestina e toda a Mesopotâmia. Atribui-se a esse rei a construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, considerado uma das maravilhas do mundo antigo.
O império dos caldeus foi o último desenvolvido por um povo mesopotâmico. Seu domínio foi enfraquecido após a morte de Nabucodonosor e, por isso, eles foram conquistados pelos persas, liderados por Ciro II em 539 a.C. Os persas eram um povo originário da Pérsia, região do atual Irã.

Anúncios

13.628 – Mega Byte – Uber acumulou prejuízo de US$ 4,5 bilhões em 2017


Uber
A Uber é uma empresa multinacional, com presença em múltiplas cidades no Brasil, uma frota gigante de motoristas parceiros e impacto global, o que pode dar a impressão de que a companhia lucra fortunas. Essa última parte, no entanto, não é verdade: a empresa teve prejuízo de US$ 4,5 bilhões durante o ano de 2017, segundo relatório apresentado aos investidores.
O resultado assustador pode ser atribuído a dois motivos. O primeiro é a estratégia ultra-agressiva de expansão da empresa, que investe pesado para estar no máximo de lugares possível. O segundo foi o péssimo ano da empresa como um todo, cheio de crises incluindo acusações de sexismo interno, vazamento de dados de milhões de clientes e até uma rede de espionagem criada para bloquear remotamente computadores e celulares da empresa e impedir investigações por parte de autoridades.
Foi por causa dessa cultura tóxica da empresa que o fundador Travis Kalanick foi afastado do cargo de CEO para dar lugar a Dara Khosrowshahi. Se ele não vai mudar a estratégia de expansão, que têm custado fortunas, ao menos ele têm a missão de começar a limpar a imagem da empresa, o que pode ajudar a conter os prejuízos.
Como informa a Bloomberg, A perda de US$ 4,5 bilhões também mostra que a empresa está aumentando seu ritmo de perdas rapidamente, já que o prejuízo de 2017 é cerca de 60% maior do que o visto em 2016, quando a empresa queimou US$ 2,8 bilhões.
Como a empresa pode se manter no topo perdendo tanto dinheiro?”, você pode se perguntar. A Uber segue queimando o dinheiro de investidores como a Softbank, que recentemente aportou mais de US$ 1 bilhão na empresa de transporte para que a Uber consiga manter sua estratégia de expansão para atropelar concorrentes no mundo inteiro.
No entanto, mesmo diante dessa perda colossal, a Uber ainda tem alguns destaques positivos do ano. Suas receitas subiram em 61% no último trimestre de 2017, chegando a US$ 2,22 bilhões, com um faturamento total de US$ 7,5 bilhões. Além disso, a companhia também tem gastado seu dinheiro de forma mais eficiente em áreas como suporte, vendas e marketing.

13.626 – Google prepara recurso para envio de SMS no Android pelo navegador do PC


google de olho
Vai dar para enviar mensagens de texto pelo navegador, caso você seja usuário do Android. Códigos encontrados dentro do aplicativo Android Messages do Google indicam que a empresa planeja disponibilizar essa funcionalidade no futuro.
O pessoal dos sites XDA Developers e Android Police vasculharam os dados da versão mais recente do app Android Messages, que o Google disponibiliza para gerenciamento de mensagens SMS no Android. E eles encontraram algumas coisas bastante interessantes escondidas no código do arquivo APK.
Referências a um recurso indicam que, em breve, vai dar para mandar mensagens a partir do navegador. A ferramenta funcionaria com o pareamento do smartphone a um site na web a partir de um código QR. A partir daí, é só digitar no teclado o que o usuário quer que seja enviado para seus contatos.
O recurso foi parcialmente implementado na versão 2.9 do Android Messages, mas não é possível enviar mensagens no momento.
Outro recurso que pode ser incluído no futuro é uma forma de enviar dinheiro para amigos via SMS a partir do Google Pay. O Google também está preparando uma ferramenta parecida com as respostas inteligentes de apps como Gmail, Allo e Inbox.
Até agora, no entanto, não há nenhuma informação por parte da empresa em relação à disponibilidade das novas funções. Referências a um recurso em um arquivo APK não significa necessariamente que ele vai existir um dia, mas é um indício de que o Google ao menos estuda expandir as funcionalidades de SMS no Android.

13.625 – O que é o Projeto Avatar?


projeto avatar
Magnata russo deseja implantar cérebros humanos em robôs
Dmitry Itskov, magnata russo da área de tecnologia, apresentou recentemente um projeto que mais se parece com um daqueles livros de ficção científica: batizado de “Avatar”, a ideia é desenvolver robôs capazes de hospedar cérebros humanos e manter sua consciência ativa para sempre.
Lançado há um ano, o projeto emprega 30 pesquisadores, que Itskov financia com o dinheiro do próprio bolso. Depois da recente apresentação realizada em Moscou, o magnata espera atrair cientistas de todo o mundo que desejem colaborar com as pesquisas.
De acordo com Itskov, “este projeto estará indicando o caminho para a imortalidade”, e ele acredita que “esta é uma nova estratégia para o futuro, para a humanidade”.

Projetos semelhantes
A DARPA, agência norte-americana que trabalha com projetos de pesquisa avançada de defesa, já havia surpreendido ao apresentar um sistema, também batizado de “Avatar”, que utilizará robôs bípedes e semiautônomos para substituir soldados nos campos de batalha. Entretanto, os planos de Itskov, que precedem as pesquisas norte-americanas, parecem ir mais além.
O projeto é ambicioso e está dividido em fases:
Primeira fase: deve ocorrer dentro de poucos anos e prevê o desenvolvimento de robôs capazes de ser operados pela mente humana. Essa tecnologia já se encontra em desenvolvimento, e um estudo realizado em pacientes humanos do hospital John Hopkins já está utilizando implantes cerebrais para controlar membros artificiais, por exemplo.
Segunda Fase: deve ocorrer dentro de 10 anos e prevê o transplante da mente humana para uma mente robótica. Após essa etapa, seria realizada uma espécie de “upload” de informações, que transferiria o conteúdo do cérebro humano a um cérebro robótico novinho em folha.
Última fase: deve ocorrer dentro de 30 anos e prevê o desenvolvimento de corpos holográficos, que seriam capazes de hospedar a consciência humana.
Até o momento, não existe nenhuma tecnologia que permita a criação de consciências humanas holográficas, nem podemos afirmar que algum dia será possível criá-las. Mas, como o próprio Itskov afirmou, “se você empregar toda a sua energia em algo, poderá fazer com que se torne realidade”.

13.624 – Projeções – A Transferência Mental


projetoavatar
Em teoria por enquanto:

Acredita-se que uma pessoa possa transformar a sua personalidade, memória e emoção em dados de computador. Sendo assim, essa pessoa poderia viver eternamente caso algo acontecesse ao seu corpo orgânico dentro de um sistema de computação. Uma pessoa pode carregar sua consciência para um computador ou a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior e não poderia desenvolver sua própria personalidade.
Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isso poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, quando o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a digitalizar ou acelerar os processos de pensamento. Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade.
Após esse ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um “acessório opcional” e a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas nesse estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina (ou o segundo corpo) que as mantém seja destruida. A pessoa poderia criar varias cópias de arquivo e guardá-las em vários locais (ou jogá-las na Internet), garantindo assim vida eterna absoluta.

Uso Militar
Essa tecnologia poderia ser usada como uma forma de armazenar dados das mentes de soldados. Esses dados ficariam em um local seguro e, caso esses soldados fossem mortos em guerra, com sua essência eles poderiam ser revividos, assim evitando o sofrimento da morte para a familia.
Outro uso é que a inteligência artificial poderia ser usada para o combate direto. Com a captação de dados, seria possivel replicar o sistema criando seres artificiais baseados na personalidade da pessoa que foi sublimada. Ex.: pilotos de caça criados artificialmente (homúnculos ou inteligências de computador) poderiam entrar em combate, a mente desenvolvida poderia tomar decisões sozinha e assim poderia ser criado o livre-arbitrio artificial, criando uma espécie de guerra robótica em que seres humanos não precisariam mais arriscar suas vidas para o combate e, sim, homúnculos ou inteligências artificiais, capazes de tomar as suas próprias decisões e, quem sabe, possuir sentimentos e essências baseados no ser humano.

Onde entra a ética?
É evidente que essa questão gera muita polêmica. Como ainda não existe uma legislação especifica para esse caso, uma pessoa sublimada não teria nenhum impedimento para praticar muitos crimes, como assassinato por exemplo (já que homicidio é qualificado como um humano matando outro e, de certo ponto de vista, o individuo deixa de ser humano).
Outro ponto a ser comentado é a questão de o homem se tornar uma especie de deus, já que, com uma análise detalhada de dados, podemos até criar um homúnculo (ou uma consciência artificial) baseando-se em tais dados; o que poderia levar a máquina (ou o homúnculo) dotada de livre-arbítrio a cometer crimes e ficar impune. Apesar de existirem as três leis da robótica, o ser citado acima, por possuir livre-arbitrio, poderia se negar a seguir tais leis, o que cientificamente seria absurdo de se aceitar. Isso sem contar a questão da imortalidade já citada acima.
Com isso surgiriam questões do tipo: é etico ser imortal? Seria injusto não aplicar as mesmas leis humanas a robôs? Seria injusto exclui-los do mesmo código de ética, mesmo sabendo que eles devem ser uma espécie de escravos do ser humano e não poderiam seguir o seu livre-arbitrio tão livremente assim?

13.621 – Polícia chinesa adota óculos com reconhecimento facial


policia chinesa
A polícia chinesa encontrou uma nova forma vigiar ainda mais os cidadãos. Conforme relata o The Wall Street Journal, os policiais locais estão usando óculos equipados com câmeras de reconhecimento facial para detectar criminosos que estejam tentando fugir principalmente pelas estações de trem.
A tecnologia usa uma base de dados de identificação do governo para verificar cada pessoa. Além disso, os dispositivos permitem que as autoridades rastreiem locais que as câmeras fixas não conseguem monitorar e de forma mais rápida, sendo que em testes o equipamento identificou indivíduos em um banco de dados de 10 mil suspeitos em apenas 100 milissegundos.
Segundo a publicação, os óculos já ajudaram a polícia ferroviária a capturar sete pessoas ligadas a casos criminosos e outros 26 que estavam viajando com identidade de outras pessoas.
No entanto, especialistas estão preocupados com que os óculos sejam usados também para identificar dissidentes políticos, minorias étnicas ou então exibir informações pessoais sobre endereço ou situação econômica das pessoas.

13.615 – Inteligência artificial decifra alguns mistérios do antigo manuscrito de Voynich


inteligencia-artificial-decifrar-manuscrito-Voynich-2
Usando inteligência artificial, pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) deram um grande passo para desvendar o significado de um documento que vem sendo indecifrável há cem anos: o manuscrito de Voynich.
Nomeado em homenagem a Wilfrid Voynich, um comerciante de livros que colocou suas mãos no texto em 1912, o manuscrito de 240 páginas tem 600 anos e está preenchido com uma linguagem aparentemente codificada e ilustrações esquisitas, confundindo linguistas e criptógrafos há décadas.
Criptograma mais importante do mundo
O manuscrito de Voynich contém centenas de páginas frágeis, sendo que algumas estão faltando. Escrito à mão, o texto vai da esquerda para a direita e a maioria das páginas também possui desenhos, como plantas, figuras humanas nuas e símbolos astronômicos.
É difícil decifrar o seu significado porque o documento está escrito em um código desconhecido para disfarçar uma linguagem que não sabemos qual é – uma dupla incógnita que se revelou, até agora, impossível de se resolver.
Considerado o criptograma mais importante do mundo, foi examinado por incontáveis mentes profissionais e amadoras, inclusive criptógrafos que trabalharam decifrando comunicações inimigas na Segunda Guerra Mundial.
Várias teorias foram levantadas ao longo dos anos, incluindo que o documento foi criado usando esquemas de criptografia semialeatórios; anagramas; ou sistemas de escrita em que as vogais foram removidas. Alguns até sugeriram que o manuscrito é uma “pegadinha” altamente elaborada.
Já que as máquinas estão aí para dominar o mundo mesmo, pelo menos podemos usá-las a nosso favor. Tendo em vista que muitos seres humanos falharam na tarefa, estava na hora de recorrer a um cérebro que poderia processar esse texto com o escrutínio necessário: a inteligência artificial.
Os cientistas da computação Greg Kondrak, especialista em processamento de linguagem natural, e Bradley Hauer, seu estudante de pós-graduação, decidiram fazer o teste. O primeiro passo era descobrir o idioma do manucristo criptografado. Para esse fim, uma inteligência artificial (IA) estudou o texto da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escrito em 380 línguas diferentes, procurando por padrões.
Em seguida, a IA passou para o Voynich, concluindo com uma alta taxa de certeza que o texto foi escrito em hebraico codificado. Kondrak e Hauer ficaram surpresos, uma vez que entraram no projeto pensando que ele havia sido elaborado a partir do árabe.
Armados com o conhecimento de que o texto foi originalmente codificado em hebraico, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia levar esses anagramas a criar palavras hebraicas reais. “Mais de 80% das palavras existiam em um dicionário hebreu, mas não sabíamos se faziam sentido juntas”, contou Kondrak.
Para o passo final, os pesquisadores decifraram a frase de abertura do manuscrito, apresentando-a a um colega cientista da computação e falante nativo de hebraico, Moshe Koppel. Decepcionantemente, Koppel disse que ela não formava uma frase coerente em hebraico.

Novamente com a ajuda do computador, no entanto, depois de algumas correções ortográficas, a frase foi convertida em uma sentença em hebraico que pode ser traduzida para o inglês (e agora para o português): “She made recommendations to the priest, man of the house and me and people” ou “Ela fez recomendações para o padre, o homem da casa, eu e as pessoas”.
De acordo com Kondrak, o significado completo do texto não será conhecido até que historiadores de hebraico antigo tenham a chance de estudar o texto decifrado.
Além disso, a equipe está planejando aplicar o seu algoritmo a outros manuscritos antigos, destacando o potencial da IA nesse campo de estudo. [Gizmodo]

 

inteligencia-artificial-decifrar-manuscrito-Voynich-838x472

13.608 – Google cria recurso que reconhece e apaga imagens de ‘bom dia’ do WhatsApp


golpe whats3
Você já ficou incomodado com as pessoas que enviam as infames imagens e GIFs de “bom dia” em grupos do WhatsApp? Se você não ficou, as chances são grandes de você ser um dos perpetradores dessa prática. O fato é que muita gente detesta esse tipo de mensagem, que além de não ter utilidade, ainda enche o armazenamento do celular com imagens desnecessariamente.
Agora o Google decidiu tomar uma medida para conter esse problema. A empresa vai utilizar o seu recém-lançado Files Go como uma ferramenta capaz de reconhecer essas mensagens de bom dia para poder apaga-las do celular, o que, de quebra, também faz com que elas sumam das conversas do WhatsApp.
Apesar de o Brasil ser um dos principais alvos desse tipo de prática, o Google criou o recurso pensando, primeiramente, na Índia, um povo que apresenta algumas similaridades com o brasileiro em relação ao seu comportamento online. Por lá, a praga do “bom dia” se tornou ainda mais grave do que no Brasil.
De acordo com uma pesquisa do Google, um em cada três usuários de smartphones na Índia fica sem espaço no celular diariamente. Para um país com mais de 1 bilhão de habitantes, esse número é bastante significativo. O motivo para isso são justamente as mensagens de “bom dia”, que chegam aos montes e se acumulam no armazenamento do celular em um país onde os aparelhos mais modestos e sem muito espaço disponível dominam o mercado.
Para solucionar o problema, o Google começou a utilizar sua experiência com inteligência artificial e aplicá-la ao Files Go, aplicativo cuja função primordial é limpar arquivos desnecessários de celulares Android. Assim, a empresa só precisou treinar suas máquinas, alimentando-as com toneladas de mensagens motivacionais e imagens de “bom dia”, para que o sistema fosse capaz de reconhecer esse tipo de publicação automaticamente.
No início, porém, a inteligência artificial demorou um pouco para reconhecer o DNA e os padrões desse tipo de mensagem. A máquina confundia as mensagens de “bom dia” com imagens de crianças com algum tipo de frase escrita em suas camisetas, segundo Josh Woodward, gerente de produto responsável pelo Files Go, em entrevista ao Wall Street Journal. Com mais treino, no entanto, hoje o sistema cumpre a missão de forma adequada.
O recurso foi pensado para a Índia, de forma que ainda não funciona no Brasil, mas não seria surpresa se o Google expandisse a função. Enquanto isso, se quiser impedir que imagens e vídeos recebidos pelo WhatsApp entupam seu celular, uma boa opção é impedir que o aplicativo faça o download automático desse tipo de conteúdo; só não é possível filtrar apenas mensagens de “bom dia” como faz o Google.

13.596 – Cadê o Nosso Trem Bala? Veja como era o cronograma “furado”


Edital-do-trem-bala
Movido a energia elétrica, ele poderá ter um traçado com 518 quilômetros e fazer a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo em cerca de uma hora e meia. Nome oficial ele até já tem: Trem de Alta Velocidade (TAV), mas falta o governo federal fechar seu projeto definitivo. Depois, ainda é preciso abrir uma licitação para escolher as construtoras que farão a obra e muita paciência para vê-lo finalmente correndo pelos trilhos. Na melhor das hipóteses, uma pequena parte do trajeto entraria em operação apenas em 2014. Com base em alguns detalhes divulgados pelo governo e de projetos já estudados pelo Ministério dos Transportes, dá para ter uma ideia de como o nosso trem-bala poderá ser.

POR QUE É RÁPIDO?
Movido a energia elétrica, o trem-bala é uma variação sofisticada dos trens comuns que já circulam no país. O que o ajuda a ser mais veloz é principalmente o traçado especial (mais reto, com curvas mais abertas) e o menor número de paradas.

PONTES E TÚNEIS
Para o trem-bala ser rápido, ele precisa de um traçado o mais reto possível. E para conseguir isso é bem provável que haja muitos túneis e pontes. Um dos projetos já estudados previa que 26% do trajeto seria feito em viadutos ou pontes e 33% em túneis!

SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS
A energia elétrica necessária para alimentar a linha do trem viria de subestações elétricas espalhadas ao longo de todo o trajeto. Alguns projetos falam em pelo menos 11 subestações. Além delas, seria preciso uma rede de cabos de alta tensão suspensos.

CUSTO DA OBRA
A previsão oficial do governo é que o trem-bala custe 11 bilhões de dólares, ou cerca de 25 bilhões de reais! Para ter uma ideia, isso é equivalente ao PIB anual do Mato Grosso do Sul, ou seja, tudo o que o estado produz de bens e serviços em um ano.

27 bilhões de dólares: Usina Hidrelétrica de Itaipu

11 bilhões de dólares: trem-bala

2,1 bilhões de dólares: 12,8 KM de metrô em SP

VELOCIDADE MÉDIA
Ainda estão sendo estudados modelos de trem-bala de vários países. O japonês N700, um dos mais modernos em operação, tem média de velocidade de 270 km/h. Mas os planos do governo são ambiciosos: fala-se em pelo menos 285 km/h de média!

VAGÕES E PASSAGEIROS
Tudo vai depender do tipo de trem escolhido pelo governo. Mas, tomando como exemplo o modelo japonês N700, cada trem seria capaz de levar 546 passageiros em oito vagões, três vezes a capacidade do avião mais usado no Brasil.

PREÇO DA PASSAGEM
Por enquanto, só dá para estimar usando um projeto – da empresa Italplan – aprovado pelo Ministério dos Transportes em 2004, mas depois deixado de lado. Por esse projeto, a passagem sairia por 120 reais.

Cronograma Furado
Veja comom era
CRONOGRAMA DO PROJETO

Confira a previsão do governo para as obras do trem-bala

1º TRIMESTRE DE 2009

Final dos estudos técnicos

ABRIL DE 2009

Divulgação do projeto definitivo

2º SEMESTRE DE 2009

Licitação da obra

2010

Início das obras

2014

Conclusão da primeira fase das obras

Como estão as coisas hoje
A construção do Trem de Alta Velocidade, conhecido como trem-bala, que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro, não está entre as prioridades do governo neste momento. Segundo o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), José Carlos Medaglia Filho, da forma como o projeto foi concebido, com altos investimentos públicos, o projeto não é viável atualmente.

Segundo Medaglia, a única forma de trazer de volta a ideia da construção do trem-bala seria por meio de uma concessão à iniciativa privada. “Reestudando trechos, prazos de implantação, buscando uma equação financeira que não conte exclusivamente com recursos públicos e, provavelmente, mobilizando outros meios para dar atratividade, como desenvolvimento imobiliário ao longo do trecho, que são coisas mais modernas, utilizadas em outros países”, explica.
Mesmo assim, o diretor-presidente afirma que o governo não abandonou a ideia de ter um trem de alta velocidade ligando São Paulo e o Rio de Janeiro. “Não quer dizer que a gente não possa, a qualquer momento, trazer de novo para o topo dos nossos estudos. Nós, absolutamente, não abandonamos esse plano, mas dentro daquele critério de maturidade ele hoje não tem uma equação viável”, diz Medaglia.
A EPL foi criada em 2012, originalmente com a finalidade de cuidar da implantação do trem-bala no Brasil. Com o adiamento do projeto, a empresa está agora vinculada ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e cuida dos estudos para embasar as decisões do governo sobre as concessões no setor de logística.

13.595 – Inteligência Artificial na Medicina


ia na medicina
A Microsoft em parceria com a empresa Adaptive Biotechnologies pretende para usar a inteligência artificial para mapear e decodificar o sistema imunológico humano.
Segundo o vice-presidente corporativo da Microsoft IA e Pesquisa, Peter Lee, o objetivo é criar um exame de sangue universal que leia o sistema imunológico de uma pessoa para detectar uma grande variedade de doenças, incluindo infecções, cânceres e transtornos autoimunes em seu estágio inicial, quando podem ser mais efetivamente diagnosticados e tratados.
A resposta do sistema imunológico à presença de doença é expressa na genética de células especiais, chamadas células T e células B, que formam o comando distribuído e o controle para o sistema imune adaptativo. Cada célula T possui uma proteína de superfície correspondente chamada receptor de células T (TCR, na sigla em inglês), que possui um código genético que visa um sinal específico de doença ou um antígeno.
Mapear TCRs para antígenos é um desafio enorme, exigindo tecnologia de inteligência artificial muito profunda e recursos de aprendizado de máquina, juntamente com pesquisas emergentes e técnicas de biologia computacional aplicadas à genômica e ao imunosequenciamento.
Com o sequenciamento do sistema imunológico é possível descobris as doenças com as quais o corpo está lutando ou já lutou. “O potencial para ajudar clínicos e pesquisadores a conectar os pontos e entender a relação entre os estados da doença pode eventualmente levar a uma melhor compreensão da saúde humana em geral”, afirma Lee.

13.592 – Física – Cientistas fazem o tempo correr ao contrário em laboratório


tempo_pra_tras_site
O assunto agora é que fizemos o tempo dar ré. Conseguimos, em laboratório, fazer o tempo correr na direção oposta.
Como? Vamos explicar em detalhes nos próximos parágrafos. Primeiro, calma: você precisa ter em mente que que o tempo não é um conceito concreto, pré-existente. Nós só deduzimos que o tempo existe porque observamos, no Universo, as coisas mudando a partir de uma condição inicial. O ponto zero da sua vida é seu nascimento, e o tempo se desloca na direção do seu envelhecimento. A mesma coisa acontece com o Universo, para o qual o ponto zero é o Big Bang.
O problema é que não precisava, necessariamente, ser assim. O tempo poderia se mover na direção oposta. Ou então ir e voltar, sem ter que se comprometer a ser uma via de mão única. Há inclusive quem defenda que, quando nosso Universo nasceu, surgiu também um Universo gêmeo invertido, onde o tempo corre ao contrário.
O estudo que fez o tempo andar para trás não falava de nada disso. O tema dele era energia. Isso porque uma das formas de definir a direção que o tempo corre, segundo a ciência, é olhar para a forma como a energia se movimenta no nosso Universo.
Esse movimento, você sabe, têm regras. Pense nas leis da termodinâmica: uma xícara de chá quente, no meio de uma sala fria, só pode esfriar, perdendo calor para o ambiente. Você jamais vai ver a xícara esquentar mais, roubando calor da sala. A tendência inexorável de um objeto quente é esfriar.
O fluxo de energia, nesse sentido, também é de mão única, tão irreversível quanto a passagem do passado ao futuro. Na prática, então, o fluxo de energia é o tempo, ou o que os cientistas chamam de “flecha do tempo” (flecha porque a ponta aponta para um lado só, com o perdão da piada de Tio do Pavê).
Agora que chegamos até aqui, podemos finalmente falar da descoberta. O estudo foi feito com uma molécula extremamente banal: o clorofórmio, aquele mesmo dos filmes de sequestro. Ele é composto por um átomo de carbono, ligado a um de hidrogênio e três átomos de cloro.
O próximo passo dos cientistas foi manipular esses átomos um por um. Para isso, a molécula foi colocada em acetona e um campo magnético fortíssimo alinhou cada um dos núcleos desses átomos. E aí, lentamente, os pesquisadores aumentaram a temperatura em alguns dos núcleos usando ressonância magnética nuclear.
Voltando ao nosso exemplo da termodinâmica, conforme um núcleo esquenta, ele deveria transferir energia para os seus vizinhos mais frios até que todas as partículas estivessem na mesma temperatura, certo? Assim, estariam seguindo a flecha do tempo, na direção correta.
Mas estamos falando de partículas. E entra aí o maravilhoso mundo da física quântica. Durante os testes, os pesquisadores manipularam as partículas para conseguir que elas se correlacionassem.
Quando a correlação quântica entrou em jogo, os cientistas viram as regras mudarem. As partículas nos núcleos de hidrogênio, quando aquecidas, ficavam progressivamente mais quentes. As do núcleo de carbono, progressivamente mais frias. É como se nossa xícara do nosso exemplo continuasse a aquecer, graças ao calor fornecido pela mesa fria, que fica cada vez mais gelada.
Em uma escala minúscula, portanto, invertemos a flecha do tempo. O calor caminhou ao contrário, fluindo espontaneamente do sistema mais frio para o mais quente, o que não faz sentido algum no mundo macroscópico. E assim, do ponto de vista da energia, o tempo andou para trás.
Ainda falta entendermos muita coisa sobre o que acontece no misterioso estado quântico – e como ele se relaciona com as regras do nosso mundo macroscópico, como as que governam calor e energia em geral. O estudo (que está disponível pré-publicação arXiv.org) traz uma contribuição curiosa exatamente para esse campo, mostrando como o mundo das partículas “reinterpreta” a termodinâmica como a conhecemos.
Mas, quando colocamos o fator tempo na história, a coisa ganha um significado ainda maior – e certamente mais filosófico.

13.583 – Mega Techs – Entenda como funcionam os celulares à prova d’água


celular a prova
Hoje em dia tem um monte de celular que é à prova d´água, mas não vai pensando que você pode fazer uma aula de natação com o aparelho no bolso! Vem cá ver algumas orientações que eu separei para você entender como funciona essa proteção:
Olha só, a proteção contra água e poeira do celular é medida através da escala de IP (que significa “Ingress Protection”, ou Proteção de Entrada, em tradução livre). Acontece que tem diferentes níveis de proteção:

Grau de proteção contra sólidos

0 – Sem proteção
1 – Proteção contra sólidos cujo diâmetro seja maior do que 50 mm
2 – Proteção contra sólidos cujo diâmetro seja maior do que 12,5 mm
3 – Proteção contra sólidos cujo diâmetro seja maior do que 2,5 mm
4 – Proteção contra sólidos cujo diâmetro seja maior do que 1 mm
5 – Proteção contra o acúmulo de poeira e contato com partes internas do equipamento
6 – Proteção total contra a entrada de poeira

Grau de proteção contra água

0 – Sem proteção
1 – Proteção contra queda vertical de gotas de água
2 – Proteção contra queda de gotas de água a uma angulação de 15 graus
3 – Proteção contra queda de gotas de água a uma angulação de 60 graus
4 – Proteção contra água borrifada em qualquer uma das direções
5 – Proteção contra jatos de água mais leves
6 – Proteção contra maresia intensa, contra grande acúmulo de líquidos ou contra jatos de água com pressão
7 – Proteção contra imersão temporária de até 1 metro e por um período de até 30 minutos
8 – Proteção contra submersão completa, contra imersão prolongada em situações sob pressão

você só precisa olhar a numeração. Por exemplo, se o celular tiver uma proteção IP54, significa que ele tem “proteção contra o acúmulo de poeira em partes internas do equipamento” e “proteção contra água borrifada em qualquer uma das direções”. O mais resistente é o IP68, tá? Para você saber qual é o nível de proteção do seu celular, é só olhar nas especificações do aparelho, que ficam no manual, caixa ou site da fabricante.
Gente, essa proteção pode ser feita de dois jeitos: uma é através de tampas de borracha ou silicone nas entradas USB e para fone de ouvido. Então, você precisa tampar essas entradas antes de molhar o celular, mesmo se tiver o celular mais resistente! Se o seu celular não tiver as tampas, é porque os componentes internos, como processador e memória RAM, são selados para não correr o risco de molharem.
Em geral, os aparelhos aguentam até 30 minutos submersos por até 1 metro de profundidade. Mesmo os com IP68, que tem proteção contra submersão completa e imersão prolongada em situações sob pressão, não podem ficar muito tempo embaixo d’água! Por isso que você não pode ficar abusando da sorte: esse tipo de celular é feito para ser usado na chuva, para aguentar por algum acidente, mas evite ficar entrando na piscina ou usar durante o banho!

Algumas funções do smartphone podem não funcionar ou apresentar alguns problemas enquanto ele está embaixo d’água. Você pode ter dificuldades, por exemplo, para usar a tela touchscreen e rede Wi-Fi. Além disso, veja as orientações da fabricante, pois muitas pedem para que você não carregue o celular logo depois de ele cair na água, pois o excesso de umidade pode causar curto-circuito.

13.580 – Seu Futuro decidido por um Robô – Programa de inteligência artificial encontra candidatos para vagas


Desde pequena, Marcela Ponzini, estudante de Economia e Administração, nunca parou quieta. Gostava de aprender e descobrir coisas novas — duas características marcantes da personalidade dela. Hoje, passa o tempo livre lendo os livros de Sri Prem Baba, um brasileiro popstar do hinduísmo.
Em uma disputa de emprego tradicional, essas curiosidades poderiam passar em branco. Afinal, o que mais conta, nas primeiras etapas, são histórico escolar e experiências anteriores. Não dá para chamar a atenção dos recrutadores de outra forma que não apenas com o currículo — exceto em processos que envolvem o Kenoby, software de recrutamento e seleção, custos e tempo gasto nos processos seletivos com auxílio do Watson, plataforma de inteligência artificial da IBM.
E Ponzini encarou uma dessas seleções. Ela participou de quatro provas online: inglês, conhecimentos gerais, conhecimento cultural e motivacional. Mas o programa de inteligência artificial da Kenoby não avalia apenas os resultados: analisa as respostas com cuidado e revela alguns detalhes da personalidade. Nessa busca, indica aos recrutadores — em um tempo bem mais ágil — quais são os melhores candidatos para a vaga. “Dá mais segurança e não sofre influência de preconceitos”, diz Marcel Lotufo, CEO e sócio-fundador do empreendimento.
Ponzini não passou no teste final, mas superou quase mil candidatos. E pôde, pelo menos, mostrar mais que o currículo.

13.572 – Mega Byte – Google abre laboratório de inteligência artificial na China


google de olho
O Google não pode operar nenhum dos seus principais serviços na China, mas isso não impede que a empresa invista no país. Agora o Google abriu um laboratório voltado para inteligência artificial para competir com nomes locais como Baidu, Tencent e Alibaba.
De acordo com o Google, o laboratório será o primeiro do tipo na Ásia e foi criado a partir de uma pequena equipe que trabalhava em pesquisas básicas relacionadas a inteligência artificial, segundo a Reuters.
A expectativa do Google é atrair grandes mentes chinesas da área para contribuir com o desenvolvimento das tecnologias de aprendizado de máquina. Os trabalhos serão feitos em conjunto com outros laboratórios abertos em Nova York, Toronto, Londres e Zurique.
Apesar de não autorizar a operação dos serviços do Google no país alegando que eles ferem ideais socialistas, o governo chinês vê com bons olhos as pesquisas relacionadas a inteligência artificial, o que faz com que muitas empresas chinesas já tenham estudos avançados na área – o Baidu, por exemplo, está desenvolvendo um carro autônomo próprio.

13.570 – Tecnologia – Reator de Fusão Nuclear


O tão esperado Reator Experimental Termonuclear Internacional (ITER, no original inglês “International Thermonuclear Experimental Reactor”), com potencial para liderar uma nova era de energia limpa a partir da fusão nuclear, atingiu um marco chave, com metade da infraestrutura necessária agora já construída.
O ITER fica na França e é uma parceria de projetos entre Europa, EUA, China, Índia, Japão, Rússia e Coreia do Sul.
Até agora, ninguém construiu um reator de fusão que poderia alimentar seque uma cidade pequena, quem dirá um estado ou país.
O ITER é a esperança para mudar isso. A colaboração internacional iniciou o projeto há dez anos com planos para alcançar a fusão total em 2023. Atrasos maciços têm empurrado esse objetivo para 2035.
O projeto já ultrapassou em quatro vezes seu orçamento original, com alguns críticos dizendo que não está claro se a tecnologia sequer irá funcionar. A máquina deverá custar, no total, mais de US$ 20 bilhões.
Porém, Bernard Bigot, diretor-geral do ITER, disse que a conclusão da metade do projeto significou que o esforço está se reerguendo e poderia produzir energia a partir de 2025.
A fusão nuclear é o fenômeno natural que alimenta o sol, convertendo hidrogênio em átomos de hélio através de um processo que ocorre em temperaturas extremas.

Replicar esse processo na Terra não é uma tarefa simples.
O projeto visa usar a fusão de hidrogênio, controlada por grandes ímãs supercondutores, para produzir energia de calor, de forma semelhante às usinas de carvão e gás de hoje. A diferença é que seria livre de emissões de carbono, e potencialmente de baixo custo, se funcionar em grande escala.
Por exemplo, de acordo com os cientistas do ITER, uma quantidade de hidrogênio do tamanho de um abacaxi poderia ser usada para produzir tanta energia quanto 10.000 toneladas de carvão.
Enquanto a fusão nuclear tem sido objeto de diversas pesquisas científicas desde a década de 1940, até hoje não descobrimos um meio de fazê-la funcionar em condições controláveis na escala necessária.
O ITER foi descrito como o esforço científico mais complexo da história humana. O projeto exige que plasma de hidrogênio seja aquecido a 150 milhões de graus Celsius – 10 vezes mais quente que o núcleo do sol. Um reator em forma de rosca chamado “Tokamak” seria cercado por ímãs gigantes para retirar o plasma superaquecido das paredes metálicas do recipiente. Isso requer que os ímãs sejam arrefecidos até menos 269 graus Celsius.
Os EUA são responsáveis por 10% do orçamento do projeto, enquanto a União Europeia fornece 45% do custo, com o restante sendo de responsabilidade dos outros parceiros principais.

Bigot visitou Washington DC para tentar quebrar o impasse, afirmando ao portal The Guardian estar confiante de que o conflito poderia ser resolvido.
Outra boa notícia é que o Google também está trabalhando atualmente na energia de fusão nuclear, sendo o primeiro grande setor privado a investir na tecnologia. O gigante da internet anunciou que formou uma parceria com a Tri Alpha Energy, apoiada pelo cofundador da Microsoft Paul Allen, para gerar novos algoritmos computacionais que poderiam testar os conceitos por trás dos esforços de engenharia da fusão nuclear. [BusinessInsider, TheGuardian]

13.569 – Física – O que são máquinas moleculares?


nanomaquinas
É definida como um número discreto de componentes moleculares que desempenham movimentos mecânicos (output) em resposta a estímulos específicos (input).
Geralmente a expressão é aplicada a moléculas que simplesmente imitam funções que ocorrem a nível macroscópico.
O termo também é comum em nanotecnologia e várias máquinas moleculares altamente complexas já foram propostas para o objectivo de construir um montador molecular.
As Máquinas Moleculares podem ser propostas em duas grandes categorias: sintéticas e biológicas.
Aqui estão duas experiências de pensamento que formam a base histórica para máquinas moleculares: o demônio de Maxwell e Ratchet de Feynman (ou catraca browniano). Demônio de Maxwell é bem descrita em outro lugar, e uma interpretação ligeiramente diferente da catraca de Richard Feynman é dado aqui.

Imaginemos um sistema muito pequeno (ver abaixo) de duas pás ou engrenagens ligadas por um eixo rígido e que é possível manter estas duas pás a duas temperaturas diferentes. Uma das engrenagens (em T2) tem uma lingueta que está retificando o movimento do sistema, e, portanto, o eixo só pode se mover em uma rotação no sentido horário, e ao fazê-lo, poderia levantar um peso (m) para cima em cima de catraca. Agora imagine se o remo na caixa T1 estava em um ambiente muito mais quente do que a engrenagem na caixa T2; seria de esperar que a energia cinética das moléculas de gás (círculos vermelhos) que atingem a pá em T1 seria muito mais elevada do que as moléculas de gás que atingem a engrenagem em T2. Por conseguinte, com menor energia cinética dos gases no T2, haveria pouca resistência das moléculas ao colidirem com a engrenagem na direcção oposta estatisticamente. Além disso, o roquete iria permitir a direcionalidade, e lentamente ao longo do tempo, o eixo de roquete iria rodar e, levantando o peso (m).
Como descrito, este sistema pode parecer uma máquina de movimento perpétuo; No entanto, o principal ingrediente é o gradiente térmico dentro do sistema. Esta catraca não ameaça a segunda lei da termodinâmica, porque este gradiente de temperatura deve ser mantida por alguns meios externos. O movimento Browniano das partículas de gás fornece a energia para o aparelho, e o gradiente de temperatura permite que a máquina para conduzir o sistema ciclicamente afastamento do equilíbrio. Em catraca de Feynman, o movimento browniano aleatório não é combatido, mas em vez disso, aproveitado e retificado. Infelizmente, os gradientes de temperatura não pode ser mantida ao longo de distâncias à escala molecular, porque a vibração molecular de redistribuição da energia a outras partes da molécula. Além disso, apesar da máquina de Feynman fazendo um trabalho útil para levantar a massa, usando o movimento browniano para alimentar uma máquina de nível molecular não fornece qualquer visão sobre como o poder (ou energia potencial do peso levantado, m) pode ser usado para executar tarefas em nanoescala.
Diferentemente movimento macroscópico, sistemas moleculares estão constantemente passando por movimentos dinâmicos significativos sujeitos às leis da mecânica brownianos (ou movimento browniano) e, como tal, aproveitando o movimento molecular é um processo muito mais difícil. Ao nível macroscópico, muitas máquinas operam na fase gasosa, e, muitas vezes, a resistência do ar é desprezada, como é insignificante, mas analogamente para um sistema num ambiente molecular Browniano, movimento molecular é semelhante “a uma curta em um furacão, ou natação em melaço. “O fenômeno do movimento browniano (observado por Robert Brown (botânico), 1827), foi posteriormente explicado por Albert Einstein em 1905. Einstein descobriu que o movimento browniano é uma consequência da escala e não a natureza do entorno. Contanto que a energia térmica é aplicado a uma molécula, ele irá sofrer movimento Browniano com a energia cinética adequada para essa temperatura. Portanto, como estratégia de Feynman, ao projetar uma máquina molecular, parece sensato para utilizar o movimento browniano em vez de tentar lutar contra isso.
Como máquinas macroscópicas, máquinas moleculares normalmente têm partes móveis. No entanto, enquanto as máquinas macroscópicas cotidianas podem servir de inspiração para máquinas moleculares, é enganoso desenhar analogias entre sua estratégia de design; a dinâmica das escalas de comprimento pequenas e grandes são simplesmente demasiado diferente. Aproveitando o movimento browniano e fazer máquinas nível molecular é regulada pela segunda lei da termodinâmica, com suas conseqüências, muitas vezes contra-intuitivo, e como tal, precisamos de outra inspiração.
Apesar de ser um processo desafiador para aproveitar o movimento browniano, a natureza nos proporcionou vários projetos para o movimento molecular realizar trabalho útil. A natureza criou muitas estruturas úteis para compartimentar sistemas moleculares, criando, portanto, as distribuições não-equilíbrio distintas; a membrana celular é um excelente exemplo. Barreiras lipofilias fazer uso de uma série de diferentes mecanismos de movimento de alimentação de um compartimento para outro.

13.562 – Automóvel – UPi da VW com motor turbo


vw_up_motor_tsi
Em 2014, quando foi lançado, o Volkswagen Up! mostrou uma nova história para carros 1.0, com melhorias na dirigibilidade, segurança e tecnologia, mas não “estourou” nas bilheterias – foi o 16º no geral e 4º na categoria naquele ano, segundo a federação dos concessionários, a Fenabrave.
Mesmo assim, a fabricante continua apostando no subcompacto e o escolheu para estrear o motor TSI – o primeiro 1.0 com turbocompressor e injeção direta de combustível que aceita tanto gasolina ou etanol. É como se um bom filme de aventura ganhasse versão em 3D.
As sensações a bordo do carro foram realçadas, com mais potência e torque, sem perder no consumo de combustível. Pelo contrário: por incrível que pareça, o motor turbo consome menos que a versão “normal”.
A parte ruim é que o “ingresso” – que muitos consumidores já achavam caro – para ver este bom “filme” em 3D aumentou. A partir da versão intermediária, Move, a diferença é de R$ 3,1 mil e pode extrapolar os R$ 50 mil.
Roteiro
A estrutura do Up! é praticamente a mesma que recebeu 5 estrelas para proteção de adultos e 4 para crianças na avaliação de segurança do Latin NCap. A Volkswagen espera que o TSI repita a nota, que só foi superada entre os carros nacionais neste ano pelo Jeep Renegade.
Por fora, o visual só foi alterado por um para-choque 4 centímetros mais avantajado, que só é percebido por espectadores bem atentos.
Mas qual é a graça de ter um carro mais potente se os outros não sabem disso? Para se diferenciar da outra versão, que continuará em produção normalmente, todos os modelos com motor TSI terão a tampa do porta-malas traseira pintada em preto. O interior é exatamente o mesmo: confortável para 4 pessoas, mas sofrível para 5.
Sem enrolar muito na apresentação dos personagens, a grande atração é mesmo o novo motor 3 cilindros com turbo. Ele faz parte de uma “nouvelle vague” (nova onda), que começou na Europa, com objetivo de reduzir o consumo de combustível e, por consequência, as emissões de gases que provocam efeito estufa.
Mas como no Cinema Novo brasileiro, quando Glauber Rocha superou diretores europeus e levou o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes de 1969, o time brasileiro da Volkswagen conseguiu uma obra tão boa ou melhor que a dos alemães.
Na Europa, o motor 1.0 TSI é oferecido para os modelos Polo e Golf, com potências maiores que os 105 cavalos do Up! brasileiro, é verdade, mas movido apenas a gasolina. Por aqui, ele aceita também etanol, o que torna o carro ainda mais sustentável.
Na cidade, a autonomia do Up! TSI melhorou para 13,8 km/l (gasolina) e 9,6 km/l (etanol), enquanto o MPI registra 13,5 km/l e 9,2 km/l. Já na estrada, a versão turbo obteve 16,8 km/l (gasolina) e 11,1 km/l (etanol). O consumo energético só perde para modelos híbridos como Ford Fusion, Toyota Prius e Lexuc Ct200h, entre 607 carros testados pelo Inmetro neste ano.
No escurinho
No cinema, é raro, quase impossível, um “remake” (um filme refeito, anos depois) ser melhor que o original. Mas no caso do Up! é isto que acontece.
Mas o que há no escurinho, debaixo do capô, para o carro ser tão diferente agora? O turbocompressor, que dá aquela “sensação de 3D”, com mais oxigênio para a combustão, e a injeção direta, que aumenta a pressão com que o combustível é vaporizado dentro do cilindro. A alquimia deste “casal” de protagonistas gerou maior potência (105 ante 82 cv) e torque (16,8 ante 10,4 kgfm).
Estar no banco do motorista do Up! TSI é como um bom thriller de ação. Nada de drama, mesmo em situações delicadas para um motor 1.0. Os acréscimos de torque e de potência garantem bom desempenho em subida, o cenário mais temidos por donos de “carro mil”.
Na estrada, as retomadas fazem o motorista se sentir em um filme de aventura, em que o protagonista magro e com aparência de intelectual supera desafios quando confrontado. O Up! TSI pode surpreender rivais até de motor 1.8, com retomadas rápidas e agilidade.
E o melhor de tudo é que as explosões do motor soam bem baixinhas para quem está dentro do carro – ninguém quer sistema de som surround para ouvir o barulho que vaza do capô. Neste sentido, as rotações menores do motor turbo ajudam bastante, principalmente para um 3 cilindros.
De acordo com a fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em pelo menos 9,1 segundos, contra 12,4 segundos do modelo aspirado. A velocidade máxima subiu de 165 km/h para 184 km/h, em medições feitas com etanol, mas, chegando perto deste limite, o Up! perde estabilidade, possivelmente por ser muito leve (a partir de 950 kg).
Pela alta tecnologia e pelo desempenho, o motor TSI deve ser indicado a diversos prêmios neste ano, antes mesmo de encontrar uma maior audiência em outros modelos da Volkswagen: a expectativa é que o 1.0 turbo equipe também Gol, Fox e Saveiro.
No entanto, um sucesso de crítica não significa necessariamente grande bilheteria. No Oscar, por exemplo, “Guerra ao terror” levou a estatueta de melhor filme em 2010, desbancando a produção de maior bilheteria em toda história do cinema, “Avatar”.
Embora o Up! tenha crescido gradualmente em vendas (foi o 14º no geral de janeiro a junho), é improvável que uma versão mais cara ajude a elevar os emplacamentos, mas ela marca o início de uma nova geração no Brasil. Uma geração com mais tecnologia e menos consumo de combustível, que pode ser reconhecida futuramente.

speed_up_14

13.544 – Folhas caídas no outono viram material de alta tecnologia para eletrônica e energia


mtitecnologia-folhas-viram-supercapacitores
Da biomassa à eletrônica

As estradas do norte da China estão cercadas por árvores kiri, ou paulônia imperial, que são decíduas, ou seja, perdem as folhas no outono. Essas folhas geralmente são aproveitadas pela população, que as queima na estação mais fria.
Hongfang Ma, da Universidade Qilu de Tecnologia, estava pesquisando essas folhas em busca de novas formas de converter a biomassa em materiais de carbono porosos que pudessem ser usados para o armazenamento de energia – em eletrodos de baterias, por exemplo.
Nessa busca, ele desenvolveu um método para converter a massa de resíduos orgânicos em um material de carbono poroso que pode ser usado para produzir equipamentos eletrônicos de alta tecnologia – e justamente para armazenar energia.

Supercapacitor de carbono
Ma usou um processo de várias etapas, mas bastante simples, para converter as folhas caídas das árvores em uma forma de carbono que pode ser incorporada nos eletrodos como materiais ativos.
As folhas secas foram primeiro moídas e a massa resultante foi aquecida a 220º C por 12 horas. Isso produziu um pó composto de pequenas microesferas de carbono. Essas microesferas foram então tratadas com uma solução de hidróxido de potássio e aquecidas por aumentos graduais da temperatura em uma série de saltos, de 450 a 800º C.
O tratamento químico corrói a superfície das microesferas de carbono, tornando-as extremamente porosas. O produto final, um pó de carbono preto, tem uma área superficial muito alta graças a esses poros minúsculos. E essa superfície proporciona ao produto propriedades elétricas extraordinárias.
As curvas de corrente-tensão do material mostraram que a substância poderia ser usada para construir um capacitor excelente. Testes posteriores mostram que, na verdade, o material produz supercapacitores, com capacitâncias específicas de 367 Farads por grama – isto é mais de três vezes mais do que a capacitância dos supercapacitores de grafeno.

Materiais supercapacitivos
Os capacitores são componentes elétricos presentes em toda a eletrônica, armazenando energia entre dois condutores separados um do outro por um isolante. Já os supercapacitores geralmente podem armazenar de 10 a 100 vezes mais energia do que um capacitor comum e podem carregar e descarregar muito mais rapidamente do que uma bateria recarregável típica.
Por isso, materiais supercapacitivos são altamente promissores para uma grande variedade de aplicações de armazenamento de energia, dos computadores aos veículos híbridos e elétricos.
O professor Ma e seus colegas pretendem a seguir melhorar ainda mais as propriedades eletroquímicas do material poroso de carbono, otimizando o processo de preparação e permitindo a dopagem do material, ou seja, a modificação de suas propriedades para aplicações específicas mediante a adição de pequenas quantidades de outros elementos, como se faz com os demais materiais utilizados na eletrônica.

13.532 – Hasta la Vista Baby – Inteligência Artificial pode substituir todos os Humanos Afirmou STEPHEN HAWKING


exterminador
Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém projetará uma Inteligência Artificial que vai se aperfeiçoar e reproduzir a si própria.” Concretizar essa profecia feita pelo físico teórico em entrevista à revistaWired parece uma questão de tempo.
Um exemplo é o projeto AphaGo, do Google, que criou um robô capaz de vencer os melhores jogadores de GO, um antigo jogo chinês. Em seguida o projeto de inteligência artificial criou outro robô, que se treinou sozinho, e venceu 100 partidas consecutivas o primeiro robô. Por enquanto é só um jogo, em um ambiente (teoricamente) controlado como o laboratório do Google.
Diariamente, no entanto, surgem novas notícias da evolução da inteligência artificial. Caso essa tecnologia esteja disponível nas mãos de alguém sem tanta preocupação ética, dando liberdades de parâmetros e limites aos robôs, um cenário similar à Skynet de O Exterminador do Futuro não parece tão impossível. “Será uma nova forma de vida que supera os humanos”, alerta Hawkings. Podemos ficar obsoletos.
Não é a primeira vez que o físico alerta sobre os perigos da inteligência artificial. Em uma entrevista concedida à revista Times, em março deste ano, garantiu que o apocalipse robô era iminente, e a criação de algum tipo de governo mundial seria necessário para controlar a tecnologia. Ele destacou principalmente os empregos que serão perdidos para os robôs e a criação de armas militares providas de inteligência artificial.
Para o cientista, já atingimos um ponto sem volta. Como parece que nenhum governante esteja muito preocupado com as ameaças, a opção para Hawking seria a colonização de outros planetas. Mas tem de ser rápido, já que ele colocou um prazo de 100 anos para deixarmos a Terra.
O engenheiro chefe do Google, Ray Kurzweil, já afirmou que a singularidade — quando máquinas inteligentes criam máquinas ainda mais inteligentes — deverá acontecer dentro dos próximos 30 anos. Seja qual for o resultado, o quase ilimitado potencial da inteligência artificial, com capacidade para o bem ou para o mal, precisa ser desenvolvido com o máximo de cautela.

13.526 – App falso se passando pelo WhatsApp teve mais de 1 milhão de downloads


whats falso
Um aplicativo chamado “Update WhatsApp” publicado por um desenvolvedor chamado “WhatsApp Inc.” enganou pelo menos 1 milhão de pessoas.
Como você deveria suspeitar, não se trata do aplicativo verdadeiro do WhatsApp, mas algo que tenta enganar os usuários na loja do Google replicando tanto o nome do app quanto do desenvolvedor. Vale notar também que os criadores do app falso mascararam o título da “empresa” como “WhatsApp Inc.”, mas incluíram um símbolo unicode invisível após o nome para diferenciar da empresa original sem permitir que o usuário percebesse.
O app falso foi alvo de uma campanha de denúncias por parte de usuários do Reddit, que fizeram o caso ganhar notoriedade, o que forçou o desenvolvedor a se mexer e mudar o nome do aplicativo. O aplicativo passou de “Update WhatsApp Messenger” para “Dual Whatsweb Update”; o nome do desenvolvedor mudou para “Live Update Apps”. No entanto, o Google parece ter agido e agora o app está inacessível.
Depois de instalado, o aplicativo tenta se esconder no celular sem apresentar um título e ostentando um ícone em branco. Ele também é capaz de baixar um segundo APK, chamado “whatsapp.apk”, que provavelmente é um aplicativo funcional para o usuário conseguir acessar o serviço e não perceber seu engano.
Isso dito, o estrago que o app causa poderia ser maior. O aplicativo falso tinha como objetivo gerar receita para seus desenvolvedores por meio de publicidade, e não parece tentar roubar informações para desfalcar suas vítimas. Normalmente as pessoas que caem nesse tipo de golpe acabam tendo um destino muito mais complicado.