13.982 – Como Funciona IA?


IA
A inteligência artificial é um dos assuntos que, até hoje, rende melhores fontes para criar histórias de ficção científica. A ideia de uma sociedade povoada por robôs inteligentes que, mais do que realizar tarefas, interagem de maneira totalmente humana, serve de base para vários produtos de sucesso.
Exemplo disso é a trilogia “Matrix”, em que a inteligência artificial evoluiu tanto que os robôs se revoltaram contra seus criadores e decidiram moldar novamente o mundo à sua forma. Ou, em uma visão menos apocalíptica, pode-se tomar como exemplo o universo do filme “Eu, Robô”. Nele, um mundo povoado por máquinas superinteligentes presencia o surgimento do primeiro ser inorgânico capaz de demonstrar sentimentos.
Apesar de na ficção máquinas que reproduzem de forma idêntica o comportamento de seres humanos não serem nenhuma novidade, a realidade ainda está muito distante da ficção. Apesar de a cada ano surgirem novos robôs inteligentes, sua capacidade de interação ainda é muito limitada, e ninguém seria capaz de confundi-los com pessoas de verdade.
Desde a década de 1940, a humanidade sonha com os grandes avanços que a inteligência artificial deveria ser capaz de proporcionar. Porém, assim como o teletransporte e os carros voadores, o desenvolvimento científico seguiu por um caminho muito diferente do esperado.
Como o próprio nome deixa claro, a Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência de computação que tem como foco elaborar dispositivos que simulem a capacidade de raciocínio humano. O objetivo é elaborar máquinas que, mais do que simplesmente seguir rotinas pré-programadas, sejam capazes de aprender a desempenhar suas tarefas de forma mais eficiente e consigam se adaptar a novos ambientes.
Porém, a emulação do comportamento humano se mostrou um processo muito mais complicado do que o imaginado originalmente. A própria falta de compreensão que temos do funcionamento dos processos biológicos que ocorrem no cérebro humano contribuiu para isso acontecer – afinal, se não conseguimos entender direito como surge o processo criativo ou a associação de ideias, fica muito difícil reproduzir tais processo de maneira fiel.
Isso se deve ao fato de que humanos não utilizam somente critérios lógicos de avaliação para resolver problemas. Aspectos como experiências anteriores, intuição e o próprio inconsciente influenciam de maneira substancial a forma como lidamos com situações inesperadas e contornamos obstáculos.
lém disso, a maneira como processamos informações é muito diferente da utilizada por uma máquina. Exemplo disso pode ser uma simples conversa sobre pássaros: enquanto os seres humanos possuem um conceito intuitivo do que é o animal (embora nem todos tenham a mesma imagem mental dele), para uma máquina interpretar tal conceito exigiria uma grande quantidade de informações.
Não só o conceito de pássaro deveria estar no banco de dados, como também formas de diferenciá-los de outros animais e objetos. O resultado é um processo que, se não impossível, requer um poder computacional que até as máquinas mais modernas teriam dificuldades em oferecer. Isso sem contar com o longo tempo necessário para programar todos os aspectos necessários.
A aparente falta de avanços pelas quais o campo passou durante boa parte das décadas de 1970 e 1980 decretou o fim da inteligência artificial como concebida originalmente. A necessidade de inovações no campo fez com que o foco deixasse de ser a recriação do pensamento humano e passasse a ser o desenvolvimento de máquinas capazes de realizar tarefas impossíveis para uma pessoa.
Durante a década de 1980, pesquisadores começaram a perceber que a inteligência não se trata de algo unitário, mas sim da união de diferentes fatores que, quando combinados, resultam na resolução de problemas e realização de tarefas. O resultado foi o desenvolvimento de novas técnicas que deixaram de se basear nos humanos como modelo, usando características próprias da informática para a elaboração de novas criações.
A partir de algoritmos baseados em probabilidades, capazes de subtrair significados a partir de uma grande quantidade de informações, pesquisadores descobriram que não era preciso ensinar a um computador como realizar uma tarefa. Basta informar a máquina como um ser humano contornaria determinado obstáculo para que ela seja capaz de reproduzir o comportamento nas mesmas condições.
O uso de algoritmos genéticos também foi essencial para o desenvolvimento da inteligência artificial como a conhecemos atualmente. Esta técnica consiste em vasculhar pedaços de códigos gerados aleatoriamente e selecionar somente aqueles que proporcionem o melhor desempenho. A combinação de vários pedaços constitui um novo código, renovado constantemente e que torna a programação final extremamente eficiente – em resumo, se trata de um processo elaborado de aprendizado.
Ao eliminar a necessidade de ter que reproduzir todo o comportamento humano, os pesquisadores conseguiram a liberdade necessária para desenvolver projetos menos abrangentes, mas muito mais eficientes. Exemplo disso é o sistema de algoritmos do Google, que utiliza o auxílio da inteligência artificial para detectar as palavras pesquisadas e entregar os resultados que melhor se adaptem à necessidade do usuário.

13.982 – Internet: Governo dos EUA pede ajuda a Google, Facebook e Twitter contra onda de fake news


fake news
De acordo com a Reuters, o governo norte-americano pretende contar com a ajuda das gigantes de tecnologia para evitar a propagação de notícias falsas sobre o censo de 2020. Entre os envolvidos nesse esquadrão de assistência aparentemente estão o Google, o Facebook e o Twitter. A rede de Mark Zuckebeg foi a única a confirmar o envolvimento, mas não está claro como exatamente as companhias vão ajudar a evitar que a desinformação afete a pesquisa.
Há relatos de que o escritório responsável pelo censo nos EUA tem feito reuniões sobre o assunto desde 2017. Isso porque, à época, passou a notar um crescimento de comentários — em fóruns como o 4chan — que incitam ataques com fake news ao departamento em 2020.
A Reuters cita, ainda, uma reunião do governo com o Google, na qual a empresa disse que “consideraria a criação de um projeto de pesquisa relacionado ao censo”. O censo é muito importante nos EUA, principalmente porque sua realização permite moldar distritos eleitorais e formar colégios eleitorais, além de definir a alocação de mais de US$ 800 bilhões por ano de gastos do governo federal.

13.981- Mega Techs – Xiaomi Mi Fold chega com Tudo


celular dobravel
O design único do Mi Fold, com duas abas dobráveis nas laterais fixas à tela central, tem duas grandes vantagens. Seu conceito se aproxima ao do Huawei Mate X, uma vez que a parte flexível se dobra para fora, não para dentro — com a diferença de que usa duas articulações para se revelar por completo. Esse detalhe permite, por exemplo, que, quando totalmente expandido, o aparelho da Xiaomi se aproxime mais à proporção 16:9, tradicionalmente usada em tablets. Isso o coloca em destaque para assistir a programas de TV e filmes.
E os benefícios desse recurso não param por aí. O Mi Fold não tem um dos principais problemas do Galaxy Fold: sua pequena tela exterior de 4,6 polegadas, que é muito pequena para o que o mercado oferece atualmente. O pior é que as dimensões externas reais do Galaxy Fold criam a impressão de que há muito espaço desperdiçado. Isso pode tornar o dobrável sul-coreano pouco adequado para tarefas do dia a dia (como procurar rotas, navegar na web ou tirar fotos) a menos que se abra totalmente o dispositivo — algo que talvez não se queira fazer no meio da rua.

Por outro lado, o Mi Fold enfrenta um problema totalmente oposto: embora sua tela principal ofereça bastante espaço para o uso comum do telefone, ela também é muito ampla mesmo quando as dobradiças estão fechadas, o que pode gerar incômodo no manuseio. Além disso, o Mi Fold parece ser tão ou mais espesso que o Galaxy Fold — o aparelho da Samsung deve ter algo entre 15 e 17mm.
Enquanto as especificações de design, são, por enquanto, meras expectativas, uma grande vantagem já é flagrante para o Mi Fold: ele pode ser o telefone dobrável mais barato do mercado. Atualmente, a Xiaomi trabalha com uma política que determina que as margens de lucro da divisão de hardware nunca sejam superiores a 5%, uma estratégia que permite a ela vender dispositivos como o Xiaomi Mi 9 por menos de US$ 450.
Mesmo assim, ainda se trata de um custo em torno de US$ 1 mil para o Mi Fold. Em comparação com os preços de US$ 2 mil e US$ 2,6 mil do Galaxy Fold e do Mate X, a ideia de comprar um telefone dobrável parece um pouco mais aceitável.

13.976 – Adivinhe se for Capaz – Zuckerberg planeja lançar ferramenta para ler mentes


leitura da mente
Pensar em máquinas que leem mentes parece ser uma ideia saída de filmes de ficção científica, mas para Mark Zuckerberg esse é um desejo que, em breve, pode se tornar realidade. A intenção é permitir que os indivíduos usem seus pensamentos para navegar intuitivamente pela realidade aumentada.
Em um encontro na Universidade de Harvard, o criador do Facebook falou sobre seu entusiasmo em relação a essa tecnologia — que cria uma interface cérebro-computador. O conceito pode ser um pouco contraditório, uma vez que a rede social enfrenta problemas de violação de privacidade de dados. Afinal, o Facebook já acompanha os usuários pelo GPS do smartphone e pelo código do navegador na internet, mas esse poderia ser um recurso ainda mais invasivo.
Entretanto, o executivo não vê como a interface cérebro-computador possa romper a privacidade e aponta que “o modo como os telefones e todos os sistemas de computação funcionam hoje, organizados em torno de aplicativos e tarefas, não é fundamentalmente como nossos cérebros funcionam e como nos entendemos com o mundo”. Para ele, então, faz sentido criar um sistema que tenha uso mais intuitivo.

13.972 – Neurociência – Chegaram os Chips Cerebrais


chip cerebral
“A startup Kernel, fica localizada num modesto escritório em Venice Beach, na Califórnia, mas tem grandes pretensões. É nela que uma equipe de cientistas, liderada pelo empreendedor de tecnologia Bryan Johnson, de 38 anos, trabalha para criar um micro chip para ser implantado no cérebro humano.”
“A inovação, segundo o grupo, é capaz de estimular a inteligência, potencializar a memória e melhorar as capacidades cognitivas de qualquer pessoa. Para Johnson, o chip garantiria à mente humana condições de acompanhar o ritmo da evolução dos computadores e da inteligência artificial.”
“De início, a tecnologia quer auxiliar pessoas com problemas neurológicos decorrentes do Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou traumatismo craniano. Mas, em pouco tempo, pode revolucionar a história da saúde mental. “Nossa inteligência está cercada pela artificial e isso vai levar a uma degeneração cada vez mais expressiva do nosso cérebro. É uma questão de manter as pessoas na frente, à medida que a tecnologia avança”, defende Johnson.

O funcionamento
A tecnologia trabalha por meio de um software instalado no chip, que melhora a comunicação entre as células cerebrais. Em pouco tempo, o sistema avalia o que é reconhecido como um código saudável e dissemina a informação por meio de pulsos elétricos.
As doenças do cérebro tendem a confundir o processo de conversão de experiências recentes em memória de longo prazo. A função do chip é copiar e estimular os sinais elétricos que ocorrem quando as células sadias se comunicam entre si.
De acordo com avaliações recentes, os “chips de Berger” melhoraram a capacidade intelectual de ratos e macacos submetidos a testes. A ideia é inspirada por um trabalho bastante sólido desenvolvido pelo engenheiro biomédico Theodore Berger. Ele dirige o Centro de Engenharia Neural da Universidade do Sul da Califórnia e também o departamento de ciências da Kernel. Há mais de duas décadas, se dedica à criação de chips para pessoas que sofrem com doenças cerebrais. Estatísticas indicam que elas atingem um a cada nove adultos com mais de 65 anos.
Apesar de avançada, a novidade ainda leva alguns anos para ser fabricada e mais tempo ainda para ser democratizada. Para Johnson, a demora não é um problema. Pelo menos não por preocupações financeiras. Em 2013, ele vendeu por US$ 800 milhões sua última startup, a Braintree, para a empresa de meios de pagamento PayPal.

Inovações
Bryan Johnson é um dos empreendedores que defende que o Vale do Silício pode financiar descobertas científicas em larga escala capazes de melhorar a vida de milhões de pessoas.
Por lá, é cada vez maior o número de pessoas que acreditam que máquinas inteligentes ainda vão permitir que carros se locomovam sem motorista e que sistemas de lojas deduzam as necessidades dos compradores antes mesmo de o pedido ser feito.
Companhias que buscam reprogramar DNAs ou identificar tumores com base em análises sanguíneas, por exemplo, também têm suas ideias cada vez mais consideradas. Mais exemplos curiosos ficam por conta da Thync – cuja criação foi um fone de ouvido que envia impulsos elétricos ao cérebro e melhoram o humor – e a Nootrobox, que fabrica suplementos mastigáveis com ingredientes de chá verde e cafeína que acalmam.”

13.965 – 1º ônibus elétrico movido a energia solar brasileiro


onibus solar
O ônibus, que ainda é um protótipo, deve começar a circular em Florianópolis no mês de março e será utilizado para o transporte de alunos, professores e funcionários da UFSC. As recargas do veículo serão realizadas na estação de energia solar do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica da universidade.
A WEG contribuiu com o projeto fornecendo, entre outras peças, o sistema de propulsão elétrica do ônibus. Ele leva a energia das baterias até o inversor de tração que controla o motor e entrega a força para o veículo se movimentar.
O ônibus elétrico da UFSC também surpreende pela tecnologia de frenagem regenerativa. Quando se movimentam, as rodas geram energia e no momento em que o veículo freia, esta energia é enviada novamente para as baterias e reaproveitada.
O ônibus foi elaborado seguindo o conceito de “Deslocamento Produtivo” que garante que os passageiros não fiquem ociosos durante o trajeto. O veículo conta com Internet Wi-fi de alta velocidade e dispõe de uma mesa de reuniões para que professores e estudantes possam utilizar para fins acadêmicos nas viagens.
Os engenheiros são enfáticos sobre a importância de investimentos em fontes renováveis. “Até 2050, é provável que não existam mais veículos movidos à combustíveis fósseis”
Segundo a ONU, quando pensamos em mobilidade urbana, os veículos particulares não podem ser a prioridade. Por isso, a organização aconselha que os maiores investimentos em tecnologias sustentáveis sejam direcionados para veículos de transporte coletivo.

comparação

 

13.957 – Mega Byte – Uber acumulou prejuízo de quase US$ 2 bilhões em 2018


Uber
A Uber continua sendo um buraco negro de dinheiro. A empresa continua perdendo quantias bilionárias ano após ano, como revela o relatório financeiro mais recente divulgado pela companhia de transporte. Em 2018, o prejuízo acumulado foi de US$ 1,8 bilhão.
Apesar de o valor parecer assustador, a notícia não é exatamente ruim. A Uber conseguiu reduzir o prejuízo anual na comparação com 2017, quando havia perdido US$ 2,2 bilhões. Da mesma forma, as receitas anuais chegaram à casa dos US$ 11,3 bilhões, o que representa uma alta considerável de 43% na comparação com o aferido em 2017.
Os números da empresa são importantes porque a empresa está se preparando para a abertura de capital. Espera-se que o processo de IPO, que foi aberto confidencialmente (mas que já vazou), seja um dos maiores da história, movimentando quantias gigantescas. A empresa precisa provar a investidores que seu modelo de negócios é viável a longo prazo para isso se concretizar.
Um dos desafios enfrentados pela Uber é a concorrência pesada em múltiplos mercados. Nos EUA, a Lyft é um exemplo; no próprio Brasil, a 99, que pertence à gigante chinesa Didi Chuxing, se estabeleceu como um desafiante à altura. Outros países e regiões veem situações similares, o que força a Uber a reduzir preços de corridas, reduzir margens de lucro para pagar mais a motoristas e investir pesado em marketing e recrutamento.
Os números anunciados pela Uber mostram que a empresa ainda está em franca expansão, o que são boas notícias. No entanto, a empresa ainda precisa provar que pode transformar esse crescimento em lucro em algum momento. Até então, a Uber tem se sustentado graças a investimentos bilionários feitos por empresas interessadas em ter uma participação na companhia.

13.953 – IA Gera Rostos Falsos


O site é uma criação de Philip Wang, engenheiro de software da companhia Uber.
A estrutura de inteligência artificial que alimenta o site foi originalmente inventada por um pesquisador chamado Ian Goodfellow.
Essa estrutura, por sua vez, utiliza o algoritmo de uma pesquisa lançada no ano passado pela empresa Nvidia para criar um fluxo interminável de retratos falsos.
O programa é treinado com um enorme conjunto de imagens reais e, em seguida, se aproveita de um tipo de rede neural conhecida como rede generativa antagônica (do inglês “generative adversarial network” ou GAN) para fabricar novos exemplos.

Potencialidades
Até agora, o algoritmo da Nvidia, chamado StyleGAN, provou ser incrivelmente flexível.
Embora esta versão do modelo seja treinada para gerar rostos humanos, pode, em teoria, imitar outras fontes, como personagens de anime e grafites.
Isso indica que existem aplicações criativas óbvias para essa tecnologia. Programas como este poderiam criar infinitos mundos virtuais, assim como ajudar designers e ilustradores.
Não há como negar que também existem desvantagens, no entanto. A tecnologia GAN, por exemplo, pode ser usada para sintetizar rostos de pessoas em vídeos-alvo, muitas vezes para criar pornografia não consensual.
A capacidade de manipular e gerar imagens realistas em grande escala pode ter um efeito enorme sobre como as sociedades modernas pensam em tópicos como evidências e confiança.
Por exemplo, esse software pode ser extremamente útil para criar propaganda política e campanhas de influência.
Em outras palavras, ThisPersonDoesNotExist.com é apenas uma introdução a essa nova tecnologia; suas terríveis consequências vêm depois. [TheVerge]

13.945 – Energia – A Usina de Paulo Afonso


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O Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso é um conjunto de usinas, localizado na cidade de Paulo Afonso, formado pelas usinas de Paulo Afonso I, II, III, IV e Apolônio Sales (Moxotó), que produz 4.279,6 megawatts de energia, gerada a partir da força das águas da Cachoeira de Paulo Afonso, um desnível natural de 80 metros do Rio São Francisco. Sendo assim, o Complexo de usinas de Paulo Afonso tem a terceira maior capacidade instalada dentre as usinas do Brasil, perdendo apenas para Belo Monte (11.233 MW) e Tucuruí (8.000 MW), já que Itaipu com 14.000 MW é binacional (Brasil/Paraguai).
Construída na década de 1950 foi um marco para a engenharia brasileira, visto que foi necessário controlar e reverter o fluxo do Rio São Francisco, numa obra de engenharia sem tamanho para aquela época, para então iniciar-se o processo de construção da barragem da primeira usina (Paulo Afonso I), depois inaugurada pelo presidente Café Filho em 15 de janeiro de 1955.

13.922 – IBM acaba de revelar o primeiro computador quântico comercial do mundo


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A IBM, lançou o chamado IBM Q System One, que foi anunciado como sendo o primeiro computador quântico comercial que poderá ser usado por empresas. Infelizmente, o computador não será ofertado para os consumidores e você entenderá o motivo logo abaixo.
Os computadores com tecnologia quântica são considerados uma verdadeira revolução tecnológica por conseguirem processar mais dados de forma mais rápida, com possibilidade de mudar completamente o cenário atual de computadores no mundo.
Não espere instalar este computador na mesa do seu escritório tão cedo. Por enquanto, as empresas que querem pagar para usar a tecnologia poderão fazer uso da máquina apenas via cloud (ou seja, na nuvem) da IBM.

Computadores atuais X computadores quânticos
Os computadores usados por todos atualmente armazenam dados em binário, ou seja, 0 ou 1. No entanto, os quânticos são muito mais poderosos e armazenam dados usando qubits.
Os qubits permitem uma propriedade especial: 0 e 1 podem existir simultaneamente. Esse detalhe que parece uma “bobagem” dá aos computadores quânticos a capacidade de fazer exponencialmente mais cálculos de uma única vez, tornando-os tão poderosos que podem fazer tarefas incrivelmente complexas, como descobrir um novo medicamento, por exemplo – através de análises extremamente complicadas de atividade bioquímica e enzimática do corpo humano – ou criar códigos impossíveis de serem quebrados.
O computador encontra-se em uma caixa de vidro de borossilicato (um tipo de vidro que suporta temperaturas extremas) de 9 metros de altura por 9 metros de largura, em um ambiente completamente hermético. Sua aparência é elegante. O motivo de estar em uma caixa de vidro especial é simples: os qubits perdem suas propriedades de computação quântica se estiverem fora de condições extremamente específicas e controladas – uma delas é o frio!
Características
Um computador quântico precisa ser mantido bem gelado, muito abaixo de zero graus Celsius, em um ambiente completamente livre de radioatividade e eletromagnetismo.
A proposta da IBM é contornar estes desafios físicos de funcionamento para proporcionar aos futuros clientes uma experiência única. As dificuldades em estabilizar o computador em um ambiente tão controlado é o motivo pelo qual você não terá o pc em sua mesa de escritório – pelo menos não nos próximos anos. Ainda estamos longe de tornar este tipo de tecnologia acessível para consumidores.

13.919 – Nova impressora 3D cem vezes mais rápida é apresentada nos EUA


3d
Uma impressora que poderá criar objetos em três dimensões (3D) a uma velocidade 100 vezes superior às máquinas convencionais, ao incorporar um sistema de impressão que solidifica resina líquida com duas luzes, foi apresentada nos Estados Unidos.
O método poderá revolucionar a impressão de trabalhos de manufatura relativamente pequenos, com capacidade para criar até 10 mil artigos idênticos, segundo os engenheiros da Universidade de Michigan encarregados do desenho.
A novidade do sistema de impressão radica na inclusão de duas luzes que são capazes de recriar desenhos ao solidificar resina e mantê-la líquida noutras partes, seguindo padrões que podem chegar a ser muito sofisticados, defendem os inventores.
Assim, estas máquinas podem fazer baixo relevo em 3D em apenas um disparo, em vez de seguirem o sistema convencional que imprime os objetos de forma mais lenta e através de uma série de linhas que vão solidificando lentamente ou mediante seções transversais, um pouco mais rápidas.
“Podem obter-se materiais muito mais fortes e muito mais resistentes ao desgaste”, disse o professor de engenharia Timothy Scott durante a apresentação do novo produto.
Ao acrescentar uma segunda luz para obter a solidificação da resina, a equipa de Michigan pode produzir espaços vazios muito maiores nos objetos, de um milímetro de espessura.
Nos sistemas convencionais, só há uma luz que endurece a resina e cria o objeto tridimensional a partir de planos em 2D, um método que os engenheiros responsáveis pela nova impressora consideram mais lento.

13.913 – Internet – A Volta do Orkut?


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Orkut volta com Hello

Já disponível no Brasil, nova rede social do pioneiro Orkut Büyükkökten é lançada na Índia com a ambição de ser uma alternativa à hegemonia do FacebookOrkut volta com Hello
Já disponível no Brasil, nova rede social do pioneiro Orkut Büyükkökten é lançada na Índia com a ambição de ser uma alternativa à hegemonia do Facebook. Será?
Com 1,35 bilhão de habitantes, a Índia é um dos mercados mais atraentes para redes sociais. É também o novo alvo do engenheiro de software turco Orkut Büyükkökten, conhecido como o criador da hoje nostálgica rede que levava seu nome. Há duas semanas, ele inaugurou no país asiático o serviço Hello, sua mais recente criação. Já disponível no Brasil, é uma espécie de herdeira do antigo Orkut.com, responsável por apresentar o potencial das redes sociais para muita gente, especialmente brasileiros e indianos. Enquanto esteve online, entre 2004 e 2014, a rede social chegou a 300 milhões de usuários. Começou como um projeto paralelo de Orkut quando o engenheiro trabalhava no Google — e logo se tornou sua principal ocupação. Para entrar era preciso receber um convite de outro usuário mais antigo, o que só aumentava seu apelo. Sua principal característica era reunir pessoas em comunidades nas quais podiam compartilhar gostos semelhantes. Havia milhares de grupos, para tudo: amantes de chocolate, de música alta, acordar tarde… Era uma experiência voltada para os computadores que ficou perdida com a popularização dos smartphones.

Quando a rede social encerrou suas atividades, o público acabou migrando para outras opções, principalmente o Facebook. Demorou até que o antes visionário Orkut conseguisse encontrar seu espaço. Com o Hello, ele finalmente pretende retomar a graça das comunidades. Feita especificamente para aparelhos portáteis, a rede resgata os grupos de interesse e introduz uma nova modalidade, chamada Persona, que é utilizada para definir os principais gostos de uma pessoa, do amor por gatos e cachorros até seu esporte preferido. Esses interesses, declarados pelos usuários, serão utilizados na oferta de publicidade. “As comunidades ofereciam às pessoas um espaço seguro para que elas se reunissem e dividissem seus interesses, sentimentos e paixões genuínas. Criamos toda a experiência de Hello em torno das comunidades”, disse Orkut. Com interface de apelo visual, favorece a divulgação de fotos e remete ao Instagram e ao Pinterest. Há cerca de um ano e meio no Brasil, já tem mais de um milhão de usuários. Para a campanha de lançamento na Índia, Orkut se fantasiou de Super-homem e vestiu parte da equipe com trajes de super-heróis. A mensagem é clara: recuperar o lado “cult” de sua antiga rede social.
Um dos motivos que faz com que a maioria dos antigos usuários do Orkut lembrem dele com carinho é que a rede oferecia um ambiente praticamente livre de mensagens de ódio, ao mesmo tempo em que tinha um clima divertido de descoberta de pessoas com gostos parecidos. Ela enfrentou alguns problemas legais ao longo dos anos, mas a situação não chega nem perto do que é visto hoje no Facebook. “As companhias que cuidam das redes sociais priorizam os anunciantes, as marcas e os acionistas. Elas possuem algoritmos muito sofisticados que incorporam inteligência artificial para otimizar o tempo gasto, os cliques em anúncios e o retorno financeiro. A felicidade do usuário e as conexões entre as pessoas não são a prioridade”, afirma Orkut. Segundo ele, o resultado disso é uma falta de intimidade e espontaneidade. “Vemos nossos feeds e encontramos momentos perfeitamente coreografados, aparências e situações falsas. As redes estão nos trazendo ansiedade e depressão”.
O recente escândalo envolvendo a utilização de dados de usuários do Facebook pela Cambridge Analytica só piorou a situação da rede que dominou o mundo. Informações retiradas ilegalmente de milhões de contas foram utilizadas para influenciar eleições nos Estados Unidos e na Inglaterra. A Cambridge anunciou o fim de suas atividades (leia mais sobre o caso no quadro abaixo), mas o estrago já estava feito. Mark Zuckerberg, criador do Facebook, foi obrigado a dar satisfações ao Congresso Americano. E sua rede social está sofrendo com um êxodo inédito. “As redes sociais deveriam ser transparentes sobre o que fazem com os dados dos usuários e com quem eles compartilham essas informações. Muitos se escondem atrás de termos de serviço. Sabemos que nem todos leem esses termos. É moralmente errado enganar usuários ao esconder suas intenções em letras miúdas”, afirma Orkut.
É nesse vácuo que o Hello pode encontrar terreno para crescer. “Acredito de todo coração que a tecnologia deveria nos conectar. Não entrar no caminho. Redes sociais devem ser criadas sobre valores como gentileza, amor, empatia e união”. A mensagem otimista de Orkut pode parecer até ingênua, mas oferece justamente uma esperança para quem se interessou pelas redes sociais nos anos 2000 e desde então não encontrou o mesmo ambiente divertido em outras plataformas. Ainda está longe de ser uma ameaça para o Facebook, mas mostra que há vida fora da rede social de Zuckerberg.

13.912 – Inteligência Artificial – Elementar, meu caro Watson


watson
Watson é a plataforma de serviços cognitivos da IBM para negócios. A cognição consiste no processo que a mente humana utiliza para adquirir conhecimento a partir de informações recebidas. Com o avanço da tecnologia, essa capacidade passa a ser integrada a sistemas que podem aprender em larga escala e ajudar a sociedade em uma série de finalidades, desde o atendimento a clientes até ao combate a doenças graves, essa solução também é chamada de inteligência artificial.
O Watson foi criado pela IBM para auxiliar profissionais, desenvolvedores, startups e empresas a construírem sistemas cognitivos que possam melhorar processos, interações e ações. Só no Brasil, já existem cerca de 30 casos de uso públicos em áreas como Saúde, Educação, Bancos, Agricultura, Cultura, entre outras. Ele foi apresentado mundialmente, em 2011, durante o programa americano de perguntas e respostas, Jeopardy! Ele foi um dos participantes e desafiou dois grandes vencedores da história do quiz. Na época, a solução apenas conseguia ler textos e responder perguntas. Hoje, já possui diferentes serviços como reconhecimento e análise de vídeos e imagem; interação por voz; leitura de grandes volumes de textos; criação de assistentes virtuais; entre outros. Esse sistema da IBM está disponível em nuvem, portanto não se trata de um supercomputador, um robô ou um hardware de grandes proporções e sim uma plataforma.
É um sistema para o processamento avançado, recuperação de informação, representação de conhecimento, raciocínio automatizado e tecnologias de aprendizado de máquinas.
De acordo com a IBM, “Mais de 100 técnicas diferentes são utilizadas para analisar a linguagem natural, identificar origem, localizar e gerar hipóteses, localizar e marcar evidências e juntar e rankear hipóteses.
Em Novembro de 2014 o presidente da IBM Portugal, António Raposo de Lima afirmou que o Watson, que é fluente em tratamento e validação de dados e de reconhecimento da linguagem natural e, ainda irá ter a versão em português o que fará com que a máquina se comunique com o pessoas que utilizam esta língua.
O sistema do Watson pretende otimizar a carga de trabalho que temos diariamente, nesse sentido, o computador integra processadores POWER7, criados com a tecnologia IBM’s DeepQA, que é usada para gerar hipóteses, juntar evidencias e analisar dados. Em média, o Watson consegue processar 500 gigabytes, o equivalente a um milhão de livros por segundo.
As fontes de informação do Watson são enciclopédias, dicionários, artigos e trabalhos literários. Para além disso o Watson também usa bases de dados, ontologias e taxonomias. Como fonte de informação foi usado especialmente o DBPedia, o WordNet, e o Yago.

13.908 – Dessalinização


Pesquisadores da UFSCar criam tecnologia barata para a dessalinização da água. O sistema utiliza carvões ativados para limpar a água e deixá-la potável por um custo bem mais baixo do que o das outras tecnologias existentes atualmente no mercado.
Ele também é mais eficiente, já que tem uma capacidade de cinco a seis vezes maior do que outros sistemas de dessalinização, que precisam de muita energia elétrica e de sistemas potentes de bombeamento.
No sistema desenvolvido pelos pesquisadores do Departamento de Engenharia Química, o carvão em pó é transformado em um filme, como se fosse uma película, e colocado em placas que recebem uma corrente elétrica de 1,2 volts. Ao passar pelo filtro de carvão ativado, a água tem o cloreto de sódio retirado.

13.906 – Tecnologia Contra os Hackers


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Uma parceria entre a Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC) e a Universidade Livre de Bruxelas (VUB) desenvolveu uma tecnologia baseada em lasers que “confunde” o sinal de transmissão de dados na internet e pode dificultar o acesso de hackers, aumentando a segurança na navegação na rede.
O trabalho foi publicado na Scientific Reports, do grupo Nature, uma das principais revistas científicas do mundo.

13.904 – Ensino – Óculos para Crianças com Dislexia


dislexia
O invento pode auxiliar crianças e adolescentes que sofrem com dislexia. Por meio de óculos e de um filtro verde, o cérebro organiza as letras, melhorando a qualidade da leitura e escrita de quem sofre com o transtorno.
O professor do Instituto de Biociências da Unesp José Angelo Barela explicou que os óculos têm uma câmera que faz a filmagem de um ambiente e duas outras câmeras que incidem infravermelhos nos olhos.
“A partir da refração desses raios nós conseguimos identificar onde que a pessoa está fixando o seu olhar e verificar que a fixação foi bem menor no caso da utilização do filtro verde nas crianças com dislexia”, disse Barela.
A pesquisa, que tem como objetivo alterar os estímulos para que pessoas com dislexia possam conviver melhor com o transtorno e ter mais qualidade de vida, está sendo desenvolvida há dois anos, mas os testes em laboratório ainda não acabaram.

13.898 – O Disco de Vinil


acervo vinil
Obsoleto, nada prático mas ainda utilizado, esse acervo de vinil acima caberia num único pen drive do tamanho de uma unha humana.

É uma mídia desenvolvida no final da década de 1940 para a reprodução musical, que usa um material plástico chamado vinil.
(normalmente feito de PVC), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, que podem ser reproduzidas através de um toca-discos.
O disco de vinil possui microssulcos ou ranhuras em forma de espiral que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico, que é posteriormente amplificado e transformado em som audível (música)
O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações – RPM (rotações por minuto) – que até então eram utilizados, existentes desde 1890. Os discos de vinil são mais leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio (que deve ser feito sempre pelas bordas). Mas são melhores, principalmente, pela reprodução de um número maior de músicas – diferentemente dos discos antigos de 78 RPM – (ao invés de uma canção por face do disco), e, finalmente, pela sua excelência na qualidade sonora, além, é lógico, do atrativo de arte nas capas de fora.
A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (ou CD, então lançado em agosto de 1982 na Alemanha pela Polygram) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.
Em maio de 2002 saem nos EUA os primeiros títulos em DataPlay, lançados inicialmente por Britney Spears e NSync. Nesse mesmo ano o CD já dominava 72% do mercado mundial.
A gravação e produção do disco de vinil segue um processo mecânico complicado, do tipo analógico, que se completa em sete etapas. Apesar da complexidade, a produção de um disco não dura mais de meia hora no total.
A sonda Voyager leva consigo um disco de ouro com vários sons característicos do ser humano, sons e canções de todo o tipo de culturas; o formato escolhido foi o disco com sulcos, já que é o formato com o funcionamento mais simples de todos. Na foto vê-se a frente do disco, sendo o lado com a gravação o de trás.
Ressurreição do vinil?
Nos EUA, o comércio de vinil voltou a crescer acima de 50% em 2014. De acordo com o The Wall Street Journal, ao todo 9,2 milhões de LPs foram vendidos no ano passado, um crescimento de 53% em relação a 2013. No total, a pesquisa de Nielsen SoundScan aponta que as compras dos discos nos EUA representam 6% de todo consumo de música no país. Entre os artistas que mais venderam disco de vinil, estão: Artic Monkeys e Lorde, entre outras bandas que atraem um público mais jovem no país e no restante do mundo.
No Brasil, O LP foi lançado comercialmente em 1951, mas só começaria a suplantar o formato anterior a partir de 1958 (formato 78 RPM de 10 polegadas fabricados em goma-laca, que foram introduzidos no país em 1902 e abandonados de vez em 1964). Com o lançamento do CD em 1984, anos depois o LP começou a perder espaço (isso a partir de 1992). Em 1991 foram vendidos 28,4 milhões de LPs no Brasil. Em 1993 foram vendidos 21 milhões de CDs, 16,4 milhões de LPs e 7 milhões de fitas cassetes e em 1994 foram 14,5 milhões de LPs. O LP ainda manteve vendagens razoáveis até o final de 1995, mantendo nesse ano vendagens entre 5 e 10 milhões de cópias.
As grandes gravadoras produziram LPs até 31 de dezembro de 1997, restando apenas uma gravadora independente em Belford Roxo (a Vinilpress), vindo a falir no ano 2000 fazendo o vinil praticamente sair das prateleiras do varejo fonográfico. Apesar disso, uma pequena parte ainda foi comercializada até meados de 2001, quando começaram a popularizar mídias digitais tais como o Ipod e o Napster.

13.888 – Tecnologia na Saúde – Novo sensor de raios solares ajuda a prevenir o câncer de pele


Fonte: Veja

Cientistas americanos criaram um pequeno sensor capaz de avisar ao usuário quando os níveis de luz solar estão altos o suficiente para danificar a pele. O dispositivo – que também alerta sobre os níveis de poluição e alérgenos – é o menor dispositivo do mundo e pode ser preso a qualquer parte do corpo, roupas e acessórios.

Essa não é a primeira tecnologia a oferecer este tipo de proteção, mas o que a diferencia das demais é o seu tamanho realmente pequeno – 8 milímetros de largura, 1 milímetro de espessura e pesa 50 miligramas –, ser à prova d’água, ou seja, dá para usar na praia ou na piscina, e o preço acessível – 60 dólares (cerca de 235 reais). Segundo a L’Óreal, marca responsável pela invenção, o sensor não precisa de bateria (funciona com energia solar) e interage com smartphones para enviar ao usuário os dados captados no ambiente.
De acordo com os pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, um dos principais objetivos do estudo foi criar uma forma de proteger as pessoas contra as ações negativas do sol sobre a pele e, assim, diminuir a incidência de câncer de pele na população. Isso porque mesmo que as pessoas estejam ciente da necessidade de adotar medidas de proteção, no dia a dia é muito difícil determinar a quantidade de radiação UV, poluição ao qual estamos expostos e que podem prejudicar a nossa saúde.
Para isso eles criaram um sensor capa de converter a luz UV em corrente elétrica, cuja magnitude indica o nível de exposição ao sol. As informações captadas são enviadas para o smartphone através de uma antena de rádio embutida no produto. O aplicativo instalado no celular recebe os dados e pode utilizá-los para fazer uma busca comparativa na internet sobre os índices UV atuais, o clima e outras condições climáticas na região. O usuário ainda pode inserir informações próprias: seu tipo de pele, quanto protetor solar passou (ou se não passou) e o estilo de roupa que está usando. “Isso permite que eles recebam uma recomendação muito específica”.
Além de rastrear a exposição geral aos raios UV, o dispositivo ainda notifica sobre o tipo de luz ultravioleta com a qual os usuários estão entrando em contato. Isso porque ele mede a exposição através da leitura dos comprimentos de onda: diferentes comprimentos estão associados a níveis de risco distintos. Os raios mais curtos, como o UVB, são os mais perigosos em termos de desenvolvimento de câncer. “Ser capaz de separar e medir separadamente a exposição a diferentes comprimentos de onda da luz é realmente importante”, ressaltou Rogers.
Testes do sensor
Os testes das capacidades do sensor foram realizados com nove voluntários brasileiros e 13 americanos. Eles utilizaram o produto em partes variadas do corpo enquanto faziam atividades recreativas no telhado, nadavam, tomavam banho ou faziam longas caminhadas. “Neste momento, as pessoas não sabem o quanto de luz UV elas realmente estão recebendo. Este dispositivo ajuda você a manter uma consciência. Para os sobreviventes de câncer de pele, também pode ser uma maneira de manter seus dermatologistas informados”, comentou Rogers.

Já para verificar a durabilidade e resistência do sensor, os pesquisadores recrutaram alguns alunos que deveriam tentar destruí-lo com qualquer método que quisessem. Os estudantes jogaram dentro de um balde com água, colocaram na máquina de lavar-louça e até mesmo tentaram esmagar o dispositivo, que sobreviveu a tudo. “Não há interruptores ou interfaces para desgastar, e [o sensor] é completamente selado com uma fina camada de plástico transparente. Achamos que durará para sempre”, comentou John Rogers, principal autor da pesquisa, ao Daily Mail.
Com o sucesso dos experimentos, a La Roche Posey (linha de luxo da L’Óreal) já disponibilizou o dispositivo para venda nos Estados Unidos.

Câncer de pele
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente de câncer no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.A doença é mais comum em indivíduos maiores de 40 anos, principalmente com pele clara, sensível à ação dos raios solares.
A doença se manifesta em duas formas principais: o carcinoma basocelular, mais frequente e com maior chance de cura já que geralmente apresenta menos metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do organismo), e o carcinoma epidermoide ou espinocelular, câncer de pele mais agressivo que aparece nas regiões do corpo com maior exposição ao sol, como rosto, cabeça, pescoço, braços mãos e pés. O carcinoma epidermoide pode dar origem a metástases nos pulmões, colo do útero e na mucosa da boca.
A exposição excessiva ao sol também pode causar o envelhecimento da pele (fotoenvelhecimento), que manifesta sintomas como pele ressecada (craquelada), áspera e manchada; além de deixar as rugas mais profundas e evidentes.

cancer de pele

13.883 – Automóvel – Os 10 carros mais vendidos de todos os tempos no Brasil


Dentre os diversos modelos de automóveis que são lançados anualmente no Brasil, alguns sempre se destacam e viram um sucesso de vendas. Este fator, por ir além das expectativas das montadoras, faz com que nos anos seguintes estes modelos voltem a liderar o ranking com seus modelos atualizados.
Seja um carro compacto, um sedan ou até mesmo um carro para maior número de passageiros, alguns destes veículos fazem tanto sucesso que acabam por se tornarem ícones da indústria automobilística até mesmo anos após suas produções se encerrarem.
1º lugar: Volkswagen Gol

gol
Comercializado pela montadora alemã Volkswagen, o Gol teve sua produção iniciada em 1980 e hoje é o modelo mais exportado do Brasil, abrangendo mais de 50 países. Atualmente o Gol atinge a marca de mais de 6 milhões de unidades vendidas, e este número só tende a aumentar, visto que a cada ano é lançado um novo modelo.

2º lugar: Fiat Uno

uno
Modelo compacto e econômico, o Uno foi inicialmente lançado na década de 1980 na Europa. Seu preço reduzido ajudou a colocá-lo no segundo lugar do ranking atual dos mais vendidos com mais de 3 milhões de unidades comercializadas. Em 2010 foi lançado o novo Uno que tem se atualizado anualmente com novas atualizações.

3º lugar: Volkswagen Fusca

fusca
Com certeza um dos mais clássicos dessa lista é o Fusca, o primeiro automóvel da Volkswagen. Sua produção teve início em 1938, vindo para o Brasil na década de 1950 e encerrando sua produção em 1996, atingindo 3 milhões de unidades vendidas.

4º lugar: Fiat Palio

palio
Modelo compacto e de muito sucesso, o Palio foi lançado em 1996 ganhando preferência no mercado ao longo dos anos e passando por algumas modificações. Atualmente ocupa o quarto lugar entre os mais vendidos no Brasil, com cerca de 2,5 milhões de unidades comercializadas.

5º lugar: Chevrolet Celta
Lançado no ano 2000 como um carro popular, o Celta entrou no mercado para competir com modelos como Ford Ka, Fiat Uno, Gol e Palio. Teve grande retorno em vendas ao longo dos anos e atualmente já foram vendidos 1,7 milhões de unidades.

6º lugar: Chevrolet Chevette
Outro modelo clássico é o Chevette. Ele teve sua produção iniciada em no Brasil em 1973, encerrando em 1993. Ao longo dos anos ganhou fama e teve algumas variações como a picape Chevy 500. O Chevette entra na lista dos mais vendidos com 1,6 milhões de unidades comercializadas.
7º lugar: Chevrolet Classic (Corsa)
Modelo sedan de quadro portas da Chevrolet, o Classic é basicamente uma modificação do Corsa Sedan. A fim de diferenciá-los, passou a se chamar Corsa Classic ou apenas Classic. Suas vendas no Brasil são de aproximadamente 1,5 milhões de unidades até a atualidade.

8º lugar: Volkswagen Kombi
A Kombi também entra na lista dos clássicos mais vendidos, como o Fusca e o Chevette. A produção no Brasil teve início na metade do século 1950 e foi até o ano de 2013. Na classe de vans, a Kombi lidera como o automóvel mais vendido e, dentre os demais, aparece em oitavo lugar, com 1,5 milhões de unidades vendidas.

9º lugar: Ford Corcel

corcel
Modelo fabricado pela montadora Fiat, o Corcel foi comercializado no Brasil de 1968 a 1986. Durante os dezoito anos de produção teve diversos modelos como o Corcel GT, Corcel Bino e GTXP. Entra na lista dos mais vendidos com 1,3 milhões de unidades vendidas.

10º lugar: Ford Fiesta
Produzido pela Ford deste 1976, o Fiesta só chegou ao Brasil na metade dos anos 1990. Ele se destaca mundialmente como um dos modelos mais vendidos da Ford. Atualmente são 1,2 milhões de unidades comercializadas no Brasil.

13.882 – Museu do Automóvel – O Karmann-Ghia


Karmann-Ghia
Foi um automóvel esportivo produzido pela Volkswagen, projetado pela empresa italiana Carrozzeria Ghia, e construído pela empresa alemã Karmann. Foi produzido inicialmente na Alemanha, e mais tarde também no Brasil. Cerca de 445.000 Karmann-Ghias foram produzidos entre 1955 e 1975.
No início dos anos 1950 a Volkswagen produzia apenas o Fusca e a Kombi, típicos carros pós-guerra: resistentes, sóbrios e baratos. O mundo entretanto já se recuperava da Segunda Guerra Mundial, e a demanda por carros mais elegantes e luxuosos aumentava. A Volkswagen acabara de sair do controle britânico (1949), e de certa forma já se aventurara timidamente neste mercado, com a versão conversível do Fusca. Entretanto a gerência da Volkswagen ainda considerava a possibilidade de oferecer um carro que levantasse a imagem da firma, atendendo plenamente a esse mercado.
O projeto inicial apresentado pela Karmann não agradou muito aos executivos da VW. Buscando satisfazer um cliente tão importante, a Karmann procurou ajuda no mais renomado estúdio de design do mundo: o Estúdio Ghia. Segundo relatos não oficiais, Luigi Segre, responsável pelo renomado estúdio, teria apresentou a Wilhelm Karmann um desenho não utilizado pela Chrysler, o coupé Chrysler Guia Special.
Segundo o acordo fechado entre as empresas, o carro seria vendido pela Volkswagen mas produzido pela Karmann sobre a plataforma do Fusca/Carocha (alargada em 30 cm, e no total o carro seria 12 cm mais longo). Após testes suplementares e refinamentos no projeto, o ferramental foi encomendado, e em julho de 1955 o coupe Volkswagen foi apresentado a imprensa. Entretanto o carro ainda não tinha nome, apenas o código “Typ 14”. Após considerar alguns nomes italianos para o carro, o nome Karmann-Ghia foi escolhido, refletindo o exotismo do carro e a participação das várias empresas em seu projeto.

Produção
A carroceria era feita à mão, num processo consideravelmente mais caro do que a linha de montagem utilizada pelo Fusca/Carocha. Isto se refletiu no preço do carro, quase 1000 dólares mais caro. Ao invés de paralamas aparafusados como o do Fusca/Carocha, os painéis da carroceria eram feitos à mão, com uma liga especial e soldagem em linha. Na época apenas os carros mais luxuosos eram construídos assim, refletindo desejo da Volkswagen em alavancar sua imagem com o carro.
Devido aos compromissos com o design, o espaço interno não era dos melhores, com pouco espaço para as pernas na frente, e pouca altura entre o banco de trás e o teto. Entretanto o interior era mais refinado que o do Fusca/Carocha, com um painel protuberante, volante branco com dois raios e relógio. Havia um pequeno bagageiro atrás do banco traseiro, complementando o diminuto compartimento dianteiro.
Por utilizar a mesma plataforma do Fusca/Carocha, o Karmann-Ghia herdou dele todas as configurações mecânicas, como suspensão, caixa de velocidade e freios a tambor. Utilizando o mesmo motor do Fusca/Carocha, o Karmann-Ghia não oferecia um desempenho exatamente esportivo. Mesmo acompanhando a evolução dos motores do Fusca ao longo de sua produção (1500cc e 1600cc), o carro contava mais com o estilo e a confiabilidade da mecânica Volkswagen para garantir suas vendas.
Em agosto de 1957 uma versão conversível foi apresentada, resolvendo o problema do banco traseiro (ao menos com a capota abaixada) e aumentando ainda mais o apelo do carro.
Os planos de crescimento da empresa no Brasil fizeram com que a VW resolvesse produzi-lo localmente. Em 1960 a Karmann abriu uma fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo, e em 1962 o primeiro Karmann-Ghia brasileiro saiu da linha de montagem, muito semelhante ao modelo vendido no mercado europeu.
Em 1967 a motorização inicial de 1200cc e 36 cavalos foi substituída pelo motor 1500cc, de 44 cavalos, conferindo um pouco mais de “esportividade” ao modelo, e levando-o, segundo a fábrica, aos 138 km/h de velocidade máxima. Assim o desempenho ficava um pouco mais condizente com o aspecto, pelo menos para os padrões da época.
Além disso, o sistema elétrico passou de 6V para 12V, e o desenho das lanternas traseiras foi modificado.
No final de 1967 foi lançado o Karmann-Ghia conversível, que atualmente é um dos modelos brasileiros mais raros e valorizados. Foram produzidas apenas 177 unidades.
Em meados de 1969 ocorreu o aumento da bitola traseira e do corte dos paralamas traseiros, o que deixou a roda traseira mais visível.
Em 1970 o Karmann-Ghia ganhou o novo motor 1600cc de 50 cv – que tinha um torque maior. Agora eram 10,8 kgfm a 2800 rpm, contra 10,2 kgfm a 2600 rpm do antigo 1500, que respondiam por mais força em arrancadas e retomadas. O sistema de freios foi substituído por freios a discos na dianteira e o modelo dos parachoques passou a ser uma única lâmina com dois batentes com protetores de borracha. Também nesse ano foi lançada a versão TC, com inspiração nos modelos Porsche. Esta reformulação na linha do Karmann-Ghia não foi suficiente para dar sobrevida aos modelos. Em 1971 a Volkswagen do Brasil decidiu tirar de linha o modelo tradicional e em 1972 foi a vez da versão TC ter a produção encerrada. O modelo europeu ainda seria fabricado até 1974.
Até ser substituído pelo VW-Porsche 914, era o mais caro e luxuoso carro de passeio da VW. Na década de 1960 podia-se comprar dois Fuscas pelo preço de um Typ 34 em muitos países. Seu relativo alto preço significou uma demanda baixa, e apenas 42.505 (mas 17 protótipos conversíveis) foram construídos em todo período em linha do modelo, entre 1961 e 1969 (cerca de 5.000 por ano). Hoje o Typ 34 é considerado um item de colecionador semi-raro.
Embora o Typ 34 tenha sido vendido em muitos países, nunca foi oficialmente comercializado nos Estados Unidos – o principal mercado de exportação da VW – outra razão para seu baixo número de vendas. Muitos ainda assim chegaram aos Estados Unidos, principalmente via Canada, e os Estados Unidos possuem o maior número de Typ 34 restantes no mundo (400 do total de cerca de 1.500 ou 2.000 sobreviventes).
A fábrica preparou um novo modelo para apresentar no Salão do Automóvel de 1970, o Karmann-Ghia TC (Touring Coupê). Apesar de manter vários vínculos estéticos com o seu antecessor, o TC era basicamente um novo carro, destinado a outro nicho do mercado (mais caro). Ao invés da plataforma do sedan, o TC baseava-se na plataforma do TL (seguindo um exemplo do Typ 34). A sua traseira fastback e detalhes dos faróis e pará-lamas o faziam assemelhar-se muito ao Porsche 911 (principalmente o protótipo 695).
A adoção de freios a disco nas rodas dianteiras e um baixo centro de gravidade contribuiam para o apelo esportivo que a montadora queria do modelo. Mesmo o motor sendo um 1600, como nos últimos Karmann-Ghias, no TC vinha com o mesmo acerto da motorização que equipou o “Super-Fuscão”: quatro cilindros contrapostos, quatro tempos, traseiro, diâmetro e curso do cilindro de 85,5 x 69 mm; 1584 cc, taxa de compressão de 7,2:1; potência máxima de 65HP SAE a 4600 rpm; torque máximo de 12 mkg SAE a 3000 rpm; sistema de alimentação com dois carburadores de corpo simples, de aspiração descendente. Como resultado a Volkswagen anunciava que seu novo esportivo era capaz de atingir 145 km/h.
O TC era uma proposta inovadora no inexplorado mercado de esportivos brasileiros. Entretanto, a qualidade de sua construção não era tão boa quanto o modelo anterior: logo após seu lançamento, os consumidores começaram a reparar na facilidade de corrosão do carro (principalmente em torno da grade dianteira).

TC azul

tc