13.764 – Tecnologia – A Revolução dos Microscópios


Mikroskop
Um instrumento óptico com capacidade de ampliar imagens de objetos muito pequenos graças ao seu poder de resolução. Este pode ser composto ou simples: microscópio composto tem duas ou mais lentes associadas; microscópio simples é constituído por apenas uma lente células. Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado no final do século XVI por Hans Janssen e seu filho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos.
udo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o neerlandês Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723). Serve-se especialmente para os cientistas, que utilizam este instrumento para estudar e compreender os micro-organismos.
Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica. Nesses aparelhos ele observou detalhadamente diversos tipos de material biológico, como embriões de plantas, os glóbulos vermelhos do sangue e os espermatozoides presentes no sêmen dos animais. Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos micróbios, como eram antigamente chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos como micro-organismos.
Os microscópios dividem-se basicamente em duas categorias:
Microscópio ótico: funciona com um conjunto de lentes (ocular e objetiva) que ampliam a imagem transpassada por um feixe de luz que pode ser:
Microscópio de campo claro
Microscópio de fundo escuro
Microscópio de contraste de fase
Microscópio de interferência.
Microscópio eletrônico: amplia a imagem por meio de feixes de elétrons, estes dividem-se em duas categorias: Microscópio de Varredura e de Transmissão.
Há ainda os microscópios de varredura de ponta que trabalham com uma larga variedades de efeitos físicos (mecânicos, ópticos, magnéticos, elétricos).
Um tipo especial de microscópio eletrônico de varredura é por tunelamento, capaz de oferecer aumentos de até cem milhões de vezes, possibilitando até mesmo a observação da superfície de algumas macromoléculas, como é o caso do DNA.
A citologia é dependente de equipamentos que permitem toda a visualização das células humanas, pois a maioria delas são tão pequenas que não podem ser observadas sem o auxílio de instrumentos óticos de ampliação. O olho humano tem um limite de resolução de 0,2 mm. Abaixo desse valor, não é possível enxergar os objetos sem o auxilio de instrumentos, como lupas e, principalmente, o microscópio.
O crédito da invenção do microscópio é discutível, mas sabe-se que em 1590 os irmãos neerlandeses Franz, Johan e Zacarias Janssen compuseram um artefato rudimentar munido de um sistema de lentes, que permitia a ampliação e a observação de pequenas estruturas e objetos com razoável nitidez. O aparelho foi denominado de microscópio e constituiu a principal janela da ciência para o mundo além da capacidade de resolução do olho humano.
Em 1665, o inglês Robert Hooke usou um microscópio para observar uma grande variedade de pequenos objetos, além de animais e plantas que ele mesmo representava em fiéis ilustrações. Hooke percebeu além que a casca do carvalho era formada por uma grande quantidade de alvéolos vazios, semelhantes à estrutura dos favos de uma colmeia. Naquela época, Hooke não tinha noção de que estava observando apenas contornos de células vegetais mortas. Publicou as suas descrições e ilustrações em uma obra denominada Micrographia, em que usa a designação “little boxes or cells” (pequenas caixas ou celas) para denominar os alvéolos observados, dando origem assim ao termo célula. O termo acabou tornando-se definitivo.

13.763 – Curiosidades – Por que se usa a Maquete?


maquete de estaçao
Trata-se de uma representação (completa ou parcial) em escala reduzida de um objeto, sistema ou estrutura de engenharia ou arquitetura, ou ainda, o esboço.
Uma maquete, pode ser estática, se visa analisar o aspecto físico do que está sendo modelado, ou dinâmica, se visa analisar o comportamento funcional do que está sendo modelado.
As maquetes estão presentes na história da humanidade desde a antiguidade, geralmente ligadas instalações militares defensivas, como os castelos medievais e a muralha da China. As maquetes tem sido um método importante de limitação dos gastos e dos recursos antes que um projeto fosse aprovado para construção em larga escala. Os maquetistas têm tido, portanto, um impacto considerável na história cuja dimensão nós conhecemos apenas vagamente
O filme King Kong de 1933, demonstra o uso do modelismo quanto à estrutura esquelética do modelo que representou o gorila, como também as inúmeras maquetes representando a selva habitada pelo personagem principal, evitando custo de transporte e perigos inerentes se um ambiente real fosse utilizado.
Essa técnica só tem evoluído ao longo do tempo, e hoje em dia, os personagens mais populares fazem viagens espaciais a “planetas distantes” em “naves” espaciais sofisticadas, tudo baseado em modelismo e maquetes.
Sendo as maquetes fundamentalmente “representações realistas”, uma de suas principais características é a similitude, que permite a sua aproximação com o comportamento do objeto real nos quesitos: geométrico, cinemático e dinâmico.
Por exemplo, na dinâmica dos fluidos, o coeficiente de Reynolds, assim como todas as demais dimensões importantes, precisam ser iguais entre o modelo a ser testado e o protótipo a ser fabricado para que o teste seja considerado válido.
As maquetes, podem também ser representações virtuais, como nos desenhos assistidos por computador (vulgo CAD, Computer Assisted Design), quando, então, recebem a denominação específica de maquete eletrônica.
As maquetes são, geralmente, utilizadas em projetos de planejamento urbano mostrando o visual de novas construções no contexto da área existente.
As maquetes podem ser feitas com uma grande diversidade de materiais, incluindo plásticos, metais, madeira e um material próprio chamado cartão de maquete. Em diversos lugares, há museus com exposições de maquetes.

13.750 – Mega Byte – Quando surgiu o youtube?


you tube
A palavra “youtube” foi feita a partir de dois termos da língua inglesa: “you”, que significa “você” e “tube”, que provêm de uma gíria que muito se aproxima de “televisão”. Em outras palavras seria a “televisão feita por você”. Essa é justamente a principal função do fenômeno da internet: permitir que os usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital.
O Youtube foi criado em fevereiro de 2005, por Chad Hurley e Steve Chen, dois funcionários de uma empresa de tecnologia situada em São Francisco, EUA. O site surgiu em virtude do inconveniente que era compartilhar arquivos de vídeo, já que estes eram muito grandes, o que dificultava seu envio por e-mail.
O site permite que os usuários coloquem seus próprios vídeos na rede, sendo visualizados por qualquer pessoa no mundo inteiro. O Youtube utiliza o formato Macromedia Flash para reproduzir os conteúdos, além de permitir que usuários coloquem os vídeos em seus blogs e sites pessoais. Todo o potencial do Youtube foi reconhecido pela revista americana Time, que elegeu o site como a melhor invenção de 2006.
Devido ao grande sucesso do Youtube, em outubro de 2006, a gigante Google anunciou a compra do site pela quantia de US$1,65 bilhão, unificando os serviços do seu próprio site de compartilhamento de vídeos, Google Vídeo, ao Youtube. A principal regra do site é o não-compartilhamento de vídeos protegidos por direitos autorais, fato que na maioria das vezes não é cumprido.
Outro fato que chamou a atenção de todos foi uma determinação judicial no dia 05 de janeiro de 2007 que ordenava o bloqueio do site. Essa determinação havia sido ocasionada pelo polêmico vídeo envolvendo uma apresentadora de TV trocando carícias com seu namorado em uma praia espanhola. Isso acarretou o bloqueio de cerca de 5,5 milhões de usuários brasileiros, o que fez despertar uma onda de protestos contra a medida. No dia 09 de janeiro foi declarado que o site não deveria ser bloqueado.
Estima-se que diariamente cerca de vinte mil novos vídeos são carregados e trinta milhões são assistidos no Youtube.

13.746 – Física – Pequeno reator de fusão nuclear de empresa privada atinge temperaturas mais altas do que o Sol


reator-nuclear
Uma empresa privada localizada em Oxfordshire, Reino Unido, chamada Tokamak Energy, afirmou ter testado com sucesso um protótipo de reator de fusão nuclear. Segundo eles, o modelo atingiu temperaturas mais altas do que o Sol e possivelmente poderá começar a fornecer energia em 2030. As informações são da IFLScience.
O dispositivo foi nomeado como ST40, e é a terceira máquina do tipo que a empresa criou até agora. Segundo declaração oficial, ele foi capaz de atingir temperaturas de até 15 milhões de graus Celsius.
De acordo com o CEO da empresa, Jonathan Carling, o objetivo do projeto é tornar a energia de fusão uma realidade comercial até 2030.
Até o momento, a Tokamak Energy levantou cerca de 40 milhões de dólares para financiar o projeto. Segundo eles, a abordagem pequena utilizada até agora é fundamental para que seus objetivos sejam alcançados. O ST40, que tem o tamanho aproximado de uma van, é relativamente menor aos reatores de fusão vistos em outras partes do mundo, que normalmente são do tamanho de uma casa ou campo de futebol.
Para alcançar essas altas temperaturas, o ST40 usou o chamado merging compression, que visa liberar energia através de anéis de plasma, que colidem e produzem campos magnéticos que se “encaixam”, conhecidos como reconexão magnética.
Atualmente existem dois projetos principais para reatores de fusão nuclear, ambos com o objetivo de torcer campos magnéticos e confinar o plasma superaquecido em seu interior. Um primeiro, o tokamak, que tem a forma de uma rosquinha, usa grandes quantidades de energia para torcer o plasma, enquanto um stellarator, que tem forma de uma rosquinha torcida, consegue obter o mesmo efeito.
Utilizando um design mais compacto, a Tokamak Energy afirmou que pode obter pressões de plasma mais elevadas do que os modelos convencionais. O objetivo deles era controlar o plasma com ímãs supercondutores de alta temperatura e, eventualmente, começar a produzir energia útil.
O primeiro protótipo da empresa, o ST25, foi construído em 2013, enquanto o segundo foi produzido em 2015, na esperança de alcançar mais de 100 milhões de graus Celsius. Em 2025, eles esperam desenvolver um dispositivo de energia em escala industrial e, em 2030, esperam começar a fornecer energia à rede a partir da fusão.
O campo da fusão nuclear tem vivenciado grandes avanços nos últimos anos, com diferentes equipes sustentando plasmas de hidrogênio e hélio por diferentes períodos de tempo. Embora ainda estejamos longe de viver a base de reatores de fusão nuclear úteis, aparentemente estamos caminhando na direção certa.

13.730 – Mega Techs – Como Funciona o Bluetooth


bluetooth
Trata-se de uma tecnologia de comunicação sem fio, desenvolvida pela Ericsson em 1994 e permite a troca de dados em dispositivos. Ao que tudo indica a tecnologia chegou pra ficar e está cada vez mais difundida.
Foi batizada Bluetooth em homenagem a um antigo rei da Dinamarca e da Noruega, Harold Blatand (em inglês, Harold Bluetooth). O nome foi utilizado pela sua façanha de ter unificado as tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas, já que a tecnologia é justamente uma forma de unificação de diferentes dispositivos. O logotipo e símbolo do Bluetooth também é baseado no nome de Harold, já que é formado pela união das runas nórdicas Hagall e Berkanan, correspondentes às iniciais do nome do rei, “H” e “B”, respectivamente.

Como funciona o Bluetooth?
O sistema utiliza uma freqüência de rádio de onda curta (2.4 GHz) para criar uma comunicação entre aparelhos habilitados. Como seu alcance é curto e só permite a comunicação entre dispositivos próximos, seu consumo de energia é bem baixo.
A comunicação do Bluetooth se dá através de uma rede chamada piconet, que só permite a conexão de até oito dispositivos. Porém, para aumentar essa quantidade, é possível sobrepor mais piconets, capacitando o aumento de conexões pelo método chamado de scatternet.
Embora já existam classes de Bluetooth com alcance de 100 metros, a maioria dos dispositivos conta com alcance de 1 a 10 metros, o que, embora seja uma desvantagem, ajuda na segurança dos usuários. Outra garantia de ambiente seguro é que, antes de efetuar trocas de dados e arquivos entre aparelhos que dispõem do Bluetooth, normalmente deve-se ativar a função através das configurações dos dispositivos.

13.728 – Atualidades – Principais Avanços Científicos


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Vários avanços foram feitos na última década no que se refere à interface cérebro-máquina, abrindo caminho para ajudar pessoas com deficiências, paralisias ou que sofreram amputações a recuperar os movimentos. Em 2009, Pierpaolo Petruzziello, italiano que vive no Brasil, conseguiu controlar um braço robótico usando a própria mente, com eletrodos conectados ao sistema nervoso. Ele foi o primeiro paciente a fazer movimentos complexos com as mãos, como pegar objetos, com o pensamento.

Plutão rebaixado (2005)
Em janeiro de 2005, uma equipe coordenada pelo astrônomo Mike Brown, do Observatório Palomar, na Califórnia, descobriu o planeta anão Eris, com 27% mais massa que Plutão e bem próximo dele, numa região conhecida como cinturão de Kuiper. O achado trouxe uma consequência: no ano seguinte, a União Astronômica Internacional entendeu que a probabilidade de encontrar outros corpos rochosos gelados com aquelas dimensões na região era tão alta (como se confirmou depois), que a definição do pobre Plutão não fazia mais sentido. O resultado? Ele foi rebaixado para “planeta anão”.

Células reprogramadas (2007)
Células-tronco são a grande promessa da ciência para revolucionar a medicina, já que podem se transformar em qualquer outra célula do corpo, e não há nada igual às embrionárias nesse aspecto. Mas a utilização desse recurso envolve questões éticas. Pesquisadores apresentaram uma alternativa bastante promissora ao conseguir reprogramar células adultas de pele humana para que se tornassem capazes de se diferenciar em vários tecidos. Dois grupos independentes — um liderado por James Thomson, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, e outro por Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, no Japão — demonstraram em 2007 a eficácia de um método que já tinha sido usado com sucesso em camundongos um ano antes. Yamanaka até recebeu o Nobel, em 2012, por suas pesquisas. Só em 2014, no entanto, é que foi feito o primeiro teste em humanos com células iPS. Uma mulher de 70 anos, no Japão, , recebeu um implante para tratar uma doença ocular que causa cegueira. Apesar dos avanços, que já tem feito cientistas recriarem tecidos de órgãos e até neurônios, ainda há um longo caminho pela frente para confirmar se as iPS são mesmo o futuro da medicina.

Água puxada para fora do ar
Pesquisadores do Insituto de Tecnologia de Massachussets e a Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, inventaram um dispositivo que literalmente tira a água do ar. Ele é alimentado por energia solar e usa uma estrutura de zircônio e fumarato para coletar o vapor de água. O protótipo foi capaz de puxar três quartos de água do ar em apenas 12 horas. A umidade chegou ao equivalente entre 20 e 30%.

Três planetas semelhantes à Terra
O sistema solar TRAPPIST-1 está localizado a cerca de 40 anos-luz da Terra. A NASA acabou de descobrir que este sistema tem três planetas neste sistema estelar que orbitam a zona habitável, o que poderia fornecer condições adequadas para a existência de água e vida extraterrestre.

planetas igua a terra

Célula voltaica que funciona com ácidos do estômago
Uma pequena célula voltaica que funciona com fluídos estomacais foi inventada por pesquisadores do Insituto de Tecnologia de Massachussets e da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos. A célula poderia alimentar sensores colocados no trato gastrointestinal durante um longo período de tempo e ser usada para monitorar sinais vitais e ajudar em tratamentos médicos.

13.726 – Me engana que eu Posto – Dietas, câncer e diabetes são os maiores alvos das fake news na saúde


Dr google

Emagrecimento, câncer e diabetes são os temas mais frequentes em notícias falsas sobre saúde no Brasil. A conclusão é de um levantamento inédito de VEJA, que avaliou quase 1000 posts campeões de compartilhamentos do Facebook publicados entre fevereiro e junho em seis páginas que são notórias divulgadoras de enganações sobre o tema. Cerca de 35% versavam sobre fake news médicas.
São elas: “Bruno Gagliasso Amor e Fé” (que não qualquer tem relação nenhuma com o ator da Globo ou foi tirada do ar nas últimas semanas), “Cura Pela Natureza”, “Cura Verde”, “Milagre da Natureza”, “Natureza & Saúde” e “Saúde e Bem-Estar”.
Cerca de 26,4% dos posts traziam notícias sobre obesidade e emagrecimento; 12% a respeito de câncer; 8%, diabetes; 4,5%, gordura no fígado; 3,6% infecção urinária; 2,7% artrite ou dores nas articulações.
Os dados estão em reportagem de capa da revista Veja, uma das revistas de maior circulação pelo Brasil.
O texto mostra como a curandeirice digital representa uma ameaça à saúde pública, prejudica pacientes, preocupa governos e enche de dúvidas os consultórios médicos.
Mais: representam um desafio para campanhas de vacinação, em meio à ameaça da volta da poliomielite. Além disso, confira onde procurar informações confiáveis e tirar suas dúvidas sobre o que pode ser uma fraude.

Fake news

13.720 – Acredite se Quiser – Chegaram os Robôs Sexuais


ela é um robo
As companhias norte-americanas True Companion e Real Doll criaram robôs que fazem sexo e ainda têm reações quando são tocados.
Os modelos fazem pequenos movimentos e conversam com o parceiro. De acordo com o lugar onde são tocados, soltam frases como “estou tão excitada” ou “faz mais forte”.
Alguns produtos várias opções de personalidade que podem ser pré-programadas pelo usuário, desde a comportada à mais ousada.
E os orifícios do robô possuem sensores e motores que dão a sensação de uma experiência mais real.
Eles vão parecer completamente humanos – em altura, peso, temperatura corporal e nos órgãos sexuais – e vão conseguir responder ao toque e interagir durante as relações sexuais.
“O próximo grande avanço vai permitir-nos usar a tecnologia para encontros íntimos – para nos apaixonarmos, para fazermos sexo com robôs e até casar com eles”, afirmou o especialista David Levy, num artigo publicado no Daily Mail.
Empresas como a Abyss Creations já têm trazido para o mercado robôs anatomicamente corretos e com vários detalhes reais, mas o próximo passo é que vai mudar tudo, segundo Levy.

13.701 – Mega Vídeo – Projetos Futurísticos do Google


O que é futurologia?

É a tentativa de prever, com uma abordagem científica, o futuro mais ou menos remoto da humanidade, tendo como objetivo abordar os vários cenários possíveis do futuro.
Apesar de uma elevada exatidão em pontos específicos, o trabalho de um futurólogo não é indicar o que vai acontecer, mas sim o que poderá acontecer. Em futurologia os cenários e eventos são, ou não, definidos como:

possíveis,
prováveis,
desejáveis.
A futurologia busca entender o que provavelmente continuará e o que poderá plausivelmente mudar. Parte da disciplina pretende, assim, uma compreensão sistemática e com base em padrões do passado e do presente, e para determinar a probabilidade de eventos e tendências futuras.
Vejamos abaixo num vídeo alguns projetos futurísticos do gigante Google, uma das empresas que mais investem em tecnologia no mundo:

13.700 – Impressora 3D pode imprimir pele humana e ajudar a cobrir feridas em menos de 2 minutos


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Pesquisadores da Universidade de Toronto, Canadá, desenvolveram uma impressora 3D portátil que é capaz de imprimir camadas de tecido de pele diretamente na pele dos pacientes, ajudando a cobrir feridas. De acordo com os cientistas responsáveis, a impressora é uma alternativa aos enxertos de pele convencionais, não exigindo que o tecido saudável seja removido da pele de um doador.
Basicamente, o dispositivo, que cabe em uma mão e pesa menos de dois quilos, pode ser usado com um aplicador de adesivo, que é passado diretamente nas áreas lesionadas, segundo informações da CNet e New Atlas. No entanto, ao invés de dispensar adesivo, ele estabelece folhas de tecido feitas à base de alginato – uma molécula espessante retirada de algas.
No lado de baixo de cada uma das folhas há tiras de biotinta, feitas à base de materiais biológicos como células de pele e colágeno, que é a proteína mais abundante da pele, junto com a fibrina, muito útil na cicatrização de feridas.
Os pesquisadores, liderados pelo estudante de doutorado Navid Hakimi, sob a supervisão do professor Axel Guenther, acreditam que o modelo é o primeiro do mundo a formar a pele diretamente em cima de uma ferida em um processo que pode durar menos de dois minutos.
Além disso, ele requer pouco treinamento para ser usado e elimina as etapas de esterilização e incubação exigidas por algumas impressoras semelhantes. Entretanto, o dispositivo só foi testado em ratos e porcos. Os cientistas agora planejam expandir o tamanho das feridas e, eventualmente, iniciar experimentos clínicos em seres humanos. “Nossa impressora de pele promete adaptar tecidos para pacientes específicos e características da ferida”, disse Hakimi. “E é muito portátil“.

13.698 – Projeções – Como a ficção científica explica a realidade


projetor
Um governo que inventa informações para manipular a realidade a seu favor e dá a isso o nome de “fatos alternativos”. Poderia ser no livro 1984, de George Orwell, mas aconteceu quando a assessora presidencial norte-americana, Kellyanne Conway, apresentou números inflados de pessoas que haviam assistido ao vivo à posse de Donald Trump.
Uma sociedade em que mulheres são subjugadas e obrigadas a gestar bebês de seus estupradores. Poderia ser na obra The Handmaid’s Tale (ou O Conto da Aia, Ed. Rocco), escrita por Margaret Atwood e adaptada para a TV, mas é também o que pode acontecer no Brasil caso a PEC 181 seja aprovada.
Uma supermáquina envia ao passado um robô assassino para matar a mãe de seu futuro algoz antes mesmo que ele nasça. Poderia ser em O Exterminador do Futuro — e, nesse caso, é mesmo.
Muitas vezes, a ficção encontra formas pouco óbvias de simular a realidade em que vivemos. Entre todos os gêneros, a ficção científica (FC) é certamente um dos mais hábeis nesse quesito. Ao dissipar a fumaça produzida por carros voadores e naves alienígenas, o que sobra é uma reflexão profunda acerca da natureza humana e do modo como conduzimos o presente, não o futuro.

“A boa ficção científica age do mesmo modo que a boa literatura e a boa arte mainstream: expandindo nossa consciência, nossa inteligência”, afirma o escritor e crítico literário Nelson de Oliveira. “Ela faz isso ao abordar temas que estão fora do cardápio da literatura realista-naturalista. A boa ficção científica extrapola o aqui-agora radicalmente, de uma maneira que nenhum outro gênero literário consegue fazer.”
Para a escritora Ursula K. Le Guin — falecida em janeiro —, além de extrapolação, a FC é um experimento mental. “O objetivo do experimento mental, termo usado por Schrödinger e outros físicos, não é prever o futuro — na verdade, o experimento mental mais famoso de Schrödinger [o do gato] acaba mostrando que o ‘futuro’, no nível quântico, não pode ser previsto —, mas descrever a realidade, o mundo atual”, escreveu a autora na introdução de uma de suas obras mais aclamadas: A Mão Esquerda da Escuridão (Ed. Aleph). “A ficção científica não prevê; descreve.”
Não é à toa, portanto, que, apesar de completar cinco décadas neste ano, uma obra como 2001: Uma Odisseia no Espaço continue tão conservada que pareça ter sido colocada em uma câmara de criogenia. A diferença é que obras assim, ao saírem do congelamento, não estranham o mundo, uma vez que já o conhecem perfeitamente. Isso mostra que o tempo só é um problema para quem o entende como uma sucessão de acontecimentos que formam passado, presente e futuro.
Obras-primas como a de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke estão livres dessa “ilusão persistente” — como definiu Albert Einstein —, afinal, não são elas que existem no tempo, e sim o tempo que existe nelas.
Segundo Fusco, somos seres frágeis e curiosos na mesma proporção, e a busca da FC é, acima de tudo, a busca pela essência humana: “2001 nos apresenta isso de forma magistral, tanto em livro quanto em filme”.
Ultimamente, como um sintoma de que a sociedade se aproxima do desencanto, um dos subgêneros mais desgraçados da FC vem ganhando cada vez mais destaque: a distopia.
A questão é: por que, nos últimos tempos, nos vemos mais refletidos no espelho negro das distopias do que nas utopias? O que isso diz sobre nós?

13.690 – Robótica – Sophia


É um robô humanoide desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, capaz de reproduzir 62 expressões faciais.
Projetado para aprender, adaptar-se ao comportamento humano e trabalhar com seres humanos. Em outubro de 2017, tornou-se o primeiro robô a receber a cidadania de um país (Arábia Saudita).
O robô Sophia foi ativado no dia 19 de abril de 2015. Modelado em homenagem à atriz Audrey Hepburn e peculiar por sua aparência e comportamento mais próximos aos humanos do que robôs anteriores. De acordo com o fabricante, David Hanson, Sophia tem inteligência artificial, pode realizar processamento de dados visuais e reconhecimento facial. Sophia não somente imita gestos e expressões faciais humanas, como também é capaz de responder a certas perguntas e ter conversas simples sobre tópicos predefinidos (por exemplo, sobre o tempo). O robô utiliza tecnologia de reconhecimento de voz da Alphabet Inc. (matriz do Google) e é projetado para ficar mais inteligente com o tempo. Seu software de inteligência artificial, desenvolvido pela SingularityNET, analisa conversas e abstrai dados que permitem-lhe melhorar suas respostas futuras. É conceitualmente semelhante ao programa de computador ELIZA, que foi uma das primeiras tentativas de simular uma conversa humana.
Hanson projetou Sophia a fim de que fosse companhia para idosos em casas de repouso ou para ajudar multidões em grandes eventos e parques. Ele espera que o robô Sophia interaja suficientemente com seres humanos para eventualmente adquirir competências sociais.
O robô Sophia foi entrevistado da mesma forma que um ser humano seria, estabelecendo conversas com os anfitriões. Algumas respostas foram absurdas e outras impressionantes, como uma longa discussão com Charlie Rose em 60 Minutes. Em uma entrevista para a CNBC, quando seu criador perguntou “Você quer destruir os humanos? …por favor diga que não”, Sophia respondeu imediatamente com um “OK, eu destruirei os humanos”, resposta que deixou Hanson vermelho.
Em 11 de outubro de 2017, o robô Sophia foi apresentado à Organização das Nações Unidas durante uma breve conversa com a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed.
No dia 25 de outubro, durante o Future Investment Summit em Riyadh, recebeu cidadania da Arábia Saudita, tornando-se o primeiro robô a ter uma nacionalidade.
Este acontecimento gerou polêmica, com alguns comentaristas se perguntando se isso significava que Sophia poderia votar, casar ou se um desligamento deliberado de seu sistema poderia ser considerado assassinato. Usuários de mídias sociais usaram esta notícia para criticar a posição da Arábia Saudita com relação aos direitos humanos.

13.689 – Waze libera recurso que indica postos que ainda têm gasolina


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O desabastecimento dos postos fez com que o preço da gasolina sofresse uma variação de até 99,85% entre os estabelecimentos .
arcados.
A greve dos caminhoneiros está promovendo uma corrida aos postos de gasolina de todo o Brasil. Alguns estabelecimentos já estão sem combustível – no Rio de Janeiro, 90% dos postos estão sem gasolina. Para ajudar o motorista que está de tanque vazio, o Waze habilitou um novo recurso dentro do aplicativo para que o consumidor saiba onde encontrar combustível.
A atualização esteve disponível desde sexta-feira. Ao aproximar-se de um posto de gasolina, o aplicativo solicita ao usuário que informe alguns dados – entre eles, há a opção “Atualize disponibilidade local de combustível”. Além disso, é possível incluir o preço dos produtos.
O desabastecimento dos postos fez com que o preço da gasolina sofresse uma variação de até 99,85% entre os estabelecimentos de todo o Brasil, segundo levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas.
Nos postos que ainda vendem o combustível, existem filas e os preços foram remarcados. O Procon de Pernambuco autuou estabelecimentos que vendiam o litro da gasolina por 8,99 reais. Em Brasília, houve quem vendesse a gasolina por 9,99 reais.
Os aeroportos também estão enfrentando dificuldades. Ao todo, 10 aeroportos administrados pela Infraero estão sem combustível. Na manhã de sexta-feira, o querosene de aviação havia acabado no aeroporto de Brasília.

13.682 – Golpe de Mestre no Seu Bolso – Porque o álcool aumenta se não é derivado de petróleo?


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Abastecer com álcool só vale a pena em São Paulo, Mato Grosso e Goiás, que estão entre os cinco maiores produtores nacionais. Origem de cerca de metade de todo o etanol brasileiro, com a escala barateando a produção, São Paulo o vende ao menor preço no Brasil.
A alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) também tem impacto direto no preço.
A ameaça de desabastecimento ronda o País, com o crescimento de 25% na frota brasileira em três anos. A importação de gasolina deve chegar a 2,2 milhões de litros, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo. Em 2009, o País era praticamente autossuficiente.
O consumo de etanol foi 35% maior a cada ano. A queda começou em 2010, como uma ressaca da crise econômica internacional e a perda da safra. A importação se fez necessária e encareceu o combustível, movimento que ainda não foi completamente revertido pelo mercado.
O Plano de Desenvolvimento Energético (PDE), do Ministério de Minas e Energia (MME), estima que a demanda anual por etanol crescerá a 6,2% em média até 2021, quando a produção deve atingir 68,3 bilhões de litros. A aposta é de que 71 novas usinas sejam postas em funcionamento até lá.
O movimento para triplicar a oferta nacional, entretanto, não deve começar no curto prazo conforme o PDE.
Enquanto isso tome aumento.

13.676 – Acessórios – Protetor de queda para celular funciona bem


protetor

A onda do momento

Para os mais desastrados – e que não ligam muito para a estética do aparelho – dá só uma olhada neste protetor de silicone. Com quatro grandes bolas nas quinas, ele protege bem o smartphone nas piores quedas. A gente confiou. Derrubou o celular no chão diversas vezes…até arriscamos um “freesbe” com o aparelho. Protege mesmo. Por ser de silicone, poucas quedas deixam o protetor bastante sujo e grudento. No bolso, nem pensar. É bem feio, mas custa só cinco reais e, dependendo da situação, pode salvar seu telefone!

13.668 – WhatsApp muda novamente recurso de ‘apagar para todos’


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O WhatsApp fez mais uma mudança no recurso de apagar uma mensagem “para todos”, que exclui as publicações de modo que ninguém mais na conversa pode acessá-las nunca mais. Desta vez, o aplicativo está mexendo no tempo limite para remoção das publicações.
Para quem está tentando apagar uma mensagem dentro de janela de conversa, nada muda. O limite de tempo no qual você pode deletar esse envio ainda é de exatamente 1 hora, 8 minutos e 16 segundos, como antes. A alteração afeta a outra pessoa envolvida na conversa.
Até agora, o WhatsApp exatamente 24 horas para que o destinatário recebesse a ordem de remoção de uma mensagem para que ela fosse executada com sucesso. Se, por um acaso, essa ordem não fosse recebida dentro desse período, a mensagem não seria apagada. Agora esse limite foi ampliado para 25 horas, 8 minutos e 16 segundos.
Caso não tenha ficado claro, vamos a um exemplo. Vamos supor que você quer apagar um “oi” que você mandou para alguém. Você continua tendo pouco mais de uma hora para mudar de ideia e apagar o post. No entanto, se o WhatsApp da outra pessoa não receber essa ordem dentro das tais 25 horas, a mensagem não será removida. Isso pode acontecer, por exemplo, se a pessoa do outro lado da conversa passar um dia inteiro com o celular desconectado.
Segundo o site WABetaInfo, especializado em destrinchar as mudanças no WhatsApp, essas alterações no tempo de remoção valem para usuários do aplicativo no Android e no Windows Phone.

13.665 – Projeções – O futuro da Inteligência Artificial


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A AI emerge como um elemento chave para as estratégias de negócio em todas as indústrias. Em um recente relatório, a Forrester previu um aumento nos investimentos em AI de mais de 300% em 2017, em comparação com 2016.

No Brasil, a inteligência artificial já começa a ganhar orçamento próprio dentro das organizações. A busca pela redução de custos e aumento de produtividade vêm alavancando o uso de soluções que envolvem robôs capazes de conversar com os clientes e de sistemas que analisam milhares de dados em poucos segundos. O volume de recursos destinado a esse segmento no país vai aumentar mais de cinco vezes em 2018 em relação ao ano passado.
O mais importante no momento é entender como essa tecnologia inovadora está permitindo que as empresas aproveitem seus dados para melhorar a eficiência e a produtividade no local de trabalho, ao mesmo tempo em que oferece resultados tangíveis do ponto de vista do negócio.

Melhoria para a Humanidade ou Catástrofe?
A inteligência artificial, surgida nos anos 1950, se baseia em algoritmos sofisticados e reconhecimento de dados que permitem resolver diversos problemas ou criar facilidades para o ser humano. Entre suas possíveis benesses, vai desde diagnósticos médicos automatizados e sistemas de táxi mais eficazes a até brincadeiras de gosto duvidoso com suas fotos do Facebook. Já os pessimistas, como os deste relatório, temem o uso errado da IA na próxima década para reforçar a cybercriminalidade.
Opinião da Microsoft
A Microsoft lançou um novo livro: The Future Computed: Artificial Intelligence and its role in society (O Futuro Computadorizado: a Inteligência Artificial e seu papel na sociedade). Nós dois redigimos o prefácio, e nossas equipes colaboraram para escrever seus conteúdos. Como o título sugere, o livro apresenta nossa perspectiva para onde a tecnologia de Inteligência Artificial está indo e as questões sociais relacionadas.
A tecnologia – incluindo dispositivos móveis e computação em nuvem – mudou fundamentalmente a maneira como consumimos notícias, planejamos nosso dia, nos comunicamos, compramos e interagimos com nossa família, amigos e colegas. Daqui a duas décadas, como será o nosso mundo? Na Microsoft, imaginamos que a Inteligência Artificial nos ajudará a fazer mais com uma das nossas mercadorias mais preciosas: o tempo. Em 2038, os assistentes digitais pessoais serão treinados para antecipar nossas necessidades, ajudar a gerenciar nossa programação, nos preparar para reuniões, ajudar a planejar nossas vidas sociais, responder e encaminhar comunicações e dirigir carros.
Além de nossas vidas pessoais, a IA permitirá avanços inovadores em áreas como saúde, agricultura, educação e transporte. Isso já está acontecendo de maneiras impressionantes.

Mas, como testemunhamos nos últimos 20 anos, a nova tecnologia também suscita questões complexas e preocupações sociais amplas. À medida que olhamos para um futuro alimentado por uma parceria entre computadores e humanos, é importante abordar esses desafios de frente.
Como podemos garantir que a IA seja projetada e usada de forma responsável? Como estabeleceremos princípios éticos para proteger as pessoas? Como devemos governar o seu uso? E como a IA afetará o emprego e o trabalho?
Devemos também prestar atenção ao impacto da IA na vida dos trabalhadores. Que empregos a IA eliminará? Que funções e cargos criará? Se há uma constante em mais de 250 anos de mudança tecnológica é o impacto contínuo da tecnologia no mercado de trabalho – a criação de novos empregos, a eliminação de funções existentes e a evolução das tarefas e do conteúdo do trabalho. É certo que isso vai continuar.

Algumas conclusões importantes estão surgindo.
Em primeiro lugar, as empresas e os países que se darão melhor na era da IA ​​serão aqueles que aceitarem essas mudanças de forma rápida e eficaz. Isso porque novos empregos e crescimento econômico virão para aqueles que abraçarem a tecnologia, não para aqueles que resistirem ou demorarem a adotá-la.
Segundo, enquanto acreditamos que a IA ajudará a resolver grandes problemas sociais, devemos olhar para este futuro com um olhar crítico. Haverá desafios e oportunidades. Devemos endereçar a necessidade de fortes princípios éticos, a evolução das leis, o treinamento para novas habilidades e até mesmo as reformas do mercado de trabalho. Isso tudo deve se juntar se quisermos aproveitar ao máximo a IA.
Em terceiro lugar, precisamos agir com um senso de responsabilidade compartilhada porque a IA não será criada apenas pelo setor de tecnologia. Na Microsoft, estamos trabalhando para democratizar a IA de uma maneira semelhante à forma como tornamos o PC disponível para todos. Isso significa que estamos criando ferramentas para facilitar a criação de soluções baseadas em IA para todos os desenvolvedores, empresas e governos e acelerar o benefício para a sociedade.
Tudo isso nos leva ao que pode ser uma das conclusões mais importantes de todas. Qualificação para um mundo alimentado por IA envolve mais do que ciência, tecnologia, engenharia e matemática. À medida que os computadores se comportam mais como seres humanos, as ciências sociais e humanas se tornarão ainda mais importantes. Os cursos de idiomas, arte, história, economia, ética, filosofia, psicologia e desenvolvimento humano podem ensinar habilidades críticas, filosóficas e éticas que serão fundamentais no desenvolvimento e gerenciamento de soluções de IA. Para que a IA atinja seu potencial em servir os seres humanos, cada engenheiro precisará aprender mais sobre as artes liberais e todos os profissionais das artes liberais precisarão aprender mais sobre engenharia.

13.661 – Astronomia – Saiba como avistar a Estação Espacial Internacional a olho nu


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Três astronautas estão a mais de 400 quilômetros do chão, girando ao redor de nosso planeta a incríveis 27 mil quilômetros por hora. A esta velocidade, eles completam 15 órbitas por dia em volta da Terra (e pensar que há pouco tempo já chegamos a achar uma façanha dar uma única volta ao mundo em 80 dias). A mega-obra de engenharia que abriga esta tripulação é a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), fruto de um esforço multinacional que resultou na conclusão do projeto em 2000. Desde então, o satélite habitável jamais ficou sem seres humanos – são 14 anos ininterruptos no espaço, um recorde absoluto na história da exploração espacial.

DE TEMPOS EM TEMPOS, A ISS PODE SER VISTA A OLHO NU DE QUALQUER LUGAR DO BRASIL

A própria NASA oferece um serviço muito bacana para conseguir achar com exatidão a ISS: o site Spot The Station (Detecte a Estação) tem um catálogo de milhares de cidades pelo mundo, basta procurar pela sua localidade para ter acesso a uma lista detalhada com todas as próximas oportunidades de observação, incluindo dia, hora e o local do céu para onde se deve olhar. Confira um exemplo para São Paulo. Outro ótimo recurso disponibilizado é o de alertas, que te avisa por e-mail ou SMS quando a estação passará por cima de onde você mora.
O site ISS Astro Viewer oferece algumas ferramentas bem interessantes em tempo real: ele mostra o que os astronautas da tripulação estão vendo quando olham para baixo, além de determinar em um mapa a localização exata do satélite em relação à superfície e de sua rota. O serviço também conta com um localizador de cidades e oportunidades, mas com um diferencial – ele inclui em barrinhas verdes o quão brilhante a ISS estará na ocasião. Conseguimos saber, por exemplo, que em São Paulo a estação estará mais visível no dia 10 de dezembro, com brilho máximo.
A última dica é baixar um dos vários aplicativos existentes que ajudam a achar a ISS. Se você tem um aparelho Android, recomendamos o ISS Detector, que indica por GPS para onde olhar e também emite alertas e monitora até as condições climáticas. Para sistemas iOS, o ISS Spotter é uma boa opção, com funções bastante parecidas.

13.660 – Estação Espacial Internacional estará visível de São Paulo


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Foi em 23/04 de 2018

O que diferencia essa passagem da estação é o fato de ser em um horário acessível para que mais pessoas possam vê-la. Segundo previsão da NASA, a ISS ficará visível por cinco minutos a partir das 18h37.
A estação apareceu pelo noroeste e saiu na direção sudoeste, chegando a uma altitude máxima de 80º. A previsão é de um céu claro e que favoreça a observação.
É possível acompanhar os movimentos da ISS e a perspectiva dos astronautas que estão nela por meio do site da estação. Além disso, a agência espacial americana tem uma seção que ajuda os visitantes a encontrarem os pontos e datas em que poderão observar a estação.

13.658 – Nanotecnologia para Vencer o Alzheimer


nanochip
Uma equipe de pesquisadores criaram um inovador dispositivo que pode desenvolver novas células dentro do próprio corpo de um paciente, simplesmente agindo na pele. A tecnologia poderia abrir uma série de novas opções de tratamento e transformar definitivamente o paradigma dos tratamentos medicinais.
Criado pela The Ohio State University, a tecnologia é conhecida como Nanotransfection de tecido (THT) (Transfecção nano). Envolve o uso de um chip à base de nanotecnologia e a sua colocação na pele de um paciente. Pode converter uma célula adulta de um tipo para outro, fazendo simplesmente “zapping” do dispositivo utilizando uma pequena carga elétrica. O procedimento não é invasivo. Os resultados foram publicados na revista Nature Nanotechnology.
Designa-se por Transfecção o processo de introdução intencional de ácido nucleico nas células. O termo é usado sobretudo para métodos não-virais nas células eucarióticas. Pode também referir-se a outros métodos e outros tipos de células, embora sejam preferidos outros termos: transformação é usada para descrever a transferência não viral de ADN nas bactérias, células eucarióticas não-animais e nas células de plantas – uma forma particular de transformação refere-se a modificações genéticas espontâneas, como a carcinogénese. O termo transdução é normalmente usado para descrever a transferência de ADN mediada por vírus. [\box]
O dispositivo ainda não foi testado em seres humanos, mas provou ser bem-sucedido com ratos e porcos. Num rato que teve lesões nas pernas, numa semana, o nanochip causou a ocorrência de novos vasos sanguíneos ativos, e na segunda semana, a perna foi totalmente salva. Também ajudou os ratos com lesão cerebral a recuperarem-se de um acidente vascular cerebral.
Os pacientes não precisam de transportar o chip com eles, simplesmente precisam de o ter ligado à pele por alguns segundos para iniciar a reprogramação das células.
Esta nova vertente agora desenvolvida abre um gigante cenário de possibilidades. Este tipo de tecnologia poderá ajudar a reparar o tecido danificado ou mesmo restaurar a função do envelhecimento do tecido em órgãos, vasos sanguíneos e células nervosas. Também poderia desenvolver células cerebrais na pele humana sob a orientação do sistema imunológico de uma pessoa, e essas células poderiam então ser injetadas no cérebro dessa pessoa para tratar condições como a doença de Alzheimer e Parkinson.
Este é mais um meio para atingir um fim, ajudar o ser humano através do desenvolvimento da tecnologia. Estão muitos conceitos a correr lado a lado para garantir que o ser humano recebe não só uma vida mais longa mas, acima de tudo, uma vida com qualidade. Este é o novo desafio da ciência da próxima década. O facto de ser um possível tratamento da Alzheimer já abre uma esperança redobrada a esta tecnologia.