10.956 – Mega Byte – Anonymous reivindica ciberataque ao Ministério da Defesa da França


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O grupo de hackers Anonymous reivindicou um ataque virtual contra o Ministério francês da Defesa nesta terça-feira, alegando querer “vingar” um manifestante ambientalista falecido em outubro durante a repressão a um protesto. “O portal ficou instável todo o dia”, admitiu o Ministério, garantindo, porém, que o site “não foi pirateado” e que “sua integridade não foi ameaçada”.
O Ministério disse estar investigando “para determinar se foi, efetivamente, um ataque e a partir de quais endereços IP [protocolo de internet] foram enviados os pedidos que saturaram o servidor”. Em texto divulgado na internet, o Anonymous explicou que o ataque era para “vingar” a morte de Rémi Fraisse por parte da polícia francesa.
O ambientalista Rémi Fraisse, de 21 anos, foi vítima da deflagração de uma granada ofensiva lançada pelos gendarmes durante uma manifestação no lugar onde será construída a polêmica represa de Sivens (sul da França). Após a morte de Fraisse, vários protestos foram organizados em diferentes cidades. Alguns desses atos terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes.
A morte de Fraisse foi a primeira registrada na França na repressão a uma manifestação desde 1986. O episódio colocou o governo socialista em uma difícil posição, já confrontado com inúmeras críticas, incluindo nas próprias fileiras partidárias.

10.510 – Conflitos – ONU alerta para risco de ‘massacre’ em cidade iraquiana


conflito-iraque
As Nações Unidas fizeram um chamado à ação para evitar um possível massacre em Amerli, no norte do Iraque. O representante especial em Bagdá, Nickolay Mladenov, disse estar “seriamente alarmado” pelos relatos sobre as condições dos moradores da cidade. Os 20.000 habitantes de Amerli estão há dois meses sitiada pelos terroristas do Estado Islâmico, está sem eletricidade e sem água potável, e os estoques de alimentos e medicamentos estão acabando. Os moradores são, em sua maioria, turcomanos xiitas, considerados apóstatas pelo EI, formado por radicais sunitas.
O primeiro-ministro iraquiano designado, Haidar al Abadi, também pediu ajuda, solicitando “apoio militar e logístico de todo tipo”. Os moradores dizem que tiveram de organizar a própria resistência aos terroristas, e que nenhuma ajuda externa chegou à cidade desde o início do cerco, informou a rede britânica BBC.
No dia 8 deste mês, os Estados Unidos iniciaram uma série de ataques aéreos contra os jihadistas no norte do Iraque, e o governo americano está estudando opções para aumentar a pressão contra o EI, incluindo o treinamento de grupos rebeldes considerados “moderados” na Síria, informou o britânico The Guardian.
A preocupação da administração Obama com a situação no Iraque aumentou depois da divulgação pelos terroristas de um vídeo em que o jornalista James Foley é decapitado. A gravação continha ainda a ameaça de que outro jornalista americano corria o risco de ser morto, “dependendo da próxima decisão” do presidente.
Ontem, a Casa Branca condenou nos mais fortes termos a execução de Foley, descrevendo sua decapitação como um ato de terrorismo e advertindo que a resposta militar americana não seria restrita por fronteiras internacionais.
O vice-conselheiro de segurança nacional Bem Rhodes disse que a morte de Foley “representa um ataque terrorista contra o país”. “Quando vemos alguém morto de forma tão horrível, isso representa um ataque terrorista contra nosso país e contra um cidadão americano”.
O posicionamento americano foi endossado pelo Conselho de Segurança da ONU, que classificou o assassinato de “hediondo e covarde”, em comunicado aprovado por unanimidade.
Ataques deixaram mortos em várias partes do país. Em Bagdá, um carro bomba entrou no quartel-general da inteligência, matando pelo menos nove pessoas, segundo fontes médicas e da polícia. Perto de Tikrit, um homem bomba dirigindo um jipe militar cheio de explosivos atacou um grupo de soldados e militantes xiitas durante a noite, matando nove deles.
Em Kirkuk, no Curdistão, mais de vinte pessoas morreram nas explosões simultâneas de três carros bomba contra alvos das forças de segurança. Em Erbil, uma bomba explodiu, em um ataque que perturbou a estabilidade relativa que a capital da região autônoma curda estava vivendo.

10.366 – Um franco atirador


Simo Häyhä (17 de Dezembro de 1905 – 1º de Abril de 2002), apelidado de Morte Branca (valkoinen kuolema, em finlandês) pelo Exército Vermelho russo. Ele foi um franco-atirador finlandês que, portando um rifle Mosin–Nagant modificado, alcançou o número recorde de 505 baixas confirmadas, usando um rifle desse tipo, durante a Guerra Soviético-Finlandesa. Häyhä nasceu na fronteira entre Finlândia e Rússia, onde trabalhava como caçador e fazendeiro, e entrou no serviço militar em 1925.
Durante a Guerra Soviético-Finlandesa, que teve início três meses depois do início da Segunda Guerra Mundial, Häyhä serviu como franco-atirador do Exército Finlandês contra o Exército Vermelho na 6ª Companhia de JR 34 no Rio Kollaa. Exposto à uma temperatura que variava entre -40 e -20°C, vestindo uma roupa camuflada totalmente branca, Simo Häyhä matou 505 soldados soviéticos. Uma contagem diária era feita para descobrir a performance dos franco-atiradores posicionados no Rio Kollaa, e, surpreendentemente, Häyhä realizou esse feito em menos de 100 dias. Em outras palavras, ele obteve uma média de cinco baixas confirmadas por dia, numa época do ano com pouquíssimas horas de luz solar por dia.
Häyhä usou uma variante finlandesa do fuzil russo Mosin-Nagant. Ele preferia usar mira de ferro em vez de miras telescópicas, para se tornar um alvo menor para os atiradores inimigos, já que atiradores que usam miras telescópicas devem levantar mais a cabeça para obter uma maior estabilidade, além da mira telescópica embaçar facilmente no frio e refletir a luz do sol, revelando facilmente a posição do atirador.
Os soviéticos tentaram diversas táticas para se livrar de Häyhä, que, apesar de não ser uma enorme ameaça aos planos soviéticos, havia se tornado um grande problema à moral das tropas. O Exército Vermelhou usou contra-atiradores e até ataques de artilharia. Em 6 de Março de 1940, Häyhä foi baleado na sua mandíbula inferior por um soldado russo durante combate. Após o impacto, a bala atravessou a sua cabeça. Ele foi resgatado por soldados amigos, que lhe informaram o fato de de metade de sua cabeça estar faltando.
Apesar da gravidade do ferimento, Häyhä não morreu, ele recuperou a consciência sete dias depois, o dia em que a paz foi declarada. Logo após a guerra, Häyhä foi promovido de Alikersantti (Cabo) para Vänrikki (segundo-tenente) pelo Marechal de Campo Carl Gustaf Emil Mannerheim. Ninguém nunca havia recebido uma promoção tão grande na história militar da Finlândia.
Foram necessários vários anos para Häyhä se recuperar do seu ferimento de guerra. A bala tinha esmagado seu maxilar e arrancado sua bochecha esquerda. No entanto, ele se recuperou completamente, voltando à sua vida de caçador e criador de cães após a Segunda Guerra Mundial, período em que chegou a caçar diversas vezes com o presidente finlandês Urho Kekkonen.
Durante uma entrevista em 1998, perguntado como ele havia se tornado um atirador tão bom, Häyhä respondeu “Prática”. Quando perguntado se ele se arrependeu de matar tantas pessoas, ele disse, “Eu só fiz o meu dever, e o quê me disseram para fazer, tão bem quanto eu eu podia”. Simo Häyhä passou seus últimos anos em Ruokolahti, um pequeno município localizado no sudeste da Finlândia, perto da fronteira russa.

9590 – Quem foi esse tal? – Ahmad Shah Massoud


Você não deve nem se lembrar dos jornais de 11 de setembro. Com todos aqueles aviões batendo em prédios pela manhã, quem iria reparar numa notinha publicada num canto de página dando conta de que um tal Ahmad Shah Massoud sofrera um atentado e podia estar morto? Com tanta tragédia e confusão, quem iria parar para pensar que o suposto crime estava ligado aos ataques contra Nova York e Washington? A notícia seria confirmada dias depois: Massoud estava morto. O homem que infernizou os superpoderosos soviéticos por uma década, o leão de Panjshir, o guerrilheiro intelectual amado pelo Ocidente, o estrategista mitológico, o charmoso líder da Aliança do Norte, o defensor das mulheres afegãs, o Che Guevara da Ásia, o inimigo do Taleban fora finalmente derrotado, depois de 20 anos na linha de frente. Justo no momento em que estava prestes a ganhar um aliado poderoso: os Estados Unidos.
Dono de um olhar firme, inteligente, era dessas raras pessoas impossíveis de não serem notadas. Um líder nato. Era também um intelectual – fã de literatura e assíduo leitor de Marx, possuía uma biblioteca de milhares de volumes. Mas abandonou os estudos e os livros em 1973, com 21 anos, quando o rei Zahir Shah foi deposto e o Afeganistão explodiu em guerra civil. Juntou 20 homens, dez metralhadoras Kalashnikov e foi lutar no vale do Panjshir, uma região cercada de montanhas no nordeste do país.
Quando, em 1979, os soviéticos invadiram o Afeganistão com medo de que a confusão do país contaminasse as repúblicas muçulmanas da União Soviética, ele já comandava 3 000 homens na região. Os russos levaram 100 000 soldados, centenas de helicópteros e a certeza de que seria moleza. Doce ilusão.
Esbarraram em diversos grupos de resistência, cada um atuando numa região. Muitos contavam com o apoio dos Estados Unidos – bin Laden, por exemplo, recebeu armas americanas. Mas Massoud, por seu estilo independente, nunca se deu bem com a CIA – e, ainda assim, virou o maior de todos os pesadelos dos invasores. Sua estratégia era tão inteligente que, hoje, qualquer russo que vá à escola militar tem que estudar suas táticas de guerrilha.
Por uma década, os soviéticos tentaram conquistar o vale do Panjshir. Na maior parte do tempo, os invasores sequer viam o inimigo. A tensão ia crescendo e não era raro que, irritados com meses de expectativa, acabassem matando uns aos outros. Até que os homens de Massoud faziam uma única ação fulminante e se retiravam de volta à segurança das montanhas, deixando os russos ainda mais nervosos. Foi com alívio que eles voltaram para casa em 1988. Massoud tinha vencido.
Essa é a época mais mal-explicada da sua vida. Embora não haja provas, seus homens são acusados de promover massacres na capital, Kabul. Em 1992, a situação no Afeganistão se acalmou e Massoud foi convidado a participar do governo. Encaixotou seus livros e começou a construir uma casa, certo de que os tempos turbulentos tinham acabado.
Mas, em 1996, o Taleban tomou o poder e o leão de Panjshir voltou para sua área, sem sequer ter tempo de tirar os livros das caixas. Por cinco anos, liderou a Aliança do Norte, único obstáculo para que o Taleban conquistasse o país todo. Virou o pior inimigo do líder taleban, o mulá Omar, e de Osama bin Laden. Viajou para a Europa, defendendo os direitos das mulheres, criticando o fundamentalismo e pedindo apoio para o seu exército. Foi muito bem recebido. Embora dissesse sempre que não tinha pretensões políticas, era um candidato natural à presidência.
No dia 9 de setembro de 2001, foi procurado por dois jornalistas. Como sempre fazia, concordou em dar entrevista (um hábito oposto ao de Omar, que odeia a mídia e nunca mostra a cara). De repente, a câmera fotográfica explodiu. Era um atentado suicida, provavelmente comandado por Bin Laden.

9582 – Terrorismo


WTC

O urso é um animal forte o suficiente para não temer ataques frontais de nenhum predador. Em seu ambiente, os únicos seres vivos que o derrubam são organismos microscópicos, como bactérias e vírus, ou uma planta que injete veneno nele. Desde 11 de setembro, essas lições da natureza foram transferidas para o campo geopolítico. Os Estados Unidos, que não temem ataques diretos de nenhum país, assustam-se diante dos danos localizados, mas aterrorizantes, do terrorismo de destruição de massa. Depois de perder dois de seus maiores prédios, os americanos agora temem que os terroristas ataquem com as mesmas estratégias capazes de derrubar os ursos: armas químicas e biológicas. A essa dupla, soma-se o perigo nuclear.
A vida dos terroristas ficaria muito mais fácil se alguma nação se dispusesse a ajudá-los. O Paquistão, por exemplo, possui entre 20 e 50 armas nucleares, e países como o Iraque talvez tenham um estoque de poderosos artefatos químicos e biológicos. As organizações poderiam também contar com o apoio de especialistas em armamentos das antigas repúblicas soviéticas, muitos desempregados ou com o paradeiro desconhecido. “As possibilidades são muitas. Cedo ou tarde eles desenvolverão armas de destruição de massa”, afirma Ackerman. Por enquanto, os ataques são suficientes para cumprir pelo menos um dos objetivos terroristas: espalhar o pânico.
Atenta aos riscos, a Organização Mundial de Saúde recomendou a todos os países que se preparem para atentados químicos e biológicos. As medidas incluem melhorar o sistema de saúde, aumentar a vigilância, traçar planos de emergência para uma resposta rápida, com a cooperação de diversas nações. Se cumprirmos essas metas, estaremos protegidos não só dos grupos extremistas, mas também contra as nossas próprias catástrofes naturais. Isso é algo que o urso não pode fazer por si mesmo.

9578 – Números Paradoxais: Menos atentados, mais mortes


Em 1998, o mundo registrou dois recordes. Foi o ano em que houve menos atentados terroristas internacionais desde que o Departamento de Estado americano começou a colecionar estatísticas. Mas não houve motivos para comemorar. Aquele mesmo ano registrou o maior número de mortes em atentados desse tipo em toda a história. Esse fato sinalizou uma tendência: há cada vez menos atentados (na década de 80, eram pelo menos 600 a cada ano) e morre cada vez mais gente (nos anos 80, as vítimas raramente passavam de algumas centenas). Em 1999 e 2000, o mundo suspirou aliviado com a expectativa de que a tendência tivesse se revertido: houve um número significativamente mais baixo de mortes. Mas 2001 com certeza acabou com o otimismo. Só em 11 de setembro, morreu quase tanta gente quanto em 1998 inteiro.

9170 – Armas Químicas – Cronologia do uso


1675
A aversão ao emprego de agentes químicos nos campos de batalha atravessa os séculos. Já na Antiguidade, gregos e romanos consideravam o uso de veneno indigno. O primeiro tratado conhecido para bani-los dos campos de batalha é de 1675. Foi assinado em Strasbourg, na Alsácia, por franceses e alemães, vetando o uso de balas envenenadas.

1874
Declaração de Bruxelas, assinada por 14 estados europeus mas nunca ratificada, bane o uso de venenos, gases tóxicos e armas que causem sofrimento desnecessário.

1899
Conferência de Haia veta o uso de arsenal tóxico – especificamente, projéteis que liberem gases asfixiantes.

1914
Em agosto, primeiro mês da Guerra Mundial I, a França usa granadas de gás lacrimogêneo. Em outubro, a Alemanha lança contra os britânicos 3 mil bombas com gás clorídrico, agente químico que ataca as vias respiratórias, causando asfixia.

1915
O químico Fritz Haber, que ganharia o Nobel em 1919 por sintetizar amônia, sugere aos alemães o uso de gás clorídrico, não por meio de bombas, mas em cilindros pressurizados, que deveriam ser abertos conforme o vento se mostrasse favorável. A proposta é colocada em ação em Ypres, Bélgica. O ataque é desfechado após uma espera de três semanas por condições atmosféricas favoráveis. As 168 toneladas do agente químico formam um nuvem sobre as linhas inimigas, queimando os olhos, a garganta e os pulmões, causando cegueira, tosse, náusea, dor de cabeça e dor no peito. Mais de 600 soldados franceses e argelinos agonizam até a morte. A mulher de Haber, que também era química, se revolta com o ataque, confronta o químico e acaba se matando com a arma dele. Ainda em 1915, os britânicos tentam a mesma estratégia, mas o vento muda de duração na hora do ataque, que acaba matando mais britânicos que alemães.

1917
Os alemães, de novo na Bélgica, começam a usar o gás mostarda, que havia sido sintetizado pela primeira vez em 1860. Além dos pulmões, este agente ataca também a pele, causando severas queimaduras e bolhas, seguidas de infecções. Em 1918, os aliados começam a retaliar os alemães com ataques do mesmo gás.

1918
Balanço da Guerra Mundial I: mais de 124 mil toneladas de 21 agentes tóxicos diferentes fizeram 1 milhão de baixas, com 90 mil mortes.

1925
Protocolo de Genebra: a Liga das Nações proíbe o emprego de gases venenosos ou asfixiantes e armas bacteriológicas. Nos dez anos seguintes, o tratado seria ratificado por 40 países, incluindo todas as potências, menos Estados Unidos e Japão.

1935
A Itália de Benito Mussolini ataca a Abissínia (atual Etiópia) com gás mostarda.

1936
O químico Gerhard Schrader, do departamento de inseticidas da alemã IG Farben, então a maior corporação do mundo, descobre acidentalmente um agente químico muito mais letal e difícil de detectar que o gás mostarda – porque não irritava os olhos ou os pulmões, e sim o sistema nervoso. Seu efeito é tão poderoso que ele é batizado Tabun, de tabu. Começava então a era dos agentes químicos nervosos.

1938
O gás Sarin é descoberto na Alemanha.

1941
Apesar dos estoques de Sarin e Tabun, a Alemanha não chega a usá-los nos campos de batalha da Guerra Mundial II, por superestimar o arsenal inimigo e temer uma reação na mesma moeda. Mas os nazistas usam em larga escala o infame Zyklon B, nos campos de concentração, para o extermínio de judeus. A primeira carga de Zyklon B chegou a Auschwitz em 1941.

1957
Nos anos 1950, uma nova geração de gases dos nervos é desenvolvida: cerca de 50 agentes da chamada família V, dos quais o VX é selecionado para abastecer o arsenal americano. O VX é três vezes mais forte que o Sarin quando inalado e 1000 vezes mais quando em contato com a pele. Um litro de VX, teoricamente, pode matar 1 milhão de pessoas.

1963
Os russos produzem o R33, uma variante do VX.

1963
O Egito de Gamal Nasser inicia ataques químicos com gás mostarda e fosgênio em intervenção militar após um golpe militar no Iêmen. Em 1967, derrotado no front israelense, o Egito se retira do Iêmen.

1983
Na guerra contra o Irã, o Iraque de Saddam Hussein inicia ataques com gás mostarda.

1988
Saddam Hussein perpetra contra a população curda de seu próprio território o mais devastador ataque químico. Uma única operação com gás Sarin mata de 2 a 5 mil pessoas.

1991
Na Guerra do Golfo, o Iraque é alertado pelos EUA que o país daria a ‘mais forte resposta’ em caso de um ataque químico. Saddam interpreta o recado como uma ameaça de bomba atômica e não usa seu arsenal de agentes tóxicos. A coalizão liderada pelos americanos destrói fábricas de armas químicas. Cinco anos depois, descobre-se que os bombardeios liberaram plumas tóxicas que o vento carregou por mais de 500 quilômetros.

1993
Em Paris, a Convenção de Armas Químicas amplia o escopo do Protocolo de Genebra, proibindo, além do emprego de arsenal tóxico, seu desenvolvimento, estocagem e transferência. O acordo já foi ratificado por 189 países (o Brasil aderiu em 1970). A Síria de Bashar Assad é uma das poucas exceções, assim como a Coreia do Norte e o Egito.

1995
Um ataque com gás Sarin ao metrô de Tóquio, empreendido pelos fanáticos da seita Aum Shinrikyo, mata 12 pessoas.

2002
Forças de segurança russas usam gás narcótico contra rebeldes chechenos que mantinham havia três dias centenas de reféns em um teatro em Moscou. Morrem 129 reféns, dos quais 127 por efeito do gás. Nem em face da agonia das vítimas a Rússia revela o agente químico usado no ataque aos rebeldes.

2003
Os Estados Unidos invadem o Iraque, alegando que o país tinha reerguido seu complexo de armas químicas, possuindo de 100 a 500 toneladas de agentes tóxicos, o que se mostraria falso.

2004
A Líbia de Muamar Kadafi renuncia a seu arsenal químico e obtém incentivo para transformar sua fábrica de Rabta em um complexo farmacêutico.

2013
Morreram mais de 1.400 pessoas na Síria sob aparente efeito de gases tóxicos, provavelmente Sarin. O governo americano responsabiliza o ditador Bashar Assad pelo ataque, e Barack Obama se diz decidido a lançar uma ofensiva contra o regime de Damasco.

9103 – Guerrilha – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia


FARC-EP

Também conhecidas pelo acrônimo FARC ou FARC-EP, é uma organização de inspiração comunista, auto-proclamada guerrilha revolucionária marxista-leninista, que opera mediante táticas de guerrilha. Lutam pela implantação do socialismo na Colômbia. Apesar de não ser membro do Foro de São Paulo, que congrega partidos de esquerda da América Latina, as FARC já estiveram presentes em suas reuniões.
As FARC são consideradas uma organização terrorista pelo governo da Colômbia, pelo governo dos Estados Unidos, Canadá e pela União Europeia.Os governos de Equador, Bolívia, Brasil, Argentina e Chile não lhes aplicam esta classificação. O presidente Hugo Chávez rejeitou publicamente esta classificação em Janeiro de 2008 e apelou à Colômbia como outros governos a um reconhecimento diplomático das guerrilhas enquanto “força beligerante”, argumentando que elas estariam assim obrigadas a renunciar ao sequestro e actos de terror a fim de respeitar a Convenção de Genebra. Cuba e Venezuela adoptam o termo “insurgentes” para as FARC.
A origem das FARC remontam as disputas entre liberais e conservadores na Colômbia, retratadas pela obra de Gabriel García Márquez “Cem Anos de Solidão”. Em 1948, os liberais, com apoio dos comunistas, iniciam uma guerra civil contra o governo conservador. Após 16 anos de luta guerrilheira e a conquista de algumas reivindicações políticas, os liberais passaram a temer que a experiência cubana de 1959 se repetisse na Colômbia. Rompem com a esquerda e passam para o lado conservador.
Em 27 de maio de 1964, o governo de conservadores aliados aos liberais utilizam o exército no embate contra os camponeses rebelados, acontece o massacre de Marquetália. 48 camponeses sobreviventes fogem para as selvas e montanhas e fundam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Ao longo da história do grupo guerrilho, o Partido Comunista Colombiano teve relações mais próximas ou mais distantes com as FARC. Enquanto originaram-se como um puro movimento de guerrilha, a organização já na década de 1980 envolveu-se no tráfico ilícito de entorpecentes, o que provocou a separação formal do Partido Comunista e a formação de uma estrutura política chamada Partido Comunista Colombiano Clandestino.
As FARC-EP continuam a se definir como um movimento de guerrilha. Segundo estimativas do governo colombiano, as FARC possuem entre 6000 a 8000 membros, uma queda de mais da metade dos 16 000 em 200115 (aproximadamente 20 a 30% deles são recrutas com menos de 18 anos de idade). Outras estimativas disponíveis avaliam em mais de 18 000 guerrilheiros, números que as próprias FARC reclamaram em 2007 numa entrevista com Raul Reyes.
As FARC-EP estão presentes em 15-20% do território colombiano, principalmente nas selvas do sudeste e nas planícies localizadas na base da Cordilheira dos Andes. Segundo informações do Departamento de Estado dos Estados Unidos, as FARC controlam a maior parte do refino e distribuição de cocaína dentro da Colômbia, sendo responsável por boa parte do suprimento mundial de cocaína e pelo tráfico dessa droga para os Estados Unidos.

Em 1964, temendo a radicalização da guerrilha camponesa, influenciada pela Revolução Cubana, os liberais, aliados aos Conservadores, enviam tropas ao povoado de Marquetália.
Inicialmente as FARC era composta por famílias camponeses e passa a receber crescentemente a influência do Partido Comunista Colombiano.
A depender do presidente, o governo colombiano apostou na negociação ou no confronto com as FARC-EP e outros grupos armados, obtendo relativo sucesso. Grupos como o EPL, o ERP, o Movimento Armado Quintín Lame e o M-19 depuseram armas e aceitaram os acordos de paz.
Em 1985, as FARC junto com outros grupos de esquerda integraram a União Patriótica, uma frente eleitoral orientada para a conquista de uma serie de reformas mínimas para a abertura democrática (reforma agrária, reforma urbana, democratização das forças armadas, fim da doutrina de Seguridade Nacional, respeito aos direitos humanos). Uma operação de extermínio por parte de grupos narcotraficantes e paramilitares, assim como organismos de segurança do Estado colombiano contra a UP se desenvolveu. Segundo o PCC a operação assassinou mais de 3000 militantes (entre eles os candidatos presidenciais Jaime Pardo Leal e Bernardo Jaramillo Ossa; o ex-secretario da Juventude Comunista Colombiana José Antequera; e dirigentes como Teófilo Forero e Manuel Cepeda Vargas).
No final de 1990, tropas do exército comandadas por César Garcia ignoraram as negociações de paz e atacaram a Casa Verde, sede do secretariado nacional das FARC-EP como parte da Operação Centauro II. O governo alegou falta de interesse por parte das FARC nas negociações, uma vez que facções do grupo continuavam a manter ações violentas. Em 10 de agosto de 1990, o líder e ideólogo Jacobo Arenas falece.
Em 3 de junho de 1991, reiniciam-se as negociações de paz em território neutro em Caracas e Tlaxcala, no México.
Porém a violência não cessou, com ataques de ambos os lados, até que em 1993, as negociações cessaram por falta de acordo e a coordenação das FARC se dissolveu e os grupos guerrilheiros passaram a agir de forma independente. As FARC se dividiram em 70 frentes espalhadas pelo país, com efetivo entre 7000 e 10000 membros.
Em 2007, o governo Colombiano foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pelo assassinato de 12 investigadores de direitos humanos, mortos por paramilitares de direita na localidade de La Rochela (norte) em 1989. Segundo Michael Camilleri, que trabalhou nesse processo para o Centro de Justiça e Direito Internacional “a sentença mostra que o Estado não só carecia da vontade de confrontar os paramilitares, mas que alguns oficiais se mancomunaram com eles contra os investigadores do próprio governo”.
As FARC-EP, o maior grupo paramilitar na América do Sul, eram dirigidas por um secretariado liderado desde março de 2008 por Alfonso Cano (morto em 2011), e seis outros membros, incluindo o comandante militar Jorge Briceño, também conhecido por “Mono Jojoy”. A “face internacional” da organização era representada por um outro membro do secretariado, “Raúl Reyes”, morto durante o ataque do exército colombiano contra um campo das FARC no Equador em março de 2008. Depois da morte de Cano, Timoleón Jiménez o substituiu na liderença das FARC em 5 de novembro de 2011.
As FARC estão organizadas segundo as linhas militares e incluem diversas frentes urbanas ou células de milícia. A organização adicionou o “-EP” (Ejército del Pueblo) ao seu nome oficial durante a sua sétima conferência em 1982 como expressão da expectativa de evolução de uma guerra de guerrilha a uma acão militar convencional, esboçada nessa ocasião.

8496 – Quais são as maiores organizações terroristas?


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A definição do termo ‘terrorismo’ tem gerado muita controvérsia ao longo dos tempos, uma vez que vários sistemas jurídicos e agências governamentais empregam diferentes significados em suas legislações nacionais. Entretanto, via de regra, o terrorismo é entendido como a utilização sistemática de um meio violento a fim de que um determinado objetivo seja alcançado.
Ao redor do mundo as práticas terroristas têm sido exercidas, em sua maioria, por denominações políticas, grupos nacionalistas e facções religiosas e, em dias atuais, pode-se afirmar que nenhuma região do mundo está fora do alcance de ações terroristas. Como exemplo, podemos citar a região sul-americana por meio da internacionalmente conhecida FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo terrorista marxista-leninista que perdura há mais de cinco décadas em solo amazônico colombiano atraindo rebeldes de esquerda e paramilitares de direita.
Essas organizações, sejam apenas as suspeitas de prática de terrorismo ou as notoriamente conhecidas por tal, negam usarem o terror como meio para alcançar seus fins e, de modo geral, em suas auto definições sempre se utilizam de palavras como: movimento, união, liberdade, república, igualdade entre outras.
Dados de agências de segurança são geralmente desiguais quando em referência ao número de organizações terroristas ao redor do mundo e muito desse desencontro de informações se deve ao fato de que muitos países desentendem-se nesse consenso. Assim, mais uma vez entra como exemplo a FARC, organização não considerada terrorista pelo Estado Federativo Brasileiro.

Porém, independente do número existente e de suas razões (anarquismo, nacionalismo, comunismo, conservadorismo, etnicismo ou questões religiosas), organismos de segurança de todo mundo são unânimes ao apontarem os cinco maiores nomes do terror. São eles:

Tehrik-i-Taliban Pakistan (Movimento dos Talibãs Paquistaneses)
Organização terrorista localizada em áreas tribais ao longo da fronteira com o Afeganistão. O Movimento dos Talibãs Paquistaneses engloba várias grupos militantes islâmicos. Criada em dezembro de 2007, por Baitullah Mehsud, um militante paquistanês notório falecido em 23 de Agosto de 2009, a organização tem como alvo os elementos de Estado paquistanês, entretanto de acordo com várias agências de inteligência, são várias as cidades dos Estados Unidos também concebidas como alvo.

Hezbollah
Apoiado pelo Irã e pela Síria, esse grupo terrorista baseada no Líbano emergiu da guerra civil libanesa de 1982 e é considerado como o maior inimigo de Israel e países árabes sunitas. De acordo com um relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), esta organização abrange 41% da população libanesa e está envolvida em várias atividades sociais.

Taliban (Talibã)
Derivado da palavra ‘estudantes’, o Talibã é conhecido pelo violento governo que regeu formalmente o Afeganistão entre 1996 e 2001, apesar de seu governo ter sido reconhecido por apenas três países – Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão. Atualmente sua maior força ofensiva destaca-se contra a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e os governos do Paquistão e Afeganistão.

Hamas
Sigla de Harakat Al-Muqawama Al-Islamia (Movimento de Resistência Islâmico), o Hamas é um grupo terrorista sócio-político da Palestina fundado em 1987 por conta de uma ramificação da Irmandade Muçulmana. Esta organização foi fundada com o objetivo de libertar a Palestina da subjugação israelense. Conhecido por seus terroristas suicidas temerários, esse grupo terrorista é expressivamente apoiado pelo Hezbollah em questões contra o governo de Israel.
Al-Qaeda (Alcaida)
A Al-Qaeda é uma organização fundamentalista islâmica internacional fundada em 1989 por Osama Bin Laden, uma figura misteriosa que, até o fatídico 11 de setembro de 2001, conseguiu se esquivar das agências de inteligência de todo o mundo. A estrutura organizacional do grupo, apesar da notoriedade de sua rede integrada, é composta por elementos desconhecidos. Indubitavelmente, este é o maior nome do terror mundial.

8376 – Guerra – Os Abrigos Anti-Nucleares


Construídos nos Estados Unidos e na Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial, esses refúgios tinham uma estrutura simples, mas de proteção extremamente eficaz no caso de uma hecatombe atômica. Para começar, todos ficavam mais de uma centena de metros abaixo da superfície – e o fato de estarem sob a terra já impedia de serem atingidos pelo menos ofensivo dos três componentes da radioatividade: as partículas alfa. O abrigo em si era feito de imensas paredes de concreto, material capaz de barrar a penetração das partículas beta, o segundo elemento radioativo. Mas a peça-chave era mesmo o revestimento de chumbo. “Com sua alta densidade, esse metal barra as partículas gama, as mais perigosas entre as que formam a radiação”, diz um professor de planejamento nuclear da pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A construção contava também com filtros de purificação de ar iguais aos de um submarino (sem entrada de ar externo) e um estoque de alimentos para, no mínimo, dois meses.

Paredões em camadas garantiam proteção contra a radioatividade
Para chegar ao abrigo, entre 120 e 150 metros abaixo da superfície, era preciso descer por um longo túnel

Estar envolvida pela terra já bastava para proteger a construção da radiação alfa
Paredes de concreto com 3 metros de espessura impediam a penetração da radiação beta
Entre o concreto e o tijolo, placas de chumbo (ou tungstênio) barravam a radiação gama, a mais perigosa de todas
Como em uma casa, o revestimento interno das paredes e as divisões entre os cômodos eram de tijolo

7609 – O Homem que matou Bin Laden


Foi o ex-oficial Matt Bissonnette, 36 anos. Depois de participar de combates no Iraque e no Afeganistão e ser condecorado seis vezes, ele foi recrutado para uma das missões militares mais ousadas de todos os tempos: a captura de Osama bin Laden, em 2011. A operação deu certo, ou quase (Bin Laden foi morto). Mas, irritado com o governo americano, Bissonnette deixou as Forças Armadas – e escreveu um livro contando em detalhes como tudo aconteceu.
A história começa na Carolina do Norte. Ao longo de duas semanas, um grupo de 24 seals foi preparado para invadir a mansão onde Bin Laden supostamente estaria escondido, no Paquistão. A missão foi treinada e ensaiada à exaustão – os americanos chegaram até a construir uma reprodução em tamanho real da casa. Mas, na hora da verdade, tudo aconteceu de um jeito totalmente diferente do planejado.
No meio da noite, dois helicópteros Black Hawk UH-60 se aproximam da mansão. Está completamente escuro, e os soldados usam óculos de visão noturna. Plano: invadir o terceiro andar da casa, onde Bin Laden supostamente estava dormindo. Parte dos militares desceria por uma corda, e a outra daria cobertura por terra. Como havia uma academia militar por perto, o tráfego aéreo era comum na região e o barulho dos helicópteros não despertaria suspeitas.
Só que o primeiro Black Hawk sofreu uma pane e começou a cair – e por pouco a missão não terminou antes de começar.
Era hora de aplicar o plano B: invadir a mansão por baixo. Isso significava entrar pela casa de hóspedes, passar por um corredor que levava à casa principal e subir as escadas até chegar ao terceiro andar. Os agentes conheciam a casa de Bin Laden nos mínimos detalhes (sabiam até se cada porta abria para dentro ou para fora), mas agora o risco seria muito maior.
Ao entrar, eles encontraram os irmãos Abrar e Ahmed al-Kuwaiti, funcionários de Bin Laden, que estavam na casa de hóspedes. Ahmed abriu fogo contra os seals, que reagiram – e o mataram. Abrar foi fuzilado junto com a esposa. Três mortos, e a operação mal tinha começado.
Os americanos chegaram à casa principal, cujo primeiro andar estava vazio. No segundo, eles acharam o filho mais velho de Bin Laden, Khalid – que foi morto com um tiro no rosto antes que pudesse esboçar qualquer reação. Os seals começaram a subir a escada rumo ao terceiro andar. Eles não tinham pressa. Ao contrário do que acontece nos filmes, não corriam nem abriam portas bruscamente lançando granadas. Caminhavam devagar e em silêncio. Bin Laden, a essa altura, já sabia da presença inimiga – e provavelmente estava pronto para se defender.
Os americanos estavam em maior número, equipados com óculos de visão noturna e armamento pesado. Mas, se Bin Laden ou algum segurança começasse a atirar, certamente a equipe sofreria muitas baixas. Havia ainda outro risco: para tentar proteger Bin Laden, a mulher e os filhos – que viviam com ele no mesmo quarto -poderiam detonar coletes-bomba e explodir a casa inteira, matando todo mundo.
A tensão e o silêncio eram absolutos. Ao subir os últimos degraus da escada, os seals viram uma cabeça espiar por trás de uma porta. Não dava para reconhecer direito o rosto da pessoa. Será que Bin Laden arriscaria se expor dessa forma? Naquela hora, o primeiro atirador da fila não parou pra pensar. Disparou cinco tiros de fuzil, dos quais pelo menos um pegou na cabeça daquele homem. A equipe avançou para o quarto e encontrou o sujeito caído no chão, ao pé da cama. Ele vestia uma camiseta sem mangas, calças largas marrons e túnica marrom. Não estava armado e não tentou reagir. Estava muito ferido. “Ele já estava à beira da morte, se contorcendo. Eu e o outro invasor apontamos nossos rifles para o peito dele e fizemos vários disparos, até ele parar de se mexer”, relata Bissonnette. Duas mulheres e três crianças assistiam à cena e choravam histericamente. Era o fim de Osama bin Laden.
Mas, por alguns minutos, os agentes ainda não estavam certos disso. Os ferimentos de bala tinham afundado o crânio e deformado o rosto do cadáver, que estava completamente ensanguentado – e irreconhecível. A altura, 1,95 m, conferia com a de Bin Laden. Mas o semblante era de um homem mais jovem do que se imaginava. E ele não tinha a barba grisalha pela qual o terrorista era conhecido – a barba era preta.
Para ter certeza, Bissonnette limpou o sangue da face, sacou sua câmera digital e, como em um episódio de CSI, fotografou o cadáver de diferentes ângulos. Do rosto, fotografou principalmente o perfil. O nariz comprido e delgado, marca inconfundível de Bin Laden, tinha permanecido intacto. E era a evidência mais clara de que, sim, tinham matado o homem certo. Mesmo assim, a equipe só comunicou oficialmente a Casa Branca depois de conferir várias vezes os retratos e de obter a confirmação de uma das crianças e uma das mulheres. Os seals coletaram saliva do morto para fazer testes de DNA e tentaram até extrair uma amostra de medula óssea – fincaram diversas vezes uma seringa na coxa de Bin Laden para retirar a amostra de dentro do fêmur, mas as agulhas quebraram. Desistiram.
Do começo da operação até a morte de Bin Laden, haviam se passado 15 minutos. Quanto mais tempo eles demorassem, maiores as chances de chegarem reforços da Al-Qaeda ou mesmo a polícia e o exército paquistaneses, que não sabiam da operação.
Os atiradores deram uma vasculhada rápida no escritório, localizado no segundo andar, onde recolheram pen drives, cartões de memória e computadores. No quarto, encontraram um vidro de tintura preta – o que explicava a cor da barba. O guarda-roupa era impecavelmente organizado. Todas as roupas estavam dobradas e empilhadas e dispostas com espaços regulares entre si. Numa prateleira sobre a porta, finalmente acharam o que esperavam ver nas mãos de Bin Laden: um fuzil AK-47 e uma pistola – ambos descarregados.
Bin Laden sabia que estavam vindo para capturá-lo ou matá-lo, mas escolheu não lutar.
Mas, se Bin Laden não tentou reagir, por que foi executado com vários tiros no peito? Antes da missão, um advogado – que Bissonnette não sabe dizer se era da Casa Branca ou do Pentágono – se dirigiu aos seals e foi claro: o objetivo da missão não era o assassinato. “Se ele não representar ameaça, os senhores deverão apenas detê-lo.” Só que essa orientação dificilmente seria cumprida. Segundo Bissonnette, os seals estavam irritados com as regras impostas pelo governo Obama – que implantou medidas para tentar coibir a violência militar no Iraque e no Afeganistão. “Quando trazíamos prisioneiros, tínhamos mais duas ou três horas de trabalho com a papelada. A primeira pergunta que faziam aos combatentes presos era: `Você sofreu abuso?¿. Uma resposta afirmativa acarretava uma investigação e mais papéis.” A tropa de elite não tinha mais paciência para direitos humanos – principalmente os de Bin Laden.
Matt Bissonnette, 36 anos, se aposentou logo após a Operação Lança de Netuno (nome oficial da missão que matou Bin Laden). E escreveu o livro Não Há Dia Fácil, no qual conta os detalhes da operação, sob o pseudônimo de Mark Owen. Dias antes da publicação do livro, teve sua identidade revelada pela rede de TV americana Fox News. A informação foi confirmada pelo Departamento de Defesa norte-americano, e o Pentágono ameaçou processar Bissonnette. O livro virou o mais vendido dos EUA. Radicais islâmicos ameaçaram matar Bissonnette, que hoje vive escondido.

7228 – Conflitos – A Espionagem


Um grupo de agentes secretos de primeira linha do governo americano se reuniu num hotel de Washington para discutir o futuro da categoria. Preocupados com uma ameaça de cortes de verba pela Central Intelligence Agency (CIA), eles chegaram à conclusão de que pelo menos 20% dos profissionais da área correm risco de demissão. A saída para eles é se transferirem para a iniciativa privada. O que não é um mau negócio. As agências de detetives dos Estados Unidos recebem, em média, cerca de 900 pedidos de informações comerciais por mês. E o mercado está em franco crescimento.
Longe dos governos, o espião não é mais aquele. Seu inimigo prioritário não é o comunismo, é a empresa concorrente. Mesmo assim, ele ainda ainda tem um quê de 007. É superequipado e enfrenta uma contra-espionagem eficiente. E a sua rotina de trabalho continua bem arriscada.
A bisbilhotagem oficial também não acabou. Nem vai acabar. Apesar das ameaças, os Estados Unidos continuam gastando com espionagem cerca de 16 bilhões de dólares por ano, segundo um estudo de Steven Aftergood, da Federação de Cientistas Americanos, uma organização independente. Mas, com o encerramento da guerra fria, o fim da União Soviética e o desmoronamento dos regimes comunistas do Leste Europeu, a aplicação do dinheiro tomou outros rumos. Hoje, apenas 40% dele é destinado a xeretar a atividade dos russos, que já chegou a atrair quase 70% do total.
A aviação militar cubana derrubou dois aviões do grupo Irmãos para o Resgate (IR), que ajuda exilados cubanos em Miami. A queda dos aparelhos, que teriam invadido o espaço aéreo de Cuba, trouxe à tona mais um caso de espionagem internacional, envolvendo o suposto agente duplo Juan Pablo Roque. Ex-piloto militar cubano, Roque vivia nos Estados Unidos desde 1992 e trabalhava para o IR. No dia seguinte à queda dos aviões, ele deu entrevista à rede de TV americana CNN. Só que estava em Cuba, e dizendo que havia prevenido o FBI sobre o ataque. O FBI desmentiu, mas admitiu ter-lhe pago 6 700 dólares por informações sobre o IR. Depois disso, Roque desapareceu. Vá entender para quem ele trabalhava.
Embora ainda não tenha tido um desfecho, o caso mostra que o mundo continua cheio de gente que espiona por motivos políticos. Mas o que mais cresce é o mercado das outras modalidades de espionagem. “Nossa sociedade está cada vez mais centrada na informação. Todos espionam todos”, diz Harold Keith Melton, historiador militar americano especializado em espionagem. Escolas de detetives formam bisbilhoteiros de quinta categoria no mundo inteiro. Em geral, eles oferecem seus préstimos a gente desconfiada da fidelidade da cara-metade.
Eles ficaram com as maiores emoções (e a melhor tecnologia) da profissão. Os chamados espiões industriais vivem nas spy shops dos Estados Unidos. Nessas lojas eles encontram desde microfones disfarçados em canetas até detectores de bombas, passando por manuais antiguerrilha e carros blindados. No Brasil, coisas assim são menos comuns. Mas não é difícil achar, nas casas especializadas em produtos elétricos e eletrônicos, o famoso grampo, aparelho usado para interceptar ligações telefônicas. Basta chegar e pedir um gravador de entrevistas por telefone. Custa algo em torno de 100 reais.
A Associação Brasileira de Empresas de Vigilância e Segurança estima que as 500 maiores companhias instaladas no Brasil perdem até 17 bilhões de reais por ano em conseqüência de espionagem. Por isso, elas gastam cada vez mais em contra-espionagem. Até o começo desta década, o investimento em assessoria e equipamentos para tapar o buraco da fechadura não chegava a 20 milhões de reais ao ano. Hoje está perto dos 50 milhões. Nos Estados Unidos gasta-se quarenta vezes mais. Segundo conta Lucas Blanco, diretor de Desenvolvimento e Operações da Ensec, a maior empresa privada de sistemas de segurança do país, que tem entre seus clientes ninguém menos que a Casa da Moeda, isso ocorre porque lá quem tem um sistema de segurança eficiente pode ganhar, entre outras coisas, descontos no seguro.
Apesar de todo o cuidado, no entanto, os americanos se sentem ameaçados.“Empresas e governos estrangeiros economizam fortunas roubando projetos em fase final de desenvolvimento nos EUA”, diz o escritor Keith Melton. “A China envia estudantes para nossas universidades e algumas vezes eles voltam com produtos e idéias. Para a França, os próprios agentes de inteligência oficiais fazem o serviço.”

6870 – Acredite se Quiser – Sobreviveu a 38 facadas porque estava acima do peso


O inglês Danny Ross foi vítima de um lunático em sua própria casa. O homem de 44 anos estava assistindo TV tranquilamente quando o desconhecido David Johnson, de 33 anos, invadiu o apartamento acusando-o de lhe roubar uma quantia em dinheiro.
Antes que o ex-analista de computação pudesse reagir, o maluco arrancou o cinto de Danny e o estrangulou por tempo suficiente para apagá-lo. Depois disso, o invasor deu 38 facadas na vítima, que foi abandonada sangrando em Devon, no Reino Unido.
Movido às pressas para o hospital, o homem levou 70 pontos e sobreviveu, segundo os médicos, graças à flacidez de seu corpo gordinho.
O invasor acabou sendo preso e condenado a 22 anos de detenção, por tentativa de assassinato à vítima em estado vulnerável.
Conforme informações do “The Sun”, Danny teve bastante sorte, já que nenhum órgão foi afetado pelas punhaladas. “A equipe médica foi bem discreta ao descrever meu caso, mas sei que sou mais pesado do que gostaria de ser. Eles disseram que meu peso extra salvou minha vida”, disse a vítima, que não consegue entender como alguém pudesse estar nervoso a ponto de esfaquear uma pessoa desmaiada tantas vezes.
Por hora, Danny não pode reclamar do sobrepeso.

5925 – Qual ditador matou mais em todos os tempos?


Em números absolutos, o maior matador foi o ditador chinês Mao Tsé-tung, que mandou nada menos que 77 milhões de compatriotas para o além. Em percentual relativo, o líder mais sanguinário foi o general Pol Pot, que assassinou “apenas” 2 milhões de pessoas – um terço da população do Camboja, país em que ele foi primeiro-ministro entre 1976 e 1979.
A relação abaixo tem como critério básico o total de mortes causadas pela ação ou omissão de líderes com poderes ditatoriais. Isso inclui desde fuzilamentos no paredão até grandes fomes causadas por uma guerra civil, por exemplo. Os números foram coletados pelo cientista político e historiador americano Rudolph J. Rummel, que escreveu quase duas dúzias de livros com informações sobre casos de “democídio” – o nome que Rummel dá ao assassinato de uma pessoa por um governo. Foram muitos, sobretudo nos últimos 100 anos.

Imperatriz Cixi – China (1835-1908) – 12 000 000
Kublai Khan – Mongólia (1215-1294) – 19 000 000
Leopoldo 2º – Bélgica (1835-1909) – 10 000 000
Gêngis Khan – Mongólia (1162-1227) – 4 000 000
Mao Tsé-tung – China (1893 -1976) – 77 000 000
Adolf Hitler – Alemanha (1889-1945) – 21 000 000
Hideki Tojo – Japão (1884-1948) – 4 000 000
Hideki Tojo – Japão (1884-1948) – 4 000 000
Joseph Stalin – URSS (1879-1953) – 43 000 000
Chiang Kai-shek – China e Taiwan (1887-1975) – 10 000 000

5337 – Existe terrorismo bom?


Mandela: Ex terrorista ganhou o Nobel da Paz merecidamente

4 Terroristas já ganharam o Nobel da Paz:
Ele escondeu seus homens na mata e distribuiu armas, seu grupo explodiu bombas, sabotou fábricas, atirou em guardas desprevenidos, espalhou pavor na manutenção. Até que foi preso e condenado a prisão perpétua. Seu nome: Nelson Mandela, que foi presidente e em seguida se aposentou, após 30 anos cumprindo pena. Em 1993, pendurou no pescoço a medalha dourada do Nobel da Paz. Por que não? Benjin e Arafat também ganharam o prêmio, apesar de ambos terem explodido bombas na juventude. Foram agraciados por conseguirem trégua no conflito que ajudaram a começar. A atuação dos EUA durante a Guerra Fria, apoiando o terrorismo na América Latina, financiando grupos de oposição a países comunistas e fortalecendo extremistas também é condenável. Tal política foi conduzida pelo então secretário de estado Henry Kinssinger, que também ganhou o seu Nobel da Paz em 1973 pelo fim da Guerra do Vietnã.
Mas, a História tem exemplos de quem se recusou a matar inocentes por uma causa. É o caso de Gandhi, o herói da independência indiana, que pregava a resistência pacífica aos colonizadores ingleses. Mas ele não ganhou o Nobel da Paz.

5336 – Terrorismo II


É antigo. Sempre houve pessoas usando o medo como ameaça e a intimidação para alcançar seus objetivos. Mas, um grupo radical de judeus chamado Sicarive é considerado o 1º grupo organizado de Terrorismo da História. Eles protestavam contra os romanos. O Ímpério Romano era ums espécie de EUA da época, aí, eles matavam romanos e judeus nas ruas para criar pânico. Os assassinatos eram cometidos a punhaladas. Em 66, eles tomaram parte de um violento levante contra os romanos, que durou 4 anos. A sagrada Jerusalém foi arruinada e o principal templo dos judeus, arrasado.
Até hoje se faz um jejum anual em memória da tragédia. Com o avanço dos explosivos e das armas de fogo, aumentou o poder destrutivo dos atentados e os grupos perceberam o poder persuasivo do terror contra os governos opressores. Na década de 1970 surgiu a novidade macabra: os atentados suicidas, com bombas instaladas no próprio corpo. A tendência culminou com os ataques de 11 de setembro.

5335 – Mega Polêmica – Absolvendo o terrorismo


A idéia de que terroristas são doentes mentais pode ser falsa.
Que mente humana seria capaz de realizar algo tão abominável como os atentados de 11 de setembro nos EUA?
Que espécie de convicção arraigada é essa capaz de fazer com que homens embarcassem tranquilamente em uma missão sem volta? Se a imagem que lhe vem a mente é que um terrorista é um maníaco fanático, com um sorriso perverso e macabro, é bom começar a duvidar dos estereótipos. Apesar de provavelmente existirem psicopatas infiltrados em grupos terroristas, a maioria dos estudiosos diz que nimguém precisa ser um Hannibal para fazer um atentado.
Terroristas não são pirados que ouvem vozes do além. São pessoas que acreditam estar agindo certo e farão de tudo para atingir seus objetivos. Numa lista de soldados americanos que ganharam medalha de honra na Guerra do Vietnã se encotraram dezenas de homens que morreram em ação suicida, por lealdade. Para os terroristas não há civis inocentes, só inimigos. Que dizer dos pilotos americanos que derrubaram as bombas atômicas que mataram mais de 120 mil civis, 20 vezes mais que os ataques a N. York e Washington?
O perfil dos alistados aos grupos terroristas em geral são jovens que perderam parentes em guerras, desempregados e que encontraram na missão terrorista um objetivo. Pesquisas da Psiquiatria demonstraram que antes de se converter a uma nova Religião, a maioria das pessoas tinha um sofrimento mental maior que a média da população. Após a conversão, a pessoa dá um novo sentido para a vida. Para algumas religiões o martírio é um atalho para um suposto paraíso. Mas que fique claro: no Alcorão não há nenhuma promessa de paraíso para para quem usa a violência, que só é permitida em legítima defesa e na mesma proporção do agressor.

5091 – Sociedade – Incitação ao Crime?


Um televangelista fanático defendeu o assassinato de Hugo Chavez como medida preventiva para evitar que os americanos gastem 200 bilhões em outra guerra para se livrar de um ditador. Há mais de 30 anos uma lei proíbe o governo americano de cometer assassinatos políticos no exterior. Grupos evangélicos de extrema direita são parte importante do eleitorado, por isso, o então presidente Bush não condenara publicamente as declarações de Robertson. Dono de um império empresarial que inclui uma rede de TV e uma universidade e de uma receita para emagrecer que vende bem, ele é um prodígio em declarações descabidas. Disse que os atentados eram vingança divina pelo excesso de materialismo e liberdade sexual da sociedade americana. Advertiu que terremotos, tornados e possivelmente meteoritos iriam atingir a Disney por ter promovido o Dia Gay, mas por enquanto o parque está intacto.

4901 – Guerra – Pearl Harbor


Ataque a Pearl Harbor, 2ª Guerra Mundial

Yamamoto era filho de samurais, este militar que arquitetou o ataque a Pearl Harbor gostava dos EUA e estudou em Harvard.
Ironicamente ele era o maior opositor da Guerra do Japão contra os EUA. Embora fosse guerreiro e filho de samurais; seus primeiros professores eram missionários americanos que lhe ensinaram o inglês e apresentaram-lhe o Cristianismo e a Cultura ocidental. Ele perdeu 2 dedos da mão esquerda em uma batalha. Em 1916, foi adotado por um almirante sem filhos e aí foi para os EUA estudar na Harvard. Lá consolidou sua convicção que desafiá-los era impraticável, diante dos recursos da potência ocidental e da fragilidade econômica japonesa. Em 1941, após o embargo econômico americano, entregou os pontos e planejou o ataque surpresa que teria que ser devastador o bastante para arrasar de um só golpe as forças americanas.
Embora os aviões desenvolvidos por ele brilhassem, a vitória arrasadora não aconteceu: os porta-aviões americanos escaparam da destruição por estarem fora, em treinamento. Então,os EUA entraram na Guerra dispostos a vingança.” O Dia que Viverá para sempre na Infâmia”. Em 1943, os americanos prepararam uma emboscada aérea sobre as ilhas Salomão e derrubaram o avião que Yamamoto viajava; matando-o; por sinal,um avião Mitsubish 64M, sua criação. Depois viriam as bombas atômicas, algo pior para os japoneses.
A Segunda Guerra Mundial, com início em 1939, agrupava, em um bloco, os países com governos autoritários e que desejavam expandir seus regimes por outros territórios. Era o caso de Alemanha, Itália e Japão que passaram então a formar o bloco chamado de Eixo durante a guerra. Alemanha e Itália expandiram-se em parceria sobre o território europeu, maior palco da das duas guerras mundiais, enquanto o Japão protagonizava o autoritarismo no novo território da Segunda Guerra, a Ásia.
O Japão constituía o império chamado de nipônico, governado por um autoritário imperador, o qual não possuía boas relações com os Estados Unidos. Estes, não entraram na guerra desde o início do conflito em 1939, a participação dos Estados Unidos era indireta. Mas enquanto isso, preparavam seus exércitos e armamentos em suas bases localizadas em pontos estratégicos do planeta.
A base americana de Pearl Harbor, localizada no Oceano Pacífico, era um importante ponto para a estratégia militar dos Estados Unidos e do que viria a ser mais tarde os Aliados. No correr do processo de expansão do Japão pelos territórios da Ásia, seria um grande problema caso os Estados Unidos entrassem na guerra e passassem a combater os japoneses. A ocorrência de tal situação atrasaria ou mesmo impossibilitaria os planos do Império Nipônico. Deste modo, o exército japonês, sob o comando de Nagumo, elaborou um ataque surpresa à base estadunidense visando neutralizar a ação do exército e da marinha dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.
Na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou a ilha no Havaí onde estavam muitos militares estadunidenses. Naquela manhã, os aviões dos japoneses passaram pelo radar, que havia sido instalado no dia anterior, confundidos com aviões do exército dos Estados Unidos. Alguns aviões estadunidenses foram abatidos no caminho pelos japoneses, que conseguiram alcançar o coração da base para o grande ataque.
Eram 353 aviões japoneses e mais cinco submarinos. Os aviões atacaram em duas vagas, a primeira, formada por 186 torpedeiros-bombardeiros vulneráveis, aproveitou a surpresa do ataque para bombardear os navios no porto; já a segunda vaga, formada por 168 aviões, atacou a base aérea naval e marinha no centro de Pearl Harbor.

4900 – Guerra – Houve algum dia de paz no século XX?


Não. Em qualquer um dos 35 935 dias entre 1º de janeiro de 1901 e 10 de julho de 1999, pelo menos um ser humano foi morto em conflito. E continuou assim até o final do século.
Nestes 99 anos, houve cerca de 500 conflitos. “Pelo menos 200 milhões morreram em combates”. Para a Academia de Sandhurst, uma guerra é definida como qualquer conflito envolvendo grupos organizados, desde movimentos terroristas, como os promovidos pelo Exército Republicano Irlandês, até as guerras mundiais.
Só na Segunda Guerra, houve 70 milhões de baixas. O país mais afetado pelos massacres foi, disparado, a Rússia, onde pereceram 50 milhões. Os anos 90 ficam bem atrás dos anos 10 e dos 40 no quesito perdas humanas em conflitos militares. Mesmo assim, é uma década mais sangrenta que as de 60, 70 e 80, graças às dezenas de brigas étnicas na África, na Ásia e até na Europa.