11.738 – De Olho Nele – Carro autônomo do Google tem dificuldade para identificar ciclistas Assim como os motoristas comuns


Carroça automática
Carroça automática

No início de agosto, um ciclista publicou em um fórum na web o relato de seu encontro com um carro autônomo desenvolvido pelo Google. A história revela como o veículo que dirige sozinho ainda tem problemas para identificar se uma bicicleta está parada ou em movimento.
O usuário Oxtox conta que cruzou o caminho do veículo do Google em uma interseção de quatro vias, em Austin, no estado americano do Texas. “O carro chegou à faixa de pedestres uma fração de segundo antes de mim, então ele tinha o direito de passar. Fiz um track stand e esperei ele ir”.
A manobra track stand consiste em manter-se equilibrado sobre a bicicleta parada, mas sem colocar os pés no chão. Entretanto, ao que parece, os sensores do carro não identificam um ciclista parado com esse movimento.
“Ele aparentemente notou minha presença (estava coberto de Go-Pros) e ficou parado por alguns segundos. Quando ele finalmente começou a andar, minha bicicleta se moveu um centímetro para frente, mas eu continuava parado. O carro freou imediatamente”, conta o ciclista.
Novamente, assim que o carro voltou a se mover, Oxtox teve que “dar um tranco” na bicicleta para manter o equilíbrio, e mais uma vez o veículo freou de forma abrupta. O usuário explica que continuou nessa “dança” por quase dois minutos, enquanto os engenheiros do Google dentro do carro “davam risada e digitavam em seus laptops”.
O ciclista admite, porém, que apesar da situação embaraçosa, ele se sentiu bem mais seguro cruzando o caminho de um carro autônomo do que quando encontra motoristas reais.

11.737 – Medicina – Cientista cria braço de macaco no laboratório pela primeira vez, abrindo esperança para regeneração de membros


braço macaco
Eles foram capazes de simplificar o braço de um macaco, deixando apenas suas células individuais. Com infusões de células, um novo membro poderá crescer, tornando-o novamente funcional, com circulação sanguínea, estrutura óssea, músculos e cartilagem.
O responsável pela condução da nova pesquisa é Harald Ott, diretor do Laboratório de Reparação e Regeneração de Órgãos do Massachusetts General Hospital, nos EUA. A nova técnica, caso seja aprimorada e levada adiante, poderia ser uma opção às próteses ou aos transplantes, que possuem limitações de movimento e controle. Em transplantes, também há riscos de infecções e de câncer. Com a técnica de Ott, seria possível implantar membros funcionais nos amputados de forma perfeita.
Usando células do próprio corpo, novos membros seriam criados sob medida, quase não oferecendo riscos de ataque do sistema imunológico. E já deu certo em alguns casos. Ott conseguiu criar pulmões e um coração, ambos funcionais, além de regenerar o braço de um rato em laboratório.
O passo seguinte aconteceu em um teste com macacos. Utilizando células progenitoras de humanos, que são semelhantes às células-tronco, o braço de um macaco foi estimulado, para que células e vasos sanguíneos sejam criados com tal recurso. “O objetivo é a formação de um sistema vascular totalmente alinhado”, explicou Ott.
Quando um membro a ser regenerado é encontrado, suas células são retiradas com uma solução salina e detergentes, em um processo chamado “deceularização”, que demora algumas semanas até ser finalizado, mudando a natureza do tecido.
Apenas depois desse processo as células progenitoras são inseridas, na etapa da “recelularização”. Ambas as etapas ocorrem em um ambiente propício, com temperatura regulada, pH, umidade e níveis de oxigênio e pressão. A recelularização é feita dentro de um biorreator de estímulo, que fornece nutrientes.
Porém, a prática ainda está longe do fim e precisa ser estudada com empenho. “O desafio é a sua natureza composta. Membros contêm músculos, ossos, cartilagem, vasos sanguíneos, tendões, ligamentos e nervos, cada um dos quais tem que ser reconstruído e exige uma estrutura de suporte específica”, explica Ott.
Primeiramente, é preciso criar as células e os vasos sanguíneos. O próximo passo será a tentativa de reconstrução dos músculos e do tecido conjuntivo. Em seguida, ossos, cartilagem e gordura. “O importante é, eventualmente, deixar que o membro torne-se funcional novamente. Eu vou viver para ver a aplicação clínica disso”, concluiu o cientista.

11.736 – Estudo descobriu que fumaça do incenso é mais tóxica que a do cigarro, podendo causar mutação celular


incenso
Isso significa que ela é capaz de provocar mutações genéticas e causar alterações no DNA das células, levando ao câncer.
Nick Hopkinson, assessor médico da Fundação Britânica do Pulmão, disse que muitas formas de fumaça, incluindo a de incenso, podem ser tóxicas. Dadas as conclusões do estudo, recomenda-se que pessoas com doença pulmonar evitem incensos, bem como pais com crianças pequenas em casa, cujos pulmões ainda estão se desenvolvendo.
Normalmente, o incenso é feito de varas de bambu revestidas em serragem e óleos de essências. Quando queimado, as partículas são liberadas no ar. E quando aspiradas, podem ficar presas nos pulmões, causando uma reação inflamatória. Até agora, poucas pesquisas foram feitas sobre o fato de o incenso ser uma fonte de poluição do ar, embora tenha sido ligado ao desenvolvimento de câncer de pulmão, leucemia infantil e tumores cerebrais.
Os pesquisadores queriam avaliar os riscos para a saúde associados à fumaça do incenso. Um estudo liderado pelo Dr. Zhou Rong, da South China University of Technology, testou os efeitos da fumaça em células, em comparação aos efeitos da fumaça do cigarro. Eles testaram dois tipos de incenso. Ambos continham madeira de ágar e sândalo, que estão entre os ingredientes mais comuns usados para fazer esse produto. Os pesquisadores então compararam os efeitos da fumaça de incenso e da fumaça de cigarro em células do ovário de hamsters chineses e fizeram testes com cepas de Salmonella.
A fumaça do incenso mostrou-se mais mutagênica, citotóxica e genotóxica do que a do cigarro testada no estudo. Isso significa que o incenso possui propriedades químicas que podem mudar o material genético, tal como o DNA em células e, portanto, causar mutações.
Além disso, todas essas propriedades têm sido associadas ao desenvolvimento de cânceres. A fumaça dos incensos usada no estudo era composta por partículas finas e ultrafinas, respiradas com facilidade, sendo, portanto, suscetíveis a apresentar efeitos adversos para a saúde, disseram os pesquisadores.
Descobriu-se que a combinação da fumaça de quatro palitos de incenso continha 64 compostos, sendo alguns deles irritantes ou apenas levemente nocivos, e os ingredientes presentes em duas das varas testadas são conhecidos por serem altamente tóxicos. “Claramente, é necessário que haja maior sensibilização e gestão dos riscos de saúde associados com a queima de incenso em ambientes internos”, disse Zhou.
Os pesquisadores esperam que os incensos possam ser mais bem avaliados, após seus resultados. Eles alertaram que o estudo realizado era pequeno e conduzido somente em roedores, pedindo que novos estudos possam verificar suas conclusões. A pesquisa, que foi realizada também pela China Guangdong Tobacco Industrial Company, foi publicada na revista Environmental Chemistry Letters.

11.735 – Mega Memória – O Tratado de Nanquim marcou o fim das Guerras do Ópio


guerra do opio
O Tratado de Nanquim (Nanjing em chinês) foi assinado em 29 de agosto de 1842. Foi um tratado de paz entre o Império Britânico e a Dinastia chinesa Qing que marcou o final das Guerras do Ópio (foram duas guerras que duraram de 1839 a 1842 e de 1856 a 1860 respectivamente, como ponto culminante dos conflitos comerciais entre a China e o Reino Unido. O contrabando britânico de ópio da Índia Britânica para a China e os esforços do governo chinês para impor suas leis contra as drogas levaram ao conflito).
O interesse principal do tratado era mudar a forma do comércio exterior que permanecia desde 1760. O tratado abolia o monopólio das treze fábricas no comércio estrangeiro em Cantão e em troca foram abertos cinco portos: os de Cantão, Amoy, Foochow, Ningpo e Shanghai, onde os britânicos puderam comercializar livremente. O Império Britânico também adquiriu o direito de enviar cônsules a estes portos abertos (Treaty Ports), aos quais era dado o direito de se comunicar diretamente com as autoridades chinesas locais. Também ficou estipulado que o comércio nestes portos estaria sujeito a tarifas fixas, que fossem acordadas entre os britânicos e o Governo Qing. O Tratado de Nanquim foi o primeiro de uma série de tratados durante o século XIX entre a China e as nações europeias aos quais se conhece como “Tratados Desiguais”.

11.734 – MIT cria reator inspirado no Homem de Ferro


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A energia de fusão poderá ser uma realidade em menos de uma década, graças ao Homem de Ferro. Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT) projetou um pequeno reator que poderá criar quantidades ilimitadas de energia, com um design completamente viável, idêntico ao utilizado por Tony Stark nos filmes de sucesso do herói dos quadrinhos Homem de Ferro.
A técnica de fusão proporcionaria uma fonte inesgotável de energia e poderá trazer uma solução para a crise energética mundial. O que tornaria isso possível seria exatamente o design do reator, já que, ao contrário de outros sistemas similares, utiliza novos supercondutores, comercialmente disponíveis e feitos de metais de terras raras, como o óxido de cobre e bário (REBCO). Os fortes campos magnéticos gerados por essas bobinas são capazes de conter melhor o plasma superaquecido, permitindo que o reator seja menor, mais barato e mais rápido de construir. Apesar de esse novo reator ter sido projetado para a pesquisa básica sobre a fusão, seu potencial de produção energética pode se multiplicar de acordo com o aumento de seu campo magnético: duplicando o campo magnético, a energia de fusão produzida aumentaria em 16 vezes.
Atualmente, de acordo com o projeto, o reator é capaz de produzir, aproximadamente, três vezes mais eletricidade que o necessário para continuar funcionando, mas com algumas melhorias, poderá aumentar essa proporção em cinco ou seis vezes. Até o momento, nenhum reator de fusão havia sequer produzido a quantidade de energia que consome. Para os pesquisadores do MIT, “a energia de fusão será a fonte mais importante de energia elétrica da Terra no século XXII, porém nós precisamos dela muito antes, para evitar um aquecimento global catastrófico”. E esse novo design é, claramente, um passo nessa direção.

11.733 – Comportamento – Fique de olho em pessoas muito educadas


Você pode até nos chamar de paranoicos, mas pesquisas recentes, publicadas naSociety for Science and the Public, mostram que pessoas excessivamente educadas e lisonjeiras tinham uma tendência maior a trair colegas.
Para chegar a essas conclusões, cientistas pediram que voluntários jogassem ‘Diplomacia’, um jogo de estratégia no qual participantes atuam como países antes da Primeira Guerra Mundial. O jogo não é baseado em dados, mas jogadores precisam fazer alianças e formar estratégias para prosseguir. Uma boa estratégia é fingir que está do lado de alguém e depois dar um golpe pelas costas da pessoa, no melhor estilo Game of Thrones.
Os pesquisadores escolheram o jogo para entender como os traidores se comportam – e identificar sinais de possíveis traições. O maior sinal, de acordo com suas observações, foi que os ~falsianes são extremamente lisonjeiros. Eles tinham uma tendência maior a trair os parceiros do que pessoas que falavam de forma mais rude.
A conclusão? Fique de olho em quem te elogia demais – e em quem usa muitos emojis sorridentes.

11.732 – Mega Techs – LG lança teclado que se transforma em “varinha”


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A praticidade e mobilidade que tablets, smartphones e phabets trouxeram para o dia a dia nem sempre combina com a eficiência de digitar nas telas sensíveis ao toque. Apesar das constantes pesquisas e avanços na melhoria da sensação das telas e das respostas dos sistemas ao serem clicados, muita gente ainda fica frustrado com o dilema: tela tão grande e teclado tão pequeno. A LG decidiu investir nessa necessidade dos usuários de gadget e pretende lançar o “Rolly Keybord”
O acessório é um teclado QWERTY com tamanho bem próximo ao dos tradicionais e possui conectividade bluetooth 3.0. É possível migrar facilmente entre os dispositivos compatíveis e, para guardar, basta enrolar formando uma espécie de varinha. Mágico, não?
O lançamento está previsto para acontecer em setembro, durante a IFA Berlim. Ainda não foram divulgados informações referente ao preço e locais onde a novidade estará disponível.

11.731 – Mega Sampa – A seca e as ondas de calor se tornarão frequentes


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A crise hídrica de São Paulo ganhou notoriedade quando técnicos do Departamento de Águas e Energia Elétrica afirmaram que a realização dos jogos da Copa do Mundo no Brasil na cidade estaria ameaçada pela possibilidade de um racionamento generalizado de água devido à falta de chuvas no Cantareira. No dia 12 de julho, um sábado de inverno, ainda durante o evento, o volume útil do sistema, como é chamada a porção de água acima das comportas das represas, esgotou-se. Com quebras de recorde de calor consecutivas durante o ano e o consumo em alta, o que restava dos 1,46 trilhão de litros de capacidade do principal reservatório para abastecimento da cidade parecia evaporar. Para o presidente da ANA, o planejamento da Sabesp ficou longe de acompanhar o consumo crescente dos paulistanos, de 175 litros diários per capita – segunda maior média do país, perdendo apenas para os 200 litros diários dos cariocas, e 65 litros acima do recomendado pela ONU.
Segundo dados da agência governamental, o Brasil possui 12% da água doce disponível região Norte do país, onde vivem 7% da população. Três por cento ficam no Nordeste, com 27% da população. Por sua vez, o urbanizado Sudeste, onde estão São Paulo e 40% dos brasileiros, possui apenas 6% da água. “O preço da dependência do Cantareira se fez sentir como nunca antes e isso era previsível. Entre 2004 e 2013, o consumo de água nos 33 municípios da região metropolitana abastecidos pela Sabesp aumentou 26%, enquanto a produção cresceu apenas 9%. A cidade já vivia em estresse hídrico e as mudanças climáticas aceleraram o processo que levou à crise”, explica Adreu.
Para o climatologista Carlos Afonso Nobre, diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), extremos climáticos como a seca e ondas de calor tendem a se tornar frequentes daqui para a frente. “A razão mais próxima para entender o que aconteceu em São Paulo são os bloqueios atmosféricos que configuram os veranicos, períodos mais secos nos verões. Esses fenômenos clássicos da meteorologia são causados por sistemas de alta pressão estacionários no Atlântico, que bloqueiam a entrada de massas de ar frio do Ártico e impedem a precipitação no continente. Ocasionalmente, o fenômeno também pode estar relacionado com o bloqueio gerado pela ilha de calor da mancha urbana”, explica Nobre. “Houve na história algumas centenas de bloqueios antes desses com durações de cinco a sete dias, o mais longo com menos de 20 dias. O que surpreendeu no registro dos bloqueios mais recentes é que não havia nenhum caso em 40 anos de um que tenha durado 48 dias, como nos primeiros meses de 2014, e um de 26 dias, em fevereiro de 2015”, conta.
De acordo como o cientista, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), não é possível afirmar com precisão científica se a falta de chuvas no verão de 2014 tem relações em São Paulo com o aquecimento global causado pela ação antrópica. Porém é certo dizer que já vivemos um novo padrão climático. A volatilidade do clima, tanto para a seca quanto para mais chuvas, tende a se tornar mais intensa e os eventos como os veranicos mais longos. Mas não está chovendo menos em São Paulo então? “Sim, no período que desencadeou a crise choveu menos na região do Cantareira, mas essa é uma falsa percepção diante das estatísticas. O histórico mostra que tem chovido 30% mais na cidade nos últimos 40 anos. O que estamos vendo é um efeito da mudança climática em uma cidade que está de 3 a 4ºC mais quente na média. Para entender isso, temos de considerar que esta é uma cidade diferente de 1960, quando as enchentes já eram notícia. Hoje, elas tendem a ser mais frequentes por causa da urbanização, da mesma forma que as secas serão”, fala Nobre.
Não resta dúvida de que a seca paulista e a que assola o estado americano da Califórnia nos últimos quatro anos estão conectadas pela ação do homem.

11.730 – Astrofísica – Stephen Hawking e o paradoxo do buraco negro


buraco negro
Segundo Hawking, em declaração feita na Suécia, seria possível escapar de um buraco negro e até ser jogado em outra dimensão.
A teoria resolve o “paradoxo da informação” que tem intrigado cientistas há décadas. Embora a mecânica quântica diga que nada pode ser destruído, a relatividade geral diz que sim. No entanto, de acordo com a nova teoria de Hawking, qualquer coisa sugada para um buraco negro é efetivamente presa no horizonte de eventos, ou seja, na esfera em torno do buraco de onde se pensava que nada poderia escapar.
E tal objeto seria capaz de ressurgir no universo, ou em um paralelo, por meio de radiação de prótons que conseguem escapar do buraco negro por conta de flutuações quânticas. “Se você sentir que está em um buraco negro, não desista, há uma maneira de sair”, disse Hawking, em uma audiência realizada no Royal Institute of Technology KTH, em Estocolmo, Suécia.
No filme Interstellar, Cooper, interpretado por Matthew McConaughey, mergulha no buraco negro Gargantura. Como o navio de Cooper se quebra na força, ele foge e acaba em um Tesseract – um cubo de quatro dimensões. Ele finalmente consegue sair do buraco negro, assim como o Hawking acredita ser possível.
Os buracos negros são estrelas que entraram em colapso sob sua própria gravidade, produzindo forças extremas capazes de capturar até mesmo a luz. Hawking afirma que a informação não é contida no interior do buraco negro, mas “traduzida” em uma espécie de holograma, no horizonte de eventos.
“Proponho que a informação não é armazenada no interior do buraco negro como se poderia esperar, mas na sua fronteira, no horizonte de eventos. A ideia é que as supertraduções sejam um holograma das partículas inseridas, assim, contendo todas as informações que, de outra forma, seriam perdidas”, explicou.
Hawking também acredita que a radiação deixada pelo buraco negro possa pegar algumas das informações armazenadas no horizonte de eventos e levá-las novamente para fora. No entanto, é pouco provável que seja no mesmo estado em que entrou. “A informação das partículas inseridas podem ser devolvidas, mas de uma forma caótica e inútil. Para todos os efeitos práticos, a informação é perdida”, disse ele.
“A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são tão negros como se pensa. Eles não são as prisões eternas que se acreditava. As coisas podem ficar fora de qualquer lado do buraco negro, e, possivelmente, sair em outro universo”, acrescentou.
Hawking e seus colegas publicarão um artigo sobre o trabalho no próximo mês. “Ele está dizendo que a informação está lá já por duas vezes desde o início, por isso nunca é destruída no buraco negro”, disse Sabine Hossenfelder, do Instituto Nórdico de Física Teórica, em Estocolmo. “Pelo menos foi isso que eu entendi”, finalizou.

11.729 – Física – Você sabia que a gravidade não é uma força e não tem poder de “puxar”?


gravidade
Porém, como é possível uma influência que move e atrai objetos não ser considerada uma força? Isso porque a gravidade não “puxa”, ela “acelera”.
Ao contrário do que a linguagem utilizada pela física introdutória costuma dizer, para facilitação do aprendizado, a gravidade deforma o espaço-tempo, fazendo com que objetos sigam uma curvatura criada. Graças às teorias da relatividade de Albert Einstein, sabemos que a energia diz ao espaço-tempo como deve ser sua curvatura. Nesse caso, a massa é geralmente a parte mais importante da equação, ou seja, a energia que é a massa de um objeto curvado ao espaço-tempo. Assim, a massa dobra o espaço-tempo, e essas curvas ditam a mobilidade da energia. A gravidade seria a curvatura do espaço-tempo.
Assim como um carro percorre uma estrada cheia de curvas, objetos viajam por elas no espaço-tempo. E, assim como um carro acelera, objetos maciços criam curvas extremas no espaço-tempo, e a gravidade é capaz de acelerar corpos que entram (ou se aproximam) de poços de gravidade profundas. Tal caminho é chamado de “curva geodésica”.
O melhor exemplo para explicar a gravidade e sua capacidade de acelerar objetos são a Terra e a Lua. Nosso planeta é um objeto muito maciço quando comparado à Lua. Assim, a Terra provoca uma curva acentuada no espaço-tempo. A Lua orbita em torno de nosso planeta por conta das deformações no espaço-tempo que são causadas pela massa da Terra. Portanto, a Lua viaja pela curva sem sentir alguma força atuante. Não se trata de um impulso ou empuxo, e sim um caminho.
Você pode estar se perguntando, então, por que nem todos os asteroides e os meteoritos que passam próximos a nossa órbita são incorporados a ela? Esse caminho depende de muitos fatores, como velocidade, trajetória e a massa dos respectivos objetos envolvidos. Milhares de cometas e asteroides passam por nós sem serem capturados e arrastados para uma órbita particular, justamente por isso, ao mesmo tempo que tantos outros orbitam a Terra por um tempo. Tudo é relativo na relatividade.

11.728 – Isso tem hora? – Ciência descobre a hora exata para fazer sexo


Um estudo científico recente, publicado pela revista British Medical Journal – que coleta dados divulgados pela Associação Médica Britânica –, afirma ter descoberto o horário perfeito para fazer sexo. Provavelmente, o resultado surpreenderá muitas pessoas, já que a hora escolhida não parece ser a mais comum; entretanto, é o momento em que tanto os homens quanto as mulheres estão com o nível de testosterona mais elevado: às 5h48m da manhã.
Esse horário preciso é a combinação dos dados de aumento da testosterona com os das atividades cotidianas: mais testosterona e menos preocupação em relação aos afazeres diários resultariam no momento perfeito para a troca sexual. Nos homens, a quantidade de testosterona presente no organismo 12 minutos antes das 6h pode chegar a ser 25% a 50% maior que no resto do dia – isso, claro, se ele tiver dormido à noite, uma vez que a glândula que regula sua produção é muito mais ativa durante o sono. O resultado desse estudo é baseado em uma estatística do horário em que as pessoas acordam. Por isso, se se passou a noite em claro, o horário ideal não será o mesmo.
O fenômeno que explica essa pesquisa é o mesmo que faz com que a maioria dos homens tenha ereções matinais. E isso coincide com um estudo recente feito na Itália, no qual se descobriu que, para as mulheres, a manhã é o momento ideal para chegar ao orgasmo.

11.727 – Biologia – A aranha voadora


Pesquisadores da University of California-Berkeley descobriram uma aranha capaz de planar e manobrar sua trajetória durante a queda. Em muitas espécies, esta habilidade é imediatamente anterior ao voo na evolução.
A aranha, que pertence ao gênero Selenops, é encontrada na Amazônia do Panamá e do Peru.
Para chegar à descoberta, os pesquisadores arremessaram 59 aranhas de uma plataforma a 25 metros do chão.

Surpreendentemente, 93% delas conseguiram planar e pousar com segurança em um tronco de árvore, onde há menos predadores.

O experimento foi descrito no Journal of the Royal Society Interface.

Como elas fazem isso?
A Selenops é uma obra de engenharia. Graças a seu formato achatado, ela cai mais lentamente. Além disso, elas conseguem usar as perninhas para trabalhar a aerodinâmica e definir a direção para onde vão planar.

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11.726 – Oncologia – Cientistas reprogramam células cancerosas para fazê-las voltar ao normal


cancer
Será que agora vai?
Uma equipe da Mayo Clinic, um hospital-universidade sem fim lucrativos, acredita ter encontrado uma chave para tratar todos os tipos de câncer, reprogramando as células para fazê-las voltar ao normal. E já testaram, com sucesso, em células cancerosas in vitro.
Funciona assim: quando uma célula está em contato com outra, moléculas chamadas micro-RNAs (miRNAs) regulam a ação dos genes, dando a ordem que é hora da célula parar se reproduzir. Esse contato, afinal, significa que o espaço já está ocupado.
Esses complexos de proteínas são chamados “microprocessadores” – elas, afinal, atuam como computadores, tomando decisões baseadas em diferentes informações. Esse “programa” dá tela azul em cânceres. Os genes não recebem a mensagem e as células se reproduzem descontroladamente.
Há alguns anos, pesquisas apontavam que problemas em duas dessas moléculas, a E-caderina e a p120 catenina, eram uma possível causa universal do câncer. O problema com esses estudos, segundo os pesquisadores, é que essas proteínas ainda estão presentes em células cancerosas. Elas não poderiam ser a única causa.
A equipe focou sua atenção então em outro microprocessador, o PLEKHA7, que se associa aos outros dois. Em sua ausência, a E-caderina e p120 catenina se tornam incapazes de suprimir a reprodução das células – ao invés disso, elas aceleram a reprodução. Isto é, de mocinhas, tornam-se vilãs.
“Acreditamos que a perda do complexo de microprocessadores PLEKHA-7 é um evento primordial e algo universal no câncer”, afirma Panos Anastasiadis, investigador sênior da Mayo Clinic. “Na vasta maioria dos exemplares de tumores que examinamos, essa estrutura está ausente, ainda que a E-caderina e a p120 estejam presentes. Isso produz o equivalente a um carro acelerado que tem um monte de combustível (a p120 ruim) e nenhum freio (o complexo de multiprocessadores PLEKHA7).”
Nos primeiros testes em laboratório, células que receberam de volta o PLEKHA7 voltaram ao normal. “Através da administração dos micro-RNAs afetados em células de câncer, para retorná-los aos seus níveis normais, devemos ser capazes de devolver os freios e restaurar a função celular normal”, afirma o pesquisador. “Experimentos iniciais em alguns tipos de câncer agressivos foram, de fato, bastante promissores”.
A pesquisa pode ter um imenso impacto em breve. “O mais significativo de tudo é que nosso estudo descobriu uma nova estratégia para a terapia de câncer”, afirma o Anastasiadis. A quimioterapia, o tratamento mais comum atualmente, é relativamente eficiente, mas bastante custosa aos pacientes. O novo método pode não apenas se mostrar mais eficaz, como trazer um imenso alívio aos doentes.

11.725 – Para que serve um provedor de internet nos dias de hoje?


fax modem
O barulho do fax modem é sinônimo de uma nostalgia gostosa dos princípios da internet, no início dos anos 90. Para outros, o ruído acorda um fantasma do passado e traz lembranças das inúmeras quedas de conexão e contas altíssimas de telefone no final do mês. Quem experimentou a internet com conexão discada certamente conheceu algum provedor de acesso; entre os de maior destaque, podemos destacar o iG, o Terra (antigo ZAZ) e o UOL, por exemplo.
Na época da internet discada – cerca de 20 anos atrás, o provedor de internet era figura obrigatória na contratação do serviço. Naquele tempo, as operadoras de telefonia não podiam fazer o papel de provedores; regulamentos proibiam que as teles fizessem qualquer coisa além de telefonia. Assim, o provedor era indispensável para que fosse feita a autenticação do usuário. Mais do que isso, o provedor era também a camada que oferecia os protocolos necessários para navegar na web e utilizar os serviços oferecidos.
Desde 2013, a partir de um novo regulamento, a Agência Nacional de Telecomunicações acabou com a obrigatoriedade da contratação de provedores para realizar a conexão à internet. A partir de então, além de oferecer toda infraestrutura física de conexão (com cabos, rádios, modens, etc.) as operadoras passaram a ser obrigadas a prover também o serviço de acesso à web.
A banda larga chegou ao país no ano 2000. Hoje ela é responsável pela conexão de 97,7% dos lares com acesso à rede no Brasil; ou seja, a conexão discada só responde por 2,3% dos acessos. E se para a banda larga a própria operadora pode oferecer o autenticador de conexão, no acesso discado ainda é necessária a presença de um provedor. A diferença é que agora a operadora é obrigada a oferecer o serviço completo de acesso à internet; ou seja, mesmo que um provedor seja necessário, este serviço não pode ser cobrado a parte.
Algumas operadoras, mesmo em serviços de banda larga, ainda optam por terceirizar a etapa do acesso com provedores. É uma decisão do modelo de negócio de cada empresa. O importante saber é que você, seja com conexão discada – que requer a presença do provedor – ou com banda larga – que o dispensa, não precisa pagar nada extra pela autenticação de acesso à internet.
É questão de tempo para que esses poucos mais de 2% de conexões discadas se tornem definitivamente coisa do passado por aqui. Enquanto isso, se você tiver curiosidade de saber como a sua internet chega literalmente até sua casa, veja uma reportagem recente que fizemos explicando a diferença das tecnologias de transmissão dos dados. Confira e fique por dentro. O link para assistir mais essa matéria está logo abaixo deste vídeo no nosso portal.

11.724 – Sociedade – Após 10 anos fotografando pessoas desabrigadas, fotógrafa descobre seu próprio pai desaparecido entre elas


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Quando seus pais se separaram, Kim começou a viver com amigos e parentes e perdeu o contato com o pai, que se tornou “ausente”. Em 2003, Kim começou um projeto fotográfico a longo prazo, no qual resolveu registrar desabrigados que vivem nas ruas.
Em 2012, ela fez uma descoberta chocante. Kim, enquanto analisava suas fotos, encontrou seu pai entre os desabrigados fotografados, em Honolulu, no Havaí. “Eu estava procurando por meu pai por semanas e finalmente encontrei-o sentado atrás de uma lixeira, escondido debaixo de um arbusto de sombra”, disse. A partir daí, ela resolveu ajudá-lo.
“Havia noites em que eu não o encontrava”, disse Kim à NBC News. “Outros dias, quando eu menos esperava, ele estava em pé na esquina de uma rua. Ele sofria de esquizofrenia grave e não tratada e nem sempre foi responsivo. Houve muitos casos em que parecia que ele estava discutindo com alguém, mas ninguém estava lá”, acrescentou.
A fotógrafa continuou levando comida para seu pai e pediu-lhe para procurar tratamento, mas ele recusava os conselhos até ter um ataque cardíaco, em outubro de 2014. Então ele finalmente foi convencido a procurar ajuda.
Hoje, o pai de Kim continua seu tratamento, está à procura de emprego em tempo parcial e ainda tem planos para visitar sua família, na Coreia do Sul. “Eu dei a minha câmera velha para o meu pai, na esperança de reacender o seu interesse pela fotografia e dar-lhe um incentivo”, contou Kim. “A própria vida é um presente. Sou muito grata por vê-lo vivo e melhorando a cada dia”, finalizou.

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11.723 – A neurociência dos egoístas


egoismo
A maioria de nós segue algumas regras: se alguém nos ajuda, por exemplo, nós retribuímos o favor. Só que existe uma minoria que não liga muito para essas regras. Informalmente, nós os chamamos de egoístas, mas a psicologia os chama de maquiavélicos.
A palavra ‘maquiavélico’ vem de Nicolau Maquiavel, historiador, filósofo e poeta italiano que viveu no renascentismo. Ficou famoso por escrever ‘O Príncipe’, livro que reúne algumas opiniões contraditórias sobre política, poder e sucesso – inspirando o uso do seu nome como adjetivo.
Na psicologia, o maquiavelismo faz parte da ‘tríade negra da personalidade’, juntamente com a psicopatia e o narcisismo. Pessoas com alto ‘score’ em maquiavelismo têm uma tendência maior a concordar com frases como: ‘é inteligente elogiar pessoas poderosas’ e ‘a melhor forma de lidar com pessoas é dizer a ela o que elas querem ouvir’. Mas nada disso seria genuíno – a gentileza esconderia propósitos egoístas.
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Pécs, na Hungria, analisaram o cérebro de pessoas com uma alta pontuação de maquiavelismo enquanto elas faziam uma atividade que dependida de confiança. O resultado? O cérebro delas entrava em um ciclo de atividade acelerada (e basicamente dava ‘pane’) quando elas encontravam um parceiro no jogo que se comportava de forma justa.
Explicamos: a atividade incluía quatro estágios. Neles, pessoas com alta pontuação em maquiavelismo e pessoas com scores normais jogavam com parceiros diferentes. No primeiro estágio, os participantes ganhavam cerca de 5 dólares e deveriam decidir quanto investir no seu parceiro. Qualquer quantia era triplicada ao ser passara para seu parceiro. Então o parceiro decidia quanto devolver para a primeira pessoa. Só que o parceiro era um programa de computador (sem que os participantes soubessem), programado para devolver uma quantia justa ou uma quantia completamente injusta (um terço do valor investido).
Depois os papéis eram invertidos e a pessoa deveria decidir quanto devolver par ao computador – permitindo que ela fosse justa caso o computador tivesse sido justo ou que o castigasse por ter sido injusto anteriormente.
Como você pode imaginar, os maquiavélicos acabaram com mais dinheiro no fim do jogo – isso porque, mesmo que o computador tivesse sido honesto com eles, eles não davam a quantidade justa em troca. Ou seja, a norma social de reciprocidade era quebrada.
O curioso foi que, quando eram tratados de forma justa, o cérebro dos maquiavélicos teve uma atividade maior do que a de não-maquiavélicos. Já no caso dos não-maquiavélicos, a atividade maior acontecia quando o parceiro era injusto. Quando eram tratadas de forma justa, pessoas não-maquiavélicas permaneciam com a atividade neural normal, porque já esperavam ser tratadas dessa forma.
Quando os pesquisadores analisaram as áreas cerebrais mais ativas nos maquiavélicos, perceberam que eram regiões envolvidas com a inibição e com a criatividade. Os cientistas interpretaram isso como evidências que essas pessoas estavam inibindo o instinto humano de reciprocidade.
Resumindo: quando você é injusto com alguém egoísta, o cérebro dessa pessoa permanece funcionando da mesma forma, já egoísmo é o que ele espera dos outros. Mas quando gentileza e cooperação é mostrada a eles, o cérebro deles acelera, enquanto ele pensa em como tirar vantagem da situação.

11.722 – Ufologia – Porque ainda não achamos ETs?


dança do et
No universo todo, existem, no mínimo, outras 175 bilhões de galáxias, cada uma com mais ou menos 100 bilhões de estrelas.
De todas essas estrelas, de todas essas galáxias, estima-se que 500 bilhões de bilhões (olha só o tamanho do número: 500.000.000.000.000.000.000) sejam parecidas com o Sol. E, dessas, calcula-se que até metade seja orbitada por planetas parecidos com a Terra. Ou seja: podem existir até 250 bilhões de bilhões (250.000.000.000.000.000.000) de “Terras” espalhadas por aí. Que podem, possivelmente, também abrigar a vida.
Diante de toda essa imensidão, é quase inconcebível imaginar que nós estamos absolutamente sozinhos no Universo, certo? Afinal, se temos centros especializados em procurar vida fora da Terra, já fomos à Lua, mandamos sondas para Marte, Plutão e diversos outros lugares, por que raios ainda não encontramos ninguém? Por que ninguém tentou fazer contato?
Eles já estiveram por aqui?
A Terra tem 4,54 bilhões de anos. E nós estamos nela há 200 mil. Isso quer dizer que durante esse tempão alguém pode muito bem ter vindo aqui, ter dado um oi para o que quer que seja que tenha encontrado e ter ido embora. Ou pode até ser que os nossos ancestrais mais primitivos também tenham tomado um susto com os ET’s, mas como não temos registros dessa época, é uma dúvida quase impossível de solucionar. Eles podem ter deixado a boa e velha Terra simplesmente porque não encontraram nada de interessante ou porque estão esperando a hora certa para voltar.

Nossos vizinhos não são amigáveis
Alguns cientistas até defendem que há vida fora da Terra, só que esses habitantes não teriam o melhor dos humores e nem mandariam mensagens para nós. É que mandar um oi para o restante do universo ofereceria uma boa pista sobre a localização desse pessoal – e esse é um risco que os caras lá fora não querem correr.
Se você duvida da possibilidade de que isso possa ser um problema real, basta lembrar o que disse o físico Stephen Hawking. Ele não apoia a ideia de enviar mensagens para o lado de lá justamente porque não sabemos o que esperar de seres extraterrestres. “Se eles nos visitassem, eu acho que o resultado seria semelhante ao que aconteceu quando Cristóvão Colombo chegou à América, o que não foi nada bom para os americanos nativos”, afirmou Hawking.

A Primeira Diretriz é mesmo lei
Os fãs de Jornada nas Estrelas já devem estar familiarizados com a ideia. Entre as regras principais que orientam a conduta da Frota Estelar, a primeiríssima, acima de todas, é esta: não se deve interferir no desenvolvimento normal de uma cultura ou sociedade alienígena. E a Hipótese do Zoológico tem a ver com isso.
A ideia principal é que os ETs existem e que nos observam à distância, sem se meter nos nossos assuntos. Eles fazem isso para uma espécie de experimento científico em que somos cobaias? Gostam de espiar o que fazemos para se divertir? Não se sabe. A proposta, feita pelo astrônomo John Ball, só indica que eles estão de olho e não querem ser notados.

Nós somos primitivos demais para conseguir captar qualquer sinal
Imagine uma formiga. Ela nunca vai conseguir ter consciência de tudo que a cerca porque é um ser muito primitivo e com capacidade mental extremamente limitada. Os nossos satélites, sondas e naves podem ser tão toscos que seria como se uma formiga em São Paulo tentasse fazer contato com o Barack Obama através de uma folhinha que ela pegou por aí. E nós podemos ser as formigas do universo. Sim, essa possibilidade é triste para uma humanidade que tanto se gaba de sua inteligência.

Matrix dos aliens
Eles podem ser tão desenvolvidos que simplesmente cansaram da realidade e resolveram criar o seu próprio mundo utópico e virtual. Não se preocupe: nessa teoria, nós estamos vivendo no mundo de verdade, e quem está na “Matrix” são eles. Por isso, não conseguimos fazer contato. De todas as teorias, essa parece a menos plausível. Pelo menos, dá um bom roteiro de filme.

A nossa Matrix
A outra teoria diz que nós não escapamos da Matrix. Pode ser que a nossa realidade seja na verdade uma simulação criada por aliens superdesenvolvidos que criaram a nossa ilusão de vida, planeta e cotidiano. Essa teoria foi defendida pelo cientista Rich Terrile, da NASA.
Mas isso não quer dizer que o órgão inteiro acreditou em Terrile e nem que ele tenha sido tachado de louco. É só mais uma entre as várias possibilidades levantada por pesquisadores.

11.721 – Geofísica – Partículas fantasmas são provenientes do centro da Terra


geoneutrini
Com a utilização de um laboratório subterrâneo, na Itália, foi encontrada a primeira evidência sólida de que as partículas subatômicas neutras são produzidas sob a crosta terrestre. A pesquisa poderia ajudar a revelar quais elementos radioativos se encontram no interior do planeta e os processos radioativos geradores de calor no interior da Terra. Os dados foram relatados na revista Physical Review D.
Neutrinos são gerados por reações nucleares que envolvem o decaimento de átomos instáveis e são frequentemente descritos como “fantasmagóricos”, por serem muito pequenos. Eles são cerca de 500 mil vezes mais leves do que o elétron, de acordo com o portal Live Science. Como não possuem carga e raramente interagem com outras partículas, não costumam atacar átomos. Mas, quando o fazem, um flash de luz é criado, que já foi gravado anteriormente por cientistas como prova de sua existência.
Porém, foram detectados neutrinos vindos do interior da Terra. Tais “geoneutrinos” dão um vislumbre físico sobre o núcleo de nosso planeta. Os especialistas, agora, podem identificar isótopos radioativos individuais no interior da Terra e descobrir como seu calor afeta a atividade geológica de, por exemplo, vulcões e terremotos.
A BBC informou que o interior da Terra gera 20 vezes mais calor que todas as estações de energia do planeta. Embora a maioria de seu calor seja perdido, outras fontes vêm do decaimento de elementos radioativos. Até agora, ninguém foi capaz de arriscar um palpite sobre sua quantidade.
Os cientistas no Laboratório Nacional de Gran Sasso, na Itália, que está localizado 1,5 km abaixo dos Apeninos, usou o detector de neutrinos Borexino para estudar as partículas fantasmas. O instrumento usa 2.200 sensores para detectar raros lampejos de luz emitidos quando neutrinos interagem com 200 toneladas de um óleo especial, alojado no interior de uma esfera. Assim, 24 geoneutrinos foram identificados, dentro de 2.056 dias. Onze vieram do manto da Terra e 13 de sua crosta.
Esses geoneutrinos sugerem que cerca de 70% do calor presente no interior da Terra é criado por radioatividade, mas o número ainda é incerto. “Há 98% de certeza, o que significa que ainda há uma pequena probabilidade de que não exista nenhum sinal do manto”, disse Aldo Ianni, um físico de partículas experimental do laboratório, em entrevista à BBC. Esses 2% de chance de erro são muito grandes para a pesquisa ser definida como uma “descoberta”, de acordo com as regras da física de partículas.
De acordo com Ianni, a fim de obter um número mais preciso, a equipe internacional precisará reunir dados por cerca de 17 anos. No futuro, os peritos podem instalar mais detectores de geoneutrinos em locais diferentes, ao redor do mundo, para analisar como os elementos radioativos são distribuídos do interior do nosso planeta.

11.720 – Biologia – Canto dos galos antes do amanhecer intriga cientistas


Qual seria o relógio biológico tão cronometrado do animal e qual o motivo? Ainda bem que a ciência existe para desvendar essas dúvidas. Ou ao menos tentar.
Liderados pelo professor Takashi Yoshimura, vários experimentos foram realizados, como colocar várias espécies do animal em ambientes distintos para analisar suas reações individuais. O intuito era diferenciá-los em condições bem distintas, como incidência de luzes, sons e outras interferências.
A conclusão do estudo mostrou que os galos cantam várias vezes ao longo do dia, não apenas pela manhã, e são influenciados por fatores externos. Por exemplo: sons e luzes mais intensas representam uma ameaça para o galo, que solta a voz para mostrar imposição. Isso ocorre sempre que ele acreditar estar correndo algum tipo de perigo.
Por conta disso, acredita-se que eles cantam ao amanhecer devido à alteração de luz, de escuro, para claro. Mas, então, por que isso acontece sempre duas horas antes da luz incidir, de fato?
Os cientistas, após a análise, acreditam que o canto adiantado pela manhã sirva como forma de demarcação territorial. Ou seja, eles tentam mostrar quem manda no grito.
“Nossos dados preliminares sugerem que o galo mais qualificado tem prioridade em cantar pela manhã, e o menos qualificado é paciente o suficiente para esperar e segui-lo todos os dias”.

11.719 – Cons(ciência) – 40% dos adultos no mundo são ″analfabetos climáticos″


Mega Humor
☻Mega Humor

A mudança climática é uma ameaça para a humanidade e os ecossistemas naturais, mas um estudo recente publicado na revista Nature Climate Change revela que a consciência pública sobre o problema não é geral. Nada menos do que 40% dos adultos do mundo nunca ouviram falar de mudanças climáticas, segundo a pesquisa.
O contraste na percepção entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento é outro dado que impressiona: na América do Norte, Europa e Japão, mais de 90% do público está ciente da mudança climática, ao passo que em muitos países em desenvolvimento, relativamente poucos estão cientes do problema. No Egito, Bangladesh e Índia, o “analfabetismo climático” chega a atingir 65% da população adulta.
A equipe de pesquisadores também constatou que o nível de educação tende a ser o fator que mais predispõe uma pessoa a desenvolver consciência sobre a mudança climática. No entanto, há diferenças acentuadas entre os países.
Nos Estados Unidos, os preditores chave são o engajamento cívico, acesso à comunicação e educação. Além disso, as opiniões dos americanos também são fortemente afetadas pela política partidária. Mas há poucos dados globais sobre a ideologia política e seu efeito sobre a visão da mudança climática, disseram os pesquisadores.
Enquanto isso, na China, a consciência sobre o problema está mais associada à educação, a proximidade de áreas urbanas e renda familiar. Em geral, observam os pesquisadores, as pessoas na maioria dos países em desenvolvimento percebem as alterações climáticas como uma ameaça muito maior do que as pessoas nos países desenvolvidos.
A pesquisa destaca, ainda, que “melhorar a educação básica, a alfabetização climática e a compreensão do público sobre as dimensões locais da mudança climática são vitais para a participação e apoio social às ações de combate às mudanças climáticas”.
Mais do que falar sobre os riscos mundiais, para sensibilizar a opinião pública é preciso destacar os riscos que as mudanças climáticas representam para um país e até mesmo para as cidades.
Para realizar este estudo, os pesquisadores utilizaram dados de uma pesquisa da Gallup World Poll, com 119 países, feita entre 2007 a 2008.