10.137 – Os 10 maiores terremotos da história


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No dia 1 de abril, um forte terremoto de magnitude 8,2 sacudiu o norte do Chile. Um dia depois, outro tremor de magnitude 7,8 atingiu a mesma região, obrigando a Shoa (Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha), a emitir um alerta de tsunami e a evacuação de mais de 1 milhão de habitantes.
Este, no entanto, não foi o primeiro e nem o último episódio preocupante no Chile, que sofre com terremotos há muitos anos. Na lista dos 10 maiores terremotos de todos os tempos, o Chile aparece duas vezes, tendo inclusive sido palco do maior terremoto já registrado na história.
Porque ocorrem tantos terremotos no Chile?
Como talvez você lembre da sua época de escola, os terremotos acontecem quando placas tectônicas se movimentam, causando deformação nas grandes massas de rocha. Quando esse esforço supera o limite de resistência da rocha, ela se rompe e libera energia em forma de ondas elásticas, chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem fazer a terra vibrar intensamente, o que ocasiona os terremotos.
O Chile se encontra logo acima da zona de subducção onde a placa de Nazca escorrega para o leste sob a placa Sul-Americana. Por isso, nessa região os terremotos são constantes. Contudo, o terremoto que ganhou destaque nesse mês ocorreu em um trecho dessa fronteira tectônica que ainda não havia escorregado para produção de um terremoto em mais de 150 anos.
Para nossa sorte, Brasil, Argentina e Uruguai dificilmente têm terremotos, pois estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.
O terremoto de 1 de abril não foi nem mesmo um dos 10 maiores da história do Chile (veja uma lista aqui). Mas o Chile não é o único lugar onde ocorrem terremotos enormes. Conheça aqui a lista dos 10 maiores terremotos a partir do século XX, quando as medições se tornaram mais precisas.

10 – Tibete (China), 1950 – Magnitude 8.6
Este terremoto causou a morte de mais de 1.500 pessoas. Apesar de ter se originado no Tibete, ele causou mais danos em Assam, na Índia.

9 – Sumatra (Indonésia), 2005 – Magnitude 8.6
Essa definitivamente não foi uma boa época para os moradores de Sumatra. Depois da região ser devastada três meses antes com o tsunami do Oceano Índico em dezembro de 2004, que matou mais de 230 mil pessoas atingindo a Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e Maldivas, a ilha de Sumatra sofreu novamente com um tremor em terra que deixou mais de 1.300 pessoas mortas.

8 – Alasca (EUA), 1965 – Magnitude 8.7
O tremor atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami com ondas de 10 metros de altura. Felizmente, ao contrário de muitos casos nessa lista, o terremoto ocasionou poucos danos.

7 – Equador-Colômbia, 1906 – Magnitude 8.8
O abalo atingiu o Equador e a fronteira com a Colômbia, matando cerca de 1.000 pessoas, a maioria na Colômbia. Ele também ocasionou uma tsunami e chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.

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6 – Chile, 2010 – Magnitude 8.8
Um dos mais recentes da lista, o terremoto aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2010, deixando mais de 800 fatalidades e mais de 20 mil pessoas desabrigadas. O tremor mais intenso durou cerca de três minutos e pode ser sentido em diversas regiões do Chile, que juntas respondiam por 80% da população do Chile. As tsunamis causadas devastaram cidades no país e acionaram alertas em mais de 53 países, causando danos até em San Diego (EUA).

5 – Rússia, 1952 – Magnitude 9.0
Apesar da magnitude do terremoto, originado na península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, e das ondas gigantes da Tsunami que chegaram ao Havaí, não tivemos nenhuma vítima fatal, felizmente.

4 – Japão, 2011 – Magnitude 9.0
Não tivemos a mesma sorte com o terremoto que atingiu o Japão, em 2011, e ainda está em nossas memórias. Seguido por um tsunami com ondas de 10 metros de altura que chegaram a uma velocidade de 800 km/h que atingiu a costa japonesa, a tragédia deixou mais de 15 mil mortos, 6.000 feridos e 2.600 pessoas desaparecidas, além de ter deixado cidades totalmente devastadas.

3 – Sumatra (Indonésia), 2004 – Magnitude 9.1
Mais uma vez em Sumatra, este foi o terremoto que deu origem à grande tsunami que atingiu 14 países e matou mais de 230.000 pessoas, se tornando um dos maiores desastres naturais da história do planeta.

2 – Alasca (EUA), 1964 – Magnitude 9.2
Tendo durado cerca de quatro minutos, o fortíssimo abalo deixou 15 vítimas fatais. A tsunami originada a partir dele, no entanto, matou 129 pessoas. Foi o terremoto mais forte da história da América do Norte.

1 – Chile, 1960 – Magnitude 9.5
Ocorrido em 22 de maio de 1960, esse foi o maior terremoto de todos os tempos. Ele deixou mais de 2.000 mortos e apagou cidades inteiras do mapa do Chile, gerando ondas de 10 metros de altura. A Tsunami resultante atingiu também o Havaí, Japão, Nova Zelândia e Austrália.

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9409 – Como funciona um sismógrafo? O que é a escala Richter?


Um sismógrafo é um aparelho que os cientistas usam para medir terremotos. O objetivo de um sismógrafo é gravar com exatidão o movimento do chão durante um terremoto. Se você vive em uma cidade, deve ter notado que às vezes os prédios tremem quando um grande caminhão ou o metrô passa nas proximidades. Sismógrafos eficazes são, portanto, isolados e conectados a uma rocha para prevenir esse tipo de “poluição de informações”.
O principal problema ao criar um sismógrafo é que ele não trema quando o chão treme. Portanto, a maioria dos sismográficos é isolado de alguma forma. Você pode fazer um sismógrafo muito simples pendurando um peso em uma corda sobre uma mesa. Amarrando uma caneta ao peso e colocando na mesa um pedaço de papel para que a caneta possa rabiscar o papel, você pode gravar os tremores da terra (terremotos). Se usar um rolo de papel e um motor que lentamente puxe o papel sobre a mesa, você poderá gravar os tremores diversas vezes. Contudo, seria preciso haver um grande tremor. Em um sismógrafo real, alavancas ou equipamentos eletrônicos são usados para ampliar o sinal, detectando assim os pequenos tremores. Um peso de 450 kg ou mais é anexado a um grande sismógrafo mecânico, e há diversas alavancas que ampliam significativamente o movimento da caneta.
A Escala Richter é uma escala padrão usada para comparar terremotos. Trata-se de uma escala logaritima, o que significa que os números na escala medem fatores de 10. Por exemplo, um terremoto que mede 4.0 na escala Richter é 10 vezes maior de um que mede 3.0. Na escala Richter, qualquer coisa abaixo de 2.0 é indetectável a uma pessoa normal, e é chamado de microterremoto. Microterremotos ocorrem constantemente. Os terremotos moderados medem menos que 6.0 na escala Richter, e os acima dessa faixa podem causar graves danos. O máximo já medido foi de 8.9.

8932 – Viagem ao Centro da Terra – Pesquisadores vão perfurar crosta terrestre para estudar origem de terremotos


Uma equipe de cientistas iniciou nesta sexta-feira uma expedição para estudar a origem dos terremotos. Com duração de quatro meses, a missão prevê a perfuração da crosta terrestre quilômetros abaixo do fundo do mar, em região próxima à costa do Japão. O país é alvo de 20% dos principais tremores do planeta.
Os pesquisadores saíram a bordo do navio especializado Chikyu (nome que significa “Terra” em japonês), dotado com equipamentos de satélites e de uma torre de perfuração de 121 metros, que pode escavar 7.000 metros abaixo do fundo do mar. O barco zarpou do porto de Shimizu, no centro do Japão, para retomar o trabalho de perfuração a 80 quilômetros da costa japonesa, que teve início em 2007 e desde então prossegue regularmente sob o Oceano Pacífico.

Os cientistas devem perfurar até a falha geológica de Nankai (“a falha do mar do sul”, em japonês), onde a placa do Mar das Filipinas passa sob a Placa Eurasiática. A intensa atividade geológica desta zona pode provocar a longo prazo um terremoto potencialmente devastador, muito maior que o do dia 11 de março de 2011, que ocorreu 1.000 quilômetros a Nordeste desta zona e causou um gigantesco tsunami no Japão.
Para saber mais sobre estes fenômenos, os cientistas querem perfurar até 3.600 metros sob o fundo oceânico durante esta missão. No ano que vem, outra missão no mesmo local deve chegar aos 5.200 metros, onde há fricção entre as placas.
Os cientistas planejam instalar sensores na crosta e conectá-los a um sistema de análises situado em terra firme para poder estudar como a crosta se move nos instantes que antecedem um terremoto e, assim, fazer previsões melhores sobre tremores e tsunamis.

8931 – Geologia – Os terremotos deram origem ao ouro do planeta


Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.
De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de “vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.

Glossário
CROSTA TERRESTRE
Parte mais externa da superfície do planeta, formada por rochas sólidas. É mais fina sob os oceanos, medindo até seis quilômetros, e mais grossa nos continentes, onde pode chegar a 60 quilômetros de espessura.

7872 – Geologia – Camada oculta de magma funciona como lubrificante entre placas tectônicas


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Pesquisadores do Instituto Oceanográfico Scripps, da Califórnia, anunciaram ter descoberto, por acaso, o que parece facilitar o deslizamento das placas tectônicas: uma camada de rocha derretida, que fica abaixo dos limites entre as placas. A presença desse magma age como um lubrificante, diminuindo o atrito.
O objetivo original dos pesquisadores era entender a dinâmica dos fluidos na crosta. Com um navio equipado com uma tecnologia eletromagnética pioneira, foram feitas imagens do fundo do mar que revelaram o trecho de rocha liquefeita. “Isso foi completamente inesperado. Foi muito surpreendente”, disse o geofísico Kerry Key, um dos líderes da pesquisa junto de Samer Naif, Steven Constable e Rob Evans. Os resultados auxiliarão no entendimento de como a presença desse lubrificante afeta atividades vulcânicas e terremotos.
Há décadas os geólogos discutem qual seria o agente que auxilia o movimento entre as placas. O novo trabalho do Instituto Scripps, que foi publicado na revista Nature, substitui a teoria mais aceita até então, a de que um manto de minerais e água estaria fazendo esse papel. “Nossos dados indicam que a água não pode conter as características que estamos observando. A informação das novas imagens confirma a ideia de que é preciso haver uma certa quantidade de magma derretido e é isso que está criando o meio para que as placas deslizem”.
O próximo passo da equipe é identificar a origem desse magma.

7234 – Planeta Terra – Ondas de um metro atingem Japão após forte tremor


Ondas de até um metro de altura atingiram a região nordeste do Japão após um forte terremoto de magnitude 7,3 ter eclodido próximo à costa recentemente.
O Japão emitiu um alerta de tsunami após o tremor, registrado às 17h18 no horário local (6h18 de Brasília) no mar. A região nordeste é a mesma que foi devastada por um tremor seguido de tsunami em março de 2011.
Ainda não há informações sobre vítimas ou danos sérios provocados pelas ondas.
A Agência Meteorológica do Japão emitiu o alerta para cinco províncias: Miyagi, Aomori, Iwate, Fukushima e Ibaraki.
As primeiras ondas, de cerca de 20 centímetros, atingiram algumas cidades da costa nordeste. Segundo a agência, as ondas em Miyagi chegaram a ter um metro de altura.
Na TV, há alertas constantes para que a população procure por abrigos em lugares altos. Na região costeira, os bombeiros e grupos voluntários também trabalham para evacuar as pessoas que vivem próximas ao mar.
A emissora pública NHK informou que, por enquanto, não há informações sobre danos nas usinas nucleares localizadas na área afetada pelo terremoto. Apesar de estarem desativados, há reatores em Ibaraki, Fukushima e Miyagi.
A empresa JR, que administra o trem-bala, interrompeu sua circulação e também as de linhas locais.
O tremor também foi sentido em Tóquio, onde as linhas de metrô e trem foram paralisadas por alguns minutos.
De acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do terremoto foi a cerca de 245 quilômetros da cidade costeira de Kamaishi, a uma profundidade de 36 quilômetros.
Outro terremoto, de magnitude 6,2, foi registrado às 17h31 na mesma região. A agência japonesa informou também que existe a possibilidade de ocorrerem tremores secundários na região.
Em março de 2011, um terremoto de magnitude 9 provocou um tsunami que deixou mais de 15 mil mortos. Ainda hoje, mais de 3,2 mil pessoas continuam desaparecidos e outras 300 mil vivem em casas provisórias.

Fonte: BBC Brasil

6963 – Mega Polêmica – A Responsabilidade dos Cientistas


Um julgamento iniciado em setembro na Itália vem gerando repúdio da comunidade científica mundial. Seis cientistas e um funcionário público são acusados de negligência ao avaliar os riscos de um terremoto que deixou 309 mortos e 1500 feridos na cidade de L’aquila, em 2009. Os 7 acusados integravam um conselho consultivo do governo e estão sendo processados por homicídio culposo. Segundo a promotoria, eles poderiam ter emitido um alerta adequado que salvaria muitas das vítimas.
Não acho que os cientistas cometeram um crime, então não deveriam ir para a cadeia. Mas acredito que eles atuaram de forma irresponsável ao não alertar a população sobre os riscos do terremoto. Assim, eles deveriam ser repreendidos por meio de ações de acordo com a lei italiana. Cientistas a serviço do governo que agem de maneira irresponsável devem pagar de alguma forma por seus erros – tal como acontece com um policial, por exemplo.
O texto, com mais de 5 mil membros da comunidade científica, afirma que eles estão sendo julgados por não preverem um terremoto – sendo que antecipar um evento assim é tecnicamente impossível. Ora, esse não é o ponto. Não se pode mesmo prever um terremoto. O problema foi a mensagem que os cientistas mandaram ao público. Nas semanas anteriores à tragédia, uma sequência de pequenos tremores atingiu a região.
A população ficou nervosa, e muita gente decidiu dormir fora de casa. É o que costuma fazer quem mora em áreas de risco quando a terra começa a tremer. Os moradores receberam ainda a informação de um técnico (que não fazia parte do conselho do governo) de que o solo da região emitia altos níveis do gás radônio – o que pode ser indício de um grande tremor. Assim, quando as pessoas perguntaram ao governo o que estava acontecendo, o porta-voz do conselho de cientistas (o 7º acusado) disse que a situação sísmica era “normal” e que o panorama era até favorável.
Não podemos dizer que um terremoto vai ocorrer, mas tampouco podemos dizer que ele não vai ocorrer. A mensagem correta seria: “A informação que temos é incompleta. Talvez haja um terremoto, talvez não. Você pode dormir fora de casa se quiser. Se for ficar dentro, lembre-se: ao sentir vibrações, proteja-se debaixo de algo como uma cama, mesa ou o batente de uma porta. Armazene água e comida; provavelmente vai faltar eletricidade”. Medidas assim salvam vidas. Crianças japonesas as aprendem desde os 3 anos. Mas nada disso foi dito.

Um sismólogo brasileiro para o ☻ Mega

6116 – Terremotos alteram a velocidade de rotação do planeta


A energia liberada pelo grande sismo, que em 1989 devastou as Ilhas Macárias no Pacífico e acelerou a rotação do planeta. O pulo foi ínfimo, a duração do dia diminuiu 0,06 milio´nésimos de segundos. Geologicamente, porém, pequenos fenômenos podem se acumular por milhares de anos. Estima-se que um terremoto no Alasca em 1964 retardou o movimento da Terra e fez a duração do dia aumentar 7 milionésimos de segundos.

Um pouco +

O sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004 foi um terremoto submarino que ocorreu às 00:58:53 UTC de 26 de dezembro de 2004, com epicentro na costa oeste de Sumatra, na Indonésia. O terremoto é conhecido pela comunidade científica como o terremoto de Sumatra-Andaman.
O terremoto foi causado por uma subducção e desencadeou uma série de tsunamis devastadores ao longo das costas da maioria dos continentes banhados pelo Oceano Índico, matando mais de 230 000 pessoas em quatorze países diferentes e inundando comunidades costeiras com ondas de até 30 metros de altura. Foi um dos mais mortais desastres naturais da história. A Indonésia foi o Estado mais atingido, seguido pelo Sri Lanka, Índia e Tailândia.
Com uma magnitude de entre 9,1 e 9,3, foi o terceiro maior terremoto já registrado em um sismógrafo. Este sismo teve a maior duração de falha já observada, entre 8,3 e 10 minutos. Isso fez com que o planeta inteiro vibrasse em um centímetro e deu origem a outros terremotos em pontos muito distantes do epicentro, como o Alasca, nos Estados Unidos. Seu hipocentro foi entre Simeulue e a Indonésia continental.
A situação de muitos povos e países afetados em todo o mundo provocou uma resposta humanitária. Ao todo, a comunidade mundial doou mais de US$ 14 bilhões em ajuda humanitária.

6028 – Mega Notícias – Japão suspende o uso de terno nos escritórios


Para economizar energia, que está em falta desde que o país sofreu o acidente nuclear de Fukushima, o governo japonês lançou uma campanha para limitar o uso de ar-condicionado e mudar o dress code nos escritórios do país – cujos funcionários estão sendo encorajados a deixar os ternos no armário e usar camisetas e sandálias.

5725 – Como se avalia a intensidade de um abalo sísmico através da Escala Richter?


Os abalos sísmicos são classificados de acordo com a energia mecânica, ou onda de choque, que liberam. A escala Richter começou a ser usada em 1935, introduzida pelo sismólogo americano Charles Francis Richter (1900-1985). Ele pretendia empregá-la apenas para medir a intensidade de terremotos no sul da Califórnia, detectados por um sismógrafo. Na forma mais simples, trata-se de um pêndulo com oscilação controlada, fixo numa sólida base de concreto, que registra tremores em três direções, duas horizontais e uma vertical. Assim, os mais fracos terremotos receberam valores próximos de zero. A escala foi construída de tal forma que cada acréscimo de uma unidade representasse um aumento de dez vezes na magnitude do terremoto. O zero dessa escala equivale aproximadamente ao choque produzido por um homem ao saltar de uma cadeira. A escala Richter foi adotada em todo o mundo devido ao seu método objetivo de avaliação. A escala atual contém também números negativos, para abalos praticamente imperceptíveis.

5240 – Terremoto – Bobeou Dançou…!


A população de Kobe poderia ter se preparado melhor para o tremor de terra que arrasou a cidade japonesa há alguns anos, se os geólogos tivessem entendido o sinal de alerta enviado pela água dos poços locais. Sismologistas da Universidade de Hiroshima notaram que, desde outubro de 1994 vinha aumentando a concentração de radônio na água. Tal gás é radioativo e é produzido pelo urânio nas rochas do subsolo. Caso haja alguma rachadura em tais rochas, ele escapa e contamina os lençóis freáticos. 10 Dias antes da catástrofe, a quantidade de radônio nos poços era 12 vezes acima do normal. Na época ninguém entendeu as causas.

3776 – Planeta Terra – Tsunami no Japão causou ruptura de iceberg na Antártida


Cientistas da Nasa (agência espacial americana) descobriram que o tsunami gerado pelo terremoto que atingiu o Japão em 11 de março foi o responsável pela ruptura de um iceberg na Antártida, segundo artigo publicado pelo “Journal of Glaciology” na segunda-feira (8).
Anteriormente, cientistas, geólogos e especialistas tinham relacionado os desprendimentos de gelo nos icebergs a outros efeitos naturais tão afastados, que não foram capazes de associar a “causa-efeito” em um primeiro momento.
Devido à falta de informação, Brunt Kelly, especialista do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, começou a fazer observações no sul, após ocorrer o terremoto de 8,8 graus na escala Richter e o posterior tsunami que castigou as costas do Japão.
Com os colegas Emile Okal, da Universidade de Northwestern, e Douglas MacAyeal, da Universidade de Chicago, e utilizando diversas imagens satélite, Brunt observou novos icebergs flutuando no mar, pouco depois de o impacto ter provocado o tsunami que chegou à Antártida.
Ou seja, cerca de 18 horas depois do sismo, a 13,6 mil quilômetros de distância, o grupo pôde ver quase em tempo real como se desprenderam vários pedaços de gelo da geleira Sulzberger. Segundo registros históricos, até então ela não tinha sofrido nenhuma ruptura em, pelo menos, 46 anos.
Trata-se da primeira observação direta que demonstra uma conexão entre os tsunamis e a ruptura de icebergs a milhares de quilômetros, assinala a equipe científica.
“No passado vimos fragmentos de gelo e procuramos a fonte”, assinalou Brunt. Desta vez, porém, o cenário era inverso. “Sabíamos imediatamente que [o tsunami] era um dos fenômenos mais importantes na história recente, sabíamos que provocaria muitas ondas, com o que desta vez tínhamos primeiro uma fonte”.

3021 – Terremotos alteram eixo da Terra


Pesquisadores do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato), da agência espacial americana Nasa, calculam que o terremoto recente no Japão deslocou o eixo rotacional da Terra em mais de 16,5 centímetros, alterando levemente a distribuição de massa no planeta.
Mas, segundo Allegra N. LeGrande, do Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticas da Universidade Columbia, “alterações naturais na massa da Terra na atmosfera e oceanos também causam mudanças de aproximadamente 99 centímetros no eixo rotacional todo ano”
A mudança cíclica na inclinação do eixo associada a deslocamentos astronômicos, chamadas de obliquidade, tem um ciclo bastante longo, cerca de 41 mil anos, e mudam a inclinação de cerca de 22,1 graus para 24,5 graus. No presente momento, ela está ao redor de 23,4 graus.
Em latitudes mais altas, uma obliquidade maior significa maior irradiação anual total. Nas latitudes baixas, o oposto é válido e, nas médias, praticamente inexiste mudança.
Segundo LeGrande, quando a obliquidade é elevada, as diferenças entre o equador e os polos na irradiação total e, também, na temperatura, é mais ampla, resultando em estações do ano mais extremas.

2791 – Japão vai injetar nitrogênio para evitar explosão no reator


No cenário de destruição os japoneses lutam contra a radiação

Reportagem da Folha de São Paulo
A Tokyo Electric Power Co. (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, vai lançar nitrogênio no reator 1 para reduzir o risco potencial de uma explosão de hidrogênio –como registrado no início da crise nuclear.
O nitrogênio, um gás inerte, tem capacidade de resfriar rapidamente. Ele deve ser lançado na câmara de contenção do reator 1, em um processo que pode levar dias, segundo Hidehiko Nishiyama, porta-voz da agência de segurança nuclear do Japão.
Hidehiko negou, contudo, que haja um risco imediato de explosão no prédio, que já foi danificado por explosões anteriores.
A estratégia mostra que a crise nuclear está longe de ser contida, apesar da boa notícia de terça-feira de que a Tepco finalmente conseguiu conter o vazamento de água do mar radioativa da usina.
Às 5h38 desta quarta-feira (17h38 de terça-feira em Brasília), a Tepco confirmou que o vazamento oriundo de uma rachadura no reator 2 parou. Ele foi contido após a Tepco lançar 6.000 litros de agentes químicos, incluindo silicato de sódio, conhecido como “cristal solúvel”.
Os funcionários da Tepco haviam descoberto na semana passada a rachadura de 20 centímetros na parede de um fosso técnico localizada perto da beira-mar e ligado ao reator 2.
Um volume importante de água contaminada vazava dia e noite desse fosso, mas os técnicos não tinham conseguido tampar a rachadura, apesar de várias tentativas utilizando cimento e depois mediante uma mistura de polímeros, papel de jornal e pó de serra.
Nesta terça-feira, decidiu-se fazer perfurações mais acima para seguir os fluxos de água e injetar o silicato de sódio no solo.
A agência ressaltou que é possível que a água radioativa possa aparecer em outras partes da usina.
Conter a radiação era uma das prioridades no interior da usina nuclear, onde os avanços eram dificultados pelas cerca de 60 mil toneladas de água altamente radioativa que inundaram várias áreas e dificultam a passagem dos operários.
Como medida de emergência, os funcionários da Tepco começaram nesta segunda-feira a despejar no mar 11.500 toneladas de água com um nível de radioatividade relativamente baixo (100 vezes superior ao limite).

2747- Tragédia no Japão – Detectada radiação na carne; água sob a usina está contaminada


Fonte:Folha de S.Paulo de 31-03-2011

O governo japonês detectou nesta quinta-feira a presença de material radioativo em amostras de carne em criações de gado na cidade de Tenei, a 70 km da usina de Fukushima. Horas antes, a operadora do complexo nuclear disse que lençóis freáticos localizados 15 metros abaixo da central contêm 10 mil vezes mais radiação do que o permitido.
Os anúncios chegam no mesmo dia em que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, clamou por uma reforma nos padrões nucleares globais até o final do ano, durante a primeira visita de um líder estrangeiro ao Japão desde o terremoto e o tsunami que desencadearam o desastre atômico.
O Ministério da Saúde japonês disse que desde o início da crise esta é a primeira vez que a carne bovina produzida na região mostrou sinais de contaminação, e a Agência de Segurança Nuclear e Industrial japonesa afirmou que mais testes serão feitos.
Horas antes, a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), afirmou ter encontrado altas concentrações de iodo radioativon um lençol d’água situado a 15 metros sob a central nuclear de Fukushima.
O porta-voz da empresa Naoyuki Matsumo disse que a radiação encontrada era “10 mil vezes superior” ao permitido.
“Não há nenhuma dúvida que se trata de uma cifra elevada”, destacou, não descartando, no entanto, a possibilidade de que essa taxa seja revista na sexta-feira.
Iodo 131 também foi descoberto em grande quantidade na água do mar, perto da central Fukushima.
A Tepco mediu nesta quinta-feira uma concentração de iodo radioativo 4.385 vezes superior à norma legal.
Trata-se do nível mais importante desde o começo do acidente na central.
Prejuízo Monumental
O governo japonês anunciou estar considerando criar um imposto especial e emitir títulos especiais para ajudar a financiar a ajuda humanitária e a reconstrução das cidades devastadas pelo terremoto e tsunami no começo do mês, informou o jornal “Nikkei”.
As estimativas do governo japonês indicam que o custo econômico da tragédia alcançará 25 trilhões de ienes (cerca de US$ 310 bilhões), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura, o que tornaria o desastre no mais caro já ocorrido no mundo.
O governo está elaborando uma legislação que pede a criação de um imposto especial e títulos. A lei também inclui linguagem mais clara que permitiria ao governo solicitar ao Banco do Japão subscrever títulos do governo, disse o comunicado.
Sob a atual lei fiscal, o Banco do Japão pode subscrever diretamente as dívidas do governo apenas em circunstâncias especiais.
O imposto especial poderia ser estabelecido como um aumento no imposto corporativo ou no imposto sobre vendas, ou um aumento na taxa do imposto de renda, disse o “Nikkei”.
O governo pretende apresentar a proposta de lei ao Parlamento até o final de abril.
O governo também pretende compilar diversos orçamentos adicionais para lidar com o desastre, mas o primeiro –provavelmente a ser compilado até o final de abril– terá como foco medidas urgentes como a retirada de escombros e a construção de casas temporárias.

2664-Tragédia no Japão – Detectada Radiação na Água


Fonte:Folha de S.Paulo

O ministério da Saúde informou que amostras de água da localidade de Iitatemura apresentam 965 becquerel por quilo, bem acima do limite de 300 becquerel por quilo.
Uma pessoa, ao beber um litro de água com o nível de 300 becquerel por quilo, absorve uma quantidade de radiação equivalente à décima quarta parte do que se recebe durante uma viagem de avião entre Tóquio e Nova York, destacou o ministério.
“Não há efeitos imediatos para a saúde se o consumo da água for temporário”, declarou o funcionário do ministério Shogo Misawa. “Mas, por precaução, recomendamos que a população evite tomá-la.”
A província de Fukushima fornecerá água potável para os 4.000 habitantes da localidade.
Na quinta-feira, foi detectado um nível de 308 becquerel por quilo na água de Kawamata, outro povoado de Fukushima, mas esta taxa caiu a 155 na sexta-feira e a 123 no sábado, informou o ministério.
Alimentos também foram contaminados. Autoridades em Taiwan encontraram neste domingo radiação em uma carga de vagens importada do sul do Japão. A contaminação foi muito pequena e estava dentro dos limites de segurança alimentar estabelecidos pela lei taiwanesa.
A radiação foi encontrada em 14 kg de vagens trazidas de Kagoshima, disse Tsai Shu-chen, funcionária da Administração de Comida e Drogas do país.
Apesar de não oferecer risco à saúde, esta é a primeira notícia de comida importada do Japão com radiação, desde a crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi –danificada por um terremoto e tsunami há nove dias.
Tsai disse que as vagens podem ter sido contaminadas quando foram transportadas, de avião, ao Aeroporto Narita, em Tóquio, para uma escala antes da viagem a Taiwan.
20/03/2011 – 22h23
Japão detecta radiação na água; mortos no país podem ser mais de 15 mil
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O governo japonês anunciou nesta segunda-feira (noite de domingo no Brasil) que detectou um nível de iodo radioativo três vezes superior ao limite legal na água corrente de um povoado situado a 40 quilômetros da central nuclear de Fukushima Daiichi, destacando porém que não há risco para a saúde. A informação foi divulgada um dia depois de a polícia afirmar que o número de mortos apenas na região mais afetada pelo tremor seguido de tsunami do último dia 11 pode passar de 15 mil.
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O ministério da Saúde informou que amostras de água da localidade de Iitatemura apresentam 965 becquerel por quilo, bem acima do limite de 300 becquerel por quilo.
Uma pessoa, ao beber um litro de água com o nível de 300 becquerel por quilo, absorve uma quantidade de radiação equivalente à décima quarta parte do que se recebe durante uma viagem de avião entre Tóquio e Nova York, destacou o ministério.

“Não há efeitos imediatos para a saúde se o consumo da água for temporário”, declarou o funcionário do ministério Shogo Misawa. “Mas, por precaução, recomendamos que a população evite tomá-la.”
A província de Fukushima fornecerá água potável para os 4.000 habitantes da localidade.
Na quinta-feira, foi detectado um nível de 308 becquerel por quilo na água de Kawamata, outro povoado de Fukushima, mas esta taxa caiu a 155 na sexta-feira e a 123 no sábado, informou o ministério.
Alimentos também foram contaminados. Autoridades em Taiwan encontraram neste domingo radiação em uma carga de vagens importada do sul do Japão. A contaminação foi muito pequena e estava dentro dos limites de segurança alimentar estabelecidos pela lei taiwanesa.
A radiação foi encontrada em 14 kg de vagens trazidas de Kagoshima, disse Tsai Shu-chen, funcionária da Administração de Comida e Drogas do país.
Apesar de não oferecer risco à saúde, esta é a primeira notícia de comida importada do Japão com radiação, desde a crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi –danificada por um terremoto e tsunami há nove dias.
Tsai disse que as vagens podem ter sido contaminadas quando foram transportadas, de avião, ao Aeroporto Narita, em Tóquio, para uma escala antes da viagem a Taiwan.
Kagoshima, na ponta sudoeste da ilha de Kyushu, está há mais de 1.100 km do epicentro do tremor, localizado na costa leste da ilha de Honshu.

Tsai disse que não há motivo para pânico, já que os testes mostraram que a vagem contem apenas 11 Becquerels (Bq) de iodo e 1 Bq de césio-137 por quilo –ambos bem abaixo dos níveis máximos permitidos.

Ela disse que, por precaução, toda a carga será destruída.

A notícia foi divulgada um dia depois do governo japonês admitir a contaminação por radiação em espinafre procedentes da província de Ibaraki e em quatro amostras de leite na província de Fukushima.
Neste domingo, contudo, o secretário de Gabinete japonês, Yukio Edano, assegurou que o leite e espinafre não chegaram ao mercado. Ele afirmou ainda que continuarão analisando dados e realizando testes para determinar se se deve regular a distribuição de produtos procedentes das zonas próximas à central, algo que poderia se concretizar nesta segunda-feira.
Em todo caso, reiterou que esses achados não representam uma ameaça imediata para os consumidores e lembrou que a detecção de iodo radioativo abaixo dos limites na água de torneira em Tóquio e regiões do norte da capital também não supõem um risco para a saúde.
“Eu estou preocupada, realmente preocupada”, disse Mayumi Mizutani, moradora de Tóquio, 58. Ela comparava água mineral para o neto de dois anos. “Nós estamos com medo porque é possível que nosso neto tenha câncer”, disse.

VÍTIMAS

Um novo balanço da Polícia Nacional do Japão elevou neste domingo para 8.450 o número de mortes no terremoto e posterior tsunami que atingiram o país no último dia 11. Outras 12.931 pessoas ainda estão desaparecidas.
No entanto, apenas na província de Miyagi –a mais atingida pelo desastre–, o número de mortos pode ultrapassar os 15 mil, segundo um chefe de polícia local informou.
Cerca de 360 mil pessoas em toda a costa nordeste do país tiveram de abandonar suas casas, e 26 mil foram resgatadas.
Neste domingo, equipes de resgate japonesas encontraram uma avó e seu neto debaixo dos escombros de uma casa onde estavam presos há nove dias, após o terremoto de magnitude 9 –seguido de tsunami.
Sumi Abe, 80, e Jin Abe, 16, tiveram a sorte de estar na cozinha quando a casa desmoronou em 11 de março. Eles sobreviveram comendo tudo o que tinham na geladeira, sobretudo iogurtes.
Agora, os esforços se centram em procurar um lar para os sobreviventes que perderam suas casas. Cerca de 355 mil pessoas continuam em abrigos improvisados em 15 províncias, incluindo Tóquio.
Este número inclui, segundo a agência de notícias Kyodo, 20 mil moradores de áreas próximas à usina nuclear de Fukushima Daiichi, retirados diante do vazamento de radiação. Eles foram levados para sete outras prefeituras, entre elas Niigata, Yamagata e Tochigi.

“Os corpos levados pelo tsunami serão recuperados aos milhares todos os dias a partir de agora”, disse o chefe de polícia de Miyagi, Naoto Takeuchi.

Na cidade de Otsuchi, em Iwate, o prefeito Koki Kato foi encontrado morto neste sábado. Ele estava desaparecido desde o tsunami, quando realizava uma reunião de emergência.

USINA

O estado da usina de Fukushima continua sendo muito preocupante.

O governo anunciou que a central deixará de funcionar. Se a operadora privada Tokyo Electric Power (Tepco) ratificar essa decisão, Fukushima se tornaria a maior ruína nuclear do mundo, à frente de Tchernobil, que tinha quatro reatores quando ocorreu o acidente, em 1986.

Mas não se pode deixar o local abandonado, já que a ausência de eletricidade provocaria um aquecimento do combustível utilizado, sua fusão e uma contaminação ambiental. Para tentar restabelecer o fornecimento elétrico, os socorristas tiveram de interromper suas operações de refrigeração com jatos de água, que tinham se intensificado desde sábado. “A pressão no interior do recinto de confinamento do reator 3 aumenta”, declarou um responsável da agência de segurança nacional.
Ao anoitecer, ainda não tinha sido restabelecida a corrente elétrica para colocar em funcionamento as máquinas que bombeiam água no sistema de refrigeração do reator número 2, que é prioritário por estar menos danificado que os 1, 3 e 4.
Os técnicos conseguiram conectar um cabo de alta tensão a um distribuidor. A operação “levará mais tempo”. “Não sabemos quando poderemos restabelecer os sistemas”, declarou Naohiro Omura, da operadora Tepco.
No raio de 20 km da zona de exclusão em torno da central, voltaram a ser detectados neste domingo níveis anormais de radioatividade no leite e nos espinafres, segundo a agência Kyodo.

2655-Tragédia no Japão – Alimentos contaminados por radiação


Radiação, efeitos devastadores no organismo

Fonte: Folha de São Paulo
Foram encontrados níveis de radiação acima do recomendado em leite e espinafre nas províncias de Fukushima e Ibaraki.
Segundo o secretário de Gabinete do Japão, Yukio Edano, a radiação estava acima do padrão estabelecido pelo governo, mas não impunha risco imediato à saúde humana. Ele não detalhou de quanto foi a radiação encontrada.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que a contaminação é de iodo radioativo e que o governo japonês interrompeu a venda destes produtos.
A agência da ONU disse ainda que há sim risco à saúde humana, caso os alimentos sejam consumidos. “Apesar do iodo radioativo ter uma vida curta de cerca de oito dias e se dissipar naturalmente em uma questão de semanas, há um risco de curto-prazo para a saúde humana se o iodo radioativo na comida for absorvido pelo corpo humano”.
Nesta semana, a União Europeia (UE) recomendou aos países do bloco que façam um maior controle de radioatividade nos alimentos importados do Japão.
Os controles são voluntários, mas, no caso haja constatação de níveis de contaminação radioativa acima do teto autorizado, os países do bloco estão obrigados a informar a Bruxelas. A UE importou 9.000 toneladas de frutas e verduras em 2010, além de alguns tipos de pescado.
Especialistas temem as consequências da contaminação do solo e águas com o material radioativo lançado ao ar pela usina nuclear. O material pode efetivamente contaminar os alimentos, entrando na cadeia alimentar da população, o que causaria um risco ao longo de semanas e mesmo meses aos japoneses.
O leite de vaca é especialmente vulnerável, segundo especialistas, caso os animais entrem em contato com o pasto contaminado. O produto é muito consumido pelo homem, não só em sua forma natural, mas como ingrediente de vários alimentos processados.
Neste sábado (19-03-2011), as autoridades continuam lançando água para reduzir a temperatura dos reatores de Fukushima Daiichi e conter um vazamento massivo de material radioativo. Os bombeiros devem lançar 1,260 toneladas de água no reator. A operação, segundo a agência de notícias Kyodo, deve durar sete horas.
Edano disse que as condições no reator 3 ficaram relativamente estáveis depois que bombeiros lançaram 60 toneladas de água em uma piscina fervente que abriga combustível nuclear usado. A operação foi realizada pouco depois da 0h (12h de sexta-feira em Brasília), do lado de fora do prédio que abriga o reator.
O objetivo primário é impedir qualquer vazamento massivo de materiais radioativos da piscina que abriga o combustível usado para o ar. O aumento da temperatura da água desta piscina, normalmente de 40ºC, faz com que a água se dissipe e exponha as varetas de combustível nuclear usado. Sem o líquido, que as isola do exterior, elas ficam então suscetíveis às altas temperaturas e podem derreter. No pior dos cenários, podem liberar material altamente radioativo.
Já a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co., conseguiu conectar os cabos de energia aos prédios dos reatores 1 e 2. A ideia é fazer uma checagem dos equipamentos e ligar os cabos na manhã de domingo (noite de sábado em Brasília).
A restauração da energia elétrica pe crucial para que o sistema de resfriamento, danificado pelo terremoto, volte a ser ligado –o que facilitará a manutenção da temperatura nos reatores.

2614-☻Mega Notícias – Japão à beira de um desastre nuclear


Folha de S Paulo, edição de de 15 de março de 2011, destaque para o risco de acidente nuclear no Japão

Apesar de avaliações iniciais otimistas no pós-terremoto do Japão, novas explosões na Usina de Fukushima deixaram as autoridades apreensivas. Os técnicos começaram a ser retirados da usina e o governo estendeu de 20 para 30 km a área de risco. Os níveis de radiação já são considerados prejudiciais. Tóquio registrou os primeiros sinais de radioatividade. A Explosão do teto de um dos reatores da Usina de Fukushima, interrompeu o bombeamento de água para a refrigeração de combustível nuclear, elevando o risco de superaquecimento, o que pode causar um grande vazamento radioativo.Os reatores são envolvidos por uma parede de contenção de concreto e aço, com 15 Cm; até agora intactas. Em caso extremo, as varetas podem se fundir,o que causaria o pior acidente possível, com altorisco de contaminação.
O que é radiação e como ela afeta o ser humano?
Explosões na estrutura do reator emitiram partículas radioativas para a atmosfera.Tratam-se de elementos instáveis, que são capazes de atravessar objetos e entrar no organismo. Exemplo: U-235, césio-137 e iodo-131, usados nos reatores. No Japão,o vento está em direção ao Pacífico e levou as partículas a 160 km da costa.
Efeitos no ser humano – Possibilidade de câncer da tireóide.
Queda no número de glóbulos vermelhos e sangramentos.
Pulmão – Pneumonia e fibrose.
Sangramento no estômago e intestino.
Medula óssea – Diminuição do número de glóbulos brancos; 50% a menos em até 48 horas, aumentando o risco de infecções. Isso acontece porque a radiação altera a estrutura das células.
O césio-137 leva 30 anos para que sua radiação caia pela metade.
As varetas – São feitas de liga metálica e contêm pastilhas de urânio enriquecido, um combustível nuclear altamente radioativo. Com seu derretimento, elementos radioativos são liberados e se a contenção do reator não resistir, tais elementos são expelidos para a atmosfera. Chuvas podem trazer a radiação de volta para o meio ambiente.

2612-Mega Catástrofes – Japão: Terremoto, Tsunami e Ameaça de Acidente Nuclear



Um terremoto bem mais intenso do que aquele que devastou o paupérrimo Haiti há um ano (2010). Foi na madrugada de sexta, 12 de março de 2011, num ponto a 32 km de profundidade no Oceano Pacífico e a 400 km de Tóquio. O tremor foi de 8,9° na Escala Richter.Terremotos no mar provocam as tsunamis, ondas gigantes de até 10m de altura e velocidade de 800 km por hora, uma onda que nem o mais temerário surfista ousaria a encarar; onde casas, carros, barcos e prédios se desprenderam do solo em fração de segundos para rodopiar no turbilhão de águas, como se fossem brinquedo. Sua força deslocou em 10 Cm o eixo de rotação da Terra. A estimativa foi de 1000 mortos,mas poderia ter sido pior. O Japão tem um histórico de tragédias do gênero, por isso não economiza em tecnologias para prevenir devastações. Existem barreiras de concreto no mar, que reduzem a velocidade das ondas. A população também foi avisada do terremoto com 1 minuto de antecedência, tempo que embora seja curto, pode ser a diferença entre a vida e a morte. Já no Haiti, morreram 300 mil pessoas.Na cidade de Sendai, a mais atingida, quando as ondas do tsunami refluíram, devolveram as praias mais de 200 corpos. Os carros foram para o mar e barcos e até navios, para a terra. Um navio que levava 100 pessoas foi tragado pela tsunami.
Possível Acidente Nuclear – 11 dos 54 reatores nucleares foram paralisados automaticamente. Houve um vazamento radioativo em uma usina em Fukushima. A população local foi evacuada num raio de 10 km da usina. O risco de acidente de grandes proporções é baixo: no Japão, 30% da energia consumida é nuclear e as usinas foram projetadas para resistir vibrações 10 vezes mais intensas que as suportadas em Angra 1 e 2.

A Escala Richter
A escala de Richter, também conhecida como escala de magnitude local (ML), atribui um número único para quantificar o nível de energia liberada por um sismo. É uma escala logarítmica de base 10, obtida calculando o logarítmo da amplitude horizontal combinada (amplitude sísmica) do maior deslocamento a partir do zero em um tipo particular de sismógrafo (torção de Wood-Anderson).
Pelo fato de ser um escala logarítmica, um terremoto que mede 5,0 na escala Richter tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que uma que mede 4,0. O limite efetivo da medição da magnitude local ML é em média 6,8.
Magnitudes ainda são largamente estabelecidas na escala Richter na mídia popular, embora usualmente magnitudes momentâneas – numericamente quase o mesmo – são atualmente dadas; a escala Richter foi substituída pela escala de magnitude de momento, que é calibrada para dar valores geralmente similares para terremotos de intensidade média (magnitudes entre 3 e 7). Diferentemente da escala Richter, a escala de magnitude de momento é construída sobre os princípios sismológicos do som, e não é saturada no intervalo de alta magnitude.
A liberação de energia de um terremoto, que correlata rigorosamente o seu poder destrutivo, corresponde à potência 3⁄2 da amplitude sísmica. Portanto, a diferença em magnitude de 1,0 é equivalente ao fator de 31,6 ( = (101,0)(3 / 2) ) na energia liberada; a diferença em magnitude de 2,0 é equivalente a um fator de 1000 ( = (102,0)(3 / 2) ) na energia liberada
A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico – o sismógrafo Wood-Anderson. Após recolher dados de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, criaram um sistema para calcular as magnitudes dessas ondas. A história não conservou o nome de Beno Gutenberg. No princípio, esta escala estava destinada a medir unicamente os tremores que se produziram na Califórnia (oeste dos Estados Unidos).
Apesar do surgimento de vários outros tipos de escalas para medir terremotos, a escala Richter continua sendo largamente utilizada.
É uma escala logarítmica: a magnitude de Richter corresponde ao logaritmo da medida da amplitude das ondas sísmicas de tipo P e S a 100 km do epicentro.
A fórmula utilizada é ML = logA – logA0, onde:
A = amplitude máxima medida no sismógrafo
A0 = uma amplitude de referência.
Assim, por exemplo, um sismo com magnitude 6 tem uma amplitude 10 vezes maior que um sismo de magnitude 5. Como visto acima, o sismo de magnitude 6 liberta cerca de 31 vezes mais energia que o de magnitude 5.
Um terremoto com magnitude inferior a 3,5 é apenas registrado pelos sismógrafos. Um entre 3,5 e 5,4 já pode produzir danos. Um entre 5,5 e 6 provoca danos menores em edifícios bem construídos, mas pode causar maiores danos em outros.
Já um terremoto entre 6,1 e 6,9 na escala Richter pode ser devastador numa zona de 100 km. Um entre 7 e 7,9 pode causar sérios danos numa grande superfície. Os terremotos acima de 8 podem provocar grandes danos em regiões localizadas a várias centenas de quilómetros.
Na origem, a escala Richter estava graduada de 0 a 9, já que terremotos mais fortes pareciam impossíveis na Califórnia. Mas teoricamente não existe limite superior ou inferior para a escala, se consideradas outras regiões do mundo. Por isso fala-se atualmente em “escala aberta” de Richter. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, aconteceram três terremotos com magnitude maior do que 9 na escala Richter, desde que a medição começou a ser feita .
A primeira escala Richter apontou a magnitude zero para o menor terremoto passível de medição pelos instrumentos existentes à época. Atualmente, no entanto, é possível a detecção de tremores ainda menores do que os associados à magnitude zero, ocorrendo assim a medição de terremotos de magnitude negativa na escala Richter.
Graduação
Na realidade, os sismos de magnitude 9 são excepcionais e os efeitos das magnitudes superiores não são aqui descritos. O sismo mais intenso já registrado atingiu o valor de 9,5, e ocorreu a 22 de maio de 1960 no Chile.
A magnitude é única para cada sismo, enquanto a intensidade das ondas sísmicas diminui conforme a distância das rochas atravessadas pelas ondas e as linhas de falha. Assim, embora cada terremoto tenha uma única magnitude, seus efeitos podem variar segundo a distância, as condições dos terrenos e das edificações, entre outros fatores .
Magnitude e intensidade
A escala de Richter não permite avaliar a intensidade sísmica de um sismo num local determinado e em particular em zonas urbanas. Para tal, utilizam-se escalas de intensidade tais como a escala de Mercalli.
A escala de magnitude de momento (abreviada como MMS e denotada como Mw), introduzida em 1979 por Thomas C. Haks e Hiroo Kanamori, substituiu a Escala de Richter para medir a magnitude dos terremotos em termos de energia liberada.[4] Menos conhecida pelo público, a MMS é, no entanto, a escala usada para estimar as magnitudes de todos os grandes terremotos da atualidade. [5] Assim como a escala Richter, a MMS é uma escala logarítmica.
Descrição Magnitude Efeitos Frequência Micro 10,0 Nunca registrado. Extremamente raro (Desconhecido)