5212 – Como funcionam os antiácidos?


Depois do terceiro prato de feijoada sempre vem o arrependimento. Junto com uma tremenda azia. O excesso de comida parada no estômago estimula a liberação de ácido lático, responsável pela sensação horrível de estar entupido. “Os antiácidos neutralizam essa substância com uma base”, explica um bioquímico da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara. Lembra-se das aulas de química? Tudo bem, você faltou nesse dia, mas funciona assim: ácidos e bases têm cargas elétricas opostas e tendem a se atrair. Por isso ambos se neutralizam. E o seu estômago pára de reclamar.

5211 – Homem – Mamífero que não bebe leite


O homem é um mamífero porque faz parte de sua natureza tomar leite ao nascer. Mas então por que a maior parte da população mundial não tolera o líquido branco? E por que um quarto dos habitantes tem reações alérgicas fortes ao leite, como diarréia, inchaços, dor de estômago e de cabeça? “A causa é um enigma”. O fato é que as pessoas deixam de digerir o leite, inclusive o da mãe, entre 3 e 5 anos de idade. Segundo suspeita-se elas estariam geneticamente programadas para isso. Só que não se sabe por que o DNA desliga esse processo básico da espécie. O pior é que, como o leite fornece 75% do cálcio essencial à saúde, quem não pode tomá-lo acaba tendo que completar a dose. Por exemplo, tomando remédio ou comendo queijo e iugurte. Foi concluída este ano uma pesquisa mostrando que é possível reduzir a intolerância ao leite.
Basta tomar um pouquinho, começando com meio copo por dia, e aumentar lentamente a quantidade. Os sintomas somem em algumas semanas e você sabe que atingiu o seu limite quando eles retornam.

5128 – Medicina – O que é a gastrite erosiva do antro?


Há diversos tipos de células no estômago. Umas produzem ácido clorídrico e outras pepsina, um hormônio digestivo. Estas substâncias e a ação de trituramento dos alimentos pelo estômago é o primeiro passo para a digestão.
– Antro Endócrino e motor: porção responsável pela trituração dos alimentos e secreção de enzimas que avisam a porção secretora se há necessidade de produzir mais ou menos ácido.
Não há definição única para “gastrite”.
O termo é usado por endoscopistas, que baseiam seus diagnósticos no que visualizam durante uma exame;
Por patologistas, que o definem à base de apresentação histológica, isto é , o que enxergam no microscópio;
Por radiologistas, por alterações grosseiras da silhueta da mucosa – o que veêm no RX;
E por clínicos, que não usando nenhum método objetivo, admitem a presença de gastrite quando existem evidências clínicas sugestivas (alcoolismo, uso de medicações que causam irritação gástrica, ou dor intensa), dispepsia ou sinais de sangramento digestivo.
Na definição exata, gastrite significa inflamação da mucosa gástrica e, em primeira instância, a gastrite deve ser descrita de acordo com critérios histológicos.
Por tal critério, ela pode ou não estar presente quando o diagnóstico for sugerido por meios clínicos, radiológicos ou mesmo endoscópicos.
Atualmente a biópsia gástrica é realizada de rotina na grande maioria dos serviços de endoscopia para pesquisar a presença do Helicobacter pylori. Uma bactéria descoberta em 1987 e hoje responsabilizada pelas gastrite e úlceras.
Histologicamente, a Gastrite é inicialmente dividida em Erosiva e não Erosiva.
Dentro de cada tipo de inflamação, se existir, pode ser aguda ou crônica (a diferenciação é feita através da visualização no microscópio da presença de células específicas que identificam a presença de inflamação aguda ou crônica).
A gastrite crônica é muito mais comum, mas as duas podem coexistir.
A gastrite não-erosiva inespecífica crônica pode ser superficial ou profunda (transmucosa), com ou sem atrofia glandular ou metaplasia.
Os sintomas da gastrite dependem se é aguda ou crônica. Na fase aguda pode ocorrer dor na parte superior do abdômen, náusea e vômito. Na fase crônica a dor pode ser contínua, ocorrendo eventualmente perda de apetite provocado pela sensação de saciedade precoce após pequena quantidade de alimento ingerido. Muito freqüentemente, não há sintomas mesmo com gastrite.
Se a dor é severa pode ser por uma úlcera bem como pela gastrite.
O estômago é um órgão em forma de jota(J) que coleta os alimentos mastigados e os líquidos. Tritura os alimentos misturando-os com as suas enzimas e empurra os alimentos triturados para o duodeno, que é a 1ª porção do intestino fino.
Há diversos tipos de células no estômago. Umas produzem ácido clorídrico e outras pepsina, um hormônio digestivo. Estas substâncias e a ação de trituramento dos alimentos pelo estômago é o primeiro passo para a digestão.
O estômago é dividido em duas partes:
– Corpo e Fundo: porções secretoras de ácido.
– Antro Endócrino e motor: porção responsável pela trituração dos alimentos e secreção de enzimas que avisam a porção secretora se há necessidade de produzir mais ou menos ácido.
Não há definição única para “gastrite”.
O termo é usado por endoscopistas, que baseiam seus diagnósticos no que visualizam durante uma exame;
Por patologistas, que o definem à base de apresentação histológica, isto é , o que enxergam no microscópio;
Por radiologistas, por alterações grosseiras da silhueta da mucosa – o que veêm no RX;
E por clínicos, que não usando nenhum método objetivo, admitem a presença de gastrite quando existem evidências clínicas sugestivas (alcoolismo, uso de medicações que causam irritação gástrica, ou dor intensa), dispepsia ou sinais de sangramento digestivo.
Na definição exata, gastrite significa inflamação da mucosa gástrica e, em primeira instância, a gastrite deve ser descrita de acordo com critérios histológicos.
Por tal critério, ela pode ou não estar presente quando o diagnóstico for sugerido por meios clínicos, radiológicos ou mesmo endoscópicos.
Traduzindo: a confirmação final de gastrite só pode ser feita através do exame microscópico. O que acontece muitas vezes é que durante um exame endoscópico os sinais são tão exuberantes que o exame histológico (biópsia) é dispensada para uma segundo exame de controle do tratamento.
Atualmente a biópsia gástrica é realizada de rotina na grande maioria dos serviços de endoscopia para pesquisar a presença do Helicobacter pylori. Uma bactéria descoberta em 1987 e hoje responsabilizada pelas gastrite e úlceras.
Histologicamente, a Gastrite é inicialmente dividida em Erosiva e não Erosiva.
Dentro de cada tipo de inflamação, se existir, pode ser aguda ou crônica (a diferenciação é feita através da visualização no microscópio da presença de células específicas que identificam a presença de inflamação aguda ou crônica).
A gastrite crônica é muito mais comum, mas as duas podem coexistir.
A gastrite não-erosiva inespecífica crônica pode ser superficial ou profunda (transmucosa), com ou sem atrofia glandular ou metaplasia.
Gastrite Erosiva de Antro é Gastrite Crônica
A gastrite decorrente da idade conhecida com atrófica é tão comum que alguns a consideram um fenômeno do envelhecimento. Seu aparecimento em jovens merece atenção especial.
A gastrite erosiva é melhor diagnosticada endoscopicamente
A Classificação endoscópica das gastrites é pouco mais complexa e existe para tentar uma aproximação maior com a classificação histológica.
Sintomas
Os sintomas da gastrite dependem se é aguda ou crônica. Na fase aguda pode ocorrer dor na parte superior do abdômen, náusea e vômito. Na fase crônica a dor pode ser contínua, ocorrendo eventualmente perda de apetite provocado pela sensação de saciedade precoce após pequena quantidade de alimento ingerido. Muito freqüentemente, não há sintomas mesmo com gastrite.
Se a dor é severa pode ser por uma úlcera bem como pela gastrite.
Helicobacter pylori: este é o nome da bactéria que aprendeu viver na fina camada de muco do estômago. Na verdade não há infecção propriamente pela agressão direta da bactéria mas sim as substâncias por elas produzidas que provocam a inflamação aguda e crônica. É provavelmente adquirida na infância e permanece por toda a vida a menos que haja cura pelo tratamento com antibióticos. A infecção pode levar para gastrite, úlcera e mesmo câncer de estômago em algumas pessoas.

Felizmente agora há maneiras de se fazer o diagnóstico e tratamentos adequados para eliminar a bactéria.

Tratamento

O tratamento da gastrite dependerá da sua causa. Para aliviar os sintomas a redução da acidez gástrica pela medicação é muito útil. Além do que, o diagnóstico específico é necessário.
Eliminação da aspirina, antiinflamatórios ou álcool quando são a causa da gastrite.
Complicações
Como a maioria das causas de gastrite são conhecidas, o tratamento costuma ser efetivo e medidas preventivas são disponíveis e assim as complicações são raras. A única exceção é a infecção H. pylori que presente no estômago ao longo do tempo pode levar ao câncer de estômago e linfoma.
A infecção pela bactéria Helicobacter pylori e o uso de antiinflamatório também podem causar úlcera benigna.
Os sintomas são: desconforto, sensação de estofamento, náuseas ou vômitos.
A pessoa também pode ter sintomas sugestivos de úlcera: queimação ou dor na parte superior do abdômen, usualmente em jejum ou na alta madrugada.
Estes sintomas são freqüentemente aliviados por antiácidos, leite ou alimentação.
É frequente o raios-X ou endoscopia serem normais.
Quando o H. pylori é encontrado no estômago, acredita-se ser esta a causa dos sintomas, embora esta relação não está clara.
A prescrição de antibióticos e drogas anti-ácidas atualmente é a primeira escolha. Porém a certeza da eliminação da bactéria é com novo exame negativo.
Câncer de Estômago e Linfoma
Estes dois tipos de Câncer são agora sabidamente relacionados com a bactéria H. pylori. Isto não significa obrigatoriamente que todas as pessoas com H. pylori desenvolverão câncer, de fato poucos o terão. É provável que se a infecção é presente por longo tempo, talvez desde a infância o câncer pode então desenvolver-se. Isto é uma outra razão porque é importante tratar e eliminar a infecção por H. pylori.
Como a infecção é muito comum, quando não há sintomas, freqüentemente não é recomendado nenhum tratamento. Esta é a recomendação atual, podendo mudar conforme o desenvolvimento das pesquisas.
Na presença de úlcera, a medicação mais consagrada atualmente é a utilização de um bloqueador de bomba de próton, eritromicina ou claritromocina e amoxilina. Há outros esquemas utilizados.
Os pontos hemorrágicos devem ser temporariamente vedados com a aplicação de calor durante a endoscopia. No entanto, caso a doença subjacente persista, o sangramento irá recomeçar. No caso de persistência do sangramento, a coagulação pode ser induzida no vaso sangüíneo adequado ou pode ser realizada a remoção total do estômago como uma medida de salvamento do paciente. A gastrite erosiva crônica pode ser tratada com antiácidos.
O indivíduo deve evitar determinados medicamentos (p.ex., aspirina e outros antiinflamatórios não esteróides) e alimentos irritantes. Os comprimidos revestidos de aspirina causam menos úlceras que a aspirina sem revestimento. O misoprostol pode reduzir o risco de úlceras causado por antiinflamatórios não-esteróides. Para o indivíduo com gastrite eosinofílica, pode ser necessária a administração de corticosteróides ou a realização de uma cirurgia para aliviar o bloqueio da saída gástrica.

5093 – Medicina – O que é a Obesidade Mórbida


Na contra-mão da anorexia, outra doença séria que abordamos há alguns capítulos atrás, temos a Obesidade Mórbida.
A Obesidade é reconhecida hoje como importante problema de saúde pública. É doença crônica, progressiva, fatal, geneticamente relacionada e caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura e desenvolvimento de outras doenças (co-morbidades).
Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre 1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema que atinge dezenas de países.
Mas se quem é obeso sofre com o excesso de peso e sabe que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer, por que esse número cresce cada vez mais?
A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos alimentares.
As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão: consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio de atividades físicas, essa energia se transforma em gordura e se acumula no corpo, causando o aumento de peso.
Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e disciplina, melhor do que combater, é prevenir a obesidade. E o cuidado começa já na infância.
De acordo com o “National Institutes of Health (NIH)” – Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.
Quem resiste à tentação de, ao passar por uma farmácia, dar aquela “pesadinha” na balança, para ver se os quilos aumentaram ou diminuíram? Apesar desse “controle” que as pessoas costumam fazer, as balanças do Brasil e do mundo estão recebendo, cada vez mais, pessoas acima de seu peso ideal.
O Brasil e o mundo vivem uma verdadeira epidemia de obesidade. Para se ter uma idéia da gravidade do problema, cerca de 70 milhões de brasileiros – ou 40% da população – está com excesso de peso. Além disso, 13% das mulheres e 8% dos homens sofrem de obesidade em nosso país.
50% dos brasileiros estão acima de seu peso corporal ideal.
Há casos de obesos que comem pouco mas têm grande capacidade de armazenar energia em forma de gordura, bem como magros que comem muito, mas seu organismo gasta o que foi consumido com enorme rapidez.
O mau funcionamento de determinadas substâncias em nosso organismo também alteram seu equilíbrio natural, causando obesidade.
Uma deficiência na produção da proteína leptina, por exemplo, pode levar o indivíduo a comer mais do que ele realmente precisa, pois é ela que “avisa” o hipotálamo, localizado no sistema nervoso central, que o organismo está satisfeito. Este, por sua vez, manda uma mensagem para o corpo avisando que ele pare de comer e passe a queimar calorias. Se há deficiência nessa comunicação a tendência é comer excessivamente.
As pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares, pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se diretamente para o fígado antes de circular até os músculos, podendo causar resistência à insulina, levando à hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina, aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II, hipertensão e doenças cardiovasculares.
• Distribuição anatômica da gordura
Em pessoas com peso normal, a maior parte do tecido adiposo está localizado sob a pele, atuando como protetor contra a perda de calor, o que é chamada de gordura subcutânea. Os indivíduos com sobrepeso ou obesos, além da gordura subcutânea, carregam tecido adiposo na região abdominal, o que representa uma importante reserva de energia, chamada de tecido adiposo visceral, mas que contribui para muitas das doenças associadas à obesidade.
Gordura Subcutânea + Tecido Adiposo Visceral = Gordura Abdominal
• Maçã ou Pêra
Quando o tecido adiposo se acumula predominantemente na região abdominal, há um predomínio da gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta obesidade do tipo andróide ou tipo “maçã”. Se a tendência é acumular gordura na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como ginóide ou tipo “pêra”.
Mecanismo da Fome
O mecanismo da fome é controlado por um sistema complexo de comunicação entre diversas proteínas liberadas pelo aparelho digestivo e envolve mais de 250 genes herdados de nossos pais. Visando a manter o equilíbrio energético do organismo, cada um desses genes produz uma determinada proteína. Sua regulação é tão precisa que se a pessoa ingerir 120kcal a mais do que suas necessidades energéticas por dia (o que equivale a um copo de refrigerante), no final de 10 anos terá engordado 50k.
O estômago é um importante regulador do apetite. Quando está vazio, há a liberação de grelina, um hormônio que age no cérebro e dispara a sensação de fome que diminui gradativamente à medida que comemos.
A passagem dos alimentos para os intestinos provoca a liberação de outro hormônio, representado pela sigla PYY, que também age no cérebro, ativando o centro de saciedade e provocando a perda de apetite. O balanço estabelecido entre esses dois hormônios, grelina e PYY, indica quando se deve iniciar ou terminar uma refeição.
Dependendo do tipo de alimentos ingeridos, há uma composição diferente na liberação desses hormônios. Por exemplo, carboidratos simples, como a batata e os doces, são absorvidos antes de os intestinos liberarem o hormônio PYY inibidor da fome. Quebrados pela insulina produzida pelo pâncreas, esses carboidratos ingeridos em excesso transformam-se em células gordurosas.
A Obesidade mórbida ocorre quando o peso de uma pessoa ultrapassa o valor 40 no índice de massa corporal – (IMC). De acordo com o “National Institutes of Health (NIH)” – Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco para a saúde.
Os riscos à saúde em pacientes Obesos são:
Desenvolver Diabetes Mellitus tipo II;
Problemas cardiacos;
Dislipidemias;
DA [Doença Arterial, cuja mais comum é a Coronariana(DAC)], com risco de desenvolver para IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), ou AVE (Acidente Vascular Encefálico) isquêmico;
Trombose Venosa com isquemia e necrose principalmente de partes distais do corpo, como pés;
Hipertensão Arterial;
Problemas Articulares (Joelhos e Coluna Lombar); e
Depressão

5085 + Sobre Anorexia – Uma doença que desafia a Medicina com tratamento difícil e sem garantia de cura


O parâmetro para definir a anorexia é estar 15% abaixo do peso ideal. É uma doença feminina: para cada 20 mulheres há apenas 1 homem na mesma condição. Descrita pela 1ª vez em 1689 pelo médico inglês Richard Norton, que a batizou de “atrofia nervosa”, a anorexia ainda desafia a Medicina. Sabe-se que o distúrbio tem forte componente genético.mas não se conseguiu definir com clareza seus mecanismos.
Vejamos a seguir alguns sinais:
A pessoa tem uma imagem distorcida de si mesma, mesmo estando magra sempre dirá que está gorda.
Dieta extremamente restritiva, entre 500 e 700 calorias.
Nunca estácom fome e evita situações sociais que envolvam alimentação.
Come devagar e pica os alimentos espalhado-os pelo prato.
Mostra preocupação excessiva com a comida e calorias.
Quanto menos come mais gosta de ver os outros comerem.

4935 – Medicina – A Pancreatrite


É um processo inflamatório pancreático, de aparecimento súbito (agudo) e etiologia variada, geralmente acompanhada de importante comprometimento sistêmico. Cessada a causa que desencadeou a inflamação, a enfermidade poderá evoluir para a regeneração do órgão, com recuperação clínica, anatômica e fisiológica ou, então, marchar para seqüelas decorrentes da cicatrização do parênquima (pancreatite crônica-PC). Em determinados casos pode provocar a morte.
Geralmente decorrente da ação de enzimas inadequadamente ativadas, que resulta em edema, hemorragia e até necrose pancreática e peripancreática.
Em 1963 o Simpósio de Marselha classificou as pancreatites em: aguda; aguda recidivante; crônica e crônica recidivante. No final da década de 80, em Atlanta, este conceito foi revisto, sendo desclassificada a forma crônica recidivante. Considerando a evolução anatomofisiopatológica das pancreatites, segundo esta ultima classificação, preferimos substituir o termo recidivante por recorrente. Na prática clínico-cirúrgica e achados necroscópicos, observamos que surtos recorrentes de Pancreatite Aguda podem acometer os portadores de pancreatite crônica ou mesmo, reinstalarem- se no transcurso de uma já estabelecida Pancreatite Aguda. Por outro lado devemos saber distinguir a dor da Pancreatite Aguda e a decorrente da Pancreatite Crônica. Nesta última, a dor resulta do comprometimento dos nervos do sistema nervoso simpático e obstrução canícular (litiase pancreática). Na verdade a pancreatite é melhor classificada em aguda ou crônica considerando-se critérios clínicos ou anatomopatológicos, respectivamente.
Há três tipos de pancreatite, que diferem nas causas e nos sintomas, para além do que já foi exposto:
A pancreatite aguda: de ocorrência única.
A pancreatite crónica: persiste mesmo depois de sua causa ter sido removida.
A pancreatite hereditária
Causas

Existem várias possíveis causas, sendo as mais comuns:
Pedra na Vesícula Biliar
Danos causados pelo Álcool
Traumas
Outras possíveis causas são:
Hipertrigliceridemia
Esteróides
Infecção viral (como caxumba/papeira)
Hipotermia
Diuréticos
Autoimunidade
Vasculite
Mal formação genêtica (como Pancreas divisium)
Problemas pós-operatórios
Ateroembolismo
Colelitíase
Hiperlipoproteinemia
Hipercalcemia
Veneno de escorpião
Mulheres grávidas são mais sensíveis a desenvolverem problemas com o excesso de triglicerídeos. O consumo excessivo de refrigerantes e cafeína também está associado a danos ao pâncreas.
Diagnóstico
O sintoma mais marcante é a dor abdominal e dificuldades na eliminação de urina e fezes. Um exame para verificar o aumento da amilase e/ou da lipase acima de três vezes o normal e/ou uma tomografia computadorizada podem ser usados na identificação de um caso agudo.
O tratamento vai depender das causas e dos objetivos desse tratamento:
Limitar a intensidade da inflamação pancreática
Inibidores da secreção pancreática
Inibidores das enzimas pancreáticas
Inibidores dos mediadores inflamatórios
Interromper a alimentação do paciente para evitar complicações
Antibióticos
Antiácidos
Heparina, fibrolisina
Dextrano de baixo peso molecular
Vasopresina
Lavado peritoneal
Medidas de suporte e tratamento das complicações
Restauração e manutenção do volume intravascular
Reposição de eletrólitos
Suporte ventilatório
Suporte nutricional
Analgesia
Heparina

Gastroenterologia Cirúrgica do Departamento de Cirurgia da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

4647 – Medicina – O Tumor do Intestino


Grosso e delgado

A maioria dos tumores é no intestino grosso e raramente no delgado. Podem ser benignos como polipos e miomas e malignos como câncer. Tumores benignos no intestino podem virar câncer, por isso, o diagnóstico deve ser rápido. Sinais de alerta são: sangramento intestinal e a mudança de hábitos de evacuação. É aconselhável exames regulares. O tumor mais comum é o polipo benigno. O sangramento é indolor. Pólipos grandes porém causam cólicas intermitentes ou crises temporárias de obstrução. Pólipos a 15 cm do ânus podem ser removidos por sigmoidoscópio, os mais altos são removidos por cirurgia. A faixa etária onde a incidência é maior é entre os 60 e 70 anos. Quando possível, o tumor maligno deve ser removido junto com uma grande porção do intestino acima e abaixo da área cancerosa. As extremidades do intestino normal são juntadas uma á outra e se isso não for possível faz-se a colostomia. Mais de 50% dos pacientes vivem por um período de 5 anos ou mais após uma cirurgia bem sucedida, com as técnicas atuais, e que ainda são primitivas, quando se tem em mente onde a Medicina quer chegar e sorte de quem estiver vivo nesta época.
Em 5 a 10% dos casos surge tunor em outro lugar do intestino. As visitas ao médico não devem demorar mais de um ano. Nem todas as colostomias são permanentes, as vezes são realizadas só para aliviar a obstrução. O cirurgião pode fechá-la algumas semanas ou meses depois se for constatado que a passagem normal pode ser restabelecida. Embora estranha, a colostomia não provoca mau cheiro. Utilizam-se sacos especiais colocados na abertura para reter e destruir as bactérias. O saco pode ser também camuflado, sem que outras pessoas percebam. Digestão e nutrição podem ser normais. É recomendado a todas as pessoas acima de 45 anos fazerem exames periódicos no aparelho gastro intestinal, mesmo intestinal, mesmo não apresentando sintomas. A operação requer semanas de hospitalização, com cuidados especiais e administração de antibióticos e quimioterápicos. Com o uso da sulfa e antibióticos, o interior do intestino pode ser quase completamente esterilizado.

Escola Paulista de Medicina

4631 – Medicina- A Doença de Hirchsprung


Trata-se de mal formação congênita na qual o intestino grosso fica muito aumentado e distendido. A causa é a contração de um segmento de alguns centímetros localizado no cólon signóide. Tal contração faz com que na parte do intestino situado logo acima se acumule grande quantidade de fezes que provocam assim a distensão e aumento do órgão. A doença é comum em crianças. Algumas incapacitadas de evacuar, só evacuam com lavagem intestinal. O abdomem em geral é distendido. Radiografias revelam o problema; que é curável. A operação é delicada, mas a cura é permanente.

4620 – Doenças do Aparelho Digestivo – Enterocolite Infecciosa


A disenteria infecciosa pode ser causada por bactérias ou por um parasita, a ameba. É contraída consumindo-se água, alimentos infectados. Deve-se evitar comidas preparadas inadequadamente e restaurantes onde não há supervisão higiênica dos empregados. Pode haver cura com medicação específica, desde que seja no início da doença.
Obstrução Intestinal – É uma das patologias abdominais mais grave. As causas comuns são: tumor intestinal externo ou interno, que comprime e bloqueia o intestino. Aderências causamdo contrição do tubo intestinal, torção do intestino delgado e estrangulamento de uma hérnia ou alça intestinal.
Sintomas e consequência – Distenção do abdome, incapacidade de evacuar e eliminar gases, crises de vômito, cólicas abdominais. No início a obstrução é parcial com constipação progressiva e distenção abdominal. O paciente pode até vomitar fezes. É rompido o equilíbrio químico com a perda de sucos digestivos e forte toxemia, podendo levar à morte. Em outros casos, o intestino hiperdistendido pode se romper causando rapidamente uma peritonite fatal. As vezes tal doença, como a torção, desaparecem espontaneamente.
Tratamento – Inserem-se sondas de borracha pelo nariz até o estômago e o intestino grosso. Conecta-se esse tubo a um aparelho de sucção, esvazia-se o intestino e remove-se grande parte do fluido e dos gases. Alimenta-se o paciente via intravenosa com líquidos, glicose e outras substâncias. O diagnóstico é feito com radiografias. Suspeita-se de obstrução mecânica quando se observa uma cicatriz de uma operação no abdome. Isso ocore quando uma alça intestinal está obstruída por estrangulamento que se tenha formado a partir de uma aderência resultante de uma operação anterior. No caso de aderência, ela é desfeita em cirurgia. Se é um tumor, remove-se o segmento atingido. A 1ª coisa a fazer é aliviar prontamente a obstrução. Em geral isso é feito com a colostomia preliminar: puxa-se o intestino até a parede do abdome e faz-se uma pequena abertura no local para a saída das fezes. Após a correção da obstrução, removida a causa, fecha-se a colostomia e restabelece-se a continuidade normal do intestino. Na maioria das pessoas que se recuperam, isso só ocorre quando a operação é feita dentro de 24 a 48 horas. Após o aparecimento dos sintomas, se o processo continuar, muitos pacientes morrem,mesmo se tratados.

Escola Paulista de Medicina

4616 – Doenças do Aparelho Digestivo – Colite


É a inflamação do intestino grosso. São classificadas em funcionais e orgânicas. As primeira que incluem as espásticas e que neste caso não há uma inflamação verdadeira, mas apenas uma irritação do cólom. No 2° caso, na orgânica é decorrente de um processo patológico específico geralmente grave. A categoria inclui colite ulcerativa, amebiana, febre tifóide, etc.

Colite espática ou mucosa – O intestino grosso se contrai de modo violento e espamódico ao menor estímulo. O intestino atingido por tal mal secreta grande quantidade de fezes e muco. Acredita-se que a causa seja stress. Os sintomas são flatulência e cólicas abdominais. A evacuação é irregular com diarréia e constipação. Deve se afastar a hipótese de colite ulcerativa ou tumor intestinal através de exames como sigmoidoscópio, raios X e endoscopia. Embora o tratamento surta bons efeitos, há recaídas em condições de stress. As pessoas podem ter vida normal, apesar do cólon irritado. Tal doença não se transforma em câncer. Medicamentos aliviam.

Colite ulcerativa crônica – Doença inflamatória grave do intestino grosso e que as vezes envolve o delgado. Caracteriza-se por, diarréia sanguinolenta, fraqueza e um conjunto de sintomas generalizados acompanhados de dores nas articulações. A provável causa é bacteriana. Pessoas emocionalmente perturbadas entre 20 a 40 anos são mais suscetíveis a ela. Começa na juventude e início da idade adulta, com diarréia contínua, cólicas abdominais e presença de sangue e muco nas fezes. Pode haver 15, 20 ou até mesmo 30 evacuações em um dia, o que pode levar a desidratação e anemia. A doença pode ceder após algumas semanas, reaparecendo dentro de alguns meses ou anos. No exame do intestino grosso pode se encontrar sinais característicos de inflamação e ulceração. Em casos brandos, aconselha-se o tratamento clínico, com dieta leve, antibióticos e cortisona ou medicação similar. A maioria dos casos brandos cedem com tal tratamento. Em casos adiantados ou racaída, é indicada a cirurgia, que pode chegar a remoção completa do intestino grosso. Liga-se então o intestino delgado (íleo) à parede do abdome (ileostomia permanente). Isso ocorre quando o paciente não responde ao tratamento clínico após longa tentativa. Num pequeno número de casos de colite interativa, o reto não está comprometido e pode ser preservado. O intestino delgado é então suturado diretamente ao reto. Em outros casos se faz uma ileostomia na primeira operação e o paciente se recupera. Meses mais tarde com a constatação do não comprometimento do reto, fecha-se a operação, suturando o íleo ao reto. Mas para a maioria dos pacientes isso não pode ser feito. Portadores de tal doença não operados podem morrer em resultado de uma crise aguda, incluindo febre, desidratação e diarréia incontrolável. O câncer do intestino grosso se desenvolve com alta frequência nos pacientes portadores de colite ulcerativa por mais de 10 anos.

Escola Paulista de Medicina

4600 – Gastroenterologia – A Diverticulite


Ou diverticulose – Trata-se de uma malformação congênita, na qual bolsas, os divertículos, da mucosa intestinal se projetam através da parede muscular do intestino grosso. A diverticulite é a inflamação de 1 ou mais divertículos. Estima-se que 10% da população apresente tais divertículos,mas a maioria não revela sintomas. A existência da anomalia é descoberta por acaso em radiografias do intestino feitas por outras razões.
Tratamento
Em casos brandos o tratamento é clínico, com repouso, dieta e tratamento com antibiótico para controle da infecção. As cirurgias são indicadas nos seguintes casos:
Quando a diverticulite é recorrente; quando os divertículos ameaçam romper ou realmente se rompem causando peritonite; quando a inflamação é tão intensa que alcança órgãos adjacentes do intestino. Quando os divertículos sangram muito. No caso de rompimento destes, eles devem ser drenados. Em tais casos pode ser necessário fazer uma colostomia, a abertura do intestino na parede abdominal, para desviar o trânsito fecal da área doente. O tratamento ideal é a remoção cirurgica da área comprometida. É comum a necessidade de vária operações para drenar o abcesso; a colostomia que já citamos e o fechamento da colostomia e restauração da continuidade do trânsito fecal. O paciente pode voltar a ter vida normal, embora deva adotar uma dieta adequada.

4596 – Medicina – O Vólvulo


Trata-se de uma torção de um segmento do intestino grosso ou delgado sobre sua base(mesentério), impedindo o suprimento de sangue chegar até lá e provocando gangrena. É mais frequente no intestino grosso, sobretudo no cólon sigmóide. Em geral a causa é um tumor do intestino grosso ou aderência após após inflamação ou cirurgia. Os mais suscetíveis são pessoas idosas ou que perdem muito peso em pouco tempo. Os sintomas são: dor abdominal aguda, náusea, vômito, obstrução intestinal,febre e abdome dolorido. O raio X confirma o diagnóstico. A cirurgia deve ser imediata para resolver o problema. Diagnóstico tardio, como dissemos, pode ocasionar gangrena, a morte dos tecidos e a peritonite, reduzindo a chance de recuperação.

4581 – Doenças do Aparelho Digestivo – A Intuscepção


Também conhecida como invaginação – Doença na qual uma porção do intestino penetra dentro da outra. Um inflamação ou tumor perturba as contrações intestinais. O intestino delgado entra no intestino grosso no ponto onde ambos se juntam. É mais frequente em crianças de 2 a 5 anos. Os sinais e sintomas são: dor abdominal, sensação de peso do lado direito do abdome. A diarréia é sinal frequente e um raio X pode confirmar o problema. Pode ser corrigido com cirurgia abdominal, mas em alguns casos pode se aliviar injetando-se uma mistura de bário, sob pressão, no reto. Isso feito, é claro,por alguém que conheça muito bem a técnica. O bário enche o intestino grosso e exerce pressão sobre a área, até que ela volte a posição normal. O risco maior da doença é que a parte do intestino que penetra pode se tornar gangrenada por causa do estrangulamento do suprimento sanguíneo, podendo resultar em peritonite e morte, se o diagnóstico não for rápido.

4580 – Medicina – O Divertículo de Meckel


É uma protuberância em forma de bolsa, que se projeta da parede do intestino delgado e ocorre em geral nos últimos 30 centímetros de tal órgão. Trata-se então de um defeito no desenvolvimento embrionário que está presente desde o nascimento. São caso raros. As vezes inflama como o apêndice. Ataca crianças com dores abdominais, sensibilidade excessiva na região mediana do abdome,febre baixa e diarréia sanguinolenta.
Tratamento
Diagnosticado o problema, deve se fazer a cirurgia imediatamente pis há risco de ruptura do divertículo. Após a cirurgia, a recuperação é completa.

Escola Paulista de Medicina

4563 – Doenças do aparelho digestivo – Ileíte Regional


Trata-se de uma doença inflamatória que atinge a porção terminal do intestino delgado. A causa supõe-se que seja vírus ou bactéria ainda não isolados.
Sintomas – Ataques agudos de cólicas no médio e baixo abdome, diarréia e perda de apetite, febre baixa. Os sintomas desaparecem depois de alguns dias, mas reaparecem em intervalos durante algumas semanas. A inflamação do intestino delgado pode causar obstrução à passagem das fezes, o que provoca a acentuada distensão abdominal, náuseas,vômito e incapacidade de evacuar. A doença é comum em adultos entre 30 e 40 anos. O diagnóstico em geral é através de exame radiológico. Evolui na forma branda com uma pequena crise que desaparece. Na forma mais grave sucedem-se crises repetidas de febre, cólicas abdominais e diarréia. Pode haver a formação de abcesso intestinal e a obstrução do intestino delgado.
Tratamento – Em casos brandos, repouso, dieta leve sem álcool e nem condimentos. Algumas drogas como a cortisona tem produzido alívio em casos agudos. Quando a doença está em fase avançada é necessário tratamento cirúrgico, que é a remoção da parte inflamada do intestino delgado, a seguir a ligadura da parte sã acima da região removida com o cólon transverso (colostomia ileo-transversa).
Em certos casos não se remove o intestino inflamado, mas liga-se ao intestino grosso a parte normal do intestino delgado, situada acima da área inflamada, excluindo a parte atingida. A inflamação desaparece, pois o produto fecal não passa mais pelo intestino inflamado. Como a causa da ileíte regional é até então desconhecida, não há recomendações de como evitá-la. Mesmo curada, a doença pode retornar num pequeno número de casos. Após a cirurgia, o indivíduo pode retormar suas atividades normais. O intestino delgado mede 6 metros e menos da metade de tal extensão é suficiente para manter normal as suas funções. A doença não é hereditária.

Escola Paulista de Medicina para o ☻ Mega

4561 – O Fim da Obesidade


Embora muita gente ainda sofre com o problema da falta de comida, a obesidade ainda persiste.
O fato é que a oferta excessiva de calorias é um desafio muito mais sério, e vai matar cada vez mais gente ao longo deste século. Recomendar alimentação mais saudável e vida menos sedentária não está resolvendo o problema. O jeito talvez seja intervir nos mecanismos básicos que controlam o armazenamento de energia no corpo.
Vencer a obesidade pelos métodos convencionais é especialmente complicado porque estamos brigando com milhões de anos de evolução. Desde tempos imemoriais até um ou dois séculos atrás, os seres humanos e seus antepassados viviam debaixo da ameaça da escassez. A regra era comer o máximo possível, já que ninguém sabia quando uma refeição farta estaria à disposição novamente. Com a quantidade absurda de gorduras, proteínas e carboidratos nas prateleiras dos supermercados de hoje, o perigo de morrer de fome foi para o espaço, mas nosso organismo não teve tempo de “desaprender” sua mania de armazenar o máximo possível de calorias. Resultado: seja bem-vindo ao planeta dos fofinhos. A necessidade de comer demais está tão encravada no DNA, que, para muitas pessoas, nenhum tipo de informação sobre dietas, exercícios e o perigo do diabetes e das doenças cardíacas é capaz de suprimir o desejo inconsciente por comida gorda.
O alvo das últimas pesquisas é a grelina, um hormônio estimulador do apetite. A ideia é “grudar” a substância a um pedaço de proteína de bactéria, de forma que o organismo reconheça o conjunto como um corpo estranho e desenvolva anticorpos contra ele, diminuindo a vontade de comer do gordinho em questão. A vantagem é que a vacina provavelmente teria efeito rapidamente reversível.
Outro estudado é o Nocturnin, um gene ligado tanto à alimentação quanto ao relógio biológico de mamíferos. Camundongos cuja versão do Nocturnin foi desligada continuaram fininhos mesmo após uma dieta altamente calórica. O mesmo acontece com roedores sem o gene MGAT2, que ajuda a assimilar a gordura da dieta, diz Chi-Liang Eric Yen, da Universidade da Califórnia em São Francisco. Resta saber quai serão os efeitos de longo prazo desse tipo de abordagem em seres humanos.

4278 – O que é a Gota?


A artrite gotosa tem sido descrita desde a época de Hipócrates, no século V a.C. O termo “gota” vem do latim – “gutta” – e traduz o conceito humoral, segundo o qual haveria, nesta enfermidade, um gotejar de humores, de uma a outra parte do corpo. A gota era conhecida como ” a doença dos reis”, devido à sua associação com consumo de alimentos finos e álcool.
A primeira teoria patogênica da gota é dada pelos gregos, ao interpretarem esta entidade como uma desordem humoral. Para eles, os humores, denominados de “phlegme” ou catarro, teriam origem encefálica e, na gota, localizavam-se ao nível da articulação afetada.
O “humorismo” adquiriu novas características com Paracelso, em virtude de este autor considerar a gota como resultante de um humor específico. Para ele, esta afecção era conseqüência da passagem de um humor característico do sangue para as articulações, onde se localizava. Este humor foi chamado de “tartarus”, e seria resultante da má digestão.
A relação entre a gota e o excesso de ácido úrico circulante é conhecida desde o século XIX, mas somente com o entendimento sobre a bioquímica da produção de ácido úrico pelo organismo, por volta de 1960, é que foi encontrada uma terapia efetiva para a doença.
A gota é caracterizada, inicialmente, por ataques recorrentes de artrite aguda, provocados pela precipitação, nos espaços articulares, de cristais de urato monossódico provenientes dos fluidos corporais supersaturados. Os ataques dolorosos são repetidos e a situação tende a se cronificar, caso esse processo não seja controlado, havendo então a possibilidade de deformação das articulações. A agressão constante das articulações pelos cristais de uratofaz com que ocorram focos inflamatórios conhecidos como tofos. As lesões das articulacões podem fazer com que elas tornem-se funcionalmente incapazes com o passar do tempo. Podem ocorrer também depósitos de uratos em outros tecidos, como, por exemplo, cápsulas articulares, o tecido pericondral, a bolsa sinovial, e as válvulas cardíacas.
Os pacientes com gota, ou excesso de ácido úrico podem evoluir para um quadro de insuficiência renal. Isto se deve ao fato de que este orgão é uma das vias de eliminação do ácido úrico.Os problemas renais decorrem da maior possibilidade de formação de cálculos de urato, prejudicando o seu funcionamento.
Freqüentemente ocorre uma hipertensão concomitante, por razões desconhecidas. Embora a hiperuricemia (alta concentração de ácido úrico circulante) seja fundamental para todas essas alterações teciduais, ela não é a única determinante. Portanto deve-se fazer uma distinção clara entre a hiperuricemia, que é uma anomalia química, e a gota, que é uma doença. Um nível plasmático de uratos acima de 7 mg/dL é considerado elevado, visto que excede o valor de saturação para o urato a 37°C e pH 7,4. Por essa definição, 2 a 18% da população do mundo ocidental apresentam hiperuricemia, mas a freqüência de gota varia de 0,13 a 0,37%.
O motivo pelo qual alguns pacientes com taxas elevadas de ácido úrico desenvolvem os sintomas clássicos da artrite gotosa, enquanto que outros, por razões diversas, também apresentando taxas elevadas, não desenvolvem a doença ainda é desconhecido.
A gota é classificada em dois grandes grupos: primária e secundária
A gota primária é um distúrbio genético, no qual o defeito bioquímico básico que produz a hiperuricemia é desconhecido ou, quando conhecido, a principal manifestação do defeito é a gota. Aproximadamente 90% de todos os casos de gota são primários e, visto que o defeito metabólico não é conhecido em sua maioria, eles são denominados de gota idiopática primária. Individualmente, raros são os casos de gota primária devido a erros bem definidos do metabolismo, como a deficiência parcial de hipoxantina-guanina fosforribosiltransferase (HGPRT) – a enzima que catalisa a síntese de recuperação de IMP e GMP -, a atividade aumentada de PP-ribose-P sintetase ou a deficiência na modulação da aminotransferase.
A gota secundária, por outro lado, se refere aos casos em que a hiperuricemia é secundária a algum outro distúrbio, como a excessiva desintegração de células ou alguma forma de doença renal. Também estão incluídos nessa categoria certas doenças genéticas bem definidas como a síndrome de Lesch-Nyhan e a doença do armazenamento de glicogênio do tipo I, na qual a gota não é a manifestação clínica principal ou de apresentação. A gota secundária responde por apenas 5 a 10% de todos os casos.
INCIDÊNCIA
A gota primária é uma doença familiar que aparece predominantemente em indivíduos do sexo masculino (aproximadamente 95% dos casos). As mulheres afetadas são quase sempre pós-menopáusicas, presumivelmente devido às concentrações normalmente baixas de urato sérico durante o período de reprodução. A gota é rara em crianças e, quando encontrada neste grupo etário está usualmente associada a um erro metabólico bem definido. A maneira de transmissão da gota primária idiopática é pouco compreendida e, na realidade, tendo em vista o grande número de erros metabólicos que podem levar à hiperuricemia, é provável a existência de muitas variantes genotípicas. A herança multifatorial, com comprometimento de diversos genes e a ação de fatores ambientais (por exemplo, álcool, dieta e medicamentos) parece ser o modo mais provável de transmissão da doença idiopática primária. Até 25% dos parentes consangüineos assintomáticos de um paciente com gota familiar podem apresentar hiperuricemia.
Várias modalidades terapêuticas podem ser utilizadas para tratar as crises de gota.
1- Colchicina

2- Alopurinol

3- Agentes Uricosúricos

Recomendações para pacientes gotosos:
Eliminar alimentos ricos em purinas

Evitar situação de jejum (hipoglicemia)

Evitar desidratação

Não consumir bebidas alcoólicas, pois elas levam à desidratação
Fisiologia
Os organismos vivos contêm um conjunto de instruções que especificam cada etapa necessária para o organismo construir uma réplica de si mesmo. A informação necessária reside no material genético, ou genoma, de um organismo. O genoma é composto de ácido desoxirribonucléico (DNA) nos organismos vivos; entretanto, alguns genomas virais são compostos de RNA.
Os ácidos nucléicos consistem em polímeros de nucleotídeos. Os nucleotídeos são compostos de um açúcar, uma base fraca e pelo menos um grupamento fosfato. As bases encontradas nos nucleotídeos são púricas ou pirimídicas. Uma pirimidina é um composto heterocíclico que contém quatro átomos de carbono e dois de nitrogênio. Uma purina é uma estrutura bicíclica que consiste em uma piridina fundida a um anel imidazólico. As prinicipais pirimidinas encontradas nos nucleotídeos são uracila, timina e citosina. As principais purinas são adenina e guanina.
Nos casos de pacientes com gota, há um desvio no metabolismo das bases púricas, que leva ‘a grande produção de ácido úrico. O desvio pode ser derivado de vários fatores, sendo o mais comum um problema na enzima aminotransferase. Esta enzima é alostérica (sofre regulação) e é importante na biossíntese de nucleotídeos púricos, e no caso da gota, ela não é mais inibida pela produção de AMP e pelo GMP. Conseqüentemente há excesso de nucleotídeos, o que leva o organismo a catabolizá-las (destrui-las), produzindo grandes quantidades de ácido úrico circulante.

Escola Paulista de Medicina

Mais Sobre – O Aparelho Digestivo


As fibras são as principais aliadas do intestino, porque ajudam a formar o bolo fecal, facilitando a passagem dos alimentos e carregam para fora do corpo moléculas de gordura e colesterol, mas quem ingere fibras para combater a prisão de ventre deve tomar muita água, caso contrário, endurecem as fezes, piorando o problema.

O câncer retal e do intestino grosso, costuma aparecer numa porção chamada cólon e se desenvolvem a partir dos pólipos, lesões pré-tumorais na parede intestinal. E não há como evita-los. Algumas pessoas têm maior pré-disposição a esse tipo de câncer.

O tumor retal provoca a perda de sangue junto com as fezes e é facilmente confundido com hemorróidas. O câncer de cólon se manifesta por cólica ou dor contínua no lado esquerdo do abdome, perda de sangue nas fezes e anemia. Para quem não têm pré-disposição familiar ele só aparece depois dos 40 anos.

Por mais que seja desagradável, a colonoscopia é a única forma de saber se há pólipos ou tumores no intestino. O exame deve ser feito a cada 5 anos para pessoas com mais de 40 ou num período menor caso haja casos na família.

A maioria dos casos necessita de cirurgia. Retiram-se os pólipos ou tumor e o tratamento segue com aplicações de quimioterapia para evitar que o câncer atinja outros órgãos.

Intestino – Trabalho Sujo


Responsável pela absorção dos nutrientes, dos sais minerais e da água dos alimentos e sempre precisa de ajuda extra para executar esse serviço. As secreções quebram os nutrientes e então, as paredes intestinais conseguem absorver tudo o que o organismo precisa. A sobra é eliminada. O íleo retém algumas vitaminas, o cálcio e os sais biliares, formados a partir do colesterol retirado do sangue pelo fígado. O que restou da comida segue para o intestino grosso, que é encarregado de transportar as fezes e absorver a água, o sódio e o bicarbonato. É considerado normal quem evacua 3 vezes por dia ou 3 vezes por semana, só não é normal alterações extremas. Quando o ritmo intestinal se modifica subitamente pode ser indício de doenças, como o câncer. Em caso de diarréia simples, o intestino volta ao normal em poucas horas.

 Conhecendo o Intestino

Mucosa: absorve a água e nutrientes e secreta um muco que ajuda a lubrificar o intestino e formar o bolo fecal.

Glândulas: Ficam na parede intestinal e ajudam os anti-corpos que protegem o órgão contra doenças.

Músculos: Responsáveis pelo movimento que faz o bolo alimentar andar pelo intestino.

Camada serosa e adventista: Trabalham juntas para fazer a proteção externa e dar formato ao órgão.

Uma doença não muito rara é a glite nervosa, uma espécie de inflamação na parede intestinal causada por razões emocionais. Pode parecer estranho, mas a angústia e a ansiedade prejudicam o órgão. Os médicos estão cada vez mais seguros de que indivíduos estressados e nervosos têm maior propensão a dores e gases. Remédios auxiliam, mas não resolvem. Quem tem o problema precisa de psicoterapia ou outro tratamento. O intestino precisa ter calma para trabalhar.

Intestino – Trânsito Lento
 O problema é mais comum em mulheres. O intestino praticamente pára quando há falta de fibras e água. As mulheres sentem medo de usar qualquer privada e quando não se procura evacuar sempre que se sente vontade, o cérebro pára de enviar o estímulo ao intestino. Incluir fibras na alimentação ajuda. Exercícios físicos também estimulam os movimentos que fazem o bolo fecal transitar pelo intestino.

Acidentes de percurso » Um pedacinho de fezes errou o caminho, problemas á vista: Fecálitos são pequenos pedaços de fezes endurecidas. Se eles entram no apêndice e não conseguem sair, irritam a mucosa e provocam uma inflamação, a famosa apendicite. Trata-se de uma infecção do apêndice, uma bolsinha sem função aparente, localizada do lado direito do intestino. Se algum corpo estranho cair ali dentro, ela incha e surge um abscesso, uma bolha de pus em sua ponta. Se ela romper diz-se que o apêndice supurou. Sintomas: Dor no lado direito do abdome, febre baixa e vômito. Praticamente só atinge crianças e jovens. A única solução é a cirurgia, de preferência antes do apêndice supurar.

Diverticulite
 Divertículos são pequenas bolhas que aparecem no intestino. Suas principais causas são aumento da pressão na parte interna do órgão, e flacidez na parte intestinal. Nos países ocidentais, aos 80 anos todas as pessoas têm divertículos. Pode haver perfuração na parede do intestino. Qualquer movimento faz a pessoa sentir dor. Analgésicos, antibióticos e repouso total do intestino por meio de dieta líquida, resolvem em 90% dos casos. Perfurações precisam de cirurgia. Uma dieta rica em fibras ajuda a prevenir tal tipo de complicação.
Tumor de cólon e de reto
 É a 5ª maior causa de morte entre os pacientes com câncer e pode ser evitada com diagnóstico precoce.
Os pólipos são lesões pré-tumorais que aparecem na parede intestinal. Quando são descobertos a tempo, o cirurgião faz a sua retirada antes que o câncer apareça.
Ao se transformar em tumor, é como se ele fincasse minúsculas garras na parede intestinal, em direção aos vasos sanguíneos.
Bem alimentado pelos nutrientes na circulação, o tumor pode crescer a ponto de obstruir o caminho. É também capaz de se espalhar por todo o organismo, lançando células cancerosas pela corrente sanguínea.