14.176 – Planeta Terra – Abundância de Vida


terra-lua
A “corrida das sardinhas” é um dos maiores acontecimentos marinhos do planeta.
Essa misteriosa migração das sardinhas ocorre entre maio e julho ao longo da costa leste da África do Sul.

Não há estatísticas precisas sobre quantas sardinhas participam da “corrida”, mas cardumes gigantescos de 15 km de extensão e 4 km de largura costumam ocupar mais de 1000 km da região costeira. A muralha de sardinhas chega a cerca de 1 km da costa e uma média de 7 km de extensão chegando até 30 metros de profundidade. Esse enorme cardume foi apelidado pelos moradores locais de “o maior cardume da terra”. A temperatura deve ter no máximo 21ºC. Os anos em que a água não esfria, esse fenômeno não acontece, pois como as sardinhas são peixes de águas frias, elas evitam a corrente de água quente.
Nem sempre, porém, são as sardinhas a atração principal. À caça delas, seguem milhares de predadores de vários tipos.
Entre eles, por volta de 20 mil golfinhos, milhares de tubarões baleia, leões marinhos e dezenas de milhares de aves.
Apesar da incrível densidade de vida marinha, testemunhar o momento mais aguardado dessa corrida submarina depende da sorte. Nem todos os anos entre o fim de maio e o início de julho essas sardinhas se aglomeram!
A conformação costeira e as correntes submarinas criam as condições para o evento. Operadores de turismo na Província do Cabo Oriental desenvolveram técnicas para localizar onde acontece esse grande evento.
A busca começa ao amanhecer, com um avião que sobrevoa o mar observando a atividade dos pássaros ou enormes manchas negras dos cardumes de sardinhas na água.
O piloto então orienta os barcos para o lugar onde centenas de golfinhos já foram observados.
As baitballs (como a corrida se chama em inglês) são formadas como resultado do cerco montado pelos golfinhos às sardinhas. Os tubarões e baleias também contribuem na caçada.
Quando ameaçadas, elas instintivamente juntam os seus corpos para evitar ficar isoladas do grupo (a melhor maneira de se defender dos predadores).
Essas baitballs se dispersam rapidamente, durando raramente mais de 10 ou 20 minutos.
À medida que a sardinhas se dirigem às águas mais rasas, começa o ataque de aves.
Os pássaros caem de cerca de 30 metros de altitude em formação, atingindo a superfície marinha a 90 km/h e chegando a 10 metros ou mais de profundidade.
Um minuto ou dois depois, submergem de volta, com sardinhas na boca, cercados por correntes de bolhas de ar emanadas pelos golfinhos como artifício para encurralar suas presas.
Quando a atividade dos animais diminui, e a fome foi saciada, as aves ficam flutuando no mar, pesados demais para voar.
A ciência marinha ainda não possui explicações definitivas sobre a “corrida das sardinhas”.
Sabe-se que as sardinhas só fazem migrações ao longo da costa nessa região ao leste da África do Sul.
A migração das sardinhas encerra-se quando vão de encontro as águas quentes no norte da África, o que faz com que elas retrocedam fazendo o caminho de volta.
O mergulho na corrida das sardinhas é um tanto restrito: o valor é um alto e temos que esperar o momento certo para que as sardinhas apareçam. Pode ser que o planejamento não funcione como esperado, há mergulhadores e cientistas que levam entre 5 e 7 anos para conseguir um registro adequado do evento!
Como é um mergulho em mar aberto com correntes fortes, é necessário ser mergulhador experiente e condicionado, e o mais importante de tudo, ter muito cuidado e cautela ao encontrar o grande cardume, pois como são alvos de seus predadores naturais, pode ser você fique cara a cara com algum grande predador.
Mas uma coisa é certa: Não falta adrenalina neste mergulho!!!

Agua e oxigênio, a chave da vida
O elemento químico mais abundante na superfície da Terra é oxigênio. Ele compõe 49,78% da massa da crosta terrestre, da água e da atmosfera da Terra. Em sua forma livre, ele constitui cerca de 23% em massa da atmosfera, 46% da litosfera e mais de 85% da hidrosfera.
É interessante que ele também é o elemento mais abundante da superfície da Lua, onde constitui 44,6% em massa. Essa porcentagem significa que, em média, em cada cinco átomos que existem na superfície da Lua, três são átomos de oxigênio.
Esse elemento é importante principalmente porque compõe duas substâncias essenciais para a vida no planeta, o gás oxigênio (O2) e a água (H2O).
O ar atmosférico é constituído em sua maioria (aproximadamente 78%) de gás nitrogênio (N2); porém, o gás oxigênio é o gás vital do ar, representando cerca de 21% de sua constituição. A molécula de gás oxigênio é formada pela ligação entre dois átomos desse elemento (O2), parecendo tratar-se de uma ligação dupla, porém trata-se de um radical livre, pois a molécula ainda possui dois elétrons desemparelhados.
Temos um milhão de bilhão de toneladas de gás oxigênio circundando o globo terrestre, sendo que a maior parte é produto da fotossíntese das plantas.
O oxigênio do ar é consumido na respiração animal e humana e na combustão de combustíveis fósseis. Estes últimos consomem 24 bilhões de toneladas do oxigênio do ar a cada ano. Mas apesar de parecer um número grande, ele representa apenas 0,00024% do total, sendo que as plantas repõem a maior parte.
Além disso, mesmo que as plantas não realizassem a fotossíntese, liberando oxigênio para o ar, seriam necessários 2000 anos para que a taxa de oxigênio no ar diminuísse em 1%.
Ainda assim, no processo da respiração (que é o contrário da fotossíntese), libera-se dióxido de carbono, que contém átomos de oxigênio também. Na combustão, também são liberadas substâncias oxigenadas, tais como os óxidos de carbono, de enxofre e de nitrogênio. Portanto, o gás oxigênio é consumido, mas os átomos de oxigênio são apenas rearranjados.
Algo que ajuda na abundância do oxigênio é a abundância de água que há na Terra, sendo que a quantidade aproximada de água que cobre a superfície terrestre é de 70%, ou seja, 1,4 bilhão de km3 do volume da Terra é constituído de água.
O segundo elemento mais abundante na crosta terrestre é o silício, que compõe 27,7% dela. Ele é encontrado em praticamente todas as rochas, areias, barros e solos. O silício não é encontrado isolado na natureza e, inclusive, combina-se com o oxigênio para formar a sílica (SiO2 – dióxido de silício). Combina-se também com outros elementos para formar principalmente o quartzo – SiO2, os asbestos –H4Mg3Si2O9, a zeolita – Na2(Al2Si3O10).H2O e a mica –K2Al2(Al2Si3O10).H2O.

14.175 – Remédio Contra o cansaço e a Fadiga


fadiga
Fadiga é o nome que se dá a um sintoma que está caracterizado pela sensação de desgaste, cansaço e falta de energia. Como é de se esperar, este é um sintoma bastante recorrente entre os mais diferentes tipos de doenças e condições. A fadiga está muito presente no dia a dia da população, mas que pode ter causas diversas.
Assim, tem causas diversas e entende-se “fadiga” como uma sensação de desgaste, cansaço excessivo e falta de energia. Como é de se esperar, este é um sintoma bastante recorrente entre os mais diferentes tipos de doenças e condições.
Fadiga muscular
A fadiga muscular é causada pelo excesso de atividade física. Isso pode significar maior intensidade, frequência e/ou uso de pesos em exercícios; e/ou menor intervalo de descanso entre os exercícios.

Costuma causar cansaço físico intenso e dor no músculo trabalhado exageradamente.

Pode ser dividida em dois subtipos:

-Fadiga muscular central:incapacidade ou ausência de força em região localizada, normalmente no músculo afetado;Fadiga muscular periférica: falta de energia e indisposição em todo corpo

Fadiga adrenal
A fadiga adrenal é um sintoma relacionado à dificuldade do corpo em lidar com altos e prolongados níveis de estresse, resultando na disfunção nas glândulas adrenais (que compõem o sistema endócrino).

É uma fadiga que pode ser considerada crônica, pois costuma ser mais duradoura e ter origem patológica (doenças).

Assim, pode levar à dificuldade de concentração, compulsão alimentar, exaustão persistente, irritabilidade e alterações constantes de humor.

Fadiga crônica
A fadiga crônica é geralmente causada por uma enorme carga de estresse na rotina, estando principalmente ligada ao âmbito profissional, amoroso e familiar.

Porém, diferente da fadiga adrenal, a fadiga crônica tem duração de no mínimo seis meses e é incapacitante. Ou seja, faz com que o paciente não consiga realizar normalmente as atividades que lhe eram habituais, além de ter tendência à depressão.

Fadiga mental
A fadiga mental é decorrente do desgaste intelectual. Isso acontece devido ao estresse gerado pelo excesso de informações que nosso cérebro recebe.

Ficar horas vendo noticiários, navegando na internet, estudando ou concentrado em um mesmo trabalho intelectual pode levar ao problema. Como resultado, há dificuldade de concentração, irritabilidade, indisposição e dor de cabeça.

Fadiga sensorial
A fadiga sensorial é a exaustão relacionada aos órgãos sensoriais, principalmente olhos e ouvidos. Os sintomas costumam estar diretamente correlacionados a, portanto, estes órgãos.

Fadiga auditiva: exaustão causada pela exposição prolongada a ruídos (de volume alto em fones de ouvido a shows ou turbinas de avião), causando, principalmente, zumbido, pressão e sensação de ouvidos tampados (e até surdez).
Fadiga ocular: também chamada de fadiga visual, ocorre pelo uso de óculos ou lentes com grau incorreto, excesso de leitura em dispositivos móveis e computador. Resulta em olhos secos, visão embaçada, cansaço, dificuldade de foco, alteração na percepção das cores, aumento da sensibilidade à luz, tontura e cefaleia.
Fadiga de verão (natsubane)
Com nome de origem japonesa, a fadiga de verão é a exaustão ocasionada por temperaturas altas. Em dias mais quentes pode ocorrer a desidratação e transpiração excessiva, resultando em cansaço excessivo, indisposição e irritabilidade.

Causas
Pare um pouco e repense todos os seus hábitos de vida. O que pode estar por trás de seu cansaço? Fazer-se essa pergunta é o primeiro passo para identificar as possíveis causas de um sintoma muito comum: a fadiga.

Em geral, a maioria dos casos de fadiga pode ser atribuída a três grandes fatores: estilo de vida, condições de saúde e problemas psicológicos.

Confira as principais possíveis causas para cada um desses fatores:

Estilo de vida
Consumo excessivo de bebidas alcóolicas
Consumo excessivo de cafeína
Uso e abuso de drogas recreativas
Excesso de atividade física
Sedentarismo e inatividade
Falta de sono em geral
Medicamentos, como anti-histamínicos e xaropes para tosse
Hábitos alimentares pouco saudáveis e dietas não balanceadas
Problemas psicológicos
Ansiedade excessiva
Depressão
Sentimentos de pesar e culpa
Estresse
Tristeza
Quaisquer doenças mentais ou problemas psicológicos que possam levar aos sintomas acima também podem estar relacionados à fadiga. Procure um médico se você apresentar os problemas acima.

Condições médicas
A fadiga pode ser um sinal de uma condição médica subjacente, como:

Insuficiência hepática aguda
Anemia
Câncer
Síndrome da fadiga crônica
Doença renal crônica
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Enfisema
Doença cardíaca
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Uso de medicamentos, como sedativos, antidepressivos e os prescritos para dor, coração e pressão arterial
Obesidade
Dor persistente
Síndrome das pernas inquietas
Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2
Doença de Addison
Distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia
Artrite e artrite reumatoide
Doenças autoimunes, como lúpus
Insuficiência cardíaca, principalmente a congestiva
Distúrbios do sono, como insônia, apneia do sono e narcolepsia
Desnutrição
Doenças renais e hepáticas
Diagnóstico e Exames
Na consulta médica
Especialistas que podem diagnosticar a fadiga são:

Clínico geral
Cardiologista
Pneumologista
Psiquiatra
Psicólogo
Endocrinologista
Neurologista
Gastroenterologista
Nutricionista
Angiologista
Otorrinolaringologista
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Como você poderia descrever a fadiga que sente?
Ela é um problema comum?
Com que frequência você se sente cansado ou indisposto?
Geralmente a fadiga vem acompanhada de outros sintomas? Quais?
Você já tomou alguma medida caseira para aliviar a fadiga? E funcionou? O que você fez?
Você já se auto medicou para tratar a fadiga? O que você tomou?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde física? Qual? Já iniciou tratamento? Que tipo de medicamentos você toma para essa condição?
Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde mental? Qual? Já iniciou tratamento? Que tipo de medicamentos você toma para essa condição?
Você tem feito atividades físicas? Com que frequência?
Você teve alguma alteração de apetite recentemente?
Você faz acompanhamento psicológico?
Você toma algum tipo de medicamento? Qual? Com que finalidade?
Você costuma se sentir fadigado durante todo o dia ou durante algum momento específico do seu dia?
Como é sua rotina de sono?
E sua rotina no trabalho e nos estudos, como é?
Você tem problemas de relacionamento ou com sua família?
O que você acredita que está por trás da fadiga?
Marque uma consulta com um médico se você sentir cansaço persistente por pelo menos duas semanas ou mais, principalmente se você for do tipo de pessoa que naturalmente adota hábitos de vida saudáveis.

Casos de emergência
No entanto, você deve procurar assistência médica emergencial se a fadiga for acompanhada de:

Sangramento anormal, incluindo o sangramento pelo reto ou presença de sangue no vômito
Dor nas costas, dor abdominal e dor pélvica
Dor de cabeça muito forte ou enxaqueca
Você também deve obter ajuda médica de emergência se a fadiga está relacionada a algum problema de saúde mental, principalmente se, entre os sintomas manifestados, estão:

Tentativas de autoagressão ou de suicídio
Preocupação em poder prejudicar ou machucar outra pessoa
Chame a emergência se a fadiga também por acompanhada por:

Dor no peito
Falta de ar
Batimento cardíaco irregular ou rápido
Desmaio
Tratamento de Fadiga
O diagnóstico da fadiga depende muito da avaliação médica feita no próprio consultório. Por isso, os tipos de tratamento disponíveis para este sintoma também dependem muito da causa subjacente à fadiga.

Na verdade, o tratamento desta causa costuma trazer alívio para o sintoma de fadiga também. Mas existem algumas dicas e medidas que podem ser tomadas independentemente do diagnóstico e que servem única e exclusivamente para tratar e aliviar o sintoma.

Durma horas suficientes todas as noites
Siga uma dieta saudável, balanceada
Beba bastante água durante o dia
Faça exercícios regularmente e sem exageros
Adote técnicas de relaxamento, como yoga e meditação
Mantenha uma agenda pessoal e profissional equilibrada, a fim de evitar estresse em seu cotidiano
Evite o consumo exacerbado de álcool, nicotina e drogas
Evite estimulantes em excesso, como a cafeína, pois tendem a piorar a fadiga no longo prazo
Medicamentos para Fadiga
Fadiga pode ter diversas causas e tipos, de modo que o tratamento medicamentoso varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Os medicamentos mais comuns no tratamento de fadiga são:

Cinarizina
Coristina D
Engov
Naldecon Dia
Naldecon Noite
Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

14.174 – Mitologia – Papai Noel, De Odin a S. Nicolau


odin natal
Apesar da lenda de Papai Noel ser baseada principalmente em cima do St.Nicholas, um bispo cristão do século quarto-de Lycia, também é fortemente influenciada pelo início religião Nórdica. São Nicolau era conhecido por dar presentes aos pobres. Em uma história notável, ele conheceu um homem piedoso, mas empobrecida que tinha três filhas. Ele presenteou-os com dotes para salvá-los de uma vida de prostituição.
Na maioria dos países europeus, St. Nicholas ainda é retratado como um bispo barbado, trajando vestes clericais. Ele se tornou um santo padroeiro de muitos grupos, particularmente as crianças, os pobres e prostitutas.
Odin e seu cavalo Poderoso:
Entre as tribos germânicas, uma das principais divindades foi Odin, o governante de Asgard. Existem várias semelhanças entre algumas das escapadas de Odin e os da figura que se tornaria o Papai Noel. Odin foi muitas vezes descrito como líder de um grupo de caça através dos céus, durante o qual ele montou em seu cavalo de oito patas, Sleipnir. No século 13 Edda Poética, Sleipnir é descrito como sendo capaz de saltar grandes distâncias, que alguns estudiosos têm comparação com as lendas de renas do Papai Noel.
Odin usava um casaco azul-encapuzado, e tinha uma longa barba branca. Porque ele era capaz de ler os pensamentos ocultos e assistir de longe o comportamento daqueles que ele visitou, ele era amado e temido. Uma figura muito mais tarde foi o bispo de Myra, igualmente conhecido como Saint Nicholas, famoso por sua bondade para crianças e generosidade para com os pobres. Após o Bispo morreu, a lenda de São Nicolau cresceu e ele ainda é lembrado em alguns países, em 6 de dezembro.
Gulodices para Tots:
Durante o inverno, as crianças colocaram suas botas perto da chaminé, enchendo-os com cenouras ou palha como um presente para Sleipnir. Quando Odin voou, ele recompensou os mais pequenos, deixando presentes em suas botas. Em vários países germânicos, essa prática sobreviveu apesar da adopção do cristianismo.
Como resultado, a troca de presentes tornou-se associado com St. Nicholas – única hoje em dia, nós pendurar meias em vez de deixar as botas pela chaminé!
Papai Noel vem para o Novo Mundo:
Em Inglaterra medieval e durante séculos depois, a figura do Pai Natal representou o espírito de benevolência e de bom ânimo. No século 19, o seu papel mudou para algo mais parecido com o do São Nicolau Europeia. Mais ou menos ao mesmo tempo, emigrantes holandeses levaram a história de um presente portadora lendário chamado ‘Sinterklaas’ para a América, onde ele se tornou conhecido como Papai Noel.
Os nomes podem ser diferentes, mas há semelhanças suficientes entre todos esses personagens simbólicos para permitir que, no início do século 20, o Pai Natal, Santa, St Nick e os outros a se fundir. E o resultado ‘duende velho alegre direito “é agora o símbolo universal reconhecido de Natal.

The Night Before Christmas:
“Ele estava todo vestido de pele de sua cabeça para o pé, e suas roupas estavam todos manchados com cinzas e fuligem … Seus olhos brilhavam como eles! Suas covinhas como alegre! Suas bochechas eram como rosas, o nariz como uma cereja … Ele era gordinho e roliço, um bom velhinho certo. ”
As linhas acima são de um poema chamado Uma visita de São Nicolau escrito por Clement Moore C in 1822, embora ele não se tornou bem conhecido até que foi retratado em uma série de gravuras de Thomas Nast na década de 1860. Até o período eduardiano, foi quase universalmente aceite como a descrição definitiva desse importante representante do Natal.

14.173 – Medicina – O que é a Terapia Gênica?


terapia genica2
A Genética é um dos campos da Biologia que mais sofreram avanços durante o tempo. A descoberta dos genes e da estrutura do DNA, o sequenciamento do genoma humano e as técnicas de DNA recombinante são apenas algumas das importantes vitórias dessa ciência.
A terapia gênica pode ser definida como um procedimento em que são feitas modificações genéticas em células como uma forma de tratar uma doença. Essas modificações são realizadas por meio da inserção de um gene funcional dentro da célula que substituirá o gene defeituoso e promoverá a produção de proteínas corretamente. A técnica funciona como um “transplante de genes”.
A terapia gênica pode ser realizada a partir de duas técnicas diferentes: a germinativa e a somática. Na técnica germinativa, o novo gene é inserido nos espermatozoides ou óvulos, ou seja, nas células germinativas. Já no caso da técnica somática, o novo gene é inserido em outras células que não as germinativas.
Para que o gene seja colocado no interior da célula, é necessária a utilização de um vetor, que normalmente é um vírus. Como os vírus conseguem entrar na célula humana e inserir seus genes, os cientistas utilizaram essa capacidade para desenvolver a técnica. O vírus é modificado para não causar doenças e apenas transportar genes necessários para determinada célula. O gene normal é inserido, as proteínas funcionais são produzidas e a doença, em tese, pode ser curada.

→ Limitações da terapia gênica
Apesar de a terapia gênica possuir bons resultados quando testada em laboratório, ela ainda enfrenta algumas limitações que impedem que alguns tratamentos sejam realizados em grande escala. Entre os problemas enfrentados, destacam-se os métodos de transferência gênica pouco eficientes e a dificuldade de criação de mecanismos precisos de regulação do gene funcional.
A principal barreira para o desenvolvimento da técnica na pratica médica é a segurança, principalmente quando se analisam os vetores. Além disso, há muitas discussões éticas e filosóficas, principalmente quando se deseja realizar o procedimento no embrião ou em células germinativas.
Diversos estudos estão sendo realizados ao redor do planeta a partir da técnica de terapia gênica. Alguns estão obtendo resultados bastante promissores, como é o caso da doença genética conhecida como deficiência da lipoproteína lipase. Os resultados foram tão positivos que deram origem ao primeiro medicamento de terapia gênica do mundo: o Glybera, que pode curar permanentemente a doença.
Além da deficiência da lipoproteína lipase, outros trabalhos apresentaram resultados eficazes. Um exemplo é o estudo publicado na Science em 2013 que revelou a cura de algumas crianças com a Síndrome de Wiskott-Aldrich e Leucodistrofia Metacromática por intermédio da terapia gênica.
Além desses trabalhos, podemos citar um caso recente que ocorreu em 2015: uma garota de um ano de idade, desacreditada pela medicina, submeteu-se a uma técnica de terapia gênica que reverteu a sua leucemia. Apesar de a menina ainda não poder ser considerada curada, não existem atualmente traços da doença em seu corpo.

14.172 – Bioquímica – Recombinação Genética Bacteriana


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Bactérias são microrganismos com uma alta capacidade de se reproduzir, apresentando basicamente a reprodução assexuada como processo de formação de novos indivíduos. Em razão dessa capacidade de reprodução em poucos minutos, uma única bactéria pode originar uma população de bactérias semelhantes à original. Esse conjunto de bactérias ocasionadas de uma “original” é conhecido como clone.
Entretanto, mesmo não apresentando reprodução sexuada, em certas espécies ocorrem processos nos quais a mistura de material genético permite a formação de bactérias diferentes. Esses processos são conhecidos como recombinação genética em bactérias e podem ocorrer de 3 formas básicas: transformação, transdução e conjugação.

Transformação
A transformação bacteriana ocorre pela absorção de fragmentos de DNA presentes no ambiente, originados de outras bactérias mortas e decompostas. Essa molécula ou fragmento será incorporado ao DNA da bactéria através da permuta de bases entre o DNA original e o fragmento absorvido. Caso haja compatibilidade nesta troca, o fragmento passa a fazer parte do material genético da bactéria sendo duplicado e passado durante a reprodução binária.
O processo de transformação foi utilizado em bactérias E. coli, para produção de insulina. Para isso, pedaços de DNA humano, com a sequência que determinava a produção de insulina, foram introduzidos em bactérias que passaram a sintetizar esse hormônio. Atualmente, grande parte da insulina comercializada provém da ação dessas bactérias transgênicas.

Transdução
É quando uma bactéria tem pedaços de seu material genético transportado para outra bactéria, através da ação de vírus bacteriófagos. Para que isso aconteça há necessidade de que, no momento em que novos bacteriófagos são formados, pedaços do DNA bacteriano sejam incorporados ao material genético viral. Com a liberação dos bacteriófagos e o ataque a outra bactéria, os genes bacterianos presentes poderão ser transferidos para o DNA da bactéria agora infectada.
Isso pode acontecer desde que a ação do material genético infectante proveniente do vírus não promova a destruição da bactéria. Assim, haverá incorporação de fragmentos do material genético. E, ocorrendo sua reprodução assexuada, haverá a formação de uma nova linhagem, modificada.

Conjugação
A conjugação é o tipo de reprodução recombinante mais conhecido. Neste evento, existe a formação de uma ponte ou pelo que conectará duas bactérias. A bactéria que doar seu material genético não sofrerá modificação, mas a receptora sairá desta conjugação modificada. Durante a ligação é transferido, da bactéria doadora, um pedaço de DNA chamado de plasmídio F (de fertilidade) que se recombina com o material genético da bactéria receptora, ocorrendo modificações.
Essa forma de recombinação é a que leva ao surgimento de linhagens de bactérias resistentes à ação de vários tipos de antibióticos, caracterizando a infecção hospitalar.

14.171 – Biologia – As Superbactérias


superbacterias
Superbactérias é o nome dado ao grupo de bactérias que consegue resistir ao tratamento com o uso de uma grande quantidade de antibióticos. Normalmente associadas ao ambiente hospitalar, essas bactérias são um grave problema para pacientes debilitados.
Observa-se uma grande quantidade de óbitos em todo o mundo em decorrência de infecções por superbactérias, principalmente nos países mais pobres. Isso ocorre porque, em muitos desses lugares, não há instalações adequadas para a identificação rápida desses organismos, além de possuírem poucos antibióticos alternativos para o tratamento de bactérias resistentes.
Geralmente essas superbactérias surgem em razão do uso de uma grande quantidade de antibióticos de forma desnecessária ou de maneira incorreta, que acaba selecionando as formas resistentes. Uma das principais bactérias resistentes a medicamentos é a Staphylococcus aureus, sendo a forma resistente à meticilina (MRSA) a mais comum. A MRSA é encontrada em praticamente todo o mundo, normalmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), onde causam sérios problemas. Essa superbactéria, além de ser resistente a vários antibióticos, é capaz de colonizar instrumentos médicos.
Em 17 de abril de 2014, um trabalho intitulado Transferable Vancomycin Resistance in a Community-Associated MRSA Lineage alertou a respeito de uma nova superbactéria do tipo VRSA (Vancomycin Resistent Staphylococcus aureus) resistente à meticilina e à vancomicina. Essa bactéria, chamada de BR-VRSA, foi descoberta no Brasil e é um tipo ainda mais resistente de Staphylococcus aureus. O que a diferencia das outras bactérias do tipo VRSA é o material genético herdado de bactérias que são encontradas em ambientes fora dos hospitais. Essa característica é importante porque torna mais fácil a sua disseminação.
Outra superbactéria que reflete um grande problema nos hospitais do mundo todo é a chamada KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemases). Ela produz carbapenemases do grupo A, enzima responsável por inibir a ação dos antibióticos que possuem o anel betalactâmico. Isso faz com que as opções de medicamento no tratamento dessa bactéria sejam diminuídas. A KPC acomete normalmente pacientes imunodeprimidos, em especial aqueles que estão na UTI.
Existe ainda uma superbactéria chamada NDM-1, que inicialmente surgiu na Índia e Paquistão, mas, posteriormente, espalhou-se por praticamente todo o mundo nos ambientes hospitalares. Ela apresenta um gene responsável pela produção de uma enzima que atua nos antibióticos betalactâmicos, conferindo resistência a esse medicamento.
Podemos concluir que várias são as superbactérias existentes no planeta e que todas elas constituem um grave problema para o ambiente hospitalar, uma vez que atacam pacientes com doenças graves ou extremamente debilitados. Conter o avanço de superbactérias é uma tarefa difícil e necessita de uma ação conjunta de profissionais da saúde, pacientes e até mesmo dos governantes. Profissionais da saúde devem ter em mente que a prescrição de antibióticos só deve ser feita quando necessário e todos os procedimentos hospitalares devem ser feitos com total higiene, utilização de jalecos, toucas e luvas. Os pacientes, por sua vez, devem ficar atentos às recomendações médicas e nunca se automedicar. Já os governantes devem dificultar a venda indiscriminada de antibióticos e criar políticas que incentivem a pesquisa sobre essas bactérias.

14.170 – O que é Fasciíte Necrosante?


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É uma infecção rara causada por bactérias extremamente agressivas, caracterizada pela destruição rápida e progressiva do tecido subcutâneo e da fáscia superficial (tecido conjuntivo que separa músculos da pele). Essa infecção acomete com mais frequência a parede abdominal, as extremidades e o períneo, apesar de poder afetar qualquer parte do corpo.
Não existe um único organismo causador dessa infecção, pois ela está relacionada com a ação de diferentes bactérias. O Streptococcus hemolítico do grupo A e o Staphylococcus aureus são frequentemente observados em quadros de fasciíte necrosante. Entretanto, essas não são as únicas bactérias causadoras do problema. Podemos citar ainda as bactérias do gênero Bacteroides, Clostridium e Peptostreptococcus.
Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição, principalmente: idade avançada, uso de drogas, diabetes, abuso de álcool, lesões na pele, cirurgias e traumas abertos ou fechados.

→ Classificação da fasciíte necrosante
A fasciíte necrosante pode ser classificada em tipos I e II, utilizando-se como critério as bactérias envolvidas.
Tipo I: O tipo I, ou celulite necrosante, caracteriza-se por apresentar uma bactéria anaeróbia obrigatória, em associação com um ou mais anaeróbios facultativos. É comum o surgimento dessa infecção após cirurgias e em pacientes com diabetes e doença vascular periférica.
Tipo II: O tipo II, conhecido também como gangrena estreptocócica, possui a presença de Streptococcus do grupo A isolado ou, ainda, associado ao Staphylococcus aureus. Nesse caso, observa-se o aparecimento desse problema em decorrência de ferimentos penetrantes, queimaduras e procedimentos cirúrgicos.
→ Quadro clínico da fasciíte necrosante
A fasciíte necrosante inicia-se com a apresentação de uma área dolorosa e avermelhada, a qual vai aumentando no decorrer dos dias. A dor é desproporcional às alterações presentes na pele. Posteriormente, essa região da pele fica azulada (cianose local), e inicia-se a formação de bolhas com conteúdo amarelado ou vermelho-escuro. Esse local, então, torna-se demarcado, circundado por uma borda avermelhada e recoberta por tecido morto (necrótico). Ocorre ainda a trombose dos vasos superficiais, o que dificulta, assim, a ação dos antibióticos e proporciona o acúmulo de bactérias.
A dor é intensa, mesmo após o início do tratamento, e as feridas podem ter grandes proporções, surgindo verdadeiros “buracos” no paciente. Caso o tratamento não seja feito, pode ocorrer o acometimento de estruturas mais profundas, como a camada muscular. Vale destacar que normalmente existe a preservação do músculo subjacente.

→ Tratamento
O tratamento envolve o uso de antibióticos de amplo espectro, a retirada cirúrgica do tecido necrótico e meios que garantam o suporte geral do paciente, com isso, evitando choque séptico e falência dos órgãos. O tratamento apresenta um resultado satisfatório quando feito no início da infecção. Caso não seja tratada adequadamente, a doença torna-se potencialmente fatal.

14.169 – Oncologia – Metástase Óssea tem Reversão?


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A cura de um paciente com uma metástase óssea isolada pode ser conseguida, irá depender do tipo do tumor, se o sitio primário da doença esta controlado, se realmente só há aquela metástase em questão e se ela é passível de reversão completa. A cura apesar de difícil deve ser tentada e perseguida.
Metástase em osso significa doença sistêmica. O tratamento é feito com medicamentos e eventualmente radioterapia no osso atingido para evitar fratura e controlar dor . O tipo histológico da doença metastática pode informar a possibilidade do maior ou menor sucesso terapêutico.

Escola Paulista de Medicina

 

14.168 – Terapia Gênica contra Câncer em fase Terminal


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Um paciente de 64 anos que tinha linfoma em fase terminal e tomava morfina todo dia deve receber alta. Após ser submetido a um tratamento inédito na América Latina. Ele deixará o hospital livre dos sintomas do câncer graças a um método 100% brasileiro baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell.
Os médicos e pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP) do Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, apontam que o paciente está “virtualmente” livre da doença. Os especialistas, no entanto, não falam em cura ainda porque o diagnóstico final só pode ser dado após cinco anos de acompanhamento. Tecnicamente, os exames indicam a “remissão do câncer”.
Os pesquisadores da USP – apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) – desenvolveram um procedimento próprio de aplicação da técnica CART-Cell.
Essa técnica, ainda recente, foi criada nos EUA, está em fase de pesquisas e é pouco acessível. No EUA, os tratamentos comerciais já receberam aprovação e podem custar mais de US$ 475 mil.
O paciente submetido ao tratamento no Brasil é o mineiro Vamberto Luiz de Castro, funcionário público aposentado de 62 anos. Antes de chegar ao interior de São Paulo, ele tentou quimioterapia e radioterapia, mas seu corpo não respondeu bem a nenhuma das técnicas.
Em um tratamento paliativo, com dose máxima de morfina, o paciente deu entrada em 9 de setembro no Hospital das Clínicas em Ribeirão com muitas dores, perda de peso e dificuldades para andar. O tumor havia se espalhado para os ossos.
O prognóstico de Castro, de acordo com os médicos, era de menos de um ano de vida. Como uma última tentativa, os médicos incluíram o paciente em um “protocolo de pesquisa” e testaram a nova terapia, até então nunca aplicada no Brasil.
A CART-Cell é uma forma de terapia genética já utilizada nos Estados Unidos, Europa, China e Japão. Esse método consiste na manipulação de células do sistema imunológico para que elas possam combater as células causadoras do câncer.

Terapia genética
A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Rápida melhora
Segundo os médicos, Castro respondeu bem ao tratamento e logo após quatro dias deixou de sentir as fortes dores causadas pela doença. Após uma semana, ele voltou a andar.
“Essa primeira fase do tratamento foi milagrosa”, disse ao G1 o hematologista Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp) e do Instituto Nacional de Células Tronco e Terapia Celular, apoiado pelo CNPq e pelo Ministério da Saúde.
“Não tem mais manifestação da doença, ele era cheio de nódulos linfáticos pelo corpo. Sumiram todos. Ele tinha uma dor intratável, dependia de morfina todo dia. É uma história com final muito feliz.”
Renato Luiz Cunha, outro dos responsáveis pelo estudo, explicou que a terapia genética consegue modificar células de defesa do corpo para atuarem em combate às que causam o câncer.
“As células vão crescer no organismo do paciente e vão combater o tumor”, disse Cunha. “E desenvolvemos uma tecnologia 100% brasileira, de um tratamento que nos EUA custa mais de R$ 1 milhão. Esperamos que ela possa ser, no futuro, acessível a todos os pacientes do SUS.”
Cunha recebeu, em 2018, o prêmio da Associação Americana de Hematologia (ASH), nos EUA, para desenvolver este estudo no Brasil.
No ano passado a agência norte-americana de vigilância sanitária (FDA), aprovou nos EUA a primeira terapia gênica do mercado para leucemia linfoide aguda. Porém, o tratamento é caro e chega a custar US$ 475 mil dólares.
O tratamento ainda não está liberado na rede pública ou privada de saúde, por isso, Cunha explicou que, para o paciente ser atendido no hospital universitário, o encaminhamento foi aprovado por uma comissão de ética.
O hematologista Rodrigo Calado, professor da FMRP-USP e membro do CTC, afirma que “esse tratamento foi possível pelo investimento em pesquisa e formação de pessoas feito pela Fapesp e CNPQ ao longo dos anos e que agora se traduz em um tratamento melhor e mais eficaz em casos de linfomas refratários.”
Perspectivas para o SUS
Dimas Tadeu Covas, que coordena o Centro de Terapia Celular do HC de Ribeirão, disse que o procedimento poderá ser reproduzido em outros centros de excelência do país, mas não dá datas. Isso porque, segundo ele, depende de laboratórios controlados com infraestrutura adequada.
“Devido à complexidade do tratamento, ele também só pode ser feito em unidades hospitalares com experiência em transplante de medula óssea”, disse o pesquisador. “Isso porque, durante o processo, a imunidade é comprometida. O paciente tem que ficar isolado, não pode ficar exposto. Não são todos os hospitais que podem fazer esse tipo de tratamento. Além disso a terapia tem efeitos colaterais.”
A resposta imune progressiva pode causar febres altas, náuseas e dores musculares. Os pesquisadores não eliminam o risco de morte, e reconhecem que a forte baixa no sistema imunológico traz um potencial fatal para alguns pacientes.
De acordo com os envolvidos na pesquisa, antes de o tratamento ser disponibilizado para o Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa cumprir os requisitos regulatórios da Anvisa. O chamada “estudo clínico compassivo” continua e deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos 6 meses.
Se as etapas de estudos e pesquisas continuarem a se manter promissoras, Covas avalia que o tratamento pode ser adotado em larga escala com adaptações nos laboratórios de produção. “Os investimentos necessários para ampliação da capacidade produtiva são de pequena monta, da ordem de R$ 10 milhões”, afirma Covas.

14.167 – Projeções – 5G, robôs, carros tecnológicos, celulares dobráveis: o que pode ser tendência na nova década


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A tecnologia está em constante desenvolvimento. Muitas das previsões anteriores estavam certas. Fomos consumidos pela internet e conversamos com Siri, Alexa e o Assistente do Google, mas nem tudo se concretizou. Dificilmente alguém poderia ter previsto o que aconteceu nos últimos 10 anos. Foi a década das mídias sociais, inteligência artificial, Mark Zuckerberg e Elon Musk.
Demos adeus aos disquetes e nossa rápida obsessão por leitores eletrônicos. As TVs 3D explodiram brevemente, mas agora a maioria não é mais utilizada. Impressões em três dimensões deveriam mudar a humanidade, embora os consumidores não pudessem se incomodar com sistemas exigentes e resultados geralmente pouco inspiradores.
O armazenamento e a computação em nuvem são indiscutivelmente uma das tecnologias mais importantes da década. A banda larga móvel é um dado adquirido e agora assistimos vídeos em HD nas telinhas, onde quer que estejamos.
Perdemos Steve Jobs e vimos a ascensão de Mark Zuckerberg como um dos CEOs de tecnologia mais ricos e poderosos do mundo. Elon Musk deixou sua marca em carros elétricos e autônomos, bem como em tecnologia espacial e solar. Ele passou de um nome que apenas os mais esclarecidos sabiam para uma inescapável personalidade da tecnologia e inovação.
A inteligência artificial agora é uma parte aceita do cotidiano e uma das tecnologias menos confiáveis do planeta. A realidade aumentada e a realidade virtual mudaram a forma como vemos o mundo.
Não podemos analisar a tecnologia sem a crescente desconfiança gerada por ela. A Califórnia está prestes a se tornar a capital da regulamentação tecnológica. O estado progressivo aprova leis tecnológicas mais rapidamente do que qualquer outro e suas leis são frequentemente seguidas por empresas de tecnologia para todos os seus usuários nos Estados Unidos. A regulamentação federal não será discutida antes das eleições de 2020, e o que quer que a Califórnia não regule, a União Europeia o fará.
5G e além
Quaisquer fios que permaneçam em nossa sociedade conectada devem desaparecer durante a próxima década. Seja a mudança para 5G (e 6G) ou eletricidade sem fio. Os cabos de rede e energia serão, em breve, algo do passado. No caso do 5G, as tecnologias concorrentes se dobrarão em uma tecnologia dominante no meio da década (se não antes), o que deve acelerar seu lançamento e sua adoção.
Na próxima década, os cientistas reduzirão cada gota de desempenho da tecnologia de bateria de íons de lítio. Veremos novas tecnologias de carregamento ultra-rápidas, componentes químicos mais eficientes e baterias de nanofios que nunca morrem. Além disso, empresas de tecnologia móvel como Apple, Google e Samsung continuarão aprimorando a IA para melhorar o gerenciamento de bateria no dispositivo. Infelizmente, qualquer avanço real na tecnologia da bateria é, no máximo, ilusório.
Nossa escolha de tela móvel
No curto prazo, 2020 será preenchido com uma variedade de opções de tela de celulares. Veremos telas mais flexíveis em uma variedade de formas, mas as telas duplas e triplas serão igualmente populares. Telas transparentes, que graças ao OLED já são tecnicamente viáveis, podem finalmente começar a aparecer em alguns dispositivos móveis até 2025.
Apesar das preocupações com privacidade, a revolução das residências inteligentes não mostra sinais de desaceleração. As maiores mudanças na próxima década girarão em torno de protocolos e onipresença. Haverá um idioma doméstico inteligente subjacente e acordado, que permitirá que todas as tecnologias domésticas se comuniquem sem problemas.
A tecnologia de carros autônomos e a infraestrutura para apoiá-los se reunirão no meio da última década, com praticamente todos os estados apoiando licenças de carros autônomos e adicionando faixas de veículos automáticos para manter aqueles que ainda querem dirigir um pouco afastados dos carros sem motorista. Além disso, até o final da década, 75% desses carros serão elétricos.
Nosso relacionamento com as mídias sociais não significa que plataformas como Facebook e Twitter morrem na próxima década. Em vez disso, veremos muito mais novas plataformas indo e vindo. Se houver um tema entre eles, será uma comunidade mais estreita e relacionamentos reais, em oposição a amigos falsos e curtidas vazias.
Ao longo da década de 2020, testemunharemos o declínio constante da transmissão e do cabo tradicional com uma proliferação de opções de streaming à la carte. No entanto, em meados da década, a consolidação e o empacotamento serão a norma à medida que mais consumidores comprarem pacotes de streaming combinado, recriando essencialmente o atual sistema de cabos sem as taxas de transporte.
Se o robô Atlas com capacidade para parkour, da Boston Dynamics, o cachorro robô Spot e o novo AIBO da Sony forem um indicativo, veremos nossos primeiros assistentes domésticos no estilo C-3PO até o final da próxima década. Eles ainda serão proibitivamente caros e usados, principalmente no atendimento a idosos, em situações de produção e de fábrica.
A computação quântica tem o potencial de resolver problemas mundiais e humanos, mas enquanto IBM, Intel e Google declaram “supremacia quântica”, nenhum deles conseguiu tirar esses equipamentos dos laboratórios. É algo que pode mudar na próxima década.
As criptomoedas serão parte vibrante da conversa econômico-financeira na década de 2020, mas não deve substituir nenhum sistema monetário padrão. Ao invés disso, a criptografia se tornará o back-end imutável para uma variedade mais ampla de sistemas seguros de contabilidade e transações.

14.166 – Química – Ponto de Fusão e Ebulição


No caso do ponto de fusão, a substância muda do estado sólido para o estado líquido. Já o ponto de ebulição refere-se a mudança do estado líquido para o estado gasoso.
Por exemplo, o gelo começa a se transformar em água na forma líquida, quando sua temperatura é igual a 0 ºC . Logo, o ponto de fusão da água é 0 ºC (sob pressão de 1 atmosfera).
Para passar de líquida para vapor, a água deve atingir a temperatura de 100 ºC. Assim, o ponto de ebulição da água é 100 ºC (sob pressão de 1 atmosfera).
Quando uma substância no estado sólido recebe calor, ocorre um aumento no grau de agitação de suas moléculas. Consequentemente sua temperatura também aumenta.
Ao atingir uma determinada temperatura (ponto de fusão), a agitação das moléculas é tal que rompe as ligações internas entre os átomos e moléculas.
Nesse ponto, a substância começa a mudar seu estado e passará para o estado líquido se continuar recebendo calor.
Durante a fusão sua temperatura se mantém constante, pois o calor recebido é usado unicamente para a mudança de estado.
O calor por unidade de massa necessário para mudar de fase é chamado de calor latente de fusão (Lf) e é uma característica da substância.
A temperatura do ponto de fusão e do ponto de ebulição depende da pressão exercida sobre a substância.
De uma maneira geral, as substâncias aumentam de volume quando sofrem fusão. Este fato faz com que quanto maior a pressão, maior deverá ser a temperatura para que a substância mude de fase.
A exceção ocorre com algumas substâncias, entre elas a água, que diminui seu volume quando sofrem fusão. Neste caso, uma maior pressão irá diminuir o ponto de fusão.
Uma diminuição na pressão faz com que o ponto de ebulição de uma determinada substância seja menor, ou seja, a substância irá ferver em uma menor temperatura.
Por exemplo, em lugares acima do nível do mar a água ferve com temperaturas menores que 100 ºC. Com isso, nesses lugares demora-se muito mais para cozinhar do que em lugares ao nível do mar.

14.165-Ecossistemas Aquáticos


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Os ecossistemas aquáticos são classificados conforme as características de: temperatura, salinidade, movimentação da água, profundidade e incidência de raios solares.
Os ecossistemas marinhos incluem os mares e oceanos, os quais cobrem aproximadamente 71% da superfície terrestre.
Eles podem ser classificados de acordo com a profundidade da água da seguinte forma:

Zona litoral: região entre os limites das marés, ficando exposta periodicamente.
Zona nerítica: região do mar sobre a plataforma continental que se estende até 200 m de profundidade, sendo iluminada pela luz solar.
Zona oceânica: região entre 200 a 2000 m de profundidade, não há iluminação da luz solar e os animais tornam-se mais escassos.
Zona bêntica: corresponde ao fundo do mar habitado por algumas espécies.
Os mares e oceanos também são classificados conforme as zonas que recebem ou não os raios solares:
Zona fótica: região que recebe luz do sol suficiente para a fotossíntese dos seres produtores aquáticos.
Zona afótica: região sem incidência de raios solares e habitada apenas por seres heterotróficos.
Os ecossistemas de água doce englobam os córregos, lagos, lagoas, geleiras, reservatórios subterrâneos e rios.

Eles são ser classificados nas seguintes zonas:
Zona úmida ou alagados: áreas de solo saturado com água e que abrigam uma vegetação característica. São exemplos os pântanos e brejos. Quando associado ao ambiente marinho temos os manguezais.
Zona lêntica: áreas de água com pouco fluxo ou paradas, como lagos, lagoas, poças e reservatórios subterrâneos.
Zona lótica: área com água doce corrente a exemplo dos rios, córregos e riachos.
Existem ainda os estuários encontrados na foz dos rios e que unem-se aos mares. Eles apresentam como característica principal a mistura da água doce com a salgada.
Pelo fato de receberem nutrientes do rio e do mar, os estuários são ecossistemas aquáticos de alta produtividade.
A cadeia alimentar corresponde ao caminho da matéria e da energia que inicia com os seres produtores e termina nos decompositores.
O fitoplâncton é um importante produtor primário dos ecossistemas aquáticos, representando a base da cadeia alimentar e servindo de alimento para outros organismos.
Importância e Ameaças
Os ecossistemas representam a unidade básica do estudo da Ecologia. Além disso, é nele que se desenvolvem todas as relações ecológicas entre as espécies e a interação destas com os fatores do ambiente.
Porém, as atividades humanas modificam drasticamente os ecossistemas aquáticos. Um exemplo é a eutrofização, um processo que adiciona matéria orgânica aos ambientes aquáticos em decorrência do escoamento de esgotos ou resíduos industriais.
Essa condição altera o funcionamento da cadeia alimentar, provocando um desequilíbrio ao ecossistema e contaminando a água.
A poluição da água é outro fator que pode ocasionar a destruição de ecossistemas aquáticos e desaparecimento de espécies.

14.164 – Biologia – Reino dos Invertebrados


Os animais invertebrados são aqueles que não possuem crânio, nem coluna dorsal.

Em muitos casos, possuem corpo mole, entretanto, há alguns, como os artrópodes, que são conhecidos por possuírem um exoesqueleto associado às funções do esqueleto interno dos vertebrados, que por sua vez tem o objetivo de sustentação, oferecendo maior facilidade para locomoção, bem como o de proteção.

O exoesqueleto está associado às funções do esqueleto interno dos vertebrados, com o objetivo de sustentação, maior facilidade para locomoção, bem como o de proteção.
Os animais invertebrados apresentam características que podem ser dividida em duas categorias, podendo ser de acordo com sua estrutura óssea e com o local em que vivem

Segundo a estrutura corpórea dos animais invertebrados, suas principais características são:

Características Descrição
Aeróbicos Retiram o oxigênio do ar ou da água conforme o meio em que vivem (há diversos tipos de sistema respiratório).
Pluricelulares Possuem o corpo formado por muitas células.
Eucariontes Suas células tem núcleo envolvido por membrana.
Heterótrofos Necessitam ingerir outros seres vivos, uma vez que não possuem clorofila e não são capazes de produzir o próprio alimento.
Reprodução Sexuada A maioria se reproduz de forma sexuada, ou seja, através de gametas, embora haja espécies que se reproduzem de forma assexuada.
Presença de tecidos e órgãos Possuem essas estruturas, com exceções dos filos mais simples como os Poríferos.
Simetria bilateral A maioria possui simetria bilateral, ou seja, duas metades do corpo simétricas. Todavia, os equinodermos têm simetria radial (vários planos longitudinais a partir do centro do corpo) e as esponjas não têm nenhuma simetria.
Segundo o local em que vivem, os animais invertebrados podem ser classificados em:
Classificação Descrição
Invertebrados terrestres como formigas, caracóis e minhocas; outros possuem a capacidade de voar, como moscas, joaninhas e gafanhotos.
Invertebrados aquáticos que vivem tanto de água doce como salgada, como o camarão, siri, polvo e estrela do mar.
Além disso, alguns vivem no corpo humano e de outros animais, como são chamados os parasitas (pulga e piolho).
Os animais invertebrados são divididos em diversos filos, são eles: poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, artrópodes e equinodermos.
Conheça a seguir as principais características e exemplos de cada filo.
Os poríferos, popularmente chamados de esponjas-do-mar, são conhecidos por serem invertebrados aquáticos e que vivem grudados em algum tipo de substrato.
Sua principal característica é a presença de poros pelo corpo, daí surge seu nome. Ele pode apresentar vários formatos, tamanhos e cores, dependendo da qualidade da água e das substâncias que ele absorve.
Os cnidários, também conhecidos como Ctenóforos, são organismos pluricelulares e em sua maioria aquáticos e marinhos.
Eles possuem um tipo específico de célula nos tentáculos, que contém um filamento com espinho e um líquido urticante.
Este espinho possibilita que o animal injete uma substância tóxica na presa ou ainda como forma de defesa. Nos seres humanos costuma causar queimaduras.
Os exemplos mais populares deste filo são as águas-vivas e anêmonas-do-mar.

Platelmintos
Os platelmintos são os vermes com corpo achatado e pouca espessura. São animais que se desenvolvem na água, porém apresentam vida livre, ou seja, podem viver na terra.
Este animal invertebrado possui poucos centímetros de comprimento, sendo que na cabeça estão localizadas as estruturas sensoriais. Apresenta um sistema digestivo incompleto.
Os exemplos mais comuns deste tipo de animal invertebrado são a tênia e esquistossomos.
Nematelmintos
Os nematelmintos, ou nematódeos, são os vermes com corpo cilíndrico. Seu desenvolvimento se dá na água e podem viver em terra, desde que o solo seja úmido.
É conhecido por ser o transmissor de diferentes doenças, como ascaridíase, amarelão, elefantíase e bicho-geográfico.
O exemplo mais comum de nematelminto é a lombriga.

Anelídeos
Os anelídeos são os vermes divididos em “anéis”, como as minhocas e os sanguessugas. Sua principal característica é o corpo mole, alongado, cilíndrico e segmentado, parecendo uma divisão por anéis.
Este tipo de animal invertebrado pode ser encontrado tanto em água doce quanto em água salgada, ou ainda em solos úmidos.
Os moluscos são animais invertebrados que apresentam corpo mole. Dependendo da espécie podem ser envoltos por uma concha, que exercem a função de proteção do corpo e para evitar perda de água.
Podem ser encontrados em ambientes aquáticos marinhos, de água doce ou em solo úmido.
Como exemplo de moluscos podemos citar polvos, lulas, lesmas, caramujos, ostras, mariscos e mexilhões.
Os equinodermos são animais invertebrados exclusivamente marinhos. Seu corpo é simétrico e suas partes são distribuídas em forma de circunferência.
O formato e tamanho são variados, vivem isoladamente e fixos a um substrato.
Alguns exemplos de equinodermos são os pepinos-do-mar, estrelas-do-mar e ouriços-do-mar.

Artrópodes
Os artrópodes são um filo muito diverso, representam cerca de 99% do reino animal. Suas principais características são as patas articuladas, o exoesqueleto (esqueleto externo) e corpo segmentado.
São divididos nos diferentes grupos: insetos, aracnídeos, miriápodes e crustáceos.

Insetos
Os insetos representam o grupo com maior diversidade entre os animais, possuindo cerca de 900 mil espécies.
Seu corpo possui 3 pares de patas, 2 pares de antenas e 1 ou 2 pares de asas.
Os animais que compõem o grupo dos insetos são: cigarras, borboletas, gafanhotos, percevejos, besouros, formigas, abelhas, libélulas, cupins, baratas, moscas, traças, pernilongos, pulgas, baratas.
Os aracnídeos são os animais invertebrados que representam as aranhas, escorpiões, ácaros, carrapatos.
Eles não apresentam antenas e mandíbulas, porém possuem quelíceras, que nos escorpiões são pinças preensoras e nas aranhas são os ferrões. Além disso, os aracnídeos possuem 4 pares de patas.

Aranha armadeira
Aranha-marrom
Aranha caranguejeira
Aranhas venenosas
Miriápodes
Os miriápodes são também conhecidos como unirremes, pois não apresentam apêndices ramificados. Seu corpo é formado por um par de antenas, cabeça e tronco alongados, sua mandíbula não é articulada e possui diversas pernas.
São animais exclusivamente terrestres, não havendo espécies que vivem em ambiente aquático.
Como exemplo de miriápodes, destacam-se as centopeias e lacraias.
Os crustáceos são animais invertebrados que vivem, em sua maioria, em ambiente aquático marinho ou de água doce.
Desempenham um importante papel ecológico, formando a base da cadeia alimentar nos ecossistemas marinhos.
Seu corpo é segmentado, possui 2 pares de antenas que desempenham função sensorial e de equilíbrio, mandíbulas e maxilas, além de apêndices locomotores.
Como exemplos de crustáceos destacam-se os caranguejos, lagostas, camarões, siris e cracas.
A maioria dos animais do planeta são invertebrados, representando 97% das espécies, o que dá um total de cerca de 1,5 milhão de espécies.
No processo de evolução, os cientistas não tem uma conclusão sobre como os invertebrados surgiram. Duas teorias são mais populares, sendo uma considerando que foi originário de um ancestral unicelular primitivo; já a outra teoria é que eles tiveram diferentes origens.

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14.163 – O gigantesco avião que transporta naves espaciais da Nasa


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O Super Guppy tem 143 metros de comprimento e 47 metros de largura. Só a distância da ponta da calda do avião até o solo é de 16 metros
No começo desta semana, a NASA utilizou seu avião Super Guppy para levar a cápsula Orion a testes preliminares nos Estados Unidos. O cargueiro – que possui formato parecido com uma “baleia” – viajou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para a Estação Plum Book, localizada em Ohio.
A aeronave foi adquirida pela agência espacial norte-americana no ano de 1997, com o objetivo de substituir um modelo semelhante, o qual serviu a entidade por mais de 30 anos. Confira uma imagem do avião.
De acordo com a NASA, o Super Guppy é um dos únicos transportes do tipo a contar com essas dimensões internas. No entanto, outras naves conseguem aguentar peso superior a esse cargueiro.
A intenção da NASA é avaliar as condições térmicas e a compatibilidade eletromagnética da cápsula Orion, para utilizá-la durante a futura missão Artemis 1, com destino à Lua. Ela deverá passar pelas provas, a fim de garantir que sobreviverá a situações extremas quando for ao espaço.
Após essa fase, a sonda deverá ser levada de volta ao Centro Espacial Kennedy, de onde começará a ser integrada ao foguete Space Launch System – também nos planos da agência espacial para a missão lunar.

14.162 – Economia – Renda média per capita no Sudeste vai a R$ 1.639, o dobro do recebido no Nordeste


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O rendimento médio mensal real domiciliar per capita, considerando todas as fontes de renda, subiu de R$ 1.285 em 2017 para R$ 1.337 em 2018. No entanto, o valor caía a pouco mais da metade da média nacional nas regiões mais pobres do País: no Nordeste, era de R$ 815 em 2018; e no Norte, R$ 886. Na Região Sudeste, o rendimento médio mensal domiciliar per capita foi de R$ 1.639, mais que o dobro do recebido pelos nordestinos.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Gini da renda domiciliar per capita de todas as fontes – medida de desigualdade de renda numa escala de 0 a 1, em que quanto mais perto de 1 maior é a desigualdade – teve o pior desempenho em 2018 na região Norte, 0,551, seguido pelo Nordeste, 0,545, e Sudeste, 0,533. No Centro-Oeste, o resultado foi de 0,513. O menor valor foi o do Sul, 0,473. Na média nacional, o Índice de Gini alcançou o recorde de 0,545 dentro da série histórica da pesquisa. Ainda considerando todas as fontes de renda, a região Sudeste concentrou mais da metade da massa de rendimentos do País, R$ 143,7 bilhões de um total de R$ 277,7 bilhões. As fatias das demais regiões foram de R$ 47,7 bilhões para o Sul, R$ 46,1 bilhões para o Nordeste, R$ 24,4 bilhões para o Centro-Oeste, e R$ 15,8 bilhões para o Norte.