14.456 – Astronomia – Mesmo “do lado” do Sol, Mercúrio abriga gelo


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Sabe quando o dia está tão quente que algum engraçadinho tenta fritar um ovo no asfalto? Bem, em Mercúrio, o ovo viraria pó. E o engraçadinho também. Quanto ao asfalto… bem, voltaria ao estado líquido (ou até gasoso). Durante o dia, a temperatura na superfície do menor planeta do Sistema Solar chega a 426ºC – mais ou menos o dobro do que alcança uma frigideira em um almoço terráqueo comum.
É mais quente do que nós conseguimos imaginar, mas dá para entender: o astro está a “só” 57,9 milhões de quilômetros do Sol, 3 vezes menos do que nós. Que boca de fogão é páreo para isso?
O que é um pouco mais difícil de entender é como, em lugar tão quente, pode existir gelo – sim, água no estado sólido – ao ar livre. Pois foi essa a conclusão de um artigo científico publicado na por pesquisadores da Universidade Brown, nos EUA.
Vamos dividir a explicação em duas partes. Primeira: ao contrário da Terra, que por causa de sua atmosfera é capaz de reter o calor do dia ao longo da noite, a superfície de Mercúrio está em contato direto com o vácuo em seu entorno. Isso significa que, apesar da temperatura absurda durante o dia, as noites lá também são consideravelmente mais frias que as nossas – a mínima recorde é – 173ºC. Sim, negativos.
Se a diferença entre dia e noite é tão extrema, é de se esperar que a diferença de temperatura entre locais com sombra e locais iluminados, mesmo durante o dia, também seja razoável. Sabe quando você está suando ao ar livre, mas acaba colocando uma blusinha quando chega a um lugar coberto? Pois é, multiplique essa sensação.

A superfície de Mercúrio, como a da Lua, é cheia de crateras – algumas bastante fundas. Crateras fundas são um ótimo depósito para líquidos. Além disso, dependendo de sua posição geográfica na superfície do planeta, elas são capazes de fornecer uma sombra mais ou menos constante ao que estiver em seu interior. Uma cratera próxima ao equador (baixa latitude) não é muito refresco: nela, a luz solar sempre incidirá diretamente no buraco, mesmo que apenas por um breve período do dia. Já uma próxima dos polos (alta latitude) sempre formará uma sombra. Isso tem a ver com o ângulo que a luz da estrela atinge a superfície do planeta.

Além disso, é preciso lembrar que o eixo de rotação de Mercúrio, ao contrário do da Terra, não é inclinado em relação a seu plano de órbita. Em bom português, isso significa que não há estações por lá: todos os pontos de sua superfície são atingidos pela luz na mesma proporção ao longo do ano (que dura apenas 88 dias). Por causa disso, o grau de exposição ao Sol nos polos do planeta é constante – o que ajuda a estabilizar o gelo do interior das crateras que estão no ângulo ideal para se proteger da luz solar. Em outras palavras, surgem pequenos pontos de sombra (ou noite) eterna nas falhas mais fundas.

Foi justamente apontando os telescópios para essas crateras polares que, na década de 1990, astrônomos viram reflexos que poderiam ser explicados de forma satisfatória pela presença de lençóis de gelo. Fazendo uma análise criteriosa dos dados colhidos pelo altímetro da sonda Messenger, que operou até 2015 na órbita de Mercúrio, o pesquisador responsável pelo estudo mais recente, Ariel Deutsch, confirmou essa suspeita, e calculou que a área total coberta pelos três principais depósitos de gelo encontrados é de 3,4 quilômetros quadrados – mais que o dobro do município de São Paulo. Outros quatro depósitos, menores, têm cerca de cinco quilômetros de diâmetro cada um.

Além dos lençóis em si, abrigados no interior das falhas geológicas, os dados de refletividade da superfície no entorno delas também revelaram pontos isolados de água, ainda que em quantidades bem menores. “Nós sugerimos que essa reflexão mais intensa é causada por concentrações de gelo de pequena escala que estão espalhadas pelo terreno”, explicou Deutsch em comunicado. “Costumávamos a pensar que o gelo na superfície de Mercúrio existe predominantemente em grandes crateras, mas nós temos evidências de que também há pequenos depósitos.”

13.426 – Curiosidades Geográficas – Quais os Lugares Mais Quentes do Planeta?


lugares quentes
Não suporta o verão? Tem vontade de mudar de país quando as temperaturas ultrapassam os 30°? Então fique bem longe desses lugares:
Dallol, Etiópia
Se você acha que alguns lugares no Nordeste brasileiro são muito quentes e até perigosos para a saúde dos habitantes, saiba que o ponto mais quente do Brasil ainda está longe de Dallol, uma cidade na Etiópia que marca 35 °C quando o dia está fresco.
Cercada pelo deserto de Danakil, Dallol tem uma temperatura média de 40 °C durante o ano e, entre junho e agosto, é comum que os moradores sobrevivam sob um sol de 47 °C. O cenário na cidade até lembra outro planeta: calor extremo, muitas rochas e areia.

etiopia
Wadi Halfa, Sudão
É uma cidade que está localizada no centro do deserto do Saara. O ar que dessa região subtropical tem uma forte influência na região vizinha, produzindo um seco e extremamente quente deserto.
A precipitação média é de 2,45 mm por ano.

Vale da Morte, EUA
Habitado por ao menos mil anos pela tribo dos Timbisha, o Vale da Morte ganhou o nome dos aventureiros que se atreveram a cruzá-lo no início do século 19, atraídos pela febre de ouro.
Em 1994, o local foi declarado parque nacional. Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas visitam o Vale da Morte a cada ano para desfrutar de sua espetacular paisagem desértica.
Entrar neste lugar quando as previsões meteorológicas apontam para temperaturas superiores a 53°C não parece ser uma boa ideia.

vale da morte
Deserto Lut, Irã
Na área, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a até 70°C.
Em persa, a região é chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como “deserto do vazio”. Mas apesar desse nome, foram descobertos ali água, insetos, répteis e raposas do deserto.

Tirat Tzvi, Israel
Nessa pequena cidade foi registrada a temperatura recorde asiática de 53,9°C (129,0°F) em 21 de junho de 1942.

Timbuktu, Mali – a cidade já registrou a sufocante temperatura de 54,4°C
É uma cidade no centro do Mali, capital da região de mesmo nome. Apesar de não mostrar o esplendor da sua época áurea, no século XIV e estar a ser engolida pela areia do deserto do Saara, ainda tem uma importância tão grande, como depositório de saber, que foi inscrita pela UNESCO, em 1988, na lista do Patrimônio Mundial.
A desertificação e a acumulação de areia trazida pelo vento seco harmattan já destruíram a vegetação, o abastecimento em água e muitas estruturas históricas da cidade.

Queesland, Austrália – caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C.
O clima de Queensland é essencialmente tropical e permite a existência vastas florestas tropicais e mangais junto à costa. O interior é seco e semidesértico.Graças ao seu clima e grande extensão de costa, Queensland é um destino bastante apreciado por veranistas australianos bem como turistas estrangeiros. As atracções principais do estado são a Grande Barreira de Coral e as ilhas costeiras.

Turfan, China – esta área fica a noroeste da província chinêsa de Xinjiang e já viu temperaturas acima de 50°C.
No local existe um peculiar sistema de irrigação subterrânea, que utiliza poços interligados por túneis que fornecem irrigação nas áreas desérticas. Este método de irrigação foi difundido em Xinjiang durante a época da Dinastia Han. Os poços recolhem a água corrente de neve derretida e são interligados de modo que a parte inferior de um poço é ligada com outro poço escavado em um terreno mais abaixo. A maioria desses túneis de irrigação se estendem por cerca de 3 Km, mas alguns chegam a ter 30 km de extensão. Há cerca de 1.100 desses poços na região de Hami e da Depressão de Turpan. Atualmente, o comprimento total desses túneis subterrâneos de irrigação na região de Xinjiang é estimado em 3.000 Km. Trata-se de uma façanha de engenharia comparável à Grande Muralha e ao Grande Canal. A plantação de uvas na região, somente é possível devido a existência desses poços.

Kebili, Tunísia – esta cidade tunisiana já registrou 55º C.
Situa-se à beira de um oásis do deserto do Saara, entre o Chott el Jerid (a noroeste) e o Chott el Fejaj (a nordeste), o território a norte constitui aquilo a que se poderia chamar uma península se os chotts fossem verdadeiramente lagos, já que é uma faixa de terra que separa os dois chotts que estão ligados por uma faixa estreita no sentido este-oeste. A cidade encontra-se 95 km a sudeste de Tozeur, 30 km a norte de Douz, 120 km a oeste de Gabès, 110 km a sul de Gafsa e 470 km a sul de Tunes (distâncias por estrada).

Ghadames, Líbia – Já registrou temperatura de 55°C

A boa notícia é que não há uma temperatura definida de quanto os humanos não conseguem mais aguentar e o grande problema é mesmo lidar com a umidade.

13.424 – Vai um Gelinho aí? Os lugares mais frios do mundo


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Se você é daqueles que passa frio quando o termômetro cai alguns graus, passe longe desta lista. Com temperaturas abaixo de -56˚C, esses lugares são os mais congelantes do planeta.
Rogers Pass, Canadá: Roger Pass é o nome da passagem entre as montanhas Selkirk, usada por duas importantes estradas do Canadá. No inverno, as temperaturas na região não são nada agradáveis. A mais baixa já registrada foi de -56,5ºC.
Fort Selkirk, Canadá: -50C
Prospect Creek, Alasca :
Prospecto Creek era o destino de diversas expedições de mineração e já foi lar de mais de 27 mil pessoas que construíram um oleoduto, finalizado em 1977. Desde então, há pouca atividade na área. Em 1971 foi registrada a temperatura mais baixa: -62ºC. Por incrível que pareça, mesmo com esse frio, o petróleo do oleoduto não congela, pois fica protegido por uma camada de isolamento térmico de fibra de vidro.
Eismitte, Groenlândia: verão -12 inverno -64
Não há muito o que se ver em Eismitte além de muito gelo. Em pleno verão, em julho, a temperatura média é de −12.2 °C. A mais baixa já registrada foi de refrescantes -64°C.
Snag, Canadá: -63.9C
Norte da Groelândia: -35
Verkhoyansk, Rússia: -64
Mais de 1.400 pessoas vivem em Verkhoyansk, uma cidade conhecida principalmente por suas temperaturas baixas. Em janeiro, a média é de -50°C. A menor temperatura registrada foi em 1892, de -69,8ºC.
Oymyakon, Rússia: -50C
É o lugar permanentemente habitado mais gelado do planeta, sendo o lar de mais de 200 mil pessoas. Lá é tão frio que o leite geralmente é vendido apenas congelado nos mercados e os carros precisam ficar ligados o dia todo para continuarem funcionando. Antigamente, essa região era conhecida como “Anel da morte de Stalin”, pois era destino de alguns dos exilados políticos do regime soviético. A menor temperatura já registrada foi de -71,1ºC.

Estação Plateau, Antártica: -84C
Claro que as temperaturas mais baixas do planeta estariam na Antártida. Na região onde está localizada a estação de pesquisa americana Plateau, a temperatura mais baixa já registrada foi de -84ºC. A base está hoje desativada.

Estação Vostok, Antártica : temperatura – 62 a -78°C
A base russa Vostok é a mais isolada do mundo e o lugar mais frio do planeta. Em julho de 1983 a temperatura registrada foi de incríveis -89,2ºC. Próximo à estação e abaixo de 4km de gelo está um dos maiores lagos do mundo, com 250km de comprimento e 50km de largura.

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13.149 – Física – Atingir o zero absoluto é matematicamente impossível (?)


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Se estivesse vivo, esse seria o momento em que Walther Nernst daria um daqueles sorrisinhos de canto de boca. Isso porque o principal princípio da terceira lei da termodinâmica, proposta pelo físico alemão há mais de cem anos, acaba de ser comprovada como matematicamente irrefutável. De acordo com um estudo desenvolvido na University College London, é impossível que algo chegue à temperatura de – 273,15 °C, o chamado zero absoluto, que é medido em Kelvin (K).
A termodinâmica, campo que estuda as trocas de calor, tem suas bases na física clássica. Isso indica que, apesar de muito estudada, tende a adotar algumas concepções questionáveis, especialmente quando se fala de partículas muito pequenas – do campo da física quântica. Houve várias tentativas de se provar que haveria um jeito de ultrapassar tal limite. A temperatura mais fria atingida, no entanto, ainda esteve algumas centenas de microkelvin de atingir o zero.
A tarefa de congelar algo até a menor temperatura possível é realizada em laboratório com o auxílio de ondas luminosas. Os fótons, partículas que compõem os feixes de luz, interagem com o material, “roubando” a energia de seus átomos. Essa energia é responsável pela agitação das moléculas. Com menos energia, os átomos ficam mais “parados” e portanto, o material tem menor temperatura. Aí que os pesquisadores acreditam que esteja a incoerência das tentativas.
Os fótons não têm como resfriar os átomos do material a uma temperatura menor do que zero simplesmente porque interagem com ele. Qualquer contato pode, por si só, criar alguma quantidade de calor. Havendo um mínimo de calor, portanto, a entropia do material será diferente de zero. Entropia é um conceito físico entendido como o máximo de energia que pode ser transformada em trabalho – no caso, calor.
Por meio de cálculos matemáticos, os pesquisadores concluíram que não existe a possibilidade de se construir um sistema possível para dar conta da tarefa. Poderíamos, portanto, apenas nos aproximar mais e mais do feito. Mas sem jamais alcançar a temperatura mínima.

13.074 – Biologia e Meio Ambiente – Variação de Temperatura


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Tibete, a maior variação de temperatura do planeta

Na superfície da Terra há ocasiões em que a temperatura é 17°C mais elevada durante o dia do que a noite. Em lugares desérticos, esta diferença pode atingir 40°C.

No Tibet, os registros apontam uma variação de 77°C. De -37°C no inverno, até 40°C no verão. Porém, no quito, no Equador, a temperatuta estacional varia apenas 0,5°C.
Verticalmente a temperatura varia com a altitude, diminuindo 1°C para cada 150 metros.
O desigual aquecimento horizontal e vertical produz os movimentos da atmosfera que se manifestam por meio dfe ventos.

Efeito Estufa
Há mais de um século o homem vem sujando a atmosfera. Carros, fábricas e queimadas liberam para a atmosfera 5,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, entre outros poluentes, que elevam a temperatura da Terra e podem gerar mudanças climáticas sem precedentes.
Trata-se do efeito estufa, propriedade que determinados gases têm de aprisionar o calor do Sol na atmosfera, impedindo que ele escape para o espaço depois de refletido pela Terra. Em condições normais, esses gases ajudam a manter a temperatura do planeta na média de 15C.
Estudos recentes demonstram que a temperatura do planeta subiu 0,18C neste século. Se for mantida essa tendência, nos próximos 50 anos haverá um aquecimento de 4C a 5C, que pode provocar o degelo de parte das calotas polares e, como consequência, a elevação do nível dos mares e a inundação de cidades litorâneas.
Os gases que se acumulam na atmosfera como resultado da atividade industrial e do crescimento urbano -dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, ozônio e clorofluorcarbonos- são transparentes à luz visível como o vidro, permitindo que os raios do Sol aqueçam a superfície terrestre. Quando a Terra devolve o calor em excesso, não é mais sob a forma de luz, mas de radiação infravermelha.
Como os gases poluentes absorvem a radiação, uma parte do calor fica na atmosfera. Até o final do século passado, a quantidade de dióxido de carbono descarregada no céu nunca excedeu a proporção aceitável de 280 partes por milhão. Mas começaram a surgir as chaminés das fábricas, os oleodutos e os escapamentos de veículos. O crescimento das cidades e a ocupação predatória das florestas provocaram um aumento para 350 partes por milhão; em 2050, calcula-se que chegue a insuportáveis 500 ou 700 partes por milhão.

13.034 – Nutrição – Alimentos para de hidratar nesse calorão


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A agência meteorológica do Reino Unido mostra que 2017 será um dos anos mais quentes de que se tem notícia. A razão para isso é a combinação entre os efeitos do El Niño — fenômeno atmosférico que aquece águas dos oceanos e altera o clima global — e os gases do efeito estufa.

Dicas úteis

Águas aromatizadas ou saborizadas
Elas chegaram com tudo. Estão na moda e marcam presença em restaurantes e bares, sendo apreciadas principalmente por quem acha a água sem graça. Mas são saudáveis? As versões naturais, que você prepara em casa, sim.
“Especiarias como a canela conferem um sabor delicioso à água”, aponta Ana Ceregatti, nutricionista especializada em alimentação natural e vegetariana. Ela destaca que uma excelente opção é adicionar galhos de hortelã limpos e frescos e um pedaço pequeno de gengibre à bebida. Se esses itens forem orgânicos, melhor ainda.
A hortelã favorece a digestão e o gengibre contém o ativo gingerol, um antisséptico e anti-inflamatório natural. “Quem gosta de ervas e especiarias pode fazer as próprias combinações”, afirma Ana. Cuidado mesmo exigem as frutas cítricas, que oxidam em temperatura ambiente e, aí, deixam a água com sabor amargo, além de perderem suas propriedades nutricionais.

Veja uma receita: Água com cereja, morango e hortelã
As industrializadas, ao contrário, abusam dos corantes artificiais, conservantes e acidulantes (usados para intensificar o sabor dos alimentos e bebidas). Algumas têm ainda adoçante e sódio.
Além das versões saborizadas artificialmente, o mercado possui agora farta oferta de uma bebida vendida com vitaminas, minerais e energéticos em cápsulas – cujo conteúdo deve ser adicionados ao líquido da garrafa. É mais um desses modismos de academia. “Parece água, mas não é. A promessa é de que esses produtos aumentem a energia ou acalmem”, descreve Cynthia Antonaccio, da Consultoria Equilibrium, de São Paulo.
Essas bebidas contêm princípios ativos e extratos que até podem ser uma opção interessante. Porém, é imprescindível contemplar a presença de açúcar em sua composição e o preço (que chega a 100 reais a unidade) antes de optar por qualquer uma.

Chá gelado
Não dá para negar que um chá geladinho ajuda a driblar a sede. Mas, diante da variedade de produtos disponíveis, qual escolher? “A melhor opção será sempre a natural, sem açúcar e à base de ervas, flores e especiarias, como erva-mate, hibisco, camomila e gengibre”, explica Fernanda Gabriel, nutricionista da RG Nutri, consultoria de São Paulo.
Preparado com água e um ingrediente principal, esse tipo de bebida preserva antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias. Cuidado apenas com a procedência da erva e com a quantidade de chá ingerida. Compre esses produtos em estabelecimentos de confiança, verifique se não estão mofados e se não apresentam sujidade.
“Essas ervas possuem princípios ativos que, se consumidos com frequência e em grande quantidade, podem fazer mal aos mais sensíveis. A dica é variar”, ensina Mariana Del Bosco, nutricionista e mestre em Ciências pela disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Já os chás industrializados, disponíveis em saquinhos, garrafas e até latas, são sem dúvida práticos. Porém, também são mais pobres do ponto de vista nutricional. A maioria tem pouca quantidade de polifenóis –compostos encontrados nos alimentos e que varrem as toxinas do organismo, por exemplo.
Tais compostos se perdem durante o processo de produção dessas bebidas, que têm sabor alterado com a adição de açúcar ou adoçantes. “Alguns chás industrializados contêm conservantes e corantes. Por isso, sempre indico os que são feitos com as ervas e, na ausência deles, os de saquinho”, receita Ana Ceregatti.
Caso você não deseje carregar por aí uma garrafinha com seu chá feito em casa, a nutricionista Cynthia Antonaccio dá uma dica importante: “Ao comprar as versões industrializadas, escolha pelo menos as que têm menos açúcar ou são light”.
Vale lembrar que a ingestão desse carboidrato não deve ultrapassar 10% do valor calórico total do dia, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde. “Um adulto que consome em torno de 2 mil calorias ao dia pode ingerir, no máximo, 200 calorias provenientes do açúcar, que é algo em torno de 50 gramas”, exemplifica Fernanda Gabriel.

Água de coco
Um das deliciosas vantagens do verão é aproveitar praias, parques e praças — e se lambuzar com uma refrescante água de coco. Fernanda Gabriel, da RG Nutri, confirma que o líquido é naturalmente rico em água e minerais que auxiliam na hidratação. “Além da água da fruta, podemos consumir a carne do coco. Ela é gostosa e carrega fibras e gorduras que garantem a saciedade por mais tempo”, fala.
Em um copo de 200 mililitros dessa bebida há 93% de água. O restante é composto por açúcar, proteínas, sais minerais e fibras. Por isso, Ceregatti endossa o consumo do líquido in natura. Ela explica que o produto em caixinha contém frutose – adicionada na maioria dos industrializados (sucos etc) para destacar o sabor da bebida.
“É melhor comprar o coco fresco, abri-lo e fazer cubos de gelo com sua água”, diz. Esses cubos servirão para preparar sucos naturais e até smoothies, preservando as propriedades da fruta.
Fernanda Gabriel até admite o consumo da água em caixinha como alternativa para os dias de pressa e para quem não encontra a fruta com facilidade. Mesmo assim, a ingestão deve ser moderada – justamente pela presença de açúcar e conservantes nessa versão.

Sucos naturais e industrializados
Mais uma vez, as nutricionistas preferem os naturais ou a versão integral em caixinha. “Por serem feitos com ingredientes frescos, eles mantêm os nutrientes”, ensina Fernanda. Ela reforça que, entre os industrializados, é bom ficar de olho na presença de açúcar e evitar os néctares e refrescos, que apresentam um percentual pequeno de fruta na composição.
Para ser considerada um suco, a bebida precisa ter pelo menos 50% de polpa da fruta e água (sem nenhuma substância estranha). Já o néctar deve conter até 30% de fruta, açúcar e aditivos químicos, como corantes. Nesse balaio, não dá pra negligenciar os refrescos (com 8% de fruta e muito açúcar) e o suco concentrado (ele tem menos açúcar que o néctar, é mais barato e leva corantes, aromatizantes e conservantes). Já o produto integral não carrega conservantes nem é adoçado artificialmente.
No entanto, se no momento de escolha você só tiver o néctar, não precisa se martirizar. E uma dica da nutricionista Cynthia Antonaccio: “Ao optar pelo néctar, escolha aqueles que seriam iguais ao que você prepara em casa”, diz. Como assim? “Por exemplo: dificilmente você fará um suco puro de maracujá ou de limão. Então, não tenha medo se, às vezes, recorrer a esses produtos. Mas analise para ver se vale a pena”, explica.

Picolé e sorvete de massa
Por mais tentadores que sejam, cabe lembrar que os sorvetes de massa possuem um monte de açúcar e, em boa parte dos potes, a famigerada gordura trans, criada pela indústria para melhorar o sabor e a durabilidade dos alimentos na gôndola. Acontece que estudos científicos comprovaram que essa molécula é muito prejudicial à saúde.
Por isso, a opção das nutricionistas é o picolé — em geral, preparado com suco da fruta e açúcar. “Se tiver que escolher, opte por um de frutas, mas não pense nele como lanche”, ensina Ceregatti. Nas refeições intermediárias, coma o vegetal in natura mesmo para matar a fome.
A nutricionista Cynthia Antonaccio admite a ingestão de sorvete de massa como uma indulgência à qual você recorre vez ou outra. “Sem peso ou culpa, mas consciente do que está ingerindo”, arremata.

Açaí na tigela
Não abre mão dessa delícia originária da Amazônia e está no grupo dos que precisam controlar a ingestão de açúcares? Então fique de olhos abertos: a maioria das versões vendidas nas ruas têm adição de xarope de milho, como esclarece Ana Ceregatti.
“Arriscaria que 99% dos que são vendidos têm esse ingrediente. Ele é pior que o açúcar refinado, porque sobrecarrega o organismo de forma geral”, explica. De acordo com ela, é importante checar o rótulo para adquirir os que contenham a polpa de açaí.
Fernanda Gabriel diz que nem por isso a fruta deve sair do cardápio. “Ela é rica em antioxidantes e proporciona saciedade. Mas a polpa congelada, na maioria das vezes, é adoçada. Assim, é melhor escolher acompanhamentos como frutas, coco ralado e opções sem açúcar”.
Garantimos: não é necessário adicionar xaropes como o de guaraná na tigela. As frutas e os cereais já dão um gosto especial. Mas se está sentindo falta de um docinho, considere o açúcar mascavo ou mesmo o de coco.

Água mineral
“Uma dica para saber se você está bebendo a quantidade ideal é observar a cor da urina, que deve ser clara”, conclui.
Nas ruas, o principal cuidado é comprar uma água mineral de fonte ou empresa reconhecida. “Sempre a adquira em um comércio formal, que forneça nota fiscal. Nesses locais, o risco de levar um produto adulterado é menor”, afirma Antonaccio. Como as águas são extraídas de fontes naturais, pegue as que você já está acostumado — mais por uma questão de sabor do que por qualquer outro detalhe.
O sódio encontrado nas versões minerais é natural das fontes das quais ela são extraídas. Sua quantidade é muito pequena frente às recomendações diárias (um copo de água há 0,15% da indicação de consumo). “Sendo assim, não vai prejudicar o funcionamento do corpo”, afirma Fernanda Gabriel.
O consumo frequente de água mineral, ao contrário do que se fala, não causa danos ao organismo em pessoas saudáveis. Evite apenas ingeri-la durante as refeições.
Vale lembrar que nosso corpo precisa de aproximadamente 2 litros de água por dia para regular a temperatura, transportar minerais e vitaminas e por aí vai. E uma ótima notícia: o consumo adequado ajuda até a acabar com aquela falsa sensação de fome. Portanto, hidrate-se!

10.832 – Ciência da Sobrevivência – Vida no Calor e Vida no Frio


frio e calor
1. Definição dos termos calor e temperatura.
O termo calor refere-se a uma energia em trânsito que flui do corpo de maior temperatura para o corpo de menor, já temperatura representa a agitação molecular do sistema.

2. Relacionalidade entre o termo atrito ao aumento de temperatura.
Quanto maior for o atrito molecular, maior será a temperatura medida, e vice-versa.

3. Definição de equilíbrio térmico.
Condição pela qual dois corpos colocados em contato não trocam calor entre si, ou seja, estão à mesma temperatura.

4. As condições para que um organismo “sinta frio” ou “sinta calor”.
Um organismo sentirá frio se for colocado em um ambiente de temperatura mais baixa do que sua temperatura basal, sentirá calor se sua temperatura basal estiver menor do que à ambiente.
5. Onde se perde mais calor, no ar ou na água, ambos em temperatura ambiente.

Se perde mais calor na água, pois a densidade molecular é maior no estado líquido do que no estado gasoso.

6. O que pode ser entendido pelo fato de um organismo vivo possuir um regulador térmico?
Significa que o organismo vivo possui um sistema que trabalha para manter a sua temperatura corporal constante, independente da temperatura ambiente.

7. As condições para a ocorrência de troca de calor entre dois corpos.
Dois corpos poderão trocar calor se forem colocados em contato e estiverem com temperaturas iniciais diferentes entre si.

8. A razão pela qual povos nativos do deserto cobrem-se com peças de roupas mesmo em um ambiente árido.
A razão de usar-se roupas em ambientes áridos está no fato de procurar-se evitar a perda de água corporal por evaporação, pois caso contrário a perda de água pela ação direta dos raios solares seria intensa.

9. Limite inferior e superior de temperatura.
Pode-se cogitar um limite inferior de temperatura, que é de zero Kelvin, ou -273°C, apesar de na prática esta temperatura ainda não ter sido atingida. Entretanto, não se pode cogitar um limite superior de temperatura.

10. Os princípios de funcionalidade da garrafa térmica e do isopor.
Tanto a garrafa térmica quanto o isopor utilizam o mesmo princípio de isolamento térmico: a existência de pouca massa material (baixa densidade) ao redor do material no qual deseja-se manter a temperatura.

11.781 – Adeus ao ar-condicionado, o vilão da conta de energia


Quando o jovem engenheiro Willis Carrier inventou o que seria o primeiro ar-condicionado da história, em 1902, ele mal podia imaginar que sua criação se tornaria símbolo de modernidade e, hoje, de gasto de energia. O ar-condicionado é responsável por 5% da conta de luz de uma casa.
Com o tempo ficamos cada vez mais dependentes do aparelho. Imagine a indústria cinematográfica sem o ar-condicionado, que chegou aos cinemas em 1920, fazendo com que as férias de verão fossem aproveitadas para bons lançamentos de Hollywood na telona.
Mas se a ideia é economizar energia elétrica, o jeito é fugir do ar-condicionado. Empresários japoneses preocupados com a escassez de energia inventaram duas engenhocas que prometem refrescar a vida em dias quentes. Uma delas é uma jaqueta com ventilador embutido. Você veste, aperta um botão e dois ventiladores pequenos fazem o ar circular. Outra é um lenço especial que, mergulhado na água fria por alguns minutos, mantém a temperatura por até 40 horas. Aí é só enrolar a peça no pescoço e esperar a temperatura do corpo cair até 2 graus.
Na Espanha, estudantes do Instituto de Arquitetura IAAC também buscaram uma alternativa ao ar-condicionado. Criaram um protótipo de parede formado por bolhas de hidrogel. Cada bolha é capaz de reter 400 vezes seu volume em água, que evaporaria em dias quentes, fazendo a temperatura cair.
Enquanto essas invenções não chegam ao Brasil – se é que um dia chegarão -, é possível apostar em outros eletrodomésticos que, se não substituem o ar-condicionado, pelo menos ajudam a aplacar o calor.
Ventilador é a opção mais barata. Eles distribuem o ar de maneira concentrada e direcionada. Há modelos de vários tamanhos e potências e a escolha vai depender da necessidade. Hoje, existem até os que funcionam por USB, para ventilar enquanto você está sentado em frente ao computador, trabalhando.
Circuladores fazem o ar circular no ambiente, com uma distribuição de maneira mais uniforme. Tendem a ser mais silenciosos do que os ventiladores e são indicados para espaços maiores, onde há mais pessoas.

O quebra galho
O quebra galho

Climatizador de ar
Eles diminuem a temperatura do ambiente por meio da evaporação da água. Têm um reservatório de água e, quando o ar é ventilado, essa água evapora e as gotículas fazem a temperatura cair até 2 ou 3 graus. Algumas opções permitem que você utilize água gelada, o que refresca ainda mais. Outras possuem ar frio e também ar quente, para os dias frios. Eles gastam bem menos energia do que um ar-condicionado, mas o resultado final é bem diferente.

10.982 – Biologia – Como é calculada a sensação térmica?


O cálculo da sensação térmica, que é a temperatura que realmente sentimos em uma determinada situação, deve levar em conta dois fatores: velocidade do vento e umidade relativa do ar. A tabela disponibilizada no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calcula que a sensação térmica diminui aproximadamente 1ºC a cada vez que os ventos chegam a 7 km/h – quanto maior a velocidade do vento, maior o calor retirado da superfície da pele, e, portanto, maior a sensação de frio.
Por exemplo, em um local com temperatura ambiente de 10ºC e ventos de 7 km/h, a sensação térmica é de 9 ºC. Para ter uma idéia, um vento de 7 km/h está longe de ser um furacão, que tem ventos de no mínimo 118 km/h de velocidade. O problema é que as fórmulas usadas pelos institutos de meteorologia no Brasil consideram apenas a velocidade do vento, e não levam em conta a umidade do ar. “Numa temperatura xis, com ar seco, sentimos um certo frio. Já, se ocorrer a mesma temperatura com chuva, a tendência é sentirmos ainda mais frio. O frio seco é menos sentido que o frio úmido”.

10.962 – Temperatura Extrema – Calor de 44ºC ‘derrete’ internet na Austália


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Temperaturas extremamente altas afetaram o acesso à internet na cidade de Perth, na Austrália, na segunda-feira (5-01-2015).
Uma falha no sistema de refrigeração do data center da provedora iiNet, aliada a uma onda de calor no oeste australiano, fez com que o serviço fosse interrompido na região.
Milhares de clientes da empresa ficaram off-line por seis horas e meia após a empresa ser obrigada a desligar seus servidores devido às altas temperaturas, que chegaram aos 44,4 ºC.
“Devido as temperaturas que bateram recordes no nosso data center de Perth, desligamos nossos servidores por precaução”, afirmou um porta voz da empresa.
Clientes que tentavam reestabelecer a conexão após saírem do ar também não conseguiam se conectar.
“Apesar de garantirmos que 98% dos clientes não foi afetada, alguns deles experimentaram problemas ao se reconectar. Essas questões foram resolvidas”, disse o representante da provedora.
A cidade de Perth registrou o sexto dia mais quente da história da cidade na segunda-feira, atingindo 44,4 ºC às 14h. A temperatura máxima média em Perth durante o mês de janeiro é de 31,1 ºC.
O dia também foi o mais quente na cidade em um mês de janeiro desde 1991. O recorde histórico de calor em Perth aconteceu naquele mesmo ano. Em 23 de fevereiro, a cidade registrou a temperatura de 46.2 °C.

10.888 – Qual a diferença entre neve e geada?


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Os dois fenômenos aparecem quando o vapor d’água passa para o estado sólido – a diferença é que em cada um deles o processo acontece em lugares distintos, com temperaturas também diferentes. A neve surge nas nuvens, quando o vapor d’água das grandes altitudes se transforma em cristais de gelo. “Se o cristal de gelo passar por faixas de ar acima de 0 ºC, ele derrete e cai na forma de chuva ou de garoa”, diz um geógrafo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Já a geada é formada no chão e não no céu, quando o vapor d’água próximo ao solo congela, dando origem a uma camada de pequenas agulhas geladas. Para que ela ocorra, a temperatura do ar deve cair abaixo de zero. O tipo mais comum é a chamada geada branca, que congela apenas a parte superficial das plantas, queimando as folhas e prejudicando o seu desenvolvimento. Mais grave é a geada negra, que acontece quando os termômetros atingem marcas em torno de 10 graus negativos.
Nessa situação, o frio mata os vegetais porque congela também os vasos internos que conduzem a seiva. Tanto a neve quanto as geadas podem ocorrer no Brasil, mas nevascas são raras: em média, há duas por ano, sempre em terras com mais de 800 metros de altitude no Sul do país, ou em planaltos acima de 1 500 metros na região Sudeste. As geadas são bem mais freqüentes e sua área de ocorrência também é maior. Além do Sul e do Sudeste, também o Centro-Oeste é atingido pelo problema, normalmente após a passagem de alguma frente fria nas noites mais longas do inverno. Em geral, as plantações de café e de frutas cítricas são as mais devastadas pelas geadas em território brasileiro. A neve, por outro lado, não costuma ser tão destruidora. “As nevascas brasileiras não geram grandes camadas geladas sobre o solo, pois derretem rapidamente, antes de sufocar a vegetação”.

10.836 – Ano Tórrido – Período de janeiro a outubro de 2014 foi o mais quente da História


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É perceptível e não tem como negar: a temperatura climática está muito alta em todos os estados brasileiros. De norte a sul do país, as pessoas têm sofrido com os dias extremamente quentes, e a falta de chuva agrava esse fato. Aliás, a ausência dela faz com que tudo piore, e todo mundo acaba ficando muito preocupado com relação a isso.
Porém, você sabia que isso não é exclusividade do Brasil? Segundo a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), desde 1880 — ano em que começaram a ser feitos os primeiros registros de temperatura —, os dez primeiros meses deste ano foram os mais quentes do planeta.

10.704 – Vai um gelinho aí? Onda de calor atípica faz vendas de ares-condicionados saltarem 323%


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O calor que atinge sobretudo as regiões Sudeste e Centro-Oeste em outubro está fazendo os consumidores adiantarem as compras de ventiladores, ares-condicionados e climatizadores de ar, na tentativa de evitar os problemas de desabastecimento ocorridos no início deste ano.
Nos últimos 15 dias, Casas Bahia e Ponto Frio dobraram as vendas desses produtos. Segundo o site comparador de preços Zoom, em 300 lojas on-line (que respondem por 90% do varejo virtual), a procura por ares-condicionados e ventiladores no Estado de São Paulo em setembro cresceu 323% e 54%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2013.
Ir às compras agora, antes do verão, pode garantir ao consumidor preços mais baixos e evitar os problemas observados no começo deste ano, quando a alta procura gerou desabastecimento e falta de modelos no comércio, além de filas para instalação.
Segundo o presidente do departamento nacional de instalação e manutenção da Abrava (associação brasileira de refrigeração), Arnaldo Parra, se as temperaturas continuaram acima dos 30°C, a situação deve piorar.
As empresas do ramo não tiveram um desenvolvimento expressivo para atender [no início do próximo ano] a uma demanda parecida com a de 2014. Mais do que os novos pedidos, vamos ter os aparelhos que precisam de manutenção.
O fato de alguns climatizadores elevarem a umidade do ar justifica o aumento da procura por esse produto.
Dados do Zoom mostram que a demanda pelo item no Estado de São Paulo teve alta de 150% em setembro ante o mesmo mês de 2013.
Nesta semana, a umidade do ar na capital paulista ficou abaixo de 20%, e a cidade decretou estado de alerta.
A falta de chuvas e os cortes no abastecimento em São Paulo também vêm impulsionando as vendas de caixas d’água.
Entre janeiro e setembro, as vendas do fabricante Acqualimp, um dos maiores do país, só não cresceram em junho. O resultado é positivo se levada em conta a desaceleração da construção civil, principal cliente do ramo.
No mês passado, a comercialização de unidades teve alta de 39% sobre agosto.

10.578 – Clima extremo – Seca e ondas de calor em 2014


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O calor infernal nas regiões Sul e Sudeste no começo do ano parece um evento singular. Mas uma breve retrospectiva da história do planeta nos últimos anos mostra que esses episódios estão se tornando cada vez mais comuns. Pode apostar sem medo de errar: haverá outras ondas de calor tão fortes ou mais que essa ao longo das próximas décadas. Esses são os chamados eventos extremos. Nisso se enquadram a ampliação do número de furacões por temporada, as secas na Amazônia, as ondas de calor e os alagamentos, entre outros.
E aí, é claro, entram em cena aqueles que lembram que, enquanto nós estávamos sofrendo com um calor de deserto, americanos e canadenses encararam um dos invernos mais rigorosos de sua história. Chegou a fazer mais frio no Canadá do que em Marte. Onde estava o aquecimento global nessa hora?
O aumento da frequência dos eventos extremos é o principal sintoma das mudanças climáticas – que vão muito além do calor. É o que cientistas falam há anos.Pode parecer paradoxal, mas os modelos climáticos explicam como o aumento médio de temperatura da Terra leva a invernos mais rigorosos.
Sobre o Polo Norte, existe o que os cientistas chamam de vórtice polar. É um ciclone permanente que fica ali, girando. Em sua força normal, ele segura as frentes frias nessas altas latitudes. Mas, com a temperatura da Terra cada vez mais alta, existe uma tendência de que o vórtice polar se enfraqueça. Assim, as frentes frias, antes fortemente presas naquela região, se dissipam para latitudes mais baixas. E o friozão polar chega aos Estados Unidos. Mudança climática não é sinônimo puro e simples de aumento de temperatura média da Terra. Outros processos, que envolvem a possível savanização da Amazônia, o aumento dos desertos e o deslocamento das regiões mais propícias para a agricultura, também estão inclusos no pacote.
É possível atrelar cada um desses episódios, individualmente e sem sombra de dúvida, à mudança climática? Não. Fenômenos atmosféricos e de correntes marinhas têm componentes aleatórios e imprevisíveis. Por isso é possível ter flutuações de temperatura ano a ano que podem disfarçar a tendência de aquecimento.
Entender como isso, de forma geral, leva ao aumento da frequência desses eventos extremos não é complicado. Quando se tem mais energia armazenada na atmosfera, há múltiplas (e violentas) maneiras de dissipá-la. Antes dessa onda de calor desértico no verão brasileiro, podemos lembrar o furacão Catarina, que afetou a costa do sul do Brasil em 2004. Foi a primeira vez que um ciclone tropical atingiu com força nossa costa. É uma energia que não estava na atmosfera antes, mas agora está lá. Ou as chuvas e deslizamentos de terra no verão de 2011, na região serrana do Rio de Janeiro, que mataram cerca de mil pessoas – a maior tragédia natural da história do Brasil.
Aí temos a base do negócio. Entender detalhadamente – e prever quais são as tendências e modificações climáticas em cada lugar – é bem mais complicado. Uma iniciativa dedicada a investigar essa questão é o Projeto Primo, coordenado por José Marengo, climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “O projeto quer aprofundar os conhecimentos relacionados às mudanças climáticas e aos desastres naturais no Brasil”, diz. A ideia é compreender as variabilidades e as tendências climáticas diante de um mundo em transformação, apontando os efeitos que isso poderá ter. Um exemplo de fenômeno que exige maior investigação é justamente a onda de calor que nos assolou. Ela veio junto com um aumento de temperatura de até 3 ºC nas águas que banham a costa do Sudeste e do Sul, causado pela ausência de nuvens. O fenômeno aconteceu por conta de mudanças no padrão das correntes de ar sobre o Atlântico, que criou um bloqueio contra as frentes frias no continente. Por isso só chovia mais ao Sul, e na maior parte das vezes, no oceano. O resultado foi uma onda de calor atípica, pela intensidade e pela duração. Se os modelos climáticos estiverem certos, a tendência é que fenômenos como esse voltem a se repetir mais e mais vezes. Mesmo assim, não há como traçar a cadeia exata de eventos que liga o aquecimento global a esse episódio em particular.
Nos últimos tempos, os chamados “céticos do clima” têm apontado uma tendência à estabilização da temperatura média. Se analisarmos os últimos 15 anos, veremos flutuações ano a ano, mas sem uma curva clara de aumento. Aí mora o erro. Os pesquisadores do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC), órgão da ONU que consolida as descobertas sobre a transformação do clima, apontam que 15 anos é um período irrelevante. A análise de dados desde o século 19 revela um aumento de temperatura cada vez mais acentuado a partir da década de 1960.
Além disso, é preciso lembrar que há um consenso crescente entre os astrônomos de que o Sol está entrando numa fase de baixíssima atividade. Cogita-se que ele esteja no mesmo patamar da época da chamada “pequena era do gelo”. Ocorrida entre 1645 e 1715, ela ficou marcada por invernos rigorosos na Europa e coincidiu com a baixa frequência de manchas solares. Ou seja, o calorão está de rachar mesmo com o Sol dando uma trégua.
Ainda não está claro como essas mudanças no ciclo de atividade solar influenciam o clima na Terra, mas é possível que o fenômeno possa ter ajudado a dar uma aplainada na tendência de aumento de temperatura.
Se o Sol estiver mesmo esfriando, trata-se de uma possível boa notícia. Com essa mãozinha de nossa estrela-mãe, talvez ganhemos algumas décadas para reduzir as emissões de gases-estufa antes que a temperatura volte a seguir a trajetória de aumento. Mas gases como CO2 permanecem pelo menos cem anos na atmosfera assim que os soltamos nela.

9937 – El Niño poderá chegar mais cedo no Hemisfério Norte


Fenômeno traria chuvas torrenciais sobre a América do Sul

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O temido El Niño, fenômeno de aquecimento de águas de superfície no Pacífico, e que pode provocar seca no sudeste da Ásia e na Austrália, e enchentes na América do Sul, deverá ocorrer no próximo verão do hemisfério norte.
Em seu alerta mais seguro em quase 18 meses, o Centro de Previsão do Clima dos EUA diz em seu relatório mensal que as condições neutras de El Niño devem continuar pela primavera, mas há uma chance de 52% de desenvolvimento de sua atividade no verão ou no outono.
“Temos uma probabilidade maior. Não muita, mas o bastante para sentirmos que devemos começar a chamar atenção para a situação”, disse na sexta-feira Michelle L’Heureux, cientista do clima do Centro, em Maryland. “Isto não é uma garantia, mas estamos divulgando este alerta para que as pessoas fiquem conscientes”.
A previsão está alinhada com a de outros meteorologistas, segundo os quais aumentou o potencial de retorno do El Niño este ano.
O Escritório de Meteorologia da Austrália havia afirmado em 25 de fevereiro que “o aquecimento do Pacífico provavelmente ocorrerá nos próximos meses”, notando que os modelos do clima mostram temperaturas oceânicas que “se aproximam ou ultrapassaram limiares do fenômeno no inverno austral”.
Borracha, açúcar, café e natural são algumas das commodities que podem flutuar por conta do El Niño, que geralmente ocorre a cada três ou cinco anos e dura meses. O fenômeno causa com frequência invernos mais quentes no norte dos EUA, chuvas mais fortes no Sul da Argentina e no Brasil, e condições mais secas no sudeste da Ásia e Indonésia.
O El Niño que aconteceu em 1982-83 causou U$ 8.1 bilhões de danos no mundo e levou a esforços de monitoração mais acuradas do aquecimento do oceano, de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, informa a Bloomberg.

9921 – Física – Qual a temperatura mais elevada criada em laboratório pelo homem?


Nada menos que 4 trilhões de graus Celsius, temperatura 80 mil vezes maior do que a encontrada no interior do Sol! Esse calorão todo foi obtido num experimento realizado com um acelerador de partículas dos Estados Unidos conhecido pela sigla RHIC, iniciais em inglês de Colisor Relativístico de Íons Pesados, localizado no Laboratório Nacional de Brookhaven, próximo a Nova York. Os cientistas conseguiram a proeza de reproduzir condições semelhantes às existentes 1 microssegundo após o big-bang, a explosão primordial ocorrida há 13 bilhões de anos que deu origem ao Universo. Com essa elevada temperatura, partículas como prótons e nêutrons, que compõem o núcleo dos átomos, se descolaram umas das outras formando o que os cientistas chamam de plasma de quarks e glúons. O objetivo dos pesquisadores é estudar a fundo as propriedades e o comportamento dessa sopa tórrida de partículas atômicas para compreender como foi que elas se agruparam depois do big-bang dando início a tudo que existe hoje.

9867 – Como é calculada a sensação térmica?


O cálculo da sensação térmica, que é a temperatura que realmente sentimos em uma determinada situação, deve levar em conta dois fatores: velocidade do vento e umidade relativa do ar. A tabela disponibilizada no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calcula que a sensação térmica diminui aproximadamente 1ºC a cada vez que os ventos chegam a 7 km/h – quanto maior a velocidade do vento, maior o calor retirado da superfície da pele, e, portanto, maior a sensação de frio.
Por exemplo, em um local com temperatura ambiente de 10ºC e ventos de 7 km/h, a sensação térmica é de 9 ºC. Para ter uma idéia, um vento de 7 km/h está longe de ser um furacão, que tem ventos de no mínimo 118 km/h de velocidade. O problema é que as fórmulas usadas pelos institutos de meteorologia no Brasil consideram apenas a velocidade do vento, e não levam em conta a umidade do ar. “Numa temperatura xis, com ar seco, sentimos um certo frio. Já, se ocorrer a mesma temperatura com chuva, a tendência é sentirmos ainda mais frio. O frio seco é menos sentido que o frio úmido”.

9769 – Além do tombo, o coice…-Oscilação de temperatura pode elevar risco de AVC


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Mudanças climáticas — especificamente dias mais frios, mais úmidos e grandes oscilações de temperatura — podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Foi o que concluiu um novo estudo feito na Faculdade de Saúde Pública da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e apresentado nesta quarta-feira durante a Conferência Internacional de Derrame, em San Diego, na Califórnia.
A pesquisa foi baseada nos dados de 151 130 casos de internações por AVC registrados entre 2010 e 2011 em diferentes hospitais dos Estados Unidos. Os autores também recolheram informações sobre as temperaturas registradas nas regiões dos hospitais no mesmo período.
De acordo com o estudo, cada aumento de 5ºC na diferença entre a temperatura mais alta e a mais baixa registrada em um dia elevou o risco de hospitalização por AVC em 6%. Além disso, o número de internações por derrame foi maior em dias muito frios e úmidos (o estudo não determinou quais temperaturas configuram esses dias frios).
Segundo a epidemiologista Judith Lichtman, coordenadora do estudo, os vasos sanguíneos tendem a contrair com o frio, o que pode aumentar a pressão arterial e levar ao AVC. Além disso, temperaturas extremas podem desencadear uma reação de stress no corpo, que libera substâncias capazes de engrossar o sangue, aumentando a probabilidade de coagulação.

9722 – Sabesp cria estratégia para baixar consumo de água em SP


Depois de mais de uma semana sem chuva e sob forte calor com os termômetros indicando temperaturas acima dos 30º Celsius (C), a capital paulista poderá ter áreas de instabilidade de forma isolada no final da tarde, segundo informa o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), órgão da prefeitura de São Paulo. Mas para os próximos dias, a previsão é de predomínio da estiagem, incomum para essa época do ano.
Além da falta de chuva, os moradores da cidade tem enfrentado temperaturas recordes. No sábado (1), o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) registrou o dia mais quente para um mês de fevereiro. A temperatura máxima chegou a 35,8º C, às 16h, na estação metereológica do Mirante de Santana. Foi a marca mais elevada para o período em relação a média histórica e a temperatura mais elevada de 2014, ficando atrás apenas da medição feita , no último dia 3, quando atingiu 35,4º C.
Com o calor excessivo, o consumo de água aumenta, e como não tem chovido, dia a dia só tem baixado o nível do principal reservatório de abastecimento da cidade, o Sistema Cantareira, que atende a cerca de 10 milhões de pessoas, na Grande São Paulo. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível neste domingo estava em 21,7% do total da capacidade.
Para evitar transtornos, com risco de racionamento, a Sabesp lançou uma campanha oferecendo um desconto de 30% no valor da conta dos consumidores que conseguirem economizar 20% no consumo em relação ao gasto médio dos últimos 12 meses. Poderão participar os consumidores de residênciais, comerciais e industriais.
O Sistema Cantareira distribui água para a toda a zona norte e o centro de São Paulo, além de atender parte das zonas leste e oeste da capital e também os municípios de Barueri, Caieiras, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco e Santana de Parnaíba. Já em Guarulhos e São Caetano do Sul,o atendimento ocorre por meio das prefeituras, que compram e distribuem o produto. Nos dois municípios, caberá à prefeitura adotar ou não a mesma estratégia da bonificação.
Segundo a Sabesp, os interessados poderão ter acesso à sua média de consumo no endereço eletrônico da empresa – www9.sabesp.com.br/agenciavirtual . Ainda conforme justificou a companhia, ao longo do ano passado na área das quatro represas que formam o Sistema Cantareira foi registrado 1.090 milímetros de chuva, bem abaixo da média histórica que é de 1.566 milímetros.
Além da medida de estímulo, a empresa recomenda o esforço coletivo para economizar água adotando comportamento como, por exemplo, o de tomar banhos mais curtos e sempre fechar o registro ao ensaboar ou usar o shampoo; de não lavar a calçada com mangueira e apenas limpar o local com vassouras; trocar a mangueira pelo balde na hora de lavar o carro; tirar o excesso de comida da louça a ser lavada e o de acumular as roupas para serem lavadas a um só tempo.
Moradora em um condomínio de apartamento no bairro do Tremembé, Vera Lúcia Barros, de 59 anos, considerou a medida válida. No entanto, ela contou que já segue uma rotina de economia que se encaixam nas recomendações feitas. “Eu nunca esvazio a caixinha de reservatório para a descarga do banheiro, sempre só uso a metade e deixo juntar as roupas para colocar na máquina de uma vez só”, disse. A consumidora relatou ainda que o edifício onde mora tem um sistema de captação de água de chuva para uso na limpeza e na regas do jardim e que o exemplo poderia ser seguido por muita gente.

9308 – Física – Fahrenheit X Celsius


Os trabalhos de ambos cientistas permitiram medir o calor de um modo mais preciso. O princípio da dilatação nos corpos sob o efeito do calor descoberto pelo francês Denis Papin no século 18 levaria a James Watt criar um motor movido à vapor, colocando à disposição do homem forças ainda desconhecidas.

O grau fahrenheit (símbolo: °F) é uma escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32 °F e o ponto de ebulição de 212 °F. Uma diferença de 1,8 grau fahrenheit equivale à de 1 °C. Esta escala foi utilizada principalmente pelos países que foram colonizados pelos britânicos, mas seu uso atualmente se restringe a poucos países de língua inglesa, como os Estados Unidos e Belize. E também, muito utilizada com o povo grego, para medir a temperatura de um corpo. Jakelinneh Devocerg, mulher francesa que criou a teoria “Fahrenheit Devocerg” que para passar de celsius para fahrenheit se usa sempre 1,8. Ex: f= 137* e c=20* f+137-20+c.1,8 fc=117.1,8=1,20202020 Para uso científico, há uma escala de temperatura, chamada de Rankine, que leva o marco zero de sua escala ao zero absoluto e possui a mesma variação da escala fahrenheit, existindo portanto, correlação entre a escala de Rankine e grau fahrenheit do mesmo modo que existe correlação das escalas kelvin e grau Celsius.

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Anders Celsius
(Uppsala, 27 de Novembro de 1701 — Uppsala, 25 de Abril de 1744) foi um astrônomo e físico sueco. Ele foi professor da Universidade de Uppsala (1730-1744), mas de 1732-1735 viajou para Alemanha, Itália e França. Ele fundou o Observatório Astronômico de Uppsala em 1741, e em 1742 ele propôs os graus Celsius de temperatura, escala que leva seu nome.
A escala foi invertida em 1745 por Carl Linnaeus, um ano após a morte de Celsius de tuberculose.
Em 1733 publicou em Nurembergue (Nürnberg) uma coleção de 316 observações da Aurora Boreal feitas por ele próprio e outros durante os anos 1716-1732.
Em Paris, defendeu a medida do arco de meridiano na Lapônia, e em 1736 fez parte da expedição organizada com este intuito pela Academia Francesa de Ciências e dirigida por Pierre Louis Maupertuis.
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronômico de Uppsala em 1741, sendo porém mais conhecido pela escala de temperatura Celsius, proposta pela primeira vez em um documento endereçado à Academia Real das Ciências da Suécia em 1742. Esta escala foi revisada por Carolus Linnaeus em 1745 e permanece como padrão até hoje. A maior contribuição de Celsius, no entanto, foi a invenção do termômetro centígrado.
Celsius morreu precocemente de tuberculose em Uppsala, em 25 de Abril de 1744, aos 42 anos de idade.
Encontra-se sepultado no cemitério da Catedral de Gamla Uppsala.