14.216 – A Sonda Solar Orbiter


solar orbiter
Lançada pela NASA e ESA

O objetivo do aparelho é fotografar os polos sul e norte do Sol pela primeira vez, o que promete complementar nosso conhecimento sobre a estrela do Sistema Solar.
Segundo os astrônomos, a cada 11 anos a atividade solar tem seu pico, o que resulta em explosões que lançam matéria pelo espaço. Além disso, nesse intervalo de tempo os polos magnéticos do Sol de invertem: o norte vira o sul e o sul vira o norte.
A Sonda Parker, lançada em 2018, trouxe informações únicas para nós. Mas o foco dessa missão é explorar a corona do Sol, que é a parte mais externa da estrela. Já a Solar Orbiter também irá estudar essa parte do astro, mas com outro intuito.
“Com o Solar Orbiter focando diretamente nos polos, poderemos ver as enormes estruturas de buracos coronais”, disse Nicola Fox, diretor da Nasa, em comunicado. “É daí que todo o vento solar rápido vem. Será realmente uma visão completamente diferente.”
Para proteger os instrumentos sensíveis da espaçonave do calor escaldante do Sol, os engenheiros criaram um escudo térmico com um revestimento preto externo feito de carvão de osso queimado semelhante ao usado nas pinturas rupestres pré-históricas. O escudo térmico tem 40 centímetros de espessura e é feito de uma folha de titânio para resistir à radiação.
De acordo com os especialistas, o aparato deve se aproximar da nossa estrela até 2021 e enviar as primeiras informações em 2022. “Nosso entendimento do Sol irá mudar dramaticamente. Posso dizer que estamos vivendo em um momento revolucionário nessa área”, comentou Teresa Neves-Chinchilla, uma das pesquisadoras, em vídeo.
Lançamento da Sonda
O lançamento ocorreu em 10 de fevereiro de 2020, às 04:03 UTC, em um foguete United Launch Alliance Atlas V 411 do Space Launch Complex 41 em Cape Canaveral.
A bordo estão dez instrumentos científicos, totalizando 209 quilos de carga útil, para uma missão de mais de 1,5 mil milhões de dólares. Depois de passar pelas órbitas de Vénus e Mercúrio, o satélite, cuja velocidade máxima será de 245.000 km/h, poderá aproximar-se até 42 milhões de km do Sol, ou seja, menos de um terço da distância que o separa da Terra. A sonda é protegida por uma blindagem térmica, pois as temperaturas a que será exposta atingirão 600°C.
A sonda espacial e seus instrumentos, incluindo seu conjunto solar de 18 m, foram projetados para sobreviver a temperaturas escaldantes de até 500 ° C e suportar um cerco constante por partículas do vento solar com carga excepcional por pelo menos sete anos.
SWA – Solar Wind Plasma Analyzer (Reino Unido): consiste em um conjunto de sensores que medem as propriedades de massa de íons e elétrons (incluindo densidade, velocidade e temperatura) do vento solar, caracterizando o vento solar entre 0,28 e 1,4 UA do sol. Além de determinar as propriedades do volume do vento, o SWA fornecerá medições da composição de íons de vento solar para elementos-chave (por exemplo, o grupo C, N, O e Fe, Si ou Mg).
PHI – Polarimetric and Helioseismic Imager (Alemanha): Para fornecer medições em alta resolução e em disco completo do campo magnético do vetor fotográfico e velocidade da linha de visão (LOS), bem como a intensidade contínua na faixa visível do comprimento de onda. Os mapas de velocidade do LOS terão precisão e estabilidade para permitir investigações heliossísmicas detalhadas do interior solar, em particular da zona de convecção solar, medições de alta resolução e disco completo do campo magnético fotográfico.
EUI – Extreme Ultraviolet Imager (Bélgica): Para fornecer seqüências de imagens das camadas atmosféricas solares acima da fotosfera, fornecendo assim um elo indispensável entre a superfície solar e a coroa externa que molda as características do meio interplanetário. Além disso, forneça as primeiras imagens UV do Sol desde um ponto de vista fora da eclíptica (até 34 ° de latitude solar durante a fase prolongada da missão)
METIS – Coronagraph (Itália): Imaginar simultaneamente a emissão visível, ultravioleta e extrema ultravioleta da coroa solar e diagnosticar, com cobertura temporal e resolução espacial sem precedentes, a estrutura e dinâmica da coroa completa na faixa de 1,4 a 3,0 (de 1,7 a 4,1) raios solares do centro do sol, no periélio mínimo (máximo) durante a missão nominal. Esta é uma região que é crucial na ligação dos fenômenos atmosféricos solares à sua evolução na heliosfera interna.
SoloHI – Gerador heliosférico de orbital solar (Estados Unidos): Para visualizar tanto o fluxo quase constante quanto os distúrbios transitórios no vento solar sobre um amplo campo de visão, observando a luz solar visível dispersa pelos elétrons do vento solar. Ele fornecerá medidas únicas para identificar as ejeções de massa coronal (CMEs). (NRL fornecido).

14.163 – O gigantesco avião que transporta naves espaciais da Nasa


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O Super Guppy tem 143 metros de comprimento e 47 metros de largura. Só a distância da ponta da calda do avião até o solo é de 16 metros
No começo desta semana, a NASA utilizou seu avião Super Guppy para levar a cápsula Orion a testes preliminares nos Estados Unidos. O cargueiro – que possui formato parecido com uma “baleia” – viajou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para a Estação Plum Book, localizada em Ohio.
A aeronave foi adquirida pela agência espacial norte-americana no ano de 1997, com o objetivo de substituir um modelo semelhante, o qual serviu a entidade por mais de 30 anos. Confira uma imagem do avião.
De acordo com a NASA, o Super Guppy é um dos únicos transportes do tipo a contar com essas dimensões internas. No entanto, outras naves conseguem aguentar peso superior a esse cargueiro.
A intenção da NASA é avaliar as condições térmicas e a compatibilidade eletromagnética da cápsula Orion, para utilizá-la durante a futura missão Artemis 1, com destino à Lua. Ela deverá passar pelas provas, a fim de garantir que sobreviverá a situações extremas quando for ao espaço.
Após essa fase, a sonda deverá ser levada de volta ao Centro Espacial Kennedy, de onde começará a ser integrada ao foguete Space Launch System – também nos planos da agência espacial para a missão lunar.

14.066 – A Cápsula Orion


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(MPCV)) é uma nave espacial desenvolvida pela NASA para exploração humana do espaço profundo, construída para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides.
A espaçonave é baseada no antigo Orion Crew Exploration Vehicle, do cancelado Programa Constellation.
O primeiro teste não-tripulado da Orion foi realizado com sucesso em 5 de dezembro de 2014.
Em 14 de janeiro de 2004, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou a construção do Crew Exploration Vehicle (CEV) como parte da política espacial americana Vision for Space Exploration. O veículo espacial era parcialmente uma reação ao acidente do ônibus espacial Columbia, ao relatório da comissão criada para analisar as causas do desastre e às descobertas subsequentes, além de uma revisão do programa espacial norte-americano feita pela Casa Branca. Como a Vision for Space Exploration acabou sendo desenvolvida como Programa Constellation, o CEV acabou sendo denominado Orion Crew Exploration Vehicle, em homenagem à constelação do mesmo nome.
O Programa Constellation propunha a criação do Orion CEV com duas variantes, nave cargueira não-tripulada e voos com tripulação, como apoio às expedições na Estação Espacial Internacional e como um transporte para voltar à Lua. Dividida em duas partes principais, um módulo de comando em forma de cone e um módulo de serviço cilíndrico – contendo o sistema de propulsão da nave e suprimentos de consumo – foram projetados, baseados no desenho das naves Apollo que voaram entre 1967 e 1975.
O desenho da nave incluía um módulo de serviço para suporte à vida e propulsão própria, inicialmente previsto para aterrar em terra firme com o auxílio de airbags, mas depois mudado para pouso no mar, também como as antigas Apollo.
A nave deveria ser lançada por um foguete leve Ares I para a órbita baixa da Terra onde se acoplaria com o Módulo Lunar Altair, lançado antes por um foguete mais pesado, Ares V, para as expedições lunares. Entretanto, em 11 de outubro de 2010, por questões orçamentárias, o presidente Barack Obama cancelou o Programa Constellation, encerrando o desenvolvimento do módulo Altair e dos dois foguetes programados. Apenas o Orion Crew Exploration Vehicle (CEV), renomeado como Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV), foi mantido, com lançamento a ser feito pelo Space Launch System.
A Orion MPCV se assemelha em aparência com suas predecessoras Apollo mas a similaridade é limitada ao desenho de ambas. Sua tecnologia e capacidade são muito mais avançadas. Ela é planejada para suportar missões de maior duração no espaço profundo e pode carregar até seis astronautas por mais de 21 dias e até 6 meses. Durante o período de repouso no espaço, o suporte à vida da tripulação deve ser fornecido por outro módulo como o Deep Space Habitat, um módulo em tamanho menor e derivado das condições de conforto da ISS. A propulsão, proteção termal e sistemas aviônicos foram planejados para serem modernizados à medida que novas tecnologias sejam descobertas. Ela inclui módulo de comando e de serviço assim como um adaptador de espaçonaves.
O módulo destinado à tripulação é maior que o da Apollo e pode acomodar mais tripulantes para missões espaciais curtas ou longas. O módulo de serviço, além de fornecer propulsão, estoca a água e o oxigênio da tripulação. Sua estrutura também foi desenhada para permitir o transporte de carga e de experimentos científicos.

Módulo de Comando
É a cápsula que serve de habitação para os tripulantes, fornece armazenamento para materiais de consumo e instrumentos de pesquisa e serve como porto de acoplagem para transferência de tripulações. É a única parte da espaçonave que retorna à Terra após a missão e tem um formato de tronco de bases paralelas a 57.5º, similar ao Módulo de Comando da Apollo. Tem 5m de diâmetro por 3,3m de altura, com uma massa de cerca de 8,6 toneladas.
A proteção termal da cápsula é feita de um produto chamado Avcoat, também usado anteriormente nas Apollo e nos ônibus espaciais, composto de fibras de sílica com uma resina em um favo feito de fibra de vidro e resina fenólica. Algumas das novas tecnologias usadas pela Orion são um sistema de acoplagem automática (existente apenas hoje nas naves cargueiras não-tripuladas), sistema de computadores superiores aos existentes em qualquer espaçonave atual, sistemas digitais de controle derivados do Boeing 787 Dreamliner, o mais avançado avião da Boeing, incluindo controle de voz, melhoria das instalações de gestão de resíduos, com um banheiro de estilo acampamento em miniatura e o “tubo de alívio” unissex usado no ônibus espacial (cujo sistema foi baseado no utilizado no Skylab) e da Estação Espacial Internacional (com base nas estações soviéticas Salyut e MIR). Isso elimina o uso da odiada “fralda de plástico” usada pelos tripulantes das Apollo e das naves russas Soyuz. Além disso, um novo sistema de mistura de oxigênio/nitrogênio é usado na composição da atmosfera do interior da nave, que permite que o ar respirado tenha mesma pressão do nível do mar ou ligeiramente reduzido.
A cápsula é construída com uma liga de alumínio-lítio, igual à usada no tanque externo do ônibus espacial e nos foguetes Delta IV e Atlas V.
Para permitir que ela acople com outras naves espaciais, o MC da Orion é equipado com o NASA Docking System, mecanismo de acoplagem desenvolvido para ela, similar ao usados pelos ônibus espaciais para acoplagem com a ISS. Ela também possui um sistema de escape de emergência durante o lançamento, o Launch Escape System, assim como uma capa protetora feita de fiberglass para protegê-la de tensões aerodinâmicas e de impacto durante os 2,5 minutos de subida. Seus projetistas asseguram que a Orion é dez vezes mais segura durante a subida e a reentrada que os ônibus espaciais.

Módulo de serviço
Num primeiro momento, após indecisões sobre a fabricação de um MS por questões orçamentárias após o fim do Programa Constellation, a direção da NASA e do programa Orion anunciou que a ela usaria um já existente ATV, os veículos de carga europeus desenvolvidos pela ESA para suporte das tripulações da Estação Espacial Internacional, como módulo de serviço para o módulo de comando da Orion. Com a evolução dos estudos, a NASA decidiu que um módulo exclusivo seria construído pela ESA para a nave, com hardware derivado dos atuais ATV, através da Airbus Defence and Space, em Bremen, na Alemanha.

Sistema de abortagem de lançamento
A Orion é a primeira espaçonave norte-americana desde o Programa Apollo a ser equipada com um sistema de escape de emergência. Assim como o módulo de comando da Apollo, o Launch Escape System (LES) da Orion possui um potente foguete de combustível sólido na ponta do conjunto foguete-cápsula, capaz de ejetar o módulo de comando e sua tripulação para longe do foguete se ele apresentar algum defeito durante o lançamento inicial, até o momento em que o primeiro estágio seja ejetado.
Baseado no sistema usado pelas naves Soyuz, o LES a ser usado pela Orion será maior que os da espaçonave russa e terá mais empuxo que todo o foguete Atlas 6 usado para colocar o astronauta John Glenn em órbita em 1962.
Após o adiamento para o dia seguinte, em 5 de dezembro foi feito o lançamento da espaçonave, às 07:03, hora local de Cabo Kennedy, sem tripulação, para o teste que consistiu em realizar duas órbitas em volta da Terra, uma delas a mais de 5,8 mil km de distância, dentro do Cinturão de Van Allen, testar equipamento críticos de segurança, fazer análises das estruturas da nave e retornar pousando no oceano.[24] Apesar de não levar tripulantes, a Orion levou ao espaço amostras do solo lunar, partes de um fóssil de dinossauro e uma gravação do movimento “Marte” da obra de Gustav Holst, “Os Planetas”.
Depois de cumprir o planejado, num voo de cerca de 4h30min, a cápsula pousou no Oceano Pacífico, 1000 km a oeste de San Diego, às 08:29, hora local, onde foi recolhida do oceano pelas equipes de resgate da NASA e da Marinha, a bordo do navio de apoio USS Anchorage. A agência espacial informou que a nave funcionou quase à perfeição e que pousou no mar apenas uma milha fora do ponto previsto.

14.065 – NASA conclui cápsula Orion que levará tripulação à Lua até 2022


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Após 50 anos da primeira vez que o homem pisou na Lua, a NASA se prepara para fazer uma segunda viagem: em um evento de comemoração à missão Apollo 11, o vice-presidente norte-americano Mike Pence anunciou a conclusão da construção da cápsula espacial Orion.
“Orion é uma nova classe, projetada exclusivamente para voos espaciais de longa duração, que devolverão os astronautas à Lua e, eventualmente, levarão os primeiros humanos a Marte e os trarão de volta em segurança”, disse a vice-presidente e gerente geral de Espaço Civil Comercial da Lockheed Martin, empresa responsável pela construção da cápsula, Lisa Callahan.
A sua primeira missão será chamada de Artemis 1 e não vai contar com tripulação. A cápsula será enviada para orbitar a Lua a fim de testar os sistemas e analisar caminhos que levem até Marte. O gerente do programa Orion da Lockheed Martin, Mike Hawes, afirmou que os testes devem assegurar a viagem de pessoas à Lua até 2022 — quando a primeira mulher deve ir à Lua.
“O voo Artemis 1 testará o design e a mão-de-obra da cápsula e seu módulo de serviço durante a missão de três semanas ao redor da Lua. Estamos entusiasmados com essa missão, pois ela prepara o caminho para a primeira missão tripulada em 2022. Artemis 2.”, explicou.
Além da Lockheed Martin, a NASA fez parcerias com outras empresas, inclusive de diferentes países, para ampliar a qualidade do projeto e dividir custos. A Agência garante o estabelecimento da presença humana sustentável na Lua até 2028.

14.048 – Em teste o Foguete que Levará o Homem a Marte


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Foguete reutilizável é peça-chave nos planos da SpaceX de chegar a Marte
Ao responder uma série de perguntas de seus milhares de fãs no Twitter, Elon Musk revelou suas intenções de uma apresentação completa do Starship, o foguete reutilizável de próxima geração da SpaceX já para o final de julho de 2019. A espaçonave é peça-chave no plano da empresa para chegar a Marte.
O CEO da SpaceX também lembrou que o último teste de um de seus motores de foguete Raptor foi “bem-sucedido em geral”, apesar de um aborto, já que o objetivo era testar os limites externos de tolerância do novo motor.
Segundo Musk, a apresentação oficial de Starship da SpaceX deve ocorrer “algumas semanas após Hopper pairar”, se referindo ao teste de voo de curta duração da StarHopper. O StarHopper completou um teste limitado em abril. O próximo passo é repetir o feito sem restrições, o que está mais próximo da realidade do que nunca depois que a empresa resolveu um problema importante com a vibração do motor Raptor em uma frequência operacional específica.
O Super Heavy é o estágio superior do veículo Starship, capaz de transportar até 20 toneladas para a órbita geoestacionária da Terra, ou mais de 100 toneladas para a órbita baixa. O compartimento de carga tem nove metros, e o sistema será capaz de transportar, além de cargas, tripulações e recursos necessários em viagens de astronautas para a Lua ou para Marte.
Vários voos de teste estão previstos com o conjunto Starship-Super Heavy antes que esse primeiro voo comercial de 2021 aconteça, segundo Hofeller, que servirão para demonstrar o sistema de lançamento aos clientes em potencial, bem como para resolver quaisquer problemas que porventura possam acontecer.
Recentemente, a empresa fez um “salto” com um protótipo do Starship, que subiu alguns metros a partir do solo, e os próximos testes alcançarão altitudes mais elevadas. Eventualmente, a SpaceX poderá substituir seus atuais foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy pelo Super Heavy, ainda que a empresa provavelmente não apressará seus atuais clientes para aceitarem esta troca.

13.989 – Lançamento do Foguete da Space X


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Após adiamento, o lançamento do “foguete mais potente do mundo” de Elon Musk deve aconteceu às 19h35 desta quinta-feira
O foguete Falcon Heavy, da SpaceX, faz nesta quinta-feira seu primeiro lançamento comercial. A aeronave foi construída pela empresa de Elon Musk para levar cargas pesadas ao espaço. Após sucesso em teste com um carro da Tesla, em 2018, o veículo agora vai levar um satélite de telecomunicações Arabsat-6A de seis toneladas.
O lançamento, que acontece na base da NASA na Flórida, estava previsto para a última quarta-feira, mas foi adiado devido aos fortes ventos na região. De acordo com a última atualização da SpaceX, a decolagem está marcada para às 19h35 (de Brasília) desta quinta-feira.
Segundo previsão da SpaceX, após 34 minutos do lançamento, o satélite será desacoplado para a órbita terrestre. As três partes do foguete Falcon Heavy vão pousar em diferentes zonas, definidas pela equipe responsável pela missão na Flórida e também no Oceano Atlântico.
O Falcon Heavy é apresentado pela SpaceX como “o foguete mais potente do mundo”. Ele tem 70 metros de altura, 12 metros de largura total e pesa 1420 toneladas. Sua impulsão no lançamento corresponde a de aproximadamente 18 aeronaves Boeing 747 em potência máxima.
A SpaceX, empresa privada fundada pelo bilionário sul-africano Elon Musk, segue em passos acelerados para desenvolver um programa espacial capaz de levar os primeiros humanos a Marte. Na última semana, Musk publicou uma foto do foguete Starship (Nave Estelar em tradução livre), que já estaria instalado em uma base de testes no estado norte-americano do Texas. “Essa é uma foto de verdade, não uma montagem”, escreveu o empreendedor em suas redes sociais.

A nave, que lembra um foguete saído da ficção científica, foi remodelada desde que Musk revelou seu planos de construir um novo equipamento espacial. Inicialmente chamado de BFR (Big Falcon Rocket, em que normalmente a palavra “Falcon” era substituída por um palavrão em inglês), o veículo ganhou o nome mais amigável de Starship.

A espaçonave será o maior e mais poderoso transporte espacial já desenvolvido. Em sua extensão total, o foguete terá 118 metros de extensão. Equipado com um cojunto de motores, o módulo de exploração espacial será capaz de abrigar até 100 pessoas com segurança.

Os sete motores da Starship, que já estão em testes, permitirão que a nave consiga aterrissar e decolar em segurança a partir de diferentes superfícies, como na Lua ou em Marte. O equipamento conta com tecnologias utilizadas nos principais protótipos e foguetes desenvolvidos pela SpaceX nos últimos anos, como as naves Dragon e os foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy.

13.889 – Hubble Antes e Depois do Reparo


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O Telescópio Espacial Hubble fez diversos registros fantásticos do que está escondido no espaço sideral. Por algum tempo, porém, essas imagens foram feitas com uma qualidade embaçada, o que acabava prejudicando os cenários. Mas depois de uma manutenção a visão do dispositivo ficou praticamente perfeita. Para provar isso, a NASA divulgou imagens que comparam a foto de uma galáxia localizada a 55 milhões de anos-luz.
Em 1993, a NASA iniciou o processo de correção da visão embaçada do Hubble devido a uma falha de fabricação em seu espelho primário. Na época, foram selecionados vários objetos astronômicos que o telescópio deveria registrar. A magnífica galáxia espiral M100 parecia um alvo ideal para o campo de visão do Hubble, mesmo que “seus olhos” ainda estivessem com uma visão turva.
Após a missão de manutenção, o telescópio fotografou a galáxia novamente — dessa vez focalizada. Para comemorar o 25º aniversário da missão de manutenção, a NASA divulgou as duas imagens lado a lado para compará-las.
No final de novembro, a NASA revelou a primeira foto depois que o Hubble desde que entrou em modo de segurança no início de outubro. Trata-se de uma imagem que mostra um agrupamento de galáxias próximo da constelação de Pegasus. O clique foi feito pela Wide Field Camera 3 do telescópio no dia 27 de outubro.
O Hubble passou mais de vinte dias em modo de segurança após a NASA identificar uma falha no funcionamento de um dos giroscópios, equipamentos que ajudam o telescópio a se manter focado em determinadas partes do céu por longos períodos.

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13.636 – A um passo de Marte: Nasa faz primeiro teste de poderoso foguete


Nasa realizou nesta quarta-feira um primeiro teste em solo de um foguete auxiliar destinado a equipar o futuro veículo de lançamento de carga pesada da agência espacial norte-americana, o “Space Launch System” (SLS), que será utilizado para cumprir a meta de viajar até Marte.
“Teste fantástico, resultado fantástico”, comemorou Alex Priskos, um dos encarregados do sistema de propulsão dos ônibus espaciais da Nasa.
Preso horizontalmente ao solo na base de uma montanha em Utah, o foguete auxiliar de 54 metros de comprimento funcionou como previsto, após ser aquecido durante dois minutos para testar o desempenho do sistema quando for eventualmente lançado.
Mais de 500 sensores registraram os dados emitidos, que serão analisados nos próximos meses.
O arranque do motor do foguete foi feito a uma temperatura ambiente elevada para simular um lançamento no verão, quando a atmosfera supera os 35° C.
Outro teste está previsto para o início de 2016, com temperaturas muito frias, no intuito de simular um lançamento no inverno.
O futuro veículo de lançamento de carga pesada da Nasa será equipado por estes dois foguetes de reforço para a decolagem, que são versões modernizadas e mais potentes que as usadas para o ônibus espacial.
Eles permitirão dispor de 75% da força propulsora do SLS durante os dois primeiros minutos do lançamento. O restante será garantido pelos quatro motores criogênicos RS-25 do lançador, que provêm também do ônibus.
O último ônibus espacial voou em julho de 2011.
O SLS realizará seu primeiro voo de testes em 2018 e lançará na ocasião a cápsula Orion. No futuro, esta cápsula transportará dois astronautas norte-americanos para as missões ao redor da Lua, de um asteroide e, no longo prazo, até Marte, possivelmente em 2030.
A cápsula Orion realizou seu primeiro voo-teste sem astronautas em dezembro de 2014, quando deu voltas ao redor da Terra para testar seu escudo térmico ao voltar para a atmosfera.

13.634 – Aeronáutica – Avião desenvolvido na China atravessa o mundo em três horas


avião chines
Cientistas chineses criaram um avião hipersônico que atinge velocidades de 6 mil km/h, cinco vezes mais rápido do que a velocidade do som. A aeronave é capaz de atravessar o mundo em três horas.
Os pesquisadores da Academia de Ciências da China, liderados pelo cientista Cui Kai, dizem que o avião em questão vai de Beijing até Nova York em duas horas, enquanto aviões convencionais demoram até 14 horas para isso.
Chamado I-plane, o avião é um modelo biplano parecido com aeronaves usadas durante a Primeira Guerra Mundial. Ele conta com duas camadas de asas que reduzem turbulência e cria mais sustentação. Ele também consegue transportar mais carga do que outras aeronaves hipersônicas.
Os pesquisadores publicaram um artigo na revista científica Physics, Mechanics and Astronomy com alguns detalhes sobre a aeronave. Em um teste feito em um túnel de vento, uma versão reduzida do avião atingiu 8,6 mil km/h de velocidade.
O I-plane não é o primeiro projeto de avião hipersônico. A empresa aeronáutica Boeing também está desenvolvendo um avião com as mesmas características que seria capaz de ir do Brasil ao Japão em três horas. Por enquanto, não há previsão para a aeronave ser usada na aviação comercial.

13.510 – Propulsor quebra recordes e pode nos levar para Marte


íons
Um propulsor que está sendo desenvolvido para uma futura missão da NASA para Marte quebrou vários recordes durante seus testes, sugerindo que a tecnologia está no caminho para levar os humanos ao planeta vermelho nos próximos 20 anos, segundo membros da equipe do projeto.
O propulsor X3, projetado por pesquisadores da Universidade de Michigan, em cooperação com a NASA e a Força Aérea dos EUA, é um propulsor Hall – um sistema que impulsiona a espaçonave acelerando uma corrente de átomos eletricamente carregados, conhecidos como íons. Na recente demonstração realizada no Centro de Pesquisa Glenn da NASA, o X3 quebrou recordes do máximo de potência, impulso e corrente operacional alcançados por um hélice Hall até hoje, de acordo com a equipe de pesquisa da Universidade de Michigan e representantes da NASA.
“Nós mostramos que o X3 pode operar com mais de 100 kW de potência”, disse Alec Gallimore, que lidera o projeto, em entrevista ao site Space. “Ele funcionou em uma enorme variedade de energia de 5 kW a 102 kW, com corrente elétrica de até 260 amperes. Ele gerou 5,4 Newtons de impulso, que é o maior nível de impulso alcançado por qualquer propulsor de plasma até o momento”, acrescentou Gallimore, que é decano de engenharia da Universidade de Michigan. O recorde anterior era de 3,3 Newtons.

40 km por segundo
Os propulsores Hall e outros tipos de motores de íons usam eletricidade (geralmente gerada por painéis solares) para expelir o plasma – uma nuvem semelhante a gás de partículas carregadas – para fora de um bocal, gerando impulso. Esta técnica pode impulsionar a nave espacial a velocidades muito maiores do que os foguetes de propulsão química podem, de acordo com a NASA.
É por isso que os pesquisadores estão tão interessados ​​na aplicação potencial de propulsão iónica para viagens espaciais de longa distância. Considerando que a velocidade máxima que pode ser alcançada por um foguete químico é de cerca de 5 quilômetros por segundo, um propulsor Hall poderia levar uma embarcação até 40 quilômetros por segundo, diz Gallimore.

Os motores de íons também são conhecidos por ser mais eficientes do que os foguetes de potência química. Uma nave espacial com propulsão Hall levaria carga e astronautas para Marte usando muito menos material propulsor do que um foguete químico. Um propelente comum para propulsores de íons é o xenônio. A nave espacial Dawn da NASA, que atualmente está em órbita no planeta anão Ceres, usa esse gás.
Em busca de mais Watts

O ponto negativo dos propulsores de íons, no entanto, é que eles possuem um impulso muito baixo e, portanto, devem operar por um longo tempo para acelerar uma nave espacial a altas velocidades, de acordo com a NASA. Além disso, os propulsores de íons não são poderosos o suficiente para superar a atração gravitacional da Terra, portanto não podem ser usados ​​para lançar a nave espacial.

“Os sistemas de propulsão química podem gerar milhões de kilowatts de energia, enquanto os sistemas elétricos existentes só conseguem 3 a 4 quilowatts”, explica Gallimore. Os propulsores Hall comercialmente disponíveis não são poderosos o suficiente para impulsionar uma nave tripulada até marte, acrescentou.

“O que precisamos para a exploração humana é um sistema que pode processar algo como 500.000 watts (500 kW), ou mesmo um milhão de watts ou mais”, aponta Gallimore. “Isso é algo como 20, 30 ou mesmo 40 vezes o poder dos sistemas convencionais de propulsão elétrica”.

É aí que entra o X3. Gallimore e sua equipe estão abordando o problema da energia, tornando o propulsor maior do que esses outros sistemas e desenvolvendo um design que aborda uma das falhas da tecnologia. “Nós descobrimos que, em vez de ter um canal de plasma, onde o plasma gerado é esgotado do propulsor e produz impulso, teríamos vários canais no mesmo propulsor”, explica. “Nós chamamos isso de canal aninhado”.
De acordo com Gallimore, o uso de três canais permitiu que os engenheiros tornassem o X3 muito menor e mais compacto do que um propulsor de Hall de canal único equivalente deveria ser. A equipe da Universidade de Michigan vem trabalhando na tecnologia em cooperação com a Força Aérea desde 2009. Primeiro, os pesquisadores desenvolveram uma hélice de dois canais, o X2, antes de passar para o X3, mais poderoso e com três canais.
Em fevereiro de 2016, a equipe se associou ao fabricante de foguetes com sede na Califórnia Aerojet Rocketdyne, que está desenvolvendo um novo sistema de propulsão elétrica, chamado XR-100, para o programa NASA Next Space Technologies for Exploration Partnerships ou NextSTEP. O propulsor X3 é uma parte central do sistema XR-100.
Scott Hall, doutorando da Universidade de Michigan que trabalhou no projeto X3 nos últimos cinco anos, disse que o trabalho tem sido bastante desafiador devido ao tamanho do propulsor.
“É pesado – 227 quilos. Tem quase um metro de diâmetro”, diz Hall. “A maioria dos propulsores Hall são o tipo de coisa que uma ou duas pessoas podem pegar e carregar ao redor do laboratório. Precisamos de um guindaste para mover o X3”.
No próximo ano, a equipe executará um teste ainda maior, que visa provar que o propulsor pode operar a plena potência por 100 horas. Gallimore diz que os engenheiros também estão projetando um sistema especial de blindagem magnética que deixaria o plasma longe das paredes do propulsor para evitar danos e permitir que o propulsor funcione de forma confiável por períodos de tempo ainda mais longos. Gallimore diz que, sem a blindagem, uma versão de vôo X3 provavelmente começaria a ter problemas após várias mil horas de operações. Uma versão blindada magneticamente pode ser executada por vários anos com força total, segundo ele. [Space]

13.183 – Empresa pretende construir arranha-céus que fica pendurado de um asteroide


construção aberraçao
Um prédio com centenas de andares que fica flutuando sobre a superfície da Terra. Parece ideia de ficção científica, mas é um projeto real: trata-se da Analemma Tower, um arranha-céus enorme conceitualizado pelo escritório de arquitetura Clouds Architecture Office.
A torre, que seria “a estrutura mais alta do mundo” se fosse construída, exigiria que um asteroide fosse capturado do espaço para servir como “apoio”. O sistema ateroide+torre ficaria em órbita geossíncrona sobre a Terra, descrevendo uma trajetória semelhante a um número 8 entre Nova York (nos EUA) e Quito (no Peru), como pode ser visto na imagem abaixo:

projeto asteroide

“Manipular asteroides não é mais [um conceito] relegado à ficção científica”, alega a empresa, citando recentes acordos da Europa sobre mineração de rochas espaciais e um plano da NASA para recuperar um asteroide. A partir da rocha, a empresa estenderia cabos que sustentariam o topo da estrutura.
O período de deslocamento da torre seria de 24 horas, para que ela passasse no mesmo lugar a cada dia na mesma hora. A empresa já chegou até mesmo a definir onde a construção da megaestrutura seria feita: Dubai. “[A cidade] tem provado ser uma especialista na construção de edifícios altos a um custo de 20% da construção em Nova York”.
A estrutura ainda teria algum grau de autossuficiência – o que seria importante, já que não seria tão fácil assim levar provisões até lá. Ela teria painéis solares em sua parte superior, acima das nuvens, para coletar energia solar, e usaria um circuito semiaberto para gerenciar suas provisões de água.
Além disso, ela também seria capaz de captar água a partir da umidade do ar, e usaria elevadores eletromagnéticos para contornar as restrições impostas por elevadores a cabo.
O edifício também teria, em alguns andares, plataformas para troca de bens e pessoas. Seria por meio delas que os ocupantes do prédio entrariam, usando algum sistema de transporte aéreo. Para sair, por outro lado, a empresa tem um plano mais empolgante: paraquedas. Os ocupantes que precisassem voltar para casa com urgência poderiam simplesmente pular das janelas de alguns andares e descer até a Terra, como ilustrado pela imagem lá de cima.
Vale notar, no entanto, que o projeto por ora é só isso: um projeto. Não é, porém, algo sem fundamento: numa declaração enviada à NBC News, a empresa ressalta que “se a recente explosão em torres residenciais provou que o preço por metro quadrado aumenta com a altura, então a Analemma Tower baterá recordes de preços, justificando seu custo elevado.
Além disso, a Clouds Architecture Office recentemente fez uma parceria com a NASA para construir uma habitação para humanos em Marte, o que sugere que a empresa já tem algum nível de conhecimento sobre projetos de escala espacial.

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12.948 – Nasa comprova: motor “impossível” funciona


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É uma máquina simples: emite-se um feixe de microondas dentro de uma câmara de ressonância – um cone truncado de metal, fechado em todos os lados. Isso produz movimento na direção oposta da base do cone. Sem que nada saia dele, nem o feixe de microondas.
Não é preciso ser físico para ver como essa máquina parece absurda. Para que uma coisa se mova, é preciso que interaja com outra coisa. O jato move o avião forçando ar contra a atmosfera atrás dele. O foguete expele gases, exercendo força contra esses próprios gases – o que explica como funciona no vácuo.
É Terceira Lei do velho e bom Isaac Newton, uma parte de sua física que está longe de ser aposentada. A famosa ação e reação: o movimento é a reação que acontece ao se empurrar outra coisa – a ação.
Mas, como diria Galileu: “no entanto, se move”. A Nasa acaba de provar que o EmDrive produz uma força de 1,2 millinewtons por kilowatt no vácuo. Não é lá grandes coisas: o Hall Thruster, um foguete avançado de plasma, produz 60.
Mas o Hall Thruster precisa, como todo o foguete, de um propelente – isto é, gases a serem expelidos. E esses gases precisam ser carregados até o espaço, tornando o foguete mais pesado e exigindo mais gases ainda para sair da Terra. Esse é o maior custo e o maior empecilho para viagens espaciais, principalmente de longa distância. O EmDrive está em seus primeiríssimos passos: acabam de provar que ele existe. Talvez ele tenha um potencial bem maior, que ainda não conhecemos.
Então chegamos à pergunta de um milhão de dólares: como funciona? E a verdade é que ninguém faz a menor ideia. A Nasa tentou um palpite arriscadíssimo: a máquina está empurrando o vácuo, o que seria possível por meio de uma interação quântica.
O problema é que, para isso ser válido, seria preciso se adotar toda uma explicação heterodoxa para a física quântica, a teoria da onda piloto. Basicamente abandonada nos anos 1930, ela afirma que a incerteza quântica não existe. Isso vai de encontro a tudo o que se entende por física quântica, atirando pela janela o gato de Schrödinger e 80 anos de conhecimento.
O EmDrive não é só uma possível revolução em viagens espaciais, mas algo que está, já agora, só por existir, bagunçando o coreto aqui na bolinha azul.

12.599 – NASA está desenvolvendo nave robô para manutenção de satélites


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A NASA está trabalhando em uma nova missão que vai lançar uma nave espacial robótica para realizar o reabastecimento e a manutenção de satélites que já estão em órbita. A nave será equipada com braços robóticos capazes de fazer as transferências de combustível dentro das condições de temperatura e pressão adequadas.
A missão, que está planejada para 2020, pode alterar a forma com que governos e empresas privadas constroem seus satélites, permitindo que eles tenham maior vida útil e impedindo sua morte prematura. O projeto poderia também auxiliar outras naves que já estão no espaço. Benjamin Reed, vice-gerente do projeto, disse que o projeto pode gerar ainda uma economia na produção de satélites.
Além de manutenção, a NASA quer usar o projeto para futuras missões para Marte e locais mais distantes.

12.151 – Sonda da NASA que utiliza energia solar bate recorde de distância


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A sonda Juno, da NASA, acabou de se tornar a missão que chegou mais longe no espaço utilizando energia solar: 793 milhões de quilômetros ou 3,5 vezes a distância entre a Terra e Marte – e ela pretende ir ainda mais longe.
Lançada em 2011, a missão Juno foi desenvolvida para estudar Júpiter, onde ela deve chegar em julho de 2016. Ela é a primeira nave que substitui as baterias de energia nuclear por energia solar criada para funcionar a um intervalo tão grande do Sol. A uma distância Terra-Sol, as células conseguem gerar aproximadamente 14 quilowatts de eletricidade. Como a intenção é operar em Júpiter, essa quantidade de energia diminui significativamente, por isso seus painéis são gigantescos: nove metros de matrizes, com 18.698 células solares individuais. No total, a construção pesa quatro toneladas.
“Júpiter é cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e a luz lá é 25 vezes mais fraca. Os nossos painéis vão gerar apenas 500 watts de energia em Júpiter. Mas Juno foi desenhada com muita eficiência, e isso deve ser mais que suficiente para fazer o trabalho”, diz Rick Nybakken, gerente do projeto.
Estudar Júpiter é tão importante quanto estudar o próprio Sol: pelo seu tamanho e por ter sido o primeiro planeta gasoso a se formar, ele influenciou profundamente a formação e evolução de outros corpos. Já salvou a Terra de diversos impactos de cometas: a sua massa é tão grande que é capaz de formatar órbitas de planetas, asteroides e de outros corpos. A NASA espera que algumas perguntas como quando Júpiter nasceu, como o seu campo magnético foi formado e qual a sua composição sejam respondidas através da análise da sonda.
O nome da missão não foi escolhido aleatoriamente: Juno (Hera), na mitologia greco-romana, é a esposa de Júpiter (Zeus). O pai dos deuses criou um véu de nuvens ao redor de si mesmo, para esconder sua perversidade. Sua esposa conseguiu atravessar as nuvens, para revelar sua verdadeira natureza. Espera-se que Juno, a sonda, consiga fazer o mesmo.

12.084- Foguete da SpaceX faz pouso de sucesso após lançamento de satélites


Um fato inédito na história espacial – e que vai revolucionar nossas viagens ao espaço. A empresa americana SpaceX conseguiu realizar um pouso bem sucedido do foguete Falcon 9, que retornou do espaço. Já haviam sido feito quatro tentativas anteriores de aterrissagens no mar, mas todas haviam dado errado.
Com esse feito, os foguetes poderão ser reutilizados como naves espaciais – uma economia de muitos milhões de dólares.
O Falcon 9 decolou às 20h29 do dia 21 de dezembro (23h29 no horário de Brasília), numa missão para colocar 11 novos satélites em órbita. Após o lançamento, a parte do foguete responsável pela propulsão começou seu retorno à Terra. Apenas 11 minutos depois, pousou suavemente, em posição vertical. Ele chegou a subir cerca de 200 km antes de voltar.

10.826 – Astronáutica – O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA


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Apesar de parecer coisa de cinema, o Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA não é uma ideia para o próximo filme do Homem de Ferro. Ele é um projeto real da agência espacial norte-americana, que pretende levar seres humanos até Marte.
O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade da NASA (DSBD, na sigla em inglês) é uma nova tecnologia de desaceleração atmosférica para apoiar missões de exploração em todo o sistema solar. Como você pode ver pelas imagens, ele se parece muito com o “estereótipo” de disco voador que temos muito bem formado em nossas mentes. Com um formato arredondado, conta com 22 metros de largura e fica a 6 metros de altura.
O DSBD foi projetado para diminuir o impacto de forças à medida que atravessa a atmosfera marciana para, assim, conseguir pousar em segurança. No caso do envio de pequenos robôs e sondas ao planeta vermelho, esse problema é solucionado pelo uso de um paraquedas que desacelera o equipamento, tornando o pouso mais suave. Mas, como a ideia agora é realizar missões mais avançadas, com seres humanos, a nave é mais pesada – o que significa que um paraquedas “comum” (como os que já vêm sendo usados) não seria capaz de segurá-la e reduzir o impacto com a superfície.
Quando a nave estiver atravessando a atmosfera de Marte a uma velocidade supersônica, o DSBD irá inflar um grande anel em torno de seu perímetro, fazendo com que a resistência do ar atue. A nave vai desacelerar o suficiente para que os paraquedas acoplados reduzam ainda mais sua velocidade, antes de pousar na superfície marciana. Usando este novo sistema, os engenheiros esperam poder pousar objetos tão grandes quanto uma casa de dois andares no chão do planeta vermelho.
Para testar a eficiência do DSBD e outras tecnologias, uma equipe de cientistas da NASA construiu um outro equipamento chamado Desacelerador Supersônico Inflável (SIAD–R). Trata-se de um mecanismo de teste, formado por um grande trenó movido por um foguete. Localizado em China Lake, na Califórnia, ele é capaz de fornecer forças de resistência para a nave que são 25% maiores do que as condições do mundo real, proporcionando um bom “ensaio” para futuras missões.
A NASA planeja testar esse novo veículo no Havaí. A nave será jogada de uma altitude de 24 km, a fim de simular a fina atmosfera de Marte.
Segundo um comunicado oficial da agência norte-americana à imprensa, “o DSBD é uma das várias tecnologias transversais da NASA e está sendo desenvolvido para criar novos conhecimentos e capacidades necessárias para permitir missões futuras a asteroides, Marte e muito mais”. Ou seja, essa nova tecnologia também poderia ser empregada para outras futuras missões a outros planetas e luas com atmosferas significativas.