14.054 – Terra, Eterna Enquanto Dura – Vida na Terra acabará em 2 bilhões de anos, mas Humanidade vai antes


terra e lua
Um modelo de cálculo executado por computadores estima que a vida no nosso planeta vai acabar em exatos 2.000.002.013 (dois bilhões e dois mil treze) anos. A equação foi elaborada pelo astrobiólogo Jack O’Malley-James, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, em parceria com um grupo de pesquisadores de seu campus.
Ao jornal argentino “Clarín”, O’Malley-James explica que a temperatura média da Terra subirá gradualmente ao longo da evolução do sol, e o aumento das temperaturas levará ao aumento da evaporação da água, colocando mais vapor de água na atmosfera. Uma consequência disso é que haverá mais chuva, o que, segundo o astrobiólogo, vai reduzir os níveis de CO2 da atmosfera.
Com o tempo, os níveis de CO2 ficarão tão baixos que as plantas não serão capazes de fazer fotossíntese e muitas grandes plantas e árvores que vemos ao nosso redor todos os dias serão extintas, na análise do cientista. E, sem planta, toda a cadeia alimentar se perderá e todos nós seremos extintos, por causa também dos baixos níveis de oxigênio.
E agora a notícia pior: o cientista escocês garante que os humanos e as plantas deixarão a face da Terra muito antes, na metade deste tempo, daqui a um bilhão de anos. E o processo se extinção se seguirá até que, ao fim dos dois bilhões de anos, os últimos micróbios desaparecerão.

Mas, tais previsões sinistras podem não chegar a acontecer. Boa parte dos cientistas também acredita que seremos salvos por nossa tecnologia.

14.046 – Mega Projeções – Ninguém mais vai usar smartphone em cinco anos, diz Samsung


O lançamento do Galaxy Fold tem sido um grande desafio para a Samsung, mas isso não fez que a empresa mudasse sua visão sobre o dispositivo. Para a companhia, o hardware dobrável é uma espécie de ponte para um futuro sem smartphones
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
“O design do smartphone atingiu um limite e, por isso, projetamos um modelo dobrável”, diz Kang Yun-Je, chefe da equipe de design da empresa. “Além disso, estamos nos concentrando em outros dispositivos que já começam a causar um impacto mais amplo no mercado, como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. Em cinco anos, as pessoas nem perceberão que usam telas.”
Para assistir a vídeos, ouvir música, visualizar e responder mensagens, “pode-se ter a mesma experiência em qualquer lugar”. “O dobrável vai durar anos”, estima Cibils. “Uma vez que o 5G e a internet das coisas estejam disponíveis [juntos], em vez de smartphones haverá dispositivos inteligentes. Eles podem diminuir, mas novos aparelhos surgirão.”

13.871 – Mini avião é capaz de voar sem turbinas nem hélices


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) divulgaram nesta quinta-feira, 22, a construção do primeiro protótipo de avião do mundo sem partes mecânicas. A miniatura é movida a um sistema conhecida como “propulsão iônica”.
Um par de eletrodos são usados para acelerar íons e gerar um tipo de “vento” que faz o avião se lançar ao céu e se manter no ar. A tecnologia permite substituir as turbinas e hélices usadas em aeronaves atuais, tornando-as potencialmente mais leves.
A propulsão iônica não é necessariamente uma novidade. O fenômeno é conhecida na natureza desde os anos 1960. A Apple chegou a considerar a hipótese de usar tecnologia semelhante para resfriar MacBooks em 2012, mas a ideia não foi adiante.
A miniatura usada para testar a tecnologia no MIT pesa apenas 2,45 quilos e possui uma bateria de 40.000 volts. Num avião de verdade, a propulsão iônica pode tornar voos mais seguros, confortáveis, sem barulho e de manutenção mais prática.
Porém, a construção de uma aeronave do tipo em larga escala demandaria custos maiores e uma fonte de energia gigantesca que, por sua vez, poderia contrabalancear o peso perdido com a ausência de turbinas, criando um desafio para engenheiros.
De todo modo, os cientistas do MIT dizem que ainda vai demorar para que a propulsão iônica seja usada em voos comerciais. Os pesquisadores acreditam que, a princípio, a tecnologia seja usada em pequenos drones ou em combinação com hélices e turbinas tradicionais.
Ou, quem sabe, não é essa a tecnologia que vai sustentar os carros voadores do futuro?

 

13.701 – Mega Vídeo – Projetos Futurísticos do Google


O que é futurologia?

É a tentativa de prever, com uma abordagem científica, o futuro mais ou menos remoto da humanidade, tendo como objetivo abordar os vários cenários possíveis do futuro.
Apesar de uma elevada exatidão em pontos específicos, o trabalho de um futurólogo não é indicar o que vai acontecer, mas sim o que poderá acontecer. Em futurologia os cenários e eventos são, ou não, definidos como:

possíveis,
prováveis,
desejáveis.
A futurologia busca entender o que provavelmente continuará e o que poderá plausivelmente mudar. Parte da disciplina pretende, assim, uma compreensão sistemática e com base em padrões do passado e do presente, e para determinar a probabilidade de eventos e tendências futuras.
Vejamos abaixo num vídeo alguns projetos futurísticos do gigante Google, uma das empresas que mais investem em tecnologia no mundo:

12.879 – O espaço pode ser a próxima internet?


espaço negocios
Essa ideia aparentemente sem sentido foi explicada por Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, uma empresa que compete com a SpaceX pela evolução da exploração espacial. A ideia é habilitar uma nova era de empreendedorismo espacial, como foi possível com os primórdios da internet no planeta.
Bezos conta que seu objetivo é criar uma infraestrutura para o espaço similar à que a Amazon pode aproveitar em 1995, com o começo da internet. “Dois garotos em uma universidade podem reinventar uma indústria, mas dois garotos em uma universidade não podem fazer nada de interessante no espaço”, ele explica, fazendo referência à facilidade com que a internet revolucionou mercados inteiros, e como isso não existe para a exploração espacial.
Para mudar isso, a grande meta é tornar a ida ao espaço mais acessível, e uma parte importantíssima deste processo é reduzir o custo permitindo o reaproveitamento dos foguetes que sempre foram destruídos após um uso. Tornar esta viagem mais barata é o foco do que SpaceX e Blue Origin se propõem a fazer, permitindo colocar grandes objetos em órbita com um custo mais baixo.

O executivo afirma que estas restrições de custos impõem restrições sérias a qualquer tipo de espírito empreendedor, ao contrário da liberdade oferecida pela internet. Bezos lembra que, na época da fundação, a Amazon era ele e mais dez pessoas empacotando livros e dirigindo até o posto de correio próximo para entregar os pacotes. “Nós tínhamos uma infraestrutura para fazer o trabalho pesado. Por exemplo, tínhamos uma rede gigantescas que era o Serviço Postal dos Estados Unidos; a internet em si funcionava sobre a rede de chamadas de longa distância”, conta ele, reafirmando que não há nada parecido para realizar negócios que envolvam o espaço.
“Sempre que você encontra uma forma de oferecer ferramentas e serviços que permitam a outras pessoas exercitarem sua criatividade, você está no caminho certo. Eu acho que o espaço está perto de entrar em sua era dourada”, conclui ele, revelando o seu sonho de criar esta infraestrutura espacial.

12.628 – Projeções – Vacinas comestíveis


Primeiro foi o motorzinho do dentista, condenado aos museus de tortura com a chegada do laser aos consultórios. E logo seremos salvos das injeções. A ProdiGene, uma empresa do Texas, Estados Unidos, está testando vacinas comestíveis em humanos. É o fim da picada. A receita vem sendo desenvolvida com auxílio da engenharia genética. Um gene viral é inserido no DNA de uma bactéria, que depois o espalha nas células das plantas. As plantas, então, geram grãos produtores da proteína viral que dispara a resposta imunológica. “Nosso objetivo é produzir diferentes tipos de proteínas para vacinas comestíveis”, afirma Joseph Jilka, vice-presidente da ProdiGene. A vacina comestível será fácil de armazenar, administrável sem mão-de-obra e sem traumas e aumentará muito as chances de sucesso de campanhas de vacinação em países pobres.
“Se tudo der certo”, diz Jilka, “a população mundial poderá ser vacinada até contra a Aids, de forma segura e econômica, comendo milho geneticamente melhorado.” É o que falta para nossa felicidade estar completa: em vez de camisinha, um saquinho de pipoca.

12.624 – Big Bang da Ciência – No Futuro Seremos Cyborgs?


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Os seres humanos serão bem diferentes, em um futuro não muito distante; dentro de apenas três décadas, todos seremos imortais e nos transformaremos em Cyborgs dourados.
Essa é a surpreendente previsão de um futurologista – que afirma que a tecnologia nos fará “evoluir” para uma nova espécie ao longo das próximas décadas.

Nosso domínio da tecnologia também nos permitirá ter animais de estimação “modificados geneticamente” e capazes de falar — como Furbies vivos.
Os seres humanos se tornarão efetivamente imortais, à medida que alcançarem a capacidade de carregar o conteúdo de suas mentes em computadores e baixá-las em novos corpos robóticos.
Tais previsões – baseadas em pesquisas acadêmicas – foram feitas pelo futurologista Dr. Ian Pearson durante a Big Bang Science Fair 2016.
O Dr. Pearson diz que em 2050, as pessoas serão capazes de conectar seus cérebros diretamente a computadores e poderão transferir sua mente para um corpo tecnológico muito superior ao nosso.
“Isso permitirá que as pessoas tenham múltiplas existências e identidades ou que continuem a viver por muito tempo, mesmo após sua morte biológica.”
“O mais emocionante de tudo é que a natureza já não será mais a responsável por produzir mudanças em nós, mas sim as nossas próprias descobertas e avanços científicos.”

Algo mais
Existem diversos sistemas em desenvolvimento para substituir membros e órgãos que não funcionam mais. Por exemplo, o menino Patrick, de apenas 10 anos de idade, recentemente virou notícia por ter sido a primeira criança brasileira a receber um coração artificial. O órgão artificial (atualmente) pode ser utilizado por um período de até 3 meses, permitindo que o paciente aguarde um doador compatível. Esse era o caso de Patrick, e o coração artificial foi capaz de mantê-lo vivo por mais de um mês, até que ele recebeu um coração natural de um doador. Infelizmente, Patrick veio a falecer pouco depois do transplante, por complicações diversas. Pesquisadores trabalham para que, dentro de algum tempo, tenhamos um coração artificial que possa ser utilizado indefinidamente. Isso evitaria a necessidade de um segundo transplante, diminuiria as chances de rejeição e poderia aumentar a expectativa de vida de pessoas com problemas cardíacos como o de Patrick.
Também há pesquisas focando o desenvolvimento de equipamentos capazes de converter a energia gerada pelo nosso corpo em energia elétrica (aproveitando calor, fluxo sanguínio, vibrações, reações químicas…)! Já viu esse filme? Pois é. A ideia é converter energia para alimentar dispositivos como marca-passos, aplicadores de insulina, sensores para monitoramento etc.
Atualmente já há casos de sucesso quando o tema é a substituição de órgãos naturais por artificiais! Por exemplo, há cerca de um ano um paciente teve sua mão natural, que perdeu os movimentos devido a um acidente elétrico, substituída por uma mão robótica. O bom resultado deste caso serviu de motivação para que Milo, um sérvio de apenas 26 anos, pedir para ter a mão amputada para que fosse acoplada uma prótese que liga os nervos a sensores responsáveis por processar os comandos do cérebro. Milo havia perdido o movimento do braço direito após um acidente de moto cerca de dez anos antes. A cirurgia de amputação foi um sucesso e agora Milo aguarda ansiosamente por sua recuperação para instalar seu novo membro biônico.
Atualmente nós incorporamos muitos artefatos artificiais para corrigir problemas e melhorar nosso “funcionamento”, como óculos, marca-passo e próteses dentárias, por exemplo. E consideramos seu uso perfeitamente natural. No futuro, a tecnologia poderá ser utilizada não apenas para corrigir algo que não funciona bem, mas para melhorar nossa capacidade geral e precisão!

12.535 – Nanotecnologia – Como funcionarão os nanorrobôs


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Imagine ir ao médico para tratar de uma febre persistente. Ao invés de ministrar um comprimido ou aplicar uma injeção, o médico encaminha você para uma equipe de médicos especiais que implanta um minúsculo robô na sua corrente sanguínea. O robô detecta a causa da febre, viaja até o sistema apropriado e libera uma dose de medicamento diretamente na área infectada.
Surpreendentemente, não estamos longe de realmente ver dispositivos como este sendo usados em procedimentos médicos. Eles são chamados de nanorrobôs e equipes de engenheiros no mundo inteiro estão trabalhando para criar robôs que serão usados para tratar vários tipos de doenças, desde hemofilia a câncer.
Nem sempre o maior é o melhor
Em 1959, Richard Feynman, engenheiro da CalTech, lançou um desafio para engenheiros do mundo todo: ele queria que alguém criasse um motor que coubesse em um cubo que medisse 1/64 de polegada de cada lado. Ele tinha esperança de que criando e construindo esse motor, engenheiros desenvolveriam novos métodos de produção que poderiam ser usados no campo emergente da nanotecnologia. Em 1960, Bill McLellan reivindicou o prêmio, após construir um motor que funcionava de acordo com as especificações. Feynman concedeu o prêmio apesar de McLellan ter construído o motor a mão, sem criar nenhuma nova metodologia de produção.
Como você pode imaginar, os desafios que os engenheiros enfrentam são desencorajadores. Um nanorrobô viável deve ser pequeno e ágil o bastante para navegar pelo sistema circulatório humano, que é uma rede de veias e artérias incrivelmente complexa. O robô também deve ter capacidade para carregar medicação em ferramentas minúsculas. Partindo-se do princípio de que o nanorrobô não é feito para ficar indefinidamente dentro do paciente, ele também deve conseguir sair do hospedeiro.
Neste artigo, aprenderemos as potenciais aplicações para os nanorrobos, as várias maneiras como os nanorrobos vão navegar e se mover pelos nossos corpos e as ferramentas que usarão para curar os pacientes. Também saberemos que progressos as equipes ao redor do mundo tiveram até agora e o que os teóricos preveem para o futuro.

12.445 – A Nanotecnologia na Medicina


nanotecnologia (1)
Os nanorobôs

A nanotecnologia tornou-se uma importante aliada para a área de saúde nos últimos anos, em especial na medicina que a cada dia se beneficia das novas descobertas que envolvem a manipulação dos elementos em escala atômica. O aumento da longevidade, terapias mais eficientes e rápidas são os grandes diferenciais da nanotecnologia em relação à medicina convencional e projetam um cenário futurístico na maneira de combatermos doenças e o envelhecimento.
A medicina já dispõe atualmente de algumas ferramentas provenientes da nanotecnologia que já são capazes de exemplificar a potencialidade da área, como por exemplo, a utilização de sensores retinianos que auxiliam na melhora da visão, estimuladores cerebrais que combatem doenças degenerativas cerebrais, desfibriladores portáteis que regulariam o fluxo cardíaco entre outras aplicações que os medicamentos tradicionais não conseguiriam resolver.
Entre as tecnologias que já estão em fase de testes ou poderão ser aplicadas em um futuro próximo, podemos citar a utilização de nanorrobôs que combatem patógenos em nosso organismo, a transferência de nossas memórias para um computador, terapias gênicas que alterem genes que possam transmitir doenças congênitas e a mais polêmica das aplicações que seria a imortalidade através de nanorrobôs que reparassem os danos celulares causados pela idade, chegando a esse ponto certamente teremos um grande marco para a humanidade.
É importante pensar na nanotecnologia como uma tecnologia a ser usada a serviço do bem estar da sociedade, a utilização dessa tecnologia para objetivos menos nobres como armas e manipulações genéticas sem propósitos terapêuticos pode significar uma regressão de valores de uma promissora área da ciência contemporânea.

12.441 – Projeções – O Ser Humano será um Homem Máquina?


homem maquina
Vários cientistas já alertaram para os riscos possíveis da inteligência artificial e diversos escritores de ficção científica também imaginaram um planeta futuro dominado por máquinas.
Agora, um futurólogo estabeleceu um prazo determinado para isso acontecer e deu nome à espécie que nos substituirá: o Homo optimus.
Para Ian Pearson, a partir de 2050, o trans-humanismo será algo comum, e as pessoas se tornarão seres evoluídos graças à tecnologia, sendo capazes até de conversar com seus animais de estimação. Pele eletrônica, collants que aumentarão o poder, maquiagem inteligente, monitoramento e reparo nanotecnológico do corpo e dentes substituíveis automaticamente serão parte da realidade cotidiana desses novos habitantes da Terra – seres humanos e também máquinas.
E não apenas nossos descendentes diretos serão diferentes: também seus animais de estimação, que se tornarão mais inteligentes e serão capazes de aprender idiomas para se comunicar com seus donos.
O Homo optimus, segundo Pearson, vai pôr em xeque a noção de identidade, já que o cérebro poderá se conectar a vários computadores e se carregar em diversos corpos. Haverá o fim do “eu”, tal como o conhecemos e o começo de uma raça de androides, o que implicará em mudanças sociais, geo e biopolíticas radicais e ainda impensáveis.

12.435 – Deus te Ouça …- Diretor do Google prevê que humanidade logo chegará à vida eterna


google dna
Dentro dos próximos 10 ou 15 anos, a humanidade terá conhecimento suficiente para “prolongar sua vida de forma indefinida”.
A previsão foi feita em uma entrevista à TV pelo futurólogo e inventor Ray Kurzweil, responsável pelo setor de engenharia do Google. Ele acredita que, em pouco tempo, a humanidade estará pronta para lidar com qualquer tipo de doença, por meio da introdução de nanorrobôs no organismo, que irão circular pela corrente sanguínea enquanto monitoram o estado de saúde do indivíduo e combatem qualquer tipo de infecção.
Kurzweil prevê também que nosso cérebro será transformado em um complexo HD, com a propriedade de fazer downloads e uploads em conhecimentos de todos os tipos. Indo ainda mais longe, ele afirmou que, até 2040, nossa raça terá alcançado a “singularidade”, ou seja, a fusão entre a inteligência artificial e a do cérebro humano, dando origem ao super-homem.
O futurólogo acredita que os robôs terão um papel fundamental em nossas vidas, embora de forma gradativa. Primeiro, como auxiliares domésticos; depois, como sistemas obrigatórios para a condução guiada de veículos aéreos, marítimos e terrestres; até, finalmente, terem seu tamanho reduzido para serem utilizados como nanorrobôs em nosso organismo.
A partir de 2045, quando o planeta inteiro for um único supercomputador, a humanidade estará fundida à sua própria criação e centralizará suas atividades na exploração do universo, no ajuste de equações físicas e nas viagens a outras dimensões.
As previsões de Kurzweil, no entanto, não contemplam fatores decisivos para qualquer desenvolvimento tecnológico, como as guerras, as conjunturas políticas, as desigualdades sociais, as mudanças climáticas ou, até mesmo, a diminuição dramática de água doce disponível.

12.121 – Projeções – Um dia Em 2016


futuro
Isso não parece ter muita relevância para que é da época de hoje, mas vale a curiosidade.

8h00

“Bom dia, Rodrigo. Você terá câncer daqui a 22 anos”, diz o médico que se materializa assim que entro no banheiro. Nem ligo mais. Todo dia de manhã o app médico vem com algum diagnóstico diferente. Alimentado por milhares de sensores que buscam sinais de doenças 24 horas, ele sabe tudo sobre meu corpo. Também pudera: há sensores na privada, nas minhas roupas, na cama e até no chão. Todos prontos a disparar a qualquer sinal de proteína que indique doença. Mas o câncer não me assusta porque sei que os nanobots vão dar conta do recado. Esses robozinhos menores que o ponto em cima deste “i” circulam pela minha corrente sanguínea o tempo todo, exterminando qualquer célula cancerosa. Aí em 2016 você ainda não está tão tranquilo, mas as coisas estão evoluindo. Na sua época, cientistas do Hospital de Massachusetts criaram um chip capaz de identificar câncer em 115 de 116 pacientes com a doença. Já para os cientistas aqui em 2116, câncer é fichinha perto de outro inimigo: a gripe. Eu mesmo estou meio mal agora e não tenho muito o que fazer. As mutações do vírus da gripe continuam dando um baile na medicina.

9h30

Checo meus e-mails. Logo na primeira mensagem, meu chefe se materializa na cadeira do escritório e grita: “Quando você entrega esse texto?”. Na realidade, não tem ninguém na cadeira. Se eu o vejo, é porque está dentro do meu olho. Calma. Parece esquizofrenia, mas é só tecnologia. Eu uso uma lente de contato eletrônica com acesso à internet. E a imagem do meu chefe está projetada nela. Ela tem a mesma resolução que a minha retina e simula um espaço 3D tão bem quanto meu olho. É ela que traduz instantaneamente para a minha língua o que colegas indianos e chineses falam em nossas teleconferências. E que traz meus amigos virtualmente ao bar quando saio sozinho. Em 2016, só existem protótipos dela. Um deles foi o do cientista Babak A. Parviz, que conseguiu colocar uma tela de LEDs com resolução de 8×8 dentro de uma lente de contato.

10h15

Carros, trens e ônibus agora são todos movidos por eletromagnetismo. O petróleo hoje vale menos que água potável. Estradas foram substituídas por trilhos para supercondutores. Mas está na hora de sair. Penso “abrir porta”. A porta de casa se abre. E não é telecinese. Infelizmente, ainda dependo de um aparelho para poder acionar objetos com a mente. É o tradutor mental: um conjunto de sensores eletromagnéticos em forma de capacete que capta a atividade dos meus neurônios e interpreta exatamente o que penso. Ele se conecta à internet e comanda tudo, do editor de texto ao micro-ondas. Pois é: a neurociência avançou bastante nos últimos 100 anos. Aí em 2016 já existem formas rudimentares do tradutor mental: gente jogando videogame e macacos controlando braços mecânicos com a mente em laboratório. Mas o primeiro a usar um tradutor mental de fato foi o gênio da física Stephen Hawking. Desenvolvido por cientistas do MIT, o tradutor com a tecnologia iBrain permitiu que o físico se comunicasse mesmo depois da paralisia total no corpo.

10h30

Meu carro faz tudo sozinho, como qualquer outro carro. Não lembro a última vez em que usei o volante. Aqui em 2116 o volante é só um item de segurança, como o extintor de incêndio é para vocês aí do século 21. Só tem um problema: meu carro não quer sair do lugar. Será defeito de software? Checo pela lente de contato se ele está atualizado. Ok, está. Abro na lente o app “Car Fix”. Nada. Deve ser problema nessa maldita lente. É ela que liga o carro. E é ela que… Opa, uma moça piscando em vermelho no meu campo visual. Programei a lente para sinalizar toda vez que passar alguém compatível com o meu perfil. Pelo menos alguma coisa ainda funciona direito. Vou pedir ajuda a ela.

10h35

Meus problemas acabaram: carro arrumado. E ainda descolei o ID da lente da moça. Ela me deu uma mãozinha no conserto. Agora só preciso resolver um detalhe: perdi minha mão. Dei bobeira enquanto acenava um tchau para a moça no meio do trilho supercondutor, e um carro superveloz decepou minha mão na hora. Mas tudo bem. Era biônica mesmo. Compro outra logo mais. Tinha essa mão desde os 15 anos, quando era moda trocar órgão biológico por mecânico. Perder um olho, um rim ou um pulmão também não seria o fim do mundo. Dá para ir à loja de órgãos e comprar um novo. Graças à evolução da engenharia genética, agora é possível criar um órgão inteiro a partir de um punhado de células. Só não troco tudo de uma vez porque é caro pra caramba.

13h45

“Oi, moça. Tudo bem?” Assim que ela atende a ligação da minha lente, é como se eu me teletransportasse para uma cadeira dentro do ateliê onde ela trabalha. Com um comando de seu tradutor mental, a moça dá ordens a um nanobot. Ele vai até uma pilha de matéria e começa a se reproduzir, tal como seres unicelulares. E, em segundos, bilhões de nanobots esculpem o bloco de matéria. Surge do nada uma obra de arte. É assim que se constroem objetos em 2116. Basta projetar um design ou fazer um download direto na internet e mandar para os nanobots. Aí em 2016 você pode achar que está a anos-luz dessa tecnologia. Mas cientistas já trabalham em um meio de montar objetos usando as propriedades de atração e repulsão na carga elétrica da matéria. Enquanto os nanobots esculpem, eu tento agilizar o meu lado com a moça: “Você conhece o restaurante do elevador espacial?”, pergunto. Sem desviar o olhar da escultura, ela responde: “Não”. Eu: “Quer conhecer?”. Ela:”Pode ser”. Eu: “Hoje às 21h00?”. Ela: “Ok. Conversamos lá. Até!”. De repente, a sala de casa aparece de novo na minha lente. E um sorriso aparece nos meus lábios.

21h00

Céu azul. Nuvens e mais nuvens. O elevador espacial sobe mais ou menos como um avião em 2016. Mas aí o céu vai ficando roxo. E cada vez mais escuro. Estrelas começam a aparecer. De repente, surge a Terra azul lá embaixo. Pronto: estamos no espaço. Em essência, o elevador espacial é uma haste de 100 mil km de altura fincada na superfície da Terra. Mas como um haste 8 vezes maior que o diâmetro do planeta e que alcança um quarto da distância até a Lua consegue ficar de pé? A resposta está na física e nos nanotubos de carbono. Gire uma bola de tênis amarrada a um cordão. A corda não fica fixa, esticada? O mesmo princípio é usado no elevador com a rotação da Terra. Só que a rotação da Terra é de 1 670 km/h na linha do Equador – tão rápido que estouraria qualquer cordão. A menos que ele fosse feito de nanotubos de carbono, um material 180 vezes mais duro que o aço. Ele já existe aí em 2016. Mas os cientistas ainda só conseguiam fabricar tubos de poucos centímetros. Chegamos ao restaurante, que fica em um satélite geoestacionário a 35 mil km de altura. Logo que sentamos à mesa, ela me diz: “Eu sou de câncer”. E aponta para a constelação de câncer pela janela. O tradutor mental lê meu cérebro e percebe que não sei nada de zodíaco (se o horóscopo, que começou na Babilônia de 2000 a.C., ainda existe até 2016, por que não continuaria existindo aqui em 2116?). Então, minha lente mostra o texto que repito: “Quer dizer que você é muito ligada à família, não é… (Ops, qual o nome dela? Aparece na lente: Renata)… Renata?” Ela me olha com cara de que ouviu palavrão. “Desculpa, Ana” – tento o segundo sopro da lente. Cara de que chupou limão. “Quer dizer, Elisa!” – o jeito é improvisar. Ela vira de lado, olha para o espaço e me deixa no vácuo. Sem saber o que fazer, vou ao banheiro. Maldita lente com defeito! No meio do caminho, lembro: Carolina! De nada adianta. Minha mesa já está mais vazia que o espaço sideral. Lá fora no mirante, Carol conversa com 2 amigos reais e 3 holográficos. No meio do restaurante, coloco a mão no olho, jogo a lente no chão e piso em cima. Essa lente só serve mesmo é para lixo espacial. Pois é, amigo de 2016. O futuro chegou. Mas a vida continua não sendo fácil.

11.564 – Projeções – A Paris do Futuro


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Para lembrar esses sonhos, a prefeitura da capital francesa organizou, entre maio e outubro de 1998, a exposição Paris das Utopias. “Com 370 projetos, desenhos e filmes feitos entre 1860 e 1960, pretendíamos chamar atenção para o novo milênio”.
A perspectiva de um crescente aumento da população pedia soluções para a circulação urbana. Pelo jeito, no começo do século as aeronaves pareciam mais promissoras do que os carros.
Calçadões elevados
Antes de os aviões começarem a povoar o imaginário parisiense, as passarelas é que eram soluções para as ruas congestionadas. Em 1857, o engenheiro Ferdinand Bouquié desenhou esta esquisita aranha sobre o Boulevard Montmartre um dos lugares de maior vaivém na cidade. Menos agressiva, a idéia do arquiteto Hector Horeau, de 1866, sugeria uma ligação entre os boulevares Sebastopol e Saint-Denis, também movimentadíssimos até hoje. No fim das contas, o parisiense usa mesmo é as passagens subterrâneas do metrô.
Congestionamento aéreo
Os dois cartões-postais acima, editados em 1900 pela loja Au Bon Marché, rede de magazines ainda importante na cidade, mostram as fantasias que as experiências do brasileiro Santos-Dumont e dos americanos Wilbur e Orville Wright despertavam. Que tal pegar um aerotaxi para ir às compras?
Aeroporto aquático
Ainda bem que a idéia do arquiteto André Luçart, publicada na revista de ciência e tecnologia Je Sais Tout (Eu Sei Tudo), em 1932, não deu certo. Seria triste ver um pedaço do Rio Sena coberto por esta enorme pista de pouso.
A crença de que a tecnologia poderia tudo gerou idéias absurdas como a elevação de uma ilha e a criação de praias às margens do Sena.
Hotel Babilônia
A construção exótica, empoleirada no Arco do Triunfo, um dos monumentos mais importantes de Paris, chega a assustar. É um hotel do futuro, imaginado por Albert Robida em 1883.
Ilha com pernas
O arquiteto alemão Ingrid Webendoerfer também deu palpites sobre o futuro de Paris. Mas nunca explicou como poderia ser levado a cabo seu projeto de elevar a Île de la Cité a 100 metros de altura. Certamente esperava um milagre da tecnologia. A idéia, ao menos em teoria, não é de todo má. Com a ilha no alto, o trânsito fluiria mais fácil de um lado a outro da cidade, através de túneis.
Poesia para ouvir
Invenções como o fonógrafo (1877), do americano Thomas Edison, levaram Albert Robida, em 1892, a prever uma revolução no comportamento: em vez de ler, ouviríamos poesias. E ao ar livre, sem necessidade de fios. Uma idéia popularizada por qualquer gravador a pilha, hoje. A poesia, nem tanto.
Paris ou Nova York?
Em 1922, oito anos antes do início da construção do Empire State Building, o famoso edifício nova-iorquino, o arquiteto Auguste Perret propôs esta fileira de arranha-céus em Paris. Para os parienses de hoje, a imagem deve causar arrepios. É que eles se orgulham dos prédios baixos e harmônicos que compõem a paisagem urbana da bela cidade.
E o Sena vira mar
Não foram poucos os que pensaram em transformar a cidade num porto. A dragagem da foz e as eclusas construídas ao longo do Rio Sena possibilitariam alargar o rio e dar passagem a grandes navios. Nesta ilustração anônima, de 1930, a idéia ganhou um delirante complemento: uma vasta praia, em plena Place de la Concorde.

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Júlio Verne
O visionário autor de A Volta ao Mundo em Oitenta Dias e Vinte Mil Léguas Submarinas também imaginou como seria Paris perto do ano 2000.
“O que teria dito um de nossos ancestrais ao ver aqueles boulevares iluminados com um esplendor comparável ao do Sol, aqueles carros circulando sem ruído (…), aquelas lojas ricas como palácios (…), aqueles viadutos tão leves, (…) aqueles trens cintilantes que pareciam sulcar os ares com uma rapidez fantástica?”
Parece que Júlio Verne (1828-1905) escreveu o texto aí em cima anteontem, mas foi por volta de 1860. Impulsionado pelos recentes avanços da ciência e da tecnologia, ele resolveu botar no papel algumas divagações sobre como deveria ser a capital da França, sua cidade, dentro de 100 anos. Rejeitado pelo editor, o livro Paris no Século XX, permaneceu desconhecido durante 100 anos.
No Brasil, saiu apenas em 1995, pela Editora Ática. Na obra, como sempre, Verne acerta no varejo e no atacado. Entre outras coisas, previu o fax, os carros movidos a gás e o Mercado Comum Europeu. Coisa à toa para quem também imaginou, antes de qualquer outro, o submarino, a televisão e as viagens espaciais.
Mas o precursor da ficção científica também errava. Ao fazer prognósticos sobre o futuro de Paris, ele foi um dos que apostaram na transformação da cidade em porto. Um sonho que, ao contrário de quase tudo o que Verne previu, acabou superado – pelo desenvolvimento da aviação. Afinal, o Aeroporto Charles de Gaulle é, hoje, um dos maiores da Europa.

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11.288 – Projeções – Como o futuro era imaginado há mais de 100 anos


Escrito no final do século XIX, o livro La Fin du Monde (“O Fim do Mundo”, em tradução livre) conta sobre um cometa que atinge a terra pouco depois da virada do século XX para o XXI, causando consequências de longo prazo que culminam na morte do planeta. De autoria do astrônomo francês Camille Flammarion, o romance teve sua primeira edição publicada em 1893 e foi adaptado para o cinema em 1931.
A seguir, você pode ver algumas ilustrações escaneadas de uma das primeiras edições do livro, lançada na Hungria em 1897. Com desenhos feitos por vários artistas famosos da França, o livro mostrava cenas de um futuro fantasioso, mas não completamente errado. Confira essas cenas a seguir e veja o quanto nosso futuro se parece com a ficção do passado:

A cidade do futuro
A grande maioria dos prédios conta com grandes domos rotativos, usados para observar as estrelas, as ruas são iluminadas por postes elétricos e algumas coberturas contam com portos para grandes navios aéreos. Embora os observatórios e os grandes dirigíveis não tenham se tornado itens do cotidiano, os heliportos e a luz elétrica são bastante difundidos hoje.

Tráfego aéreo
Os navios aéreos – ou dirigíveis – certamente não são métodos convencionais de locomoção, mas os aviões já transportam milhões de pessoas todos os dias. Seria um verdadeiro problema se o espaço aéreo fosse tão caótico quanto o da imagem.

dirigiveis

Sem fios

Na ilustração, uma mensagem wireless de Marte é recebida e projetada em uma sala repleta de cientistas e políticos. Com relação à comunicação sem fios, acredito que os franceses do final do século XIX ficariam surpresos com nossos avanços, acessíveis para qualquer pessoa.

wireless

Basta tirar os grandes navios aéreos sustentados por balões de ar e colocar grandes Boeings em seu lugar, e certamente poderemos dizer que as previsões de Flammarion sobre nossos meios de transportes chegaram perto da realidade.
Paris do futuro
No livro, a capital da França se tornou uma megalópole que vai de Bordeaux a Narbonne, com seu céu repleto de aviões com asas flexíveis e nuvens de fumaça. A cidade também contaria com pontes de vários níveis e trilhos de monotrilho.
As pessoas poderiam adquirir grandes telas redondas para a exibição de conteúdo de entretenimento, com uma placa de controle fixada na parede mais cômoda. A realidade das TVs de alta definição certamente está aqui, mas por sorte temos soluções mais práticas para os controles.
Carros voadores, ainda não!
Nesta cena romântica, é possível ver um carro com asas flexíveis que não apenas voa, mas se locomove sem a necessidade de um motorista. Infelizmente, ainda estamos trabalhando para viabilizar a livre circulação de veículos autônomos, de forma que fazer com que eles também trafeguem pelo ar vai ter que esperar mais um pouco.

carro voador

Apocalipse
Por sorte, até agora não fomos atingidos por grandes meteoros e não estamos na mira de outras ameaças de destruição iminente. Assim sendo, é improvável que vejamos em breve cenas como a desse navio voador pairando sobre as ruínas da civilização humana.

11.268 – Espaço – Como impedir uma invasão alienígena?


invasão alienígena

Se viajar entre as estrelas está entre as possibilidades para o futuro da humanidade e há pelo menos algumas outras civilizações avançadas lá fora, o dois mais dois leva a uma inevitável conclusão: certamente há ETs por aí que já adquiriram a capacidade para nos visitar.
Quem disse que os ETs não virão até aqui para acabar com a gente, à la Independence Day?
Os entusiastas da busca por vida extraterrestre (conhecida pela sigla Seti) sempre dizem que isso não faria sentido para uma civilização – ir até um planeta vizinho simplesmente para brigar. Mas nem todo mundo pensa assim. O astrônomo Travis Taylor e o químico aeroespacial Bob Boan ousaram dar o primeiro passo na direção contrária ao escrever o livro An Introduction to Planetary Defense (“Uma Introdução à Defesa Planetária”). Trata-se de um esboço de manual de instruções para repelir uma eventual invasão alienígena.
Especulando que os recursos da Terra poderiam ser valiosos a uma outra civilização, e apostando que há pelo menos algumas civilizações na Via Láctea mais avançadas que nós, a dupla sugere que nos preparemos – e para já – contra uma potencial invasão. Portanto, saiba aqui como devemos fazer para nos defender dessa improvável, mas assustadora, possibilidade.

Seja discreto
Para evitar uma invasão, o primeiro passo é evitar ser descoberto. Com esse fim, deveríamos parar de transmitir sinais para o espaço a torto e a direito (abdicando das comunicações por satélite) e focarmos nossas telecomunicações em cabeamento físico. Transmissões capazes de ser detectadas por ETs já são feitas desde os anos 30.

Resposta à altura
No caso de uma hipotética invasão, estaremos enfrentando uma força superior, vinda de fora. Mas seremos mais numerosos. Para fazer uso disso, entretanto, precisaremos unir forças e ter um plano de reação elaborado antes mesmo que a invasão ocorra. Essa estratégia deve ser projetada contemplando coordenação de tantos países quanto for possível.

Confie e desconfie
Um ET desce em Nova York e decide bater um papo com o pessoal da ONU. E aí? Recebemos o homenzinho verde de braços abertos? Nã-nã-ni-nã-não. Não podemos ouvir tudo que ele tem a dizer sem desconfiar de intenções ocultas. Mesmo que ele ofereça a cura para o câncer ou alguma outra coisa muito valiosa. Para Taylor e Boan, há 4 tipos possíveis de civilizações, e não há razão lógica, no momento, para acreditar que algum desses tipos exista em maior número que os demais. Segundo a dupla, é fundamental que prestemos atenção a todos os movimentos do recém-chegado ET, a fim de categorizá-lo o mais rápido possível e preparar a resposta apropriada. E tomar cuidado com os que se venderem, de cara, como bonzinhos – pode ser um truque para nos pegar com as calças arriadas.

Traços mais comuns em extraterrestres

Benevolente:
Os bonzinhos que viriam para nos ensinar a curar o câncer.

Neutro:
Eles vêm, observam, interagem, mas não interferem conosco.

Pesquisador:
Eles vêm saber em que pé nós estamos. No fim, podem se converter em alguma das outras 3 categorias.

Hostil:
Eles vêm para o pau mesmo, e a gente que se lasque.

Tenha bombas atômicas sempre à mão
Caso tenhamos mesmo que ir para o pau com um ET, das armas de destruição em massa conhecidas, as biológicas e químicas seriam de pouco uso; nós sabemos o estrago que elas fazem em humanos, mas será que fariam algum mal a uma criatura de outro planeta? Provavelmente, a única arma realmente potente que teremos diante dos alienígenas será a boa e velha bomba atômica. Por isso, nada de desarmamento! Temos é de fabricar mais e mais bombas.

Aprenda com os terroristas
Humanos atacando alienígenas com tecnologia vastamente mais poderosa terão de agir de forma não muito diferente da usada pelos terroristas dos tempos atuais. Se a trupe de Osama bin Laden tentasse confrontar o Exército americano, por exemplo, tomaria uma surra. Mas, travando pequenos conflitos de surpresa, com táticas de guerrilha, o estrago passa a ser muito maior. Taylor e Boan acreditam que não haverá estratégia melhor para tentar repelir os ETs, ou, no mínimo, transformar a vida de nossos conquistadores num verdadeiro inferno na Terra.

11.076 – Projeções – E se um asteroide bater na Terra?


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Depende. O certo é que, logo após o impacto, ninguém ia saber direito o que aconteceu. E ninguém estaria mais confuso do que os astronautas da Estação Espacial Internacional.
À medida que a estação espacial se aproximava do local da colisão, menor era a visibilidade. Uma espessa nuvem de poeira, a cerca de 40 km de altitude, cobria a América do Norte e avançava sobre Atlântico e Pacífico. Era noite na Europa, e os três tripulantes da estação espacial não viram nem sinal das teias luminosas que marcavam a localização de Londres, Paris, Roma… Ao sobrevoarem a Ásia, a escuridão deu lugar a manchas iluminadas: incêndios que tomavam a Rússia e a China. Perto do Japão, contaram três vulcões expelindo lava – o traço comprido da fumaça indicava a força dos ventos. Chegando à Califórnia, perceberam que a massa flutuante de cinzas, nuvens e poeira cósmica começava a espiralar, formando furacões. Foi quando Tom chorou. Dorothy sempre estremecia ao ouvir um trovão, para rir em seguida, envergonhada.

10.949 – Mega Techs – O que a tecnologia tem pra 2015


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Que a tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina e que cada vez mais precisamos dela para executar nossas tarefas não é novidade para ninguém. Agora e, em especial em 2015, nosso vínculo tecnológico deverá aumentar ainda mais com a chegada ao mercado do Google Glass e toda a linha de produtos “usáveis”. Além disso, nossa vida também deverá mudar no que diz respeito ao gerenciamento de tarefas da nossa casa, como dirigir nosso carro, fora a popularização das impressoras 3D. Confira abaixo o que esperar de 2015!
Impressoras 3D
Elas deverão ficar cada vez mais baratas. Atualmente, já é possível comprar uma delas por R$ 5 mil (sim, ainda é caro), mas a expectativa é que em 2015 o preço destas maravilhas tecnológicas caía ainda mais.
Software para carros
Google a Apple já estão de olho no seu veículo, com a criação de versões dos seus sistemas operacionais direcionadas para os carros. Para o ano que vem, carros da Chevrolet, BMW, Citroën, Honda, Hyundai e Audi deverão sair de fabrica com o CarPlay, da Apple, e o chamado “Android para carros”.
Tecnologia que você veste
Não há como negar que, para o ano que vem, uma das novidades mais aguardadas é o Google Glass. A gigante Google ainda não anunciou quando o dispositivo começará a ser vendido para o público em geral, ou em quais países isso deverá ocorrer, mas estima-se que o Google Glass deva custar em torno de US$ 1,5 mil. Fora o óculos, também deverão estar na moda os relógios inteligentes da Samsung e Sony.
Drones
Será quem em 2015 teremos também congestionamento de drones nos céus? Estes pequenos robôs voadores já deixaram de ser novidade, mas o risco agora é que sua popularidade chegue a tal ponto que traga problemas de “tráfego aéreo”.
Casa inteligente
Já pensou como seria comandar os eletrodomésticos da sua coisa com o uso do smartphone? Esta realidade parece estar cada vez mais ao alcance dos consumidores, e a tendência é de que os comandos sejam cada vez mais integrados e abracem diversos itens da casa.

10.708 – Projeções – Você confia em pesquisas?


pesquisas

65% dos brasileiros achavam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo mereciam ser atacadas”, dizia aquela pesquisa do Ipea. Começou ali a campanha “não mereço ser estuprada”, Dilma tuitou o seu apoio, todo tipo de especialista ofereceu explicações. Mas, dias depois, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas corrigiu o gráfico. Disse que não eram 65% dos entrevistados, mas sim 26% que concordavam com o “ataque”. O diretor responsável pela pesquisa pediu demissão, como se sabe.
Mesmo com a correção, os protestos continuaram. Claro: 26% ainda era muito. E não existe dúvida de que falta muito para que haja igualdade de fato entre os gêneros – qualquer mulher que saia de shorts na rua não precisa de um levantamento do Ipea para ter certeza disso. Mas o caso também deixou claro que precisamos desenvolver um olhar crítico sobre outra coisa: as próprias pesquisas.
O problema maior aí é que tanto os 65% do primeiro momento como os 26% posteriores foram tratados como fato. Como há uma crença de que os números não mentem, a pesquisa foi divulgada e compartilhada como um achado científico incontestável. Só que há números e números. Uma coisa é, digamos, o total de pessoas nascidas no Brasil em um determinado ano – algo registrado individualmente. Outro é uma porcentagem de pessoas que responderam de determinada forma em uma pesquisa de opinião. Um é dado concreto, outro, uma estimativa baseada em uma amostragem. O primeiro é fato. O segundo, nem tanto.
O maior problema foi na escolha da amostra, que simplesmente não representava a população brasileira. Entre as 3.810 pessoas entrevistadas, apenas 29% moravam em regiões metropolitanas (no Brasil real, são 44%); mais de 65% eram mulheres (contra 51% da população de verdade) e 19% tinham 60 anos ou mais (contra 11% da realidade). Pessoas mais idosas e que moram fora dos centros urbanos tendem a ter um pensamento mais conservador (e, logo, menos favorável ao uso de roupas sensuais), mas a pesquisa ignorou isso. O texto das perguntas também sofreu críticas – o que significa exatamente “atacadas”? Uma senhora interiorana pode tranquilamente interpretar isso como um “ataque” verbal – e vindo de outra mulher; algo bem diferente de estupro. Se o termo da pergunta fosse justamente “estupro”, talvez os números fossem outros, mais baixos, até pelo fato de a maioria dos entrevistados ser mulher.

protesto estupro

Todos os grandes institutos têm erros importantes no currículo. Porque mesmo que os institutos falassem com todos os brasileiros, poderíamos não ter certeza sobre o que pensam as pessoas. Sim: a ordem das perguntas pode influenciar as respostas, por exemplo. Nas eleições de 2010, vários institutos de pesquisa foram questionados por enviesar o entrevistado. Antes de perguntar sobre a avaliação do presidente ou governador, por exemplo, o pesquisador fazia perguntas sobre o sentimento de insegurança, o desemprego, a inflação. Dependendo das respostas anteriores, uma avaliação que seria neutra ou positiva podia passar a ser negativa – já que o governante (citado na última pergunta) seria percebido como o culpado pela insegurança, pelo desemprego e pela inflação.
Outra questão está em quem divulga as pesquisas, seja a imprensa, seja cada um que compartilha no Facebook. É que o mesmo levantamento pode trazer dados que mostram realidades diferentes. O próprio texto do Ipea que acompanha os gráficos da fatídica pesquisa começa dizendo que 91% da população concordou com a frase “Homem que bate em mulher tem que ir para a cadeia”. E, mais adiante, diz que os jovens culpam menos as mulheres pelo comportamento violento dos homens. São sinais claros de progresso. Mas ninguém levou em conta.
O Ipea, que antes só fazia estudos econômicos, tem como missão agora elaborar pesquisas que ajudem a “ditar políticas públicas”. A porcentagem de gente que concorda com isso ou aquilo vai direcionar recursos para esta ou para aquela contratação de pessoal ou mudança no currículo escolar. Da mesma forma, pesquisas eleitorais direcionam o voto – o eleitor pode mudar a intenção para forçar um segundo turno, por exemplo, baseado nas pesquisas. No fim das contas, as pesquisas servem como uma arma a favor da democracia. Mas isso só vale, claro, se elas forem confiáveis. E só existem três formas de garantir isso. Primeiro, os institutos devem ser transparentes na hora de divulgar seus dados, mostrando como as perguntas foram feitas. Segundo, têm de gastar mais tempo e cérebro com a redação dessas questões, para evitar termos dúbios (como o “atacadas” do Ipea). Terceiro, e mais importante, é o papel do público: avaliar os números e o método. Porque não são só os institutos: nós também precisamos diminuir nossa margem de erro.

10.562 – Projeções – Como as pessoas do século passado imaginavam o mundo atual?


É preciso dar asas à imaginação para projetar o mundo daqui a 100 anos. Para as mentes de 100 anos atrás talvez fosse ainda mais difícil, já que naquele tempo não existiam tecnologias que hoje fazem parte de nossa vida cotidiana. Isso fica bem evidente com a descoberta de uma coleção de desenhos futuristas de grande valor histórico de Jean-Marc Côté, entre outros artistas franceses, realizados entre 1899 e 1910, sob o título “França no ano 2000”. Muitas das imagens que compõem o acervo foram originadas de um grande acontecimento da virada do século: a Exposição de Paris de 1900. Dela participaram diversos artistas que, sob a influência da chegada de uma nova era, expressaram sua perspectiva do que seria o futuro.
Os desenhos misturam momentos de grande lucidez antecipatória, com alguns erros que, atualmente, parecem saídos de uma imaginação bastante inocente. Dentre os 87 trabalhos, podem ser observadas ideias recorrentes, como o domínio do mundo submarino (bastante mais avançado do que veio a ocorrer, já que o homem tratou de conquistar o espaço), a ideia de transportes voadores para uso cotidiano (transportes públicos, serviços de polícia, bombeiro, etc.) e as invenções mecânicas que reduziriam o esforço braçal no trabalho humano.
Veja abaixo alguns dos mais surpreendentes:

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10.290 – Astrofísica – Fim do Universo Simulado


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A ideia de que um dia todas as estrelas do céu se apagarão e o universo, em toda a sua misteriosa imensidão, deixará de existir, pode parecer inconcebível. Ou pelo menos, inimaginável para a maioria dos mortais. O que não se aplica a Joe Hanson, escritor e autor do vídeo “Futuro da Terra e Fim do Universo”.
Hanson explica, no vídeo, que, em 100 mil anos, a posição do planeta Terra, dentro da Via Láctea, será tão diferente que as constelações que conhecemos serão praticamente irreconhecíveis na escuridão do céu.
Ainda dentro da progressão, o vídeo relata como, em 500 mil anos, a Terra sofrerá uma colisão com um asteroide grande o suficiente para mudar radicalmente todo o clima no planeta. Em 600 milhões de anos, o processo de fotossíntese vegetal será inexistente. Em um bilhão de anos, os oceanos desaparecerão, evaporados pela ação do Sol, e qualquer espécie de vida multicelular, inclusive a humana, se ainda existir, desaparecerá com eles.
Em 4 bilhões de anos, nossa galáxia finalmente sofrerá uma colisão com Andrômeda, evento durante o qual seis bilhões de estrelas se chocarão. Quatro milhões de anos depois, quando todas as reservas de energia tiverem desaparecido, o Sol começará a se expandir até finalmente engolir todos os planetas interiores e um bilhão e seiscentos milhões de anos depois, o majestoso astro-rei estará reduzido a uma estrela branca anã. Finalmente, em 10 bilhões de anos, a escuridão.