13.354 – Energia – Substância da picada da formiga é transformada em combustível para ônibus


formiga2
Um grupo de estudantes na Holanda desenvolveu uma forma de armazenar energia que pode ser mais barata, mais prática e mais sustentável que os combustíveis renováveis existentes.
O ácido fórmico, encontrado na natureza em formigas e outros insetos, que o usam em suas picadas. Ou por plantas como a urtiga.
“Criamos o primeiro ônibus no mundo que usa o ácido fórmico como combustível, uma solução muito mais barata do que o hidrogênio gasoso e que traz os mesmos benefícios ambientais”, afirmou Lucas van Cappellen, da Team Fast, empresa derivada da Universidade de Tecnologia de Eindhoven.
Cerca de 40 estudantes trabalham no projeto de um novo meio de transporte que reduza emissões de carbono e ajude no combate ao aquecimento global.
O ácido já é usado em processamentos têxteis e de couro, em conservantes de alimentos para animais e em removedores domésticos.
Mas a Team Fast encontrou agora uma forma de fazer o ácido transportar de maneira eficiente os ingredientes necessários para células de combustível usadas para alimentar veículos elétricos.
O combustível, que a equipe chamou de hidrozina (não confundir com hidrazina), é um líquido, o que o tornaria de fácil transporte e abastecimento, como os combustíveis tradicionais. A diferença é que ele é muito mais limpo.

“As emissões do escapamento são apenas CO2 e água”, explica Van Cappellen. “Não são emitidos outros gases nocivos como óxido nítrico, fuligem ou óxidos sulfúricos”.

Para testar o conceito no mundo real, um ônibus elétrico abastecido com esse tipo de combustível sairá às ruas da Holanda ainda neste ano, fazendo rotas tradicionais e aparecendo em feiras e eventos tradicionais da indústria.
O ônibus tem um sistema elétrico de direção, desenvolvido pela fabricante de ônibus VDL, que recebe energia adicional do sistema de células de combustível de ácido fórmico montado em uma extensão na parte de trás do veículo.

“Nosso tanque tem cerca de 300 litros, então vamos estender a capacidade de rodagem do ônibus em 200 km. E é claro que a gente poderia fazer um tanque maior muito facilmente”, explicou Van Cappellen.
As células de combustível de hidrogênio que existem hoje em dia têm uma capacidade de rodagem de 400 km.
Mas por que desenvolver um ônibus em vez de um carro?

“Se construíssemos um carro, iríamos competir com carros elétricos. Mas acreditem, carros movidos a bateria são uma ótima solução para muitas pessoas”, disse Van Cappellen.

“Mas se nós provarmos que podemos fazer um ônibus que supre todas as necessidades das empresas de ônibus, com capacidade de rodar centenas de quilômetros, e de rápido abastecimento, nós mostraremos o potencial da hidrozina em um segmento em que não há nenhuma opção sustentável na concorrência.”
A hidrozina é criada por meio de uma reação química entre água (H2O) e dióxido de carbono (CO2). “Em um reator, água e CO2 são ligados usando uma eletricidade sustentável. Isso é um processo eletroquímico direto e sustentável”, explica o estudante.
A hidrozina é, então, quebrada por um catalisador em hidrogênio e dióxido de carbono dentro de um aparelho kit chamado reformador —que o Team Fast está tentando patentear.
O reformador recém-projetado tem um décimo do tamanho dos aparelhos deste tipo existentes, e por isso agora é aplicável em equipamentos de transporte pela primeira vez, segundo os estudantes.
O hidrogênio é, então, colocado em uma célula de combustível onde reage com o oxigênio para gerar a eletricidade que ativa o motor elétrico.

onibus hidro

Anúncios

13.314 – Energia X Ambiente – Novas hidrelétricas na Amazônia podem prejudicar clima e ecossistemas


rio tapajos
Se forem em frente os atuais planos de construir centenas de hidrelétricas na Amazônia nas próximas décadas, o efeito dominó sobre todas as regiões banhadas pelo Amazonas e seus afluentes será imenso: muito menos nutrientes para os peixes e a floresta, um litoral menos produtivo e possíveis alterações climáticas que alcançariam até a América do Norte.
Esse prognóstico nada animador vem da primeira análise integrada do impacto das usinas no maior rio do mundo, conduzida por uma equipe internacional de pesquisadores e publicada na revista científica “Nature”.
O grupo, que inclui cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade do Texas em Austin (EUA), formulou um índice de vulnerabilidade dos rios amazônicos diante das obras atuais e futuras e concluiu que dois importantes afluentes que atravessam o território brasileiro, o Madeira e o Tapajós, estão entre os que mais sofrerão (e, aliás, já estão sofrendo) com a febre das novas hidrelétricas.
Para o coordenador do estudo, o geólogo argentino Edgardo Latrubesse, da Universidade do Texas, não se trata de impedir a geração de energia na região, mas de levar em conta os impactos dela e pensar em modelos alternativos para a Amazônia.
No caso do rio Tapajós, o principal temor está ligado ao grande número de empreendimentos hidrelétricos (90 planejados mais 28 já em funcionamento), bem como a fatores como a falta de áreas protegidas nas margens do rio e a ocupação humana já relativamente intensa na região.
Alterações de grande porte no fluxo da água e dos sedimentos pela bacia amazônica inevitavelmente vão influenciar o que acontece no oceano Atlântico quando o Amazonas deságua nele. Podem acontecer efeitos negativos nos maiores manguezais ainda intactos na América do Sul, que ficam justamente na costa amazônica.
O estudo não se limita a profetizar a catástrofe iminente, porém. Os pesquisadores propõem que só uma gestão integrada e transnacional dos rios amazônicos será capaz de evitar o mau uso desses recursos.
Para isso, o órgão ideal seria a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, que já reúne os países cujo território integra o bioma. Um painel formado por cientistas de todas essas nações poderia fornecer recomendações sobre a maneira mais racional de produzir energia, com a ajuda dos rios ou por outras fontes renováveis, como a solar e a eólica.

13.255 – Santos ganha 1º ônibus sustentável movido a energia elétrica e diesel


Santos ingressou para o seleto grupo de cidades do País a contar com ônibus híbrido, que funciona com um motor elétrico e outro a diesel. Um veículo do tipo entrou em operação na tarde desta terça-feira (16) na linha 20, que liga o Centro ao Gonzaga. Além da economia de combustível, o modelo reduz a emissão de poluentes e a geração de ruído.
O novo veículo chama a atenção pelo design moderno e é mais alongado que o ônibus convencional, com 12,40 metros de comprimento – o outro tem 11 metros -, oferecendo 36 assentos. Dispõe de ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Ao acompanhar a entrega do veículo na Praça Mauá, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa destacou que um dos tópicos do plano de melhorias do transporte coletivo é a modernização do sistema e a chegada do ônibus híbrido é mais um avanço.
“Estamos sempre buscando novas tecnologias”, disse o prefeito. Ele lembrou que hoje quase metade da frota está climatizada e 100% opera com wi-fi, além de o usuário contar com o aplicativo ‘Quanto Tempo Falta’, que informa o horário de chegada do ônibus no ponto.
A Viação Piracicaba informou que houve treinamento especial para os motoristas que vão trabalhar com o novo veículo adquirido pela empresa. A operação do híbrido deve atender as normas do fabricante, inclusive para que ocorra a recarga da bateria do motor elétrico.

Bateria elétrica
Os dois motores do ônibus híbrido funcionam de forma paralela ou independente. Quando o veículo está parado ou em velocidade de até 20km/h, é movido pela energia elétrica. Nas velocidades mais altas, entra em operação o sistema a diesel.
A bateria do motor elétrico é recarregada durante as frenagens. O veículo não emite ruído no arranque e fica silencioso quando parado em semáforos e nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, momentos em que o motor a diesel permanece totalmente desligado.
Segundo a Volvo, fabricante do veículo, o híbrido gera economia de até 35% de combustível em relação ao veículo convencional e, por consequência, emite também 35% menos gás carbônico.

Saiba mais
No Brasil, há 41 unidades em circulação no momento. São 30 em Curitiba, cinco no Parque Nacional de Foz do Iguaçu, onde atende turistas, um em linha turística em São Paulo (onde há outros três em teste), além de um também em teste em Caxias do Sul e mais o de Santos. No mundo, são 3,3 mil veículos do tipo circulando em 21 países.

Cidades Sustentáveis

13.212 – Energia – Brasil constrói ponte para a eficiência com novas usinas solares


paineis solares
Em 2017, o Brasil deve ter a capacidade de produzir seu primeiro gigawatt de energia solar fotovoltaica, estima a ABSolar (associação do setor).
O montante seria suficiente para atender a cerca de 800 mil residências, de acordo com Rafael Kelman, diretor da consultoria PSR.
Se confirmado, o marco vai representar um salto gigantesco sobre os 84 MW (megawatts) registrados em 2016 pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Ministério de Minas e Energia. O número, contudo, continua tímido se comparado aos 9,65 GW de capacidade das usinas hidrelétricas em 2015, último dado disponível.
Reforço para o segmento, a EGPB (Enel Green Power Brasil), subsidiária da italiana Enel, deve colocar em funcionamento neste ano quatro parques solares, adicionando 807 MW à capacidade instalada no país.
Três das estações ficam na Bahia e uma no Piauí. As plantas de Nova Olinda (PI), com 292 MW, e Ituverava (BA), de 254 MW, serão, segundo a empresa, as maiores da América Latina. A EGPB estima que, juntas, as quatro plantas serão capazes de gerar o suficiente para atender ao consumo anual de 845 mil famílias.
A empresa venceu leilões em 2014 e 2015 e investiu cerca de US$ 980 milhões nos projetos. “A vantagem do Brasil em relação à Europa é que o maior potencial solar está em áreas semiáridas do Nordeste não aproveitáveis para agricultura”, diz Carlo Zorzoli, presidente da Enel no Brasil.
O Brasil assumiu objetivos ambiciosos dentro do Acordo de Paris, ratificado no ano passado. A contribuição do setor energético inclui expandir a participação de energias renováveis na geração elétrica, além da hídrica, para pelo menos 23% até 2030. Em 2015, a oferta hídrica representava 64% da matriz brasileira; a solar não passava de 0,01%.

13.113 – Sustentabilidade – Em um ano, China mais que dobrou a capacidade em energia solar


paineis-china
Quem iria imaginar que o maior emissor de carbono do mundo iria se tornar líder em produção de energia renovável? A China, que também tem o pior índice de poluição do ar, segundo dados de 2016 da Organização Mundial da Saúde, agora está no topo da lista dos países que mais produzem energia solar.
De acordo com o relatório da Administração Nacional de Energia (NEA) divulgado no último final de semana, a capacidade fotovoltaica chinesa mais do que dobrou: subiu para 77,42 gigawatts no final de 2016, com um acréscimo de 34,54 gigawatts ao longo do ano. Considerando que 1 gigawatt seria o suficiente para abastecer uma cidade com 1,5 milhão de habitantes, é uma façanha e tanto.
Entre as províncias que tiveram o maior aumento na capacidade estão Shandong, Xinjiang e Henan. Já as regiões de Gansu, Qinghai e o interior da Mongólia alcançaram potência máxima no fim do ano.
Com os EUA perto de recuar em acordos climáticos, a China parece estar pronta para assumir a liderança mundial em energia limpa. Até 2020, segundo o plano de desenvolvimento traçado por sua Agência Nacional de Energia, a China pretende instalar mais de 110 gigawatts em sua capacidade de energia solar, investindo mais de US$ 360 bilhões no projeto.

Momento crítico
O investimento em energias renováveis acontece em um momento em que a China enfrenta problemas sérios de poluição atmosférica. Em dezembro de 2016, dez cidades decretaram alerta vermelho, apresentando níveis de partículas tóxicas até 30 vezes maiores do que o limite permitido, segundo a Organização Mundial de Saúde.
A névoa poluente, chamada de “smog”, reduziu a visibilidade a quase zero e cancelou centenas de voos em Pequim. Cerca de cem milhões de chineses foram orientados a ficar em casa. De acordo com a OMS, tais partículas poluentes podem causar ataques cardíacos prematuros, câncer de pulmão, acidente vascular cerebral e problemas respiratórios.

12.947 – Nova bateria carrega em segundos e pode durar uma semana


bateria eficiente
Pesquisadores da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo processo de criação de baterias que promete revolucionar o componente nos smartphones. Segundo eles, as novas baterias flexíveis demoram segundos para carregar e podem durar semanas.
“Em pequenos dispositivos eletrônicos, nosso material está superando os convencionais em todo o mundo, em termos de densidade de energia, de potência e de estabilidade cíclica”, explica Nitin Choudhary, um dos responsáveis pelo projeto.
De acordo com a equipe, os capacitores flexíveis conseguem armazenar mais energia e podem ser recarregadas mais de 30 mil vezes sem nenhum tipo de dano, bem mais do que as 1.500 vezes que uma bateria de lítio costuma suportar.
A bateria carrega rapidamente porque é composta por milhões de fios nanométricos, revestidos com uma espécie de escudo de materiais dimensionais. No núcleo, o material facilita a transferência rápida de elétrons para a carga, enquanto há espaço para armazenamento de grandes quantidades ne energia em minúsculos espaços.
“Houve problemas na forma como as pessoas incorporam estes materiais bidimensionais nos sistemas existentes. Desenvolvemos uma abordagem de síntese química simples para que possamos muito bem integrar os materiais existentes com os materiais bidimensionais”, explica Yeonwoong “Eric” Jung, professor assistente da universidade.
O material ainda não está pronto para a comercialização, mas, segundo os pesquisadores, poderá ser utilizado para substituir as baterias de uma série de dispositivo, incluindo a de carros elétricos.

12.937 – Sustentabilidade – Microsoft vai abastecer um data center inteiro apenas com energia eólica


turbina-eólica
Para uma empresa do tamanho da Microsoft, manter um data center funcionando exige muita energia elétrica. Isso não significa, porém, que a fonte dessa energia não pode ser renovável. A empresa acaba de assinar acordos para abastecer sua central de dados em Wyoming, nos EUA, totalmente a partir do poder dos ventos.
A Microsoft contratou as turbinas eólicas da fazenda Bloom Wind, no Kansas, como fornecedora de 178 megawatts, enquanto as fazendas Silver Age e Happy Jack, em Wyoming, proverão, juntas, mais 59 megawatts. Segundo a companhia, isso é suficiente para manter seu data center local abastecido por um ano até que o contrato seja renovado.
Contando com o novo acordo, a Microsoft totaliza mais de 500 megawatts fornecidos por energia eólica em todo o território norte-americano. A empresa já possui contratos de fornecimento semelhante em Illinois e Texas. A ideia é que, até 2018, 50% de toda a energia consumida por seus servidores venham de fontes renováveis como o vento.

12.931 – Cientistas produzem petróleo a partir do esgoto


Já pensou em encher o tanque do carro com esgoto? Em breve, isso será possível. Cientistas descobriram como transformar os resíduos que seguem vaso sanitário abaixo em combustível.
A tecnologia, chamada de liquefação hidrotérmica (HTL, na sigla em inglês), imita as condições geológicas que a Terra utiliza para criar petróleo bruto, usando altíssimas temperaturas e muita pressão. O processo consegue em minutos algo que a natureza leva milhões de anos para fazer.
Segundo os pesquisadores do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), associado ao Departamento de Energia dos EUA, o material resultante é semelhante ao petróleo bombeado do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado.
Esse óleo biocru, ou biopetróleo, pode ser então refinado para resultar em etanol, gasolina ou diesel. Além de produzir combustível útil, o processo poderia dar aos governos locais significativas economias de custos ao eliminar virtualmente a necessidade de tratamento, transporte e descarte de resíduos de esgoto.
“Há uma abundância de carbono em lodo de águas residuais municipais”, disse Corinne Drennan, responsável pela pesquisa de tecnologias de bioenergia no PNNL.

Potencial
As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano, de acordo com a pesquisa.
Uma avaliação independente feita pela Water Environment & Reuse Foundation (WE&RF) considera a tecnologia altamente disruptiva, por seu potencial para tratar sólidos de águas residuais.
Os pesquisadores da WE&RF observaram que o processo tem alta eficiência de conversão de carbono, com quase 60% do carbono disponível no lodo primário tornando-se biopetróleo.
A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

12.792 – Brasil pode receber sistema de energia solar inédito no país


painel-solar
O Brasil pode receber em breve um sistema de energia solar inédito no país capaz de armazenar energia para ser usada, inclusive à noite. O programa, desenvolvido em parceria com um instituto alemão, quer construir um projeto-piloto em Petrolina, em Pernambuco, para testar a tecnologia heliotérmica.
A geração heliotérmica funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam conforme a posição do sol, refletindo os raios para uma torre solar. Por lá, o calor é armazenado e transformado em energia. Atualmente, apenas os geradores fotovoltaicos, que não são capazes de guardar o calor produzido, são explorados no país.
“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica Paulo Alexandre Rocha, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição.
Outro ponto inovador do sistema de geração heliotérmico é o mecanismo de captação de calor na torre. Em outras regiões do mundo, o sal fundido é usado, mas no Brasil a tecnologia escolhida usa o ar. O sistema é chamado de receptor volumétrico aberto e evita os grandes vazamentos. “Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado”, explica Rocha.
Captação de recursos
Para concretizar o projeto, o grupo busca conseguir cerca de R$ 45 milhões com a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. Caso a proposta seja aprovada, a implantação começará em 2017 e será desenvolvida em três anos e meio.

12.783 – Efeito Nocivo – Usina de energia solar nos EUA mata 6 mil pássaros por ano


usina solar2
Construir e usar meios não poluentes para a capacitação de energia elétrica é um dos objetivos de diversos países que querem causar menos estragos no planeta. Contudo, uma das usinas de energia solar dos Estados Unidos está pagando um preço caro para atingir esse objetivo: a vida de cerca 6 mil pássaros por ano.
De acordo com o Gizmodo, os animais morrem queimados quando sobrevoam a área da usina Ivanpah, localizada no deserto de Mojave, na Califórnia. Lá, existe uma área com mais de 13 km² de espelhos que acabam queimando as aves de forma instantânea, fazendo-as caírem no chão já sem vida.
Para piorar ainda mais, o brilho atrai insetos, presas naturais das aves. Também não ajuda o fato de que a usina está instalada em uma “rota de voo” dos pássaros que migram em direção ao Pacífico.
Felizmente, a administração da instalação não está nada satisfeita com isso, mas não consegue encontrar uma solução viável para evitar que os animais se machuquem durante a operação. Os espelhos ficam direcionados para cima por cima dele sofre com o calor absurdo que é refletido.
Segundo reportagem do Los Angeles Times, os funcionários estão trabalhando para reduzir o número de óbitos das aves. As medidas começaram em 2014 e tratam da troca dos refletores por lâmpadas de LED que atraem menos insetos, além da instalação de pregos anti-empoleiramento e de alto-falantes que emitem sons irritantes aos pássaros.
Os resultados, contudo, têm sido modestos.

12.740 – Chernobyl pode virar a maior usina solar do mundo


Governo_da_Ucrania
O desastre de Chernobyl ainda custa caro para a Ucrânia. A radiação na região poder demorar mais 24 mil anos para chegar a níveis seguros. Hoje o governo gasta até 7% dos impostos para garantir o isolamento e a segurança de uma região maior que um Parque do Ibirapuera e meio.
A Ucrânia já aceitou que a Zona de Exclusão não vai servir de moradia, plantação e nem madeireira tão cedo. A nova proposta é criar uma enorme usina de energia solar no local do acidente nuclear, capaz de gerar mil megawatts de potência, suficiente para abastecer uma média de 164 mil residências. Se fosse terminada hoje, seria a maior planta solar da história.
Pela localização, os painéis poderiam ajudar a manter “ligada” parte da cidade de Kiev, o maior centro urbano do país, que também é o que consome mais energia.
A Chernobyl Solar ainda tem que ultrapassar alguns desafios para se tornar realidade. O primeiro passo é aprovar uma lei amplie o acesso e o uso da Zona de Exclusão – a primeira versão dessa legislação já está passando pelo Parlamento ucraniano.
Depois, é uma questão de dinheiro. O custo total da instalação da planta solar deve passar dos R$ 3 bilhões e a Ucrânia quer atrair investidores dispostos a financiar o projeto. Como a região está abandonada, o custo do terreno é extremamente baixo. Além disso, a instalação poderia tirar vantagem dos cabos de transmissão de alta voltagem que já estão instalados por conta da antiga usina nuclear.
Chernobyl fica no norte da Ucrânia, que recebe bem menos luz solar que a porção sul do país. Mas o país como um todo ainda recebe bem mais radiação solar que a Alemanha, que é líder europeia em energia renovável. Além das possibilidades energéticas, outra etapa decisiva vai ser a avaliação dos riscos por parte dos investidores: afinal, eles precisam se comprometer com a segurança das equipes de construção que vão instalar os painéis solares.
Acima dos aspectos técnicos, porém, a Ucrânia tem divulgado o projeto como o renascimento de Chernobyl e um esforço para que nada parecido volte a se repetir. Ainda hoje, metade da energia do país vem de usinas nucleares. Já as novas instalações em Chernobyl seriam o primeiro passo para “limpar” a matriz energética. O plano é que, até 2020, 11% da energia ucraniana venha de fontes renováveis.

12.718 – Combustível feito de folhas biônicas tem potencial para substituir o petróleo


Cientistas da Universidade de Harvard, EUA, criaram uma célula solar, descrita como “folha artificial”, que usa energia solar para transformar dióxido de carbono e água em combustíveis renováveis. A descoberta gerou um produto similar ao óleo, que foi nomeado de “super combustível”. Os pesquisadores usaram o mesmo método da fotossíntese das plantas para criá-lo, mas por meio da adição de dióxido de carbono à água para fazer um hidrocarboneto.
Na fotossíntese, a glicose é produzida pela transformação do dióxido de carbono em glicose por meio da energia solar. O processo concebido pelos cientistas utiliza folhas artificiais e energia solar para transformar água e dióxido de carbono em combustíveis semelhantes aos formados a partir do petróleo. A energia criada é armazenada imediatamente, algo que não acontece com os painéis solares convencionais – que a convertem imediatamente em eletricidade.
De acordo com os pesquisadores, normalmente, as plantas convertem apenas um por cento da luz solar em combustível, mas as folhas artificiais fazem isso em à taxa de 10%. De acordo com Daniel Nocera, de Harvard, “ainda há muito a ser feito”. “Nós podemos ser muito melhores do que a natureza em utilizar o Sol para fazer combustíveis. Acho isso realmente encorajador”, disse ele em um artigo publicado na revista Science.
A equipe de Illinois desenvolveu um catalizador, chamado de “nanoflake tungsten diselenide” (nanoflocos de disseleneto de tungstênio), que converte simultaneamente o monóxido do carbono da folha em energia – o que se mostrou mais eficiente do que os catalisadores metálicos convencionais. Logo, quando combinada com hidrogênio, o monóxido de carbono produz um combustível chamado de gás de síntese, que pode ser utilizado como base para hidrocarbonetos.

Segundo um dos pesquisadores, Amin Salehi, o catalisador é 12 mil vezes melhor na produção do que os metais nobres e 20 a 30 vezes mais barato. Ele também acredita que poderia ser usado em conjunto com as centrais de energia convencionais para produção de combustíveis.
Para Nocera, a técnica não mostrou impedimentos graves e tem tudo o que é necessário para ser transformada em um produto utilizável. “A Ciência está fazendo seu trabalho. As pessoas não percebem que enquanto estão dormindo à noite em suas camas, os cientistas estão fazendo as descobertas necessárias para fornecer energia renovável para o planeta”, disse. “Se houvesse um sentido maior de urgência, isso iria acontecer”.

12.717 – Cientistas descobrem fonte de combustível para 10 mil anos


uranio_fibra_630x350
Há mil vezes mais urânio no mar do que as reservas convencionais e, finalmente, o homem conseguirá extraí-lo da água.
Os oceanos do mundo contêm cerca de 4 bilhões de toneladas de urânio, o que representa 1 mil vezes as reservas convencionais. O problema sempre foi extraí-lo do mar. Os cientistas anunciam, agora, o que pode ser uma revolução na produção de energia mundial: a criação de tranças de fibras de polietileno contendo uma espécie química chamada “amidoxima”, que atrai urânio. Dessa forma, seria possível extrair o elemento das águas e usá-lo nas usinas de energia nuclear.
A novidade está publicada na revista Industrial & Engineering Chemistry Research, editada pela Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês). Por meio século, os pesquisadores em todo o mundo têm tentado extrair urânio dos oceanos, com pouco sucesso. Desde 2011, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) iniciou um programa que envolve uma equipe multidisciplinar de pesquisadores em laboratórios ao redor do planeta. Os primeiros resultados animadores começam a aparecer agora.
O time de estudiosos conta com químicos, cientistas computacionais, engenheiros, cientistas marinhos e economistas. O conhecimento avançou depois que estudos computacionais forneceram insights sobre grupos químicos que se ligam seletivamente ao urânio. Estudos termodinâmicos forneceram uma visão sobre a química do urânio e espécies relevantes na água do mar, e estudos cinéticos descobriram fatores que controlam a velocidade com que o urânio na água do mar se liga ao adsorvente.

Reserva marinha é suficiente para 10 mil anos
“Para que a energia nuclear continue sendo uma fonte de energia sustentável, é necessário dispor de uma fonte economicamente viável e segura de urânio”, explica Phillip Britt, que lidera o programa DOE.
Estima-se que o urânio encontrado na Terra se esgotará nos próximos cem anos, deixando o planeta sem a matéria-prima necessária para produzir energia nuclear. Entretanto, essa descoberta poderá atender à demanda mundial de urânio para os próximos dez mil anos.

12.456 – Na Índia, energia solar já tem o mesmo preço que o carvão


A Índia tem um problema sério de energia. De seus 1,2 bilhão de habitantes, 300 milhões não têm acesso à rede elétrica nacional, e grande parte das cidades estão sujeitas a apagões. Além disso, 60% da energia do país é gerada pela queima de carvão – um processo que emite muito CO2. O país tem 13 das 20 cidades mais poluídas do mundo. Mas o ministro da energia, Piyush Goyal, afirmou que a energia solar pode ser a solução: pois alcançou um custo de produção quase igual ao do carvão.
Segundo Goyal, o preço do quilowatt-hora de energia solar atingiu 6 centavos de dólar, sendo que o do carvão varia entre 5 e 6 centavos. Esse barateamento aconteceu porque, já há algum tempo, o país vem investindo em tecnologia e em infraestrutura para a implantação da energia solar no país – tudo por causa de uma promessa do primeiro ministro, Narendra Modi.
Desde 2014, Modi vem trabalhado em um plano para substituir o carvão, principal fonte de energia da Índia, pela energia solar até 2022. A ideia é tornar o país capaz de gerar 100 gigawatts de energia solar no período – para se ter uma ideia, os EUA só conseguem produzir 20. O objetivo é ambicioso e difícil de alcançar, já que algo assim nunca foi realizado antes por outras nações.
Mesmo assim, a Índia tem trabalhado duro para cumprir a promessa: no ano passado, construiu o primeiro aeroporto do mundo que funciona apenas com energia solar, que fica na cidade de Cochim, e projetou a maior estação de produção de energia solar do mundo, que ficaria no estado de Madhya Pradesh. Além disso, durante a Conferência das Partes (COP-21) da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a Índia também assinou um acordo junto com os 121 outros países que mais poluem no mundo, com o objetivo de unir forçar para investir em energia solar – uma iniciativa que tem sido chamada de aliança solar.
Com todo esse investimento, o custo de produção caiu – e a projeção da Índia é que em 2020 o preço da energia solar esteja 10% mais baixo que o do carvão. É uma boa notícia, inclusive porque o consumo de energia da Índia deve dobrar até 2030.

12.455 – Google constrói maior usina solar dos EUA


usina_solar
O Google é um enorme consumidor de energia: tem centenas de milhares de computadores espalhados pelo mundo, funcionando 24 horas por dia. Por isso, faz vários investimentos em tecnologias de geração de energia. Inclusive uma usina solar gigantesca, que já está quase pronta. Ela se chama Ivanpah Solar Electric Generating System, está sendo construída no deserto de Mojave, no sul da Califórnia, e é a maior usina solar dos EUA. Ela terá a capacidade de gerar eletricidade suficiente para abastecer 140 mil residências. Sozinha, vai aumentar em 60% toda a produção de energia solar dos Estados Unidos.
A obra, que vai custar US$ 2,2 bilhões, é um investimento conjunto do Google e das empresas BrightSource e NRG Energy. Ela ocupa uma área correspondente a 1 300 campos de futebol, na qual estão distribuídos 346 mil espelhos. Esses espelhos refletem a luz solar para torres onde há caldeiras com água. O calor ferve a água, que vira vapor e movimenta as turbinas da usina, gerando eletricidade. A usina vai evitar a emissão de 640 mil toneladas de CO2 por ano – o equivalente a retirar 70 mil carros das ruas. “Precisamos construir um futuro de energias limpas”, declarou Rick Needham, diretor de negócios verdes do Google.

12.438 – Por acidente, cientistas descobrem método para prolongar vida útil de baterias


bateria vida util
As baterias de íon-lítio que abastecem smartphones, tablets e laptops modernos, embora mais seguras, possuem uma incômoda desvantagem. Com o tempo e os múltiplos ciclos de carga, elas perdem capacidade e vão, pouco a pouco, exigindo mais recargas. Um experimento da Universidade da Califórnia, porém, pode ter encontrado uma solução.
Por acidente, os cientistas descobriram um método que pode prolongar a vida útil de uma bateria por vários anos. Segundo os estudos, após mais de 200 mil ciclos de carga, uma bateria experimental criada por eles, usando nanofios de ouro e gel eletrocondutor no lugar de lítio, teve uma perda de apenas 5% em capacidade.

Os pesquisadores estavam buscando uma alternativa ao lítio, que, em estado líquido, ajuda a conduzir carga elétrica, mas é sensível a altas temperaturas e pode entrar em combustão. Nanofios de ouro já haviam sido sugeridos anteriormente por outros cientistas como uma solução mais eficiente, mas seu material normalmente entra em corrosão após múltiplos ciclos de carga em contato com o lítio.
Enquanto testavam diferentes materiais, os pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram como evitar essa corrosão. Segundo eles, basta revestir os nanofios com dióxido de manganês e trocar o lítio por gel eletrocondutor. Juntos, o gel e o dióxido se fundem e formam uma espécie de “estojo protetor” em torno dos nanofios, evitando a corrosão.
A bateria experimental criada pelos cientistas durou mais de três meses entre diversos ciclos de recarga e não foi detectado qualquer sinal de degradação nesse período – e, até agora, os cientistas não sabem explicar como isso acontece ou por quê. O maior obstáculo no desenvolvimento de baterias assim, porém, é o alto custo dos fios de ouro. Uma sugestão ainda não testada é substituir o ouro por níquel, segundo os pesquisadores, o que, em tese, facilitaria o caminho para que esse método chegue ao mercado.

12.420 – Mega Techs – Superbateria externa pode recarregar um smartphone por 40 dias


bateria externa
As baterias portáteis se tornaram um acessório comum ultimamente, com o aumento da potência dos smartphones e as baterias que não acompanham o mesmo ritmo de evolução. Normalmente, os modelos de baterias externas mais comuns trazem cerca de 2.500 mAh, ou em casos mais extremos, próximo de uns 10.000 mAh.
A fabricante Anker decidiu não se limitar pelo que o resto do mercado oferece. A empresa revelou o PowerHouse, que tem o tamanho de um bloco de concreto e traz 120.600 mAh. Esta capacidade seria suficiente para recarregar o seu smartphone completamente por 40 dias mesmo que tenha perdido acesso a qualquer outra fonte de eletricidade.
Ele foi criado para ir além das recargas de smartphones, também. Além das quatro portas USB, que podem carregar quatro aparelhos simultaneamente, o dispositivo também conta uma tomada de três pinos no padrão americano para abastecer qualquer coisa que dependa de uma tomada de parede comum. Assim, mais do que seu celular, a bateria é capaz de recarregar um notebook 15 vezes e até mesmo manter um frigobar funcionando por 7 horas.
A empresa promete que, quando o PowerHouse necessitar de uma recarga, ele pode ser totalmente abastecido em 10 horas com o carregador fornecido na embalagem. Ele conta com uma telinha LCD que fornece as informações detalhadas sobre o estado da recarga.
O dispositivo pode ser adquirido por US$ 500, sendo uma boa alternativa de energia portátil para quando o inevitável apocalipse acontecer. A empresa também promete um carregador solar capaz de abastecer o PowerHouse em 16 horas, o que será mais útil em um cenário de um colapso que acabe com as fontes de eletricidade convencionais.

12.414 – Energia – Uma bateria nada convencional para carregar o seu celular


Bateria_feita_de_xixi_pode_carregar_seu_celular_0
Cientistas na Inglaterra desenvolveram uma tecnologia capaz de transformar urina em energia elétrica. A célula de combustível movida a xixi não gera gases poluentes e é muito barata – custa 2 libras esterlinas, aproximadamente 10 reais.
A criação dos pesquisadores utiliza bactérias para gerar energia a partir de matéria orgânica. Quando respiram, as bactérias oxidam moléculas orgânicas e movimentam elétrons. É nessa movimentação que está o potencial para gerar energia elétrica – o truque é coletar os elétrons durante a respiração das bactérias.
Esse modelo já é bastante conhecido na ciência, mas seu uso era limitado porque a tensão e a corrente elétrica geradas eram muito baixas. São esses os limites que os cientistas da Universidade de Bath estão tentando ultrapassar.
A urina passa pelo interior do mecanismo para que a reação química aconteça. O processo praticamente não gera lixo residual, ao contrário da maioria das formas de gerar energia elétrica. Além disso, o novo modelo é menor, mais poderoso e mais barato que a maioria das células de combustível que utilizam microorganismos.
A maioria desses modelos que procuram gerar energia através de microoganismos usa platina como catalisador da reação química que acontece na célula. Já a nova “bateria” usa um composto derivado de glucose e da albumina, proteína do ovo – dois ingredientes baratos e renováveis.
Cada unidade da célula é um cubo de 2,5 cm de lado. Se essas unidades são conectadas, a energia gerada vai aumentando proporcionalmente. Um metro cúbico dessas células é capaz de gerar 2 Watts de energia, potência suficiente para carregar um celular, por exemplo, só usando xixi.
É claro que essa quantidade nem se compara à gerada em usinas hidrelétricas ou até paineis solares, mas os pesquisadores acreditam que, aperfeiçoando o design da células, vão conseguir aumentar ainda mais a potência gerada.
Para os autores, um dos usos potenciais da tecnologia é levar energia elétrica para regiões em que o sistema de cabos de transmissão de energia ainda não chegou. Eles esperam conseguir melhorar a tecnologia a ponto de revolucionar a produção de energia, com o uso de materiais considerados “lixo” mas que são produzidos o tempo todo, como a urina.

12.400 – Ecologia – Alga pode substituir o petróleo na produção de combustível


combustivel_verde_0
O petróleo está se tornando cada vez mais um material ultrapassado, quando se pensa em gerar energia. Depois de usarmos milho, cana-de-açúcar, e até mamonas, para a criação de biocombustíveis, cientistas indicam que o futuro das fontes energéticas pode estar no fundo do mar. Pesquisadores das Universidades do Texas, de Arizona e de Tóquio descobriram uma microalga chamada Botryococcus braunii, que tem a capacidade de fabricar, naturalmente, a matéria-prima de combustíveis fósseis como a gasolina e o óleo diesel. Não é a primeira que se aposta em algas para a prodiução de combustível. Mas essa parece mais promisora, tanto que os cientistas estão chamando a descoberta de “petróleo de alga” e projetam que ela pode ser mais barata do que o etanol.
A Botryococcus braunii tem uma enzima especial que fabrica hidrocarbonetos – moléculas que formam os combustíveis – durante o processo de reprodução celular da alga. Essas moléculas só são encontradas nas profundezas da Terra, sob muita pressão, na forma de petróleo. Mas fabricar os combustíveis a partir o petróleo é muito trabalhoso: é necessário, primeiro, destilar o material para separar os hidrocarbonetos. A partir daí, essas moléculas servem como “pecinhas” para montar os diferentes combustíveis. Mas com as algas é mais fácil: não precisa de destilação, porque os hidrocarbonetos já estão separados. Tudo o que os cientistas precisam fazer é montar as peças e criar o combustível que quiserem.
Descobrir que uma alga consegue fabricá-las sem nenhum estímulo é surpreendente – ainda mais quando se trata de uma alga tão comum: ela vive em água doce, cresce em quase todos os lagos do mundo, pode sobreviver em climas muito diferentes – do montanhoso ao desértico – e só não é encontrada na Antártica. O problema é que a alga não consegue produzir hidrocarbonetos tão rápido quanto a gente precisa: leva uma semana para que ela termine seu processo de reprodução celular, enquanto outras algas e plantas, inúteis em termos de combustível, conseguem fazer a mesma coisa em algumas horas. Para contornar a situação, os pesquisadores estão tentando encontrar o mecanismo genético que comanda a enzima produtora de hidrocarbonetos e transplantá-lo para plantas mais rápidas. A ideia é inserir o “gene do petróleo” em plantas terrestres, como o tabaco, ou em outras algas comuns para aumentar a produção em um tempo menor e com menos custos.
Se os estudos se mostrarem corretos, nova descoberta pode diminuir ainda mais a força do petróleo, e tornar toda a produção de combustível mais barata e simples: não vai mais ser necessário gastar milhões para remover a matéria-prima do fundo da Terra, e nem brigar por reservas já existentes. Além disso, assim como nos biocombustíveis já existentes, o processo seria mais sustentável, já que parte da emissão de gás carbônico pelos combustíveis pode ser equilibrada pela fotossíntese das próprias algas.

12.391 – Veja como avaliar a saúde e a vida útil da bateria do seu celular


bateria ef2
Existem diversas formas de avaliar a bateria do seu dispositivo, seja ele qual for. A primeira inspeção é visual. Cá entre nós, você não precisa ser nenhum especialista para distinguir uma bateria defeituosa de outra saudável. Muitas falhas são fáceis de detectar; claro, se você tiver acesso à bateria do seu aparelho. Procure por bolhas, marcas de vazamento, corrosão nos terminais metálicos, manchas brancas ou esverdeadas…. Qualquer um destes indícios é sinal de alerta. Quanto antes você trocar esta bateria, menor a chance de ela danificar seu dispositivo. Não pense duas vezes.
Além da informação principal sobre o nível de bateria, atualmente a maioria dos dispositivos permite um gerenciamento energético mais completo, inclusive com opções para preservar energia quando você mais precisar. Mas, em relação ao nível da bateria, o mais importante é prestar atenção quão rápido a energia do seu aparelho cai logo depois que você o desconecta da tomada. Não é normal, por exemplo, que em poucos minutos ela vá de 100 para 70%…ou caia repentinamente de 60 para 30%. Observe esses níveis de queda anormais. Se eles acontecerem, é outro indício de que já é hora de substituir essa bateria. E, se antes mesmo de chegar ao limite de descarga total, o aparelho simplesmente desligar, pode ter certeza. Essa bateria já era!
Se depois da análise visual e de observar o nível de queda da energia restar dúvida sobre a saúde da bateria, calma: existem opções para um diagnóstico ainda mais preciso. Um dos principais números a uma bateria é o número de ciclos que ela passou; cada ciclo representa uma carga e descarga completa. Mas a informação não é tão fácil de encontrar em qualquer aparelho. Vamos começar pelos dispositivos Android.
Na Play Store existe uma infinidade de aplicativos que prometem avaliar a bateria do smartphone. Nós pesquisamos e um dos melhores que encontramos foi o “Battery, da MacroPinch”. Além de indicar o nível da bateria, o app traz a temperatura, a voltagem, o estado geral e até a tecnologia usada. Agora se você não quiser baixar nada, existe um código secreto para checar o estado da bateria do seu Android. Digite *#*#4636#*#* (asterisco, cerquilha, asterisco, cerquilha, quatro, meia, três, meia, cerquilha, asterisco, cerquilha, asterisco) no seu telefone e veja o que acontece… Um menu cheio de detalhes é exibido na hora. O principal é a “integridade da bateria”… enquanto estiver bom, perfeito. Diferente disso, é hora de começar a pensar em substituir a bateria do seu Android.
Nos notebooks da Apple, a informação sobre o estado da bateria é a mais fácil de se acessar. Ao clicar na maçã, no canto esquerdo superior da tela, basta entrar em “Sobe este Mac”. Em seguida, nas “Informações do Sistema”, você encontra tudo sobre o computador e também sobre a bateria. Clique em “energia” para acessar. Ali você também tem o estado da bateria e o número de ciclos. As baterias dos modelos mais antigos e mais simples suportam, em média, 500 ciclos de carga e descarga até começarem a perder capacidade; já os modelos mais novos suportam até 1000 ciclos antes de serem substituídas. A informação que vale é a “Condição” da bateria, neste caso não mais boa, mas ainda normal.
Nos PCs, a Microsoft adicionou um recurso escondido no Windows 8; um relatório completo e detalhado. O documento traz informações sobre as condições da bateria e também como sua capacidade diminuiu ao longo do tempo, além de outras estatísticas interessantes. Para gerar o relatório, tudo o que você precisa é de um comando único na opção “Prompt de Comando”. Para abrir o menu rapidamente, basta pressionar a tecla especial Windows junto com a letra “X”. Depois de abrir a janela do “Prompt de Comando”, basta digitar o seguinte comando “powercfg /batteryreport” e clicar “Enter”. Esta é a mágica…
O relatório estará salvo na pasta indicada. O documento é salvo em HTML e é bem fácil de ser interpretado. Os detalhes mais importantes são a capacidade nominal, a capacidade de carga total e a contagem de ciclos. A última seção talvez seja a mais interessante para avaliar o estado da bateria do seu PC. A comparação mostra a vida da bateria observada em plena carga do dispositivo para a vida da bateria teórica na sua capacidade nominal. Todos essas informações certamente vão ajudar na hora de decidir sobre a troca da bateria do seu notebook.
Vale uma última dica, se você constatar que é mesmo hora de substituir a bateria do seu notebook, tablet ou smartphone. Procure uma assistência técnica de confiança, que use materiais originais de primeira linha. Caso contrário, além de perder a garantia do seu aparelho, você pode danificá-lo para sempre. Aí o prejuízo é muito maior do que a falta de energia…