13.502 – Física – A Bomba de Antimatéria


antimateria
O mundo foi testemunha do terrível poder destrutivo das bombas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos as utilizaram sobre Hiroshima e Nagasaki. Até hoje, mais de 70 anos depois, as consequências dessas bombas continuam se manifestando.
Mas nesse meio tempo, as potências nucleares criaram artefatos centenas de vezes mais poderosos. A Rússia, por exemplo, tem em seu poder a Tsar, cujo poder destrutivo é três mil vezes maior que o da bomba de Hiroshima.
Ainda assim, a Tsar parece fichinha perto desta que, se fosse produzida, chegaria a ser cinco vezes mais poderosa que a russa. A bomba em questão utilizaria a “antimatéria”, que, assim como a matéria, teve sua origem no Big Bang. São partículas com propriedades exatamente contrárias à matéria. Sabe-se que, quando uma partícula e uma antipartícula interagem, é causada uma destruição entre elas e ambas são aniquiladas.
Se os cientistas conseguirem criar e conservar átomos de antimatéria nas condições necessárias para ser utilizadas, seus efeitos seriam catastróficos para a vida do planeta Terra. Felizmente, as complicações para criar essa bomba são muitas, e a primeira é o seu valor: acredita-se que para obter 1 g de antimatéria seriam necessários algo em torno de 62,5 trilhões de dólares.

5854 – Geo-Política – Bomba Atômica no Irã


Segundo um relatório da ONU, os aiatolás iranianos estariam adaptando ogivas de seus mísseis para acomodar artefatos atômicos. O Irã anunciou que irá triplicar a produção de urânio enriquecido a 20%, concentração ainda muito aquém dos 90% necessários para produzir uma bomba atômica. O que vão fazer com tanto urânio a 20% é uma incógnita, já que eles já possuem combustível em excesso para fins pacíficos e gerar energia. Embora o governo desminta, fora dos comunicados oficiais, ninguém com alguma projeção política no Irã esconde os planos do país produzir uma bomba atômica. O programa nuclear iraniano não tem freio e nem marcha ré.

Um pouco +

O programa nuclear iraniano foi lançado na década de 1950, com a ajuda dos Estados Unidos, como parte do programa Átomos para a Paz. Após a Revolução Islâmica de 1979, o governo do Irã abandonou temporariamente o programa, mas acabou por voltar a lançá-lo, embora com menor assistência ocidental. O programa actual, administrado pela Organização de Energia Atômica do Irã, inclui diversos centros de pesquisa, uma mina de urânio, um reator nuclear e instalações de processamento de urânio que incluem uma central de enriquecimento.
Também não há previsão para completar o reator de Bushehr II, embora seja prevista a construção de 19 usinas nucleares.
Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky declarou que “o Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos (…) Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos Estados Unidos, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido”.
Em discurso pronunciado a 11 de fevereiro de 2010, durante as comemorações do 31° aniversário da Revolução Islâmica, o presidente Ahmadinejad declarou que seu país havia iniciado a produção de urânio enriquecido a 20%, para uso civil.
O urânio enriquecido a 80% já é considerado weapons-grade, isto é, um nível adequado à fabricação de armas nucleares, embora bombas atômicas normalmente usem material enriquecido a 90% ou mais. Little Boy, a primeira bomba atômica a ser usada em uma guerra e que foi lançada pelos Estados Unidos contra a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, continha 64 quilos de urânio enriquecido a 80%.

Arma Militar – O míssil americano


A bomba voadora pode atingir qualquer alvo na superfície do planeta. Seu nome é Tomahawk e é guiado por satélites. Fruto da evolução tecnológica do final do século 20, evita a morte de soldados americanos em confronto direto. Seu preço é estimado em 750 mil dólares por peça. Tem menos de 6 M de comprimento, 51 centímetros de diâmetro e muito ágil. Lançado de navios ou aviões e movido a combustível sólido o míssil viaja a uma velocidade de 880 km/h com autonomia de 1600 kms. Mas tem suas limitações: só carrega 450 quilos de explosivos comuns e é inútil contra alvos em movimento. Foram utilizados em 1991 na Guerra do Golfo e na Sérvia contra Milosevic. Em 1996 choveram mísseis sobre Bagdá. Saddam teimava quando ainda vivo, em impedir que os inspetores da ONU procurassem por armas proibidas no Iraque.

Estranha Partícula


Em 18 de janeiro de 1932, 2 franceses, um deles casado com Irene Curie, filha do casal Curie, bombardearam um bloco de parafina com radiação e observaram o surgimento de uma partícula subatômica, que não sabiam identificar. Na dúvida, afirmaram que era um próton, até então o único componente conhecido do núcleo do átomo. Não queriam crer que tivessem descoberto algo novo. Menos de 1 mês depis, no dia 17 de fevereiro, ao observar a mesma partícula numa experiência parecida, um cientista inglês de nome Chadwick declarou que se tratava de um componente do núcleo ainda desconhecido e sem carca elétrica, o nêutron. A descoberta lhe valeu o prêmio Nobel de física de 1935.

A descoberta do Lítio reduziu os custos com a bomba. Antes era necessário mais de 40 quilos do escasso plutônio para obter cerca de meio quilo de trítrio. Numa pequena explosão atômica, num raio de 1 km e meio, não há possibilidade de sobrevivência. A Bomba H possui efeito maior. A que foi explodida no Atol de Biquini contagiou com radioatividade toda a tripulação do barco pesqueiro Dragão Feliz, que se achava a 137 km de distância.

A Bomba Atomica


Um único grama de matéria seja do que for, representa 20 trilhões de calorias, o suficiente para ferever 900 mil toneladas de água. É o que diz a fórmula E = MC ao quadrado. Quando um átomo de urânio se quebra, seus fragmentos provocam a quebra de outros núcleos. Tal reação em cadeia foi demonstrada por Fermi em 1942. Daí pra diante, a construção da bomba-atômica já não dependia tanto da ciência, tratava-se de um problema de tecnologia e dinheiro. A euforia com o teste de avaliação de Alalamogordo, nos EUA durou pouco. Os cientistas já sabiam que o governo americano planejava um ataque nuclear ao Japão, o último inimigo ainda em pé, pois os alemães e italianos já haviam sidi vencidos. O Presidente Roosevelt já havia morrido em 12 de abril de 1945, e com isso desaparecias as justificativas para a construção de uma arma tão arrasadora. Desde 1943, a Força aérea já treinava o esquadrão 509, chefiado por um dos melhores pilotos do país e que escolheu pessoalmente seu avião quadrimotor B29, o que havia de melhor na indústria americana. O objetivo era lançar uma bomba de 4 mil quilos sobre Hiroshima, fazer uma curva de 180°, mergulhar, acelerar e dar o fora. Na madrugada de 6 de agosto de 1945, já a caminho do Japão, mas em saber o porquê, a tripulação recebeu a ordem de lançar a bomba. Partiu do avião as 8h16 minutos da manhã, explodindo 43 segundos depois. Quase ninguém a menos de 5 mil metros do hipocentro sobreviveu. Ruíram 50 mil edifícios. Durante anos a radiação continuou matando.

Energia nuclear


Bomba nuclear

A era atômica iniciou-se em 1942 em Chicago, quando um grupo de físicos dirigidos pelo refugiado italiano Enrico Fermi fez funcionar o 1° reator nuclear da história, promovendo a fissão controlada de núcleos atômicos. Os átomos existentes em um grama de urânio 235 podem liberar energia equivalente a obtida pela queima de 6 mil toneladas de carvão, mas a primeira aplicação prática foi a bomba atômica. Neve anos depois a então URSS inaugurou a primeira central atômica para a geração de eletricidade. Em 1954. Os EUA lançaram no mar o Nautilus, o primeiro submarino movido a energia nuclear. No decorrer das transformações sofridas pelo urânio 235, formam-se inúmeros isótopos radiativos. Chama-se isótopos os átomos de um mesmo elemento que diferem entre si apenas pelo número de nêutrons existentes em seu núcleo. O cobalto 60 é utilizado no tratamento de tumores. Por meio de um aparelho chamado bomba de cobalto é preciso dirigir com precisão os raios gama emitidos pelo elemento sobre as células cancerosas, para destruí-las ou impedir seu crescimento. A fusão nuclear é o processo pelo qual as estrelas liberam sua energia. Ocorre quando núcleo de certos elementos se fundem e dão origem a um núcleo mais pesado. Parte da massa dos núcleos iniciais transforma-se em energia. Pretende-se no futuro, utilizar industrialmente a fusão controlada usando como combustível o deutério e o trítio, formando-se a partir do deutério.