14.073 – Inaugurada 1ª etapa de usina solar flutuante em reservatório da Bahia


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Foi inaugurada a primeira etapa da usina solar flutuante instalada no Reservatório de Sobradinho, na Bahia.
De acordo com a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a plataforma solar flutuante tem uma potência de geração de 1MWp (Mega Watt pico), e até 2020 deverá ter, ao todo, 2,5 MWP.
O valor do investimento nas duas plantas solares da plataforma totaliza R$ 56 milhões. Este é o maior projeto de pesquisa e desenvolvimento desse tipo de energia flutuante no país, em reservatório de hidrelétrica.
Com 3.792 módulos de placas solares e área total de 11 mil m², o projeto instalado no Reservatório de Sobradinho (BA) é fixado ao fundo do lago por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores que atuam na construção e manutenção.
De acordo com a Chesf, esse é primeiro estudo sobre a instalação de usina solar flutuante em lagos de hidrelétricas, que aproveita a água dos reservatórios e evita desapropriação de terras. Além disso, esse tipo de usina permite aproveitar as mesmas subestações e linhas de transmissão que escoam a energia produzida pela hidrelétrica.
O projeto tem o objetivo de comparar a eficiência de projetos solares implantados em terra e em água.
Além disso, a pesquisa analisará o grau de eficiência da interação de uma usina solar em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas. O foco será em fatores como a radiação solar que incide no local, produção e transporte de energia, instalação e fixação no fundo dos reservatórios, a complementariedade da energia gerada e o escoamento desta energia.
Os resultados dos projetos vão permitir avaliar a eficácia da produção média de energia solar nesses locais.
A região Nordeste apresenta altos índices solarimétricos (intensidade da radiação solar) e, por isso, é considerada área com grande potencial para aproveitamento de geração solar.
Os estudos ambientais também serão contemplados na pesquisa, focando o efeito da planta fotovoltaica sobre a água do rio, além dos impactos na biota aquática.

13.965 – 1º ônibus elétrico movido a energia solar brasileiro


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O ônibus, que ainda é um protótipo, deve começar a circular em Florianópolis no mês de março e será utilizado para o transporte de alunos, professores e funcionários da UFSC. As recargas do veículo serão realizadas na estação de energia solar do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica da universidade.
A WEG contribuiu com o projeto fornecendo, entre outras peças, o sistema de propulsão elétrica do ônibus. Ele leva a energia das baterias até o inversor de tração que controla o motor e entrega a força para o veículo se movimentar.
O ônibus elétrico da UFSC também surpreende pela tecnologia de frenagem regenerativa. Quando se movimentam, as rodas geram energia e no momento em que o veículo freia, esta energia é enviada novamente para as baterias e reaproveitada.
O ônibus foi elaborado seguindo o conceito de “Deslocamento Produtivo” que garante que os passageiros não fiquem ociosos durante o trajeto. O veículo conta com Internet Wi-fi de alta velocidade e dispõe de uma mesa de reuniões para que professores e estudantes possam utilizar para fins acadêmicos nas viagens.
Os engenheiros são enfáticos sobre a importância de investimentos em fontes renováveis. “Até 2050, é provável que não existam mais veículos movidos à combustíveis fósseis”
Segundo a ONU, quando pensamos em mobilidade urbana, os veículos particulares não podem ser a prioridade. Por isso, a organização aconselha que os maiores investimentos em tecnologias sustentáveis sejam direcionados para veículos de transporte coletivo.

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13.811 – O que é uma tempestade solar e como ela afeta a Terra


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Entendendo como funciona o fenômeno:

O Sol não é só uma estrela que influencia os planetas ao seu redor, ele também é um corpo em constante variação, com explosões violentas de radiação, e um exímio formador de energia em quantidades absurdas para os padrões terrestres.
Sua massa — de cerca de 330 mil vezes a da Terra — corresponde a 99,86% da massa do Sistema Solar. O apelido de Astro Rei não é mera força de expressão. Essa esfera gigante é composta, basicamente por Hidrogênio e Hélio, sendo que 3/4 de seu total é reservado ao primeiro elemento. Menos de 2% de sua composição consiste em elementos pesados, como oxigênio e carbono.
Diferente dos planetas que são considerados rochosos, como a Terra e Marte, ou gasosos, como Saturno e Júpiter, nossa fonte de calor é formada por plasma, gasoso na superfície e mais denso conforme se proxima do núcleo.
É exatamente ali, em seu coração, sob uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, que as reações químicas nucleares mais selvagens acontecem. São até 600 milhões de toneladas de hidrogênio convertidos em hélio por segundo. A diferença da massa dos dois elementos é expelida em forma de energia. Para sair do núcleo e chegar até a superfície da estrela, essa energia leva até um milhão de anos — um constraste bem grande com o tempo que as partículas do Sol levam para chegar até a Terra: 8 minutos.
Por isso, a camada mais externa do Sol, a Coroa, está sempre se expandindo, criando os ventos solares, por isso o nome “ejeções de massa coronal”. Quando explosões de grandes proporções acontecem nessa área, partículas solares são liberadas.
Os astrônomos estimam que o nosso Sol tenha 4,5 bilhões de anos.Considerando que uma estrela desta grandeza mantém seu brilho por até 10 bilhões de anos, ainda teremos muito com o que nos preocupar.
Os efeitos na Terra
Os aparelhos tecnológicos que usamos na Terra sofrem grande influência do clima espacial. Aparelhos como GPS e comunicadores que dependem de frequência de rádio, como aviões, podem ser impactados por estes presentes do Sol.
Em 1859, uma das maiores ejeções já lançadas pelo Sol atingiu o campo magnético da Terra, causando o colapso dos serviços telegráficos. Como dependemos muito mais da energia elétrica agora, se isso tivesse acontecido hoje os estragos poderiam ter sido maiores.
Na história, nenhuma tempestade solar jamais afetou uma missão espacial tripulada. Mas, em 1972, a NASA registrou rajadas solares que poderiam matar um ser humano desprotegido do campo magnético da Terra durante as missões Apollo 16 e 17.
Mas, calma, a NASA está sempre atenta às atividades solares. A agência espacial garante que mantém uma frota de naves heliofísicas que monitoram o ambiente espacial entre o Sol e a Terra. Além disso, existem eventos naturais impressionantes e maravilhosos só acontecem graças à influência do Sol, como a aurora boreal e a austral, que são o efeito mais visível do Astro Rei em nosso mundo.

13.776 – Aproveitando a energia das estrelas


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Somos todos parasitas do Sol, por mais que pouca gente tenha aderido à onda dos aquecedores solares para o chuveiro. Toda a comida que você consome, toda a energia que você gasta e o mero fato de que você tem um planeta onde morar – essas coisas são dádivas da nossa estrela mãe. Dá para fazer muita coisa com esse uso secundário da energia solar, como podemos comprovar simplesmente olhando para o mundo ao nosso redor. Mas que tal se a gente fosse direto à fonte? E se a nossa espécie usasse o Sol e/ou outras estrelas galáxia afora como gigantescas tomadas?
A ideia pertence à fronteira entre a ficção e a pesquisa de verdade, mas foi proposta pela primeira vez numa das mais importantes revistas científicas do mundo, a americana Science, há 50 anos. Seu principal mentor, o físico e matemático britânico Freeman Dyson, empresta seu nome ao conceito, que é conhecido como “esfera Dyson”.
Na publicação original, feita nas páginas da Science, Dyson partiu de um raciocínio simples: ao longo da história, a humanidade tem aumentado exponencialmente seu consumo de energia, da queima de poucas toneladas de gravetos por ano na Pré-História à construção de gigantescas usinas elétricas no século 20. Ora, se os seres humanos realmente se espalharem pelo sistema solar e pelos sistemas estelares vizinhos no futuro, vão precisar de quantidades ainda mais alucinadas de energia para sobreviver. Portanto, nada melhor do que organizar sistemas que captem diretamente a radiação estelar para o nosso uso.

Casca, bolha ou enxame?
O ponto em comum em todas as variantes já imaginadas é o uso de um grande conjunto de painéis solares, voltados na direção da estrela-tomada, os quais, de preferência, cobririam a totalidade, ou pelo menos a maior parte, do astro. Fora isso, o desacordo impera entre os teóricos.
O que parece quase certo é que seria absurdamente complicado construir uma esfera sólida em torno da coitada da estrela. O problema não é nem o calor, já que os proponentes dessa versão falam numa casca com raio de 1 UA (uma unidade astronômica, ou seja, a distância atual entre a Terra e o Sol). O que acontece é que uma estrutura desse naipe não teria interação gravitacional significativa com a estrela em seu interior – ou seja, precisaria de motores que a mantivessem no lugar o tempo todo, senão correria o risco de trombar com o astro. Por essas e outras, acredita-se que o melhor jeito de realizar o sonho da estrela-tomada envolva o uso de um arquipélago de satélites e estações espaciais, cobertos com sofisticados coletores de energia solar. Uma vez obtida a energia, ela poderia ser transmitida de um satélite para outro, e também para pontos distantes do espaço, por meio de potentes emissões de laser, digamos. Essa versão da ideia é conhecida como “enxame de Dyson”, mas ela tem outra desvantagem séria. A interação gravitacional entre o grande número de satélites poderia levar a frequentes trombadas, difíceis de evitar. Por isso, um terceiro conceito, a “bolha de Dyson”, propõe equipar os satélites em torno da estrela com gigantescas velas (isso mesmo, como as de barcos), as quais seriam impulsionadas pelo “vento” de partículas que a estrela sopra através do espaço. Com isso, os coletores de energia ficariam sempre na mesma posição. Se você está achando Dyson doidão, saiba que ele propôs a ideia, originalmente, como forma de buscar civilizações ETs avançadas, que já teriam feito suas esferas Universo afora.

13.212 – Energia – Brasil constrói ponte para a eficiência com novas usinas solares


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Em 2017, o Brasil deve ter a capacidade de produzir seu primeiro gigawatt de energia solar fotovoltaica, estima a ABSolar (associação do setor).
O montante seria suficiente para atender a cerca de 800 mil residências, de acordo com Rafael Kelman, diretor da consultoria PSR.
Se confirmado, o marco vai representar um salto gigantesco sobre os 84 MW (megawatts) registrados em 2016 pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Ministério de Minas e Energia. O número, contudo, continua tímido se comparado aos 9,65 GW de capacidade das usinas hidrelétricas em 2015, último dado disponível.
Reforço para o segmento, a EGPB (Enel Green Power Brasil), subsidiária da italiana Enel, deve colocar em funcionamento neste ano quatro parques solares, adicionando 807 MW à capacidade instalada no país.
Três das estações ficam na Bahia e uma no Piauí. As plantas de Nova Olinda (PI), com 292 MW, e Ituverava (BA), de 254 MW, serão, segundo a empresa, as maiores da América Latina. A EGPB estima que, juntas, as quatro plantas serão capazes de gerar o suficiente para atender ao consumo anual de 845 mil famílias.
A empresa venceu leilões em 2014 e 2015 e investiu cerca de US$ 980 milhões nos projetos. “A vantagem do Brasil em relação à Europa é que o maior potencial solar está em áreas semiáridas do Nordeste não aproveitáveis para agricultura”, diz Carlo Zorzoli, presidente da Enel no Brasil.
O Brasil assumiu objetivos ambiciosos dentro do Acordo de Paris, ratificado no ano passado. A contribuição do setor energético inclui expandir a participação de energias renováveis na geração elétrica, além da hídrica, para pelo menos 23% até 2030. Em 2015, a oferta hídrica representava 64% da matriz brasileira; a solar não passava de 0,01%.

12.792 – Brasil pode receber sistema de energia solar inédito no país


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O Brasil pode receber em breve um sistema de energia solar inédito no país capaz de armazenar energia para ser usada, inclusive à noite. O programa, desenvolvido em parceria com um instituto alemão, quer construir um projeto-piloto em Petrolina, em Pernambuco, para testar a tecnologia heliotérmica.
A geração heliotérmica funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam conforme a posição do sol, refletindo os raios para uma torre solar. Por lá, o calor é armazenado e transformado em energia. Atualmente, apenas os geradores fotovoltaicos, que não são capazes de guardar o calor produzido, são explorados no país.
“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica Paulo Alexandre Rocha, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição.
Outro ponto inovador do sistema de geração heliotérmico é o mecanismo de captação de calor na torre. Em outras regiões do mundo, o sal fundido é usado, mas no Brasil a tecnologia escolhida usa o ar. O sistema é chamado de receptor volumétrico aberto e evita os grandes vazamentos. “Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado”, explica Rocha.
Captação de recursos
Para concretizar o projeto, o grupo busca conseguir cerca de R$ 45 milhões com a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. Caso a proposta seja aprovada, a implantação começará em 2017 e será desenvolvida em três anos e meio.

12.740 – Chernobyl pode virar a maior usina solar do mundo


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O desastre de Chernobyl ainda custa caro para a Ucrânia. A radiação na região poder demorar mais 24 mil anos para chegar a níveis seguros. Hoje o governo gasta até 7% dos impostos para garantir o isolamento e a segurança de uma região maior que um Parque do Ibirapuera e meio.
A Ucrânia já aceitou que a Zona de Exclusão não vai servir de moradia, plantação e nem madeireira tão cedo. A nova proposta é criar uma enorme usina de energia solar no local do acidente nuclear, capaz de gerar mil megawatts de potência, suficiente para abastecer uma média de 164 mil residências. Se fosse terminada hoje, seria a maior planta solar da história.
Pela localização, os painéis poderiam ajudar a manter “ligada” parte da cidade de Kiev, o maior centro urbano do país, que também é o que consome mais energia.
A Chernobyl Solar ainda tem que ultrapassar alguns desafios para se tornar realidade. O primeiro passo é aprovar uma lei amplie o acesso e o uso da Zona de Exclusão – a primeira versão dessa legislação já está passando pelo Parlamento ucraniano.
Depois, é uma questão de dinheiro. O custo total da instalação da planta solar deve passar dos R$ 3 bilhões e a Ucrânia quer atrair investidores dispostos a financiar o projeto. Como a região está abandonada, o custo do terreno é extremamente baixo. Além disso, a instalação poderia tirar vantagem dos cabos de transmissão de alta voltagem que já estão instalados por conta da antiga usina nuclear.
Chernobyl fica no norte da Ucrânia, que recebe bem menos luz solar que a porção sul do país. Mas o país como um todo ainda recebe bem mais radiação solar que a Alemanha, que é líder europeia em energia renovável. Além das possibilidades energéticas, outra etapa decisiva vai ser a avaliação dos riscos por parte dos investidores: afinal, eles precisam se comprometer com a segurança das equipes de construção que vão instalar os painéis solares.
Acima dos aspectos técnicos, porém, a Ucrânia tem divulgado o projeto como o renascimento de Chernobyl e um esforço para que nada parecido volte a se repetir. Ainda hoje, metade da energia do país vem de usinas nucleares. Já as novas instalações em Chernobyl seriam o primeiro passo para “limpar” a matriz energética. O plano é que, até 2020, 11% da energia ucraniana venha de fontes renováveis.

12.586 – Solar Impulse 2 decola de NY e inicia voo transatlântico sem combustível


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Uma perigosa travessia transatlântica de quatro dias como parte de sua volta ao mundo para promover as energias renováveis.
O piloto suíço Bertrand Piccard, 58, poderá ter apenas breves momentos de sono durante as 90 horas da viagem, que deve terminar no aeroporto espanhol de Sevilha (Espanha).
“Estou aqui sozinho durante quatro dias sobre o Atlântico, sem uma gota de gasolina”, escreveu o piloto no Twitter, antes de decolar do aeroporto John Fitzgerald Kennedy às 2h30 locais (3h30 de Brasília).
Piccard se alterna com o compatriota André Borschberg, 63, no comando do Solar Impulse, um avião de quatro hélices movidas pela energia fornecida por suas 17 mil células fotovoltaicas instaladas nas asas.
Com o peso de um carro e uma envergadura de 72 metros, o avião voa a uma velocidade que geralmente não passa de 50 km/h, mas que pode dobrar com uma exposição direta ao sol.
Depois de pousar na Europa, o Solar Impulse 2 voltará a seu ponto de partida, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, de onde decolou em 9 de março de 2015, para completar uma viagem de 35 mil quilômetros.
Em sua etapa mais longa, o Solar Impulse 2 voou 118 horas de Nagoya (Japão) até a ilha americana do Havaí.

12.514 – Energia Solar – Solar Impulse 2 completa 9ª etapa de volta ao mundo sem combustível


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O avião Solar Impulse 2 aterrissou em Dayton, no Estado norte-americano de Ohio, na última etapa de uma viagem destinada a quebrar o recorde de trajeto ao redor do mundo sem consumo de combustível.
Movido à energia solar, o avião, pilotado pelos suíços Andre Borschberg e Bertrand Piccard, pousou às 21h56 locais de sábado 21 de maio de 2016, no Aeroporto Internacional de Dayton, após 16 horas e 34 minutos de voo, com o propósito de promover o uso de energia limpa.
A parada em Dayton é particularmente simbólica, por ser a cidade dos irmãos Orville e Wilbur Wright, pioneiros americanos que realizaram o primeiro voo em um avião motorizado e tripulado.
A décima etapa do avião será cruzar os Estados Unidos e chegar a Nova York, onde vai se preparar para outro grande desafio: atravessar o oceano Atlântico. Em seguida, Borschberg e Piccard pilotarão o Solar Impulse até Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, o ponto onde a aventura começou, em 9 de março de 2015.

COMO FUNCIONA O SOLAR IMPULSE
O Solar Impulse 2, que tem 72 metros de comprimento e pesa 2,3 toneladas, é capaz de voar de dia e de noite, graças às suas milhares de células fotovoltaicas, ou seja, que convertem a radiação solar em eletricidade. Durante a noite, a aeronave voa graças à energia estocada.
O projeto já fez história em julho de 2015, quando Borschberg, que é cofundador do projeto, bateu o recorde de voo solo para percorrer em cinco dias e cinco noites –117 horas e 52 minutos– os 8,9 mil quilômetros que separam a cidade japonesa de Nagoia do Havaí, considerada até agora a etapa mais difícil.
A décima etapa do avião será cruzar os Estados Unidos e chegar a Nova York, onde vai se preparar para outro grande desafio: atravessar o oceano Atlântico. Em seguida, Borschberg e Piccard pilotarão o Solar Impulse até Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, o ponto onde a aventura começou, em 9 de março de 2015.

12.456 – Na Índia, energia solar já tem o mesmo preço que o carvão


A Índia tem um problema sério de energia. De seus 1,2 bilhão de habitantes, 300 milhões não têm acesso à rede elétrica nacional, e grande parte das cidades estão sujeitas a apagões. Além disso, 60% da energia do país é gerada pela queima de carvão – um processo que emite muito CO2. O país tem 13 das 20 cidades mais poluídas do mundo. Mas o ministro da energia, Piyush Goyal, afirmou que a energia solar pode ser a solução: pois alcançou um custo de produção quase igual ao do carvão.
Segundo Goyal, o preço do quilowatt-hora de energia solar atingiu 6 centavos de dólar, sendo que o do carvão varia entre 5 e 6 centavos. Esse barateamento aconteceu porque, já há algum tempo, o país vem investindo em tecnologia e em infraestrutura para a implantação da energia solar no país – tudo por causa de uma promessa do primeiro ministro, Narendra Modi.
Desde 2014, Modi vem trabalhado em um plano para substituir o carvão, principal fonte de energia da Índia, pela energia solar até 2022. A ideia é tornar o país capaz de gerar 100 gigawatts de energia solar no período – para se ter uma ideia, os EUA só conseguem produzir 20. O objetivo é ambicioso e difícil de alcançar, já que algo assim nunca foi realizado antes por outras nações.
Mesmo assim, a Índia tem trabalhado duro para cumprir a promessa: no ano passado, construiu o primeiro aeroporto do mundo que funciona apenas com energia solar, que fica na cidade de Cochim, e projetou a maior estação de produção de energia solar do mundo, que ficaria no estado de Madhya Pradesh. Além disso, durante a Conferência das Partes (COP-21) da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, a Índia também assinou um acordo junto com os 121 outros países que mais poluem no mundo, com o objetivo de unir forçar para investir em energia solar – uma iniciativa que tem sido chamada de aliança solar.
Com todo esse investimento, o custo de produção caiu – e a projeção da Índia é que em 2020 o preço da energia solar esteja 10% mais baixo que o do carvão. É uma boa notícia, inclusive porque o consumo de energia da Índia deve dobrar até 2030.

12.455 – Google constrói maior usina solar dos EUA


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O Google é um enorme consumidor de energia: tem centenas de milhares de computadores espalhados pelo mundo, funcionando 24 horas por dia. Por isso, faz vários investimentos em tecnologias de geração de energia. Inclusive uma usina solar gigantesca, que já está quase pronta. Ela se chama Ivanpah Solar Electric Generating System, está sendo construída no deserto de Mojave, no sul da Califórnia, e é a maior usina solar dos EUA. Ela terá a capacidade de gerar eletricidade suficiente para abastecer 140 mil residências. Sozinha, vai aumentar em 60% toda a produção de energia solar dos Estados Unidos.
A obra, que vai custar US$ 2,2 bilhões, é um investimento conjunto do Google e das empresas BrightSource e NRG Energy. Ela ocupa uma área correspondente a 1 300 campos de futebol, na qual estão distribuídos 346 mil espelhos. Esses espelhos refletem a luz solar para torres onde há caldeiras com água. O calor ferve a água, que vira vapor e movimenta as turbinas da usina, gerando eletricidade. A usina vai evitar a emissão de 640 mil toneladas de CO2 por ano – o equivalente a retirar 70 mil carros das ruas. “Precisamos construir um futuro de energias limpas”, declarou Rick Needham, diretor de negócios verdes do Google.

12.287 – Sol – Bomba Atômica Gigante


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O Sol é movido a hidrogênio, que se funde no calor do seu núcleo numa reação parecida com um reator atômico. Ele transforma hidrogênio em hélio.
A estrela produz 40 trilhões de megatons de energia por segundo”, diz o astrônomo Augusto Damineli, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo. Tudo isso é emitido em raios gama, uma radiação invisível e quentíssima. Esses raios queimariam o sistema solar, mas, ao atravessar as várias camadas do astro, são convertidos em raios de luz, mais suportáveis. Assim, a temperatura de 10 milhões de graus Celsius da radiação do núcleo é reduzida a 6 000 graus Celsius. Há 4,6 bilhões de anos, ao nascer, o Sol tinha hidrogênio suficiente para queimar durante 10 bilhões de anos. Hoje, a metade desse estoque já se acabou. Quando não restar nada, daqui a 5 bilhões de anos, ele vai queimar o hélio que gerou. Isso durará mais 1 bilhão de anos e será um inferno, pois a queima do hélio gera mais energia e calor que a do hidrogênio. Mas tudo bem. O mundo já vai estar torrado mesmo.

Vai gás aí?
Como o Sol converte hidrogênio em hélio.
1. Cada átomo de hidrogênio do Sol possui um próton e um elétron em órbita.
2. No núcleo do astro, o calor e a gravidade são tão grandes que os átomos se fundem, gerando imensa energia.
3. Depois da fusão, dois prótons viram nêutrons e dois elétrons somem. Surge assim o hélio.

12.181 – Mega Techs – Um acampamento com energia solar


Um show de ecologia e economia: este é o CookSack, fogareiro a energia solar para acampamento. Além de dispensar gás ou querosene, a engenhoca pesa só 135 gramas. Sua concepção é de uma simplicidade genial: um saco de filme plástico, para encher de água e ferver, com uma panela embutida no interior. O pote é pintado com uma tinta térmica que absorve a luz solar. Com 1 hora de sol, a água ferve.

12.169 – Mega Techs – Novo material pode armazenar luz solar durante o dia e liberar calor durante a noite


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Um novo tipo de material pode fazer exatamente isso: armazenar a energia solar quando ela está em abundância, e liberá-la na forma de calor, mais tarde, conforme necessário.
A película de polímero transparente desenvolvida por uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA foi divulgada na Advanced Energy Materials e pode ser aplicada a muitas superfícies, incluindo vidro e roupas.
Imagine uma jaqueta com sistema de aquecimento, ou um sistema de para-brisas que queime o gelo do carro pela manhã (um problema em países que nevam) com a energia acumulada no dia anterior. “Este trabalho apresenta uma maneira emocionante de captação de energia simultânea e armazenamento em um único material. A abordagem é inovadora”, disse Ted Sargent, da Universidade de Toronto, no Canadá, que não estava envolvido na pesquisa.
Muitas iniciativas de armazenamento de energia solar se concentram na conversão da energia em eletricidade, economizando a eletricidade para uso posterior. A nova abordagem faz outro caminho. Ela usa uma reação química que produz calor, em vez de energia. Desta forma, a energia pode ser mantida indefinidamente em “uma configuração molecular estável”, até que esteja pronta para ser implantada, explicaram os pesquisadores.
A chave para o processo é uma molécula que pode manter-se estável em uma das duas configurações. A luz solar incidente pode ser armazenada em outra forma, como luz, calor ou eletricidade, é, ao devolvê-la ao seu estado original, desprende temperatura.
Estes combustíveis solares térmicos (STF) já foram desenvolvidos antes, mas este novo método constitui a primeira utilização do material em estado sólido (neste caso, um polímero), em vez de um líquido, podendo fazer toda a diferença em termos de como ele pode ser usado. Além do mais, ele é baseado em materiais de baixo custo.
Os pesquisadores continuam trabalhando no ajuste da fórmula existente com o objetivo de remover a ligeira coloração amarelada que o polímero tem, atualmente, e impulsionar o aumento do nível de calor de 10°C a até 20°C. Um dos primeiros usos práticos poderia ser em carros elétricos, que podem sofrer redução de potência no frio, devido à energia extra necessária para o aquecimento.

11.936 – Energia Solar – Deserto do Saara receberá maior usina do planeta


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O Marrocos é um dos países com mais incidência de sol no planeta: são cerca de três mil horas ensolaradas por ano. Fazendo uma conta rápida (365 dias no ano multiplicado por 24 horas no dia = 8760 horas em um ano) e se pensarmos que até no Marrocos o sol precisa descansar (ou seja, que lá também existe noite) isso quer dizer que há sol em 68% do período diurno do país. A ironia é que mesmo com a abundância desse recurso natural preciossísimo, 97% da energia utilizada pelo povo marroquino vem de fora. Uma imensa usina de energia solar está a caminho para acabar com esse antiquado contraste.
Imensa não – estamos falando da maior usina do mundo. A ideia é que o projeto fique pronto até 2020 – até lá, cerca de 2 bilhões de dólares terão sido gastos na sua construção e instalação. A expectativa é que a usina gere 500 MW e ocupe um espaço equivalente ao de Rabat, capital do país.
A usina está sendo construída em Ouarzazate, cidade conhecida como “a porta do deserto”, por ser uma das entradas para o deserto do Saara. A tecnologia que será empregada por lá não é a mesma dos tradicionais painéis fotovoltaicos – serão utilizados espelhos curvados de cerca de dez metros de altura; essas estruturas estarão ligadas a canos com um líquido dentro e, assim que o líquido esquenta e é transformado em vapor, uma turbina gera a eletricidade.
Se hoje o Marrocos compra de outros países quase toda sua energia, a ideia é que com essa usina o país possa até exportar energia para a Europa. Alguns cientistas afirmam que se todos os desertos do mundo fossem utilizados para capturar energia solar, a demanda energética da humanidade estaria garantida por um ano.
A primeira fase do projeto deve ser lançada já em novembro desse ano – só esse trecho conta com 500 mil espelhos solares espalhados por 800 fileiras.

11.748 – Transporte – Trens iluminados com energia solar?


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A Índia tem uma das maiores redes ferroviárias do mundo: são cerca de 12 mil trens que carregam mais de 23 milhões de passageiros todos os dias. O custo é alto para a estatal Indian Railways – e para o meio ambiente.
Segundo informações da empresa, em 2012 foram consumidos 3 bilhões de litros de diesel e cerca de 14 bilhões de quilowatts-hora de eletricidade na operação dos trens.
Para diminuir o peso dos combustíveis no balanço, a Indian Railways deu início a um plano de uso de fontes de energia renováveis e acaba de colocar em funcionamento seus primeiros vagões abastecidos com energia solar.
Os painéis de captação solar foram instalados no teto de vagões sem ar condicionado da linha Rewari-Sitapur, operada pela Northern Railway, em caráter experimental, em junho deste ano.
O custo de instalação dos painéis, de acordo com o jornal indiano The Economic Times, foi de US$ 6 mil por vagão.
A energia gerada por eles é de cerca de 17 unidades de potência por dia, o que permite alimentar o sistema de iluminação do vagão. Em um ano, a economia esperada com gastos de energia é de US$ 1,9 mil.
Para se locomover, no entanto, o trem ainda usará diesel. A energia solar será usada, por enquanto, apenas para iluminação e para acionar os ventiladores.
Segundo o ministro das ferrovias indiano, Shri Suresh Prabhakar Prahbu, nos últimos seis meses a Indian Railways deu vários passos no caminho da economia de energia e proteção do meio ambiente.
Em seminário sobre desafios ambientais enfrentados pela empresa, ele afirmou que o objetivo é o de reduzir a pegada de carbono da estatal promovendo as fontes de energia renováveis. A meta para os próximos cinco anos é de gerar mil megawatts de energia solar e 200 megawatts de energia eólica em substituição ao diesel.
Além dos trens, os painéis solares também serão colocados no telhado de estações ferroviárias e em passagens em nível em todo o país, por meio de investimento próprio e também em parcerias público-privada. A expectativa é de gerar 8,8 megawatts de energia solar com estas instalações.

11.536 – Com passos pequenos, energia solar cresce à margem de incentivos oficiais


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A possibilidade de qualquer um ter painel solar para abastecer a própria casa foi aberta com a resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que em 2012 regulamentou a micro e a minigeração de energia no Brasil. O que antes era um “gato” agora é uma ação prevista legalmente, que permite compensar o que foi gerado na conta de luz.
Desde a criação da norma, as instalações de painéis cresceram mais de 670% em dois anos: hoje, há cerca de 580 sistemas operando no Brasil. Em 2013, eram 75. A previsão da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) é de que, até o fim do ano, eles cheguem a mil.
Para Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, focado no desenvolvimento de energias alternativas para a América Latina, o impulso não é por causa do governo. “Os incentivos para o setor praticamente inexistem,” reclama. “O maior deles são os reajustes tarifários que estão sendo feitos, que fazem as pessoas buscarem outras opções”.
O gerador de energia doméstico também tem custo elevado. Um sistema fotovoltaico que supre as necessidades de uma família de quatro pessoas custa ao menos R$ 15 mil, e isso para regiões com alta incidência de sol, como o Nordeste.
Há quem pense em montar os próprios painéis solares sozinho, seguindo instruções encontradas na internet. Mas fazer isso, além de ser complicado, pode render ação judicial. Existem tanto normas de segurança quanto exigências legais para conectar a geração particular à rede elétrica nacional –então, o mais recomendado é contratar uma empresa especializada.
Apesar do custo, não vêm faltando iniciativas do poder público para geração solar. O Estado de Pernambuco se tornará em novembro o primeiro a consumir esse tipo de energia em larga escala, com a construção de uma usina com capacidade de 11 MW (0,03% da demanda estadual).
Já em Búzios (RJ), foram instalados painéis solares em três escolas municipais. A ação vem permitindo redução de 30% na conta de luz, ou cerca de R$ 540 mensais. O projeto é da distribuidora Ampla, que ressalta a importância de se trazer a energia renovável para a realidade dos estudantes.
É certo que as próximas gerações terão que aprender cada vez mais a lidar com fontes energéticas limpas, como a solar. Em 2050, segundo pesquisa da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a participação da geração fotovoltaica na matriz brasileira será de 13% –um salto considerável, se pensarmos que a taxa atual é de apenas 0,01%.

11.442 – Futuro: eletricidade doméstica virá de baterias e da luz solar


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Já imaginou não depender mais das concessionárias de energia elétrica? Ainda estamos no começo dessa onda, mas, pode apostar, em breve serão vários os exemplos de gente que consegue abastecer a casa inteira com eletricidade de graça. O forncedeor? O sol!
Recentemente a montadora norte-americana Tesla, que ficou famosa por seus carros elétricos esportivos, anunciou uma bateria para casas. Elon Musk, o fundador da empresa, disse que a novidade vai ajudar a mudar a infraestrutura energética de todo o mundo. Agora, você vai entender como!
No ano passado, a empresa anunciou a construção da maior fábrica de baterias de lítio-íon do mundo; uma parceria com a japonesa Panasonic, que resultou em uma fábrica de 5 bilhões de dólares.
A declaração foi ainda mais radical quando Musk disse que, com a bateria doméstica seria possível nos tornarmos completamente independentes da rede e, consequentemente, das concessionárias de energia elétrica.
O certo é que em um futuro próximo nossa relação com as concessionárias de energia elétrica vai mudar; isso, sim!
O dispositivo apresentado pela Tesla pode ser instalado na parede da garagem de uma casa. A bateria doméstica armazenaria energia a partir de painéis fotovoltaicos e até da rede elétrica durante a noite – quando a energia é mais barata. Atualmente, com uma instalação bem dimensionada, os painéis solares têm eficiência suficiente para gerar energia de sobra pra uma casa.
A princípio, a bateria doméstica da Tesla vai custar 3500 dólares, cerca de 10500 reais – mas estará disponível apenas nos Estados Unidos. O curioso é que, aqui no Brasil, já existem projetos semelhantes com outro tipo de bateria, as de chumbo ácido. Em regiões onde as concessionárias de energia elétrica não chegam, como por exemplo, o interior do Amazonas e até algumas partes de Ilha Bela, no litoral paulista, algumas casas contam com painéis solares e baterias para suprir sua energia.
As baterias de chumbo ácido não são tão eficientes quanto as de lítio-íon. Mas, para se ter uma ideia, apenas duas baterias como esta – ambas de lítio-íon, importadas – seriam capazes de alimentar uma residência por um dia inteiro; o problema é que cada uma vale 15 mil reais.
Ou seja, dá para afirmar: sim, provavelmente teremos baterias para alimentar nossas casas e elas serão abastecidas pela energia solar. E, antes que você pergunte, saiba que, sim, essas instalações são seguras…
Dois esclarecimentos, antes de fechar essa história. O primeiro: as placas das quais estamos falando aqui são as fotovoltaicas. Não confundir com as placas de aquecimento solar – que já são bastante comuns – até no Brasil. O segundo esclarecimento. Há um lado controverso nessa história. Se todo mundo começar a gerar a própria energia, a dúvida que fica é: como as concessionárias vão sobreviver? Quem vai pagar pelas linhas de transmissão e por toda a infra-estrutura que ainda será necessária para iluminar ruas, parques e outros locais públicos, por exemplo? Deixaremos de pagar a conta de luz e pagaremos por esses serviços por meio de algum tipo de imposto?

11.185 – Avião solar inicia sua primeira volta ao mundo


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O Solar Impulse 2, movido exclusivamente a energia solar, decolou nesta segunda-feira de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. A primeira volta ao mundo sem combustível busca promover as fontes de energia limpa.
O início da missão, previsto para sábado, foi adiado pelos fortes ventos na região de Abu Dhabi durante o fim de semana. A aeronave, pilotada pelo suíço André Borschberg, segue rumo ao leste e sua primeira escala é Mascate, capital de Omã, onde deve pousar no fim do dia.
Após sua parada em Omã, o Solar Impulsione II deixará para trás o Oriente Médio, para voar rumo à Índia, Mianmar e China. Posteriormente, os pilotos sobrevoarão o Oceano Pacífico até o Havaí. Já no continente americano, o avião fará uma pausa em Phoenix, Arizona, e no aeroporto John F. Kennedy de Nova York para, mais tarde, atravessar o Atlântico. Seguirá rumo ao sul da Europa e norte da África, antes de concluir sua volta ao mundo no aeroporto de Al Batin, em Abu Dhabi, em julho ou agosto.
No total, o avião percorrerá 35.000 km a uma velocidade entre 90 e 140 km/h. Dos cinco meses de viagem, apenas 25 dias serão de voo efetivo e a aeronave voará a 8.500 metros de altitude no máximo.
O Solar Impulse é o resultado de treze anos de investigação e trabalho dos pilotos suíços André Borschberg e Bertrand Piccard, que tiveram a ideia de voar com recurso da energia solar. A iniciativa foi inicialmente ridicularizada pela indústria aeronáutica.
O avião é alimentado por mais de 17 000 células solares embutidas nas suas asas, que medem 72 metros, sendo quase tão longas como as de um Airbus A380, embora seu peso seja de apenas 2.300 quilos.
A aeronave é a sucessora do primeiro protótipo, o Solar Impulse 1, que permitiu aos criadores realizar vários voos de longa duração na Europa, Marrocos e Estados Unidos.
O público pode acompanhar a missão, com imagens da cabine e do centro de controle em Mônaco, no site solarimpulse.com.

11.175 – Nova tecnologia promete uso em larga escala da energia solar


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Se toda a radiação que atinge a Terra em um único dia, vinda do Sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar o consumo da humanidade ao longo de 27 anos. A energia solar, limpa e renovável, funcionaria como perfeito substituto do petróleo, finito e refém da gangorra dos preços. Representaria ainda o mais magnífico processo de troca de matriz energética, no avesso da poluição provocada pela queima de combustíveis fósseis, o mais rápido e danoso atalho para o aquecimento global. E, no entanto, por que a energia solar ainda é pouco usada, quase sempre mais promessa que realidade? As placas de silício necessárias para captá-la por meio de painéis são caras, pesadas e grossas. Apesar de úteis em grandes espaços, como campos, são inúteis para substituir o petróleo na vida urbana. Nos últimos cinco anos, porém, surgiu uma nova tecnologia afeita a vencer esses desafios. Construídas com material não tóxico, as placas OPV (sigla em inglês para painéis fotovoltaicos orgânicos) têm a finura de uma cartolina e a flexibilidade do plástico. Podem ser coladas no teto de um carro, nas janelas de prédios ou mesmo em mochilas.
A inovação pode ser o empurrão que faltava para a adesão maciça à energia solar. As placas delgadas de OPV funcionam de modo ligeiramente diferente das de silício, as mais populares – no caso das OPV, o revestimento feito de tinta orgânica reage quimicamente ao contato com a radiação, liberando os elétrons que formam a corrente elétrica. Nos painéis tradicionais, o calor associado à luz ativa os circuitos de silício, em um processo mais complexo.
O Sol sempre foi, é natural, a principal fonte de energia para a Terra, e o homem se aproveita disso há muito tempo. Já na Grécia antiga, casas eram construídas voltadas para o sul para ser mais bem iluminadas e aquecidas pela luz. Mas as placas solares tais como as conhecemos só começaram a ser concebidas na segunda metade do século XIX, quando o matemático francês Augustin Mouchot notou que o ritmo de consumo de carvão após a Revolução Industrial não era sustentável a longo prazo e foi buscar alternativas. Mouchot utilizou um espelho côncavo para canalizar a luz, aquecer a água e construir o primeiro motor movido a energia solar. As pesquisas evoluíram a passos curtos até os anos 50, quando a empresa americana Western Electric começou a comercializar tecnologias fotovoltaicas de silício que impulsionaram essa indústria. Foi, porém, apenas na década de 80 que os painéis de silício ganharam o mercado e, de imediato, começaram a ser exaltados por conservacionistas como a alternativa ecologicamente adequada ao petróleo e ao carvão.