12.379 – Acidente Nuclear – Japão usará muralha de gelo para impedir radiação de Fukushima


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O governo japonês aprovou a ativação de um sistema que criará uma muralha de gelo em seu território. A ideia não é defender reinos – como em Game of Thrones – e sim tentar impedir que a radiação exalada pelos destroços da usina de Fukushima continue a ser espalhada pelos mares.
A usina de Fukushima produzia energia da seguinte forma: uma série de reatores (que possuem temperaturas altíssimas) era colocada em contato com toneladas de água. O material fazia com que o líquido evaporasse e o vapor movimentava turbinas, consequentemente gerando energia.
Acontece que em 2011, um terremoto atingiu a usina, esses reatores entraram em contato com a água do mar, e desde então contaminam a região. Os japoneses já até tentaram tirar o material dali, mas as altas temperaturas e radioatividade dificultaram o processo. A ideia da barreira de gelo é deixar os reatores ali, mas evitando que a água contaminada se misture ao resto do oceano.
Não é exagero chamar a coisa de muralha. O projeto consiste em tubos refrigeradores localizados a 30 metros de profundidade. Ao serem ligados, criarão a barreira de gelo, que deve ter 1,5km de extensão, cercando todo o complexo nuclear. Trata-se de uma forma ao menos viável de construir uma barreira dessas – já que fazer uma de concreto no meio do mar seria virtualmente impossível. E os custos foram relativamente baixos para algo desse porte: o equivalente a R$ 1 bilhão. A usina de Belo Monte, que é grande, mas não passa de uma construção convencional, está em R$ 30 bilhões (tire R$ 5 bilhões, ou R$ 10 bilhões, de eventuais propinas e corrupções, e ainda assim ela fica bem mais cara que a muralha japa).
O projeto todo, na verdade, é uma grande aposta. Tanto pode ser que tudo saia exatamente como o planejado, e crie-se a muralha de gelo quando os tubos congeladores forem acionados, quanto é possível que a situação apenas agrave os problemas do acidente nuclear. “As consequências continuam desconhecidas. Isso porque o resultado esperado é baseado em simulações”.

12.247 – Acidente Nuclear – Chernobyl 3 décadas depois


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De acordo com um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, ratazanas que habitam áreas com um histórico alto de radiação são mais propensos a sofrer da doença do que aqueles que ocupam locais com níveis mais baixos.
Os pesquisadores alegam que a radiação provoca um desequilíbrio molecular no corpo que resulta no estresse oxidativo, o que poderia explicar o desenvolvimento da catarata nestes animais.
Ao avaliar o desgaste dos dentes das ratazanas, os autores calcularam a idade dos animais e puderam estabelecer por quanto tempo eles ficaram expostos à radiação.

Ratazanas fêmeas
Curiosamente, isso serviu para correlacionar diretamente a frequência de cataratas em ratazanas fêmeas, mas não em machos. Embora os pesquisadores não consigam explicar por que isso acontece, eles sugerem que poderia ter algo a ver com a reprodução provocar um maior estresse oxidativo nas fêmeas.
Outro achado é que as ratazanas com catarata mais severa também procriaram menos. Uma das supostas razões para isso é que a cegueira poderia atrapalhar para encontrar um parceiro ou poderia ser algum efeito próprio da radiação.
A zona de exclusão de Chernobyl é uma área de 30 km, que foi evacuada após a explosão na usina nuclear na Ucrânia, e que hoje continua desabitada por seres humanos. É necessário uma autorização especial para entrar no local.

10.891 – A Natureza Engole Fukushima


Há sete anos, com a intenção de conhecer de perto as consequências da tragédia, o fotógrafo polonês Arkadiusz Podniesinski viajou até a Ucrânia para documentar a realidade de Chernobyl, mais de duas décadas depois do acidente. Agora foi a vez de Fukushima.
Ele relata em detalhes o que encontrou na zona de exclusão de Fukushima após mais de quatro anos do desastre. A área afetada se estende por 20 quilômetros ao redor da usina: na chamada zona vermelha, onde a radiação é mais crítica, tudo foi abandonado às pressas e nem mesmo trabalhos de descontaminação podem ser conduzidos pelas autoridades japonesas.
As lentes de Podniesinski captaram especialmente bem os esforços para limpar a região de Fukushima. Sacos pretos são empilhados aos montes no local – eles viraram praticamente um elemento da paisagem. Dentro desses sacos ficam confinadas as camadas mais externas do solo, que são as mais contaminadas. Mas não pense que isso basta: todas as superfícies expostas à radiação devem ser cuidadosamente higienizadas.

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11.635 – “Margaridas mutantes” crescem em Fukushima


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O caso das “margaridas mutantes”, que crescem próximo à planta nuclear de Fukushima, surpreende e coloca os cientistas em alerta, ao revelar deformações significativas nas flores. Embora os estudos relacionados ao assunto ainda não permitam estabelecer claramente as causas das mutações nos botões da flor, as imagens, registradas e publicadas pelo japonês @san_kaido, no Twitter, sugerem que isso poderia estar relacionado às radiações provenientes da planta de Fukushima.
As “margaridas mutantes” não seriam a primeira alteração detectada após a catástrofe nuclear, causada pelo violento tsunami de 2011. Em 2014, vários estudos demonstraram uma redução drástica da população local de mariposas, além do aumento significativo da taxa de mortalidade e de anomalias morfológicas desses insetos.
Os cientistas continuam investigando o caso das margaridas, já que as causas de sua mutação podem estar relacionadas a outros motivos além da radiação.

10.861 – Mega Curtíssima – Floresta de Chernobyl não se decompõe


A alta radioatividade em torno da usina de Chernobyl, que explodiu em 1986, matou os fungos do local. Segundo um novo estudo, isso está impedindo a decomposição das plantas – há árvores que estão mortas há 15 anos, mas ainda não começaram a apodrecer.
Leia mais sobre o acidente de Chernobyl aqui mesmo no ☻ Mega.

8925 – Vapor desconhecido começa a vazar de reator em usina de Fukushima


Técnicos da central nuclear de Fukushima detectaram uma nova fuga de vapor, de causa desconhecida, sobre o reator 3, cujo prédio foi danificado em março de 2011 por uma explosão de hidrogênio, informou nesta sexta-feira (13) a companhia Tokyo Electric Power (Tepco).
O vapor foi observado pela primeira vez no dia 18 de julho passado, mas se dissipou e voltou a aparecer várias vezes até o dia 7 de agosto.
Mas na manhã desta sexta-feira, o vapor voltou a ser observado, às 8h local, 20h de Brasília, por uma câmera de monitoramento, revelou a Tepco, operadora do complexo nuclear atingido pelo tsunami de 11 de março de 2011.
O resfriamento da piscina e do reator prosseguem de forma estável, do mesmo modo que a introdução de nitrogênio, revela um e-mail da Tepco, acrescentando que não há mudança nos níveis de radiação na zona.
Apesar das afirmações do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de que ‘a situação está sob controle’, diversos incidentes seguem ocorrendo no complexo de Fukushima.
Segundo o vice-presidente da Tepco, Zengo Aizawa, a central nuclear ‘ainda vive um estado de hospital de campo de batalha’.

8871 – Altos níveis de radiação são detectados em outros três tanques de Fukushima


A Tepco, empresa operadora da usina nuclear de Fukushima, anunciou neste domingo que detectou altos níveis de radiação em três tanques de armazenamento de água contaminada e em uma das tubulações, o que pode significar novos vazamentos. A radiação detectada é de entre 70 e 1,8 mil milisieverts por hora, um nível de radioatividade 18 vezes maior que o registrado no mesmo lugar na semana passada, informou a Tokyo Electric Power (Tepco).
A lei japonesa estabelece que o nível seguro de exposição anual a radiação está em 50 milisieverts, o que significa que os níveis detectados neste sábado pela Tepco seriam altamente perigosos. A empresa não descarta que a situação esteja ocorrendo por um novo vazamento de água contaminada dos tanques, mas nada foi detectado.
Um porta-voz da operadora explicou que os altos níveis detectados podem ter ocorrido também pelo fato de que agora estão sendo utilizados instrumentos de medição capazes de detectar quantidades de radiação muito maiores.
Os tanques afetados foram construídos com chapas de aço e montados da mesma forma que o tanque em que houve vazamento de 300 toneladas de água contaminada na semana passada. A Tepco revelou na ocasião que, além do vazamento de água radioativa de um de seus tanques, foram descobertos altos índices de radiação na parte inferior de outros dois.
Após o início da crise, o governo japonês e a operadora da usina iniciaram os trabalhos de limpeza e decretaram uma área de isolamento de 20 quilômetros em torno da usina devido aos altos índices de radiação. A área foi parcialmente suspensa, mas dezenas de milhares de pessoas ainda estão proibidas de voltarem para suas casas.

8544 – Acidente Nuclear – Ex-diretor da central de Fukushima morre de câncer


Radiação, efeitos devastadores no organismo
Radiação, efeitos devastadores no organismo

O ex-diretor da central de Fukushima, no Japão, morreu aos 58 anos, de câncer no esôfago. Masao Yoshida dirigiu a usina nuclear na época em que um tsunami, seguido de um terremoto de 9 graus de magnitude, atingiu a central e desencadeou uma grave crise atômica, em março de 2011. Segundo a companhia Tokyo Electric Power (Tepco), Yoshida morreu em um hospital em Tóquio e sua doença não teria relação direta com a radiação.
A Tepco indicou que Yoshida teria recebido uma dose de radiação de 70 milisieverts (entenda o que é o Sievert) entre o acidente de 2011 e sua saída da central, vários meses depois. A companhia, no entanto, descarta uma ligação entre a exposição e o câncer do ex-diretor, alegando que é necessário um prazo maior antes que as radiações provoquem este tipo de doença.
Masao Yoshida assumiu a direção de Fukushima em junho de 2010, alguns meses antes da catástrofe que colocou em perigo quatro dos seis reatores da central. A crise atômica foi a mais grave desde Chernobyl, em 1986, e obrigou a evacuação de mais de 150.000 habitantes da região. Especialistas do setor afirmam que Yoshida foi fundamental para impedir que a situação saísse totalmente do controle. Ele deixou o cargo logo após ser diagnosticado com câncer, em novembro de 2011.
A Tepco também informou, nesta terça-feira, 9 de julho, que amostras de água subterrânea recolhidas na usina nuclear de Fukushima têm um nível de césio radioativo até 90 vezes maior do que as analisadas há apenas três dias. No momento, a principal preocupação no trabalho para desmantelar a central é o acúmulo de água contaminada no subsolo das instalações que abrigam os reatores nucleares. A Tepco não confirmou se essas substâncias radioativas estão vazando para o mar e anunciou que extrairá novas amostras de água marinha.

8543 – Risco Nuclear – Japão confirma falha geológica sob reator


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Um dos reatores de uma central atômica em Tsuruga (oeste do Japão), atualmente parada, está localizado sobre uma falha geológica ativa. É o que confirma o relatório final de um painel de especialistas. Com isso, o reator não receberá autorização para ser reativado, e empresa Japan Atomic Power se vê obrigada a estudar seu desmantelamento.
A empresa criticou publicamente a decisão dos especialistas, alegando que faltam dados e fatos objetivos que apoiem seu relatório. O presidente da Japan Atomic Power, Yasuo Hamada negou que seja necessário fechar o reator imediatamente.
Atualmente, apenas dois reatores de um total de 50 estão em serviço no Japão. Os demais foram paralisados por medida de precaução à espera de novas normas de segurança, em fase de elaboração, e que entrarão em vigor em julho.
As mudanças rígidas foram implementadas após o acidente nuclear de Fukushima, provocado por um tsunami em março de 2011.

7721 – Acidente Nuclear em Tokaimura


A manhã começou banal no dia 30 de setembro na usina de processamento de Tokaimura, a 150 quilômetros de Tóquio, no Japão. Em suas instalações, o urânio bruto, usado como combustível nuclear, é purificado antes de seguir para os 51 reatores atômicos que geram 35% da eletricidade do país.
Três funcionários fizeram sua tarefa: deram um banho de ácido nítrico no urânio para dissolver suas impurezas. Cometeram só um erro. Puseram no tanque de ácido 16 quilos de mineral radioativo, sete vezes mais do que o permitido. Com isso, os nêutrons do urânio, partículas atômicas que brotam da substância em raios invisíveis, iniciaram uma reação em cadeia nunca vista na usina.
Em minutos, os três homens absorveram pela pele nêutrons suficientes para deixá-los entre a vida e a morte.
No total, 49 japoneses foram afetados – 39 funcionários, 3 bombeiros e 7 moradores das redondezas. Todos correm risco de desenvolver câncer nas próximas décadas ou de terem seus filhos afetados. Os vizinhos foram contaminados pelo ar, que absorveu radioatividade na hora do bombardeio de nêutrons. A ausência de vento evitou que o veneno se espalhasse, mas, por precaução, 320 000 cidadãos, num raio de 10 quilômetros em torno da usina, tiveram que deixar suas casas por 24 horas.
A gravidade da possível tragédia resultante de um mero descuido de manuseio com combustível nuclear abala a opinião pública. Há 437 centrais atômicas em operação em 32 países, produzindo 17% da eletricidade do planeta. Para esses países, trata-se de conviver com o risco sob controle.

Césio 137 – Em Goiânia, 249 cidadãos foram contaminados com átomos de césio 137, radioativo, contido em aparelhos de raios X. Uma das máquinas foi parar num ferro-velho e lá ficou exposta à curiosidade dos moradores. Houve quatro mortes.

A radioatividade causa muitos problemas nas células humanas.
Ao atingir os seres humanos, os nêutrons quebram as moléculas de água, tornando-as eletricamente carregadas. Essa carga é nociva a várias partes do organismo porque desfaz as ligações químicas.

Células inteiras do intestino podem ser destruídas. Param de funcionar e perdem muita água. O efeito imediato é uma diarreia incontrolável. Muitas vezes mortal.

O DNA de óvulos e espermatozoides também é atacado. O resultado é que os danos são transmitidos aos descendentes das vítimas.

7055 – Guerra Fria – Testes Nucleares a Céu Aberto


Saint George, no estado americano de Utah, situa-se no coração da região mórmon. Aí, como em muitas outras tranqüilas cidades que pontilham o deserto, a vida e a morte são vistas como dádivas do céu.
Nuvens de radiação, tão tóxicas quanto as liberadas pela explosão do reator soviético em Chernobyl, verteram resíduos rosados sobre pontos tão distantes como a Nova Inglaterra, a mais de 2 000 quilômetros, envenenando o leite, matando o gado e afetando moradores ao longo da trajetória. Milhares de soldados, com ordem de realizar manobras ao pé das detonações, foram expostos a debilitadoras doses de radiação, da mesma forma que eletricistas ou encanadores empregados no sítio de teste. Nos anos seguintes, ex-militares, funcionários do sítio de testes e gente da vizinhança foram vítimas de câncer em proporção alarmante.
Ao contrário de muitos civis feridos em guerra, essas vítimas da Guerra Fria não foram advertidas sobre as ameaças contra sua saúde. Na verdade, foram submetidas a uma cruel campanha de desinformação. Soldados no sítio de testes receberam informações falsas: “O sol, e não a bomba, é seu pior inimigo”.
Mulheres que sofriam efeitos do envenenamento pela radiação — perda de cabelo, sérias queimaduras da pele — tiveram alta dos hospitais próximos com diagnósticos de “neurose” ou de “síndrome de dona-de-casa”. Quando uma moradora da área ameaçada relatou à Comissão de Energia Atômica (AEC em sigla inglesa) que seu filho e vários vizinhos haviam morrido, aparentemente de câncer induzido pela radiação, ouviu seca resposta: “Vamos manter o senso de proporção sobre a chuva radioativa”.
Ken Case: o “caubói atômico”, como era conhecido pelos outros funcionários do sítio de testes, foi contratado pela Comissão de Energia Nuclear, nos anos 50, com a função de conduzir gado para a região de impacto imediato das detonações, momentos depois de acontecerem. Assim os cientistas de Los Alamos podiam medir os efeitos da radiação. Case sofreu onze intervenções cirúrgicas, inclusive para tirar o rim e boa parte do intestino, antes de morrer em 1985.“Eles tiveram câncer e nós também”, disse o ex-funcionário sobre os animais que conduzia. “Eles apenas morreram mais depressa.”

6539 – Radiação causa deformidades em borboletas que vivem em Fukushima


Borboletas de Fukushima

Ainda não se conhecem os efeitos sobre a saúde humana do acidente nuclear que afetou Fukushima, no Japão, no ano passado. Mas cientistas japoneses já flagraram deformidades ligadas à radiação em borboletas que vivem na área do desastre.
Os efeitos, que incluem asas de tamanho desigual ou amarfalhadas, antenas com pontas duplas e olhos malformados, estão descritos em artigo na revista especializada “Scientific Reports”.
A equipe liderada por Atsuki Hiyama, da Universidade das Ilhas Ryukyu, coletou borboletas da espécie Zizeeria maha. Elas são consideradas bons indicadores do estado do ambiente porque seu organismo é sensível a alterações ambientais.
Insetos que viviam nas vizinhanças do acidente foram coletados em maio e setembro de 2011 (o acidente ocorreu em março, quando os bichos estavam na forma de larva). Nas borboletas capturadas em março, já havia aberrações morfológicas leves, em 12% dos casos.
Alguns dos animais coletados foram então cruzados em laboratório, tanto entre si quanto com borboletas de outros locais. O que os cientistas viram foi um aumento gradativo das anormalidades ao longo das gerações –aumento que também se verificou com as borboletas coletadas mais tarde na natureza.
Para os cientistas, os dados servem como sinal de alerta.

5716 – Acidentes Nucleares


Radiação, efeitos devastadores no organismo

A Usina de Takaimura fica a 150 km de Tóquio no Japão e suas instalações de urânio bruto, usado como combustível nuclear. É purificado antes de seguir para os 51 reatores que geram 35% da energia do país. Funcionários por engano puseram 16 quilos de mineral radioativo no tanque de ácido para ser dissolvido, 7 vezes mais que o permitido. No total, 49 japoneses foram afetados e todoscom risco de desenvolver câncer nas próximas décadas. A ausência de vento evitou que o veneno radiotivo se espalhasse, mas 320 mil cidadãos, num raio de 10 km em torno da usina, evacuaram o local por 24 horas. Hoje são 437 centrais atômicas em operação em 32 países e produzem 17% da eletricidade do planeta.
1957 – Em Liverpool, Inglaterra, um incêndio liberou radiação que acabou matando 39 pessoas de câncer no mesmo ano, uma explosão numa fábrica de bombas, forçou a evacuação de 10 mil habitantes da cidade russa de Kystym.
1979 – Vazou líquido que resfriava o reator de Three Mile Island, EUA, que superaquecido contaminou 8 funcionários.
1986 – Explosão no reator de Chernobyl, Ucrânia, matou 31, contaminou mais de 300 mil e envenenou o ar, solo e água num raio de centenas de km.

3445 – Acidente Nuclear – Operadora encontra estrôncio radioativo no mar de Fukushima


Fonte: Folha de S. Paulo

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da central de Fukushima Daiichi, informou nesta terça-feira que pela primeira vez desde que começou a crise nuclear no Japão detectou estrôncio radioativo no leito marinho próximo à usina.
A operadora encontrou no fundo do mar estrôncio-89 e estrôncio-90, dois elementos gerados pela fissão de átomos de urânio e cuja vida média é de 29 anos, indicou a emissora de televisão pública NHK.
As análises ocorreram em 2 de junho em dois locais situados a três quilômetros do litoral e 20 quilômetros ao sul e ao norte do complexo nuclear de Fukushima Daiichi, respectivamente, e revelaram até 44 bequereles por quilo de estrôncio-90 no fundo do mar.
O estrôncio representa um sério problema para a saúde ao ficar acumulado nos ossos ao ser inalado, o que pode causar alguns tipos de câncer.
Shigeharu Kato, membro da Agência de Segurança Nuclear do Japão, afirmou que seguirão as análises para investigar o impacto da acumulação das substâncias radioativas na vida marinha, acrescentou a NHK.
A elétrica, única provedora de energia da região metropolitana de Tóquio, deverá enfrentar também os protestos por sua trajetória na bolsa de valores, onde viu seu valor cair drasticamente desde 11 de março até perder mais de 25 bilhões de euros.
As ações da maior elétrica do Japão alcançaram em 9 de junho seu mínimo histórico de 148 ienes por título, frente aos mais de 2 mil ienes que valiam antes do acidente nuclear.

3249 – Japão – Risco Nuclear Persiste


Derretimento em mais 2 reatores nucleares no Japão

A operadora da usina nuclear que está no centro da crise de radiação no Japão após o terremoto e tsunami que atingiram o país confirmou nesta terça-feira que houve derretimento de barras de combustível em três de seus reatores.
A Tokyo Electric Power disse que o derretimento das barras de combustível nos três reatores aconteceram no início da crise na usina de Fukushima Daiichi, após o desastre de 11 de março.
O governo e especialistas já haviam informado anteriormente que as barras de combustível em três dos seis reatores nucleares provavelmente teriam derretido no início da crise, mas a operadora, também conhecida como Tepco, só confirmou o derretimento no reator 1.
Autoridades da Tepco disseram que uma revisão dos dados registrados na usina desde o começo de maio concluiu que a mesma coisa aconteceu nos reatores 2 e 3.
Alguns analistas acreditam que o atraso em confirmar os derretimentos em Fukushima indica que a operadora temia gerar pânico ao divulgar a gravidade do acidente mais cedo.
“Agora as pessoas estão acostumadas à situação. Nada está resolvido, mas os negócios foram retomados normalmente em lugares como Tóquio”, disse Koichi Nakano, professor de ciências políticas da Universidade de Sofia, em Tóquio.
Nakano disse que, ao confirmar os derretimentos só agora, a Tepco pode estar esperando que um impacto menor. A palavra “derretimento” tem uma conotação tão forte que quando a situação estava mais incerta, mais pessoas provavelmente teriam fugido de Tóquio, afirmou.

2791 – Japão vai injetar nitrogênio para evitar explosão no reator


No cenário de destruição os japoneses lutam contra a radiação

Reportagem da Folha de São Paulo
A Tokyo Electric Power Co. (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, vai lançar nitrogênio no reator 1 para reduzir o risco potencial de uma explosão de hidrogênio –como registrado no início da crise nuclear.
O nitrogênio, um gás inerte, tem capacidade de resfriar rapidamente. Ele deve ser lançado na câmara de contenção do reator 1, em um processo que pode levar dias, segundo Hidehiko Nishiyama, porta-voz da agência de segurança nuclear do Japão.
Hidehiko negou, contudo, que haja um risco imediato de explosão no prédio, que já foi danificado por explosões anteriores.
A estratégia mostra que a crise nuclear está longe de ser contida, apesar da boa notícia de terça-feira de que a Tepco finalmente conseguiu conter o vazamento de água do mar radioativa da usina.
Às 5h38 desta quarta-feira (17h38 de terça-feira em Brasília), a Tepco confirmou que o vazamento oriundo de uma rachadura no reator 2 parou. Ele foi contido após a Tepco lançar 6.000 litros de agentes químicos, incluindo silicato de sódio, conhecido como “cristal solúvel”.
Os funcionários da Tepco haviam descoberto na semana passada a rachadura de 20 centímetros na parede de um fosso técnico localizada perto da beira-mar e ligado ao reator 2.
Um volume importante de água contaminada vazava dia e noite desse fosso, mas os técnicos não tinham conseguido tampar a rachadura, apesar de várias tentativas utilizando cimento e depois mediante uma mistura de polímeros, papel de jornal e pó de serra.
Nesta terça-feira, decidiu-se fazer perfurações mais acima para seguir os fluxos de água e injetar o silicato de sódio no solo.
A agência ressaltou que é possível que a água radioativa possa aparecer em outras partes da usina.
Conter a radiação era uma das prioridades no interior da usina nuclear, onde os avanços eram dificultados pelas cerca de 60 mil toneladas de água altamente radioativa que inundaram várias áreas e dificultam a passagem dos operários.
Como medida de emergência, os funcionários da Tepco começaram nesta segunda-feira a despejar no mar 11.500 toneladas de água com um nível de radioatividade relativamente baixo (100 vezes superior ao limite).

2747- Tragédia no Japão – Detectada radiação na carne; água sob a usina está contaminada


Fonte:Folha de S.Paulo de 31-03-2011

O governo japonês detectou nesta quinta-feira a presença de material radioativo em amostras de carne em criações de gado na cidade de Tenei, a 70 km da usina de Fukushima. Horas antes, a operadora do complexo nuclear disse que lençóis freáticos localizados 15 metros abaixo da central contêm 10 mil vezes mais radiação do que o permitido.
Os anúncios chegam no mesmo dia em que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, clamou por uma reforma nos padrões nucleares globais até o final do ano, durante a primeira visita de um líder estrangeiro ao Japão desde o terremoto e o tsunami que desencadearam o desastre atômico.
O Ministério da Saúde japonês disse que desde o início da crise esta é a primeira vez que a carne bovina produzida na região mostrou sinais de contaminação, e a Agência de Segurança Nuclear e Industrial japonesa afirmou que mais testes serão feitos.
Horas antes, a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), afirmou ter encontrado altas concentrações de iodo radioativon um lençol d’água situado a 15 metros sob a central nuclear de Fukushima.
O porta-voz da empresa Naoyuki Matsumo disse que a radiação encontrada era “10 mil vezes superior” ao permitido.
“Não há nenhuma dúvida que se trata de uma cifra elevada”, destacou, não descartando, no entanto, a possibilidade de que essa taxa seja revista na sexta-feira.
Iodo 131 também foi descoberto em grande quantidade na água do mar, perto da central Fukushima.
A Tepco mediu nesta quinta-feira uma concentração de iodo radioativo 4.385 vezes superior à norma legal.
Trata-se do nível mais importante desde o começo do acidente na central.
Prejuízo Monumental
O governo japonês anunciou estar considerando criar um imposto especial e emitir títulos especiais para ajudar a financiar a ajuda humanitária e a reconstrução das cidades devastadas pelo terremoto e tsunami no começo do mês, informou o jornal “Nikkei”.
As estimativas do governo japonês indicam que o custo econômico da tragédia alcançará 25 trilhões de ienes (cerca de US$ 310 bilhões), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura, o que tornaria o desastre no mais caro já ocorrido no mundo.
O governo está elaborando uma legislação que pede a criação de um imposto especial e títulos. A lei também inclui linguagem mais clara que permitiria ao governo solicitar ao Banco do Japão subscrever títulos do governo, disse o comunicado.
Sob a atual lei fiscal, o Banco do Japão pode subscrever diretamente as dívidas do governo apenas em circunstâncias especiais.
O imposto especial poderia ser estabelecido como um aumento no imposto corporativo ou no imposto sobre vendas, ou um aumento na taxa do imposto de renda, disse o “Nikkei”.
O governo pretende apresentar a proposta de lei ao Parlamento até o final de abril.
O governo também pretende compilar diversos orçamentos adicionais para lidar com o desastre, mas o primeiro –provavelmente a ser compilado até o final de abril– terá como foco medidas urgentes como a retirada de escombros e a construção de casas temporárias.

2664-Tragédia no Japão – Detectada Radiação na Água


Fonte:Folha de S.Paulo

O ministério da Saúde informou que amostras de água da localidade de Iitatemura apresentam 965 becquerel por quilo, bem acima do limite de 300 becquerel por quilo.
Uma pessoa, ao beber um litro de água com o nível de 300 becquerel por quilo, absorve uma quantidade de radiação equivalente à décima quarta parte do que se recebe durante uma viagem de avião entre Tóquio e Nova York, destacou o ministério.
“Não há efeitos imediatos para a saúde se o consumo da água for temporário”, declarou o funcionário do ministério Shogo Misawa. “Mas, por precaução, recomendamos que a população evite tomá-la.”
A província de Fukushima fornecerá água potável para os 4.000 habitantes da localidade.
Na quinta-feira, foi detectado um nível de 308 becquerel por quilo na água de Kawamata, outro povoado de Fukushima, mas esta taxa caiu a 155 na sexta-feira e a 123 no sábado, informou o ministério.
Alimentos também foram contaminados. Autoridades em Taiwan encontraram neste domingo radiação em uma carga de vagens importada do sul do Japão. A contaminação foi muito pequena e estava dentro dos limites de segurança alimentar estabelecidos pela lei taiwanesa.
A radiação foi encontrada em 14 kg de vagens trazidas de Kagoshima, disse Tsai Shu-chen, funcionária da Administração de Comida e Drogas do país.
Apesar de não oferecer risco à saúde, esta é a primeira notícia de comida importada do Japão com radiação, desde a crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi –danificada por um terremoto e tsunami há nove dias.
Tsai disse que as vagens podem ter sido contaminadas quando foram transportadas, de avião, ao Aeroporto Narita, em Tóquio, para uma escala antes da viagem a Taiwan.
20/03/2011 – 22h23
Japão detecta radiação na água; mortos no país podem ser mais de 15 mil
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O governo japonês anunciou nesta segunda-feira (noite de domingo no Brasil) que detectou um nível de iodo radioativo três vezes superior ao limite legal na água corrente de um povoado situado a 40 quilômetros da central nuclear de Fukushima Daiichi, destacando porém que não há risco para a saúde. A informação foi divulgada um dia depois de a polícia afirmar que o número de mortos apenas na região mais afetada pelo tremor seguido de tsunami do último dia 11 pode passar de 15 mil.
Em meio à crise, japoneses deixam Tóquio e mostram descrédito no governo
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O ministério da Saúde informou que amostras de água da localidade de Iitatemura apresentam 965 becquerel por quilo, bem acima do limite de 300 becquerel por quilo.
Uma pessoa, ao beber um litro de água com o nível de 300 becquerel por quilo, absorve uma quantidade de radiação equivalente à décima quarta parte do que se recebe durante uma viagem de avião entre Tóquio e Nova York, destacou o ministério.

“Não há efeitos imediatos para a saúde se o consumo da água for temporário”, declarou o funcionário do ministério Shogo Misawa. “Mas, por precaução, recomendamos que a população evite tomá-la.”
A província de Fukushima fornecerá água potável para os 4.000 habitantes da localidade.
Na quinta-feira, foi detectado um nível de 308 becquerel por quilo na água de Kawamata, outro povoado de Fukushima, mas esta taxa caiu a 155 na sexta-feira e a 123 no sábado, informou o ministério.
Alimentos também foram contaminados. Autoridades em Taiwan encontraram neste domingo radiação em uma carga de vagens importada do sul do Japão. A contaminação foi muito pequena e estava dentro dos limites de segurança alimentar estabelecidos pela lei taiwanesa.
A radiação foi encontrada em 14 kg de vagens trazidas de Kagoshima, disse Tsai Shu-chen, funcionária da Administração de Comida e Drogas do país.
Apesar de não oferecer risco à saúde, esta é a primeira notícia de comida importada do Japão com radiação, desde a crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi –danificada por um terremoto e tsunami há nove dias.
Tsai disse que as vagens podem ter sido contaminadas quando foram transportadas, de avião, ao Aeroporto Narita, em Tóquio, para uma escala antes da viagem a Taiwan.
Kagoshima, na ponta sudoeste da ilha de Kyushu, está há mais de 1.100 km do epicentro do tremor, localizado na costa leste da ilha de Honshu.

Tsai disse que não há motivo para pânico, já que os testes mostraram que a vagem contem apenas 11 Becquerels (Bq) de iodo e 1 Bq de césio-137 por quilo –ambos bem abaixo dos níveis máximos permitidos.

Ela disse que, por precaução, toda a carga será destruída.

A notícia foi divulgada um dia depois do governo japonês admitir a contaminação por radiação em espinafre procedentes da província de Ibaraki e em quatro amostras de leite na província de Fukushima.
Neste domingo, contudo, o secretário de Gabinete japonês, Yukio Edano, assegurou que o leite e espinafre não chegaram ao mercado. Ele afirmou ainda que continuarão analisando dados e realizando testes para determinar se se deve regular a distribuição de produtos procedentes das zonas próximas à central, algo que poderia se concretizar nesta segunda-feira.
Em todo caso, reiterou que esses achados não representam uma ameaça imediata para os consumidores e lembrou que a detecção de iodo radioativo abaixo dos limites na água de torneira em Tóquio e regiões do norte da capital também não supõem um risco para a saúde.
“Eu estou preocupada, realmente preocupada”, disse Mayumi Mizutani, moradora de Tóquio, 58. Ela comparava água mineral para o neto de dois anos. “Nós estamos com medo porque é possível que nosso neto tenha câncer”, disse.

VÍTIMAS

Um novo balanço da Polícia Nacional do Japão elevou neste domingo para 8.450 o número de mortes no terremoto e posterior tsunami que atingiram o país no último dia 11. Outras 12.931 pessoas ainda estão desaparecidas.
No entanto, apenas na província de Miyagi –a mais atingida pelo desastre–, o número de mortos pode ultrapassar os 15 mil, segundo um chefe de polícia local informou.
Cerca de 360 mil pessoas em toda a costa nordeste do país tiveram de abandonar suas casas, e 26 mil foram resgatadas.
Neste domingo, equipes de resgate japonesas encontraram uma avó e seu neto debaixo dos escombros de uma casa onde estavam presos há nove dias, após o terremoto de magnitude 9 –seguido de tsunami.
Sumi Abe, 80, e Jin Abe, 16, tiveram a sorte de estar na cozinha quando a casa desmoronou em 11 de março. Eles sobreviveram comendo tudo o que tinham na geladeira, sobretudo iogurtes.
Agora, os esforços se centram em procurar um lar para os sobreviventes que perderam suas casas. Cerca de 355 mil pessoas continuam em abrigos improvisados em 15 províncias, incluindo Tóquio.
Este número inclui, segundo a agência de notícias Kyodo, 20 mil moradores de áreas próximas à usina nuclear de Fukushima Daiichi, retirados diante do vazamento de radiação. Eles foram levados para sete outras prefeituras, entre elas Niigata, Yamagata e Tochigi.

“Os corpos levados pelo tsunami serão recuperados aos milhares todos os dias a partir de agora”, disse o chefe de polícia de Miyagi, Naoto Takeuchi.

Na cidade de Otsuchi, em Iwate, o prefeito Koki Kato foi encontrado morto neste sábado. Ele estava desaparecido desde o tsunami, quando realizava uma reunião de emergência.

USINA

O estado da usina de Fukushima continua sendo muito preocupante.

O governo anunciou que a central deixará de funcionar. Se a operadora privada Tokyo Electric Power (Tepco) ratificar essa decisão, Fukushima se tornaria a maior ruína nuclear do mundo, à frente de Tchernobil, que tinha quatro reatores quando ocorreu o acidente, em 1986.

Mas não se pode deixar o local abandonado, já que a ausência de eletricidade provocaria um aquecimento do combustível utilizado, sua fusão e uma contaminação ambiental. Para tentar restabelecer o fornecimento elétrico, os socorristas tiveram de interromper suas operações de refrigeração com jatos de água, que tinham se intensificado desde sábado. “A pressão no interior do recinto de confinamento do reator 3 aumenta”, declarou um responsável da agência de segurança nacional.
Ao anoitecer, ainda não tinha sido restabelecida a corrente elétrica para colocar em funcionamento as máquinas que bombeiam água no sistema de refrigeração do reator número 2, que é prioritário por estar menos danificado que os 1, 3 e 4.
Os técnicos conseguiram conectar um cabo de alta tensão a um distribuidor. A operação “levará mais tempo”. “Não sabemos quando poderemos restabelecer os sistemas”, declarou Naohiro Omura, da operadora Tepco.
No raio de 20 km da zona de exclusão em torno da central, voltaram a ser detectados neste domingo níveis anormais de radioatividade no leite e nos espinafres, segundo a agência Kyodo.

2655-Tragédia no Japão – Alimentos contaminados por radiação


Radiação, efeitos devastadores no organismo

Fonte: Folha de São Paulo
Foram encontrados níveis de radiação acima do recomendado em leite e espinafre nas províncias de Fukushima e Ibaraki.
Segundo o secretário de Gabinete do Japão, Yukio Edano, a radiação estava acima do padrão estabelecido pelo governo, mas não impunha risco imediato à saúde humana. Ele não detalhou de quanto foi a radiação encontrada.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que a contaminação é de iodo radioativo e que o governo japonês interrompeu a venda destes produtos.
A agência da ONU disse ainda que há sim risco à saúde humana, caso os alimentos sejam consumidos. “Apesar do iodo radioativo ter uma vida curta de cerca de oito dias e se dissipar naturalmente em uma questão de semanas, há um risco de curto-prazo para a saúde humana se o iodo radioativo na comida for absorvido pelo corpo humano”.
Nesta semana, a União Europeia (UE) recomendou aos países do bloco que façam um maior controle de radioatividade nos alimentos importados do Japão.
Os controles são voluntários, mas, no caso haja constatação de níveis de contaminação radioativa acima do teto autorizado, os países do bloco estão obrigados a informar a Bruxelas. A UE importou 9.000 toneladas de frutas e verduras em 2010, além de alguns tipos de pescado.
Especialistas temem as consequências da contaminação do solo e águas com o material radioativo lançado ao ar pela usina nuclear. O material pode efetivamente contaminar os alimentos, entrando na cadeia alimentar da população, o que causaria um risco ao longo de semanas e mesmo meses aos japoneses.
O leite de vaca é especialmente vulnerável, segundo especialistas, caso os animais entrem em contato com o pasto contaminado. O produto é muito consumido pelo homem, não só em sua forma natural, mas como ingrediente de vários alimentos processados.
Neste sábado (19-03-2011), as autoridades continuam lançando água para reduzir a temperatura dos reatores de Fukushima Daiichi e conter um vazamento massivo de material radioativo. Os bombeiros devem lançar 1,260 toneladas de água no reator. A operação, segundo a agência de notícias Kyodo, deve durar sete horas.
Edano disse que as condições no reator 3 ficaram relativamente estáveis depois que bombeiros lançaram 60 toneladas de água em uma piscina fervente que abriga combustível nuclear usado. A operação foi realizada pouco depois da 0h (12h de sexta-feira em Brasília), do lado de fora do prédio que abriga o reator.
O objetivo primário é impedir qualquer vazamento massivo de materiais radioativos da piscina que abriga o combustível usado para o ar. O aumento da temperatura da água desta piscina, normalmente de 40ºC, faz com que a água se dissipe e exponha as varetas de combustível nuclear usado. Sem o líquido, que as isola do exterior, elas ficam então suscetíveis às altas temperaturas e podem derreter. No pior dos cenários, podem liberar material altamente radioativo.
Já a operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co., conseguiu conectar os cabos de energia aos prédios dos reatores 1 e 2. A ideia é fazer uma checagem dos equipamentos e ligar os cabos na manhã de domingo (noite de sábado em Brasília).
A restauração da energia elétrica pe crucial para que o sistema de resfriamento, danificado pelo terremoto, volte a ser ligado –o que facilitará a manutenção da temperatura nos reatores.

2614-☻Mega Notícias – Japão à beira de um desastre nuclear


Folha de S Paulo, edição de de 15 de março de 2011, destaque para o risco de acidente nuclear no Japão

Apesar de avaliações iniciais otimistas no pós-terremoto do Japão, novas explosões na Usina de Fukushima deixaram as autoridades apreensivas. Os técnicos começaram a ser retirados da usina e o governo estendeu de 20 para 30 km a área de risco. Os níveis de radiação já são considerados prejudiciais. Tóquio registrou os primeiros sinais de radioatividade. A Explosão do teto de um dos reatores da Usina de Fukushima, interrompeu o bombeamento de água para a refrigeração de combustível nuclear, elevando o risco de superaquecimento, o que pode causar um grande vazamento radioativo.Os reatores são envolvidos por uma parede de contenção de concreto e aço, com 15 Cm; até agora intactas. Em caso extremo, as varetas podem se fundir,o que causaria o pior acidente possível, com altorisco de contaminação.
O que é radiação e como ela afeta o ser humano?
Explosões na estrutura do reator emitiram partículas radioativas para a atmosfera.Tratam-se de elementos instáveis, que são capazes de atravessar objetos e entrar no organismo. Exemplo: U-235, césio-137 e iodo-131, usados nos reatores. No Japão,o vento está em direção ao Pacífico e levou as partículas a 160 km da costa.
Efeitos no ser humano – Possibilidade de câncer da tireóide.
Queda no número de glóbulos vermelhos e sangramentos.
Pulmão – Pneumonia e fibrose.
Sangramento no estômago e intestino.
Medula óssea – Diminuição do número de glóbulos brancos; 50% a menos em até 48 horas, aumentando o risco de infecções. Isso acontece porque a radiação altera a estrutura das células.
O césio-137 leva 30 anos para que sua radiação caia pela metade.
As varetas – São feitas de liga metálica e contêm pastilhas de urânio enriquecido, um combustível nuclear altamente radioativo. Com seu derretimento, elementos radioativos são liberados e se a contenção do reator não resistir, tais elementos são expelidos para a atmosfera. Chuvas podem trazer a radiação de volta para o meio ambiente.