9378 – China lança primeira sonda espacial destinada a explorar a Lua


A missão Chang’e-3 será lançada da base de satélites de Xichang, na província de Sichuan (sudoeste), informou neste sábado a TV estatal.
O lançamento marcará uma etapa importante na conquista espacial chinesa, que Pequim realiza com um atraso importante em relação a Estados Unidos e Rússia, mas duplica seus esforços.
A imprensa estatal destacou nos últimos dias os resultados esperados do veículo lunar, um carro de seis rodas cujo nome foi inspirado na mitologia chinesa. Segundo a lenda, um coelho vive na Lua, onde tritura o elixir da imortalidade. O animal tem por companheira Chang’e, a deusa da Lua.
Com a missão Chang’e-3, a China realizará seu primeiro pouso na Lua, após os sucessos das missões precedentes com duas sondas lunares.
As sondas Chang’e-1 (outubro de 2007) e Chang’e 2 (outubro de 2010) permitiram realizar observações detalhadas em órbita da Lua.
O “Coelho de Jade”, dotado de painéis solares para obter energia, realizará análises científicas e enviará à Terra imagens em 3D.
O veículo, de 120 quilos, pousará na Baía do Arco Íris, um território inexplorado do satélite, onde as condições são favoráveis para a comunicação com a Terra e a exposição ao Sol.
A sonda funcionará durante três meses e poderá se deslocar a velocidade máxima de 200 metros por hora.

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9377 – O que é a Zootecnia?


zootecnia

É a ciência que estuda o controle de reprodução, melhoramento genético e da nutrição de animais, aumentando a qualidade e produção, visando o lucro.
A zootecnia geral abrange disciplinas que estudam todos os animais, num contexto geral, como citologia, genética, anatomia, etc.
A zootecnia especial abrange disciplinas que tratam da criação de um tipo de animal, como por exemplo, suinocultura, avicultura, etc.

Zootecnista

É o profissional formado em zootecnia. Pode realizar as seguintes atividades:

– Estudar processos e regimes de criação, melhoramento genético, seleção de animais para reprodução, seleção de técnicas para serem utilizadas, avaliar necessidades nutricionais, avaliar e planejar instalações, avaliar as condições de higiene, supervisionar processos de vacinação, medicação e reprodução.
– Acompanhar os trabalhos administrativos, acompanhando os investimentos, gastos, compra e venda de animais, organização e planejamento estrutural e de qualidade da fazenda.
– Realizar pesquisas de melhoramento genético, de melhorias na alimentação dos animais e aperfeiçoamento dos sistemas de abate e armazenagem.

9376 – ☻ A Revolução Científica


Iniciou no século XV um conhecimento mais estruturado e prático, desenvolvendo formas empíricas de se constatar os fatos.
Até a Idade Média, o conhecimento humano estava muito atrelado ao modo de concepção da vida que a religiosidade propagava. A ciência, por sua vez, estava muito atrelada à Filosofia e possuía suas restrições. Mas o florescer de novas concepções a partir do século XV permitiu uma reformulação no modo de se constatar as coisas. A nova forma de pensar, comprovar e, principalmente, fazer ciência prosperou-se intensamente em um período que se prolongou até o fim do século XVI.
A Revolução Científica tornou o conhecimento mais estruturado e mais prático, absorvendo o empirismo como mecanismo para se consolidar as constatações. Esse período marcou uma ruptura com as práticas ditas científicas da Idade Média, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. Embora na época tenha havido grande movimentação com a divulgação de novos conhecimentos e novas abordagens sobre a natureza e o mundo, o termo Revolução Científica só foi criado em 1939 por Alexandre Koyré.
Diversos movimentos sociais, culturais e religiosas prestaram suas valiosas contribuições para o incremento da Revolução Científica. Aquele era o período do Renascimento, uma fase que pregava a volta da cultura Greco-romana e propagava a mudança de orientação do teocentrismo para o antropocentrismo. Outra característica era o humanismo, uma corrente de pensamento interessada em um pensamento mais crítico e, principalmente, valorizava mais os homens. Tais abordagens mudaram muito o pensamento humano.
A ciência ganhou muitas novas ferramentas. Passou a ser mais aceita e vista como importante para um novo tipo de sociedade que nascia. As comprovações empíricas ganharam espaço e reduziram as influências das influências místicas da Idade Média. O conhecimento ganhou impulso para ser difundido com a invenção de Joahannes Gutenberg, a imprensa. A capacidade de reproduzir livros com exatidão e espalhá-los por vários lugares foi fundamental para a Revolução Científica na medida em que restringia as possibilidades de releituras e interpretações equivocadas dos escritos.
O modo místico da Igreja Católica de determinar o conhecimento perdeu ainda mais espaço com a Reforma Protestante. Os reformistas eram favoráveis à leitura da Bíblia em todas as línguas e também acreditavam que as descobertas da ciência eram válidas para apreciar a existência de Deus.
Em meio a toda essa efervescência favorável à Revolução Científica, o hermetismo também apresentou sua parcela de contribuição para o progresso do conhecimento. Usando idéias quase mágicas, apoiava-se e incentivava no uso da matemática para demonstrar as verdades. Com um novo horizonte, a matemática ganhou espaço e se desenvolveu com grande relevância para o desenvolvimento de um método científico mais rigoroso e crítico.
Os efeitos da Revolução Científica foram incontáveis e mudaram significativamente a história da humanidade. Provou-se que a Terra é que girava em torno do Sol, a física explicou diversos comportamentos da natureza, a matemática descreveu verdades e o humanismo tornou os pensamentos mais críticos, por exemplo. Entre os grandes nomes do período que deram suas contribuições para o avanço da ciência estão: Isaac Newton, Galileu Galilei, René Descartes, Francis Bacon, Nicolau Copérnico, Louis Pasteur e Francesco Redi.

9375 – Saúde – Exame de próstata


☻ Nota do Autor
Câncer de Próstata, um assunto sério
Aqui não é bom brincar, porque o tumor não brinca em serviço no que diz respeito a comprometer as funções do organismo, levando a um quadro irreversível.

O exame de próstata abrange dois tipos distintos de exame: o toque retal e o exame de sangue PSA (sigla oriunda do inglês Prostate Specific Antigen, ou APE, de Antígeno Prostático Específico, em português). Este conjunto de exames deve ser feito anualmente.
A recomendação sempre foi realizá-lo a partir dos 45 anos de idade. Todavia, em novembro de 2013, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alterou a idade mínima recomendada para realização desse exame para os 50 anos de idade. Contudo, para pacientes de etnia negra, obesos ou que tenham histórico na família, o recomendado era iniciar os exames a partir dos 40 anos de idade, passando para os 45 anos.
A explicação para essa mudança na idade para se iniciar a prevenção ao câncer de próstata é devido ao fato de existir um excesso de diagnósticos de cânceres desse tipo que não se desenvolvem de forma agressiva, conhecidos como cânceres indolentes. Em outras palavras, o paciente possui o câncer, mas ele não se espalha para outros lugares do corpo, ficam restritos à próstata.
O toque retal é um procedimento realizado pelo médico, visando avaliar as condições internas do reto. Realiza-se o mesmo com o paciente deitado na maca, adotando uma posição na qual o ânus fique exposto e relaxado. O médico, utilizando luvas lubrificadas, introduz o dedo indicador através do ânus do paciente palpando-o, após solicitar que este efetue um leve esforço defecatório, para facilitar a protusão da mucosa. Caso o paciente não consiga relaxar o esfíncter anal, poderá sentir desconforto ou dor durante o exame.
Já o PSA consiste em uma glicoproteína sintetizada pela próstata, que fica na corrente sanguínea e que pode ser dosada por meio de um exame de sangue. Esta substância apresenta uma influência positiva sobre a motilidade dos gametas masculinos no momento da ejaculação, uma vez que auxilia na diluição do fluído seminal. Existem dois tipos de PSA: o PSA livre, que se encontra aumentado na hiperplasia prostática benigna, e o PSA conjugado (ou PSA total), que pode encontrar-se aumentado, na corrente sanguínea, em casos de câncer de próstata.
Quando ambos os exames indicam a possibilidade de câncer retal, deve ser feita uma investigação mais minuciosa, por meio de ultrassonografia transretal e, em alguns casos, até mesmo uma biópsia prostática.

9374 – Estimativa Saúde – País deverá ter 576.580 novos casos de câncer em 2014


O estudo é feito pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) com base nos registros de casos e mortalidade por câncer. A estimativa é divulgada a cada dois anos, com o objetivo de desenhar o cenário da doença no país e permitir ajustes nas políticas públicas.
A estimativa anterior, divulgada em 2011, apontava para a potencial ocorrência de 519 mil casos em 2012 –os dados de quantos ocorreram, de fato, não estão consolidados.
Do total de casos esperados, 182 mil são de tumor de pele não melanoma, o mais frequente entre homens e mulheres e com evolução geralmente bem menos grave que os demais tipos.
Excetuando-se o tumor de pele não melanoma, entre as mulheres, o câncer mais frequente esperado continua sendo o de mama (20,8%) –apenas no Norte, o câncer de colo do útero lidera entre os casos esperados. De acordo com Cláudio Noronha, coordenador de prevenção e vigilância do Inca mantém-se a tendência de alta do câncer de mama pelo envelhecimento da população.
Diferentemente dos estudos anteriores, o levantamento de 2013 indica que, ainda entre as mulheres, o câncer de cólon e reto vai ultrapassar o do colo do útero e assumir a segunda posição entre os mais frequentes. Assim, estima-se que o de cólon e reto represente 6,4% dos casos entre as mulheres, e o de colo do útero, 5,7%.
“Decidimos criar uma reunião com o comitê de especialistas para ver se não está na hora de o Brasil adotar medidas de rastreamento mais precoce do intestino baixo. A maior parte dos países não tem medidas como essa, iremos discutir com especialistas a possibilidade ou não de o Brasil adotar medidas de rastreamento e campanhas específicas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
Segundo Noronha, alguns países, como Inglaterra e Finlândia, adotam o rastreamento precoce do câncer. Uma das maneiras, diz, é pela realização de um exame que busca sangue nas fezes. A partir dele, porém, é necessário realizar exames mais complexos, como a colonoscopia.
Questionado sobre a capacidade de a rede pública realizar esses exames amplamente, Noronha diz que será necessário investimento. “Tem que discutir se temos infraestrutura, precisaremos de treinamento.”
Entre os homens, excetuando-se o tumor de pele não melanoma, o câncer de próstata continua no topo do ranking (22,8%), com tendência de alta também pelo envelhecimento da população, segundo o Inca. Em seguida, vem o câncer de traqueia, brônquio e pulmão (5,4%) e o de cólon e reto (5%).
“O câncer cresce no Brasil seguindo uma tendência internacional, fortemente influenciado pelo envelhecimento da população. Outros fatores de risco também são importantes, o principal deles é o tabagismo”, explicou o representante do Inca.

9373 – Reposição de testosterona em forma de desodorante chega ao país


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Uma nova droga para repor testosterona em homens com baixos níveis do hormônio deve chegar ao Brasil no próximo mês. A novidade é o formato: o medicamento é aplicado nas axilas, como se fosse um desodorante.
Hoje, existem três remédios de reposição hormonal masculina no país, todos injetáveis. Dois deles são aplicados a cada três semanas e o outro, a cada três meses.
Já o novo medicamento, de uso tópico, deve ser usado diariamente pela manhã, depois do desodorante comum.
Dessa forma, a droga tenta imitar a produção natural da testosterona –que tem níveis mais altos no começo do dia. Com os remédios injetáveis de longa duração, podem ocorrer picos do hormônio logo após as aplicações e níveis baixos no fim do período.
O remédio é colocado em um aplicador usado diretamente nas axilas, o que evita que o produto entre em contato com as mãos e diminui os riscos de contaminar outras pessoas com o hormônio. A dose pode variar de acordo com a recomendação médica. Cada “bombeada” do produto tem 30 mg, e a dose máxima diária, segundo a bula, é de 120 mg. Uma unidade com 110 ml custará R$ 283,93, o que é suficiente para um mês, em média, a depender da dose indicada.
Mas não são todos os homens que precisam do medicamento. O urologista afirma que a reposição hormonal só é indicada para homens com níveis baixos de testosterona –os valores normais vão de 300 a mil nanogramas por decilitro– e queixa de sintomas.
De acordo com estudos, de 3% a 30% dos homens podem ter níveis baixos de testosterona. Desses, só um terço tem sintomas relacionados a essa queda e, portanto, seria candidato ao uso da reposição hormonal.
“Há só três problemas que a reposição pode melhorar: perda de libido, perda de massa muscular e osteoporose. Há médicos que acreditam que há um ganho na memória, que a pessoa vai ficar mais bem disposta, mas não há evidências disso. É tudo ficção”.
A reposição hormonal masculina tem seus riscos. Em doses exageradas, pode causar o crescimento das mamas, toxicidade para o fígado, aumento de colesterol “ruim”, maior risco de hipertensão e apneia do sono.
O risco de o tratamento causar câncer de próstata foi levantado e já descartado, segundo Srougi, mas, se o paciente já tiver um tumor, a droga fará com que ele cresça mais rapidamente. Por isso, é preciso descartar a hipótese da doença antes de começar o tratamento.
O médico diz ainda que a forma de aplicação do novo medicamento, não injetável, pode aumentar o número de pessoas que farão uso indevido da testosterona, incluindo os adeptos da medicina “antiaging” (que usa hormônios para tentar atrasar o envelhecimento, sem evidências científicas).

9372 – Saúde – Gordura na Dieta


MEDICINA simbolo

Escola Paulista de Medicina

Gordura na dieta virou pecado capital. Os xiitas da alimentação saudável consideram fraqueza de caráter ir à churrascaria.
A relação entre colesterol, proporção de gordura animal nas refeições e ataques cardíacos foi estabelecida a partir de dois inquéritos epidemiológicos: Seven Cities Study e Framingham Study.
A partir dos anos 1970, os Serviços de Saúde norte-americanos adotaram a política de reduzir o consumo de gorduras para no máximo 30% das calorias diárias, e o de gordura animal (saturada) para 10%, recomendações em seguida adotadas no mundo inteiro.
Nenhum estudo mais recente, no entanto, foi capaz de demonstrar a existência da associação entre o consumo de carne vermelha e o risco de doenças cardiovasculares. Sabemos, apenas, que as carnes processadas podem aumentar a probabilidade de ataques cardíacos e diabetes, relação causal atribuída à presença de nitratos e de teores exagerados de sódio nesses alimentos.
A guerra à gordura animal teve consequências inesperadas. Nos últimos 30 anos, a população americana reduziu de 40% para 30% a proporção de calorias ingeridas sob a forma de gordura, justamente o período em que se alastrou pelo país a epidemia de obesidade. Como explicar?
Talvez a razão principal seja a de que a retirada da gordura deixe a comida insossa. Para compensar, as refeições ficaram mais ricas em carboidratos e a indústria acrescentou açúcar aos alimentos.
As evidências apontam os açúcares como fator de risco para a instalação da chamada síndrome metabólica, combinação traiçoeira de hiperglicemia, hipertensão arterial, aumento de triglicérides, diminuição da fração HDL do colesterol e aumento da circunferência abdominal.
Em artigo recém-publicado no British Medical Journal, Aseem Malhotra, do Croydon University Hospital, faz o seguinte comentário: “Hoje, dois terços das pessoas admitidas em hospitais com o diagnóstico de infarto do miocárdio apresentam a síndrome metabólica. Mas, 75% desses pacientes têm níveis de colesterol total absolutamente normais. Talvez o colesterol não seja o verdadeiro problema”.

9371 – Religião – Por que se pede a São Longuinho prometendo três pulinhos?


O que você faz quando perde alguma coisa e não encontra de jeito nenhum? Uma simpatia brasileira típica é invocar o funcionário número um do Departamento Celestial de Achados e Perdidos: São Longuinho. Só não se esqueça, quando o objeto reaparecer feito mágica, de agradecer dando três pulinhos – de preferência acompanhados de três gritinhos (e bem sozinho, para evitar gracejos e maledicências).
Existe forma de agradecimento mais esdrúxula na história da humanidade? Mas o mais curioso é que ninguém sabe de onde veio essa superstição saltitante – Mundo Estranho ouviu vários folcloristas e nenhum deles tinha a menor idéia da sua origem, a não ser especulações relacionando a tríade de pinchos à Santíssima Trindade.
São Longuinho, santo celebrado em 15 de março, é especialmente popular na Espanha e no Brasil – mas aqui só existe uma igreja com sua imagem, em Guararema, interior de São Paulo. “Longuinho vem de Longinus, nome comum aos mártires”, afirma o teólogo Décio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Longinus, por sua vez, vem do grego lonkhe, que quer dizer lança. Segundo os historiadores da religião, Longinus chamava-se Cássio e era um dos centuriões romanos escalados para vigiar Cristo na cruz. “Na Sexta-Feira Santa, Cássio espetou sua lança no coração de Jesus e acabou levando um jato de sangue em seus olhos”, diz o padre Aparecido Pereira, estudioso de hagiografias (biografias de santos) e editor do jornal O São Paulo, da Cúria Metropolitana. Cássio sofria de um problema de vista – ou “cegueira espiritual”, de acordo com alguns relatos – e, naquele momento, foi curado instantaneamente.
Converteu-se ao Cristianismo e refugiou-se na Cesareia, onde virou monge. Descoberto, foi decapitado, como tantos outros mártires cristãos.
A história de São Longuinho é citada no Novo Testamento por Mateus (27:54), Marcos (15:39) e Lucas (23:47).

9370 – Umbanda – O que é a pombagira?


É uma entidade do candomblé e da umbanda, representada por uma mulher sensual, independente e dominadora, incorporada por uma médium. Ela faz trabalhos espirituais que vão desde conselhos sobre problemas cotidianos até promessas de recuperar um amor. A pombagira surgiu no início do século 20, simbolizando uma mulher liberada da submissão e do recato impostos ao sexo feminino por uma sociedade machista e patriarcal. Para o médium Rubens Saraceni, a entidade é especialista em amor e relacionamentos por ser o orixá do Trono do Desejo e estímulo. Outros sacerdotes porém, a veem como mensageira dos orixás (personificações divinas das forças da natureza), tendo sido, em outras vidas, uma mulher sofrida que retorna para evoluir ajudando os outros. Quando é incorporada, assume personalidades e nomes como Maria Padilha, Sete Encruzilhadas, Rosa Caveira etc.
A gira é um ritual da umbanda para realização de trabalhos espirituais por meio de médiuns incorporando entidades. Na abertura são entoados cantos, saudações e defumação do ambiente. Os médiuns ficam de um lado do terreiro enquanto assistentes e visitantes ficam de outro. Além da pombagira, outros exus (mensageiros dos orixás) são incorporados.

Os visitantes vão ao terreiro para receber passes ou consultas. O passe é o contato com médiuns, incorporados ou não, para eliminação de energias ruins. Na consulta, assistentes contam os problemas do visitante para a entidade, recebendo de volta conselhos e rituais para resolvê-los, como acender velas ou tomar banho com ervas.
O médium usa saias, vestidos, lenços, turbantes e rosas, com preferência por detalhes em vermelho e preto no vestuário. Também pode vestir cores fortes como amarelo, roxo, verde e dourado. Médiuns do sexo masculino também são incapazes de incorporar a pombagira.
A pombagira é risonha e dá gargalhadas estridentes para afastar o mal e amedrontar os espíritos obsessores, que buscam vingança. Gosta de beber, fumar e de se vestir bem e está sempre com a mão na cintura, por vezes segurando a barra da saia ou jogando-a por cima da perna.
Os ingredientes da oferenda variam de acordo com o objetivo: amoroso, profissional ou de cura. O mais comum é fazer o padê (farofa de dendê), com bifes e cebolas. Também podem rolar frutas, bombons, velas, cigarros, rosas,e ,em alguns casos, até sacrifício animal, dependendo da preferência da pombagira.

9369 – Por que 666 é considerado o número da besta?


Porque na Bíblia (texto de João, no capítulo 13 do livro Apocalipse) ele é citado como o “número do monstro”. O documento descreve uma besta-fera parecida com um dragão, com chifres de cordeiro, poderes maléficos e características violentas e ameaçadoras.
Segundo interpretações de estudiosos, o 666 seria o código secreto com que os cristãos do primeiro século poderiam identificar o Anticristo – um monstro humanizado que viria ao mundo para dominá-lo e tocar o terror. Sua chegada seria anunciada, de acordo com os escritos, com a abertura do sexto selo, o tocar da sexta trombeta e o derramamento da sexta taça. Ainda segundo especialistas em teologia, não dá para ter certeza de que o número original era 666 pois em manuscritos muito antigos do Apocalipse, ele aparecia como 616.

Outras Interpretações:
– A profecia da besta menciona “um sinal na mão direita ou na testa”, o que deu margem para associá-la a Hitler e ao gesto da saudação nazista.

– No livro de Zacarias, na Bíblia, há um trecho que diz que dois terços (2/3 é igual a 0,666…) dos habitantes da terra serão exterminados.

9368 – O que eram os oráculos?


O Oráculo
O Oráculo

Eram as respostas reveladas por meio de artes de adivinhação (divinatórias) a uma questão pessoal. O termo, porém, teve seu significado ampliado para designar tanto a entidade consultada como o intermediário humano entre a divindade e o questionador e até mesmo o local em que os oráculos se manifestam. Atualmente, “oráculo” também pode designar um objeto ou método usado para obter esclarecimentos sobre assuntos específicos (tarô, por exemplo). Embora haja registros de consultas a divindades para adivinhação desde a Antiguidade, foi na Grécia que a prática ganhou status de culto nacional, com templos dedicados exclusivamente a práticas divinatórias. Um dos mais ricos e frequentados era o templo de Delfos, em que Apolo era consultado por uma sacerdotisa apelidada de pitonisa (serpente). Os rituais em Delfos duraram até a ascensão do cristianismo como religião oficial do Império Romano, que a essa altura já dominava a cidade.
Acredita-se que a pitonisa pronunciasse as respostas em versos semelhantes aos usados nos poemas Ilíada e Odisseia, de Homero.

Adivinhações ou Alucinações?
No seu auge, o templo era frequentado por cidadãos comuns e por governantes gregos e estrangeiros. Para furar as longas filas, os figurões pagavam bem. Tanto o povão como os fura-filas sacrificavam uma ovelha ou uma cabra antes de entrar no templo. As entranhas dos bichos eram examinadas por sacerdotes em busca de sinais proféticos.
Antes do ritual, a pitonisa descia até uma câmara subterrânea e inalava vapores sagrados para entrar em contato com Apolo. Historiadores divergem em relação à transmissão dos oráculos: as respostas seriam transmitidas pela profetisa aos visitantes com palavras enigmáticas ou interpretadas e repassadas aos peregrinos pelos sacerdotes.
O estado alterado em que a pitonisa recebia e declarava as revelações pode ter uma causa nada sobrenatural. Ao analisar rochas e fontes de água de Delfos, o geólogo holandês Jelle de Boer notou a presença de etano, metano e etileno. Essa combinação gasosa e narcótica subia por fendas no solo sob as quais o templo foi construído.
Uma das falhas geológicas estava alinhada com fontes de água e havia até uma nascente abaixo do templo. A água escaldante, vinda de camadas profundas do solo, passava por uma camada de pedra calcária betuminosa, liberando os vapores alucinógenos que faziam a cabeça da pitonisa.

9367 – Como alguns países enfrentam invernos rigorosos?


No Canadá e na Suécia, dois dos países mais frios do mundo, a neve raramente interrompe as atividades dos cidadãos. Seja em pequenas cidades, seja em metrópoles, há investimento pesado na limpeza de vias públicas, soluções arquitetônicas e hábitos populares que ajudam a manter pessoas e veículos circulando apesar do clima desfavorável. Nesses países, as construções têm isolamento térmico, todo mundo acompanha a previsão do tempo e, em creches e escolas, a criançada sai diariamente para brincar no pátio, mesmo com temperaturas abaixo de -10 oC.
Todo ano, milhões de dólares são gastos pelo poder público para remover a neve de ruas e estradas. Além de bancar os veículos usados na operação, há gastos com o sal despejado para acelerar o derretimento e com o armazenamento de neve retirada. A limpeza das calçadas é responsabilidade do dono de cada terreno.
Telhados que se estendem pela lateral da construção captam luz solar por mais tempo, mantendo a casa mais aquecida. A inclinação ajuda a neve a escorrer, evitando o acúmulo, que pode sobrecarregar a cobertura. Além disso, as casas possuem isolamento térmico em portas, janelas e paredes.
O sal usado na remoção da neve gruda no vidro dos carros, formando uma camada esbranquiçada. Para limpar, só abastecendo o esguicho do para-brisa com um fluido especial. Outro item essencial são os pneus de inverno, com ranhuras mais fundas para não deslizar na neve e borracha que não racha no frio.
Em algumas grandes cidades, dá para percorrer toda a região central por baixo da terra. Galerias subterrâneas interligadas, cheias de lojas e lanchonetes, como num shopping center, podem ser acessadas pelas estações de metrô. Escadas rolantes ligam as galerias a estabelecimentos comerciais no solo.
Às vezes, a neve derrete e congela novamente, formando uma perigosa camada de gelo – essa é uma das raras situações que interrompem a rotina das pessoas. Para prevenir acidentes, algumas cidades têm canais de rádio e TV dedicados a informar sobre os estabelecimentos fechados por condições climáticas adversas.
Os motoristas são obrigados a ter ferramentas para o caso de o carro ficar soterrado na neve. Além de uma espátula para raspar gelo da lataria, uma escova ajuda a tirar a neve acumulada nas ranhuras dos pneus. Além disso, um kit de sobrevivência, com lanterna, cobertor, pilhas e velas, também é obrigatório.
Cobrir as extremidades do corpo com gorro, botas e luvas ajuda a não perder calor. A roupa é vestida em camadas: uma camiseta de tecido sintético transfere a umidade do corpo para uma blusa de lã, que deixa o ar circular e mantém estável a temperatura. Por cima, um jaquetão impermeável isola o corpo da neve e do frio

• Montreal, uma das maiores cidades do Canadá, gasta cerca de R$ 240 milhões por ano limpando a neve das ruas.

9366 – Qual é a distância até o horizonte?


O ponto em que o céu parece encontrar a terra ou o mar depende, obviamente, do local onde está o observador – e também da sua altura (quanto mais alta a pessoa, maior a distância). A linha do horizonte só pode ser vista em seu formato original, ligeiramente curvo, em mar aberto ou numa vasta planície sem nenhum relevo. Em outros lugares, sua visão normalmente é distorcida por acidentes geográficos como montanhas e vales. Na situação ideal – em pé, na praia, ao nível do mar – uma pessoa de 1,80 metro de altura enxergará o horizonte a uma distância de cerca de 5,6 quilômetros. Esse cálculo obedece a fatores como a circunferência da Terra e o alcance do olhar do observador. Para alguém de 1,50 metro que estivesse na Lua, a linha do horizonte estaria a apenas 2,3 quilômetros.

9365 – Quem define as classes sociais no Brasil?


A divisão da população brasileira em classes socioeconômicas é baseada no Critério de Classificação Econômica Brasil, levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). Essa classificação surgiu em 1997 para medir o poder aquisitivo das pessoas, avaliando os bens da família e o grau de escolaridade do chefe da casa. “O Censo, do IBGE, não define classe, só renda, e muitos distorcem os dados sobre quanto ganham. Por isso, foi definido que, para descobrir o poder aquisitivo de uma pessoa, era preciso estabelecer um novo critério”, diz Ana Helena Meirelles Reis, presidente da MultiFocus Inteligência de Mercado. Na prática, itens possuídos pela família valem pontos e definem a que classe ela pertence. No Brasil, os principais bens avaliados são: quantidade de banheiros na casa, TVs em cores, rádios, DVDs, geladeiras e freezers, automóveis, videocassetes ou DVDs, máquina de lavar e empregada mensalista.

9364 – Como os gregos sabiam distinguir planetas de estrelas?


Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antiguidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade.
Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”.

9363 – Crocodilo – Qual a maior espécie?


É o crocodilo-poroso. Segundo o Guinness, o “livro dos recordes”, os maiores exemplares dessa espécie atingem mais de 7 metros de comprimento e têm mais de 1,5 tonelada, peso superior ao de um Fusca! Existem vários depoimentos de pessoas que dizem ter visto animais maiores, mas todos sem comprovação. O crocodilo-poroso, cujo nome científico é Crocodylus porosus, faz parte da ordem Crocodilia, que engloba todos esses répteis. A ordem é dividida em três famílias (Alligatoridae, Crocodilidae e Gavilidae), oito gêneros e 23 espécies. A classificação científica é precisa, mas os nomes que damos a esses bichos podem gerar confusão. Crocodilos são todos aqueles que pertencem à família Crocodilidae e aligátor é o nome dado aos representantes norte-americanos da família Alligatoridae. No Brasil, usa-se também a palavra jacaré para todas as espécies que vivem no país. Uma característica desses animais é o acelerado crescimento nos primeiros anos de vida. Eles geralmente nascem com 25 a 30 centímetros e, quando completam 1 ano de vida, já têm por volta de 1 metro. Aos 10 anos atingem 3 metros e, a partir do momento em que alcançam a maturidade sexual, por volta dos 15 anos, o desenvolvimento passa a ser mais lento. Vorazes, eles se alimentam de quase tudo que vêem pela frente, como peixes, tartarugas, iguanas, cobras, pássaros e algumas espécies de mamíferos, como búfalos e macacos. Outra característica do bicho, que vive em rios e pântanos, é a alta capacidade de adaptação à água do mar. Há relatos de indivíduos que nadaram cerca de 1 000 quilômetros no oceano!

7 metros – Crocodilo-Poroso (Crocodylus porosus)

O maior de todos pode viver até 70 anos. Ele também é conhecido como crocodilo-marinho

6 metros – Crocodilo-do-Nilo (Crocodylus niloticus)

Habita uma vasta região da África. Estima-se que existam de 250 mil a 500 mil indivíduos dessa espécie

5 metros – Jacaré-Açu (Melanosuchus niger)

Também chamado de caiman-negro, vive apenas na Bacia Amazônica. É a maior das espécies brasileiras

5 metros – Crocodilo-Americano (Crocodylus acutus)

Vive no sul da Flórida e em países da América Central. Restam apenas de 10 mil a 20 mil no planeta

9362 – Mega Memória Teledramaturgia – Novela Selva de Pedra, trilha sonora


selvadepedra

Em 1972, a música Rock And Roll Lullaby fez enorme sucesso ao ser incluída na trilha sonora internacional da primeira versão da novela Selva de Pedra. Foi o tema do par romântico formado por Simone (Regina Duarte) e Cristiano (Francisco Cuoco).
A questão curiosa é que Rock And Roll Lullaby não é exatamente uma música romântica, apenas fala sobre um garoto cuja sua jovem mãe canta para ele uma cantiga de ninar para confortá-lo.
A música foi escrita por Barry Mann e Cynthia Weil, e fez parte de um disco de B.J. Thomas que também tinha músicas compostas por nomes como Carole King e Stevie Wonder.
B.J. Thomas disse que essa era sua canção favorita neste disco. O solo de guitarra, que se destaca na música, foi de Duane Eddy.
Os backing vocals femininos ficaram a cargo do grupo The Blossoms. Dave Somerville também participou dos backings. Certa vez, durante um concerto ao vivo nos anos 70, B.J. Thomas disse que os Beach Boys fizeram os backings.

9361- Instituições Científicas – A National Geographic Society


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Criada em 1888 nos Estados Unidos por meio de uma ação conjunta entre 33 pessoas interessadas na organização de uma sociedade que difundiria o conhecimento geográfico, a National Geographic Society (Sociedade Geográfica Nacional) teve como primeiro presidente o filantropo e advogado Gardnier Greene Hubbard. Ele foi sucedido por Alexander Graham Bell, que fundou e inventou a companhia telefônica Bell. O objetivo inicial da organização era tornar mais acessível e ampliar o conhecimento de geografia no mundo, organizando expedições de exploração e iniciando a publicação da The National Geographic Magazine, uma das revistas mais importantes do segmento.
A publicação da National Geographic ocorreu após nove meses de funcionamento da sociedade. Notavelmente, a revista é conhecida no mundo todo por apresentar uma moldura na cor amarela enquadrando suas capas. Distribuída mensalmente, com a realização esporádica de edições específicas, a publicação contempla diversos temas como histórias sobre locais inóspitos da Terra e curiosidades sobre a geografia de cada região do globo, além das grandes reportagens realizadas pelos experientes e renomados profissionais e fotógrafos de seu corpo editorial. As fotografias, aliás, são um dos pontos altos do periódico, sendo que muitas se tornaram ícones das respectivas regiões que representam e da diversidade de etnias ao redor do mundo.
Essa característica da revista ganhou notoriedade na edição de 1984, quando foi publicada na capa a fotografia do rosto de uma jovem com olhos marcantes e bonitos, que era uma das refugiadas do Afeganistão. A imagem tornou-se tão famosa quanto a foto de Che Guevara (Guerrilheiro Heroico) e a de Marilyn Monroe com as saias levantadas pelo vento. Após a fama internacional, descobriu-se em 2002, após a invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão, que a garota da foto chama-se Sharbat Gula. A história da vida da jovem foi apresentada em grande reportagem em uma edição de março de 2003 da National Geographic.
Entre outros elementos marcantes da National Geographic estão os minuciosos mapas publicados pelos exploradores de diversas regiões do planeta e a sua utilização pelo governo norte-americano, ajudando a ampliar os recursos de cartografia do país, que antes da revista apresentavam sérias limitações. Com milhares de assinantes e a tradição de ser uma publicação do final do século XIX, o periódico tornou-se um item de colecionador e suas edições mais antigas tem alto valor em sebos e lojas de antiguidades. Uma curiosidade é que, até 1960, as capas da revista apresentavam somente textos, sendo que as fotos começaram as ser estampadas na capa naquele mesmo ano.

9360 – A Radiação Beta


Processos nucleares ou radioativos são aqueles oriundos do núcleo atômico, ou diretamente pela emissão de partículas (massa), ou através de uma modificação de sua estrutura interna (energia). Os processos de origem nuclear são caracterizados pela alta taxa de energia envolvida, uma vez que envolvem o núcleo de átomos (a força nuclear) ao invés dos processos de origem química, onde a eletrosfera atômica está diretamente envolvida.
Entre os processos de origem nuclear estão os raios beta, ou a radiação beta. Certos tipos de átomos sofrem um decaimento nuclear denominado beta, entre eles estão o potássio-40, o carbono-14 e o iodo-132. Dessa forma, ao se conhecer elementos beta emissores, torna-se possível utilizar a radiação beta em alguns processos industriais e laboratoriais, que vão desde diagnósticos médicos ao tratamento do câncer.
A química de uma radiação beta (β) é relativamente mais complexa do que a das demais partículas. Ocorre que uma radiação beta trata-se de elétrons dotados de alta energia emitidos de núcleos atômicos instáveis em um processo denominado de emissão beta. Entretanto, como pode um núcleo atômico emitir um elétron, partícula originalmente inexistente no núcleo de um átomo? A resposta está no fato de que em um decaimento beta ocorre uma conversão nuclear de um próton em um nêutron, um elétron e um neutrino. O próton permanece no núcleo atômico, o neutrino e o elétron são projetados.

“Quando um núcleo emite uma partícula beta, também emite um neutrino. Um neutrino não tem carga elétrica e quase não tem massa. Na radiação de partículas beta negativas, um nêutron no núcleo transforma-se em um próton, um elétron negativo e um neutrino. O elétron e o neutrino são emitidos no instante em que se formam, e o próton permanece no núcleo. Isto significa que o núcleo passa a conter mais um próton e menos um nêutron. Por exemplo, um isótopo de carbono, o 6C14, emite elétrons negativos. O C14 tem oito nêutrons e seis prótons. Quando se desintegra, um nêutron se transforma em um próton, um elétron e um neutrino. Após a emissão do elétron e do neutrino, o núcleo contém sete prótons e sete nêutrons. Seu número de massa permanece o mesmo, mas seu número atômico aumenta de um”1. Assim, um decaimento beta é considerado uma força nuclear fraca.
Com relação ao seu poder de penetração, as partículas beta situam-se entre as partículas alfa (de menor poder de penetração) e as partículas gama (de maior poder de penetração). “As partículas beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s”2.
A radiação beta está presente também em um típico tubo de televisão, que funciona a partir de uma metralhadora de elétrons, os quais tornam-se luz quando são absorvidos pelo elemento fósforo que recobre internamente o tubo de projeção da imagem.

9359 – Egiptologia – Teorias sobre a construção das pirâmides


Pirâmides do Egito
Pirâmides do Egito

O turismo no Egito é até hoje impulsionado pela visita às pirâmides, construções majestosas erguidas sob as ordens dos faraós, soberanos que detinham a grandiosidade política, bélica e espiritual desta civilização. Estes monumentos visavam exibir o poder faraônico diante da posteridade e também ser a última morada do rei egípcio.
Quem nunca parou para pensar de que forma foram estruturados estes mausoléus e quem os edificou? E mais ainda: em quanto tempo as pirâmides foram construídas? As mais famosas são a de Quéops, a qual data de 2530 a.C, a de Miquerinos, que remonta a 2471 a.C., e a de Quéfren, erguida em 2500 a.C.
A mais grandiosa é a de Quéops; ela levou 25 anos para ser concluída. Seu projeto envolveu aproximadamente dez mil trabalhadores, os quais fixaram mais de dois milhões de blocos de pedras, sendo que cada um deles ostentava de duas a dez toneladas.
Por essas dimensões já é possível deduzir o imenso potencial da engenharia e da arquitetura do Egito. Hoje os egiptólogos já sabem que as pirâmides não foram edificadas apenas por cativos obrigados a empreender este esforço monumental, e sim por boa parte de seres livres que se empenhavam nesta tarefa por crerem na presença de uma divindade criadora nobre e bondosa.
Mas eles não precisavam aguardar por uma gratificação no País das Luzes, esfera transposta pelos homens após a morte. No fim da lida os servidores eram recompensados financeiramente. Esta é a única convicção unânime dos especialistas na história egípcia: as pirâmides não foram banhadas pelo sangue escravo, e sim pelo suor de cidadãos que gozavam de plena liberdade.
A de Quéfren também não fica atrás. Diante de seu santuário ele ordenou que fosse talhada em uma rocha de vasta extensão uma esfinge que espelhasse sua própria face, superposta a um corpo leonino. Desta forma o faraó simbolizou seu reinado, o mais expressivo da história da realeza em todo o Planeta.
E como, afinal, estas maravilhas foram edificadas? Ao longo do tempo surgiram várias teses sobre o tema. Uma delas disseminou que os grandiosos monumentos foram construídos por criaturas extraterrestres. Esta teoria é reproduzida fielmente na produção cinematográfica ‘Stargate’, de 1994, do cineasta Roland Emmerich.
Diversos arqueólogos, versados nas pesquisas sobre o Antigo Egito, argumentam que estes monumentos jamais foram erguidos por aliens. Há outras hipóteses sobre a construção das pirâmides; paralelamente a elas teriam elaborado planos inclinados exteriores que permitiriam o movimento dos blocos, os quais eram tracionados com a ajuda de cordas. Usavam-se igualmente caules de árvores nos alicerces para facilitar a locomoção dessas pedras.