14.014 – Parasita de 99 milhões de anos é encontrado intacto em âmbar


ambar
O fóssil de um piolho-de-cobra de 99 milhões foi encontrado preservado em uma pedra de âmbar, em Myanmar. O artrópode da classe diploide é tão único que os especialistas tiveram de criar uma subordem própria para ele. A espécie foi nomea da Burmanopetalum inexpectatum.
O exemplar é o primeiro fóssil de um milípede pertencente à ordem Callipodida já encontrado, e é menor do que seus parentes da mesma época — apenas 8,2 milímetros. A descoberta também ajuda na compreensão de quando a espécie apareceu, sugerindo que esse grupo de artrópodes deve ter evoluído há pelo menos 100 milhões de anos.
“Foi uma grande surpresa para nós que este animal não possa ser colocado na atual classificação de milípedes”, disse o principal autor do estudo, professor Pavel Stoev, em comunicado. “Apesar de sua aparência geral ter permanecido inalterada nos últimos 100 milhões de anos, como nosso planeta sofreu mudanças dramáticas várias vezes nesse período, algumas características morfológicas na linhagem Callipodida evoluíram significativamente.”
De acordo com o co-autor do estudo, Dr. Thomas Wesener, apenas 12 espécies de diplóides da Era Mesozoica — um período de 185 milhões de anos — foram encontradas até então, mas as expectativas crescem com novas descobertas.
Isso porque o âmbar em que Burmanopetalum inexpectatum foi encontrado contém mais 528 milípedes, que vem sendo investigados: “Nos últimos anos, quase todas as 16 ordens vivas de milípedes foram identificadas neste âmbar de 99 milhões de anos de idade. Os belos dados anatômicos apresentados por Stoev mostram que Callipodida agora se junta ao clube”, disse Wesener.

13.979 – Borracha rupestre Extraída no Parque Nacional da Serra da Capivara


capivara1

A maniçoba, árvore típica da caatinga, produz um látex de grande qualidade. Além de pneus, até meados do século XX sua borracha natural era usada para produzir luvas cirúrgicas por conta de seu potencial de evitar rejeição durante operações. Entre 1900 e 1940, famílias de diversas localidades do Nordeste brasileiro foram ganhar a vida na extração de maniçoba, em uma região do Piauí onde hoje está o Parque Nacional da Serra da Capivara, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco e maior sítio arqueológico da América Latina. Imerso em uma crise financeira que se estende há anos, o parque inaugurou recentemente a Trilha Caminho dos Maniçobeiros, com o objetivo de preservar a memória desses trabalhadores em diálogo com os vestígios pré-históricos. O circuito turístico inclui visita aos locais em que essas famílias costumavam habitar: abrigos formados por paredes de taipa (pedra, paus e barro amassado) e tocas de rocha adaptadas para moradia. Muitos deles ainda preservam inscrições rupestres, algumas feitas há 50 mil anos. O Caminho dos Maniçobeiros tem aproximadamente 20 quilômetros de extensão. Começa na Guarita da Serra Branca e o trajeto pode ser feito de carro ou ônibus até o Sítio Igrejinha, tendo o visitante que seguir a pé pela estrada e pelas trilhas abertas na mata de caatinga. Há locais sinalizados com árvores de maniçoba e muitas tocas onde vestígios rupestres e dos maniçobeiros se misturam. O modo de vida e trabalho dos maniçobeiros começou a ser investigado, na década de 1970, por pesquisadores da Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), que administra o Parque da Serra da Capivara. A arquiteta Elizabete Buco, pesquisadora da Fundham, ressalta a importância da preservação dessa memória: “Resolvemos tirar do papel e mostrar o que o parque ainda guarda sobre esses homens que faziam das tocas suas moradias, convivendo com vestígios arqueológicos, reocupando a área e construindo um novo espaço, com novos simbolismos e manifestações culturais”. Naquele período, a extração do látex de maniçoba no Nordeste só perdia em quantidade para os seringais da Amazônia. Ainda assim, “a demanda era tão grande que o governo brasileiro incentivava a extração e o cultivo de toda árvore que produzisse borracha”, observa Ana Stela de Negreiros Oliveira, pesquisadora do Iphan no Piauí. Os maniçobeiros extraíam látex de forma diferente: enquanto na seringueira as incisões eram feitas no tronco da planta, na maniçoba o látex era retirado da raiz, com auxílio de um instrumento pontiagudo criado por eles, a léga. Mas as relações de trabalho de seringueiros e maniçobeiros se assemelhavam: eram ambos explorados ao contrair dívidas com seus patrões, que monopolizavam o acesso a produtos alimentícios. Isto explica por que as famílias utilizavam os abrigos pré-históricos como moradias.

capivara aeroporto

capivara3

13.971- Linguística – Qual a língua mais antiga?


sumerio
O sumério foi uma das primeiras línguas escritas conhecidas. O seu sistema de escrita, chamado cuneiforme (que significa “em forma de cunha”), foi mais tarde também usado para as línguas acadiana e também adaptado a línguas indo-europeias como o hitita (que também era escrito com um sistema hieroglífico, tal como faziam os egípcios) e o persa antigo, muito embora esta última língua se limitasse a usar os mesmos instrumentos de escrita e as formas das letras não tivessem relação com as do cuneiforme.
A escrita era do tipo semanto-fonética com símbolos fonéticos para sílabas e também logogramas que representavam palavras inteiras. A direção da escrita era variável. Textos mais antigos se apresentavam em colunas verticais. mas por volta de 3.000 a.C a direção mudou para horizontal da esquerda para a direita. Nessa época os símbolos foram girados em 90º sentido anti horário e passaram a ser simplificados sendo formados somente por cunhas e traços.
Inicialmente havia até cerca de mil símbolos, quantidade que caiu para cerca de 400, depois para 255, que eram 8 para vogais, 98 sílabas de vogal+consoante e 149 de consoante + vogal; Um mesmo símbolo poderia ter diferentes pronúncias. Houve 5 períodos para essas simbologia com aletrações nos anos de 3000 a.C – 2800 a.C – 2500 a.C – 1800 a.C – 600 a.C.
O sumério era aglutinante e fazia grande uso da composição. Por exemplo, as palavras para grande e homem eram compostas para formar a palavra para rei, “lugal”.
O sumério é uma língua ergativa. Isto significa que o sujeito de uma frase, que obtém um objecto directo, está no chamado caso ergativo, que se marca com a posposição -e. O sujeito de um verbo intransitivo é “marcado” com um absolutivo, que não é escrito: por exemplo, lugal-e e2 mu-dru3 “o rei construiu a casa”; lugal ba-gen “o rei foi”.

13.875 – Arqueologia – O Manuscrito Liber Linteus Zagrabiensis


manuscrito1
Redigido em etrusco, um idioma usado em uma região que hoje corresponde à península itálica, o Liber Linteus Zagrabiensis — ou “Livro de Linho de Zagreb” em latim — é o único livro escrito em linho de que se tem notícia, assim como o texto mais extenso em etrusco já descoberto no mundo. O manuscrito se encontra em exposição em um museu da cidade de Zagreb, na Croácia, daí o seu curioso nome.
O documento de tecido — escrito em tinta vermelha e preta — foi utilizado para envolver uma múmia de aproximadamente 2,2 mil anos encontrada no Egito em meados do século 19. O livro consiste em um texto com cerca de 13 mil palavras distribuídas em aproximadamente 230 linhas que, por sua vez, se repartem em uma dezena de colunas verticais redigidas sobre um pedaço de linho dividido em 20 requadros retangulares.
Contudo, como apenas umas 1,2 mil palavras continuam legíveis, os cientistas não conseguiram decifrar completamente o texto. Atualmente, o consenso é de que o Liber Linteus seja um calendário ritualístico, embora as menções aos meses só apareçam a partir da sexta coluna do manuscrito.
Com relação à explicação de como um documento etrusco foi parar no Egito, os especialistas explicaram que, na época em que o corpo da múmia foi preparado, o comércio já havia se espalhado por todo o Mediterrâneo, e era comum que diversos materiais fossem reutilizados para envolver cadáveres ou produzir máscaras funerárias. Assim, não era incomum que itens produzidos na Itália circulassem por outras paragens.

13.874 – O Códice de Dresden


codigo desdren
É um antigo texto Maia com cerca de 800 anos que “apareceu” na Real Biblioteca de Dresden, na Alemanha, no século 18. O manuscrito consiste em 39 páginas ricamente ilustradas e redigidas na frente e no verso e, ao que tudo indica, ele traz registros das diferentes fases do planeta Vênus, presumivelmente para que os maias pudessem planejar diferentes cerimônias e rituais.
Ninguém sabe como é que o códice foi parar na Alemanha, já que a maioria dos textos maias (infelizmente) foi destruída pelos colonizadores e missionários cristãos na tentativa de eliminar as crenças pagãs daqueles povos. De qualquer forma, pesquisas recentes apontaram que os maias celebravam um elaborado conjunto de eventos e rituais conectados com o comportamento de Vênus e provavelmente usavam o códice como uma espécie de calendário.

13.803 – Fotos Raras do Interior do Real Titanic


titanic
O naufrágio do RMS Titanic foi descoberto em 1985 por Robert Ballard. Antes disso, houve várias expedições que falharam. A razão por trás da descoberta do Titanic foi a invenção do Argo, um submersível em águas profundas que pode ser controlado remotamente.
Graças ao Argo, uma das três hélices foi encontrada nos destroços do navio. A mesma era, na verdade, do lado estibordo do navio. As hélices laterais do Titanic tinham 23 pés de largura, enquanto a do meio tinha 16 pés de diâmetro.

titanic2

A imagem que foi feita perto do final da construção do Titanic dá uma idéia clara de quão enorme era o navio e suas hélices. O navio tinha 883 pés de comprimento, tornando-o mais alto do que qualquer edifício que existia naquela época se o navio fosse colocado na posição vertical.
O Titanic transportou vários passageiros, incluindo dois recém-casados, Sr. e Sra. George A. Harder, que estavam em viagem de lua de mel. A mulher sobreviveu ao naufrágio, mas o marido morreu, infelizmente. O fotógrafo que tirou uma foto dos dois, Bernie Palmer, vendeu os direitos de suas fotos por apenas US$10. Ele não teria feito isso se soubesse o quanto suas fotos valeriam anos depois.

titanic3

Quando o Titanic e seu navio irmão Olympic foram construídos, eles eram os maiores navios criados até então. Naquela época não havia nenhuma via de circulação que pudesse acomodar sua construção. Então, para seguir em frente, a empresa teve que construir uma rampa gigante primeiro. A rampa de lançamento foi chamada de “Grande Pórtico” e custou cerca de US $150.000.
O leme é uma das partes essenciais do navio, usado para dirigir esse transporte gigantesco. O leme do RMS Titanic era enorme e pesava mais de 20.000 libras.
Quando comparado a todos os outros navios no cais, o Titanic realmente se destacava. Porém, mover a estrutura gigantesca da terra para a água foi um processo bastante desgastante. O processo em si durou apenas 62 segundos, mas, para completá-lo, foram necessárias 23 toneladas de lubrificantes. Óleo de trem, sabão e graxa foram usados ​​como lubrificantes.
O RMS Titanic deixou Belfast com a ajuda de rebocadores. Cinco rebocadores foram necessários para guiar a grande embarcação para fora do cais. Isso foi feito durante um teste no mar, que é uma das fases de teste perto do final da construção de um navio.
Havia cerca de 700 tripulantes no Titanic. Edward J. Smith, o homem de barba branca no meio da fila da frente, era o capitão do navio. Havia rumores de que a viagem inaugural do Titanic seria sua última viagem antes da aposentadoria. Os outros homens apresentados na foto são vários oficiais e engenheiros, incluindo o Engenheiro Chefe.
Edward John Smith era o comandante da companhia de transporte White Star Line e também o capitão do RMS Titanic. Existem vários relatos das últimas palavras e ações de Smith, bem como sua morte no desastre. Mas todos sugerem que suas ações finais foram verdadeiramente heróicas. Algumas pessoas culparam o Capitão Smith pelo incidente, sugerindo que ele erroneamente correu através do gelo a toda velocidade. No entanto, ele foi exonerado postumamente já que o que ele fez era uma prática comum na época.
Vários dos sobreviventes alegaram em suas cartas que o capitão Smith estava bebendo logo antes do incidente. A carta de um sobrevivente escrita a bordo do navio de resgate Carpathia foi vendida em um leilão em 2012.
O infame iceberg foi a causa do naufrágio do Titanic. Ele quebrou o lado do navio gigante e perfurou todos os cinco estanques da nave que deveriam mantê-lo à tona.
O convés de passeio estava localizado diretamente abaixo do convés superior. Este convés foi feito para uso geral, mas havia quatro cabines que contavam com seus próprios decks privados de 50 pés. Essas cabines eram chamadas de Suítes Parole e eram os quartos mais caros do navio. A mais cara delas custou mais de US $ 4.000 em 1912, o que equivale a cerca de US $ 100.000 hoje.
O RMS Titanic foi carregado com quase 6.000 toneladas de carvão para sua viagem inaugural. O navio queimou cerca de 690 toneladas por dia e pessoas tiveram que trabalhar dia e noite para cavar carvão em caldeiras, a fim de criar energia a vapor.
A sala de comunicações do navio era administrada pela Marconi Company. Os operadores a bordo do Titanic eram, na verdade, funcionários da empresa, e não os tripulantes do navio.
O Titanic tinha 20 botes salva-vidas no convés que poderiam transportar cerca de 1.200 pessoas na capacidade máxima. Embora a capacidade fosse maior do que a exigida na época, ainda era menos da metade da ocupação da embarcação, que era cerca de 2.500, incluindo os passageiros e a tripulação.
Mais de 700 sobreviventes foram resgatados por um transatlântico chamado Carpathia. Os sobreviventes estavam no meio do oceano, sofrendo de estresse e hipotermia. A tripulação do transatlântico imediatamente entregou aos sobreviventes algumas roupas quentes.
Foram tiradas fotos de botes salva-vidas cheios de passageiros fugindo do navio afundando. Mas há uma triste história por trás deles. Os tripulantes temiam que as cordas não suportassem o peso dos botes salva-vidas a plena capacidade. Assim, muitos dos botes salva-vidas foram lançados abaixo da capacidade. O primeiro bote salva-vidas que foi lançado estava com menos da metade de sua capacidade para 65 pessoas, e outro saiu com apenas 12 pessoas a bordo.
Passageiros a bordo do transatlântico Carpathia tiraram algumas fotos dos sobreviventes sendo resgatados dos botes salva-vidas. Carpathia foi o navio que respondeu a um sinal de emergência e veio para resgatar os sobreviventes. Apenas cerca de 700 pessoas foram realmente resgatados.
Os passageiros que fugiram em botes salva-vidas passaram pelo menos duas horas no frio antes de o Carpathia conseguir chegar. E, como já mencionado, muitos dos botes salva-vidas estavam pouco cheios e havia espaço para muito mais passageiros.
Depois que os passageiros foram trazidos de volta ao Pier 54 sãos e salvos em Nova York, todos os botes salva-vidas ficaram vazios. Este cais, na verdade, pertencia à White Star Lines.
O Titanic foi bem equipado com muitas comodidades de luxo, incluindo uma academia. Assim como o navio-irmão Olympic, o Titanic foi o primeiro transatlântico a incluir uma academia. Outras amenidades que chamavam atenção eram a piscina, uma quadra de squash e até mesmo uma banheira turca.
Uma das partes mais maravilhosas do Titanic foi sua grande escadaria, que também foi reproduzida no filme. Olímpico, navio irmão do Titanic, tinha praticamente o mesmo. As únicas imagens existentes das escadarias são as do Olympic. Não existem imagens conhecidas da escadaria do Titanic.
A primeira parte do Titanic que foi encontrada por Robert Ballard em sua expedição de 1985 foi uma grande caldeira. Ballard comparou a caldeira às imagens do navio de 1911. No dia seguinte, ele usou seu Argo novamente e descobriu uma grande parte do naufrágio.
A expedição de Ballard em 1985 também é responsável pela descoberta da popa do navio ou, pelo menos, pelo que restou dela. Até o naufrágio ser descoberto, muitos cientistas não acreditavam que o casco do navio tivesse partido pela metade antes de o navio afundar. No entanto, depois de descobrir a popa e a proa a um terço de uma milha de distância, foi confirmado que o navio se dividiu em duas partes.
O Titanic foi construído na gigante rampa de lançamento do “Grande Pórtico”. A localização da construção foi no Estaleiro Harland & Wolff, e mais de 11.000 trabalhadores foram necessários para concluir o projeto.
Quando os destroços foram descobertos, uma das três âncoras foi encontrada dentro de seu compartimento. O Titanic na verdade tinha três âncoras e cada uma pesava cerca de 10 toneladas.
Acredita-se que o personagem de Jack Dawson foi inspirado em Emilio Portaluppi. Ele embarcou no Titanic com um bilhete de segunda classe. Ele deveria estar em um navio diferente, mas, em vez disso, a rica família Astor o convidou a bordo do Titanic. Alguns dizem que ele tinha uma queda por Madeleine Astor.
É impossível mencionar o verdadeiro Jack sem dizer nada sobre a verdadeira Rose. Madeleine Talmage Astor era a esposa de John Jacob Astor IV, um magnata dos negócios. Acredita-se por alguns que ela tenha sido a inspiração para a Rose do filme Titanic. No entanto, nunca foi sugerido que ela realmente teve um caso com Emilio Portaluppi.
John Jacob Astor IV foi a pessoa mais rica a morrer no naufrágio. No início dos anos 1900, ele era uma das pessoas mais ricas do mundo. John Astor e sua esposa embarcaram no Titanic porque Madeleine estava grávida e insistiu que queria dar a luz a seu filho nos EUA.
Após o incidente, muitos jornais começaram a publicar histórias relacionadas ao Titanic. Alguns mencionaram as pessoas que desapareceram, como Astor. Na época da morte de John Astor IV, seu patrimônio líquido era de US $ 87 milhões, o que equivale a cerca de US $ 2,16 bilhões nos dias de hoje. Comparado com as pessoas mais ricas agora, isso não colocaria Astor nem entre os dez primeiros!
Uma foto do menu de 12 de abril de 1912 mostra as opções que estavam disponíveis para o almoço a bordo do Titanic. As refeições apresentam uma quantidade aparentemente infinita de carne, peixe, salgadinhos e itens especiais.
Uma incrível imagem de toda a proa do navio foi feita durante uma missão de retorno aos destroços do RMS Titanic, quase 20 anos depois de ter sido descoberto. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) lançou a missão para estudar a deterioração do navio.
O número de passageiros de primeira classe era restrito apenas a alguns dos membros mais altos da tripulação e a um pequeno número de famílias ricas. A maioria dos passageiros de elite eram membros da família Astor e Allison, que asseguraram que suas empregadas domésticas, enfermeiras e criados também estivessem na primeira classe.
Depois de ouvir sobre o naufrágio, um grande número de parentes e amigos foram para as docas de Southampton e esperaram os sobreviventes chegarem. Claro, muitas fotografias foram tiradas para gravar este evento. As pessoas que estavam sorrindo nas fotos eram provavelmente aquelas que sabiam que seus amigos ou familiares haviam sobrevivido ao desastre e estavam voltando em segurança.

titanic4

titanic5

titanic6

titanic7

titanic8

titanic9

titanic10

titanic12titanic11

titanic13

titanic14

 

 

13.780 – Luzia: a vítima mais preciosa do incêndio no Museu Nacional


luzia fossil
Entre 11 mil e 8 mil anos atrás, as grutas de pedra calcária que se espalham pela região do atual município de Lagoa Santa, a cerca de 50 quilômetros de Belo Horizonte, eram frequentadas por uma gente muito especial. A mais famosa representante desse grupo é a mulher apelidada de Luzia, cujo crânio foi descoberto na década de 1970 e que é considerada o mais antigo habitante do continente americano. O fóssil foi consumido pelas chamas que tomaram o Museu Nacional na noite de ontem. “A gente não vai ter mais Luzia. Ela morreu no incêndio”, disse Kátia Bogéa, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Trata-se de uma perda descomunal, pois, para os pesquisadores brasileiros que estudam Luzia e sua “família”, não restam dúvidas: eles eram representantes de um povo ancestral que chegou à América do Sul antes dos antepassados dos índios atuais.
As pistas sobre as características únicas desses “paleoíndios” de Lagoa Santa, como são conhecidos, estão em seus crânios, dezenas dos quais já foram encontrados no município mineiro. A análise detalhada do formato da cabeça de Luzia e companhia e sua comparação com os crânios de outros povos do mundo inteiro sugerem que eles são muito mais parecidos com os de aborígenes australianos, de habitantes da Melanésia e mesmo com os dos africanos modernos. Seriam negros, portanto. Por outro lado, os indígenas brasileiros de hoje são geneticamente bem mais próximos dos povos do nordeste da Ásia, como os grupos nativos da Sibéria.
Isso significa que os primeiros seres humanos a caminhar por aqui se aventuraram numa jornada épica pelo mar, atravessando o Atlântico (se vindos da África) ou o Pacífico (se saídos da Austrália)? Provavelmente não, afirmam os cientistas que defendem o caráter único do povo de Luzia. O mais provável, segundo essa corrente, é que os paleoíndios de Lagoa Santa sejam descendentes de populações que compartilhavam ancestrais comuns com os aborígenes da Austrália, mas que acabaram migrando rumo ao norte da Ásia e chegando ao continente americano pelo estreito de Bering. Só depois de se espalharem pelas Américas é que eles teriam chegado a Lagoa Santa.
A jornada
O coordenador do grupo que defende a origem peculiar para o povo de Luzia é o bioantropólogo Walter Alves Neves, que lidera o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos da USP. Ele conta que, no final dos anos 1980, decidiu fazer uma análise do formato de crânios de Lagoa Santa pertencentes ao acervo de um museu de Copenhague, na Dinamarca, em parceria com um colega argentino, Héctor Puciarelli.
A hipótese ganhou mais força em 1998, quando ficou provado que Luzia tinha as mesmas características dessa amostra de crânios e que, com 11.500 anos, ela realmente era o mais antigo ser humano das Américas. Neves e sua equipe conseguiram financiamento para um grande projeto de escavações em Lagoa Santa, descobrindo vários outros crânios com a mesma morfologia “australomelanésia” e com idades um pouco mais recentes – algo entre 9.500 e 8.500 anos. Fora daquela região, curiosamente, há pouquíssimos crânios americanos tão antigos, mas Neves e seus colegas afirmam que outros exemplares, achados em lugares distantes, como o México e a Colômbia, têm morfologia que parece coincidir com a de Luzia e companhia.
Como explicar, então, a diferença entre os paleoíndios e os índios encontrados por Cabral e Colombo? Os pesquisadores acreditam que houve duas grandes ondas migratórias para o nosso continente. A primeira teria cruzado o estreito de Bering por volta de 15 mil anos atrás e corresponderia aos paleoíndios. A ideia é que eles seriam parentes relativamente próximos dos nativos australianos e melanésios, com uma morfologia craniana considerada “generalizada” -ou seja, próxima do “modelo básico” dos crânios de seus ancestrais africanos (lembre-se de que o Homo sapiens moderno evoluiu na África e depois se espalhou pelos demais continentes). Ao se expandir pela costa da Ásia de forma relativamente rápida, eles teriam mantido esse padrão craniano ancestral.
Alguns milhares de anos depois, por volta de 10 mil a.C., teria chegado às Américas uma segunda onda de povoamento humano, dessa vez formada pelos ancestrais dos índios atuais. Esse povo teria passado mais tempo nas regiões frias do nordeste da Ásia e desenvolvido a morfologia craniana tipicamente oriental, com os olhos puxados.
O que teria acontecido, então, com os paleoíndios? Eles poderiam ter se miscigenado com os recém-chegados ou guerreado com eles e perdido. Mas existe a possibilidade de que alguns grupos deles tenham sobrevivido até bem perto do presente.
Análises cranianas sugerem que os principais candidatos são os botocudos, grupo de caçadores-coletores do interior de Minas Gerais e do Espírito Santo que foram exterminados no século 19. “Está cada dia mais claro que eles são descendentes dos paleoamericanos”, afirma Neves.
Uma pista intrigante a esse respeito veio da pesquisa genética: em 2013, cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram DNA típico de grupos da Polinésia em crânios de botocudos preservados no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Os polinésios seriam parte do grande grupo de humanos com crânio “modelo básico”. “Mas isso talvez indique, também, que ocorreu de fato uma migração marítima, ideia à qual eu sempre resisti”, diz o bioantropólogo.
O DNA polinésio de alguns botocudos, na verdade, é o único indício genético que, por enquanto, parece apoiar os pesquisadores da USP. O calcanhar de aquiles da teoria é mesmo o DNA, porque praticamente todas as tribos indígenas modernas carregam genes compartilhados com populações da Sibéria. Para os críticos de Walter Neves, seria muito difícil que os paleoíndios não deixassem nenhum rastro genético em pessoas vivas hoje.
Tigres e ursos
Seja como for, o certo é que os estudos levados a cabo na região de Lagoa Santa têm ajudado a traçar um retrato fascinante de como era a vida desses primeiros americanos. A começar por um paradoxo: está comprovado que Luzia e seu povo conviveram com os últimos exemplares das feras da Era do Gelo – animais como tigres-dente-de-sabre, grandes ursos e preguiças-gigantes. As datas da última aparição desses bichos no interior mineiro giram em torno de 9.500 anos – bem depois da própria Luzia, portanto. Mas não há sinais de que os paleoíndios brasileiros comessem essas feras.
Difícil saber se esse fato tinha a ver com algum tabu ou com a simples dificuldade de capturar os animais, mas o fato é que os restos de almoços pré-históricos achados nas cavernas mineiras são de uma dieta à base de plantas e de animais de pequeno e médio porte, como porcos-do-mato, veados, tatus e lagartos. Poucos artefatos de pedra feitos pelo povo de Luzia foram encontrados por enquanto, mas há muitas lascas de quartzo nos abrigos rochosos, provavelmente restos do trabalho de produção dessas ferramentas rudimentares.
Os paleoíndios faziam pinturas e gravuras rupestres (leia mais no quadro a seguir), mas sua principal forma de arte parece ter envolvido os mortos. As mais recentes escavações em Lagoa Santa revelaram sepultamentos nos quais o crânio de uma pessoa era pintado, queimado ou usado para abrigar uma coleção de ossos de outro indivíduo. Também foram identificados casos em que os dentes de um morto acabaram sendo arrancados de sua boca e encaixados na mandíbula de outro cadáver. Os motivos desse tipo de ritual bizarro dificilmente serão esclarecidos algum dia.

13.744 – Arqueologia – Obras de nova linha do metrô de Roma revelam tesouros arqueológicos


roma arqueologia

A construção da linha C, nova rota do metrô de Roma, na Itália, revelou pêssegos petrificados, cerâmicas de ânfora e estruturas antigas. Entre as construções estão um prédio datado do século 3 que foi destruído pelo fogo, a casa de um comandante militar e barracões de 2 mil anos de idade, usados pelo exército do Imperador romano Adriano (não, não é o jogador de futebol).
A estação San Giovanni é a mais recente da linha. Inaugurada em 12 de maio, ela oferece aos passageiros uma viagem não só de transporte, mas também ao passado da região. Os frenquentadores podem obversar mais de 40 mil artefatos descobertos durante a construção do metrô. Os itens pertencem à época do Pleistoceno até a queda do Império Romano do Ocidente, no ano de 476 da era comum.
Durante o auge do Império Romano, a região de San Giovanni era uma rica zona agrícola que produzia frutas, legumes e flores. O museu subterrâneo exibe pedras de pessegueiro de 2 mil anos, além de uma cesta de tecido e um frasco de perfume de vidro turquesa.
A próxima estação programada para abrir é Amba Aradam, perto do Coliseu. Em 2016, pesquisadores que escavavam a área descobriram um complexo de 39 quartos. Segundo o jornal The Independent, o espaço servia como quartel militar para a Guarda Pretoriana do Imperador Adriano, e guardava ossos humanos, pisos de mosaico e moedas de bronze.
Simona Morretta, a arqueóloga que supervisiona as escavações em Amba Aradam, contou ao The New York Times que a casa tem 14 quartos, um pátio central e uma fonte.
Representantes de Roma se comprometeram a preservar o quartel, propondo a criação da primeira “estação arqueológica” da cidade, e alterando o projeto que queria integrar as ruínas na estação moderna. Amba Aradam deve ser inaugurada em 2021, mas, com as escavações ainda em andamento, há a possibilidade de atrasos.

Roma2

13.740 – Civilizações Antigas – Enigma do disco de Faísto


disco-de-faisto
Dentre os grandes mistérios que intrigam os arqueólogos – e não são poucos – encontra-se o disco de Faísto (ou disco de Festo, ou ainda disco de Phaisto). O disco é uma peça de cerâmica, feita de argila fina, encontrada no palácio de Faísto, na ilha de Creta, e produzida pela civilização creto-minoica, entre os anos 1900 a.C. e 1450 a.C. O que principalmente intriga os historiadores e arqueólogos são os signos impressos nos dois lados do disco e que significado teriam.
Em razão do próprio fato de possivelmente ter sido impresso com selos que reproduziam os símbolos, o disco poderia indicar o mais antigo objeto tipográfico que se tem conhecimento. Porém, não há nenhuma certeza sobre o significado de cada um dos símbolos. A escrita cretense perdeu-se após a invasão dos povos dórios à região, por volta do século XI a.C.
O disco foi encontrado por uma equipe de arqueólogos liderada por Luigi Pernier, em 1908, na região centro-sul da ilha de Creta. Os arqueólogos estavam escavando as ruínas do antigo palácio, possivelmente destruído por terremotos, quando encontraram o disco de 16 centímetros de diâmetro por 16 milímetros de espessura. Entre os signos presentes no disco há representações humanas, animais, plantas e objetos do cotidiano. Esses signos formam 31 grupos de sinais no lado A e 30 grupos no lado B, contendo 241 símbolos impressos.
O que os estudiosos procuram é buscar relacionar a origem do povo que habitou a ilha durante o período minoico e a partir daí relacionar com escritas de outros povos que possivelmente tiveram contato com os cretenses, como os semitas e os egípcios. Os ícones poderiam ser ideogramas, como os utilizados pelos egípcios, o que possibilitaria tentar uma correspondência na leitura do disco. Linhas verticais que separam e agrupam alguns dos ícones, ao longo da disposição espiral das imagens, sugerem que esses grupos seriam palavras ou frases com significados específicos.
Nesse sentido, diversas tentativas de decifrações foram realizadas. Alguns apontam o disco como um calendário antigo. Outros estudiosos dizem ser o disco um jogo rudimentar utilizado pelos cretenses para seu lazer.
Há ainda uma possibilidade de o disco ser um hino sagrado, composto em homenagem à deusa-mãe. Existem fortes indícios de que os cretenses eram organizados socialmente em matriarcados, o que garantia às mulheres uma posição não subjugada na sociedade, como ocorria nas sociedades patriarcais da época. Esse papel das mulheres é inclusive indicado como decorrente do fato de os cretenses dedicarem-se ao comércio e à navegação, cabendo às mulheres uma função de organizadoras sociais das cidades.
Por fim, cumpre indicar que há inclusive hipóteses que decifram o disco como a representação histórica de parte da civilização cretense, indicando tomada de locais geograficamente próximos e invasões estrangeiras.
Mas o mais importante é perceber o quanto ainda não conhecemos sobre o passado da humanidade. Resta aceitarmos nossa ignorância e continuarmos nossas pesquisas para tentar preencher as lacunas de nosso conhecimento histórico.

13.671 – Arqueologia – Gelo da Groenlândia preserva a história do Império Romano


roma_neve
Por volta de dois mil anos atrás, a Casa do Moeda dos impérios grego e romano trabalhavam com uma fusão de prata e chumbo. Essa indústria primitiva, como as de hoje, resultava em poluição. O chumbo contamina o ar e viaja por quilômetros carregados pelo vento.
Essa nuvem de chumbo, quando chega nas regiões mais frias do planeta, se transforma em neve e retorna à superfície. É assim há milênios na Groenlândia, que, ao longo dos anos, foi acumulando camadas e camadas que se transformaram em grandes blocos maciços de gelo.
Embora o meio ambiente padeça, para historiadores e arqueólogos essa contaminação representa um registro histórico sem igual. Uma equipe internacional liderada por pesquisadores do Desert Research Institute (DRI), em Nevada, analisou amostras de gelo extraídas pelo NGRIP (North Greenland Ice Core Project) para recontar a história da ascensão e queda de gregos e romanos.
Analisando cada camada que se acumulou nas geleiras ao longo da história, pela concentração de chumbo encontrada, é possível medir a intensidade da produção de moedas e, assim, o nível de atividade econômica.
“Eu não diria que o gráfico de poluição de chumbo é um reflexo próximo do PIB, mas é provavelmente a melhor indicador para a saúde econômica que temos”, disse ao New York Times um dos integrantes da equipe, o arqueólogo Andrew Wilson, da Universidade de Oxford. Não é a primeira vez que algo do tipo é tentado.

Na década de 90, 18 pontos de coleta de gelo em diferentes profundidades foram analisados. A diferença para esse estudo, porém, é a quantidade. São 21 mil medições, que abrangem profundidades de 159 metros a 580 metros, que resultaram em um panorama com precisão menor que um ano, de um período que vai de 1100 a.C. e 800 d.C.
“Descobrimos que a poluição por chumbo na Groenlândia acompanhava pragas conhecidas, guerras, distúrbios sociais e expansões imperiais durante a antiguidade européia”, contou um dos pesquisadores, o hidrólogo Joe McConnell.

13.657 – Parque Nacional Serra da Capivara


Serra_da_Capivara_-_Several_Paintings_2b
A pintura que representa uma capivara e seu filhote se transformou em símbolo do Parque Nacional Serra da Capivara, tal obra é um exemplo de pintura rupestre com motivo naturalista e estilo Várzea Grande. As pinturas rupestres assim classificadas rtetratam figuras de animais como onça, pássaros, peixes, insetos. Neste estilo predomina o uso da cor vermelha.
Pinturas rupestres são pinturas feitas em rochas por povos que viveram há milhares de anos e sítio arqueológico é um local do qual os homens deixam algum vestígio de suas atividades: uma ferramenta de pedra lascada, uma fogueira na qual assaram a comida, uma pintura, uma sepultura ou a simples marca de seus passos. Iphan: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Criado em 13 de janeiro de 1937 pela lei n 378, no governo Getúlio Vargas e está hoje vinculado ao Ministério da Cultura.
O parque foi criado através do decreto de nº 83.548, emitido pela Presidência da República em 5 de junho de 1979, com a finalidade de proteger um dos mais importantes exemplares do patrimônio pré-histórico do país. Originalmente com 100 000 hectares, a proteção do Parque foi ampliada pelo decreto de nº 99.143 de 12 de março de 1990 com a criação de Áreas de Preservação Permanentes de 35 000 hectares.[1] A administração da unidade está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).[5]
O Parque Nacional Serra da Capivara é uma unidade de conservação arqueológica com uma riqueza de vestígios que se conservaram durante milênios. O patrimônio cultural e os ecossistemas locais estão intimamente ligados, pois a conservação do primeiro depende do equilíbrio desses ecossistemas. O equilíbrio entre os recursos naturais é o condicionante na conservação dos recursos culturais e foi o que orientou o zoneamento, a gestão e o uso do Parque pelo poder público.
É um local com vários atrativos, monumental museu a céu aberto, entre belíssimas formações rochosas, onde encontram sítios arqueológicos e paleontológicos espetaculares, que testemunham a presença de humanos e animais pré-históricos. O parque nacional foi criado graças, em grande parte, ao trabalho da arqueóloga Niéde Guidon, que hoje dirige a Fundação Museu do Homem Americano, instituição responsável pelo manejo do parque.
Área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano e Patrimônio Cultural da Humanidade – UNESCO. Contém a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo. Estudos científicos confirmam que a Serra da Capivara foi densamente povoada em períodos pré–históricos. Os artefatos encontrados apresentam vestígios do homem há 50.000 anos, os mais antigos registros na América.
No abrigo rochoso da Toca da Tira Peia os resultados trazem novas evidências de uma presença humana no Nordeste do Brasil já em 20.000 a.C. As idades obtidas, pela técnica de luminescência estimulada opticamente, variam de 22.000 a 3.500 anos antes do presente.

13.537 – Tumba de esqueleto grego de 3.500 anos possui obra-prima detalhada gravada em uma minúscula pedra preciosa


obra-prima-pedra-grega
Uma impressionante obra de arte gravada em uma pedra preciosa com pouco mais de três centímetros foi descoberta por pesquisadores da Universidade de Cincinnati (EUA), depois que eles lavaram milhares de anos de calcário e sujeira do artefato.
A obra-prima foi encontrada há dois anos, mas, na época, foi difícil perceber sua importância.
A arte fazia parte de uma coleção de 1.400 artefatos desenterrados no túmulo de 3.500 anos de um guerreiro da Idade do Bronze, enterrado no sudoeste da Grécia.
A pedra, denominada “Pylos Combat Agate”, provavelmente era usada como uma pequena joia.
tendo em vista que abrigava o esqueleto bem conservado do chamado “Griffin Warrior”, sendo que “warrior” significa “guerreiro”, e “griffin” remete a uma criatura mitológica chamada “grifo”, um animal com cabeça, bico e asas de águia e corpo de leão. O guerreiro foi enterrado com uma placa descrevendo tal criatura.
Entre as riquezas encontradas com o esqueleto, havia uma coleção de anéis dourados e uma espada de bronze. A pedra preciosa também foi coletada, mas sua arte só foi revelada após uma limpeza rotineira dos artefatos.
Os pesquisadores levaram quase um ano para conseguir ver os intrincados detalhes esculpidos em sua superfície. Seus achados foram publicados na revista Hesperia.

Repensando toda a história da arte
A escultura só pode ser bem observada com uma lente fotomicroscópica. Alguns dos detalhes do desenho possuem apenas meio milímetro.
Uma lupa pode ter sido usada para criar essa obra, mas, de acordo com Shari Stocker, uma das principais escavadoras da tumba, nenhum tipo de ferramenta de ampliação desse período já foi encontrado.
Na verdade, obras de arte feitas com tanto detalhe só aparecem cerca de 1.000 anos mais tarde.

obra-prima-pedra-grega-2-838x540

Que lenda esta pedra conta?
O túmulo em que a pedra foi encontrada está localizado na península do Peloponeso, em Pylos, no local do palácio do rei Nestor, conforme escrito no poema épico de Homero, “Odisseia”.
A cena mostra um guerreiro vitorioso que, depois de vencer seu primeiro oponente, levanta sua espada para mergulhá-la no pescoço de outro inimigo. Até músculos individuais podem ser vistos nos corpos humanos esculpidos na pedra. A representação tem toda a grandiosidade de outros épicos gregos posteriores, como “A Ilíada” e “Odisseia”.
Exatamente qual história retrata, no entanto, é um mistério. Os pesquisadores não têm pistas suficientes para vincular a descrição pictórica às tradições orais que mais tarde inspirariam Homero, em 700 aC.
Stocker e seus colegas pesquisadores acreditam que a cena provavelmente descreve uma lenda que teria sido bem conhecida na época.

Quem foi este guerreiro?
Os historiadores precisam agora repensar o calibre da arte sendo feita durante esse período, uma vez que não foram encontradas outras esculturas comparativamente detalhadas da Idade do Bronze.
O “Griffin Warrior” foi enterrado por volta de 1450 aC, durante um momento politicamente tumultuado da Grécia antiga – os micênicos, moradores do continente grego, haviam conquistado os minoicos, nativos da ilha de Creta. A arte minoica influenciou grandemente o continente grego, e muitos dos artefatos minoicos encontrados durante este período podem ter sido importados ou roubados.
Quanta influência os minoicos exerceram sobre a Grécia continental tem sido objeto de debate, e a descoberta do túmulo do guerreiro foi importante, porque indicou um alto nível de intercâmbio cultural.
O número de artefatos minoicos em seu túmulo sugere que o indivíduo enterrado poderia ter sido um membro da elite minoica, ou um micênico cativado pela cultura minoica. [NatGeo]

13.522 – Pré História – Homens homenageiam seus mortos (c. 50.000 a.C. – Europa/Ásia)


prehistoria_mortos
Elaborados ritos de sepultamento vêm sendo adotados por comunidades do homem de Neandertal na Europa e na Ásia, indicando crescente respeito pelos mortos e sugerindo que idéias e crenças sobre algum tipo de vida após a morte são agora geralmente aceitas.

Ritos Fúnebres
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça. Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iugoslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nenhuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nenhuma certeza disso.

13.417 – Arqueologia – Cidade romana que desapareceu há 1,7 mil anos é encontrada no oceano


neapolis-2
Arqueólogos da Universidade de Sassari, na Itália, acharam os restos da cidade romana de Neápolis, desaparecida há 1,7 mil anos. O local fica onde atualmente está a Tunísia, e acredita-se que tenha submergido após um tsunami causado por um terremoto em 365 a.C.
Foram encontradas ruas, monumentos e cerca de cem de tanques usados ​​para produzir garum — molho de peixe fermentado que era popular na Roma antiga e na Grécia; era provavelmente muito significativo na economia cidade.
As buscas pelo que sobrou da cidade começaram em 2010, mas só foram encontradas recentemente graças à condição da água. “É uma grande descoberta. Pudemos estabelecer com certeza que a Neápolis era um importante centro para a fabricação de garum e peixe salgado, provavelmente o maiordo mundo romano”, afirma Mounir Fantar, chefe da expedição, à AFP.
Outro fato interessante é a falta de documentos escritos no 20 hectares de ruínas encontradas. Isso pode significar que a cidade estava sendo punida por ter uma aliança muito fraca com os romanos. Os cidadãos da cidade, inclusive, se uniram aos cartagineses durante a Terceira Guerra Punica em 149-146 a.C., antes que os romanos ganhassem e assumissem o controle da cidade.
Sobre o terremoto, os historiadores especulam que foram dois, na realidade, com magnitude de aproximadamente 8.0 na Escala de Richter — o que é muito, considerando que a medição vai até 10.

Galileu

13.223 – História – Amazônia já teve partes inundadas e teve até tubarões


tutu barão
Durante dois momentos no passado partes da Amazônia no Brasil e Colômbia estiveram temporariamente ocupadas por mar. Não era muito profundo e tinha menos salinidade que os atuais oceanos, mas sua fauna incluía até tubarões. Mas isso, que pareceria ser apenas uma curiosidade científica, foi de vital importância para o aumento da biodiversidade da região –a maior do planeta.
Uma equipe internacional de 16 pesquisadores –incluindo o brasileiro Carlos D’Apolito Júnior, da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)–, distribuídos por instituições de oito países, publicou a descoberta na atual edição da revista científica americana “Science Advances”.
Os dois “eventos de inundação” ocorreram na época geológica conhecida como Mioceno, que durou de 23 a 5,3 milhões de anos atrás. Essa época constitui o momento mais antigo do período geológico chamado Neogeno, que terminou há 2,5 milhões de anos, passando então para o atual período Quaternário. Cada época ou período é caracterizado por mudanças importantes na geologia, na fauna e na flora da Terra.
Hoje cerca de 80% da Amazônia é ocupada por florestas em terra firme e 20% por regiões inundáveis. A equipe, cujo principal pesquisador é Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, Panamá, examinou sedimentos em núcleos obtidos nas bacias de Llanos, Colômbia, e Amazonas/Solimões, Brasil.
Um total de 933 tipos de microfósseis (“palinomorfos”), ou 54.141 indivíduos, foram contados nos dois núcleos geológicos de Saltarin (Colômbia) e 105-AM (Brasil).
O brasileiro Carlos D’Apolito Júnior obteve seu doutorado, no ano passado na Universidade de Birmingham, Reino Unido, justamente sobre a evolução antiga, durante o Mioceno, da paisagem da Amazônia ocidental na Formação Solimões.
A evidência marinha fez o pesquisador analisar mais amostras; “comecei a encontrar mais e mais dinoflagelados. Bem, o resultado você já sabe –evidência direta e inquestionável de ambientes costeiros na Amazônia ocidental durante o Mioceno”.
O próximo passo foi comparar os resultados com o material colombiano que vinha sendo coletado pelo grupo de Jaramillo. “Vimos que tínhamos ali a comprovação de uma ideia antiga de que esses ambientes costeiros avançaram via Caribe durante o Mioceno”.

13.004 – Antropologia – O Australopithecus afarensis


fossil-lucy-the-history-channel
É uma espécie de hominídeo extinto proposta em 1978 por Tim D. White e Donald Johanson, com base no “joelho de Johanson’s” encontrado por aquele antropólogo em Hadar, na Etiópia, em 1974. Os vestígios fósseis foram datados em 3,4 milhões de anos. O nome provém da região onde foi encontrado: a Depressão de Afar.
Até ao presente, foram já encontrados fragmentos desta espécie pertencentes a mais de 300 indivíduos, datados entre 4 e 2,7 milhões de anos, todos na região norte do Grande Vale do Rift, incluindo um esqueleto quase completo de uma fêmea adulta, que foi denominada Lucy.
Uma das características marcantes de Lucy é o tamanho de seu cérebro: 450 cm cúbicos. Um pouco maior que o cérebro de um chimpanzé moderno. O nome do fóssil encontrado é uma homenagem à música “Lucy in the Sky with Diamonds”, da banda britânica Beatles, que, segundo relatos, estaria tocando no momento das escavações e nas comemorações após a descoberta.
A 31 de março de 1994 o jornal científico Nature reportou o achado do primeiro crânio completo de um Australopithecus afarensis.
Surgiu entre 3,8 e 3,5 milhões de anos atrás, no sul da África, sendo um possível ancestral do homem. Postura bípede, ereta ou semireta, media entre 1 e 1,5 metro, possuía testa pequena e maxilar proeminente.
No dia 24 de novembro de 1974, uma descoberta no vale Awash, do centro da Etiópia, lançaria uma nova luz sobre a evolução humana. Uma equipe de paleontólogos, liderada pelo norte-americano Donald Johanson, desenterrou os restos do esqueleto de um Australopithecus afarensis fêmea, um hominídeo bípede. Ela foi nomeada Lucy em homenagem à canção dos Beatles “Lucy in the Sky of Diamonds”, que era tocada durante a celebração da descoberta da equipe de escavação. Os pesquisadores desenterraram mais de 200 ossos e fragmentos, o que representa mais de 40% do esqueleto de Lucy. Nenhum fragmento foi encontrado em duplicidade, o que indica que todos os ossos vieram de um único organismo vivo. Após uma reconstrução meticulosa do esqueleto, ficou claro que Lucy era uma mulher idosa e teria cerca de um metro de altura. Ela tinha um cérebro pequeno e, fisicamente, era parecida com um chimpanzé, com uma cabeça pequena saliente, braços longos e pernas curtas. A estrutura dos ossos nas costas e parte inferior do corpo indicam que ela era bípedes, a característica de todas as espécies pertencentes aos gêneros Australopithecus e Homo. As tentativas de datar Lucy no momento da descoberta foram inconclusivas. Apenas na década de 1990, por um processo avançado de argônio, que analisou fragmentos de areia em que Lucy foi encontrada, mostrou que ela teria vivido há 3,2 milhões de anos. Desde a descoberta de Lucy, muitos outros exemplos de Australopithecus afarensis foram descobertos, lançando luz sobre o início de hábitos e comportamentos humanos. Em 1975, uma família completa foi descoberta, provavelmente vítimas de uma catástrofe natural que matou todos ao mesmo tempo. O agrupamento era composto por jovens e velhos, homens e mulheres, mostrando a tendência da espécie em viver em pequenos grupos familiares. Novas descobertas mostram que o Australopithecus afarensis viveu na Terra por um período de cerca de 900 mil anos. Mais de três milhões de anos após sua morte, Lucy se tornou uma espécie de celebridade. Seu esqueleto foi exibido em vários museus, despertando a curiosidade de muitas pessoas. Hoje, por conta da sua extrema fragilidade, ela está em uma caixa especialmente projetada no Museu Nacional da Etiópia.

12.752 – Abandonada, a maior concentração de pinturas rupestres das Américas pede socorro


Pinturas_-_Serra_da_Capivara_0
O Parque Nacional da Serra da Capivara, que deve ser homenageado na cerimônia de encerramento da Olimpíada, está às moscas.
Ecologia e história são os dois grandes temas dos Jogos Olímpicos de 2016. No encerramento do evento, que acontece no próximo domingo (21), esse fio condutor deve continuar presente: a apresentação vai contar com uma homenagem ao Parque Nacional da Serra da Capivara. Além de ser uma reserva natural que mistura a caatinga à mata atlântica, o local é também a maior concentração de pinturas rupestres das Américas – e Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde 1991.
Mas o problema é que o parque está praticamente abandonado: sem recursos sequer para pagar os funcionários ou para cuidar das pinturas rupestres, a área está prestes a perder a proteção ambiental e arqueológica que existe desde os anos 70. A situação está tão ruim que a maior defensora do local, a arqueóloga Niède Guidon, já ameaçou largar tudo se algum dinheiro não fosse repassado pelo governo. Foi ela que pressionou o Estado a criar o parque, em 1978, e que dirige tudo por lá desde então – hoje, aos 83 anos, ela pode dizer que dedicou a vida ao lugar.
O Parque Nacional da Serra da Capivara fica em São Raimundo Nonato, a cerca de 500 quilômetros de Teresina, no Piauí. Faz todo o sentido que ele seja considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade: com uma área de 135 mil hectares, a Serra abriga mais de 900 sítios arqueológicos, sendo que 500 deles têm pinturas rupestres. São mais de 30 mil dessas antigas marcas da passagem humana, que retratam dança, caça de vários animais e outras atividades cotidianas daquela época. Também há cerâmicas, fósseis de animais já extintos e o crânio de Zuzu, de 12 mil anos – o mais antigo do Brasil.
No meio de tudo isso, foram descobertos restos de duas fogueiras: uma de 22 mil anos e outra de 50 mil. Esses achados, de 2003, deram o que falar na comunidade científica, porque contestam a hipótese de que os seres humanos chegaram às Américas pelo Estreito de Behring, entre a Rússia e o Alasca – e que só teriam alcançado a América do Sul há apenas 13 mil anos. No lugar, Niède Guidon propôs outra ideia – a de que alguns homens teriam entrado aqui pelo Oceano Atlântico e povoado a região há mais de 50 mil anos.
Já deu para entender por que o parque é tão importante. No início, o local tinha uma estrutura impecável para cuidar de tudo: quatro carros para fazer rondas no local, 270 funcionários e uma guarita a cada 10 Km – com 28 guardas.
Mas, de uns tempos para cá, a Serra da Capivara tem perdido seus recursos. Ela é gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal, e pela a Fumdham (Fundação Museu do Homem Americano), criada por Niède em 1986. Essa combinação de administração pública e privada, incomum para parques nacionais, foi aos poucos dificultando os repasses de dinheiro do governo para a Serra.
Hoje, restam 36 funcionários (só em julho, 27 foram demitidos), apenas um veículo para as rondas e só quatro guaritas funcionando. Sem a segurança de antes, as sedes foram invadidas e saqueadas, e Niède chegou a ser ameaçada de morte por caçadores que, antes da crise, eram mantidos afastados da Serra. Para piorar, a equipe é insuficiente para fazer a manutenção dos sítios arqueológicos onde estão as pinturas rupestres – se nada for feito, a infiltração das cavernas pode acabar apagando a arte nas paredes.
A solução está longe de aparecer. Em fevereiro, a Justiça Federal determinou provisoriamente que o governo federal, o Ibama e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) repassassem R$ 4,49 milhões para o parque – e deu, também, um ano para que o ICMBio traçasse um novo plano de administração. Mas o parque continuou em apuros.
Na última quarta (17 de agosto) – um dia depois de Niède Guidon ter anunciado que desistiria de tudo se o parque não recebesse algum dinheiro -, o ministério do Meio Ambiente anunciou que doaria R$ 1 milhão para ajudar a Serra. Mas “só” isso não deve durar muito: segundo a Fumdham, nas condições ideais de segurança e manutenção, o parque gasta cerca de R$ 250 mil por mês.
Agora, é esperar os desdobramentos dessa história – e cruzar os dedos para que o encerramento da olimpíada ajude as pessoas a voltar a atenção para a Serra da Capivara.

12.689 – Adivinhações ou Alucinações? Conheça o Nekromanteion, o oráculo dos mortos da Grécia Antiga


templo-grecia-artush-shutterstockjpg
Na Grécia Antiga havia um lugar dedicado à comunicação com o mundo espiritual para obter informações do passado, do futuro ou do pós-vida pela evocação dos mortos.
O Nekromanteion era um templo de adoração dos deuses do submundo de Hades e Perséfone. Segundo as descrições feitas por Homero e Heródoto, o local possuía várias câmaras subterrâneas, onde eram praticadas estranhas cerimônias de necromancia.
Peregrinos de todo o mundo grego se dirigiam ao templo para contatar os espíritos à procura de conselhos e boa fortuna. Sacerdotes sombrios guiavam os viajantes corajosos através de rituais complexos de purificação, que, muitas vezes, incluíam a ingestão de cogumelos alucinógenos.
Depois de passar semanas em total isolamento e sacrificar uma ovelha, os peregrinos podiam, então, acessar o salão principal, onde se comunicavam com os mortos.
Em 1958, o arqueólogo Sotirios Dakaris descobriu, nas montanhas de Épiro, no noroeste da Grécia, várias construções que pareciam coincidir com as descrições antigas do oráculo dos mortos. O lugar se situa às margens do rio Aqueronte, que, segundo a lenda, flui pelo submundo.

12.587- Arqueologia – Primeiras e misteriosas construções neandertais são encontradas na França


caverna-neandertal-jaubert-et-al-2016
Pesquisadores encontraram em uma caverna, na região sudoeste da França, pistas de antigas e misteriosas estruturas feitas por humanoides há 176 mil anos.
De acordo com o estudo que relata a descoberta, publicado na revista Nature, estas estruturas não seriam obra do homem moderno, mas dos nossos parentes próximos, os neandertais.
Estas estruturas estão na caverna Burniquel, e foram encontradas pela primeira vez em 1990. Até então, o local estava fechado havia milhares de anos. Dentro da caverna, foram achados até rastros de uma espécie de urso já extinto – ali estavam preservadas suas pegadas, marcas de garras, pelo e tocas.
Explorando mais ao fundo da caverna, havia estruturas formadas por fragmentos de estalagmites, que não eram naturais do local. Elas foram estudadas mais profundamente em 2013, por pesquisadores da Universidade de Bordeaux, da França, que puderam averiguar sua idade: 176 mil anos.

Primeiras construções
Nesta época, os únicos humanos que viviam na Europa eram os neandertais, então, os pesquisadores acreditam que eles foram os criadores dessas estruturas. Desta maneira, elas seriam as uma das primeiras construções feitas por humanoides que se tem conhecimento.
A finalidade destas estruturas é um mistério. Algumas estão em forma de círculo ou semicírculo, algumas possuem uma coluna de fragmentos empilhados e outras têm laterais para impedir desabamentos. Em algumas áreas, as estalagmites parecem ter sido queimadas, o que sugere que elas podem ter servido de local para fogueiras.
Ainda não se sabe se essas essas estruturas eram recorrentes ou se o achado foi apenas uma criação acidental de algum grupo há centenas de milhares de anos.

12.577 – Genoma de Leonardo Da Vinci será reconstruído


da.vinci_genoma-myper_-shutterstock.com_
Quase 500 anos após sua morte, uma equipe de cientistas, formada por historiadores, genealogistas, microbiologistas e especialistas em DNA, quer reconstruir o genoma de Leonardo Da Vinci até o ano de 2019.
Eles esperam contar com a ajuda de vestígios do material genético que pode ser colhido de suas obras e com o uso de radares para obter os mesmos dados do túmulo de seu pai e outros familiares.
“Se é possível coletar o DNA da obra de Leonardo e sequenciá-lo, esse material genético pode ser comparado com dados de esqueletos e restos que tenham sido exumados”, explica Jesse Ausubel, vice-presidente da Fundação Richard Lounsbery.
Os historiadores não têm certeza sobre o paradeiro exato do corpo do artista, mas pretendem analisar seus supostos restos mortais que estariam na capela de Saint-Hubert, na França, já que seu túmulo original, situado na igreja de Saint-Florentin, foi removido após o edifício ser destruído.
Por meio dessa pesquisa, a equipe tem como objetivo aprender mais sobre a vida de Da Vinci, seus costumes, sua aparência, sua saúde e também seus antepassados.