13.247 – O que se sabe até agora do mega-ataque cibernético em todo o mundo


hacker-attack-7849576-260120170021
Um ataque cibernético de grandes proporções atingiu diversas empresas e organizações pelo mundo nesta sexta-feira, afetando até mesmo os serviços de saúde britânicos.
Trata-se de uma aparente campanha de ransomware —em que computadores são infectados com um vírus que codifica e “sequestra” os arquivos. Os invasores, então, pedem um “resgate”: ameaçam destruir (ou tornar públicos) os arquivos caso não recebam dinheiro.
Há relatos de computadores infectados em até 74 países, incluindo Reino Unido, EUA, China, Rússia, Espanha e Itália, o que leva especialistas em segurança acreditar que se trate de uma ação coordenada.
Uma análise da empresa de antivírus Avast identificou um “enorme pico” de ransomwares pelo vírus WanaCrypt0r 2.0 (ou WCry). “Foram mais de 57 mil infecções até agora”, diz o blog da empresa, atualizado nesta tarde. “Segundo nossos dados, o ransomware alveja principalmente Rússia, Ucrânia e Taiwan, mas teve sucesso em infectar grandes instituições.”
No Reino Unido, houve significativo impacto sobre os arquivos digitais do NHS, equivalente ao SUS britânico. Dados de pacientes foram encriptados pelos invasores e se tornaram inacessíveis. Até ambulâncias e clínicas médicas foram afetadas.
Nos computadores invadidos, uma tela dizia “ops, seus arquivos foram codificados” e pedia pagamento de US$ 600 em bitcoins (moeda digital) para recuperá-los.
Outra grande empresa infectada foi a espanhola Telefónica, que disse em comunicado estar ciente de um “incidente de cibersegurança”. Segundo a empresa, clientes e serviços não foram afetados, apenas a rede interna.
Na Itália, um usuário compartilhou imagens de um laboratório de informática universitário aparentemente infectado pelo mesmo programa.
Nos EUA, a empresa de logística FedEx disse que, “assim como outras empresas, está vivenciando interferência com alguns de nossos sistemas baseados em Windows, por culpa de um malware (software malicioso) Faremos correções assim que possível”.

AMEAÇA CRESCENTE
Os ransomwares estão se tornando uma das mais importantes ameaças cibernéticas da atualidade.
E o ataque desta sexta se destaca: “Foi muito grande, impactando organizações pela Europa em uma escala que nunca havia visto”, disse o especialista em segurança cibernética Kevin Beaumont.
Especialistas apontam que o ataque explora uma vulnerabilidade que havia sido divulgada por um grupo que se autointitula The Shadow Brokers. Esse grupo recentemente declarou ter usado ferramentas digitais roubadas da NSA, a agência nacional de segurança dos EUA.
A empresa Microsoft havia conseguido criar proteções contra a invasão, mas os hackers parecem ter tirado proveito de redes de computadores que ainda não haviam atualizado seus sistemas.
Segundo especialistas, a proteção contra ransomwares passa por medidas básicas, como evitar clicar em links suspeitos e fazer cópia de arquivos importantes.

hacker resgate

13.234 – Segurança Pública – Habilitações passam a utilizar código de segurança digital para evitar fraude


habilitação
As Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) emitidas a partir deste mês passarão a ter um QR Code –códigos de barra que podem ser escaneados por aparelhos ou dispositivos móveis com câmeras fotográficas.
De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), do Ministério das Cidades, a mudança é uma forma de aumentar a segurança contra fraudes e cópias ilícitas do documento.
Através da leitura do QR Code, informações biográficas e foto do documento original dos motoristas armazenadas no banco de dados do Denatran poderão ser acessadas.
Segundo Elmer Vicenzi, diretor do departamento, a novidade permite que “qualquer setor da sociedade tenha acesso às informações, seja numa relação civil, seja numa relação empresarial, como bancos, cartórios e empresas de locadoras de veículos, por exemplo. Antes, a verificação se dava apenas dos dados presentes na CNH, podendo a foto não ser a do titular de fato, configurando fraude”.
A leitura do código –que fica na parte interna do documento–, é feita por um aplicativo, o “Lince”, disponível para os sistemas Android e iOS e foi desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
A checagem das informações pode ser feita offline, o que permite que autoridades como as polícias rodoviárias possam ter acesso aos dados mesmo em lugares distantes.
Apesar de Vicenzi ressaltar que não há nenhum custo adicional que justifique o aumento da taxa de emissão, o órgão reconhece que faz parte da autonomia administrativa de cada Estado definir se haverá ou não aumento.
Mais de 300 mil habilitações foram emitidas com a funcionalidade desde 1º de maio, data em que a iniciativa entrou em vigor. A previsão é que, dentro de cinco anos, todos os motoristas brasileiros já possuam a nova CNH.

13.182 – (IN) Segurança – Quanto mais pobre, menos o brasileiro confia na polícia


arbitrariedade
Esse é o resultado de uma pesquisa nacional feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no primeiro trimestre. O levantamento aponta que 77% das pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.244) não acreditam nas forças policiais. Vivem nessa faixa de renda 46,3% dos brasileiros. No geral, três em cada cinco pessoas não confiam.
A pesquisa foi feita com 1.550 pessoas, em seis Estados e no Distrito Federal. O índice de confiança aumenta conforme a renda do entrevistado. Entre os mais ricos – aqueles que ganham mais de 12 salários mínimos -, 59% não acreditam na polícia.
Responsável por coordenar a pesquisa, a professora Luciana Gross Cunha, da Escola de Direito de São Paulo, diz que há razões para que as pessoas de baixa renda desconfiem mais. “É porque residem e frequentam locais de mais risco, convivem com o aparato policial voltado para o combate à criminalidade. Nem sempre a polícia é vista nesses lugares como um sinal de segurança, mas de ameaça.”
Segundo Luciana, os meios de seleção, treinamento e formação podem mudar essa relação entre a polícia e os mais pobres. Isso passa também pela discussão do papel da polícia e pela valorização – até salarial – do agente público. “Uma vez que você valoriza o policial na comunidade, passa a ser normal e natural a presença dele ali. Agora, quando é desvalorizado, ele se torna perigoso para si e para a sociedade.”
A desconfiança também é maior entre os mais jovens. Na faixa dos 18 aos 34 anos, 64% das pessoas não acreditam na polícia. Entre os que têm mais de 60, a confiança é maior. Mesmo assim, mais da metade não confia na instituição.

Fonte: O Estado de São Paulo

13.153 – Precisamos de uma polícia que nos proteja


policia_que_nos_proteja_0
Sem polícia, é impossível construir um país decente. Mas tem que ser polícia mesmo
Temos alguns policiais bons. No geral, no País, esses bons policiais têm imensa dificuldade em lidar com a cultura da corporação. Acabam ficando deprimidos, uns escorregam no álcool ou em outras drogas, vários vão lentamente afrouxando a fibra moral. Alguns se suicidam, pela impossibilidade de conciliar o que eles acham certo com o que são obrigados a fazer todos os dias. Numa pesquisa com PMs do Estado do Rio, um a cada dez admitiu que já tentou se matar, um a cada cinco disse que pensava nisso.
Sem polícia, não é possível viver em paz na sociedade. Por mais rico e civilizado que seja um lugar, sempre haverá o perigo de alguém mau aparecer querendo lesar os outros – até o Éden precisa se precaver contra esse risco. O trabalho de polícia é um serviço público básico, que qualquer Estado digno de cobrar impostos tem a obrigação de prover.
Infelizmente, o Brasil não provê esse serviço, embora cobre impostos bem altos de seus cidadãos.
Gás lacrimogênio pode causar cegueira, aborto, colapso respiratório, além de ser fator de risco para doenças crônicas. Ainda assim, está longe de ser a pior coisa que pode acontecer a um brasileiro num encontro com a polícia.
A polícia daqui é uma das que mais matam no mundo – mais de 3 mil pessoas perdem a vida no País a cada ano perfurados por balas disparadas por agentes públicos. Claro que parte dessas mortes é necessária: elas podem inclusive ter salvo vidas. Mas é difícil evitar a constatação de que nossa polícia mata demais, ainda mais quando se verifica que várias vítimas são crianças, mães e pessoas desarmadas. Nos Estados Unidos, país bastante violento que possui população bem maior que a nossa, a polícia leva 30 anos para matar tanta gente. E a polícia de uma só cidade brasileira, São Paulo, mata mais que a dos EUA inteiros. Quase nunca, por aqui, algum policial é sequer investigado por essas mortes. Punições criminais são tão raras quanto moscas brancas.
62% dos brasileiros têm medo de ser vítima de violência policial – índice que fica mais e mais próximo de 100% quando se pergunta para pretos, pobres e nordestinos.
Diante desse quadro, é de se compreender que muitos brasileiros odeiem a polícia. Quantos de nós ou dos nossos amigos já vivemos traumas na mão de policiais sádicos, corruptos ou preconceituosos. Essa rejeição de parte da população à polícia chegou a um extremo nos últimos três anos, desde que a violência desmedida da PM paulistana desencadeou aquela que talvez fique registrada como a maior revolta popular da história do País, depois inflamada por uma crise econômica e por um imenso escândalo de corrupção que perpassa todo o sistema político.
Dia sim, dia também, em alguma cidade brasileira, há milhares de manifestantes gritando “Não acabou / tem que acabar / eu quero o fim da Polícia Militar”, sob o olhar ressentido dos próprios PMs, que ganham salário menor do que o valor das bombas de gás lacrimogênio que eles têm para jogar. O que se vê ao final de cada noite é uma batalha cheia de mágoa e sangue, que fica mais amarga a cada manifestação.
Não deveríamos ter ódio da polícia. Nenhuma sociedade saudável sobrevive se não tem confiança nas pessoas cujo serviço é cuidar da nossa segurança. Tem algo muito errado num país no qual agentes da ordem saem pelas ruas fazendo bagunça – explodindo bomba na cara, mirando no olho dos fotógrafos, mentindo no registro das ocorrências. O governo desconfia tanto dos nossos policiais que proibiu que eles ajudem a socorrer pessoas passando mal – o próprio Estado suspeita que eles possam se aproveitar para forjar execuções. Como é que o Estado coloca uma arma na mão de alguém em quem ele próprio não confia?
O sistema político tem dado respostas insuficientes ao problema, tanto à esquerda quanto à direita. Enquanto um lado elege como inimigo a polícia inteira, o outro defende os abusos, e se esquece que, num País que entra nessa espiral de execuções e vinganças, qualquer um pode ser a próxima vítima.
É injustificável que, em 2016, o Brasil ainda tenha uma polícia construída nos anos 1970, sob uma mentalidade ultra-autoritária, que vê o cidadão como um inimigo em potencial. Todo mundo que é sério concorda há mais de 20 anos que nosso modelo de polícia é inadequado e ultrapassado. E, ainda assim, após décadas de democracia sob governos de PMDB, PSDB, PT, não demos nenhum passo decisivo na direção certa.
É uma tentação culpar os policiais (ou os manifestantes) pelo fracasso, mas ele é do sistema político inteiro. Nessa história, os policiais são pelo menos tão vítimas quanto vilões. Quase 75% deles querem uma reforma profunda, que inclua a desmilitarização da polícia. Eles querem que a polícia melhore.
Quem geralmente não quer são os políticos, que acham conveniente ter uma polícia brutal que despreze regras, de maneira a poder usá-la para atacar seus inimigos e para manipular a opinião pública, exacerbando seus medos.
Já é hora de criar uma polícia de verdade no Brasil. Uma instituição transparente, que tenha como única missão proteger a população, que use a força com sabedoria e que garanta que todo mundo cumpra as regras – as mesmas, para todos.
Esse último item é especialmente importante. O Brasil é a terra do privilégio: achamos normal que umas pessoas sejam tratadas de um jeito e outras de outro. Para um país funcionar, as regras que cada cidadão tem que seguir precisam ser sempre as mesmas, seja ele branco ou preto, rico ou pobre, de direita ou de esquerda. Se não for assim, não é polícia: é um bando de arruaceiros, entre outros bandos de arruaceiros. E ninguém respeitará sua autoridade.

13.152 – (IN) Segurança – Uma Polícia Arbitrária


insegurança
Você é vitima de assalto, aciona uma viatura e chegando no local eles te enquadram, te dão uma blitz e perguntam se você tem “passagem”, no caso você é a vítima, que acabou de passar por uma situação traumatizante como é a de um assalto e ainda passa pelo constrangimento de ser tratado como marginal. Essa é a abordagem padrão recomendada pelo comando da Polícia Militar?

Arbitrariedade
Aplica-se a uma pessoa que age apenas com base em sua vontade ou capricho e não na razão, lógica ou justiça.
Aplica-se à coisa que depende apenas da vontade ou capricho de alguém sem nenhuma razão, a lógica ou a justiça
A noção de arbitrariedade é baseado no conceito de tudo o IE coercitivo que é arbitrário é irrevogável e inevitável. Ou seja, algo que se impõe com o valor de lei com tampas, a ponto tal que ninguém pode fugir dela.
In me ajudar Freud ter falado várias vezes, utilizando este conceito de duas formas básicas:
Por um lado, a arbitrariedade colocado em jogo quando uma pessoa é imposta coercivamente na outra, ou impõe suas caprichos como se fosse uma lei universal.
Que a polícia precisa ser enérgica em suas ações não se discute, porém não se pode tratar da mesma forma, cidadões de bem e marginais.
A formação policial é evidenciada como condição determinante para a ocorrência do excesso e do abuso do poder.
Nota-se que para grande parte da doutrina a busca pessoal somente terá caráter legal no caso de prisão ou se houver a caracterização da fundada suspeita, a qual se refere a uma provável condição de que alguém esteja ocultando consigo algum objeto ilícito ou que esteja no desenvolver de uma ação criminosa.
Os órgãos policiais devem superar a cultura do abuso que ainda está presente na relação polícia e sociedade, haja vista que é incompatível a prática do abuso por quem tem o dever constitucional de proteger e defender. Neste aspecto se evidencia a importância da formação profissional moderna e de qualidade como condição redutora dos casos de excessos por parte da polícia.
A formação policial no Brasil passa por uma transformação nos métodos e na estrutura curricular de ensino, dado as interferências do Ministério da Justiça, entretanto ainda tem muito a evoluir, necessitando ser direcionada para a uma formação ética social e voltada para o ensino transmissor de um pensamento humanista e que atenda as novas perspectivas sociais.

13.115 – Mega Notícias – Greve da PM provoca caos no Espírito Santo


in-seguranca
Familiares de PMs pedem reajuste salarial e protestam impedindo o policiamento nas ruas do Espírito Santo. O estado diz que não tem caixa para bancar o aumento. E no meio do impasse está a população, que desde sábado (4) enfrenta uma onda de violência
Sem PM, estado tem onda de crimes
Arrastão em shopping
Depois de ter a arma apontada para a cabeça enquanto fazia compras em um shopping na Praia do Canto, em Vitória, uma publicitária, de 24 anos, que preferiu não ser identificada, só tinha um pensamento: “Eu vou morrer”.
Vários homens saíram de dentro de carros em frente ao shopping e fizeram um arrastão em lojas no local no sábado (4). O bando saqueou uma joalheria e, em seguida, passou por outros estabelecimentos, segundo a jovem.
“A moça da loja em que eu estava abriu a porta para ver o que era e dois homens entraram. Eu estava saindo do provador e, nisso, vi os assaltantes e dei dois passos para trás. O ‘cara’ olhou para mim, apontou a arma e mandou eu ficar parada, sem olhar para ele. Foi horrível”, relatou.
O ‘cara’ olhou para mim, apontou a arma e mandou eu ficar parada, sem olhar para ele. Foi horrível”

Loja Ricardo Eletro, em Goiabeiras, é saqueada na capital do Espírito Santo
Agências bancárias e escolas municipais e estaduais na Grande Vitória também amanheceram novamente fechadas. A dona de casa Águida explicou que a situação está complicada porque os filhos estão em casa sem aula e ela está sem comida, pois não tem como sacar dinheiro nas agências bancárias.
“Estou sem gás em casa há dois dias e eu não consigo sacar nem R$ 10 porque os bancos estão fechados. Eu tenho três crianças em casa, meus filhos estão sem se alimentar direito, só com pão e suco”, disse.
Sem atendimento
Um homem, que preferiu não se identificar, passou a noite de segunda (6) para terça (7) na porta da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Vitória, e não conseguiu ser atendido. A loja dele foi assaltada na manhã de segunda-feira por vários homens armados, que levaram o carro e vários objetos dele, inclusive a aliança.
“Chegamos aqui ontem, às 9h40, e nada, nem à noite. Ficamos a noite também, porque falam que o atendimento é 24 horas por dia, mas estamos aqui até agora e nada acontece”,
Sem policiamento há quatro dias, muitos carros estão sendo roubados à luz do dia. A costureira Ângela Maria Pessim pegou um carro emprestado para ir até a delegacia. O dela foi roubado, nesta segunda-feira, por volta das 16h, em Cariacica. Os criminosos levaram também documentos e R$ 1,8 mil.
A costureira disse que está mais assustada com a situação do que com a perda do carro. “Eu não estou chorando pelo carro que levaram, que é um bem material. Foi um filme de terror na minha frente, foram uns cinco na minha frente. Quem está solto são os bandidos, quem está preso somos nós”, falou.
O investigador Jair Netto explicou que o atendimento na delegacia acontece 24 horas por dia, mas, nesta segunda-feira, por questão de segurança, manteve somente o atendimento interno.

Entenda a crise na segurança no ES
– Os PMs reivindicam aumento nos salários, pagamento de benefícios e adicionais e criticam as más condições de trabalho.
– Como os PMs não podem fazer greve, as famílias foram para a frente dos batalhões para impedir a saída das viaturas policiais.
– O bloqueio começou no sábado (4) e atinge a Grande Vitória e cidades como Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma.
– Desde então, a Grande Vitória registrou 75 mortes violentas, ante 4 em todo o mês de janeiro, segundo o sindicato da Polícia Civil.
– Escolas, postos de saúde e parte do comércio estão fechados desde segunda-feira (6), quando ônibus também pararam de circular. Os coletivos voltaram a rodar na manhã desta terça (7), mas serão recolhidos novamente às 19h.
– 1.000 homens das Forças Armadas fazem policiamento na Grande Vitória desde segunda; 200 integrantes da Força Nacional começam a atuar.

12.918 – Criminologia – De 2011 a 2015, Brasil teve mais mortes violentas do que a Síria


mortes-siria-brasil
Entre 2011 e 2015, houve mais mortes por causas violentas por aqui do que na Síria – país que enfrenta uma guerra civil violenta, e que é dominado pelo Estado Islâmico.
Na Síria, nesses cinco anos de conflito, morreram 256.124, de acordo com a ONU; no Brasil, foram 279.592 (quase a população da Islândia, 330 mil) – uma diferença de 23.468 pessoas. Dá quase uma Islândia inteira (que tem 320 mil habitantes). Só em 2015, foram 58.492 mortes – quase uma a cada nove minuto). O mais triste é que, entre as vítimas daqui, 54% eram jovens (de 15 a 24 anos) e 73%, negros.
De longe, a causa mais comum é o assassinato, que aconteceu em 89% dos casos. Mas também destacam-se o latrocínio (roubo seguido de morte), responsável por quase 4% dos óbitos, e lesões violentas, que resultaram em 1,4% das mortes.
Como negros representam a maior parte da população pobre do país (76%, segundo o IBGE), eles acabam também correspondendo à fatia mais vulnerável da população. A violência policial, por exemplo, é especialmente intensa contra negros ou pardos: eles correspondem a 75% dos mortos por oficiais. Em 2015, 21.033 pessoas foram assassinadas pela polícia – quase 36% do total de mortes violentas (levando em conta apenas os dados oficiais). É um número bem maior do que o de latrocínios, por exemplo, que fizeram 2.314 vítimas.
Isso leva a três dados assustadores: 70% da população brasileira acha que a Polícia Militar é truculenta demais, 58% afirmam ter medo dessa violência e 53% temem ser assassinados pela PM. De fato, só 6% acreditam que a violência exercida pela polícia estaria “na medida” certa para o combate ao crime – e metade dos brasileiros acha que ela é ineficiente em manter a segurança do país.
Polícia que mata e morre
De acordo com o Anuário, a nossa Polícia Militar é uma das que mais matam no mundo – mas também é a que mais morre, em comparação com outras nações. Por ano, entre os quase 500 mil policiais militares do país, acontecem 393 homicídios (103 em serviço, 290 fora de serviço), e 70% desses profissionais afirmam conhecer pelo menos um colega que morreu. Para dar uma ideia, no mesmo período nos EUA, a polícia matou 442 pessoas – e perdeu 127 policiais.

“Bandido bom é bandido morto”
O clima de terror que todo esse contexto causa é palpável: 76% dos brasileiros têm medo do assassinato. E 57% acreditam que “bandido bom é bandido morto” – ou que as pessoas que cometem crimes não têm uma punição adequada. Você deve estar pensando que isso só pode ser resultado de pouco investimento em segurança pública pelo governo. Mas não é pouco o dinheiro que vai para essa área: em 2015, a União gastou R$ 76,3 bilhões em segurança, equivalente a 1,38% do PIB brasileiro. A quantia até vem aumentando (desde 2002, cresceu 62%), e é semelhante aos gastos de países desenvolvidos, como Espanha (1,2% do PIB) e Alemanha (1,3%).

12.841 – Sensores biométricos de caixas eletrônicos se tornam novo alvo de criminosos


caixa-biometria
Os caixas eletrônicos da atualidade contam, na maioria das vezes, com sensores biométricos para ajudar na identificação do dono da conta. Contudo, os leitores de impressões digitais podem estar se tornando vulneráveis por conta das artimanhas de criminosos que querem burlar o sistema.
De acordo com especialistas da Kaspersky Lab as máquinas estão sendo cada vez mais visadas pelos fraudadores que desejam obter os dados dos cartões de crédito inseridos.
O método utilizado para isso é chamado de “skimmer”. Esse é o nome dado para dispositivos caseiros conectados aos terminais. Com a ajuda de webcams e teclados falsos, eles copiam os dados dos cartões que, mesmo evoluindo e contando com chips de segurança, ainda estão vulneráveis aos dispositivos.
A esperança das instituições bancárias era de que a biometria pudesse inutilizar essas traquitanas. Contudo, não foi bem isso o que aconteceu. Os novos skimmers são artefatos que conseguem até mesmo roubar as impressões digitais da vítima.
Segundo a pesquisa realizada, há pelo menos 12 vendedores oferecendo esse tipo de acessório. Três deles garantem que o item consegue obter os dados das impressões das palmas e também da íris do usuário.
Contudo, durante testes realizados pela Kaspersky, os instrumentos apresentaram algumas falhas, principalmente por conta da lentidão na transmissão das informações. Os especialistas, no entanto, acreditam que o acessório possa ser aprimorado no futuro.

12.822 – Indústria do Golpe – Criminosos usam método “submarino” para roubar dados de cartões de crédito


submarino
Pesquisadores da Krebs Security descobriram recentemente uma nova maneira usada por criminosos para roubar informações de cartões de crédito dos usuários. De acordo com a empresa, as quadrilhas estão usando skimmers, conhecidos no Brasil como “chupa-cabras”, nos caixas eletrônicos, cada vez mais potentes. Dessa vez, são usados equipamentos que funcionam como submarinos, espionando o usuário.
Em uma ação descoberta em caixas em Connecticut e na Pensilvânia, nos Estados Unidos, os criminosos usaram uma espécie de “sonda” com bateria e uma unidade de armazenamento, capaz de copiar informações dos cartões e com energia o suficiente para funcionar por 14 dias e armazenar até 32 mil números de vítimas. Na maior parte dos casos, o usuário sequer suspeita que está correndo risco.
O skimmer não é capaz de coletar PINs dos clientes dos bancos, por isso a Krebs suspeita que o equipamento está sendo testado para roubos maiores de informações no futuro.

Como evitar problemas?
Colocar a mão sobre o teclado numérico do caixa pode contribuir para reduzir as chances de cair em golpes. Especialistas afirmam que o uso de botões falsos é relativamente raro, já que o hardware é caro para se produzir.
É bom evitar caixas eletrônicos onde a estrutura é facilmente retirável. A empresa de segurança indica que as pesoas usem caixas montados na parede e que fiquem em áreas bem iluminadas.

12.784 – Os 15 países mais pacíficos do mundo em 2016


Islândia
Dinamarca
Áustria
Nova Zelândia
Portugal
República Tcheca
Suíça
Canadá
Japão
Eslovênia
Finlândia
Irlanda
Butão
Suécia
Austrália

Finlandia

Nova_Zelandia

Islandia

 

O mundo se tornou um lugar ainda mais violento nos últimos 12 meses em decorrência do aumento das atividades terroristas em diferentes regiões e pelos altos níveis de instabilidades políticas registrados. É o que constatou a edição 2016 do Global Peace Index, estudo anual produzido pelo Instituto de Economia e Paz (IEP).
Mas, embora o cenário global seja de turbulências, o estudo mostrou que 81 dos países investigados observaram uma melhora em seus níveis de paz. A maioria deles está na Europa: a região que é considerada a mais pacífica, mesmo tendo registrado episódios recentes de violência, como os atentados em Paris (França) em 2015 e em Bruxelas (Bélgica) em 2016.
O estudo tem como objetivo avaliar a situação da paz em 163 países. Para tanto, estuda o contexto interno de cada um deles a partir de 23 indicadores que incluem aspectos como a intensidade dos conflitos nos quais um local está envolvido, seus níveis de criminalidade e sua capacidade militar.
E a edição atual da pesquisa trouxe novidades. Portugal, por exemplo, avançou muitas posições, deixando a 11ª colocação em 2015 para chegar até a quinta entre os mais pacíficos de 2016. O Canadá, por sua vez, caiu uma posição em relação ao ano passado. Essa queda, explica o estudo, é em decorrência do aumento na importação e exportação de armas.
No que diz respeito aos países latinos, o único a ocupar um espaço entre os primeiros colocados é o Chile, no número 27. Falando especificamente sobre o Brasil, o índice notou uma deterioração na situação interna do país em razão das recentes instabilidades políticas, fazendo com que o país caísse da 103ª para a 105ª posição.
Confira na galeria os resultados obtidos pelos 15 países que obtiveram o melhor desempenho frente aos outros. Veja nas imagens quais são eles e quais posições ocuparam nesse ranking em 2015.

12.429 – Leitores de impressão digital estão melhorando segurança do Android



Segurança digital não é um tema agradável, e a maioria das pessoas não querem saber dele até o momento que já é tarde demais, infelizmente. Senhas são, de forma unânime, uma forma de proteção ao mesmo tempo fraca e desagradável. A boa notícia é que o Google percebeu que, ao menos no Android, as coisas estão mudando.
Os leitores de impressões digitais são os “culpados” pela maior adoção de segurança no sistema do Google. A empresa reparou que os aparelhos que apresentam o sensor têm a tela bloqueada com muito mais frequência do que aqueles que não são capazes de ler impressões digitais.
O relatório do Google compara os aparelhos da família Nexus. Os modelos 5x e 6p (de 2015) tem um uso 64% maior de telas de bloqueio do que os modelos 5 e 6 (de 2013 e 2014, respectivamente). Nestes modelos mais recentes, a tela de bloqueio está ativada em 91% dos casos.
O detalhe, discretamente incluído no documento que analisa a segurança do Android em 2015 mostra que, se as ferramentas forem simples, o público está disposto a se proteger. Bloquear a tela do celular é a medida mais básica de segurança do dispositivo que pode ser tomada, e todos deveriam fazê-lo, mas as senhas, padrões e PINs ainda deixavam muitos ressabiados em relação ao custo e benefício de ter que destravar o aparelho a cada vez que querem abrir um aplicativo. O leitor de impressão digital, felizmente, elimina boa parte do atrito neste processo, incentivando as pessoas a cuidar melhor de suas informações.
O relatório fala apenas dos aparelhos Nexus, mas essa é uma tendência global entre praticamente todas as fabricantes de celular, inclusive da Apple, que nada tem a ver com o Android. Sony, Samsung, Xiaomi, Huawei, LG, são exemplos de empresas que já têm o leitor. A Motorola ainda não tem, mas terá. A Microsoft tem um leitor de íris, que é diferente, mas tem a mesma essência.
O problema estão nos tablets Android. Como nota o Android Central, poucos modelos têm o suporte para reconhecimento biométrico, incluindo os próprios dispositivos do Google, como o Nexus 9 e o Pixel C.

12.006 – Tecnologia na Segurança – A Biometria


biometria
A palavra biometria, que deriva do grego bios (vida) + metron (medida), é a ciência e a tecnologia de medição e análise de dados biológicos. Através dela, pode-se identificar um indivíduo por uma particular característica física, tais como a cor dos olhos, textura da íris, a voz, impressão digital, a geometria das mãos (análise da forma das mãos e do comprimento dos dedos), etc.; como também é possível reconhecer características comportamentais como a maneira de andar, como uma pessoa fala, o ritmo de digitação, entre outras.
Como cada ser humano possui características únicas, a biometria é vista como a resposta para combater roubos e fraudes, por isso ela é muito utilizada na área de segurança pública e privada. O interessante desta tecnologia é que um dado biométrico não pode ser roubado ou recriado com facilidade e é um excelente método para controlar o acesso a determinadas informações.
Um dos dados biométricos mais utilizados é a impressão digital, requerido, por exemplo, quando vamos tirar o visto americano. Lá, todas as pessoas devem passar por um funcionário do consulado que irá digitalizar todos os nossos dedos em uma espécie de scanner que irá capturar os traços que definem a impressão dos dedos, antes de chegar à entrevista direta com o cônsul. Obtendo o visto, o indivíduo ao chegar aos Estados Unidos deverá passar pela imigração onde será solicitado a colocar os dedos para reconhecimento. Assim, as impressões digitais serão comparadas com as impressões digitais coletadas no consulado americano no Brasil. Este é um sistema biométrico para verificar a identidade para reduzir o uso de vistos falsificados e roubados.
Um sistema biométrico pode operar tanto no modo de verificação quanto no modo de identificação. O primeiro faz comparação da captura biométrica com um modelo armazenado, verificando assim se o indivíduo é realmente quem demonstra ser. O segundo modo permite fazer uma comparação com os dados biométricos presentes no banco de dados, na tentativa de identificar um indivíduo desconhecido.
A biometria é fascinante, pois permite a autenticação de indivíduos com dados que estão presentes com eles o tempo todo (olhos, voz, mãos, etc.), por isso oferece muita comodidade. Os computadores pessoais do futuro terão leitores de impressões digitais, onde poderão identificar quem é você e, com base na sua identidade, autorizar os níveis de acesso. Assim não haverá mais senhas, que podem ser perfeitamente esquecidas, compartilhadas ou observadas, e causar sérios transtornos. Por todas estas facilidades, diversos tipos de tecnologias biométricas têm sido desenvolvidas, mas o reconhecimento da impressão digital é umas das técnicas biométricas mais precisas, mais utilizadas e mais barata.

12.002 – É possível combater terroristas pela internet?


hacker anony
Os ataques terroristas do Estado Islâmico à cidade de Paris, na última sexta-feira, 13, causaram medo e comoção em diversas partes do mundo. O grupo hacker Anonymous anunciou nesta segunda-feira, 16, que vai “caçar” os responsáveis pelos atentados e declarou guerra aos extremistas.
Mas, afinal, de que modo é possível combater terroristas pela internet? O Olhar Digital consultou Arthur Cesar Oreana, especialista em segurança e tecnologia da informação, a respeito das possíveis ações que um grupo como o Anonymous pode tomar – e como uma possível “guerra cibernética” pode gerar consequências no mundo todo.
Antes de mais nada, é preciso esclarecer que não é possível prever o que o Anonymous, especificamente, vai fazer contra o Estado Islâmico. O grupo já fez esse tipo de “declaração de guerra” no passado – mais recentemente após o atentado à redação da revista francesa Charlie Hebdo, em janeiro deste ano.
Na época, perfis do Anonymous no Twitter divulgaram uma relação de usuários da rede social que se diziam membros do Estado Islâmico ou faziam propaganda a favor do regime extremista do califado sugerido pelos terroristas. Arthur acredita, sim, que esse é um dos possíveis planos de ação dos hackers.
“Eles podem tirar sites de propaganda do Estado Islâmico do ar, denunciar perfis, mas é difícil elencar quais seriam os alvos. Só estando dentro do grupo para saber seu plano de ação. Mas a promessa deles é caçar terroristas pela internet”, diz o especialista. Segundo ele, porém, é mais provável que essa troca de ataques cibernéticos se limite apenas aos países mais diretamente envolvidos com a crise.
De acordo com Arthur, é pouco provável que um site mantido na Argentina, por exemplo – tendo ele ou não relação com o Estado Islâmico – seja atingido por essa “guerra virtual”. Dada a natureza do Anonymous, portanto, é mais prudente acreditar que esses ataques se limitem a prejudicar o sistema de propaganda dos terroristas, meio pelo qual eles recrutam novos membros na Europa e no Oriente Médio.
Um contra-ataque, porém, é o que pode tornar as coisas um pouco mais sérias. Se o Estado Islâmico encarar o Anonymous como inimigo, é possível que a organização lance uma série de vírus de computador que ataquem indústrias e setores da economia em países ocidentais. Uma estratégia que já foi vista no passado.
“A guerra cibernética é o quinto meio de guerra, depois da guerra na terra, no mar, no ar e no espaço. Já tivemos situações em que um vírus desacelerou o programa de enriquecimento de urânio em um país”, diz Arthur, em referência ao método utilizado para a obtenção de energia nuclear (e também de bombas). “Essa pode ser uma opção para o Estado Islâmico tanto de ataque quanto de contra-ataque. Não há como saber se outros países serão ou não afetados.”
“Se essa comunicação é feita pela rede da PSN, então ela está na internet, deixa rastros e pode ser interceptada. Redes ocultas como a dark web ou a deep web oferecem opções de encriptação e segurança muito mais avançadas neste sentido. A PSN é uma opção, pode funcionar ou pode não funcionar, mas nada impede a Sony [empresa que administra a rede do PlayStation] de encontrar terroristas usando o sistema”, conclui Oreana.

11.787 – Segurança – Dispositivo pode ser usado em revólver para tornar as balas não letais


arma-com-balas-nao-letais
A empresa Alternative Ballistics, com sede no estado americano da Califórnia, desenvolveu um acessório que pode ser facilmente instalado em armas de fogo, como revólveres, tornando suas balas não letais.
O objetivo da invenção é permitir que policiais incapacitem um suspeito, sem causar lesões gravíssimas ou morte.
A característica mais importante do acessório, chamado The Alternative, é que ele não interfere com o funcionamento de um revólver de qualquer maneira.
Ele pode ser anexado no cano da arma sem atrapalhar a visão, e mantendo até mesmo o espaço de outros acessórios, como a lanterna.
Uma vez que uma pessoa dispara a bala não letal, o anexo é liberado, e o revólver retorna a seu estado normal, pronto para um próximo disparo (desta vez, potencialmente fatal).
O anexo é projetado para uso único, mas, caso a pessoa queira disparar uma segunda rodada não letal, é muito fácil adicionar um novo The Alternative ao revólver.

A tecnologia
Como o anexo torna a bala menos letal? Reduzindo sua velocidade.
A esfera de metal oca na extremidade do cano da arma é projetada para segurar a bala conforme ela sai do cano.
Em seguida, a esfera viaja junto com o projétil, reduzindo sua velocidade em até 80%. Assim, quando há o impacto, há também menos chance da bala perfurar a carne e causar graves lesões internas no suspeito.
Ainda assim, ela atinge o alvo com força suficiente para derrubá-lo. É tão não letal quanto outras armas do tipo, só que muito mais precisa.
Segundo a Alternative Ballistics, como o The Alternative é tão fácil de instalar, ensinar oficiais de aplicação da lei a utilizar o acessório exige tempo adicional ou custo mínimos durante seu treinamento regular.
A empresa afirma que essa é uma alternativa não letal rápida sempre ao alcance, por isso há uma chance melhor de que seja usada com mais frequência.

arma-com-balas-nao-letais3