13.899 – Mega Memória: Benito de Paula, Ufanismo em Plena Ditadura


Na década de 70 em plena ditadura, Benito de Paula fez sucesso o Amigo Charles Brown

O que é ufanismo?

É o orgulho exagerado de algo, comumente utilizado no Brasil para se referir ao patriotismo excessivo, ou seja, um grande orgulho que determinado indivíduo possui de seu país, pátria e nação.

A palavra ufanismo é um neologismo da língua portuguesa brasileira, criada em alusão a obra “Porque me Ufano do Meu País” (1900), de autoria do Conde Afonso Celso. O termo ufano provém da língua espanhola, significando a característica de um grupo que se auto vangloria.

Ao contrário do patriotismo e nacionalismo, que podem ser interpretados como conceitos positivos até certo nível, o ufanismo é visto como um exagero desmedido do “amor pela pátria”. Neste caso, o ufanismo é comparado a ideias pejorativas, como de vaidade, jactância e arrogância.

Alguns dos principais sinônimos de ufanismo são: nacionalismo exagerado e patriotismo exacerbado.

Você pode até não conhecer Benito Di Paula, mas já deve ter ouvido os versos que dizem Ê, meu amigo Charlie Brown/Ê, meu amigo Charlie Brown/ Se você quiser, vou lhe mostrar… Ou então a triste história de “Retalhos de Cetim”.

O começo
Já fazia shows na noite, quando uma gravadora pediu para que eu gravasse os sucessos da época com orquestra com a qual eu me apresentava e meu piano. Gravei “Azul da Cor do Mar”, do Tim Maia, “Madalena”, do Ivan Lins, “Na Tonga da Mironga do Kabuletê”, do Vinicius de Moraes, e gravei também “Apesar de Você”, do Chico, e meu disco acabou sendo censurado (risos). Achei uma sacanagem, mas aí que quis fazer mesmo.

Piano com samba

Desde criança, sempre ouvia Luiz Gonzaga, Ataulfo Alves, Tito Fuentes, Xavier Cougar. Misturo todos esses ritmos na minha música. Além do samba, mas não sou sambista. Sambista é o Paulinho da Viola. Eu sou sambeiro.

 

13.898 – O Disco de Vinil


acervo vinil
Obsoleto, nada prático mas ainda utilizado, esse acervo de vinil acima caberia num único pen drive do tamanho de uma unha humana.

É uma mídia desenvolvida no final da década de 1940 para a reprodução musical, que usa um material plástico chamado vinil.
(normalmente feito de PVC), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, que podem ser reproduzidas através de um toca-discos.
O disco de vinil possui microssulcos ou ranhuras em forma de espiral que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico, que é posteriormente amplificado e transformado em som audível (música)
O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações – RPM (rotações por minuto) – que até então eram utilizados, existentes desde 1890. Os discos de vinil são mais leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio (que deve ser feito sempre pelas bordas). Mas são melhores, principalmente, pela reprodução de um número maior de músicas – diferentemente dos discos antigos de 78 RPM – (ao invés de uma canção por face do disco), e, finalmente, pela sua excelência na qualidade sonora, além, é lógico, do atrativo de arte nas capas de fora.
A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (ou CD, então lançado em agosto de 1982 na Alemanha pela Polygram) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.
Em maio de 2002 saem nos EUA os primeiros títulos em DataPlay, lançados inicialmente por Britney Spears e NSync. Nesse mesmo ano o CD já dominava 72% do mercado mundial.
A gravação e produção do disco de vinil segue um processo mecânico complicado, do tipo analógico, que se completa em sete etapas. Apesar da complexidade, a produção de um disco não dura mais de meia hora no total.
A sonda Voyager leva consigo um disco de ouro com vários sons característicos do ser humano, sons e canções de todo o tipo de culturas; o formato escolhido foi o disco com sulcos, já que é o formato com o funcionamento mais simples de todos. Na foto vê-se a frente do disco, sendo o lado com a gravação o de trás.
Ressurreição do vinil?
Nos EUA, o comércio de vinil voltou a crescer acima de 50% em 2014. De acordo com o The Wall Street Journal, ao todo 9,2 milhões de LPs foram vendidos no ano passado, um crescimento de 53% em relação a 2013. No total, a pesquisa de Nielsen SoundScan aponta que as compras dos discos nos EUA representam 6% de todo consumo de música no país. Entre os artistas que mais venderam disco de vinil, estão: Artic Monkeys e Lorde, entre outras bandas que atraem um público mais jovem no país e no restante do mundo.
No Brasil, O LP foi lançado comercialmente em 1951, mas só começaria a suplantar o formato anterior a partir de 1958 (formato 78 RPM de 10 polegadas fabricados em goma-laca, que foram introduzidos no país em 1902 e abandonados de vez em 1964). Com o lançamento do CD em 1984, anos depois o LP começou a perder espaço (isso a partir de 1992). Em 1991 foram vendidos 28,4 milhões de LPs no Brasil. Em 1993 foram vendidos 21 milhões de CDs, 16,4 milhões de LPs e 7 milhões de fitas cassetes e em 1994 foram 14,5 milhões de LPs. O LP ainda manteve vendagens razoáveis até o final de 1995, mantendo nesse ano vendagens entre 5 e 10 milhões de cópias.
As grandes gravadoras produziram LPs até 31 de dezembro de 1997, restando apenas uma gravadora independente em Belford Roxo (a Vinilpress), vindo a falir no ano 2000 fazendo o vinil praticamente sair das prateleiras do varejo fonográfico. Apesar disso, uma pequena parte ainda foi comercializada até meados de 2001, quando começaram a popularizar mídias digitais tais como o Ipod e o Napster.

13.771 – Instrumentos Musicais – Compre um Stradivarius e faça um estrago no bolso


stradivarius
Stradivarius é o nome dado por antonomásia, aos instrumentos de corda, principalmente violinos, construídos por membros da família Stradivari, sendo os mais reputados aqueles construídos pelo luthier Antonio Stradivari (1644–1737) entre os séculos XVII e XVIII. Durante os últimos três séculos luthiers e cientistas estudaram os instrumentos do construtor italiano sem chegar a nenhuma conclusão concreta sobre a razão de os violinos soarem tão bem. Hoje em dia a palavra “Estradivário” é também associada à excelência de qualidade, chamando-se o “Estradivário” de qualquer área ao melhor do que nela há. Estima-se que Stradivari construiu 1116 violinos após 1666, dos quais cerca de 500 estão ainda em circulação.
Dependendo do ano de construção, da condição e de outros fatores como, por exemplo, a quem pertenceu, os violinos Stradivari atingem diferentes valores, todos eles astronômicos.
Os violinos da década de 1680 e do chamado período do “Padrão Longo”, entre 1690 e 1699, são os menos ruins com valores compreendidos entre centenas de milhares e alguns milhões de euros. O famoso “Molitor”, construído em 1697, foi vendido por 3,6 milhões de dólares em 2010 à violinista Anne Akiko Meyers num dos leilões online da Tarisio, um recorde na altura.
Já os violinos construídos entre 1700 e meados da década de 1720, o chamado “Período de Ouro”, podem valer dezenas de milhões de euros. Uma das mais famosas vendas de um violino deste período foi a do “Lady Blunt” (apelidado após 30 anos sob a posse de Anne Blunt, neta do poeta inglês Lord Byron), efectuada em Junho de 2011 num leilão promovido pela Fundação de Música Japonesa. O instrumento foi vendido a um licitante anónimo por 15,9 milhões de dólares, e a receita reverteu a favor das vítimas do tsunami do Japão.
As madeiras primárias utilizadas na construção de violinos, violoncelos e violas são o abeto para o tampo superior; e o bordo para o tampo inferior, as partes laterais e o braço. A estrutura é reforçada interiormente com salgueiro, e para as cravelhas e o ponto é utilizado ébano. Era com estes materiais que Antonio Stradivari construía os seus instrumentos.
Especula-se sobre o tratamento que o luthier dava à madeira que utilizava; contudo, provas científicas mostram que elementos químicos como fluoreto, bórax, crômio e sais de ferro estão presentes na composição da mesma. O verniz aplicado nos instrumentos resultava de uma mistura de borracha solúvel em óleo, com boa qualidade de secagem, e substâncias corantes. Para a construção dos violinos o mestre italiano usava uma forma a partir da qual construía o violino exteriormente. 1685 foi um ano revolucionário na manufacturação dos violinos, pois Estradivário aumentou as medidas padrão para um valor semelhante àquelas utilizadas pelo seu ensinante Nicola Amati, influenciando assim a produção de som. A meticulosidade do design utilizado na cravelhas, ponto, rebordo e cavalete também distingue o construtor.

13.724 – Tema de Apresentação do ☻ Mega – Instrumental Clássico dos anos 80 é Tema de Apresentação do Blog


Em 1995, Paul Hardcastle, um dos maiores arranjadores de todos os tempos e ainda em atividade lançaria esse instrumental clássico. Em 1988, três anos depois surgiu o ☻ Mega Arquivo, das páginas de um ex diário. Escolhido quase 30 anos depois como tema de abertura essa obra prima do Acid Jazz

 

13.601 – MPB – Benito de Paula


Uday Vellozo ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito di Paula. Nascido em 1941, em Nova Friburgo, RJ, é um dos grandes nomes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana.
Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70
Seu estilo musical é conhecido como “samba-jóia”, ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzisticos.
Seu primeiro disco “Benito Di Paula” de 1971, foi censurado por trazer a música “Apesar de Você” de Chico Buarque.
eu segundo LP, “Ela” também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, “Um Novo Samba”, onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música “Retalhos de Cetim”.
Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Vai Ficar Na Saudade”, “Se Não For Amor”, “Amigo do Sol, Amigo da Lua”, “Mulher Brasileira” e “‘Ah! Como Eu Amei”. Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este
Comandou o programa “Benito di Paula e seus convidados – Brasil Som 75” na TV Tupi. Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e principalmente na América Latina.
Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.
No dia 25 de outubro de 2017, em votação na Câmara dos deputados onde 251 integrantes da bancada governista barraram a segunda denúncia (participação em organização criminosa) da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, Benito di Paula teve sua música “Tudo Está no seu Lugar” cantarolada e parodiada pelo deputado Carlos Marun (PMDB/MS) em comemoração à vitória da base aliada. Dois dias após, Benito di Paula publica um vídeo respondendo ao ato de Marun sentindo-se desrespeitado pois “tem nojo de política”. Contando ainda que quando precisou da ajuda de prefeitos para consertar o telhado da casa de sua mãe, não obteve. Trabalhou muito em São Paulo, enfrentou a ditadura militar, “levou porrada” e compôs a referida música quando conseguiu comprar outra casa para ela, disse Benito.

Uma Extensa Discografia:
1971 – Benito di Paula (Copacabana)
1972 – Ela (Copacabana)
1973 – Um Novo Samba (Copacabana)
1974 – Gravado ao Vivo (Copacabana)
1975 – Benito di Paula e Seus Convidados – Brasil Som 75 (Copacabana)
1975 – Benito di Paula (Copacabana)
1976 – Benito di Paula (Copacabana)
1977 – Benito di Paula / Assobiar ou Chupar Cana (Copacabana)
1978 – Benito di Paula (Copacabana)
1978 – Caprichos de La Vida Copacabana)
1979 – Benito di Paula (Copacabana)
1980 – Benito di Paula (Copacabana)
1981 – Benito di Paula (WEA)
1982 – Benito di Paula (WEA)
1983 – Bom Mesmo É o Brasil (WEA)
1984 – Que Brote Enfim o Rouxinol que Existe em Mim (RGE)
1985 – Nação (RGE)
1986 – Benito di Paula / Instrumental
1987 – Quando a Festa Acabar (Copacabana)
1990 – Fazendo Paixão (BMG Ariola)
1992 – A Vida Me Faz Viver (Copacabana)
1994 – Pode Acreditar (RGE)
1996 – Baileiro (Paradoxx Music)
1999 – Raízes do Samba
2009 – Ao Vivo (CD e DVD, EMI Music)
2016 – Essa Felicidade É Nossa (RYB8 Music)

13.587 – TV – Série Autópsia de Famosos


Amy Winehouse
Apresentada no Discovery Channel

Com laudos oficiais, médico extingue boatos que cercam a vida e a morte de celebridades, investigando a real causa das tragédias.
A morte repentina e trágica de pessoas famosas gera muitos boatos e especulações, que deixam os fãs inconsoláveis com mais perguntas que respostas.
Nesta série de documentários, que conta com laudos oficiais e métodos científicos, o renomado médico legista Jason Payne-James analisa os fatos incontestáveis revelados pelas autópsias de celebridades que morreram em circunstâncias misteriosas, lançando uma nova luz sobre suas vidas extraordinárias.
Além de depoimentos de profissionais da área médica, apresentamos a sequência de eventos que levou à sua morte precoce e os relatos de pessoas que presenciaram os fatos, revelando um retrato íntimo de como os artistas viviam até sua partida precoce.
O programa número 1 trouxe matéria sobre a morte de Michael Jackson, já estiveram também no programa Elvis Presley, Whitney Houston, Karen Carpenter entre outros.

O primeiro episódio dessa temporada de Autópsia de Famosos traz o caso da cantora britânica Amy Winehouse.
Amy Winehouse foi uma das cantoras e compositoras mais talentosas de sua geração. O álbum Back to Black vendeu mais de 20 milhões de cópias e ganhou inúmeros prêmios. Sua voz profunda, a honestidade crua de suas letras e sua personalidade vibrante conquistaram o coração de milhões.
Mas às 15h30 do dia 23 de julho de 2011, Amy foi encontrada morta no quarto de sua casa em Camdentown, norte de Londres. No inquérito, o legista concluiu que ela morreu de intoxicação alcoólica.
Amy travou uma longa e pública batalha contra a dependência. Mas nas semanas anteriores à sua morte, ela havia feito grandes progressos: tinha parado de se drogar e tentava controlar o consumo de álcool. Então, por que ela teria bebido até morrer?
Usando informações reveladas pela autópsia, depoimentos ouvidos no inquérito e relatos de testemunhas, o Dr. Jason Payne James investiga os últimos dias de Amy Winehouse.

13.573 – Instrumentos Musicais – O que é um diapasão?


diapasão
Trata-se de um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. Foi inventado por John Shore (1662–1752) em 1711, trompetista de Georg Friedrich Haendel. A forquilha é afinada em uma determinada frequência (atualmente o mais comum é o Lá de 440 Hz). Ao ser golpeado contra uma superfície, as duas extremidades da forquilha do diapasão vibram produzindo a nota que será utilizada para afinar o instrumento musical. Em geral, é necessário encostar a outra extremidade do diapasão na caixa de ressonância do instrumento para amplificar seu som e permitir que seja ouvido à distância. O mesmo efeito pode ser conseguido se a extremidade do diapasão for encostada na caixa craniana próximo à orelha. Com as mesmas finalidades, existe também o diapasão de sopro, normalmente utilizado para afinar guitarras e outros instrumentos de cordas. Esses diapasões são como pequenas gaitas, que têm uma palheta afinada para a altura de cada corda do instrumento a afinar. Essas pequenas gaitas, são conhecidos por Lamiré (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa), forma aglutinada das notas “Lá”, “Mi” e “Ré”. Daí a expressão “dar um lamiré”.
O diapasão permite determinar a característica de um som relacionada com a frequência de vibração das ondas sonoras. Os sons agudos têm frequências mais altas do que os sons graves. Quando um violinista afina seu instrumento, ajusta cada corda de maneira que vibrem um certo número de vezes por segundo. Na realidade, a maioria dos sons que ouvimos é uma mistura de várias frequências. Os sons produzidos por um instrumento musical, um apito ou uma sirene têm várias frequências ao mesmo tempo. A frequência mais baixa, chamada fundamental, é considerada a frequência da nota musical. A fundamental é produzida pela vibração do objeto de acordo com o comprimento, massa ou outras características físicas. As frequências mais altas, chamadas harmônicas, são produzidas por vibrações secundárias desse corpo. As frequências harmônicas são múltiplos inteiros da frequência fundamental.

13.513 – Música Disco – Brother Johnson


A Brothers Johnson é uma banda composta por músicos americanos e irmãos George Johnson e Louis Johnson.

FORMAÇÃO
O guitarrista / vocalista George e baixista / vocalista Louis formou a banda Johnson Três Plus One com irmão mais velho, Tommy, e seu primo Alex Weir , enquanto freqüentava a escola em Los Angeles , Califórnia. Quando eles se tornaram profissionais, a banda apoiou tais de turismo de R & B atua como Bobby Womack e as Supremes. George e Louis Johnson juntou mais tarde Billy Preston banda, e escreveu música na minha vida e as crianças e Me para ele antes de deixar o grupo em 1973. Em 1976, os irmãos cobriram a Beatles ‘ song , Hey Jude , para o documentário musical efêmero Tudo isso e Segunda Guerra Mundial .
Quincy Jones contratou para tocar em sua loucura LP Mellow, e gravou quatro de suas canções, incluindo É o amor que estamos perdendo? e apenas um gosto de mim.
Depois da turnê com vários artistas, como Bobby Womack e Billy Preston, Quincy Jones contratou-os para um passeio no Japão e produziu seu álbum de estréia olhar para fora para, lançada em março de 1976. O direito On Time álbum foi lançado em maio 1977 e alcançou o número 13 na Billboard Hot 200. Blam! saiu em agosto de 1978 e alcançou o número 7 no Billboard 200.
Duas das músicas da dupla foram destaque na trilha sonora do filme Mother 1976, jarros e velocidade. Os polegares faixa instrumental Thunder e Lightnin ‘Licks refere-se a dos irmãos apelidos. Get The Funk Out Ma cara foi co-autora com Quincy Jones.
A dupla se separou em 1982, resultando em carreiras solo breves para os irmãos.
No Brasil emplacaram com 3 sucessos, o principal Stomp, primeiro da Bilboard:

 

13.371 – História do Rádio – Derrocada do FM


nova fm2

O que aconteceu com as rádios FM? Por que a programação mudou tanto? Por que n é possível mais ouvir músicas de qualidade. A antiga programação das FMs, mais voltada para músicas, desde as primeiras emissoras na década de 70, foi paulatinamente se assemelhando mais as emissoras de AM, com programação direcionada para notícias, esportes e prestação de serviço.

E aí pessoal da Revista Som 3, estão satisfeitos? Faço referência a uma matéria dessa revista escrita em 1980 onde dizia que o FM tinha que se espelhar na “dinâmica” do AM e que o “listão das músicas do FM era chato único e repetitivo”, O listão das músicas do FM era chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…chato único e repetitivo…

O que é Rádio FM?

A faixa de transmissão FM, utilizado para transmissão por emissoras de rádio FM difere entre as diferentes partes do mundo. Na Europa e África (Região 1 UIT), abrange 87,5-108,0 megahertz (MHz), enquanto na América (ITU Região 2) varia entre 87,7-108,0MHz. A faixa de transmissão FM no Japão usa 76,0-90MHz. A banda OIRT na Europa Oriental é 65,8-74,0MHz, embora esses países agora usam principalmente a banda 87,5-108MHz, como no caso da Rússia. Alguns outros países já descontinuaram a banda OIRT e mudaram para a banda 87,5-108MHz.
Uma rádio em FM apresenta uma ótima qualidade sonora mas com limitado alcance, chegando em média a 100 quilômetros de raio de alcance. Em condições esporádicas de propagação, é possível sintonizar emissores a centenas de quilômetros. A potência dos sistemas de emissão pode variar entre poucos watts (rádios locais) até centenas de quilowatts, no caso de retransmissores de grande cobertura.
O FM dispõe de um sistema de envio de informação digital, o RDS (Radio Data System) que permite apresentar informações sobre a emissora sintonizada. Também, a boa qualidade de som desta gama de frequências de radiodifusão é adequada ao uso da estereofonia.

Cronologia:
1933 – O americano Edwin Armstrong demonstra o sistema FM para os executivos da Radio Corporation of America (RCA).
1939 – Armstrong inicia operação da primeira FM em Alpine, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
1942 – Os primeiros emissores em frequência modulada (FM) são produzidos nos EUA, pela General Electric.
1968 – Entra no ar, em Manaus, Amazonas, a Rádio Tropical FM, a primeira rádio em FM no Brasil e a segunda na América do Sul.
1969 – É criado o Grupo Bel e com ele a primeira rádio em FM estéreo no Brasil e na América do Sul, a Rádio Del Rey FM de Belo Horizonte, atual 98FM.
A FM permite uma recepção em alta-fidelidade (qualidade técnica), mas seu alcance é pequeno (quase o mesmo da TV).

No Brasil
Diversas rádios AM retransmitem seu sinal em FM (caso da Rádio Gaúcha, da Rádio Globo da Rádio Bandeirantes, Rádio Jovem Pan).
Outras rádios resolveram transferir seu sinal de AM pra FM (caso da CBN Curitiba).
Outras rádios em FM investem apenas em conteúdo jornalismo (caso BandNews FM).
Outras rádios nasceram com sinal FM e como pioneiras em algumas regiões, especialmente no Estado de São Paulo
As mais comuns rádios FM no Brasil são aquelas que transmitem música, especialmente de público jovem, adulto, sertanejo e religioso.
É o sinal mais ouvido no Brasil. Muitas rádios FM se conectam em Redes (caso da Rede Transamérica, Jovem Pan e Mix FM)
É muito usada pra transmissão ilegal de rádio (rádio pirata), sendo isso crime.

Processo irreversível
Em 7 de novembro de 2013, foi assinado o decreto que permite a migração às emissoras de rádio que operam na faixa AM migrarem para a faixa FM.
A Rádio Progresso de Juazeiro do Norte no Ceará, foi a primeira emissora a fazer a migração do AM para o FM no país. A solenidade que marcou a mudança de faixa ocorrer sexta-feira dia 18 de março de 2016, às 20h30, na sede da emissora, e contou com a participação do ministro das Comunicações, André Figueiredo..

AM não será extinto
De acordo com o site Tudo Rádio, o serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. As estações que não solicitaram a migração para o FM poderão continuar no ar em AM. O que será extinto é a categoria de AM local, ou seja, as estações de baixa potência. Das locais que operam em AM e não desejam ir para o FM, deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional), ou seja, entendo que deverá ter remanejamento de frequências.
As emissoras que ocuparão as faixas do FM estendido deverão ficar no ar ainda por 5 anos, retransmitindo a mesma programação do AM.

 

13.360 – Mega Clássicos – Kung Fu Fighting


Carl_Douglas_–_Kung_Fu_Fighting

É uma famosa canção do jamaicano Carl Douglas. Douglas foi o primeiro artista jamaicano a chegar ao topo das paradas musicais note americanas, o que ocorreu em 1974.Na época o Kung Fu e seus filmes eram muito populares mundialmente, tanto que foi lançada uma famosa série de TV com o ator David Caradine

Ano: 1974

Formato(s) VinilGênero(s)

Disco, funk rock

Duração 6:18

Gravadora(s) Pye Records

Composição Carl Douglas

Produção     Biddu

Bruce-Lee
Bruce Lee

13.245 – Audiotecnologia – A invenção do k7


Depois do vinil, derivado do gramofone, foi a tecnologia de gravação que mais tempo demorou no mercado.
A fita cassete (também conhecida como K7 ou compact cassette) reproduz áudios. É formada por dois carretéis e uma fita magnética coberta por substância à base de ferro ou de cromo. Nela, há milhões de imãs bem pequenos que formam um campo magnético. Ao gravar uma música, as partículas se ordenam de modo que conseguem captar o som.
Todo esse mecanismo é revestido por plástico para facilitar o manuseio e a utilização. Diferentemente do CD e MP3, se quiser escutar a mesma música é preciso rebobinar, ou seja, apertar o botão que faz a fita voltar e dar stop no ponto que deseja ouvir.
O K7 foi lançado oficialmente em 1963 pela empresa holandesa Philips. Tinha cerca de 10 cm e caixa plástica que permitia maior economia de espaço e excelente manuseio comparado às fitas tradicionais da época, que eram de rolo (uma forma ainda mais antiga de gravar áudios).
No início, era possível gravar apenas 30 minutos em cada lado da fita, totalizando uma hora de gravação. Se usasse mais tempo, a qualidade do som ficava ruim. Ao longo do tempo, foram acrescentados recursos tecnológicos e as fitas passaram a armazenar conteúdo por 45, 60, 90 e até 120 minutos. A invenção representava uma revolução na época, pois ampliava as possibilidades de reproduzir música.
Lógico que há muito mais pra se falar dessa tecnologia, pois surgiram depois as fitas de cromo e metal para alta fidelidade, mas isso pode ser visto em outro artigo do ☻ Mega.

O walkman, primeiro leitor de áudio portátil, ajudou a aumentar o número de usuários das fitas. Assim como o MP3, fez muito sucesso entre pessoas que adoravam ouvir música em todo lugar. No entanto, era bem maior do que os aparelhos que temos hoje e precisava de pilhas.

Do vinil ao CD player
Atualmente é difícil ver alguém usar fita cassete para ouvir a música preferida ou para gravar um som. Há anos esse mecanismo não é mais utilizado. O mercado de cassetes entrou em decadência no fim da década de 1980 devido ao aparecimento do CD player, que tem maior espaço para armazenamento de dados e músicas e qualidade de áudio superior. Também permite mudar as faixas rapidamente e pode durar por mais tempo. Afinal, as fitas magnéticas são facilmente danificadas pelo calor.
Desde os anos 2000, a forma de armanezar músicas e dados é feita por meio da mídia digital. Chamada MP3, a nova tecnologia pode vir em um CD, cartão de memória ou DVD. Tem qualidade de som superior e maior duração.

MAIS ANTIGO
O CD é a versão moderna do disco de vinil, que toca na vitrola. É feito de resina plástica derivada do petróleo, chamada policloreto de vinila ou PVC (mesmo material dos tubos e conexões usados em construções). O vinil surgiu em 1948, mas só começou a ser produzido em grandes quantidades na década de 1970. Ele era chamado de Long-Play (LP).

 

Fita Gradiente

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13.147 – R&B – A Gravadora Buddah Records


Buddah Records foi uma gravadora fundada em Nova York em 1967. O selo nasceu de um ramo de distribuição da MGM Records, a Kama Sutra Records.
A gravadora possuía artistas de diversos tipos de gêneros musicais, como o bubblegum (Ohio Express), folk-rock (Melanie), música experimental (Captain Beefheart) e soul music (Gladys Knight & the Pips).
Nos anos 70 ela se especializou em R&B e disco music, lançando nomes como Andrea True Connection e Chic, com singles de grande sucesso comercial, mas entrou em concordata em 1976, lançando discos esporadicamente. Seus últimos lançamentos foram em 1983, com seu catálago passando às mãos da BMG em 1998.
A BMG reativou a gravadora em 1998, agora com o nome de Buddha Records e hoje seu catálago de gravações pertence à Sony Music.

13.146 – Vida Noturna – Corona na Over Night


Pra quem não conhece, Corona é uma cantora brasileira que canta em inglês e estourou em meados da década de 1990 no Brasil, EUA e resto do mundo com 3 singles.
Com o single “The Rhythm of the Night”, a cantora alcanço #11 na Billboard Hot 100 e a primeira posição na Itália. A canção “Baby Baby” também chegou ao primeiro lugar na Itália.
A lendária Over Night, considerada a melhor casa noturna de São Paulo vai trazer Corona de volta, para comemorar o aniversário de segundo ano do retorno da tradicional danceteria, agora na Vila Olímpia, um dos mais badalados bairro da cidade.
Um pouco mais:
Vivendo na Europa, Olga trabalhou, de 1991 a 1994, como professora, dando aulas de dança e cantava lambada e era a protagonista de um musical em Roma, até ser descoberta por um produtor italiano, Francesco Bontempi. Após os primeiros encontros com o produtor italiano Francesco Bontempi (também conhecido como Lee Marrow), começaram o trabalho para Corona. O primeiro single foi The Rhythm of the Night, lançado em 05 de novembro de 1993 na Itália pelo selo DWA Records. O lançamento mundial ocorreu no ano seguinte. A canção contem um trecho de “Playing With Knives” do grupo Bizarre Inc. O single liderou a parada de música italiana durante 16 semanas consecutivas. No entanto, a música não foi lançado em outros países até o ano seguinte, quando atingiu o número um em países como Espanha, Portugal, Grécia e Romênia. No Reino Unido, a canção ficou no segundo lugar da parada principal por um mês. No verão de 1994 a canção dominou os Estados Unidos, atingindo a posição #11 da Billboard Hot 100.
Em 1995, o álbum foi lançado, trazendo outros dois hits que atingiram o número um do Eurochart, Baby Baby e Try Me Out. Entre 1994 e 1999 Corona fazia cerca de 7/10 shows semanais. Olga chegou a brincar dizendo que “não tinha tempo nem para ir ao dentista”.
O segundo álbum de Corona, “Walking On Music”, foi lançado em junho de 1998, com um lançamento a nível mundial. A época, Olga era considerada a “Rainha do Eurodance”. Mesmo não repetindo o sucesso do primeiro álbum, “Walking On Music” debutou no número um da parada de álbuns da Itália e chegou à Billboard 200, vendendo cerca de 4 milhões de cópias até 2001.
Ao fim de janeiro de 2013, Olga comprou uma casa em São Paulo, onde passou a viver com seu marido, após viver 20 anos na Europa. “Bateu saudade dos cheiros, das cores, da alegria. Queria renovar meu look e minha música e pensei: por que não fazer isso no Brasil?” ela declarou.

Do Site Oficial:
Aniversário 2 anos da OVERNIGHT – Show CORONA
Data: 24/03/2017
Horário de Abertura: 23:00
Horário Término: 05:00
Endereço – Rua Gomes de Carvalho, 799 – Vila Olímpia – São Paulo – SP
(11) 95155-0702
(11) 3582-3637

Corona show

 

13.078 – Música – Dionne Warick em Sampa


Heartbreaker_Dionne
A cantora Dionne Warwick vem ao Brasil em março de 2017 para duas apresentações especiais. A norte-americana se apresentará em 19 de março no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e no dia 23 no Espaço das Américas em São Paulo.
Ícone da cultura pop, Dionne já ganhou cinco prêmios Grammy. Com cinco décadas de sucessos, a cantora tem mais de 100 milhões de discos vendidos.

 

São Paulo

Onde: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo-SP
Data: 23 de março de 2017
Horário: 22:00hs
Preços: a partir de R$ 90,00
Ingressos: http://www.ingressorapido.com.br
Informações: http://www.poladian.com.br

Espaço das Américas
É uma casa de show que recebe eventos esporádicos, festas universitárias, casamentos, formaturas, comemorações fechadas e apresentações de artistas e bandas nacionais e internacionais. O espaço possui diversos ambientes, como bares, salão, hall, camarins, palco e área com telão. E todos os ambientes são acessíveis a deficientes físicos, incluindo banheiros adaptados.
A estrutura conta com quatro bares, cada um com balcão de 15m a 18m de comprimento; quatro camarins mobiliados, com banheiros privativos e ar condicionado; hall de entrada com 438m², bar e capacidade para 1000 pessoas; salão de 4.350m² e capacidade para 8000 pessoas e 250 mesas; cinco telões de 6,40m por 470m ao redor do palco e mais um de 5,30m por 310m no hall; sete projetores e duas câmeras para transmissão simultânea; palco com 10m de pé direito, 20m de largura e 12m de comprimento; chapelaria; e cozinha industrial; entre outros ambientes.

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13.014 – Música – A Morte de George Michael


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O cantor britânico George Michael, de 53 anos, morreu neste domingo (25-12-2016), de acordo com o site de notícias da BBC. A informação teria sido confirmada pelo seu assessor: “Ele morreu em paz em casa”, disse.
A polícia de Thames Valley confirmou que ao serviço de ambulância compareceu a uma propriedade em Goring, Oxfordshire, mais cedo e que não havia circunstancias suspeitas.
Michael, que nasceu Georgios Kyriacos Panayiotou no norte de Londres, vendeu mais de 100 milhões de álbuns ao longo de uma carreira que se estende por quase quatro décadas.
“É com grande tristeza que podemos confirmar que o nosso astro, irmão e amigo George faleceu pacificamente em casa durante o Natal”, disse o representante do músico, em um comunicado. “A família gostaria de pedir que a sua privacidade seja respeitada neste momento difícil e emocional.”

Michael era Gay?
Em abril de 1998, Michael foi preso por “ato obsceno” num banheiro de Los Angeles, enquanto estava acompanhado de um homem. Depois do episódio, ele acabou com anos de especulação sobre sua sexualidade e anunciou ser gay.
Antes disso, contudo, Michael teve namoros com mulheres. Uma delas foi a atriz Brooke Shields (“A lagoa azul”). Em sua autobiografia, ela dá detalhes do relacionamento, segundo o site Huffington Post. Brooke teria cogitado, inclusive, perder a virgindade com o cantor. “Minhas roupas estavam praticamente caindo de meu corpo”, comentou ela em entrevista ao programa “The Talk”, em julho do ano passado. Michael, no entanto, terminou o namoro, sob o argumento de que precisava se concentrar na própria carreira.
Nascido em 25 de junho de 1963, em 1981 criou o Wham! com seu colega de escola, Andrew Ridgeley. Até a sua separação, em 1986, este dueto disco pop teve um grande número de sucessos (“Wake Me Up Before You Go-Go”, “Everything She Wants”), sobretudo junto a um público de jovens adolescentes, na sua maioria feminino.
Lançou seu primeiro compacto solo em 1984, a balada “Careless Whisper”, que se tornou um hit mundial.
Em maio de 2008, George Michael teve sua carteira de habilitação para dirigir veículos suspensa por dois anos, depois de ser considerado culpado por conduzir sob efeito de drogas.
Em 2010 foi condenado a oito semanas de prisão, depois de ter provocado, em julho desse ano, um acidente de carro, em Londres. O cantor, que estava sob efeito de cannabis, bateu seu carro numa loja de fotografia, foi também multado e proibido de conduzir por cinco anos.
Em junho de 2015 foi internado numa clínica na Suíça por causa da sua dependência da cannabis. Na altura confessou fumar até 25 cigarros de marijuana por dia.

 

12.999- Rádio – Mesmo com apresentador chato, o Energia na Véia da Energia 97 ainda resiste duas décadas no ar


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A ideia era boa, a de trazer os grandes clássicos dos anos 70, 80 e 90 de volta, mas o formato do programa deixa muito a desejar.
Um programa de 2 horas de duração que traz no máximo meia hora de música e onde os DJs que deveriam ser protagonistas, são meros coadjuvantes. Os outros 90 minutos são de piadas sem graça, informações de trânsito e participações de ouvintes, muito parecido com a obsoleta e popularesca programação das rádios AM.
Com 4 décadas de experiência em programas de rádio,lanço o meu olhar crítico para esse programa que poderia ser melhor se destacasse o trabalho dos DJs. Em vez disso, tem como apresentador um chato de galochas, um tal de Sílvio Ribeiro, que só quer aparecer.
Falo da Energia na Véia e acho incrível como esse programa ainda resiste no ar, o Disco Classics da Alfa FM, por exemplo, que era muito melhor, extinguiu-se depois de pouco mais de uma década no ar.
Mas é claro que o programa tem o mérito de manter as grandes clássicas da era Disco, do R&B e da House ainda no ar, coisa que nenhuma outra emissora aberta faz. E faço ainda uma ressalva sobre essa crítica porque um programa que participa feras como o DJ Akeen e Iraí Campos não poderia ter um formato tão pobre e se por isso é digno de crítica, ressalto que a programação musical da maioria da outras emissoras está abaixo da crítica.

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Eis o chato de galochas

Preste atenção nesse vídeo, ele diz que é o “melhor” programa de flash back, só esqueceu de dizer que era o único”

12.973 – Música – DJs no rádio


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Vamos falar aqui só de FM, embora um programa famoso da rádio
Mundial do RJ, o Ritmo de Boate, tenha também se destacado.

O primeiro programa que me vem a lembrança, foi o Jovem Pan Disco Dance, na Jovem Pan 2, apresentado por Mike Nelson (na realidade Tutinha, o “Boss” da rádio) e Jackie Costeau (Alaor Coutinho).
Este programa estreou em fevereiro de 1978 e tinha como base os lançamentos internacionais, mixagens, excelentes vinhetas e muito, mas muito humor, característica herdada da Jovem Pan AM com seu famoso “Show de Rádio”.
As mixagens e a plástica do programa ficavam a cargo de Tuta Aquino e também do Dj Grego , já consagrado DJ, que sempre estava por lá fazendo suas edições clássicas.
Mike Nelson comandou também por algum tempo, o programa “Super-Quente”, que chegou até ter o nome inicial de “Cidade Quente”, mas que por razões óbvias teve que ser trocado.

Era o típico programa de “as melhores do dia”, sempre às 6 da tarde. Este programa evoluiu depois para o Hit Parade da Pan. Mas não vem ao caso.

Entre 1977 e 79, a febre “Disco” era fortíssima, embalada pelo filme Saturday Night Fever e pela Novela Dancing Day´s, com isto praticamente todas as emissoras mantinham programas especializados na Dance Music.

Começava uma super safra de deejays no dial paulistano.

Um exemplo era a Excelsior FM (90,5), que todos os dias tinha programas de discotecagem.

Com os deejays de discotecas famosas de Sampa. Ali estavam os DJ´s : Newton e Sergio Luiz do Banana Power,
DJ Robertinho do Papagaio´s,
Mister Sam (aquele mesmo da Gretchen !!),
DJ Toni da FM Disco Show,
Super-Zé e o DJ Grego, que chegou a ter dois programas na semana, um deles nas madrugadas de sábado da Excelsior FM 90,5, o “Disco Mix”.

DJ Grego e Greguinho eram os reis da edição e sempre eram convidados a participar de diversos outros programas em outras emissoras.

Na FM Record o programa era o Disco Mix, homônimo do programa do DJ Grego. As características mais marcantes do programa da FM Record era a “Reverberação” (Aliás, toda a programação era com eco, chegava a irritar) e a abertura com o “apito de trem” da música Disco Moscow do Telex.

A Transamérica Quadri-Stereo tinha o programa “Discoteque” apresentado por Carlos Townsend e também por Elói De Carlo, aos sábados à noite.

Carlos Townsend, foi o cara que mudou o conceito do FM no Brasil criando a Rádio Cidade, primeiro no Rio, depois em Sampa.

Ele comandava este programa que era mixado por um jovem DJ carioca, Giancarlo Secci, que fazia muitas montagens e medleys no programa e acabou sendo o deejay da boate mais famosa de São Paulo, The Gallery.
Com o fim do “Discoteque”, Giancarlo Secci comandou um programa próprio, que era transmitido pela Rede Transamérica e para outras emissoras no Brasil inteiro, o “Dancing Nights”.

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Este programa fez muito sucesso nas noites de sexta-feira, como uma avant-premiere do final de semana.
Para ser transmitido por todas filiadas da Rede, Giancarlo Secci gravava uma fita de rolo Master e na filial de São Paulo, replicava em, pelo menos , mais 23 fitas que eram enviadas as outras emissoras. Um trabalho e tanto para nos presentear com os últimos lançamentos.

Outro grande programa, em caráter nacional, foi o “The Big Apple Show” com Julinho Mazzei.

Início da carreira no rádio, deste que é até hoje um ícone do FM, um apaixonado por música que vivia em Nova York na época.
Julinho Mazzei começou a produzir os primeiros TBAS para a antiga Rádio Difusora de São Paulo, o programa, começou na emissora de AM e depois passou para a Difusora FM 98,5 , período que comecei a ouvir e gravar (1978).
Julinho mandava a gravação do programa, em Fita de Rolo, por qualquer pessoa, que encontrasse, no Aeroporto de Nova York e que estivesse embarcando para São Paulo. Um ritual semanal, que só mesmo um apaixonado pelo que faz, teria todo este trabalho.
Para ter a falsa impressão que o programa era transmitido, ao vivo, via-satélite (algo inviável, financeiramente, naqueles tempos), a Rádio Difusora estragava o material, adicionando um efeito, que parecia que tinha sido feito dentro de um balde. Era muito esquisito, mas as músicas e a apresentação, nota 10, eram totalmente diferentes do padrão que existia e compensavam esperar até às 11 da noite para ouvir este programa.
No final de 82, aparece a Nova Bandeirantes FM, com uma linha “Black Music” e trazendo de volta os deejays, que haviam sumido temporariamente do dial, para sua programação.

Uma rádio que começou a incomodar a concorrência, que torcia o nariz para aquela linha musical.
Todas as noites havia o programa “Meia hora para você gravar” que com o sucesso evoluiu para “Uma hora…”.

Muitos devem se lembrar de programas com os deejays Carmo da Contra-Mão, Iraí da Toco, Grande Master Ney da Chic Show, entre outros.

Uma curiosidade: Emílio Surita do Pânico, foi o locutor do horário da noite em 1983, (antes de ir para a Jovem Pan 2), e apresentava os set´s desses DJ´s.

A verdadeira Rádio DJ, foi sem dúvida, a 89 Pool FM, que tinha deejays mixando o tempo todo quase que integralmente. Se não fosse em programas específicos, era em remixes veiculados na programação normal.

A Rádio era uma verdadeira festa. Foi na 89 Pool que ficamos conhecendo novos pilotos das pick-up´s : DJ Cuca, Sílvio Muller, Dynamic Duo, Ricardo Guedes e outros já consagrados, como, Julinho Mazzei, Grego, Iraí Campos. Cabelo.

Mas como o que é bom sempre dura pouco, menos de um ano depois a rádio já estava esvaziada e ao completar 13 meses, foi substituída.

Depois da fase da 89 Pool FM, ocorreu uma entresafra de rádios dance e consequentemente os programas de mixagens tinham sumido do dial paulistano.

Um período de 2 anos que parecia uma eternidade, até que em 1987, a Bandeirantes FM (96,1), agora somente Band FM, coordenada pelo locutor João Carlos, o Joca, apostou em um estilo musical recente : A House Music.

Voltam os DJ´s e pela primeira vez acontece, programas de mixagens, “ao vivo”, no rádio, com o programa “Band Dance” com Iraí Campos, às sextas-feiras.
A Band FM, comprou um par de Technics SL-1200MKII e os deejays poderiam ali brincar.
Foi também na Band que surgiu os programas de mixagens ao meio-dia.
Com apresentação do jovem locutor Hamilton “Banana”, o Fresh Music, conquistou os amantes das pistas, neste novo horário.
Cada dia da semana uma casa noturna enviava seu deejay residente para apresentar 30 minutos do estilo musical da casa.

Já nos referimos em outra matéria aos programas Discotheque e Dancing Nights, ambos da Transamérica que também marcaram época e mereceram um capítulo a parte.

Em 1989, uma nova opção, aparece, com a proposta de realmente ser nova.
A Nova FM Record. Uma rádio que marcou. Com o slogan ” A Radio Dance”, a Nova FM Record e posteriormente Nova FM, acredito que foi a rádio mais marcante (junto com a Pool 1), com presença e influência na cena Dance de São Paulo.
Muito se deve , é claro, a boa fase musical internacional, que a rádio atravessou no final dos anos 80 e começo dos 90, com a fase de ouro da House, passando por novas tendências, como o Tecno e o Jungle, o Rap, Reggae até o Grunge.
Novamente o programa , mais famoso era na hora do almoço, nada mais sugestivo, que “Lunch Break”.
Outros programas também tiveram seu sucesso e não poderia ficar de fora : Megamix, DJ 40, Rap Attack, Seis e Dance e até o Grafite.
Junto com os DJ´s, os locutores também marcaram a Nova FM : Beto Keller, Bob Fernandes, Alexandre Medeiros, Hamilton Banana, Edu Mello, entre outros.
Nesta fase, a Nova FM, só teve mesmo um pouco de concorrência, com a Manchete FM, que tocava mais o estilo Hip-House, Miami Bass, influência da matriz da rádio. Destaco o programa “Drive Time”, nos finais de tarde, com apresentação de Ritchie (nada a ver com o cantor).

A partir dos anos 90, as rádios de público jovem, sofreram uma “pasteurização” e praticamente todas tocavam de tudo, para agradar gregos e troianos.
Mas uma Phoenix ressurgiria das cinzas, numa nova frequência (95,3), de concessão do mesmo grupo da frequência 89,1, a 95 Pool FM viria a dar as cartas novamente, tirando do marasmo em que se encontrava, o FM.
Com a coordenação do DJ Ricardo Guedes, a proposta desta rádio era resgatar as boas músicas, sem muito blá,blá,blá. O negócio era música boa e o estilo “Zero Talk”. Aí nem precisava de programas especiais, a programação era um verdadeiro oásis no deserto FM.
Mas novamente o oásis secou e junto foram as nossas esperanças de uma rádio com qualidade adulta, mas na linha Dance.
Até chegarmos na Energia 97, que mantém o mesmo estilo há mais de 10 anos, sem concorrência e sem o impacto daqueles tempos de ouro.

DJ Robertinho do Gallery

 

DJ Iraí Campos

 

 

12.972 – Música – Sylvester uma lenda da Disco, vítima da AIDS


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Sylvester James (Los Angeles, 6 de setembro de 1947 – São Francisco, 16 de Dezembro de 1988) foi um cantor estadunidense. Ele é o responsável pelo grande sucesso “You Make Me Feel (Mighty Real)” gravado em 1978, faixa do álbum “Step II” (pela Fantasy Records), e que foi número 1 da Billboard club hits. Outro sucesso seu, “Dance (Disco Heat)”. Embora o barítono fosse a tessitura natural de sua voz, ficou famoso por dominar excepcionalmente a técnica do falsete, com a qual gravou seus maiores sucessos.

Gay assumido, fazia performances como drag queen, por vezes sendo chamado de “Rainha da discoteca”. No início de 1987, revelou que era portador do HIV. Tendo sido criado em uma Igreja evangélica quando criança, respondeu, quando questionado se pensava que a doença era algum castigo de Deus por sua vida homossexual, afirmou :

“ Eu não acredito que a AIDS seja ira de Deus. As pessoas tem a tendência de culpar Deus por tudo. ”
Ficou aos cuidados da amiga de longa data Jeanie Tracy até o fim da vida. Faleceu em 16 de dezembro de 1988, aos 41 anos, em decorrência da AIDS

12.919 – Música – Marvin Gaye, sucesso e tragédia em família


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(Washington, 2 de abril de 1939 — Los Angeles, 1 de abril de 1984)
O início da carreira do cantor foi em 1961, na Motown, onde Gaye rapidamente se tornaria o principal cantor da gravadora e emplacaria numerosos sucessos durante os anos sessenta, entre eles “Stubborn Kind of Fellow”, “How Sweet It Is (To Be Loved By You)”, “I Heard It Through the Grapevine” e vários duetos com Tammi Terrell, incluindo “Ain’t No Mountain High Enough” e “You’re All I Need to Get By”, antes de mudar sua própria forma de se expressar musicalmente.
Seu dueto de maior sucesso foi com a mega styar Dianna Ross, tabém surgida na Montown.
Durante os anos setenta, Gaye lançaria outros notáveis álbuns, includindo Let’s Get It On e I Want You, além de ter emplacado vários sucessos, como “Let’s Get It On” e “Got to Give It Up”. Já no começo dos anos oitenta, seria a vez do hit “Sexual Healing”, que lhe rendeu – antes de sua morte – dois prêmios Grammy. Até o momento de ser assassinado pelo seu pai, em 1984, Gaye tinha se tornado um dos mais influentes artistas da cena soul. Em 1996, Gaye foi homenageado na 38º cerimônia do Grammy Awards.
A carreira de Marvin tem sido descrita como uma das que “abarcam toda a história do R&B, do doo-wop dos anos cinquenta ao soul contemporâneo dos anos oitenta.”
Com o sucesso do álbum What’s Going On, a Motown renegociou um novo contrato com Marvin que permitiu a ele o controle artístico de seu trabalho, no valor de US$1 milhão, fazendo do cantor o mais bem pago artista negro da história da música.
Curiosidades
Gaye começou a trabalhar naquele que seria seu último álbum dueto, desta vez com Diana Ross. O projeto do LP Diana & Marvin teve início em 1972, mas houve atrasos no andamento do álbum. Com Diana grávida pela segunda vez, Gaye recusava-se a cantar se ele não pudesse fumar no estúdio. Então, os dois realizaram as gravações em dias separados. Lançado no segundo semestre de 1973, o álbum rendeu vários sucessos, entre os quais “You’re a Special Part of Me”, “My Mistake (Was to Love You)” e as versões para “You Are Everything” e “Stop, Look, Listen (To Your Heart)”, ambas hits do grupo The Stylistics.
Em 1975, Gaye começou a pensar em seu próximo disco solo, mas o divórcio com Anna Gordy tomou boa parte do seu tempo. O fim do casamento levou Gaye a várias audiências nos tribunais. O disco I Want You foi finalizado somente no ano seguinte.

Vida Pessoal
Em 1977, a Motown lançou o single de “Got to Give It Up”, que se tornou primeiro lugar nas lista Pop, R&B e Dance da Billboard, e o LP ao vivo Live at the London Palladium, álbum que vendeu em torno de duas milhões de cópias – se tornando um dos mais vendidos daquele ano. No ano seguinte, finalmente Gaye consegue se divorciar de sua primeira esposa Anna. Como resultado do acordo judicial, Gaye foi ordenado a pagar pensão alimentícia – ele concordou em ceder parte de seu salário e das vendas do seu álbum seguinte para pagar essa pensão. O resultado foi o LP duplo Here, My Dear, que explorou o relacionamento do casal em detalhes tão íntimos que quase levou Anna a processá-lo por invasão de privacidade, mas ela desistiu dessa decisão. O LP fracassou nas listas de sucesso e Gaye se esforçou para vender o disco. Em 1979, Gaye se casou pela segunda vez, agora com Janis Hunter, com quem teve dois filhos, Frankie e Nona), e começou a trabalhar em um novo álbum, Lover Man. Mas o projeto foi abortado depois do fracasso do single “Ego Tripping Out”. Reclamando de problemas com impostos e de vício em drogas, Gaye pediu falência e se mudou para o Hawaii, onde ele vivia em um furgão.

Retorno e morte trágica
Depois de oferecida uma nova chance em Ostend, Bélgica, Marvin mudou-se para lá ainda em 1981. Ainda perturbado pela decisão precipitada da Motown em lançar In Our Lifetime, ele negociou sua saída da gravadora e assinou com a Columbia Records no ano seguinte, onde lançou Midnight Love. O disco incluía o grande sucesso “Sexual Healing”, que lhe rendeu seus primeiros dois prêmios Grammy (de Melhor Performance R&B Masculina e Melhor R&B Instrumental), em fevereiro de 1983. Ele também seria indicado aos mesmos prêmios no ano seguinte pelo LP Midnight Love. Também em fevereiro de 1983, Gaye fez uma apresentação memorável no All-Star Game da NBA, interpretando o Hino Nacional dos Estados Unidos. No mês seguinte, ele fez sua última apresentação para seu antigo mentor no concerto Motown 25, apresentando What’s Going On. Depois, ele embarcou em uma turnê pelos EUA divulgando seu recente trabalho. Terminada a turnê, em agosto de 1983, ele estava atormentado por problemas de saúde – ele teve acessos de depressão e medo em torno de uma suposta tentativa de lhe tirarem a vida.
Quando a turnê foi encerrada, ele se isolou e se mudou para a casa de seus pais. Ele ameaçou cometer suicídio diversas vezes, depois de numerosas e amargas brigas com seu pai, o pastor evangélico Marvin Pentz Gaye Sr. Em 1 de abril de 1984, um dia antes de completar seu 45º aniversário, Marvin foi assassinado com um tiro por seu próprio pai, após uma briga iniciada quando os pais de Gaye discutiam sobre a perda de documentos de negócios. A ironia é que Gaye foi morto por uma arma calibre 38 que ele próprio havia dado de presente para seu pai. Seu corpo foi cremado e as cinzas lançadas no Oceano Pacífico. Marvin Pentz Sr. foi condenado a seis anos de prisão, após ser declarado culpado por homicídio. A acusação de assassinato foi abandonada após médicos descobrirem que ele estava com um tumor cerebral. Marvin Pentz Sr passou o final de sua vida em um asilo, onde morreria de pneumonia em 1998.
Após alguns lançamentos póstumos, que fortaleceram a memória de Marvin na consciência popular, o cantor foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 1987. Mais tarde, também ao Hollywood’s Rock Walk e, em 1990, ganharia uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

12.888 – Música Dance – O vocalista do Black Box era um Travesti?


Black Box foi um projeto musical formado no final da década de 1980, na Itália, pelos produtores Daniele Davoli, Mirko Limoni, Valerio Semplici, firmando-se como um dos principais projetos de Italo House, ou Italo Disco. Os produtores também usavam diversos monikers, ou nomes diferentes, como: Starlight e Groove Groove Melody.
O primeiro single “Ride on Time” foi o seu maior sucesso, não só na Itália, mas no mundo inteiro. Foi o single mais vendido na Grâ-Bretanha em 1989. Por seis semanas seguidas ficou no número 1. Ainda hoje, figura entre os Top 100 singles mais vendidos na Europa.
Uma das maiores particularidades do Black Box foi o fato dos produtores usarem uma modelo para aparições em programas de TV e videoclipes. A modelo era a belga Katrin Quinol que dublava os vocais sampleados da música “Love Sensation” de (1979), sucesso da era disco na voz de Loleatta Holloway e produzido por Dan Hartman. Mesmo com o sucesso do single, o Black Box acabou perdendo muito dinheiro, pois foi processado por Loleatta Holloway por usar seus vocais sem a devida autorização.
Em 1990, o Black Box lançou o álbum “Dreamland”, que continha outros grandes sucessos, como “Everybody, Everybody” e “Strike it up”, que também usavam vocais sampleados, dessa vez de Martha Wash, outra diva da era Disco, essa sim, recebeu os devidos créditos.
O Álbum contava ainda com uma versão de “Fantasy” da banda funk Earth, Wind and Fire.
O Blackbox foi um dos poucos grupos da italo disco a chegar ao sucesso mundialmente. “Dreamland” ganhou disco de ouro nos EUA e Grã-Bretanha. Conseguindo emplacar seis hits, tanto nos charts comerciais, como no de clubs.

Marta Whash nos vocais
O clip da música Strike it up mostrava uma outra cantora dublando a voz da Diva Wash, a cantora em questão era a bela modelo negra Katrin Quinol vocalista do Blackbox que na verdade não cantava apenas dublava , com o escândalo veio a tona outra polémica que Katrin Quinol possivelmente seria um travesti. O escândalo em torno da verdadeira voz por trás da música do Blackbox só foi possível, porque Martha Wash indignada com a situação moveu um processo contra o grupo(fato que na época se tornou um marco, pois era comum usar vozes de outros cantores sem pagar direitos autorais devidos) e ganhou a causa com uma boa quantia em dinheiro e reconhecimentos do público.