13.880 – Dica de Livro – Os Gênios Também Erram


erro de Einstein
Nas salas de aula, os professores de ciência ensinam que Albert Einstein e Charles Darwin são gênios incontestáveis. Nada mais justo. O primeiro decifrou a expansão do universo, e o segundo escancarou o parentesco entre homens e macacos. Mas o caminho que levou a essas descobertas não foi pavimentado apenas com acertos. Houve erros, e não foram poucos. É sobre eles que se debruça o astrofísico e escritor romeno Mario Livio no recém-lançado livro “Brilliant Blunders” (“Erros Geniais”, em tradução livre, com lançamento em maio de 2014 no Brasil).
Além de apontar os equívocos, o livro deixa claro o quanto a evolução científica não é necessariamente uma progressão linear do pensamento, em que um cientista passa o bastão para o seguinte. Darwin foi brilhante em desenvolver a teoria da seleção natural, mas não enxergou as repercussões dela sobre as regras da hereditariedade aceitas em sua época. “Mas isso levou outros cientistas a reescreverem completamente essas normas, levando às nossas noções modernas de genes”, diz a física e jornalista Marcia Bartusiak, professora de redação científica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Assim como no exemplo de Darwin, muitos equívocos forçaram outros pensadores a corrigir ou redirecionar ideias. Linus Pauling desenvolveu um modelo de DNA (ácido desoxirribonucleico) errado na essência, já que a estrutura pensada pelo cientista não era a de um ácido. “Os outros pensaram: ‘Como o maior químico do mundo poderia estar errado?’”, diz Marcia. Dois cientistas muito mais jovens, James Watson e Francis Crick, não só tinham certeza do erro como se apressaram e chegaram à descrição de DNA.
Um exemplo curioso de erro que não estava “tão errado” assim diz respeito a Einstein. Quando o cientista formulou a Teoria da Relatividade, as equações que desenvolveu só fariam sentido se o universo estivesse se expandindo ou se contraindo, mas os cientistas da época acreditavam que o cosmo era estável. Para “consertar” a teoria, o físico adicionou às equações uma constante cosmológica. Astrônomos descobriram que o cosmo não estava estático, mas se expandindo. Einstein baniu a constante e a chamou de seu maior erro. Contudo, outros cientistas reabilitaram-na, já que ela poderia explicar a “energia escura”, força hipotética que estaria acelerando a expansão do universo.
Outro ponto sobre o qual “Brilliant Blunders” joga luz é o fato de algumas dessas mentes brilhantes serem cabeças-duras na hora de admitir os erros. Exemplos são William Thomson, conhecido como Lord Kelvin, e Fred Hoyle. Mesmo diante de evidências de que estavam errados (Kelvin com o cálculo da idade da Terra e Hoyle com a sua teoria furada sobre o universo), eles se recusaram a admitir o lapso. Os acertos posteriores em suas carreiras deram um lustro na imagem que eles deixaram no panteão do conhecimento humano. Os erros flagrados no livro não diminuem a importância desses gênios. Mostram apenas que a ciência é um empreendimento humano e, como tal, sujeito às nossas fraquezas.

kelvin

linus pauling

13.872 – Dica de Livro – A China Antes e Depois de Mao Tse Tung


China C Rossi
Trechos do ☻Mega Foram Usados Para Escrever o Livro
Este livro junta artigos de Ernest Mandel, S. Wu, Carlos Rossi, Pierre Rousset, Roland Lew acerca da evolução da Revolução Chinesa.
O crescimento demográfico aliado aos fenômenos de urbanização, industrialização e disseminação dos padrões de consumo das nações mais desenvolvidas em direção às nações menos desenvolvidas tem exacerbado o conflito redistributivo em nível mundial. A globalização da economia e a monopolização dos mecanismos de mercado como forma de alocação de recursos e decisão sobre o que produzir e consumir expõe as enormes contradições abrigadas dentro do sistema via os impactos ambientais e o preço das “commodities” agrícolas e minerais, aí incluso o petróleo.
Quando Mao Tsé-tung morreu, em 1976, a China era um país rural de 1 bilhão de habitantes, pobre, quase paupérrimo, com 85% de sua população vivendo no campo numa economia de subsistência, com uma parca dieta vegetal, sem meios de transporte além de pernas, bicicletas e de seus animais.
A maior fonte de energia disponível era primária, tirada deles próprios ou da natureza sem nenhuma sofisticação industrial. A infraestrutura de energia e transporte era quase inexistente para o tamanho de sua população, e os padrões de consumo, tão frugais que seria impossível a um ocidental imaginar como eles podiam viver daquela maneira. O sonho de consumo de um chinês era um rádio e uma bicicleta, e a moda, ano após ano, eram os indefectíveis terninhos tipo Mao, com o mesmo design e cores, distribuídas duas ou três peças por habitante. Tudo era racionado, da comida ao sabonete. Os níveis de consumo da China, principalmente de alimentos, beiravam o limite da sobrevivência, daí a grande criatividade dos chineses nos ingredientes de sua culinária, principalmente no que tange a proteína animal.
O impacto da China no mercado mundial de commodities agrícolas, minerais e energia era zero, assim como seu impacto no mercado de bens industrializados. Embora já dispusesse de um razoável poderio militar e inclusive detentora de bombas nucleares, do ponto de vista do impacto econômico no mundo e pressão sobre recursos naturais e emissão de poluentes, tudo se passava como se a China e suas centenas de milhões de habitantes não existissem! Era um enorme ponto no mapa mundial despertando mais curiosidade do que qualquer preocupação. A China de Mao, em 1976, não era muito diferente da China vista por Marco Polo ao final do século 13 ou por Lorde MacCartney ao final do século 18. A China era um imenso país igualitário, vivendo na pobreza absoluta.
Em 2012, apenas 36 anos depois, a China de Hu Jintao, em termos mundiais, era a segunda maior economia, a primeira nação industrial e maior exportador de bens industriais. O país é hoje o maior produtor e consumidor mundial de aço, alumínio, cimento, automóveis, eletrodomésticos, computadores, roupas, sapatos, para nomear alguns itens. Maior consumidor mundial de alimentos, energia e commodities minerais. Nesse curto espaço de tempo, a China deixou de ser uma bucólica nação agrícola e rural para se tornar uma nação industrializada, quase urbana com mais de 50% de sua população vivendo nas cidades.
Nossa civilização ocidental desenvolveu um modelo econômico baseado na abundância relativa, isto é, os recursos do mundo são para todos e devem ser comercializados livremente pelas forças de mercado, mas os padrões de vida e consumo, não. Assim caberá a algumas nações e povos trabalharem mais e fornecerem os recursos. E a outras consumirem. Umas viverão na abundância e outras na penúria! Parafraseando Clausewitz, que dizia que “a guerra é continuação da política sob outros meios”, atrevo a dizer que “a globalização dentro da visão ocidental é a continuação do colonialismo e da escravidão sob outras formas”.

Depois de séculos de exploração colonial, a pregação pela abertura comercial e dos benefícios da economia de mercado, propagados à exaustão pelas nações abastadas do centro como modelo a ser seguido pelas nações pobres da periferia, parece não estar resistindo a seu grande teste que é o crescimento chinês. Imaginem se os demais 4,7 bilhões da população mundial seguirem o mesmo caminho da China! O crescimento acelerado da China era tudo que as nações ocidentais não sabiam que não queriam!

mao tse tung

13.721 – Literatura Clássica – Os três Mosqueteiros


os 3 mosqueteiros
Romance histórico escrito pelo francês Alexandre Dumas. Inicialmente publicado como folhetim no jornal Le Siècle de março a julho de 1844, foi posteriormente lançado como livro, ainda em 1844, pelas Edições Baudry, e reeditado em 1846 por J. B. Fellens e L. P. Dufour com ilustrações de Vivant Beaucé.
É o volume inicial de uma trilogia, com base nos importantes fatos do século XVII francês: dos reinados dos reis Luís XIII e Luís XIV e da Regência que se instaurou entre os dois governos.
O título previsto inicialmente seria “Athos, Porthos e Aramis”, mas foi alterado para “Os Três Mosqueteiros” por sugestão de Desnoyers, encarregado da secção de folhetins do “Siècle”, para quem o título evocava aos leitores as três Moiras da mitologia grega (Parcas, na mitologia romana). Dumas aceitou este último título notando que seu absurdo (já que seus heróis são ao todo quatro) contribuiria para o sucesso da obra
Este livro conta a história de um jovem de 18 anos, proveniente da Gasconha, D’Artagnan, que vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros do Rei. Chegando lá, após acontecimentos similares, ele conhece três mosqueteiros chamados “os inseparáveis”: Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentaram grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana de Áustria.
Encontraram seus inimigos, o Cardeal Richelieu e os seus guardas, além de Milady, uma bela mulher à serviço de Richelieu, que já foi casada com Athos. Essa lista também inclui os huguenotes e os ingleses, inimigos da Coroa francesa.
Com seus numerosos combates e suas reviravoltas romanescas, “Os Três Mosqueteiros” é o exemplo típico do romance de capa-e-espada.
Na primeira segunda-feira do mês de abril de 1625, o burgo de Meung vê o jovem d’Artagnan, que pretende entrar para a companhia dos Mosqueteiros do Rei, ser humilhado por dois desconhecidos, na verdade agentes do Cardeal Richelieu: Rochefort e Milady de Winter. Rochefort lhe confisca uma carta de recomendação escrita por seu pai para Monsieur de Tréville, capitão dos Mosqueteiros do Rei. Já em Paris, mesmo sem a carta, d’Artagnan apresenta-se ao M. de Tréville, que não pode lhe prometer um lugar na companhia. Saindo da entrevista, em perseguição a Rochefort, Rostad Lok que havia reconhecido da janela, d’Artagnan provoca contra sua vontade três mosqueteiros para um duelo, ao esbarrar no ombro de Athos, ao se enrodilhar no boldrié de Porthos e ao apanhar do chão um lenço que comprometia Aramis.
O herói de “Os Três Mosqueteiros” é baseado no personagem histórico Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan do regimento de Luís XIII de França: os “Cadetes da Gasconha”. Seu nome é citado em memórias e correspondências da época, notadamente nas de Madame de Sévigné. Alexandre Dumas dispunha como fonte das “Memórias de M. D’Artagnan” de Gatien de Courtilz de Sandras redigidas em 1700, 27 anos após a morte de d’Artagnan[2]. Dumas pinça daí uma grande quantidade de detalhes que reescreve dentro de seu estilo bastante pessoal.
O projeto deste livro que dá origem à trilogia sobre d’Artagnan e os Três Mosqueteiros é originalmente uma idéia de Auguste Maquet, constante colaborador de Dumas, que o ajuda na redação do romance.
As memórias da época em que ocorrem os eventos abordados pelo livro lhes fornecem um manancial de intrigas, notadamente no episódio dos ferretes da rainha que é narrado, por exemplo, por La Rochefoucauld no primeiro capítulo de suas “Memórias”.

13.491 – Livro – Breve História de Quase Tudo


Breve Historia de Quase Tudo
Um inventário de tudo o que sabemos sobre o mundo, da origem do universo até os dias de hoje, explicado de maneira clara até para o leitor de primeira viagem. Vencedor do prêmio Aventis 2004, o livro teve os direitos de publicação negociados em 29 países e vendeu mais de 2 milhões de exemplares na Inglaterra.
Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o renomado escritor e cronista Bill Bryson percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o propeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos sobre o mundo.
Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava “maçantes” na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas. Para compilar esta Breve história de quase tudo, Bryson consultou dezenas de obras e pesquisadores e montou o que pode ser considerado um delicioso guia de viagens pela ciência.

“Um clássico moderno da escrita científica.” – The New York Times

“Um diário de viagem pela ciência, escrito por um guia inteligente, engajado e bem-informado, que ama o assunto e está louco para dividir esse prazer” – The Times

Título original: A SHORT HISTORY OF NEARLY EVERYTHING
Capa: Kiko Farkas / Máquina Estúdio
Elisa Cardoso/ Máquina Estúdio
Páginas: 544
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Peso: 0.833 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 01/12/2005
ISBN: 9788535907247
Selo: Companhia das Letras

13.343 – Livros do século 19 podem ser levados pra casa em biblioteca da Assembleia Legislativa


livros
Andar entre os estreitos corredores da biblioteca do terceiro andar da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) é uma pequena viagem no tempo. Nas prateleiras, há volumes com mais de cem anos, como a série “Costumes, Usos e Trajos de Todos os Povos do Mundo”, de Augusto Wahlen, em edição de 1878. No corredor ao lado, há um conjunto com a obra completa de Shakespeare (1564-1616) impressa em Paris, em 1904.
Outra coleção de destaque por lá é a Brasiliana, série de cerca de 400 livros publicados a partir de 1930 que traz estudos e visões sobre o Brasil a partir de várias áreas do conhecimento, como história e biologia.
Antes restrito aos funcionários da Alesp e a pedidos de empréstimo de outras instituições, esse acervo pode ser consultado e emprestado por qualquer pessoa desde o começo deste mês. O cadastro exige RG e comprovante de endereço e permite levar até três livros por vez, com devolução em 15 dias.
A maior parte dos 9.000 volumes trata das várias áreas do direito. “Temos projetos de lei e discursos feitos desde o tempo do Império, alguns deles anotados à mão”, diz o deputado Cauê Macris (PSDB), presidente da Alesp, que busca atrair mais público para a casa, sediada no Palácio 9 de Julho, edifício de 1948, em frente ao parque Ibirapuera. “Queremos que as pessoas não venham apenas para os debates, mas que usem mais o prédio.”
Outra prateleira que vale prestar atenção é a que contém volumes sobre a história paulista, com livros escritos em várias décadas. Lá estão os volumes publicados nos anos 1920 pelo historiador Affonso d’Escragnole Taunay (1876-1958) e também o recente “A Capital da Solidão”, de Roberto Pompeu de Toledo.
Além da biblioteca, a instituição também abre ao público seu acervo histórico, com cerca de 150 mil fotografias e outros milhares de itens, como medalhas, mapas e cartas.
Uma delas, de 1901, veio de Paris. Santos Dumont (1873-1932) escrevia ao então Congresso de São Paulo para contar as novidades de seus planos de voar.

Livros de Destaque
Série “Costumes, Usos e Trajos de Todos os Povos do Mundo”, de Augusto Wahlen, de 1878.
Obras Completas de William Shakespeare, em francês, editadas em 1904.
“São Paulo nos Primeiros Anos”, de Affonso d’Escragnole Taunay, em edição da década de 1920.
Coleção Brasiliana, com mais de 300 volumes publicados a partir de 1930.
“História dos Bairros de São Paulo”, série publicada em 1988.

13.289 – Livro – A noite em que a Força Aérea Brasileira caçou um ovni


Extraterrestres-Salvador-Nogueira
Era uma noite estrelada, em 19 de maio de 1986. Às 23h15, chegou a informação de que a torre de controle de São José dos Campos, no interior de São Paulo, havia avistado luzes de cores amarelo, verde e laranja se deslocando sobre a cidade. Ao mesmo tempo, sinais foram detectados no radar em solo. O primeiro a observar o fenômeno foi o coronel Ozires Silva, então recém-nomeado presidente da Petrobras (antes, tinha comandado a Embraer). Ele estava a bordo do avião Xingu PT-MBZ e viu uma dessas luzes. “A visibilidade era uma beleza. Uma noite toda estrelada, típica do mês de maio. E entre as estrelas eu vi um clarão, um objeto ovalado. Parecia um astro. A diferença é que astro não aparece no radar”, disse o fundador da Embraer numa entrevista. “Voei na direção dele. E, enquanto me aproximava, ele começou a desaparecer.”

Às 0h39, foi acionada a aeronave de alerta da defesa da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. O jato de caça partiu rumo a São José dos Campos, guiado pela detecção de sinais intermitentes no radar da torre de controle. A uma altitude de 5.200 metros, o piloto avistou uma luz branca abaixo de seu nível de voo. Posteriormente o objeto foi subindo e se posicionou 10 graus acima da aeronave de interceptação. Ambos começaram a aumentar a altitude, e o caça o perseguiu até os 10 mil metros. No trajeto, a luz por um momento mudou de branca para vermelha, depois verde e novamente branca, permanecendo nessa cor. O radar do caça detectou o objeto, que indicava estar de 10 a 12 milhas de distância (16 a 18,2 km), voando na direção do mar.
A perseguição prosseguiu até a aeronave atingir o ponto de não-retorno (que significa que não haveria combustível suficiente para voltar à base de origem). Como não houve aproximação efetiva, decidiu-se pelo fim da caça. Menos de 30 minutos depois, detecções de eco de radar começaram a ser feitas sobre a região de Anápolis, Goiás. Os sinais de radar eram mais confiáveis, davam direção e velocidade de deslocamento dos objetos. À 1h48, um segundo caça, dessa vez partindo da Base Aérea de Anápolis, subiu aos céus para investigar. O piloto chegou a obter contato pelo radar da sua aeronave, mas não conseguiu ver nada. Parecia uma perseguição absolutamente desleal. Enquanto o jato voava como um avião, em velocidade supersônica, o objeto tinha um nível de agilidade incompatível com aeronaves terrestres. Voava em zigue-zague, ora se aproximava, ora se afastava, mesmo estando mais rápido que o caça. Por fim, ao perder contato por radar, o avião retornou à base. Em compensação, no Rio de Janeiro, a mobilização continuava. Um segundo caça decolou à 1h50 na direção de São José dos Campos e avistou uma luz vermelha de onde emanava o sinal de radar detectado em solo. Perseguiu-a por alguns minutos, sem conseguir se aproximar, até que ela se apagou.
Simultaneamente, apareceram nada menos que 13 diferentes registros do radar em solo na traseira da aeronave. O piloto fez uma volta de 180 graus para tentar observá-las, mas nenhum contato visual ou com o radar de bordo foi efetuado. Uma segunda e uma terceira aeronaves decolariam de Anápolis, às 2h17 e às 2h36, sem obter qualquer tipo de contato. Os interceptadores lá no Rio foram pousando conforme sua autonomia chegava ao fim. O último recolheu-se à base às 3h30. No resumo do relatório assinado naquele ano pelo brigadeiro-do-ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então comandante interino do Comdabra (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro), os militares tiram conclusões definitivas. Primeiro, sobre a natureza dos objetos perseguidos e observados, capazes de “produção de ecos radar, não só no sistema de Defesa Aérea, como nos radares de bordo dos interceptadores (…), variação de velocidade de voo subsônico até supersônico, bem como manutenção de voo pairado, variação de altitudes inferiores a 5 mil pés (aproximadamente 1.500 m) até 40 mil pés (aproximadamente 12 mil metros), emissão de luminosidade nas cores branca, verde, vermelho, e outras vezes não apresentando indicação luminosa, capacidade de aceleração e desaceleração de modo brusco, capacidade de efetuar curvas com raios constantes, bem como com raios indefinidos”.
Não é preciso dizer que esse conjunto de qualidades não existe em nenhuma aeronave cujo princípio de operação seja dominado pela ciência terrestre. Da forma cautelosa, como seria peculiar a um documento de origem militar, o relatório termina da seguinte maneira: “Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligências, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados.” Foi a afirmação mais contundente sobre ovnis já feita pela Força Aérea Brasileira.

Trecho do livro Extraterrestres, de Salvador Nogueira.

13.196 – Livro – A Idade da Razão


idade da razão
É um romance de Jean-Paul Sartre, publicado em 1945. O livro é o primeiro volume da trilogia Os Caminhos da Liberdade (em francês: Les Chemins de la liberté).
O romance, que se passa na Paris boêmia dos anos 30, gira em torno da vida de Mathieu, um professor de filosofia que procura dinheiro para pagar por um aborto para Marcelle, sua amante. Em três dias, vários personagens e suas ações são analisados, e as percepções e observações dos personagens recolhidas para dar ao leitor um retrato detalhado do personagem principal.
A obra mostra claramente a noção existencialista sartreana e o perfil psicológico dos personagens – tomando decisões importantes para suas próprias vidas. Demonstra ainda como a concepção de Sartre sobre liberdade está intrinsecamente ligada à existência humana, sendo o alvo final desta existência.
Enquanto a novela progride, a narrativa do personagem expõe conceitos de Sartre sobre o que significa estar livre e como se opera no âmbito da sociedade com esta filosofia. Este romance é uma representação imaginária de seus trabalhos filosóficos principais (O ser e o nada) onde se alcança a liberdade suprema com o nada, ou, mais precisamente, sendo nada.

13.084 – Livro – Filósofo britânico ensina o beabá das religiões em 50 verbetes


religiao-livro
Traçar um panorama das religiões do planeta usando apenas 50 verbetes de uma página cada um soa, à primeira vista, como a proverbial missão impossível. A equipe coordenada pelo filósofo britânico Russell Re Manning, no entanto, conseguiu operar esse pequeno milagre, e o resultado funciona como uma bem-vinda introdução ao fenômeno das crenças religiosas.
Com o título um tanto desajeitado “Religião: 50 Conceitos e Crenças Fundamentais Explicados de Forma Clara e Rápida”, o livro organizado por Manning, que é professor da Universidade de Cambridge, poderia ser apenas superficial quando se considera o espaço limitadíssimo concedido a cada crença –afinal de contas, quando se tenta resumir 3.000 anos de judaísmo ou 2.500 anos de budismo com menos de mil palavras, quase tudo parece ter ficado de fora.
Por outro lado, a concisão e a abrangência acabam favorecendo o enfoque comparativo, o que ajuda o leitor a se dar conta de temas comuns, paralelos e influências mútuas entre as diferentes crenças.
Graças a isso, e à organização temática que não é apenas geográfica nem temporal (com seções como “Tradições indígenas”, “Espiritualidades do Oriente”, “Cristianismos pelo mundo” e “Novas religiões”), fica mais fácil perceber o quanto as mais variadas fés, apesar das contradições superficiais do ponto de vista teológico, expressam tendências muito similares e profundamente arraigadas à mente humana.

13.079 – Golpe na Cultura – Livraria Leitura da avenida Paulista fecha as portas


Mais uma livraria fecha as portas. Desta vez, é a Leitura da avenida Paulista, que já encerrou suas atividades por causa dos altos custos -que envolviam R$ 30 mil só de IPTU- e do baixo retorno.
De acordo com Marcus Carvalho, sócio da rede, a loja custava três vezes mais que filiais em cidades como Teresina e Maceió e vendia menos. A ideia de Carvalho é continuar a abrir lojas em cidades com poucas livrarias. Ele diz que é rentável ser a principal ou segunda principal rede nessas cidades.

13.013 – Mega Polêmica – Auto Ajuda Funciona?


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Na realidade a pergunta deveria ser, por que não funciona.
Você já se perguntou porque a maioria das pessoas que gostam de ler livros de auto-ajuda não melhoram de vida?
Esse tipo de livro não era para ajudar o leitor a ganhar mais confiança, obter a independência financeira, aprender a se comunicar melhor, etc?
É verdade que existe bastante livros de auto-ajuda por aí que não valem o papel em que são impressos. Isso porque o próprio autor NUNCA conseguiu o resultado que diz ajudar as pessoas ou porque por mais que o autor tenha conseguido obter aquele resultado ele não conseguiu escrever o livro de maneira didática.
Mas existem também diversos livros que além de excelentes também fazem parte da lista dos best-sellers, mesmo assim diversas pessoas possuem esses livros nas prateleiras ou na cabeceira da cama e suas vidas continuam iguais.

Esse é justamente um dos motivos!
Uma pesquisa americana divulgou que menos de 10% da população que compra um livro, lê esse livro após o primeiro capítulo. Dessa forma, não adianta o quão bom é o livro e o quão fácil é a estratégia ensinada pelo autor, se a pessoa não lê, não vai conseguir nenhum benefício através do livro.
Esse é um dos motivos mais óbvios.
Por que poucos desses 10% conseguem algum resultado significativo?
Se apenas ler fosse suficiente era de se esperar que 1 a cada 10 pessoas que leem livros de auto-ajuda fossem bem-sucedidas.

Esse porém não é o caso.
Por anos eu li diversos livros de auto-ajuda para superar os mais diversos objetivos como: Vencer a timidez, melhorar minha comunicação, me tornar financeiramente livre, etc. E por mais que eu tenha lido diversos livros diferentes para cada um desses objetivos até o final, alguns livros que eram recomendados por pessoas extremamente bem-sucedidas e tinha transformado a vida de milhares de pessoas, eu nunca conseguia um progresso significativo, na maioria das vezes, não conseguia progresso nenhum.
Sempre acreditei que se algo funciona para uma pessoa sequer, funciona para qualquer um. Essa crença me fez continuar a ler esse tipo de livros mesmo não obtendo nenhum resultado.
Qual foi o livro que você leu e pensou “Esse conceito é bem legal, gostaria que isso funcionasse comigo” ?
O termo auto ajuda pode ser referir a qualquer caso onde um indivíduo ou um grupo (como um grupo de apoio) procura se aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente. O termo costuma ser aplicado como uma panaceia em educação, negócios e psicologia, propagandeada através do lucrativo ramo editorial de livros sobre o assunto. Para quem não sabe Na mitologia grega, Panaceia (ou Panacea em latim) era a deusa da cura. O termo Panacéia também é muito utilizado com o significado de remédio para todos os males.
A melhor solução evidentemente é você procurar alguém que sim sabe como te ajudar não se ajudar com uma leitura,uma vez que evidentemente a interpretação fica por conta de quem o lê e cada um tem uma forma de ver a coisa e entendimento, fica então em credito a analise de cada um e o que cada um ira fazer com suas informações.
Auto Ajuda virou uma religião, uma heresia, e por isto seus livros na tradição medieval, precisariam ser queimados.
Mas não por padres, avós, mestres, mas sim pelos próprios compradores.
Antigamente, o livro de autoajuda mais vendido era o “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, meno male, pelo menos induzia você sair do seu casulo e conhecer pessoas.
Os mais vendidos de autoajuda hoje são uma tragédia.

12.816 – Mega Sampa – Bienal Internacional do Livro de São Paulo


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É um evento cultural organizado pela Câmara Brasileira do Livro, que reúne várias editoras brasileiras e estrangeiras para apresentar lançamentos e seus títulos. A 19ª edição, ocorrida em 2006, contou com 800 mil visitantes.
A primeira Bienal Internacional do Livro de São Paulo aconteceu entre 15 e 30 de agosto de 1970, no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, decorrência de um projeto que se iniciou na década de 1950. Nessa época, mais precisamente em 1951, com o intuito de introduzir no país a tradição europeia das feiras de livros encontradas na França, na Alemanha e na Itália, a CBL promoveu a primeira Feira Popular do Livro, na praça da República.
A experiência foi retomada em 1956 e deslocada para o Viaduto do Chá, ponto ainda mais central da capital paulista e de grande fluxo de pedestres. O projeto foi ganhando corpo e novos adeptos. Em 1961, em parceria com o Museu de Arte de São Paulo, foi promovida a primeira Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas, evento que se repetiu em 1963 e 1965. Eles serviram de ensaio para a primeira Bienal Internacional do Livro bancada exclusivamente pela CBL, em 1970.
Em 1996, ela passou a ser realizada no Expo Center Norte, para abrigar um maior número de expositores e proporcionar um maior conforto ao público. Em razão do crescimento contínuo de público e expositores, em 2002, ela deixou o Center Norte e foi para o Centro de Exposições Imigrantes (com 45 mil metros quadrados de área), onde foi realizada até 2004.
A partir de 2006 a Bienal do Livro de São Paulo passa a ser organizada no Parque Anhembi, junto à Marginal Tietê no distrito de Santana.
Em 2008, na sua 20ª edição, a Bienal apresentou um projeto inédito no país: um livro colaborativo através da Internet, o Livro de Todos, que teve o primeiro capítulo escrito pelo renomados escritor Moacyr Scliar e editado pelo jornalista Almyr Gajardoni. O livro teve a colaboração de 173 internautas e o site do projeto foi visitado por 14.238 internautas. Com 18 capítulos, o livro foi publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo com capa do desenhista Maurício de Sousa.
Segundo os organizadores, nos onze dias de exposição da 18ª Bienal do Livro de São Paulo (2004) cerca de 550 mil pessoas passaram pelo Centro de Exposições Imigrantes. A 19ª edição, ocorrida em 2006, teria contado com cerca de 800 mil visitantes.
Durante a Bienal, mais de dois mil novos livros foram lançados e cerca de 1,3 milhão de livros foram expostos pelos 320 expositores presentes. Pesquisas apontam também que 75% dos visitantes compraram livros e que, em média, o número de exemplares por pessoa era de cinco livros.

12.754 – Leitura de livros aumenta longevidade


livro carl sagan
Esgotado nas livrarias

Claro que a ideia de vida eterna também é um exagero, mas uma pesquisa recente afirma que a leitura de livros pode resultar em um tempo a mais de vida.
Ler livros reduziu, aparentemente, em 20% os riscos de mortalidade das pessoas que, por 12 anos, foram acompanhadas. A pesquisa, publicada na revista “Social Science & Medicine”, utilizou dados do Health and Retirement Study, realizado pela Universidade de Michigan. Os 3.635 entrevistados eram adultos acima de 50 anos.
Além de verificar se e quanto as pessoas liam, o estudo, chamado “A Chapter a Day” (Um Capítulo por Dia, em tradução livre), precisou “descontar” o efeito de alguns fatores que influenciam a longevidade, entre eles: câncer, doenças de pulmão, infarto, diabetes e hipertensão. Estado civil e situação e trabalho, histórico de depressão, idade, sexo, raça e condição econômica também foram considerados.
Mesmo assim, os pesquisadores da Universidade Yale constataram uma bela vantagem na sobrevivência daqueles que liam em média 30 minutos por dia, quando comparados a não leitores.

12.721 – Quem lê mais vive mais. E basta meia hora por dia


leitura
O estudo, chamado Um capítulo por dia, foi realizado nos EUA, ao longo de 12 anos – e analisou a relação entre a longevidade e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas com mais de 50 anos. Essa mesma turma também estava participando de uma outra pesquisa maior, a Health and Retirement Study, que tem investigado, desde 1990, a saúde de americanos que passam dos 50 anos.
Em Um capítulo por dia, os pesquisadores dividiram as 3.635 pessoas em três grupos: os “não leitores” (quem não tinha o hábito de ler), os “leitores” (que liam por até três horas e meia na semana) e os “super leitores” (quem lia mais de três horas e meia por semana). Para definir os grupos, os participantes responderam a algumas perguntas simples sobre quanto tempo passavam lendo livros, revistas e jornais por semana.
Aí, 12 anos depois, os cientistas compararam esses hábitos aos dados de saúde do Health and Retirement Study, e descobriram o seguinte: os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores, e bem mais cedo do que os super leitores.
Quem lia até 3h30 por semana, segundo o estudo, tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada – e quem fazia parte do grupo dos super leitores tinha 23% menos chances de bater as botas antes dos 62. Além disso, esse resultado foi geral – não tinha a ver com gênero, classe social, problemas psicológicos nem nível de educação.
Fazendo as contas, dá para ver que não precisa de muito trabalho para ser um super leitor: um pouco mais de meia hora de leitura por dia já é o suficiente para fazer parrte desse grupo. Mas tem um truque aí: não adianta ler qualquer coisa, porque a mágica só funciona com livros – quando os cientistas compararam o tempo de vida das pessoas que liam apenas jornais e revistas, mesmo que fosse muita leitura, a longevidade não era tão grande quanto a dos super leitores de livros.

12.389 – Livro – Duelo de Titãs em nome da Ciência


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John Maddox dá um livro pra não entrar numa briga e um biblioteca pra não sair. Ele foi editor durante 23 anos da respeitadíssima revista científica Nature, a qual constantemente tem contribuído para os posts do Mega:
” A Ciência, longe de estar esgotada, tem um longo caminho pela frente”, afirma em seu livro – O Que Falta Descobrir – Explorando os Segredos do Universo, as Origens da Vida e o Futuro da Espécie Humana.
Tal obra é uma espécie de resposta a John Horgan, autor de O Fim da Ciência.
Debates à parte, quem sai ganhando é o leitor interessado em temas científicos como o surgimento do primeiro ser na Terra.

12.289 – Por que sentimos sono ao lermos?


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Não é ler um livro que dá sono, claro, mas substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre. Ou seja, o problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.
Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada. Não se sinta culpado se a TV estiver mais agradável às 4h.
Três dicas para não dormir

Ponha a leitura em dia antes de cair no sono
1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.
2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.
3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.

11.925 – Livro – ‘Estamos muito próximos de nos tornarmos verdadeiros ciborgues’, diz historiador


Complementar nossas funções naturais com dispositivos como óculos, marca-passos e até mesmo computadores e celulares – que auxiliam o cérebro a armazenar dados – faz com que sejamos biônicos. De certo modo, pelo menos. É o que escreve o historiador Yuval Noah Harari em “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”.
“Estamos muito próximos de nos tornarmos verdadeiros ciborgues, de ter características inorgânicas que são inseparáveis de nosso corpo, características que modificam nossas capacidades, desejos, personalidades e identidades”, opina.
Por definição, a palavra “cyborg”, em inglês, se refere a um organismo modificado ciberneticamente para funcionar em um ambiente hostil. Para alguém com problemas de surdez, por exemplo, sustentar uma conversa sem interrupções ou repetições em um lugar barulhento pode ser um desafio.
O autor explica que os mais novos modelos de aparelhos auditivos são chamados de “orelha biônica”. “O dispositivo consiste de um implante que capta o som por meio de um microfone localizado na parte externa da orelha. O implante filtra o som, identifica vozes humanas e as traduz em sinais elétricos que são enviados diretamente ao nervo auditivo central e de lá para o cérebro”.
Outro exemplo citado é o da Retina Implant, uma empresa alemã que começou a desenvolver uma prótese de retina que pode permitir que pessoas cegas adquiram uma visão parcial. Tudo isso com a implantação de um microchip dentro do olho do paciente. Para que ele funcione, fotocélulas absorvem a luz e a transformam em energia elétrica, que estimula as células nervosas intactas na retina. Os impulsos estimulam o cérebro, que os traduz em visão.
Para o autor, de todos os projetos desenvolvidos atualmente, o mais revolucionário é a tentativa de conceber uma interface direta e de mão dupla entre o cérebro humano e o computador. Isso permitirá que computadores leiam os sinais elétricos de um cérebro humano e transmitam simultaneamente sinais que o cérebro possa ler.
Mas, para isso, há um preço. “O que pode acontecer à memória humana, à consciência humana e à identidade humana se o cérebro tiver acesso direto a um banco de memória coletiva? Em tal situação, um ciborgue poderia, por exemplo, acessar as memórias de outro. Não ouvir falar delas, não as ler em uma autobiografia, não as imaginar – mas se lembrar delas diretamente, como se fossem suas. O que acontece com conceitos como ego e identidade de gênero quando as mentes se tornam coletivas?”.
A resposta é simples: segundo o autor, tal ciborgue não seria humano ou mesmo orgânico. Seria algo completamente diferente: um ser com implicações políticas, psicológicas ou filosóficas impossíveis de entender.
Em “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”, Yuval Noah Harari repassa a história da humanidade desde o surgimento da espécie durante a Pré-História até o presente, apresentando interpretações para fatos e desafiando conceitos sobre crenças, ações, poder e futuro.
Yuval Noah Harari é doutor em história pela Universidade de Oxford, com especialização em história mundial, e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Sua linha de pesquisa gira em torno de questões abrangentes, como a relação entre história e biologia, a justiça na história e a evolução da felicidade individual com o passar do tempo.

SAPIENS – UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE
AUTOR Yuval Noah Harari
EDITORA L&PM Editores

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10.821 – Mega Cult – Uma Mega Biblioteca


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Bibliotecas definitivamente não são apenas edifícios construídos para abrigar livros. Em termos práticos, elas podem até ter essa finalidade, mas a verdade é que são algo muito mais especial do que isso. Há algo de mágico no ar das bibliotecas. É como se as incontáveis obras literárias que repousam serenas em suas prateleiras concedessem sacralidade ao lugar. Penso nos livros como materializações empoeiradas das ideias de seres humanos que deixaram este mundo há muito tempo. Ou, em alguns casos, de autores que ainda vivem – todos se encontram na biblioteca. É ali, naquele templo democrático do saber, que o conhecimento da humanidade se condensa dentro de miolos e lombadas, tornando-se eterno e maravilhosamente acessível.
Muitas bibliotecas não são belas apenas no aspecto simbólico: várias delas são construções majestosas que contribuem ainda mais para o ar sagrado que domina o ambiente. É o caso do Clementinum, que fica em Praga, na República Tcheca. Ele foi eleito pelo site Bored Panda como a biblioteca mais bonita do mundo. Construído em 1722, o edifício é uma pérola da arquitetura barroca. O Clementinum abriga cerca de 20 mil livros e foi por muito tempo considerado como o terceiro maior colégio jesuíta do mundo. O teto é repleto de afrescos do pintor Jan Hiebl.

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11.798 – Bê a bá da Ciência – Despertando o interesse pela ciência nas crianças


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Todo grande cientista um dia já foi uma criança. Se invertermos essa constatação óbvia, chegamos a uma ideia um pouco mais interessante: toda criança um dia pode se tornar um grande cientista. Não é estimulante pensar que, no futuro, aqueles pequenos seres humanos podem realizar grandes feitos para a ciência, ganhar um Nobel ou até protagonizar o próximo grande salto do conhecimento humano? Às vezes, tudo o que eles precisam é de um empurrãozinho na curiosidade e na imaginação para que se apaixonem pela ciência e optem por seguir carreiras na área. E nada melhor que um bom livro para fornecer esse estímulo.
Aqui vão as dicas:
– 20 Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne (indicação de Eduardo Fernandez)

– A Magia da Realidade, de Richard Dawkins (indicação de Gabriel Bergamaschi)

– George e o Segredo do Universo, de Stephen e Lucy Hawking (indicação de Matheus Gontijo)

– Cosmos, de Carl Sagan (indicação de Melissa Florencio)

– Tio Tungstênio, de Oliver Sacks (indicação de Nêmora Backes)

– O Homem que Calculava, de Malba Tahan (indicação de Emerson Tomé)

– O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (indicação de Andreia Alexandre)

– O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder (indicação de Romulo Mansur)

– O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte (indicação de Rita Burnatowiski)

– O Livro dos Porquês, vários autores (indicação de Nathan dos Santos)

– O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (indicação de Thiago Prochnow)

– Albert Einstein e seu Universo Inflável, de Mike Goldsmith (indicação de Amanda Carolina)

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11.783 – Mega Memória – Lançado O Capital, obra-prima de Karl Marx


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No dia 14 de setembro de 1867, era publicada a obra-prima de Karl Marx, “O Capital: Crítica de Economia Política”, uma obra que serviria de conceito e base teórica para grandes revoluções no mundo, criação de regimes de governo, além de uma crítica ao sistema capitalista. Além de “O Capital”, “Manifesto Comunista” também é considerado uma das grandes obras do pensador, filósofo e teórico alemão.
Em seu livro, Marx assinalou: “os donos do capital estimularão a classe trabalhadora para que comprem mais e mais bens de consumo, casas, tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que a dívida se torne insuportável. O débito não pago da dívida levará os bancos à falência, porque terão que ser nacionalizados e o Estado dirigir a economia”.
A ideia central de Marx estava na crença da derrocada da sociedade capitalista, que seria seguida por uma vitória do comunismo, libertando a classe trabalhadora da exploração por parte do empresariado.
Para escrever o primeiro volume de sua obra, Marx levou mais de 15 anos e concentrou suas pesquisas na biblioteca do Museu Britânico, de Londres. Os dois outros volumes foram finalizados após a morte de Marx, por seu amigo Friedrich Engels, com base em fragmentos, bilhetes e anotações, deixados por Marx.
Marx morreu aos 64 anos de pleurisia em Londres, em 14 de março de 1883. Enquanto sua tumba original possuía apenas uma pedra qualquer, o Partido Comunista da Grã-Bretanha ergueu uma enorme lápide, incluindo o busto de Marx, em 1954. Na grande sepultura, vê-se gravada a última frase do Manifesto Comunista (“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”).

11.374 – Livro – A Caixa Preta de Darwin


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A Caixa Preta de Darwin (em inglês: Darwin’s Black Box) é um livro de Michael Behe, bioquímico e professor na Universidade de Lehigh.
O livro questiona a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin como sendo antiquada para responder às descobertas que a ciência (especialmente o seu campo de estudo) tem feito nos últimos anos.
O texto analisa, à luz da bioquímica, os argumentos usados por Darwin e outros evolucionistas para justificar a teoria da evolução pelo mecanismo de seleção natural, defendendo que muitos processos biológicos não poderiam ter evoluído por um processo lento, gradativo e não teleológico como Darwin pensava em sua mocidade. Seriam “irredutivelmente complexos”.
O autor não descarta a ancestralidade comum universal dos seres vivos.