13.373 – Geografia, Geopolítica e Geoeconomia – CLASSIFICAÇÃO DOS BLOCOS ECONÔMICOS


União econômica e monetária.
Um dos aspectos mais proeminentes do mundo globalizado e da atual ordem mundial é a formação dos acordos regionais, mais conhecidos como blocos econômicos, que, ao invés de se estabelecerem como um contraponto à integração mundial da globalização, atuaram no sentido de intensificá-la. Hoje em dia, existem diferentes tipos de blocos econômicos que se organizam em diferentes denominações e níveis de integração entre os seus países-membros.
Dessa forma, como existem diferentes objetivos e distintos níveis de avanço em termos econômicos entre os acordos regionais, adota-se uma classificação dos blocos econômicos a fim de melhor estudá-los. Sendo assim, eles são postos em uma hierarquia que vai desde a zona de preferências tarifárias até uma união econômica e monetária. Confira:
Zona de preferências tarifárias: é um passo inicial de integração entre os países, de forma que esses adotam apenas algumas tarifas preferenciais envolvendo alguns produtos, tornando-os mais baratos em relação a países não participantes do bloco.

Exemplo: ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).
Zona de livre comércio: consiste na eliminação ou diminuição significativa das tarifas alfandegárias dos produtos comercializados entre os países-membros. Assim como o tipo anterior, trata-se de um acordo meramente comercial.
Exemplos: NAFTA (Tratado de Livre Comércio das Américas), CAN (Comunidade Andina), entre outros.
União Aduaneira: trata-se de uma zona de livre comércio que também adotou uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é uma tarifa que visa taxar os produtos advindos de países não membros dos blocos. Dessa forma, além de reduzir o preço dos produtos comercializados entre os países-membros, a União Aduaneira ainda torna os produtos de países externos ao bloco ainda mais caros.
Exemplo: Mercosul (Mercado Comum do Sul). A TEC, nesse caso, é adotada apenas entre os seus membros efetivos (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai*).
Mercado Comum: é um bloco econômico que conta com um avançado nível de integração econômica, indo muito além de um acordo comercial, pois envolve a livre circulação de produtos, pessoas, bens, capital e trabalho, tornando as fronteiras entre os seus membros quase que inexistentes em termos comerciais e de mobilidade populacional.
União Política e Monetária: consiste em um mercado comum que ampliou ainda mais o seu nível de integração, que passa a alcançar também o campo monetário. Adota-se, então, uma moeda comum que substitui as moedas locais ou passa a valer comercialmente em todos os países-membros. Também é criado um Banco Central do bloco, que passa a adotar uma política econômica comum para todos os integrantes.
O único exemplo de mercado comum e, ao mesmo tempo, de união política e monetária é a União Europeia, que é hoje considerada o mais importante bloco econômico da atualidade em razão do seu avançado nível de integração. Em muitos casos, essa integração alcança até mesmo as decisões políticas que eventualmente são tomadas em conjunto pelos países-membros.

* A Venezuela foi suspensa do Mercosul, por tempo indeterminado em dezembro de 2016.

13.353 – Economia – Pela 1ª vez, China compra um quarto de todas as exportações brasileiras


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A China nunca teve tanta importância para o comércio exterior brasileiro. Nos primeiros seis meses deste ano, 25% de tudo o que o Brasil exportou teve como destino o país asiático.
Esse percentual é recorde e é mais uma marca da ascensão da segunda maior economia mundial no Brasil. No primeiro semestre de 2007, a fatia chinesa nas exportações brasileiras era de 6,7% —os EUA eram líderes, com 16,4%.
Alimentada pela demanda por soja, minério de ferro e petróleo, a compra chinesa de itens do Brasil somou US$ 26,9 bilhões de janeiro a junho, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na média, as vendas brasileiras para o resto do mundo cresceram 19%.
Sozinhos, os asiáticos compraram mais do Brasil do que os três demais principais compradores do Brasil: EUA, Argentina e Holanda, pela ordem.
Fazia mais de dez anos que nenhum país era tão dominante na compra de produtos brasileiros. No início do século, os EUA chegaram a responder por mais de um quarto das exportações.
Mas, enquanto os americanos eram grandes clientes de produtos manufaturados (que tem preços mais estáveis), o que os chineses querem mesmo é matéria-prima e alimentos, cujas cotações costuma flutuar mais.
Ter um cliente tão poderoso tem seus benefícios, já que há um mercado quase cativo para os produtos, porém, os riscos são mais expressivos.
Uma desaceleração forçada da China teria forte impacto para as exportações, um dos raros pontos de destaque da economia brasileira neste começo de ano.
Seria muito difícil encontrar um mercado que conseguisse dar conta de tamanha demanda: 45% da soja comprada pelos chineses vem do Brasil, além de 21% do minério de ferro —considerando dados de janeiro a maio.
Além disso, uma crise em um “player” tão importante geraria, sem dúvida, uma queda abrupta nos preços.
Ou seja, o produtor brasileiro não só venderia menos como por um preço menor.
Uma freada mais forte da economia chinesa foi apontada recentemente pelo FMI como um dos principais riscos externos para o Brasil, só atrás de um aperto nas condições financeiras globais.

13.344 – Trabalho – Como é a “CLT” em outras três grandes economias


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A reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado. O conjunto de medidas altera férias, jornada de trabalho, demissões, como você pode ver aqui. Mas e aí? Como é a “CLT” em outros países? Bom, nos EUA, há poucas leis que valem para o país todo. A mais notória delas é a do salário mínimo, equivalente a R$ 4 mil por mês. Mas leis variam de Estado para Estado. O próprio salário mínimo, na Califórnia, é de R$ 5,8 mil por mês. Em Então focamos aqui em outras três grandes economias.Veja.

Alemanha
As leis de flexibilidade no trabalho que permitiram à Alemanha superar a crise econômica inspiraram algumas medidas da nossa atual reforma trabalhista. Por lá, o cidadão pode ter diferentes tipos de contratos com seu empregador, como ser contratado por hora, para determinados dias ou por um tempo pré-estabelecido.
Quanto mais tempo um funcionário trabalhar para o mesmo empregador, mais ele ganha quando for demitido. A lógica lembra o nosso FGTS, mas por lá se aplica ao aviso-prévio. Se alguém trabalhou por dois anos no mesmo local, receberá por dois meses de trabalho. Se o funcionário tem 15 anos de casa, vai receber proporcional a seis meses no batente. Existe também um seguro-desemprego que equivale a 72% dos salários anteriores por até um ano.
Funcionários de empresas alemãs têm direito garantido por lei 20 dias anuais de férias, e a licença maternidade pode ser dividida em até seis semanas antes do parto e oito depois de a criança nascer. Desde 2015 existe uma determinação para pagamento de salário mínimo: 8,50 euros por hora. Se alguém trabalhar 40 horas (a jornada padrão alemã) por semana, isso dá 1.360 euros no mês — R$ 5 mil.

China
Os chineses têm só 5 dias de férias por ano. Fora isso, só feriado. E nem dá para tirar todos: os patrões são obrigados a conceder 11 deles por ano. Nada mais.
Além disso, os trabalhadores chineses não têm salário mínimo – os pisos de remuneração variam conforme o sindicato de cada categoria e a província, nem dispõem de seguro desemprego. Em caso de demissão, a empresa geralmente paga uma indenização, como um aviso prévio, equivalente a um mês de trabalho, e uma outra quantia que corresponde a um salário para cada ano como funcionário — sendo 12 salários o máximo.
As trabalhadoras têm licença maternidade remunerada de pouco mais de três meses (98 dias). E, pela lei, o período anual de férias pagas é proporcional ao tempo que o empregado tem de casa: cinco dias por ano se estiver na mesma empresa por até 10 anos; 10 dias se trabalhar de 10 a 20 anos no mesmo local e 15 dias caso tiver trabalhado mais de 20 anos. Mas para poder curtir a vida longe da fábrica ou do escritório existem algumas ressalvas, como não ter tirado licença por doença, por exemplo.
Por mais que existam regras trabalhistas, que o país seja membro da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e que, teoricamente, siga tratados internacionais, a aposta na mão de obra barata é maior que a garantia de direitos ao trabalhador.
Ou seja, na teoria os trabalhadores chineses têm, sim, alguns direitos garantidos. Mas, na prática, não é bem assim. Um exemplo do não cumprimento dessas legislações é a jornada de trabalho que, de acordo com a Lei de Regras Provisórias de Pagamento de Salário, não deve ultrapassar oito horas por dia e 44 horas semanais. Parecido com o Brasil, não é? Nem tanto. Por lá, não são raras as denúncias envolvendo empresas onde os funcionários cumprem jornadas mais extensas, ultrapassando 48 horas por semana. Passar muito tempo no batente é tão frequente e nocivo à saúde que existe até um termo indiano para descrever as mortes por excesso de trabalho: guolaosi.

Índia
Não há uma regulamentação que defina o limite de tempo para as jornadas semanais de trabalho. Em alguns casos, paga-se hora extra quando um funcionário trabalha mais de 48 horas por semana — lembrando que muitas empresas costumam fazer expedientes de 9 horas de segunda a sábado, e isso dá 54 horas.

No segundo país mais populoso do mundo, as férias remuneradas também não são obrigatórias. A Lei de Fábricas (Factories Act), que regulamenta a indústria, dá uma folga anual paga de 12 dias para os trabalhadores que tiverem dado expediente por 240 dias ou mais durante um ano. No entanto, a duração dessa “licença” varia de acordo com a idade: um funcionário adulto tem direito a um dia livre a cada 20 dias trabalhados, enquanto um trabalhador com menos de 15 anos consegue um dia de licença a cada 15 dias de trabalho. Sendo assim, a duração da licença anual é de 15 dias úteis e 20 dias úteis para trabalhadores adultos e jovens, respectivamente.

E se há precariedade de direitos, também é de se esperar que haja pouca valorização do trabalhador. O salário mínimo da Índia é um dos mais baixos do mundo (SMI) e varia conforme a região do país — os trabalhadores de Deli são os que mais ganham, com 423 rúpias por dia (R$21, ou R$ 630 por mês); enquanto os de Bihar têm o salário mais modesto, com 160 rúpias (R$ 8, ou R$ 240 por mês). Eles não dispõem de remunerações extras como vale-transporte, vale-alimentação, bônus ou 13º salário. Tudo é negociado entre o empregado e o empregador. Mas é difícil contabilizar o poder aquisitivo dos indianos com base no salário mínimo. Isso porque estima-se que 400 milhões de pessoas trabalhem na informalidade. Ou seja: quase 90% da força de trabalho do país não está amparada por lei alguma.
Até março deste ano, as indianas tinham direito a 12 semanas de licença maternidade. Agora, elas podem se retirar do trabalho por até 26 semanas (6,5 meses) — claro, com a ressalva de que a grande maioria delas trabalham na informalidade, então acabam não sendo amparadas por esse benefício.
Outra grande preocupação do mercado de trabalho indiano é a exploração da mão de obra infantil. Apesar do país proibir crianças com menos de 14 anos de trabalharem, uma emenda recente à Lei de Trabalho Infantil pode legitimar a força dos pequenos em trabalhos no “contexto familiar” depois das horas escolares ou durante as férias. A ONU estima que mais de 10 milhões de crianças trabalhem na Índia, e que o problema aumentou nas áreas urbanas, sendo tecelagem, atividades com metal e em campos de algodão os trabalhos mais desempenhados pelos menores.

Algumas regras de outros países:
França: Séculos de reivindicação por direitos tiveram resultado: os franceses têm 25 dias úteis de férias ao ano (contra 21 no Brasil, para quem tira 30 dias corridos), e jornadas semanais de trabalho de 35 horas – 7 horinhas por dia de segunda a sexta.

Estônia: Quando um casal tem filhos na Estônia, os pais têm direito a 435 dias de licença (mais um ano e dois meses) divididos entre eles, é claro.

Arábia Saudita: As mulheres são praticamente proibidas de trabalhar. Reformas recentes melhoraram um pouco o cenário, no entanto. As primeiras advogadas sauditas conseguiram suas licenças em 2013. De resto, o trabalho feminino é permitido em poucas áreas. Basicamente lojas e hotéis.

Madagascar: Na ilha apenas os homens podem ter empregos em horários noturnos. Salvo raras exceções, as mulheres só podem trabalhar à noite se for em instituições de caridade.

Dinamarca: Ser demitido por lá nem é mau negócio: quem leva um pé recebe 90% do salário por até 104 semanas (dois anos e dois meses).

Austrália: Salário mínimo? Só se for na Austrália! De acordo com um levantamento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os australianos ganham US$ 9,54 por hora. O valor equivale a R$ 31 (o que daria R$ 5.500 por mês no Brasil, para uma jornada de 44 horas semanais).

12.600 – De ☻lho no Mundo – Reino Unido deixa a União Européia


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O Reino Unido decidiu pela saída da União Europeia, numa disputa acirrada: 48% da população votou a permanência, enquanto 52% preferiu a saída – no total, a diferença de votos foi de 1,2 milhão. O primeiro-ministro David Cameron, que fazia campanha pela permanência, já anunciou a renúncia ao cargo. O resultado mostrou dois sinais: jovens e idosos pensam de formas bem diferentes; e o Reino Unido anda bem desunido.
Basta ver os dados da pesquisa boca de urna feita pelo instituto YouGov: 64% dos jovens entre 18 e 24 anos queriam que a região continuasse dentro da União Europeia. E só 33% dos britânicos entre 50 e 64 anos compartilhavam a mesma opinião.
Como, então, os membros do time pró-saída levaram a melhor? É fácil adivinhar: a população jovem compareceu menos às urnas, embora seja quem vai viver mais tempo na nova situação. No início de junho, só 50% deles diziam que participariam do referendo. Em contrapartida, mais de 60% das pessoas entre 33 a 54 anos e 80% dos idosos com mais de 80 anos confirmaram presença na votação.
Fora isso, os resultados foram bem diferentes na parte norte e sul da Grã-Bretanha. 62% dos escoceses e 56% dos cidadãos da Irlanda do Norte queriam a permanência no bloco – até porque, numa Europa unida, há mais contrapesos para o poder de Londres dentro do Reino Unido.
Resta agora saber como fica a região daqui para frente. E se a decisão britânica vai influenciar outros países, como a França, a tomar o mesmo caminho.

10.586 – (In) Justiça Social – Fortuna de bilionários corresponde a 8% do PIB do Brasil


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Onde há injustiça há revolta:

A economia brasileira pode estar em recessão, mas o número de super-ricos no país cresce de forma exponencial. O Brasil somou 61 bilionários este ano e entrou para a lista dos dez países com o maior número de pessoas que fazem parte da elite da economia mundial. A fortuna de 182 bilhões de dólares dos integrantes do seleto grupo corresponde a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e é superior ao PIB de 100 diferentes países, incluindo Nova Zelândia, Bangladesh e Vietnã (a nova fronteira econômica asiática).
O Brasil subiu duas posições no ranking das economias com o maior número de bilionários, ocupando pela primeira vez a nona colocação, apontaram dados divulgados pelo banco UBS. O ranking contabiliza o número de pessoas com ativos e fortunas acima de 1 bilhão de dólares. O Brasil ganhou 11 novos bilionários em apenas um ano, o que representa um crescimento de 22%. O país soma mais bilionários que economias tradicionais, como França, Itália, Canadá e Japão.
São Paulo é a maior capital dos super-ricos da América Latina e a sexta maior capital do mundo, com 36 bilionários. Juntos acumulam patrimônio de 91 bilhões de dólares, sendo que 61% construíram a própria fortuna e 83% nasceram no Brasil. Um terço dos bilionários paulistanos, entretanto, nem sequer tem um título universitário.

9813 – Engenharia Genética – Alimento Transgênico


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Esta é para engrossar o coro dos que são contra as plantas transgênicas: um tipo de milho alterado pela adição de genes de bactéria parece estar eliminando borboletas nos Estados Unidos. Nos testes, a mudança não causou nenhum mal nem ao homem nem às abelhas que passeiam pelo milharal. Mas as borboletas não escapam do pólen tóxico, que acaba sendo jogado pelos ventos sobre as folhas de outras plantas. No Brasil, por enquanto, não há nenhum milho transgênico com bactérias sendo plantado.

Transgênese é o processo de introdução de um gene exógeno – chamado de transgene – em um organismo vivo, de modo que esse organismo passe a expressar uma nova propriedade e transmita essa propriedade à sua descendência. A transgênese pode ser facilitada por lipossomas, vetores plasmídeos, vetores virais, injeção pronuclear, fusão de protoplastos e canhão de DNA.
Organismos transgênicos são aqueles que receberam materiais genéticos de outros organismos, mediante o emprego de técnicas de engenharia genética. A geração de transgênicos visa obter organismos com características novas ou melhoradas relativamente ao organismo original. Resultados na área de transgenia já são alcançados desde a década de 1970, quando foi desenvolvida a técnica do DNA recombinante. A manipulação genética combina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na natureza. Assim podem ser combinados os DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais.
Frequentemente há uma certa confusão entre organismos transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados (OGM), e os dois conceitos são tomados, de forma equivocada, como sinônimos. Ocorre que OGMs e transgênicos não são sinônimos. Todo transgênico é um organismo geneticamente modificado, mas nem todo OGM é um transgênico. OGM é um organismo que teve o seu genoma modificado em laboratório, sem todavia receber material genético (RNA/DNA) de outro organismo. Transgênico é um organismo foi submetido a técnica específica de inserção de material genético (trecho de RNA|DNA) de outro organismo (que pode até ser de espécie diferente).

Alimentos transgênicos
São alimentos produzidos a partir de organismos cujo embrião foi modificado em laboratório, pela inserção de pelo menos um gene de outra espécie. Alguns dos motivos de modificação desses alimentos são para que as plantas possam resistir às pragas (insetos, fungos, vírus, bactérias e outros) e a herbicidas. O mau uso de pesticidas pode causar riscos ambientais, tais como o aparecimento de plantas resistentes a herbicidas e a poluição dos terrenos e lençóis de água. O uso de herbicidas, inseticidas e outros agrotóxicos pode diminuir com o uso dos transgênicos, já que eles tornam possível o uso de produtos químicos corretos para o problema. Uma lavoura convencional de soja pode utilizar até cinco aplicações de herbicida, enquanto que uma lavoura transgênica Roundup Ready (resistência ao herbicida glifosato) utiliza apenas uma aplicação.
É estimado que a área de cultivo deste tipo de variedades esteja com uma taxa de crescimento de 13% ao ano. A área total plantada é já superior a 100 milhões de hectares, sendo os principais produtores os Estados Unidos, o Canadá, o Brasil, a Argentina, a China e a Índia. Vários países europeus, entre os milhões de hectares de culturas transgênicas. As culturas prevalentes são as de milho, soja e algodão, baseadas principalmente na tecnologia Bt.
Atualmente existe um debate bastante intenso relacionado à inserção de alimentos geneticamente modificados (AGM) no mercado. Alguns países, como o Japão, rejeitam fortemente a entrada desses alimentos, enquanto que outros países asiáticos, norte e sul-americanos permitem a comercialização de AGMs.

Desde 2004, após seis anos de proibição, a União Europeia autorizou a importação de produtos transgênicos. No dia 2 de março de 2010, a União Europeia aprovou o plantio de batata e milho transgênicos no continente, após solicitações dos Estados Unidos. A batata transgênica será destinada para a fabricação de papel, adesivos e têxteis. O milho atenderá a indústria alimentícia. Cada país da União Europeia poderá ser responsável pelo cultivo transgênico em suas fronteiras em votação marcada para o meio do ano.
Várias informações contraditórias têm sido lançadas de diversos setores quanto aos potenciais danos que os organismos transgénicos possam provocar nos seus consumidores.
Em 1998, o investigador Árpád Pusztai e a sua equipe lançaram o pânico na Europa, ao afirmar que tinham obtido resultados que demonstravam o efeito nefasto de batata transgénica, quando presente na alimentação de ratos. Quando estes resultados foram publicados verificou-se que o referido efeito tinha sido devido ao transgene inserido nessas batatas ser de uma lectina, que por si só tem um efeito tóxico no desenvolvimento dos mamíferos. Estes investigadores sofreram pesadas críticas da classe política e da comunidade científica em geral. No entanto, ainda há alguma controvérsia quanto à interpretação dos resultados destes autores, opondo organizações não governamentais a alguns cientistas.
Outro caso de um estudo acerca do potencial efeito de transgénicos na saúde pública foi o de Gilles-Eric Séralini, Dominique Cellier e Joël Spiroux de Vendomois (2007).
Tal discussão acentuou a polêmica sobre quem deve ser responsável pela avaliação do impacto deste tipo de produtos. O fato de algumas avaliações serem feitas pelas próprias empresas que os produzem tem levantado grande indignação por parte de organizações ambientalistas. O Painel OGM responsável pela avaliação dos transgénicos da European Food Safety Authority foi também criticado por vários estados-membros, casos da Itália e a Áustria, que acusam este painel de cientistas de parcialidade.

Algumas das críticas que os transgénicos têm recebido têm a ver com a potencial reação alérgica dos animais/humanos a estes alimentos. O caso mais conhecido foi a utilização de um gene de uma noz brasileira com vista ao melhoramento nutricional da soja para alimentação animal. A noz em causa era já conhecida como causadora de alergia em determinados indivíduos. O gene utilizado para modificação da soja tinha como função aumentar os níveis de metionina, um aminoácido essencial. Estudos realizados verificaram que a capacidade alergênica da noz tinha sido transmitida à soja 14 , o que levou a que a empresa responsável terminasse o desenvolvimento desta variedade.

Mais recentemente, investigadores portugueses do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, e do Instituto Superior de Agronomia, entre outros, testaram a resposta alérgica de diversos pacientes à alimentação com milho e soja transgênica. Este estudo não detetou qualquer diferença na reação às plantas transgênicas, quando comparada com as plantas originais.

Impacto na economia
Grande parte das polêmicas originadas com a questão dos transgênicos está diretamente relacionada a seu efeito na economia mundial. Países atualmente bem estabelecidos economicamente e que tiveram sua economia baseada nos avanços da chamada genética clássica são contra as inovações tecnológicas dos transgênicos. A Europa, por exemplo, possui uma agricultura familiar baseada em cultivares desenvolvidos durante séculos e que não tem condições de competir com países que além de possuir grandes extensões de terra, poderiam agora cultivar os transgênicos. Para além disso, localizam-se em espaço europeu muitas das empresas produtoras de herbicidas e pesticidas, que são peças importantes na aceitação ou não de variedades agrícolas que possam comprometer os seus negócios.
É também utilizado o argumento de que o cultivo de transgênicos poderia reduzir o problema da fome, visto que aumentaria a produtividade de variadas culturas, nomeadamente cereais. Porém, muitos estudos, inclusive o do ganhador do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, Amartya Sen, revelam que o problema da fome no mundo hoje não é ligado à escassez de alimentos ou à baixa produção, mas à injusta distribuição de alimentos em função da baixa renda das populações pobres. Dessa forma questiona-se a alegação de que a biotecnologia poderia provocar uma redução no problema da fome no mundo.

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8868 – Economia & Geo-Política – Desaceleração da economia da China nos anos 2010


Na primeira década dos anos 2000, o forte crescimento econômico da China e das principais economias asiáticas, somado à crise econômica nos EUA e Europa, foram fatores que geraram uma nova ordem econômica no início do século XXI, período em que muitas empresas transnacionais sobreviveram investindo em países emergentes com forte impulso econômico como a China.
No continente asiático, o Japão foi pioneiro como grande economia nos anos 1950 e 1980. Nos anos 1990, foi a vez do surgimento dos “tigres asiáticos”, como Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Cingapura. A partir dos anos 1990 e 2000, a China se solidificou como forte economia emergente. Atualmente, a China é a economia aberta mais globalizada do planeta, porém, desde 2010, tem registrado desaceleração econômica.
O ritmo da economia chinesa tem impactado diretamente na economia de todo mundo, pois importa muitas commodities e investe em outros países. Os principais investimentos iniciam no próprio país para aumentar a capacidade produtiva a partir de incentivos à educação, construção de indústrias, infraestrutura logística e novas cidades.
A atual desaceleração da economia chinesa diminui também o ritmo de crescimento dos demais países emergentes e das altas economias tradicionais. Essa pisada no freio do PIB chinês visa atender prioridades do governo frente à crise econômica mundial iniciada em 2008 e ao conjunto de adequações às questões socioeconômicas internas.
Dentre os principais objetivos do governo chinês, podemos destacar:
Manter a moeda nacional mais barata para o país exportar mais;
Manter as baixas taxas de juros;
Sobreviver à demanda mais baixa dos EUA e Europa;
Superar a saturação de seus mercados exportadores;
Não endividar a China perante um mundo que compra menos em tempos de crise.
Depois de um processo de explosão de consumo entre os chineses, a China agora trabalha para reequilibrar suas contas internas e suas questões sociais. Tradicionalmente, o forte crescimento chinês se deve à demanda interna por mão de obra barata, super explorada e necessitada de algumas assistências por parte do estado.
Apesar da explosão do consumo entre o chinês, na média, o que é gasto por um chinês em sua casa é equivalente a um terço do que é gasto pela economia de todo o país. Porém, caso o consumo médio dos chineses aumente e os investimentos econômicos do país se mantenham estagnados, o país poderá gerar inflação e saturação em alguns setores. A desaceleração da economia chinesa pode ser uma maneira de dar um passo para trás e, depois, dar dois para frente.

8438 – De ☻lho no Mundo – Zaire, um exemplo de degradação social


Então submetido à ditadura de Mobutu, a partir de 1965, o país compreende 450 línguas e tribos. Em 1991, a renda de lá era de 92 dólares por ano, muito abaixo dos 5.370 dólares pelos quais o Banco Mundial mede o limite da pobreza.
Uma obra ilustrada de 180 páginas chegou a custar 1.250.000 zaires e um operário não ganhava mais que 30 a 50 mil por mês. O país é ex colônia belga, independente desde 1960. O regime pós-colonialista levou o país à beira da falência e por isso, o trono de Mobutu, que parecia intocável, começou a ruir.

8360 – Mundo – Obesidade X Fome


É um paradigma constantemente citado aqui no ☻ Mega, vejamos um dos lados dessa moeda de contrastes:

Na Somália, 750.000 podem morrer de fome em 4 meses

A fome afeta uma sexta região da Somália, e a situação se agravará, já que a ajuda humanitária não aumentará, anunciou a ONU nesta segunda-feira. Segundo a organização, 750.000 correm o risco de morrer nos próximos quatro meses.
O limite da fome foi superado ante a desnutrição aguda e o índice de mortalidade registrado na região de Bay, sul da Somália, em consequência de uma seca devastadora no Chifre da África, destacou a ONU. “Se o nível atual de resposta (a crise humanitária) continuar, a fome seguirá progredindo nos próximos quatro meses”, adverte em um comunicado a Unidade de Análises da ONU para a Segurança Alimentar e a Nutrição (FSNAU).
No total, 4 milhões de pessoas estão em situação crítica na Somália, das quais 750.000 correm o risco de morrer nos próximos quatro meses na ausência de uma resposta adequada em termos de envio de ajuda”, completa o texto. “Dezenas de milhares de pessoas já morreram, sendo que mais da metade eram crianças”, recorda a FSNAU.
O estado de fome responde a uma definição estrita das Nações Unidas: pelo menos 20% das residências confrontadas com uma grave penúria alimentar, 30% da população com desnutrição aguda e uma taxa de mortalidade diária de dois sobre 10.000 pessoas.

( ☻ As Imagens são Chocantes…)

A região de Bay, a última declarada em fome pela ONU, é controlada pelos insurgentes islamitas shebab, assim como grande parte do sul e do centro da Somália, e inclui sobretudo a cidade de Baidoa, uma das principais do país. No total, 12,4 milhões de pessoas residentes no Chifre da África sofrem com a pior seca em décadas e precisa de ajuda humanitária, segundo a ONU.
A Somália é o país mais afetado em consequência da guerra civil iniciada em 1991, que destruiu boa parte das infraestruturas e dificulta muito o acesso ao centro e ao sul do país.

7809 – Demografia – Estamos livres da superpopulação?


Cidades se agigantam em países pobres, com populações famélicas tomadas por epidemias velhas e novas. Democracias são ameaçadas de extinção. Governos nacionais se enfraquecem – e em alguns casos são substituídos por uma combinação de feudalismo e tribalismo. E por fim a humanidade volta à Idade Média. Era o que previa o biólogo americano Paul Ehrlich. Economistas faziam previsões ainda mais sinistras.
A expectativa era de que a população mundial, então de 5,5 bilhões, aumentaria em 1 bilhão em 11 anos. A aids era só um sinal do fim dos tempos.
Em 2011, chegamos a 7 bilhões de habitantes. Mas, apesar de sermos tantos, nosso cenário é bastante diferente do previsto por Ehrlich. Desde 1950, a taxa mundial de fertilidade só cai – 5 crianças por mulher para 2,5 -, o que deve estabilizar a população mundial em 9 bilhões em 2050, 70% dela em cidades. Para garantir que não passemos fome, será necessário aumentar em 70% a produção de alimentos, segundo a FAO, agência da ONU para agricultura e alimentação. E recursos naturais para isso não faltarão, desde que 3 problemas sejam resolvidos: a mudança climática, a degradação ambiental das áreas cultivadas e a expansão do cultivo de biocombustíveis no lugar de alimentos.
O problema por vir é exatamente a baixa taxa de fertilidade. Já temos 80 países abaixo da taxa de reposição demográfica, de 2,1 bebês por mulher. Isso significa que essas nações estão envelhecendo e terão dificuldade para arranjar mão de obra ativa para sustentar seus aposentados. E o problema não será apenas na Europa, cuja população cairá de 730 milhões para 664 milhões na metade do século. Faltará gente na China. Ou, pelo menos, gente jovem. Lá, mulheres têm em média 1,4 filho, segundo o censo de 2010. Somando a isso o aumento de expectativa de vida, em 2050 o país terá 30% de seu 1,3 bilhão de habitantes acima de 65 anos. O risco é de que o país fique velho antes de ficar rico.

7566 – Algum país não possui dívida externa?


Brunei, país exportador de petróleo e gás natural localizado no Sudeste Asiático, e Palau, ilha do oceano Pacífico conhecida por atuar como centro financeiro internacional.
A baixa necessidade de gastos públicos é um dos motivos para a inexistência de dívida externa nesses países. Outro país que não tem dívida externa é Liechtenstein, um principado nos Alpes com 25 quilômetros de norte a sul – quase a mesma coisa que ir de Santos a Bertioga.
Outras localidades do mundo também não possuem dívida externa, porém, não são consideradas países. São elas: Wailis e Futuna (território ultramarino da França), Niue (Estado associado à Nova Zelândia), Macau (zona administrada pela China).
Não é fácil para um país quitar uma dívida externa ou sobreviver sem fazê-la. “A história do endividamento das nações é bastante complexa e tem seus ciclos”.
O Brasil, por exemplo, assumiu uma dívida de Portugal para conseguir a independência. Ou seja, como país, nasceu endividado. Por outro lado, Portugal, que já estava endividado naquela época, possui dívidas internacionais a mais de meio milênio.

6886 – Quanto custam os feriados?


Para 2012, a projeção é de que sejam R$ 172,6 bilhões, ou 4% do PIB, segundo o economista Gabriel Leal de Barros, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. O Brasil tem 8 feriados nacionais e 7 pontos facultativos. Este ano, são 10 dias de folga em dias úteis, sem contar feriados estaduais, municipais, emendas e a Quarta-Feira de Cinzas, que é folga por meio período. E todo esse tempo ocioso tem um custo. Quando fábricas e lojas estão fechadas e não estamos produzindo riquezas, quando consumimos e compramos menos, a economia fica parada. Um dia de folga, no geral, significa R$ 16,4 bilhões que o Brasil deixa de ganhar. Isso é 10 vezes mai do que o governo investiu em cultura em 2012, por exemplo. “Excesso de feriados é prejudicial à atividade econômica”, diz Barros. Por conta desse custo, Portugal, devido à crise econômica na Europa, planejou o corte de 4 feriados nos próximos 4 anos, o que pode representar um ganho de US$ 3,7 bilhões ao ano. Mas alguns setores da economia lucram com o feriado, é claro. Em 2012, são 9 finais de semana emendados, o que ajudará o setor de turismo a crescer entre 8 e 10% neste ano. Dê valor aos seus dias de descanso.
As potências e os feriados:
Japonês tem mais folga que brasileiro, quem diz o contrário está mal informado. Veja quantos feriados nacionais têm os países mais ricos do mundo.

6661 – Mega Opinião – Especulação Imobiliária e Capitalismo Selvagem


Os bairros com boa infra-estrutura não são para os de classe social menos favorecida, em São Paulo. Neles só moram ricos ou mendigos. Classe mais baixa socialmente apenas trabalham, indo dormir na cada vez mais inflada periferia.
Bairros como Brooklim, Vila Olímpia, Itaim Bibi, Pinheiros, região da Berrini, Jardins, mais parecem ilhas de prosperidade, onde só se vê almofadinhas engravatados, Shoppings, escritórios de luxo, barzinhos, clínicas de estética, etc, muito longe da realidade da maioria da população, que ralmente produz a riqueza, mas não tem acesso a ela e dificilmente o terá, já que o modelo econômico adotado em boa parte da economia mundial é o capitalismo selvagem.
Imóveis
Os aluguéis e os preços dos imóveis dispararam por causa da especulação imobiliária.Os condomínios brotam da noite para o dia.
Especulação imobiliária é a compra ou aquisição de bens imóveis com a finalidade de vendê-los ou alugá-los posteriormente, na expectativa de que seu valor de mercado aumente durante o lapso de tempo decorrido.
Se uma pessoa, empresa, ou grupo de pessoas ou empresas compra imóveis, em grandes áreas ou quantidades e numa mesma região, isto reduz a oferta de imóveis no lugar, e, por consequência, há um aumento artificial dos preços de todos os imóveis daquela região (segundo a lei de oferta e procura).
A expressão tem conotação pejorativa, por deixar implícito que o comprador do imóvel não irá utilizá-lo para fins produtivos ou habitacionais, e ainda retira de outras pessoas, de menor poder aquisitivo e portanto mais necessitadas, a possibilidade de fazê-lo.
No Brasil, o Estatuto das cidades pretende regular a especulação imobiliária.

Projetos
Há poucos dias, manifestantes se reuniram no bairro de Santa Ifigênia, centro da capital paulista, para protestar contra o projeto de privatização da revitalização do Nova Luz. Comerciantes e moradores exigem uma negociação com a Prefeitura de São Paulo antes da aprovação final do projeto.
Enquanto o Nova Luz encontra resistência dos moradores do centro da cidade, nas periferias outra favela foi destruída pelo fogo. Desta vez o incêndio destruiu 100 barracos na Vila Prudente e deixou cerca de 600 pessoas desabrigadas. Era o terceiro incêndio ocorrido em agosto e o 27º do ano, segundo informações da Defesa Civil.

Corrupção
No mesmo dia, a grande imprensa publica duas notícias que se complementam. A primeira é que, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, 62% dos habitantes de São Paulo não tem condições de comprar uma casa, e que 33% das famílias brasileiras são sem teto ou não tem moradia adequada, o que segundo o último levantamento do IBGE é ainda pior (43% das habitações brasileiras seriam inadequadas).
A outra notícia é que um Diretor da gestão Kassab, que entre 2005 e 2012 foi responsável por aprovar obras imobiliárias na cidade de São Paulo, adquiriu nesse período mais de 100 imóveis, no valor de mais de R$ 50 milhões. E isso declarando no imposto de renda uma renda mensal de R$ 20 mil!
Eis aí o milagre da “multiplicação dos imóveis”, junto ao repetido milagre de enriquecer ainda mais os endinheirados, e de jogar a população em condições terríveis de existência.

Capitalismo selvagem é um termo que se refere à fase do capitalismo na época da revolução industrial (século XVIII), quando as condições de trabalho das classes trabalhadoras eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas. Hoje emprega-se a locução “capitalismo selvagem” para indicar um capitalismo de grande concorrência entre as multinacionais que dominam vários mercados ou países, com o apoio dos governos. Este segundo conceito também é ligado à ausência de sustentabilidade no modelo de capitalismo dos dias de hoje.
Passaram-se os séculos e nada mudou…