13.374 – Literatura e Socialismo – Quem foi Helen Keller?


Helen-Keller
(Tuscumbia, 27 de maio de 1880 — otawa, 1 de junho de 1968) Escritora e conferencista. Foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado.
A história sobre como sua professora, Anne Sullivan, conseguiu romper o isolamento imposto pela quase total falta de comunicação, permitindo à menina florescer enquanto aprendia a se comunicar, tornou-se amplamente conhecida através do roteiro da peça The Miracle Worker que virou o filme O Milagre de Anne Sullivan (1962), dirigido por Arthur Penn (em Portugal, O Milagre de Helen Keller). Seu aniversário em 27 de junho é comemorado como o Helen Keller Day no estado da Pennsylvania e foi autorizado em nível federal por meio da proclamação presidencial de Jimmy Carter em 1980, no centenário de seu nascimento.
Tornou-se uma célebre e prolífica escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas com deficiência. Keller viajou muito e expressava de forma contundente suas convicções. Membro do Socialist Party of America e do Industrial Workers of the World, participou das campanhas pelo voto feminino, direitos trabalhistas, socialismo e outras causas de esquerda. Ela foi introduzida no Alabama Women’s Hall of Fame em 1971.
Nascida na cidade de Tuscumbia, Alabama, em 27 de junho de 1880, Helen ficou cega e surda aos 19 meses de idade, devido a uma doença diagnosticada então como “febre cerebral” (hoje acredita-se que tenha sido escarlatina ou meningite). Já nessa época ela conseguia comunicar-se com a filha da cozinheira da família, através de sinais. Aos 7 anos, Keller já tinha mais de 60 sinais com os quais se comunicava com sua família.
estreou na literatura publicando sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou a carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. A partir de então não parou de escrever.
Graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário de cinquenta anos de sua formatura.
Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade de Harvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no Brasil, com a do Tesouro Sagrado, no Japão, dentre outras.
Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes.
Era filiada ao Partido Socialista da América (SPA), onde desenvolveu uma intensa luta pelo sufrágio universal, ou seja, pelo direito a voto às mulheres, negros, pobres etc. Em 1912 se filiou à Industrial Workers of the World (IWW ou “os Wobblies”), passando a defender um sindicalismo revolucionário.

Optimismo – um ensaio
A Canção do Muro de Pedra
O Mundo em que Vivo
Lutando Contra as Trevas
A Minha Vida de Mulher
Paz no Crepúsculo
Dedicação de Uma Vida
A Porta Aberta
A História da minha vida

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9945 – Por que o Socialismo não deu certo?


socialismo

O Socialismo nunca foi posto em prática.
Não no modelo original, e principalmente, sem corrupção.
Os críticos do Socialismo costumam referir-se a uma rotina de violências que teria predominado sobre o processo de consolidação política dos bolcheviques na Rússia, mas é preciso analisar isso com calma, à luz das circunstâncias. Em 1917 era fazer a Revolução ou tolerar uma Ditadura que sacrificava o povo russo há várias gerações. Lênin e Trotsky tinham perfeita consciência de que não estavam dadas as condições para a deflagração da Revolução, mas não havia como deixar de enfrentar todo o atraso material do país, e ainda fazer o processo político avançar. Depois veio a guerra de 1939, com milhões de mortos, onde as decisões eram tomadas em meio ao fogo dos incêndios e dos bombardeios. Os muitos erros que foram cometidos na Rússia, nessa primeira metade do século 20, foram fruto de situações desesperadas. Nessas circunstâncias você não pode prever exatamente as consequências de muitos dos seus atos.

O socialismo é estruturalmente mais justo que o capitalismo. Porém, em suas experiências reais não soube equacionar a questão da liberdade individual e corporativa. Cercado por nações e pressões capitalistas, o socialismo soviético cometeu o erro de abandonar o projeto originário de democracia proletária, baseado nos sovietes, para perpetuar a maldita herança da estrutura imperial czarista da Rússia, agora eufemisticamente denominada “centralismo democrático”.
Para ser estruturalmente mais justo que o capitalismo, o socialismo deveria ter outra concepção dos fundamentos econômicos e da melhor forma de se gerir a economia. O problema é que se reformulasse tais fundamentos e certezas deixaria de ser socialismo. Temos, então, um dado concreto. A economia socialista é planificada, ou seja, controlada por um poder centralizado. Somente dessa forma é possível garantir, no plano teórico, a distribuição eficiente a abrangente da renda e a promoção da justiça social. É um mecanismo que pretende extinguir a produção orientada para o lucro e instituir a produção destinada ao consumo, segundo explicou F. Hayek (O Caminho da Servidão, p. 60).

A economia planificada, inevitavelmente, exige o controle rígido de todos os processos e agentes econômicos. Essa exigência conduz à opressão e tirania, que não se limita à economia e se espalha para os demais segmentos e atividades da vida em sociedade. No plano moral, há um deslocamento brutal de entendimento sobre o indivíduo que faz os tiranos acreditarem na legitimidade de suas crueldades. Se o indivíduo é um mero consumidor daquilo que o Estado provê, então, é moral e economicamente inferior àqueles que provêm as suas necessidades.
O que deu errado e o que deu certo para o socialismo no século XX? Qual foi o real significado da queda do Muro de Berlim e do colapso da URSS? Estas são as perguntas que fazem muitos daqueles que se empenharam na tentativa de construção de uma sociedade superior ao capitalismo no século passado e observam nas últimas duas décadas o retorno dos países chamados socialistas a esse sistema.
A crise econômica global irrompida em 2008 e a iminente ameaça de colapso ambiental, que revelam mais uma vez a disfuncionalidade e a irracionalidade deste sistema, trarão de volta sem dúvida a discussão do socialismo como alternativa. Entretanto, pesa sobre este uma enorme carga de descrédito, por razões até agora aparentemente pouco compreendidas pelo próprio movimento socialista.

9138 – História – Allende, a queda de um socialista


Médico, socialista e maçom. Esse foi o perfil de um dos maiores emblemas chilenos, o ex-presidente Salvador Allende Gossens, deposto por um golpe militar em 1973. Nascido em 26 de junho de 1908, em Valparaíso, Allende veio de uma família de classe média alta. Seus pais foram o advogado Salvador Allende Castro, militante do Partido Radical, e Laura Gossens Uribe. Aos dez anos, foi levado pelo pai para o Instituto Nacional, em Santiago. Em 1920, de volta a Valparaíso, iniciou seus estudo no Liceo Eduardo de La Parra, onde conheceu Juan Demarchi, um velho anarquista italiano que teve grande influência em sua formação política. Após prestar o serviço militar em 1925, ingressou na escola de Medicina da Universidade do Chile. Lá tornou-se presidente do Centro Acadêmico e formou um grupo de discussões sobre marxismo.
Em 1929 foi incorporado à Maçonaria, no mesmo ano em que fundou, com companheiros da universidade, o grupo político Avance. No ano seguinte, então no cargo de vice-presidente da Federação dos Estudantes, acabou preso por se opor à ditadura de Carlos Ibañez del Campo. Aos 25 anos, participou da fundação do Partido Socialista e foi eleito primeiro-secretário-geral. Aliando a medicina social com a política, publicou diversos trabalhos sobre saúde pública. O primeiro mandato de deputado viria em 1937. Dois anos depois, durante o governo de Pedro Aguirre Cerda, da Frente Popular, foi nomeado Ministro da Saúde e Assistência Social. Em 1940, casou-se com Hortensia Bussi, uma professora de História e Geografia. Os dois se conheceram no dia 25 de janeiro de 1939, por ocasião do terremoto de Chillán.
Allende foi eleito senador em 1945. Manteve o cargo por 25 anos, apesar de ter disputado a presidência em 1952, 1958 e 1964. Em 1970, em sua quarta candidatura, finalmente obteve maioria nas urnas e conquistou a Presidência. Pela primeira vez na história do país, um socialista chegava ao poder democraticamente. A vitória fora obtida com o apoio de uma coalizão de partidos de esquerda, a União Popular. Quando assumiu o cargo, no dia 3 de novembro, Allende disse uma de suas frase mais célebres: “Não posso e nunca poderei esquecer que tudo o que fui e tudo o que sou eu devo ao meu partido”.

Allende chegou a ser visto, sobretudo entre os europeus, como o sinal de que era possível conciliar socialismo com democracia. O cenário doméstico era bem mais obscuro. Como recebeu apenas um terço dos votos em 1970 – sua vantagem foi de apenas 40.000 votos – Allende prometeu controlar a esquerda radical para receber o aval do Congresso, ao qual cabia decidir na falta de um vencedor majoritário. Não cumpriu a promessa. Iniciou um processo exacerbado de nacionalizações e permitiu que grupos de extrema esquerda invadissem fábricas e fazendas. O Chile viu-se engolfado pelo caos econômico e pela tensão política.
A forte oposição ao socialismo no contexto da Guerra Fria acabou por derrotar Allende. Boicotes econômicos dos Estados Unidos e financiamentos de greves gerais pela CIA foram decisivos na queda do governo da União Popular. Por fim, no dia 11 de setembro de 1973, um golpe de estado encabeçado pelo general Augusto Pinochet destituiu Allende. As imagens do bombardeio do Palácio de La Moneda, transmitidas pela televisão, ainda cintilam na memória dos que acompanharam a crise. Allende tinha escolhido Pinochet para o comando do Exército dezoito dias antes do golpe exatamente porque se tratava de um general obscuro, intelectualmente limitado e sabidamente apolítico. “Quem é Pinochet?”, perguntou o ex-presidente Eduardo Frei no dia da queda de Allende.
Às 9h10 da manhã, o presidente dirigiu suas últimas palavras à nação através da Rádio Magalhães, a única emissora de esquerda que ainda não havia sido ocupada pelos militares. Por volta das 14 horas, antes da invasão dos soldados à sede do governo, Allende, que resistia junto aos seus partidários, suicidou-se com um tiro de metralhadora. Em seu último discurso, disse: “Tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens superarão esse momento cinzento e amargo em que a traição pretende se impor. Fiquem sabendo que muito antes do que imaginam, novamente se abrirão as grandes alamedas por onde passa o homem livre para construir uma sociedade melhor”.

8833 – História Contemporânea – A Queda do Muro de Berlim


Era o maior símbolo da divisão do mundo entre bloco ocidental e oriental. O primeiro, liderado pelos Estados Unidos, tinha o capitalismo como sistema econômico. Já o segundo, encabeçado pela antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), era adepto do socialismo.
Esta configuração do mundo formou-se após o término da Segunda Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945. Ao final da guerra, dois países saíram fortalecidos: os EUA e a URSS. Com a polarização destas potências, são iniciados confrontos indiretos e disputas estratégicas entre as duas nações. Este fenômeno ficou conhecido como Guerra Fria.
Desta forma, diversas alterações no panorama geopolítico começam a surgir, pois os dois países soberanos tentavam ampliar sua influência em todas as nações. Neste contexto, o muro de Berlim foi construído no ano de 1961 através da Alemanha Oriental, separando a Alemanha Ocidental (capitalista). Porém, tal estrutura não separou somente o território alemão, mas dividiu famílias. Além do aspecto ideológico da construção, havia o objetivo de impedir a fuga de cidadãos para a Alemanha Ocidental, que recebeu mais de dois milhões de pessoas do lado socialista entre 1949 e 1961.
O muro de Berlim tinha 156 km de extensão e cerca de trezentas torres militares para observação do movimento nos arredores. Fora isso, era protegido por cães policiais e cercas eletrificadas. De acordo com alguns historiadores, o número estimado de pessoas que morreram tentando passar de um lado para o outro é 80.
Da mesma forma que foi o símbolo do começo da Guerra Fria, também foi ícone do seu fim. Nos últimos anos da década de 80, a URSS entrou em colapso e diversas manifestações começam a surgir nas duas partes da Alemanha, reivindicando a destruição do muro de Berlim. Naquele mesmo ano, populares portando marretas e outras ferramentas derrubaram o muro em um protesto televisionado para o mundo todo. Com a queda da barreira geográfica, inicia-se um processo que termina na reunificação da Alemanha no mês de outubro de 1990.
A importância da história do muro de Berlim foi retratada por diversos cineastas. Uma obra interessante sobre o assunto é o longa-metragem Adeus, Lênin, de 2003. Na história, uma mulher entra em coma poucos dias antes da queda do muro e acorda após a vitória do capitalismo na Alemanha. Seu filho, para evitar que os problemas da mãe piorem com a brusca mudança do cenário político, conspira com amigos e familiares com o objetivo de criar uma falsa realidade para a mulher, na qual o país continua separado.

6317 – O Capitalismo vai Acabar?


Veja algumas opiniões:

“Existe vida após o capitalismo. Nós podemos criar culturas e instituições justas, sustentáveis e um mundo de compaixão com que sonhamos. E é nosso dever fazer isso.”
David C. Korten, autor de Life After Capitalism (“Vida Depois do Capitalismo”), em que defende o fim das corporações, para uma economia solidária.
“O capitalismo global não tem rivais sérios. Mas ele poderá destruir a si mesmo.”
Timoth Garton Ash, jornalista britânico, autor de Nós, o Povo, em artigo sobre a falta de sustentabilidade do atual modelo de capitalismo.
“O fim do capitalismo está definido pela chamada 3ª Revolução Industrial – a revolução tecnológica, eletrônica. Uma grande quantidade de força de trabalho é expulsa da produção industrial e não consegue ser reabsorvida. Não há um processo de compensação, mas um processo de expulsão contínua.”
Robert Kurz, sociólogo alemão marxista, autor de O Colapso da Modernização, para quem o capitalismo está numa crise sem precedentes desde 2001.
“Apesar de tudo, (o capitalismo) é o sistema que até hoje melhor conseguiu atender ao tríplice objetivo da liberdade política, eficiência econômica e progresso social.”
Roberto Campos, economista brasileiro morto em 2001, em artigo publicado em 1995 no jornal O Estado de S. Paulo.

Miséria e Socialismo


Karl Marx, economista e filósofo - maio de 1818 - março de 1883

Idéias socialistas afirmam: lutar contra a miséria é lutar pelo socialismo. No futuro, o socilaismo acabaria com a miséria, ao fim de um período de convivência inevitável. Restaria denunciar o capitalismo como responsável pela produção da miséria. De um lado, senhores, proprietários, doutores. Do outro, índios, escravos, trabalhadores pobres. Produzir riqueza produz pobreza. A indústria brasileira é moderna na tecnologia e atrasada nas relações do trabalho e não encurtou o abismo entre os ricos e pobres. Os escravos viraram trabalhadores, mas continuaram morando em senzala, em dormitórios feitos para isolar o pobre depois do serviço. No Brasil temos uma minoria rica, branca e sofisticada, formando uma sociedade mais ou menos comparável á do Canadá. A maioria é pobre, negra, silenciosa e resignada, do tamanho do México. São 32 milhões de indivíduos paupérrimos ou indigentes, tratados como indesejáveis ou quase inimigos, equivalente a uma Argentina. Nossa produção agrícola atual poderia alimentar 300 milhões de pessoas. Nada impede que sejam gerados pelo menos 9 milhões de empregos de emergência. Se a posse da terra fosse democratizada de maneira rápida e decidida, abriria espaço para 12 milhões de famílias. Naufrágio social, farsa econômica e desastre político, esse era o quadro há poucos anos atrás e não mudou muito. É improvável que explosões sociais de oprimidos mude o futuro, afinal, sempre que preciso, a polícia os torturou e matou. As forças armadas reprimiram o início de revoltas contra as classes dominantes e as igrejas ensinam resignação em vez do horror a injustiça. O estado só tem sentido se for o instrumento de garantias sociais.

Mega Massacre II – Regime comunista implantado de modo equivocado?


Não funcionou e ainda levou á morte 100 milhões de pessoas

A ideologia era carregada de promessas de igualdade e justiça, mas custou a vida de 100 milhões de pessoas. Uma obra escrita por 11 historiadores intitulada “O livro Negro do Comunismo” é o mais completo estudo sobre o ponto de vista de suas atrocidades. Os comunistas, porém, não foram os únicos responsáveis pelas catástrofes humanas. Os nazistas tentaram moldar a geografia da humanidade segundo critérios raciais. Na China, presume-se que houveram 65 milhões de mortos, a maioria dizimada pela fome, desencadeada a partir do “Grande salto para a frente”, o desastroso projeto de auto-sustentação, implantado por Mao Tsé-Tung, em meados dos anos 50. Mas os números do livro são duvidosos e o capitalismo selvagem, por sua vez. pode ter levado a um número ainda maior de vítimas.