14.107 – Livro – Mundo do Cão


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“Só falta falar” é a frase favorita dos donos de cachorro. Pois o escritor francês Roger Grenier descobriu que os cães falam, ao seu modo. Pelo menos, encontraram grandes porta-vozes em figurões históricos, como Napoleão, ou em filósofos, como Schopenhauer. O cão é sobretudo o melhor amigo do escritor. Jack London, Baudelaire, Rilke, Gide e Thomas Mann são alguns dos autores lembrados em Da Dificuldade de Ser Cão (Companhia das Letras), coletânea de anedotas canino-literárias. Grenier reuniu essas histórias com afeto e sem método. Como quem leva o cão para passear.

13.270 – Biologia – O Faro do Cão


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Muitos são treinados para auxiliar em operações de busca e resgate e de apreensão de drogas. Mas, além de desempenhar muito bem essas atividades, os cachorros também são — ou já foram — empregados para farejar muitas outras coisas, sendo que algumas delas são bem estranhas.
Os cães podem ser treinados para detectar um elemento chave na fabricação de DVDs. Tanto que os animais estão sendo utilizados por policiais no combate à pirataria em locais como o sudeste asiático. Os dois cachorros da imagem, por exemplo, ajudaram as autoridades a apreender um carregamento avaliado em US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,7 milhões), levando criminosos malaios a oferecer US$ 30 mil (ou R$ 66 mil) como recompensa pela captura da dupla.
Apesar de não ser o material mais agradável do mundo, o cocô de baleia é utilizado por pesquisadores para monitorar as condições de saúde desses animais. O problema é que, ao contrário do que você possa imaginar, as fezes das baleias não ficam boiando por aí, indo parar no fundo do mar apenas meia hora depois de serem liberadas.
Para ajudar na coleta, alguns cães estão sendo treinados para detectar o cheiro do cocô, e alguns conseguem rastrear o odor a distâncias superiores a 1,5 quilômetro, indicando a localização dos dejetos aos cientistas.
É muito comum que grandes produtores lancem mão da inseminação artificial quando o assunto é aumentar o rebanho. Mas algumas vezes o sêmen utilizado é proveniente de touros famosos, e o custo desse material pode ser exorbitante. Assim, para evitar o desperdício, alguns fazendeiros começaram a utilizar cães especialmente treinados para farejar quando as vacas estão no cio, e alguns deles são melhores do que os touros em detectar o momento certo.
Não é nenhuma novidade que os cães são capazes de detectar uma série de cheiros liberados pelo organismo humano, e alguns estão sendo treinados para ajudar no diagnóstico de doenças como o câncer e o diabetes. No primeiro caso, segundo os pesquisadores, as células cancerígenas apesentam um odor específico, e pacientes com alguns tipos de câncer — como o de mama, pulmão e bexiga — podem liberar esse cheiro através do hálito. Sendo assim, os cachorros estão sendo adestrados para farejar a doença.
Já no caso do diabetes, os animais podem ser treinados para alertar os doentes quando a glicose atinge níveis perigosos, e alguns cães podem inclusive prever a ocorrência de ataques e até mesmo buscar o kit de insulina para os donos.
É evidente que o melhor amigo do homem é capaz de identificar o cheiro de inimigos, mas você sabia que os cães participaram ativamente durante a Guerra do Vietnã, ajudando os soldados norte-americanos a encontrar soldados vietcongues, armas, túneis e até armadilhas? Aliás, não é de hoje que os animais são empregados para atuar ao lado de militares, e existem registros de cachorros atuando em combates desde a antiguidade.

13.170 – A raça de cães mais antiga e rara do mundo foi redescoberta na natureza


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De acordo com a análise de DNA, estes são os mais antigos canídeos existentes.
Uma recente expedição à área resultou em mais de 100 fotografias de pelo menos 15 indivíduos selvagens, incluindo machos, fêmeas e filhotes, florescendo em isolamento e longe do contato humano.
“A descoberta e confirmação deste cão selvagem pela primeira vez em mais de meio século não é apenas empolgante, mas uma oportunidade incrível para a ciência”, disse em um comunicado o grupo por trás da descoberta, o New Guinea Highland Wild Dog Foundation.
Se você não está familiarizado com essas criaturas, esses cães selvagens só eram estimados a partir de duas fotografias promissoras, mas não confirmadas, feitas em 2005 e 2012.
Eles não tinham sido documentados com certeza em seu ambiente nativo há mais de meio século, e os especialistas temiam que tivessem sido extintos.
Conduzida pelo zoólogo James K McIntyre, a expedição se reuniu com pesquisadores locais da Universidade de Papua, que também estavam na trilha dos cães.
Uma cópia enlameada de uma pata em setembro de 2016 finalmente iluminou o caminho de todos, oferecendo evidências de que os animais ainda vagavam as florestas densas das montanhas, 3.460 a 4.400 metros acima do nível do mar.
Esses animais são mais comumente dourados, mas também existem em tons mais escuros e amarelados. Suas caudas são altas e em forma de gancho, como as de um Shiba Inu. Em todos os indivíduos observados até agora, as orelhas são eretas e triangulares.
A pesquisa sobre esses animais ainda está em andamento, e um artigo científico sobre a descoberta será lançado nos próximos meses.
A boa notícia é que os pesquisadores estão otimistas sobre suas chances de sobrevivência. Empresas de mineração locais precisaram tomar medidas especiais de proteção ambiental para preservar o ecossistema em torno de suas instalações, o que significa que inadvertidamente criaram um santuário no qual os cães selvagens puderam prosperar. [ScienceAlert]

13.106 – Mundo Cão – Brasil tem 30 milhões de animais abandonados


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Fonte: Folha

O abandono de animais é um problema global. A estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que cerca de 30 milhões de cães e gatos vivam em situação de abandono no Brasil. Em São Paulo, apesar de não haver números oficiais, mais de 500 animais são recolhidos todos os meses por ONGs e instituições de proteção.
Para alertar a população sobre os riscos do abandono de animais de estimação para a saúde pública e dos próprios bichinhos, o CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo) lança a campanha ‘Quando a gente gosta é claro que a gente cuida’. O nome da ação é trecho da música “Sozinho”, do compositor Peninha, que cedeu os direitos autorais.
Abandono e maus-tratos são crimes previstos em lei, mas poucos casos são denunciados e se tornam processo
Os animais abandonados estão mais suscetíveis a maus-tratos, a acidentes e, principalmente, a doenças, que podem ser, inclusive, uma ameaça para outras espécies, como animais silvestres, e para a saúde humana. Segundo a OMS, mais de 70% das doenças emergentes e reemergentes são provenientes de animais, ou seja, são zoonoses.

11.404 – Biologia – Cães entendem as palavras ditas a eles


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Cachorros são capazes de responder a diversos comandos feitos por seus donos, mas estes muitas vezes se perguntam se eles entendem o que é dito ou apenas a entonação ou alguma “dica” do que foi falado, respondendo de forma automática? Uma pesquisa publicada recentemente oferece as primeiras respostas para essa questão e indica que o melhor amigo do homem é capaz de processar a fala humana de forma mais sofisticada do que se imaginava.
O estudo, publicado no periódico Current Biology, traz evidências de que os cães são capazes de entender tanto componentes subjetivos da fala, como a entonação e o teor emocional, quando as palavras propriamente ditas.
“Apesar de não podermos dizer quanto ou de que forma os cães entendem informações da fala humana, podemos afirmar que os cães reagem tanto a informações verbais quanto a elementos relacionados à pessoa que fala e que esses componentes parecem ser processados em regiões distintas do cérebro deles”.
A pesquisa mostrou ainda que os cães processam a fala humana em um hemisfério do cérebro, e as informações adicionais no outro. Estudos anteriores já haviam mostrado essa tendência quando eles processam informações sonoras emitidas por outros cães.
Para realizar o teste, os pesquisadores reproduziram uma série de comandos diferentes para os cães, e observaram suas reações. Nesses sons, eles misturaram as variáveis do sentido da fala e as informações adicionais, criando palavras com sentido e sem entonação alguma, palavras sem sentido e sem entonação, com sentido e com entonação e assim em diante.
Os sons foram emitidos a partir de ambos os lados do animal, para que cada ouvido recebesse o estímulo ao mesmo tempo e com a mesma amplitude, e os pesquisadores observavam para que lado os cães viravam a cabeça após escutar cada comando. “O conteúdo que chega a cada ouvido é transmitido principalmente ao hemisfério oposto do cérebro. Se um hemisfério é mais especializado em processar certas informações do som, esses dados devem vir da orelha oposta”, explica Victoria.
Assim, quando o cachorro se virava para a esquerda, indicava que a informação no som reproduzido foi captada mais proeminentemente pela orelha esquerda, o que sugere que o hemisfério direito é mais especializado em processar esse tipo de informação.
Quando eram apresentados comandos falados familiares, os cães mostraram uma tendência de processar principalmente no hemisfério esquerdo (ou seja, se viravam para a direita), porém quando a entonação e outras características da fala eram mais exageradas, era o hemisfério direito que agia principalmente.
Qualquer dono de cachorro sabe que o bicho é perfeitamente capaz de compreender gestos e olhares, como a indicação de um local para o qual apontamos ou um olhar de reprovação. O que poucos sabem, porém, é que essa habilidade de compreensão da nossa linguagem corporal é extremamente rara entre os animais — nem mesmo os chimpanzés podem interpretar tão bem nossos gestos quanto os cachorros.
Além de entender nossos gestos e olhares, cães também podem ser treinados para aprender palavras e seus significados. Certa vez, uma pesquisadora da Alemanha descobriu que seu cachorro aprendeu os significados de dezenas de novas palavras por meio de um processo de dedução lógica igual ao que crianças usam para descobrir nomes de objetos desconhecidos. Em outro experimento, um professor de psicologia conseguiu fazer com que sua cadela aprendesse o nome de 1 000 objetos.
Os cachorros podem não falar, mas nem por isso são incapazes de se comunicar com os humanos. Assim como o choro de um recém-nascido pode ter vários significados, os cães usam diferentes tipos de latidos e rosnados para se expressar e ser compreendido pelos humanos — pesquisas mostram que os latidos representam apenas 3% das vocalizações dos lobos, provando que o hábito de latir é mesmo um recurso decorrente da domesticação. Outros estudos indicam ainda que a maioria dos donos parece entender os significados dos diversos latidos de seus cachorros.
Ao contrário do que acontece em outros grupos de animais, os líderes das matilhas não são um casal reprodutor dominante, mas sim os cães que têm mais amigos. Quanto maior a “rede de contatos” de um cachorro, maiores são as chances de que os outros o considerem um líder e o siga aonde ele for.
Existem fortes indícios de que o sentimento de empatia, ou seja, de se sentir mal ao ver alguém sofrendo e ficar feliz quando alguém sorri, está presente nos cães. Em 50% dos casos de briga entre dois cachorros, um terceiro elemento que não estava envolvido na luta se aproxima do perdedor. A aproximação aconteceu mesmo nos casos em que esse terceiro elemento não tinha visto o embate. Isso significa que os cães reagem ao comportamento do companheiro de espécie que indica a derrota.
A inteligência dos cachorros também tem seu lado negativo. Um estudo realizado na Universidade de Viena, na Áustria, mostrou que os cães sabem quando estão ou não sendo observados pelo dono e se comportam de formas diferentes de acordo com isso. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os animais desobedecem mais ordens quando os donos não estão no mesmo ambiente que eles ou estão distraídos por alguma outra atividade, como ler ou ver TV.

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10.799 – Cadela que seria sacrificada aprende a diagnosticar câncer de próstata na USP


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Por meio do cheiro da urina, uma cadela pastora belga treinada é capaz de ajudar no diagnóstico de homens com câncer de próstata.
Ela se chama Life e vive em Ribeirão Preto (SP). Após ser adestrada para tal missão médica, foi submetida a 402 testes, de pacientes com e sem câncer da USP, e teve nada menos do que 100% de acerto.
Em 2011, pesquisadores japoneses tinham treinado uma cadela para diagnosticar câncer de intestino. Tanto eles quanto os cientistas brasileiros ainda não sabem exatamente qual substância os cachorros conseguem farejar para ter tanto sucesso.
A história de Life, 4, é um tanto curiosa. Ela era da Polícia Militar de Goiás e seria sacrificada após ser agredida por um rottweiler e apresentar vários problemas de saúde.
O treinador que colaborou com a pesquisa e é também Policial Militar, evitou que isso acontecesse, porém. Ele identificou nela potencial para a atividade científica: era importante encontrar um cão que já fosse treinado para responder a comandos e que tivesse facilidade de aprendizagem.
Em Ribeirão, ela foi ensinada que, ao identificar na urina odor com câncer de próstata, deve ficar sentada, sem sair do lugar até seu treinador determinar. Se não há câncer, ela logo volta a se mexer.
O sucesso de Life não significa, porém, que em breve hospitais contarão com um exército de cães farejando amostras de urina de pacientes com suspeita de câncer de próstata, em substituição aos tradicionais exame de sangue e de toque ou da biópsia.
Isso porque o treinamento canino leva tempo. Life precisou de dois anos. A cadela usa no Japão levou quatro, quase uma faculdade de medicina humana –e a “vida útil” de um cão é bem menor do que a de um médico.
Além disso, não são todos os cães que têm o faro aguçado o suficiente ou se adaptam a essa missão. Ainda não se sabe bem quanto custaria um projeto em larga escala ou como se resolveria as dificuldades que a presença em massa de cães num hospital poderia causar.
Segundo Rodolfo Borges dos Reis, médico urologista da faculdade de medicina da USP Ribeirão, o grande desafio científico, na verdade, é descobrir qual marcador na urina Life fareja, o que poderia permitir que se tentasse detectá-lo em laboratório.

10.417 – Biologia – Cães sentem ciúme do dono


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Uma pesquisa confirmou o que muitas pessoas que têm cachorros já sabem: os cães sentem ciúme de seus donos. Em um estudo publicado nesta recentemente no periódico Plos One, os peludos se mostraram mais ciumentos quando seus proprietários eram afetivos com algo que parecia ser outro cão do que quando faziam isso com objetos aleatórios.
No experimento, os autores aplicaram em 36 cães um teste que mede o ciúme em bebês de seis meses de idade. Eles analisaram como os animais reagiam quando seus donos os ignoravam para interagir com três objetos: um bicho de pelúcia igual a um cachorro — que latia e abanava o rabo —, uma abóbora de Halloween e um livro. Os cachorros demonstraram significativamente mais ciúme quando o dono dava atenção ao bicho de pelúcia do que quando se concentrava nas demais peças.
Enquanto a maioria dos estudiosos se refere ao ciúme como uma emoção de complexa cognição, os autores da pesquisa sugerem que pode haver uma manifestação mais elementar do sentimento, que envolve a proteção de suas relações afetivas. Para eles, essa manifestação básica do ciúme afetou os cachorros.
Inteligência do cão
Além de entender nossos gestos e olhares, cães também podem ser treinados para aprender palavras e seus significados. Certa vez, uma pesquisadora da Alemanha descobriu que seu cachorro aprendeu os significados de dezenas de novas palavras por meio de um processo de dedução lógica igual ao que crianças usam para descobrir nomes de objetos desconhecidos. Em outro experimento, um professor de psicologia conseguiu fazer com que sua cadela aprendesse o nome de 1 000 objetos.
Os cachorros podem não falar, mas nem por isso são incapazes de se comunicar com os humanos. Assim como o choro de um recém-nascido pode ter vários significados, os cães usam diferentes tipos de latidos e rosnados para se expressar e ser compreendido pelos humanos — pesquisas mostram que os latidos representam apenas 3% das vocalizações dos lobos, provando que o hábito de latir é mesmo um recurso decorrente da domesticação. Outros estudos indicam ainda que a maioria dos donos parece entender os significados dos diversos latidos de seus cachorros.
Ao contrário do que acontece em outros grupos de animais, os líderes das matilhas não são um casal reprodutor dominante, mas sim os cães que têm mais amigos. Quanto maior a “rede de contatos” de um cachorro, maiores são as chances de que os outros o considerem um líder e o siga aonde ele for.
Empatia do cão
Existem fortes indícios de que o sentimento de empatia, ou seja, de se sentir mal ao ver alguém sofrendo e ficar feliz quando alguém sorri, está presente nos cães. Em 50% dos casos de briga entre dois cachorros, um terceiro elemento que não estava envolvido na luta se aproxima do perdedor. A aproximação aconteceu mesmo nos casos em que esse terceiro elemento não tinha visto o embate. Isso significa que os cães reagem ao comportamento do companheiro de espécie que indica a derrota.
A inteligência dos cachorros também tem seu lado negativo. Um estudo realizado na Universidade de Viena, na Áustria, mostrou que os cães sabem quando estão ou não sendo observados pelo dono e se comportam de formas diferentes de acordo com isso. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os animais desobedecem mais ordens quando os donos não estão no mesmo ambiente que eles ou estão distraídos por alguma outra atividade, como ler ou ver TV.

10.208 – Biologia – O Faro do Cão


Além de serem conhecidos como os “melhores amigos do homem”, os cães também são famosos por terem o faro bem aguçado. E é por essa razão que muitos são treinados para auxiliar em operações de busca e resgate e de apreensão de drogas. Mas, além de desempenhar muito bem essas atividades, os cachorros também são — ou já foram — empregados para farejar muitas outras coisas, sendo que algumas delas são bem estranhas.
O poder de faro dos cães é surpreendente, e a seguir você pode conferir exemplos — selecionados a partir de um artigo publicado pelo pessoal do site ListVerse — de coisas que os cães são capazes de detectar através de seus superfocinhos:
Pirataria
Os cães podem ser treinados para detectar um elemento chave na fabricação de DVDs. Tanto que os animais estão sendo utilizados por policiais no combate à pirataria em locais como o sudeste asiático. Os dois cachorros da imagem, por exemplo, ajudaram as autoridades a apreender um carregamento avaliado em US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,7 milhões), levando criminosos malaios a oferecer US$ 30 mil (ou R$ 66 mil) como recompensa pela captura da dupla.

“Ovulação” bovina
É muito comum que grandes produtores lancem mão da inseminação artificial quando o assunto é aumentar o rebanho. Mas algumas vezes o sêmen utilizado é proveniente de touros famosos, e o custo desse material pode ser exorbitante. Assim, para evitar o desperdício, alguns fazendeiros começaram a utilizar cães especialmente treinados para farejar quando as vacas estão no cio, e alguns deles são melhores do que os touros em detectar o momento certo.

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Doenças
Não é nenhuma novidade que os cães são capazes de detectar uma série de cheiros liberados pelo organismo humano, e alguns estão sendo treinados para ajudar no diagnóstico de doenças como o câncer e o diabetes. No primeiro caso, segundo os pesquisadores, as células cancerígenas apesentam um odor específico, e pacientes com alguns tipos de câncer — como o de mama, pulmão e bexiga — podem liberar esse cheiro através do hálito. Sendo assim, os cachorros estão sendo adestrados para farejar a doença.
Já no caso do diabetes, os animais podem ser treinados para alertar os doentes quando a glicose atinge níveis perigosos, e alguns cães podem inclusive prever a ocorrência de ataques e até mesmo buscar o kit de insulina para os donos.
Inimigos
É evidente que o melhor amigo do homem é capaz de identificar o cheiro de inimigos, mas você sabia que oscães participaram ativamente durante a Guerra do Vietnã, ajudando os soldados norte-americanos a encontrar soldados vietcongues, armas, túneis e até armadilhas? Aliás, não é de hoje que os animais são empregados para atuar ao lado de militares, e existem registros de cachorros atuando em combates desde a antiguidade.

9825 – Desde quando o cão é o melhor amigo do homem?


Um dos primeiros cães a ser domesticado, a espécie era muito próxima dos lobos
Um dos primeiros cães a ser domesticado, a espécie era muito próxima dos lobos

Existe mais de uma teoria a respeito, mas é muito provável que a domesticação ocorreu entre 11 mil e 15 mil anos atrás. Nessa época ainda não havia cães como conhecemos hoje, mas lobos selvagens que foram sendo amansados – só muitas gerações depois eles dariam origem às raças de cachorros. A data e região precisa onde isso aconteceu ainda é motivo de controvérsia (veja mapa abaixo). “O momento exato da domesticação permanece obscuro, especialmente porque deve ter sido um processo gradual”, afirma o veterinário Mauro Lantzman, especialista em comportamento animal. Pesquisadores acreditam que a domesticação começou com a seleção de filhotes de lobos cinzentos (Canis lupus) que viviam ao redor de acampamentos humanos. Esses animais se alimentavam de restos de comida deixados pelos homens. Nossos ancestrais logo perceberam que alguns eram mais dóceis que outros e viram uma vantagem em tê-los por perto: os lobos davam o alarme quando outros animais ferozes se aproximavam dos acampamentos. Foi com essa ajuda boa pra cachorro que nasceu uma das mais longas amizades entre animais de diferentes espécies.

Teoria Iraque
Alguns achados arqueológicos apontam que a domesticação dos primeiros canídeos ocorreu há 11 mil anos na atual região do Iraque. A partir daí, os cães se disseminaram pela Europa, Ásia e Américas junto com o homem. Os lobos teriam sido os primeiros animais domesticados pelo homem.

Teoria Leste Asiático
Uma nova teoria, formulada pelo cientista Peter Savolainen, do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, na Suécia, aponta que lobos primitivos foram domesticados bem antes, há 15 mil anos no leste da Ásia, provavelmente no que hoje é a China. A teoria de Savolainen se baseia em análises de DNA de cães e lobos.

9812 – Cães – Reconhecem, pela voz, se o dono está triste ou feliz


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Um novo estudo acaba de comprovar o que os donos de cachorros talvez já tivessem percebido: pelo tom da voz, o animal identifica se seu proprietário está feliz ou triste. Pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, usaram exames de ressonância magnética para estudar como o cérebro de onze cachorros reagia a diferentes sons. Segundo os cientistas, o cérebro dos bichos parece ter uma área que apresenta uma maior atividade quando ouve vozes humanas ou latidos do que outros ruídos sem importância, como o de um vidro quebrando. A atividade é maior ao ouvir um som emocionalmente positivo do que um negativo. O estudo foi publicado nesta quinta-feira no periódico Current Biology.
No estudo, em várias sessões de 6 minutos cada, os animais ouviram cerca de 200 sons de três categorias — vozes humanas, latidos e barulhos insignificantes —, enquanto os cientistas acompanhavam sua atividade cerebral. O exame também foi feito durante o silêncio. Os pesquisadores submeteram 22 humanos ao mesmo teste, para comparar os resultados, e constaram que as áreas cerebrais que respondiam à voz eram parecidas em homens e cães.
A pesquisa ainda revelou que o cérebro dos cachorros respondia de maneira diferente se o som emitido por cães ou humanos tinha uma tonalidade feliz ou triste. Aos felizes, como uma gargalhada ou um latido de um cachorro quando o dono volta pra casa, algumas áreas do córtex auditivo mostravam maior atividade do que quando ouviam um choro de um cão ou um homem. “O estudo nos faz pensar quais aspectos da chamada habilidade linguística não são específicos da humanidade, mas também existentes em outras espécies”.

9811 – Biologia – Seu cão é mais esperto do que você imagina


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Entende a linguagem corporal humana
Qualquer dono de cachorro sabe que o bicho é perfeitamente capaz de compreender gestos e olhares, como a indicação de um local para o qual apontamos ou um olhar de reprovação. O que poucos sabem, porém, é que essa habilidade de compreensão da nossa linguagem corporal é extremamente rara entre os animais — nem mesmo os chimpanzés podem interpretar tão bem nossos gestos quanto os cachorros.

Pode aprender palavras
Além de entender nossos gestos e olhares, cães também podem ser treinados para aprender palavras e seus significados. Certa vez, uma pesquisadora da Alemanha descobriu que seu cachorro aprendeu os significados de dezenas de novas palavras por meio de um processo de dedução lógica igual ao que crianças usam para descobrir nomes de objetos desconhecidos. Em outro experimento, um professor de psicologia conseguiu fazer com que sua cadela aprendesse o nome de 1 000 objetos.

Consegue se comunicar com as pessoas
Os cachorros podem não falar, mas nem por isso são incapazes de se comunicar com os humanos. Assim como o choro de um recém-nascido pode ter vários significados, os cães usam diferentes tipos de latidos e rosnados para se expressar e ser compreendido pelos humanos — pesquisas mostram que os latidos representam apenas 3% das vocalizações dos lobos, provando que o hábito de latir é mesmo um recurso decorrente da domesticação. Outros estudos indicam ainda que a maioria dos donos parece entender os significados dos diversos latidos de seus cachorros.

Faz e valoriza amizades
Ao contrário do que acontece em outros grupos de animais, os líderes das matilhas não são um casal reprodutor dominante, mas sim os cães que têm mais amigos. Quanto maior a “rede de contatos” de um cachorro, maiores são as chances de que os outros o considerem um líder e o siga aonde ele for.

Sente empatia
Existem fortes indícios de que o sentimento de empatia, ou seja, de se sentir mal ao ver alguém sofrendo e ficar feliz quando alguém sorri, está presente nos cães. Em 50% dos casos de briga entre dois cachorros, um terceiro elemento que não estava envolvido na luta se aproxima do perdedor. A aproximação aconteceu mesmo nos casos em que esse terceiro elemento não tinha visto o embate. Isso significa que os cães reagem ao comportamento do companheiro de espécie que indica a derrota.

É capaz de enganar o dono
A inteligência dos cachorros também tem seu lado negativo. Um estudo realizado na Universidade de Viena, na Áustria, mostrou que os cães sabem quando estão ou não sendo observados pelo dono e se comportam de formas diferentes de acordo com isso. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que os animais desobedecem mais ordens quando os donos não estão no mesmo ambiente que eles ou estão distraídos por alguma outra atividade, como ler ou ver TV.

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9676 – Biologia – Tumor que afeta cães existe há mais de 10 mil anos


Um cão que morreu no fim da Era do Gelo, há 11 mil anos, parece ter conseguido uma estranha forma de imortalidade. Uma versão modificada de seu DNA continua circulando pelo mundo – não no organismo de seus descendentes, mas numa forma transmissível de câncer que hoje afeta cachorros do mundo inteiro.
Os dados sobre a surpreendente antiguidade desse tipo de tumor estão em pesquisa na revista especializada “Science”. O estudo reuniu cientistas da Universidade de Cambridge e um médico veterinário da Unesp, entre outros pesquisadores mundo afora, num esforço para obter o genoma completo desse tipo de câncer.
A leitura do DNA do CTVT (sigla inglesa de tumor venéreo transmissível canino) acabou sendo feita a partir de cânceres de dois cães: um vira-lata criado por aborígines da Austrália e uma cocker spaniel de Franca, no interior paulista, que recebeu tratamento para a doença na Unesp.
Como o nome da doença indica, o CTVT costuma ser transmitido pelo ato sexual. Os tumores, em geral, ficam no pênis ou na vulva dos bichos, e as células cancerosas acabam indo parar no parceiro por causa do contato durante a cópula. É comum os tumores regredirem espontaneamente ou, quando tratados com quimioterapia, desaparecerem com relativa facilidade, embora a cocker que doou seu DNA não tenha tido essa sorte.
O CTVT tem algo de enigma biológico porque é um dos únicos cânceres transmissíveis conhecidos, e isso desde o século 19, quando foi identificado pela primeira vez. Na prática, ele se comporta como um parasita, quase como se fosse um ser vivo “independente”, embora seu efeito sobre o organismo do “hospedeiro” seja como o de qualquer outro câncer.
A análise do DNA dos dois tumores e de seus “donos” indica que a comparação com um parasita não é descabida. O DNA dos dois cânceres tem milhões de mutações (alterações genéticas) em comum entre eles, mutações essas que são totalmente diferentes do perfil genético dos cães hospedeiros. Fica claro que os tumores descendem do mesmo ancestral.
Foi usando variantes genéticas típicas dos tumores, e comparando-as com as de diversos cães mundo afora, que a equipe conseguiu estimar a idade de 11 mil anos para a primeira aparição da doença (a margem de erro é de cerca de 1.500 anos para mais ou para menos). E os genes trazem até um “retrato falado” do cão que deu a origem a doença – seria um bicho com algo de lobo, parecido com os atuais huskies siberianos.
Entender melhor o genoma do CTVT pode ajudar não apenas a melhorar o tratamento dos cães afetados como também a enfrentar outras formas de câncer. O parasita é, por exemplo, um mestre na arte de enganar o sistema de defesa de seus hospedeiros, fator importante no combate a outros tumores.

9572 – Cachorro tem memória de elefante?


Mamíferos criados por humanos podem reconhecer pessoas. “Eles usam visão, audição e olfato”. Se dependessem só do olfato, uma mudança no perfume bastaria para a pessoa ficar irreconhecível. Mas os animais gravam até o timbre de voz de um humano mais chegado. Ou seja, o cachorro dos seus amigos não precisa ser um Malabim Sabe ou um K-9 para ser sabidão.

9313 – Animal ancestral comum de cães e lobos era europeu


A diversidade de formas, e comportamentos é gigantesca, de labradores bonachões a buldogues marrentos, mas todos os tipos de cães vivos hoje são descendentes de lobos europeus da Era do Gelo, sugere um novo estudo.
Se a pesquisa estiver correta, a proximidade entre o ser humano e o seu proverbial melhor amigo é, de fato, antiquíssima. Teria cerca de 20 mil anos, o dobro do tempo que transcorreu desde a invenção da agricultura, precedendo até a chegada da espécie humana à América.
Os resultados estão em estudo na revista “Science” e derivam de análises de DNA de 77 cães de diferentes raças, 49 lobos, quatro coiotes e, o mais importante, 18 fósseis de canídeos. Isso ajudou os cientistas a avaliarem a diversidade genética dos bichos no passado e a compará-la com os do presente.
Os pesquisadores, liderados por Olaf Thalmann, da Universidade de Turku, na Finlândia, e Robert Wayne, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, fizeram uma leitura completa do DNA mitocondrial dos bichos. Esse tipo de material genético -passado de geração em geração somente das mães para filhas ou filhos- é considerado uma ferramenta útil para traçar árvores genealógicas de grupos e espécies.
Estudos anteriores apontavam uma origem canina no Extremo Oriente, porque a maior diversidade genética dos bichos parecia estar na China e países vizinhos.
“O problema é que a diversidade genética dos cães pode ser influenciada por fatores como o comércio de certas raças ou regimes severos de cruzamento consanguíneo, e pode não ser uma medida confiável”.
O DNA dos lobos e cães fósseis ajudou a contornar esse problema. Eram bichos, em sua maioria, europeus – da Bélgica, da Rússia, da Alemanha e da Suécia – mas os pesquisadores também usaram DNA de animais dos EUA e da Argentina.
Após a análise de DNA e a construção de uma árvore genealógica, o que os cientistas viram é que os quatro grandes grupos de cães atuais possuem, em posições muito próximas de sua origem, um cão ou lobo da Europa como “primo de primeiro grau”.
As análises também trouxeram uma estimativa para a data de domesticação, a qual, segundo o pesquisador, encaixa-se bem com a ideia de que certos lobos começaram a rodear os acampamentos dos caçadores humanos e “limpando” as carcaças abandonadas.
Com o tempo, a relação foi se tornando mais estreita, com os bichos sendo usados como guardas ou companheiros de caça. Uma hipótese popular apostava em outro mecanismo de origem, a domesticação depois do surgimento da agricultura.
Pesquisadores rivais, no entanto, dizem que ainda é cedo para abandonar ideias concorrentes. Peter Savolainen, do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo (Suécia), um dos defensores da origem asiática dos cães, criticou a falta de DNA de fósseis da Ásia na análise.

9250 – Mega Projeções – E se o cão não fosse o melhor amigo do homem?


cão enfermeiro

É provável que os gatos fossem os bichos mais populares entre os humanos. Mas eles não substituiriam cachorros, pois não preenchem as mesmas funções sociais dos cães. Gatos respondem com mais dificuldade a gestos de comunicação, não percebem alterações de humor e, como todo dono de gato sabe, não são facilmente adestráveis. Enquanto isso, os cães viveriam a vida louca da selva. Na verdade, eles seriam lobos, já que os cachorros como conhecemos, dos vira-latas aos pugs sem focinho, só foram possíveis graças ao convívio com o homem.
Tudo começou 15 mil anos atrás, quando descobrimos que poderíamos plantar alimentos em vez de vagar pelo mundo em busca de comida. Lobos viram nos nossos dejetos uma oportunidade, mas se assustavam com a presença humana e fugiam. Os que tinham mais fome e menos medo ficavam – e acabaram desenvolvendo estratégias para ganhar comida desse macaco pelado. Além de ficarem mais fofos e dóceis, passaram a digerir amido, o que não acontecia entre lobos, segundo um estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia. E nós também vimos vantagem nesses animais: poderiam ser bons caçadores, condutores de rebanho, companhias fiéis.
Sem essa amizade, a história da civilização poderia ser um pouco diferente. A saída do homem da Terra poderia ter atrasado caso a cadela Laika não estivesse disponível para ser o primeiro ser terráqueo a orbitar o planeta – a simpática cadelinha morreu torrada sete horas depois do lançamento, um sacrifício difícil de pedir a um humano. Cachorros eram os melhores passageiros porque possuem inteligência e disciplina para aguentar o confinamento. Sem eles, os estudos de como seres vivos se comportam no espaço estariam comprometidos. Assim como o cinema. Um pastor alemão salvou um dos maiores estúdios da história da bancarrota. Sem os 26 filmes de sucesso de Rin Tin Tin, a Warner Bros não seria mais do que o sonho de quatro irmãos poloneses querendo dar certo na vida.
Ainda mais importante, nosso conhecimento sobre política, filosofia, arte, literatura, astronomia e física seria muito diferente caso o valente cão Péritas não tivesse salvo Alexandre, o Grande, de ser esmagado por um elefante. No episódio histórico, o cachorro investiu contra o paquiderme durante um ataque na decisiva Batalha de Gaugamela, que deu a Alexandre o título de imperador persa. Assim, Alexandre tornou possível o contato da cultura grega com a romana, criando a cultura helenística, base para grande parte do conhecimento ocidental.

9209 – Cães atacam quem demonstra medo?


Por ter uma visão apurada, o cão percebe mudanças no movimento de uma pessoa assustada. “O animal descende do lobo e dele herdou o instinto da caça. Se alguém começa a andar furtivamente ou com uma postura submissa, ele logo identifica uma presa fácil. O mesmo acontece quando a pessoa corre. Nem sempre o cão persegue a vítima com o objetivo de atacar. Muitas vezes só quer espantá-la e mostrar quem manda no território”.
O problema é que, quando alguém está com medo do animal, costuma fazer movimentos bruscos, como levantar a mão. Esse gesto de defesa da pessoa é entendido como um ataque pelo cão e pode levá-lo a avançar.

9006 – Fidelidade – Há quatro meses, cão monta guarda, em vão, à espera do dono


Da Folha para o Mega

cão fidelidade

Desde o dia 8 de junho, uma manhã de sábado, o silêncio e a tristeza tomaram conta de Beethoven: a rotina de latidos, saltos e carinhos, ao longo de quatro anos, foi interrompida.
Na noite anterior, depois de se despedir do “amigão”, como era de costume, o funileiro pegou o carro para ir embora. Dirigia pela avenida Rio das Pedras (zona leste), quando, sentindo fortes dores no peito, procurou às pressas um lugar para estacionar.
Ligou para o Samu. A emergência veio rápido, só que tarde demais: Zé, 54, sofreu um ataque cardíaco. Deixa a mulher, duas filhas e Beethoven.
“O cachorro ficou tão desamparado quanto elas”, diz Margareth. A vizinha fez uma “vaquinha” para comprar ração, mas o apetite do cão, antes voraz, diminuiu bastante.
Ela pretende encontrar um novo lar para Beethoven, que hoje divide o teto com outros seis cães de rua, trazidos por um carroceiro que está “ocupando” a funilaria. A família de Zé não tem condições de ficar com Beethoven, que foi para adoção.
A persistência de Beethoven fez com que seus vizinhos enxergassem semelhanças entre o cão sem raça definida e a tocante história de Hachiko, o cachorro akita do filme “Sempre ao Seu Lado”.
Após a morte do dono, Hachiko continua indo “buscá-lo” na estação de trem, assim como Beethoven continua lá, às portas da funilaria, à espera do amigo humano.
Baseado em uma história real acontecida no Japão, o longa fez sucesso com Richard Gere no papel do professor, dono do cão, que morre, assim como o Zé, vítima de um ataque fulminante.
Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé, todos os dias, às 7h.
O que ele ainda não sabe é que o dono jamais voltará.

sempre-ao-seu-lado

8305 – Mega Curiosidades – Uma rua com nome de cachorro


O cão heroi de Polícia Argentina
O cão heroi de Polícia Argentina

Na Argentina, existe um cão para cada quatro habitantes, e em Buenos Aires, são muito bem tratados.
Os primeiros a chegar são eles, os “perros”, como são chamados os cães por aqui. Eles surgem de todos os lados, todas as raças, amontoados, sozinhos, sempre levados por alguém. O mais comum é o “passeador de cachorros”, uma profissão sempre em alta na capital argentina
Não deixa de ser uma atração. Afinal, é curioso ver grandes e pequenos em convivência pacífica, tudo pelo prazer de um passeio, que custa em média 100 dólares por mês para três ou quatro voltinhas no parque por semana.
É quase um item da cesta básica, porque cachorro é como filho. Para se ter uma ideia, a população canina impõe respeito e está na proporção de 1 cão para cada 4 habitantes. O frisson com os “perritos” tem suas excentricidades.
Os passeadores bem que cobram uma taxa pelo serviço extra, mas são poucos os que realmente recolhem a sujeira. Não por acaso, os porteiros portenhos entram na dança da faxina matinal, tentando renovar a cidade e revigorar a paixão argentina pelos cães, talvez a única no mundo a dar a uma rua o nome de um cachorro: Chonino, um herói da polícia nos anos 1980.
O bichinho tem também uma estátua e, por seu ato heróico, todo o 2 de junho se celebra o Dia Nacional do Cão.
Era uma noite chuvosa do outono de 1983 quando dois agentes da Polícia Federal abordaram uns tipos suspeitos que estavam na esquina da avenida Av. General Paz e Lastra. Eles responderam com tiros e os policiais ficaram feridos.
Chonino, um pastor alemão adestrado pela polícia, avançou sobre os bandidos e arrancou um pedaço do bolso da camisa de um deles. Junto com o tecido vieram os documentos do “meliante” que, a partir disso, mais tarde foi identificado e preso, junto como parceiro.
O cachorro foi baleado “cumprindo seu dever” e morreu no incidente, ao lado do policial que o treinou, que também faleceu na hora. Desde então recebe as honras. E tem discípulos.
Atualmente a polícia portenha tem mais de 300 cães. Eles ajudam, inclusive, a rastrear dólares e já localizaram U$S 2,7 milhões nas fronteiras do país, sendo US$ 1,5 milhão no terminal do Buquebus, que vai para o Uruguai.
Contando os cachorros “civis”, em toda a cidade são cerca de 400 mil animais segundo o Instituto de Zoonoses Pasteur. Esse número elevado fez com que os “pasea perros”, os passeadores de cães, sejam também um cartão postal de Buenos Aires quase tão famoso quanto o Obelisco.
Tamanha quantidade de animais deixa na rua um volume equivalente a 65 toneladas de excrementos por dia.
Outro postal da cidade que, não raro, termina em briga entre vizinhos. Os bairros com mais volume de excrementos deixados por cães são Palermo, Recoleta, Flores e Caballito, onde vivem pessoas com bom poder aquisitivo e que, teoricamente, deveriam ser educadas. Mas não é assim.

7279 – Qual a diferença entre cão, lobo e raposa?


Há várias diferenças, como o porte, os hábitos alimentares, a organização social e o comportamento em relação ao homem. Mas existe também muita coisa em comum entre cão, lobo e raposa: os três fazem parte da família dos canídeos, que inclui também o chacal, o lobo-guará, o coiote e o mabeco. No total, há 34 espécies de canídeos. São animais de porte médio e onívoros – preferem comer carne de outros bichos, mas, numa situação de escassez de alimentos, até encaram uma plantinha. Ao longo dos tempos, eles deixaram de ocupar apenas a América do Norte e se especializaram em caçar em planícies abertas. Os canídeos de grande porte costumam viver em matilhas, enquanto os menores são chegados a uma vida mais solitária. Segundo os zoólogos, existe apenas uma espécie de lobo, o cinzento, dividida em várias sub-espécies – o cachorro doméstico é uma delas. Por serem parentes próximos, ambos da tribo Canini, cães e lobos podem até cruzar e gerar filhotes híbridos.
O lobo-cinzento (Canis lupus) é um canídeo selvagem, não domesticado, que vive em alcatéias, grupos liderados por um macho e uma fêmea adultos. Ele pode atingir 2 metros de comprimento e pesar mais de 60 quilos. As cerca de 15 subespécies habitam florestas ou planícies da Europa, Ásia, Estados Unidos, Canadá e Norte da África, mas, em alguns lugares, como o Japão, estão à beira da extinção por causa da perseguição do homem.

Raposa
A raposa-vermelha (Vulpes vulpes) é a mais comum das 16 espécies de raposas. Depois do homem, ela é o mamífero terrestre com maior distribuição no mundo – está presente em 83 países dos cinco continentes. As raposas são animais de pequeno ou médio porte, cuja má fama (se o chamarem de “raposa”, não é um elogio) vem dos ataques a animais criados em propriedades rurais. Elas vivem em todo canto, em locais tão diversos como florestas, pântanos, desertos e savanas.

Cão
Dos três (cão, lobo e raposa), o cachorro (Canis lupus familiaris) é o único domesticado pelo homem, em um processo que começou há 135 mil anos. Os primeiros cães domésticos exerciam o papel de guarda e caça. As mais de 400 raças de cachorros que existem atualmente resultam da seleção feita pelo homem.

Características
As patas dianteiras dos canídeos têm quatro ou cinco dedos, e as traseiras, só quatro. A cauda comprida é usada na comunicação entre os indivíduos: os animais submissos, por exemplo, colocam o rabo entre as pernas diante do dominante. Já as pernas longas e a audição e o olfato apurados são resultado da evolução das habilidades desses caçadores.
Boa parte dos canídeos de médio e grande porte prefere caçar em grupo. Embora não usem o elemento surpresa nem sejam tão velozes quanto certos felinos, eles têm excelente resistência e acabam capturando suas presas pelo cansaço. Algumas caçadas podem se prolongar por dias.
Os canídeos são dos mais antigos carnívoros do planeta. Os primeiros ancestrais viveram na América do Norte há 30 milhões ou 35 milhões de anos, quando os dinossauros já haviam sido extintos. Acredita-se que eles evoluíram dos miacídeos, uma família de mamíferos placentários e carnívoros já extinta.
Exceto na Antártida e em algumas ilhas da Oceania, os canídeos estão presentes em todo o mundo. A dispersão desses animais ocorreu cerca de 6 milhões de anos atrás. Eles atravessaram o estreito de Bering, que liga o Alasca à Rússia, e se espalharam pela Ásia, Europa e África. À Austrália, chegaram levados pelo homem.

• As garras dos felídeos são retráteis, e as dos canídeos não. É isso que faz com que os felídeos subam em árvores – coisa que os canídeos não fazem

• A boca dos canídeos tem de 38 a 42 dentes, enquanto a dos felídeos tem, no máximo, 30. A redução do número de dentes aumenta a potência da mordida, um traço importante nos felinos, animais que só se alimentam de carne

• Felídeos e canídeos são da ordem carnívora, mas os felinos pertencem à subordem felifórmia, enquanto os canídeos são da subordem canifórmia

2881 – A Domesticação dos Cães


Um dos primeiros cães a ser domesticado, a espécie era muito próxima dos lobos

No Brasil também chamado de cachorro, é um mamífero canídeo e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Teorias postulam que surgiu do lobo cinzento no continente asiático há mais de 10.000 anos. Ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial dos cães por suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos. O resultado foi uma grande diversidade de raças caninas, as quais variam em pelagem e tamanho dentro de suas próprias raças, atualmente classificadas em diferentes grupos ou categorias. As designações vira-lata (no Brasil) ou rafeiro (em Portugal) são dadas aos cães sem raça definida ou mestiços descendentes.
Com uma expectativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social que, na maioria das vezes, aceita o seu dono como o “chefe da matilha” e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. Assim como o ser humano, também é vítima de doenças como o resfriado, a depressão e o mal de Alzheimer, bem como das características do envelhecimento, como problemas de visão e audição, artrite e mudanças de humor.
A afeição e a companhia deste animal são alguns dos motivos da famosa frase: “O cão é o melhor amigo do homem”, já que não há registro de amizade tão forte e duradoura entre espécies distintas quanto a de humano e cão. Esta relação figura em filmes, livros e revistas, que citam, inclusive, diferentes relatos reais de diferentes épocas e em várias nações. Entre os cães mais famosos que viveram e marcaram sociedades estão Balto, Laika e Hachiko. Na mitologia, o Cérbero é dito um dos mais assustadores seres. No cinema, Lassie é um dos mais difundidos nomes e, na animação, Pluto, Snoopy e Scooby-Doo há décadas fazem parte da infância de várias gerações.
Quando os cães se tornaram os melhores amigos do homem?
Existe mais de uma teoria a respeito, mas é muito provável que a domesticação ocorreu entre 11 mil e 15 mil anos atrás. Nessa época ainda não havia cães como conhecemos hoje, mas lobos selvagens que foram sendo amansados – só muitas gerações depois eles dariam origem às raças de cachorros. A data e região precisa onde isso aconteceu ainda é motivo de controvérsia (veja mapa abaixo). “O momento exato da domesticação permanece obscuro, especialmente porque deve ter sido um processo gradual”, afirma o veterinário Mauro Lantzman, especialista em comportamento animal. Pesquisadores acreditam que a domesticação começou com a seleção de fi- lhotes de lobos cinzentos (Canis lupus) que viviam ao redor de acampamentos humanos. Esses animais se alimentavam de restos de comida deixados pelos homens. Nossos ancestrais logo perceberam que alguns eram mais dóceis que outros e viram uma vantagem em tê-los por perto: os lobos davam o alarme quando outros animais ferozes se aproximavam dos acampamentos. Foi com essa ajuda boa pra cachorro que nasceu uma das mais longas amizades entre animais de diferentes espécies.
Mundo cão
Primeiros lobos domesticados podem ter surgido no Iraque ou no leste da Ásia
Teoria Iraque
Alguns achados arqueológicos apontam que a domesticação dos primeiros canídeos ocorreu há 11 mil anos na atual região do Iraque. A partir daí, os cães se disseminaram pela Europa, Ásia e Américas junto com o homem. Os lobos teriam sido os primeiros animais domesticados pelo homem
Teoria Leste Asiático
Uma nova teoria, formulada pelo cientista Peter Savolainen, do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, na Suécia, aponta que lobos primitivos foram domesticados bem antes, há 15 mil anos no leste da Ásia, provavelmente no que hoje é a China. A teoria de Savolainen se baseia em análises de DNA de cães e lobos