13.586 – Mega Retrô – Comercial Antigo “Se essa Onda Pega”


O Ano era 1987 e a Globo usou a criatividade para chamar a atenção do público.
Uma vez que a criatividade humana não se limita exclusivamente ao campo da literatura, anomalias sintáticas podem ser encontradas em outras formas de comunicação, isso é notório nesse comercial da Globo “Pegue essa onda, essa onda pega”.
A metáfora poética ajuda a vender a mercadoria apregoada.

9545 – Marketing – Cuidado com a publicidade falsa


Em 2011, uma propaganda de cosméticos causou estranheza no Reino Unido, ao mostrar a atriz Julia Roberts, 45, com uma pele que parecia boa demais para ser verdade. O fabricante admitiu que as imagens da campanha foram retocadas para “clarear a pele, tirar maquiagem, reduzir olheiras, suavizar os lábios e escurecer as sobrancelhas”, mas que tudo isso refletia “os resultados proporcionados pelo produto”. O argumento não convenceu a agência reguladora da publicidade britânica, que baniu o anúncio. Não seria nada mal se esse tipo de propaganda enganosa fosse sempre controlado com mais rigor.
Muitas vezes, a manipulação de imagem que impressiona o consumidor começa na própria fotografia. “O leite, por exemplo, é aguado, translúcido, feio para fotografar. Então existem vários truques, como usar cola escolar para deixá-lo mais opaco e bonito”, diz o fotógrafo de produtos Daniel Alexandre. Sanduíches de redes fast-food são meticulosamente montados para as fotos – o ketchup é aplicado com seringa e o queijo derretido com secador – e retocados digitalmente no final. “Quanto mais maquiado o produto, mais atrativo”, diz o publicitário Itamar Taver, criador do site Coma com os Olhos, um dos que se dedicam a comparar as fotos de produtos na publicidade e na vida real – como as do sanduíche ali em cima.
Antes do caso de Julia Roberts, os ingleses já tinham criado uma lei, em 2010, que obriga a publicidade a informar se uma imagem foi alterada digitalmente. A ideia pintou depois de uma polêmica sobre o “emagrecimento” exagerado de uma modelo numa revista. Em 2001, foi a vez da França fazer o mesmo e, ano passado, Israel passou sua lei sobre o tema.
Por aqui, os fabricantes usam à vontade a “imagem meramente ilustrativa”. Na prática, isso é a liberdade para usar imagens que não são do produto vendido, de fato. Em 2012, o deputado Francisco Araújo (PSD-RR) propôs proibir o uso da expressão e imagens falsas, mas a ideia não foi para frente. Uma lei semelhante à britânica também foi proposta, em 2010, e tampouco saiu do papel.

Arredondar preços
Algarismos ímpares no fim dos números, de modo geral, dificultam a comparação. Mas um estudo do Massachusetts Institute of Technology, de 2003, comprovou o que todo mundo sabe: preços com o 9 no final nos enganam.Três vestidos iguais foram oferecidos por 34, 39 e 44 dólares. O de 39 vendeu mais até do que o de 34, mais barato.

Menos propaganda para crianças
Um projeto de lei em São Paulo propôs banir a publicidade e o uso de brindes na venda de alimentos pobres em nutrientes para o público infantil. A lei foi vetada, sob alegação de inconstitucionalidade. Mas na Inglaterra é proibido o anúncio na TV de alimentos com alto teor de gordura e sal para menores de 16 anos. Um estudo do governo americano estimou que se os anúncios de fast food fossem eliminados, haveria 20% menos crianças obesas.

7858 – Marketing – Nada se cria e propaganda se copia


http://www.ad-rag.com
Esse site é especialista em dedurar publicitários preguiçosos e sem criatividade que copiam outros publicitários preguiçosos e sem criatividade. Isso mesmo, não basta fazer um comercial ruim, que sempre vem alguém e copia. O melhor do AdLand só está disponível para quem paga uma mensalidade, mas vale a pena. É diversão garantida ver como um slogan para vender relógio na França serve para alertar os jovens para a necessidade do sexo seguro na Irlanda. Infelizmente não há material nacional (olha aí uma boa ideia. Ou será que eu copiei isso de algum lugar?).

7767 – Indústria do Marketing e a Saúde – Governo processa Cogumelo do Sol por publicidade enganosa


Alquimia na TV
Por suspeita de publicidade enganosa por parte da empresa Cogumelo do Sol Agaricus do Brasil, o Ministério da Justiça instaurou um processo administrativo para investigar o caso.
A denúncia partiu do Ministério Público de Minas Gerais, que entendeu não haver informações claras o suficiente na propaganda, o que poderia levar o consumidor ao erro de ver o produto como um medicamento, dotado de benefícios terapêuticos –e não da forma correta, na categoria de alimento.
“O principal neste caso é a falta de informação correta, o que é fundamental para o consumidor poder exercer o seu poder de escolha”, afirma Tamara Amoroso, coordenadora do departamento de proteção e defesa do consumidor do ministério.
A empresa tem dez dias para apresentar suas argumentações. A multa prevista nesta situação, desde que confirmada a denúncia, pode chegar a R$ 6,2 milhões.
A reportagem não conseguiu fazer contato com a empresa pelo 0800 disponível no site e não teve resposta no contato feito por e-mail.

☻ Nota do autor: Cuidado com propagandas de produtos que apregoam milagres. O elixir da longa vida ainda não foi descoberto. Desde o tempo dos alquimistas essa panaceia vem sido em vão procurada.

7375 – Publicidade vende Ilusão


Usar medo e punição para vender é uma arma poderosa, que se enraíza em nossos instintos de sobrevivência e controle do ambiente. Ninguém quer passar por dificuldades por causa de uma decisão errada na hora de gastar. Tocar o terror lembra você disso. E a razão está em um mecanismo do seu cérebro – os chamados “marcadores somáticos”, descritos pela primeira vez pelo neurocientista português António Damásio. Esses marcadores são atalhos que nos ajudam a fazer escolhas com base naquilo que já vivemos ou sabemos, tornando automáticas nossas ações do dia a dia. Por exemplo, não colocamos a mão no fogo porque o cérebro aprendeu que isso provoca dor. O marcador para “fogo” é associado ao marcador “dor”, e isso nos livra de ter que raciocinar toda vez que chegamos próximo a uma fogueira. A estratégia do medo usa esse mecanismo, segundo Martin Lindstrom, autor de A Lógica do Consumo.

“Pirataria é crime”
A indústria audiovisual brasileira não se atualizou na velocidade dos downloads piratas. Qual a estratégia então? Campanhas voltadas para o medo da punição e para a chantagem emocional: dar o troco para o dvd pirata em balas de fuzil ou mostrar o pai de família ouvindo do filho que copiar a lição do coleguinha não tem problema.

Pertencimento ao grupo
O slogan “Eu sou brahmeiro”, da Brahma, deixa claro: quem bebe essa cerveja tem comportamento e valores próprios, que o diferenciam de outras pessoas. É algo importante para o brahmeiro, mas que pouco diz, por exemplo, sobre a bebida. A campanha “Existem razões para acreditar”, da Coca-Cola, divide o mundo entre uma maioria de pessoas boas (com as quais ela se identifica) e uma minoria má, responsável por guerras, poluição e corrupção. Aqui, o foco não é mostrar o produto, mas estar do lado do bem e inspirar otimismo. Para isso, não faltam coral infantil, cenas de aniversário e imagem do sol estourado no céu azul.
Você pode não gostar de um produto, mas basta notar que as pessoas à sua volta acham o contrário para você pensar duas vezes. Somos muito influenciáveis, e mostrar que várias pessoas já aprovam algo é uma maneira de vender sem necessariamente falar do que está à venda, segundo David H. Schaefer, professor de administração e marketing no Sacramento College. Uma das explicações é que certas áreas do nosso cérebro ativadas quando nos sentimos bonitos ou temos dor também são ativadas ao observarmos alguém na mesma situação. A campanha da Dove que mostrava mulheres fora do padrão de beleza de celebridades era um recado da Unilever: você pode usar também, como todas essas pessoas do mundo real.
“Todo mundo adora”
Mais direto que esse bordão de uma campanha recente da montadora Volkswagen, impossível. Ao apelar para a popularidade, ela espera que você se renda também, sem partir para argumentos mais racionais.

“A marca no 1 em recomendação dos dentistas”
O slogan da Oral-B é um clássico das marcas de escovas e pastas de dente. Se os dentistas recomendam, por que nós iríamos discordar? Assim fica fácil a Maria ir com as outras. Mas quem são esses dentistas? Quantos deles recomendam? Isso não fica em primeiro plano.
HUMOR
A publicidade brasileira é craque em fazer anúncios com humor ou coisas absurdas. A intenção é criar uma boa lembrança de seus produtos. Você se lembra da piada, dá uma risada e a associa, ainda que inconscientemente, à marca. Não que você sairá comprando porque achou uma sacada engraçada. Mas a decisão de compra é influenciada por fatores irracionais como essa lembrança. Martin Lindstrom explica em A Lógica do Consumo que todo dia novos marcadores são acrescentados ao nosso cérebro e as empresas estão na disputa para entrar nesse arquivo de atalhos mentais. A estratégia, então, é criar uma situação memorável que será associada ao “marcador” do produto. O único cuidado é para não cair em campanhas em que a piada é memorável, mas a marca, não.
Quem anuncia quer atenção, certo? Nem sempre. Uma técnica importante para quem quer vender é desviar a atenção do produto. Isso acontece porque alguns deles têm algo de desagradável ou inconveniente. Em As Mentiras na Propaganda e na Publicidade, Guy Durandin, professor de psicologia social da Universidade Paris 5, diz que, no final dos anos 1970, as companhias aéreas descobriram, por meio de estudos psicológicos, que seus passageiros tinham sentimentos angustiantes de separação e perigo. Elas passaram, então, a focar em outros aspectos não relacionados ao voo, como o conforto da classe executiva e a ausência de escalas. Isso pode acontecer com qualquer produto. A ideia é diluir coisas que possam estimular sentimentos negativos.
Estilo de vida
Nos anos 1980 e 1990, as campanhas do cigarro Free incluíam frases que beiravam a filosofia de boteco e imagens de um estilo de vida bacana – pintores e músicos em seus estúdios, jovens na praia… Nisso, o lado negativo do cigarro ficava em segundo plano.

Alfredo…
A imagem de um cachorrinho comunica muito mais fofura do que qualquer descrição de papel higiênico. Mas pétalas de rosa, coelhinhos, elefantinhos e o Reynaldo Gianecchini vestido de mordomo também desviam o consumidor da, digamos, finalidade do produto.
Se você comprar, vai se sentir como as pessoas da propaganda. O mecanismo usado pelos anúncios com celebridades é o dos neurônios-espelho – aqueles que fazem refletir na gente aquilo que outros experimentam. Aqui, pouco importa o que o produto tem a oferecer em termos práticos, mas sim a capacidade do anúncio de reproduzir sentimentos. Para a publicidade, portanto, a importância de quem aparece é grande. Os garotos-propaganda têm que ser modelos não só de beleza, mas de sucesso, talento e ficha-limpa. Ídolos por definição.
A musa
Anúncios de produtos para cabelo, como este da linha Clear, mostram modelos com fios que nenhum ser humano normal é capaz de manter.

7373 – Mega Memória – Comercial da Virada “Marcas do que se foi”


Um comercial que marcou época. O ano: 1976. Num tempo onde não havia o recurso da computação gráfica, era necessário muita criatividade dos publicitários.

Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão

O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar

Nossos passos pelo chão
Vão Ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão

O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar

Nosso passos pelo chão
Vão ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

6991 – Marketing – Os Logos Mais Famosos


Os logotipos são como as ‘caras’ das empresas. Por isso, toda vez que uma companhia decide mudar o seu logo, isso envolve muito mais do que criar apenas um novo desenho. Isso significa também que há uma ‘indústria’ que vive disso – e ganhando muito bem. Porém, algumas das marcas mais famosas não gastaram nadinha para criar suas imagens. Você sabe quais delas investiram fortunas e quais tiveram gasto zero?

Pepsi

Quanto custou?
1.000.000 de dólares.
O novo logo da Pepsi foi desenhado pelo Grupo Arnell, uma reconhecida empresa de design e criação de marcas, em 2008. O preço citado acima inclui um pacote completo de renovação da marca, embora ninguém tenha reparado muito nisso. Dinheiro jogado fora?

Coca Cola

Quanto custou?
Nada.
O famoso logo da Coca-Cola foi criado por Frank Mason Robinson, em 1885. Na época, Mason era escriturário de John Pemberton, o criador da bebida, e teve a ideia de fazer o logo com a letra cursiva. A fonte usada, conhecida como Spencerian Script, foi desenvolvida no meio do século 19 e era a forma dominante da escrita à mão nos Estados Unidos na época.

Britsh Petrol

Quanto custou?
211.000.000 de dólares.
Redesenhado também no ano 2000, o logo da British Petrol custou uma verdadeira fortuna. A companhia multinacional de petróleo e gás queria lançar um novo conceito para a marca, depois de passar anos usando o escudo com as iniciais da empresa como logotipo. O novo logo, conhecido como “Helios”, o deus do Sol na Grécia Antiga, representaria a energia dinâmica em todas as suas formas. No preço acima, estão incluídos os custos de redesenhar o logo e também de substituir o símbolo em todos os veículos e locais da empresa.

Google

Quanto custou?
Nada.
O logo da empresa foi desenhado em 1998 por Sergey Brin, um dos próprios fundadores da companhia. Depois disso, sofreu algumas pequenas alterações, mas o conceito original se manteve intacto. O logotipo também ganha versões divertidas em datas especiais, que são chamadas de doodles. Na imagem acima, dá para ver o primeiro logo do Google e o seu logo atual.

Olimpíadas de Londres 2012

Quanto custou?
625.000 dólares.
Por quê?
Desenhado pela agência londrina de design de marcas Wolff Ollins, em 2007, o logo dos Jogos Olímpicos de Londres causou ~polêmica~. Teve gente que viu a suástica, pessoas em ato sexual e até a palavra “ZOR”.

Nike

Quanto custou?
35 dólares.
O logo da Nike, um dos mais fáceis de ser reconhecido, foi criado por Carolyn Davidson em 1975. O preço incluiu apenas o design do logo, que mais tarde foi sendo refinado. Mas, assim como o logotipo da Coca-Cola, ele manteve intacto o conceito original.

6989 – TV Chutômetro – Como o Ibope sabe que programa eu estou vendo na televisão?


A audiência pela qual os canais tanto brigam, nada mais é do que uma amostragem.
A medição é feita a partir de uma metodologia batizada de “painel”. Para apurar os números de audiência, utiliza-se um aparelho eletrônico denominado DIB conectado a um televisor, para que o canal em que ele esteja sintonizando seja registrado automaticamente, assim que o aparelho for ligado, explicou uma diretora de operações de audiência de televisão do Ibope.
Cada casa pode ter até quatro desses aparelhos, que dão a possibilidade de cada morador identificar-se através de um botão numerado. Assim, é possível saber melhor quem está assistindo a o que e quando (Superpop em um quarto, Comédia MTV em outro…) A seleção dos domicílios que fazem parte da amostra é estatística, e o Ibope usa como base para a escolha desses lares os mesmos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o famosérrimo IBGE.

Um pouco+
O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (mais conhecido como IBOPE) é uma das maiores empresas de pesquisa de mercado da América Latina. A empresa fornece um amplo conjunto de informações e estudos sobre mídia, opinião pública, intenção de voto, consumo, marca, comportamento e mercado, no Brasil e em mais 14 países.
O nome da empresa virou gíria comum no Brasil e é um verbete oficial do dicionário brasileiro, além de constar como sinônimo de audiência e prestígio.
O IBOPE foi criado em 1942 pelo radialista Auricélio Penteado, proprietário da Rádio Kosmos, de São Paulo e por Arnaldo da Rocha e Silva, que posteriormente, também veio a ser, um dos fundadores da então conhecida atualamente Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Naquele ano, eles decidiram aplicar no Brasil técnicas de pesquisa aprendidas nos Estados Unidos com George Gallup, fundador do American Institute of Public Opinion, para saber como andava a audiência de sua emissora.
Ao medir a audiência das rádios de São Paulo, Penteado constatou que a Kosmos não estava entre as mais ouvidas. A partir de então, passou a dedicar-se exclusivamente às pesquisas. Em 1950, Penteado deixa a presidência da empresa a cargo de um grupo de diretores.
Em 1977, Paulo de Tarso Montenegro assume a presidência da empresa. Um ano depois, convida seus filhos, Carlos Augusto Montenegro e Luís Paulo Montenegro, a ingressarem na companhia. A empresa então realiza as primeiras pesquisas de boca de urna, antecipando com extrema precisão o resultado das disputas eleitorais, no final dos anos 70.
Nos anos 80, o IBOPE cria a empresa Painel e lança o Painel Nacional de Consumo (PNC). A empresa passa a utilizar o aparelho people meter, desenvolvido pela empresa inglesa Audits of Great Britain, viabilizando coleta, processamento e entrega dos dados de audiência em tempo real, uma espécie de première mundial.
Na década de 90, o IBOPE associa-se a empresários no México, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Chile e Argentina. A partir da parceria, dá inicio ao fornecimento de dados consolidados da América Latina para TV a cabo.
Atualmente, é composto por quatro unidades de negócios, com escritórios em 14 cidades do Brasil, 13 países da América Latina e nos Estados Unidos.
O IBOPE Media, joint venture entre o IBOPE e o maior grupo de serviços de comunicação do mundo, a WPP, é a unidade responsável por fornecer informações ao mercado de mídia, agências de publicidade e anunciantes. Seus serviços incluem monitoramento do investimento publicitário, medição de audiência e os hábitos de consumo de mídia.
O IBOPE foi a primeira empresa do mundo a oferecer o serviço de medição de audiência de TV em tempo real, a partir de 1988, em São Paulo.
Em cada cidade onde é realizada a medição de audiência de TV, o IBOPE sorteia um conjunto de domicílios que representam a população. Com a autorização dos moradores, é instalado um aparelho em cada televisor da casa (peoplemeter), que identifica e registra automaticamente qual canal está sendo assistido.
O aparelho envia, pelo sistema de telefonia celular, as informações de todas as mudanças de canais realizadas pelo telespectador para uma central de coleta dos índices que as processa, analisa e distribui para os clientes.
O IBOPE constrói sua amostra com base nos dados do censo demográfico brasileiro, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e nos estudos sociodemográficos do próprio IBOPE.
Atualmente, oito regiões metropolitanas do Brasil contam com o serviço de medição em tempo real: Grande São Paulo (na qual um ponto equivale a 60 mil domicílios), Grande Rio de Janeiro, Grande Belo Horizonte, Grande Porto Alegre, Grande Recife, Grande Curitiba, Distrito Federal e Grande Salvador. Nas regiões metropolitanas da Grande Florianópolis, Grande Fortaleza, Grande Belém, Grande Vitória, Grande Goiânia, Campinas e Manaus, os dados são enviados no dia seguinte. Segundo o próprio Instituto, em 2012 a medição ocorre em quatro mil e duzentos domicílios brasileiros.
Durante o apagão que afetou metade do Brasil em 10 de novembro de 2009, o IBOPE enfrentou instabilidade no recebimento de dados dos domicílios pertecentes à amostra de TV na Grande São Paulo. Esse fato criou dificuldades para todos os assinantes do serviço, entre eles a Rede Record, Rede Globo, SBT e grandes agências de comunicação.
O people meter, aparelho que mede em tempo real os números da audiência, parou de funcionar em 22 de novembro de 2009 durante uma disputa de audiência entre dois de seus principais clientes: Rede Record e Rede Globo. O atraso na publicação dos dados em tempo real, no dia 22 de novembro de 2009, gerou insatisfação na Rede Record, que reagiu ao apresentar no dia 29 de novembro de 2009, em seu programa Domingo Espetacular, uma matéria colocando em dúvida a credibilidade do Grupo IBOPE em seus negócios.
Na Argentina e na Colômbia, o IBOPE também está sob suspeita, no que diz respeito a sua metodologia de pesquisa. O governo da presidente Cristina Kirchner pretende lançar um sistema estatal de medição da audiência televisiva do país (similar ao BARB britânico) num claro ataque ao IBOPE, que hoje domina o mercado argentino.
No México a maior rede televisiva do país, a Televisa, exigiu que o IBOPE trocasse todos os domicílios pesquisados, depois que o ex-diretor geral do IBOPE AGB México se transferiu para a TV Azteca, principal concorrente da Televisa. Após várias reuniões e consultorias com especialistas e auditorias, foi recomendado não realizar a troca dos domicílios, já que foi demonstrado, por meio de auditorias externas, que o painel mantinha sua confidencialidade.

6279 – Mega Notícias – Um vício maldito


EUA e Irã possuem pelo menos uma coisa em comum: a hostilidade aos fumantes. Numa das semanas do ano de 1994, o Parlamento Iraniano aprovou a abolição gradual da produção, importação e consumo de fumo. A partir de 2001, passou a ser proibido fumar neste país.

Campanha contra o cigarro nos EUA – Chocar, horrorizar, e prevenir é o objetivo de uma campanha nacional contra o fumo, lançada esta semana nos Estados Unidos. O vídeo mostra que o cigarro mata, deforma, e está dando a maior polêmica.
O vídeo mostra a foto antiga de uma moça bonita e a imagem atual. Terrie avisa que vai ensinar como começar o dia: ‘coloque a dentadura, a peruca’. E mostra ainda o resultado da cirurgia de traqueostomia que precisou fazer para respirar, porque seu aparelho respiratório foi afetado pela fumaça do cigarro.
As imagens chocantes fazem parte da campanha mais incisiva do governo americano contra o fumo. “As imagens são fortes de propósito, porque as pesquisas mostram que é disso que os fumantes precisam para se livrarem do vício”, diz a médica Cheryl Healton.
A campanha recebeu o nome de “Dicas de ex-fumantes”. O governo americano gastou US$ 54 milhões em comerciais que serão veiculados em horário nobre nos próximos três meses. Com isso, as autoridades esperam convencer fumantes a pararem de fumar e quem nunca fumou a nem experimentar.
Um dos alvos são os jovens. Uma pesquisa do governo americano mostrou que 80% dos fumantes começam no vício antes dos 18 anos. E a cada dia, cerca de 3,8 mil adolescentes experimentam o cigarro pela primeira vez, como Brandon, que aparece na campanha. Ele começou a fumar aos 15 anos. Por causa do cigarro, desenvolveu uma doença que afetou a circulação nas pernas.

5948 – ☻ Mega Sampa – Minhocão faz sucesso na TV americana


Quem diria que o Minhocão viraria cenário para uma propaganda que passa a todo instante na TV americana? E, acredito, também um pedacinho da Serra do Mar. Há muito o efeito cenográfico do nosso Centrão é usado pela publicidade brasileira, que acha ali mais beleza que nos bairros ditos chiques da Zona Oeste. Mas que o Minhocão fosse conquistar o mundo, já é uma surpresa. Será que está na hora de transformá-lo no High Line paulistano? Abaixo, a antiga ferrovia suspensa de Nova York que virou um parque.

Em NYC ferrovia virou parque, e o nosso Minhocão, qual será o seu destino?

5454 – Mega Memória – Comercial da Ducha Corona


Duchas Corona, um mundo de água

Se você já tava por aqui neste planeta caótico nos anos 70, vai se lembrar, se não, conheça agora o Jungle das Duchas Corona:
Quem é “das antigas” vai se lembrar desse Comercial veiculado na TV, que virou praticamente um hino nas décadas de 70/80.
Esse jingle foi composto em 1972 por Francis Monte, lançado em 1978 e veiculado até 1983, fazendo com que a marca virasse sinônimo de ducha de banho.
A propaganda era uma delícia de ver.
Apareciam imagens lindas, de cachoeiras… uma analogia à quantidade de água que saía do chuveiro.
Puro exagero, nem era tanta água assim.
Mas, que era legal… ah, isso era !!!
Então… taí o jingle, para matar saudades.

Duchas Corona

Apanho um sabonetchi
Pego uma canção
E vou cantando sorridente
Duchas Corona
Um banho de alegria
Num mundo de água quente

Apanho um sabonetchi
Abro a torneira
E de repente a gente sente
Duchas Corona
Um banho de alegria
Num mundo de água quentchi
Apanho um sabonetchi
É duchas Corona
Dando banho em tanta gente
Duchas Corona
Um banho de alegria
Num mundo de água quentchiiiii

5235 – Mega Memória – Comercial da Fiat-lux


A Fiat Lux, um tradicional fabricante de fósforo, lançou o comercial marcha dos fósforos, um desenho animado inesquecível.
O nome não tem nada a ver com a marca de automóvel. A marca de fósforos Fiat Lux tem este nome porque foi baseada numa expressão em latim que, de acordo com os textos bíblicos, teria sido dita por Deus durante a criação do mundo: faça-se a luz. A passagem com esta citação é encontrada em Gênesis 1-3. O fósforo, que já teve a sua aposentadoria prevista há alguns anos, ainda resiste, apesar das mais modernas tecnologias disponíveis para se acender um fogo.
As marcas da Fiat-lux eram Olho, Pinheiro, Beija-flor e moça.

4962 – Propaganda – A Academia Brasileira de Marketing


Do site oficial:

A Academia Brasileira de Marketing surgiu em agosto de 2004 por iniciativa do consultor, escritor e diretor da MadiaMundoMarketing Francisco Alberto Madia de Souza, com a proposta de identificar, selecionar e organizar as melhores práticas do marketing e disseminá-las no ambiente empresarial brasileiro. De início a Academia empossou 24 empresários e profissionais do setor e a partir de agosto de 2007 mais 9, totalizando 33 acadêmicos.
O Melhor Anúncio do Século
Veja, ilustre passageiro,
o belo tipo faceiro,
que o senhor tem a seu lado.
E, no entanto, acredite,
quase morreu de bronquite,
salvou-o Rhum Creosotado.
O anúncio foi criado – entre 1918 e 1928 – como cartaz, para ser afixado na parte interna dos bondes, que circulavam nas principais capitais. Mas foi também utilizado como anúncio, em jornais e revistas e – durante a Era do Rádio, nos anos 40 e 50 era usado como mote para os improvisos da dupla sertaneja Alvarenga e Ranchinho e como teste de calouros nos programas de auditório de César de Alencar, na Rádio Nacional. Mas o anúncio foi veiculado em bondes até o desaparecimento desses úteis veículos, quase no início dos anos 70. Durante esses 50 anos, eram raros os brasileiros que não soubessem os versos de cor – e não há publicitário, pelo menos os de mais de 40 anos, que os desconheça.
Embora haja outros grandes anúncios – e comerciais – que cativaram a imaginação dos brasileiros – o jingle de Melhoral, A Pílula do Homem, para Engov, nos anos 60, a série do garoto BomBril, o menino francês de Danone, Homens de mais de 40, da DPZ e outros – não creio que qualquer um tenha deixado marcas no tempo e na cultura como o poema do Rhum.

4945 – Mega Memória Marketing – Comerciais Antigos


Quando um jungle perpetua uma idéia:

Na década de 70 a Vimave, concessionária de veículos VW do Grupo Sílvio Santos, produziu um comercial interessante, no qual um cara empurrava um fusquinha muito velho, e todos que passavam por ele falavam “pois é”! Depois disso, “pois é” virou sinônimo de carro velho. Esse comercial ficou imortalizado na voz do comentarista Ary Toledo, e muitas pessoas repetiram essa expressão por centenas ou milhares de vezes.
– Esta pescaria vai ficar na história, dizia um dos personagens
– Pois é, dizia Ary Toledo…
– Pois é, pois é… só sabe dizer pois é!!!!
Assista trechos de alguns comerciais antigos, o da Vimave, não conseguimos…

4846 – Mega Memória Comercial – Ei, você se lembra da minha voz?


Esse é mais um daqueles comerciais que ninguém esquece. Na época ainda não havia sido inventada as tvs com controle remoto e os comerciais eram então mais assistidos.
Numa época com muito menos tecnologia, a criatividade tinha que prevalecer.

4772 – Mega Memória – Comercial de Natal do Banco Nacional


Um comercial inesquecível e apontado por muitos como o melhor comercial de Natal de todos os tempos, o comercial do extinto Banco Nacional, um banco que foi patrocinador do Jornal Nacional da Rede Globo por muitos anos e depois patrocinou Ayrton Senna.
Não temos o vídeo disponível da 1ª versão do comercial nos anos 70, aqui vai um outro, também do Banco Nacional, que passava no intervalo do Jornal:

4770 – Mega Memória – Comercial de TV: O Natal tá aí…e a minha Caloi?


Alguns comerciais de TV ficaram marcados e ninguém consegue esquecer, esse é um deles.
Todos os anos ia ao ar em meados da década de 70, este é de 1972.
As bicicletas Caloi, sempre com tecnologia de ponta, eram o sonho da criançada.
Mais comerciais de Natal em outros capitulos do ☻ Mega neste mês de dezembro.

4583 – Mega Marcas – Havaianas, mudança radical


Top Havaianas

No ano de 1993, as vendas das sandálias havaianas despencaram e o faturamento da Alpargatas caiu muito. Com seu até então único modelo,o bicolor de 1962, a sandália de dedo perdeu mercado na classe média. Alguns adolescentes viravam a solo do avesso e tal faísca de criatividade chamou a atenção dos profissionais de marketing da empresa. A Alpargatas resolveu fazer uma mudança geral: modelos, embalagens, canais de distribuição, divulgação, comerciais e etc. Em 2002 apareceu em um desfile da coleção verão do estilista francês Jean Paul Gaultier. Uma espetacular transformação de um produto até então popular em fashion. Uma grande sacada de marketing.
A Alpargatas é uma empresa do Grupo Camargo Corrêa. Havaianas possui participação de 80% no mercado brasileiro de chinelos de borracha, comercializa cerca de 162 milhões de sandálias anualmente, dos quais 10% para mais de 80 países dos cinco continentes, podendo ser encontrada em mais de 200 mil pontos de venda. As exportações chegam a 22 milhões de pares (somente nos Estados Unidos está presente em 1.700 pontos de venda). A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de “Havaianas” por ano.
O grande público das Havaianas foi, durante trinta anos, uma classe financeiramente desfavorecida que a comprava em mercados de bairro. Assim, as Havaianas ficaram conhecidas como “chinelo de pobre”. Tentando mudar esta idéia, a companhia lança em 1991 o modelo Havaianas Sky, com cores fortes e calcanhar mais alto, dando a idéia de que pertencia a um público de classe mais alta. Seu preço também é mais elevado que o das tradicionais. Para levar o lançamento ao público alvo, foram veiculadas propagandas de grande porte estreladas por artistas famosos. Em seguida a distribuição foi organizado de acordo com o público alvo. Também foi criado um display vertical para facilitar a escolha do produto e do número. Este display substituiu as antigas bancadas com pares espalhados.
Após o sucesso da Sky, foram criados novos modelos como, por exemplo, a Havaianas Olimpic, lançada durante as Olimpíadas de Atlanta. Desde a seu aparecimento, as Havaianas evoluíram dos modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que continuam a ser um sucesso de vendas, para designs mais elaborados com aplicações e formatos variados. Recentemente foi lançado um modelo que inclui um salto alto.

4407 – Música: A MELÔ DO JEANS POOL


HOLD ME TIGHTER IN THE RAIN
O ano era 1982. Na TV, um comercial do jeans Pool chamava atenção por dois motivos: a beleza estonteante de Christiane Torloni e a música de fundo. Não demorou muito para que essa música começasse a tocar no rádio. Tratava-se de “Hold Me Tighter In The Rain”, gravada por Billy Griffin. A música agradou em cheio e logo se tornou um sucesso.
Lançada no álbum Be With Me, o primeiro da carreira solo de Billy Griffin , “Hold Me Tighter In The Rain” foi um clássico da Dance Music dos anos 80. Também fez sucesso na Europa, principalmente no Reino Unido, onde chegou ao Top 30. Nos EUA, chegou a tocar em algumas rádios, mas não entrou no hit parade.
Vale lembrar que Billy Griffin substituiu Smokey Robinson à frente do antológico grupo The Miracles, em 1972. Muitos acharam que isso significava o fim do grupo. Afinal, Smokey Robinson era a “alma” do The Miracles. Mas Billy Griffin deu conta do recado e o sucesso continuou durante um bom tempo com músicas como “Love Machine”, entre outras.