13.795 – ☻ Mega Curiosidades – Quantas pessoas morrem e nascem no mundo?


É difícil afirmar quantas pessoas nascem e morrem no mundo diariamente. Os dados, baseados em censos mundiais e estatísticas, podem não ser exatos. Ainda assim, a ONU estima que a população mundial cresça a um ritmo de 1,2 %, isto significa que aproximadamente 211.000 pessoas nascem por dia. Isso daria uma média de quase 3 nascimentos por segundo, ou 180 por minuto.
Já em relação ao número de mortos, a Organização das Nações Unidas estima que 102 pessoas morram por minuto.
Outras curiosidades apontam que: a Índia faz 33 partos por minuto e deve ultrapassar a população da China em 2035; e nascem mais homens que mulheres, são cerca de 105 homens para cada 100 mulheres.

12.854 – A Miscigenação no Brasil


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A miscigenação é o cruzamento de raças humanas diferentes. Esse processo também é conhecido como mestiçagem ou caldeamento, pode-se afirmar que ele é uma evolução do homem. O mestiço é o indivíduo que nasce de pais de raças diferentes, ou seja, que apresentam constituições genéticas diferentes.
De uma forma mais geral, as pessoas consideram a miscigenação a união entre brancos e negros, brancos e amarelos, e entre amarelos e negros, ou seja, a união dos grandes grupos de cor em que a espécie humana se divide, e que são popularmente conhecidos como raças.
Atualmente não existe nenhum grupo humano racialmente puro, pois as populações contemporâneas são o resultado de um longo processo de miscigenação que variou com o passar do tempo.
Quando falamos da história do Brasil é impossível não falar da miscigenação. Os ancestrais indígenas do Brasil caracterizavam-se mais pela diversidade do que pela homogeneidade, já os portugueses vinham de um processo de mestiçagem secular e variado. Deste processo podemos destacar as contribuições dos fenícios, gregos, romanos, judeus, árabes, visigodos, mouros, celtas e escravos africanos.
Em aproximadamente 15 gerações, do século XVI ao XVIII, foi formada a estrutura genética da população brasileira, a partir da mistura entre africanos, portugueses e índios. Essa mistura deu origem a três tipos fundamentais de mestiços:

Os mulatos, que eram mestiços de negros e brancos, eles construíram a economia litorânea do Brasil, e também o desenvolvimento de sua vida urbana. Os caboclos ou mamelucos, como são conhecidos, eram mestiços de brancos e índios, eles povoaram o interior e seguiram em direção ao oeste. E os cafuzos, que eram mestiços de índios e negros, eram uma minoria e povoaram algumas partes das regiões Norte e Nordeste.

Os povos indígenas
Antes do descobrimento do Brasil, os índios já habitavam esse território. Haviam vários grupos indígenas espalhados por todo o Brasil. Entre os principais grupos temos: Karajá, Bororo, Kaigang e Yanomani. Antigamente a população indígena era de quase 2 milhões de pessoas.

Os povos africanos
Os povos africanos eram os negros escravos que sofreram migração involuntária, eram capturados e trazidos para o Brasil, principalmente entre os séculos XVI e XIX. Nessa época desembarcaram milhões de negros africanos, que vieram como escravos para trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar e do café.

Os imigrantes europeus e asiáticos
Os primeiros imigrantes a chegarem ao Brasil foram os portugueses, em seguida vieram italianos, espanhóis, alemães e japoneses. Estes representaram mais de oitenta por cento do total da população.
Pelo menos quatro milhões de imigrantes desembarcaram no território brasileiro na primeira metade do século XX. Grande parte deles eram imigrantes europeus, mas houveram também os asiáticos, onde podemos destacar os japoneses, sírios e libaneses.

12.734 – Explosão Demográfica – Quem são os Baby Boomers?


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Baby Boom é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional – Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom, ou explosão populacional estamos nos referindo. Acontecimento que ocorreu depois da 2°guerra mundial mudando a história. Em geral, a atual definição de Baby boomer refere-se aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que logo após a essa houve uma explosão populacional. Nascidos entre 1943 e 1960, hoje são indivíduos que foram jovens durante as décadas de 60 e 70 e acompanharam de perto as mudanças culturais e sociais dessas duas décadas, como exemplo a Música Disco.
O termo popularizou-se no pós Segunda Guerra Mundial, quando houve aumento importante da natalidade nos Estados Unidos. Muitos soldados estavam voltando para suas casas, e a natalidade reagiu positivamente a isso. Trata-se da manifestação no ser humano de um reflexo biológico muito comum em espécies que se encontram ameaçadas. Eventos hostis de curta ou longa duração provocam aumento na atividade reprodutiva e na prole.
O impacto sócio econômico de um evento de “baby boom” é causa de controvérsia entre os estudiosos da demografia sócioeconômica, pois gera alteração importante e complexa na composição da pirâmide etária populacional, com repercussões na organização das cidades, no mercado de trabalho e na população economicamente ativa, incluso que, economicamente, cada bebê que nasce é uma fonte de consumo (por parte de seus progenitores), cuja criança passa a consumir, mesmo que não tenha, inicialmente, noção de consumo; durante seu crescimento, continua a consumir e, quando chega à idade adulta, além de consumir, será mão de obra para o mercado, entrando para o mercado consumidor, que por sua vez, dá origem ao mercado de trabalho. Com isso, o consumo aquece a economia, permitindo a circulação de riquezas produzidas e consequente uma maior demanda de bens fez com que mais deles fossem produzidos.

12.079 – Mega Estatísticas – Números Chineses


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DADOS PRINCIPAIS

ÁREA: 9.536.499 km²

CAPITAL: Pequim

POPULAÇÃO: 1,4 bilhão de habitantes (estimativa dezembro de 2014)

MOEDA: Iuan

NOME OFICIAL: REPÚBLICA POPULAR DA CHINA (Zhonghua Renmin Gongheguo).

NACIONALIDADE: chinesa

DATA NACIONAL: 1 e 2 de outubro (Dia da Pátria, Proclamação da República Popular da China).

DIVISÃO ADMINISTRATIVA: 22 províncias, 5 regiões especiais (Hong Kong e Macau), 5 regiões autônomas e 4 municipalidades.

GOVERNO: Estado Unipartidário

PRESIDENTE: Xi Jinping
GEOGRAFIA DA CHINA:
MAPA DA CHINA

LOCALIZAÇÃO: leste da Ásia

FUSO HORÁRIO: + 11 horas em relação à Brasília

CLIMA DA CHINA: de montanha (O e SO), árido frio (N, NO e centro), de monção (litoral S)

CIDADES DA CHINA (PRINCIPAIS): Xangai, Pequim (Beijing), Tianjin; Shenyang, Wuhan, Guangzou (Cantão), Nanquim

REGIÃO ESPECIAL ADMINISTRATIVA: Hong Kong

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: chineses han 91,6%; grupos étnicos minoritários 5,1% (chuans, manchus, uigures, huis, yis, duias, tibetanos, mongóis, miaos, puyis, dongues, iaos, coreanos, bais, hanis, cazaques, dais, lis), outros 3,3% (dados de 2012).

IDIOMAS: mandarim (principal), dialetos regionais (principais: min, vu, cantonês).

RELIGIÕES: sem religião (40,1%), crenças populares chinesas (28,9%), budismo (8,6%), ateísmo (7,5%), cristianismo (9%), crenças tradicionais (4,3%), islamismo (1,6%) – dados do ano de 2013.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 145,6 hab./km2 (estimativa dezembro de 2014)

CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,6% por ano (entre 2010 e 2015)

TAXA DE ANALFABETISMO: 4,9% (dados de 2014).
RENDA PER CAPITA: US$ 7.428 (ano de 2014).

IDH: 0,727 (Pnud 2014) – índice de desenvolvimento humano alto

10.897 – Mega Sampa – SÃO PAULO TEM CINCO DAS 26 GRANDES CONCENTRAÇÕES URBANAS DO PAÍS, DIZ IBGE


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Estudo inédito realizado pelo IBGE com base nos dados do Censo mostra que o país tinha, em 2010, 26 grandes concentrações urbanas, cinco delas no estado de São Paulo. Os mapas apontam clara tendência de interligação entre os municípios, que ultrapassam as divisas territoriais e pedem políticas públicas integradas. Grandes manchas urbanas estão concentradas principalmente no Sudeste. Nas 26 grandes concentrações viviam 79 milhões de pessoas, ou 41,3% da população de 2010.
O conceito de grande concentração urbana se refere a grupos de cidades com forte ligação entre si que somam mais de 750 mil habitantes. O principal fator de integração entre os municípios é o deslocamento de moradores para trabalho ou estudo. Também são levados em conta os municípios que se aproximaram a ponto de parecerem um só (conurbação urbana). Na lista há dois municípios isolados, mas que, pelo grau elevado de urbanização, também se enquadram na classificação de grandes concentrações – Manaus (AM) e Campo Grande (MS).
São Paulo é o único estado que tem mais de uma grande concentração urbana. O maior agrupamento é formado pela capital e outros 35 municípios, somando 19,6 milhões de habitantes. As outras grandes concentrações urbanas paulistas são grupos de municípios nas regiões de Campinas (1,8 74 milhão de habitantes), Baixada Santista (1,556 milhão), São José dos Campos (1,419 milhão) e Sorocaba (779,7 mil).
O IBGE também estudou arranjos populacionais, que são grupos de cidades interligadas, independentemente do tamanho. Os arranjos com mais de 100 mil habitantes foram chamados concentrações e estão divididas em médias (que tem de 100 mil a 750 mil habitantes) e grandes (mais de 750 mil).
Como se trata do primeiro estudo, não permite comparações com anos anteriores. A ideia é que a pesquisa seja feita a cada dez anos, depois dos Censos, para acompanhar a evolução dos arranjos populacionais e das concentrações urbanas de todo o país.
Depois de São Paulo, as maiores concentrações urbanas do país são, pela ordem, Rio de Janeiro (21 municípios que somam 11,9 milhões de habitantes), Belo Horizonte (23 cidades com 4,7 milhões de habitantes) e Recife (15 municípios com 3,7 milhões de habitantes).

“É a primeira vez que o IBGE traz um quadro de municípios com forte relação entre si, desde pequenos arranjos populacionais, até grandes concentrações de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. O que esse estudo nos mostra é que não dá para pensar política de transporte ou de saúde, por exemplo, isoladamente”, diz a pesquisadora Mônica O’Neill.
Mônica lembra que o conhecimento da dinâmica dos municípios também influencia decisões de investimento da iniciativa privada para, por exemplo, abrir novos negócios.

Maior fluxo
Mais de 7 milhões de pessoas se deslocavam, em 2010, para trabalhar ou estudar em municípios diferentes daqueles em que moravam. Na Grande Concentração Urbana, cujo núcleo é a cidade de São Paulo, com 36 municípios (incluindo a capital), 1,7 milhão de pessoas saem da cidade onde moram para trabalhar ou estudar. Na Grande Concentração Urbana, cujo núcleo é o Rio de Janeiro, são 1 milhão de pessoas.
O maior fluxo entre municípios do país é Guarulhos/São Paulo. No total, 146,3 mil pessoas se deslocam regularmente entre as duas cidades, segundo o Censo 2010. A grande maioria, 118.020 pessoas, sai de Guarulhos para trabalhar ou estudar na capital e 28.310 fazem o sentido contrário.
O IBGE não aponta qual é a periodicidade do deslocamento, mas sabe-se que, em cidades vizinhas, trabalhadores e estudantes costumam fazer o trajeto de ida e volta diariamente.
Outro grande deslocamento no estado acontece entre Osasco e São Paulo. Pouco mais de 91 mil pessoas vão de Osasco para a capital, para trabalhar ou estudar, e 20.688 vão de São Paulo para Osasco, somando 112,4 mil pessoas que se deslocam entre as duas cidades.
O maior fluxo que não inclui a capital é entre Santo André e São Bernardo do Campo (69,7 mil pessoas). Saem de Santo André para trabalhar ou estudar em São Bernardo 45.598 pessoas. Pouco mais de 24 mil fazem o sentido contrário.

Rio/São Paulo
A pesquisa mostra também um intenso deslocamento entre Rio de Janeiro e São Paulo para estudo ou trabalho. Apesar da distância de mais de 400 quilômetros entre os dois núcleos urbanos, o Censo 2010 apontou que 13.400 pessoas se deslocam entre eles, 57,7% para trabalhar, 40,5% para estudar e 1,9% para trabalhar e estudar. A pesquisa do IBGE não informa quantas pessoas vão do Rio para São Paulo e vice-versa.
O fluxo entre Rio e São Paulo é apontado como “caso especial” no estudo sobre concentrações urbanas e arranjos populacionais, especialmente pela grande distância entre as duas cidades. “Os casos especiais foram identificados e serão destacados por representarem tendências ou aspectos relevantes da urbanização brasileira”, diz a pesquisa, que não aponta com que regularidade esses trabalhadores e estudantes se deslocam. Os técnicos dizem que é improvável o deslocamento diário. Em geral, os deslocamentos são semanais.

‘Cidade-região’ tem 14% da população e 25% do PIB
A interligação das concentrações urbanas paulistas é tamanha que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) criou para São Paulo a categoria “cidade-região”, que soma os 27,4 milhões de habitantes de 11 diferentes arranjos populacionais, com total de 89 municípios.
Segundo o estudo, a cidade-região de São Paulo, com 14,4% da população brasileira, alcançou, em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 964 bilhões, equivalente a um quarto do PIB nacional.
Os técnicos do IBGE apontam que a concentração urbana da capital tem o papel de “grande estruturador” da cidade-região. “Não deve ser minimizada, porém, a participação dos demais arranjos, em especial Campinas, Baixada Santista e São José dos Campos”, dizem.

10.896 – Demografia – População da China, crescimento insustentável


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A República Popular da China é um país composto por 56 grupos étnicos diferentes, o povo Han responde por 91,02% do total da população, sendo que as outras 55 etnias minoritárias estão contidas no, 8,98% que restam. A lei chinesa garante a todas as etnias igualdade, o Estado protege seus direitos e interesses legítimos e aplica os direitos de igualdade, unidade, ajuda mútua e prosperidade comum nas relações entre os diversos grupos étnicos.
Em relação à distribuição geográfica, os integrantes da etnia Han estão espalhados por todo o país, concentrando-se principalmente nas bacias dos rios Amarelo, Yangtzé e Perla, bem como nas planícies dos rios Sonhua e Liaohe. Os Han desempenham papel de destaque na vida estatal. As áreas habitadas pelas minorias étnicas representam aproximadamente 55% do território nacional, apesar de sua escassa população, e possuem abundantes recursos naturais, fato que supõe um papel importante na construção e desenvolvimento de toda a China.
Segundo dados de julho de 2008, a população chinesa soma 1.330.044.605 habitantes. A distribuição de acordo com a idade se dá da seguinte forma: 0 a 14 anos – 20,1% (142.185.665 homens e 125.300.391 mulheres); 15 a 64 anos – 71,9% (491.513.378 homens e 465.020.030 mulheres) e 65 anos ou mais – 8% (50.652.480 homens e 55.472661 mulheres).
A taxa de crescimento da população (no mesmo ano) foi de 0,629%. A taxa de nascimento foi de 13,71/1000 hab. A taxa de mortalidade foi de 7,03/1000 hab. A taxa de mortalidade infantil é de 21,16 mortes/1000 hab., sendo que para os homens é de 19,43/1000 hab. e para as mulheres é de 23,08/1000 hab.
A distribuição por sexo ocorre da seguinte forma: no nascimento, 1,11 homens/mulher; menores de 15 anos, 1,13 homens/mulher; 15 a 64 anos, 1,06 homens/mulher; 65 anos ou mais, 0,91 homem/mulher e na população total a distribuição foi de 1,06 homens/mulher.
A expectativa geral de vida na população chinesa ao nascer foi de 73,18 anos, sendo que 71,37 anos para os homens e 75,18 para as mulheres. A taxa de fertilidade foi de 1,77 infantes/mulher.
O idioma mandarim é o utilizado pela maioria da população da China num país onde são faladas mais de 50 línguas diferentes e são usadas 23 maneiras diferentes de escrever.

10.888 – Cidades – As Mais Congestionadas do Mundo


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Brasil: o país ficou entre os 15 com o pior índice de trânsito. A conta leva em consideração questões infraestruturais, socioeconômicas, de serviços e segurança. Isso não é motivo para achar que tudo está perdido: no quesito tempo de deslocamento de casa até o trabalho (que, vale lembrar, se aplica apenas aos usuários do Waze, não à população como um todo) muitas cidades se saíram bem pior que o Rio de Janeiro e São Paulo. Confira aqui quais são esses lugares:

Manila – Filipinas

Jacarta – Indonésia

Londres- Inglaterra

Milão – Itália

San Francisco – EUA

New York – EUA

Rio de Janeiro

São Paulo (18ª do ranking)

11.197 – Demografia – Quantas pessoas já viveram no mundo?


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Gente pra burro!

Cerca de 107 bilhões – mais ou menos 16 vezes mais do que a população atual do planeta. O cálculo foi feito pelos pesquisadores do site Population Reference Bureau, que reúne dados sobre demografia. Os números obviamente são bem aproximados, a começar pelo primeiro ano de vida humana na Terra: por falta de opção melhor, eles assumem que no ano 50000 a.C. havia dois habitantes no planeta – o primeiro homem e a primeira mulher. Daí em diante, a conta é dividida por períodos e se baseia na média de natalidade de cada um. Por exemplo:de 50000 a.C. pulamos para 8000 a.C., quando o homem descobriu a agricultura e a natalidade explodiu. Nesse intervalo, a população passou de 2 para 5 milhões de habitantes, seguindo uma taxa média de natalidade de 80 nascimentos a cada mil habitantes. Nos períodos seguintes a taxa de natalidade foi caindo até chegar aos atuais 23 nascimentos por milhar. Somando todos os períodos o prb.org chegou, em 2002, ao resultado de 106,4 bilhões de pessoas. Acrescentamos a esse número os dados mais recentes da ONU, que dá conta de que, em 2007, atingimos a marca de 6,7 bilhões de habitantes, ou seja, 485 milhões de pessoas a mais do que os 6,215 bilhões que existiam em 2002. Assim, atualmente, chegamos ao total de 107 bilhões de habitantes.

Ao longo da história, o número de habitantes da Terra só foi aumentando, aumentando, aumentando…
População – 8000 a.C. 5 milhões
Expectativa de vida – 10 a 15 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 80
Há escassez de alimentos, as técnicas medicinais são rústicas e não existe quase nenhum cuidado de higiene. Aos poucos, o domínio da agricultura ajuda na preservação da vida
População – 1 d.C. 300 milhões
Expectativa de vida – 25 a 30 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 80
A organização da sociedade e da produção agrícola melhora o suprimento de comida. Mas a dependência da agricultura tem seu lado ruim: uma única falha na colheita pode levar à morte por fome
População – 1200 d.C. 450 milhões
Expectativa de vida – 25 a 30 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 60
Durante a Idade Média, o índice de crescimento populacional é baixo, devido à peste negra. Estima-se que até 25% da população na Europa tenha morrido por causa da epidemia
População – 1750 d.C. 795 milhões
Expectativa de vida – 35 a 40 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 50
A Revolução Industrial leva à riqueza, ao crescimento das áreas urbanas e a cuidados com o saneamento básico. Com isso, aumentam a expectativa de vida e a população
População – 1850 d.C. 1 bilhão e 265 milhões
Expectativa de vida – 50 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 40
A ciência percebe que algumas doenças são causadas por microorganismos, que se reproduzem. É a chamada “teoria dos germes”, responsável por diversos avanços da medicina
População – 1950 d.C. 2 bilhões e 516 milhões
Expectativa de vida – 65 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 38
Há um aumento nos cuidados com a saúde pública. A ONU, recém-criada, promove campanhas de vacinação em diversos países pobres, onde há uma explosão de crescimento populacional
População – 2005 d.C. 6 bilhões e 475 milhões
Expectativa de vida – 80 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 21
Medicina preventiva, tratamentos eficazes e boas condições de saneamento aumentam a expectativa de vida. Do outro lado, métodos anticoncepcionais contêm o número de nascimentos em diversas partes do globo.

11.189 – Cidades – Tratamento de Água


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O tratamento de água consiste na remoção de impurezas e contaminantes antes de destiná-la ao consumo. Isso porque a água sempre contém resíduos das substâncias presentes no meio ambiente como micro-organismos e sais minerais, necessitando, pois, de tratamento para remover as impurezas que podem ser prejudiciais ao homem.
O tratamento da água varia conforme a sua captação. Se ela for em águas subterrâneas de poços profundos, geralmente dispensa tratamento, pois essas águas são naturalmente filtradas pelo solo e, como não estão expostas, não foram contaminadas, logo também não apresentam turbidez. Necessitando apenas de uma desinfecção com cloro.
Já para as águas captadas na superfície é necessário um tratamento especial que consiste em 8 fases:
A oxidação é o primeiro passo, quando os metais presentes na água, principalmente ferro e manganês, são oxidados através da injeção de substâncias como o cloro, tornando-os insolúveis. O que permitirá sua remoção nas próximas etapas.
Na segunda etapa, a coagulação, é feita a remoção das partículas de sujeira através de uma mistura rápida de sulfato de alumínio ou cloreto férrico que irão aglomerar os resíduos formando flocos. Podemos, também, adicionar cal para melhorar o processo e manter o pH da água constante.
Em seguida, na etapa de floculação, a água é movimentada para que os flocos se misturem ganhando peso e consistência.
Com isso, na etapa de decantação, os flocos formados irão se separar da água, ficando armazenados no fundo dos tanques.
Então, a água passa por um processo de filtração para retirar as impurezas restantes. Geralmente utilizam-se filtros constituídos por camadas de areia, antracito e cascalho que irão segurar as partículas restantes.
Começa então o processo de desinfecção, quando a água já limpa recebe o cloro para eliminar germes que podem estar presentes e garantir que ela continue assim nas redes de distribuição e nos reservatórios.
Em seguida, é necessária a correção do pH da água para evitar a corrosão da canalização das casas ou a incrustação.
Na última etapa, tem-se a fluoretação. A água recebe um composto de flúor chamado ácido fluossilícico que reduz a incidência de cárie dentária na população.
O tratamento da água é a principal forma de prevenir doenças como a leptospirose, a cólera e diversas outras que ameaçam a saúde humana. Uma prova disso é que a preocupação com a qualidade água e sua relação com a saúde tem registros desde o ano de 2000 a.C. quando, na Índia já era recomendado que a água devia ser purificada pela fervura ou filtração.
Entretanto, e infelizmente, mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no mundo, seja por morarem em regiões secas ou por causa da poluição. Ocasionando a morte de cerca de 1,8 milhões de crianças no mundo todo por causa de doenças como a diarréia, provocadas pelo consumo de água contaminada e más condições de saneamento.

11.188 – Ecologia – Tratamento de Esgoto


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Esgoto, efluente ou águas servidas são todos os resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios e que necessitam de tratamento adequado para que sejam removidas as impurezas e assim possam ser devolvidos à natureza sem causar danos ambientais e à saúde humana.
Geralmente a própria natureza possui a capacidade de decompor a matéria orgânica presente nos rios, lagos e no mar. No entanto, no caso dos efluentes essa matéria é em grande quantidade exigindo um tratamento mais eficaz em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que, basicamente, reproduz a ação da natureza de maneira mais rápida.
É importante destacar que o tratamento dos efluentes pode variar muito dependendo do tipo de efluente tratado e da classificação do corpo de água que irá receber esse efluente, de acordo com a Resolução CONAMA 20/86. Quanto ao tipo, o esgoto industrial costuma ser mais difícil e caro de tratar devido à grande quantidade de produtos químicos presentes.
Quanto à classificação, o efluente deve ser devolvido ao rio tão limpo ou mais limpo do ele próprio, de forma que não altere suas características físicas, químicas e biológicas. Em alguns casos, como por exemplo, quando a bacia hidrográfica está classificada como sendo de classe especial, nenhum tipo de efluente pode ser jogado ali, mesmo que tratado. Isso porque esse tipo de classe se refere aos corpos de água usados para abastecimento.
Pode-se então, separar o tratamento de esgoto domiciliar em 4 níveis básicos: nível preliminar, tratamento primário e tratamento secundário que tem quase a mesma função, e tratamento terciário ou pós-tratamento. Cada um deles têm, respectivamente, o objetivo de remover os sólidos suspensos (lixo, areia), remover os sólidos dissolvidos, a matéria orgânica, e os nutrientes e organismos patogênicos (causadores de doenças).
No nível preliminar são utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resíduos maiores e impedir que haja danos as próximas unidades de tratamento, ou até mesmo, para facilitar o transporte do efluente.
No tratamento primário são sedimentados (decantação) os sólidos em suspensão que vão se acumulando no fundo do decantador formando o lodo primário que depois é retirado para dar continuidade ao processo.
Em seguida, no tratamento secundário, os micro-organismos irão se alimentar da matéria orgânica convertendo-a em gás carbônico e água. E no terceiro e último processo, também chamado de fase de pós-tratamento, são removidos os poluentes específicos como os micronutrientes (nitrogênio, fósforo…) e patogênicos (bactérias, fungos). Isso quando se deseja que o efluente tenha qualidade superior, ou quando o tratamento não atingiu a qualidade desejada.
Quando se trata de efluentes industriais a própria empresa que faz o tratamento de esgoto exige que a indústria monitore a qualidade dos efluentes mandados para e estação. No caso de haver substâncias muito tóxicas ou que não podem ser removidas pelo tratamento oferecido pela ETE, a indústria é obrigada a construir a sua própria ETE para tratar seu próprio efluente.

11.180 – De ☻lho no Mapa – A Oceania


Sydney na Austrália
Sydney na Austrália

É um continente, composta por vários grupos de ilhas do oceano Pacífico (Polinésia, Melanésia e Micronésia). O termo Oceania foi criado em 1831 pelo explorador francês Dumont d’Urville. O termo é usado hoje em vários idiomas para designar um continente que compreende a Austrália e ilhas do Pacífico adjacentes.
Os limites da Oceania são definidos de várias maneiras. A maioria das definições reconhecem partes da Australásia como a Austrália, Nova Zelândia e Nova Guiné, e parte do Arquipélago Malaio como sendo partes da Oceania.
Embora as ilhas da Oceania não formem um continente verdadeiro, a Oceania, às vezes, é associada com o continente da Austrália ou com a Australásia, com o propósito de dividir o planeta em agrupamentos continentais. É o menor “continente” em área e em população (com exceção da Antártica).

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O topônimo Oceania foi recebido pelo continente por iniciativa do naturalista francês René Primevère Lesson. Lesson nasceu a 20 de março de 1794 em Rochefort e morreu em 28 de abril de 1848. O naturalista era médico e farmacêutico naval. Quando era tripulante da corveta Coquille, viajou por um bom tempo pelo Oceano Pacífico com a missão de realizar pesquisas científicas para servir de fonte de seus livros de anatomia e taxonomia de mamíferos, pássaros, beija-flores. Além disso, há depoimentos de viagem, livros de história e botânica datados de 1828. Daí a origem etimológica do termo: a palavra “oceano” mais o sufixo “ia”, da mesma forma que acontece com outros topônimos tais como Germânia, Betânia, Transilvânia, Tripolitânia, entre outros, porque na ortografia portuguesa, a letra “a” tem acento circunflexo, enquanto na ortografia brasileira não há acentuação, sendo utilizado com mais frequência a ortografia brasileira.
A forma “Oceania” (sem acento circunflexo, ou seja, com a sílaba tónica em “ni”) é usual e aceita no Brasil, sendo usual mas considerada incorreta em Portugal. A forma “Oceânia” é constante na maioria das fontes consagradas, ainda que o uso prefira a pronúncia “Oceania”.
Durante os Períodos Glaciais, Austrália, Nova Guiné e Tasmânia eram ligadas por pontes terrestres, formando um único continente, conhecido como Sahul. Os australoides, primeiro povo a habitar a região, eram os antepassados dos atuais papuas e dos aborígenes australianos, que devem ter chegado a Sahul há 60 000 anos.
A seguinte onda significativa de emigrantes só aconteceu em 6000 a.C., quando povos austronésios vindos de Taiwan se espalharam pelas Filipinas e Índias Orientais e chegaram à Nova Guiné, miscigenando-se com os nativos australoides, originando a heterogênea população da Melanésia. Por volta de 1500 a.C., esses austronésios, os maiores navegantes da pré-história, chegaram às Fiji – vindos de Vanuatu e, pouco depois, a Tonga e a Samoa, ponto de (partida) para a posterior expansão polinésia para o Pacífico Oriental, acabando na ocupação de ilhas tão distantes como o Havaí, ao norte, a Nova Zelândia ou Aotearoa (seu nome polinésio), ao sul e a ilha de Páscoa ou Rapa Nui, ao leste.
A povoação das ilhas da Micronésia teve origens étnicas distintas: filipinos em Palau e Yap, habitantes do arquipélago Bismarck nas ilhas Truk, tuvaluanos (que encontram origem nas Fiji ou MPI) nas Ilhas Marshall, por exemplo. Isso é comprovável por traços culturais e linguísticos. Já os povos da Polinésia encontram origens étnicas, linguísticas e culturais semelhantes. Símbolos da cultura polinésia conhecidos mundialmente são as estátuas tiki e a festa lūʻau, além de seu estilo de tatuagem.
Os austronésios guiaram-se unicamente com a localização dos astros, direção do vento e características das ondas – que revela a localização de ilhas. Dominavam a cerâmica, que foi um dos símbolos da cultura lápita, cujo estilo singular da mesma era ricamente decorado e que, em cerca de 500 a.C., foi substituída por peças simples e sem decoração na Samoa. Também dominavam a agricultura, encontrando subsistência no taro, no inhame, na batata-doce, na mandioca, na banana, no coco, na cana-de-açúcar e no arroz.
Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.
No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.
A pecuária e o coito, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente três milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente três milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira.
O Novíssimo Mundo – assim chamado por ter sido descoberto apenas em 1770, pelo inglês James Cook – está localizado entre os oceanos Índico e Pacífico e é formado por milhares de ilhas de diversas extensões, desde pequenos atóis coralígenos até a Austrália, pouco menor que o Brasil. Ocupa ao todo uma área de mais de 8.900.000 quilômetros quadrados nos quatro hemisférios: estende-se de 21 graus de latitude norte a 50 graus de latitude sul e de 111 graus de longitude leste a 119 graus de longitude oeste.11 Limita-se ao norte com o Estreito de Torres e os mares de Timor e Arafura, a leste com o Mar de Coral e o Mar da Tasmânia, ao sul com o Estreito de Bass e o Oceano Índico e as “Kamangas” a oeste novamente com o Oceano Índico.”
Atravessada pela linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio, a Oceania localiza-se nas zonas climáticas intertropical e temperada do sul. Devido à sua grande extensão de leste para oeste, abrange oito fusos horários, inclusive a linha que determina a mudança de data (Linha internacional de mudança de data).
Além de inúmeras possessões não independentes, administradas por países europeus, pelos Estados Unidos ou por nações desenvolvidas do continente, a Oceania inclui 14 Estados soberanos, entre os quais se destacam a Austrália e a Nova Zelândia, pelo grande desenvolvimento econômico, e a Papua-Nova Guiné, o segundo país do continente em população e área territorial.11
Os demais, de extensão reduzida, população numericamente inexpressiva e economia subdesenvolvida, são: Fiji, Samoa Ocidental, Nauru, Tonga, ilhas Salomão, Vanuatu, Kiribati, Palau, Estados Federados da Micronésia e Tuvalu.
Australásia: são as maiores ilhas, Austrália, Tasmânia, Nova Guiné e geograficamente, porém não cultural e historicamente, a Nova Zelândia;

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Melanésia (“ilhas negras”): o nome é derivado de melanina, pigmento escuro da pele, e alude à cor dos habitantes dessas ilhas pouco extensas, localizadas, em sua maioria, ao norte, nordeste e leste da Austrália. Grande parte delas são possessões francesas e britânicas; as que constituem países independentes são Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Vanuatu e Fiji;
Micronésia (“pequenas ilhas”): formada por ilhas muito pequenas, situadas ao norte e nordeste da Melanésia. O Reino Unido e os Estados Unidos possuem o maior número de territórios dessa área. Kiribati, Palau, Estados Federados da Micronésia, Ilhas Marshall e Nauru são os países independentes desse grupo;
Polinésia (“muitas ilhas”): corresponde às ilhas mais distantes da Austrália, dispersas por uma grande área do Pacífico. São em sua maioria possessões britânicas, francesas e Chilena. Os países independentes da Polinésia são Tonga, Samoa, Tuvalu e, historicamente e culturalmente (o último em relação aos seus povos aborígenes), a Nova Zelândia (nome polinésio: Aotearoa). O estado estadunidense do Havaí e a ilha chilena Rapa Nui ou ilha de Páscoa também fazem parte da Polinésia.
A Oceania é chamada de Novíssimo Mundo, pois foi o último continente a ser descoberto pelos europeus, que lá chegaram no século XVII. Só no fim do século XVIII teria início a colonização, com a chegada de prisioneiros britânicos obrigados a trabalhar na lavoura.
Quase todas as ilhas da Oceania têm a população composta majoritariamente por indígenas. Excetuam-se a Austrália e a Nova Zelândia, em que os brancos europeus – entre os quais predominam os de origem britânica – constituem a maioria dos habitantes.
A distribuição populacional está ligada, geralmente, ao grau de desenvolvimento econômico. Assim, Austrália e Nova Zelândia têm 85% ou mais de sua população estabelecidos nas zonas urbanas, enquanto o restante das ilhas a maioria dos habitantes ocupa as áreas rurais, o que indica uma industrialização inexpressiva. A agricultura e o extrativismo constituem a base de sua economia. Os primitivos habitantes da Austrália, conhecidos como aborígenes, habitam o país há pelo menos 5.000 anos.
As principais cidades da Oceania são: Sydney, Melbourne e Brisbane, na Austrália; Auckland e Wellington, na Nova Zelândia; Port Moresby, capital da Papua-Nova Guiné.
Com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, todos os demais países da Oceania apresentam características de subdesenvolvimento. Suas principais atividades econômicas são o extrativismo e, com raras exceções, a agricultura.
Nas pequenas ilhas e na Papua-Nova Guiné, as indústrias, quando existem, são em geral instaladas para beneficiar algum produto originado do extrativismo. Enquadram-se nesse caso Papua-Nova Guiné (azeite de dendê e borracha) e Fiji (açúcar e pescado em conserva).
Condições totalmente diferentes são as encontradas na Austrália e na Nova Zelândia, cujo amplo parque industrial compreende desde as indústrias de base até as de bens de consumo. São os únicos países do continente que integram o bloco dos países desenvolvidos segundo o IDH.

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10.991 – Como funcionam os reservatórios de água?


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Eles fazem parte de sistemas produtores, que captam e tratam a água que chega às nossas casas. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), 14% dos municípios brasileiros são abastecidos por esse sistema integrado, enquanto 86% recebem água de reservatórios isolados.
Este é um cenário bem diferente do que rolava no fim do século 19, quando as pessoas ainda usavam baldes para pegar água de fontes e rios próximos. Com o crescimento das cidades e da população, foi preciso melhorar a distribuição de água. Isso deu origem a represas e a sistemas como o da Cantareira, um dos maiores do mundo, que produz 33 mil litros por segundo e atende mais de 8 milhões de pessoas na grande São Paulo.
Mas até mesmo um gigante como esse pode secar. Com a falta de chuva neste ano, a Cantareira chegou a 8,2% da sua capacidade de armazenamento em maio. Para fugir do racionamento, o governo adotou medidas emergenciais, como retirada de águas mais profundas, enquanto torce para voltar a chover nas cabeceiras dos rios que abastecem o sistema.
São necessários vários quilômetros de dutos e um longo processo de tratamento para a água chegar até a sua torneira.

10.745 – Ciclismo – Porque pedalar é bom para todos


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Andar de bike é bom para o ciclista e também para quem não pedala. Pode soar apenas como filosofia de amantes de bicicletas. Só que um recente estudo encomendado pela respeitada organização não governamental do Reino Unido Britsh Cycling garante que esse pensamento faz todo o sentido. A socióloga, especialista em transportes e autora do tratado, Rachel Aldred, prova por A mais B que andar de bicicleta nas cidades traz benefícios até mesmo para quem nunca subiu numa bike, nem pretende subir.
O veredicto final do estudo chamado Benefits of investing in cycling (Benefícios de investir no ciclismo): a autora acredita que o que ela chama de “ciclismo de massa” pode aliviar as contas do National Health Service (NHS) – o Sistema Nacional de Saúde britânico – em uma dezena de bilhões de libras em duas décadas, evitar 500 mortes anualmente nas ruas e reduzir drasticamente os níveis de poluição sonora e atmosférica.
Como a doutora Rachel Aldred chegou a essa conclusão: sabe-se que a obesidade e as doenças associadas à inatividade nas grandes cidades estão levando a uma sobrecarga nos sistemas de saúde pública. “Mais gente pedalando e caminhando em áreas urbanas na Inglaterra e no País de Gales, tanto quanto em Copenhague faria com que o NHS economize 17 bilhões de libras em 20 anos”.
Menos carros também significam barulho de menos. Ela cita em sua pesquisa um estudo canadense dando conta de que a população que vive em cidades barulhentas por causa do trânsito de automóveis tem 22% mais chances de morrer por doenças do coração.
– Cada vez mais pessoas pedalando ajudaria a resolver inúmeras questões sociais e os benefícios seriam sentidos por todos, mesmo aqueles que ainda não andam de bike;
– Além de economizar muito dinheiro para os sistemas de saúde o ciclismo de massa pode aumentar a mobilidade das famílias mais pobres;
– Ciclovias ajudam a aumentar as vendas no comércio, ao contrário do que se pensa;
– Estacionamentos para bicicletas ocupam 8 vezes menos espaço do que os dos carros, ajudando a liberar áreas nas cidades;
– Substituir apenas 10% das viagens de carro por bicicletas reduziria a poluição do ar e economizaria 400 anos de vida produtiva;
– Adotar as rígidas normas holandesas de segurança pode reduzir acidentes com ciclistas em dois terços;
– A bicicleta pode melhorar o bem-estar psicológico;
– Planejar bem o ciclismo nas cidades permite o uso mais eficiente da rede de transportes públicos;
– Mais ciclistas nas ruas são mais pessoas se exercitando e fazendo uma população mais saudável;
– Mais ciclistas podem fazer as ruas mais seguras para todos;
– O ciclismo promove independência na juventude e em idades mais avançadas;
– Investir em bicicletas pode impulsionar a atividade econômica local;
– Bons projetos para o ciclismo ajudam a criar cidades mais agradáveis e habitáveis.
Se todas essas vantagens valem para o Reino Unido certamente valerão para as cidades brasileiras.

10.729 – Acredite se Quiser – Novo Plano Diretor de SP pode combater a desigualdade


Planeta Verde

Não é fácil criar um Plano Diretor para uma cidade com 12 milhões de habitantes, cerca de 10 milhões de imóveis, circulação diária de cinco milhões de veículos e uma economia municipal que corresponde a 12% da nacional, sendo a 10ª. maior metrópole do planeta e coração financeiro da América Latina. As aspirações de crescimento se não são proporcionais ao seu tamanho, são maiores. “Assim como não é um desafio pequeno combinar tantos interesses e mitigar a desigualdade pelo planejamento urbano”, explica Nabil Bonduki, vereador e relator do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo (Lei nº 16.050/14), sancionado no final de julho deste ano pelo prefeito Fernando Haddad.
Pelos próximos 16 anos, São Paulo se lança a um novo desafio, segundo Bonduki. Trata-se de organizar, com maior participação popular possível, sua expansão por diretrizes sustentáveis, socialmente justas e economicamente viáveis para a habitação, a mobilidade urbana e a criação de mais áreas verdes. Ao todos são sete princípios que prezam por:
1. Função Social da Cidade,
2. Função Social da Propriedade Urbana,
3. Função Social da Propriedade Rural,
4. Equidade e Inclusão Social e Territorial,
5. Direito à Cidade,
6. Direito ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado e
7. Gestão Democrática.

Entre os pontos mais importantes dos 316 artigos na lei do Plano estão:
– o adensamento de imóveis próximos aos sistemas de transporte público,
– o aumento em 117% das áreas voltadas para moradia popular com criação de Zonas Especiais de Interesse Social para famílias que ganham até dez salários mínimos,
– a destinação de 30% do Fundo de Desenvolvimento Urbano para obras de mobilidade,
– a regulação do crescimento vertical máximo nos centros dos bairros,
– a extinção do mínimo de vagas de estacionamento para novos empreendimentos
– a revitalização da zona rural da cidade e novas zonas de proteção ambiental,
– “Além de 164 novos parques, que aumentarão para 82 milhões os atuais 42 milhões de metros quadrados de área verde na cidade”, ressalta Bonduki.
“Sob a nova Lei também será mais caro construir prédios não residenciais no centro expandido, que concentra 67% dos empregos da cidade e conta com apenas 20% dos moradores paulistanos. Se não reduzimos a desigualdade na distribuição de empregos pelas regiões, não teremos uma cidade competitiva e inclusiva”, conta o vereador. A lógica é reduzir os congestionamentos do tráfego pendular, que custam R$ 69 bilhões de reais ao ano para cidade em custos de oportunidade, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas. Ao mesmo tempo, o objetivo é conter em São Paulo um crescente déficit de habitação de 670 mil domicílios, de acordo com dados da Prefeitura.
A dificuldade para desatar o nó que se tornou São Paulo fica mais evidente quando olhamos o processo de aprovação da lei. Desde que foi apresentada à Câmara a reformulação do Plano Diretor pela prefeitura, a tramitação de um substitutivo levou quase 10 meses de debates com 117 emendas apresentadas ao projeto pelo poder legislativo da cidade. “Ao todo, foram 58 consultas públicas intensas e quase mil propostas do setor privado e da sociedade civil organizada mediante a sistematização do processo participativo, a adequação de cartografias e geração de análise de dados pelo Centro de Estudos da Metrópole da Universidade de São Paulo”, conta Bonduki.
O resultado, até então, é positivo. O novo Plano Diretor da cidade foi reconhecido pela ONU como um exemplo a ser seguido globalmente. Recentemente, foi agraciado com o MobiPrize, prêmio da Universidade de Michigan, nos EUA, que prestigia projetos com plataformas participativas no avanço de soluções sustentáveis para a mobilidade urbana. Agora, com base no Plano Diretor, o próximo passo é a discussão de novas leis de ocupação e uso do solo, os planos estratégicos regionais e um novo código de obras e edificação.
Não à toa, a agenda de Bonduki se tornou concorrida desde a aprovação do Plano Diretor. O vereador dá de seis a sete entrevistas por dia, além de receber diversos movimentos sociais em seu gabinete. Professor do departamento de Planejamento da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, foi superintendente de habitação popular da prefeitura de São Paulo no governo de Luiza Erundina (1989-1992), coordenando a construção de mais de 10 mil moradias populares. Em 2011, exerceu a função de secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, quando coordenou a implementação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Em 2012, foi eleito para a Câmara com 42.411 votos na cidade.
“Primeiro, precisamos pensar em como remunerar também aqueles que são agentes ambientais de proteção por seus serviços. Dessa forma evita-se também a ocupação agora que a prefeitura tem um plano de aquisição. A criação de um fundo de aquisição de parques com participação popular vai se concretizar. A intenção é dobrar os parques, mas tudo depende de como proprietários e a participação popular funcionarão por meio de um conselho municipal ativo com membros da sociedade civil. O Plano prevê a possibilidade de a prefeitura remunerar os proprietários de imóveis urbanos ou rurais para que mantenham ou recuperem ecossistemas com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente. Existem ecossistemas que precisam ser conservados e seus proprietários necessitam ser incentivados a promover ações de manutenção ou recuperação.”

10.726 – Mega Sampa – Trianon, cantinho verde no meio da poluição


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O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon ou Parque do Trianon, foi inaugurado em abril de 1892 com a abertura da Avenida Paulista na cidade de São Paulo. Foi projetado pelo paisagista francês Paul Villon.
O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo, em frente ao parque, um clube com o nome Trianon. O arquiteto Ramos de Azevedo desenvolveu o projeto de (1911-1914), na administração do Barão de Duprat, do chamado Belvedere Trianon, construído em 1916 e demolido em 1957 para dar lugar ao museu.
Em 1924, o parque foi doado à prefeitura, e, em 1931, recebeu sua denominação atual em homenagem a um dos heróis da Revolta Tenentista, Antônio de Siqueira Campos.
O parque foi inaugurado em 3 de abril de 1892 e deve ter seu surgimento entendido no contexto do processo de urbanização da cidade de São Paulo daquela época. No ano anterior ocorrera a inauguração da Avenida Paulista. Naquela época, o ambiente cultural da aristocracia cafeeira era dominado por influências do romantismo europeu do século XIX e, dessa forma, o parque acabou ganhando ares de um jardim inglês, apesar de sua exuberante vegetação tropical, remanescente da Mata Atlântica da região do alto do Caaguaçu, atual espigão da Paulista.

Até hoje, firme, forte e reformado túnel da 9 de julho
Até hoje, firme, forte e reformado túnel da 9 de julho

O responsável pelo projeto paisagístico foi o francês Paul Villon, motivo pelo qual o parque às vezes ser citado, nos textos antigos, como Parque Villon. O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo em frente ao Parque da Avenida, um restaurante/bar no sub-solo e um mirante no nível da Avenida com o nome Trianon (administrado pelo senhor Vicente Rosati, o mesmo que gerenciava o bar do Theatro Municipal), onde foi construído de (1914-1916) o chamado belvedere da Avenida com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo.
Na avenida entre ambos ocorria a largada de várias corridas de automóveis e em 1924, ocorreu a primeira Corrida de São Silvestre, largando desse mesmo lugar. Ainda nesse ano foi doado à Prefeitura da cidade e em 1931 o parque recebeu seu nome atual em homenagem ao tenente Antônio de Siqueira Campos, um paulista de Rio Claro, herói do Movimento Tenentista de 1924.
A partir de 1968, na gestão do prefeito Faria Lima, o parque passou por várias mudanças que tiveram a assinatura do paisagista Burle Marx e do arquiteto Clóvis Olga. E em data recente o parque foi tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP.
Atualmente o Parque Trianon possui em seu interior, além da única reserva remanescente de mata atlântica da região, outros atrativos como a estátua do Fauno de Vítor Brecheret, um viveiro de aves, fontes, chafarizes, locais de recreação infantil, sanitários públicos e centro administrativo, tornando-se um refúgio de lazer e descanso no meio da agitada Avenida Paulista.

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10.671 – Lugares Misteriosos – Insurgentes 300


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É um edifício da Cidade do México que entrou em guerra com as forças da natureza. Embora esteja tecnicamente em pé, não se pode dizer que venceu a batalha. Do lado de fora, o prédio parece estar se deteriorando, mas por trás do vidro quebrado há todos os tipos de profissões que o tornam útil. Prostitutas, advogados e contadores de traficante dividem o Insurgentes 300 com professores da dança e vendedores. O antigo prédio de 420 escritórios agora é habitado parcialmente, mas convive com uma inclinação de 10 graus devido a danos estruturais causados por um terremoto em 1985. As autoridades ordenaram que fosse evacuado, mas os ocupantes não quiseram deixar o local e até hoje lutam por uma restauração. Em vez de receber manutenção, eles foram apenas processados.

10.369 – Mega Sampa – Após ciclovia, capital paulista terá suporte para estacionar bicicletas


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Tal conceito chegou com algumas décadas de atraso na nossa velha Sampa, mas finalmente chegou…

A Prefeitura de São Paulo vai lançar até o final deste mês uma licitação para instalar na capital 8.000 paraciclos (estacionamentos de bicicletas na calçada).
A empresa escolhida ficará responsável pela colocação dos equipamentos, na forma da letra U invertida. O modelo é comumente utilizado na Inglaterra e custa entre R$ 200 e R$ 300 a unidade.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não estimou o valor da licitação.

Em alguns pontos do centro, como na avenida São João, já é possível encontrar esse tipo de suporte.
A proposta é instalar os paraciclos principalmente perto de pontos de ônibus. A distância entre um conjunto de suportes e outro deve ser de cerca de 200 metros.
O prefeito Fernando Haddad (PT) explica que a ideia é integrar o transporte ciclístico ao coletivo. “Estamos analisando para colocar [paraciclos] nos pontos de ônibus. Às vezes, as pessoas não querem levar as bicicletas nos ônibus, mas querem deixá-las estacionadas”, disse.
O formato escolhido agrada a ciclistas, já que oferece apoio para a bicicleta inteira, permitindo que o quadro e as rodas fiquem presos.
Antônio Miotto, 48, porém, ressalta que a prefeitura deve planejar o local onde as estruturas serão instaladas.

“Não adianta colocar ciclovias pela cidade se não tiver lugar para parar as bicicletas. Mas também não adianta colocar os paraciclos em qualquer lugar. É preciso planejamento. Colocar os suportes onde há grande fluxo de pessoas e onde não atrapalhe os pedestres”, afirma o ciclista.

A possibilidade de obstrução da passagem é a principal ressalva feita por especialistas em relação à medida. Dependendo da posição dos suportes, um conjunto de três paraciclos poderá ocupar mais do que dois metros.

“O pedestre tem que ser a prioridade na cidade, nada pode atrapalhá-lo”, diz Horácio Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, mestre em engenharia de transportes pela USP.

Para isso, ele defende que as calçadas sejam adaptadas para receber as paradas. “Nem que, para isso, tenha que diminuir a pista para o ciclista ou o motorista.”

Também a partir deste mês, a prefeitura promete começar o programa de ciclopassarelas sobre as marginais Tietê e Pinheiros. A primeira será instalada na ponte da Casa Verde e ligará as avenidas Braz Leme e Barra Funda, ao lado da pista sentido centro.
De acordo com a CET, há estudos para colocar passagens para bicicletas nas pontes Freguesia do Ó, do Piqueri, Cidade Universitária, Eusébio Matoso, Cidade Jardim e do Socorro.

10.472 – De ☻lho no Mapa – Bangladesh


Daka a capital
Daka a capital

É um país asiático rodeado quase por inteiro pela Índia, excepto a sudeste, onde tem uma pequena fronteira terrestre com Myanmar, e a sul, onde tem litoral no Golfo de Bengala. O país está listado entre as economias “Próximos Onze”. A capital é Daca.
Bangladesh conquistou sua independência do Paquistão em 1971, depois da guerra civil de nove meses entre o Paquistão Ocidental e o Paquistão Oriental. De 1947 a 1971, a região que hoje é Bangladesh foi o Paquistão Oriental.
Mais da metade da população do Paquistão morava lá.
O nordeste da Índia tem fronteiras com Bangladesh em três lados.
Muitos dos aspectos físicos e culturais de Bangladesh são partilhados com Bengala Ocidental, um estado da Índia vizinho a Bangladesh.
Na verdade, Bangladesh e Bengala Ocidental formam uma região da Ásia conhecida como Bengala.
Bangladesh é, às vezes, chamado de Bengala Oriental.
O nome Bangladesh significa “nação de Bengala”.
Bangladesh é o oitavo país do mundo em número de habitantes, com cerca de 150 milhões de habitantes em 2012.
O rápido crescimento populacional do país trouxe um sério problema de superpopulação. Bangladesh é um pouco maior do que o estado brasileiro do Amapá, mas o número de habitantes é, aproximadamente, 220 vezes maior.
Os habitantes de Bangladesh são chamados bengaleses ou bengalis.
Há muito tempo a região é caracterizada por uma grande pobreza. A maioria dos habitantes é composta de agricultores pobres, que se esforçam para tirar seu sustento de pequenos lotes de terra. Muitos dos trabalhadores das cidades ganham apenas alguns centavos por dia. Cerca de 52,1% da população com mais de 15 anos não sabem ler nem escrever. Cerca de 85% dos habitantes são muçulmanos, sendo a quase totalidade dos restantes compostas de hindus.
A percentagem da população urbana de Bangladesh é inferior à da maioria das nações do sul da Ásia Somente cerca de 18% da população vivem nas cidades. Apesar disso, Daca, a capital a maior cidade do país, é considerada uma das maiores cidades do mundo (em termos de população), tendo mais de sete milhões de habitantes residindo dentro de seus limites e mais de cinco milhões nas cidades e povoados periféricos.
Existe vida vegetal em abundância no clima quente e úmido de Bangladesh. A maior parte do país é composta por planícies baixas, fertilizadas pelas enchentes dos rios e cursos d’água que as cruzam. Os rios, durante a época das cheias, depositam solo fértil ao longo de suas margens. Mas muitas dessas enchentes também causam grande destruição nos vilarejos rurais.
A região atualmente conhecida por Bangladesh foi governada, em diversos períodos da sua história, por hindus, muçulmanos e budistas. Tornou-se parte do Império Britânico, quando o Reino Unido, em 1858, assumiu o controle da Índia. Os sangrentos conflitos entre hindus e muçulmanos provocaram a divisão da Índia em duas nações — isso em 1947, quando a Índia se tornou independente. O Paquistão — formado pelo Paquistão Ocidental e Paquistão Oriental — foi criado a partir das regiões nordeste e noroeste da Índia. A maioria da população nas duas áreas é composta de muçulmanos.
Existem evidências de ocupação da grande região de Bengala em mosteiros budistas de antes de 700 a.C.. Bengala adotou o islão no século XIII e prosperou como parte do Império Mongol durante o século XVI. Os navegadores europeus descobriram a região no final do século XV, mas só no final do século XVIII a Companhia Britânica das Índias Orientais dominou a região.
Com a independência da Índia, parte de Bengala constituiu parte do Paquistão, com o nome de Bengala Oriental ou Bengala do Leste (também chamada de Paquistão do Leste ou Paquistão Oriental), e parte ficou com a Índia, vindo a formar a unidade administrativa (estado) de Bengala Ocidental (ou Bengala do Oeste). Depois de uma guerra de libertação contra as forças do Paquistão do Oeste (ou Paquistão Ocidental), em 1971, o Bangladesh finalmente se torna independente.

Parlamento
Parlamento

Política
O Bangladesh tem um regime parlamentar, unicameral. A Assembleia Nacional é o órgão legislativo e os mandatos dos 345 deputados são renovados em cada 5 anos.
O presidente do Bangladesh é eleito pela Assembleia Nacional para mandatos de 5 anos com poderes limitados, exceto durante as negociações para um novo governo.
O primeiro-ministro é nomeado pelo presidente de entre os membros da maioria parlamentar.
Geografia e dados gerais
O Bangladesh é um país com poucas elevações acima do nível do mar, com grandes rios em todo seu território situado ao sul da Ásia. Sua costa é uma imensa selva pantanosa de 710km de comprimento, limitando ao norte do Golfo de Bengala. Formada por uma grande planície formada pelo delta dos rios Ganges, Brahmaputra e Meghna e seus afluentes, as terras de aluvião do Bangladesh são muito férteis, uma vez que são vulneráveis à inundações e à seca.
As únicas montanhas fora da planície são os trechos de colinas de Chittagong, onde situa-se o ponto culminante do país (Keokradong, com 1 230 m de altura), no sudeste, e a divisão de Sylhet, no nordeste. Próximo ao trópico de Câncer, Bangladesh tem um clima subtropical de monções, caracterizado pela temporada de intensas chuvas anuais, temperaturas moderadamente calorosas e uma grande umidade.
Os desastres naturais como inundações, ciclones tropicais, tornados e marés em rios são normais no Bangladesh todos os anos. O país é afetado por grandes ciclones a uma média de 16 por década. Em maio de 1991, um ciclone arrasou a costa sudeste, matando 136 000 pessoas.
Na economia do Bangladesh, o desenvolvimento da agricultura é dificultada pela elevada fragmentação da propriedade fundiária e pelas chuvas irregulares. A produção alimentar, sobretudo de cereais, é destinada ao consumo interno; A principal cultivação industrial é a do arroz, nas áreas de Mymensingh, Rangpur, Comilla e Daca. A criação de bois é abundante, mas destinado prevalentemente ao trabalho no campo. Uma parte realmente grande da população (a sétima maior do mundo) sofre de subnutrição crônica.
A cultura do Bangladesh conta com diversas formas artísticas e culturais.
A história da cultura do Bangladesh data de há mais de 2500 anos. A terra, os rios e as vidas do povo bangla formam uma rica herança com marcantes diferenças em relação a países e regiões vizinhos.
Cultura composta, assimilou influências do Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Islão. Manifesta-se de forma variada, na música, dança, teatro e literatura; na arte e artesanato; no folclore e lendas; nas línguas, filosofia e religião, festivais e celebrações, e na tradição culinária.

Chittagong é a 2ª maior cidade
Chittagong é a 2ª maior cidade

10.276 – A Cidade-Sede BELO HORIZONTE: NASCIDA A NÍVEL EUROPEU


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A cidade de Belo Horizonte foi projetada, especialmente, em 1895 para ser a nova capital do estado de Minas Gerais a partir de 12 de dezembro de 1897. Sua concepção foi baseada em critérios e desenhos mais modernos, pois foi criada como um novo centro urbano para Minas Gerais. A antiga capital do estado, Ouro Preto, que desde o final do século XVIII sofria com a queda na exploração de minérios, havia fracassado em se estabelecer como o segundo polo mais importante do país, tanto economicamente como em termos populacionais.
A cidade nasceu do projeto realizado pela Comissão Constituinte da Nova Capital, sob a supervisão do engenheiro Aarão Reis. Sua localização geográfica, no centro do estado e na parte mais baixa de uma montanha, especificamente aos pés da Serra do Curral, foram cruciais na escolha do local para a nova metrópole.
Unidade Federativa Minas Gerais
População 2.479.175 hab. (IBGE/2013)
Prefeito Marcio Lacerda
Prefixo Internacional 31
Fuso Horário GMT/UTC -3
Moeda Real
Superfície 330,95 km²
Geografia e clima tropical de altitude
O Que Vestir Roupas leves
Locais essenciais
Igreja de São Francisco de Assis
Praça da Liberdade
Basílica de Lourdes
Alto das Mangabeiras
Savassi
Pampulha

10.120 – A maior favela vertical do mundo


favela vertical

Apesar de no Brasil — infelizmente — não faltarem favelas e cortiços, esses assentamentos não são exclusividade do nosso país, nem é por aqui que se encontram os maiores do mundo. Em Caracas, na Venezuela, está localizada a Torre de David, que ficou conhecida como a maior favela vertical do planeta graças a seus 45 andares e população de cerca de 3 mil pessoas.
Segundo o El País, o prédio — que fica no bairro de San Bernardino e é o mais alto de Caracas — estava destinado a abrigar um novo centro financeiro. Contudo, em 1994, depois da morte de seu criador, David Brillembourg, e por conta do colapso do setor financeiro venezuelano, a construção foi abandonada e nunca foi finalizada.
Quando a obra foi interrompida, os primeiros 28 andares se encontravam em um estágio mais avançado de construção, sendo considerados como habitáveis. Mas o fato de que os demais andares ainda não estivessem terminados não parou os invasores. Aos poucos, os moradores foram tapando os perigosos espaços abertos e instalando seus próprios sistemas de água e eletricidade, e hoje a Torre de David inclusive abriga lojinhas e até uma academia improvisada.
Atualmente, as famílias pagam em média 200 bolívares — cerca de R$ 60 — ao mês para ajudar a custear as patrulhas 24 horas responsáveis por fazer a segurança do edifício. Apenas os andares superiores contam com sacadas, nas quais os vizinhos costumam se reunir para conversar, ouvir salsa e fazer churrasco — ou você pensava que o bom e velho churrasquinho na laje só era feito por aqui?
Os pavimentos mais altos também são os mais ventilados e livres do cheiro de esgoto que domina os pisos inferiores. Além disso, a Torre de David não conta com elevadores, e a distribuição dos moradores ocorre conforme a situação de cada um. Os mais jovens e ativos ocupam os andares mais altos, enquanto que os idosos e fisicamente incapacitados permanecem nos mais baixos.
Os ocupantes da Torre de David invadiram o edifício em 2007, e o governo do então presidente Hugo Chávez não fez qualquer esforço no sentido de reverter a situação. Para os ocupantes, o edifício simboliza um refúgio seguro que os abriga das áreas dominadas pelo crime nas quais moravam antes. Mas a população de Caracas, evidentemente, vê o edifício como um antro de ladrões e um símbolo do desrespeito à propriedade privada.
A vizinhança se queixa constantemente de roubos, tráfico de drogas e assaltos a caixas eletrônicos, mas os moradores do edifício alegam que nos últimos 18 meses todos os delinquentes foram identificados e expulsos da Torre, e que uma nova “diretoria” pôs ordem na casa.

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