13.722 – Os Três Mosqueteiros Desenho


Da extinta Hanna Barbera, que já foi a segunda maior empresa de animação, perdendo apenas para a Disney.
Estreou em 1968 e teve 18 episódios.
Baseado no famoso romance Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Conta a história dos mosqueteiros, soldados fiéis à Monarquia francesa e protetores da rainha. O trio é formado por Athos, Porthos e Aramis, além do jovem e destemido D’Artagnan.
O nome mosqueteiro vem da arma utilizada pelos mesmos, um tipo de espingarda, chamada de mosquetão. Mas apesar do nome, eram famosos por sua habilidade com a espada.

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13.242 – Mega Memória – Comercial do Sujismundo: Povo Desenvolvido é Povo Limpo


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O Sujismundo surgiu em 1972, quando o governo militar incentivava e patrocinava campanhas educativas, nos moldes de “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Este é um país que vai pra frente” e “Ninguém segura este país”. O personagem fazia parte justamente deste conceito. Nos comerciais, em animação, ele mostrava seus maus hábitos (como jogar lixo no chão ou espalhar objetos pelo escritório) e acabava punido.
O personagem foi ao ar em setembro de 1972, numa série de quatro filmetes, que variavam entre 60 e 90 segundos de duração, e eram exibidos na TV e no cinema. Também foram produzidos cartazes e jingles. A campanha foi retirada do ar em novembro do mesmo ano. Em 1973, Sujismundo voltou, na companhia de Sujismundinho, uma criança que abandonava os maus hábitos dos adultos mais rapidamente.

9771 – Tubarão no Cinema


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Os tubarões foram trazidos em 1975 à atenção do público de uma forma forçada e memorável, por meio de “Tubarão” (Jaws), o lendário filme de Steven Spielberg sobre um grande tubarão-branco “comedor de homens”. Baseado numa série de ataques reais de tubarões em New Jersey, em 1916, “Tubarão” transformou-se em um grande sucesso no mundo inteiro, apesar das imagens chocantes dos ataques e do grande suspense da ação. Spielberg e sua equipe construíram uma extraordinária réplica mecânica de um tubarão em tamanho natural (à qual deram o nome de Bruce), que foi usada em muitas cenas do filme, embora a maioria das imagens mais impressionante tenha sido feita com tubarões-brancos de verdade, filmados por mergulhadores de dentro de uma jaula.
Tentativas posteriores de trazer tubarões para as telas não tiveram sucesso. O filme “Do fundo do mar” (1999), sobre um grupo de cientistas que acidentalmente cria um trio de tubarões superinteligentes “comedores de homens”, enquanto investigam a cura para a doença de Alzheimer, foi muito menos empolgante que “Tubarão” e não contribuiu em nada para melhorar a relação entre os humanos e os tubarões. A única exceção foi o filme de desenho animado “Procurando Nemo” (2003), no qual Barry Humphries interpreta com maestria um feroz tubarão australiano que tenta alterar os seus hábitos predatórios. E qual era o nome do tubarão? Bruce, é claro.

tubarão

9616 – Universo Marvel – Sal Buscema


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Sal Buscema é o caçula de quatro filhos, precedido pelos irmãos Al (nascido em 28 julho de 1923) e John (1927-2002), o último dos quais se tornar um célebre história em quadrinhos artista e a irmã Carol.
Nascido em Nova York, Silvio “Sal” Buscema já desenhava para o Exército em 1956. Começou profissionalmente sua carreira de quadrinhista nos anos 60, como arte-finalista de seu irmão John Buscema. Seu primeiro trabalho na editora Marvel data de 1968 (*), possivelmente arte-finalizando o western “Gunhawk” (conhecido no Brasil como “Red Lara” e “Red Lance”). Logo Sal se torna um dos mais prolíficos artistas daquela empresa, com trabalhos em títulos como “Homem-Aranha”, “Capitão América”, “Hulk”, “Thor” e “Amazing Spider-Girl”, entre outros.

Com o hábito de dar arte-final em seu próprio trabalho, Sal mudou-se para a editora DC em 1996 (*), artefinalizando Ron Frenz em “Superman”.

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9154 – Mitologia – A Espada Excalibur


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Chamada em galês de “Caledfwlch”, Excalibur é a lendária espada do Rei Artur. Segundo as histórias medievais e os romances britânicos, o monarca teria defendido a Grã-Bretanha contra invasores saxões no início do século 6. Há mais de uma versão para a história que explica como a poderosa espada teria chegado às mãos do rei. Segundo o poema Merlin, escrito por Robert de Boron no século 13, Artur teria conquistado o trono da Inglaterra ao retirar a famosa espada da pedra onde estava cravada, provando ser digno da coroa – este episódio da história do lendário rei pode ser visto em A Espada era a Lei, animação da Disney de 1963. Outros escritos apontam, no entanto, que Excalibur teria sido ofertada a Artur, quando já era rei, pela Dama do Lago – poderosa sacerdotisa de Avalon.

9120 – Mega Memória – Josie e as Gatinhas


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Foi uma série de desenhos animados produzida pela Hanna-Barbera, exibida em 1970 pelo canal norte-americano CBS. Essa primeira série conta com 16 episódios. Teve uma nova série em 1972-1974, conhecida no Brasil por Josie e as Gatinhas do Espaço (Josie and the Pussycats in Outer Space).
Com o sucesso de Scooby-Doo, a Hanna-Barbera queria agora competir com os desenhos da turma do Archie, que levou a canção pop “Sugar, Sugar” (ver Bubblegum) para o topo das paradas em 1969. Os personagens do desenho cantavam canções do grupo real homônimo, formado pelos produtores.
Assim surgiu Josie e as Gatinhas, o nome de um grupo musical formado por garotas adolescentes (uma delas de cor negra, a primeira a aparecer nos desenhos desse tipo) vestidas como leopardos, que vivem estranhas aventuras durante suas viagens e shows.
s cantoras eram Josie James (a esperta líder), Melody Jones (a loira burrinha mas sempre bem humorada) e Valerie Smith (a mais inteligente do grupo). Acompanhavam o grupo os irmãos Cabot: Alexandra, morre de inveja de Josie, arisca e muito convencida, o que sempre leva a ela e a seus amigos a inesperadas aventuras; e Alexander (ou Alex), o empresário da banda, franzino, bem humorado, aparenta “auto-confiança”, mas quando a situação fica difícil é o primeiro a tremer as pernas e sair correndo. Além do atlético Alan (disputado por Josie e principalmente por Alexandra) e o gato Sebastian (companheiro de Alexandra, muito esperto e genioso).
Na década de 1970, a Hanna-Barbera produziria vários desenhos animados cujos protagonistas eram jovens bandas musicais.

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7441 – Quais desenhos animados já foram censurados?


O personagem mais polêmico da atualidade é, possivelmente, Bob Esponja. O porífero amarelo já foi alvo de críticas muitas vezes, devido a sua suposta orientação sexual. A última delas foi na Ucrânia, em agosto, onde a Comissão Nacional de Proteção da Moralidade Pública entrou com um pedido para que o desenho seja proibido. “É um país com tradição de autoritarismo. E a homofobia é uma questão cultural em toda a ex-União Soviética”, diz Christian Lohbauer, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. A censura a programas infantis é comum. Em 1999, grupos cristãos americanos declararam guerra a Teletubbies porque Tinky Winky, o da bolsa vermelha, seria gay. Já Os Simpsons, que irritou vários países ao satirizar estereótipos (o Rio ameaçou processar o desenho), é proibido nas manhãs da Venezuela desde 2008. Detalhe: foi substituído na programação por Baywatch e suas moças correndo de maiô. E desenhos adultos, claro, sofrem mais. Promotores russos quiseram proibir South Park em 2008, acusando-o de pornográfico e imoral. Mas represálias não são exclusividade de desenhos novos. Clássicos também já sofreram.

Pernalonga do mal
Na década de 1940, Pernalonga imitou negros pedindo para não apanhar e tirou sarro de orientais, indígenas e esquimós. Esses episódios foram retirados do ar nos EUA em 1968 por serem considerados ofensivos. Mas estão no YouTube.

Mickey racista
O filme da Disney A Canção do Sul (1946) foi acusado de racismo pela Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, pois mostrava “uma relação idílica entre senhor e escravo”. Por conta disso, o filme nunca foi lançado em DVD.

Presuntinho bêbado
Tiny Toon tem um episódio banido nos EUA. Os personagens ficam bêbados, roubam um carro policial, batem e morrem. A ideia era ensinar as consequências do abuso do álcool. Também tem no YouTube.

7143 – Contos e Poesias – Pinocchio, um simbolismo oculto


Lançado em 1940, Pinóquio é um clássico da Disney que continua a ser apreciado por crianças e adultos em todo o mundo. No entanto, a história dessa marionete de madeira esconde uma alegoria espiritual baseada nos ensinamentos esotéricos, que raramente é discutida.
Por trás da história de uma marionete tentando se tornar um bom menino, ela é uma história profundamente espiritual que tem suas raízes nas escolas misteriosas do ocultismo. Através dos olhos de um iniciado, a história das crianças sobre o “serem bons”, cheio de lições sobre “não mentir”, torna-se uma busca do homem para a sabedoria e iluminação espiritual.
Pinóquio foi originalmente escrito por Carlo Lorenzini (conhecido por seu pseudônimo, Carlo Collodi) entre 1881 e 1883 na Itália. Lorenzini começou sua carreira escrevendo nos jornais (Il Lampione e IlFanfulla), onde muitas vezes usou a sátira para expressar suas opiniões políticas.
Existem muitas diferenças entre o livro Collodi e o filme da Disney. O enredo foi simplificado e Pinóquio se tornou um inocente personagem e não é o desajustado, teimoso e ingrato, do livro original. Todos os elementos são fundamentais no entanto, ainda presentes na adaptação do filme, e a mensagem subjacente permanece intocada.

“Era uma vez, um senhor chamado Gepeto. Ele era um homem bom, que morava sozinho em uma bela casinha numa vila italiana.
Gepeto era marceneiro, fazia trabalhos incríveis com madeira, brinquedos, móveis e muitos outros objetos. As crianças adoravam os brinquedos de Gepeto.
Apesar de fazer a felicidade das crianças com os brinquedos de madeira, Gepeto sentia-se muito só, e por vezes triste. Ele queria muito ter tido um filho, e assim resolveu construir um amigo de madeira para si.
O boneco ficou muito bonito, tão perfeito que Gepeto entusiasmou-se e deu-lhe o nome de Pinóquio.
Os dias se passaram e Gepeto falava sempre com o Pinóquio, como se este fosse realmente um menino.
Numa noite, a Fada Azul visitou a oficina de Gepeto. Comovida com a solidão do bondoso ancião, resolveu tornar seu sonho em realidade dando vida ao boneco de madeira.
E tocando Pinóquio com a sua varinha mágica disse:
__Te darei o dom da vida, porém para se transformar num menino de verdade deves fazer por merecer . Deve ser sempre bom e verdadeiro como o seu pai, Gepeto.
A fada incumbiu um saltitante e esperto grilo na tarefa de ajudar Pinóquio a reconhecer o certo e o errado, dessa forma poderia se desenvolver mais rápido e alcançar seu almejado sonho: tornar-se um menino de verdade.
No dia seguinte, ao acordar, Gepeto percebeu-se que o seu desejo havia se tornado realidade…”

Clássico de Walt Disney
Um filme norte-americano do gênero fantasia, sendo o segundo longa-metragem de animação produzido pelos estúdios Disney no ano de 1940. O filme é baseado em As aventuras de Pinóquio de Carlo Collodi.
A história do filme mostra um velho madeireiro chamado Geppetto que constroi um boneco de madeira chamado Pinóquio (voz de Dickie Jones) que é trazido a vida pela fada azul (Evelyn Venable), que diz ao boneco que ele pode se tornar real se provar sua bravura e lealdade. Depois disso seguem as aventuras do boneco tentando se tornar um menino de verdade, envolvendo diferentes personagens.
O velho Gepeto constrói Pinóquio, um boneco de madeira que Gepeto trata como filho e que deseja se tornar gente. Numa noite estrelada, uma fada azul dá vida a Pinóquio, começando então uma fantástica aventura que vai testar a coragem, a lealdade e a honestidade do boneco, virtudes que ele tem que aprender para se tornar um menino de verdade.
Apesar dos avisos de seu esperto amigo Grilo Falante, Pinóquio se envolve em uma confusão atrás da outra, até que precisa salvar Gepeto, que está preso dentro da barriga de uma baleia.

Pinóquio foi lançado nos cinemas dos EUA em 7 de Fevereiro de 1940 e foi re-lançado em 1945, 1954, 1962, 1971, 1978, 1984 e 1992; no Brasil foi lançado em 26 de Fevereiro de 1940; em Portugal foi lançado em 7 de Outubro do mesmo ano.
Em 1992 o filme foi digitalmente restorado eliminando distorções na trilha sonora e revitalizando as cores. O filme foi lançado quatro vezes em vídeo, três vezes em DVD e teve um lançamento em Blu-Ray, o primeiro lançamento em VHS e Videodisc foi um sucesso de vendas em 1985 (esse lançamento foi remasterizado e re-lançado em 1986).
A Abril Vídeo lançou o VHS do filme no Brasil em Julho de 1993, o primeiro DVD e o último VHS do filme foram lançados em 2001. O último lançamento de Pinóquio foi em 10 de Março de 2009 na Edição Disney Platinum com DVD e Blu-Ray.
Oscar 1940 (EUA)
Indicado nas categorias de melhor trilha sonora e melhor canção, por “When You Wish upon a Star”.

Walt Disney participou de todos os aspectos da produção, especialmente a história. Um problema enfrentado durante a produção foi que os personagens de Pinóquio não tinham o mesmo charme e carisma dos personagens de Branca de Neve e os sete anões, e que o protagonista não era forte o bastante para carregar a história. Depois de seis meses, Disney resolveu parar a produção para resolver o problema, pois ele percebeu que novos elementos tinham que ser adicionados. Como resultado, surgiu o Grilo Falante, a consciência de Pinóquio que ajudaria a guiar o filme ao lado do boneco de madeira.
Oficialmente, Pinóquio é o primeiro filme animado onde foi contratado um escultor para esculpir as maquetes dos personagens, que serviram de guia para os animadores.
Pinóquio teve um orçamento tão alto que o filme perdeu dinheiro em sua estréia original. Parte do fracasso em sua bilheteria inicial foi o estouro da Segunda Guerra Mundial na Europa, pois cerca de 45% da renda de Disney vinha do exterior. O filme conseguiu se recuperar com os relançamentos ao longo dos anos, e hoje é um dos filmes animados de maior sucesso do estúdio.
Pinóquio é tido como o filme mais perfeito tecnicamente produzido por Walt Disney, pela complexidade das técnicas empregadas e seu perfeccionismo.
A dublagem brasileira dos anos 40 do filme é tida como rara, pois os lançamentos em VHS, DVD e Blu-Ray estão com a dublagem da década de 60.
No filme “A.I – Inteligência Artificial”, a Fada Azul aparece como um ícone de salvação e David pensa que como Pinóquio, ela pode transformá-lo num menino de verdade.

Pinócchio série de TV
Em 1972 surge um desenho animado japonês de Pinóquio chamado originalmente de “Kashi no Ki Mokku” e em inglês ficou conhecido como “Saban´s Adventures of Pinocchio”. A série animada foi produzida pela Tatsunoko Productions e apresentado pela primeira vez em 1972 no Japão e depois também em diversos países. O título deste espetáculo também é conhecido em alguns países como “Mokku Woody the Oak Tree”. Nos Estados Unidos foi apresentado todos os domingos pela HBO em 1992. No Brasil esta série foi exibida por diversas emissoras como a Rede Tupi, Rede Record, no SBT, dentro do Programa do Bozo e Show Maravilha, na Rede Globo dentro da TV Colosso e Sessão Aventura.
Esta versão japonesa de Pinóquio contra a história de um boneco de madeira extremamente crédulo, ingênuo, que é trazido a vida por uma fada azul mística. O Pinóquio desta série era mostrado com um personagem cheio de falhas de caráter que tinha que aprender a superar esses defeitos para ser merecedor de se tornar um humano. Algumas dessas falhas incluíam egoísmo, rudeza, insensibilidade, indolência, obstinação, sentir pena de si, estupidez, entre tantas outras.
Pinóquio se mete em toda sorte de encrencas. Durante o quinto episódio, por exemplo, Pinóquio quase fica tentando a cometer um assassinato ao pensar em adquirir um coração de uma criança pensando que dessa forma poderá se tornar um menino real e no décimo episódio, Pinóquio é adotado por um nobre e se torna um Príncipe. Ao entrar em contato com a riqueza e os privilégios, se torna extremamente rude e agressivo com os criados, mostrando a todos arrogância e submetendo outros em perigos somente para sua própria diversão.
Pinóquio é castigado severamente pela fada azul por estes atos egoístas, fazendo com que seu nariz se transforme numa pequena árvore. Pinóquio é expulso nu na selva pelo seu pai adotivo. O episódio termina com Pinóquio lamentando amargamente rastejando nu e com frio. O episódio mostra as seqüelas dos seus atos e Pinóquio acaba se tornando uma pequena árvore com raízes profundas fixadas na terra, não podendo se mover, mas ele é achado eventualmente por um cortador de madeira, que o vende como uma árvore que canta.
Ao longo de toda a série Pinóquio, em parte devido a sua própria delinqüência e desobediência repetitiva, passa a sofrer todo tipo de provações e sofrimentos e é atormentado continuamente, perseguido, tiranizado, humilhado, enganado, ridicularizado e sujeito a todos os desagravos e tratamento do seres sub-humanos e assim vai aprendendo a se tornar mais gentil e bondoso.
No episódio final a fada finalmente realiza o seu grande desejo e transforma Pinóquio num ser humano. O desenho de Tatsunoto era extremamente dramático, enfatizando o sofrimento do boneco, mas isso é típico da cultura oriental, especialmente à japonesa, onde os escritores e roteiros são mestres no “dramalhão” e conseguem fazer chorar até o mais insensível dos homens. Isso não acontece apenas com esse desenho , mas com a maioria dos melodramas japoneses, seja na literatura, teatro ou cinema. Outra famosa série apresentada aqui no Brasil, “Marco” é um exemplo disso.
Todas as cenas dos episódios acontece numa região alpina muito bonita durante o século XIX, com temas místicos que incluem criaturas como vampiros, fadas, bruxas e sereias, animais falando, sem mencionar um boneco vivo. O tema de abertura “Kashi no ki Mokku” (Um carvalho chamado Mokku) é cantando por Kumiko Onoki e o tema de encerramento “Boku wa kanashi ki-no ningyo” (Eu sou um boneco muito triste) por Moon Drops.

6897 – Mega Clássicos – Peter Pan


É um personagem criado por J. M. Barrie para sua notória peça de teatro intitulada Peter and Wendy, que originou um livro homônimo para crianças publicado em 1911, e de várias adaptações destes para o cinema. O personagem é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas.
James Matthew Barrie, mais conhecido simplesmente como J. M. Barrie, inventou Peter Pan quando contava histórias aos filhos da sua amiga Sylvia Llewelyn Davies, os Llewelyn Davies boys, com quem mantinha uma relação de amizade muito especial embora ambos fossem casados.
O nome provém de duas fontes: Peter Llewelyn Davies, o mais novo dos rapazes naquela época e de Pan, o malévolo deus grego das florestas. Poucos anos após a morte de seu marido, Sylvia Davies morreu de câncer e Barrie foi nomeado co-tutor dos garotos, sem adotá-los oficialmente.
Há também quem sugira que a inspiração para o nome tenha sido o irmão mais velho de Barrie, David, que morreu acidentalmente patinando no gelo, quando tinha apenas 13 anos, o que afetou profundamente a mãe deles. De acordo com Andrew Birkin, autor do livro J. M. Barrie and the Lost Boys, foi “uma catástrofe inacreditável da qual ela nunca se recompôs… Margaret Ogilvy retirou conforto da noção que tendo David morrido tão jovem, permaneceria um rapaz para sempre. Barrie buscou nessa idéia a inspiração”.
O filme Em Busca da Terra do Nunca com Johnny Depp retrata essa história sobre como a peça “Peter Pan” foi criada, mostrando as relações entre James M. Barrie e os garotos Davies, desde o início até a realização da peça.
“Em 1929, Barrie deu um presente extraordinário para a sua instituição da caridade favorita. Doou todos os direitos autorais de Peter Pan para o Great Ormond Street Hospital, um hospital londrino para crianças. Isso signifacava que, sempre que alguém encenasse uma produção da peça ou comprasse um exemplar de Peter Pan and Wendy, o hospital ficaria mais rico, em vez de Barrie. Ao longo dos anos, verificou-se que o presente fora mais valioso do que ele jamais poderia imaginar.
Em 2004, o Hospital infantil de Great Ormond Street decidiu autorizar, pela primeira vez a criação de uma sequência para o livro Peter Pan and Wendy. Promoveu-se um concurso para encontrar, entre autores de todo o mundo, alguém capaz de continuar as aventuras de Peter na Terra do Nunca. Com um resumo do livro e um capítulo de amostra, Geraldine McCaughrean venceu o concurso e escreveu Peter Pan escarlate.” nota da editora Salamandra no livro Peter Pan escarlate.
Há quem diga que Barrie inventou o nome Wendy nos Estados Unidos como no Reino Unido, ainda que raramente. As histórias de Peter Pan popularizaram o nome, principalmente no Reino Unido. O nome Wendy está relacionado com o nome galês Gwendydd’.

Walt Disney produziu um longa metragem de animação em 1953, que se tornou um clássico.
O décimo-quarto longa-metragem de animação dos estúdios Disney e foi lançado nos cinemas em 5 de Fevereiro de 1953. O filme foi dirigido por Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske e produzido por Walt Disney. Peter Pan é o último filme animado lançado pela RKO antes da fundação da distribuidora própria da Disney, a Buena Vista Distribution em 1953.
Peter Pan possui uma sequencia, Return to Never Land de 2002, e uma prequela, Tinker Bell de 2008.
Peter Pan, o garoto que se recusa a crescer, espreita a casa da familia Darling na cidade de Londres, pois Wendy, a mais velha dos filhos do casal, crê que ele exista e já convenceu seus irmãos, João e Miguel. Aproveitando a ausência dos pais de Wendy, Peter Pan vai até sua casa e ensina a Wendy, João e Miguel o que devem fazer para voar: pensar em algo bom e usar um um pó mágico, que uma pequena fada, Sininho, joga sobre eles.
Peter leva as três crianças para um passeio na Terra do Nunca, um ilha encantada que é o lar de Peter, Sininho, os Garotos Perdidos e um maquiavélico pirata, conhecido como Capitão Gancho, que jurou se vingar de Peter. Gancho perdeu uma de suas mãos em um duelo com Peter Pan, com ela tendo sido comida por um crocodilo que agora segue sempre o navio do Capitão Gancho, pois quer comer o resto. Tudo realmente se complica quando Sininho fica com muito ciúme de Wendy e quer prejudicá-la.

A Terra do Nunca
É uma ilha fictícia do livro Peter Pan, do escritor escocês J. M. Barrie.
Nela as crianças não envelhecem. Entretanto, isso é visto como uma metáfora para infantilidade eterna (e infância), imortalidade e escapismo.
Nos primeiros rascunhos de Barrie, a ilha foi chamada “A Ilha do Nunca, Nunca, Nunca de Peter Pan”, por causa de um distrito da Austrália. Quando o filme foi feito, a ilha foi descrita como “Terra do Nunca, Nunca”. Na publicação, entretanto, foi abreviada para “Terra do Nunca”, apenas. Michael Jackson inspirou-se nisso para denominar seu rancho de Terra do Nunca, o Neverland.
Peter Pan guiou Wendy e seus irmãos para a Terra do Nunca ao voar “a segunda estrela à direita e então direto, até amanhecer”. O romance deixa explícito que ele criou essas direções na hora, por uma viagem intuitiva.
Alguns personagens da Terra do Nunca são Peter Pan, os Garotos Perdidos, uma banda de índios (os delawares e hurões, sereias, Capitão Gancho e sua tripulação de piratas as feras que rondeiam a ilha (leões, tigres ursos etc,e o crocodilo que comeu a mão do capitão e quer o restante. Peter Pan é o personagem mais importante da Terra do Nunca, e a atividade do reino depende da sua presença ou ausência.

O Rancho Neverland
Também conhecido em inglês como Neverland Valley (Vale Neverland), ou simplesmente Neverland, é o nome dado ao rancho que pertencia ao cantor norte-americano Michael Jackson. Localiza-se no Condado de Santa Bárbara, na Califórnia, Estados Unidos.
Neverland está a 200 km de Los Angeles e, além de contar com uma imensa mansão, possui um zoológico e um parque infantil. Em maio de 1988, Michael Jackson se mudou da residência da família, Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, também na Califórnia. A propriedade, de 2.7 mil acres, foi batizada de Neverland – uma referência ao livro Peter Pan (1906), de J. M. Barrie. O astro morou sozinho no rancho por 17 anos em busca de privacidade. Não funcionou. Pelo contrário, o isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e, consequentemente, da imprensa sobre a vida dele.
Em 2008, o cantor pop vendeu a propriedade por acumular uma dívida milionária em hipoteca. A empresa Sycamore, do grupo americano Colony Capital, dono de empreendimentos em Las Vegas, arrematou a área por US$ 100 milhões. No entanto, Jackson era um dos sócios da empresa, logo um dos donos (hoje, a parte que lhe cabe na empresa, e no rancho, está sob tutela de sua mãe, Katherine Jackson).

6277 – Mega Personagens – O Pica Pau


Woody Woodpecker é o nome de um personagem de desenho animado de mesmo nome, um pica-pau antropomórfico (animal com corpo e características humanas), que estrelou vários curta-metragens de animação produzidos pelo estúdio de Walter Lantz e distribuídos pela Universal Pictures. Embora não seja o primeiro dos personagens “malucos” que tornaram-se populares nos anos 1940, o Pica-Pau é considerado um dos personagens mais notáveis do gênero.
O Pica-Pau foi criado em 1940 pelo artista de storyboard Walt Lantz. Em seus primeiros desenhos animados, o Pica-Pau aparece como um pássaro louco, com uma aparência considerada grotesca. Porém, ao longo dos anos, o Pica-Pau sofreu diversas mudanças no seu visual, ganhando traços mais simpáticos, uma aparência mais refinada e um temperamento mais tranquilo. O Pica-Pau foi inicialmente dublado, nos Estados Unidos, por Mel Blanc, que também fez as vozes de quase todos os personagens do sexo masculino das séries Looney Tunes e Merrie Melodies. Como dublador do Pica-Pau, Blanc foi sucedido por Ben Hardaway, e mais tarde por Grace Stafford, esposa de Walter Lantz.
Os desenhos do Pica-Pau foram transmitidos na televisão pela primeira vez em 1957, no programa The Woody Woodpecker Show, que mostrava novas sequências animadas do Pica-Pau interagindo com as filmagens em live-action de Walter Lantz, como se uma pessoa e um desenho animado estivessem apresentando o programa juntos. Atualmente, The Woody Woodpecker Show é ainda reprisado com freqüência na televisão, sendo que no Brasil, ele é atualmente transmitido pela Rede Record.
Lantz produziu os curta-metragens do Pica-Pau até 1972, quando ele fechou definitivamente seu estúdio. Desde então, o personagem só voltou a reaparecer em 1999, no programa The New Woody Woodpecker Show, produzido pela Universal Animation Studios de 1999 à 2003. O Pica-Pau é um dos poucos personagens de desenho animado que possui uma estrela na Calçada da Fama. Ele também fez uma pequena aparição junto com outros personagens famosos no filme Uma cilada para Roger Rabbit, de 1988.

Walter Lantz estava em lua-de-mel quando teve a ideia genial de criar o Pica-Pau, por conta de um exemplar do pássaro que o atormentou e o divertiu na noite de núpcias.
Em 1940, Walter Lantz decidiu que só um novo desenho não era suficiente para tornar seu estúdio famoso. Ele queria um personagem que, com o tempo, evoluísse para uma estrela completa. Então, ele e sua equipe de animadores apresentaram um novo adversário para Andy Panda e seu pai lidarem: um pica-pau louco.
Mas quando Walter Lantz mostrou o desenho do Pica-Pau, intitulado “Knock Knock”, a Bernie Kreisler, chefe de departamento da Universal Studios, este o rejeitou, dizendo que aquele passarinho era a coisa mais feia e desajeitada que ele já tinha visto. Porém, Lantz insistiu para que o produzissem, dizendo que ele estava apostando tudo no personagem. A Universal atendeu aos seus pedidos e produziu o desenho, que fez um sucesso estrondoso. Então, Kreisler pediu a Walter Lantz novos episódios, como se nada tivesse acontecido. Depois do sucesso do Pica-Pau como coadjuvante no desenho do Andy Panda, eles resolveram fazer um desenho onde o personagem apareceria sozinho e seria o astro. Então, Lantz precisou de um nome para o Pica-Pau e decidiu chamá-lo de “Woody Woodpecker”, que foi também o título do primeiro desenho animado do Pica-Pau.
De acordo com um agente de imprensa de Walter Lantz, a idéia de criar o Pica-Pau surgiu durante um incidente ocorrido na noite de núpcias do desenhista com Grace Stafford no Lago Sherwood, quando um pica-pau irritante passou a noite inteira bicando o telhado do chalé que haviam alugado, não deixando que o casal dormisse. Quando o pássaro foi embora, eles descobriram que o pica-pau havia feito um monte de buracos no telhado, por onde a chuva começou a entrar, arruinando de uma vez a noite. A esposa de Walter Lantz, então, teria sugerido que o marido criasse um pica-pau irritante para aparecer em seus desenhos animados. Esta história, porém, não tem muita credibilidade, já que Walter e Grace somente se casaram em 1941, depois que o desenho já havia estreado no cinema.
Como todos os personagens de Hollywood, o design do Pica-Pau mudou um pouco com o tempo. O desenho animado O barbeiro de Sevilha (“The Barber of Seville”) apresentou o novo visual do Pica-Pau, desenhado pelo animador Emery Hawkins, e que foi usado até o final dos anos 1940.
Em 1944 no desenho O doido da praia (“The Beach Nut”), apareceu um personagem de grande importância na carreira do Pica-Pau: seu rival de longa data Leôncio (“Wally Walrus”, nome que também aparece em alguns episódios dublados).
Em 1949 como foi dito anteriormente, por razões financeiras, Walter Lantz teve que fechar o estúdio por um tempo, e reabre-o só em 1951. Nos anos 1950 o Pica-Pau ganhou um novo design, que foi feito pela animadora LaVerne Harding. Nessa época, eles estavam sem ninguém para dublar a voz do Pica-Pau, então Walter Lantz marcou testes no estúdio para escolher a nova voz. A esposa de Lantz, Grace Stafford, gravou a voz no estúdio sem ele saber. Quando Lantz foi ouvir as vozes para escolher uma, ele não sabia que sua esposa havia participado dos testes, e foi justamente ela quem ele escolheu, e ficou surpreso quando lhe disseram que aquela voz era de sua própria esposa.
Nos anos 1950, o Pica-Pau passou por diversas mudanças no seu visual, devido aos muitos animadores que trabalhavam em seus desenhos.

O Pica Pau na TV
Como Lantz estava lutando financeiramente, a longevidade do Pica-Pau foi assegurada quando seus desenhos passaram a ser exibidos na televisão, no programa The Woody Woodpecker Show (no Brasil ganhou o título O Pica-Pau e seus Amigos, também conhecido como A Turma do Pica-Pau, O Show do Pica-Pau ou simplesmente O Pica-Pau), transmitido pela ABC. O programa semanal de meia-hora consistia em uma compilação de 3 curta-metragens cinematográficos do Pica-Pau, seguidos por um breve comentário de Walter Lantz, o apresentador do programa, cujas filmagens em live-action interagiam com novas sequências animadas do Pica-Pau, como se uma pessoa e um desenho animado estivessem apresentando o programa juntos. O programa foi exibido originalmente de 1957 à 1958 e, em seguida, entrou em sindicação até 1966, ganhando uma nova temporada em 1970 para ser exibido na NBC. A NBC obrigou Lantz a editar grande parte dos desenhos animados mais antigos, fazendo-o cortar as cenas que continham violência, o que Lantz fez relutantemente. Adicionalmente, o próprio Pica-Pau também teve que sofrer mudanças no seu comportamento, ganhando uma personalidade mais tranqüila e menos agressiva. O primeiro desenho notável que mostrou o Pica-Pau assim foi Não Puxem Minhas Penas (“Franken-Stymied”), de 1961. A popularidade do Pica-Pau havia sido baseada em suas atitudes loucas e maníacas, e por volta de 1961, estas características foram eliminadas em favor de um personagem mais sério. Isso aconteceu devido à grande presença do personagem na televisão, o que levou Lantz à cumprir as rigorosas normas de censura da violência na televisão para as crianças.
O Pica-Pau foi o primeiro desenho animado a ser exibido na TV brasileira, na extinta TV Tupi, um dia após a sua inauguração, em 19 de setembro de 1950. Nessa época, os desenhos eram exibidos com a dublagem original (inglês), pois a dublagem em português só surgiria em 1957.

A primeira emissora de televisão a transmitir os curta-metragens do Pica-Pau com dublagem em português foi a TV Record, na década de 1960. Depois de algum tempo, a série saiu do ar. Alguns anos depois, o SBT tomou posse do desenho até 2002, quando em 2003 a Rede Globo começou a transmitir o desenho com os episódios remasterizados, dentro do programa infantil TV Globinho, onde o desenho dissipou em 2004 e teve esporádicas exibições em 2005, até que a Rede Globo deixou de exibi-lo definitivamente.
Em 2006, a Rede Record exibiu um especial com episódios de O Novo Show do Pica-Pau respectivamente às 17h, no feriado do dia 15 de novembro de 2006. Então a partir desse dia, os novos episódios ganharam espaço na programação de segunda a sexta às 18h, na mesma forma de sequência de desenhos: Pica-Pau, Picolino e outros, e outro desenho do Pica-pau, durando até março de 2007, quando a Record começa a exibir os episódios da série clássica antiga do desenho às 13h, sendo o primeiros cartoons “Quem Cozinha Quem” e “Hora do Banho”. Entre março e abril, foram apenas exibidos os episódios da década de 1940, quando foi reprisado novamente. No dia 28 de abril de 2007, foram exibidos pela primeira vez os episódios antigos da Turma do Pica-Pau.
O canal pago Cartoon Network exibe o Pica Pau nas madrugadas, e no programa ‘Cartoon All Stars’ destinado à desenhos animados mais queridos pelo público.

Uma característica inconfundível no Pica-Pau, é que no começo e no final de seus desenhos, ele sempre emite a sua famosa e estridente risada. Essa risada foi criada pelo dublador americano Mel Blanc antes mesmo da existência do Pica-Pau. Antes do Pica-Pau, Mel Blanc já tinha usado a risada para o coelho Happy Rabbit da Warner Bros (que mais tarde evoluiu para o Pernalonga “Bugs Bunny”), a risada foi usada pelo coelho em apenas quatro episódios. Sendo que o último episódio em que foi usada se chamava: “Elmer’s Candid Camera”, episódio que chegou a vir para o Brasil, e recebeu o título de: “A Câmera de Hortelino”. No Brasil esse episódio foi primeiramente dublado em 1996 para a TV com o dublador Mário Monjardim fazendo a voz do coelho, e depois redublado em 2004 para o DVD, dessa vez com o dublador Alexandre Moreno, mas nas duas dublagens a risada que o coelho dá no fim do episódio (logo depois de chutar o Hortelino para dentro de uma lagoa) foi dublada em português como se o Pernalonga estivesse apenas rindo normalmente.

Dubladores no Brasil
Olney Cazarré – Foi o primeiro dublador do Pica-Pau no Brasil, ele o dublou nos anos 1960 na época em que o estúdio BKS ainda se chamava AIC. Depois na época em que a AIC mudou seu nome para BKS, Olney Cazarré teve de descansar das dublagens do Pica-Pau por que ele havia ido para o Rio de Janeiro trabalhar no teatro e na televisão (de acordo com o que foi dito por Garcia Júnior em uma entrevista para o “Nerdcast” em 2007), por isso, ele foi substituído pelo próprio Garcia Júnior na dublagem da fase do “Pica-Pau Biruta” (os episódios não foram dublados em ordem cronológica) e só voltou a dublar o Pica-Pau no lugar de Garcia Júnior quando ele não pode mais dubla-lo nos anos 1980. Em suas primeiras dublagens nos anos 1960, Olney fazia uma voz mais fina para o Pica-Pau, que combinava mais com os episódios em que o Pica-Pau tinha o tamanho de um pássaro pequeno, já nos episódios que ele dublou nos anos 1980, estava com a voz mais envelhecida, e chegava a ficar rouco algumas vezes. Um exemplo de episódios dublados por ele são: “Vamos as Cataratas?”, “Pica-Pau Ama Seca” e “A vassoura da Bruxa” dublados na AIC e “Adeus às Aulas”, “Por amor a uma Pizza”, e “Chilli com Carne”, dublados na BKS.
Garcia Júnior – Foi o segundo a fazer a voz do Pica-Pau no Brasil (quando a AIC mudou de nome para BKS). Ele começou a dublar o Pica-Pau no final dos anos 1970 quando ainda era um garoto de 10 anos, mas depois quando cresceu sua voz ficou grossa demais para o personagem, e foi substituído por Olney Cazarré, que já havia feito a voz do Pica-Pau antes dele. Garcia contou que o Pica-Pau foi o primeiro personagem que ele dublou, ele disse em uma entrevista para o site “Jovem Nerd” que quando Olney Cazarré foi trabalhar no Rio de Janeiro, ele teve de deixar as dublagens do desenho (que era feita em São Paulo). Então Garcia fez um teste apenas de brincadeira para a voz do Pica-Pau, a pedido dos seus pais Garcia Neto (que também era o diretor de dublagem, e o locutor e narrador de episódios como “A Hora do Banho”) e Dolores Machado (que dublou a Meany Ranheta em “Que Lindinho! o Cachorrinho” e “A Observadora de Pássaros”). Porém, os produtores da Universal acabaram escolhendo mesmo a voz dele, a princípio pensando se tratar da voz de uma mulher, só depois descobriram que era a voz do menino que era filho do diretor das dublagens. Garcia Júnior fazia uma voz um pouco mais forte que a de Olney Cazarré. Um exemplo de episódios dublados por Garcia são: “Quem cozinha quem”, “Pica-Pau biruta”, “Nascido para picar” “Vamos nanar Jacaré?” e “Esperto contra sabido” (esse último era um entre os quais o Pica-Pau já estava com a voz mais grossa). Garcia Júnior é considerado por muitos dos fãs do desenho o dublador mais marcante do Pica-Pau, pois dublou os episódios mais antigos produzidos nos anos 1940, considerados os melhores.
Marco Antônio Costa – Fez a voz do Pica-Pau nos novos episódios de 1999 no estúdio Herbert Richers, ele conseguiu fazer uma voz fina bem parecida com a de Olney Cazarré. Em entrevista para o programa Hoje em Dia, da Rede Record, Marco disse que quando participou dos testes para a voz do Pica-Pau, ele fez uma imitação do Coelho Ricochete (personagem que também era dublado por Olney Cazarré na AIC), e sua imitação agradou aos distribuidores do desenho que o escolheram porque conseguia fazer uma voz parecida com a de Olney. Alguns fãs acham que a voz dele ficou diferente da voz do Pica-Pau original, mas isso tavez seja pelo fato de que o “Novo Pica-Pau” tem a mesma aparência, e o topete virado para trás que tinha o “Pica-Pau do fim dos anos 1940”, que foi dublado apenas por Garcia Júnior, e que tinha a voz mais grossa. A voz que Marco Antônio faz para o Pica-Pau é baseada na voz fina que Olney Cazarré fazia nos anos 1960, quando o personagem já tinha o topete para frente, uma aparência mais infantil e o tamanho de um pássaro pequeno. Outro fato é que dificilmente encontrariam um dublador que conseguisse imitar a voz que Garcia Júnior fazia para o Pica-Pau, por se tratar de uma “voz de criança”.

Peterson Adriano – No filme Uma Cilada para Roger Rabbit dublado pela Herbert Richers, o Pica-Pau faz uma aparição ao final do filme dublado pelo dublador Peterson Adriano.

Existem vários boatos na internet de que o ator Walter Silva teria dublado o Pica-Pau na AIC. Na verdade, isso foi algum mal entendido divulgado em algum site que acabou se espalhando pela internet, pois quem dublou o Pica-Pau na AIC foi Olney Cazarré, que também era responsável pela voz do Coelho Ricochete também na AIC. Walter Silva nem era dublador, e sim um radialista que tinha o apelido de “Pica-Pau”. Apresentava na Rádio Bandeirantes, o seu programa “Pick-Up do Pica-Pau”, que se utilizava de uma gravação da trilha musical “The Woody Woodpecker Song” da abertura dos desenhos do Pica-Pau, antes e depois de cada música tocada na rádio. Isso fez com que todos o chamassem de “Pica-Pau”, e Walter assumiu o apelido, passando também a usar nas costas de sua jaqueta vermelha um desenho do Pica-Pau.
Ao longo de sua carreira, o Pica-Pau recebeu 3 indicações ao Oscar, sendo 2 na categoria de Melhor Curta Animado e 1 na categoria de Melhor Canção Original. O desenho animado Apólice Cobertor (“Wet Blanket Policy”) é marcado por ser o único curta-metragem de animação que foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original durante toda a história do cinema.
Em 1979, Walter Lantz ganhou um Oscar Honorário, “por levar alegria e risos à todas as partes do mundo através da seus desenhos animados”.

6205 – Cinema & Tecnologia – Ollie Johnson e Frank Thomas


A dupla de cientistas desenvolveu técnicas usadas para criar os desenhos animados de Walt Disney,a começar por Branca de Neve e os 7 Anões.
Oliver Martin Johnston, Jr. (31 de outubro de 1912 – 14 de abril de 2008) foi um grande técnico de animação da Disney. Ele era um animador no Walt Disney Studios 1935-1978, e tornou-se um começo animador dirigindo com Pinóquio , lançado em 1940. Ele contribuiu para a maioria dos recursos de animação Disney, incluindo Branca de Neve e os Sete Anões , Fantasia e Bambi.
Ele foi reconhecido pela The Walt Disney Company com o Prêmio Lenda da Disney em 1989. Seu trabalho foi reconhecido com a Medalha Nacional de Artes em 2005.
Johnston co-autoria, com Frank Thomas , a referência livro Disney Animation: The Illusion of Life , que continha os 12 princípios básicos da animação . Este livro ajudou a preservar o conhecimento das técnicas que foram desenvolvidas no estúdio. A parceria de Frank Thomas e Ollie Johnston é carinhosamente apresentado no documentário Frank e Ollie , produzido pelo filho Thomas Theodore .

Na década de 1960, Ollie adquiriu e restaurou um full-size de bitola estreita Porter locomotiva a vapor, que ele chamou de “Marie E.” Em 10 de maio de 2005 ele correu durante um evento privado de manhã cedo, na estrada de ferro Disneyland . Até o momento, a única vez que a The Walt Disney Company permitiu o uso externo de equipamentos ferroviários, para rodar em qualquer Resort Disney. Este motor foi vendido a John Lasseter (de Pixar Studios fame). O motor é totalmente operacional e correu recentemente em Santa Margarita Ranch, perto de San Luis Obispo, CA, em maio de 2007.

5515 – Mega Cartoon – Al Jafee


Veja como eram as dobradinhas

Al Jaffee é um cartunista americano de 89 anos que fez fama ao criar as capas dobráveis da revista satírica americana Mad. As capas, quando dobradas, mostravam desenhos ocultos na imagem original.
O New York Times resgatou as capas de Jaffee para a Mad, de 1960 até hoje, e as dispôs em seu site. Lá , pode-se brincar virtualmente de dobrá-las e descobrir os traços subliminares. O passatempo é muito interessante.
A revista Mad chegou a ser proibida pelo governo e investigada pelo FBI, mais de uma vez, por incitar a delinqüência juvenil. Professores recolhiam cópias vistas com alunos.
Ao menos na premissa do humor, Mad foi uma espécie de pré-Hustler: nela, nada era sagrado ou tabu. O motto de Gaines era “Não leve nada a sério demais”. Apolítico e ateísta, fazia questão de bater forte em política e religião. (Um exemplo: na paródia de Ghostbusters II, um padre se aproxima de Bill Murray e diz: “No clero, somos contra as pessoas acreditarem em nonsense fantástico ou superstições sobrenaturais”, ao que Murray replica: “Claro. Vocês querem que as pessoas acreditem em coisas quotidianas como a Arca de Noé e serpentes falantes com maçãs!”)
Livro
Al Jaffee’s Mad Life – A biography é um relato da vida de Al Jaffe, e de seu trabalho para a revista Mad, pelo qual ele é conhecido, incluindo as imagens que quando dobradas formam uma segunda ilustração cômica.

Dobradinha Mad

O livro inclui 74 desenhos originais de Al Jaffe, cujos originais estão sendo exibidos no Museum of Comic and Cartoon Art.
Abraham “Al” Jaffee, atualmente com 89 anos, nasceu em 13 de março de 1921, em Savannah, na Georgia, nos Estados Unidos. Durante sua infância, visitou por períodos prolongados a Lituânia, terra natal de sua mãe, e país do qual fugiu antes da invasão dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Jaffe se tornou um dos maiores cartunistas dos Estados Unidos, trabalhando em revistas de humor como Trump, Humbug e Mad, na qual trabalhou por mais de 50 anos, e outras publicações da Timely Comics, Atlas Comics e EC Comics. Jaffe também desenhou as tiras de jornal, Tall Tales, série que foi publicada recentemente em um belo volume da Abrams.

4811 – Mega Memória Infantil – O Natal da Turma da Mônica


O ano era 1977. Pela primeira vez a Turma da Mônica saía dos quadrinhos para um curta metragem na Rede Globo, passando na noite do dia 24 de dezembro de 1977 em rede nacional. O sucesso foi tão grande que o curta foi repetido no ano seguinte. Depois surgiriam novos episódios em datas comemorativas.
Uma época onde um simples e pequenino brinquedo de madeira feito artesanalmente, fazia a alegria de qualquer criança.

4779 – Mega Memória – Pernalonga, o coelho ganhador de um oscar


Que que há, velhinho?

É um personagem fictício, um coelho ou lebre antropomórfico, que aparece em vários curta-metragens de animação das séries Looney Tunes e Merrie Melodies, produzidos pela Leon Schlesinger Productions, que se tornaria a Warner Bros. Cartoons em 1945. Ao todo,ele estrelou 163 curtas durante a Era de Ouro da animação americana e fez pequenas pontas em mais três desenhos, além de várias aparições em outros filmes. Atualmente, ele é o mascote corporacional da Warner Brothers, especialmente do seu departamento de animação. É uma das personagens mais conhecidas no mundo, sendo que, em 2002, foi escolhido pela revista TV Guide como o maior personagem de desenho animado de todos os tempos.
Seu famoso bordão é a pergunta “Eh… What’s Up, Doc?” (“Eh… o que é que há, velhinho?” no Brasil/”Eh… qual é, meu?” em Portugal), geralmente dito enquanto mastiga uma cenoura.
Muitos historiadores de animação nos EUA acreditam que o Pernalonga pode ter tido sua personalidade influenciada por um personagem anterior de Walt Disney, um coelho chamado “Max Hare”, desenhado por Charlie Thorson. Que apareceu pela primeira vez em um desenho de Sinfonias Tolas (“Silly Synphonies”) chamdo “The Tortoise and the Hare”, dirigido por Wilfred Jackson. Tex Avery, um dos criadores do Pernalonga, admitia ter copiado um pouco da personalidade do coelho “Max Hare” para o Pernalonga, embora o design de Avery para o Pernalonga, tenha ficado com uma aparência mais inocente, do que o coelho de Thorson, que acabou se encaixando melhor com o seu comportamento sarcástico.
Segundo o dublador Mel Blanc, o Pernalonga inicialmente seria chamado de “Happy Rabbit”, somente depois é que ele ganharia o nome de Bugs Bunny nos Estados Unidos. Charlie Thorson, foi o responsável pelo coelho ter recebido este nome.
A primeira aparição oficial do Pernalonga em um desenho animado, com o nome de “Bugs Bunny” foi no curta The Wild Hare, dirigido por Tex Avery e lançado em 27 de julho de 1940. Foi neste desenho animado que ele disse pela primeira vez o seu famoso bordão “What’s up, Doc?”(O Que que há, velhinho?) para o Hortelino. Foi também o primeiro encontro de Pernalonga e Hortelino em suas formas completamente desenvolvidas.
Nos EUA
Seu dublador original foi Mel Blanc, que definiu a voz do coelho como “um mistura do sotaque do Bronx e do Brooklyn”. Depois da morte de Blanc, foi dublado por Jeff Bergman (1990-1993), Greg Burson (1993-1996), e desde o filme Space Jam é dublado por Billy West (que também faz o Hortelino, e é conhecido também por dublar o Pica-Pau nos novos episódios de 1999), embora em ocasiões como o filme Looney Tunes: Back in Action seja dublado por Joe Alaskey.
No Brasil
No Brasil o Pernalonga inicialmente foi dublado na “Cinecastro” durante o início dos anos 60 e pela “TV Cine-Som” no final dos 60, sendo que na Cinecastro eram usados sempre trilhas sonoras de dois episódios de Tom e Jerry (“The Flying Cat” e “Cue Ball Cat”), enquanto na Cine-Som já eram usadas as trilhas originais dos curtas da Warner. As primeiras vozes foram de Ronaldo Magalhães em alguns episódios como: “Coelho Hipnotizador” e “Duendes, Pois Sim” (na Cinecastro), Ary de Toledo em “Rabbit Hood” e “Ali Baba Bunny” (Cinecastro), Cauê Filho em “O Refúgio” (na Cinecastro) e em “O Coelho de Sevilha” (já na Cine-Som). Cauê depois da Cinecastro dublou vários episódios na Cine-Som, e depois foi neste mesmo estúdio que deu lugar ao dublador Mário Monjardim na voz do coelho, que dublou apenas o episódio da “Espada Cantante” neste estúdio. Monjardim seguiu dublando o Pernalonga também na Herbert Richers nos anos 70 em vários especiais de Natal, Páscoa, e Dia das Bruxas dos Looney Tunes, e depois no estúdio Sincrovídeo, para episódios lançados em VHS pela “Warner Home Video” no final da década de 80, e depois no filme “Uma Cilada para Roger Rabbit”. Mário também dublou o coelho nos anos 90 em “Tiny Toon”, e no filme “Space Jam – O Jogo do Século”, e também em comerciais de ovo de Páscoa do Pernalonga, em vinhetas do Cartoon Network, e nos episódios da Hora Warner feitos para o SBT.
No ano de 2003, a Warner resolveu substituír Mário Monjardim por Alexandre Moreno, alegando que sua voz já estava envelhecida demais para o personagem. Alexandre Moreno dublou Pernalonga no filme Looney Tunes de Volta a Ação, e em alguns episódios para os DVDs da “Coleção Looney Tunes” (alguns que já haviam sido dublados por Mário Monjardim em 1996). Alexandre Moreno também dublou o coelho em um especial de Natal, chamado “Bah, Humduck! A Looney Tunes Christmas” de 2007. Curioso é que no início de 2009 em um comercial do Cartoon Network, onde Wile Coiote faz imitações do Pernalonga e do Salsicha, a voz do Coiote imitando o Pernalonga dizendo: “O que é que há, velhinho?”, não foi dublada por Alexandre, mais sim por Monjardim, que em seguida dublou também a imitação do Salsicha gritando: “Scooby-Doo, cade você meu filho?!”. A partir de 2011, Alexandre Moreno passou a dublar Pernalonga também a nova série “O Show dos Looney Tunes”.
Episódios dos anos 40 na Globo
Os primeiros episódios dos anos 40 em que o Pernalonga aparece, não eram muito conhecidos no Brasil até os anos 90, quando foram dublados muitos deles na Herbert Richers. Nessa época a Rede Globo exibiu vários destes episódios do Pernalonga de 1940 (incluindo “Elmer’s Candid Camera “A Câmera de Hortelino”, em que Pernalonga ainda aparece na forma de “Happy Rabbit”), junto com vários outros episódios (que ainda eram inéditos no Brasil), onde vários personagens dos Looney Tunes fizeram sua estreia nos anos 40. Como o episódio Uma História de dois Gatinhos (“A Tale of Two Kitties”), onde Piu-Piu tem sua primeira aparição, sem nenhuma pena, e ainda todo cor de rosa, e sendo perseguido não pelo Frajola ainda, mas por dois gatos chamados “Babbit” e “Catstello”. Havia também o primeiro episódio em que o Pernalonga encontra Eufrazino Puxa-Briga intitulado de Hare Trigger (“Rápido no Gatilho”), e também os cinco episódios onde aparece o “Hortelino Gordo”, entre outros não conhecidos no Brasil até então. A Globo os exibiu até 1999, e depois os deixou fora do ar durante algum tempo, só voltando a passa-los novamente em 2004. Eles voltaram dentro da TV Globinho, e algumas vezes de madrugada como tapa buraco, antes da exibição do Telecurso 2000, e continuaram até 2005 quando a Globo deixou de exibi-los.
Os episódios que passavam na Globo, também eram exibidos em canais de TV a Cabo, como o Cartoon Network e Boomerang, mas hoje em dia são mais raros de serem vistos no Cartoon Network, que à alguns anos, exibe em maior quantidade somente os episódios feitos após os anos 50 (que eram mais comus de se ver no SBT). No Boomerang, os episódios dos anos 40, foram muito exibidos no ano de 2005, durante a tarte, dentro da “Hora Boomerang”, junto com episódios do Popeye produzidos pelos Fleischer Studios e Paramount, Mister Magoo, e A Pantera Cor de Rosa. Em 2006, o Boomerang mudou toda a sua grade de programação, e passou a exibi-los de madrugada.
Já o Pernalonga Show era exibido no início dos anos 70 na Globo, de segunda a sexta às 5 da tarde.

4657 – Mega Memória – Dom Pixote, desenho animado


Mais um famoso da Hanna Barbera e que pode ser visto ocasionalmente no canal a cabo Boomerang,o cachorro azul que cantarolava a famosa canção “oh querida Clementina…”
Huckleberry Hound, no Brasil, ficou conhecido como Dom Pixote que é um desenho animado criado por Hanna Barbera em 1958.
O personagem foi criado a uma alusão ao anti-herói Dom Quixote da literatura.
Dom Pixote é um Dom Quixote canino, sempre pronto para uma aventura. Seja domando leões, capturando ladrões de banco ou laçando dinossauros, Dom Pixote é sempre o herói. Ele fica firme até que sua missão esteja concluída, fazendo o impossível parecer fácil, e o fácil parecer possível.
Dom Pixote tem um sotaque caipira, é calmo e possui uma personalidade bem intencionada. Quase sempre cantava a música que ficou sua marca: “Oh Querida Clementina, em inglês, Oh My Darling, Clementine”.

4609 – Mega Memória – Coelho Ricochete, desenho


Apesar de não parecer foram feitos apenas 23 episódios deste clássico desenho da Hanna-Barbera que mostra as aventuras do Xerife mais rápido do Oeste o Coelho Ricochete e seu fiel ajudante Blau-Blau.
Para pegar os bandidos o Coelho Ricochete dispara como uma bala e vai ricocheteando até chegar a seu destino, ao contrário de seu ajudante Blau-Blau que ao tentar fazer o mesmo sempre acaba por atravessar uma janela ou coisa parecida !
São personagens de uma série de desenhos animados da Hanna-Barbera, que apareceram pela primeira vez como um dos segmentos do programa de Maguila, o Gorila (1964-1967). Passava junto com Matracatrica e Fofoquinha e Bacamarte e Chumbinho.
O coelho Ricochete era um xerife do Velho Oeste. Seu nome vinha do fato dele correr em alta velocidade (só se via um borrão), ricocheteando em objetos. Quando corria ele falava “Bing-Bing-Bing! Coelho Ricochete”. Seu parceiro era Bláu-Bláu, um coiote que usava um chapéu amassado e atravessado na cabeça, característico dos ajudantes atrapalhados dos filmes de western dos anos 40. Apesar de corajoso, Bláu-Bláu era lerdo e azarado, nunca conseguindo ajudar seu companheiro xerife. Uma das gags era quando ele sacava seu revólver e esse se desmanchava todo.
Além da velocidade, o Coelho Ricochete tinha como arma secreta, balas especiais que sempre surpreendiam os vilões.

4576 – Mega Memória – Frankstein JR


Desenho famoso da década de 70

É um desenho com produção Hanna-Barbera. Passava junto com o desenho dos Impossíveis. Estreou em 1966 e teve 18 episódios.
O cientista garoto Buzz Conroy e seu pai, o Professor Conroy combatiam supervilões com a ajuda de um robô poderoso chamado de Frankenstein Jr. “Frankie”, como era chamado por Buzz, era muito parecido com o personagem Gigantor.
Frankie era ativado por um anel que Buzz usava.
O desenho foi cancelado em 1968 por queixas de violência, o que poderia incitar as crianças a um comportamento agressivo.

4532 – Mega Memória – Viagem Fantástica


Tal desenho foi criado em 1968 após o sucesso da série Viagem ao Centro da Terra, ambas da produtora Filmation. Assim como Viagem ao Centro da Terra, Viagem Fantástica também foi baseada num longa metragem homônimo de sucesso. O sucesso era garantido e foi exatamente o que aconteceu com essa série que foi ao ar pela primeira vez nos EUA em 1968 e ficou no ar até 1970, sendo retransmitida inúmeras vezes por diversos canais ao redor do mundo, inclusive no Brasil até meados dos anos 80.

4501 – Dublagem – A AIC de São Paulo


O estúdio Arte Industrial Cinematográfica (AIC São Paulo) foi um dos primeiros estúdios de dublagem do Brasil, onde diversas séries (tanto animadas quanto filmadas) foram dubladas ao longo dos anos 1960 e 1970.
A “AIC” é conhecidíssima até hoje por ter dublado com qualidade tantas séries e desenhos clássicos. Além de dublar séries e desenhos, o estúdio também dublou diversos filmes para o cinema e a TV.
Localizado em São Paulo, o estúdio de dublagem foi criado em 1958 com o nome de Gravasom. Mas, em 1962, um grupo de pessoas comprou o estúdio decidindo profissionalizá-lo mais, surgindo aí então a “Arte Industrial Cinematográfica”. Fazia parte desse grupo de pessoas Mário Audrá (já falecido), que foi um dos proprietários da AIC.
Em 1975 o estúdio faliu e fechou suas portas. Depois, foi comprado e recriado, surgindo aí a BKS, um outro estúdio de dublagem.
Vários atores/dubladores passaram por lá
Séries
Jornada nas Estrelas (a dublagem da série, realizada pela AIC, foi perdida)
Batman (1ª e 2ª temporada)
Os Três Patetas
Perdidos no Espaço
Jeannie é um Gênio
A Feiticeira (Todas as 8 temporadas foram dubladas pela AIC. Essa foi a série mais longa que o estúdio dublou integralmente, em seus mais de 10 anos de existência)
Viagem ao Fundo do Mar
O Túnel do Tempo
A Noviça Voadora
Terra de Gigantes
Big Valley
Agente 86 (Get Smart) (2ª, 3ª e 4ª temporadas)
Bonanza (a dublagem da série, realizada pela AIC, foi perdida)
National Kid
O Gordo e o Magro
Desenhos animados
Pica-Pau (Walter Lantz)1940 – Foram dublados alguns episódios dos anos 50 e 60
Coelho Ricochete (Hanna Barbera)
Maguila o gorila (Hanna Barbera) 1975
Loopy le bo (Hanna Barbera) 1965
Jonny Quest (Hanna Barbera) 1984
Os Jetsons (Hanna Barbera) 1990
Os Flinstones (Hanna Barbera) 1994
João Grandão e Espirro (Hanna Barbera) 1954
Jambo e Ruivão (Hanna Barbera) 1956
Dom Pixote (Hanna Barbera)
Plic, Ploc e Chuvisco (Hanna Barbera)
Zé Colméia (Hanna Barbera)
Joca e Dingue-Lingue (Hanna Barbera)
Pepe Legal (Hanna Barbera)
Olho Vivo e Farofino (Hanna Barbera)
Bibo Pai e Bóbi Filho (Hanna Barbera)
Leão da Montanha (Hanna Barbera)
Patinho Duque (Hanna Barbera)
Manda Chuva (Hanna Barbera)
Wally Gator (Hanna Barbera)
Lippy e Hardy (Hanna Barbera)
A Tartaruga Touché (Hanna Barbera)
Bacamarte e Chumbinho (Hanna Barbera)
Coelho Ricochete e Blau Blau (Hanna Barbera)
Peter Potamus e Tico Mico (Hanna Barbera)
Matraca Trica e Fofoquinha (Hanna Barbera)
Mosquete, Mosquito e Moscado (Hanna Barbera)
Space Ghost (Hanna Barbera)
Dino Boy (Hanna Barbera)
Frankestein Jr. (Hanna Barbera)
Os Impossíveis (Hanna Barbera)
Bam-Bam e Pedrita (Hanna Barbera)
Jeannie (Hanna Barbera)
Speed Buggy (Hanna Barbera)
A Turma do Zé Colméia (Hanna Barbera)
Goober e os Caçadores de Fantasma (Hanna Barbera)
Butch Casssidy e Os Sundance Kids (Hanna Barbera)

4500 – Mega Memória Infantil – As Aventuras de Gulliver


É um desenho animado produzido pela Hanna-Barbera, criado em 1968. O desenho é baseado no romance As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Foram 17 episódios no total.
Já falamos do romance original em um outro capítulo.
Na busca pelo pai, Gary Gulliver e seu cão Tagg acabam naufragando em uma ilha. Nesta ilha existe o reino de Lilliput, onde seus habitantes tem uma altura diminuta, de apenas alguns centímetros. Gulliver e seu cão são aprisionados pelos Lilliputianos, logo após o naufrágio, mas logo acabam se tornando ótimos amigos. Com a ajuda do povo de Lilliput, Gulliver continua sua busca pelo pai e de um tesouro, usando um mapa que seu pai lhe deu. O tesouro também está sendo procurado pelo malvado Capitão Leech que, sempre tenta roubar o mapa de Gulliver.
Personagens
Gary Gulliver
Capitão Leech
Tagg (cachorro de Gulliver)
Thomas Gulliver (pai de Gulliver)
Rei de Lilliput
Egger
Bunko
Soturno (Glumm, no original)
Flirtácia