13.462 – Medicina – Patologia Clínica


COMO+SE+ESTUDA+PATOLOGIA
Medicina laboratorial é uma especialidade médica que tem por objetivo auxiliar os médicos de diversas especialidades no diagnóstico e acompanhamento clínico de estados de saúde e doença, através da análise de sangue, urina, fezes e outros fluidos orgânicos (como líquor, líquido sinovial, líquido ascítico, fluido seminal, etc).
No Brasil a especialidade é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com o nome de patologia clínica ou medicina laboratorial”. Deve ser diferenciada de patologia cirúrgica ou anatomia patológica, especialidade que tem por objeto de análise os tecidos sólidos do corpo humano, geralmente obtidos por meio de biópsia.
A patologia clínica apresenta as subespecialidades:

Química clínica — Ocupa-se em analisar os componentes químicos do sangue, urina e fluidos orgânicos.
Hematologia — Analisa os componentes celulares do sangue, e eventualmente de outros fluidos orgânicos.
Imunohematologia — Avalia as reações imunes dentro do sangue, especializando-se na análise dos antígenos eritrocitários e suas interações com os respectivos anticorpos. Reveste-se de importância particular na Hemoterapia ou medicina transfusional.
Imunologia (sorologia) — Avalia o sangue (e eventualmente outros fluidos orgânicos) e componentes, através de suas interações imunológicas, ou seja, das reações antígeno – anticorpo.
Microbiologia — Estuda a flora microbiológica humana normal e patológica, detectando a presença de vírus, bactérias e fungos em amostras de procedência humana. Este estudo pode se estender também à análise dos microorganismos presentes nos ambientes ocupados pelo ser humano e objetos por ele utilizados.
Bacteriologia — Subespecialidade da microbiologia cujo objeto de estudo são as bactérias, incluindo sua identificação, caracterização e avaliação de susceptibilidade a antimicrobianos.
Micologia — Subespecialidade da microbiologia que estuda os fungos e micotoxinas.
Virologia — Subespecialidade da microbiologia que se ocupa da a análise dos vírus.
Parasitologia — É a subespecialidade da Patologia Clínica que analisa as características dos parasitas externos (ectoparasitas) e internos (endoparasitas) do homem. Inclui o estudo dos protozoários parasitas sistêmicos — como os plasmódios (causadores da malária), através de métodos de detecção direta e indireta, o estudo dos artrópodes parasitas e a coprologia ou estudo macroscópico, microscópico e químico das fezes com o objetivo de se determinar o diagnóstico e prognóstico de doenças e parasitoses do sistema gastrointestinal.
Uranálise — Analisa a urina e, eventualmente, outros fluidos orgânicos.
Biologia molecular — Compreende o estudo especializado de biomoléculas, tais como o DNA e RNA.
Genética médica — Ocupa-se do estudo da genética humana, em especial as’ cromossomopatias.
Genética Bioquímica — Estuda, através de análises bioquímicas, as anomalias genéticas caracterizadas como erros inatos do metabolismo.
As modernas exigências de qualidade dos resultados em análises clínicas fizeram surgir o que hoje já é por alguns considerada uma nova subespecialidade, a garantia de qualidade. Esta opera sobre todas as demais, visando a manter a excelência das análises, incluindo a sua precisão e exatidão, e o melhoramento continuado em todos os seus aspectos. Usa como instrumentos principais a estatística e a criação e análise de indicadores de qualidade.

Uma Longa Jornada
No Brasil, o médico patologista clínico passa por uma formação que inclui, além dos 6 anos regulamentares do curso superior em medicina, mais três anos de residência médica, sendo 1 ano em clínica médica e 2 anos em laboratório de análises clínicas.

No seu trabalho, o patologista clínico pode interagir com outros profissionais, dentre eles:

Nível superior:
Biólogo
Biomédico
Cirurgião-dentista
Farmacêutico
Médico veterinário
Nível médio:
Auxiliar técnico de laboratório.
Técnico de laboratório de análises clínicas.
Biotécnico.
São compartilhadas com estes profissionais, até o limite de responsabilidade de cada um, as diversas atividades e competências necessárias ao bom desempenho do ofício. As atribuições de cada profissional, bem como os limites de sua atuação, podem ser consultadas na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediante a modernidade tecnológica que significa, hoje em dia, a automação e a informatização da maioria dos processos de análise, deve também o profissional possuir conhecimentos básicos nas áreas de engenharia e informática, que viabilizem sua interação freqüente com os respectivos profissionais, também comumente envolvidos como auxiliares valiosos em todos os processos de análise.

Existem certas ambiguidades envolvendo a patologia clínica que devem ser comentadas:

No Brasil e em Portugal, podem atuar como responsáveis técnicos por laboratórios de análises clínicas:
O médico patologista clínico;
O biólogo com formação superior, habilitado em análises clínicas através da comprovação de um currículo direcionado efetivamente realizado;
O biomédico com formação superior habilitado em análises clínicas;
O farmacêutico com formação superior enfatizando a área de patologia/análises clínicas, química clínica, e técnicas moleculares;
O especialista médico em hematologia e hemoterapia, habilitado a efetuar alguns procedimentos especializados como biópsia de medula óssea, é o profissional médico que realiza diagnóstico e acompanhamento clínico em patologias envolvendo oncologia hematológica, hemoterapia e coagulação/hemostasia. Este especialista normalmente não está habilitado em patologia clínica (a menos que também dotado de formação específica nesta área), fazendo portanto uso de seus serviços como cliente médico.
A análise da celularidade de certos fluidos orgânicos, como o líquido sinovial, o líquido cérebro-espinhal ou líquor, o líquido ascítico ou peritoneal, o fluido pleural e o fluido seminal podem ser compreendidos como escopo tanto da subespecialidade de hematologia como da urinálise. Estas análises incluem também a caracterização bioquímica desses fluidos, que recorre a técnicas próprias da bioquímica. Fala-se portanto em hematologia e análise de fluidos orgânicos ou urinálise e análise de fluidos orgânicos.
A patologia cirúrgica, também conhecida como anatomia patológica, é uma especialidade médica que interage com a patologia clínica, e compreende caracteristicamente a análise de matériais sólidos de origem humana, obtidos por meio de biópsia ou necrópsia. O patologista cirúrgico usualmente não é habilitado em patologia clínica, a não ser que também tenha desenvolvido formação específica na área, embora eventualmente uma especialidade possa emprestar técnicas características da outra.
A especialidade de química clínica encontrada nos Estados Unidos corresponde grosseiramente à bioquímica no Brasil. Entretanto não temos no Brasil uma Associação exclusiva como a American Association of Clinical Chemistry.

12.978 – Profissões – O que faz um técnico patologista?


amostras-biolgicas
Técnico de laboratório de análises clínicas, no Brasil, é um profissional com formação de nível médio. Não existe uma nomenclatura unificada para denominação deste profissional, podendo ser chamado de técnico em patologia clínica, técnico em citologia, técnico em análises laboratoriais, etc., o que pode gerar conflitos de nomes. Este profissional auxilia e executa atividades padronizadas de laboratório – automatizadas ou técnicas clássicas – necessárias ao diagnóstico, nas áreas de parasitologia, microbiologia médica, imunologia, hematologia, bioquímica, biologia molecular e urinálise. Colabora, compondo equipes multidisciplinares, na investigação e implantação de novas tecnologias biomédicas relacionadas às análises clínicas, entre outras funções.
A profissão está descrita na Classificação Brasileira de Ocupações, assim como está na Lei Federal 3820/61, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras providências legais;
A função do profissional de nível superior (na qual se enquadram o biólogo, biomédico, o farmacêutico-bioquímico e o médico patologista clínico) é a de supervisionar e se responsabilizar pelo controle de qualidade e correção nos trabalhos relacionados à bancada laboratorial, liberação dos laudos, perícias e liberação dos resultados técnicos, assinando pelos resultados e assumindo as responsabilidades civis e penais sobre os seus atos. Já o técnico em patologia clínica é o responsável pela execução, sempre sobre a orientação e coordenação de um profissional de nível superior.
É de sua função além dos trabalhos de bancada em análises clínicas o controle de qualidade de medicamentos, produção de imunobiológicos, controle de qualidade em vivo e in vitro de imunobiológicos, produção e controle de qualidade de hemoderivados, laboratório de análises clínicas veterinárias, garantia de qualidade biológica, biosseguridade industrial porém, não possui competência legal para assinar os resultados, cabendo a responsabilidade legal para assinar, o profissional que possuir o TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) do laboratório.
Os profissionais de nível médio não podem em hipótese alguma liberar laudo, resultados ou perícias bem como responder sobre o laboratório. As competências legais para isso competem ao profissional de nível superior, que possui a competência legal para liberar resultados, laudos ou perícias bem como as responsabilidades civis e penais sobre os erros cometidos por eles e pelos técnicos que os auxiliam. Estes profissionais de nível superior possuem o TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) sobre o laboratório que são responsáveis em número máximo de dois. Os profissionais de nível superior quando iniciam o seu trabalho no laboratório, fazem o ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao conselho a qual é subordinado.
Ao terminar o vinculo empregatício com o laboratório e deixar de ser o responsável técnico de nível superior pelo laboratório, este deve dar baixa no ART e no TRT para que possa assumir outro laboratório, o que está previsto no Código de Ética. Os ARTs são comprovações de que o profissional possui experiência e atuou na área de laboratório junto aos Conselhos e possui vínculo com o laboratório ou possuiu em data anterior.
Só podem ter o TRT ou ART os profissionais de nível superior habilitados a exercer a atividade de laboratório, porém não é obrigatório, até o presente momento, aos técnicos de Análises Clinicas se registrarem junto ao Conselho Regional de Farmácia, de Química ou de Biomedicina para poderem exercer a atividade de técnico. O profissional, mesmo possuidor do curso técnico de análises clínicas (nomenclatura oficial brasileira, aceita atualmente para todas as denominações anteriores, conforme caderno de cursos técnicos do MEC (Ministério da Educação), se não estiver registrado junto ao Conselho Regional de Farmácia, conforme previsto na Lei Federal 3820 de 11 de novembro de 1960, Art 14, § único, letra a, está no exercício irregular da profissão, o que configura crime.

12.342 – História da Medicina – As Doenças mais Antigas


MEDICINA simbolo
A medicina moderna conseguiu, nos últimos séculos, identificar os fatores causadores de várias doenças e, em muitos casos, foi capaz de encontrar uma cura.
Tracoma: são encontradas referências a essa doença conjuntiva, que atualmente continua sendo a principal causadora de cegueira no mundo, no código de Hammurabi e no papiro de Ebers. Existem dados suficientes para fazer crer que pensadores famosos da antiguidade, como Horário e Cícero sofreram dela. Resíduos dessa doença foram encontrados em um esqueleto aborígene de 10 mil anos de idade, na Austrália.

Malária ou Paludismo: no livro chinês Nei Ching, traduzido como “Livro da Medicina”, de 2.700 a.C., estão os primeiros registros escritos dessa doença. Um estudo publicado no Wall Street Journal afirma que essa infecção poderia ser causadora da morte de metade da população humana desde a Idade da Pedra.

Lepra: até o início do século passado, os leprosos eram isolados em colônias e condenados a viver distante do resto da sociedade por causa do medo que trazia a possibilidade de contrair essa doença. São encontradas referências a sua sintomatologia peculiar na Bíblia e em papiros egípcios de 1.500 a.C. Restos ósseos de quase 5 mil anos de idade com evidências dessa patologia foram encontrados na Índia.

Varíola: o relatório “Estudos de Paleopatologia no Egito”, publicado em 1921 por Sir Marc Armand Ruffer, registra a descoberta de vestígios de varíola em três múmias egípcias – a mais antiga de 1.500 a.C. Acredita-se que essa doença poderia ter existido na Terra desde 10 mil anos atrás. Mas os avanços científicos dos últimos dois séculos conseguiram erradicar o vírus.

Cólera: catalogada por Hipócrates em 400 a.C., acredita-se que a cólera pode ter sido originada nas margens do rio Ganges. A doença é causada pela má manipulação da água, por isso, ao alcançar centros urbanos a partir do século XV, as epidemias se tornaram mais frequentes.

Febre Tifoide: a vitória espartana na Guerra do Peloponeso em 430 a.C. talvez não fosse possível se a resistência das tropas atenienses não tivessem sido acometidas por uma epidemia de febre tifoide. Atualmente, são registrados casos da doença em diferentes partes do mundo, porém seu índice de mortalidade é muito mais baixo do que há 2.500 anos.

Tuberculose: é possível que resíduos patológicos da doença tenham sido encontrados em ossos de um hominídeo anterior ao homo sapiens, que viveu na Terra há 500 mil anos. Embora os dados sejam insuficientes para afirmar isso, a deterioração óssea dos restos parece indicar que a tuberculose existe no planeta há meio milhão de anos.

12.043 – Imunologia – A Vacina Antitetânica


vacinaantitetanica-800x800
A vacina do tétano, também conhecida como vacina antitetânica, serve para prevenir complicações causadas pelo tétano e está inserida no plano de vacinação, sendo gratuita.
Normalmente a vacina do tétano é dividida em 3 doses e a primeira deve ser tomada durante a infância, a segunda, 1 mês depois da primeira e a terceira, 6 meses após a segunda. Depois disso, a vacina deve ser reforçada a cada 10 anos.
Após ferimento com alto risco de tétano em indivíduos que tomaram a vacina há mais de 5 anos, é recomendado fazer uma nova dose da vacina. Já nos indivíduos que nunca fizeram a vacinação ou que desenvolveram a doença, devem ser feitas as 3 doses iniciais.
Reações da vacina do tétano

As reações da vacina do tétano incluem:
Dor e vermelhidão no local da injeção;
Nódulo na pele;
Sonolência;
Febre nas primeiras 72 horas.
Para reduzir os sintomas da vacina do tétano deve-se tomar Paracetamol nos primeiros 3 dias, conforme indicação do médico, e aplicar uma compressa gelada sobre a o local da injeção.

Vacina do tétano na gravidez
A vacina do tétano na gravidez é segura e deve ser feita, principalmente na gestante que nunca foi vacinada, pois ajuda a produzir anticorpos que serão transmitidos para o feto, evitando casos de tétano neonatal.
Assim, a mulher que nunca foi vacinada contra o tétano deve fazer as 3 doses da vacina do tétano na gestação, até 2 semanas antes do parto, para ter tempo de produzir anticorpos.

11.979 – Medicina – A Tricomoníase


Trichomonasvaginalis1
É uma doença causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis que habita o trato geniturinário feminino e masculino causando infecções. O protozoário é um parasita anaeróbico facultativo e vive bem em ph aproximado de 6,0 a 6,5. Necessita de glicose para seu crescimento e para produção de energia necessária a sua sobrevivência e multiplicação.
O Trichomonas vaginalis é um parasita cosmopolita e atinge principalmente mulheres adultas. A forma mais comum de adquirir a tricomoníase é através do contato sexual, portanto é uma doença sexualmente transmissível. Porém, pode ser transmitida também por roupas íntimas, roupas de cama, toalhas de banho úmidas contaminadas, assentos de banheiros e por instrumentos ginecológicos.
Quanto a sua morfologia, o protozoário apresenta-se somente sob a forma de trofozoíto. Este tem um formato piriforme, com uma estrutura de sustentação muito típica, chamada axóstilo. Contém um núcleo oval, localizado próximo à base do axóstilo, com cromatina constituída de grânulos pequenos e finos, uniformemente distribuídos em seu interior. Possui cinco flagelos, corpo parabasal, filamento parabasal e apresenta granulações citoplasmáticas muito aparentes.
Ao atingir um hospedeiro, o Trichomonas vaginalis encontra condições favoráveis e passa a multiplicar-se por divisões binárias sucessivas, colonizando-se. Não há formação de cistos. Estruturas semelhantes a cistos encontradas fora da vagina e na secreção da uretra de indivíduos infectados são trofozoítos degenerados e destinados a morrerem se não encontrarem ambiente adequado.
Na mulher, os sintomas mais comuns da doença é a presença de edema na vagina, manchas avermelhadas na vulva, leucorréia (corrimento branco-amarelado), prurido intenso, cervicite e dor ao urinar. Já nos homens a infecção geralmente é assintomática, aparecendo às vezes uretrite com corrimento purulento, ligeira dor durante a micção e inflamação na próstata. Infecções crônicas podem permanecer latentes durante anos transformando o homem em um vetor. Em casos mais graves, tanto para homens como para mulheres o Trichomonas impede o ato sexual. Além disto, pode diminuir a vitalidade dos espermatozóides, reduzindo a chance de concepção durante esses períodos.
Para evitar este tipo de doença, deve-se melhorar as condições higiênicas, usar preservativos no ato sexual e evitar usar roupas que não sejam de uso próprio. Qualquer corrimento anormal que apareça é importante consultar um médico que fará os exames necessários para diagnosticar a doença. O médico solicitará uma amostra da secreção da vagina ou do pênis. O material é semeado em meios de cultura ou examinado imediatamente após a coleta, pois passado algum tempo os trofozoítos podem perecer, dificultando o exame fresco ou não se reproduzindo na cultura. Para tratar a tricomoníase, geralmente usa-se o fármaco metronidazol (Flagyl).

11.191 – Medicina – A Infecção Urinária


bacteria2

Trata-se de uma patologia que afeta qualquer parte do aparelho urinário, desde os rins, a bexiga, até a uretra. É decorrente da presença de agentes infecciosos em alguma parte do sistema urinário, sendo que quando afeta os rins, recebe o nome de pielonefrite; quando acomete a bexiga, é chamada de cistite; quando atinge a uretra, recebe o nome de uretrite. A bactéria que habitualmente é responsável pelas infecções urinárias é a Escherichia coli, que compõe a flora intestinal normal dos seres humanos.
Embora possa afetar indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, é mais comumente observada em mulheres. Todavia, essa relação é invertida durante o primeiro ano de vida, quando esta patologia é mais comum em meninos.

A infecção urinária afeta mulheres com maior frequência devido a fatores anatômicos, uma vez que a uretra desemboca próximo à entrada da vagina, local onde a flora bacteriana é abundante. Outro ponto que auxilia na ocorrência desse tipo de infecção é o hábito de higiene após defecar ou urinar, levando o papel higiênico na direção ânus-vagina, facilitando a migração de bactérias intestinais até a vulva. Além disso, a uretra feminina é muito mais curta quando comparada com a masculina, facilitando o caminho desses microrganismos até a bexiga. A estase urinária também é um fator importante no desenvolvimento de infecções urinárias, já que a urina estagnada contribui com a proliferação bacteriana.

Outros fatores que colaboram para o aparecimento de infecções urinárias são:

Gravidez, pois nessa época da vida da mulher, há uma diminuição da defesa do organismo da mesma, bem como aumento do hormônio progesterona, que causa um relaxamento maior da bexiga, favorecendo a estase urinária;
Diabetes;
Climatério;
Obstrução urinária, quando algum fator está impedindo o fluxo urinário;
Inserção de corpos estranhos na uretra, pois estes podem carregar bactérias para o interior do trato urinário;
Moléstias neurológicas, pois estas podem interferir no esvaziamento da bexiga;
Doenças sexualmente transmissíveis;
Infecções ginecológicas.
Dentre as manifestações clínicas observadas em infecções do trato urinário estão:

Dor e ardência ao urinar;
Dificuldade para iniciar a micção;
Urgência miccional;
Vontade de urinar diversas vezes ao dia e em pequenas quantidades;
Urina com mau odor e coloração alterada;
Hematúria (urina com sangue) em certos casos.
Quando a infecção alcança o rim, o quadro é mais preocupante, podendo o paciente apresentar febre, calafrios, dor lombar, náuseas e êmese.

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico apresentado pelo paciente, juntamente com exame de urina, o qual pode evidenciar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que auxiliam no diagnóstico. A urocultura também costuma ser solicitada, sendo que esta ajuda na identificação da bactéria causadora da infecção.

Em alguns pacientes, especialmente crianças e indivíduos com histórico de infecção urinária, se faz necessária a realização de exames de imagem, como a ultra-sonografia e radiografias com contraste das vias urinárias, entre outros. Estes exames auxiliam na evidenciação de defeitos congênitos que favorecem o desenvolvimento deste tipo de infecção.

O tratamento é feito por meio do uso de antibióticos, sendo este normalmente escolhido de acordo com o resultado da urocultura. A duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção urinária e o antibiótico de escolha. É de extrema importância que o tratamento seja realizado por completo, de acordo com a prescrição do médico, para evitar recidivas.

A prevenção das infecções urinárias é feita através da adoção de algumas medidas:

Ingestão de bastante líquido ao longo do dia;
Evitar reter urina, devendo urinar sempre que sentir necessidade;
Praticar relações sexuais com proteção;
Urinar após as relações sexuais;
Não utilizar antibióticos indiscriminadamente.
Para as mulheres, outros cuidados também devem ser tomados, como:

Limpar-se sempre de frente para trás, após utilizar o toalete;
Lavar a região perianal depois de evacuar;
Evitar o uso por longos períodos de absorvente íntimo;
Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético.

10.683 – China veda cidade de 30 mil habitantes após morte por peste bubônica


peste-bubonica-838x558

A cidade chinesa de Yumen, na província noroeste de Gansu, foi fechada e 151 pessoas colocadas em quarentena depois que um homem morreu de peste bubônica. Isso, aquela mesma que você cansou de ler a respeito nos livros do colégio, da bactéria transmitida por ratos e responsável por algumas das piores pragas da história humana.
A rede China Central Television relatou que as 30 mil pessoas de Yumen não estão autorizadas a deixar o local e a polícia instalou bloqueios no perímetro da cidade para orientar motoristas a buscarem rotas alternativas. O jornal China Daily diz que quatro setores de quarentena foram criados na cidade.
Ainda de acordo com a CCTV, a cidade tem arroz, farinha e óleo suficiente para abastecer todos os seus residentes por até um mês. Os moradores locais e aqueles em quarentena estão em condição estável. Felizmente, não houve mais casos de peste relatados.
A peste bubônica é uma infecção bacteriana conhecida pelos eventos da Praga de Justiniano e da Peste Negra. Esta última matou dezenas de milhões de pessoas na Europa do século XIV. A responsável pela tragédia foi Yersinia pestis, uma bactéria que pode infectar humanos e outros animais.
Ainda mais assustador é o fato de um estudo ter sido publicado no início deste ano na revista “Lancet” afirmando que a devastação da peste negra poderia acontecer de novo. “Se a Praga de Justiniano pôde entrar em erupção na população humana, causar uma pandemia em massa e depois desaparecer, isso sugere que poderia acontecer de novo”, observou um dos pesquisadores. “Felizmente, agora temos antibióticos que poderiam ser usados ​​para tratar eficazmente a peste, o que diminui as chances de uma nova pandemia humana em grande escala”.
e fato, o Centro para Controle de Doenças dos EUA afirma que antibióticos modernos são eficazes no tratamento de praga, mas que, sem o tratamento imediato, a doença pode se agravar seriamente, levando até à morte. Inclusive, o sudoeste dos Estado Unidos ainda registra aparições da doença, que ocasionalmente acabam em morte. Mesmo assim, nenhuma quarentena foi decretada.
Claramente, os chineses não querem correr nenhum risco.

10.412 – Profissão Perigo – Médico que chefia combate ao ebola em Serra Leoa contrai o vírus


ebola vírus

O médico que chefia o combate a um surto do vírus mortal ebola em Serra Leoa contraiu ele próprio a doença,
O virologista leonês Sheik Umas Khan, 39, soma-se a uma lista crescente de profissionais médicos contaminados enquanto lutam para combater o alastramento da doença na África ocidental.
O ebola já matou 632 pessoas na Guiné, Libéria e Serra Leoa desde que o surto começou, em fevereiro.
Diante de uma das doenças mais letais do mundo, os sistemas de saúde já fracos estão expostos a pressão adicional, apesar de receber ondas de ajuda internacional.
Num sinal da frustração crescente com a falha dos governos regionais em fazer frente ao surto, um liberiano cujo irmão morreu da doença ateou fogo à sede do Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (23-julho), em protesto.
Um comunicado emitido pelo gabinete do presidente de Serra Leoa disse que Khan, virologista que já tratou mais de cem vítimas do ebola, foi transferido para uma enfermaria dirigida pela ONG Médicos Sem Fronteiras.
Uma fonte da enfermaria confirmou que Khan está vivo e está sendo tratado, mas não deu detalhes maiores sobre seu estado.
Ele foi saudado pelo Ministério da Saúde como “herói nacional” por seus esforços para liderar a luta contra o surto de ebola, que apenas em Serra Leoa já matou 206 pessoas.
Não ficou claro como Khan contraiu o vírus. Seus colegas disseram à Reuters que ele sempre era meticuloso em relação à proteção, usando avental, máscara, luvas e calçados especiais.
Três enfermeiras que trabalhavam ao lado de Khan, no mesmo centro de tratamento de ebola que ele, morreram da doença três dias atrás.
Tarik Jasarevic, porta-voz da Organização Mundial de Saúde, disse que cerca de cem profissionais de saúde foram contaminados pelo ebola em três países e que 50 deles morreram.

10.260 – Antibiótico derrota superbactéria em teste


Uma única infusão de um novo tipo de antibiótico pode eliminar infecções cutâneas graves, incluindo aquelas por MRSA, o Staphylococcus aureus ,resistente a meticilina.
Em estudo na revista “New England Journal of Medicine”, cientistas relatam que a dose simples foi tão eficaz quanto o regime de administração de outras drogas usadas hoje, com dez dias de tratamento.
O fármaco usado na pesquisa, o antibiótico Orbactiv, do laboratório Medicines Company, pode ter importantes resultados quando aplicado na prática, pois muitos pacientes com o problema normalmente falham em comparecer ao hospital para receber as duas doses diárias que necessitam receber no regime padrão.
O Orbactiv está em processo de aprovação pelas autoridades sanitárias dos EUA.

10.082 – Cientistas conseguem tratar infecção pelo vírus Ebola pela primeira vez


O estudo, feito em macacos Rhesus, foi publicado nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine. Promissores, os resultados podem abrir o caminho para o desenvolvimento de terapias contra esta infecção, que causa uma febre hemorrágica cuja taxa de mortalidade é de 90% entre os humanos.
Responsável por muitas mortes, principalmente na África, o vírus Ebola se multiplica rapidamente, ultrapassando a capacidade do sistema imunológico de lutar contra a infecção. Como ainda não existe prevenção ou tratamentos para ele, o Ebola é considerado um grande perigo para a saúde pública – além de existirem temores de que vírus possa ser utilizado como arma biológica.
A mesma equipe de pesquisadores responsável por este estudo, liderada por James Pettitt, do Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército Americano (USAMRIID), demonstrou em outubro do ano passado que esse tratamento – um “coquetel” de anticorpos denominado MB-003 – evitou a morte de todos os animais testados, quando administrado uma hora após a exposição ao vírus, e de dois terços deles, 48 horas após a contaminação.
No estudo atual, os primatas só receberam o tratamento após apresentarem sintomas verificáveis da doença, o que ocorreu entre 104 e 120 horas após a infecção, e 43% deles se recuperaram. Esta diferença é importante porque o primeiro estudo testou o medicamento como uma forma de Profilaxia Pós-Exposição, ou seja, com objetivo de prevenir a infecção após exposição ao vírus, enquanto no novo estudo o medicamento foi testado como um tratamento, após o estabelecimento da infecção.
O MB-003 é feito com anticorpos monoclonais, células clonadas do sistema imunológico. Ele atua de duas formas: inativando o vírus e estimulando o sistema imunológico a eliminar as células infectadas pelo vírus. Nenhum efeito colateral do medicamento foi observado nos animais que sobreviveram.
“Na falta de uma vacina ou um medicamento para tratar ou evitar uma infecção do vírus Ebola, prosseguir o desenvolvimento de MB-003 é muito promissor”, disse Larry Zeitlin, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o próximo passo é fazer estudos mais amplos em animais, para eventualmente passar para seres humanos. Os pesquisadores estimam que, se os resultados se mantiverem positivos, deve levar entre cinco e dez anos para que o medicamento possa ser comercializado.

10.059 – Medicina – O Linfagranuloma Venéreo


Ou molécula de Nicolas Faure, uma doença causada por um microorganismo e muito difundida e que se propaga via contato sexual.
Seu principal sintoma é o enfartamento dos glânglios linfáticos da virilha. Ao fim de 5 a 15 dias após aparece nos órgão sexuais uma pequena úlcera que pode ser curada em poucos dias, após isso, se produz uma 2ª infecção e a úlcera aumenta de tamanho. Nas suas primeiras fases, observa-se febre, inflamação nas articulações e coceira.
A transmissão mais frequente dá-se através da relação sexual. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.
Causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, a doença (dst) é conhecida por diversos nome, dentre eles:
Doença de Nicolas-Favre
Mula
Bubão
Bubão climático
Bubão escrofuloso
Bubão d’ emblé
Linfogranuloma inguinal
Quarta moléstia venérea
Poroadenite inguinal
Supurada inguinal
Linfogranulomatose inguinal subaguda
Úlcera venérea adrenógena
Entre a contaminação e o surgimento do bubão, podem ocorrer sintomas gerais discretos, como febre e dores musculares e articulares.
Devido à fibrose dos gânglios e consequente dificuldade de drenagem linfática, pode ocorrer a elefantíase dos órgãos genitais. Na mulher, o comprometimento de gânglios ao redor do reto pode levar ao estreitamento retal.
Complicações
Elefantíase do pênis, escroto, vulva.
Proctite (inflamação do reto) crônica.
Estreitamento do reto.
Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o linfogranuloma venéreo é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais.
Para o tratamento são utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, não revertem sequelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.

10.055 – Microbiologia – As Superbactérias


Cultura das mortíferas superbactérias
Cultura das mortíferas superbactérias

MRSA (Methicillin Resistant Staphylococcus aureus)
Encontrada na pele e responsável principalmente por infecções de pele, a bactéria Staphylococcus aureus foi a primeira a apresentar resistência à penicilina, nos anos 1950. Hoje, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC, sigla em inglês) estima três quartos da sua versão MRSA seja ultrarresistente e não responda a vários tipos de antibióticos.
Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC)
A Klebsiella pneumoniae está presente nos intestinos e pode causar pneumonia e infecção do trato urinário. Sua versão mais resistente a antibióticos, a KPC, causa sintomas como febre, prostração, tosse e dores no corpo. No Brasil, ela costuma causar surtos desde 2010, quando 18 pessoas morreram em Brasília e no Paraná. Em 2013, seis dos onze pacientes com KPC no Hospital Celso Pierro, em Campinas, morreram. Em março deste ano, pelo menos sete pessoas que passaram pela Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, na cidade de Americana, em São Paulo, foram infectados pela bactéria.
Escherichia coli
Assim como a Klebsiella pneumoniae, a Escherichia coli é comum nos intestinos humanos. É uma das maiores causadora de infecções urinárias e as primeiras evidências da sua resistência foram identificadas nos anos 1970. Estudos brasileiros mostram que até 25% das Escherichia são resistentes ao grupo de antibióticos chamado quinolonas, o principal remédio receitado para a doença.
Multi Drug Resistant Tuberculosis (MDR-TB)
Essa é a variável da Mycobacterium tuberculosis resistente a mais de um antibiótico. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em 20 de março estima que até o próximo ano, 2 milhões de pessoas podem ser infectadas por essa versão multirresistente. Existe ainda uma forma menos intratável que a MDR-TB: a Extensively Drug Resistant (XDR-TB), que responde a ainda menos antibióticos e já foi encontrada em 92 países – nos Estados Unidos foram encontrados 63 casos entre 1993 e 2011, de acordo com o Sistema Nacional de Vigilância de Tuberculose (NTSS, na sigla em inglês).
New Delhi Metallobetalactamase (NDM-1)
O NDM-1 é uma enzima que foi identificada nas bactérias Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli. Vinda da Índia, foi descoberta em 2009 e se espalhou para a Europa, Austrália, Estados Unidos e América Latina. No ano passado, cinco pacientes do Rio Grande do Sul foram infectados por essa versão, que torna as bactérias resistentes a vários antibióticos, inclusive a classe dos carbapenemas, que trata infecções causadas por micro-organismos resistentes.

9982 – OMS: Diagnóstico falho facilita difusão de tuberculose resistente


Tuberculose
É uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que é propagada pelo ar de maneira direta, ou seja, de pessoa para pessoa. Embora possa atingir quase todos os órgãos do corpo, a tuberculose afeta principalmente os pulmões, provocando problemas como dificuldades respiratórias e derrame pleural (presença de líquido no espaço entre pulmões e tórax). O principal sintoma é a tosse frequente, mas há outros, como suores noturnos e diminuição de apetite. Ao contrário da maioria das doenças infecciosas, a tuberculose demora para se manifestar, levando em média de 4 a 12 semanas para que as primeiras lesões sejam descobertas. Estima-se que uma pessoa infectada possa contaminar de 10 a 15 pessoas por ano. A doença é tratada com uma combinação de antibióticos. Como a bactéria cresce lentamente, os medicamentos devem ser tomados por pelo menos 6 meses.
Os novos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados nesta quinta-feira, mostram que um terço das cerca de 9 milhões de pessoas que contraem alguma forma de tuberculose por ano não recebe o tratamento necessário. A entidade diz que a doença representa um risco à segurança sanitária global.

Segundo a OMS, as deficiências no tratamento fazem com que a resistência aos medicamentos se espalhe pelo mundo em ritmo alarmante, propiciando o surgimento de cepas incuráveis da bactéria da tuberculose. “Um diagnóstico mais precoce e rápido de todas as formas da tuberculose é vital”, diz Margaret Chan, diretora-geral da OMS. “Isso melhora as chances de as pessoas receberem o tratamento correto e serem curadas, e as ajuda a conter a difusão da doença resistente a drogas.”

No ano passado, a OMS propôs que a tuberculose resistente a múltiplas drogas (MDR-TB, pela sigla em inglês) fosse reconhecida como uma crise de saúde pública. Mesmo o tratamento da tuberculose comum é um processo longo, que exige o consumo de um coquetel de antibióticos durante seis meses. A interrupção do tratamento e a prescrição de medicamentos errados, ou em doses inadequadas, leva ao surgimento de uma versão resistente às drogas, um problema que se agravou na última década.

9969 – Medicina – A Pneumonia


pneumonia

É uma doença inflamatória no pulmão—afetando especialmente os sacos de ar microscópicos (alvéolos)—associada a febre, sintomas no peito e falta de espaço aéreo (consolidação) em uma radiografia de tórax. A pneumonia é geralmente causada por uma infecção, mas há uma série de outras causas. Os agentes infecciosos são: bactérias, vírus, fungos e parasitas.
Os sintomas típicos incluem tosse, dor torácica, febre e dificuldade para respirar. As ferramentas de diagnóstico incluem raios-X e exame de escarro. Vacinas para prevenir alguns tipos de pneumonia estão disponíveis. O tratamento depende da causa fundamental com presunção de pneumonia bacteriana podendo ser tratada com antibióticos.
Embora a pneumonia tenha sido considerada por William Osler, no século XIX, “a campeã da morte dos homens”, o advento da terapia com antibióticos e vacinas, no século XX, tem trazido melhores resultados no que se refere a sobrevivência. Entretanto, no terceiro mundo e entre os muito idosos, os muito jovens e os doentes crônicos, a pneumonia continua a ser uma das principais causas de morte.
Pneumonite refere-se a inflamação pulmonar, pneumonia refere-se a pneumonia infecciosa, geralmente devido à infecção, mas às vezes não, que tem a característica adicional de consolidação pulmonar. Pneumonia pode ser classificada de várias maneiras. É mais comumente classificada por onde ou como ela foi adquirida (adquirida na comunidade, aspiração, associada com cuidados de saúde, hospital e por ventilação), mas também pode ser classificada pela área do pulmão afetada (pneumonia lobar, broncopneumonia e pneumonia intersticial aguda) ou pelo organismo causador. Pneumonia em crianças pode ainda ser classificadas com base em sinais e sintomas como não-graves, graves ou muito graves.

Os sintomas mais comuns da pneumonia são febre de 39°C a 40°C,suor frio, calafrios, respiração rápida e curta, tosse com catarro amarela ou esverdeada, sendo que em alguns tipos de pneumonia, a tosse pode vir seca ou sem catarro, dores no peito ou no tórax, além de problemas para respirar,13 diarreias, vômitos, náuseas e fadiga. Febre, no entanto, não é muito específica, já que ocorre em muitas outras doenças comuns, e podem estar ausentes em pacientes com doença grave ou desnutrição. Além disso, uma tosse é frequentemente ausente em crianças com menos de 2 meses de idade. Sintomas mais graves podem incluir: cianose central, diminuição de sede, convulsões, vômitos persistentes, ou uma diminuição do nível de consciência.
Algumas causas de pneumonia estão associados com clássicas, mas não específicas, características clínicas. Pneumonia causada pela Legionella pode ocorrer com dor abdominal, diarreia ou confusão, enquanto a pneumonia causada por Streptococcus pneumoniae está associada com expectoração com cor enferrujada, e a pneumonia causada por Klebsiella pode ter expectoração com sangue, muitas vezes descrita como “geleia de groselha”.
As pessoas que tem mais tendência de contrair pneumonia são idosos com mais de 65 anos, bebês, crianças pequenas, pessoas que tem outros problemas de saúde, como diabetes, doença hepática crônica, estado mental alterado, desnutrição, alcoolismo, pessoas que tem o sistema imunológico frágil por causa da aids, transplante de órgãos ou quimioterapia. Também correm risco de pegar pneumonia pessoas com doenças pulmonares, como asma, enfisema e também pessoas que têm dificuldade de tossir, sofreram derrames, fizeram ou fazem uso de sedativos e pessoas com mobilidade limitada.

A pneumonia bacteriana é tratada por antibióticos e, dependendo do caso, pode ser tratado com internação. Em casos mais graves, uma internação é necessária na Unidade de Tratamento Intensivo, conhecida como UTI. As medicações podem ser tanto via oral ou por injeções, aplicadas na veia ou no músculo.
Além das medicações, como auxiliar no tratamento, pode ser usada a fisioterapia respiratória. Os fisioterapeutas podem utilizar vibradores no tórax, exercícios respiratórios e tapotagem, que é a percussão do tórax com os punhos, para retirar as secreções que estão dentro dos pulmões e fazendo com que o paciente possa ser curado mais rapidamente.19
Em caso de pneumonias virais, o tratamento é só de suporte. Ela é tratada com dieta adequada, oxigênio, caso seja necessário e medicações para dor e febre. Em casos de pneumonias causadas por fungos, antimicrobianos específicos são utilizados.

Vacinação é eficaz para prevenir certos tipos de pneumonias bacterianas e virais em crianças e adultos.
Vacinas contra a gripe são modestamente eficazes contra influenza A e B.20 21 O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomenda que todos que tem seis meses de idade ou mais se vacinarem anualmente. Quando um surto de gripe está ocorrendo, medicamentos, tais como amantadina, rimantadine, zanamivir, e oseltamivir pode ajudar a prevenir a gripe.
Vacinações contra a Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae têm boas evidências para apoio do seu uso. Vacinação de crianças contra a Streptococcus pneumoniae também leva a uma diminuição da incidência destas infecções em adultos, pois muitos adultos adquirem infecções das crianças. A vacina contra a Streptococcus pneumoniae também está disponível para adultos, e ela foi encontrada para diminuir o risco de doença invasiva pneumocócica.
Adequadamente o tratamento de doenças subjacentes (como AIDS) pode diminuir o risco de ter pneumonia.

Existem várias maneiras de prevenir pneumonia em recém-nascidos. Testes para mulheres grávidas encontrarem Streptococcus do grupo B e Chlamydia trachomatis, e dando o tratamento com antibióticos, se necessário, reduz a pneumonia em crianças. Aspiração da boca e da garganta de recém-nascidos com líquido amniótico diminui a taxa de pneumonia por aspiração.
Em 2008, pneumonia ocorreu em, aproximadamente, 156 milhões de crianças (151 milhões nos países em desenvolvimento e 5 milhões nos países desenvolvidos).20 Isso resultou em 1,6 milhões de mortes, ou 28-34% de todas as mortes em menores de cinco anos de idade, dos quais 95% ocorreram nos países em desenvolvimento.14 20 Países com o maior fardo da doença incluem: Índia (43 milhões), China (21 milhões) e Paquistão (10 milhões).29 É a principal causa de morte entre crianças em países de baixa renda.20 28 Muitas dessas mortes ocorrem no período neonatal. A Organização Mundial da Saúde estima que, uma em cada três mortes de bebês recém-nascidos, são devido à pneumonia.30 Cerca de metade destas mortes são evitáveis​​, teoricamente, já que elas são causadas ​​pelas bactérias para as quais existe uma vacina eficaz disponível.

9794 – Cuidado com o bichano – Mordidas de gato podem ser fatais


gato preto

A raiva e a toxoplasmose são enfermidades conhecidas que podem ser transmitidas de gatos a humanos. Mas uma terceira merece atenção: a doença da mordida do gato. Causada pela bactéria Pasteurella multocida, encontrada na saliva de quase 90% dos felinos, a infecção precisa ser tratada com antibióticos. Em casos extremos, ela pode ser fatal.
Mordidas de gato na mão podem levar a infecções sérias, que exigem internação, causadas pela bactéria Pasteurella multocida.
Um estudo feito por uma equipe de pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e publicado na edição de fevereiro do Journal of Hand Surgery (JHS), acompanhou 193 pacientes que chegaram ao pronto-socorro com mordidas de felinos entre 2009 e 2011. Trinta por cento deles foram hospitalizados e permaneceram no hospital por três dias. A outra parte foi tratada com antibióticos. No total, oito desses pacientes tiveram de passar por mais de uma cirurgia na mão. As complicações envolviam problemas de circulação e até perda parcial da mobilidade.

A causa da maior parte das infecções foi a bactéria Pasteurella multocida, normalmente tratada com amoxicilina. “Vermelhidão, inchaço, dor e dificuldades para mover a mão são sinais de que pode existir uma infecção e é preciso buscar tratamento”, afirma Brian T. Carlsen, principal autor do estudo e cirurgião na Clínica Mayo. “A mordida de gato penetra facilmente na pele. As bactérias se multiplicam rapidamente e a cirurgia é normalmente necessária”.
As mordidas dos bichanos correspondem a cerca de 15% das tratadas em hospitais nos Estados Unidos — e elas carregam mais Pasteurella que a dos cachorros. A bactéria, que faz parte da flora presente na boca de cães e gatos em todo o mundo, não provoca nenhum tipo de doença para eles. E também não causam problemas quando entram em contato com a pele humana por meio das lambidas. Mas, se penetram no corpo humano – com mordidas ou, mais raramente, arranhaduras – podem causar infecções na pele, no tecido subcutâneo e até no músculo. Sem tratamento, pode levar a complicações como necrose da pele, osteomielite (infecção dos ossos), pneumonia ou até septicemia, conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por infecção.
Mesmo sem sinais claros de infecção é necessário o acompanhamento médico e o tratamento com antibióticos, como a amoxilina”, diz o especialista. Barbosa lembra que, além da Pasteurella, é também necessária a prevenção contra raiva (que pode estar presente no organismo de felinos se, eventualmente, ele tiver contato com animais como morcegos) e contra bactérias presentes em nossa pele, que, por meio da mordida, têm acesso ao sangue. “As mordidas são ainda mais agressivas em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como idosos ou pessoas tratadas com imunossupressores”.
Além das dentadas, Barbosa alerta para a doença conhecida como da “arranhadura” do gato, causada por bactérias do gênero Bartonella. Ela está presente nas unhas do bichano e pode causar infecção dos gânglios linfáticos. É menos agressiva, pois essas bactérias se multiplicam lentamente, mas pode provocar inchaço e febre. “É comum atendermos casos graves de infecções de pele por negligência. Por isso, é bom ficar atento a arranhões e mordidas de animais e sempre procurar um hospital”.

9647 – História da Medicina – A Peste Negra


Embora haja desacordo, as estimativas são de 75 a 200 milhões de mortes. Estudiosos mais conservadores estimam que a população mundial de 450 milhões teria caído para 350 a 370 milhões.
A bactéria causadora da epidemia teve origem na China ou na Ásia Central, de onde viajou pela rota da seda, nos intestinos das pulgas que infestavam os ratos. Chegando ao Mediterrâneo, os ratos se encarregaram de levá-las para os navios, que disseminaram a doença pelos portos em que atracavam.
Relatos históricos dão conta do sofrimento humano. O poeta Boccaccio, que viveu em Florença nessa época, fez a seguinte descrição:
“Em homens e mulheres, ela se manifesta pela emergência de certos tumores nas virilhas e axilas, alguns dos quais chegam ao tamanho de uma maçã; outros, ao de um ovo… Dessas duas regiões do corpo esses tumores mortais logo começam a propagar-se e a espalhar-se em todas as direções; depois disso, a apresentação se modifica, em muitos casos manchas negras ou lívidas aparecem nos braços, nas coxas e outras partes, de início poucas e grandes, mais tarde pequenas e numerosas. Assim como os tumores, as manchas negras são sinais infalíveis de que a morte se aproxima daqueles nos quais se manifestam”.
Faltou dizer que a febre atingia 41 graus, os vômitos eram sanguinolentos, e que alguns desenvolviam complicações pulmonares, enquanto outros se curavam espontaneamente. Cerca de 80% iam a óbito em uma semana, proporção que aumentava para 90% quando havia comprometimento pulmonar e beirava 100% nos casos de septicemia.
As explicações para as epidemias de peste que já afligiam a Europa nos tempos de Justiniano, no século 8, eram imaginativas: conjunção de três planetas que espalharia pestilência no ar, terremotos, mendigos, peregrinos, estrangeiros, envenenamento dos poços de água pelos judeus (sempre eles), suposições que justificavam massacres sangrentos.
Foi apenas em 1894, quando um grupo de bacteriologistas visitou Hong Kong, que o agente etiológico, a Yersinia pestis, foi identificado por Alexandre Yersin.
Curiosamente, mesmo antes dos antibióticos, os casos mais recentes de peste não provocavam mortalidade elevada. As bactérias daqueles tempos seriam mais virulentas ou as pessoas mais fracas e desnutridas?
O advento de técnicas modernas de sequenciamento de DNA tem ajudado a decifrar essa questão. Um grupo de canadenses e americanos extraiu o DNA encontrado em dentes e ossos de pessoas enterradas no cemitério de East Smithfield, em Londres, última morada das vítimas da peste do século 14.
Em 2011, os resultados publicados na revista Nature mostraram que a Yersinia pestis daquela época está extinta, de fato. O genoma desse ancestral, no entanto, é bastante similar ao da bactéria de hoje.
Trabalhando com amostras antigas e recentes da bactéria, outros grupos observaram que a peste europeia foi causada por uma das 11 cepas que já circulavam na época de Justiniano. Entre os séculos 6 e 8, teria ocorrido um “big bang” de diversidade entre as yersínias, surgindo cepas novas dotadas de agressividade variável.
De acordo com esse modelo, deslocamentos humanos como os das Cruzadas e outras guerras, teriam criado pressões seletivas para que as bactérias se adaptassem rapidamente a ambientes estranhos e novos hospedeiros. Nessa luta pela sobrevivência, teriam levado vantagem as yersínias mais virulentas.
A partir de 1351, quando a epidemia europeia arrefeceu, a cepa virulenta que lhe havia dado origem pôde replicar-se com menos frequência, tornando-se mais estável, portanto mais semelhante às que circulam hoje entre seres humanos e roedores.
Estudos como esses têm sido realizados com os agentes de enfermidades responsáveis pelas mortes em massa do passado: varíola, tuberculose, hanseníase, sífilis e até o da praga da batata que matou de fome um milhão de irlandeses, entre 1845 e 1852.
Na santa ignorância em que viviam, quando nossos antepassados medievais imaginariam que, séculos mais tarde, desvendaríamos os segredos mais íntimos dos germes que lhes tiraram a vida?

9553 – Medicina – A Meningite


MENINGITE

Trata-se da inflamação nas meninges, que são 3 membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal. Tanto o cérebro quanto a medula espinhal são protegidos por uma estrutura óssea, que são o crânio e a coluna vertebral. Entretanto, não há contato direto com o tecido nervoso e os ossos. Entre eles existe 3 delicadas lâminas de tecidos conjuntivo denominados meninges, cuja função é proteger o delicado tecido nervoso. Em determinadas ocasiões, vários tipos de germes podem chegar ás meninges e ali se instalar e multiplicar, resultando numa inflamação que causará vilolentas dores de cabeça, febre alta, enrijecimento do músculo da cabeça, vômitos frequentes, calafrios, reação á luz e perda da consciência. A doença já foi mais perigosa no passado, mas hoje, com melhores recursos, os prognósticos são menos sombrios, desde que o diagnóstico seja rápido.

Meningite é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Mais raramente, as meningites podem ser provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose.
Nas meningites virais, o quadro é mais leve. Os sintomas se assemelham aos das gripes e resfriados. A doença acomete principalmente as crianças, que têm febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, inapetência e ficam irritadas. Uma vez que os exames tenham comprovado tratar-se de meningite viral, a conduta é esperar que o caso se resolva sozinho, como acontece com as outras viroses.
Meningites bacterianas

As meningites bacterianas são mais graves e devem ser tratadas imediatamente. Os principais agentes causadores da doença são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo.
Em pouco tempo, os sintomas aparecem: febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de septicemia aumenta muito. Nos bebês, a moleira fica elevada.
Importante: os sintomas característicos dos quadros de meningite viral ou bacteriana nunca devem ser desconsiderados, especialmente em duas faixas etárias extremas: nos primeiros anos de vida e quando as pessoas começam a envelhecer. Na presença de sinais que possam sugerir a doença, a pessoa deve ser encaminhada para atendimento médico de urgência.

Diagnóstico
Todos os tipos de meningite são de comunicação compulsória para as autoridades sanitárias. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica do paciente e no exame do líquor, líquido que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo do agente infeccioso envolvido.
Se houver suspeita de meningite bacteriana, é fundamental introduzir os medicamentos adequados, antes mesmo de saírem os resultados do exame laboratorial. O risco de sequelas graves cresce à medida que se retarda o diagnóstico e o início do tratamento. As lesões neurológicas que a doença provoca nesses casos podem ser irreversíveis.
A vacina contra o Haemophilus influenzae tipo B também protege contra a meningite e faz parte do calendário oficial de vacinação.
A vacina contra a meningite por pneumococo, embora tenha sido lançada na Europa e nos Estados Unidos, onde as características da bactéria são um pouco diferentes, fornece boa proteção também no nosso País.
A partir de 2011, a vacina conjugada contra meningite por meningococo C faz parte do Calendário Básico de Imunização. O esquema de vacinação obedece aos seguintes critérios: uma dose deve ser aplicada aos três meses; outra, aos cinco meses e a dose de reforço, aos doze meses.

Tratamento
O tratamento das meningites bacterianas tem de ser introduzido sem perda de tempo, porque a doença pode ser letal ou deixar sequelas, como surdez, dificuldade de aprendizagem, comprometimento cerebral. Ele é feito com antibióticos aplicados na veia.
Assim como para as outras enfermidades causadas por vírus, não existe tratamento específico para as meningites virais. Os medicamentos antitérmicos e analgésicos são úteis para aliviar os sintomas.
Meningites causadas por fungos ou pelo bacilo da tuberculose exigem tratamento prolongado à base de antibióticos e quimioterápicos por via oral ou endovenosa.

Recomendações
* Cuidados com a higiene são fundamentais na prevenção das meningites. Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;

* Alguns sintomas da meningite podem ser confundidos com os de outras infecções por vírus e bactérias. Não fique na dúvida: criança chorosa, inapetente e prostrada, que se queixa de dor de cabeça, precisa ser levada, o mais depressa possível, para avaliação médica de urgência.

9550 – Saúde – Chega de mortes idiotas


Cerca de três milhões de pessoas morrem por ano por causa de doenças que poderiam ser evitadas com estratégias de prevenção ou tratamento que já existem. Quase todas estão em países pobres. Calcula-se que só as doenças negligenciadas, definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como males que recebem pouco investimento para pesquisa e novos remédios, atingem um bilhão de pessoas por ano. Dessas, cerca de 1 milhão morrem. “Esse número pode ser ainda maior, já que morre muita gente sem saber o que tinha”. Outras doenças ainda mais comuns, como pneumonia e diarreia, fecham a soma dos milhões de mortes bestas pelo mundo. E a maioria delas precisaria de pouco para ser evitada. É o que aconteceu com a malária: em uma década, a taxa de mortalidade da parasitose caiu pela metade graças à distribuição de 400 milhões de mosquiteiras com inseticida. No Brasil, as mortes por diarreia caíram em 95% desde 1980, com campanhas educativas e de vacinação contra rotavírus, além de melhorias no saneamento básico e acesso à água tratada.

9321 – Mega Cientistas – Albert Sabin


Formado em Medicina em 1931
Formado em Medicina em 1931

Ele fora dentista e descobriu uma vacina que utilizava vírus vivos da Pólio administrados por via oral, sendo 3 doses sufientes para imunizar a criança até os 9 anos e 2 quando a criança tem menos de 6 meses de idade.
Białystok, 26 de agosto de 1906 — Washington, 3 de março de 1993
Sabin nasceu em uma família de judeus, em 1906, na cidade de Białystok, então parte da Rússia (atualmente na Polônia), e imigrou em 1921 para os Estados Unidos com sua família. Sabin estudou medicina na Universidade de Nova Iorque e desenvolveu um intenso interesse em pesquisa, especialmente na área de doenças infecciosas. Em 1931, completou o doutorado em medicina. Passou uma temporada trabalhando em Londres em 1934, como representante do Conselho Americano de Pesquisas. De volta aos Estados Unidos, tornou-se pesquisador do Instituto Rockfeller de Pesquisas Médicas. Nesse instituto, demonstrou o crescimento do vírus da poliomielite em tecidos humanos.
Sabin esteve várias vezes no Brasil, acompanhando pessoalmente o combate à poliomielite, tendo se casado em 1972 com a brasileira Heloísa Sabin.
Centenas de escolas, hospitais, clínicas e instituições brasileiras levam o seu nome. O cientista recebeu do governo brasileiro, em 1967, a Grã-Cruz do Mérito Nacional.
Em 1946 Sabin tornou-se o líder de Pesquisa Pediátrica na Universidade de Cincinnati.
Publicou mais de 350 estudos, que incluem trabalhos sobre pneumonia, encefalite, câncer e dengue; foi o primeiro a isolar o vírus da dengue: o tipo I na área do mediterrâneo, durante a Segunda Guerra Mundial, e o tipo II na região do Pacífico.
Com a ameaça da pólio crescendo, após a Segunda Guerra Mundial, ele e outros pesquisadores, notadamente Jonas Salk em Pittsburgh, iniciaram a busca por uma vacina para prevenir ou amenizar a doença. A vacina de Salk, desenvolvida com vírus “inativado ou morto”, foi testada e liberada para o uso em 1955. Ela era eficaz na prevenção da maioria das complicações da pólio, mas não prevenia a infecção inicial de acontecer.
A inovação de Sabin aconteceu cerca de cinco anos depois, quando o Serviço Público de Saúde dos Estados Unidos apoiou sua vacina com vírus “vivo” para a pólio em 1961. Seu produto, preparado com o vírus atenuado da pólio, poderia ser tomada oralmente, e prevenia a contração da moléstia. Esta é a vacina que eliminou efetivamente a pólio em quase todo o mundo (exceto em alguns países na África e Ásia)
Sabin renunciou aos direitos de patente da vacina que criou, facilitando a difusão da mesma e permitindo que crianças de todo o mundo fossem imunizadas contra a poliomielite, que é mais conhecida como paralisia infantil no Brasil.
Albert Sabin morreu de ataque cardíaco, aos 86 anos, em sua casa em Washington, em 1993. No mesmo ano, foi fundado naquela cidade o Instituto Sabin de Vacinas, a fim de dar prosseguimento às pesquisas sobre vacinas e perpetuar o legado construído por ele.

9295 – Saúde – Catapora em adultos (?)


A doença, causada pelo vírus Varicela-zoster e, por isso, também chamada varicela, é mais rara em adultos. Cerca de 90% das pessoas têm a catapora ainda na infância, entre 2 e 8 anos, conta a pediatra Mônica Levi, do setor de vacinação da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias e em Imunizações, a Cedipi, em São Paulo. Aliás, segundo a especialista, como a doença às vezes é assintomática, muitos adultos nem desconfiam que tiveram o problema quando pequenos. As feridinhas poderiam ser confundidas com picadas de inseto e a febre, considerada apenas ocasional.
Mas os médicos constatam que, ao se manifestar no indivíduo adulto, o vírus consegue causar mais complicações. Ao comparar com a catapora na criança, observamos que nos adultos aparecem mais lesões, diz Mônica. Além das feridinhas espalhadas pelo corpo, outros sintomas que acometem os pequenos, como febre alta, fadiga, falta de apetite e dor de garganta, também dão as caras nos mais velhos. Num quadro de varicela, o organismo também se torna alvo fácil de outros microorganismos, sobretudo das bactérias. Elas podem ser responsáveis por infecções de pele, além de otites e sinusites.
As complicações mais sérias, no entanto, ocorrem quando o Varicela-zoster migra para órgãos estratégicos como os pulmões ou o cérebro. Pneumonias aparecem como decorrência da catapora por duas razões: ou o vírus venceu a resistência e invadiu o pulmão ou, como o corpo está mais suscetível, bactérias conseguem desencadear a infecção. A ameaça ao cérebro é gravíssima. Embora seja mais difícil de acontecer, o vírus pode atacar o encéfalo causando dores de cabeça, febres, vômitos e convulsões sintomas parecidos com os da meningite.
E esse perigoso ataque ao cérebro é capaz de deixar sequelas, já que as lesões causam paralisias e distúrbios motores. A lista de encrencas derivadas da doença é grande. Entre as complicações mais raras, dá para destacar hepatites, pancreatites e até infecções na retina. Nos imunodeficientes, como portadores de HIV ou pessoas com câncer, a varicela deve acionar todos os alertas.