13.251 – Português – Linguagem Coloquial


capoliglota
Compreende a linguagem informal, ou seja, é a linguagem cotidiana que utilizamos em situações informais, por exemplo, na conversa com os amigos, familiares, vizinhos, dentre outros.
Quando utilizamos a linguagem coloquial decerto que não estamos preocupados com as normas gramaticais, e por isso, falamos de maneira rápida, espontânea, descontraída, popular e regional com o intuito de interagir com as pessoas.
Dessa forma, na linguagem coloquial é comum usar gírias, estrangeirismos, abreviar e criar palavras, cometer erros de concordância, os quais não englobam as preocupações com a norma culta.
Para tanto, quando escrevemos um texto é muito importante que utilizemos a linguagem formal (culta), ou seja, gramaticalmente correta.
Isso é um problema que ocorre muitas vezes com os estudantes que tentam produzir um texto, e por estarem tão familiarizados com a linguagem falada, não conseguem se distanciar da maneira de falar.
Outro fator importante para apontar é que a linguagem utilizada pode identificar seu meio social, suas condições econômicas, dentre outros fatores.

13.174 – O que são Metáforas?


figurativo
Leia esses versos de Chico Buarque:
“Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira”.

Observe que o eu lírico mantém uma relação de similaridade entre os termos “boca” e “cadeado”, de modo que as características do “cadeado” (fechado) sejam atribuídas à “boca”. O mesmo ocorre entre os termos “corpo” e “fogueira” (ambos são quentes).

Existe aqui uma transferência da significação própria de uma palavra, no caso aqui “cadeado” e “fogueira”, para outra significação quem lhe convém graças a uma comparação existente no espírito do autor, ou seja, acontece de maneira implícita. A isso chamamos metáfora.

Veja outros exemplos de metáfora:

“O samba é o pai do prazer
O samba é filho da dor”.

(Caetano Veloso)

Nesses versos, o poeta faz referência a duas informações inerentes ao samba. Como “pai do prazer”, refere-se ao espírito festivo e contagiante que envolve a dança; como “filho da dor”, remete-nos a refletir sobre a origem do ritmo, dando ênfase ao sofrimento da raça negra desde o primeiro contato com o homem branco.

Os versos a seguir, de Cecília Meireles, apresentam um tipo diferente de metáfora:

“Pelos vales de teus olhos
de claras águas antigas
meus sonhos passando vão”.

Neste caso, “águas” e “vales” mantém uma relação de similaridade, fazendo-nos entender que os olhos de quem o eu lírico se refere estão marejados de lágrimas. Nesse caso, a metáfora aconteceu por substituição, ou seja, o vocábulo “águas” foi empregado no lugar de “vales”, evitando a repetição e adicionando mais um sentido a ela.
Em suma, metáfora é a figura de linguagem que consiste em empregar uma palavra num sentido que não lhe é comum ou próprio, numa relação de semelhança entre dois termos.

13.173 – Português – Parônimos e Homônimos


teste-de-portugues
Parônimos são palavras com escrita e pronúncia parecidas, mas com significado (sentido) diferente.

– O homem fez uma bela descrição da mulher.
– Use a sua discrição, Paulo.

Amoral – nem contrário e nem conforme a moral
Imoral – contrário à moral
Arrear – pôr arreios
Arriar – colocar no chão
Comprimento – extensão, grandeza e tamanho
Cumprimento – saudação
Descrição – falar sobre
Descriminar – inocentar
Emergir – mostra-se
Imergir – mergulhar

Homônimos são palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

– A manga está uma delícia.
– A manga da camisa ficou perfeita.

– O político foi cassado por corrupção.
– O lobo foi caçado por bandidos.

Tipos de homônimos: homógrafos, homófonos e homônimos perfeitos.

Homógrafos – mesma grafia e som diferente.
– Eu começo a trabalhar em breve.
– O começo do filme foi ótimo.

Homófonos – grafia diferente e mesmo som.

– A cela do presídio está lotada.
– A sela do cavalo está velha.

Homônimos perfeitos – mesma grafia e som.
– Vou pegar dinheiro no banco.
– O banco da praça quebrou.

Acender – colocar fogo
Ascender – subir
Aço – metal
Asso – verbo assar conjugado
Censo – recenseamento
Senso – julgar
Cessão – ceder
Seção – divisão
Sessão – reunião
Coser – costurar
Cozer – cozinhar
Manga – fruta
Manga – parte da camisa
Sexta – dia da semana (sexta-feira)
Cesta – receptáculo
Sesta – descanso

13.172 – Linguística – O Português Arcaico


Se originou através da mistura entre os dialetos árabes e do latim, trazido à península ibérica durante a invasão muçulmana, dando, primeiro, origem ao galego-português, língua que mais tarde seria oficial em Portugal. Esta fase foi chamada de trovadoresca, e terminou em meados do século XIII.
Em uma fase seguinte, com os primeiros documentos escritos em língua portuguesa, temos o português arcaico. Iniciou-se o processo de diferenciação entre o português e o galego-português, e a separação entre o galego e o português, iniciada com a independência de Portugal no ano de 1185. Mais tarde esta separação se consolidaria ainda mais, principalmente com a expulsão dos mouros (1249) e com a derrota dos castelhanos (1385).
É importante saber que não há, no processo de evolução da língua, uma delimitação clara entre um período e outro. A divisão em períodos existe mais para fins didáticos, mas textos encontrados desta época contém elementos tanto do galego-português quanto do português propriamente dito e normatizado, pois os escritos são produzidos pelo povo, e a separação das duas línguas (galego e português) foi um processo que envolveu fatores sociais, políticos, históricos e linguísticos. Aos poucos a língua foi se transformando, a prosa literária foi se consolidando, e as normas foram surgindo.
Outro fator influente na evolução da língua foi a expansão do império português através das navegações que proporcionaram o contato com outras línguas, espalhando-se assim pela Ásia, África e América. Este processo aconteceu entre os séculos XIV e XVI, período em que a língua portuguesa foi sofrendo influências destas localidades, de onde trouxeram muitas palavras e expressões, incorporando-as à língua portuguesa.
Outra influência considerável foi a das línguas europeias, na mesma época, devido ao prestígio artístico-literário que estes países tinham. Muito da cultura dos países europeus foi trazido para Portugal, e a língua não poderia deixar de sofrer estas influências.
Com o Renascimento a língua recebeu elementos eruditos, influências do italiano e do grego, tornando-se ainda mais complexa.
O final deste período de evolução da língua foi marcado pela publicação do Cancioneiro Geral em 1516, por Garcia Resende.

13.148 – Curiosidades – De onde vem a palavra “tchau”?


Vem do italiano ciao. Este, por sua vez, vem do dialeto de Veneza, e originalmente era sciao – redução de schiavo (escravo).
Ao encontrar-se ou despedir-se de alguém, a pessoa dizia sono vostro schiavo (“sou seu escravo”), como sinal de disponibilidade, cortesia.
Em Gênova, ciao virou ciau, que originou o espanhol chau e o português “tchau”.

Tchaus internacionais
Doei (Holandês)
Do svidaniya (Russo)
Sayonara (Japonês)
Poroporoaki (Maori)
Tschüss (Alemão)
Zaijian (Chinês)

13.101 – Linguística – De onde veio a Língua Portuguesa?


lingua-portuguesa
Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa “falar à maneira dos romanos”). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a “Grammatica de Lingoagem Portuguesa”. Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como “arte de falar e escrever corretamente”.

13.012 – Linguística – Quais os países que falam o Português?


portugues-no-mundo
A língua portuguesa é a quinta mais falada no mundo e a terceira do mundo ocidental, superada pelo inglês e pelo castelhano. Atualmente, aproximadamente 250 milhões de pessoas no mundo falam português e o Brasil responde por cerca de 80% desse total.
Diante disso, a língua portuguesa é instituída como oficial em Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Brasil, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Princípe e Guiné Equatorial. Diante da grandiosidade da língua, em países do MERCOSUL é obrigatório o ensino do português como disciplina escolar.
Existem ainda lugares que utilizam a língua de forma não oficial, assim o idioma é falado por uma restrita parcela da população, são eles: Macau e Goa (um estado da Índia).
A dispersão da língua em distintos continentes deve-se principalmente à política de expansão de Portugal, especialmente nos séculos XV e XVI, quando ocorreu a exploração de uma grande quantidade de colônias. Sendo assim, a língua da metrópole foi introduzida e logo se juntou com as culturas locais, formando uma diversidade de dialetos. Essa nova forma de falar o português fora da pátria mãe era denominada de criolo.
O português é oriundo do latim vulgar (essa variação era apenas falada), língua que os romanos inseriram em uma região ao norte da Península Ibérica, chamada de Lusitânia. A partir da invasão dos romanos na região, praticamente todos os povos começaram a usar o latim, salvo o povo basco. Nesse processo teve início a constituição do espanhol, português e o galego.
Em sua essência é uma língua românica, ou seja, ibérico-românico, que deu origem também ao castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.
O português se diferencia por meio da variedade de dialetos e subdialetos e no âmbito internacional, pois a língua é classificada em português brasileiro e europeu.

11.670 – Linguística – Finalmente uma língua universal?


De acordo com um artigo na revista acadêmica PNAS, uma das publicações de maior respaldo no meio científico, cientistas descobriram uma propriedade em comum nos principais idiomas falados atualmente no planeta. Esse fator pode possibilitar o desenvolvimento de uma linguagem universal, um espécie de gramática capaz de enquadrar todos os idiomas vigentes na linguagem dos humanos.
Embora ainda não tenha uma aplicação científica específica, a classificação de padrões repetitivos para indicar coisas semelhantes em línguas distintas é um ferramenta que pode auxiliar a criação de produtos tecnológicos de fácil compreensão e operação para qualquer pessoa, esteja ela situada em qualquer cultura ou país. Vale lembrar que a pesquisa do MIT, Massachusetts Institute of Technology, foi patrocinada pelo governo dos EUA.
Entretanto, outros pesquisadores argumentam que a “linguagem universal” não passa de utopia, já que, embora hajam semelhanças nos 37 idiomas, existem grandes diferenças que surgiram perante a necessidade de classificar fatos e situações de cotidiano únicas de cada cultura – isso sem analisar a interação da linguagem falada com a linguagem gestual, que abre um leque imenso de possibilidades de comunicação.

11.490 – Português – De onde vêm os termos magnífico, excelentíssimo e meritíssimo?


Do latim. Magnífico, que se refere aos reitores de universidades, vem de magnum – imponente, grandioso. Os juízes são tratados como meritíssimo, originário da palavra meritus, merecedor. Subentende-se que seja merecedor de confiança. Já excelentíssimo é um termo mais abrangente. Pode ser empregado para senadores, deputados e até para o presidente. A origem é o termo excellentem, traduzido como “aquele que eleva-se acima de”. Seria uma forma de distinguir alguns indivíduos no meio da multidão. O que não é possível precisar é a partir de quando essas palavras viraram uma forma de tratamento. É certo que foi em Portugal, mas não se sabe em que século. “Não existe dicionário histórico-etimológico da Língua Portuguesa”.

11.075 – O que Hipócrates tem a ver com Hipocrisia?


Nada a ver. Parece mas não é

Hipocrisia vem do Grego HYPOKHRINESTHAI, “representar um papel, fingir”, formado por HYPÓS, “abaixo”, mais KRINEIN, “separar, escolher, peneirar”.
A evolução do sentido foi de “separar gradualmente” para “responder”, para “responder dentro de uma peça de teatro”, para “representar, fingir um papel”.

E o nome de Hipócrates vem de HIPPOS, “cavalo” mais o verbo KRATEO, “eu domino”. É um nome muito antigo, que refletia a época em que uma pessoa que controlava um cavalo se destacava no seu meio.
Veja que ambos os prefixos eram totalmente diferentes (inclusive na pronúncia), mas acabaram sendo iguais em nosso idioma, por conta das simplificações de grafia.
“Hipócrates” era um nome próprio grego formado por HIPPOS, “cavalo” mais o verbo KRATÉO, “eu domino, eu tenho poder sobre, eu controlo”.
Foi um nome criado numa época em que domar cavalos e cuidar deles tinha um significado especial para uma nação.
Observe que o início de “Hipócrates” e “Hipócrita” hoje é igual; alterações ortográficas do nosso idioma levaram a uma convergência de forma. Mas, em sua origem, um era HIPPO- e outro HYPÓ- (este “Y” soava como o “U” francês); eram palavras bem distintas em significado e som.
Processo semelhante sofreram KRATÉO e KRÍNEIN, cujas resultantes atuais nas palavras em questão se diferenciam muito pouco.

11.050 – Evolução – Como Darwin explica a evolução das línguas?


Para o filósofo americano Daniel Cloud, a seleção artificial está por trás da evolução das línguas, do significado das palavras e do vocabulário.
A linguagem humana é como nossos cachorros e gatos. Da mesma maneira que domesticamos os animais e selecionamos suas características para que se tornassem bichos de estimação, escolhemos as palavras para que as línguas sejam exatamente o que queremos. Para o filósofo americano Daniel Cloud, os conceitos do naturalista britânico Charles Darwin (1809-1892) governam a origem e desenvolvimento da nossa linguagem, uma mera ferramenta que nos ajuda a ter sucesso no ambiente.
Em seu segundo livro, The Domestication of Language (A Domesticação da Linguagem, em tradução livre), lançado em dezembro nos Estados Unidos, Cloud conta como os termos que usamos sobrevivem ou desaparecem de acordo com as rígidas leis da seleção artificial. A evolução não perdoa substantivos ou adjetivos mal adaptados.
Cloud, que é professor da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, retira a discussão sobre as palavras do terreno da linguística e promove seu retorno aos domínios da filosofia, ocupando-se de questões como sua origem, objetivos e o processo por trás do significado dos termos que usamos no cotidiano. Reunindo cerca de três décadas de seu trabalho de pesquisa sobre a linguagem, discute as últimas descobertas sobre o tema e explica os passos que o levaram a concluir que a biologia é a força por trás da evolução de nossas línguas. Para isso, constrói seus argumentos com o apoio de filósofos antigos e contemporâneos, como o grego Sócrates (século V a. C), o austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) ou o americano Daniel Dennett, um dos primeiros contemporâneos a relacionar os conceitos de Darwin e nossa linguagem.

Buscando as bases científicas que revelam como os primeiros hominídeos aprenderam a criar os sons articulados que hoje conhecemos como palavras e de que forma elas se transformaram ao longo dos anos, Cloud demonstra que somos o “design inteligente” por trás de palavras e expressões. Temos o controle sobre seu destino e convivemos com elas em uma relação de simbiose, como a que temos com as bactérias que vivem em nosso intestino. Enquanto fornecemos o ambiente ideal para que a linguagem sobreviva, ela nos ajuda a viver melhor, ter sucesso reprodutivo e passar os genes adiante.

Ele afirmou em entrevista:
“É uma adaptação incrível que apenas se desenvolveu nos homens e na Terra, até agora – apesar de não sabermos exatamente o que golfinhos, baleias ou elefantes fazem para nos certificar de que possuem algo igualmente maravilhoso, apenas diferente. Há muitas coisas maravilhosas na natureza que começaram simples e evoluíram. Nosso mundo é o tipo de lugar que cria coisas como nós e, provavelmente, outras coisas inteligentes. Somos maravilhosos, assim como toda a natureza que nos rodeia. O que nos faz especiais não é nossa linguagem, é a grande responsabilidade que temos com nosso mundo.”

10.408 – Dito Popular – O que significa a expressão “estar num mato sem cachorro”?


Na verdade essa expressão mudou com o passar do tempo.
Ela vem das antigas caçadas a raposas na Inglaterra, onde a expressão correta traduzida era: -“Não mato sem cachorro”, pois sem o cão, o caçador ficaria perdido.
Atualmente refere-se a quem se está numa situação aparentemente sem saída, e que não pode contar com ajuda de ninguém.
Se estivesse numa mata, perdido e tivesse ao menos o cachorro ele poderia lhe guiar para fora dali…ou a local onde tivesse água e comida.
A caça é uma atividade desenvolvida pelo homem desde os primórdios. Os homens das cavernas já caçavam, há registros da atividade na bíblia e na história de um modo geral, durante as eras. E nesta atividade o homem sempre teve como fiel companheiro o cachorro, que tinha a função de captar o cheiro da presa e localizá-la, sendo fundamental para o sucesso da empreitada.
É daí que surge o sentido da expressão popular “no mato sem cachorro”. A ideia de um caçador no meio da floresta sem o fiel companheiro canino para auxiliá-lo na caçada denota, de fato, uma situação periclitante.

9692 – Por que se chama de “Negra” a partida de desempate?


É uma das expressões mais politicamente incorretas da língua portuguesa.
Sua origem remonta á época da escravatura. Era comum entre os senhores de escravos, quando se reuniam para disputar algum jogo, adotar como premiação a posse de uma escrava. Por isso diziam estar disputando uma “negra”. eram promovidas algumas competições para punir as mulheres mais atraentes, com a intenção de usa-las sexualmente.. A expressão se disseminou pelo paíes, não apenas no futebol, mas com outros esportes, ainda na priemira metade do século 20.

9684 – Linguística – Expressões populares com conotação sexual


Um menino chega para uma amiga e comenta que está com dores na virilha. A menina, vermelha de vergonha, fica sem jeito e vai embora. Hoje, essa cena não faria o menor sentido, mas, no século XIII, essa seria a reação esperada. A palavra “virilha” não era lá um termo muito educado para se dizer a uma donzela. Da mesma forma, muitas outras palavras surgiram com uma conotação sexual ou chula e, hoje, são empregadas no dia-a-dia sem o menor pudor. Conheça algumas.

Virilha
Na Idade Média, era tida como palavra obscena, pois deriva do latim virilia, nome dado às partes sexuais do homem. Com o passar do tempo, e pela proximidade anatômica, a palavra comportou-se e passou a designar os músculos localizados na junção da coxa com o tronco.

Esculhambar
Vem do termo “colhão” (testículo) e apareceu com esse sentido no final do século XIII. Há também estudiosos que afirmam que o vocábulo foi oriundo de “ânus”, daí a palavra ter, na segunda sílaba, um sinônimo mais vulgar para o termo. O processo pelo qual esse verbo deixou seu passado chulo é pouco conhecido. Atualmente, a palavra é sinônimo de avacalhar, desmoralizar, ridicularizar.

Bacana
A teoria mais conhecida sobre o passado desse vocábulo afirma que bacana se originou da palavra bacanal – festa pouco comportada em homenagem a Baco, deus do vinho na Roma antiga. A palavra seria o feminino de bacano – ou seja, um termo utilizado para designar as mulheres que participavam das bacanais. Outra corrente admite “bacana” como uma variante de macana, uma arma parecida com uma clava usada pelos índios taínos, do Haiti. De macana surgiu o derivado “macanudo”, com sentido de “grosso como um tacape”, que depois passou a significar “grande” e “extraordinário”.

Babaca
Usado, em tempos antigos, como sinônimo chulo do órgão sexual feminino. Babaca vem do latim balbu, originalmente gago, que deu em bobo, sendo boboca e babaca algumas de suas derivações. Babaquice, hoje o mesmo que besteira ou asneira, era o termo utilizado para indicar “o gosto de focinhar a babaca”, como registra o Dicionário de Termos Eróticos e Afins, de Horácio de Almeida (Editora Civilização Brasileira, 1981).

Coitado
Há contradições sobre a origem desse vocábulo. Alguns especialistas acham que vem de coito (ato sexual). Eles acreditam que a palavra tenha se originado do latim coitus – união, cópula –, que se mesclou com o particípio do verbo coagere, coactus. Esse verbo (que significava “juntar”) seguiu vivo no espanhol com os verbos coger e agarrar, que vulgarmente indicam o ato sexual. Para essa teoria é possível que exista a relação de coitado com desgraçado – afinal, antigamente o ato sexual era usado metaforicamente para designar desgraça e aflição das donzelas que perdiam a virgindade. Mas, atenção! Para a maioria dos conhecedores da língua portuguesa, essa teoria está furada. Segundo eles, coitado vem de coita – palavra presente nos dicionários atuais e que manteve seu sentido original como sinônimo de desgraça, aflição, pena ou mal. E que não tem nada de obsceno.

Aporrinhar
A mesma coisa que apoquentar ou aborrecer. O termo surgiu no final do século XIX e é um vocábulo que faz parte do grupo dos descendentes da palavra “porra”, tais como pô, porrada (grande quantidade ou pancada), esporro (bronca, na linguagem coloquial) e porra-louca (pessoa sem noção de responsabilidade). Todas elas perderam a conotação sexual que sua palavra de origem mantém até hoje. “Porra”, definida nos dicionários como esperma ou pênis, é um termo antigo que significava “clava com saliência arredondada num dos extremos”. Por ironia do destino, o vocábulo, até o século XV, estava longe de fazer parte do clã dos palavrões e do vocabulário chulo. Ele servia para designar um cetro eclesiástico usado por autoridades da Igreja durante procissões e outras cerimônias.

Recuar
Não é preciso muita imaginação para decifrar de onde provém esse vocábulo, sinônimo de hesitar e retroceder. A palavra é derivada do latim reculare, assim como os termos recular (espanhol), rinculare (italiano) e reculer (francês), todos com origem datada do século XVI. Recuar é literalmente ir com o ** para trás (os asteriscos designam uma palavra de duas letras que talvez fosse melhor representada por um asterisco só). É também a ação de evitar ser acuado, isso é, ser ameaçado de tomar naquele lugar.

9075 – Curiosidades – Qual a origem dos sobrenomes?


Hoje obrigatório, o sobrenome era um privilégio até o fim da Idade Média no Ocidente. Apenas nobres tinham um complemento oficial ao nome próprio, geralmente ligado à região em que eram soberanos.
Mas, conforme a população começou a aumentar e circular, um nome só (ainda que composto) não era mais suficiente para distinguir os plebeus, e o povo passou a ser identificado também por seu ofício, origem, fortuna, físico, personalidade. Para ficar em exemplos portugueses, foi assim que surgiram sobrenomes como Ferreiro, Lisboa, Rico, Longo, Valente etc. Aos poucos o hábito se disseminou e foi sendo passado para as novas gerações. Em 1370, já se encontra a palavra “sobrenome” em documentos
oficiais de diversos países. A partir daí, a diferença passou a ser a maneira de usar, como você vê a seguir.

Veja como varia a composição oficial de um nome em vários países do Ocidente – não vamos nem entrar no Oriente.

origem-sobrenomes

8860 – Linguística – Como nasce uma língua?


Em primeiro lugar, é preciso compreender o que é um idioma. “É o conjunto organizado de signos linguísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Além disso, ele deve ter um número razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação. Do contrário, é só um dialeto”, explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo. Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. O português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também é possível que não haja uma só raiz. É o caso das chamadas línguas germânicas, como o alemão e o dinamarquês. “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam”, afirma um especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.
“No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais”. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.
Hoje o inglês é dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma é bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. “Ainda assim, o inglês falado na Índia é cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua”.

Chinês
Origem – Pré-história, a partir de dialetos como o cantonês, o de Xangai e o de Pequim.
Curiosidade – Só em 1949, com o governo comunista, surgiu uma língua oficial, derivada da fala de Pequim. A escrita, ideográfica (refere-se a significados e não a fonemas), unificou culturalmente o país.
* Tradução: “Eu posso ler japonês.”
Grego
Origem – Nasceu de vários dialetos da península Balcânica no século 8 a.C.
Curiosidade – Foi a primeira língua internacional e com ele nasceram a filosofia e a cultura do Ocidente. Outros idiomas o utilizam em nomes científicos e em palavras como “fósforo” e “estética”.
* Tradução: “Terrível Cronida, o que estás me falando?” (extraído da Ilíada)
Japonês
Origem – Por volta do século 3, ao leste e ao sul do arquipélago japonês.
Curiosidade – Tem 3 sistemas de escrita: o hiragana, o katakana e o kanji (os ideogramas chineses). Por isso, um japonês que não fala uma palavra em chinês pode ler muita coisa nesta língua.
* Tradução: “Eu posso ler chinês.”
Árabe
Origem – Península Arábica, primeiros registros escritos datam do século 5.
Curiosidade – Desenvolveu um alfabeto próprio, que depois foi adotado pelo persa (Irã) e o pashtu (Afeganistão). A língua responsável pelo desenvolvimento da civilização islâmica é falada em 22 países.
* Tradução: “Falo todas as línguas do mundo.”
Latim
Origem – Por volta do século 7 a.C. na região do Lácio, onde Roma foi fundada.
Curiosidade – Expandiu-se junto com o Império Romano e acabou dando origem a cerca de 10 línguas. Ainda hoje é o idioma oficial no Vaticano. Palavras latinas estão em todas as línguas modernas.
* Tradução: “A voz do povo é a voz de Deus.”

8650 – Linguística – Hipócrates e Hipocrisia, Nada a Ver…


A palavra hipócrita veio do grego e designava, a princípio, apenas um ator, um comediante, um histrião, sem as conotações intensamente negativas – de falsidade, dissimulação, fingimento – que hoje estão grudadas nela. Ou melhor: o fingimento estava lá, mas era exercido em nome de uma causa nobre, a de entreter o público.
Todos os filólogos concordam sobre a origem do vocábulo hipocrisia: o grego tardio hypokrisía, com ou sem a intermediação do latim hypocrisis. O dicionário Saraiva define assim o substantivo latino: “elocução, declamação; arte, habilidade para imitar a fala, gestos e modos de uma pessoa”.
Há alguma controvérsia sobre os sentidos primitivos que deram origem à acepção moderna de hipócrita. O Houaiss registra a acepção grega de “intérprete de um sonho, de uma visão; adivinho, profeta” como anterior à de ator – o que pode sugerir uma raiz de charlatanismo para o dissimulado de hoje.
No entanto, o etimologista catalão Joan Corominas liga a hipocrisia diretamente ao trabalho de interpretação de uma peça, sem a interferência de profetas ou adivinhos, ao derivar o termo grego de hypokrínomai, “diálogo”.
Seja como for, é certo que ao desembarcar em português no século XIV a palavra hipócrita já trazia consigo, pronta, a acepção que hoje vemos atribuída com frequência a políticos e outros fingidores. O passo decisivo para a consolidação desse sentido foi, segundo o Saraiva, o uso do vocábulo latino por São Jerônimo (cerca de 347-420), padre e erudito, para designar um tipo bem específico de “ator”: o falso bom cristão, o devoto fingido.
Em tempo: o grego Hipócrates, conhecido como “pai da medicina”, não tem nada a ver com isso.

8589 – Linguística – O Português na América


A língua portuguesa chegou à América por meio de Portugal, durante o período se colonização portuguesa, mas especificamente no Brasil, a partir de 1500. A língua teve, no entanto diversas influências, e a primeira delas foi dos dialetos indígenas locais, pois seria impossível fazer com que os nativos mudassem a língua que já utilizavam sem que levassem com eles as raízes da mesma. Sendo assim, muitas palavras do léxico indígena foram incorporadas ao português falado na América. Exemplos destas palavras são: abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha, etc.
Outra influência bastante marcante foi a dos dialetos africanos, falados pelas pessoas que foram capturadas e trazidos para a colônia, para trabalharem como escravas. Hoje em dia, na África também há localidades em que o Português é a língua oficial, devido à colonização por parte de Portugal nestes locais. São exemplos de palavras vindas do vocabulário africano: samba, moleque, caçula, etc.
Desta forma, o português falado na América foi se diferenciando cada vez mais do português falado na Europa. Sem falar nas outras línguas vindas também da Europa e de outros continentes através do fluxo migratório que ocorreu após a independência, e que trouxe ao Brasil cerca de quatro milhões de pessoas falantes de dezenas de línguas diferentes. É este fato que explica as diferenças regionais do português falado no Brasil. Dependendo da região, a língua sofreu diferentes influências, e por isso há variações que são chamadas de dialetais.
O Português falado na América possui uma norma única, para qualquer região, porém a fala possui diversas variedades dialetais. Podemos encontrar variações na pronúncia, na entonação da frase, e no léxico, o que é reflexo das diferenças culturais como música, culinária, costumes, etc.
Agrupando as variedades brasileiras de acordo com suas características, podemos separá-las em duas grandes áreas ou grupos de dialetos: Norte e Sul. Mas dentro destas duas grandes áreas, podemos ainda nomear duas variedades no norte, que seriam a nordestina e a amazônica, e quatro no sul, que seriam a baiana, a fluminense, a mineira e a sulina.
Contudo, esta divisão não é uma regra, até porque o que determina a fala é a convivência entre as comunidades, por isso não é possível fazer uma fronteira entre uma área e outra. Outro fato interessante de se notar, é que o falar português pode se diferenciar ainda, entre cidades, ou áreas menores em um estado.

8559 – O que o ouvido não escuta o cérebro não sente


Por que uma criança tem mais facilidade para aprender idiomas do que um adulto?

O aprendizado depende do estímulo sonoro. As fibras nervosas que levam os sons do ouvido ao cérebro são formadas de neurônios. Eles entram em ligação entre si por nas sinapses, verdadeiras pontes químicas por onde as mensagens neurológicas passam. “Nas crianças, as ligações estão em processo de constituição e as fibras são maleáveis e estão disponíveis”, diz uma fonoaudióloga do hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Por isso, se forem estimuladas pela repetição de sons, formam estradas sonoras até o cérebro. Depois dos 10 anos, a capacidade de estabelecer novas ligações diminui e o aprendizado torna-se mais difícil.
A criança nasce também com o aparelho fonador pronto para falar qualquer idioma. Mas, pelos mesmos motivos que dificultam o aprendizado, depois dos 10 anos ela começa a perder a capacidade de pronunciar alguns sons para os quais não tenha sido treinada. Isso não quer dizer que não se possa aprender alemão com 40 anos. Quer dizer apenas que vai demorar mais tempo. E que o sotaque provavelmente vai ser forte. Para falar perfeitamente, talvez seja necessário passar por um fonoaudiólogo.

O estímulo sonoro chega ao cérebro por meio de fibras nervosas.
Dentro do ouvido, o som é transformado em impulso elétrico, levado até o cérebro por fibras nervosas, que passam pelo tronco cerebral.
Na criança, os neurônios que formam as fibras nervosas ainda estão se ligando e são receptivos a novas informações sonoras. No adulto, a capacidade de estabelecer ligações diminui e também a receptividade.

8462 – Português – Não troque as bolas, é Antártida e não Antártica


Até algum momento impreciso dos anos 1980, talvez 1990, não parecia haver dúvida sobre isso: Antártida era o nome próprio e antártico (ou antártica), o adjetivo a ele correspondente. Era comum um aluno trocar as bolas e, talvez por influência da famosa marca de cerveja – auxiliada pelo fato de serem aquelas terras chamadas de Antartica em inglês –, referir-se ao continente antártico como “Antártica”. Nunca deixavam de corrigi-lo.
Faz anos que isso vem mudando. Não havendo o que se possa chamar de posição “oficial” sobre o assunto, hoje as duas formas, Antártida e Antártica, são empregadas no português brasileiro – consta que em Portugal, pelo menos por enquanto, os falantes conservam total fidelidade à sua “Antárctida”. Quem tiver curiosidade vai se divertir com o quebra-pau que a questão provocou entre brasileiros e portugueses numa página de discussão da Wikipedia em 2007.
Será que o uso crescente do nome próprio Antártica é apenas um daqueles erros que, de tão repetidos, acabam por se impor? É uma possibilidade, mas seus defensores mais eruditos, entre os quais há geógrafos de renome, alegam ser essa a única forma que faz sentido etimológico, uma vez que o latim antarcticus, “austral”, derivou do grego antarctikós, ou seja, o que se opõe ao ártico (de Árktos, a Ursa, dupla de constelações do norte). Se não chamamos o Ártico de Ártida – argumentam – por que chamar seu antípoda de Antártida?
A pergunta faz algum sentido. Há quem imagine que tudo começou com um erro de grafia e ainda os que enxergam no batismo da Antártida uma influência daquela mitológica Atlântida, o continente perdido. De todo modo, foi Antártida a forma que se consagrou em nossa língua – e da qual não vejo motivo para abrir mão. Afinal, se a simetria é tão importante, quando vai começar a campanha para mudar o nome do Ártico para Ártica?
Discussões etimológicas à parte (dificultadas pelo fato de dicionaristas não se dedicarem habitualmente a topônimos, registrando apenas os adjetivos a eles correspondentes), considero provável que a forma emergente Antártica seja (mais) um reflexo do domínio cultural do inglês. Trata-se, contudo, de uma preferência pessoal. Qualquer que seja a sua, o uso atual e o bom senso mandam admitir como corretas ambas as formas, Antártida e Antártica.