4720 – Química – O Ácido Sulfúrico


Ácido sulfúrico – H2SO4: Líquido incolor, viscoso e oxidante. Densidade de 1,84g/cm3. Ao diluir o ácido súfurico, não se deve adicionar água, porque o calor liberado vaporiza a água rapidamente, à medida que ela vai sendo adicionada.
É uma das substâncias mais utilizadas nas indústrias. O maior consumo de ácido sulfúrico se dá na fabricação de fertilizantes, como os superfosfatos e o sulfato de amônio. É ainda utilizado nas indústrias petroquímicas, de papel, de corantes etc. e nas baterias de chumbo (baterias de automóveis).

Preparação:

Obtenção do SO2
S + O2 → SO2
4 FeS2 + 11 O2 → 2 Fe2O3 + 8 SO2

Oxidacao de SO2 a SO3:
2 SO2 + O2 → 2 SO3

Este processo necessita de um catalisador, o V2O5 ou Pt.

Existem 2 processos usados para oxidar o SO2.

– Processo das câmaras de chumbo: usa-se o NO2 como catalisador e o ácido produzido é de baixa concentração (60%).

– Processo de contato: neste processo, a oxidação é catalisada pelo V2O5 ou Pt. É o processo mais importante e moderno, produz ácido sulfúrico de alta concentração, sendo aquele que apresenta maior rendimento.

H2SO4 + SO3 → H2S2O7 (ácido sulfúrico fumegante)
H2S2O7 + H2O → 2 H2SO4

Propriedades:
Ácido sulfúrico diluído: acido forte, reage com metais não- nobres liberando H2.
Ácido Sulfúrico Concentrado a quente é um forte agente oxidante.
Excelente agente desidratante.
Reage com sais, deslocando ácidos voláteis.
Aplicações:
1. Na indústria de petróleo, para remover impurezas da gasolina e óleos.
2. Na fabricação de explosivos.
3. Como eletrólito na bateria de chumbo.
4. Fabricação de outros ácidos.
5. Na indústria de fertilizantes, para converter o fosfato normal de cálcio insolúvel em fosfato ácido solúvel.
O ácido sulfúrico, H2SO4, é um ácido mineral forte. É solúvel na água em qualquer concentração. O antigo nome do ácido sulfúrico era Zayt al-Zaj, ou óleo de vitríolo, cunhado pelo alquimista medieval francês Jabir ibn Hayyan (Geber), que também é o provável descobridor da substância. O ácido sulfúrico tem várias aplicações industriais e é produzido em quantidade maior do que qualquer outra substância (só perde em quantidade para a água). A produção mundial em 2001 foi de 720 milhões de toneladas, com um valor aproximado de 8 bilhões de dólares. O principal uso engloba a fabricação de fertilizantes, o processamento de minérios, a síntese química, o processamento de efluentes líquidos e o refino de petróleo.
Por ser corrosivo,é uma substância perigosa.

4719 – Zoologia – A Serpente Naja


Cobra naja

Naja é um género de serpentes da família Roumainy, natural do Sul da Ásia e da África. São conhecidas pelos nomes populares de (Roumainy) ou naja. São animais peçonhentos, agressivos e bastante perigosos.
Algumas espécies têm a capacidade de elevar grande parte do corpo e/ou de cuspir o veneno para se defender de predadores a distâncias de até dois metros. Outras espécies, como por exemplo a Naja tripudians, dilatam o pescoço quando o animal é enraivecido.
A artimanha serve para “aumentar” seu tamanho aparente e assustar um possível predador. Atrás da cabeça, a naja também pode possuir um círculo branco parecido com um olho, também eficaz em amedrontar agressores que a confundam com um animal maior e mais perigoso.
As najas são os animais tipicamente utilizados pelos célebres encantadores de cobras da Índia; no entanto elas apenas acompanham o movimentos da flauta, já que cobras não possuem audição.
Só a naja é cobra, as outras são serpentes.
“Cobra” é uma denominação genérica, utilizada frequentemente na língua portuguesa como sinônimo para serpente.
É também uma denominação comum entre europeus para designar espécies asiáticas, da subordem Ophidia e do gênero Naja.
O nome é uma abreviação de cobra-de-capelo ou cobra-capelo.

4718 – Por que faz mal recongelar os alimentos?


Esse procedimento aumenta muito o risco de intoxicação pela carga microbiana – que é como os nutricionistas chamam a quantidade de microorganismos presentes em um alimento. Quando ele é congelado, a baixa temperatura impede essa carga de se multiplicar – mas, ao ser descongelado, ele atravessa uma faixa de temperatura, de 15ºC a 50ºC, batizada pelos nutricionistas de zona de perigo. “A razão do nome é que nessa faixa ocorre a proliferação das bactérias presentes no alimento. Se ele permanecer duas horas em temperatura ambiente, elas continuarão se multiplicando: portanto, a comida será recongelada com uma carga microbiana bem maior. Para piorar, ao ser descongelada novamente, ela passará uma segunda vez pela zona de perigo. Tudo isso fará com que a multiplicação de bactérias seja extremamente rápida”, afirma uma nutricionista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

4717 – Faz mais frio no Pólo Norte ou no Pólo Sul?


O Pólo Sul é bem mais gelado. Por lá, a temperatura média no verão não costuma passar dos 35ºC negativos. O Norte é mais quentinho, registrando médias de 0ºC nos períodos de calor. Há vários motivos para essa diferença. “O Pólo Sul fica na Antártida, o continente mais frio, alto e ventoso do planeta”, afirma um glaciologista Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). De fato, os fortes ventos antárticos são capazes de transformar esquimó em picolé. Já foram registrados furacões de até 320 km/h! A altitude é outro fator importante. O Pólo Sul fica a 2.992 metros, e o Norte, ao nível do mar – a cada 100 metros de subida, a temperatura cai 1ºC. Também a camada de gelo antártico é muito mais espessa.
No Sul, um manto de quase 2 800 metros separa o pólo do oceano, enquanto no ártico a capa de gelo não supera os 5 metros. “No Norte, as correntes marinhas são mais amenas, o que garante um clima menos frio”, diz Jefferson. O ártico também consegue absorver mais energia solar. No Sul, como 99% do continente é coberto por gelo, a imensidão branca reflete para o espaço mais de 80% dos raios de sol, permanecendo gelada.

4716 – Planeta Terra – Por que é sempre frio nos polos?


Você já parou para pensar por que nos pólos está sempre frio e com muito gelo? Esta questão é bem simples! O que esquenta nosso planeta é a radiação que vem do sol. O sol é muito maior do que a Terra. Basta observar a figura para ter uma noção.

Escala Sol Terra

Ao mesmo tempo o sol está muito longe da Terra. A distância entre a Terra e o sol é de 150 milhões de quilómetros.
Mas a luz, mesmo com toda esta distância, consegue chegar à superfície Terrestre, aquecendo todo o nosso planeta e permitindo condições adequadas à vida.
Porém a temperatura de nosso planeta varia de acordo com a latitude. Você já parou para pensar por que?
Esta figura simula o sol chegando sobre a Terra. Perceba que onde a luz da lanterna chega inclinada ela se espalha mais. Assim, fica fácil perceber que a mesma quantidade de luz ao ser projetada em uma superfície maior, transfere uma menor quantidade de calor à esta superfície.

Agora pensemos de verdade na Terra: A luz que chega aos pólos, por estar mais “deitada” ela se espalha mais então uma área muito maior é aquecida com a mesma quantidade de luz que aquece uma área bem menor no equador.

Como a quantidade de calor que chega lá nos pólos é menor, eles ficam mais frios.
Em alguns lugares, temos o que chamamos de Sol da meia noite! Este fenômeno acontece quando o sol não se põe por muitas horas, até dias. Existem lugares que ficam até 100 dias semo sol se pôr. O interessante é que isso acontece mesmo com os movimentos de rotação da Terra.

4715 – Viagem ao Centro da Terra sai do Papel


Eles terão que vencer 4 km de água e outros 6 km de crosta terrestre. As opções são 3: Havaí, Califórnia e Costa Rica.
A tecnologia usada será um duto similar aos usados para extrair petróleo.
Pressão – Os equipamentos precisam suportar até 2000 atmosferas.
Profundidade – A expedição vai além do local onde estão os restos do Titanic.
Crosta – No fundo do mar, a crosta é fina e jovem, mais fácil de escavar.
Tempo – A pesquisa começa em 10 anos e levará até 3 para acabar.

4714 – Por que beber água em grande quantidade faz mal?


Porque as células do sedento podem inchar, causando edemas. Quem fica muito tempo sem água deve beber bebidas isotônicas, que contenham sais minerais e bem devagar.
Depois de muito tempo sem, líquidos a água encharca perigosamente as células,entra descontroladamente na célula, estofando-a e se isso acontecer no cérebro, pode causar lesões sérias ou até matar.

4713 – Parece mas não é – Lã de vidro parece algodão doce


Não se pode comer vidro...açúcar sim, mas sem exageros

Mas nem pense em comer…

Trata-se de uma espécie de tecido que é usado principalmente como isolante térmico e acústico. As fibras são obtidas a partir de vidro fundido e que se torna aquecido a uma temperatura de 1200 °C. Depois de derretido é transformado em fios que são usados para confeccionar a manta.
No algodão doce, o açúcar depois de aquecido transforma-se em fios que vão se misturando até formar um emaranhado.
Não enferruja e tem excepcional resistência a ambientes altamente agressivos aos materiais convencionais. A resistência química do Fiberglass é determinada pela resina e construção do laminado. Pode ser produzido em moldes simples e baratos, viabilizando a comercialização de peças grandes e complexas, com baixos volumes de produção. Mudanças de projeto são facilmente realizadas nos moldes de produção, dispensando a construção de moldes novos. Os custos de manutenção são baixos devido à alta inércia química e resistência às intempéries, inerente ao material.
As montadoras brasileiras Gurgel e Puma fabricavam seus carros com carrocerias de fibra de vidro.

4712 – Mega Expo – Carro faz 80 km com 1 litro de combustível


Apresentado no Salão do Automóvel em Frankfurt na Alemanha em 2010, o Volkswagem VW-L1 é capaz de rodar 80 km com apenas 1 litro de combustível. Trata-se de um hibrido de motor elétrico e diesel. Com o uso de materiais leves o carro pesa 380 quilos etem 1,25m de largura.
A marca priorizou a compactação de sistemas e o uso de materiais leves, o que resultou em um sistema de escape de titânio e uma carroceria de plástico. Com 1,25 m de largura, o conceito é bem leve, com 380 kg. O motor a diesel, de apenas dois cilindros, utilizado pelo novo L1 rende 36 cavalos e é acoplado ao câmbio sequencial de sete marchas DSG (Direct Shift Gearbox) de dupla embreagem. Segundo dados preliminares da VW, o carro tem consumo médio de 80 km/l.

4711 – Conceito de Eletromagnetismo


Uma corrente elétrica passandopor um condutor produz um campo magnético ao redor desse condutor. No entanto, este campo na prática é desprezível, para se obter campos razoáveis, enrola-se o condutor criando-se assim um solenóide ou bobinas. A intensidade do campo depende do n° de voltas que damos no fio e da intensidade da corrente. Materiais ferromagnéticos são aqueles que quando atravessados por um campo magnético, adquirem propriedades magnéticas, passando a funcionar como eletroímãs.

4710 – Mega Byte – O que é Computação Gráfica?


É a representação visual da Matemática.Tal técnica está em todo o lugar: canal de TV, comerciais, etc. Uma tela de um monitor de computador, assim como um aparelho de TV é composta de muitos pequenos pontos que acendem e apagam dezenas de vezes por segundo. Há pouco mais de 2 décadas, um programador tinha que escrever uma longa lista de instruções para que cada ponto acendesse ou apagasse. Hoje, quase todos os produtos lançados no mercado são concebidos, desenhados e testados em um computador antes de entrar em linha de produção. Com a computação gráfica foi possível reproduzir reproduzir os anéis de vedação dos tanques de combustível da nave Challenger que explodiu em 1986. Examinando as imagens os engenheiros puderam ver como os anéis falharam sob temperaturas muito frias, causando a catástrofe.

4709 – Como se mede a velocidade do vento?


“Não é possível perseguir uma partícula de ar para definir sua velocidade”, diz um meteorologista do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo, “então temos que recorrer ao cálculo.” A solução é um instrumento em forma de U, cheio de óleo, conhecido como Tubo de Pitot. Sabendo-se o peso do óleo e observando quantos milímetros o vento o empurra, os meteorologistas calculam a força do vento e deduzem a sua velocidade. Mas há outros tipos de anemômetros, instrumentos para medir a velocidade do vento. O mais conhecido deles é o cata-vento, no qual as pás giram com a passagem do ar e geram energia. Medindo a energia produzida, sabe-se a velocidade do vento. Para obter precisão, no entanto, os cata-ventos precisam ser calibrados com o Tubo de Pitot.

Entenda como o Tubo de Pitot mede a velocidade do vento:
O ar entra pelo tubo e empurra o líquido que está no fundo. Quanto mais forte, mais o óleo é empurrado para cima.
O tubo graduado indica quanto a coluna de óleo subiu. Com isso, calcula-se a intensidade do vento e, a partir dela, sua velocidade.

4708 – Como é possível repor os neurônios perdidos?


Uma equipe da Universidade Rockefeller, em Nova York, anunciou que outra célula, chamada astrócito, consegue gerar novos neurônios em pelo menos uma região do cérebro. Melhor ainda: os astrócitos são muito abundantes no sistema nervoso. Ou seja, o potencial de restauração é gigantesco.
Outro grupo concluíu que neurônios de adultos se regeneram, sim. Agora, pesquisadores do mundo todo estão tentando domar as indóceis estrelas e convencê-las a voltar ao trabalho depois de uma falta de ar ou um tropeção qualquer.
No sistema nervoso, ao contrário dos demais tecidos, cada um é um, com forma, função e arsenal químico únicos. Imagine a dificuldade que seria repor essa célula, caso ela morra. Não é à toa que nunca se imaginou que o cérebro conseguisse se regenerar.
Os pesquisadores descobriram que células nervosas brotam, sim, no cérebro de gente grande. Pelo menos em uma região, cuja atribuição é formar memórias. Agora, estão procurando um jeito de fazê-las nascer em outros lugares.
Tudo o que sempre se pensou sobre neurônios ruiu em novembro de 1998, quando Fred Gage, da Universidade da Califórnia, e Peter Eriksson, do Instituto Universitário de Gotem-burgo, Suécia, publicaram a notícia mais esperada da história da neurobiologia. Eles tinham observado cérebros de cinco cadáveres e a conclusão chacoalhou a Medicina. Todos haviam gerado neurônios antes de morrer.
É verdade que só uma pequena região do cérebro foi pesquisada, o hipocampo, e que o número de novas células era irrisório – não mais que uma dúzia. Mas, desde 1889, quando o neurônio foi descoberto, ninguém tinha documentado o nascimento de uma célula nervosa em humanos adultos. A simples comprovação dessa possibilidade abre caminhos incríveis.
Embora esteja provado que os neurônios são capazes de se multiplicar, sabe-se que eles não o fazem naturalmente em quantidade suficiente. Caso contrário, danos no tecido nervoso cicatrizariam como cortes na pele. “Animais mais primitivos fazem isso”, diz o neurologista Ciro da Silva, um brasileiro da Universidade de São Paulo que está entre os principais pesquisadores da área.
A boa nova é que o mecanismo de cura não foi perdido. Está só desligado, à espera de substâncias químicas que o reativem. É justamente essa a área mais promissora da pesquisa e aquela à qual se dedica Ciro – a busca dos chamados fatores de crescimento. Ou seja, as substâncias certas que vão induzir as células-tronco certas a se transformar nos neurônios certos e se ligarem aos vizinhos do jeito certo.
Um dia, os cientistas poderão retirar células-tronco, possivelmente astrócitos, do pedaço do cérebro que quiserem repopular, portanto prontas para substituir os neurônios daquela região. Depois, bastará submetê-las a fatores de crescimento, deixar que elas se multipliquem e implantá-las de volta. Um grande passo para transformar essa teoria em uma terapia eficaz foi dado pelo russo Valery Kukekov, da Universidade do Tennessee, Estados Unidos. Em abril, ele anunciou que tinha conseguido cultivar células-tronco em laboratório.

4707 -Megacurtíssimas – Por que será que as samambaias produzem néctar?


Não deve ser para atrair insetos polinizadores, pois essa planta não dá flores e portanto não precisa ser fertilizada. Suzanne Koptur, da Universidade Internacional da Flórida, em Miami, tem uma resposta melhor. É que o néctar é a comida de uma formiga aliada da samambaia. Em troca de almoço e jantar, ela afasta insetos comedores de folhas.

Há 5 milhões de anos o Sistema Solar pode ter sido abalado pela detonação de ums Supernova, a forma mais violenta de explosão estelar. Tal desastre ocorreu a 850 trilhões de km daqui. Assim, os primeiros hominídeos devem ter visto no céu uma estrela 20 vezes maior que a Lua. O estouro foi tão forte que jogou até alguns resíduos sobre a Terra. A conclusão foi após ter sido descobertono fundo dos mares amostras de ferro radioativo,um subproduto de tais detonações.

Neurônios também nescem em adultos. A conclusão foi de um neurologista da Escola de Medicina Monte Sinai de NYC.

4706 – Memória – Por que não nos lembramos de quando éramos bebês?


Porque, nessa época, a criança é incapaz de descrever coisas. Só com cerca de 3 anos o cérebro amadurece e a capacidade de perceber o que existe se completa. Aí, ele será capaz de formar imagens descritivas. “Somente as coisas que podem ser contadas, mesmo que mal narradas, ficam na memória”, explica um neurologista da Universidade Federal de São Paulo. O que fica gravado são as sensações emotivas. “É o que chamamos de memória emocional”. “É provável que uma criança que tenha sido amamentada por uma ama de leite negra apresente, na idade adulta, afeição pelos negros. Mesmo que ela não se lembre conscientemente de quem a amamentou”.

4705 – Por que todo o hidrogênio e o oxigênio da Terra não se combinam, formando água?


Primeiro, porque eles raramente se encontram. Na atmosfera, onde o oxigênio é abundante, não há hidrogênio puro. “Além disso, as moléculas de hidrogênio e oxigênio são bastante estáveis, ou seja, não reagem com facilidade”, diz um químico da Universidade de São Paulo.
Para disparar a reação, é preciso uma certa quantidade de energia, como a que é fornecida por um raio. Hoje existe tanta água no planeta porque quando a atmosfera terrestre começou a se formar havia nela muito hidrogênio puro e as descargas elétricas eram bem mais freqüentes. Além disso, naquela época outras reações químicas também criaram água, como a do metano com o oxigênio.
Receita para preparar H2O
Hidrogênio e oxigênio só se juntam em condições especiais. Veja uma delas.

Poços de petróleo são ricos em hidrogênio. Durante a exploração, o gás escapa para a atmosfera.

No ar, encontra o oxigênio, mas não reage com ele porque suas moléculas são estáveis.

Um relâmpago quebra a estabilidade das moléculas e dispara o início da reação.

A combinação das moléculas libera calor, que faz a reação continuar. Hidrogênio e oxigênio se unem criando vapor d’água.

4704 – À noite, todas as pragas adormecem


A melhor receita para livrar a lavoura das ervas daninhas é mudar o horário de semear a terra. Pesquisadores da Universidade de Bonn, Alemanha, dizem que a melhor hora para isso é à noite. Eles explicam que esse trabalho, feito de dia, facilita a proliferação das pragas. Basta 1 milissegundo de exposição ao Sol para as parasitas brotarem, diz Peter Juroszek, um dos estudiosos alemães. Mas, no escuro, elas não germinam. Essa mudança não tem efeito sobre as sementes das culturas, pois a maior parte delas germina na ausência completa de iluminação. Testes realizados em trigais demonstraram que o trabalho noturno reduz a quantidade de pragas de tal forma que é desnecessário usar qualquer herbicida na plantação.

4703 – Qual foi o primeiro animal a ser domesticado?


O galgo Greyhound é pura velocidade

Ele mesmo. Nosso melhor amigo é também o mais antigo. “Fósseis de cães com mais de 10 000 anos de idade foram encontrados associados a comunidades humanas”, conta Levy Figuti, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a domesticação deve ter começado há 12 000 anos. A segunda espécie domesticada foi a cabra, há 11 500 anos, seguida pelas ovelha, 500 anos depois. As duas sustentaram as primeiras aldeias de homens sedentários.
Provavelmente, cachorros selvagens rondavam os acampamentos humanos para abocanhar restos de comida. Os primeiros cães domésticos devem ter sido criados desde filhotes. Com o tempo, passaram a ajudar as comunidades nômades a caçar. No início, todos eram parecidos entre si. A variedade atual de raças deve-se à seleção genética promovida pelos homens, que cruzaram espécies para acentuar características de cada uma.
Cruzamentos induzidos pelo homem produziram as raças de cães.
Ao deixar de ser nômade, o homem passou a usar cachorros para cuidar dos rebanhos. O pastor alemão descende desses cães.
O pit bull, notável defensor de territórios, é uma raça de cães de guarda criada pela mistura de sangue de animais agressivos.
Para ajudar nas caçadas, foram cruzados animais velozes, gerando raças como o galgo, hoje usado em corridas.

4702 – A Clonagem Humana


Cópias de todo tipo de mamífero já saíram dos laboratórios do mundo, inclusive do Brasil. As pessoas nem prestam mais atenção quando um feito desses é anunciado. (Até em Dubai, paraíso financeiro dos Emirados Árabes, pesquisadores conseguiram clonar uma fêmea de dromedário, o famoso camelo de uma só corcova. A ideia é criar supercamelos de corrida ou produtores de leite.) Mas há uma exceção nessa galeria de clones: primatas – membros do subgrupo ao qual pertencem os seres humanos. Por motivos não muito bem compreendidos, os cientistas não conseguiram fazer cópias genéticas de macacos, e ninguém ainda tentou a sério clonar uma pessoa. Se depender apenas dos problemas técnicos, porém, é só questão de tempo.
Centenas de óvulos são necessários para um único nascimento, e obter óvulos humanos nessa quantidade é um processo complicado e doloroso para a mulher – poucas se candidatariam a doadoras. Pior ainda, apenas entre 2 e 5% das gestações de clones terminam em nascimento. Os fetos que não vingam muitas vezes colocam em risco a vida da mãe; os que chegam a nascer sofrem de gigantismo, sistema de defesa do organismo muito fraco e envelhecimento precoce.
A principal raiz dos problemas de saúde dos clones tem a ver com essa reprogramação. Células normais precisam de marcações químicas especiais, que “informam” o embrião, por exemplo, sobre os genes que ele herdou do pai e da mãe. Reconstruir esses marcações perdidas pela clonagem é muito complicado. Nada disso impede que um clone humano nasça logo. Mas certamente significa que muito sofrimento será necessário para que ele venha ao mundo.

4701 – Medicina – Mais sobre o Diabetes


Qualquer transtorno na produção de hormônios afeta a maioria dos sistemas e órgãos. As mais antigas descrições do diabetes foram feitas no Egito há 3 mil anos. O paciente urina constantemente como se fosse um sifão adocicado, dada a sua principal característica ser a urina doce, tal doença possui outra semelhante, o diabetes insipidus, que apesar da volumosa quantidade de urina, não é doce. Tal doença é causada pela falta do hormônio antidiurético produzido pela glândula hipófise, que é do tamanho de uma ervilha e situa-se na base do cérebro.Tal hormônio concentra a urina nos rins, reabsorvendo água. A misteriosa substância ali produzida foi então chamada de insulina. Aproximadamente 1 milhão de ilhotas de Langerhans existem espalhadas no tecido pancreático, cada uma delas com um pouco mais de 2 mil células produtoras do hormônio; as células BETA. Isoladas finalmente em 1921 e já no ano seguinte a insulina foi pela 1ª vez usada para tratar um paciente diabético, aumentando a captação de glicose pelas células. A glicose é usada como glicogênio ou gordura. Tal processo ocorre em poucos minutos. Na ausência da insulina, a glicose permanece no sangue. No caso da diabetes tipo 1 opaciente precisa tomar injeções de hormônio para suprir a falta porque as células BETA deixam de funcionar por terem sido atacadas pelos própios anti-corpos da pessoa, trata-se então de uma doença auto-imune em que o sistema imunológico agride as células e tecidos. Ja no tipo 2, o pâncreas produz insulina que o paciente não consegue usa-la efetivamente.
Descoberta a estrutura da insulina, a sequência de aminoácidos que formam a proteína, foi possível sintetiza-la com técnicas de engenharia genética, diminuindo o risco do uso da proteína animal retirada do pâncreas bovino ou suíno. O pâncreas é uma das poucas glândulas não comandadas pela mestra hipófise, já que a própria presença de glicose é o que ativa a produção do hormônio. Todas as demais glândulas do organismo como a tireóide, supra-renal, testículo e ovário são reguladas por hormônios específicos da hipófise, os quais determinam a quantidade de hormônio que tais glândulas devem fabricar. Alterar as taxas hormonais significa muitas vezes atirar no que vê e acertar o que não vê, pois é impossível dirigir a ação dos hormônios apenas para os órgãos desejados. É por isso que atletas que utilizam anabolizantes correm sérios riscos.