4644 – Nasa lança neste sábado jipe para procurar vida em Marte


Jipe terrestre vai explorar Marte

Neste 26 de novembro de 2011, a Nasa tenta iniciar uma nova investida até o planeta vermelho. O objetivo: achar os ingredientes da vida em Marte.
O encarregado de realizar a tarefa é o jipe Curiosity, um grandalhão que tem quase o tamanho de um automóvel (três metros de comprimento e quatro toneladas).
O projeto custou US$ 2,5 bilhões, e a missão deve durar pelo menos um ano marciano (687 dias).
Movido a energia nuclear, o jipe terá mais eletricidade que qualquer outro dispositivo em Marte, sem depender de painéis solares. Poderá trabalhar dia e noite.
Em 1976, duas espaçonaves, Viking-1 e 2, levaram ao solo marciano experimentos dedicados à detecção de vida. A ideia era misturar nutrientes ao solo. Se desse reação positiva, pronto: bactérias extraterrestres.
Quando o experimento foi conduzido na prática, ocorreu o inesperado.
A superfície marciana parecia estar cheia de uma substância capaz de degradar a solução nutritiva enviada nas naves. Resultado: muitos bilhões de dólares para um teste inconclusivo.
Desde então, a Nasa tem sido cautelosa. A estratégia foi quebrada em três etapas, e o novo jipe que está prestes a decolar representa uma transição para a segunda.
Primeiro, os cientistas decidiram se pautar pelo mote: “siga a água”. Foi com base nele que as sondas Mars Global Surveyor e Mars Reconnaissance Orbiter buscaram sinais de fluxos de água (passados, recentes e presentes).
A sonda Mars Odyssey mapeou a presença de gelo no subsolo, e a sonda Phoenix confirmou o achado.
Finalmente, os jipes Spirit e Opportunity buscaram sinais minerais de interação da água com as rochas, indicando que no passado Marte já foi mais quente e teve atmosfera mais densa.
Além da água, há outras duas coisas de que a vida precisa para prosperar. Uma delas é energia, que o Sol pode fornecer em Marte, a despeito da maior distância que o planeta guarda da estrela, em comparação com a Terra.
O Curiosity está equipado com dez instrumentos científicos. Ele vai perfurar o solo para análise, buscar compostos orgânicos e medir o nível de radiação solar e cósmica.
Para descer o “jipão” até o solo, a Nasa usará uma técnica inédita: um sistema de propulsores que executará a parte final do pouso e descerá o jipe por um cabo, para depois soltá-lo e voltar a voar, caindo mais adiante. Nada de airbags, como os jipes anteriores enviados a Marte.

4643 – Base científica da USP na Serra do Mar


A USP (Universidade de São Paulo) pretende inaugurar até 2013 uma base científica de estudos sobre a Mata Atlântica na região da serra do Mar, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Um dos objetivos do empreendimento é atrair pesquisadores estrangeiros interessados em estudar o bioma.
Construída sobre passarelas elevadas, de modo a reduzir o impacto ambiental, a unidade será, segundo a USP, a primeira base científica nesse modelo do país.
Também serão instalados painéis solares e turbinas eólicas para a geração de energia renovável que abastecerá o edifício.
A unidade será construída em um terreno de 30 mil metros quadrados e deverá custar R$ 2,5 milhões.
A área, doada ao Instituto de Biociências da USP em 1953, estava ociosa.