4503 – Bike no Busão – Essa onda pega?


Será que cola?

Desde o início do mês de abril, circulam na cidade de São Paulo alguns ônibus adaptados para transportar bicicletas na parte dianteira: os Bike Bus. A iniciativa é de uma das empresas paulistanas de ônibus, a Sambaíba, para incentivar as pessoas a deixarem o carro em casa.
Por enquanto, o serviço ainda não está disponível para a população e os Bike Bus estão circulando com os suportes de bicicleta vazios, apenas para ver como o veículo se adapta ao trânsito de São Paulo.
Quando realmente entrar em fase de teste – o que, segundo a SP Trans, ainda não tem data para acontecer –, a prefeitura traçará as rotas desses ônibus, que a princípio devem passar por regiões da cidade onde já existem ciclofaixas. Assim, o passageiro pode pedalar com segurança até o ponto de ônibus.
Se a iniciativa for bem aceita pela população, a Secretaria Municipal de Transportes promete implantar os suportes para bicicleta em todos os ônibus da cidade e, assim, transformar todos eles em Bike Bus.
Mas, será que vai colar…?

4502 – Calendário Maia Foi Mal Interpretado


O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição “A Sociedade e o Tempo Maia” inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.
O arqueólogo do Inah (Instituto Nacional de Antropologia e História do México) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros.
Eles se inspiravam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do Sol, da Lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.
“Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica”, explicou Casares, que esclareceu: “A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir.”
Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização.
“Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado ‘Haab’ que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o ‘Tzolkin’, de 260 dias, que regia a vida ritualística”, acrescentou Casares.
A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, “não podiam separar o religioso do cotidiano”.
Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia.
Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o “baktun” (período de 144 mil dias); na maioria das cidades, 13 “baktunes” constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.
Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, “propositais ou não”, de interpretação dos objetos achados desta civilização.
De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.

4501 – Dublagem – A AIC de São Paulo


O estúdio Arte Industrial Cinematográfica (AIC São Paulo) foi um dos primeiros estúdios de dublagem do Brasil, onde diversas séries (tanto animadas quanto filmadas) foram dubladas ao longo dos anos 1960 e 1970.
A “AIC” é conhecidíssima até hoje por ter dublado com qualidade tantas séries e desenhos clássicos. Além de dublar séries e desenhos, o estúdio também dublou diversos filmes para o cinema e a TV.
Localizado em São Paulo, o estúdio de dublagem foi criado em 1958 com o nome de Gravasom. Mas, em 1962, um grupo de pessoas comprou o estúdio decidindo profissionalizá-lo mais, surgindo aí então a “Arte Industrial Cinematográfica”. Fazia parte desse grupo de pessoas Mário Audrá (já falecido), que foi um dos proprietários da AIC.
Em 1975 o estúdio faliu e fechou suas portas. Depois, foi comprado e recriado, surgindo aí a BKS, um outro estúdio de dublagem.
Vários atores/dubladores passaram por lá
Séries
Jornada nas Estrelas (a dublagem da série, realizada pela AIC, foi perdida)
Batman (1ª e 2ª temporada)
Os Três Patetas
Perdidos no Espaço
Jeannie é um Gênio
A Feiticeira (Todas as 8 temporadas foram dubladas pela AIC. Essa foi a série mais longa que o estúdio dublou integralmente, em seus mais de 10 anos de existência)
Viagem ao Fundo do Mar
O Túnel do Tempo
A Noviça Voadora
Terra de Gigantes
Big Valley
Agente 86 (Get Smart) (2ª, 3ª e 4ª temporadas)
Bonanza (a dublagem da série, realizada pela AIC, foi perdida)
National Kid
O Gordo e o Magro
Desenhos animados
Pica-Pau (Walter Lantz)1940 – Foram dublados alguns episódios dos anos 50 e 60
Coelho Ricochete (Hanna Barbera)
Maguila o gorila (Hanna Barbera) 1975
Loopy le bo (Hanna Barbera) 1965
Jonny Quest (Hanna Barbera) 1984
Os Jetsons (Hanna Barbera) 1990
Os Flinstones (Hanna Barbera) 1994
João Grandão e Espirro (Hanna Barbera) 1954
Jambo e Ruivão (Hanna Barbera) 1956
Dom Pixote (Hanna Barbera)
Plic, Ploc e Chuvisco (Hanna Barbera)
Zé Colméia (Hanna Barbera)
Joca e Dingue-Lingue (Hanna Barbera)
Pepe Legal (Hanna Barbera)
Olho Vivo e Farofino (Hanna Barbera)
Bibo Pai e Bóbi Filho (Hanna Barbera)
Leão da Montanha (Hanna Barbera)
Patinho Duque (Hanna Barbera)
Manda Chuva (Hanna Barbera)
Wally Gator (Hanna Barbera)
Lippy e Hardy (Hanna Barbera)
A Tartaruga Touché (Hanna Barbera)
Bacamarte e Chumbinho (Hanna Barbera)
Coelho Ricochete e Blau Blau (Hanna Barbera)
Peter Potamus e Tico Mico (Hanna Barbera)
Matraca Trica e Fofoquinha (Hanna Barbera)
Mosquete, Mosquito e Moscado (Hanna Barbera)
Space Ghost (Hanna Barbera)
Dino Boy (Hanna Barbera)
Frankestein Jr. (Hanna Barbera)
Os Impossíveis (Hanna Barbera)
Bam-Bam e Pedrita (Hanna Barbera)
Jeannie (Hanna Barbera)
Speed Buggy (Hanna Barbera)
A Turma do Zé Colméia (Hanna Barbera)
Goober e os Caçadores de Fantasma (Hanna Barbera)
Butch Casssidy e Os Sundance Kids (Hanna Barbera)

4500 – Mega Memória Infantil – As Aventuras de Gulliver


É um desenho animado produzido pela Hanna-Barbera, criado em 1968. O desenho é baseado no romance As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Foram 17 episódios no total.
Já falamos do romance original em um outro capítulo.
Na busca pelo pai, Gary Gulliver e seu cão Tagg acabam naufragando em uma ilha. Nesta ilha existe o reino de Lilliput, onde seus habitantes tem uma altura diminuta, de apenas alguns centímetros. Gulliver e seu cão são aprisionados pelos Lilliputianos, logo após o naufrágio, mas logo acabam se tornando ótimos amigos. Com a ajuda do povo de Lilliput, Gulliver continua sua busca pelo pai e de um tesouro, usando um mapa que seu pai lhe deu. O tesouro também está sendo procurado pelo malvado Capitão Leech que, sempre tenta roubar o mapa de Gulliver.
Personagens
Gary Gulliver
Capitão Leech
Tagg (cachorro de Gulliver)
Thomas Gulliver (pai de Gulliver)
Rei de Lilliput
Egger
Bunko
Soturno (Glumm, no original)
Flirtácia

4499 – Mega Memória Paulistana – Papagaio’s Discotheque


Discoteca de muito sucesso na década de 1970 na cidade brasileira de São Paulo. Era o grande rival do Banana Power e, assim como este, era um templo da música disco. Tinha uma filial no Rio de Janeiro.
Assim como o Banana Power, o Papagaio Disco Club também tinha matinês para crianças.
O Papagaio Disco Club teve quatro discos lançados: Papagaio Disco Club (1976, gravadora WEA), Papagaio Disco Club Vol. 2 (1978, Som Livre), Discoteca Papagaio (1978, Som Livre) e Papagaio Disco Club (1983, Som Livre).
Devido à grande frequencia gay na casa, a filial do Rio de Janeiro era popularmente conhecida como Papagay.
Em São Paulo sua decoração era incrivelmente inovadora à época. Havia conjuntos de arcos de neon multicoloridos com espelhos ao centro em cada uma das duas paredes laterais (cerca de 8 conjuntos de arcos de cada lado). Havia diversas bicicletas penduradas no teto, algumas das quais tinham rodas em movimento. Havia uma arquibancada na parte traseira, a qual era muito usada para descanso e para conhecer novas pessoas. Na frente, junto ao bar havia um sistema de projeção baseado em filme de 16mm que passavam o tempo todos trechos de músicas, cenas psicodélicas e os precursores dos vídeo-clips como se conhece hoje em dia.
A qualidade do som do Papagaio em São Paulo era algo inacreditável. Em todas as suas colunas havia subwoofers, pelo menos uma dúzia deles espalhados. No teto havia tweeters de cristal cujo som agudo era incrivelmente puro. Havia nas laterais da casa, também no alto, outros alto-falantes de som médios e graves, junto à passarela elevada, onde ficava o DJ Carlos Alberto Pagotto que comandava o show. Som e visual inesquecíveis. Quem viu e viveu, nunca mais esquece.

4498 – Mega Memória Infantil – Carangos e Motocas



Eu te disse…!
Whellie, Rota e a turma do Chapa (Motocão na nova dublagem) eram os personagens desse desenho muito divertido, no qual todos os personagens eram automóveis e não existiam seres humanos. A turma do Chapa era formada por motoclicletas metidas a besta, que viviam tentando prejudicar Whellie, o pequeno carro vermelho. O pivô da disputa era a conquista do amor de Rota, a bela conversível amarela. Todos os personagens tinham voz, menos Whellie que, estranhamente, só buzinava. A produção é da Hanna-Barbera de 1971 e foi apresentado no Brasil nos anos 70, 80 e recentemente, nos anos 90, pela Rede Record, nas manhãs de sábado.

4497 – Se correr o bicho pega…


É verdade que os ursos e leões não atacam quem se finge de morto?
No caso do urso, você pode ter mais sorte do que com um leão. Os zoólogos observaram que o urso não se interessa muito por cadáveres ou qualquer ser imóvel. “Aparentemente, ele é atraído, sim, pelos odores exalados junto com a expiração”, diz um veterinário da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Se encontrar um sujeito no chão, totalmente imóvel, é provável que ele dê uma cheirada e vá embora. Difícil é conseguir ficar sem respirar ou se mover quando um urso cheira você.
Com o leão o dilema é bem pior. Se encontrar alguém deitado, ele pode dar umas patadas para investigar ou para brincar, como é costume da maioria dos felinos. Só que cada patada pode arrancar um pedaço. Correr também não é uma boa, porque a tendência é ele perseguir o fugitivo, que certamente é bem menos ágil e mais lento. Tudo dependerá, também, da fome do rei. Se estiver empanturrado e não se sentir ameaçado, tudo bem, não oferecerá grande perigo. “É comum ver leões caminhando entre as zebras, uma vítima natural, sem atacá-las”

4496 – Como age o gás hilariante?


O gás hilariante, descoberto em 1722, é formado por oxigênio e nitrogênio. Durante muito tempo foi aproveitado como um tipo de droga leve, que provoca uma sensação parecida com a embriaguez. Nos Estados Unidos, pagava-se 25 centavos para experimentar suas delícias. Só nos meados do século XIX o dentista americano Horace Wells descobriu que ele eliminava a sensação de dor e servia como anestésico.
Como age? Ele afeta uma membrana do revestimento dos neurônios que é envolvida por íons de sódio e potássio. Eles mudam de lugar para deixar o impulso nervoso passar. Sob a ação do gás, esses íons não conseguem transpor a membrana e o impulso fica bloqueado. Os primeiros neurônios a serem afetados são os que controlam o comportamento. Por isso o paciente fica rindo à toa, como se estivesse embriagado.
Conforme a concentração do gás aumenta com a inalação, os neurônios responsáveis pela vigília também são atingidos. Vem, então, o sono e a anestesia geral. Só que o efeito passa alguns minutos depois da inalação. Por isso, para cirurgias, são recomendados outros anestésicos, de ação mais longa.
Como brecar um impulso nervoso
O anestésico atrapalha o movimento dos íons de sódio e potássio através da membrana do neurônio.
1 – Impulsos nervosos chegam ao neurônio …

2 – …e deslocam os íons de sódio e potássio através da membrana. A mensagem é transmitida

1 – Impulsos nervosos chegam ao neurônio…

2 – … e o anestésico paralisa o movimento do sódio e do potássio. A mensagem é brecada

4495 – O relógio mais preciso do mundo


O mais preciso cronômetro que existe pesa quase 1 tonelada, mede 3 metros de comprimento e tem até nome. Chama-se NIST-7 porque é o sétimo (e mais recente) de uma linhagem de relógios atômicos feitos no Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, cuja sigla em inglês é NIST. O instituto fica no estado americano do Colorado. Se o NIST-7 pudesse funcionar durante 3 milhões de anos, ele só atrasaria ou adiantaria um único segundo, no final do período.
Nada mais, diz o seu construtor, Robert Drullinger. Sem registros rigorosos do tempo não é possível guiar naves espaciais a longa distância, entre outras coisas. Como instrumentos da classe do NIST-7 servem para acertar todos os outros relógios do mundo,já existem planos no Colorado para montar máquinas mais perfeitas, que atrasam apenas um segundo a cada 300 milhões de anos.
Relógio atômico
Nas piruetas de um elétron, o segredo da precisão.
O átomo de césio contém 55 elétrons, mas para medir o tempo, só interessa o mais distante do centro (verde).
O elétron tem duas faces, como a Terra tem dois hemisférios. Mas ele se mexe o tempo todo: vira de cabeça para baixo e depois volta ao normal.
Em 1 segundo, este elétron do césio muda de posição exatamente 9 192 631 770 de vezes. Este é o tamanho exato do segundo.

4494 – Holograma, um derivado do laser


Em 1948, Dennis Gabor (1900-1979), um cientista húngaro, começou a esboçar uma teoria. Gabor afirmava que os raios de luz que entram nos nossos olhos poderiam ser manipulados de maneira que nos fizessem ver objetos que não existiam realmente. Ele comprovou isso por meio de cálculos complicadíssimos. Mas apesar de suas contas não apresentarem falhas, não se conhecia uma fonte de luz forte e precisa o suficiente para responder às suas equações.
Somente nos anos 60, com a descoberta do laser, é que as teorias de Gabor puderam ser comprovadas. O que ele havia inventado era a holografia. Façanha que lhe renderia um prêmio Nobel de Física, mas apenas em 1971.
No final dos anos 80 e começo dos anos 90 o laser deixou de ser usado na exibição de holografias. Hoje, há holografias que podem ser vistas com qualquer luz e de qualquer ângulo. E o Massachusetts Intitute of Technology já tenta criar o vídeo holográfico. Mesmo assim ainda estamos longe dos mundos virtuais dos filmes de ficção científica.

4493 – O que aconteceria com a Terra se seu eixo de rotação não fosse inclinado?


Seria uma tragédia inominável para a indústria da moda e para todas as top models do mundo. Acabariam as estações do ano e não haveria mais coleção outono/inverno e primavera/verão. Além disso, a mesma roupa poderia ser vesti-da durante o ano inteiro.
Existem quatro estações definidas durante o ano porque o eixo da Terra ao girar em redor de si (rotação) é diferente do eixo do giro do planeta ao redor do Sol (translação). Assim, o hemisfério norte recebe mais sol durante metade do ano e o sul na outra metade. E os pólos passam seis meses praticamente às escuras e os outros seis na maior claridade.
Se o eixo de rotação fosse igual ao de translação, os dois hemisférios receberiam a mesma quantidade de sol durante todo o ano e as estações deixariam de existir. “Os pólos também passariam a ter um regime normal de dia e noite”. Segundo os geofísicos, não há nenhuma indicação de que isso possa acontecer. Mas esse eixo, apesar de manter uma certa inclinação em relação ao eixo de translação, muda de lugar, mais ou menos como um pião que gira. Hoje, por exemplo, olhando-se a Terra de frente, ele está inclinado para a direita. Com isso, o hemisfério norte recebe mais calor entre abril e setembro e o sul entre outubro e março. Mas daqui há 13 000 anos, ele vai estar voltado para a esquerda e as estações terão se invertido.

4492 – Por que os médicos aconselham uma ducha gelada após a sauna?


Ao mesmo tempo em que o calor do vapor abre os poros, ajuda a limpar a pele e a melhorar a respiração, também dilata os vasos sangüíneos. Com isso, a pressão cai. Daí aquela sensação de moleza, muito agradável quando se está à vontade numa sauna, relaxando, mas que pode atrapalhar depois que ela termina. A ducha gelada ajuda a contrair os vasos novamente e restabelecer a pressão normal. Sair da sauna diretamente para a rua pode trazer outros problemas. O corpo, quente, em contato prolongado com o ar frio, perde resistência, o que pode provocar uma gripe. “A ducha equilibra novamente a temperatura do corpo, preparando o organismo para enfrentar o clima ambiente”, diz uma dermatologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

4491 – Como as abelhas formam a colméia?


Tudo começa com uma rainha. Ela nasce dentro da colméia e, em poucos dias, já está pronta para seu primeiro e único namoro. Mas até que aproveita. Seu vôo nupcial é seguido por um cortejo de zangões. Ela pode ser fecundada por até oito machos, que morrem ali mesmo porque perdem o órgão sexual e parte do abdome, que ficam presos no corpo da rainha. Quando canta aquela música que diz “ó abelha rainha faz de mim o instrumento do teu prazer”, Será que Caetano Veloso pensou em todos esses mórbidos detalhes? Depois do ato, ela sai em busca de um novo lar, na frente das serviçais, que carregam um pouco de cera. Quando encontram uma fresta na parede ou um buraco de árvore, põem a mão na massa. Quer dizer, na cera. “Com o material carregado do antigo ninho constroem o primeiro favo”, explica uma entomologista da Universidade Federal do Paraná. As operárias vedam as frestas com o própolis, uma mistura de resinas de plantas com secreção de suas glândulas, que tem efeitos medicinais.
Terminada a construção, a rainha inicia sua linhagem pondo as larvas. As filhas que são escolhidas para ser futuras rainhas – não se sabe quais são os critérios – são alimentadas por mais tempo com geléia real, uma substância rica em vitaminas, secretada pelas glândulas das abelhas. As demais estão condenadas a ser vassalas e pegar no pesado o resto da existência: cuidam da faxina, procuram comida, produzem mel e alimentam as larvas. As rainhas que nascerem farão o mesmo que a mãe: serão fecundadas, reunirão um grupo de operárias e procurarão um bom local para formar sua própria colméia.
Cada abelha faz a sua parte para construir uma colméia perfeita.
1 – A rainha sai do ninho para seu vôo nupcial.

2 – Depois de fecundada, volta ao ninho para buscar as operárias.

3 – Todas partem em busca de um lugar ideal para a colméia.

4 – O primeiro favo é feito com material trazido do ninho.

5 – As larvas da rainha nascem e cada abelha assume sua função.

4490 – Taturana Queima como óleo fervendo e faz sangrar


Ao encostar na massa de pêlos, meio escondida no tronco de uma árvore qualquer, vem a queimadura lancinante. O efeito é imediato. A sensação é de óleo fervendo sobre a pele. No mesmo dia surgem as dores por todo o corpo, especialmente na cabeça. Entre 8 e 72 horas, começará a hemorragia. Forma-se hematomas por toda parte, dos poros às gengivas. O mais perigoso é o que menos se vê: quando há sangramento dentro do cérebro, pode ser fatal.
O primeiro ataque da pequena Lonomia obliqua foi registrado em 1989. Até então, essas devoradoras de folhas de árvores, que aparecem do norte ao sul do país, não chamavam muita atenção. Nem têm um nome popular só para elas. Como outras larvas de mariposas, são simplesmente chamadas de bichos-cabeludos, orugas, bugius ou taturanas. Nenhum inseto desse tipo é agressivo, e a protagonista desta história não é exceção. Dedica tempo integral à única atividade que interessa em sua monótona existência, que é comer o máximo possível para acumular forças, entrar bem preparada na metamorfose e ganhar asas. Feito isso, a mariposa dura cerca de uma semana, durante a qual põe ovos e morre.
A fera rastejante já queimou mais de 300 adultos e crianças só na região mais abalada, nas vizinhanças de Passo Fundo, RS, a 298 quilômetros de Porto Alegre. Até onde se sabe, seis pessoas morreram. No país todo estima-se que a quantidade total de vítimas seja superior a 800. Essas estatísticas não são precisas porque nem todos os que se machucam procuram os hospitais, e os médicos também podem se confundir. “No início, a hemorragia chegou a ser vista como sinal de câncer.
A taturana que mata ainda evoca terror, mas é cada vez menos provável que no futuro venha a morrer gente por sua causa. É que agora existe um soro capaz de anular o efeito da terrível toxina produzida por ela. O remédio foi preparado em 1994 e um ano depois já estava sendo usado em pacientes humanos.
Classificação
Classe: insetos
Ordem: lepidópteros (mariposas e borboletas, 150 000 espécies)
Família: saturnidas
Gênero: lonomia (25 espécies. Só a oblíqua e a achelous, do Amapá e Venezuela, têm toxina muito forte).
Radiografia
O corpo, bem simples, é quase todo ocupado pelo intestino.
O veneno corre num canal dentro da cerda e talvez só espirre para fora quando esta se quebra. Mas o pêlo também pode atuar como agulha, injetando a toxina na pele.

4489 – Qual a maior flor do mundo?


Grande feia e malcheirosa, é a Raflesia arnoldii, também conhecida como flor monstro ou flor do mau-cheiro. Da floresta da Indonésia, ja foram encontrados exemplares de até 1 metro de diâmetro pesando 11 quilos, a gigantesca flor é um parasita que sobrevive retirando nutrientes nutrientes das raízes de uma árvores chamada Tetrastigma. A planta não faz fotossíntes e tem um corpo composto apenas por uma rede de pequenos vasos conectados à planta hospedeira. O odor de carniça que exala rendeu a planta outro apelido, o de lírio podre. Exploradores ingleses descobriram a flor em 1818 durante uma expedição em Sumatra.

4488 – Pássaro Dodô, o martir da Ecologia


Ilhas Maurício, o habitat

Um pássaro simpático e gorducho que desapareceu no século 17 com a chegada dos colonizadores ao seu habitat, a ilha Maurício, a 1900 km da costa africana, no Oceano Índico. Pouco mairo que um peru e pesando cerca de 23 quilos, era um pombo gigante dac família Raphidae. Como tinhas as asas curtas e frágeis não conseguia voar. Mansa e inofensiva, numa ilha que não tinha predadores, pelo menos até a chegada do homem. Aí, a vida boa do bicho acabou. Em 1598, com a pouca alimentação nos navios, os marinheiros desembarcavam famintos e logo elegeram o dócil e saboroso dodô como prato preferido. Milhares de aves foram mortas a pauladas. Em 1681, menos de 100 anos depois da chegada dos holandeses à ilha, o dodô foi declarado oficialmente extinto. Hoje, o que rsta do animal são esqueletos em museus na Europa, EUA e também em Maurício.
As primeiras descrições conhecidas destas aves foram feitas pelos holandeses, que chamaram o pássaro mauriciano de walghvogel ( “pássaro chafurdador” ou “pássaro repugnante”), em referência ao seu gosto. Embora muitos escritos posteriores digam que a carne era ruim, os primeiros jornais apenas diziam que a carne era dura, mas boa, embora não tão boa como a dos pombos, abundantemente disponíveis.
A ave era um parente próximo os pombos e pombas modernos. Análises do DNA Mitocondrial,do cytochromo b e do RNA ribossomal sugerem que os ancestrais do Dodô divergiram dos ancestrais do Solitário-de rodrigues (também extinto) entre o Paleogeno e o Neogeno.
Em 1973 alguns cientistas ficaram convencidos de que o tambalacoque, também conhecida como a “árvore-dodô”, estava desaparecendo. Só existiam treze exemplares da planta em toda a ilha, e estes tinham mais de 300 anos. Concluiu-se que nasceram na época em que as últimas aves dodô ou dronte (Raphus cucullatus) estavam sendo mortos.
Consequentemente o ecologista aviário estado-unidense Stanley Temple elaborou a teoria de que dodôs deviam ter sido os consumidores naturais das sementes da árvore, e que só quando as sementes passavam por seu aparelho digestivo é que elas ficavam ativas, podendo assim germinar.
Ele teria forçado a alimentação de dezessete frutos de tambalacoque por perus e três haveriam germinado. Alega-se que Temple não tentou qualquer germinação de sementes de controle não alimentadas pelos perus, por isso o efeito da alimentação dos frutos pelos perus não era clara. Temple também teria ignorado relatórios sobre a germinação das sementes por tambalacoque de AW Hill em 1941 e HC Rei, em 1946, que encontrou as sementes germinadas, embora muito raramente, sem abrasão. O Dodô não tinha medo das pessoas, o que, combinado com o fato de não voar, fez dele uma presa fácil para os humanos. Os primeiros colonos da ilha foram os portugueses, que chegaram em 1505. O nome dodó provavelmente tem origem no aspecto desajeitado destas aves; por isso, os batizaram de “doudos”, ou seja “doidos”. O dodó era uma excelente fonte de alimentação, pesando cerca de 16 quilos. Os dodós adultos foram caçados, mas esta não foi a única ameaça que passaram a enfrentar. Quando os humanos chegaram, trouxeram consigo outros animais, como porcos, ratos e macacos, que destruíam os ninhos do dodó. O último dodó foi morto em 1681, e não foi preservado nenhum espécime completo, apenas uma cabeça e um pé (o que restou dum espécime num museu na Inglaterra após um incêndio).
Recentemente, os cientistas descobriram que uma espécie de árvore da ilha Maurícia estava desaparecendo. Só existiam 13 exemplares em toda a ilha, e tinham mais de 300 anos. Nasceram na época em que os últimos dodós estavam sendo mortos. Descobriu-se que os dodós comiam as sementes da árvore, e só quando as sementes passavam pelo aparelho digestivo dos dodós é que ficavam ativas, podendo crescer. Ao fim de algum tempo descobriu-se que era possível conseguir o mesmo efeito se as sementes fossem comidas por perus. A árvore foi salva e agora é conhecida por árvore-dodó.
Um novo estudo genético descobriu que o dodó descende de uma espécie de pombos migradores. Os pombos instalaram-se na ilha e teriam evoluído para uma ave muito maior e sem capacidade de voar, devido ao fato do alimento ser encontrado em abundância no solo e falta de predadores naturais.

Agora a Ciência tenta ressucutar a ave

Pesquisas científicas atuais visam um dia poder recuperar espécies de animais como Tigre da Tasmania e o próprio Dodó, através da recuperação do material genético desses animais por meio de plantas e restos orgânicos.

Dodô, extinto sem dó!

4487 – Como golfinhos e baleias dormem se têm de subir para respirar na superfície?


Eles só dormem na superfície da água. Há mais de uma teoria para explicar o sono desses bichos. “A mais aceita delas diz que eles não dormem por muito tempo mas fazem vários pequenos cochilos, principalmente durante a noite”, conta um oceanógrafo da Fundação Universidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Se dormirem no ponto, os inimigos aproveitam a distração para atacar.
Mas as baleias não ficam totalmente paradas na superfície. Elas fazem pequenos movimentos para se estabilizar. Isso fortalece outra teoria. Alguns pesquisadores acreditam que os dois hemisférios do cérebro das baleias e golfinhos funcionam independentemente: enquanto um trabalha, o outro descansa. Assim, esses animais nunca estariam totalmente adormecidos. Há, ainda, biólogos que acreditam que, como o animal geralmente anda em bando, eles se revezam no descanso: enquanto alguns dormem, tranqüilamente, outros montam guarda. Trabalho de equipe.

4486 – Peixes que Matam Pela Boca


A arma das cobras venenosas não é bem o veneno, mas é conseguir injetá-lo na pobre da vítima. Poucos peixes têm a mesma habilidade. Mas no corpo de algumas espécies de tubarões e raias existem espinhos com glândulas venenosas. Se eles golpeiam, dói bastante. Só que geralmente não matam, porque o veneno é mais fraco. O coitado do atingido sobrevive quase sempre. Os peixes são bichos de boa paz. Mas cuidado onde você pisa. A maioria das espécies peçonhentas fica em águas rasas e solta veneno se for atacada ou agredida.
Há até mesmo peixes que matam pela boca. Pela boca do homem. Existem cerca de 500 espécies marinhas que, quando comidas, podem matar. Elas não mordem nem picam, mas têm veneno armazenado em alguns órgãos ou espalhado por todo o corpo. A indigestão é radical mesmo. Um dos mais conhecidos, e também o mais perigoso desses peixes venenosos, é o baiacu.

4485 – Achado os restos do asteróide que detonou os dinossauros


Pesquisadores do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, em Massachusetts, desenterraram o que dizem ser a assinatura infalsificável do asteróide causador da extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. A equipe cavou o fundo do Oceano Atlântico, a 1 000 quilômetros da cratera de Chicxulub, Golfo do México. As camadas do subsolo marinho abaixo de cerca de 3 quilômetros de água e 100 metros de areia trazem as marcas da catástrofe, do desaparecimento e do ressurgimento da fauna marinha. “Isso ajudará a avaliarmos a brutalidade da extinção nos oceanos”, disse o líder da pesquisa.

4484 – Paleontologia – Os Pterossauros


Na época dos dinossauros, o céu era dominado por uma categoria bem esquisita de répteis chamados pterossauros. Apesar de voar, não guardavam nenhuma semelhança com as aves, que têm penas e andam sobre dois pés. Os pterossauros tinham asas de couro e, como está cada vez mais provado, andavam sobre quatro patas.
A descoberta de pegadas fósseis no Estado americano de Wyoming, pelo americano Martin Lockley, da Universidade do Colorado, confirma esse último dado, que nem todos os paleontólogos aceitam. Lockley, porém, está confiante. “As pegadas se encaixam perfeitamente com o que se sabe da anatomia dos répteis voadores”. O pesquisador acha que vai ser preciso alterar as ilustrações usuais dos pterossauros nos livros. Agora, eles teriam de ser desenhados como você vê nesta página, com duas “mãozinhas” no alto das asas. “Eles sempre aparecem em altas pedras porque se pensava que não podiam levantar vôo do chão. Agora sabemos que decolavam tão bem quanto os pássaros.”