4577 – Cinema Trash – A Hora dos Mortos Vivos


Ao estilo Frankenstein, Herbert West (Jeffrey Combs) é um estudante de medicina que desenvolveu um reagente capaz de reanimar criaturas mortas. Ao lado de seu colega de quarto, Dan Cain (Bruce Abbott), West precisa de corpos frescos para continuar suas experiências mórbida. Porém, seu professor, doutor Carl Hill (David Gale), tem planos de conseguir os créditos da descoberta só para ele… Isso se conseguir manter a cabeça sobre o corpo até o final do filme.
Produtores:Bob Greenberg, Brian Yuzna, Bruce William Curtis, Charles Donald Storey, Michael AveryElenco:
Robert Pitzele (Bald O-R corpse)
Annyce Holzman (E-R patient corpse)
James Earl Cathay (Psycho Ward guard #2)
James Ellis (Psycho Ward guard #1)
Ian Patrick Williams (Swiss professor)
Gerry Black (Mace (Miskatonic security guard))
Carolyn Purdy-Gordon (Dr. Harrod)
Peter Kent (Melvin the Re-Animated)
Barbara Pieters (Nurse)
Jeffrey Combs (Herbert West)
Bunny Summers (Swiss doctor)
Velvet Debois (Slit wrist girl corpse)
Lawrence Lowe (Failed operation corpse)
Robert Holcomb (Motorcycle accident corpse)

4576 – Mega Memória – Frankstein JR


Desenho famoso da década de 70

É um desenho com produção Hanna-Barbera. Passava junto com o desenho dos Impossíveis. Estreou em 1966 e teve 18 episódios.
O cientista garoto Buzz Conroy e seu pai, o Professor Conroy combatiam supervilões com a ajuda de um robô poderoso chamado de Frankenstein Jr. “Frankie”, como era chamado por Buzz, era muito parecido com o personagem Gigantor.
Frankie era ativado por um anel que Buzz usava.
O desenho foi cancelado em 1968 por queixas de violência, o que poderia incitar as crianças a um comportamento agressivo.

4575 – Exobiologia – Procura-se Bactérias no Espaço


O carbono e o hidrogênio, elementos essenciais para o aparecimento de qualquer forma biológica, existem em relativa abundância nas diversas galáxias. Mas isso ainda não resolve o mistério. O que os cientistas estão procurando, em outros planetas, são os compostos orgânicos que serviram de base para a formação das espécies que conhecemos. Esses compostos são os aminoácidos e os nucleotídeos, os ingredientes básicos das moléculas de DNA e RNA. Os radiotelescópios vasculham a Via Láctea em busca de algum lugar parecido com a Terra em sua origem, há 4,5 bilhões de anos. Na realidade, estamos procurando no espaço a resposta à mesma pergunta que, há séculos, a humanidade vem fazendo a si mesma: como, exatamente, a Terra virou a casa de seres vivos?
A maioria dos cientistas acha que elas só podem se constituir a partir dos mesmos elementos que existiam na Terra nos primórdios de sua formação: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e água em estado líquido. Cientistas dissidentes apostam na existência de formas alternativas. As especulações abrangem desde seres que utilizam como solvente a amônia, em lugar da água, até criaturas fantásticas capazes de se reproduzir em ambientes de puro magnetismo (os plamobos) ou radiação (os radiobos).
Na busca de seres vivos em outros planetas, o ponto de referência é a evolução na própria Terra, dos primeiros microorganismos, há 3,5 bilhões de anos, quando o cenário era dominado por erupções vulcânicas e descargas elétricas, até os primeiros hominídeos, a cerca de 2 milhões de anos atrás.
O estudo dos planetas do Sistema Solar mostrou que eles são, na maioria, inóspitos. Pesquisadores passaram, então, a estudar, na Terra, ecossistemas parecidos com os ambientes extraterrestres, para saber se eles possibilitariam a existência de vida. Um número surpreendentemente grande de bactérias foi descoberto em lugares que se acreditava estéreis, como crateras de vulcões e as geleiras da Antártida.
Uma dessas bactérias, o Methanocococcus jannaschii, que vive em temperaturas de cerca de 185 graus, foi encontrada em vulcões submersos, no fundo do mar. Ao contrário da maioria, o Methanococcus vive exclusivamente de gás carbônico, hidrogênio e nitrogênio. O oxigênio o mata. Microorganismos também já foram encontrados no subsolo siberiano e em depósitos de sal. Outras bactérias são capazes de suportar doses de radiação em torno de 2 milhões de rad (450 rad são suficientes para matar um homem).
Os primeiros micróbios surgiram aqui mesmo ou foram importados do espaço? A experiência de Miller convenceu os cientistas de que as condições da Terra são favoráveis à formação de compostos orgânicos. Entretanto, estudos feitos em crateras da Lua mostram que, bilhões de anos atrás, a Terra era alvo constante de meteoritos. A análise de alguns desses meteoritos revelou a presença de aminoácidos. Os cientistas passaram a especular, então, que os ingredientes da vida podem não ter se formado aqui, mas ter chegado à Terra a bordo de meteoritos.
A mais radical dessas especulações é anterior à descoberta de compostos orgânicos nos meteoritos. Em 1908, o quíomico sueco Svante Arrhenius propôs que os próprios seres vivos teriam vindo do espaço, a bordo de metoritos ou de cometas. Sua teoria, que proponha que esporos de bactérias teriam chegado à Terra semeando o planeta de vida, ficou conhecida como panspermia.
A teoria foi ampliada mais tarde pelo astrônomo britânico Fred Hoyle e por seu colega Chandra Wickramasingue. Ambos lançaram uma tese que mistura a panspermia com a teoria da evolução, de Charles Darwin (1809-1882). Para eles, não foram apenas os micróbios que chegaram do espaço, mas também o programa genético necessário à evolução.
De acordo com a teoria da evolução, os organismos mais aptos são selecionados ao longo do tempo. Com a descoberta da molécula de DNA, ficou claro: o combustÌvel para a seleção natural são as mutações que acontecem no interior dos genes. Hoyle e Wickramasingue acreditam que genes alienígenas, oriundos dos espaço, tiveram um papel importante na seleção natural.

4574 – Astronomia – De ☻lho nos Planetas


Um enigma:
Como um planeta enorme, 280 vezes maior do que a Terra e seis vezes mais próximo de sua estrela do que Mercúrio está do Sol, consegue se formar e continuar existindo? Essa questão não pára de intrigar os astrônomos desde que, há um ano e meio, foi descoberto um planeta rondando a estrela 51 da Constelação de Pégaso. Peg-51, para os íntimos. Os astrônomos imaginavam, até então, que um corpo celeste com esses traços estaria fadado a desaparecer, sugado pela imensa força gravitacional da estrela vizinha.
O espanto dos cientistas se tornou ainda maior quando foi achado, pouco depois, outro planeta com as mesmas características, ao redor de uma estrela na Constelação de Rho de Câncer. Atualmente, os bichos raros já somam quatro, e os astrônomos calculam que nada menos do que 5% de todos os planetas da nossa Galáxia sejam desse tipo.
A descoberta de planetas nos confins do Universo colocou os astrônomos perante um dilema teórico: como definir, exatamente, o que é um planeta? Exemplo: por que o planeta gigante encontrado na galáxia de HD 114762 é catalogado como planeta e não como uma nuvem de gás ou uma anã marrom? As anãs marrons são estrelas muito pequenas para desencadear uma reação de fusão nuclear e, dessa forma, emitir luz, como é esperado das estrelas convencionais. O problema é que, na hora de definir quem é quem, tamanho não é documento. Ou seja, um planeta graúdo pode ser maior do que uma anã marrom que seja realmente nanica.
A única diferença entre uma anã marrom e um planeta está no seu miolo: os planetas são formados de rochas e gelo, enquanto a anã marrom é composta apenas por gases. Mas é impossível, com os equipamentos disponíveis, descobrir do que são feitos os planetas extra-solares. Enquanto não se descobre um jeito de viajar até lá, o único critério que os cientistas estão conseguindo aplicar baseia-se na excentricidade de cada um dos objetos – uma estrela anã teria uma órbita mais elíptica do que a de um planeta. Se for assim, o HD 114762 pode girar tranqüilo. Sua órbita continua sendo a de um planeta.
Para ser indicado como candidato a hospedeiro de seres vivos, um planeta deve preencher certos pré-requisitos, como a presença de água em estado líquido e uma temperatura amena – nem quente demais, nem fria demais. O planeta ao redor da estrela 70 da Constelação de Virgem se enquadra nesse perfil. Sua temperatura de 85 graus, comparável à de uma xícara de café quente, é excessiva para os padrões humanos, mas não chega a ser incompatível com a existência de seres vivos. Ninguém sabe se há água na sua superfície, mas os cientistas estão esperançosos.
Planeta derretido
O planeta de 51 de Pégaso foi o primeiro a ser descoberto fora do Sistema Solar. Com um tamanho 280 vezes maior do que a Terra, está praticamente colado à sua estrela. Os eventuais visitantes podem escolher a temperatura: 1000 graus numa das faces e, na outra, centenas de graus abaixo de zero. Não existe dia e noite, pois a gravidade da estrela impede o planeta de girar. O Peg-51 está a 42 anos-luz da Terra.
Vênus: o inferno mora ao lado
O planeta mais próximo da Terra lembra o Inferno dos velhos livros de catecismo. Estéril como um deserto, tem uma temperatura média de 400 graus centígrados e chuvas permanentes de ácido sulfúrico. Um astronauta que tentasse desembarcar em Vênus seria imediatamente esmagado pela imensa pressão de sua atmosfera, 90 vezes mais pesada do que a da Terra e, todo o líquido do corpo viraria vapor. Mas os partidários da “terraformação” têm um roteiro para “domar” um ambiente tão hostil.
Marte: vizinho difícil
Aqui o desafio é diferente. A temperatura, na linha do Equador, oscila em torno do zero grau ao meio-dia, despencando para 80 graus negativos à noite. Os maiores obstáculos são a atmosfera rarefeita, a ausência quase total de oxigênio e o excesso de radiação ultravioleta do Sol, que inviabiliza a sobrevivência de qualquer organismo. O que pode ser feito para tornar Marte habitável para os humanos?
Nuvens de algas, geneticamente preparadas para sobreviver nas difíceis condições do planeta, são espalhadas pela sua superfície. O objetivo: modificar a composição química da atmosfera.
Guarda-sóis gigantes, de 1 000 quilômetros de diâmetro, são colocados em órbita sobre o planeta, criando sombras que imitam o ciclo de uma “noite” e um “dia” a cada 24 horas.
O excesso de oxigênio na atmosfera é combinado com o hidrogênio de asteróides de gelo importados dos arredores de Júpiter para formar oceanos de água. Um ou dois séculos depois do início do processo, os terráqueos poderão passear pelas montanhas de Vênus sem geladeiras portáteis – e até achar o lugar agradável. Nas praias recém-formadas, o clima será comparável ao de uma ilha do Caribe.
Para aumentar a captação de luz solar, é possível trazer grandes quantidades de uma fuligem escura existente nas duas pequenas luas de Marte, Fobos e Deimos, e espalhá-la pela superfície.
Caso se confirme a existência de geleiras eternas no solo, elas poderão ser derretidas para formar oceanos.
Na falta de geleiras para derreter, resta a alternativa de importar água dos asteróides.
A vida animal e vegetal é introduzida em pequenos “oásis” irrigados pelo gelo derretido ou pela água importada.
Calor adicional é obtido com a instalação de gigantescos espelhos espaciais encarregados de refletir e jogar a luz do Sol sobre o planeta. Aos poucos, a atmosfera marciana se tornará respirável e a temperatura, embora ainda muito fria, não será incompatível com a atividade humana. Um terráqueo que esteja acostumado com o frio e o ar rarefeito dos Andes ou do Cáucaso se sentirá à vontade em Marte depois da reforma de seu ecossistema.

4573 – Medicina – Oxigênio para as cirurgias cardíacas


No início de sua carreira, nos anos 50, o Dr Adib Jatene chegou a montar modelos de coração e pulmão artificiais a partir de peças compradasna Rua Santa Ifigênia, em S.P, o centro comercial dos eletrônicos. Em 1965, quando trabalhava no Instituto Dante Pazzanese, ele desenvolveu seu invento de maior reputação e utilidade, o oxigenador de bolhas. Em toda a cirurgia de coração é crucial oxigenar o sangue em velocidade adequada ao metabolismo humano. Ele criou uma peça portátil, que contrastava com os modelos existentes até então, de difícil manutenção.

Curando feridas crônicas

As feridas causadas por úlceras venosas ou lesões diabéticas sempre foram difíceis de tratar. Mas em 1993, uma oncologista e um bioquímico brasileiros desenvolveram um supercurativo para as feridas crônicas a partir do látex extraído da seringueira. A biomembrana é capaz de regenerar tecidos e fechar em poucas semanas, lesões que levariam muito mais tempo para cicatrizar.

4572 – Música R&B – Curtis Hairston


Curtis Hairston Kinnard, 10 de outubro de 1961, Winston-Salem, Carolina do Norte, E.U.A.
18 de janeiro de 1996, o Hospital Batista NC, Winston-Salem, Carolina do Norte, E.U.A.
Curtis Hairston nasceu em Winston-Salem, Carolina do Norte, E.U.A.
Começou cantando no coro de igreja.
Ele continuou a sua formação musical na Juliard School of Music em Nova York.
O jogador de basquete, Earl Monroe, criou um selo e de uma visita de Winston-Salem.
O follow-up ‘I Want Your Lovin’ (Just A Little Bit) “foi lançado no Reino Unido para a impressão de Londres em 1985, atingindo o slot Top 15 naquele ano.
Nos Estados teve um hit R & B com sua versão de “We All Are One”.
Jimmy Cliff alcançou algum sucesso com a música ao mesmo tempo.
Curtis, em seguida, assinou contrato com a Atlantic, ele colaborou com a Nona Hendryx para o seu álbum de estréia.
Luther Vandross havia cantado vocais de fundo para Curtis Hairston durante sua carreira, além disso.
Curtis gravou com o grupo de jazz Ready For realidade em sua versão 1990 Plateau Seguinte ‘Ready For realidade
Ele sofria de diabetes.Em New York, ele recebeu tratamento para sua doença, no entanto, diabetes levou a melhor sobre o cantor e sofreu insuficiência renal como resultado.
Duas semanas antes de sua morte ele estava em pé diante da congregação em sua igreja local para cantar.
Curtis faleceu em janeiro de 1996, com apenas 34 anos de idade.

4571 – A Rodovia Transamazônica


Br-230, a Transamazônica

Extensão 4 977 km
Inauguração 30 de Agosto de 1972
Tipo Rodovia Transversal
Limite Oeste Lábrea, Amazonas

Projetada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974) sendo uma das chamadas “obras faraônicas” devido às suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar, é a terceira maior rodovia do Brasil, com 4.977 km de comprimento, ligando Cabedelo, na Paraiba, a Benjamin Constant, no Amazonas, cortando sete estados brasileiros; Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Nasce na cidade de Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas. É classificada como rodovia transversal. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada.
Planejada para integrar melhor o Norte brasileiro com o resto do país, foi inaugurada em 30 de agosto de 1972. Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Região Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração.
Os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Alguma informação era obtida apenas nas visitas ocasionais a algumas cidades próximas. O transporte geralmente era feito por pequenos aviões, que usavam pistas precárias.
Por não ser pavimentada, o trânsito na Rodovia Transamazônica é impraticável nas épocas de chuva na região (entre outubro e março). O desmatamento em áreas próximas à rodovia é um sério problema criado por sua construção.

E aí, vai encarar essa barrela?!

É o sonho de muitos jipeiros, pois sua precariedade instiga aos mais aventureiros sua travessia em veículos off-road.
A BR-230 ou Transamazônica é uma rodovia transversal e considerada a terceira mais longa rodovia do Brasil com 4.000 km de extensão, ligando cidade portuária de Cabedelo na Paraíba ao município de Lábrea, no Amazonas cortando algumas das principais cidades do estado do Pará: Marabá ,Altamira e Itaituba. Na Paraíba representa o principal eixo de circulação de pessoas e mercadorias entre seus municípios, tendo como referencial o porto de Cabedelo e as cidades de João Pessoa e Campina Grande, os maiores pólos econômicos do estado. Percorre o solo paraibano por 521 km, com boa condição de tráfego até a divisa com o estado do Ceará.

4570 – Mega Curtíssimas – Porco Magro


Os porcos eram criados para serem abatidos com 120 quilos. Mas, nos anos 90 se iniciou um mercado de carne magra,o suíno light que é o resultado do cruzamento de 3 raças: Hampshire, Duroc e Pietrain, que garantia um melhir redimento de cortes nobres. Tal modificação genética resultou em um aumento de 3% na quantidade de carne dos suínos de abate.

Biotecnologia contra a Distrofia Muscular

O estudo das células-tronco permitiu a identificação em 1985, de um gene ligado a um tipo de distrofia dos membros. Além do potencial futuro de regenerar tecidos, as células-tronco obtidas de pacientes com doenças genéticas constituem um material precioso para pesquisas.

Soro antiofídico em pó

Boa parte das picadas de cobra ocorre em zonas rurais de difícil acesso e muitas vezes sem fornecomento de energia elétrica. Como osoro antiofídico tem que ser mantido em temperaturas entre 4 e 8 °C, sua conservação em área remotas representa umm enorme problema. Mas, um médico do Instituto Butantã de SP criou o soro em pó. Foi inventado por um processo conhecido como liofilização, ou desidratação. O soro foi um pedido feito por tropas do Exército brasileiro, que tinham que passar grandes períodos na mata com o líquido antiofídico.

4569 – Luz nos buracos negros


Como vimos ao longo do ☻ Mega, os buracos negros são regiões onde a força gravitacional é gigantesca de tal forma que nem mesmo a luz escapa. São ralos de matéria que sugam estrelas e até mesmo galáxias inteiras. Em 1991, foi descoberto por uma astrônoma brasileira, um disco de poeira cósmica, que girando a 10 mil km por segundo, nada mais era que a matéria de uma estrela que ainda não fora sugada. Até então não havia evidências de que buracos negros de fato existiam no centro da maioria das galáxias. Os buracos negros são testemunhas do início dos tempos.

4568 – Ecologia – Energia do Capim


A biomassa tem sido estudada como alternativa para a produção de energia limpa. Agora, a biomassa que era feita de resíduos agrícolas, estando sujeito a sazonalidade das safras, agora terá uma nova matéria-prima. O capim-elefante está sendo usado para a combustão.

Reciclagem

Reciclar as embalagens de leite longa vida não era possível, mas as coisas estão mudando.
Foi desenvolvida uma tecnologia conhecida como plasma que é capaz de reciclar as camadas de alumínio e plástico, de modo a reciclá-las. Dentro de um forno, o plástico e o alumínio são aquecidos por esse plasma. As cadeias de carbono do polietileno que compõem o plástico, se quebram e são vaporizadas, isolando-se o alumínio. O alumínio reciclado se transforma em pó ou barras e o plástico, em parafina líquida. O sistema desenvolvido no Brasil despertou o interesse de países europeus.

O PET biodegradável

Um composto de plástico une o politereftalato de etileno,o pet, a um poliéster biodegradável e é consumido pelas bactérias do solo em 45 dias. O composto poderá ser usado desde embalagens até cartões telefônicos biodegradáveis.

Uma tinta que acaba com as pichações

Ao invés de pintar, basta lavar. Agora surgiu uma tinta anti-pichação, a Antigraf. O formato pontiagudo das moléculas das folhas permite que a sujeira não grude. Uma fórmula com elevado grau de impermeabilidade. Já foi usada em trens paulistanos, no Metrô V.Prudente e no Minhocão, em SP.
Chega de vandalismo.

4567 – Museu do Som – As Rádio-Vitrolas


Por Carlos Rossi Exclusivo para o ☻ Mega

Equipamento de 1951

Eram um misto de rádio AM (na ocasião ainda não existiam emissoras de FM, e as primeiras eram como as TVs por assinatura de hoje) e um modelo de toca-discos de vinil, com cápsulas de cerâmica, moderno para a década de 1950 e 1960, mas já obsoleto na década de 1970. Foram desbancadas pelos aparelhos 3X1 transistorizados.
O amplificador das rádio-vitrolas era valvulado e o gabinete de madeira, onde ficavam também os alto-falantes formava uma peça em monobloco.
A qualidade do som dos amplificadores á válvula era imbatível, mas havia defeitos.
Peso, tamanho do circuito e consumo de energia eram problemas. Com as viagens espaciais, a NASA desenvolveria sistemas de miniaturização de circuitos eletrônicos e que iria resultar em avanços também na área de audiotecnologia.
Os radinhos de pilha “solid state”, ou transistorizados foram a sensação do início da década de 1970.

Rádio Nissei transistorizado, já com FM, da segunda metade da década de 70, excelente qualidade de som e baixo consumo

Na segunda metade da década de 70, surgiu um novo conceito de alta fidelidade com os conjuntos de som modulado e já nessa época, rádio-vitrolas já não eram mais fabricadas. Mas o som dos amplificadores valvulados ficou na saudade, com seus graves cheios e incomparáveis, mesmo aos mais modernos subwoofers que temos hoje.

Rádio vitrola valvulada da década de 1960

4566 – Clonagem e Recriação de Espécies


Ressuscitar tiranossauros ainda é ficção científica, porque é muito difícil que o DNA resista a 65 milhões de anos ou mais de reações químicas, mas outras criaturas fantásticas, desaparecidas há menos tempo, talvez ainda não estejam perdidas. Que tal cavalgar um mamute-lanoso, ou bater uma bolinha com um neandertal? Pois a possibilidade é bem real.
Recentemente foi publicado dados sobre a recuperação de 70% do genoma – o conjunto do DNA – de mamutes que morreram há 20 mil anos.
Devem divulgar em breve a sequência de DNA dos neandertais, os últimos hominídeos (ancestrais ou primos próximos do homem) a desaparecerem da Terra, há meros 30 mil anos. Espécies que se extinguiram há menos tempo, como a belíssima quaga, uma prima da zebra com coloração avermelhada, ou o lobo-da-tasmânia, uma versão marsupial (aparentada ao canguru) dos cães, também têm boas chances de ter seu DNA decifrado a partir de exemplares de museus, os quais ainda têm material genético.
Mesmo que os cientistas estejam bastante confiantes em relação à sequência correta do genoma, transformar os dados num bicho de carne e osso envolve uma série de complicações. O jeito mais direto de fazer isso seria sintetizar os cromossomos (as estruturas enoveladas que guardam o DNA) da finada espécie, criar um núcleo celular também sintético para abrigá-los e inserir tudo isso num óvulo de uma espécie ainda viva aparentada ao bicho. Na prática, trata-se de uma forma de clonagem. O problema é que não estamos nem perto de conseguir sintetizar cromossomos e núcleos de animais e, mesmo que a tecnologia já estivesse dominada, seria preciso outro chute para estimar o número correto de cromossomos do bicho. Erros poderiam ser catastróficos para o embrião e para sua azarada mãe de aluguel.
Antes de sair por aí ressuscitando espécies extintas, lembre-se de que, em muitos casos, o ambiente em que eles viviam não existe mais, muito menos os grupos de criaturas iguais nos quais eles deveriam viver. Portanto, ainda que um dia consigamos operar esse tipo de ressurreição – e nada indica que tal coisa seja impossível -, talvez seja bom perguntar se temos o direito de fazer isso mesmo.

4565 – Hi Tec – O Futuro da Cibernética


Mulher Biônica

Mesmo quando a conexão cerebral com o corpo é interrompida, os neurônios especializados em mexer os membros continuam lá. Ao captar a atividade elétrica das células quando a pessoa pensa em se mexer, os cientistas conseguem mandar esse sinal para um computador, que o traduz em movimento.
Cientistas da Universidade de Brown fizeram um tetraplégico, com eletrodos implantados no cérebro, mover um cursor na tela do computador. São avanços preliminares: ainda falta muito para que os ciborgues humanos virem realidade. Antes de tudo, é preciso acumular uma imensa quantidade de dados da atividade de muitos, muitos neurônios de várias áreas do cérebro, até decifrar a linguagem elétrica que comanda os movimentos humanos.
O segundo desafio é conseguir que as pessoas criem uma representação mental do membro cibernético – uma espécie de mapa virtual da prótese no cérebro. De certa forma, todo mundo já faz isso quando usa muito um instrumento, como uma chave de fenda ou um violão – o duro é tornar essa conexão algo direto. Para isso, o aparelho precisa enviar ao cérebro dados sobre posição e pressão (o equivalente do nosso sentido natural do tato), algo que o corpo faz continuamente sem percebermos. Na prótese inteligente, isso é tarefa para a bioengenharia.
Cabe aos neurocientistas descobrir como e para onde mandar essas informações de forma que o cérebro as incorpore, fazendo da prótese uma extensão mental do corpo. Só assim alguém com o braço direito cibernético, por exemplo, vai sentir de novo a força de um bom aperto de mão. Parece complicado, e realmente é. Mas, pelo galope das pesquisas nos últimos 10 anos, a próxima década (ou menos) deve nos reservar boas surpresas.
Um conjunto de eletrodos registra a atividade de centenas ou até milhares de neurônios simultaneamente. Novos materiais vêm sendo estudados para evitar reações do organismo, que geralmente inutiliza os eletrodos depois de alguns meses. Nas pessoas, esses aparelhos têm de durar anos ou décadas.

4564 – Gelo – Se a bebida é gelada então por que sai fumaça?


Um cubo de gelo ou uma garrafa com temperatura em torno de zero grau C tem a capacidade de resfriar rápido o ar em seu redor. Além de ser formado por gases, o ar também apresenta vapor d’água. O vapor se transforma então em um conjunto de gotículas que enxergamos como fumacinha. É mais parecido comnuvem do que com fumaça, pois é uma névoa. Outra diferença é que ela não sobe como a fumaça, mas desce. Se tirarmos uma cerveja supergelada do freezer de algum restaurante de Manaus, vai aparecer um monre de fumaça em volta da garrafa.

4563 – Doenças do aparelho digestivo – Ileíte Regional


Trata-se de uma doença inflamatória que atinge a porção terminal do intestino delgado. A causa supõe-se que seja vírus ou bactéria ainda não isolados.
Sintomas – Ataques agudos de cólicas no médio e baixo abdome, diarréia e perda de apetite, febre baixa. Os sintomas desaparecem depois de alguns dias, mas reaparecem em intervalos durante algumas semanas. A inflamação do intestino delgado pode causar obstrução à passagem das fezes, o que provoca a acentuada distensão abdominal, náuseas,vômito e incapacidade de evacuar. A doença é comum em adultos entre 30 e 40 anos. O diagnóstico em geral é através de exame radiológico. Evolui na forma branda com uma pequena crise que desaparece. Na forma mais grave sucedem-se crises repetidas de febre, cólicas abdominais e diarréia. Pode haver a formação de abcesso intestinal e a obstrução do intestino delgado.
Tratamento – Em casos brandos, repouso, dieta leve sem álcool e nem condimentos. Algumas drogas como a cortisona tem produzido alívio em casos agudos. Quando a doença está em fase avançada é necessário tratamento cirúrgico, que é a remoção da parte inflamada do intestino delgado, a seguir a ligadura da parte sã acima da região removida com o cólon transverso (colostomia ileo-transversa).
Em certos casos não se remove o intestino inflamado, mas liga-se ao intestino grosso a parte normal do intestino delgado, situada acima da área inflamada, excluindo a parte atingida. A inflamação desaparece, pois o produto fecal não passa mais pelo intestino inflamado. Como a causa da ileíte regional é até então desconhecida, não há recomendações de como evitá-la. Mesmo curada, a doença pode retornar num pequeno número de casos. Após a cirurgia, o indivíduo pode retormar suas atividades normais. O intestino delgado mede 6 metros e menos da metade de tal extensão é suficiente para manter normal as suas funções. A doença não é hereditária.

Escola Paulista de Medicina para o ☻ Mega