4697 – Geografia – A Ilha do Diabo


A sinistra Ilha do Diabo

A Ilha do Diabo (em francês Île du Diable) é uma ilha da Guiana Francesa que faz parte das chamadas Ilhas da Salvação. Até 1946 era uma colônia penal francesa onde os presos considerados mais perigosos cumpriam pena. Para o governo francês, o território servia para punir os prisioneiros da pior forma possível: isolados, confinados num lugar de difícil acesso, os homens que ficavam ali presos dificilmente conseguiam escapar, já que a ilha é de difícil acesso, em virtude de seus penhascos, e suas águas são infestadas de tubarões.
O livro Papillon, de Henri Charrière, mais tarde transformado em filme, retratou o cotidiano desses condenados e o tratamento brutal ao qual eram submetidos. O livro conta a famosa fuga de Papillon em 1935.
Além disso, a Guiana Francesa serviu de território para onde eram mandados os inimigos políticos dos conturbados anos do pós-Revolução Francesa. Lá viveram no exílio alguns grandes nomes do período, como Billaud-Varrennes e Collot d’Herbois.
Atualmente, um destino mais brando tem sido dado à Ilha do Diabo, o de paraíso para o ecoturismo, numa tentativa de aproveitar a pródiga natureza insular.

4696 – Enchente – Cidade de S.Luis do Paraitinga devastada pelas chuvas em 2010


Aproximadamente 9.000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas –quase toda a população–, de acordo com estimativas da Defesa Civil Estadual. Prédios históricos estão danificados, entre eles a igreja matriz São Luiz de Tolosa, construída no século 19, que desabou.
Com o grande volume de chuva, o rio Paraitinga, que corta a cidade, transbordou. Segundo a Defesa Civil, o nível do rio subiu aproximadamente 15 metros e inundou praticamente todo o município. Imóveis ficaram cobertos, e muitos continuam com água pelo telhado. Todo o centro histórico –que abriga o conjunto arquitetônico de casas térreas e sobrados– foi inundado. De acordo com informações da prefeitura, a área tem cerca de 90 imóveis tombados pelo patrimônio histórico.
A Defesa Civil contabilizou 4.000 pessoas desabrigadas –encaminhadas para abrigos públicos– e 5.000 desalojados –que aguardam a água baixar em casas de amigos ou parentes. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população estimada da cidade, em 2009, era 10.908 pessoas.
Equipes dos bombeiros usam botes para resgatar as vítimas. Os desabrigados são levados para as áreas altas da cidade. O Exército também auxilia nos trabalhos, com um helicóptero.
A prefeitura decretou estado de calamidade pública. Não há registro de feridos ou desaparecidos. Fundada em 1.769, a cidade é conhecida também pelas festas populares –como a tradicional Festa do Divino e o Carnaval.
Cunha (241 km de São Paulo), cidade turística do Vale do Paraíba, também foi atingida pelo temporal. A cabeceira da ponte do rio Paraitinga na cidade, na rodovia Paulo Virgínio (SP-171), desmoronou por volta das 9h deste sábado, informou a Polícia Militar. A rodovia já estava interditada desde sexta (1º), quando desmoronou a cabeceira da ponte do rio Jacuí, no km 40 da mesma rodovia.
Seis pessoas de uma mesma família morreram em um deslizamento de terra na madrugada de sexta na área rural da cidade. A Defesa Civil afirma que são 20 desabrigados e 75 desalojados na cidade.
Outras cidades
A chuva também tirou moradores de casa em Garatinguetá e em Guararema.
Em Guaratinguetá, a Defesa Civil afirma que são 800 desabrigados e 2.000 desalojados. Em Guararema, 45 casas foram interditadas, e 38 pessoas ficaram desabrigadas.

4695 – Religião – Mistérios sobre a vida de Jesus Cristo


Do nascimento até o batismo, na idade adulta, praticamente não há referências, nem mesmo nos evangelhos. Apesar de tal névoa espessa, ele foi individualmente, a mais influente personalidade da História da Humanidade. Um impacto que ultrapassa 2 bilhões de cristãos. Mas a curiosidade está no Jesus histórico. Foi descoberta em uma funerária do século I, uma escrita em pedra, com a frase gravada do lado externo, em aramaico: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Indícios apontam para a autenticidade da peça. O Museu de Israel, em Jerusalém, guarda outras duas peças que servem de provas arqueológicas da existencia de personagens ligadas diretamente a Jesus. Caifás, o sumo sacerdote judeu que presidiou o primeiro julgamento foi encontrado acidentalmente em 1990, quando operários construíam um parque nos arredores de Jerusalém. Escavações ainda em curso em Nazaré, a cidade em que Jesus cresceu e Cafarnaum, onde pregou, revelaram muito sobre o ambiente em que viveu. Em seu tempo, Nazaré era uma cidade pobre, com 300 ou 400 habitantes.Não foram encontrados prédios públicos. As casas eram cobertas com galhos, folhas e barro,não havendo ruas pavimentadas. Alguns moradores construíam suas casas diante de cavernas naturais, para aproveita-las como depósito.
Das relíquias relacionadas a Jesus, a mais intrigante é uma peça de linho, de 4,36m de comprimento por 1,10 de largura, chamado de Santo Sudário e que segundo a tradição católica teria servidode mortalha para seu corpo. Mas recentes análises concluíram que o tecido era da Idade Média. Mas o assunto não foi encerrado. Novos exames estão sendo realizados.

4694 – Arqueologia – A Caverna do Mamute


Caverna do Mamute

Parque Nacional de Mammoth Cave (Caverna do Mamute) é um conhecido sítio paleontológico por ser uma zona de cavernas que são o único e último abrigo de mamutes nos dias modernos. São encontrados desde fósseis bem conservados de mamutes, como zumbis de mamutes, como colônias vivas de mamutes-toupeiras.
A reserva é formada por uma intrincadas rede de cavernas labirínticas que fazem até tatu se perder. Essas cavernas ligam o estado americano de Ketchup a China, a cidade de Goiás, a Machu Picchu e a El Dourado, o problema é não morrer de fome antes de chegar nesses destinos.
Qualquer truque para se situar na caverna não funciona. Deixar migalhas de pão para trás não funciona, já que elas são rapidamente devoradas. Linhas também não dão certo, já que os animais sempre fazem questão de corta-las e GPS são inúteis, pois a profundidade das cavernas é inatingível por essa tecnologia.
Pouco se sabe da história dessa caverna, já que todos que entram nela nunca mais voltam. Sabe-se que ela foi esculpida a muito tempo atrás por uma antiga nação de anões mineradores que sumiu misteriosamente, diz a lenda que eles cavaram tanto que encontraram o diabo. Hoje os trilhos da caverna são usadas pelo FBI para levar o presidente de Washington ao Alasca em alguns minutos em caso de emergência.
Além dos numerosos mamutes é possível encontrar ainda nessas cavernas todo o tipo de mosntros e aberrações, alguns morcegos e uma quantidade imensurável de esterco desses bichos.

4693 – Homem das cavernas pescava peixes grandes há 42 mil anos


Os homens das cavernas desenvolveram técnicas para pescar peixes grandes como o atum, que vive em alto-mar, há cerca de 42 mil anos, apontaram descobertas de arqueólogos australianos no Timor-Leste.
A equipe de pesquisa da Universidade Nacional da Austrália revelou nesta sexta-feira em comunicado que, entre outros objetos, encontrou o anzol mais antigo do mundo, feito com uma concha com entre 23 mil a 16 mil anos de idade.
“A escavação no Timor-Leste mostra que os homens pré-históricos desta ilha tinham habilidades marítimas incrivelmente avançadas”, contou a arqueóloga Sue O’Connor, líder do grupo. As descobertas das escavações na caverna de Jerimalai evidenciam que aqueles homens possuíam o conhecimento necessário para fazer travessias oceânicas até a Austrália.
“O local que estudamos tinha mais de 38 mil fósseis de 2.843 peixes que datavam 42 mil anos”, acrescentou O’Connor, que descobriu a gruta de Jerimalai em 2006.
Em sua opinião, a partir dos materiais encontrados, os homens daquela época eram hábeis na confecção de ferramentas e exímios pescadores, mas não se sabe como faziam as capturas. “Não está claro que método era usado para pescar os peixes, inclusive em águas rasas, mas o atum pode ser capturado com redes e anzóis. De qualquer maneira parece certo que utilizavam uma técnica bastante sofisticada”, acrescentou a arqueóloga.
Apesar das descobertas, a pesquisa ainda tem um longo caminho a percorrer. Sue declarou que os novos achados de Jerimalai precisam explicar com estes pescadores conseguiram chegar pelo mar até a Austrália há pelo menos 50 mil anos, feito que conhecido.
“Sabemos que usavam barcas porque a Austrália é separada do Sudeste Asiático pelo oceano. Quando olhamos as embarcações que os aborígenes usavam quando entraram em contato com os europeus, vemos que eram muito simples como canoas e balsas”, declarou a especialista.
Os Homo sapiens que moravam nestas cavernas se alimentavam de tartarugas, atum e ratos gigantes.
As descobertas da equipe dirigida por Sue em Jerimalai foram publicadas no último número da revista Science.

4692 – Bióloga que propôs célula ‘mestiça’ morre aos 73 anos


A ciência perdeu nesta semana a mulher que ajudou a mostrar como pessoas, árvores e outros seres vivos complexos são criaturas híbridas, tão improváveis quanto centauros ou sereias.
Trata-se da bióloga americana Lynn Margulis, da Universidade de Massachusetts em Amherst. Em comunicado oficial divulgado na quarta-feira, a universidade informa que Margulis morreu em casa, um dia antes, aos 73 anos.
Margulis foi a principal defensora da teoria da simbiogênese, a ideia de que grandes transições da evolução envolveram a fusão de dois ou mais seres vivos completamente diferentes –daí a analogia com centauros e sereias do parágrafo acima.
Parece uma maluquice, mas pistas de que isso realmente ocorreu começaram a surgir quando cientistas verificaram que certas estruturas das células possuem DNA próprio, distinto do material genético “principal” que a célula guarda em seu núcleo.
Isso foi em meados do século passado, quando começou a ficar claro que o DNA era a molécula da hereditariedade, ou seja, a substância responsável por transmitir as características dos seres vivos de pais para filhos.
O DNA independente achado no interior das mitocôndrias (os “pulmões” das células, responsáveis pela respiração celular) e dos cloroplastos (estruturas das células vegetais que comandam a fotossíntese) sugeria uma hereditariedade à parte.
As coisas estavam nesse pé quando Margulis, nos anos 1960, propôs que a explicação mais provável era uma fusão simbiótica. No passado remoto, dois micróbios totalmente diferentes um do outro, com estrutura parecida com a das bactérias atuais, teriam se fundido.
Um deles passou a ser o que consideramos como a célula “principal”, enquanto o outro passou a levar uma vida semi-independente dentro da célula maior (o que seria o caso das mitocôndrias e dos cloroplastos).
Dessa forma, a célula maior ganharia a energia produzida pelos seus novos parceiros internos, enquanto a menor ficaria mais protegida de predadores microscópicos, por exemplo.
Hoje, poucos biólogos discordam da ideia, porque a comparação entre o DNA “normal” das células e o encontrado nas mitocôndrias e cloroplastos mostrou que, de fato, eles têm muito pouco a ver um com o outro.
Mais importante ainda: o material genético dos dois lembra muito o de certas bactérias (no caso dos cloroplastos, com o DNA de bactérias que fazem fotossíntese).
Margulis participou da elaboração de outra ideia famosa, que também enfatiza a cooperação entre organismos: a hipótese Gaia, que vê a Terra como um superorganismo.
Ela foi a primeira mulher do célebre astrônomo e divulgador de ciência Carl Sagan (1934-1996) e mãe de dois dos filhos do pesquisador.

4691 – Biologia – Se não fosse um vírus, você botaria ovos


O seu corpo está infestado deles, mas não precisa entrar em pânico. Trata-se do ERV e são habitantes permanentes das células de todos os mamíferos. São eles que ajudam a formar a placenta, a membrana que protege o bebê na barriga da mãe. Tais vírus carregam a proteína que estimula a fusão de algumas células do embrião. Uma nova teoria diz que teria sido ele o responsável pelo desenvolvimento da placenta nos mamíferos. Supõe-se que os primeiros animais desse grupo gestavam os filhotes como os répteis, que protegiam as crias dentro dos ovos, só que um dia foram infectados pelo vírus e criaram a placenta. Sem ela, o filhote não poderia ser gerado dentro do organismo mateno.

4690 – Medicina – As doenças hereditárias e congênitas


A característica hereditária é o traço ou caracterísca física que passa de uma geração a outra e é determinada pelos genes, localizados nos cromossomos das células.
A doença congênita é a anomalia com que uma pessoa nasce e em geral é o resultado de um problema surgido durante o desenvolvimento do embrião ou durante o parto, por exemplo, se uma mulher tiver rubéola durante as primeiras semanas de gravidez, isso deve prejudicar o embrião, causando cegueira e outros males; não sendo a anomalia hereditária, não é transmitida geneticamente, porém, resulta em distúrbios do desenvolvimento embrionário.
Característica dominante – Tem maior probabilidade de se expressar nos filhos que uma recessiva: p. ex. filhos cujos pais tem olhos azuis e castanhos, terão provavelmente olhos castanhos, pois tal característica é dominante. Quando pais de cabelos pretos tem filho de cabelo ruivo, este herdou característica recessiva. Defeitos e deformidades hereditários são recessivos, sendo pequeno o percentual. Podem não surgir em uma geração, voltando em gerações subsequentes. Parentes que se casam não se aconselha a ter filhos se o grau parentesco for muito próximo pois podem surgir traços recessivos indesejáveis. A demência não é hereditária, embora em certas famílias exista a tendência em herdar distúrbios de personalidade.
Exemplos comuns de características hereditárias
São – Daltonismo, lábio leporino, pé torto, goela de lobo, prenhez gemelar ou múltipla, deficiência mental, hemofilia e etc. O câncer não é hereditário, o que se transmite é uma tendência ao seu desenvolvimento. A exposição excessiva aos raios X e substâncias radioativas durante a gravidez perturbam o desenvolvimento normal do embrião. Radiação nos ovários pode causar alterações responsáveis por anomalias. Drogas também são perigosas. É recomendável que não tenham filhos, pessoas cujas famílias tem comprovadamente doença hereditária. Através de exames pode se saber se um casal é portador dos genes de certos males hereditários, como anemia falciforme, a doença de Tay-Sachs. Se ambos os pais tem tais genes, é melhor não terem filhos.
Inteligência – Ainda não se pode afirmar que a inteligência se deve ao ambiente ou a hereditariedade. O retardamento sim, é hereditario. Muitas anomalias resultam em apenas de problemas ocorridos durante a gravidez ou problemas ocorridos durante a gravidez ou na hora do parto. E portanto não atingem os filhos seguintes. Muitas vezes os traços hereditários são recessivos e a possibilidade de outro filho ser atingido é pequena.
Peso e altura – A altura é mais hereditária que o peso, pois este depende mais dos hábitos alimentares; entretanto, em certas famílias pode haver tendência hereditária à obesidade. Tendências criminais e mau caráter não são hereditários.

4689 – Combate ao Câncer – O que é a TERAPÊUTICA COM ANTICORPOS MONOCLONAIS?


Os anticorpos monoclonais pertencem a uma classe terapêutica relativamente nova e o seu desenvolvimento constitui um dos maiores avanços da última década no tratamento do linfoma não-Hodgkin. Os anticorpos monoclonais utilizados no tratamento dos linfomas não-Hodgkin são eficazes no tratamento de alguns dos principais tipos de linfoma não-Hodgkin. Em geral, são administrados em combinação com quimioterapia, embora nalgumas circunstâncias possa ser utilizado em monoterapia.
O objectivo da terapêutica com anticorpos monoclonais é atingir e destruir as células do linfoma não-Hodgkin, não afectando as outras células.
Como funcionam:
Anticorpos são substâncias que normalmente são produzidas pelo corpo como resposta as infecções. Eles reconhecem certas proteínas localizadasna superfície das células estranhas ou lesadas que são designadas por antigenos aos quais de ligam.
Aí então os sinais são enviados a outras células no corpo para matar a célula estranha ou a célula lesada.
Também é possível produzir anticorpos que visam especificamente antigenos alvo localizados em células cancerosas.
Eles atuam diretamente na célula cancerosa, forçando-a a morrer.

Genética planta anticorpos

Cientistas americanos estão tentando transformar plantas em verdadeiras usinas de anticorpos monoclonais – as proteínas criadas pela Engenharia Genética que, feito mísseis teleguiados, destroem os alvos doentes no organismo, como células cancerosas. Para fabricar os anticorpos, os cientistas injetam a célula doente em ratos, sendo porém necessárias muitas cobaias para se extrair a dose de anticorpos suficiente para um tratamento. Em plantas, seria possível a produção em massa. Da seguinte maneira: as proteínas obtidas dos ratos, em vez de serem usadas imediatamente, são implantadas em bactérias, cujo gene, por sua vez, é implantado em vegetais. Por enquanto, os pesquisadores só conseguiram que as plantas produzissem metades separadas das moléculas de anticorpos. A esperança é que a Engenharia Genética consiga unir as duas metades numa próxima geração de plantas, para então a Medicina colher seus preciosos anticorpos.

4688 – Como funciona a quimioterapia?


Funciona matando as células de divisão rápida que se encontram no organismo, algumas delas, incluindo as cancerosas, se dividem de forma mais rápida que outras. Tal tratamento também mata as células normais e por isso traz efeitos secundários como a perda do cabelo ou problemas gastrointestinais, tais como a diarréia ou vômitos. Os fármacos para quimioterapia funcionam de diversas formas, pelo que se podem associar para aumentar a hipótese de matar as células tumorais.
Alguns tipos de quimioterapia bloqueiam certos receptores que se encontram na superfície das células. Quando o receptor está bloqueado, impede-se a passagem dos sinais para o interior da célula e isto faz com que ela seja incapaz de se dividir. Outros interferem com o material genético da céluyla (DNA), inpedindo que esta se divida. Já outros tipos de tratamento danificam outras estruturas que a célula necessita para se dividir e que estão localizadas no interior da célula.

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Laboratório Roche

4687 – Medicina – O que é o Linfoma?


O linfoma é uma doença dos linfócitos. Assemelha-se a um cancro na medida em que a regulação dos linfócitos afectados sofre alterações. Por outras palavras, estes linfócitos afectados podem dividir-se de forma anómala e demasiado rápida e/ou podem não morrer quando deviam. Frequentemente, os linfócitos anómalos concentram-se nos gânglios linfáticos e estes aumentam de volume.
Dado que os linfócitos circulam por todo o organismo, estes linfócitos anómalos podem agrupar-se noutras zonas do corpo para além dos gânglios linfáticos, como no baço, medula óssea ou outros órgãos do corpo. De facto, os linfomas podem formar-se em quase toda a parte. Pode também dar-se o caso de afectarem mais do que uma parte do organismo simultaneamente.
Em geral, face à natureza circulatória da linfa, os linfomas são considerados doenças que afectam todo o organismo, e não apenas a área visivelmente afectada pelos gânglios aumentados. A estas situações clínicas dá-se o nome de “doenças sistémicas”.
Muitos dos sintomas do linfoma surgem devido ao aumento dos gânglios provocado pela concentração de linfócitos anómalos. Os sintomas exactos dependem do local onde estes gânglios aumentados se localizam. Além disso, os linfócitos anómalos não conseguem cumprir adequadamente as suas funções de defesa, no sistema imunitário e se não forem tratadas, as pessoas que sofrem de linfoma apresentam uma maior tendência a contrair infecções.
Os linfomas podem dividir-se em dois grupos principais:
Linfoma não-Hodgkin (ou LNH)
Linfoma de Hodgkin (também conhecido como doença de Hodgkin)
O linfoma não-Hodgkin pode surgir em qualquer idade. Porém, quase todos os tipos desta doença afectam sobretudo pessoas mais idosas, sendo de 65 anos a idade média dos doentes na altura do diagnóstico. O linfoma não-Hodgkin manifesta-se em ambos os sexos, embora seja mais prevalente em homens do que em mulheres.
Nos países desenvolvidos (como a Europa, a América do Norte e a Ásia-Oceânia), a incidência de linfoma tem vindo a aumentar progressivamente ao longo dos últimos 50 anos. No entanto, desconhecem-se os motivos para este aumento. Embora se tenham identificado algumas causas e factores de risco para o linfoma não-Hodgkin, na maioria dos casos desconhece-se a origem da doença.
Todos os sintomas provocados pelo linfoma não-Hodgkin podem também dever-se a outras doenças. Não existem sintomas específicos do linfoma não-Hodgkin Por outras palavras, nenhum sintoma isolado pode garantir a presença de linfoma não-Hodgkin. Este é um dos motivos pelos quais os exames de diagnóstico são tão importantes para estabelecer o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin.
Muitas vezes, os doentes não apresentam sintomatologia aquando do diagnóstico de linfoma não-Hodgkin. O linfoma pode ser descoberto durante um exame médico de rotina ou no decurso de uma investigação relativa a outra doença, como em hemogramas ou radiografias ao tórax. Isto acontece sobretudo em doentes com linfoma não-Hodgkin indolente, que evolui lentamente e na maior parte dos casos, permanece sem sintomas durante muito tempo.
Quando se manifestam, os sintomas podem dividir-se em quatro grupos:
Inchaço num ou mais gânglios linfáticos
Sintomas constitucionais (como sintomas de mal-estar geral)
Sintomas atribuíveis ao aumento dos gânglios linfáticos
Sintomas atribuíveis à diminuição do número de células sanguíneas
A experiência individual do linfoma não-Hodgkin difere de caso para caso. Mesmo as pessoas que aparentemente sofrem do mesmo tipo ou estadio da doença podem necessitar de tratamentos diferentes e apresentar resultados diferentes.
Para se estabelecer o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin ou iniciar o tratamento, é necessário realizar alguns exames médicos e avaliar a extensão da doença.
Pode parecer que com a realização destes exames se está a adiar o tratamento. Contudo, o tratamento adequado depende da obtenção do diagnóstico correcto e qualquer ligeiro atraso será devidamente compensado pela administração do melhor tratamento desde o início.

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4686 – Dia Nacional do Combate ao Câncer – 27 de Novembro


O câncer é uma doença que se manifesta através do desenvolvimento de células desordenadas, que invadem os tecidos causando novos focos da doença através da metástase.
A doença possui características que invadem as células sadias, além de disseminar as células contaminadas, rapidamente, através da corrente sanguínea.
Em razão dos problemas causados pela doença, a partir de 1988 o Brasil estabeleceu um dia de tentativa e luta contra a mesma, o dia 27 de novembro. Nessa data são desenvolvidos projetos educativos, de conscientização da população acerca da doença e dos riscos em adquiri-la. Nesse dia, são distribuídos laços vermelhos para serem afixados nas roupas como broches, como símbolo da campanha.
Várias campanhas são realizadas para combater o câncer, os principais fatores que levam à doença são: fumaça de cigarro (químico), radioatividade (físico), infecções virais (biológicos).
Nos últimos anos, os tumores malignos, como também são chamados, foram responsáveis por 12% das mortes no mundo.
Os tratamentos da doença evoluíram muito e, hoje em dia, diagnósticos feitos precocemente podem auxiliar na cura do paciente em até 100%.
O câncer de pulmão é o pior de todos e o mais fácil de ser encontrado. Nas últimas décadas a doença cresceu, no Brasil, cerca de 57% entre os homens e 134% entre as mulheres, pois muitas delas são fumantes passivas. Esse tipo de câncer leva à morte, pois os recursos não são dos melhores. Os tratamentos se restringem a sessões de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.
De mama, atingindo cerca de 35 mil brasileiras por ano, normalmente aparece em quem tem predisposição genética, havendo outros casos na família. É importante fazer exames de mama e, a partir dos vinte anos de idade, toda mulher deve fazer o autoexame, apalpando os seios logo após o período da menstruação. Mulheres com mais de trinta e cinco anos devem fazer mamografia a cada ano, a fim de assegurar que não estão desenvolvendo a doença.
Nas mulheres, também temos o câncer de colo do útero, responsável pela morte de 4 mil pacientes por ano no Brasil. É causado pelo vírus papiloma humano ou HPV, adquirido nas relações sexuais. Os sintomas desse tipo de câncer são corrimentos contínuos, sangramentos e dores durante as relações sexuais. Quando a mulher percebe esses sintomas, em caso de contaminação pelo vírus, a doença já se encontra em estágio avançado, por isso o melhor a fazer é se prevenir através do uso de preservativos.
Nos homens a doença aparece na próstata, com o desenvolvimento do tumor, porém, facilmente diagnosticado nos consultórios médicos. O problema é que o exame é feito através do toque retal, a partir dos 40 anos de idade, e muitos homens não se sujeitam a passar por essa forma de análise. Quando se descobre a doença, muitas vezes a mesma já está em estágio avançado, por falta de visitas regulares ao médico.
A pele também é vítima do câncer. A grande exposição ao sol, a destruição da camada de ozônio, tem feito com que os raios ultravioletas cheguem a atingir-nos com maior facilidade. É comum vermos pessoas estiradas ao sol, entre as dez e quatorze horas, considerados horários críticos à exposição. No Brasil, esses têm aumentado em média de 100 mil novos casos por ano. O mais comum é o carcinoma, sendo responsável por 90% dos casos. Mas o melanoma é a espécie mais agressiva, podendo levar à morte se não for diagnosticado e tratado precocemente, já que pode atingir os órgãos vitais. O tratamento do melanoma é cirurgia seguida de sessões de quimioterapia.

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4685 – Sonho pode apagar memórias negativas


Qual a receita para apagar uma memória dolorosa? O tempo, claro -incluindo o tempo gasto no sono e nos sonhos. É o que sugere uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).
De acordo com os cientistas, os processos químicos cerebrais durante o sonho ajudam a filtrar as experiências emocionais negativas.
É na fase de sonhos do sono, conhecido como REM (sigla inglesa para “rapid eye movement”, ou movimento rápido do olho), que o cérebro trabalha as experiências emocionais. Essa fase equivale a 20% de uma noite.
O estudo dos EUA contou com 34 jovens saudáveis, divididos em dois grupos.
Metade viu 150 imagens “fortes” na parte da manhã e à noite -eles ficaram acordados entre as sessões. A outra metade dormiu uma noite entre as visualizações.
Os pesquisadores observaram que aqueles que dormiram entre as visualizações relataram uma reação emocional melhor às imagens.
Além disso, exames de ressonância magnética dos participantes enquanto dormiam mostraram uma redução na atividade da amígdala (região cerebral que processa as emoções) no sono profundo.
REM
“Esse é o resultado mais interessante do trabalho. Não havia ainda uma relação comprovada entre sono REM e redução da atividade da amígdala”, analisa o neurocientista Sidarta Ribeiro, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Os resultados sinalizam a importância do sonhar. “O estágio do sonho é uma espécie de terapia durante a noite”, explica Matthew Walker, principal autor do estudo que está na “Current Biology”.
A “terapia noturna” não funciona direito em pessoas traumatizadas, pois o sono REM costuma ser interrompido recorrentemente.
Ao dormir, a pessoa revive o trauma porque a emoção não foi devidamente arrancada da memória no sono.
Os pesquisadores também registraram a atividade do cérebro dos participantes enquanto eles dormiam, usando eletroencefalograma.
Durante o sono REM, a atividade cerebral diminui. Isso indica que a queda de estresse no cérebro ajuda a processar as reações emocionais às experiências do dia.
“Durante o sono REM há uma diminuição dos níveis de norepinefrina, um neurotransmissor associado ao estresse”, explica Walker.
Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley têm trabalhado há algum tempo ligando o sono ao aprendizado, à memória e à regulação do humor. Mas ainda não há um consenso científico sobre a função do sonho na saúde das pessoas.
Até a publicação de “A Interpretação dos Sonhos”, de Sigmund Freud, concluída no final do século 19, os sonhos eram vistos como premonições ou eram relacionados a problemas digestivos.
Freud lançou a ideia de que o sonho tinha uma ligação com o processamento inconsciente das emoções.