4596 – Medicina – O Vólvulo


Trata-se de uma torção de um segmento do intestino grosso ou delgado sobre sua base(mesentério), impedindo o suprimento de sangue chegar até lá e provocando gangrena. É mais frequente no intestino grosso, sobretudo no cólon sigmóide. Em geral a causa é um tumor do intestino grosso ou aderência após após inflamação ou cirurgia. Os mais suscetíveis são pessoas idosas ou que perdem muito peso em pouco tempo. Os sintomas são: dor abdominal aguda, náusea, vômito, obstrução intestinal,febre e abdome dolorido. O raio X confirma o diagnóstico. A cirurgia deve ser imediata para resolver o problema. Diagnóstico tardio, como dissemos, pode ocasionar gangrena, a morte dos tecidos e a peritonite, reduzindo a chance de recuperação.

4595 – Quem inventou o parafuso?


A invenção é atribuída ao filósofo e cientista grego Arquitas de Taranto, que viveu entre 400 e 350 aC.
É as vezes considerado o fundador da Mecânica e afirma-se que teria inventado 2 dispositivos mecânicos. Um deles era um pássaro que ficava preso a uma haste, se movimentando graças a um jato de vapor o ar comprimido. A outra criação teria sido um tipo de chocalho infantil. Com as crianças de sua casa ocupadas, ele teve tempo para se dedicar a invenções como a do parafuso.
Outras invenções:
Fanta
Vem de “fantástica”. Ela foi inventada por fabricantes alemães durante a Segunda Guerra Mundial, quando deixaram de receber o xarope de Coca-Cola.

Gatorade
Em 1965, o médico americano Robert Cade testou no time de futebol Gators uma bebida hidratante. Gatorade é a fusão do nome do time com o do médico.

4594 – O que é a luz?


No século 17, Isaac Newton sugeriu que a luz era composta de pequenos corpúsculos ou seja, partículas. Nos dois séculos seguintes, contudo, experimentos demonstraram que a radiação luminosa era composta de ondas, como descreveu, no século 19, o escocês James Maxwell. Inspirado pela mecânica quântica do alemão Max Planck, Einstein bagunçou tudo ao apresentar, em 1905, uma descrição da luz que só seria válida caso ela fosse composta de… partículas.
Foi por esse trabalho (e não pela relatividade) que Einstein ganhou seu Nobel. De acordo com ele a luz se comporta ora como onda, ora como partícula. Mas o que define quando a luz age como uma ou outra?
A Teoria Quântica pode calcular a probabilidade do destino dessas partículas. Mas é incapaz de dar um significado claro a esses fenômenos.
Será que o mundo quântico é mesmo probabilístico? Einstein, que acreditava que Deus não joga dados, jamais aceitou essa tese. Em 1954, ele descreveu sua frustração em uma carta: Todos esses 50 anos de reflexão conscienciosa não me deixaram mais perto da resposta à pergunta: O que são os quanta de luz?

Hoje, parte dos físicos acredita que o mundo das partículas é probabilístico e outros, como o vencedor do Nobel de Física de 1999, Gerardus t Hooft, imaginam que há uma verdade além do mundo quântico. Acredito que as leis da natureza não sejam mecânico-quânticas, mas muito mais determinísticas e explicáveis pela matemática, diz t Hooft. É a mesma suspeita que Einstein teve e para a qual, até agora, ninguém chegou a uma resposta satisfatória.

4593 – Qual o segredo da linguagem humana?


Ao longo da história, esse mistério mobilizou duas correntes teóricas principais. Para as chamadas teorias nativistas, as crianças já nascem predispostas a adquirir a linguagem. O cérebro, portanto, estaria geneticamente preparado para albergá-la. A estrela dessa corrente é a Teoria da Gramática Universal (GU), segundo a qual todas as línguas compartilham de certos princípios que são inatos ao ser humano. Ao serem expostas a essas línguas, as crianças rapidamente assimilam sua estrutura. Não é à toa que, com alguns meses de idade, elas balbuciam palavras e, por volta dos 4 anos, conseguem fazer múltiplas combinações a partir de um vocabulário finito.
Hoje, a maioria dos lingüistas concorda que tanto a biologia como o ambiente são importantes. “Ninguém pode duvidar de que existe um fator genético que determina a aquisição da linguagem pelos humanos – enquanto outros organismos, vivendo exatamente no mesmo ambiente, não a adquirem. Eles nem ao menos reconhecem que alguns elementos do ambiente estão ligados à linguagem”, diz o lingüista americano Noam Chomsky, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), principal expoente da Teoria da Gramática Universal. “As crianças adquirem a linguagem de forma quase reflexiva, muito antes de terem familiaridade com muitos aspectos de sua cultura. Por outro lado, tampouco existem dúvidas de que o ambiente influencia esse processo.
O problema é que, ao contrário de outros sistemas orgânicos, a linguagem é difícil de ser estudada por ser exclusiva da nossa espécie. Golfinhos e macacos podem se comunicar, mas aparentemente não desenvolvem regras para formar frases como nós. Mas tudo deve ficar mais fácil em breve. Quanto mais conhecermos as causas de distúrbios de linguagem, mais ficaremos sabendo sobre o peso dos genes e dos fatores ambientais envolvidos em nossa habilidade para a comunicação.

4592 – Qual a origem da vida na Terra?


Durante séculos, houve várias respostas para essa pergunta. A mais comum é a religiosa. A vida teria origem em um evento sobrenatural. Houve também quem acreditasse que a vida surgia espontaneamente a partir da matéria, tese conhecida como a da Geração Espontânea, que prevaleceu até o século 19. E houve também quem sugerisse que a vida e a matéria coexistem desde a origem do planeta.
Para a maioria dos cientistas, contudo, a vida nasceu de uma série de reações químicas ocorridas sob condições especiais. A base dessa explicação surgiu na década de 1950 quando os cientistas Harold Urey e Stanley Miller produziram aminoácidos essenciais à vida ao misturarem os elementos presentes na atmosfera primitiva e os submeterem a descargas elétricas, simulando os raios na atmosfera.
Desde então, os cientistas conhecem os principais ingredientes que deram origem à vida. A base seria o carbono, que serve como uma espécie de liga entre os demais ingredientes. Do nosso DNA às unhas de nossos pés, o carbono está presente como um dos mais importantes elementos da vida. Acontece que o carbono é abundante no Universo e nem por isso há vida em todos os planetas. O segredo da receita da vida na Terra estaria então no ambiente em que o carbono e outros ingredientes se mesclaram.
A primeira dessas condições foi a existência de água. A segunda foi a existência de uma atmosfera gasosa exposta a altas temperaturas e descargas elétricas. Dentro dessa espécie de cozinha primordial, surgiram os primeiros compostos complexos, alguns deles cercados por uma fina membrana externa, capazes de se auto-replicar ao reagir com a energia do ambiente. Nasciam assim as primeiras bactérias, capazes de sobreviver a temperaturas altíssimas até hoje elas são encontradas na cratera de vulcões , que se reproduziam usando como energia o
hidrogênio, o dióxido de carbono ou o enxofre.
Até aí, tudo o que chamamos de vida poderia se resumir a essas bactérias. Mas o grande salto que a vida deu no planeta ocorreu quando uma delas passou a se comportar de uma maneira diferente, captando a luz sobre um pigmento verde (clorofila) e transformando o dióxido de carbono em dois elementos: o carbono, usado para sua nutrição, e oxigênio, liberado para a atmosfera como um subproduto.
Ao ser liberado como uma espécie de excremento durante milhões de anos, o oxigênio terminou fazendo da Terra um planeta completamente diferente dos outros conhecidos no Universo. O oxigênio liberado pela fotossíntese lentamente transformou a atmosfera e eliminou alguns dos gases que teriam impedido o desenvolvimento da vida, escreveu o biólogo inglês Richard Fortey, autor de Vida: Uma Biografia Não Autorizada. Como explica o biólogo, foi esse fenômeno que permitiu o surgimento de organismos mais complexos, como o próprio homem.
O mistério aqui é saber o que fez com que essa bactéria se comportasse dessa maneira. Apesar da experiência da década de 1950 ter produzido aminoácidos fundamentais à vida, ela não conseguiu produzir vida. Por isso mesmo, há quem considere a hipótese de que a vida na Terra pode ter vindo do espaço, talvez trazida por um dos milhares de meteoritos que caíram no planeta em seus primórdios.

4591 – Até quando a Terra agüenta?


A Terra já começou a dar sinais de que está respondendo às agressões ao ambiente. No momento, a ameaça maior como você está cansado de saber é o aquecimento global. O 4º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, (IPCC, na sigla em inglês), divulgado em maio passado, revela que o problema já está entre nós e tem causado mudanças no clima e na vegetação em vários continentes. Poucos, mesmo dentre os cientistas do clima e ecologistas, parecem perceber plenamente a gravidade potencial, ou a iminência, do desastre global catastrófico, alerta o cientista britânico James Lovelock, que ficou famoso na década de 1970 por ter concebido a Teoria de Gaia, que trata a Terra como um organismo vivo.
Apesar do aquecimento estar batendo em nossa porta, ainda há cientistas que apostam na capacidade de recuperação da própria Terra. A questão é: o que há de exagero e o que há de verdade nesses relatórios. Até alguns anos atrás, o maior ataque às previsões catastróficas feitas pelos ambientalistas foi feito pelo estatístico dinarmaquês Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético, escrito no início da década. De lá para cá, o número de pesquisadores que se arriscam a fazer previsões otimistas têm diminuído bastante. Na melhor das hipóteses, eles prevêem que o aumento da temperatura no planeta causará, sim, danos ao ambiente.
Mas nada comparado aos efeitos especiais das devastações dos filmes de Hollywood. Já para os ambientalistas que se consideram realistas, as conseqüências serão dramáticas e podem ser concretizadas já nas próprias décadas. Elas incluem a elevação do mar entre 9 e 88 centímetros, a desertificação de grandes áreas, falta crônica de água e a extinção de mais de um terço de todas espécies que vivem no planeta.

4590 – Poderemos vencer a morte?


Por enquanto, o maior defensor dessa tese é o controvertido bioquímico Aubrey De Grey, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ele defende que a expectativa de vida poderá ser estendida para até 1 000 anos nas próximas décadas e que a imortalidade, em breve, será mais uma escolha ética (já que a pressão populacional seria insuportável em um planeta em que ninguém morre) do que de viabilidade técnica. “Se o envelhecimento é um fenômeno físico em nossos corpos, o avanço da medicina poderá atacar a velhice da mesma forma que ataca as doenças”, diz o cientista. Para isso, ele diz que será necessário solucionar os seguintes problemas:
Combate à degeneração celular:
As células que formam os tecidos de órgãos vitais como o cérebro ou o coração deixam de se renovar após um tempo. Para evitar esse processo, seria necessário encontrar formas de estimular o crescimento e a reposição delas – algo que poderia ser feito, em tese, por transfusões periódicas de células-tronco projetadas para substitui-las.
Eliminação das células não desejáveis:
Novas tecnologias poderão combater a proliferação de células de gordura responsáveis por doenças como o diabete e de outros tipos de células danosas – como as que se acumulam na cartilagem das juntas do corpo. A dificuldade é eliminá-las sem danificar as células saudáveis.
Mutação nos cromossomos e nas mitocôndrias:
O câncer é o dano mais conhecido causado por essas mutações nos cromossomos. Para combatê-lo, será preciso eliminar as enzimas responsáveis pela resistência das células cancerígenas. As mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia das células, também são suscetíveis a mutações que precisam ser eliminadas.
Acúmulo de lixo dentro e fora da célula:
O “lixo celular” é formado por resíduos da atividade celular e causa vários problemas, como arteriosclerose. Uma forma de combatê-lo é encontrar enzimas que devorem esses resíduos. Os fluidos onde as células estão imersas também acumulam materiais nocivos. Para combatê-los, é preciso encontrar uma forma de renová-los. Caso a medicina não consiga resolver esses problemas, outra saída seria contar com ajuda de máquinas, como nanorrobôs implantados em nosso corpo para limpar as células. Ou arrumar, em último caso, uma forma de transferir a nossa consciência para uma máquina. Essa alternativa é levantada pelo cientista e inventor americano Raymond Kurzneil, para quem, em algumas décadas, poderíamos fazer uma espécie de download de nossa consciência em um computador. Resta saber qual seria a vantagem de viver dentro de uma máquina.

4589 – Deus existe?


Deus criou o homem à sua imagem e semelhança…. Ou foi a mente humana que criou a figura de Deus?

Para a ciência, a evidência mais próxima da existência de uma concepção divina é a de que Deus possa existir seria a descoberta de indícios de que o Cosmos foi
“projetado” seguindo um propósito. Ou seja: não haveria espaço para o acaso e o caos na criação do Universo e no surgimento da vida em nosso planeta. A complexidade dos sistemas biológicos ou dos fenômenos físicos indicaria que houve um projetista guiando todo esse processo.
Mas será que o fato de alguns cientistas proporem essa pergunta não faria com que eles partissem necessariamente da necessidade (reconfortante) da existência dessa ordem no Cosmos? Ou seja: a pergunta acima já não nasceria viciada do ponto de vista do método científico? Nos últimos 100 anos, pelo menos 3 formas de responder ao impasse acima foram exploradas:
A primeira, defendida por boa parte da comunidade acadêmica, é a de que a existência de Deus não é tema do método científico. Essa visão baseia-se principalmente na obra do filósofo da ciência Karl Popper, para quem a ciência só pode tratar de temas que resistam a refutações, o que ele chamou de critério de “falseabilidade”. Resumidamente, Popper defende que o papel do cientista é buscar falhas na sua teoria – e, quanto mais genérica ela for, como no caso da “existência de Deus”, menos passível ela seria de ser tratada cientificamente. Ou seja: o tema seria apenas assunto da metafísica, parte da filosofia que não trata dos fenômenos físicos.
A segunda resposta, que não necessariamente invalida a primeira, é a dos cientistas que acreditam que a espécie humana evoluiu biologicamente para acreditar em Deus, assim como para andar sobre duas pernas. Um dos maiores defensores dessa tese é o biólogo americano Edward O. Wilson, para quem a nossa predisposição para a religião seria um traço genético da nossa espécie.
“O dilema humano é que evoluímos geneticamente para acreditar em Deus, e não para acreditar na biologia”, diz Wilson. Teses como a de Wilson foram reforçadas por pesquisas com primatas, como a realizada com chimpanzés na Tanzânia pela britânica Jane Goodall. Ao estudar os chimpanzés, Goodall descobriu que eles agem de maneira nada usual diante de uma cachoeira, adotando um comportamento de reverência que ela chamou de senso místico.
A terceira resposta, conhecida como Teoria do Design Inteligente, defende que algumas das tarefas altamente especializadas e complexas do organismo – como a visão, o transporte celular e a coagulação – não podem ser explicadas apenas pela evolução. Essas tarefas seriam uma prova de que a vida seguira um projeto específico. Defendida pelo bioquímico Michael J. Behe, professor da Universidade Lehigh, na Pensilvânia, e autor do livro A Caixa-Preta de Darwin, a Teoria do Desenho Inteligente refuta as teses de Darwin e, por isso mesmo, tem sido considerada uma versão moderna – e mais sofisticada – do velho criacionismo bíblico, teoria pela qual o Universo e a vida foram criados de acordo com o relato do Gênese.

4588 – Mega Almanaque Futebol – O Milésimo Gol de Pelé


Quem inventou a chamada paradinha na cobrança de pênalti foi Didi,meio campista do Botafogo e das seleções brasileiras campeãs de 1958 e 62 e Pelé a reconstruiu acrescentando uma leve ginga, deslocando ainda mais o goleiro.
O Milésimo gol de Pelé
Marcado em 19 de novembro de 1969, às 23h11, Vasco 1 – Santos 2, com 65.157 pagantes. Detalhe:foi numa quinta-feira e não numa quarta.
A partida era válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o campeonato brasileiro da época. Aos 33 minutos do segundo tempo o zagueiro do Vasco Renê cometeu pênalti. Pelé cobrou com pé direito no canto esquerdo do goleiro Andrada, que se esforçou, mas não conseguiu defender o pênalti. Andrada não queria sofrer gol de Pelé pois achava que deixaria de ser conhecido como bom goleiro e passaria a ser lembrado somente como o goleiro do milésimo gol.
Ao ser cercado pelos repórteres, Pelé disse: “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”.
Pelé vestiu uma camisa do Santos de número 1000 e deu a volta olímpica no Maracanã.
Andrada o goleiro

Um excelente goleiro argentino com reflexos e impulsão notáveis ainda jogaria uns bons anos pelo Vasco
da Gama como titular absoluto.
Edgardo Norberto Andrada (Rosário, Argentina, 21 de janeiro de 1939), mais conhecido como Andrada, é um ex-goleiro argentino que atuou por muitos anos no futebol brasileiro.
O goleiro começou a carreira em 1960 no seu país defendendo o Rosario Central. Em 1969 o Vasco da Gama comprou o seu passe e ele mudou-se para o Brasil. Foi no clube carioca que Andrada viu a melhor fase da sua carreira, conquistando títulos e prêmios pessoais.
Após seis anos no clube, Andrada mudou-se para a Bahia para defender o Vitória. A sua passagem pelo rubro-negro baiano durou apenas um ano e em 1977 o goleiro regressou ao seu país natal para defender o Colón onde ficou até 1982, quando encerrou a carreira. Em 2007 voltou ao seu primeiro clube para assumir o cargo de treinador de goleiros.
Em 2008 o goleiro foi acusado de ter sido um agente do serviço de inteligência da ditadura militar argentina entre 1976 e 1983.

4587 – Poluição – O Catalisador de Motores à Diesel


Os motores à diesel tem má comnbustão e por isso soltam uma nuvem de fumaça. Isso causa um estraga ambiental. Na busca de uma solução, um engenheiro químico brasileiro inventou um catalisador que tem demonstrado bons resultados diminuindo a fumaça preta que carrega gases nocivos como o monóxido de carbono, letal e tóxico e compostos nitrosos prejudiciais. O catalisadoe acelera a queima de tais gases, eliminando-os totalmente.
Virtualmente todos os motores diesel que equipam os caminhões atuais causam sérios problemas de poluição, inclusive com a emissão de nanopartículas danosas ao sistema respiratório humano, hidrocarbonetos não queimados e óxidos de nitrogênio (NOx).
Engenheiros da Universidade Riso, na Dinamarca, desenvolveram um novo sistema de purificação para os gases exauridos pelo escapamento dos motores a diesel que é mais eficiente e mais barato do que os atuais filtros para retenção de particulados e tecnologias deNOx – que capturam os óxidos de nitrogênio.
A técnica, chamada purificação eletroquímica dos gases de escapamento, tem várias vantagens sobre os atuais filtros e catalisadores, tornando-a atrativa para uso a curto prazo pela indústria automotiva.
A purificação das partículas de carbono, dos óxidos de nitrogênio tóxicos e dos hidrocarbonetos não queimados acontece integralmente dentro de uma única unidade filtrante.
As soluções atualmente disponíveis exigem a instalação de um filtro para retenção dos particulados e de um catalisador SCR (Selective Catalytic Reduction) ou de de um absorvedor de NOX ou, ainda, de um recirculador dos gases exauridos. A adoção dessas tecnologias exige alterações significativas no projeto dos veículos, além de impor aumentos de custos significativos.
Outra vantagem da utilização da purificação eletroquímica é que ela dispensa a adição de substâncias ao diesel. O filtro também dispensa os metais preciosos, como a platina, normalmente utilizados nos catalisadores.
A purificação eletroquímica dos gases de escapamento opera de forma independente da operação do motor, podendo também ser utilizada em motores estacionários, como os utilizados em geradores elétricos.
Os pesquisadores esperam que sua nova tecnologia esteja pronta para utilização comercial nos próximos 4 anos.

4586 – Ciência do Impossível – Falar com Animais


A comunicação homem-animal é um assunto cientificamente controverso. Entre os anos 60 e 80, alguns estudos de grande visibilidade sugeriram que ela era possível. O golfinho Peter se notabilizou ao parecer compreender regras básicas de sintaxe e gramática e até imitar o som de certas palavras em inglês. Depois veio a gorila Koko, que aparentemente entende cerca de 1 000 gestos da língua americana de sinais. Em ambos os casos, surge a mesma crítica: dificuldade de reproduzir os resultados, a maioria não publicada em revistas científicas.
Alguns especialistas concordam com a ideia defendida pelo linguista americano Noam Chomsky, segundo a qual seria inútil pesquisar a linguagem dos bichos porque só os humanos seriam dotados de tal habilidade. Assim, as cerca de 200 palavras supostamente compreendidas por Rico, cão que vem sendo estudado no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig (Alemanha), demonstrariam apenas que ele foi bem condicionado.
Mas muitos discordam. Talvez não seja coincidência que Rico pertença à raça border collie, que ocupa o lugar mais alto no ranking de inteligência canina. De fato, quando as pesquisas se concentram na cognição animal, os resultados muitas vezes surpreendem, e habilidades que estariam na raiz da linguagem aparecem. Certos golfinhos usam um tipo especial de assobio como se fosse um nome “pessoal” para “chamar” indivíduos de seu grupo. Macacos-pregos, que certamente não são os primatas mais inteligentes, entendem o valor do dinheiro.
Investigar a linguagem animal no contexto de habilidades cognitivas mais amplas, sem querer forçá-los a falar do nosso jeito, tem se mostrado um caminho mais promissor adotado pelos cientistas, o que talvez um dia abra possibilidades de comunicação que levem em conta características e limitações de cada espécie – inclusive a nossa. Isso porque nossa linguagem tão complexa talvez seja uma limitação para entender o que os animais podem ter a nos dizer de forma aparentemente mais simples.

4585 – E os ETs?


Discos voadores, se é que existem, nunca deixaram indícios confiáveis de suas visitas à Terra. Pelo visto, se quisermos achar vida extraterrestre, temos de tomar a iniciativa. A boa notícia é que, pela primeira vez na história, aparelhos desenvolvidos pelo homem, alguns já no espaço, outros a ser lançados ao longo da próxima década, terão a chance de buscar indícios da presença de seres vivos em outros planetas pelo Universo afora.
Os esforços dos pesquisadores estão se concentrando nos chamados planetas extrassolares – os mais próximos orbitam estrelas a cerca de 4 anos-luz de nós. (Na nossa vizinhança espacial, pode até ser que Marte ou alguma das luas de Júpiter e Saturno, como Europa e Titã, reservem algumas surpresas, mas os ambientes por lá são tão extremos que é melhor não esperar muito.)
Espera-se que o Corot e o Kepler, ao fim de suas missões, produzam uma espécie de “lista negra” de regiões da galáxia onde a presença de planetas rochosos na zona habitável de suas estrelas é grande. É a partir dessa lista que a coisa deve esquentar de vez. Um pouco depois de 2015 (a data exata ainda está sujeita a negociações e mudanças de orçamento), a Nasa e a Agência Espacial Europeia planejam mandar para o espaço missões ainda mais ambiciosas. O Terrestrial Planet Finder (TPF, americano) e o Darwin (europeu) devem usar técnicas avançadas, como o uso de minifrotas de telescópios espaciais, para obter imagens diretas dos planetas terrestres fora do sistema solar, coisa que é muito difícil de fazer com os instrumentos de hoje.

4584 – Por que Acreditamos em Deus?


O medo da morte e a necessidade de dar um sentido à vida nos aproximam da fé. Mas um cientista americano garante: nascemos geneticamente “programados” para acreditar
Para alguns estudiosos da relação entre o homem e o divino, ou a angústia diante das coisas inexplicáveis do mundo – é o que leva boa parte da humanidade a acreditar que, por trás de tudo, existe uma força superior.
Instinto básico
Desse ponto de vista, acreditar em Deus funcionaria, por exemplo, como um conforto diante da inevitabilidade da morte. E emprestaria propósito à existência – pois nossa “passagem” pela Terra seria apenas uma das etapas a ser cumpridas. “Quando estamos numa cidade estrangeira, ficamos inseguros. É sempre assim: precisamos construir algo ao nosso redor que nos dê segurança”, afirma o teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, também professor da PUC de São Paulo. “Queremos entender e dar sentido a tudo que nos cerca. E a crença em Deus atende a essa necessidade elementar.”
“Quanto mais compreendemos o mundo, mais percebemos que não controlamos nada”, diz o teólogo. “O conceito de que tudo é fruto do acaso não parece convincente para muitas pessoas. Há quem aceite essa hipótese e viva bem com ela. Mas há quem prefira acreditar em Deus.”
Segundo o cientista americano Dean Hamer, o homem já nasce “programado” para acreditar em Deus. Hamer afirma ter identificado no DNA humano o que ele decidiu chamar de “gene da espiritualidade”. O vmat2, como foi batizado, estaria envolvido com atividades cerebrais ligadas às sensações de bem-estar e paz interior, e seria capaz de tornar um indivíduo mais suscetível à crença – seja em algum tipo de Deus, seja em qualquer outro fenômeno sobrenatural.
Na antropologia, a fé é indicador de complexidade social
Todo antropólogo, quando quer descobrir quão complexa é determinada sociedade, dedica-se logo a estudar a religiosidade daquele grupo. A crença em alguma força ou ser superior, para a antropologia, é sinal de civilização – ou evidência da tentativa de encontrar respostas para aquilo que não se compreende.
“Não por acaso, as divindades mais comuns entre os povos primitivos eram associadas à natureza”, diz a historiadora Eliane Moura, da Universidade de Campinas (Unicamp), especialista em religião. “As primeiras sociedades não tinham apenas um Deus mas um verdadeiro panteão, onde estavam representados o Sol, o relâmpago, o trovão, o fogo e a chuva, entre outros fenômenos naturais.”

4583 – Mega Marcas – Havaianas, mudança radical


Top Havaianas

No ano de 1993, as vendas das sandálias havaianas despencaram e o faturamento da Alpargatas caiu muito. Com seu até então único modelo,o bicolor de 1962, a sandália de dedo perdeu mercado na classe média. Alguns adolescentes viravam a solo do avesso e tal faísca de criatividade chamou a atenção dos profissionais de marketing da empresa. A Alpargatas resolveu fazer uma mudança geral: modelos, embalagens, canais de distribuição, divulgação, comerciais e etc. Em 2002 apareceu em um desfile da coleção verão do estilista francês Jean Paul Gaultier. Uma espetacular transformação de um produto até então popular em fashion. Uma grande sacada de marketing.
A Alpargatas é uma empresa do Grupo Camargo Corrêa. Havaianas possui participação de 80% no mercado brasileiro de chinelos de borracha, comercializa cerca de 162 milhões de sandálias anualmente, dos quais 10% para mais de 80 países dos cinco continentes, podendo ser encontrada em mais de 200 mil pontos de venda. As exportações chegam a 22 milhões de pares (somente nos Estados Unidos está presente em 1.700 pontos de venda). A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de “Havaianas” por ano.
O grande público das Havaianas foi, durante trinta anos, uma classe financeiramente desfavorecida que a comprava em mercados de bairro. Assim, as Havaianas ficaram conhecidas como “chinelo de pobre”. Tentando mudar esta idéia, a companhia lança em 1991 o modelo Havaianas Sky, com cores fortes e calcanhar mais alto, dando a idéia de que pertencia a um público de classe mais alta. Seu preço também é mais elevado que o das tradicionais. Para levar o lançamento ao público alvo, foram veiculadas propagandas de grande porte estreladas por artistas famosos. Em seguida a distribuição foi organizado de acordo com o público alvo. Também foi criado um display vertical para facilitar a escolha do produto e do número. Este display substituiu as antigas bancadas com pares espalhados.
Após o sucesso da Sky, foram criados novos modelos como, por exemplo, a Havaianas Olimpic, lançada durante as Olimpíadas de Atlanta. Desde a seu aparecimento, as Havaianas evoluíram dos modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que continuam a ser um sucesso de vendas, para designs mais elaborados com aplicações e formatos variados. Recentemente foi lançado um modelo que inclui um salto alto.

4582 – Mega Memória Quadrinos – Brasinha


O personagem (chamado Hot Stuff em inglês) foi criado por Warren Kremer para a Harvey Comics, aqui no Brasil ele foi publicado pela Cruzeiro, Vecchi e RGE. Enquanto esteve em circulação sofreu várias acusações de satanismo. O que sempre foi um grande preconceito, propagado por quem nunca leu suas histórias, que na maioria das vezes davam grandes lições de moral. Uma observação: atualmente o personagem Hellboy Junior vive aventuras que homenageam Brasinha, claro que com o humor mais negro e escatológico possível, e estas sim não são recomendadas para crianças.
Na turma do Brasinha tinha também Muiudinho,o gigante,outro famoso personagem.

4581 – Doenças do Aparelho Digestivo – A Intuscepção


Também conhecida como invaginação – Doença na qual uma porção do intestino penetra dentro da outra. Um inflamação ou tumor perturba as contrações intestinais. O intestino delgado entra no intestino grosso no ponto onde ambos se juntam. É mais frequente em crianças de 2 a 5 anos. Os sinais e sintomas são: dor abdominal, sensação de peso do lado direito do abdome. A diarréia é sinal frequente e um raio X pode confirmar o problema. Pode ser corrigido com cirurgia abdominal, mas em alguns casos pode se aliviar injetando-se uma mistura de bário, sob pressão, no reto. Isso feito, é claro,por alguém que conheça muito bem a técnica. O bário enche o intestino grosso e exerce pressão sobre a área, até que ela volte a posição normal. O risco maior da doença é que a parte do intestino que penetra pode se tornar gangrenada por causa do estrangulamento do suprimento sanguíneo, podendo resultar em peritonite e morte, se o diagnóstico não for rápido.

4580 – Medicina – O Divertículo de Meckel


É uma protuberância em forma de bolsa, que se projeta da parede do intestino delgado e ocorre em geral nos últimos 30 centímetros de tal órgão. Trata-se então de um defeito no desenvolvimento embrionário que está presente desde o nascimento. São caso raros. As vezes inflama como o apêndice. Ataca crianças com dores abdominais, sensibilidade excessiva na região mediana do abdome,febre baixa e diarréia sanguinolenta.
Tratamento
Diagnosticado o problema, deve se fazer a cirurgia imediatamente pis há risco de ruptura do divertículo. Após a cirurgia, a recuperação é completa.

Escola Paulista de Medicina

4579 – Medicina – Salvando Milhões de Vidas


Uma vacina contra a malária está em fase final de testes. Quando sua eficácia for comprovada,sem efeitos colaterais para o ser humano, algo em torno de 250 milhões por ano deixarão de ser infectadas e na pior das hipóteses serão evitadas 1 milhão de mortes. Cientistas brasileros que trabalham na Universidade de New York comprovaram em 1967 que era possível adquirir imunidade da malária retirando do eporozoíto, o parasita causador da doença, sua casca. De tal constatação iniciou-se o desenvolvimento da vacina. Ainda faltava descobrir de que proteína era feito o agente da infecção, transportado por mosquitos. Na década de 1980, foi descoberta a proteína circunsporozoíto, que imunizada impede a infecção do hospedeiro.
Doença de Chagas
O trypanosoma cruzi é o causador da doença. Na década de 60, um médico brasileiro desenvolveu um método de cultivo in vitro dos parasitas e que facilitou o estudo do combate. Antes disso, havia imensas dificuldades de conseguir a quantidade suficiente de microorganismos para a análise bioquímica e genética.
A Síndrome de Brandálise
Um quadro de anemia grave que tornava um menino dependente de transfusões de sangue chamou a atenção de uma médica brasileira. Ela percebeu a presença de pequenas pérolas de cor azuladanos glóbulos brancos, o que provocava a descoloração da pele, o que levou à descoberta da doença. O Centro Infantil Boldrini é o maior polo de tratamento de câncer infantil da América do Sul e referência na área.
Leishmaniose
Uma doença transmitida pela picada do mosquito birigui, ou mosquito palha. O Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG chegou a vacina contra a doença em 1984 a partir do trabalho de um médico paraense. Em 1999 o Ministério da Saúde autorizou a produção da vacina, hoje também utilizada em países como Irã e Iraque