13.479 – O Período Neolítico


neolitico
A agricultura e a criação de animais constituem, ao lado de outros progressos técnicos, a principal inovação do período, o da chamada revolução neolítica. A concluída sedentarização do homem, surgem povoados que combinam as atividades agrícolas e pastoris e a população cresce, surge a divisão especializada do trabalho e do poder organizado, com chefes de autoridades. Um intercâmbio ativo, que utilizam o transporte fluvial e terrestre. O núcleo de Jericó, fundado em cerca de 8000 AC , na Palestina, é um estágio preliminar das civilizações urbanas.

13.478 – História da Humanidade – O que é Pré-história?


pre historia
Pré-história é um período que compreende aproximadamente cinco milhões de anos, tendo se encerrado por volta de 6 mil a.C. Esse período é alvo de estudos multidisciplinares, isto é, envolve especialistas como arqueólogos, biólogos, paleontólogos, químicos, historiadores etc. Mas em termos propriamente restritos à linguagem historiográfica (utilizada por historiadores profissionais), a Pré-história pode ser qualificada como o período anterior ao aparecimento das cidades (organização urbana) e da escrita. Esse longo período é geralmente dividido em duas fases: o Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada, e Neolítico, ou Idade da Pedra Polida.

Homem pré-histórico
Geralmente, em uma tentativa de definição precária, tendemos a chamar nossos antepassados do período em questão de “homens pré-históricos”. Mas há uma denominação mais apropriada para isso: hominídeos. Os hominídeos pertencem a uma família taxonômica classificada pela Biologia e intitulada hominidae. Nós, humanos, estamos dentro dessa “família”, assim como os chimpanzés. Todavia, não somos da espécie dos chimpanzés e, muito menos, os hominídeos que nos precederam.
Os hominídeos conseguiram, ao longos de milhões de anos, desenvolver ferramentas e utensílios domésticos complexos. Conseguiram dominar o fogo, que passou a ser utilizado tanto para o aquecimento quanto para cozinhar alimentos, e conseguiram ainda o mais extraordinário: desenvolver sistemas simbólicos, como urnas e câmaras funerárias, esculturas e pinturas rupestres.
Esses hominídeos podem ser divididos em ordem cronológica. Os mais antigos pertencem ao grupo Ardipithecus ramidus, cujo aparecimento comprovado pela arqueologia varia de 5 e 4 milhões de anos. Há também outro exemplo, o Australopithecus afarensis, cujo aparecimento na Terra varia entre 3,9 e 3 milhões de anos. Por outro lado, houve, mais tarde, o surgimento do gênero Homo. Houve, por exemplo, o Homo habilis, que viveu entre 2,4 e 1,5 milhão de anos. O Homem erectus, entre 1,8 milhão e 300 mil de anos. Depois, o Homo neanderthalensis, entre 230 e 30 mil anos. Nós, humanos, pertencemos ao grupo Homo sapiens, que apareceu, provavelmente, há cerca de 120 mil anos.

Paleolítico e Neolítico
O período Paleolítico é o mais longo, indo de 3 milhões a.C. até 10.000 a.C. Ele é caraterizado pelo nomadismo e pelo uso ainda precário de utensílios. Foi nesse período que apareceram os hominídeos expostos acima. No Neolítico, segunda e mais importante fase da pré-história, ocorreu a revolução da “pedra polida”, o que possibilitou o sedentarismo e as primeiras formas de agricultura sistemática. Foi dentro da “revolução neolítica” que nasceu o Homo sapiens e, por consequência, as primeiras civilizações, caracterizadas pela fundição de metais, como o cobre e o ferro.

13.477 – História do Período Paleolítico


paleolitico
Os homens viviam em pequenos bandos; caçavam e pescavam e também colhiam frutos. Fabricavam instrumentos de osso ou de pedra lascada e abrigavam-se em cavernas ou choças. Os caçadores, nômades, preferem a beira de rio , onde os animais vêm beber e concentram-se em áreas florestais durante a seca. A divisão rudimentar de tarefas entre os membros da tribo.
Surgem rituais mágicos relacionados com a caça, esculturapura (entalhes de animais e de figuras femininas) e pinturas rupestres (as mais famosas estão nas cavernas de Altamira na Espanha, e Lascaux , na França). No paleolítico superior (50.000 anos antes de Cristo ), os homens abrigavam-se nas cavernas do vento provocado pelo avanço das calotas de gelo em direção ao continente.

13.476 – Sonda Ulysses Faz Uma Viagem Para o Inferno


 

ulysses
A estrela mais próxima da Terra não é ainda totalmente conhecida. E precisa ser porque da energia que ele emite depende o controle das naves e estações orbitais que voam nesse espaço. Este ano, uma frota de sondas sobe ao céu para tentar diminuir nossa ignorância
Nunca ele foi focalizado por tantos telescópios e detectores. A sonda Ulysses, solta no espaço desde 1990, agora busca o melhor ângulo para fotografar o seu pólo norte. E, nada menos que oito novos satélites vão subir ao céu. A diferença entre todos esses novos aparelhos e a Ulysses é que eles ficarão em órbita da Terra. A Ulysses gira em torno do centro do Sistema Solar. Mas a missão de todos é uma só: olhar para o Sol.
Ao todo, elas leverão mais de trinta instrumentos espaciais para estudar, principalmente, como a energia solar flui para o nosso planeta. “Estamos aperfeiçoando os nossos sistemas de previsão do tempo no espaço”, disse o astrofísico Richard Marsden, chefe do projeto Ulysses, no Centro Europeu de Tecnologia e Pesquisa Espacial da ESA (Agência Espacial Européia), na Holanda. Com a curiosa expressão “previsão do tempo no espaço”, o cientista se refere à previsão das explosões solares e outras descargas de energia. “Isso é importante para operar com segurança aeronaves, como satélites e estações orbitais, e para conhecermos melhor a influência do Sol sobre a Terra.”
O tema mais importante das pesquisas é o vento solar — a “chuva” de partículas que jorra constantemente da estrela e varre o espaço, envolvendo todos os planetas. Várias das novas sondas fazem parte de programas conjuntos das maiores agências espaciais do mundo, como a ESA e a Nasa.
A Ulysses, um dos projetos das agências americana e européia, tem a tarefa de desbravar os pólos solares, nunca observados antes. Ela passou sobre o pólo sul solar em setembro de 1994 e já enviou novidades. Em maio, deve alcançar o pólo norte.
Aqui você vai ver o que os satélites estão vasculhando no Sol: como ele funciona por dentro, os sinais das atividades nucleares internas, visíveis na sua superfície, e os fenômenos solares que mais interferem no cotidiano terrestre.
O primeiro satélite que a Nasa colocou em órbita da Terra para estudar o Sol foi o Observatório Solar Orbital, em março de 1962. Foram anos importantes para a astronomia solar. Naquela época descobriu-se que o astro não é um corpo estático, mas pulsa, oscilando em tamanho.
Foi também na década de 60 que se chegou a uma segunda descoberta: parte da energia solar é liberada no espaço como neutrinos — partículas subatômicas sem carga elétrica e provavelmente sem massa, que mexem muito pouco com a matéria comum. Para os neutrinos, mesmo os grande corpos como os planetas, não são obstáculo. Eles atravessam todos numa velocidade bem próxima à da luz.
As duas descobertas abriram para a astronomia novas possibilidades de mergulhar no interior do Sol. Medidos aqui da Terra, o fluxo de neutrinos solares se tornou uma forma de calcular as reações nucleares dessa imensa usina. E acabaram levantando novos mistérios.
As pulsações, por outro lado, são usadas hoje pelos astrofísicos como espelhos que refletem diretamente o que acontece nas camadas internas do Sol. É por meio delas que a sonda Soho (sigla em inglês para Observatório Solar e Heliosférico), da Nasa e da ESA, vai acompanhar, a partir deste ano, a viagem da energia pelo interior da estrela, do núcleo até a superfície.
A Soho vai ser seguida, ainda este ano, pela Cluster. Não é uma única, mas, na verdade, quatro sondas que operam simultaneamente. Elas vão analisar o vento solar, montando um mosaico em três dimensões.
Dentro da imensa usina atômica que é o Sol, a cada segundo, 657 milhões de toneladas de hidrogênio são transformados em 652,7 milhões de toneladas de hélio. Os 4,5 milhões de toneladas que faltam na reação são liberados na forma de pura energia. A produção do Sol é um absurdo: 383 bilhões de bilhões de Megawatts. Sim, é impossível imaginar o que isso significa. Mas dá para fazer uma idéia distante: o Sol libera, num único segundo, o equivalente a 13 milhões de vezes toda a energia elétrica que os Estados Unidos consomem num ano inteiro (2,8 bilhões de kilowatts-hora).
Não é preciso chegar muito perto para sentir os efeitos dessa superpotência energética — afinal, essa energia viaja por todo o sistema solar e, portanto, não está restrita à superfície do Sol. Assim, muitas sondas fazem uma boa cobertura dos fenômenos solares permanecendo em órbita da própria Terra. Daqui mesmo, a nave japonesa Yohkoh, entre outras, consegue mostrar toda a violência das explosões solares por meio de fotos da atmosfera solar em raio X.
A Wind, lançada no final de 1994, é outro satélite que não deixa as vizinhanças do planeta. A uma distância máxima de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, ela capta as partículas do vento solar antes que elas atinjam o campo magnético terrestre. A segunda etapa da missão será cumprida a partir de dezembro deste ano por outra sonda da Nasa, a Polar, que leva onze instrumentos. Os outros satélites prontos para subir este ano são os americanos Spartan-3, Fast e UV-Star. Também a Argentina vai lançar uma sonda: a SAC-B.
O Sol pode estar muito longe, nas escalas terrestres. Mas 150 milhões de quilômetros não significam nada para a energia. As partículas do vento solar, por exemplo, envolvem todos os planetas, de Mercúrio a Plutão, e vai ainda além. Na Terra, elas criam efeitos como tempestades magnéticas e auroras boreais.
Também para os modernos sistemas de observação, distância não é documento. Tanto é que a sonda Ulysses, a vedete da temporada solar, passou sobre o pólo da estrela em setembro passado, a 345 milhões de quilômetros — quase 2,5 vezes a distância entre o Sol e a Terra — e já apresentou resultados que entusiasmaram a comunidade científica internacional.
Algumas medições confirmaram o que os astrofísicos já sabiam por cálculos: nos pólos, as partículas de matéria são expelidas a 2,7 milhões de quilômetros por hora — quase duas vezes a velocidade registrada no equador. Outros dados são mais surpreendentes: ao contrário do que acontece na Terra, onde a força magnética é mais forte nos pólos do que no equador, o campo magnético do Sol não varia.
Isto é o que o astrofísico Richard Marsden, chefe do projeto Ulysses na ESA, chama de “surpresas e sucessos da missão”. Ele explica que o projeto vai indo tão bem que, em vez de terminar com a passagem pelo pólo norte, em setembro deste ano, a sonda pode permanecer em órbita até o ano 2001. “Aí então, ela pegará o Sol em grande atividade, com imensas erupções jogando mais energia e matéria para o espaço do que o normal”, diz Marsden. “Se compararmos os dois períodos de observação, vamos aprender muito mais.”

Ulysses
A sonda da Nasa e da ESA é a primeira a estudar o espaço interplanetário sobre os pólos do Sol — quer dizer, longe da região da órbita dos planetas. Lançada em 1990, ela coletou dados sobre o pólo sul, em setembro de 1994. Em maio de 1995, deve observar o pólo norte. Pequena, com 3,20 metros de comprimento e menos de 370 quilos, está programada para passar quatro meses fazendo observações.

A sonda Ulysses, lançada em 1990, está estudando pela primeira vez os pólos solares. Ela já sobrevoou o pólo sul e, este ano, vai alcançar o pólo norte.

Traduzindo em números

Apesar de ser uma estrela de tamanho médio, o Sol está entre os 5% dos astros mais brilhantes da Via Láctea.
Distância da Terra: 150 milhões de quilômetros
Diâmetro: 1,4 milhão de quilômetros
Massa: 333 000 vezes a da Terra
Densidade média: 1,41 (a da água é 1, a da madeira, 5, e do ferro, 10)
Período de rotação: 25 dias no equador e 34 dias nos pólos
Força de gravidade: 28 vezes maior do que a da Terra
Temperatura interna: 14,25 milhões de graus centígrados
Temperatura da superfície: entre 3 800 e 6 000 graus centígrados
Composição no núcleo: 64% hélio, 35% hidrogênio e 1% outros elementos
Composição nas demais camadas: 75% hidrogênio, 24% hélio e 1% outros elementos
A terra sente a força de longe
Nosso planeta é como é por causa da energia solar. Mas, além da luz, ela nos chega de outras formas

O gigantesco “saiote” magnético
Por trás da emissão de energia do Sol sobre a Terra está seu campo magnético. Esse íma gigantesco “segura” e vai acumulando as partículas do vento solar até que a imensa pressão cria as erupções. Elas caracterizam períodos de grande atividade do Sol. Os astrônomos costumam comparar seu campo magnético com uma “saia de bailarina”. A rotação faz o saiote ondular. O campo magnético chega a 1 bilhão de quilômetros de distância do Sol. Ou seja, até perto de Saturno.

As explosões e o clima
Houve épocas em que o Sol ficou bem mais fraco e isso pode ter dado origem às eras glaciais. Hoje se sabe que, a cada 22 anos, imensas erupções liberam quantidades anormais de energia. A última tentativa de explicar como as variações de humor do Sol influem no clima da Terra diz que, nesses períodos, a luz visível varia em apenas 0,1%, mas os raios ultravioleta aumentam muito mais. Assim, aquecem a atmosfera da Terra e aumentam a temperatura global.

Luminosa matéria supersônica
As transmissões de rádio, volta e meia, são perturbadas por tempestades magnéticas cuja origem está no Sol. Elas se devem à influência do vento solar, que é formado por partículas com carga elétrica, como elétrons e prótons. Essas partículas invadem a alta altmosfera terrestre a mais de 1,4 milhão de quilômetros por hora e emitem luz, criando as auroras boreais e austrais, e interferindo nos sistemas de comunicação e de navegação das aeronaves. Somente com elas, o Sol perde um milhão de toneladas de matéria por segundo.

Mistérios solares
A estrela que melhor conhecemos ainda esconde muitos segredos.

Quanto mais quente, mais complicado
Um dos mistérios está nos gases da chamada coroa. Como eles podem ser muito mais quentes do que a superfície do Sol? De 13 000 graus, a temperatura salta de repente para mais de 500 000 graus, podendo chegar a 1,5 milhão de graus, na parte mais luminosa da coroa. Tudo indica que a força magnética que impulsiona os jatos de gases também os aquece. Pelos cálculos, porém, a força seria insuficiente para aquecer tanto a coroa. A incerteza, portanto, persiste.

Cadê os neutrinos daqui?
De acordo com a quantidade de radiação que escapa do Sol, sua temperatura interna deveria ser de 15 milhões de graus. Mas, medindo a emissão de neutrinos — partículas subatômicas que fogem do núcleo do Sol em menos de três segundos —, a temperatura não passa dos 14,25 milhões de graus. Mas, se fosse mais frio, o Sol deveria ser menor e brilhar menos. A única explicação é ainda hipótese: apenas parte dos neutrinos seriam captados na Terra. O engano no número de neutrinos emitidos levaria a uma avaliação errada da temperatura.

A impossível pulsação radial
A teoria garante: todos os 10 milhões de tipos de oscilação de tamanho do Sol são caóticos, desordenados. Não há oscilação radial, que atinja a estrela por inteiro, em toda a sua circunferência. Mas o astrofísico Nelson Vani Leister, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo, mede o diâmetro solar há mais de vinte anos. E garante: o Sol cresce e encolhe 150 quilômetros a cada 1 000 dias. Astrônomos do Observatório de Côte d’Azur, na França, confirmam a observação do brasileiro. “Estamos fazendo um levantamento histórico das pulsações, para ver a que tipo de fenômeno elas podem estar associadas.”

Pulsando como um tambor
O Sol está sempre oscilando. Os gases em ebulição são como ondas acústicas que abalam a superfície — do mesmo modo que a pele de um tambor é abalada com a pulsação do ar em seu interior. Os astrônomos já registraram mais de 10 milhões de pulsações diferentes. Eles conseguem “ouvi-las” com aparelhos chamados espectrógrafos. Nas imagens criadas em computador, as regiões vermelhas estão “afundando” e as azuis, “subindo”.

Soho
O Observatório Solar e Heliosférico (Soho) é um projeto conjunto entre a Nasa e a ESA. Ele vai levantar vôo em outubro na ponta de um foguete Atlas II-AS e deverá orbitar a Terra a cerca de 1,5 milhão de quilômetros. Seus doze detectores vão mandar dados sobre a coroa, o vento solar, as ondas acústicas do Sol, o movimento dos gases da superfície e as variações de radiação.

Cluster
A sonda da Agência Espacial Européia (ESA) vai estudar principalmente os efeitos do vento solar sobre os pólos terrestres. São quatro naves voando juntas. Elas vão carregar instrumentos idênticos que podem mostrar a estrutura e os movimentos das partículas solares que envolvem o planeta, e montar um mosaico em três dimensões. A Cluster entra em órbita da Terra ainda este ano, levada por um foguete Ariane-5.

Yohkoh
O satélite nipo-anglo-americano entrou em órbita terrestre em 1991. Carrega dois telescópios que captam as ondas de raio X. Esse tipo de radiação é emitida por material aquecido a centenas de milhares de graus. A Yohkoh (palavra japonesa para “raio de sol”) tem a grande novidade de bater as “fotos” do Sol a uma velocidade nunca conseguida. Assim, enviadas à Terra, elas se transformam em filmes que mostram detalhes das tremendas tempestades de energia.

Wind
Sua principal missão é analisar o vento solar. Lançado no final de 1994, esse laboratório espacial é projeto conjunto da Nasa e da ESA. Mede 2,40 metros de diâmetro e 1,80 metro de altura. Pesa cerca de 900 quilos. Foi desenhado para permanecer em atividade por três anos, numa órbita entre 29 000 e 1,6 milhão de quilômetros em torno da Terra. A ideia é colher dados sobre o vento solar antes que ele atinja o campo magnético do nosso planeta.

ulysses_orbit

13.475 – ☻Mega Bloco – A Pré História


Introdução ao ☻Mega Bloco:

Qual é a primeira ideia que surge na nossa cabeça quando nos deparamos com o prefixo “pré”? Geralmente, acreditamos que este recurso da língua tem como função apontar para algum período ou momento que antecede a existência ou realização de algo. Partindo desse pressuposto, quando observamos o termo “pré-história”, somos levados a crer na existência de um tempo que foi justamente anterior à História.
Mas realmente houve uma época em que a “História” simplesmente não existiu? Se partirmos da ideia de que estudamos a história dos homens, deveríamos compreender então que a “Pré-História” faz menção a todos os acontecimentos, experiências e fatos que são anteriores à própria existência humana. Contudo, ao abrimos o livro didático, observamos a estranha presença dos “homens pré-históricos” nesse período que se inicia há cerca de 2 milhões de anos e vai até 5000 a.C..
Para compreendermos esta divergência, devemos levar em conta que as formas de se organizar o passado são múltiplas. No nosso caso, muitos dos livros de história adotam as convenções de uma periodização estabelecida no século XIX. Para os historiadores daquela época, só era possível reconhecer ou estudar o passado através do manuseio de fontes escritas. Por isso, a “Pré-história”, na visão destes estudiosos, abarca toda a experiência do homem anterior ao desenvolvimento da escrita.
Atualmente, com a transformação dos sentidos da ciência histórica, sabemos que os homens pré-históricos não podem ser arbitrariamente excluídos da “História”. Por meio dos vestígios materiais, pinturas e outras manifestações, vários historiadores se lançam ao instigante desafio de relatar sobre o passado dos homens que viveram há milhares de anos. Ao contrário do que muitos pensam, estes não eram simples versões mais próximas dos primatas ancestrais.
Nesse diversificado período, podemos observar a luta travada pelos primeiros homens em seu processo de adaptação às hostilidades impostas pela natureza. Ao longo desse processo de dominação, também é possível ver que estes sujeitos da história não estavam somente preocupados em garantir a sua sobrevivência. Por meio da pintura rupestre, podemos dialogar com os comportamentos, valores e crenças que surgem nesse remoto tempo.
Sem dúvida, as restrições e a limitação das fontes disponíveis dificultam bastante a compreensão do tempo pré-histórico. Entretanto, mesmo com o pouco que nos chega, podemos ver que o conceito elaborado no século XIX está bastante afastado de todo o conhecimento que essa época pode oferecer. Com isso, apesar dos problemas com seu nome, podemos afirmar que a pré-história esteve mais presente na História do que nunca.

13.474 – Mega Polêmica – O Ensino Religioso nas Escolas


religião
A Constituição brasileira e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) permite, desde que não sejam obrigatórias para os alunos e a instituição assegure o respeito à diversidade de credos e coíba o proselitismo, ou seja, a tentativa de impor um dogma ou converter alguém. Mas faz sentido oferecer a disciplina na rede pública?

Argumento Contra:
O que fazer com os estudantes que, por algum motivo, não queiram participar das atividades? Organizar a grade para que eles tenham como opção atividades alternativas é o que se espera da escola. Porém, não é o que acontece em muitas redes. Nelas, nenhum aluno é obrigado a frequentar as aulas da disciplina, mas, se não o fizerem, têm de descobrir sozinhos como preencher o tempo ocioso. A lei não obriga a rede a oferecer uma aula alternativa, mas é contraditório permitir que as crianças fiquem na escola sem uma atividade com objetivos pedagógicos.
A questão da diversidade, outro item previsto na lei, também não é uma coisa simples de ser resolvida. Como garantir que todos os grupos religiosos – incluindo divisões internas e dissidências – sejam respeitados durante o programa em um país plural como o nosso? Dados do Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 64,6% da população se declara católica, 22,2% evangélica, 2% espírita, 3% praticante de outras religiões e 8% sem religião.
De que forma assegurar que o professor responsável por lecionar Ensino Religioso não incorra no erro de impor seu credo aos estudantes? Ou que aja de maneira preconceituosa caso alguém não concorde com suas opiniões? É fato que todos, educadores e alunos, têm o direito de escolher e exercer sua fé. Está na Constituição também. Não há mal algum em rezar, celebrar dias santos, frequentar igrejas (ou outros templos), ter imagens de devoção e portar objetos, como crucifixos e véus. Porém, em hipótese alguma, a escola pode ser usada como palco para militância religiosa e manifestações de intolerância. É bom lembrar que a mesma carta magna determina que o Estado brasileiro é laico e, por meio de suas instituições, deve se manter neutro em relação a temas religiosos.
Cabe a escola usar os dias letivos para ensinar aos estudantes os conteúdos sobre os diversos campos do conhecimento. Há tempos, sabe-se que estamos longe de cumprir essa obrigação básica. Os resultados de avaliações como a Prova Brasil e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês) comprovam com clareza essa falta grave. Boa parte dos estudantes conclui o Ensino Fundamental sem alcançar proficiência em leitura, escrita e Matemática.

Educação e verdades incontestáveis não combinam. Enquanto os credos são dogmáticos e pautados na heteronomia (quer dizer, as normas são reguladas por uma autoridade ou um poder onipresente), a escola é o lugar para a conquista e o desenvolvimento da autonomia moral. Isso quer dizer que crianças e adolescentes devem aprender e ser estimulados a analisar seus atos por meio da relação de respeito com o outro, compreendendo as razões e as consequências de se comportar de uma ou outra maneira. Bons projetos de Educação moral, que abrem espaço para questionamentos e mudanças de hábito, dão conta do recado.

Mesmo sem oferecer a disciplina, muitas instituições pecam ao usar a religião no dia a dia. Segundo respostas dadas por 54.434 diretores ao questionário da Prova Brasil 2011, independentemente de oferecer a matéria, 51% das escolas cultivam o hábito de cantar músicas religiosas ou fazer orações no período letivo, no horário de entrada ou da merenda, entre outros(leia outros dados no gráfico abaixo).

Outro exemplo de como os limites são extrapolados é apresentado no estudo O Uso da Religião como Estratégia de Educação Moral em Escolas Públicas e Privadas de Presidente Prudente, de Aline Pereira Lima, mestre em Educação e docente da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Felicam). Na instituição pública analisada, mesmo sem a presença da matéria na grade dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a religião estava muito mais presente do que nas duas escolas particulares visitadas, que tinham caráter confessional declarado. O discurso teológico permeava o dia a dia dos estudantes: era usado para solucionar casos de indisciplina e até de violência. A pesquisadora observou também que os professores diziam aos estudantes frases como “Deus castiga os desobedientes”.

Sem contestar ou ameaçar a liberdade de credo de ninguém, espera-se que os educadores sigam buscando ensinar o que realmente interessa. Sem orações, imagens e afins.

Religiosidade e Educação

Contrariando a laicidade do Estado, as escolas têm manifestações de crenças

66% ministram aulas de Ensino Religioso

51% têm o costume de fazer orações ou cantar músicas religiosas

22% têm objetos, imagens, frases ou símbolos religiosos expostos

Argumento pró:
As religiões fazem parte de um mosaico cultural da história da humanidade. São fortemente ligadas as civilizações e se apresentadas de maneira imparcial sem imposição de ideias e dogmas pode ser uma ferramenta de auxílio na formação moral dos alunos além de aumentar a bagagem cultural. Desde é claro, que expostas sem preconceito ou favorecimento.
1988
A nova Constituição diz no artigo 210, parágrafo primeiro: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. O artigo 5 define: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. No artigo 19, consta: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II – recusar fé aos documentos públicos; III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
“Art. 11 – A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa. §1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

ensino religioso

13.473 – ‘Apagão’ momentâneo prejudica semáforos e eletrônicos em São Paulo


sampa hj
Se você teve problemas com seus eletrônicos ou viu a luz da sua casa ou trabalho falhar na manhã desta terça-feira, 26, em São Paulo, aqui está a explicação. Uma falha momentânea de energia deixou um rastro de problemas na capital paulista.
De acordo com informações da BandNews FM, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) confirmou que houve uma pane na distribuição de energia da subestação Milton Fornasaro. O que causou a pane, porém, não foi divulgado.
O problema gerou um pico de energia e um blecaute que durou poucos minutos, mas deixou diversos semáforos inoperantes pela capital paulista. Linhas do Metrô e da CPTM também viram atrasos e interrupções de circulação devido à falha.
Nas redes sociais, diversos usuários relataram PCs desligando sozinhos, falhas no Wi-Fi de locais públicos e outros eletrônicos parando de funcionar repentinamente. Por enquanto, porém, apesar da aparência, nada indica que tenha sido obra de um hacker.

13.472 – Idade Média – Os Vikings


os-vikings-navegadores
São uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.
A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.
O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.
As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.
Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.
A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.
O rei era a principal autoridade política entre os vikings. Logo em seguida, os condes e chefes tribais também desfrutavam de grande prestígio e poder de mando entre a população. O poder de decisão entre os locais tinha certa presença entre os vikings. Reunidos ao ar livre, discutiam a elaboração de suas leis próprias e as punições a serem deferidas contra os criminosos.
Na esfera religiosa, os vikings eram portadores de uma rica mitologia povoada por vários deuses sistematicamente adorados em eventos coletivos. Várias histórias envolvem a luta entre os deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Odin era adorado como “o Deus dos deuses”. Thor era a divindade de maior popularidade e tinha poder sobre os céus e protegia povo viking.
Com o processo de cristianização da Europa, ao longo da Idade Média, os vikings foram paulatinamente convertidos a essa nova religião. A dissolução da cultura viking acontece entre os séculos XI e XII. Os vários conflitos contra os ingleses e os nobres da Normandia estabeleceram a desintegração desta civilização, que ainda se encontra manifesta em algumas manifestações da cultura europeia.
As pessoas que viviam na Escandinávia por volta do ano 800 da nossa era até cerca de 1100 são conhecidas como vikings. A antiga palavra escandinava víkings significava pirata e muitas pessoas pensam nos vikings apenas como invasores selvagens. Os vikings, porém, também eram notáveis exploradores, conquistadores, fazendeiros, comerciantes e artífices. Desenvolveram leis justas e um sistema de democracia.

Os legendarios Vikings se tornaram famosos por serem guerreiros e aventureiros corajosos e ambiciosos. Até o final do século VIII, a Escandinávia era uma região praticamente ignorada pela Europa. De repente, em 780, os Vikings se deslocaram da Noruega, Dinamarca e Suécia e começaram a saltear a Europa cristã, devastando cidades e campos. “Da fúria dos nórdicos, livrai-nos Senhor” ! (dizem que assim rezavam os monges saxões quando os vikings pagãos invadiam seus tranquilos mosteiros). O exército Viking era formado de guerreiros profissionais: treinavam para combates ferozes e estavam melhor equipados com espadas, escudos, machados e arcos. Além disso, eram exímios navegadores e com seus barcos sólidos se aventuravam para o alto mar. Quando chegavam à terra, saqueavam imediatamente as aldeias para obter cavalos, gado e cereais.
Os Vikings navegavam nos aperfeiçoados e belos drakkars – os compridos barcos a vela e a remo esculpidos na madeira. Foram os primeiros na Europa do Norte a construí-los com velas. Com isto ganhavam enorme vantagem sobre as embarcações de outras nações, movidas a remos. E navegando cada vez mais distante, tomaram grande parte da Suécia e da Escócia, a ilha de Man, as ilhas Hébridas, a Islândia, a Groenlândia e outros territórios russos, suecos e finlandeses e construíram um respeitável povoado na região do fiorde de Oslo.

Acabaram por unificar a Noruega, reinando sobre ela durante anos.
Os Vikings eram também experts na fabricação de objetos de de uso diário, armas e jóias. Grande parte da arte do tempo dos Vikings foi gravada ou esculpida em madeiras, decoradas com complexos desenhos entrelaçados de animais (foto). Eles prestavam cultos a muitos deuses. Odin, Thor e Frey eram mais cultuados.
O martelo do deus Thor, o mais venerado, era como um berloque que usavam para atrair a boa sorte. No período viking a Noruega conheceu um desenvolvimento notável: a agricultura, o comércio e a construção de barcos foram as atividades mais importantes. Tudo o que se sabe sobre o passado desse país está baseado em lendas, nas famosas sagas que descrevem as aventuras marítimas dos temíveis guerreiros bárbaros.

 

13.471 – Novo supercomputador funciona com “pó mágico” composto de luz e matéria


superpc2
Durante anos, os supercomputadores trouxeram a esperança de resolver alguns dos problemas mais misteriosos e aparentemente insolucionáveis da ciência. O avanço contínuo da computação quântica renovou a expectativa dos cientistas, mas um estudo recente de pesquisadores do Reino Unido e da Rússia leva esse potencial um passo adiante, combinando luz e matéria para formar o que é conhecido como “pó mágico”.
Pesquisadores de universidades em Cambridge, Southampton e Cardiff, no Reino Unido, e no Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia, na Rússia, demonstraram que uma combinação mágica poderia potencialmente permitir a superação de capacidades mesmo dos supercomputadores mais avançados. As partículas quânticas conhecidas como polaridades, que são luz e matéria, foram capazes de “iluminar o caminho” para soluções simples quando havia problemas complicados. Os resultados do estudo, conforme relatado na revista Nature Materials, acabariam eventualmente levando os cientistas a resolver o que hoje ainda não tem solução.
Misturando matéria

Ao calcular uma solução matemática para um problema complexo com aplicações do mundo real, é essencial garantir o número mínimo de etapas possíveis. O caminho mais direto para uma resposta mantém um baixo risco de confusão ou erros, mas na abordagem dos problemas mais intrincados do nosso universo conhecido, isso se torna uma tarefa aparentemente impossível. “Este é exatamente o problema a enfrentar quando a função objetiva a ser minimizada representa um problema da vida real com muitas incógnitas, parâmetros e restrições”, disse uma das autoras do artigo, a professora Natalia Berloff, do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica de Cambridge e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia.
Berloff, junto com sua equipe, projetou esse uso do “pó mágico” sob um ângulo bastante criativo. Assim como o fogo-fátuo ilumina o caminho para viajantes no folclore escocês, os polaritons atuam como marcadores facilmente detectáveis, orientando cientistas rumo a uma solução. Os átomos selecionados, como o gálio, o arsênico, o índio e o alumínio são dispostos em uma pilha e recebem o direcionamento de um laser. Os elétrons, nessa mistura de matéria leve, absorvem a luz e a emitem em cores diferentes. Dez mil vezes mais leves do que elétrons, os polaritons poderiam atingir densidades que o tornariam um condensado de Bose-Einstein, um novo estado de matéria em que as fases quânticas desses polaritons se sincronizariam e criariam um objeto quântico macroscópico detectável com fotoluminescência. Os cientistas estão, literalmente, criando faróis de luz.
O co-autor do estudo, professor Pavlos Lagoudakis, chefe do laboratório de fotônica híbrida da Universidade de Southampton e do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (onde os experimentos foram realizados), expôs: “Estamos apenas no início da exploração do potencial dos gráficos de polaridade para resolver problemas complexos … Atualmente expandimos nosso dispositivo para centenas de nódulos, enquanto testamos o fundamento de seu poder computacional. O objetivo final é um simulador quântico de microchip que opere nas condições ambiente. ”
Não são apenas as profundidades da astrofísica que contêm problemas insolúveis. A biologia, as finanças, as viagens espaciais e outras áreas do saber têm nascentes profundas de questões não respondidas. São perguntas que um supercomputador, usando poeira mágica para iluminar o caminho até uma solução simples, pode ser capaz de responder. [Futurism]

13.470 – O Exterminador Chegou – PELE ARTIFICIAL AUTORREGENERATIVA SÓ SERVE PARA AS MÁQUINAS – POR ENQUANTO!


exterminador
O avanço tecnológico é vertiginoso em todas as áreas, e a robótica não é exceção. Hoje, os robôs são capazes de perseguir alvos, disparar, pular, correr e, até mesmo, aprender com suas ações, por meio da chamada Inteligência Artificial.
A última novidade no assunto se deu graças a uma conquista da equipe científica da Universidade Livre de Bruxelas, que desenvolveu uma pele artificial autorregenerativa para revestir diferentes modelos de robô.
Desse modo, os robôs equipados com essa pele seriam capazes de se regenerar em caso de cortes, como os produzidos por esfaqueamentos. Naturalmente, essa descoberta remete a robôs como os do cinema, especialmente o lendário “Exterminador do Futuro”.
“Os polímeros são substâncias formadas por muitos ‘fios’. Quando expostos ao calor, são reorganizados e se ligam entre si sem deixar pontos fracos”, afirmou Bram Vanderborght, responsável pela pesquisa que descobriu esse novo tipo de pele artificial.
Com o objetivo de realizar testes, os especialistas criaram uma pinça, uma mão robótica e, inclusive, um músculo artificial – todos fabricados a partir de polímeros da borracha, parecidos com uma gelatina. Quando eles sofrem algum tipo de corte, utiliza-se um pouco de calor para a regeneração.

13.469 – Especialistas afirmam que é seguro deixar a bateria do celular carregando durante toda a noite


smartphone-carregando-durante-a-noite
Embora muitas pessoas o façam de qualquer maneira, o mito sugere que carregar um telefone que já está completamente carregado tem implicações na capacidade da vida útil da bateria. Contudo, segundo Kyle Wiens, chefe da empresa iFixit, com sede na Califórnia e conhecida por criar guias sobre reparação de aparelhos para os consumidores, não é isso que acontece. Com informações da Business Insider.
“Deixar seu telefone conectado à noite não diminui a bateria“, explica. “É tudo sobre uma questão de contagem de ciclos, de como você realmente usa a bateria e o quanto a está fazendo trabalhar”.
A contagem de ciclos é o numero de recargas completas que um smartphone pode ter antes que sua bateria esteja completamente degradada. Por exemplo, se você drena pela metade a bateria de um telefone em carga completa e então recarrega essa capacidade meio vazia, completará meio ciclo.
Segundo Wiens, uma bateria de smartphone comum pode atingir até 400 ciclos de carga, o que provavelmente compreende um ano e meio de uso do dispositivo. Tenha em mente que não é incomum que alguns durem além disso e que as pessoas costumem manter seus aparelhos por mais do que um ano meio.
“Em termos de erosão gradual da vida da bateria, o que se deve ser entendido é que elas estão sempre em declínio”, explica um representante Anker, uma fabricante de acessórios de baterias e carregadores. “Dormir com o telefone carregando durante a noite não fará diferença notável no processo”. Segundo ele, isso ocorre porque os smartphones modernos são projetados para evitar serem carregados para além do que precisam. Em outras palavras, eles sabem a hora de parar.
“Os smartphones, como o nome sugere, são inteligentes”, disse o representante. “Toda unidade possui um chip incorporado que impedirá o carregamento uma vez que a capacidade atinja os 100%. Portanto, desde que o aparelho em questão seja adquirido de um vendedor legítimo, não deve haver perigo em carregá-lo durante toda a noite”.
Wiens acredita que a ideia de que a ação seja prejudicial está relacionada à experiência das pessoas aos celulares mais antigos, com baterias removíveis – que não são mais comuns em aparelhos mais modernos.
Contudo, há um perigo que deve ser considerado durante este carregamento, que é a temperatura. Conforme a própria Apple adverte em seu site, as baterias de lítio utilizadas nos smartphones mais modernos podem ser degradadas pelo calor extremo. No entanto, isto é algo que deve ser observado independentemente do celular estar carregando ou não.

13.468 – Ai da AIDS – Novo anticorpo ataca 99% das cepas de HIV


Aids Health Disease Day Virus Hiv Care Sickness
Cientistas criaram um anticorpo que ataca 99% das cepas do HIV e pode, ainda, prevenir a infecção em primatas. Ele é formulado para atacar três das partes críticas do vírus – tornando mais difícil para o HIV resistir aos seus efeitos.
O trabalho é uma colaboração coletiva entre os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e a empresa farmacêutica Sanofi.
A International Aids Society disse que se trata de um “avanço estimulante”. Os testes em seres humanos começarão em 2018 para verificar se é possível, também, prevenir ou tratar nossas infecções.
Nossos corpos lutam para combater o HIV devido à habilidade de mutação do vírus, que também modifica sua aparência. Essas variedades de HIV – ou cepas – em um determinado paciente são comparáveis ​​às da gripe num momento de epidemia mundial. Assim, o sistema imunológico se encontra em uma luta contra um número insuperável de mutações.

Super-anticorpos
Após anos de infecção, um pequeno número de pacientes desenvolve armas poderosas chamadas “anticorpos de neutralização ampla”, que atacam partes fundamentais ao HIV e podem matar grandes extensões de suas cepas.
Os pesquisadores têm tentado usar anticorpos amplamente neutralizantes como forma de tratar o vírus, ou, ainda, prevenir a infecção.
O estudo, publicado na revista Science, combina três desses anticorpos em um “anticorpo tri-específico” ainda mais poderoso. Gary Nabel, diretor científico da Sanofi e um dos autores do relatório, disse ao site da BBC: “Eles são mais potentes e têm uma amplitude maior do que qualquer anticorpo natural jamais descoberto”.
Os melhores anticorpos de ocorrência natural atingirão a maioria das cepas de HIV. “Estamos alcançando cobertura de 99%, mesmo em concentrações muito baixas na injeção”, disse o Dr. Nabel.
Experimentos realizados em 24 macacos mostraram que nenhum dos que receberam o anticorpo tri-específico desenvolveram infecção quando, mais tarde, foram tratados com a dose do vírus. “Verificamos um grau de proteção impressionante”, afirmou.

O trabalho incluiu cientistas da Harvard Medical School, do The Scripps Research Institute e do Massachusetts Institute of Technology.

“Avanço encorajador”

Ensaios clínicos para testar o anticorpo em seres humanos terão início no próximo ano.
A professora Linda-Gail Bekker, presidente da International Aids Society, informou à BBC: “Este artigo traz um avanço encorajador. Esses anticorpos super projetados parecem ir além da proteção natural e podem ter mais aplicações do que imaginamos até o momento. Ainda é cedo, e espero que os primeiros ensaios tenham início já em 2018. Como médica que atua na África, sinto a urgência de confirmar essas descobertas nas pessoas o mais rápido possível”.
O Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, disse que esta se trata de uma abordagem intrigante.
Ele acrescentou: “As combinações de anticorpos que que se ligam de forma diferente ao HIV podem superar as defesas do vírus no esforço para conseguir um tratamento e prevenção efetivos baseados em anticorpos”. [BBC]

13.467 – Astronomia – Cometa de 26 km de diâmetro em rota de colisão


impactocometa
IMPACTO PODERÁ GERAR A MAIOR EXTINÇÃO EM MASSA QUE O PLANETA JÁ VIVENCIOU!

Novos cálculos realizados sobre a órbita do cometa Swift-Tuttle revelaram que há uma possibilidade de que o corpo celeste colida contra a Terra. Foi o que afirmou o cientista Ethan Siegel, responsável pela descoberta da chuva de meteoros das Perseidas. Ele acredita que o trajeto do asteroide poderá ser acelerado pela gravidade de Júpiter, o que fará com que ele se choque contra o nosso planeta.
O Swift-Tuttle possui um diâmetro de 26 quilômetros. Siegel explica que, com somente um pequeno golpe gravitacional de Júpiter, o corpo celeste poderá viajar até o Sol e ser expulso do Sistema Solar ou se lançar diretamente contra a Terra. Se isso acontecer, há uma possibilidade real para a colisão dentro de 2.400 anos e será a maior extinção em massa que o nosso mundo verá em centenas de milhões de anos.
Embora a comunidade científica afirme que o asteroide não representa uma ameaça iminente para a humanidade, diversos astrônomos reconhecem que esse objeto é, de fato, o mais perigoso para o planeta Terra – dentre os que existem no Sistema Solar atualmente.

History Chanel

 

13.466 – Não Se Iluda – “A morte é apenas uma ilusão! Continuamos a viver em um universo paralelo”


universo paralelo
Pelo menos é o que afirmou recentemente um cientista
Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos.
Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo.
Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de “Biocentrismo”
Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de “O biocentrismo” – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo, pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer.
Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?
Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos.
De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.
A interpretação “de muitos mundos”, afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de “multiverso”. Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes.
Ele acredita que “há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.

 

Sua energia nunca morre
A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles. Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo – o “Quem sou eu?” – É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ele pode ser criada nem destruída “. Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência
“Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica. Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?
Considere a experiência da dupla fenda: se um “relógio” uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos .
Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo. Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo.
Por que a nossa observação pode mudar o que acontece? Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência “, diz Lanza.
Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.
O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto.
Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.
Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal.
Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente.
A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.
Albert Einstein disse uma vez: “A realidade é meramente uma ilusão, embora um muito persistente.”
Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

13.465 – Pode estourar seu cartão de crédito, o fim do mundo está chegando


planeta x
Bricadeiras à parte, tal boato já dura mais de 10 séculos
Um tal David Meade afirmou em um livro que neste sábado (23-09) o mundo acaba com a chegada do famigerado Planeta X. Pela teoria de Meade, o planeta seria na verdade uma estrela com um sistema planetário ao seu redor e estaria vindo em direção à Terra. Além de planetas, o sistema traria também cometas e asteroides e esses seriam arremessados contra a Terra, o que causaria destruição em massa.
Para fechar, tudo com o conhecimento da NASA que, óbvio, estaria escondendo a verdade. As fontes da “pesquisa” de Meade são trechos da bíblia que ele interpreta como acha melhor para vender seu livro e sua ideia e, de acordo com ele, o último eclipse solar do dia 21 de agosto teria precipitado a chegada do Planeta X.
Volta e meia tem gente que vem esse papo: ora com Planeta X, ora com Hercóbulus, ora com o Planeta Chupão e o mais popular entre os conspiracionistas, o Nibiru. Claro, a NASA está sempre envolvida na parada escondendo tudo.
A imagem abaixo é apontada, inclusive, como sendo de Niburu, mas pode trocar por um dos assassinos listado acima. Na verdade não passa da estrela V838 Monocerotis iluminando gás e poeira ejetados numa explosão milhares de anos atrás. E ela está longe, muito longe, tipo… 20 mil anos luz de distância.
Não perca seu tempo e pague suas contas
Para ser direto, não perca seu tempo. Se você tem compromisso no domingo, pode ir, prova ou conta vencendo na segunda, pode continuar pagando ou estudando porque o mundo vai estar inteiro.
Há quem diga que, na antiga Mesopotâmia, já havia citações a todos esses elementos destruidores, mas dar contexto científico ao que parece ser mitologia mal traduzida é um pouco demais. Se um planeta ou uma estrela como essa estivesse nas proximidades do Sistema Solar, nós já teríamos descoberto. E nem adianta dizer que a NASA está acobertando, pois ela não tem controle sobre todos os astrônomos do mundo. Quem me dera se ela me pagasse o que volta e meia me acusam de estar recebendo para permanecer calado…
Os céus do globo são monitorados por vários programas de defesa para justamente avistar algum asteroide com potencial de atingir a Terra. Corpos celestes com mais de 100 metros de tamanho são razoavelmente fáceis de descobrir e os maiores que isso, portanto, muito mais perigosos, são muito fáceis de se encontrar. Não há como uma estrela, ou um planeta gigantesco passar despercebido pela frota de telescópios terrestres. Aliás, tem muito mais astrônomo amador monitorando o céu do que astrônomos profissionais. Como manter uma conspiração com centenas de milhares de pessoas no mundo todo?
Além dos telescópios em Terra, algumas missões espaciais já varreram o céu todo em busca de planetas e/ou anãs marrons mais distantes no Sistema Solar. Nenhuma dessas iniciativas deu resultado positivo. Nem sequer um caso suspeito foi encontrado. Até mesmo Mike Brown, que tem como objetivo de vida descobrir mais um planeta no Sistema Solar e vasculha o céu todo, ano após ano por uma década encontrou alguma coisa suspeita.
Desses planetas todos, o Planeta X é o único que aparece nos livros de astronomia. Quando Percival Lowell procurava pelo nono planeta do Sistema Solar, – que depois viria a ser Plutão; pelo menos, até 2006 – se referia a ele como ‘Planeta X’ para que ninguém desconfiasse do que se tratava. Ele sabia que havia outras pessoas fazendo o mesmo e quando enviava ao seu observatório novas coordenadas o tratava desse jeito: o ‘X’ nada mais é do que a variável ‘X’, a incógnita a ser encontrada, como em qualquer equação matemática.
O fim do mundo está mais próximo de acontecer por iniciativa própria, do que por um planeta, asteroide ou estrela desgarrada. Eu me preocupo mais com a Coreia do Norte do que com Nibiru. Ah, sim, e com as contas no fim do mês que vão chegar implacavelmente.

13.464 – Notícias da Astronomia


new-horizons-2019-mu69-artist-e1505085894462
A sonda New Horizons, que visitou Plutão em 2015, acordou de sua “soneca interestelar”. O aparelho estava hibernando desde abril deste ano para economizar energia e cortar gastos até o desenvolvimento de outra missão pela NASA.
A New Horizons, contudo, não estava totalmente desligada da Terra. Mensalmente ela mandava informações sobre sua localização e estado de conservação, para que os especialistas pudessem monitorá-la.
O plano da agência espacial americana é promover o encontro da sonda com o 2014 MU69, objeto originário do Cinturão de Kuiper — área do Sistema Solar situada próxima à órbita de Netuno.
Se tudo der certo, o evento ocorrerá em 1º de janeiro de 2019 e será a maior aproximação (3500 km) entre uma nave e um fragmento do Cinturão, além do encontro planetário mais distante da história: a mais de 6,5 bilhões de quilômetros da Terra.

(Com informações de EarthSky.)

13.463 – Reservas de água congelada em Mercúrio medem o dobro da área de SP


cratera-mercurio-agua
Cientistas planetários da Universidade Brown, nos Estados Unidos, acabam de publicar um artigo cujos resultados, à primeira vista, podem parecer peculiares. Eles descobriram que a quantidade de gelo presente na superfície de Mercúrio é muito maior do que se pensava.
Mas como pode um planeta tão próximo do Sol apresentar temperaturas tão baixas a ponto de permitir que a água se mantenha em estado sólido?
Basta saber onde procurar. Como não há atmosfera para reter o calor, certas regiões que ficam sempre nas sombras, como os fundos de crateras, são congelantes o bastante. Se essas áreas nas quais a luz não chega estiverem nos polos, onde a incidência de radiação é menor, temos o lugar perfeito para se encontrar água congelada.
Foi em uma dessas regiões, no polo norte do planetinha só 40% maior do que a Lua, que os pesquisadores acharam três grandes lençóis de gelo, em volta dos quais existem diversas reservas com dimensões menores.
“Adicionando esses depósitos de menor escala aos depósitos maiores dentro das crateras, acrescenta-se significativamente ao inventário de gelo superficial em Mercúrio”, disse em comunicado Ariel Deutsch, líder do estudo.

Dados de sonda da Nasa
A pesquisa publicada no periódico Geophysical Research Letters foi feita em parceria com o orientador de doutorado de Deutsch, Jim Head, e Gregory Neumann, do centro Goddard da Nasa. O trio analisou dados coletados em Mercúrio por um dos instrumentos da sonda MESSENGER, que media com laser a refletividade da superfície.
Regiões brilhantes sugerem a presença de gelo, já que o relevo rochoso é mais escuro por refletir menos luz.
Com essas informações, os pesquisadores estimaram a área combinada dos três grandes reservatórios em 3,4 mil quilômetros quadrados — pouco mais de duas vezes a área da cidade de São Paulo.
No terreno em volta das crateras, a baixa resolução do instrumento só permitiu identificar outros quatro depósitos com cerca de cinco quilômetros de diâmetro, mas a equipe afirma que o padrão de refletividade da região como um todo sugere a presença de um grande número de pequenos depósitos.

Água por toda parte
“Achamos que provavelmente existem muitos, muitos mais destes, com tamanhos variando de um quilômetro até poucos centímetros”, diz Deutsch. A situação é semelhante com a verificada na Lua, onde também há abundância de gelo nos polos.
Mas, em primeiro lugar, como essa água toda foi parar em Mercúrio? Há duas hipóteses: teria sido trazida por cometas e asteroides, ou pode ter se formado no próprio solo, a partir de reações químicas entre o oxigênio e o hidrogênio injetado na superfície através do vento solar.
A pesquisa pode ajudar a solucionar o mistério. “Uma das maiores coisas que queremos entender é como a água e outros voláteis estão distribuídos pelo Sistema Solar interior — incluindo a Terra, a Lua e nossos vizinhos planetários”, diz o coautor Jim Head. “Esse estudo abre nossos olhos a novos lugares para se procurar por evidência de água e sugere que existe muito mais dela em Mercúrio do que pensávamos.”

13.462 – Medicina – Patologia Clínica


COMO+SE+ESTUDA+PATOLOGIA
Medicina laboratorial é uma especialidade médica que tem por objetivo auxiliar os médicos de diversas especialidades no diagnóstico e acompanhamento clínico de estados de saúde e doença, através da análise de sangue, urina, fezes e outros fluidos orgânicos (como líquor, líquido sinovial, líquido ascítico, fluido seminal, etc).
No Brasil a especialidade é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com o nome de patologia clínica ou medicina laboratorial”. Deve ser diferenciada de patologia cirúrgica ou anatomia patológica, especialidade que tem por objeto de análise os tecidos sólidos do corpo humano, geralmente obtidos por meio de biópsia.
A patologia clínica apresenta as subespecialidades:

Química clínica — Ocupa-se em analisar os componentes químicos do sangue, urina e fluidos orgânicos.
Hematologia — Analisa os componentes celulares do sangue, e eventualmente de outros fluidos orgânicos.
Imunohematologia — Avalia as reações imunes dentro do sangue, especializando-se na análise dos antígenos eritrocitários e suas interações com os respectivos anticorpos. Reveste-se de importância particular na Hemoterapia ou medicina transfusional.
Imunologia (sorologia) — Avalia o sangue (e eventualmente outros fluidos orgânicos) e componentes, através de suas interações imunológicas, ou seja, das reações antígeno – anticorpo.
Microbiologia — Estuda a flora microbiológica humana normal e patológica, detectando a presença de vírus, bactérias e fungos em amostras de procedência humana. Este estudo pode se estender também à análise dos microorganismos presentes nos ambientes ocupados pelo ser humano e objetos por ele utilizados.
Bacteriologia — Subespecialidade da microbiologia cujo objeto de estudo são as bactérias, incluindo sua identificação, caracterização e avaliação de susceptibilidade a antimicrobianos.
Micologia — Subespecialidade da microbiologia que estuda os fungos e micotoxinas.
Virologia — Subespecialidade da microbiologia que se ocupa da a análise dos vírus.
Parasitologia — É a subespecialidade da Patologia Clínica que analisa as características dos parasitas externos (ectoparasitas) e internos (endoparasitas) do homem. Inclui o estudo dos protozoários parasitas sistêmicos — como os plasmódios (causadores da malária), através de métodos de detecção direta e indireta, o estudo dos artrópodes parasitas e a coprologia ou estudo macroscópico, microscópico e químico das fezes com o objetivo de se determinar o diagnóstico e prognóstico de doenças e parasitoses do sistema gastrointestinal.
Uranálise — Analisa a urina e, eventualmente, outros fluidos orgânicos.
Biologia molecular — Compreende o estudo especializado de biomoléculas, tais como o DNA e RNA.
Genética médica — Ocupa-se do estudo da genética humana, em especial as’ cromossomopatias.
Genética Bioquímica — Estuda, através de análises bioquímicas, as anomalias genéticas caracterizadas como erros inatos do metabolismo.
As modernas exigências de qualidade dos resultados em análises clínicas fizeram surgir o que hoje já é por alguns considerada uma nova subespecialidade, a garantia de qualidade. Esta opera sobre todas as demais, visando a manter a excelência das análises, incluindo a sua precisão e exatidão, e o melhoramento continuado em todos os seus aspectos. Usa como instrumentos principais a estatística e a criação e análise de indicadores de qualidade.

Uma Longa Jornada
No Brasil, o médico patologista clínico passa por uma formação que inclui, além dos 6 anos regulamentares do curso superior em medicina, mais três anos de residência médica, sendo 1 ano em clínica médica e 2 anos em laboratório de análises clínicas.

No seu trabalho, o patologista clínico pode interagir com outros profissionais, dentre eles:

Nível superior:
Biólogo
Biomédico
Cirurgião-dentista
Farmacêutico
Médico veterinário
Nível médio:
Auxiliar técnico de laboratório.
Técnico de laboratório de análises clínicas.
Biotécnico.
São compartilhadas com estes profissionais, até o limite de responsabilidade de cada um, as diversas atividades e competências necessárias ao bom desempenho do ofício. As atribuições de cada profissional, bem como os limites de sua atuação, podem ser consultadas na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediante a modernidade tecnológica que significa, hoje em dia, a automação e a informatização da maioria dos processos de análise, deve também o profissional possuir conhecimentos básicos nas áreas de engenharia e informática, que viabilizem sua interação freqüente com os respectivos profissionais, também comumente envolvidos como auxiliares valiosos em todos os processos de análise.

Existem certas ambiguidades envolvendo a patologia clínica que devem ser comentadas:

No Brasil e em Portugal, podem atuar como responsáveis técnicos por laboratórios de análises clínicas:
O médico patologista clínico;
O biólogo com formação superior, habilitado em análises clínicas através da comprovação de um currículo direcionado efetivamente realizado;
O biomédico com formação superior habilitado em análises clínicas;
O farmacêutico com formação superior enfatizando a área de patologia/análises clínicas, química clínica, e técnicas moleculares;
O especialista médico em hematologia e hemoterapia, habilitado a efetuar alguns procedimentos especializados como biópsia de medula óssea, é o profissional médico que realiza diagnóstico e acompanhamento clínico em patologias envolvendo oncologia hematológica, hemoterapia e coagulação/hemostasia. Este especialista normalmente não está habilitado em patologia clínica (a menos que também dotado de formação específica nesta área), fazendo portanto uso de seus serviços como cliente médico.
A análise da celularidade de certos fluidos orgânicos, como o líquido sinovial, o líquido cérebro-espinhal ou líquor, o líquido ascítico ou peritoneal, o fluido pleural e o fluido seminal podem ser compreendidos como escopo tanto da subespecialidade de hematologia como da urinálise. Estas análises incluem também a caracterização bioquímica desses fluidos, que recorre a técnicas próprias da bioquímica. Fala-se portanto em hematologia e análise de fluidos orgânicos ou urinálise e análise de fluidos orgânicos.
A patologia cirúrgica, também conhecida como anatomia patológica, é uma especialidade médica que interage com a patologia clínica, e compreende caracteristicamente a análise de matériais sólidos de origem humana, obtidos por meio de biópsia ou necrópsia. O patologista cirúrgico usualmente não é habilitado em patologia clínica, a não ser que também tenha desenvolvido formação específica na área, embora eventualmente uma especialidade possa emprestar técnicas características da outra.
A especialidade de química clínica encontrada nos Estados Unidos corresponde grosseiramente à bioquímica no Brasil. Entretanto não temos no Brasil uma Associação exclusiva como a American Association of Clinical Chemistry.

13.461 – Psicanálise funciona?


sigmund-freud-the-history-channel
A psicanálise, ou terapia psicanalítica, é uma forma de tratar problemas psicológicos de longa data que se baseia nos comportamentos de crença. Esses comportamentos têm mecanismos subjacentes que podem não ser reconhecidos, e se manifestar de forma inconsciente.
Com este entendimento, é possível pensar sobre o significado e as razões por trás de uma determinada postura e conduzir a possibilidade de mudança.
Embora a psicologia da mente descrita por Freud tenha se baseado na existência de um estado inconsciente, ele não foi o criador do termo. Os filósofos ocidentais do século XVII, John Locke e René Descartes e, mais tarde, Gottfried Wilhelm Liebniz, propuseram a ideia de um inconsciente, especulando a existência de algo dentro da mente, além da consciência, que também é capaz de influenciar comportamentos.

Razões para buscar tratamento psicanalítico
As pessoas podem buscar assistência psicanalítica por muitas razões – padrões de relação fracassados ou destrutivos, estresse no trabalho, depressão ou ansiedade, distúrbios de personalidade ou problemas em torno da autoidentidade e da sexualidade. Alguns buscam terapia após uma perda significativa, seja por morte ou divórcio, ou como resultado de um evento traumático ou abuso na infância ou na adolescência.
Um paciente pode consultar um psicoterapeuta psicoanalítico uma ou mais vezes por semana ao longo de meses ou anos. Um psicanalista pode receber um mesmo paciente por quatro ou cinco vezes por semana.
As consultas regulares e consistentes de 45 a 50 minutos permitem, ao longo do tempo, acompanhar e reunir informações sobre os padrões de pensamento e comportamento e a forma como estes afetam a pessoa em termos de seu estado emocional, bem como relacionamentos com parceiros, famílias, amigos, trabalho e a comunidade.

Psicanálise pelo mundo
Na Austrália, as pessoas que consultam um psicanalista ou um terapeuta psicanalítico que são medicamente treinados, seja como psiquiatra ou outra modalidade médica, podem conseguir as sessões pelo programa Medicare de forma contínua.
As pessoas que estão em terapia ou análises com profissionais não médicos podem solicitar até dez consultas por ano civil sob o Medicare, dependendo das qualificações profissionais do terapeuta.
O treinamento em psicanálise e terapia psicanalítica geralmente ocorre em um período de, pelo menos, cinco anos. É aberto a profissionais de várias áreas de formação, como psiquiatria, prática geral, psicologia, serviço social e enfermagem.
Esse treinamento inclui uma perspectiva de desenvolvimento, que considera o impacto que experiências da primeira e segunda infância podem ter sobre o indivíduo na vida adulta.
Ele engloba teoria, trabalho clínico supervisionado e observação de um bebê desde o nascimento, por um ano, com seminários de acompanhamento. Todos os formandos realizam análises pessoais ou terapia psicanalítica durante o período de treinamento.

O processo de tratamento
Em uma sessão, os pacientes tentam dizer tudo o que lhes vem à mente, permitindo que exteriorizem pensamentos, sentimentos, memórias e sonhos. Para habilitar seu depoimento, alguns deitam em um sofá com o terapeuta sentado atrás deles; outros se sentam cara a cara com o psicanalista.
Nessa configuração confidencial, e à medida que se cria confiança, pistas para o mundo inconsciente e interno do paciente começam a se formar, e padrões de relacionamento e possibilidades de evitá-los tornam-se visíveis.
O analista escuta cuidadosamente os reflexos, sonhos, memórias e pensamentos do paciente e tenta avaliar o que eles significam.
Espera-se que o paciente desenvolva uma visão sobre os padrões de vida destrutivos e a forma como estes foram formados, e entendê-los como uma resposta aos eventos pelos quais passou e relacionamentos que vive ou viveu.

Isso é eficaz?
Há um debate considerável sobre a eficácia do tratamento psicanalítico. Um problema apontado frequentemente é a relutância da profissão psicanalítica em reconhecer o valor da pesquisa formal e suas evidências ao desenvolvimento de diferentes trabalhos. Outro é a dificuldade de estudar o tratamento devido à sua natureza de longo prazo.

Um artigo de 2012 declarou:
“… a psicanálise já não é recomendada para tratar doenças mentais devido à falta de sólidas evidências. Uma revisão publicada recentemente não foi capaz de encontrar um único ensaio clínico apurado avaliando a psicanálise clássica. A evidência de uma psicanálise ‘moderna’ a longo prazo era conflitante, na melhor das hipóteses.
No entanto, desde então estudos com resultados mais positivos foram realizados e publicados.
Em 2015, o estudo Tavistock Adult Depression foi publicado. Ele examinava a eficácia da terapia psicanalítica. A pesquisa utilizou o modelo de teste do controle aleatório para examinar o tratamento de um grupo de pacientes diagnosticados com depressão profunda de longa data, que não tiveram sucesso em, pelo menos, dois tratamentos diferentes.
Um dos grupos foi submetido à terapia psicanalítica por dois anos; outro grupo de controle foi tratado com terapia cognitiva-comportamental, na qual os pacientes aprendem novas maneiras de pensar e se comportar.
Embora os resultados não tenham sido significativamente distintos entre os dois grupos ao final do tratamento, surgiram diferenças mais evidentes após 24, 30 e 42 meses.
Os resultados de depressão baseados em observação e questionários de autorrelatos mostraram declínios mais acentuados no grupo de terapia psicanalítica, junto a maiores melhorias na forma como se relacionam socialmente em relação ao grupo que passou por terapias cognitivo-comportamentais. Isso sugere que a terapia psicanalítica de longo prazo é útil para melhorar o desfecho da depressão resistente ao tratamento.

Entre pais e filhos

Um segundo estudo liderado pelo mesmo autor, publicado em 2016, analisou a terapia psicanalítica pai-bebê, que visa melhorar a interação entre pais e filhos. Os participantes foram alocados aleatoriamente nessa modalidade de psicoterapia, para garantir cuidados primários de suporte.
Não houve diferença significativa no resultado das medidas de desenvolvimento infantil, interação pai-bebê ou a capacidade de o progenitor considerar o estado mental do bebê, bem como o seu próprio estado.
No entanto, aqueles que receberam psicoterapia pai-bebê apresentaram melhorias em vários aspectos da saúde mental materna, incluindo no estresse parental e nas representações parentais do bebê e sua relação com os progenitores. Isso sugere que a terapia psicanalítica tem potencial para melhorar o relacionamento pai-bebê.
Os críticos da psicanálise argumentaram contra a duração do tratamento e seu alto custo, inacessível à maior parte das pessoas. Um paciente que procura psicoterapia pode não querer nem exigir tratamento de longo prazo, buscando apenas resolver alguns assuntos pontuais. Pode ser que a terapia comportamental cognitiva ou outros tipos de tratamento sejam a opção mais apropriada para esses pacientes em particular.
Muitas vezes, não é possível sustentar a terapia psicanalítica de longo prazo dentro das restrições de financiamento do sistema público de saúde mental e bem-estar social. Mais terapias centradas em solução e de sessão única podem ser aplicadas em indivíduos e famílias com dificuldades.
A terapia psicanalítica não está prontamente disponível em áreas regionais, rurais e remotas. Embora a “terapia à distância” esteja disponível através de tecnologias como Skype, Facetime, Zoom e por telefone, isso precisa ser avaliado para verificar se teria o mesmo efeito que a terapia cara a cara.

13.460 – Lei e Direito – Apreensão do carro por IPVA atrasado é ilegal e pode gerar indenização


carros
A irregularidade no pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cobrado anualmente em todo o país, não pode ser motivo exclusivo para apreensão de veículos. E mais: advogados consideram que, dependendo da situação, a apreensão pode até gerar direito à indenização para o proprietário do carro.
O especialista em Direito Público Luiz Fernando Prudente do Amaral explica que “a prática de confiscação dos veículos em blitz por causa do atraso do IPVA tem aumentado em todo o Brasil”. No entanto, o advogado considera que a apreensão exclusivamente devido ao tributo atrasado é inconstitucional.
Para Amaral, é possível recorrer a outras formas de cobrança do imposto, sem precisar ofender o direito à propriedade, garantido pela Constituição Federal. “O Estado não pode executar de ofício, isto é, sem o Judiciário, o débito que o contribuinte tenha”, afirma o advogado. Ele explica que o Supremo Tribunal (STF) Federal já tomou decisões no sentido de que o Estado não pode fazer apreensão de bens para cobrar dívidas tributárias. Contudo, as decisões se referem a questões comerciais, por isso o entendimento de que isso se aplicaria ao IPVA não é pacificado.

Indenização
A possibilidade de indenização ocorreria pelo abuso de autoridade nos casos em que a apreensão do veículo ocorrer exclusivamente por falta de pagamento do IPVA. O artigo 37 da Constituição, parágrafo 6º, define que “as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros”.
Para o advogado Gustavo Perez Tavares, com base nesse trecho da Constituição, caberia ao Estado indenizar o particular afetado pelos atos de seus agentes.
Segundo Tavares, seria necessária, ainda, a comprovação dos prejuízos que o proprietário do carro teve devido à sua apreensão, com a apresentação de recibos de táxi. Profissionais que utilizam o carro para trabalhar, como taxistas ou entregadores têm mais facilidade para fazer essa comprovação.

Licenciamento
O tributarista Carlos Eduardo Pereira Dutra explica que “existe uma relação de causa e efeito entre a falta de pagamento do IPVA e apreensão do veículo”. O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CLRLV), conhecido como licenciamento, é obrigatório para o livre tráfego ao veículo, e a liberação desse documento ocorre apenas após a quitação de todas as dívidas perante o departamento de trânsito, inclusive o IPVA.
Conforme o Chefe da 1ª Ciretran, Valmir Moreschi, os agentes do Detran do Paraná não apreendem veículo por atraso de IPVA, mas sim pela falta de documento de licenciamento, que é o único de porte obrigatório para evitar a apreensão o veículo.
Em caso de apreensão do carro, de acordo com as normas do Detran, é necessário que o motorista vá até o pátio onde o veículo está apreendido, portando o Certificado de Registro do Veículo (CRV) em branco e Certificado de Registro de Licenciamento Veicular atual.
Para isso é preciso portar RG, CPF e estar com o IPVA, licenciamento e DPVAT em dia e outros débitos, caso haja. São cobrados o valor da estadia e da taxa de remoção. Após 60 dias, se não houver manifestação e quitação dos débitos do proprietário o veículo será conduzido para leilão.