11.538 – Biologia – Longevidade Animal


A maioria dos peixinhos dourados, que crianças ganham em feiras, acabam morrendo dentro de alguns meses, especialmente por falta de cuidados adequados, mas Goldie era especial. Ela sobreviveu 45 anos depois de ter sido dada como um prêmio à mãe de Pauline Evans, em 1960. Quando os pais de Pauline morreram, no final dos anos 90, ela herdou o peixe e continuou cuidando dele até que finalmente falecesse, em 2005.
Goldie herdou o título de peixe mais antigo, ao sobreviver mais que Tish, que morreu aos 43 anos, na Inglaterra. Infelizmente, como não haviam registros que documentem quando o peixe foi adquirido, tanto Tish quanto Goldie permanecem “detentores não oficiais” do título, já que o Guinness não pôde verificar suas idades.
A carpa mais velha
Talvez um dos peixes mais antigos na Terra, Hanako, viveu até os 226 anos. A carpa vermelha morreu em 1977 e os cientistas usaram os anéis em suas escama para estimar com precisão a sua idade. Eles descobriram que o peixe de estimação nasceu antes da fundação dos EUA.
O lagarto mais velho
O tuatara é conhecido por sua longevidade, vivendo regularmente mais de 100 anos. O exemplar mais antigo documentado reside no Museu Southland, da Nova Zelândia. Ele tem, atualmente, 117 anos e recentemente foi pai de sua primeira ninhada, aos 111 anos.

O elefante mais velho

elefante velho
Se a memória de um elefante é realmente boa, Lin Wang tinha muita coisa para se lembrar. Enquanto a média de vida de um elefante é de cerca de 50 anos, Lin Wang alcançou os 86 antes de falecer, em 2003.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses usavam ​​elefantes para transportar suprimentos e retirar grandes peças de artilharia. Lin Wang foi capturado de um campo japonês, em 1943, e utilizado para apoiar a Força Expedicionária chinesa durante a guerra. Em 1952, foi doado para o Jardim Zoológico de Taipei. Ele se tornou a mais famosa atração no zoológico e foi carinhosamente chamado de “vovô Lin Wang” pelos visitantes. Quando ele morreu, em 2003, seu serviço memorial durou semanas e atraiu milhares de visitantes.

Lagosta
Pescadores capturaram a lagosta, chamada de George, na costa de Terra Nova e Labrador, no Canadá, em 2008. Ele foi vendido ao City Crab and Seafood, por cerca de R$ 300 reais, graças ao seu tamanho impressionante. O gerente do restaurante, Keith Valenti, nunca achou que George nasceu para ser comido, tornando-o um mascote e animal de estimação. Seu enorme tamanho atraiu visitantes curiosos para o restaurante. George só viveu no restaurante durante dez dias antes de manifestantes do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals – uma ONG) convencerem o City Crab a libertá-lo de volta na natureza.
PETA interessou-se particularmente com a liberdade de George porque o tamanho de um crustáceo se correlaciona com a sua idade, e, com seus 9 quilos, eles estimaram que a lagosta teria 140 anos. Desde que foi libertado, não há conhecimento da vida de George.

Cavalo
Nascido em 1760, Old Billy viveu impressionantes 62 anos de idade, mais do que o dobro do tempo de vida útil médio de um cavalo. Billy passou a maior parte de sua vida como um cavalo de carga. Ao ficar velho, suas costas se encurvaram e os seus ossos começaram a sair através de sua pele – o que certamente lhe causava dor e agonia. Independentemente disso, ele se tornou uma celebridade local, sendo descrito em uma litografia aos 60 anos e também pintado por um artista chamado W. Taylor.
Após sua morte, seu crânio foi dividido em duas partes, com uma metade taxidermizada e a outra raspada. As duas metades estão em exposição no Museu de Manchester e na Art Gallery & Museum Bedford Cecil Higgins, Inglaterra.

Cachorro
Até agora não há relatos confirmados de um cão que viveu mais de 30 anos, mas Max chegou muito perto, morrendo aos 29 anos e 282 dias. A mistura de beagle, daschund e terrier nasceu em 1983 e foi adotado logo depois por sua proprietária, Janelle DeRouen. Registros veterinários provaram a alegação de DeRouen e, por enquanto, Max detém o título de cão mais velho do mundo.

Gato
O mais velho do mundo, na verdade, era uma gata. Tiffany Two estava viva até o início de 2015, com 27 anos. O Guinness ainda não verificou um sucessor para o seu título. Mas 27 anos não é nada em comparação com o gato mais velho de todos os tempos, que viveu até os 38 anos.
Cream Puff viveu em Austin, nos EUA, com seu proprietário, Jake Perry, e um outro gato chamado Granpa. Na época, ele morreu, e Granpa ficou com título de gato mais velho do mundo, com 34 anos. Mas ele também morreu, em seguida. O título máximo continuou com Puff. Como os dois gatos mais velhos do mundo pertenciam à mesma pessoa, muitos dizem que os alimentos dados por Perry (que incluía bacon, ovos, aspargos e brócolis) é o que ajudou seus felinos a sobreviverem por tanto tempo.
Neste caso, a diferença entre um e outro se dá na classificação de gata mais velha e gato mais velho, fêmea e macho.

Tartaruga
Acredita-se que corais vivam por milhares de anos, e as baleias-da-groenlândia podem viver por séculos, mas os animais terrestres raramente têm esses longos períodos de vida. O detentor do recorde atual como o animal terrestre mais velho, ainda vivo, é uma tartaruga chamada Jonathan.
Oriundo das Ilhas Seychelles, Jonathan foi trazido de sua terra natal em 1882 e continua morando na residência oficial do governador de Santa Helena. Uma foto preta e branca de uma coleção de imagens da guerra de Bowe, mostra a tartaruga no ano de 1900.
As tartarugas são conhecidos por sua longevidade, mas uma tartaruga que vivia no Zoológico Alipore, na Índia, estabeleceu um recorde que não será quebrado tão cedo. Ela sobreviveu por 250 anos. Para colocar o fato em perspectiva, ela é mais velha que o governo dos Estados Unidos da América.
A vida de Adwaita começou em 1700, quando foi capturada nas Ilhas Seychelles, antes de ser dada ao general britânico Robert Clive, da Companhia das Índias Orientais. Clive criou Adwaita como um animal de estimação, até ela ser doada ao zoológico, em 1875. Por mais de 125 anos, viveu no mesmo recinto, até que falecer, em 2006. O casco de Adwaita foi então datado em carbono 14 para confirmar sua idade.

Com 507 anos, Ming, o molusco, viveu um longo período de tempo. No entanto, ele poderia ter vivido ainda mais caso os cientistas não tivessem descoberto ele.
Infelizmente, não era possível descobrir sua idade sem rachar seu casco. Ao realizarem tal feito, os pesquisadores perceberam que estavam em posse do, provavelmente, animal vivo mais antigo do mundo. Mas já era tarde demais. Há um ponto positivo na morte de Ming. Seu casco forneceu aos cientistas, descobertas inovadoras sobre as mudanças das temperaturas do mar ao longo dos últimos 500 anos.

11.537 – Mega Techs – Samsung promete bateria de grafeno com o dobro da duração


bateria de grafeno
A Samsung anunciou o desenvolvimento de um novo sistema estrutural de baterias – essas mesmas que utilizamos nos nossos smartphones e duram em média 8 horas – utilizando o grafeno e silício. Essa nova combinação de elementos quando inserida na cadeia de produção pode duplicar a densidade de energia de baterias utilizadas em smartphones e outros dispositivos. O resultado da pesquisa foi publicada na Revista Nature, a publicação de maior respaldo no âmbito das novas descobertas científicas.
O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono. Forte, leve e excelente condutor de energia e calor, ele já é utilizado como componente em microprocessadores e outros dispositivos eletrônicos, pois sua maleabilidade e versatilidade permite ser utilizado em várias escalas na cadeia de produção de produtos eletrônicos.
Entretanto, inserir silício na cadeia de produção das atuais baterias, cujo sistema é baseado na atividade dos íons de lítio, sempre foi um desafio, pois a constante mudança de volume do material entre os ciclos de carga e descarga tornava a presença do silício e inviável nas baterias, mesmo sendo o condutor ideial nesses casos.
Tudo indica que a empresa sul-coreana conseguiu resolver esse problema. A solução, segundo o estudo sobre o projeto publicado na Nature, foi criar uma capa protetora para o material utilizando o próprio grafeno. Com isso, as partículas de silício continuam agrupadas e inertes à variação de volume.
Tudo isso resultou num dispositivo capaz de armazenar e conduzir até 1,8 mais vezes que as tradicionais, ampliando assim a densidade energética dos mais tradicional sistema de armazenamento de energia para dispositivos eletrônicos. Ainda não há sinalização da Samsung de quando a nova tecnologia chegá ao mercado.

11.536 – Com passos pequenos, energia solar cresce à margem de incentivos oficiais


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A possibilidade de qualquer um ter painel solar para abastecer a própria casa foi aberta com a resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que em 2012 regulamentou a micro e a minigeração de energia no Brasil. O que antes era um “gato” agora é uma ação prevista legalmente, que permite compensar o que foi gerado na conta de luz.
Desde a criação da norma, as instalações de painéis cresceram mais de 670% em dois anos: hoje, há cerca de 580 sistemas operando no Brasil. Em 2013, eram 75. A previsão da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) é de que, até o fim do ano, eles cheguem a mil.
Para Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, focado no desenvolvimento de energias alternativas para a América Latina, o impulso não é por causa do governo. “Os incentivos para o setor praticamente inexistem,” reclama. “O maior deles são os reajustes tarifários que estão sendo feitos, que fazem as pessoas buscarem outras opções”.
O gerador de energia doméstico também tem custo elevado. Um sistema fotovoltaico que supre as necessidades de uma família de quatro pessoas custa ao menos R$ 15 mil, e isso para regiões com alta incidência de sol, como o Nordeste.
Há quem pense em montar os próprios painéis solares sozinho, seguindo instruções encontradas na internet. Mas fazer isso, além de ser complicado, pode render ação judicial. Existem tanto normas de segurança quanto exigências legais para conectar a geração particular à rede elétrica nacional –então, o mais recomendado é contratar uma empresa especializada.
Apesar do custo, não vêm faltando iniciativas do poder público para geração solar. O Estado de Pernambuco se tornará em novembro o primeiro a consumir esse tipo de energia em larga escala, com a construção de uma usina com capacidade de 11 MW (0,03% da demanda estadual).
Já em Búzios (RJ), foram instalados painéis solares em três escolas municipais. A ação vem permitindo redução de 30% na conta de luz, ou cerca de R$ 540 mensais. O projeto é da distribuidora Ampla, que ressalta a importância de se trazer a energia renovável para a realidade dos estudantes.
É certo que as próximas gerações terão que aprender cada vez mais a lidar com fontes energéticas limpas, como a solar. Em 2050, segundo pesquisa da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a participação da geração fotovoltaica na matriz brasileira será de 13% –um salto considerável, se pensarmos que a taxa atual é de apenas 0,01%.

11.535 – Tecnologia contra a pirataria


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Você já deve ter encontrado na Internet alguma imagem com o aviso: “Se quiser uma versão sem a marca-d’água entre em contato com fulano de tal.” Isso significa que está acabando a festa do uso de imagens que circulam pela rede sem autorização. Desenvolvidas por cientistas da IBM, as marcas-d’água digitais identificam o autor da imagem. No futuro, acredita-se, elas poderão ser aplicadas também a arquivos de vídeo, som e texto, garantindo o direito autoral. Quando o sistema for aplicado a gravações digitais, os estúdios não poderão mais reclamar da veiculação indevida de músicas. Monitorando as ondas de rádio, eles saberão quando uma estação tocou a canção.
A marca que não se vê, mas está lá.
A imagem aparece normalmente e pode ser impressa. A marca- d’água não aparece (sistemas que impedem a impressão ainda estão sendo desenvolvidos).
Entre os bits que compõem a imagem há uma sequência de números, um código que identifica o autor.
O autor fica com um programa especial que mostra a marca junto com a imagem e pode usá-lo para reivindicar seus direitos.

11.534 – Neurologia – Alzheimer pode ter início 18 anos antes dos primeiros sintomas


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O desenvolvimento do Alzheimer pode começar 18 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas da doença e, consequentemente, do diagnóstico. É o que mostra um novo levantamento publicado na última edição da revista científica Neurology. Até agora, os estudos haviam mostrado que os processos biológicos que causam o transtorno começavam entre 10 e 12 anos antes de os doentes notarem os primeiros sinais do declínio cognitivo.
Para o estudo, os pesquisadores da Universidade Rush, nos Estados Unidos, acompanharam 2 125 idosos durante duas décadas. Os voluntários eram saudáveis e tinham, no mínimo, 65 anos. A cada três anos, os participantes eram submetidos a testes para avaliar a função cognitiva.
Ao final do estudo, 21% dos participantes tinham sido diagnosticados com a doença. Ao olharem para os resultados das avaliações, os pesquisadores perceberam que aqueles que receberam o diagnóstico sempre apresentaram pontuações mais baixas durante todo o estudo. Na verdade, a pontuação diminuiu de forma progressiva em cada teste. Segundo a conclusão do estudo, para cada ponto a menos, o risco de desenvolver Alzheimer aumentava 85%.
Os autores alertam, contudo, que os resultados só servem para o grupo estudado e ainda não podem ser utilizados para prever o risco de um indivíduo desenvolver a doença. A pesquisa aponta para novas abordagens como a utilização de testes não-invasivos e de fácil aplicação para avaliar os riscos das pessoas de meia-idade desenvolverem a demência.
Estima-se que 35 milhões de pessoas têm Alzheimer no mundo. No Brasil, são 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer.

11.533 – Dia Internacional Contra o Uso de Drogas Ilícitas 26-06-1987


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No dia 26 de junho de 1987, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu firmar o Dia Internacional Contra o Uso de Drogas Ilícitas, o Uso Indevido e o Tráfico Ilícito de Drogas como forma de consolidar a ação e a cooperação por uma sociedade livre do uso indevido de drogas. Cada um dos países membros se comprometeu a centrar atenções no fenômeno das drogas com o objetivo de coordenar as estratégias para sua prevenção e controle. A comemoração deste dia é uma oportunidade para unir esforços com os governos, organizações não-governamentais e o setor privado para um maior conhecimento sobre o tema e fiscalização das drogas.

11.532 – Peste ou Heroi? Ratazanas gigantes farejadoras de minas terrestres estão salvando vidas em países da África


ratazanas
A APOPO, uma ONG belga, treina ratazanas gigantes, habilitando-as a farejar minas terrestres e infecções de tuberculose. Desde 2006, estes “ratos heróis” trabalham em campos minados de Moçambique, impedindo que mais de 13.000 minas soterradas explodissem, recuperando mais de 11 milhões de metros quadrados de terra. Eles também analisaram, com precisão de um quarto de milhão, amostras de sangue com infecções de tuberculose.
Bart Weetjens, fundador da APOPO, teve a ideia de treinar ratos farejadores há 20 anos, quando era um estudante na Universidade de Antuérpia, na Bélgica. Ele costumava criar roedores de estimação, percebendo como eram sociáveis, inteligentes e facilmente treináveis.
Weetjens queria usar sua experiência de lidar com roedores para encontrar uma resolução local para o problema das minas terrestres. Depois de uma pesquisa considerável, Weetjens escolheu utilizar a espécie Cricetomys gambianus, ratos encontrados na África. Embora ele seja considerado uma praga em muitas partes do continente, o pesquisador sabia que era a solução perfeita, por conta de sua grande inteligência e olfato extraordinário.
E ele estava certo. Fácil de treinar, foram gastos R$ 21.500 para treinar cada um deles, o que é muito mais barato do que usar seres humanos ou cães. Eles são muito mais rápidos. Humanos com detectores de metais levariam cinco dias para procurar minas em 200 metros quadrados de terra, enquanto os ratos pode fazer o mesmo serviço em 20 minutos. E eles são, pelo menos, um quilo mais leve que o peso mínimo necessário para passar por cima de minas ativadas por pressão.
A APOPO cuida bem de seus ratos, não havendo mortes ou ferimentos em nenhum deles, durante o cumprimento do dever. Protetores solares são aplicados em seus ouvidos para prevenir o câncer de pele. Ao ficar velho demais para trabalhar, se aposentam e têm permissão para viver o resto de suas vidas em ambiente natural.
De acordo com Tim Edwards, chefe de formação e investigação comportamental da APOPO, é importante que os ratos sejam confiáveis. No caso raro de um rato se revelar difícil para treinar, ele é removido do programa de treinamento, mas continua como um companheiro para os outros ratos.
Os ratos também são treinados para farejar amostras de sangue e fluído humano, detectando traços de tuberculose. As amostras chegam de várias partes do país. De acordo com a APOPO, os ratos detectaram 7.000 casos de tuberculose, que não haviam sido identificadas nos testes convencionais. A medida já combateu 24.000 infecções, e aumentou as taxas de detecção em 45%. “Se você considerar o número de pacientes que foram curados de tuberculose por conta dos ratos, o impacto é enorme”, disse o microbiologista da APOPO, Georgies Mgode.
A utilidade dos ratos em testes médicos despertou o interesse da comunidade médica. Agora, os investigadores estão interessados ​​em saber como as criaturas podem ser usadas para farejar câncer. “Há muito potencial; é apenas uma questão de tempo e encontrar os recursos para investigá-lo”, disse Edwards.
Por enquanto, Weetjens tem o prazer de ver o seu programa de rato florescer. “Em Moçambique, as pessoas lutaram, eles colocaram minas e, em seguida, eles apertaram as mãos e foram embora. Mas eles deixaram para trás todas aquelas minas, que mataram muitos agricultores. Agora os nossos ratos estão limpando o terreno e ajudando as pessoas a usá-los novamente.

11.531 – Primeiro avião elétrico tripulado da América Latina faz voo inaugural


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O primeiro avião elétrico da América Latina decolou em seu voo inaugural na tarde da última terça-feira (23). Às 14h15, o modelo Sora-e, produzido pelas empresas brasileiras Itaipu Binacional e ACS Aviation, de São José dos Campos, em São Paulo, alçou voo da pista do aeroporto da Itaipu, localizado no lado paraguaio da usina de mesmo nome, na cidade de Hernandarias. A aeronave, com capacidade para duas pessoas (incluindo o piloto), permaneceu quinze minutos no ar, com objetivo de incentivar a fabricação nacional de veículos movidos à energia limpa.

“O futuro aponta para a sustentabilidade. Nosso país é um exemplo nesse tipo de matriz energética e podemos desenvolver indústrias que sejam referência para o mundo”, afirmou Jorge Samek, um dos diretores da Itaipu Binacional.

Energia sustentável – A aeronave foi desenvolvida dentro do Programa Veículo Elétrico (VE) de Itaipu, em parceria também com a Finep – Inovação e Pequisa, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A máquina tem oito metros de envergadura (de uma asa a outra) e foi fabricada com fibra de carbono. O protótipo de 650 quilos tem autonomia de uma hora e meia de voo e conta com seis packs de baterias de lítio-íon polímero, atingindo velocidade máxima de 340 quilômetros por hora. Para concluir essa etapa do projeto, foram investidos 900 000 reais. Ainda em fase de testes, a ideia das empresas é que o avião sirva como plataforma de desenvolvimento de novas tecnologias para a fabricação de aeronaves elétricas.No voo, que chegou a 1 000 metros de altitude, o piloto passeou por cima da usina, de seu reservatório, de Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este.

11.530 – Mui Amigo – China consome 10 milhões de cães por ano


Liderados por ativistas chineses e internacionais, os defensores dos animais apelaram às autoridades locais e ao público chinês pelo fim do consumo de carne de cachorro e de outras práticas que acompanham o mercado chinês de carne de cachorro, que em geral não é regulamentado.
Calcula-se que mais de 10.000 cachorros sejam servidos a cada ano na celebração do solstício de verão na cidade.
A carne de cachorro não é amplamente consumida na China, mas é parte há muito estabelecida da dieta do país, especialmente no extremo sul e norte.
Até 10 milhões de cachorros e 4 milhões de gatos são comidos a cada ano na China, de acordo com os grupos de defesa dos direitos dos animais.
Ao longo das últimas semanas, milhões de mensagens condenando essa tradição culinária tomaram a mídia social chinesa.
Carne de cachorro é um alimento consumido principalmente na Ásia Oriental (e.g. República Popular da China, Coreia e Vietnã) e alguns países da África (e.g. Nigéria). Seu consumo resulta da tradição cultural, escassez ou racionamento de outras fontes de carne ou da crença nos benefícios medicinais atribuídos a várias partes do cachorro.
Nos países em que é consumida, a carne canina é considerada uma iguaria preparada para ocasiões especiais e festivas.
Na Nigéria, por exemplo, os animais consumidos provém da caça de cães selvagens ou do sacrifício de animais velhos ou doentes. Já nas Filipinas, onde o alimento é aceito como parte do direito cultural e religioso, os cães são criados na área rural especificamente para o consumo humano.
Os críticos ao consumo desta carne defendem que os cachorros são inerentemente emocionais e amigáveis à humanidade, ou que os métodos de abate são excessivamente cruéis.
Por outro lado, este juízo também é visto como imperialismo cultural e intolerância.
A China é um país repleto de tradições consideradas um tanto estranhas para o mundo ocidental.
Entre elas está a realização de um festival dedicado ao consumo de carne de cachorro, que aconteceu no sul e no nordeste do país no último domingo (23 de junho) e que foi alvo de inúmeros protestos dos amantes dos animais.
Imagens divulgadas pela agência de notícias Associated Press mostram os cães em gaiolas, prontos para serem vendidos e, em seguida, abatidos para que a carne se torne iguaria gastronômica.
De acordo com a organização não-governamental Humane Society International, anualmente ao menos 10 milhões de cães são caçados e mortos para consumo humano.
Na semana passada, voluntários vestidos com roupas representando animais promoveram evento em favor dos cães. Eles alegam que a festa promove a crueldade animal, além de causar preocupações referentes à segurança alimentar.
A carne de cachorro não é amplamente consumida na China, mas pode ser encontrada em restaurantes de todo o país, onde às vezes é considerada uma especialidade.

11.529 – Ufologia – Extraterrestres sabem que existimos, segundo ex-astronauta da NASA


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Nós não sabemos se há vida inteligente fora da Terra, mas provavelmente eles sabem que nós existimos. Essa é a opinião do ex-astronauta John Grunsfeld, que acredita que os alienígenas poderiam identificar a vida humana a uma gigante distância por conta das mudanças que provocamos no ambiente terrestre.

“Nós deixamos marcas na atmosfera terrestre que podem ser captadas por um telescópio gigante a 20 anos-luz e que poderia nos identificar”, disse Grunsfeld, recentemente, na Conferência de Ciência e Astrobiologia, realizada em Chicago, nos EUA.

“Se há vida inteligente lá fora, eles sabem que nós estamos aqui”, acredita o ex-astronauta, que é diretor associado da NASA em missões científicas.

Em abril, o chefe de pesquisa da NASA, Ellen Stofan, disse que daqui 20 ou 30 anos deveremos encontrar evidência de vida extraterrestre. No entanto, ele afirma que possivelmente não será uma espécie de vida inteligente como a nossa, mas algo como micróbios.

Água em lugares surpreendentes

O anúncio de pesquisadores da NASA ocorre depois da recente descoberta de água em lugares surpreendentes. O Hubble indicou uma poderosa evidência de que Ganimedes, uma lua de Júpiter, tem água salgada, um oceano subterrâneo, provavelmente localizado entre duas camadas de gelo.

Já Jim Green, diretor de Ciência Planetária na Nasa, observou em um estudo recente da atmosfera marciana que 50% do hemisfério norte do planeta já teve oceanos com mais de um quilômetro de profundidade. O mesmo estudo descobriu que a água esteve presente em Marte por até 1,2 bilhão de anos. Também acredita-se que Europa, lua de Júpiter, e Enceladus, satélite de Saturno, possuem um oceano de água líquida abaixo de sua superfície, em contato com rocha rica em minerais.

Busca por vida

Em sua busca por vida extraterrestre, os astrônomos têm centrado o foco na procura por planetas semelhantes à Terra, que orbitam estrelas pequenas e são mais frios.

Em contraponto ao entusiasmo de alguns, o administrador da NASA, Charles Bolden, fez uma estimativa mais conservadora. Ele acredita que em 20 anos a vida será encontrada fora do nosso sistema solar.

A NASA planeja lançar, em 2020, um novo robô a Marte para procurar sinais de vida passada e trazer amostras para um possível retorno para a Terra para análises. Um outro rover poderá ser enviado para Europa, em 2022. Na década de 2030 a agência espacial norte-americana planeja enviar humanos ao planeta vermelho. Até lá, permanecerá a pergunta: estamos realmente sós no Universo?

11.528 – Mega Almanaque – A ciência analisa por que os árbitros erram


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A semana passada foi de duelos futebolísticos – como Barcelona X Bayern de Munique e Real Madrid X Juventus pela Liga dos Campeões da UEFA; e Boca Juniors X River Plate, São Paulo X Cruzeiro, Corinthians X Guarani pela Copa Libertadores da América. Como sempre, aconteceram lances polêmicos (a partida entre River e Boca acabou sendo suspensa, mas por outros motivos). Por isso, apresentamos algumas conclusões recentes da ciência sobre o funcionamento do cérebro de um árbitro enquanto apita uma partida:
Decisões rápidas: Os árbitros têm que correr tanto (ou até mais que) quanto os jogadores para não perderem nenhuma jogada. Por isso, precisam tomar decisões rápidas e as mais acertadas possíveis, forçando o cérebro a recorrer a verdadeiros atalhos do pensamento, que, cientificamente, são chamados de heurísticos. No entanto, esse sistema apresenta distorções sistemáticas.
O grito da torcida: Conseguir distinguir entre poucos centímetros, antes ou depois da linha, para cobrar uma falta ou um pênalti, nem sempre com a melhor perspectiva para avaliá-los, significa que, em muitos casos, essa decisão pode acabar se adequando ao que pede a torcida.
Mais faltas se o jogador é mais alto: A altura mais elevada de um jogador influi nas decisões do árbitro, que, segundo as estatísticas, costuma penalizar mais os jogadores de maior estatura. Em comparação a um jogador com estatura menor, por efeito de uma associação intuitiva, o juiz tende a ponderar o mais alto como mais agressivo.
Cor da camisa: De acordo com estudos acadêmicos, os árbitros são influenciados por uma noção popularmente generalizada na cultura ocidental, que costuma julgar as cores mais escuras como mais agressivas e dominantes. Por isso, estatisticamente, são marcadas mais faltas contra as equipes com cores de uniformes mais escuras.
Futebol preto e branco: A mesma noção popular e ocidental é aplicada nos jogadores, segundo vários estudos psicológicos, que demonstraram estatisticamente como uma equipe que veste cores escuras joga de forma mais agressiva do que quando está de cores claras.
Além dos árbitros, a ciência também tenta explicar como alguns jogadores conseguem ser extremamente superiores em relação aos outros. Pelé e Maradona são a prova viva da superioridade e habilidade com a bola.

11.527 – Nasa pretende lançar bombas nucleares no espaço para defender a Terra contra asteroides


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Os cientistas acreditam que existem cerca de um milhão de asteroides próximos da Terra que poderiam representar uma ameaça ao nosso planeta, mas apenas uma pequena fração foi detectada até então.
A prova dramática de que qualquer um destes corpos podem atingir a Terra aconteceu em 15 de fevereiro do ano passado, quando um objeto desconhecido atingiu Chelyabinsk, na Rússia, com a energia de 20 a 30 vezes da bomba atômica de Hiroshima.
A onda de choque resultante causou danos generalizados e ferimentos, tornando-se o maior objeto natural conhecido a entrar na atmosfera, desde o evento de Tunguska, em 1908, que destruiu uma área de floresta da Sibéria.
Usar armas nucleares para explodir asteroides pode funcionar particularmente bem em asteroides e cometas médios, entre cerca de 50 e 150 metros de diâmetro. Alguns especialistas, no entanto, afirmam que os fragmentos de rocha resultantes poderiam piorar a situação, e que desviar um asteroide seria uma solução mais adequada.
Explodir um asteroide com armas nucleares já foi proposto no passado. Em 2014, uma equipe de Iowa esboçou uma visão semelhante em uma conferência da Nasa, dizendo que seria necessário apenas uma semana de aviso prévio para desenvolver o sistema. Chamado de Hypervelocity Asteroid Intercept Vehicle, ou HAIV, a embarcação iria encontrar-se com um asteroide no espaço profundo.
O HAIV seria composto por uma nave espacial líder, que atingiria o cometa, causando uma cratera no objeto. Cerca de um milésimo de segundo depois, uma nave espacial, carregando explosivos nucleares, teria atingido o interior da cratera, aumentando sua eficácia em até 20 vezes.
Ao longo das últimas duas décadas, a Nasa tem procurado asteroides perigosos próximos da Terra, com mais de 1 quilômetro de diâmetro, e afirma ter detectado 98% deles. Mas os sistemas de detecção de asteroides existentes podem rastrear apenas um por cento dos objetos estimados que orbitam o Sol, segundo a empresa de mineração de asteroides, Planetary Resources, que é uma parceira da Nasa no projeto.

11.526 – O transplante de cabeça seria viável no futuro?


transplante de cabeça

Uma experiência científica polêmica:
Canavero afirma ter resolvido todos os problemas de Robert White, seu mentor, que, em 1970, relatou, após colocar a cabeça de um macaco em um novo corpo, que viveu por um certo tempo, mas depois morreu, sem conseguir se mover. Canavero afirma que ele e uma equipe de 150 pessoas serão capazes de trocar um corpo humano inteiro, em 2017.
Ele prometeu revelar os detalhes da cirurgia ainda este mês. Enquanto esperamos, o portal NyMag reuniu conselhos de especialistas, considerando os enormes obstáculos que ele enfrentará.

A medula espinhal
O corte que Canavero propõe – na vértebra C5 ou C6 – deve ser preciso, mas incrivelmente suave. Em seguida, ele diz que vai colocar a medula espinhal em conjunto com polietilenoglicol, um composto encontrado em vários produtos, desde pasta de dentes até munição de paintball. “Não estamos nem perto de realizar isso”, explica Michael Fehlings, um neurocirurgião que chama a ideia de “fantasiosa”. (No ano passado, na China, uma equipe tentou fazê-lo em ratos. Os ratos morreram em poucas horas.) “Mesmo se houver é um corte limpo”, acrescenta Jerry Silver, um professor de neurociência da Case Western. “O sangramento irá criar uma resposta imune enorme, prejudicando o tecido rapidamente”. Silver assistiu a cirurgia de White nos macacos e recorda das imagens como ‘horríveis’.

A estrutura do pescoço
Eduardo Rodriguez, um cirurgião plástico reconstrutivo na NYU Langone Medical Center, nos EUA, que fez um dos mais extensos transplantes de rosto, até à data, diz que o corte cruzado será uma bagunça. “A coluna vertebral é como um cabo com fibras que você tem que realinhar corretamente para que eles transmitam ao lugar certo e se conectem com a orientação certa. O esôfago e a traqueia são como cebolas, com múltiplas camadas, cada uma exigindo seus próprios conjuntos de suturas”, disse.
O sistema vascular
Canavero teria, no máximo, uma hora para fazer o sangue fluir novamente. O neurologista vascular, Neil Schwartz, diz que é difícil imaginar até mesmo quatro ou mais cirurgiões reconectarem tudo no tempo previsto.

O sistema nervoso parassimpático
O nervo vago, que seria difícil de ser recolocado, controla muitas coisas, como a digestão, a fala e a sudorese. “O paciente não teria nenhum controle da frequência cardíaca, que iria disparar”, diz Silver.

O sistema respiratório
O diafragma não contrairá sem impulsos bem coordenados pela incisão, observa Schwartz. Ele duvida que um paciente iria voltar a respirar, e muito provavelmente não seria capaz de coordenar a respiração com a fala ou a deglutição.

A Mente
“O cérebro não está contido em um balde”, diz Art Caplan, diretor de ética médica na NYU Langone. “Ele se integra com a química do corpo e de seu sistema nervoso. Será que um cérebro é capaz de integrar, novamente, sinais, percepções e informações de um corpo diferente? Acho que o resultado mais provável seja a insanidade ou a deficiência mental grave”, completou.
Rodriguez da NYU, diz que as questões psicológicas são ainda piores que as físicas, tornando-se um fator limitante até mesmo nos transplantes de rosto. “E estamos falando apenas de um rosto, agora”, acrescentou.

A cabeça inteira
Todos os transplantes precisam ser seguidos de medicamentos imunossupressores, mas ninguém sabe a dose que uma nova cabeça exigiria, de acordo com Caplan. “Ele também pode acabar sendo oprimido com diferentes percursos e química e simplesmente ficar louco”, finalizou.

11.525 – Cafezinho deixa fumante mais elétrico


Café dá vontade de fumar?

Não dá. Na verdade, o que o café faz é aumentar a ansiedade, pois a cafeína é um estimulante. O fumante que fica mais de meia hora longe do cigarro já começa a ficar tenso porque seu organismo sente falta da nicotina. Se tomar um café, fica mais elétrico ainda. É por isso que, depois de um cafezinho, sempre aumenta a necessidade de fumar. “O cigarro funciona, por sua vez, como um alívio temporário para a ansiedade”, explica o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo. Se o café for tomado depois do almoço, aumenta a necessidade de cigarro, pois o fumante fica quase 1 hora longe do vício e a taxa de nicotina no seu sangue diminui. Daí a carência.
O café é um broncodilatador, que aumenta a capacidade respiratória, no caso do fumante, reduzida. Mas para que esse efeito seja obtido, seria preciso uma dosagem cavalar de cafeína, muito maior do que até o mais inveterado dos apreciadores da nicotina consegue beber em um dia: 10 litros.

11.524 – Medicina – Molécula presente na urina detecta câncer de próstata


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Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo.Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo –o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores.

O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula –ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.

Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.

Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico –o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.

cp grafico

11.523 – Biologia – Método para reverter o envelhecimento


envelhecimento
Um grupo de cientistas liderado pelo espanhol Juan Carlos Izpisua encontrou evidências de que o envelhecimento está relacionado à epigenética, um método que dá informações às células sobre o que elas devem fazer com cada um de seus genes. Isto implicaria que, em um futuro não muito distante, a ciência poderia frear ou, até mesmo, reverter o processo de envelhecimento através da “edição” epigenética.
Os pesquisadores já estão trabalhando no desenvolvimento tecnológico para combater a perda de informação epigenética, algo que acontece com o passar dos anos e faz com que o genoma perca sua capacidade de responder às necessidades do organismo. Para isso, eles recorreram a técnicas de “edições” genéticas que permitem eliminar a atividade de certos genes para observar os seus efeitos. Dessa forma, foi desativado um gene relacionado à Síndrome de Werner, que provoca o envelhecimento prematuro, de modo a aplicar uma simulação em células cultivadas em laboratório. Os resultados mostraram que a mutação que causa a Síndrome de Werner provoca a desorganização da heterocromatina, e esta ruptura é um processo-chave para o envelhecimento.
O avanço nas técnicas de edição epigenética possibilitará uma melhora nos sistemas naturais de regeneração do organismo, que perdem sua eficácia com o progredir da idade. Ou seja, permitirá que se enfrente, com novas ferramentas, um dos maiores medos do ser humano: o envelhecimento.

11.522 – Mega Memória – Benjamín Franklin inventou o Para-raios em 22-06-1752


Almanaque de Fraklin
Almanaque de Fraklin

Benjamín Franklin foi um filósofo, político e cientista americano, cuja contribuição à causa da guerra da Independência dos Estados Unidos e ao governo federal, instaurado depois da mesma, colocaram-no entre os maiores estadistas do país. Em 1747 Franklin iniciou seus experimentos sobre a eletricidade, adiantou uma possível teoria da garrafa de Leyden (dispositivo elétrico), defendeu a hipótese de que as tormentas são um fenômeno elétrico e propôs um método efetivo para o demonstrar. Sua teoria foi publicada em Londres, mas antes testou na Inglaterra e na França, e com isso ele veio a inventar o para-raios e depois apresentou a chamada teoria do fluído único, onde explicou os dois tipos de eletricidade: positiva e negativa.

11.521 – Biologia – A 6ª extinção em massa já começou


extinçoes
Uma equipe de cientistas americanos afirma que seu estudo mostra “sem qualquer dúvida significativa” que estamos entrando na sexta grande extinção em massa. O estudo diz que as espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 vezes mais rápida do que seria normalmente esperado.
Uma perda tão catastrófica como a prevista de espécies animais, representa uma ameaça real para a existência humana, alertam os especialistas. Ecossistemas cruciais, tais como a polinização das culturas por insetos e de purificação de água em zonas úmidas em risco, seriam fatores essenciais para o equilíbrio na Terra.
No ritmo atual de perda de espécies, os seres humanos perderão muitos dos benefícios da biodiversidade no prazo de três gerações, de acordo com Paul Ehrlich, professor de Estudos Populacionais em Biologia e um membro sênior do Instituto Woods para o Meio Ambiente, em Stanford, nos EUA, que liderou a pesquisa. “Estamos serrando o galho no qual estamos sentados”, metaforizou Ehrlich.
O estudo adverte que os seres humanos estão causando um espasmo mundial de perda de biodiversidade, e que a janela para a conservação de espécies ameaçadas está se fechando rapidamente. “O estudo mostra, sem dúvida significativa alguma, que estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa”, afirmou Ehrlich.
O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que, mesmo com estimativas extremamente conservadoras, as espécies estão atualmente desaparecendo de forma assustadora.
Os autores temem que 75% das espécies na Terra, hoje, poderiam desaparecer em apenas duas gerações. “Ressaltamos que nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção, porque o nosso objetivo era colocar um limite inferior realista sobre o impacto da humanidade sobre a biodiversidade”, escrevem os pesquisadores.
Durante toda a história humana, o consumo per capita e a desigualdade econômica vem alterando ou destruindo habitats naturais. Agora, o espectro da extinção paira sobre cerca de 41% de todas as espécies de anfíbios e 26% de todos os mamíferos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém uma lista oficial de espécies ameaçadas e extintas.
Apesar do cenário sombrio, há uma maneira significativa de combate, de acordo com Ehrlich e seus colegas. “Evitar uma verdadeira sexta extinção em massa exigirá esforços muito rápidos, intensificando a conservação das espécies ameaçadas desde já, para aliviar as pressões sobre as suas populações. Principalmente pela perda de habitat, exploração para o ganho econômico e mudanças climáticas”, disseram os autores do estudo.
“Eu estou otimista no sentido de que os seres humanos reajam. No passado, fizemos saltos quânticos quando trabalhamos juntos para resolver nossos problemas”, acrescentou Ceballos.
Os pesquisadores esperam que seu trabalho intensifique os esforços de conservação, a manutenção dos serviços dos ecossistemas e políticas públicas.

11.520 – Farmacologia – A Clorpromazina


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É um antipsicótico, atua bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. As fenotiazinas também produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a liberação de hormônios hipotalâmicos e hipofisários. Ainda assim, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a liberação de prolactina na hipófise. Como antiemético, inibe a zona disparadora quimiorreceptora medular, e sua ação ansiolítica pode ocorrer por redução indireta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico. Além disso, os efeitos de bloqueio alfa-adrenérgico podem ocasionar sedação. Seu metabolismo é hepático e elimina-se por via renal e biliar.

Indicações
Tratamento dos distúrbios psicóticos; é eficaz na esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Tratamento do controle de náuseas e vômitos graves em pacientes selecionados. Terapêutica alternativa para fármacos de primeira linha no tratamento de curto prazo (não mais de 12 semanas) da ansiedade não psicótica. Tratamento de problemas graves de comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). Tratamento coadjuvante de tétano e na porfiria aguda intermitente.
antipsicótico, atua bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. As fenotiazinas também produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a liberação de hormônios hipotalâmicos e hipofisários. Ainda assim, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a liberação de prolactina na hipófise. Como antiemético, inibe a zona disparadora quimiorreceptora medular, e sua ação ansiolítica pode ocorrer por redução indireta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico. Além disso, os efeitos de bloqueio alfa-adrenérgico podem ocasionar sedação. Seu metabolismo é hepático e elimina-se por via renal e biliar.

Indicações
Tratamento dos distúrbios psicóticos; é eficaz na esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Tratamento do controle de náuseas e vômitos graves em pacientes selecionados. Terapêutica alternativa para fármacos de primeira linha no tratamento de curto prazo (não mais de 12 semanas) da ansiedade não psicótica. Tratamento de problemas graves de comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). Tratamento coadjuvante de tétano e na porfiria aguda intermitente.

Fonte: Escola Paulista de Medicina

11.519 – Imunologia – Vacina anti-rábica vai ser modernizada


Instituto Pasteur de SP. Instituição científica fundada na França no século 19, pioneira no combate à raiva, hoje dedica-se  principalmente ao desenvolvimento de uma vacina contra o HIV
Instituto Pasteur de SP. Instituição científica fundada na França no século 19, pioneira no combate à raiva, hoje dedica-se principalmente ao desenvolvimento de uma vacina contra o HIV

Ela é preparada injetando vírus da raiva em células do cérebro de um camundongo recém-nascido. Os vírus se reproduzem até ocuparem 0,01% do cérebro e aí a mistura é injetada no paciente. Mas se uma única dose for aplicada, a quantidade de vírus não será suficiente para estimular o sistema imunológico a produzir os anticorpos. Se forem aplicadas várias doses de uma só vez, a vítima pode até morrer porque o volume de impurezas nas células de cérebro de rato é grande. Por isso, o remédio é dividido em catorze porções, que não podem ser ministradas todas no mesmo lugar porque a região ficaria ferida. Por isso, são aplicadas em várias partes do abdome, que é amplo e absorve bem o medicamento.
Há cinco anos, o Instituto Pasteur, na França, conseguiu um método de purificar a vacina, eliminando as impurezas. Com isso, ela pode ser usada em uma dose única. No Brasil, a novidade está nas mãos do Instituto Butantan, em São Paulo.