14.038 – Mega Techs – Novo spray pode substituir curativos para queimaduras e feridas


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A startup israelense Nanomedic Technologies criou um spray para a pele que pode tratar feridas rapidamente sem dores de queimaduras com a ajuda de nanomateriais que imitam o tecido humano. O aparelho chamado de SpinCare pulveriza um curativo de polímero transparente, semelhante à pele, diretamente na ferida. O produto é resistente à água por 24 horas após a aplicação, e descasca naturalmente assim que a pele tenha cicatrizado. O tratamento pode permanecer na pele danificada por duas ou três semanas.
A camada de pele temporária e transparente que o dispositivo gera pode ser aplicada sem tocar na pele carbonizada, ajudando a prevenir infecções. O SpinCare pode ser utilizado por médicos e outras equipes médicas que trabalham em hospitais ou clínicas ou que prestam atendimento domiciliar, diz a startup em seu site.
Como funciona
“Ao cobrir a ferida, reduzimos a dor, melhoramos a cicatrização e até, por suas características, imitamos totalmente a camada superior da pele, temporariamente, para que ela possa cobrir até que o corpo se cure sozinho”, explica Chen Barak, CEO da Nanomedic.
Ele ressalta a facilidade com que os profissionais de saúde podem aprender a usar o produto, a eficácia do produto em evitar infecções e os termos de tempo, quando comparado aos métodos tradicionais de curativo.
O spray consiste em um dispositivo leve, em forma de pistola, e um kit rotativo de ampolas descartáveis ​​contendo uma solução de polímero. A solução de polímero – na qual os polímeros dissolvidos podem ser naturais ou sintéticos – pode ser combinada com vários aditivos de acordo com a natureza da ferida e as necessidades do paciente: cremes antibacterianos, antibióticos, colágeno, silício, hidrogel e canabinoides.
A camada precisa ser aplicada apenas uma vez no ponto da ferida e permanecer neste ponto até que um novo tecido epidérmico cresça embaixo, um processo que pode levar de uma a três semanas. Quando o novo tecido é regenerado, a pele artificial descasca naturalmente, sem dores para o paciente.
As pessoas podem tomar banho de um a dois dias após o tratamento. Na maioria dos casos de queimaduras, o curativo precisa ser removido e alterado para isso.
O tratamento “destina-se a qualquer tipo de feridas que precisam de tratamento médico, incluindo lesões cirúrgicas e crônicas”, disse Barak.

Produto testado e aprovado
O dispositivo foi utilizado em mais de 100 pacientes em estudos clínicos em Israel em centros médicos como o Sheba Medical Center, o Hospital Ichilov em Tel Aviv e o hospital Rambam em Haifa, bem como vários na Europa.
A NanoMedic pretende lançar o novo produto no mercado no segundo semestre deste ano, primeiro na Europa e depois, após a aprovação da FDA, nos Estados Unidos.
Dr. Chen Barak, CEO da NanoMedic, informou que um preço final para o SpinCare ainda está para ser definido, mas que será significativamente mais barato do que outros produtos avançados no mercado. Além da compra única do próprio dispositivo, as ampolas utilizadas para carregar o polímero também serão relativamente baratas e vão exigir apenas uma aplicação por ferida.
“Sabemos que este é um sistema de entrega muito bom e, portanto, nosso pipeline de P&D possui ampolas que contêm componentes antibacterianos, além de componentes de colágeno que acabará indo para as células”, disse o CEO.
Cerca de 180 mil mortes acontecem a cada ano em todo o mundo por causa de queimaduras, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

12.812 – Contra a Calvície, células tronco


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Em um novo estudo da Sanford-Burnham Medical Research Institute, os pesquisadores usaram células-tronco pluripotentes humanas para gerar novos fios de cabelo.
O estudo representa o primeiro passo para o desenvolvimento de um tratamento à base de células para as pessoas com a perda de cabelo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, quase 50% dos homens no mundo apresentam algum grau de calvície até os 50 anos, que tende a aumentar com o avanço da idade.
Somente nos Estados Unidos, mais de 40 milhões de homens e 21 milhões de mulheres são afetados pela queda de cabelo. A pesquisa, considerada promissora, foi publicada na versão on-line da revista PLOS One.
“Nós desenvolvemos um método que utiliza células-tronco pluripotentes humanas para criar novas células capazes de iniciar o crescimento do cabelo. O método é uma melhoria significativa em relação aos métodos atuais que dependem do transplante de folículos pilosos existentes de uma parte da cabeça para o outra“, disse Alexey Terskikh, Ph.D., professor associado do Programa de Regeneração da Sanford-Burnham.
“O método de células estaminais fornece uma fonte ilimitada de células a partir do paciente para o transplante e não é limitada pela disponibilidade de folículos capilares existentes“, complementou. A equipe de pesquisa desenvolveu um protocolo que orienta as células-tronco a tornarem-se células da papila dérmica – um conjunto único de células que regulam a formação de folículos de cabelo e seu ciclo de crescimento.
As células da papila dérmica humana, por si só, não são adequadas para o transplante de cabelo. Isso ocorre porque elas não podem ser obtidas em quantidades necessárias e rapidamente perdem a capacidade de induzir a formação do cabelo folicular em cultura de laboratório, antes mesmo de serem introduzidas no transplante, mas o professor Alexey conseguiu driblar isso.
“Em adultos, as células da papila dérmica podem não ser facilmente aplicadas fora do corpo e elas rapidamente perdem suas propriedades de indução de cabelo”, disse Terskikh. “Nós desenvolvemos um protocolo para dirigir células-tronco pluripotentes humanas para que, quando se diferenciam, consigam fixar sua capacidade de induzir o crescimento capilar, quando transplantadas em ratos”.
“Nosso próximo passo é transplantar células da papila dérmica humanas derivadas de células-tronco pluripotentes de volta em seres humanos. Agora estamos buscando parcerias para realizar esta etapa final”.

12.545 – Envelhecimento – Cadê minha fonte da juventude?


O soldado e explorador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521) já havia acompanhado Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à América quando começou sua busca pela mitológica Fonte da Juventude. Os nativos de Porto Rico, onde Ponce havia criado uma colônia, diziam existir tal fonte misteriosa capaz de proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas se banhasse. O viajante nunca a encontrou — acabou foi descobrindo a Flórida, ironicamente o estado americano hoje com a maior proporção de idosos. Ponce de León não foi o único a procurar incansavelmente por uma forma de ser jovem para sempre. A busca pela imortalidade e pela juventude eterna sempre fascinou o homem, único animal que tem consciência da própria morte — e por isso sofre. Mas nunca esteve tão próxima de ser alcançada. Como Ponce de Leóns contemporâneos, os cientistas do século 21 vêm perseguindo o fim da maior causa de morte do mundo: a velhice. Por consequência, as doenças decorrentes dela. E parecem estar mais próximos de, no mínimo, postergá-la. “Os avanços da área biológica que surgem nesse começo de século indicam que muitos de nós poderemos chegar facilmente aos 100, 150 anos”, diz o professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stevens Rehen.

Prolongar a vida seria apenas uma consequência de fazer as pessoas serem mais saudáveis por mais tempo. Esse é o principal objetivo da nova ciência do antienvelhecimento, que pretende atacar de uma só vez todas as formas de deterioração do corpo para fazer com que o nosso relógio biológico corra mais devagar. Assim, ficaríamos longe de doenças decorrentes da idade avançada — como Alzheimer, demência, diabetes e doenças cardíacas — por mais tempo. Atacar a velhice, portanto, seria a melhor e talvez única forma de nos afastarmos dos males provocados por ela. Combater uma a uma as doenças — algo que desde sempre fazemos — não surtiria grandes efeitos. Nos Estados Unidos, por exemplo, se os problemas de coração fossem totalmente eliminados, a expectativa de vida não subiria mais do que três anos. O mesmo que proporcionaria uma cura milagrosa para o câncer. “O risco de doenças fatais dispara após os 60 anos. Assim, mesmo que evitemos o ataque cardíaco, outros problemas vão nos pegar”, afirma o escritor de ciência e medicina americano David Stipp, autor do livro The Youth Pill (A Pílula da Juventude, sem edição no Brasil), lançado no ano passado. Por isso, a maneira de aumentar a expectativa e a qualidade de vida para valer é evitar chegar nesse estágio em que já estamos mais fracos e vulneráveis a doenças.

INJEÇÃO ANTIVELHICE
Em novembro passado, pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um estudo que contrariou um dos principais conceitos sobre o processo de envelhecimento: o de que ele é irreversível. Eles conseguiram, pela primeira vez, rejuvenescer ratos de laboratório. O experimento foi baseado num mecanismo que rendeu, um ano antes, o Prêmio Nobel de Medicina a outros três cientistas americanos: a relação entre o processo de envelhecimento e os telômeros, uma espécie de capinha que protege a ponta de cada cromossomo dentro de nossas células — numa comparação grosseira, o telômero assemelha-se àquele revestimento plástico presente na ponta dos cadarços de um tênis. A cada vez que a célula se divide, essa capinha se encurta um pouco. Depois de 50 a 80 duplicações a célula não consegue mais se multiplicar — após os 35 anos de idade, os efeitos desse processo já começam a ser sentidos. O tempo passa e, sem células novas e com algumas mortas ou inativas, nossos órgãos começam a se deteriorar. É a velhice.

Nascemos com um mecanismo capaz de driblar esse processo, uma enzima chamada telomerase. Ela repara as tais capas protetoras dos cromossomos após cada divisão celular. Porém, após a infância, sua concentração cai drasticamente. Fazer com que ela volte a crescer é um dos caminhos para postergar o envelhecimento — ou até mesmo revertê-lo. No estudo de Harvard, os cientistas criaram ratos geneticamente modificados de forma que não produzissem a telomerase. Como resultado, os animais envelheceram rapidamente. Os sinais incluíram diminuição do cérebro e do olfato, danos no baço e intestinos, além de doenças como osteoporose e diabetes. Com apenas um mês de ingestão de telomerase, no entanto, tais sintomas sumiram. Os ratos voltaram inclusive a ser férteis e desenvolveram neurônios, sem contar uma invejável melhora na pele. “O que vimos não foi a desaceleração ou estabilização do envelhecimento, mas algo muito mais incrível: uma reversão dramática dele”, afirma Ronald DePinho, coordenador da pesquisa. “É possível imaginar que um homem de 90 anos voltaria a ter a saúde que possuía aos 40 ou 50”, diz. Porém, apesar de ter sido bem-sucedido em ratos, o tratamento ainda não foi testado em humanos. E não há perspectiva de que isso aconteça nos próximos anos. “Ainda temos muito trabalho pela frente. O próximo passo é descobrir em que estágio da vida as pessoas precisariam se submeter à injeção de telomerase”, afirma DePinho. Em paralelo a isso, ainda seria preciso ultrapassar um grande empecilho: o potencial risco de câncer.
Fora do período de gestação e infância, a telomerase só retorna em grandes quantidades nas células cancerosas — sabe-se que 90% dos tumores possuem a enzima. Aliás, é por isso que elas se reproduzem incessantemente. “Se você persegue a imortalidade, é o que, de um modo perverso, também fazem as células com câncer”, diz o oncologista e professor de medicina da Universidade Columbia, Estados Unidos, Siddhartha Mukherjee, autor do recém-lançado livro The Emperor of All Maladies: A Biography of Cancer (O Império de Todas as Enfermidades: Uma Biografia do Câncer, sem edição no Brasil).

Além da vantagem óbvia para todo mundo de postergar a chegada da velhice, um grupo específico de pessoas se beneficiaria caso os pesquisadores conseguissem resolver as contraindicações desse tipo de tratamento. Trata-se de indivíduos que, por conta de uma sequência genética, têm menos telomerase desde a gestação. Consequentemente, envelhecem mais rápido e chegam a ser biologicamente até dez anos mais velhos do que outras pessoas da mesma idade. Essa sequência de DNA foi mapeada em fevereiro do ano passado por cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Em um estudo com 3 mil pessoas, 45% delas carregavam ao menos um gene da sequência. Os pesquisadores acreditam que um mapeamento desse tipo possibilitaria prescrever estilos de vida saudáveis àqueles mais propensos aos males do envelhecimento. Além de exercícios físicos, uma dieta com poucas calorias entraria na receita. Pois é sabido, e cientificamente provado, que quem come menos, vive mais.
Uma dieta diária entre 1.200 e 1.400 calorias — 30% a menos do que a sugerida pela Organização Mundial da Saúde — poderia aumentar nossa expectativa de vida média para 120 anos. Algumas pessoas chegariam, então, aos 150. Mesmo que você começasse a comer menos aos 30, ainda teria chance de prolongar seu tempo na Terra em sete anos. É atrás dessas promessas que ao menos 2 mil pessoas praticam a dieta de baixa caloria no mundo. Esse é o número de membros da Sociedade de Restrição Calórica. Apesar da matriz estar localizada nos Estados Unidos, há integrantes de várias partes do planeta, inclusive cinco do Brasil (que não se identificam). Os resultados dos pratos moderados têm sido positivos. Dados divulgados pela Sociedade atestam que os adeptos da dieta registraram queda significativa da pressão sanguínea, perda de quase 70% da gordura corporal e redução de 80% do nível de insulina no sangue, o que, no mínimo, faz cair o risco de doenças cardíacas e diabetes. Pratos mais comportados também são a receita milenar dos habitantes do arquipélago japonês de Okinawa — é lá que estão as pessoas que mais vivem no mundo. A proporção de centenários nas ilhas é de 50 para cada 100 mil moradores, enquanto nos demais países cai para dez a cada 100 mil. A população de Okinawa é de cerca de 1,3 milhão. Não por acaso, um prato típico no arquipélago tem 17% menos calorias do que no restante do Japão.
Em cinco anos, o laboratório Sirtris Pharmaceutical promete colocar no mercado uma pílula que imita os efeitos de se comer pouco, mesmo que você siga uma dieta normal. O princípio ativo — já comercializado em medicamentos para diabéticos e como suplemento alimentar — é o resveratrol, substância encontrada na casca da uva roxa. É sua presença que confere ao vinho tinto benefícios ao coração. E explica o que os cientistas chamam de “paradoxo francês”: a baixa mortalidade por doenças cardíacas na França, mesmo com uma dieta tão rica em gordura. Graças ao hábito comedido que a população tem de beber vinho quase que diariamente. Além dos benefícios ao coração, também há evidências de que o resveratrol reduza o risco de Alzheimer, derrame, diversos tipos de câncer, perda de audição e osteoporose — todos problemas comuns no envelhecimento. Já provocar o aumento dos anos de vida é algo que ainda precisa ser provado em humanos. Mas o resultado em animais se mostrou estimulante.
Em 2006, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard realizaram estudos liderados por David Sinclair — não por acaso, fundador da Sirtris Pharmaceutical, hoje pertencente à gigante inglesa GlaxoSmithKline. No experimento, cientistas superalimentaram roedores com uma dieta rica em gordura. Em paralelo, forneceram a eles doses de resveratrol. As cobaias ficaram obesas. Ainda assim, seu tempo de vida se estendeu a um patamar igual ao dos ratos que comiam com restrição. Para obter esses efeitos com vinho seriam necessárias 300 taças por dia, ou seja, algo impensável até para o mais bebum dos seres humanos. O que justifica a corrida da indústria farmacêutica atrás das pílulas.

Os medicamentos que imitam dietas metódicas serão uma aplicação mais concreta dos pioneiros estudos sobre antienvelhecimento. A primeira importante pesquisa científica que provou que restringir calorias poderia prolongar a vida foi divulgada em 1934. O estudioso de nutrição da Universidade de Cornell, Estados Unidos, Clive McCay, manteve ratos em um estado de quase fome por quatro anos e os assistiu viver 85% mais tempo do que a média. Um dos animais chegou aos 3 anos e 9 meses de idade. Como, cinco anos antes, dois cientistas tinham ganhado o Prêmio Nobel pela descoberta das vitaminas, pareceu uma pequena heresia dizer que passar um pouco de fome poderia nos fazer bem. Mais recentemente, no início dos anos 2000, cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas de Wisconsin revelaram bons resultados com macacos mantidos em uma dieta 30% menos calórica do que seus colegas. Além de magros, estavam no auge da vida. Enquanto os que comiam normalmente se movimentavam lentamente e viam cair mais pelos, entre outros sinais de velhice.

Em 2015, 2016, com o medicamento nas farmácias, a Sirtris deve se tornar a indústria referência em antienvelhecimento. Além do resveratrol, seus laboratórios estudam outra substância capaz de imitar os efeitos de uma dieta de baixa caloria: a rapamicina. Hoje usado para evitar rejeição em transplante de órgãos, o princípio ativo fez com que ratos de meia-idade vivessem de 28% a 38% mais tempo, segundo um estudo divulgado pela revista Nature em meados de 2009. Mais uma pesquisa que mostra que há esperanças para prolongar a vida mesmo quando o corpo já está desgastado. Esta também é a promessa da medicina regenerativa.
No ano passado, um grupo de mulheres teve uma oportunidade de ouro: após serem mutiladas devido ao câncer de mama, viram crescer seios 100% naturais, a partir de suas próprias células. A técnica que soa como milagre foi desenvolvida após quase uma década de estudos pela empresa de biotecnologia americana Cytori Therapeutics, que pretende trazer o método para o Brasil ainda este ano. Permite dupla recauchutagem: as células que dão origem ao novo seio são extraídas de uma cirurgia plástica para tirar gordurinhas indesejadas. O procedimento começa com uma lipoaspiração, por exemplo, na barriga. Da gordura são colhidas células-tronco, capazes de se multiplicar para gerar tecidos de outras partes do corpo, como a mama. Elas são, então, aplicadas na região do peito. Conforme crescem, formam um novo seio, sem risco de rejeição.

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A descoberta de células-tronco na gordura foi um grande avanço para a medicina regenerativa. Somente no Brasil, são realizadas mais de 200 mil lipoaspirações por ano. No ano passado, Radovan Borojevic, diretor do Programa Avançado de Biologia Celular Aplicada à Medicina da UFRJ, conseguiu, de forma inédita no Brasil, autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para manipular células-tronco de gordura. “Esse material pode garantir reserva para a velhice, para sanar as doenças naturais do passar dos anos e até diminuir as rugas”, diz. Quem fizer uma lipoaspiração aos 20, por exemplo, pode chegar aos 60 e usar as células guardadas para preencher a pele envelhecida e se livrar dos pés de galinha. Como as células terão a memória de sua juventude, será possível fazer o que nenhum cosmético ou Botox jamais conseguiu: ter cara de 20, aos 60. O procedimento, cujo efeito dura de quatro a cinco anos, já está em fase de testes. Em três meses, Borojevic realizou 70 implantes de células antirrugas — os interessados podem se inscrever para os testes no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Mas esta é apenas a mais frívola das promessas da bioengenharia. “Com as técnicas, vamos envelhecer muito melhor do que os nossos avós”, afirma Borojevic.

Experimentos em humanos mostraram que o implante de células-tronco pode reparar órgãos vitais. Entre eles, o coração, que teria benefícios como o aumento da quantidade e bombeamento de sangue após infartos, diminuição da área de tecidos mortos e melhora da capacidade respiratória em casos de doenças cardíacas crônicas. Outro resultado positivo é a redução da incontinência urinária em pacientes que passaram por cirurgias de próstata. “A medicina regenerativa para problemas do envelhecimento será de fato composta por peças de substituição”, afirma o gerontologista inglês criador da Fundação Sens, de estudos de biotecnologia para rejuvenescimento, Aubrey de Grey, polêmico, entre outras coisas, por afirmar que a velhice é uma doença à espera de cura.

A HORA DA MORTE
Com sua aparência de Matusalém, apesar dos 47 anos de idade, De Grey acredita que podemos ser imortais e que os homens que vão viver mil anos já nasceram. Passar mais tempo na Terra do que o próprio personagem bíblico, que teria morrido aos 969, seria possível graças ao desenvolvimento da engenharia para impedir que nossas células envelheçam e da reposição de órgãos e tecidos. “Uma vez que a medicina regenerativa se desenvolver, o limite biológico do corpo desaparecerá.” A ideia gerou tanta controvérsia na comunidade científica que, em 2005, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) lançou um concurso que premiaria com US$ 20 mil quem conseguisse provar que a tese de Aubrey era descabida. Cinco inscrições foram analisadas por um júri composto por cabeças como o geneticista Craig Venter. Ninguém levou o prêmio.

A crença de que a ciência e a tecnologia nos permitirão redesenhar o próprio corpo para nos fazer viver muito mais, até indefinidamente, guia uma corrente filosófica chamada transhumanismo. Os seguidores do pensamento acreditam que por meio de áreas de conhecimento emergentes como biotecnologia, inteligência artificial, robótica e nanotecnologia, poderemos superar a própria condição humana. “O homem não é o final da evolução biológica, e sim o começo de uma evolução tecnológica”, afirma o engenheiro venezuelano formado pelo MIT e que já trabalhou para a Nasa, José Cordeiro, grande divulgador do transhumanismo na América Latina. Ele acredita que assistiremos à morte da morte — e que não há nada de antinatural nisso. “O propósito da vida é mais vida. Além do mais, ninguém quer morrer, ainda mais se tiver a oportunidade de não ficar velho.”
As transformações no mundo caso as pessoas passem a viver décadas ou até séculos a mais são inevitáveis. Mas, para De Grey, compensaria enfrentá-las. “Essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação de doenças relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e câncer”, afirma. Mesmo porque esses problemas terão que ser pensados de imediato. Pois, antes mesmo das pirotecnias científicas se tornarem realidade, a longevidade no mundo só cresce. Para se ter ideia, vivemos 25 anos a mais do que um século atrás. Nos países desenvolvidos, a expectativa de vida aumenta cinco horas por dia. Ou seja, já há motivos suficientes para a ciência se preocupar com os muitos que, em tempos anteriores às pílulas que simulam fome ou injeções de enzimas e células-tronco, fazem muito mais aniversários do que um dia nossos avós jamais poderiam imaginar.
O profeta da imortalidade
O cientista do envelhecimento Aubrey de Grey afirma que, em 2030, estaremos vivendo até os 130 anos. E que os homens que farão mil aniversários já nasceram. A seguir ele conta como isso será possível
Trechos da entrevista:
* Por que envelhecemos?
Aubrey de Grey: Porque o corpo humano, como qualquer máquina, causa danos a si mesmo como efeito colateral natural de sua operação. Esse prejuízo se acumula ao longo da vida. Por um longo tempo quase não afeta a habilidade do corpo para funcionar, mas, eventualmente, provoca doenças e incapacidade.

* As pessoas que viveriam mil anos precisariam constantemente substituir peças, como um robô?
De Grey: De fato, a maior parte das técnicas serão compostas por peças de substituição, mas a um nível microscópico. Em alguns casos, podemos trocar órgãos inteiros. Porém, mais frequentemente, serão células ou moléculas.

* Mesmo pessoas sedentárias, com excesso de peso e estressadas serão capazes de viver mais?
De Grey: A medicina regenerativa vai permitir que as pessoas ultrapassem por uma larga margem a longevidade que qualquer um consegue atualmente, mesmo com a melhor vida possível, mesmo aqueles com uma genética privilegiada. Então, sim, estas terapias irão funcionar em todos, mesmo naqueles com um estilo de vida ruim.

* Existe limite biológico para a vida dos seres humanos?
De Grey: Há de fato um limite biológico para quanto tempo as pessoas podem viver, porque certos aspectos do nosso metabolismo, como a respiração, são inevitáveis e acumulam danos moleculares e celulares. Porém, uma vez que se desenvolvam técnicas de bioengenharia para reparar esses danos, não haverá mais limite para a vida do homem.

* Como lidar com as consequências sociais de se ter uma superpopulação?
De Grey: A eliminação do envelhecimento vai mudar o mundo. E precisaremos agir diante de muitas dessas transformações. No entanto, essas dificuldades não superam os benefícios da eliminação de doenças como câncer e problemas cardiovasculares.

* Viver mais significa viver melhor?
De Grey: Não necessariamente. Mas o trabalho em minha fundação de estudos em engenharia de rejuvenescimento, a Sens, foca em viver melhor, ou seja, adiar o processo das doenças da velhice. A longevidade será um efeito colateral: só ocorrerá porque as pessoas serão mantidas saudáveis.

* Você aplica técnicas de medicina regenerativa em si mesmo? Já testou alguma?
De Grey: Estou ansioso para me beneficiar destas terapias. Não faço isso simplesmente porque, na prática, elas ainda não existem.

12.483 – Estética – Cientistas desenvolvem ‘segunda pele’ para esconder rugas e olheiras


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Trata-se de uma película elástica e invisível que pode ser aplicada à pele para diminuir a aparência de rugas e pele flácida abaixo dos olhos e olheiras.
Depois de uma série de pequenos testes, a revista especializada ‘Nature Materials” informou que essa “segunda pele” é aplicada sobre a pele da pessoa e, quando ela seca, forma uma película que “imita as propriedades da pele jovem”. Por enquanto a película está sendo usada em testes apenas como um produto cosmético.
Mas os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) afirmam que essa “segunda pele” poderá ser usada no futuro como protetor solar ou como uma forma de ministrar medicamentos a pacientes através da pele.

PROTÓTIPO
A equipe de cientistas americanos testou o protótipo em alguns voluntários aplicando a fórmula da região abaixo dos olhos, nos antebraços e pernas. O polímero polissiloxano foi sintetizado usando moléculas de silicone e oxigênio. O composto foi criado para imitar a pele humana e fornecer uma camada protetora e permeável.
Segundo os pesquisadores, a película temporária mantém a hidratação da pele e ajuda a aumentar sua elasticidade. Em um dos testes, a pele foi beliscada por um tempo e depois solta, para verificar-se o quanto tempo ela demorava para voltar a sua posição normal.
Com o envelhecimento, a pele perde firmeza e elasticidade e, com isso, o desempenho nesse tipo de teste fica pior. A parte da pele que foi coberta com o polímero ficou mais elástica do que a pele sem a película. E, a olho nu, a parte com a película parecia mais macia, firme e menos enrugada.
“Há muitos desafios em desenvolver uma segunda pele que seja invisível, confortável e eficaz para manter a hidratação”, afirmou Robert Langer, que liderou o trabalho no MIT. “Ela precisa ter as propriedades óticas certas, ou não vai ter uma boa aparência, e precisa ter as propriedades mecânicas certas, ou não vai ter a força certa e não vai desempenhar seu papel corretamente.”
Segundo os pesquisadores, a película pode ser usada o dia todo sem causar irritação e resiste ao suor e à chuva. Por enquanto ainda são necessários mais estudos para determinar a eficácia desta segunda pele, e o polímero aguarda aprovação de órgãos reguladores.
Tamara Griffiths, da Associação Britânica de Dermatologistas, afirmou que, apesar dos resultados promissores, ainda é preciso fazer mais testes. “Os resultados (com o) polímero parecem ser comparáveis aos de uma cirurgia, mas sem os riscos. É preciso fazer mais pesquisas, mas esta é uma abordagem nova e promissora para um problema comum. Vou acompanhar o desenvolvimento (da película) com interesse”.

12.251 – Estética – O Ácido hialurônico


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É um biopolímero formado pelo ácido glucurônico e a N-acetilglicosamina. De textura viscosa, existe no líquido sinovial, humor vítreo e no tecido conjuntivo colágeno de numerosos organismos, sendo uma importante glicosaminoglicana (GAG) na constituição da articulação. Esta molécula é a única GAG não sulfatada e possui a capacidade de se associar a proteínas para formar agregados moleculares, mas não forma proteoglicanos.
A nossa pele, quando jovem é caracteristicamente lisa e elástica. Contém muito ácido hialurônico, que é uma substância do nosso organismo que preenche os espaços entre as células. Com o avanço da idade o ácido hialurônico diminui, diminuindo também a hidratação e elasticidade da pele, o que contribui para o surgimento de rugas.

O ácido hialurônico é uma substância presente no organismo de todos os animais, e encontra-se em todos os órgãos do nosso corpo, em diferentes proporções, sendo que a pele contém 56 % do total. No nosso organismo, esta substância é responsável pelo volume da pele, forma dos olhos e lubrificação das articulações, sendo normalmente produzido e degradado. Como método terapêutico, pode ser obtido a partir de animais ou a partir da fermentação de bactérias. Este último tem grandes vantagens, uma vez que permite a sua produção em escala industrial e, por não possuir proteínas animais, não provoca reações alérgicas, sendo portanto a forma mais utilizada. As reações que podem ocorrer são alguma vermelhidão no local, pequeno edema (inchaço) sensação de coceira ou sensibilidade. Porém quando ocorrem, são, em geral, pouco acentuadas e tendem a sumir em 24-48 horas.
Há algumas apresentações sintéticas de ácido hialurônico que são utilizadas em medicina de reabilitação e medicina estética. O uso em reabilitação concentra-se no tratamento da artrose. Em estética, o objetivo é preencher rugas ou sulcos, ou simplesmente dar volume, através da injeção na camada média ou profunda da pele. São exemplos de áreas da face que podem ser preenchidas com ácido hialurônico: lábios, sulcos nasogenianos (bigode chinês), sulcos nasojugais (olheiras) e rugas glabelares (raiz do nariz, entre as sobrancelhas). A aplicação pode ser sob anestesia tópica com creme ou por bloqueio regional com lidocaína. A injeção do produto pode ser por pontilhado ou retroinjeção. Compressas frias diminuem a formação de inchaço (edema). O resultado aparece em duas semanas, quando o inchaço já deve ter desaparecido.

11.033 – Genética – Finalmente o fim da Calvície?


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Uma boa notícia para os carecas: pesquisadores estão usando células-tronco pluripotentes humanas para gerar novos cabelos. O estudo, realizado no Instituto de Pesquisa Médica Sanford-Burnham, nos EUA, representa o primeiro passo para o desenvolvimento de um tratamento à base de células para as pessoas com a perda de cabelo.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, metade da população masculina do planeta tem algum grau de calvície até os 50 anos, e esse percentual tende a subir com o avanço da idade.
“Nós desenvolvemos um método que utiliza células-tronco pluripotentes humanas para criar novas células capazes de iniciar o crescimento do cabelo humano. O método é uma melhoria significativa em relação aos métodos atuais que dependem do transplante de folículos pilosos existentes de uma parte da cabeça para outra”, explica Alexey Terskikh, professora do Programa de Desenvolvimento, Envelhecimento e Regeneração em Sanford-Burnham. “O método de células estaminais fornece uma fonte ilimitada de células a partir do paciente para o transplante”.
A equipe de pesquisa desenvolveu um protocolo que induziu células-tronco pluripotentes humanas a se tornarem células da papila dérmica, uma população única de células que regulam a formação de folículos de cabelo e seu ciclo de crescimento. As células da papila dérmica humana por si só não são adequadas para o transplante de cabelo, porque não podem ser obtidas em quantidades necessárias, e rapidamente perdem a sua capacidade de induzir a formação de cabelo.
“Em adultos, as células da papila dérmica não são facilmente ampliadas fora do corpo e rapidamente perdem suas propriedades”, diz Terskikh. “Nós desenvolvemos um protocolo para fazer com que células-tronco pluripotentes humanas se tornassem células da papila dérmica e confirmamos sua capacidade de induzir o crescimento do cabelo, quando transplantadas em ratos”.
O próximo passo é transplantar essas células derivadas de células-tronco pluripotentes humanas em seres humanos. “No momento, estamos buscando parcerias para implementar esta etapa final”, projeta a pesquisadora.

10.489 – Lipoaspiração é a plástica mais feita em homens no país


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Cirurgia plástica mais realizada pelas mulheres brasileiras, a lipoaspiração tornou-se também a líder entre os homens adultos no país, um público que tradicionalmente foge dos médicos.
Segundo os cirurgiões, a principal motivação masculina é o desejo de parecer mais jovem e seguir competitivo no mercado de trabalho.
Em 2013, um total de 184.933 operações estéticas foram feitas no país em homens –12% do total. Só a lipoaspiração, levou 27.529 deles ao bisturi para reduzir gordura localizada –especialmente na papada, nos flancos, onde se instalam os pneuzinhos, e no abdome.
Os dados inéditos foram extraídos do relatório da Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), divulgado em julho.
Um outro estudo da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e do Ibope constatou que, em 2012, a lipo ocupava o terceiro lugar no ranking (15 mil cirurgias).
Em números absolutos, a correção de ginecomastia (crescimento anormal das mamas) ainda é a operação estética masculina mais feita. Em 2013, foram 34.754 procedimentos no país.
Porém, 80% deles são realizados na adolescência, o que coloca a lipoaspiração na liderança entre os marmanjos entre 25 e 50 anos, segundo o cirurgião Carlos Uebel, presidente da Isaps.
Segundo os médicos, o resultado final da lipo em homens costuma ser melhor do que das mulheres. Isso porque eles mantêm a elasticidade da pele por mais tempo, e a área de gordura abaixo da pele tende a ser mais firme e mais vascularizada.
Mas eles costumam ser mais “chatos e exigentes”, conforme Prado Neto. “Reclamam de qualquer detalhe, até o mais insignificante.”

10.002 – Fitness – Por que é tão difícil perder a gordura abdominal?


gordura da barriga

A gordura abdominal é a mais difícil de perder pois é o nosso reservatório natural de gordura do corpo, tendo uma quantidade maior de células adiposas.
Os abdominais fortalecem muito a musculatura da região e do CORE, porém, para perder a gordura abdominal é necessário, primeiro, reduzir o percentual geral de gordura do corpo. Mas, não ache você, que irá reduzir a gordura abdominal bem rápido, pois ela é a que mais demora.
É normal obesos (a obesidade é uma doença CRÔNICA, que não tem CURA, e sim, CONTROLE), mulheres que acabaram de ter filhos e sedentários ficarem com o aspecto de pele flácida, não só da barriga, mas também do corpo todo.
Pessoas MUITO sedentárias podem ter uma ATROFIA MUSCULAR com consequente aparência de “FLACIDEZ MUSCULAR”. Aí sim o exercício com alimentação pode ajudar muito.
Nosso metabolismo pode ser “recrutado” em seqüência. Primeiro o metabolismo anaeróbio, por meio da musculação, gerando energia pela via ATP-CP e, depois, entramos na via glicolítica e, depois, a oxidativa. A oxidativa é o processo que mais utilizamos a gordura corporal como fonte de energia.
Assim, esta via é ativada com exercícios aeróbios, que aumentam a frequência cardíaca e auxiliam no processo de queima de gordura. Exemplos de exercícios são: caminhada, corrida, natação, bike, exercícios em circuito com cardio etc.

Algumas dicas…

– Pratique exercícios de musculação antes do exercício aeróbio.

– Mantenha o ritmo do treinamento sempre constante.

– Mantenha uma rotina de treinamento. Treine de 3 a 5 vezes por semana, descansando os grupos musculares e respeitando os limites do seu corpo.

– Invista em uma alimentação balanceada com fibras, frutas, verduras, proteínas, carboidratos, evitando álcool e frituras. Ingira muita água!

– Tome cuidado com alimentos light e diet, pois, alguns, não são tão saudáveis quanto pensa e pode mais acumular gordura do que te ajudar.

Procure um profissional de educação física para te orientar sobre os melhores exercícios e um nutricionista para reeducar sua alimentação!

Fonte: Runner
runner

9943 – Como surgiu o costume de pintar as unhas?


As primeiras unhas pintadas surgiram provavelmente na China, por volta de 3 000 a.C. As cores do “esmalte” estavam relacionadas com a posição social do indivíduo – homem ou mulher. Durante a dinastia Chou, no século 7 a.C., apenas os membros da família real podiam usar uma pasta dourada ou prateada na unha – as cores reais mudariam mais tarde para vermelho e preto. Ao redor do ano 30 a.C., pintar as unhas era moda também entre os egípcios, que mergulhavam os dedos em tintura de hena. Mulheres das classes menos favorecidas só estavam autorizadas a pintar as unhas com tons claros.
No reinado de Cleópatra, por exemplo, só ela podia usar vermelho para colorir sua unha. Desobedecer à ordem dava punição severa – às vezes, até morte.
Os primeiros esmaltes eram feitos de uma mistura de goma arábica, cera de abelha, clara de ovo e gelatina. Hoje, o esmalte é uma variação da tinta usada em pintura de carros. “Antes da década de 20, costumava-se passar óleo nas unhas e depois lustrá-la, hábito que indicava status”.

9612 – Projeções da Estética – Só será feio quem quiser


O Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgias plásticas, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2003, foram feitas 621 342 cirurgias no país. Desse total, mais da metade foi realizada com fins estéticos, em sua maioria lipoaspiração. E não pense que isso é coisa só de mulher: 19% das operações foram feitas em homens. E mais: as pessoas estão entrando na mesa de operação cada vez mais cedo. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), entre 2002 e 2003, o número de jovens com menos de 20 anos que se submeteram a cirurgias plásticas subiu 42% no Brasil.
A tendência é que as cirurgias plásticas se banalizem ainda mais nos próximos anos. O motivo é simples: os preços dos métodos de embelezamento estão caindo a cada ano e tendem a diminuir ainda mais, graças ao aumento da oferta de clínicas e de planos que fazem financiamento de cirurgias plásticas. Há dez anos, só quem tinha uma conta bancária polpuda tinha condições de investir na eliminação das marcas da idade ou na correção de imperfeições corriqueiras, como orelhas de abano ou um nariz avantajado. Hoje, qualquer pessoa pode sonhar em fazer uma lipoaspiração para eliminar os depósitos de gordura. No embalo, pode aplicar silicone para deixar os seios mais volumosos. E fazer outras sessões de lipoaspiração para enxugar a barriga e as costas e afinar a cintura.
Como ocorre em quase todas as mudanças comportamentais, a busca da beleza é alimentada pela cultura de massa. Astros da TV, do cinema e da música são os paradigmas dos que buscam uma recauchutagem geral ou parcial. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a influência de personalidades públicas é um dos principais motivos que levam alguém a procurar uma clínica de estética.
Uma das novidades é a bioplastia, uma cirurgia sem cortes, feita com a aplicação de implantes injetáveis permanentes que moldam o contorno facial e corporal. Outra técnica é a videoendoscopia, que exige incisões mínimas e é utilizada para o rejuvenescimento de rostos. Nesse método, introduz-se uma microcâmera por uma incisão de 1,5 centímetro no couro cabeludo. Outros três pequenos cortes acomodam os instrumentos cirúrgicos miniaturizados, que são manipulados pelo médico enquanto ele observa num monitor as imagens internas captadas pela microcâmera.
Outra cirurgia que começa a ser utilizada no Brasil é a gluteoplastia com tensores búlgaros. O procedimento aumenta o volume e ergue a região dos glúteos sem implante de silicone ou enxerto de gordura. O médico faz pequenas incisões e aplica fios sobre os músculos dos glúteos.
Os métodos de recauchutagem contemplam até mesmo as partes mais íntimas. Nos Estados Unidos, por exemplo, é crescente o número de mulheres que realizam a cirurgia plástica genital, apertando os músculos vaginais, arredondando ou encurtando os lábios, lipoaspirando a região púbica e até mesmo restaurando o hímen. Procedimentos antes adotados para resolver problemas como incontinência urinária e má-formação congênita são agora oferecidos como técnicas de “rejuvenescimento vaginal”, seja para melhorar o visual dos genitais, seja para acentuar a satisfação sexual.
Muito mais simples é a aplicação do Botox para disfarçar as rugas. A técnica se tornou tão corriqueira que, hoje, algumas mulheres vão ao médico fazer uma aplicação do Botox como se estivessem indo a um salão de beleza para arrumar os cabelos ou pintar as unhas. “As mais jovens aplicam o Botox esporadicamente para ir a um baile ou outro evento social”.
Embora algumas cirurgias plásticas pareçam absolutamente desnecessárias, cabe ressaltar que os avanços nessa área beneficiam também pessoas que sofreram acidentes e tiveram parte do corpo danificado. O professor David Soutar, ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, disse ao jornal The Guardian que 2020 deverá ser o ano de ouro da medicina estética. Até lá, prevê Soutar, uma importante barreira deverá ser superada. A ciência conseguirá criar pedaços de tecidos e estruturas inteiras, como orelhas, a pedido do cliente, usando as células do próprio paciente. Assim, deve eliminar o problema da rejeição de próteses e órgãos transplantados.

9274 – Por que os índios não têm barba?


É possível encontrar índios de algumas tribos com bigodes e, mais raramente, alguns que usam barba. É o caso dos guatós, que vivem no Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e hoje estão quase extintos. Mas eles são exceção. Em regra, existem três razões principais para que existam poucos índios barbados.
Razão cultural
A maioria dos índios raspa os pelos do rosto ou os arranca fio a fio simplesmente por considerar a barba um troço anti-higiênico e antiestético.
A população indígena que vive atualmente no continente americano tem origem em povos que habitavam o norte e o centro da Ásia. “A ausência de barba é uma característica dos índios brasileiros que bate com a herança de seus ascendentes, os grupos asiáticos, que também têm poucos pelos”.
A barba nunca foi um “acessório” essencial para os índios que se estabeleceram em regiões tropicais, como é o caso do Brasil. Os pelos, você sabe, servem para reter calor. Se nossos índios vivessem num clima frio, provavelmente eles ostentariam barbas espessas, como os nativos dos povos de origem européia. Já no nosso Brasil-il-il, um índio tipo Tony Ramos ou Lula passaria um bruta calor. Por aqui, os povos indígenas desenvolveram um outro mecanismo para não sofrer tanto com o clima local.

7670 – Modismos – Uso de piercing pode causar problemas


A moda do piercing que chegou no Brasil em meados da década de 1980 vem persistindo.
O povo da Papua-Nova Guiné centram a sua decoração no nariz, as decorações corporais, servem para conferir ao indivíduo as virtudes do animal de que provém esses adornos. Os Kayapos, perfuram as orelhas dos recém-nascidos e o lábio inferior dos mais pequenos. O chefe Kayapo tem o direito de ostentar um adorno labial de quartzo nas cerimónias particulares, diferenciando-se dos seus congêneres.
A principal precaução, obviamente, é esterilizar os instrumentos usados na perfuração e limpar bem a região da ferida. Assim, evita-se o risco de infecções e a transmissão de doenças como Aids e hepatite. É também importante saber se a pessoa não tem alergia ao níquel ou à prata, principais componentes dos brincos. Outro problema: o corpo pode reagir à agressão e formar quelóides – cicatrizes exageradas e permanentes. Quem tem propensão a problemas cardíacos deve ser ainda mais cauteloso. Um estudo realizado no ano passado pela Clínica Mayo, nos Estados Unidos, mostrou que o piercing foi o responsável por um em cada quatro casos de endocardite bacteriana – uma inflamação nas válvulas do coração.
Para os esquimós do Alasca, o piercing do lábio e na língua significavam o momento da transição para o mundo adulto e significava que a criança tinha se tornado caçador.
Na Índia é muito comum, sobretudo as mulheres, furarem o nariz, o septo nasal e as orelhas.
O piercing da ala do nariz é proveniente da Índia, onde se reservava às castas mais altas, já o septo nasal perfurado é originário da Nova-Guiné.
Na época dos faraós, o piercing no umbigo era exclusivo da família real. Os antigos Maias praticavam a arte da perfuração, furando os lábios, o nariz e as orelhas.
Não é recomendável o uso de Ouro, pois dependendo do sistema imunológico da pessoa, pode ocasionar alguma reação alérgica.

7653 – Se a moda pega… – Roupa pró-paquera


Os dois irmãos estilistas suíços Daniel e Marcus Freitag já eram conhecidos por criar uma bolsa em estilo “carteiro”, feita com lona de caminhão, que causou furor entre os jovens, em 1999. Agora a dupla inventou mais uma moda. Cada peça bolada por eles para a Skim.com, uma loja suíça de roupas e acessórios, traz um número mágico estampado. Funciona assim: se o seu número é 0123,basta entrar no site skim.com e se cadastrar. Automaticamente você passa a ter o e-mail 0123@skim.com. Depois disso não estranhe se receber um e-mail daquela pessoa que estava sentada ao seu lado no metrô. Para quem é ruim no xaveco, nada melhor. Em vez de tomar coragem e conversar com a garota de jaqueta marrom, apenas anote os algarismos e mande um e-mail. “A idéia é criar uma ponte entre duas realidades: o mundo digital e as ruas”, disse Johne Eisenhut, co-fundadora da Skim.com, ao site de notícias americano WiredNews. Todas as peças podem ser compradas pela Internet.

7500 – Estética – Por que a calvície atinge principalmente os homens?


Porque eles normalmente possuem uma quantidade muito maior que as mulheres do hormônio testosterona. Ela estimula a secreção da glândula sebácea à qual o pelo está ligado, diminuindo a vida média do pelo e acentuando sua queda. A quantidade que se possui de testosterona é determinada geneticamente. Se o pai é calvo, ou algum dos antepassados da mãe, o homem terá probabilidade de ficar calvo também, diz um dermatologista do Hospital Albert Einstein.
Para alguns homens vaidosos, acompanhar pelo espelho o desaparecimento do topete de cabelos pode ser uma experiência desesperadora. Mas, de fato, não deixa de ser bizarro esse complexo de Sansão, personagem cuja força se originava na vasta cabeleira. Do ponto de vista funcional, os cabelos são supérfluos: teoricamente, serviriam para proteger a cabeça contra o excesso de frio ou dos raios de sol. Só que, no caso, um simples chapéu poderia substituí-los e, com certeza, a raça humana sobreviveria se todas as pessoas fossem carecas. Apesar da pouca utilidade, os fios que emolduram o rosto adquiriram o status de ingredientes fundamentais da beleza. Essa valorização vem impulsionando a ciência a trabalhar a serviço da estética. Os especialistas em Tricologia, a área da Dermatologia que estuda pêlos e cabelos, se empenham na investigação da calvície, buscando tratamentos eficazes, embora ainda desconheçam a cura definitiva do problema.
Desde a Antigüidade já se tentava resolver a questão dos carecas. Papiros egípcios de 4000 a.C. recomendavam que se aplicasse no couro cabeludo a mistura de partes iguais de gordura de leão, hipopótamo, jacaré, cabrito e cobra. O imperador romano Júlio César (100-44 a.C.) sonhava recuperar seus cabelos apelando para outra fórmula exótica, cuja receita incluía ratos domésticos queimados, dentes de cavalo, gordura de urso e vísceras de veado. Nas culturas orientais, ao contrário, principalmente entre os budistas, os monges rezavam para ficar calvos — a queda dos cabelos era interpretada como o desprendimento dos sentimentos mundanos. Infelizmente, a calvície não é freqüente em homens de origem asiática, assim como é mais rara em negros. Já em homens brancos, a careca não é, definitivamente, característica de uma minoria. Calcula-se que aos 65 anos, oito em cada dez homens de cor clara sejam calvos.
Em geral, a redução dos cabelos se inicia ao redor dos 20 anos de idade. No final do processo, que pode acontecer em poucos meses ou se estender por vários anos, notam-se desde discretas entradas, no alto da testa, até a cabeça toda lisa, quando resta apenas um tímido rodapé de cabelos, sobre as orelhas e a nuca — existem, enfim, casos de calvície em graus variados. Mas carecas totais, que não têm um fio de cabelo sequer, são um caso à parte: Não existe uma tendência hereditária para se ficar completamente careca.
O fato de o problema só afligir os homens também se explica pela Genética. “O gene da calvície é dominante no sexo masculino. ou seja, ele se manifesta mesmo quando herdado somente do pai ou só da mãe”. “E, ainda assim, essa herança se manifestaria na presença de hormônios masculinos. Como esses hormônios costumam ser muito baixos nas mulheres, os casos de calvície feminina são raros”.Teoricamente, para prevenir a calvície bastaria inibir a ação da testosterona, o que seria desastroso. A falta do hormônio tornaria o organismo do homem efeminado, além de causar impotência. Os cientistas, porém, buscam soluções alternativas.
Vinte ou trinta dias podem ser suficientes para o desastre: os cabelos começam a cair, até não restar nem sequer um único fio. Existem os chamados carecas totais — que os médicos preferem chamar de alopecias totais — não são determinados pelos genes. Netos e filhos de pessoas cabeludas podem exibir a cabeça inteira lisa, por causa de algumas doenças infecciosas, radiações ou certos médios para câncer, que costumam destruir a raiz dos cabelos. Existem ainda pessoas totalmente carecas devido a fatores emocionais: os cientistas garantem que situações estressantes provocam a perda de cabelos. Eles observam que, muitas vezes, tudo não passa do que chamam de eflúvio, a queda esporádica dos cabelos, percebida quando, por exemplo, a pessoa arrisca passar o pente. No entanto, há estressados que ficam completamente carecas — e o problema poderá não ter volta se a matriz do cabelo estiver morta. Resta aos pesquisa dores detectar quais substâncias, secretadas no organismo em situações de tensão, são capazes de matá-la.

7078 – Mega Sampa – O Morumbi Shopping


É um dos maiores e principais centros comerciais da cidade de São Paulo.
Foi fundado em 3 de maio de 1982, sendo o 3° em fundação, após o Iguatemi e o Ibirapuera; com cerca de 480 lojas e com a maior área de alimentação do Brasil.
Na época de sua fundação, a “estrela do show”, era a Sandiz, a glamorosa loja de departamentos do Grupo Pão de Açúcar, tema de outro capítulo do ☻ Mega Arquivo.
Na Sandiz, havia os famosos desfiles de moda mensais, que traziam muita agitação e badalação o Shopping.
Tinha também a Sears e a C&A como carro-chefe, contando ainda com a Hi-Fi discos, Akopol, uma pista de patinação no gelo que fez história e muitas outras lojas.
Tem três pisos, e lojas de marcas exclusivas, como a primeira loja da rede espanhola Zara, a primeira loja Oakley além das duas primeiras cafeterias Starbucks no Brasil e a primeira livraria Fnac dentro de um Shopping Center da capital paulista. Em 2006 passou por uma expansão e reforma, o que o tornou o terceiro maior Shopping do Estado de São Paulo.
Localiza-se na Avenida Roque Petroni Júnior com a Avenida Doutor Chucri Zaidan, área com forte presença de escritórios e empresas, e uma das mais ricas e nobres da cidade. Possui uma enorme área de diversões eletrônicas, o hot zone e quatro salas de cinema, do grupo Cinearte.
Em pesquisa promovida pela revista Veja São Paulo, no ano de 2007, foi considerado o melhor shopping center da cidade de São Paulo. Ele pertence ao Multiplan.
O shopping se localiza a poucos metros da Estação Morumbi da Linha 9 da CPTM.

6795 – Sociedade – Falou palavrão, levou multa!


Moradores de Middleborough, cidadezinha de 23 mil habitantes em Massachusetts, aprovaram uma proposta de lei que multa em US$ 20 quem falar palavrão em público. Para o autor da proposta, isso evitará a “linguagem profana direcionada a mulheres atraentes que caminham pela cidade”.
Middleborough é a segunda maior cidade em área territorial, em Massachusetts.
A população da cidade é de aproximadamente 22.207. A área que abrange a cidade é 68,1 milhas quadradas.
Principais indústrias Middleborough são de madeira, calendários, produtos de metal, itens novidade, armazenagem e produtos diversificados. É a capital de cranberry do mundo e um grande centro de antiguidades.
Está localizada a 38 milhas de Boston, 22 quilômetros de New Bedford, e 30 quilômetros de Providence, Rhode Island. Middleborough está na Route 44 para Plymouth e rotas 28 e 495 para Cape Cod.

Altitude – 100 metros acima do nível do mar
População – 22.948
Área 70 km²
Município Owned – Planta Luz água, esgotos, gás e elétrico
Totalmente pessoal Bombeiros e Polícia
Escolas credenciadas
Recreação disponível – natação, tênis, Playgrounds

Indústrias principais
Cranberries
Warehousing
Mercadorias de bronze
Itens novidade
Produtos diversificados
Produtos paisagem
Cranberry Capital do Mundo em antiguidades

5868 – A Indústria da Beleza


Há 3 000 anos os egípcios combatiam as rugas usando uma poção feita de leite, cera de abelha, azeite de oliva e estrume. Além de nojenta, a fórmula provavelmente não fazia efeito. Mas era tudo o que havia à mão. Hoje, depois que a ciência invadiu o mundo da beleza, as brigas com o espelho poderão ir para o lixo, junto com a maldição do faraó.
Há pílulas para perder peso, ultra-som para retirar gordura por lipoaspiração e implantes de seios com soro fisiológico, para a cliente encher ou esvaziar. Rugas podem ser removidas com técnicas de microcristais de óxido de alumínio e pulsos cirúrgicos de raio laser. Com o avanço da longevidade, o rosto está no centro das atenções. O mercado foi invadido por produtos rejuvenescedores.
Quem tem pele clara começa a ter rugas cerca de quinze anos mais cedo do que os negros. Isso acontece porque a maior quantidade de pigmento ajuda a proteger contra os efeitos ruins do sol.
O queridinho dos consultórios modernos é o laser. Com o passar dos anos, parte das fibras de colágeno e elastina da derme começa a morrer. Como elas normalmente não se regeneram, formam-se rugas. O laser explode as fibras e a pele interpreta isso como uma agressão, estimulando a formação de outras, novinhas. Para minimizar as queimaduras causadas pelos raios, os equipamentos vêm com um sistema de refrigeração.
Muitas vezes os tecidos sob a pele perdem gordura e ela murcha, formando outro tipo de ruga. Nesses casos os dermatologistas usam implantes injetáveis. A maioria deles é um gel que devolve a aparência rechonchuda da região. Os mais modernos duram cerca de dois anos. Depois são absorvidos pela pele.
Você certamente já ouviu falar das rugas de expressão, aquelas que aparecem de tanto franzir a testa ou os olhos. Os músculos se acostumam a ficar nessa posição contraída. Para casos assim, usa-se o botox, uma toxina obtida a partir da bactéria causadora do botulismo. Ela paralisa o músculo, impedindo a sua contração. Parece assustador, mas as rugas somem por seis meses.
O Xenical, ao diminuir a absorção de gordura, provoca diarréia. Ainda assim, essas drogas acabam indo parar na boca de quem quer vestir um biquíni ou uma sunga e sentir que não há nada sobrando. Tanto que os planos de saúde americanos ameaçaram não financiar mais o tratamento com o Xenical. A justificativa é que os consumidores estavam muito mais preocupados em se preparar para o verão do que com questões de saúde.
O problema da gordura começa no cérebro, onde ficam os centros controladores do apetite. É para lá que os pesquisadores apontam seus microscópios. Já existem produtos à venda como o Reductil, que usa uma substância chamada sibutramina. Ela diminui a vontade de comer ao agir sobre os mensageiros químicos do sistema nervoso que controlam a sensação de saciedade.
O hormônio leptina vem sendo olhado de perto pelos cientistas. Produzido pelas células de gordura do corpo, serve como um sinal para o cérebro de que está na hora de parar de comer. Um remédio que imitasse seu funcionamento ajudaria a fechar a boca. Mas as tentativas de fazer uma droga não produziram esse efeito porque, suspeita-se, a leptina tem alguma outra forma de ação desconhecida. Também está no páreo o hormônio alpha-MSH, capaz de desencorajar o organismo a estocar gordura. “Mas não se deve contar com nenhum deles para breve”, diz o endocrinologista Antonio Chacra, da Universidade Federal de São Paulo.
A lipoaspiração é o processo pelo qual a gordura é sugada por um tubinho. Hoje, para facilitar a saída, junto com o cano vai um equipamento que emite ultra-som. As ondas amolecem o tecido gorduroso e facilitam a sua retirada. É mais indicada para regiões como coxa e quadris. A segurança depende da escolha de bons profissionais.
A celulite é uma aflição da mulher que aparece quando o tecido gorduroso deixa de ser bem irrigado pelo sangue. Ocorre uma inflamação das células que depois se juntam formando uma espécie de cicatriz. Há tratamentos convencionais como a eletrofosforilase, por meio do qual agulhas carregam uma pequena corrente elétrica que dilata os vasos, melhorando a irrigação. Mas nem sempre funciona.
As estrias surgem quando alguém engorda muito. A elastina e o colágeno que formam as fibras da pele acabam ficando esgarçados, como um plástico esticado além dos seus limites. Elas raramente se recompõem. Mas dá para disfarçar, tingindo-as com corantes biológicos. Em alguns casos em que o número de estrias é pequeno, o ácido retinóico pode ajudar na regeneração das fibras.
A calvície é provocada por um hormônio masculino, a testosterona. Ela se transforma em uma substância, a DHT, que ataca o folículo onde nasce o pêlo, atrofiando-o. Alguns homens, por fatores genéticos, são mais sensíveis à ação desse hormônio. Parte das drogas que querem pôr fim à careca agem sobre ele. É o caso da finasterida. A substância evita a transformação da testosterona em DHT.
A vitamina A diminui as rugas, a C clareia as manchas e a E hidrata. Mas para que tudo fique em ordem com a pele é preciso usar o creme certo na região certa. Imagine agora uma pílula cosmética. Você toma um concentrado de vitaminas e seu rosto passa a reluzir jovialidade. Essa é uma das pedras filosofais da indústria da beleza. As vitaminas têm dezenas de funções dentro do organismo e o desafio é garantir que, ingeridas em cápsulas, cumpram seu papel sobre a pele.
“As grandes indústrias estão investindo entre 10% e 15% de sua verba na busca de novas tecnologias cosméticas”, informa um bioquímico paulista. Uma dessas linhas de pesquisa busca os imunocosméticos, produtos que imitam mecanismos do próprio corpo para protegê-lo.
As células que produzem as fibras de colágeno e elastina são atacadas por enzimas fabricadas pelo próprio organismo. Com o envelhecimento, esse ataque se torna mais intenso. Cosméticos que bloqueassem a ação das enzimas sobre as células poderiam retardar os efeitos do tempo na pele.

5680 – Saúde, dieta e nutrição


Problemas de peso – Além do excesso de gordura, existem outros sinais que indicam excesso de peso:
Frequente falta de ar
Sensação de corpo pesado
Frequente sensação de calor
Juntas doloridas na parte inferior das costas, quadris, joelhos e etc.

O consumo excessivo de fibras associado a uma pobre dieta de proteínas pode ser prejudicial ao crescimento. Estudo feito em ratos demonstrou que a ingestão exagerada de grãos integrais, em vez de benéfica, pode interferir na forma como o organismo absorve os alimentos e na produção de hormônios fundamentais para o desenvolvimento.

Beliscar é prejudicial?

Não há mal em comer alguma coisa entre as refeições, desde que alimentos saudáveis. O problema é ingerir sem horário e controle grande quantidade de salgadinhos, batatas fritas, chocolate, balas, sorvetes etc. Estes são ricos em calorias açúcar, gordura e sal. É preferível frutas frescas ou legume cru. Fornecem pouca caloria, minerais e fibras.
O homem e a mulher tem depósitos de gordura sob a pele do corpo todo. As áreas onde, no homem as gorduras mais se acumulam são a região do abdomem, a parte externa dos ombros e a região dos mamilos. A mulher acumula gordura em torno dos antebraços, abdomem e nádegas. Também sob a pele dos seios e ao redor dos quadris e coxas.

Os 3 biotipos corporais:

Podemos identificar com maior facilidade três tipos corporais básicos. São eles: Os ectomorfos, os endomorfos e os mesomorfos. Os tipos corporais dizem respeito sobre a composição corporal de determinado individou e sua distribuição de gordura e músculos.
Ectomorfos são magros e possuem baixa porcentagem de gordura.
Endomorfos são “cheinhos”, com alta porcentagem de gordura.
Mesomorfos não são gordos nem magros. Eles possuem um físico naturalmente atrativo, além disso, seus músculos reagem mais rapidamente ao treinamento.
A maioria dos individuos não se encaixa em apenas um desses tipos. Possuímos características de um ou mais tipos físicos, apesar de um deles ser dominante.
A partir do tipo corporal, e de outras avaliações e testes, o profissional de educação física poderá estimar possiveis resultados, a dieta e o método de treino que você deverá seguir.

5538 – Homens ricos gostam de mulheres magras; pobres preferem gordinhas


Em testes com voluntários, outros pesquisadores dos EUA constataram que, quando os homens têm pouco dinheiro, tendem a desejar mulheres mais cheinhas. Mas quando têm a conta bancária gorda, preferem as mais magras.
A explicação é isso mesmo que vocês estão pensando. “Os homens que tinham a sensação de ‘escassez’ queriam mulheres que tivessem uns quilos a mais, quase como se a gordura da parceira pudesse protegê-los de passar fome“, diz o estudo.
Segundo os pesquisadores, a falta de dinheiro ativa um estado psicológico associado à pouca comida, à fome, à sensação de que precisamos de mais calorias – no caso, de gordura. E isso é refletido no interesse sexual. O efeito ficou ainda mais claro em um teste posterior, quando os cientistas fizeram entrevistas com diversos homens na porta de um restaurante e viram que, antes de comer, eles também demonstravam preferência pelas mulheres mais gordinhas e que, depois de satisfeitos, isso tendia a mudar.
A bonita e burra
A moça que nasce mais bonita que a média pode ter mais carinho dos pais (que tratam, sim, cada filho de forma diferente) e ser facilmente aceita entre os amigos. Mas essa herança pode ter um lado ruim: atraindo a atenção pela beleza, ela talvez não desenvolva artimanhas para se destacar, correndo o risco de ficar vazia e desinteressante.

5260 – Estética e Psicologia – A Beleza está nos olhos de quem vê?


Conceitos de beleza podem variar

As candidatas a modelo são dotadas de traços físicos muito semelhantes entre si, uma espécie de pacote genético básico que compõe uma potencial top model: 1,75 metro de altura, 90 centímetros de quadril (o equivalente ao manequim 38), pernas longas e esguias equilibrando 50 quilos bem distribuídos. Agora, pasme: essas medidas tão invejadas não bastam. Muita gente acredita que a beleza é mera questão de opinião. (É politicamente correto pensar assim. É como dizer: “Não existe gente feia no mundo. Você é que, montado nos seus preconceitos estéticos, os vê dessa forma”.) Trata-se de um ponto de vista que pode ser resumido no ditado: “A beleza está nos olhos de quem a vê”. Feministas chegaram a dizer que a beleza não passava de uma ficção usada pelos homens para excluir as mulheres da estrutura de poder. Ou que a beleza era um padrão volúvel imposto por indústrias como a da moda e dos cosméticos.
Uma pesquisa conduzida pela professora de psicologia Judith Langlois, da Universidade do Texas, em Austin, revelou que os bebês provavelmente já nascem com esse julgamento. Depois de separar uma série de rostos considerados belos e outros considerados feios, a pesquisadora se surpreendeu ao descobrir que os bebês gastavam mais tempo olhando aqueles considerados mais belos. Acredita-se que esse julgamento leva em conta um ponto primordial: a simetria da face. Eis a chave da questão. A distância entre os olhos e as sobrancelhas, de um lado, e a harmonia do nariz com a boca, de outro, seriam os principais definidores daqueles rostos considerados belos que os bebês gastaram mais tempo olhando.
Mas a simetria não explica integralmente o belo. A noção de beleza entre os seres humanos também é orientada por sinais físicos como pele macia, cabelo espesso e brilhante e cintura marcada. Isso por uma questão de adaptação evolutiva. Durante a evolução, as pessoas que exibiam esses traços tiveram mais êxito reprodutivo. E tiveram mais êxito reprodutivo exatamente porque exibiam esses traços.
O pai da etologia (estudo do comportamento animal), o austríaco e Prêmio Nobel Konrad Lorenz, sugeriu que até as feições graciosas de uma criança pequena também seriam um artifício biológico para provocar sentimentos ternos com um objetivo claro: desviar a agressão. Pele e cabelo macio, olhos enormes, pupilas grandes, bochechas roliças e rosadas e nariz pequeno fariam parte do kit de sedução dos bebês.
Talvez seja por isso que a beleza tenha sido sempre uma obsessão humana. Nossos cérebros esquecem facilmente o nome de pessoas, mas dificilmente esquecem o rosto delas. A aparência física é a nossa parte mais pública, a ponto de as pessoas cometerem extremos para transformá-la. Em 1999, foram realizadas, no Brasil, cerca de 60 000 cirurgias plásticas.
Ninguém tem dúvida de que a economia, a religião e o ambiente também influenciam nossos padrões estéticos. Em regiões (e em épocas) em que a comida é escassa, o acúmulo de gordura no corpo pode ser encarado como uma boa reserva de nutrientes, sinal de saúde e atratividade física. As voluptuosas musas renascentistas certamente não ficariam muito elegantes se usassem as blusas frente-única e as calças Saint-Tropez que estão nas vitrines das butiques neste verão. Os atores que interpretavam o Batmam e o Super-homem na TV nos anos 50 provavelmente seriam convidados hoje a passar mais tempo na academia modelando seus abdomes e papadas antes de filmar.
Os gregos acreditavam que determinadas proporções na natureza eram mais belas do que outras. Cortando uma linha de tal modo que a proporção entre o pedaço menor (x) e o pedaço maior (Y) seja igual à que existe entre o pedaço maior (y) e o todo (z), eles chegaram à chamada proporção áurea. Essa medida pode ter sido inspirada no corpo humano, já que a distância entre o umbigo e os pés e entre o umbigo e a cabeça segue essa mesma.
Preocupação obsessiva com a própria imagem pode esconder um grave distúrbio psiquiátrico
Preocupar-se com a aparência é uma atitude natural do ser humano. Quem nunca reclamou daquele pneuzinho na barriga ou consegue resistir à tentação de checar o visual quando passa na frente de um espelho? Para algumas pessoas, no entanto, essa insatisfação atinge limites extremos. Elas não apenas reclamam, mas sofrem, se angustiam e tentam, a todo custo, disfarçar ou corrigir o terrível defeito que acreditam ter. São escravas de exercícios, dietas ou cirurgias plásticas. Nada as convence de que não são, digamos, uma aberração da natureza – por mais normais que pareçam aos olhos dos outros. Esses são alguns dos sintomas de um distúrbio psiquiátrico que vem chamando a atenção dos especialistas: a desordem dismórfica do corpo (DDC), ou feiúra imaginária, que atinge hoje cerca de 2% da população mundial. Causada por um desequilíbrio químico no cérebro, a DDC pode levar à depressão, a transtornos alimentares, à fobia social e até ao suicídio. “A doença tem vários graus de intensidade e começa normalmente na adolescência”, afirma a psiquiatra americana Katharine Phillips, autora do livro The Broken Mirror (O Espelho Quebrado), ainda inédito no Brasil.