14.093 – Audiotecnologia – Como Funciona um Alto Falante


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Graças aos nossos ouvidos conseguimos ouvir sons produzidos por diversos dispositivos como buzinas, campainhas, bumbos, alto-falantes, etc. Os alto-falantes hoje estão em diversos aparelhos eletrônicos, sendo muito utilizados para incrementar carros de sons, como mostra a figura acima.
Podemos simplificar a definição de alto-falantes como sendo componentes que transformam sinais elétricos de uma corrente elétrica em oscilações de pressão no ar, em forma de onda sonora. Caso observemos bem de perto um alto-falante, poderemos verificar que seus componentes básicos são um ímã permanente, preso na armação do alto-falante, e uma bobina móvel, que está fixa no cone de papel.
Quando aplicamos uma corrente elétrica variável na bobina, esta é repelida ou atraída pelo campo magnético do ímã permanente. Desta forma, o conjunto bobina-cone é movido para frente e para trás, empurrando o ar em sua volta, criando uma onda de compressão e rarefação no ar, ou seja, uma onda sonora.
Por exemplo, aplicando uma corrente oscilante de 440 Hz na bobina, o cone do alto-falante vai se mover para frente e para trás com esta mesma frequência, produzindo uma onda sonora de 440 Hz.
A bobina, presa ao cone, é movida para frente e para trás por meio da força magnética, quando ela é percorrida por uma corrente elétrica.

13.650 – Acústica – Se é pequena, como pode ter pressão?


Alguns modelos surpreendem com a relação entre o tamanho e a sonoridade

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A caixa acústica permite ao alto-falante trabalhar em condições ideais, reproduzindo sons com eficiência e qualidade, sem riscos de danos por excesso de excursão.
Uma caixa acústica corretamente calculada e construída, realça a performance do woofer/subwoofer, aumentando a intensidade do som, a potência aplicável e a resposta de transientes.
A Caixa acústica isola a parte dianteira da parte traseira de um alto-falante. Toda fonte de áudio emite radiação sonora para frente e para trás, simultaneamente, mas com polaridades diferentes, isto é, a onde que sai por trás do falante é inversa à onda que sai da frente do falante ou simplificando, defasagem de 180 graus. Portanto como as polaridades das propagações são opostas, fica impossível, sem a caixa, evitar o cancelamento de ondas.
Nas baixas freqüências, o cancelamento de ondas é ainda mais prejudicial à qualidade final do áudio porque a propagação das ondas é extremamente difusa, superior a 180 graus. Portanto é o volume da caixa que determina a frequência de sintonia do sistema “caixa-falante”. Uma caixa acústica pequena demais jopga a frequência de sintonia para cima, deformando a resposta fazendo o sistema gerar distorções e aumentando o risco de o falante queimar.
O cálculo da caixa acústica deve levar em conta os parâmetros Thiele Small do alto-falante, bem como o resultado final que se deseja. Se você está procurando graves bem pronunciados e até um pouco retumbantes, o tipo e o tamanho da caixa acústica e sua sintonia são diferentes do que os adequados a uma resposta de graves potente porém mais bem definida.
Além disso a performance de uma caixa acústica instalada dentro de um veículo, difere substancialmente de seu comportamento em uma sala residencial. Por este motivo, caixas acústicas calculadas utilizando softwares convencionais, apresentam resultados bastante diferentes dos esperados, quando instaladas dentro de um veículo.
O interior de um automóvel pode ser considerado como um campo de pressão, cuja tendência é de reforçar os sons graves, sendo este reforço tanto maior, quanto menores forem o volume interno do veículo e a frequência reproduzida.
Para o cálculo do volume da caixa acústica, será preciso dos:
Parâmetros Thielle-Small.
A eficiência é medida pelo cálculo DB/Watt/metro e deve estar acima de 90.
Os tweeters são alto-falantes de agudos, e são sempre os menores falantes de uma caixa de som. A maioria tem resposta de freqüência a partir de 5KHz. Existem diversos tipos de tweeters:
Piezoelétricos. Fabricados no Brasil pela LeSon e Motorola e alguns outros fabricantes. Os piezoelétricos não têm ímãs como os outros alto-falantes, mas sim um cristal que vibra quando por ele passa a corrente elétrica vinda do amplificador. O timbre é razoável, um pouco “estridente”, “metálico”, como dizem alguns. Os piezoelétricos têm uma grande vantagem: são extremamente baratos, valor próximo a R$ 15,00 . A eficiência é boa, em geral vai de 100 a 108 dB SPL/ 1 W / 1 metro. São utilizados em mercado automotivo, sistemas de baixo custo e até sonorização ao vivo de pequeno porte. Bons exemplos são os famosos Le Son TLC e TLX, encontrados em qualquer eletrônica do Brasil.
Cone de papel. São tweeters que se parecem com pequenos woofers, tendo cone, bobina, ímã; aparentemente tudo igual, só que de dimensões bem menores. Outra característica é que a parte traseira é do cone é fechada (vedada). Em geral tem tamanho de 1″ a 3″. A eficiência é baixa, comparável aos woofers bass-reflex. O timbre é muito mais agradável que os piezoelétricos, mas a maioria desses tweeters não conseguem falar muita coisa acima de 10KHz. São utilizados em sistemas residenciais, sistemas de baixo custo e sonorização ambiente. Também são de baixo custo, entre 10 a 30 reais, dependendo da potência, que em geral não é muita.
Domo. São tweeters (piezoelétricos ou de cone de papel) com uma pequena redoma (que pode vir protegida ou não). É como se fosse um cone, só que invertido, para fora em vez de para dentro, e completamente arredondada. Os tweeters tipo domo apresentam uma excelente dispersão sonora, ou seja, os agudos são muito bens espalhados pelo ambiente (próximo a 180ºx180º). Utilizado em sistemas residenciais, por audiófilos, ou em caixas de referência para estúdios. O timbre é muito bom, com agudos claríssimos em alguns modelos baseados em ímas ou apenas razoável, se piezoelétrico.
Supertweeter. Invenção da JBL no ano de 1956. Um diafragma acoplado a uma pequena corneta. O timbre é muito bom (o melhor de todos os tweeters), a eficiência é alta (graças à corneta), variando de 102 a até 110 dB/ 1 W / 1 metro. É o tweeter utilizado em sistemas profissionais, e o mais caro de todos (a partir de R$ 30,00) A maioria pode ser desmontado e ter a bobina e o diafragma trocados através de reparos disponibilizados pelos fabricantes, em caso de necessidade (queima/defeito).
Em caixas com woofer pequenos (10″ ou menos), estes conseguem responder relativamente bem aos sons médios. Daí ser comum encontrarmos caixas de apenas duas vias, um woofer (graves e médios) e um tweeter (agudos). Mas o que fazer quando o woofer é grande (12”, 15”, 18”) e tem pouca resposta de médios? Nesse caso, precisamos de falantes exclusivos para os médios. São os mid-range (ou simplesmente “médios” mesmo), formando sistemas de 3 vias (graves, médio e agudos). A resposta de frequência típica é entre 500Hz a até 8 ou 9KHz. Os médio podem ser:

a) Piezoelétricos. Existem alguns modelos de tweeters piezoelétricos que conseguem responder a partir de 2KHz (como se fossem mid-tweeter). Apesar disso, são pouco utilizados, pois a qualidade do timbre é inferior.

b) Cone de papel. São pequenos woofers, mesmo! Em geral, de 6″, 5″ ou 4″, com a característica da parte traseira ser vedada. Apesar de existirem mid-range específicos, muitas caixas de som são montadas com woofers de 6” ou 4” (os mid-bass), como resultados semelhantes. A eficiência é baixa, comparável aos woofers bass-reflex. É mais utilizado em sistemas residenciais, mas existem caixas profissionais com esse tipo de mid-range (as caixas Ciclotron Titanium 1100 e 700 utilizam woofers de 6” na função de mid-range). Em geral tem pouca potência, por isso é mais usado em sistemas residenciais.

c) Drivers de compressão (ou simplesmente chamados de drivers) Drivers são um tipo de alto-falante sem cone, que são rosqueados em uma corneta (comprime-se o som em uma corneta, daí o nome). Em geral tem resposta de freqüência desde 500Hz até próximo a 8KHz, alta sensibilidade (entre 102 e 109 dB/ 1 watt / 1 metro, por causa da corneta) e um timbre muito bom. É o mais utilizado em sonorização profissional no papel de mid-range em sistemas de 3 vias.
São também chamados de drivers fenólicos, dada a características de construção de seu diafragma (a peça que vibra, equivalente ao cone dos woofers), feitos de resina de fenol (um produto químico).

d) Drivers Mid-Tweeters. Existem alguns modelos de drivers fenólicos que, devido à sua construção, tem resposta de agudos estendida, conseguindo responder a até 15KHz, alguns até 20KHz. Tem bom timbre mas os drivers fenólicos “puxam” mais para os médios que para os agudos. Usados por alguns fabricantes de caixas profissionais.

Falante de médios E agudos: o Driver Titânio
Guarde essa palavra: driver titânio. Quando você ouvir, vai se apaixonar! No final da década passada surgiram os drivers com diafragma fabricando em titânio. Externamente, iguais aos drivers já existentes. Internamente… uma revolução. Esse tipo de driver consegue falar tanto agudos quanto médios, perfeitamente. O timbre é excelente, muitas vezes melhor que um conjunto mid + tweeter, seja de qual tipo for. O sistema woofer + driver titânio é cada vez mais adotado em caixas de som profissionais no mundo todo. Só que, infelizmente, o driver ainda é caríssimo (titânio é caro), com valores quase sempre acima de R$ 100,00. Um conjunto de supertweeter e um driver vão custar metade disso. Mas a excelente sonoridade compensa o gasto!

13.245 – Audiotecnologia – A invenção do k7


Depois do vinil, derivado do gramofone, foi a tecnologia de gravação que mais tempo demorou no mercado.
A fita cassete (também conhecida como K7 ou compact cassette) reproduz áudios. É formada por dois carretéis e uma fita magnética coberta por substância à base de ferro ou de cromo. Nela, há milhões de imãs bem pequenos que formam um campo magnético. Ao gravar uma música, as partículas se ordenam de modo que conseguem captar o som.
Todo esse mecanismo é revestido por plástico para facilitar o manuseio e a utilização. Diferentemente do CD e MP3, se quiser escutar a mesma música é preciso rebobinar, ou seja, apertar o botão que faz a fita voltar e dar stop no ponto que deseja ouvir.
O K7 foi lançado oficialmente em 1963 pela empresa holandesa Philips. Tinha cerca de 10 cm e caixa plástica que permitia maior economia de espaço e excelente manuseio comparado às fitas tradicionais da época, que eram de rolo (uma forma ainda mais antiga de gravar áudios).
No início, era possível gravar apenas 30 minutos em cada lado da fita, totalizando uma hora de gravação. Se usasse mais tempo, a qualidade do som ficava ruim. Ao longo do tempo, foram acrescentados recursos tecnológicos e as fitas passaram a armazenar conteúdo por 45, 60, 90 e até 120 minutos. A invenção representava uma revolução na época, pois ampliava as possibilidades de reproduzir música.
Lógico que há muito mais pra se falar dessa tecnologia, pois surgiram depois as fitas de cromo e metal para alta fidelidade, mas isso pode ser visto em outro artigo do ☻ Mega.

O walkman, primeiro leitor de áudio portátil, ajudou a aumentar o número de usuários das fitas. Assim como o MP3, fez muito sucesso entre pessoas que adoravam ouvir música em todo lugar. No entanto, era bem maior do que os aparelhos que temos hoje e precisava de pilhas.

Do vinil ao CD player
Atualmente é difícil ver alguém usar fita cassete para ouvir a música preferida ou para gravar um som. Há anos esse mecanismo não é mais utilizado. O mercado de cassetes entrou em decadência no fim da década de 1980 devido ao aparecimento do CD player, que tem maior espaço para armazenamento de dados e músicas e qualidade de áudio superior. Também permite mudar as faixas rapidamente e pode durar por mais tempo. Afinal, as fitas magnéticas são facilmente danificadas pelo calor.
Desde os anos 2000, a forma de armanezar músicas e dados é feita por meio da mídia digital. Chamada MP3, a nova tecnologia pode vir em um CD, cartão de memória ou DVD. Tem qualidade de som superior e maior duração.

MAIS ANTIGO
O CD é a versão moderna do disco de vinil, que toca na vitrola. É feito de resina plástica derivada do petróleo, chamada policloreto de vinila ou PVC (mesmo material dos tubos e conexões usados em construções). O vinil surgiu em 1948, mas só começou a ser produzido em grandes quantidades na década de 1970. Ele era chamado de Long-Play (LP).

 

Fita Gradiente

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12.928 – Novo programa da Adobe consegue imitar qualquer voz


A Adobe anunciou um aplicativo que permite alterar gravações de áudio para incluir frases e palavras não ditas pelo locutor. A ideia, no entanto, despertou preocupações éticas e de segurança, já que permite manipular discursos de maneira que o ouvinte nunca perceba.
A empresa afirma que está tomando medidas para minimizar os riscos. Em uma demonstração a edição foi feita em questão de segundos e precisou apenas de uma transcrição em texto e de um botão. “Nós já revolucionamos a edição de fotos. Agora é hora de fazer o mesmo na edição de áudio”, explicou Zeyu Jin, funcionário da Adobe.
Ele conta que são necessários 20 minutos de amostras de áudio para que o programa consiga “imitar” perfeitamente a voz.

Críticas
Especialistas parecem não ter ficado tão empolgados com o software. “Parece que os programadores da Adobe foram arrastados pela emoção de criar algo tão inovador como um manipulador de voz, e ignoraram os dilemas éticos de mau uso potencial”, comentou à BBC o Dr. Eddy Borges Rey, professor de mídia e tecnologia da Universidade de Stirling.
O professor se diz horrorizado com a invenção e explica o motivo: “Isso complica a vida de advogados, jornalistas e outros profissionais que utilizam meios digitais como prova.”
Em meio às críticas, a Adobe afirmou que está procurando maneiras para detectar o uso de seu software. “Estamos pensando em algo como uma marca d’água de detecção”, explicou Jin. O programa ainda não tem data de lançamento.

12.150 – Velho e Obsoleto – Fones de ouvido de hoje usam tecnologia do século 19


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Desde o começo do ano, rumores apontam que a Apple pode aposentar os fones de ouvido de 3,5 milímetros, com o objetivo de tornar o smartphone ainda mais fino. A novidade desagradou muita gente e gerou até uma petição, assinada por 200 mil pessoas, pedindo que a empresa não aposente os fones tradicionais. O que pouca gente sabe, no entanto, é que os plugues usados nos fones são bem antigos, datados do século 19.
Conhecido como um conector TRS (do inglês Tip, Ring, Sleeve, ou ponta-anel-capa), o plugue conta com três partes: a ponta transfere o áudio para o fone da esquerda de um dispositivo estéreo, o anel transfere para a direita e capa serve para aterramento do circuito.

História
Criados em 1878, os plugues, na verdade, possuíam 6,35 milímetros de espessura e eram usados por operadores em mesas de controle de telefones, estúdios e guitarras. “Precisava ser algo que pudesse ser inserido e removido muito facilmente, mas ainda fizesse uma conexão segura”, conta Charlie Slee, membro da Audio Engineering Society. Com a modernização e popularização dos equipamentos de aúdio, foi preciso desenvolver uma versão menor, com 3,5 milímetros.

Mudanças
Especialistas classificam a reação dos consumidores como uma “tempestade em copo d’água”. “Na geração anterior de celulares, em telefones Nokia, por exemplo, era preciso usar de adaptador. Se você quiser conectar fones de ouvido a equipamento profissional, você também precisá de adaptador”, explica diz Horace Dediu, especialista na tecnologia da Apple.

10.839 – Audiotecnologia – Como funciona um tweeter piezoelétrico?


Leson, o pioneiro
Leson, o pioneiro

Tweeter é um alto-falante de dimensões reduzidas (variando de 0,5″ a 3″) usado para reproduzir a faixa de alta frequência (5.000 Hz em diante) do espectro audível, ou seja, os sons mais agudos. Normalmente são feitos na forma de um domo de seda ou metal, como o alumínio. Alguns modelos são compostos de uma pastilha de cristal piezoelétrico que tem a propriedade de gerar sons quando alimentado por uma corrente alternada. É bom sempre ter pelo menos um tweeter no seu som.

Faça você mesmo
Para transformar um alto falante em tweeter é fácil, se não for subwoofer você compra um capacitor de 1 micro farad bipolar …… liga o fio negativo direto no falante e o positivo entra numa perninha do capacitor e a outra perninha você liga no conector positivo do falante …. esse capacitor vai cortar as frequências de grave do falante e só vai responder os agudos que é a frequência dos tweeters.
Você pode comprar em casas especializadas em componente para alto falantes e montar vc mesmo seu tweeter, precisa de um pouco de técnica.

O tweeter da Le Son, indústria sediada em Osasco, SP, foi o pioneiro na tecnologia e o mais vendido. Depois surgiram outras marcas.
Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica. O termo piezoeletricidade provém do grego (piezein), que significa, apertar/pressionar. Referente a geração de corrente elétrica, juntou-se a designação eletricidade, de modo que piezoeletricidade é interpretado como a produção de energia elétrica devido a compressão sobre determinados materiais.
O cristal piezoelétrico é um cristal que, quando submetido a uma pressão, gera um campo elétrico (em um eixo transversal àquele onde foi aplicado a pressão) que pode ser coletado como tensão elétrica.
Esse é bastante utilizado em circuitos eletrônicos para se gerar o clock de Trigger em certos componentes síncronos do circuito, como contadores, registradores e etc. Os cristais mais utilizados são os de quartzo, embora cristais sintetizados estejam se tornando cada vez mais populares.
O cristal piezoelétrico é utilizado por exemplo, para fazer os relógios de pulso, em que é necessário obter uma alta precisão (até milionésimos de segundo) para exibir as horas, minutos e segundos. Também conhecido por estudantes de Engenharia Eletrônica pelo termo técnico XTAL.

10.699 – Mega Memória – Mini Disc Sony


Tecnologia é no ☻Mega
Tecnologia é no ☻Mega

Não Colou…Normalmente a Sony vai na contramão dos outros fabricantes, talvez seja esse o motivo
Tratava-se um disco baseado em armazenamento de dados. Armazenando, então, algum tipo de informações, normalmente audio. A tecnologia foi anunciada pela Sony em 1991 e introduzida em 12 de Janeiro de 1992. Com o tempo, a Philips e a Matsushita, mais conhecida como Panasonic, também aderiram a tecnologia Digital Compact Cassette (DCC) system. O MiniDisc tinha como objetivo repassar o áudio de analógico, como é armazenado num cassete (tape) para o sistema digital de alta fidelidade.
MD Data, uma versão para armazenar dados de computador foi anunciada pela Sony em 1993, mas isso nunca obteve um grande significado, então, hoje os MDs são usados primariamente para armazenar áudio.
Com a necessidade de se impor no mercado e devido ao fracasso do formato DAT, a Sony lançou o Mini Disk (MD), que não é mais que um mini CD regravável, dentro de uma caixa protectora.
Embora o MiniDisc tenha tido certo sucesso, ele não surpreendeu muito nos EUA e na Europa como a Sony esperava, porém, no Japão era um sucesso absoluto, sendo muito popular. O pouco sucesso também era devido ao alto custo na produção de álbuns em MD, alguns álbuns foram realizados pela própria Sony, mas com o tempo houve uma descontinuidade do processo. O produto (MD) foi licenciado para outras companhias produzirem também, como: JVC, Sharp, Pioneer, Panasonic entre outras.
O disco é permanentemente guardado em um cartucho de 68×72×5 mm com um clip deslizante que só abre quando o disco é inserido no aparelho, sendo similar a um disquete 3″½. O disco é regravável; quando está sendo gravado algo no MD, é usada à forma magnética-óptica. O laser queima um lado do disco para fazê-lo suscetível a forma magnética para então gravar os dados. Uma cabeça magnética do outro lado do MD altera a polaridade da área “queimada”, gravando os dados digitalmente no MD. Quando for feita a leitura dos dados armazenados, a luz do laser identifica o local alterado magneticamente e assim interpreta os dados como 1 ou 0 na linguagem digital. De acordo com a Sony, MDs regraváveis podem ser regravados até 1 milhão de vezes. A partir de Maio de 2005, são lançados MDs de 74 minutos e 80 minutos. Os MDs de 60 minutos, até então populares, tiveram a produção interrompida, tornando-se raro encontrar algum. Os MDs possuem um processo de leitura óptica do qual a qualidade se aproxima aos CDs, sendo o MD fisicamente diferente.
MiniDiscs usam sistema regravável por meio de magnetismo-optico para armazenar os dados. Diferente de Cassete ou analógico Compact Audio Cassette, o MD é acessível aleatoriamente, tornando o acesso às músicas muito rápido. No começo do MD é gravada uma faixa que contém todas as informações sobre as posições de todas as tracks (faixas), pois quando somente algumas músicas são apagadas e outras são gravadas no lugar, será gravado nessa faixa inicial a posição dessas novas músicas, mesmo que tenham sido armazenadas em grupos diferentes.
É importante dizer também que já existe o Hi-MD da Sony, ele pode armazenar até 45 horas de músicas no formato ATRACplus3 em 1 Gb de espaço para armazenamento.
O audio num MD é comprimido no formato ATRAC (Adaptive Transform Acoustic Coding). Um CD tem uma descompressão de 16 bits stereo linear PCM audio. A descompressão do codec ATRAC não terá a mesma qualidade que a música tinha antes de ser comprimida, mesmo que ao ouvir a música pareça igual. A última versão da Sony é o ATRAC3plus, Sharp, Panasonic, Sanyo e Pioneer tem seus próprios formatos, porém eles são interpolados, diferente do princípio do Codec da Sony. Atualmente não são mais fabricados,muitas radios usam para suas gravação de propaganda.

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10.250 – DJs do Século 21 – Tecnologia digital invade mundo dos DJs


Mix Vibe é um dos melhores softwares em matéria de qualidade de som
Mix Vibe é um dos melhores softwares em matéria de qualidade de som

A influência da música digital sobre o trabalho dos DJs, tem mudado o pensamento dos mais antigos e estabelecidos formadores de opinião no setor de música. Seria possível imaginar que os DJs, obcecados por vinil, resistiriam a substituir suas velhas bolachas por arquivos digitais. Mas a música digital não só conquistou esse espaço como se tornou parte essencial do trabalho deles.
“Todo mundo está no reino digital, agora”, disse Marlon Williams, mais conhecido no mercado como DJ Marley Marl. Williams é um artista e produtor de hip-hop que apresenta um programa semanal de rap na rádio WWPR, de Nova York, dirige a rádio online futureflavasonline.com e mantém agenda ocupada em casas noturnas.
“Assim que você baixa um MP3, pode transferí-lo ao laptop e tocá-lo na mesma noite”, diz. “Na verdade, você pode até baixar uma faixa nova lá mesmo, no clube, enquanto trabalha, e assim lançar os sons mais novos antes da concorrência.”
Mas DJs como Marl não estão apenas baixando canções como os consumidores fazem. Eles aproveitam produtos e serviços criados especialmente para aproximar DJs e a música digital.
Simplesmente baixar arquivos digitais para um laptop não ajudaria muito um DJ que não fosse capaz de manipulá-los como discos de vinil em um toca-discos. É aí que entram produtos como o Serato Scratch Live.
O Scratch Live, que chegou ao mercado em abril de 2004, abriu quase sozinho as portas do mundo digital à comunidade dos DJs, ao provar que era capaz de executar arquivos em MP3 por um disco “de vinil” especial. O disco pode servir como anfitrião para qualquer arquivo digital transferido a ele, permitindo que os DJs trabalhem com mixagens, cortes, scratches e reinícios do arquivo por meio da manipulação física do vinil.
Dizer que a mídia digital substituirá o vinil entre os DJs pode ser exagerado, pelo menos por enquanto. O vinil continua a ser a alma do trabalho deles, sua marca distintiva. Mas para DJs que viajam para tocar em outros locais do país a perspectiva de substituir suas pesadas caixas de disco por um hard drive ou até mesmo um pen drive é um argumento de vendas atraente.

10.194 – Museu do Som – O Walkman


O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso...!
O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso…!

Quando Akio Morita e Masaru Ibuka, fundadores da empresa Sony, tiveram a idéia de um aparelho portátil de cassetes, ninguém acreditou que fosse funcionar: quem poderia sair pelas ruas, com umas orelhas em cima das outras o dia inteiro? questionaram os responsáveis de marketing?
Entretanto, cinco anos mais tarde, a marca japonesa tinha vendido mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, dando um dos primeiros passos em direção da revolução multimedia do século XXI.
Tudo começou com o lançamento do Sony Walkman TPS-L2, no Japão, em 1 de Julho de 1979, quando a música virou portátil de uma vez e para sempre. Além de seu tamanho, o aparelho possuía várias características inovadoras para a época, incluindo saída dupla de audífonos, controles de volume independentes para os canais esquerdo e direito e um diferente botão laranja, na parte superior, que baixava o volume da fita e ativava um microfone, para que o usuário pudesse falar com alguém próximo, sem ter que pausar a música ou tirar o headfone.
O desenho e grande parte da mecânica do primeiro Walkman foi o resultado de uma adaptação realizada num modelo anterior de gravador- cassete, desenhado para jornalistas e repórteres, que tinha no entanto pouca qualidade de áudio na reprodução, já que seu foco era muito mais a função de gravar.
Como estratégia publicitária, o próprio Morita encarregou-se de enviar de presente um Walkman a cada estrela de cinema e televisão, tanto americana como japonesa. No momento do lançamento, o Walkman era vendido em torno de 150.00 dólares e os modelos que se seguiram foram melhorando tanto em estilo como utilização: em 1983 surgiu uma versão esportiva, amarela, a prova d’água e tombos e outra do tamanho de uma fita cassete, que cabia em qualquer bolso.
Em 1984, aparece no mercado o primeiro aparelho de discos compactos, o CD-Walkman, modelo D-50. E a partir de 1992, surge um modelo capaz de reproduzir minidiscos e, posteriormente, versões que podiam reproduzir diferentes formatos de arquivos.
Com a origem da era multimedia digital, o Walkman começou sua saída definitiva do mercado, dando lugar aos dispositivos do tipo Ipod e similares, que centralizam a possibilidade de reproduzir todo e qualquer tipo de arquivo de som, vídeo e inclusive aplicativos de software.
A Sony dedicou o nome Walkman a uma linha de celulares e em 2010 anunciou o término da venda e produção do Walkman de cassete, com 200.020.000 unidades vendidas ao longo de sua existência.

10.165 – Audiotecnologia – O que é Frequência Modulada?


Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso
Receiver da Gradiente, desing exuberante e poderoso

Para se ter uma ideia das vantagens da Frequencia Modulada, é preciso saber-se inicialmente o que seja modulação. Quando a voz, tom ou som penetra no microfone de uma estação de radio, as ondas sonoras se transformam em ondas eletricas. Estas viajam através do espaço para o nosso aparelho receptor em uma onda “portadora”, que se poderia comparar a uma “esteira sem fim”. Ao atingir o receptor, a onda “portadora” é abandonada e as ondas eletricas transformam-se novamente em ondas sonoras.
A palavra modulação significa precisamente as modificações sofridas pela onda “portadora” ao conduzir as ondas sonoras. Com o equipamento de “amplitude modulada” ou ” modulação de amplitude”, os varios sons são distinguidos uns dos outros, modificando-se a espessura da onda “portadora”. Com o equipamento FM, base do radio moderno, os diferentes sons se diferenciam, modificando-se a velocidade dos impulsos eletricos, ou para usarmos a nossa comparação, a velocidade da “esteira sem fim” imaginaria.
A diferença no metodo de modulação dá ao FM a vantagem de eliminar virtualmente a estatica, o “fading”, a interferencia de estações, etc., e torna possivel uma tonalidade natural.

Maior Fidelidade de Som
No equipamento FM, as ondas “portadoras” situam-se a 10.000 ciclos, umas das outras. Se conseguissemos uma modulação até 15.000 (ou mesmo acima de 5.000 ciclos, os sinais interfeririam uns com os outros. Cada “esteira sem fim” iria virar mais em espessura do que em distancia entre as “esteiras” adjacentes.
As ondas “portadoras” em “broadcasting” FM, entretanto estão situadas a 200.000 ciclos umas das outras, o que permite uma reprodução completa do alcance total do ouvido humano. As “esteiras sem fim” estão bem espaçadas e a sua velocidade pode ser modificada sem que haja interferencia mutua. Dessa maneira, a onda “portadora” de FM é capaz de levar todos os sons que o nosso ouvido possa captar bem protegidos no meio dessa “esteira”.
Com o equipamento FM todos os sons podem ser ouvidos, tal como são produzidos no estudio, desde o mais profundo baixo à mais delicada nota. Alem disso, com o equipamento FM o controlador de som no estudio tem constantemente que elevar o volume do mesmo nas passagens musicais mais tranquilas e diminuí-los justamente quando a orquestra ou o artista executa uma nota muito alta. Desta forma, nós ouvimos a musica tal como é interpretada pelo sonoplastico e não pelo maestro. Mas, com o FM o controlador do som não precisa “censurar” o volume de um programam. Ouví-lo-emos tal como os artistas o interpretam. Esse fato isolado contribui sobremodo para o realismo da musica transmitida.

10.104 – O que é e para que serve um Crossover?


crossover

Serve para separar (dividir) as frequencias a fim de ajustar a qual frequencia ira cortar. E pra dividir e cortar as frequencias emitadas pelas vias sonoras. Permite um ajuste de acordo com o gosto e a necessidade de cada proprietario.
Você já procurou saber a real importância do uso do CROSSOVER?
O crossover é um equipamento utilizado para filtrar e dividir frequência, entre grave, médio e agudo. Hoje em dia, o mercado do som automotivo tem crescido gradativamente e a busca pela qualidade sonora tem sido cada vez mais rigososa.
Com certeza, a maioria dos amantes do som automotivo, já passaram pela seguinte situação: “toda vez que aumenta o som, ele distorce, e o cabeção já vai metendo a lenha no equipamento de CD player ou nas cornetas”. Adistorção ocorre quando há uma passagem de frequencias indevidas para um determinado equipamento. Ex: quando se passa frequencia baixa (GRAVE) para uma corneta.
Um crossover é um circuito que filtra sinais baseado na frequência.
High Pass
Um crossover do tipo passa alta (“high pass”) é um filtro que permite que frequências acima de um certo valor passem sem serem filtradas, e as abaixo do mesmo ponto continuam a passar pelo filtro, mas são atenuadas de acordo com a curva do crossover.
Low Pass
Um crossover do tipo passa baixa (“low pass”) é justamente o oposto, as baixas frequências passam, mas as altas são atenuadas
Crossover não é apenas um ítem a mais no som, o crossover te proporciona uma qualidade melhor no seu som, em qualquer aparelho, seja ele Pioneer, Hbuster, Sony (claro que existe diferença de qualidade entre eles)…você consegue ter uma boa qualidade de som, e nunca esquecendo o seguinte: o uso do crossover não inutiliza os capacitores das cornetas e tweeters, pois, se ouver um problema ou erro no crossover, os capacitores te proporciona a proteção dos equipamentos, evitando que eles venham a queimar devido a esta falha no crossover.

9972 – Audiotecnologia – O que é um alto-falante full range?


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Há diversos tipos de alto-falante, cada um para uma faixa de frequência, os tweeters são para os agudos, as altas frequências, os woofers e e subwoofers são para os graves, os midi-range são para os médios, a frequência intermediária em que se inclui a da voz humana. Tem também coaxiais, são alto-falantes duplos, woofer com um tweeter no núcleo; os tri-axiais que consiste em um único alto-falante com os 3 sistemas, para todas as frequências, muito usados em pequenos sistemas de som para automóvel.

Já os FullRange : (toda faixa), muito utilizado antigamente, pois era uma solução barata para reproduzir a música do rádio AM, mas é muito fraco em potência e na qualidade, pois não existe falante que consiga reproduzir toda a faixa de frequência audível (20 a 20KHz) ao mesmo tempo. Normalmente composto por cone de papel e borda rígida (não é de espuma emborrachada) Seu tamanho varia de 3″ a 6″. Também existe aqueles com difusor de agudos, um cone menor no centro do falante com o objetivo de reproduzir melhor as altas frequências. Era muito usado nas antigas caixas amplificadas, aquelas que se ligava o radinho de pilha, o gravador de fita “tijolinho” pra dar mais potência.

Tweeter: Para as frequências agudas de 2kHz a 20kHz. Seu material vem evoluindo muito para tornar seu som o mais natural possível (papel, alumínio, cristal, derivados do plástico, niobium, neodímio, titânio, etc) Os feito com neodímio ou com materiais mais novos são os que possuem melhor timbre/som. São pequenos, variando de 0,5″ a 3″ (normalmente tweeters profissionais que aguentam grande potência)

MidBass: Especificamente projetada para reproduzir frequências média-graves, em torno de 100Hz a 5KHz. Possui borda de borracha para melhor reproduzir as frequências graves, parecido com o Subwoofer. Tamanho entre 5″ a 8″.
MidRange: Para frequências médias de 200Hz a 5KHz que pertence a praticamente todos os instrumentos musicais. Geralmente de 3 a 4″.
Coaxial: compostos por dois falantes em uma mesma carcaça. Composto por um cilindro central de ferro que une o woofer com o tweeter que está acima, junto com o tweeter está ligado um capacitor para deixar passar somente as altas frequências. Seu tamanho varia de 3″ a 6×9″. Possui borda de borracha. Atualmente temos coaxiais profissionais de 12″ e 15″ mas ao invés de tweeter temos uma corneta.
Cornetas: Para reprodução de frequência médias a agudas. Composto por cone de plástico ou metal que pode ser separado de seu corpo principal (driver, podemos dizer que este é o ímã e bobina que gera o som na corneta).
Triaxiais e Quadriaixiais: Compostos por 3 e 4 falantes respectivamente numa mesma carcaça para a reprodução de sons graves, médios e agudos. É uma opção barata para substituir um kit composto por falantes separados. Cada falante é produzido para funcionar melhor em cada faixa de frequência, optimizando o conjunto, (woofer para graves, mid-range para médios, tweeter para agudos e super-tweeter para “super” agudos (agudos próximos a 12KHz)) Seu tamanho varia de 5″ a 6×9″.
SubWoofers: Falantes específicos para reproduzir sons muito graves abaixo de 120Hz. Seu tamanho varia de 8″ a 21″. São pesados e por isso é necessário muita potência para fazê-los funcionar, de 100W a 1500W RMS. Por trabalhar em baixa frequência, e comprimento de onda de som muito grande (baixa frequência) é necessário utilizar caixas acústicas para evitar o cancelamento de onda ( o som que sai por trás do sub cancela o som que sai pela frente ) Possui grande borda de borracha para ter grande deslocamento do cone.
Woofer: Muito parecido com o subwoofer sendo a principal diferença a faixa de frequência trabalhada, em torno de 100Hz a 1KHz. Possui borda rígida, seu tamanho varia de 5″ a 18″.

9782 – Mega Techs – Por que o CD convencional tem 74 minutos?


Porque está obsoleto.

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O formato Compact Disc (CD) surgiu em 1980, como uma alternativa aos discos de vinil, com uma portabilidade semelhante à da fita cassete, porém com qualidade de áudio superior Às plataformas físicas já existentes. No entanto, um fato curioso é a duração do CD, de 74 minutos, uma duração fracionada.
A Philips e a Sony começaram a trabalhar no padrão inicial do áudio em compact disc por volta do fim dos anos 1970, período em que o cenário musical mundial vivia o auge do Rock and Roll, com bandas como Rolling Stones, além da popularização da disco music. A Philips apostava no desenvolvimento de um disco de 11,5cm, ao passo que a Sony cogitava um formato de 10cm. Ambos os formatos acomodariam tranquilamente os vinis da época, e o modelo da Sony era capaz de armazenar 60 minutos de música em estéreo em 16 bits com frequência de 44,056 Hz.
Mas Norio Ohga, um cantor de ópera que criticava fortemente a qualidade do áudio da época, enviou à Sony uma carta, na qual reprovava a qualidade do som do gravador de fitas da empresa. Em contrapartida, Ohga recebeu uma oferta de emprego, e sua influência foi tão grande que o levou à presidência da Sony nos anos 1980. No entanto, antes disso, ele supervisionava o projeto do compact disc, e exigiu que o formato do fosse capaz de tocar a Nona Sinfonia de Beethoven inteira. A decisão de Ohga foi uma correspondência à então situação do cenário musical do mundo.
De acordo com a Philips, a “performance mais longa conhecida tem duração de 74 minutos […] uma gravação em mono feita durante a Bayreuther Festpiele em 1951 e conduzida por Wilhelm Furtwängler.” 60 minutos não aguentaria isso, então ficou decidido que o ideal eram 74 minutos, num formato de 12cm.
Há outra versão da história, que afirma que o famoso maestro austríaco Von Karajan teria pedido para que o formato suportasse a Nona Sinfonia inteira. Von Karajan foi responsável por tornar o formato conhecido entre os audiófilos, e teria colocado esta influência em negociação, para conseguir implantar o padrão que desejava.
Porém, o chefe de engenharia da Philips, Kees Immink, afirma que a escolha pelo formato de 12 centímetros foi por conta da neutralidade do tamanho, que não era defendida pela Sony, nem pela Philips.

Lendário CD da Pool de 1995
Lendário CD da Pool de 1995

9087 – Indústria Eletrônica – A Philips


philips

A Royal Philips Electronics (NYSE: PHG, AEX: PHI), mais conhecida como Philips, é uma empresa Holandesa e líder global em cuidados com a saúde, iluminação e produtos de consumo e estilo de vida, oferecendo inovações, serviços e soluções por meio da sua promessa de marca sense and simplicity. Com sede nos Países Baixos, a Philips possui aproximadamente, cerca de 120 mil funcionários em mais de sessenta países. Com um volume de vendas de 27 000 000 000 de euros em 2007, a empresa é líder de mercado em equipamento para diagnóstico médico por imagem e monitoramento de pacientes, soluções em iluminação com base na eficiência enérgica, produtos de cuidados pessoais e para a casa, bem como eletrônicos de consumo.
A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics dos Países Baixos e atua no país há 83 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais e iluminação, a Philips do Brasil atua ainda nos setores de telecomunicações, informática e equipamentos médico-hospitalares.
A Philips do Brasil também atua com a marca Walita, que é a divisão da Philips para produtos eletroportáteis, tais como liquidificadores, batedeiras, espremedores de frutas, etc.
Os alicerces daquela que viria a tornar-se uma das maiores empresas de eletrônica de todo o mundo foram lançados em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1891. A Philips começou produzindo lâmpadas de filamento de carbono e, na virada do século, já era um dos maiores fabricantes da Europa.
Como o desenvolvimento das novas tecnologias de iluminação incentio de pesquisa destinado a estudar fenômenos físicos e químicos e ao estimular a inovação dos produtos.
Já tinham sido criadas empresas de marketing nos Estados Unidos e na França, antes da Primeira Guerra Mundial, assim como na Bélgica, em 1919. Na década de 1920, assistiu-se a uma explosão no número de empresas desta área.
Nessa altura, a Philips começou a proteger suas inovações com patentes em áreas como os raios-X e a recepção de rádio, fato que marcou o início da diversificação da sua gama de produtos. Tendo introduzido um tubo de raios-X em 1918, a Philips envolveu-se nas primeiras experiências de televisão em 1925.
Começou a produzir rádios em 1927 e, em 1932, já tinha atingido 1 000 000 de unidades vendidas. Um ano mais tarde, a produção de válvulas de rádio chegou aos 100 000 000, tendo também iniciado a produção de equipamento médico de raios-X nos Estados Unidos.
O primeiro barbeador elétrico da Philips foi lançada em 1939, momento em que a empresa já tinha 45 000 empregados em todo o mundo e um volume de vendas de 152 000 000 de florins. A ciência e a tecnologia sofreram uma enorme evolução nas décadas de 1940 e 1950, tendo a divisão de Pesquisa da Philips inventado as cabeças rotativas que conduziram ao desenvolvimento do barbeador elétrico Philishave, dando início a um extenso trabalho que, hoje, inclui o desenvolvimento dos transistores e circuitos integrados.
Nos anos 1960, estes progressos deram origem a importantes descobertas, tais como os CCDs (charge-coupled devices – dispositivos para acoplamento de cargas) e LOCOS (local oxidation of silicon – oxidação local de silício).
A Philips também teve uma contribuição muito importante no desenvolvimento da gravação, transmissão e reprodução de imagens televisivas, tendo o seu trabalho na área da pesquisa conduzido ao desenvolvimento do tubo de câmara de tevê Plumbicon, bem como ao aperfeiçoamento das substâncias fosforescentes destinadas a permitir imagem de melhor qualidade. Em 1963, introduziu o cassete de áudio compacto e, em 1965, produziu os seus primeiros circuitos integrados.
Ao longo da década de 1970, continuaram a ser apresentados novos produtos e ideias de grande relevância. A pesquisa na área da iluminação contribuiu para o aparecimento das novas lâmpadas PL e SL, que se destacam pela economia de energia. Ao mesmo tempo, o Philips Research lançou outras importantes novidades no processamento, armazenamento e transmissão de imagens, som e dados. Isso levou às invenções do disco óptico LaserVision, do CD e dos sistemas ópticos de telecomunicações.
Em 1972, a Philips criou a gravadora Polygram. Em 1974, adquiriu a Magnavox e em 1975 a Signetic, nos Estados Unidos. Nos anos 1980, as aquisições incluíram a empresa televisiva GTE Sylvania e a empresa de lâmpadas Westinghouse. Em 1983, a empresa fixou um marco tecnológico: a criação do CD. Outros marcos de referência foram, em 1984, os 100 milhões de unidades de televisores Philips produzidos e, em 1985, os 300 milhões de aparelhos elétricos de barbear Philishave.
A década de 1990 trouxe alterações significativas para a Philips. A empresa levou a cabo um importante programa de reestruturação, com o objetivo de reconquistar uma posição forte.

Pioneirismo Sempre
1891, Philips é fundada quando o engenheiro físico Gerard Philips junto com seu irmão Anton e seu pai Benjamin Frederik David, primo irmão de Karl Marx, com formação comercial, se dispõe a produzir lâmpadas incandescentes na zona de Eindhoven, província de Brabante do Norte nos Países Baixos.
1918, como o negócio funcionou graças a qualidade de suas lâmpadas e a habilidade comercial de Anton, em poucos anos introduziram um tubo de raios X médico e um serviço de reparação de aparelhos radiográficos: surgindo assim a divisão de sistemas médicos.
1925, primeiros experimentos da companhia com a televisão.
1927, se inicia a produção de rádios, sistemas combinados e outros pequenos electrodomésticos.
1940, quando começou a Segunda Guerra Mundial, as fábricas do país foram destruídas pelos bombardeios realizados pela Luftwaffe. A empresa se instalou na Bélgica, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
1950, foi fundada a Philips Records.
1965, produziu seu primeiro circuito integrado experimental e começou a lançar equipamentos electrônicos transistorizados.
1972 Philips fundou a gravadora PolyGram.
1978, introduziu seu primeiro aparelho VHS fabricado no Reino Unido e começou a produzir em massa seus radiogravadores transistorizados.
1983, fruto do trabalho conjunto com a Sony, lançou o CD (compact disc).
1995, o DVD, desenvolvido pela Philips em conjunção com a Sony e a Toshiba, foi lançado.
1998, a Philips Royal Electronics vendeu a gravadora PolyGram para a Seagram, que fundiu a PolyGram com a MCA, formando a Universal Music Group.
2001, Philips lançou a cafeteira Senseo.
2001, a Philips e a LG iniciaram uma joint venture para produção de monitores LG Philips.
2001, a sede da Philips foi transferida de Eindhoven para Amsterdã.
2007, a Philips trouxe, para o Brasil, o televisor Aurea, com a nova tecnologia Ambilight Spectra, que aumentava a tela.
2007, Philips e GoGear lançaram a linha de MP3 e MP4 players no Brasil.
2008, a Philips trouxe para o Brasil a linha de tevês Design Collection.
2009, a linha Design Collection passou por mudanças estéticas e ganhou novas funções, como conversor digital e Full HD.
2009, entrou em produção a primeira lâmpada com tecnologia LED da Philips. Seu consumo era setenta por cento menor que o das lâmpadas fluorescentes.
2010, a Philips introduziu, no mercado, a linha de tevês Image Collection, com tecnologia LED e Ambilight Spectra II.
2010, chegou no mercado a primeira tevê LED 3D da Philips.
2011, a Philips renovou sua linha de cafeteiras Senseo, agora com novo design.
A Philips desempenha um papel relevante na criação de um mundo de eletrônica digital, trazendo até as pessoas inovações de grande importância. Muitas dessas inovações encontram as suas raízes nos laboratórios da Philips Research.
Fundada em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1914, a Philips Research é, hoje, uma das maiores organizações mundiais privadas de pesquisa e investigação, com laboratórios nos Países Baixos, na Bélgica, na Inglaterra, na Alemanha, nos Estados Unidos, na China e na Índia, empregando 2 100 profissionais.
A sua pesquisa está centrada nas áreas estratégicas da Philips: cuidados com a saúde, estilo de vida e tecnologia.

8929 – Audiotecnologia – A Potência de Áudio


Um rival para o a1 e PM 5000
Um rival para o a1 e PM 5000

O som é uma onda mecânica longitudinal. Por onda mecânica entendemos que ele é produzido a partir do movimento de algum meio material, como o ar, a água, a terra, o aço, etc. As ondas têm a interessante característica de transportar energia sem transportar matéria. Pense em um barco no meio de um lago tranquilo, sem correnteza: as ondas produzem apenas o movimento de sobe-desce no barco, sem com isso arrastá-lo.
Energia e Potência
A energia de uma onda igual é a energia cinética do meio material que se movimenta para transmiti-la. Já a potência é a quantidade de energia transferida por unidade de tempo.
Intensidade
Uma medida um pouco mais intuitiva é a intensidade. Quando dizemos que a música tocando na casa do vizinho está “alta” ou pedimos para o DJ “aumentar” o som da festa na verdade estamos nos referindo a intensidade de áudio. Outra característica importantes é a frequência, medida em Hertz. A frequência está relacionada com as notas musicais: quanto mais alta a nota, maior a frequência e mais aguda a música, quanto mais baixa a nota, menor a frequência e mais grave a música. Por isso não podemos confundir altura com intensidade.

A menor intensidade que um ser humano consegue ouvir é 10-12 W/m². Ao se afastar da fonte sonora, a intensidade (ou nível sonoro) é reduzida logaritmicamente, dessa forma também podemos calcular o nível sonoro (B) através de uma equação chamada fórmula bel.

Potência RMS
Em sistemas eletrônicos de áudio, é comum utilizar como medida a potência RMS. Esta potência é calculada com base na tensão e corrente que atravessam a carga, resultando em um valor médio, visto que o som é produzido correntes com grande variação. Este cálculo pode ser realizado através de:

P = VRMS . IRMS

Potência PMPO
Também chamada ironicamente por especialistas e vendedores de som como “potência máxima para otário”
A maioria dos equipamentos de áudio encontrados no varejo apresentam a potência PMPO (Peak Music Power Output ). Esta medida leva em conta valores máximos instantâneos de potência, que nem sempre são medidas confiáveis para comparar diferentes equipamentos, mas tem a clara vantagem comercial de alcançarem valores numericamente maiores.

8916 – Audiotecnologia – Como é feito um disco de vinil?


As lendárias Techinics SL 1800
As lendárias Techinics SL 1800

As faixas de música são cortadas, com furos microscópicos, em um disco mole de acetato de celulose, uma substância parecida com esmalte. Depois, o disco é metalizado e usado para prensar várias cópias em vinil derretido. A música está dentro daquelas faixas onde a agulha do toca-discos entra. Essas faixas têm irregularidades microscópicas, que fazem a agulha vibrar ao passar sobre elas. Essa vibração é captada e amplificada pelo toca-discos e, voilà: som na caixa! O LP de vinil como conhecemos hoje apareceu em 1948. O vinil dominou a segunda metade do século 20, até ser desbancado pelo CD, em 1982. Hoje, ele é mais usado por alguns DJs teimosos e colecionadores, que juram de pés juntos que a qualidade do som dos bolachões dá de dez em qualquer CD ou arquivo de MP3!
(Eu não apostaria nisso).

Tudo começa com um disco de alumínio lisinho de 35 cm de diâmetro e 2 mm de espessura. Esse disco de alumínio passa por uma esteira e recebe um banho de acetato de celulose, uma substância mole parecida com um esmalte preto. O resultado é um disco de alumínio revestido de acetato
O disco revestido é colocado no torno de gravação. Enquanto ele roda, uma agulha minúscula de diamante vai cortando as faixas em espiral na superfície. O movimento do braço da agulha é dado pelos impulsos elétricos da música já gravada no estúdio em fitas magnéticas ou arquivos digitais, o que o faz vibrar levemente e deixar irregularidades microscópicas no disco
O produto é chamado de disco master de acetato, que já contém as faixas com as músicas gravadas, mas é muito frágil para ser lido por uma agulha normal de toca-discos. Então, o master de acetato é metalizado
O heavy metal começa a rolar quando o disco leva um esguicho de cloreto de estanho, que o torna grudento para outros metais. Em seguida vem um esguicho de prata líquida, depois um mergulho em um banho de níquel, que se funde com a prata e forma uma camada de metal duro. Essa camada é separada do master de acetato, que é descartado
O master de metal formado no processo, como “nasceu” do molde de acetato, contém a música em suas faixas. A diferença é que as faixas estão em alto-relevo, e não na forma de sulcos. Mas ainda não é o produto final: a peça de metal é, em seguida, colocada em um prensa
Embaixo dela, entra a gosma de vinil derretido. A prensa aperta o disco de metal contra o vinil derretido com cerca de 100 toneladas de força e a 193ºC. As faixas em alto-relevo do disco de metal são transpostas para o vinil, que, depois de achatado, seca e vira um disco! Cada peça de metal prensa milhares de cópias. O excesso de vinil das bordas é cortado e a bolacha está pronta.

8913 – Eletrônica – O que é o Farad?


Faraday
Faraday

Um capacitor tem a capacitância de 1 Farad quando a variação de tensão de 1 volt, através dele, produz uma corrente de 1 ampere. O Farad é uma unidade muito grande em termos práticos. Assim, são usadas unidades menores: o microfarad e o picofarad.
Antigamente se dizia que para que um capacitor tivesse a capacitância de 1 Farad, ele teria que ter o tamanho da Terra, mas tal conceito é ultrapassado. Hoje, com o desenvolvimento de novas tecnologias, fabrica-se capacitores para uso automotivo, com capacitância de 1 Farad, logicamente enormes quando comparados com os capacitores convencionais.

O capacitor se parece um pouco com uma bateria. Embora funcionem de maneira totalmente diferente, tanto os capacitores como as baterias armazenam energia elétrica. Se você já leu Como funcionam as pilhas e baterias , então já sabe que uma pilha (ou uma bateria, de modo mais genérico) possui dois pólos (ou terminais). Dentro da pilha, reações químicas produzem elétrons em um terminal e absorvem elétrons no outro.
O capacitor é um dispositivo muito mais simples, e não pode produzir novos elétrons – ele apenas os armazena.
A unidade de capacitância é o farad. Um capacitor de 1 farad pode armazenar um coulomb de carga a 1 volt. Um coulomb é 6,25E18 (6,25 * 10^18, ou 6,25 bilhões de bilhões) de elétrons. Um ampère representa a razão de fluxo de elétrons de 1 coulomb de elétrons por segundo, então, um capacitor de 1 farad pode armazenar 1 ampère-segundo de elétrons a 1 volt.
Um capacitor de 1 farad seria bem grande. Ele poderá ser do tamanho de uma lata de atum ou de uma garrafa de 1litro de refrigerante, dependendo da tensão que ele pode suportar. Então, normalmente, os capacitores são medidos em microfarads (milionésimos de um farad).

Para ter uma ideia de quanto é um farad, pense desta forma: uma pilha alcalina AA comum contém aproximadamente 2,8 ampère-hora. Isto significa que uma pilha AA pode produzir 2,8 ampères durante uma hora a 1,5 volts (aproximadamente 4,2 watts-hora – uma pilha AA pode acender uma lâmpada de 4 watts por pouco mais de uma hora). Vamos pensar em 1 volt para tornar as contas mais fáceis. Para armazenar a energia de uma pilha AA em um capacitor, seriam necessários 3.600 * 2,8 = 10.080 farads para manter, pois um ampère-hora é 3.600 ampères-segundo.
Se é necessário algo do tamanho de uma lata de atum para manter um farad, então 10.080 farads precisariam de MUITO mais espaço que uma única pilha AA. Obviamente, não é possível utilizar capacitores que armazenam uma quantidade significativa de energia, a menos que isto seja feito em altas tensões

8277 – Mega memória Áudio – A Revista Som Três de Dezembro de 1980 já antecipava o CD


Apesar de comprovadamente o som digital não ter sido “tudo aquilo que foi alardeado”, e há quem prefira discos de vinil,executados em um bom sistema de áudio; é interessante acompanhar a visão que se tinha desse novíssimo sistema – Tão recente, que fazia menos de um ano que tinha sido “inventado”, e nesta época a industria recém havia saído da fase de “prancheta” e dos protótipos, para lançar os primeiros modelos voltados ao mercado consumidor. No Brasil, o CD ainda levaria mais 7 anos para chegar aos consumidores, de forma tímida.. E pelo menos 14 anos até tornar-se mais “popular” (1994).
O som em formato digital do CD seria um pré-cursor do formato mp3, um sistema revolucionário que viria a desbancar tecnologias que predominavam absolutas há décadas. Mas, como dissemos, pra esquentar essa mega polêmica, há quem prefira o vinil e também quem prefira o som dos amplificadores valvulados.

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8157 – Ouvidos Atentos


Os sons estão sempre em nossa volta e podem ser produzidos por nós mesmos, por outras pessoas, por animais ou pelas coisas que nos cercam. Podem nos deixar em estado de alerta, como o latido de um cão feroz ou a buzina de um carro. Podem despertar emoções, como a lembrança de uma música especial ou da comemoração de um gol do nosso time. Podem até causar irritação. Os sons chegam até nós por vibrações que viajam pelo ar, pela água ou por uma parede de tijolos. Quando tais vibrações alcançam nossas orelhas, logo percebemos se o telefone está tocando, se a chuva está forte ou se um copo caiu e se quebrou. O som viaja na forma de ondas, parecidas com as ondas da água e quanto mais longe, mais fraco.
O espaço é muito silencioso. Lá não há barulho. O som precisa de um meio para se propagar, como o ar líquido, a água ou os sólidos (vidro). Como no espaço não existe ar, o som não se propaga.

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Por que uma boa música soa tão bem e o som de uma britadeira parece uma tortura?
As ondas sonoras que saem dos instrumentos musicais são organizadas e harmônicas e por isso são alguns dos sons mais agradáveis a nossa percepção.
Todos os instrumentos, do saxofone ao tambor, possuem partes móveis que se movimentam, produzindo vibrações. Quando o músico sopra o saxofone, ele faz vibrar o ar dentro do instrumento e, ao apertar todas aquelas chaves, ele faz a vibração do ar ficar diferente, produzindo notas variadas. No tambor, é a membrana que vibra quando batemos nela com a baqueta ou com as mãos. Com um violão podemos perceber o som produzido pela vibração. Se você toca s cordas uma de cada vez, percebe que elas vibram e enquanto vibram você ouve o som. As mais grossas vibram mais devagar, por isso o som é mais grave, já as mais finas vibram mais rápido, e o som é agudo. Sons desagradáveis são chamados de ruídos. Isso acontece porque as ondas sonoras viajam de maneira desordenada, tornando-se desagradável de ouvir.

8051 – Audiotecnologia – O Rádio a Válvulas


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Eram aparelhos portáteis cujas válvulas funcionavam mediante corrente fornecida por um acumulador e uma bateria de pilhas substituía a fonte e a válvula alimentadora.
Os radio receptores super-heteródinos valvulados estiveram em moda durantes muitos anos, entre 1930 e 1960 aproximadamente, sendo o aparelho principal da maioria dois lares. Naquela época o principal objetivo de todo técnico eletrônico era saber como funcionavam tais receptores pois eles consistiam em 90% do seu trabalho de reparação de oficina. Ainda hoje vemos estes rádios nas mãos de colecionadores, que os recuperam e os apresentam nas suas caixas originais que eram verdadeiras obras de arte.

diagrama

O receptor da figura chamava-se “rabo quente” por que, para alimentar os filamentos das válvulas ligados em série, era preciso ter uma redução de tensão, o que seria conseguido com a ligação de um resistor em série. Pois bem, este resistor era o próprio fio de nicromo do cabo de força. Assim, quando o radio funcionava este fio aquecia levemente, dissipando calor, o que levou ao nome que se popularizou entre os técnicos.
Analisemos então o funcionamento de nosso receptor que, no exemplo foi projetado apenas para receber ondas médias. Se bem que as ondas curtas eram populares e os receptores para elas simplesmente tinham jogos adicionais de bobinas, o FM não existia.
O receptor indicado utiliza uma antena de quadro, ou seja, na parte traseira do rádio, normalmente de madeira, era enrolado uma bobina em forma de quadro, calculada para sintonizar a faixa de onda médias.

Como Funciona:
Os sinais captados pela antena de quadro e sintonizados através de um capacitor variável de duas seções são levados à uma das grades da válvula misturadora – conversora V1. Esta válvula tem uma função dupla, pois ela também tem por função oscilar produzindo uma frequência que depende da estação sintonizada. Assim, a bobina osciladora ligada esta válvula e à outra seção do variável formam um circuito que sempre vai produzir uma frequência cuja diferença em relação a frequência da estação sintonizada seja de 455 kHz.

Assim, não importa qual seja a frequência da estação, o oscilador sempre produz um sinal cuja diferença resulte em 455 kHz. Por que isso? A idéia é que combinando os sinais das estações desta forma, obtendo-se sempre 455 kHz, podemos usar um circuito de frequência fixa para fazer a amplificador daqui para frente. Isso chama-se heterodinagem e a frequência diferença, 455 kHz é denominada Frequência Intermediária ou FI.
Assim, conforme podemos ver pelo diagrama no anodo da válvula ligamos um transformador sintonizado em 455 kHz, o transformador de FI, onde os sinais de qualquer estação, agora convertidos para esta frequência, podem passar para a etapa seguinte.
A etapa seguinte é a primeira amplificadora de FI, tendo por elemento principal a válvula V2. Esta válvula amplifica então estes sinais e os joga no segundo transformador de FI de onde eles passam para uma etapa seguinte.
A etapa seguinte tem função dupla. Ela serve como detetora e ao mesmo tempo pré-amplificadora de áudio. É utilizada uma válvula triodo com dois dinodos (pequenos eletrodos auxiliares); Aplicando o sinal de FI, que é um sinal modulado de 455 kHz, a válvula detecta estes sinais, separando a componente de alta frequência (455 kHz) do sinal de áudio, que desejamos reproduzir.
O sinal de alta frequência é desviado para a terra, mas o sinal de áudio é aplicado à grade da válvula recebendo então uma amplificação. Este é o ponto do rádio em que deixamos de ter sinais de altas frequências e passamos a ter apenas sinais de áudio de baixas frequências.
No anodo da válvula V3 está ligado o potenciômetro de controle de volume que nos permite determinar quanto de áudio passa para a válvula seguinte que é a de saída (V4).
Para amplificação de potência de áudio normalmente eram utilizadas válvulas pentodo de potência como a 50L6. Esta válvula fornece uma potência de aproximadamente 2 W de saída o que é mais do que suficiente para um pequeno rádio de mesa, como este.
No entanto, observe que o alto-falante não pode ser ligado diretamente à válvula, pois o alto-falante é de baixa impedâncias e as válvulas são dispositivos de altas impedâncias de saída. Para casar as impedâncias é então utilizado um pequeno transformador e a saída onde é ligado o alto-falante.
Elementos adicionais das etapas são os resistores de polarização e os capacitores de acoplamento e desacoplamento.
Os receptores transistorizados seguem o mesmo esquema de funcionamento com a única diferença que, em lugar de cada válvula é utilizado um transistor.
Para completar a alimentação de corrente contínua para este circuito vem de uma fonte especial. O circuito deve funcionar com uma tensão da ordem de 150 V contínuos, o que é obtido retificando-se e filtrando-se a tensão da rede. Esta função é feita pela válvula V5, uma 35Z5, retificadora de meia onda. Na entrada aplicamos a corrente alternada diretamente da rede e na saída obtemos corrente contínua que é filtrada por um grande eletrolítico duplo.
Observe que este rádio não é isolado da rede, representando pois, perigo de choque para qualquer pessoa que tocar em suas partes;
Para os técnicos a maior parte do trabalho depois da reparação consistia em se fazer o ajuste, levando os circuitos a operar na frequência correta. Observe a quantidade de trimmers que tinham de ser ajustado cuidadosamente para se obter o funcionamento do circuito.