14.128 – Cinema – Ponha um Sorriso Nessa Cara!


coringa no cinema
Se Beber, Não Case; Escola de Idiotas; Um Parto de Viagem. À primeira vista, é difícil imaginar que Todd Phillips, diretor de todas essas produções, um dia estaria envolvido em um filme como Coringa – dramático, tenso e violento.
Joaquin Phoenix, por outro lado, é conhecido por interpretar papéis excêntricos – o que combina muito com sua personalidade. Quando ele foi confirmado como o vilão, muita gente comemorou: a opinião geral era que o palhaço cairia como uma luva para ele.
O começo da ideia
Phillips foi o idealizador de Coringa. Em 2016, ele apresentou o projeto para os executivos da Warner, mas revela que não foi nada fácil convencê-los. “Não foi algo da noite para o dia”, disse ele. “Basicamente, eu estava dizendo para pegar um personagem com 75 anos de legado consolidado e criar uma história de origem a ele.”
A ideia do diretor era usar o mundo das histórias em quadrinhos como pano de fundo para fazer o que ele chama de “filmes de estudo de personagem”: histórias como Um Estranho no Ninho, Serpico e O Rei da Comédia, este último uma das grandes inspirações para Coringa.
“Nos últimos cinco, dez anos, os filmes de super-heróis dominaram o cinema. Eles são ótimos, mas não permitem uma abordagem profunda do personagem principal.” Phillips cita A Rede Social, sobre a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como um exemplo recente do tipo de produção que ele queria fazer.
Phillips conta que, nas primeiras conversas com o pessoal da Warner, sua sugestão era que a DC Comics criasse um selo de filmes independentes. O “DC Black”, como ele mesmo chamou, serviria para que diretores criassem histórias originais, sem a necessidade de estarem amarradas com o universo cinematográfico de Liga da Justiça, Esquadrão Suicida e cia.
“Claro que, para a Warner, filmes independentes são aqueles cujo orçamento é de US$ 50 milhões, mas o legal dessas histórias é que elas não precisariam ter grandes efeitos especiais, explosões ou prédios caindo.” A ideia não vingou, mas Phillips conseguiu que Coringa saísse do papel.

Dupla dinâmica
Phoenix foi a primeira escolha para o personagem principal. Na verdade, Phillips escreveu o roteiro com ele em mente. “É um dos grandes dessa geração”, elogia o diretor. Mas a primeira reação do ator não foi bem nessa linha.
“Quando recebi o convite, pensei: ‘De jeito nenhum vou fazer isso!’”, disse o ator. Phoenix estava relutante pois não fazia ideia de qual seria a abordagem ideal. Mas assim que Phillips apresentou suas ideias para o filme, ele mudou de opinião.
“O fato desse Coringa dar risadas quase que de forma dolorosa me deixou bastante interessado”, conta Phoenix. “Nunca havia pensado nisso.” Joaquin disse que foi a visão de Phillips sobre o personagem que o fez encarar o papel. “Todd sabia o que estava fazendo. Era o cara certo para dirigir esse filme.”
A dupla dinâmica, então, estava formada. Os dois mergulharam de cabeça na produção. “Nós íamos para o set duas horas antes do início das filmagens e, depois que o dia terminava, conversávamos por mais duas horas sobre o filme”, lembra Phoenix.

Quadrinhos? Hoje não
Tanto Phillips quanto Phoenix bateram na mesma tecla durante a conversa: Coringa não é uma adaptação dos quadrinhos. “É claro que consultamos algo aqui e ali, afinal, não criamos o personagem nem Gotham City”, esclarece o diretor, que cita A Piada Mortal, de 1989, como uma dessas fontes de consulta esporádica. “Mas nós tivemos liberdade para fazer o que quiséssemos.”
Todd se baseou, principalmente, nas lembranças que tinha das histórias que lia quando criança. Ele defende que a ideia, desde o começo, era fazer algo com o máximo de originalidade – opinião compartilhada por Phoenix. “Eu não quis fazer algo baseado em algum quadrinho ou performance anterior”, disse o ator. “Era importante que seguíssemos nosso próprio caminho.”
Ora, se as páginas dos gibis não foram o foco da inspiração, o que seria? Resposta: anos 1970. “Foi nessa época que, na minha opinião, foram feitos os maiores filmes de estudo de personagem”, confessa Phillips. O diretor, então, revisitou os longas da época, como os dirigidos por Martin Scorsese: Taxi Driver, Touro Indomável, O Rei da Comédia…Todos eles, veja só, estrelados por Robert De Niro, que, não por acaso, está em Coringa.
Sem as versões do vilão dos quadrinhos como base, Phoenix e Phillips tentaram criar uma versão mais humana para o personagem. Fleck é um cara desajustado, que sofreu bullying e tem traumas de infância. O desafio da dupla era grande: como transformar uma pessoa vulnerável (e que gera empatia no público) em um vilão enlouquecido?
Phoenix conta que as primeiras cenas gravadas foram as que ele está totalmente vestido como o Coringa. Para ele, apesar da dificuldade inicial em achar o tom do personagem, o processo inverso o ajudou na composição de Fleck. “Dessa maneira, pude entender melhor como o palhaço vivia dentro daquele cara, e como ele foi lentamente evoluindo até chegar no Coringa.”
Para a maquiagem, a produção elaborou mais de 100 versões de rostos de palhaço, até que Todd definiu qual seria. Outra parte difícil de definir foi a risada do Coringa. Phoenix confessou que demorou até encontrar uma versão que o agradasse, e disse só resolveu esse problema quando as filmagens já tinham começado.
Há um futuro para Coringa?
Quando perguntados sobre uma possível sequência, ambos desconversaram. “Acho que vai depender da audiência”, disse Phoenix. “Isso é com o estúdio, mas eu topo fazer qualquer coisa que envolva o Joaquin”, falou Phillips.
O ponto é que Coringa não precisa de uma continuação. “A ideia do ‘DC Black’ foi pensada justamente para proteger esse filme.” Phillips também negou que o próximo Batman, dirigido por Matt Reeves, vá se conectar de alguma forma com o longa. Mas não escondeu o desejo de comandar outra história independente. “Meu herói favorito é o Demolidor, mas se pudesse, adoraria fazer um filme sobre o Rorschach [personagem de Watchmen] nessa mesma pegada intimista.”

A recente controvérsia
Nas últimas semanas, criou-se uma discussão em torno da violência do filme – e o que ela poderia incitar. Para alguns críticos, Coringa pode ser potencialmente perigoso por, de certa forma, enaltecer um personagem mau, fazendo com que pessoas se identificassem com ele da maneira errada.
Nos EUA, por exemplo, o Exército tem tomado cuidado para que ataques não aconteçam durante a estreia do longa. A polêmica chegou até Phoenix: recentemente, ele abandonou uma entrevista após ser questionado se o filme poderia inspirar pessoas com os mesmos problemas do Coringa a fazer o mesmo que o vilão.
O papo com Phoenix e Phillips, porém, aconteceu antes de tudo isso. Mas ambos defendem que o personagem nunca foi pensado como alguém com distúrbios mentais ou com o qual as pessoas se identificariam (e defenderiam). “Eu sempre acreditei que, de um jeito ou de outro, filmes funcionam como um espelho, que reflete o que está acontecendo com a sociedade naquele momento”, disse Todd. “Nosso objetivo era que a história funcionasse de maneiras diferentes para cada pessoa que assistir. (…) E se elas começarem a discutir a partir do filme, é uma coisa boa.”

14.097 – Mega Sampa – Exposição do 80 Anos de Batman Chegou em S. Paulo


Batman expo
Batman, o famoso Cavaleiro das Trevas, é um personagem nascido nos quadrinhos em 1939 — pois é, o morcego já é um oitentão. Um fenômeno que atravessou décadas e nunca deixou de ser popular, o personagem já foi mais sombrio, mais fanfarrão, soturno e até detetive.
A expo dos 80 anos do heroi dos quadrinhos, telinha e telona chegou em S Paulo e será exibido no Memorial da América Latina.
Na mostra de Ivan Freitas da Costa (o mesmo curador do sucesso recente Quadrinhos, que ficou em cartaz no MIS), a ideia é que o visitante se sinta como o personagem. O percurso, com doze ambientes famosos de Gotham City, é o mesmo do super-herói em uma de suas missões.
Tudo começa na mansão Wayne, com uma grande mesa de jantar vazia. O super-herói, vale lembrar, não tem família e foi acompanhado por seu fiel mordomo, Alfred — pelo menos essa é a versão mais popular da história do personagem, que já foi criado até por tios nas histórias em quadrinhos.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A marca da cenografia é essa: a exposição não é apenas um lugar para tirar fotos, mas também não segue o modelo clássico de uma exibição ou mostra. Apesar da beleza dos ambientes, quase sempre pensados como cenários do universo Batman, ainda há muita informação para absorver por ali. E é tudo bem didático, não tem problema se você não for o fã número um do morcego. Também não é obrigatório conhecer a história original dos quadrinhos. A intenção, segundo Ivan, é atender a todos os públicos, desde o “superfã”, passando pelos cosplayers até o público leigo. A responsável pela expografia é a agência Caselúdico, que reúne em seu portfólio as mostras O Mundo de Tim Burton (MIS, 2016), Castelo Rá Tim Bum (Memorial da América Latina, 2018) e a recente Entra que Lá Vem História, em cartaz no Shopping Eldorado até 22 de setembro.

O caminho segue para a batcaverna. “É hora de colocar o uniforme”, brinca Ivan. Na sala, o visitante dá de cara com o uniforme do Robin, exposto da mesma maneira que o morcego fazia após o Menino Prodígio ser morto pelo Coringa em um dos quadrinhos protagonizados pelo super-herói. Ali estão alguns brinquedos originais da chamada batmania, período após o lançamento da série de 1966, em que produtos inspirados no universo Batman tomaram conta das prateleiras das lojas. Tem de tudo: carrinhos, bonecos, máscaras esquisitas e até uma pistola de água com design pra lá de inusitado.
Saindo da exposição, a brincadeira continua com a clássica lojinha temática. A cenografia segue a mesma linha da mostra e os produtos são dispostos em prédios de Gotham City. Nem a área de alimentação escapou da caracterização, recebendo elementos temáticos.
São esperados 200 000 visitantes até novembro. Ivan conta que começou a planejar essa mostra há cerca de dez anos, logo após a Batman 70, que aconteceu em Belo Horizonte. O curador, no entanto, garante que mais difícil do que decidir o que fará parte da exposição, é escolher o que deixar para trás. O acervo é dividido entre itens de sua coleção particular e a de Marcio Escoteiro, maior colecionador do homem-morcego no Brasil.

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13.863 – Marvel – Luto no QG dos Vingadores


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Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Começou a trabalhar em HQs com o pseudônimo de Stan Lee em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.
Ele foi um dos nomes mais importante dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Demolidor.
Roteirista e editor da Marvel, foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.
Após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de heróis com criações para um público mais velho, como o lançamento de “Quarteto Fantástico”.
Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.
O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.
Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.
Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou os X-Men, uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pelos humanos.
Dos quadrinhos para cinema e TV
Em 1981, Lee transformou seus heróis em desenhos animados exibidos por emissoras de TV.
Quando a Marvel Comics e a Marvel Productions foram adquiridas pela New World Entertainment em 1986, os horizontes do quadrinista foram se expandido ainda mais.
Lee teve a oportunidade de se envolver mais profundamente na criação e desenvolvimento de filmes e seriados. Ele constantemente fazia aparições nas produções do estúdio.
“Meu pai amou todos seus fãs. Ele era o melhor homem e o mais decente”, comentou a filha do editor, Joan Celia Lee.

lee e bush

 

 

13 .838 – Quadrinhos – O Quarteto Fantástico


quarteto fantástico
Nome original Fantastic Four
Membro(s) Lista de Membros do Quarteto Fantástico
Fundadores Senhor Fantástico
Mulher Invisível
Tocha Humana
Coisa
Criado por Stan Lee
Jack Kirby
Primeira aparição The Fantastic Four #1 (Novembro de 1961)
Editora(s) Marvel Comics (US)
Panini Comics (BR)
Base de operações Edifício Baxter

É uma equipe de super-herói de histórias em quadrinhos publicados pela Marvel Comics. O grupo estreou em The Fantastic Four #1 (data de novembro 1961), que ajudou a inaugurar um novo nível de realismo no meio. O Quarteto Fantástico foi o primeiro time de super-herói criado pelo escritor-editor Stan Lee e o ilustrador Jack Kirby, que desenvolveram uma abordagem colaborativa para a criação de quadrinhos com este título que usariam a partir de então.

Como a maioria dos personagens criados pela Marvel durante a década de 1960, o Quarteto Fantástico deve os seus poderes à exposição a radiação, neste caso mais especificamente à radiação cósmica, com a qual teriam entrado em contacto durante uma viagem de exploração espacial.

Embora a formação do grupo mude ocasionalmente, a equipe mantêm-se estável em volta dos quatro amigos que ganharam superpoderes ao serem atingidos pelos raios cósmicos.

A equipe iniciou-se com a renovação da Marvel que ocorreu na década de 1960 sob o comando de Stan Lee. Permaneceram mais ou menos populares desde então e foram adaptados para outros meios, incluindo três séries relativamente bem-sucedidas de desenhos animados e, até ao momento, três filmes lançados respectivamente em 2005, 2007 e 2015.

Em 2015, a revista entrou em hiato devido à problemas jurídicos com a 20th Century Fox, cujos executivos pleitavam que o estúdio detinha os direitos autorais sobre os personagens.

Em 2018, foi revelado o retorno da revista para Agosto desse mesmo ano, a contagem reiniciaria e Dan Slott estaria no roteiro da série.
Segundo a lenda, em 1961, o editor-chefe da Marvel, Martin Goodman, estava a jogar uma partida de golfe com o editor rival Jack Liebowitz da DC Comics. Liebowitz contou a Goodman sobre o sucesso que a DC estava a ter recentemente com a Liga da Justiça, um nova série que apresentava uma equipe formada por vários personagens de sucesso da editora.
Baseado nesta conversa, Goodman decidiu que sua companhia deveria começar a publicar a sua própria série sobre uma super-equipe. Lee, que estava prestes a deixar a indústria assim que seu contrato acabasse, associou-se ao desenhista Jack Kirby para produzir uma revista inovadora protagonizada por uma família de super-heróis, Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Garota Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) que eram imperfeitos e consequentemente mais humanos do que qualquer herói publicado à época, dessa forma, tornando-se o standard para a editora ao longo dos anos.
Em Fevereiro de 2004, a Marvel lançou o Quarteto Fantástico Ultimate, uma versão do grupo para o universo Ultimate. Também lançou a Marvel Knights 4. Apesar de não ser exatamente voltada para adultos, os títulos Marvel Knights procuram atingir uma faixa de público um pouco mais velho.
O Quarteto Fantástico apareceu pela primeira vez no Brasil na revista do Demolidor, publicada pela EBAL a partir de 1969. Em 1970, foi lançada a revista própria dando sequência às histórias. A revista durou até 1972. Depois de um curto período pela GEA, o Quarteto retornou à EBAL, que continuou as aventuras na revista do Homem-Aranha que teve o último número publicado em janeiro de 1975. Nas revistas do aracnídeo foram publicadas pela primeira vez no Brasil as famosas histórias da “Trilogia de Galactus”, “Inumanos”,[7] “Pantera Negra” e outros clássicos do Quarteto produzidos pela dupla Stan Lee/Jack Kirby.

Depois da fase da EBAL, o Quarteto Fantástico foi relançado em revista própria pelas Editoras Bloch, que lançou primeiramente as aventuras solo do Tocha Humana e do Tocha Humana Original, e RGE. Depois de pouco mais de uma dezena de números nesta última, a revista seria cancelada e os direitos do personagem passaram para a Editora Abril, aonde se mantiveram até o ano 2000. Actualmente, é distribuída pela Panini, onde suas histórias são a base do “Universo Marvel”.
Os super-poderes do Quarteto Fantástico foram obtidos quando um foguete espacial experimental projectado por Reed Richards atravessou uma tempestade de raios cósmicos durante seu voo experimental. Depois da aterrissagem forçada de regresso à Terra, os quatro tripulantes da nave descobriram que se tinham transformado e possuíam novas e bizarras habilidades.
Reed podia esticar seu corpo e assumir qualquer formato. A sua noiva, Susan Storm, ganhou a habilidade de se tornar invisível, vindo posteriormente a desenvolver as habilidades de projectar campos da força e de tornar objectos visíveis em invisíveis. O seu irmão mais novo, Johnny Storm, adquiriu o poder de controlar o fogo e, devido à alteração de temperatura do ar à sua volta, pode voar. Por último, o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso, dotado de força incrível e cuja carne é quase invulnerável. No entanto, Reed culpa-se constantemente desse facto devido à impossibilidade de o Coisa assumir a forma humana e se sentir traumatizado com isso. O Coisa tornou-se uma espécie de figura paternal no meio do grupo, apresentando sempre como contraponto um humor cáustico muito próprio. Ao longo dos tempos transformou-se no personagem mais amado, por ser directo e não ter meias palavras, dizendo directamente o que pensa.
Os quatro personagens foram moldados inspirados nos clássicos quatro elementos gregos: Terra (Coisa), fogo (Tocha Humana), vento (Mulher Invisível) e água (a “fluidez” do Senhor Fantástico). Estes mesmos quatro elementos inspiraram também uma criação anterior de Jack Kirby, os Desafiadores do Desconhecido.

A equipe de aventureiros, passou a proteger a humanidade, a Terra e o Universo de inúmeras ameaças. Incentivados principalmente pela curiosidade científica de Reed, a equipe explorou o espaço, a zona negativa, o Microverso, outras dimensões e quase cada vale escondido, nação ou civilização perdida do planeta. O Quarteto faz a ponte entre personagens mais “cósmicos” da Marvel, tais como o Surfista Prateado ou o Vigia e os mais “terrestres”, Homem-Aranha e X-Men.

O Quarteto Fantástico já ocupou vários quartéis-generais, o mais notável foi o Edifício Baxter em Nova York. O edifício Baxter foi substituído pelo Four Freedoms Plaza, construído no mesmo local, após a destruição do Edifício Baxter infligida por Kristoff Vernard, filho adoptivo do Doutor Destino, o arqui-inimigo do grupo, tendo o grupo ocupado provisoriamente a Mansão dos Vingadores antes de o Four Freedoms Plaza estar terminado. Também houve o Pier 4, um armazém no litoral de Nova York que serviu de sede provisória após o Four Freedoms Plaza ter sido destruído, devido às acções de outra equipe de super-heróis, os Thunderbolts. Mais recentemente, utilizam um satélite orbital como base.

A revista enfatiza o fato de que o Quarteto, ao contrário da maioria das super-equipes, serem literalmente uma família. Três dos quatro membros são oficialmente parentes, sendo a excepção o Coisa que é um amigo chegado da família. Além deles, os filhos de Reed e Sue Richards, Franklin e Valeria, aparecem regularmente na série.

Ao contrário da maioria dos super-heróis, as identidades do Quarteto Fantástico não são secretas. A parte negativa disso é a vulnerabilidade que o fato confere aos amigos e família. A parte positiva é a simpatia que o Quarteto tem junto à população humana, que admira suas proezas científicas e heróicas.
Durante a Guerra Civil surge a primeira divisão no Quarteto. Sue e Johnny unem-se aos Vingadores Secretos do Capitão América, o Coisa muda-se para Paris, regressando aos EUA somente na batalha final ao lado do Capitão América, Reed foi um dos líderes da força do Homem de Ferro e a favor do registo oficial dos super-heróis.
Mulher-Hulk – Substituiu o Coisa quando este ficou por conta própria no planeta do Beyonder, após as Guerras Secretas.
Cristalys – Uma Inumana e ex-namorada de Johnny Storm que teve de abandonar o grupo por não conseguir adaptar-se a poluição terrestre. Substituiu a Mulher Invisível aquando da sua primeira gravidez.
Outros membros provisórios, foram: A inumana Medusa, o herói de aluguel Luke Cage, uma outra namorada do Tocha Humana, Frankie Raye que tinha poderes semelhantes aos dele e que mais tarde se tornou o arauto de Galactus com o nome de Nova, Sharon Ventura usando o nome de Miss Marvel (não confundir com a ex-vingadora Carol Danvers que também usou esse nome) e que durante uma certa época se tornou uma versão feminina do Coisa.
Em uma história, uma fugitiva Skrull veio a terra e nocauteou todos os membros do Quarteto Fantástico. Então ela chamou alguns heróis para supostamente vingar sua família. O grupo era formado por Wolverine, Hulk, Motoqueiro Fantasma e Homem-Aranha.
[homem aranha] esta no quarteto fantastico no lugar do tocha humana.

13.647 – Quadrinhos – A Morte do Super Homem


A Morte do Super-Homem capa
É um arco de histórias em quadrinhos que serviu como catalisador para o evento crossover da DC Comics de 1993. O arco de histórias completo é chamado de A Morte e o Retorno do Superman.
A premissa é tão simples quanto o título: Superman entra em combate com um aparentemente imbatível monstro chamado Apocalypse nas ruas de Metrópolis. Como desfecho da batalha, ambos combatentes morrem.
Funeral para um amigo”, o surgimento de quatro indivíduos clamando-se como o “novo” Superman, e o eventual retorno do Superman original em “O Retorno do Super-homem”
A história, planejada pelo editor Mike Carlin e a equipe criativa de Superman de Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway, e Karl Kesel, atingiu enorme sucesso: os títulos do Superman ganharam exposição internacional, alcançando o topo das vendas de quadrinhos. O evento foi amplamente coberto pela mídia jornalística americana e mundial.
No retorno, 4 Supermans
Durante o período que esteve morto, quatro indivíduos clamaram o manto de Superman:

Super-Homem - Funeral para um Amigo - 02 de 04-CAPA_PhotoRedukto

“O Homem de Aço”, um Superman usando uma armadura de resistência incrível que esconde John Henry Irons, identidade de “Aço”, antes criador de armas poderosas para o exército. Irons abandonou a proteção de Superman para morar em Washington e adotar sua própria identidade como “Aço”.
“O Último filho de Krypton”, um Superman violento, foi revelado ser a reencarnação de O Erradicador, vivo graças ter usado sua energia para formar um corpo a imagem de Kal-El, o último filho do planeta Krypton. Ainda hoje o Erradicador existe, mas pela energia viva de um cientista terrestre e compartilha recordações humanas e kryptonianas.
“A maravilha de Metrópolis”, um adolescente, supostamente um clone de Superman, liberado das garras dos criadores antes de alcançar a idade madura, recusava aceitar para si o nome de Superboy. Finalmente ele aceitou e fixou residência na ilha do Havaí. Mais tarde foi descoberto que de fato era um clone melhorado de um ser humano, seu criador, Paul Westfield, diretor do Projeto Cadmus, agora morto.
“O Homem do Amanhã” (posteriormente conhecido como Superciborgue), um ciborgue valente, foi proclamado como reconstruído de Superman, mas suas verdadeiras intenções eram o fim quando em aliança com Mongul, arrasou uma cidade de 7 milhões de habitantes, Coast City, casa do Lanterna Verde, Hal Jordan!
A primeira vez que uma morte de Superman ocorreu foi numa história imaginária, a morte secreta do Superman, de 1961.
Nos anos 70, Superman descobriu-se infectado por um vírus consciente alien que não tinha cura conhecida, e estava destinado a morrer em pouco tempo. O mundo já antecipava a morte do Superman e se lamentava que seu maior herói se iria. Felizmente, o herói conseguiu enganar o vírus consciente de modo que forjou sua morte usando conhecimentos tibetanos a fim de parar seus batimentos cardíacos. Quando o vírus sentiu que ele estava “morto”, saiu do corpo para achar outros corpos, mas Superman já estava precavido e prendeu o vírus numa duplicata de si.
Outra história imaginária, escrita por Alan Moore para ser a última história do Superman Pré-Crise (O que aconteceu com o Super-homem?), narra o que aconteceu ao Superman ter sua mais dramática batalha. Entretanto, na verdade o herói aparece vivo na última página, mas adotou uma falsa identidade como marido de Lois Lane.
Em 86, John Byrne escreveu uma história onde a vilã Banshee Prateada, usando de magia, pôs o Homem de aço num torpor semelhante a morte clínica. Foi realizado o funeral, e antecedendo muitos anos a morte do Superman por Apocalypse, o mundo e vários heróis tinham suas reflexões sobre a perda do maior herói do mundo. Lex Luthor também estava irado, pois não admitia que outra pessoa tivesse destruído o Superman sem ser ele (comportamento que seria repetido durante a Morte do Superman, onde Luthor esmurrava o corpo de Apocalypse).

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13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

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12.990 – Mega Humor – Gervásio, o mecânico


Personagem criado por Gilberto Zappa, que é um desenhista brasileiro, mais bem conhecido por ter criado as tiras cômicas de jornal de Gervásio, o Mecânico, em 1993.

Nos anos de 1997, 1999 e 2001, publicou as compilações de suas tiras cômicas de Gervásio, o Mecânico, intituladas O Melhor de Gervásio, o Mecânico, O Bom Humor de Gervásio e Gervásio & Jandira.

Publicou seus primeiros trabalhos aos nove anos, e, atualmente, trabalha para o jornal A Gazeta, em Vitória, Espírito Santo.

Falou, careca!!!!

gervasio

 

 

12.968 – Quadrinhos – Tá difícil uma solução? Use o chapéu pensador do Prof. Pardal


revistas-pardal

O inventor mais famoso do mundo não vive no mundo real. Morador da fictícia cidade de Patópolis (Duckburg), ele foi criado pelo quadrinhista Carl Barks e se tornou um dos mais conhecidos e queridos personagens da galeria Disney.
A partir de sua estréia, em maio de 1952, na HQ Gladstone’s terrible secret (no Brasil, A sorte do Gastão ou A sorte é para quem tem), não foram necessários muitos anos para o tresloucado Prof. Pardal virar ícone da cultura pop mundial, tornando-se sinônimo de gênio inventivo não apenas na seara científica, mas em outras áreas das atividades humanas – como o esporte e a música -, citado até mesmo por quem jamais o reconheceria se o visse numa revista em quadrinhos.
“Acho que todo cartunista que já fez tiras de quadrinhos colocou em algum momento um inventor maluco em sua obra.
Chapéu pensador (uma máquina maluca em forma de telhado com uma chaminé onde moram alguns corvos, que supostamente o auxiliariam a formular idéias para suas invenções ). Philip de Lara, nascido em 1914, nos Estados Unidos, foi o responsável pelo desenho das primeiras histórias do Chapéu Pensador do Prof. Pardal (“Cada Era com o seu Progresso”, de 1965), do Pascoal, sobrinho do Prof. Pardal (“Alô! Alô!”, de 1966) e do Cifrônio, antigo vigia da caixa-forte (“A Estranha Carga para Istambule”, de 1968).

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12.446 – Marvel no Cinema – CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL


capitão am
Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Crítica
Antes, um lembrete aos fãs da cultuada série de HQ nas quais o filme é baseado. Não é de agora que as adaptações para o cinema dos quadrinhos (sobretudo da Marvel) se distanciaram das obras originais, seja por questões econômicas referentes aos direitos dos estúdios, seja por motivos contratuais (econômicos?) envolvendo os atores. O fato é que Civil War se distancia – e muito – do arco de sete revistinhas que contam o núcleo dessa história, mas se mantém fiel ao espírito do texto original.
Depois que o ataque de Ultron – e a defesa dos Vingadores, como consequência – deixou um rastro de destruição em Vingadores: Era de Ultron, os políticos resolveram que os super-heróis deveriam se registrar, como medida para conter possíveis futuros estragos envolvendo esse tipo de conflito em larga escala (e ter a quem responsabilizar em caso de erros). Steve Rogers (Chris Evans) é contra a medida (para ele, o anonimato é uma das condições que possibilitam que a turma realize um bom trabalho); já Tony Stark (Robert Downey Jr.) acredita que os heróis devem cooperar com o Estado. Com seguidores em ambos os lados, está armado o cenário para o confronto.
O grande barato dessa trama é que não há um lado certo – mérito maior, portanto, do time de autores dos quadrinhos, encabeçado por Mark Millar. Cada um briga pelo ideal em que acredita, o que tira a pecha maniqueísta que costuma dominar o mundo ilustrado da luta do bem contra o mal. O ponto de partida – mantido no filme, embora muito menos explorado – credencia essa como a trama mais madura do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) até aqui. É um conflito de ideias (bom, até a página… três, pelo menos) antes de ser um embate pessoal.
Mas trata-se de um enredo mais universal – e aqui entra o talento dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely –, já que a briga tem repercussão em diversos pontos da Terra – e não só em Nova York, Gotham ou Metrópolis (mesmo que o longa-metragem coloque o bairro do Queens no mesmo nível de importância de uma cidade como Berlim). Enquanto as HQ´s apresentam um início e fim muito claros, com um desenvolvimento um tanto repetitivo em termos de narrativa, há mais nuances no desenrolar do texto do filme que, inclusive, resgata o vilão Zemo (Daniel Brühl), de outros carnavais do Capitão América.
Visualmente, a opção é por uma estética solar – outro ponto que distancia a Marvel da DC nos cinemas, aliás –, o que favorece uma melhor visualização das cenas de luta, tão (mais) bem coreografadas, quanto executadas. Ponto para os diretores Anthony e Joe Russo.
Com um filme-solo previsto para estrear em 2018, o Pantera Negra não só debuta, como ganha peso, claro. Chadwick Boseman dá conta da responsabilidade, adotando uma postura comprometida e um sotaque perfeito para o personagem originário da fictícia Wakanda. Mas, caso você esteja se perguntando, a resposta é sim, quem rouba a cena é o novo Homem-Aranha. A (re)introdução de um personagem já tão explorado nos cinemas veio a calhar com a versão teen do Cabeça de Teia (Tom Holland, no auge do carisma), que vai fazer com que você torça por (mais) uma aventura individual do rapazinho nos cinemas. Parte da santíssima trindade da Marvel da galhofa (ao lado do Homem de Ferro e do Homem-Formiga de Paul Rudd), a ele cabem os melhores diálogos.
Tramas de super-heróis, em maior ou menor grau, pecam – necessariamente – pela falta de lógica científica (nem o mais experiente físico é capaz de defender as trajetórias que o escudo do Capitão América percorre) e a (re)introdução do Homem-Aranha como um herói de primeira viagem serve como uma autoironia para este universo – até uma autocrítica ao próprio roteiro, numa segunda análise. (Afinal, convenhamos, se o Visão, Paul Bettany, resolvesse entrar na briga pra valer, o confronto estaria fadado ao fiasco e, consequentemente, não haveria filme).
No fim, a cumplicidade entre os heróis aqui é mais nítida do que em Vingadores 1 e 2 (não à toa, Capitão América: Guerra Civil vem sendo chamado de “Vingadores 2,5”), mesmo em um cenário que os coloca em lados opostos. E o resultado é não só divertido, como emocionante, palatável tanto para gregos, quanto troianos, ou seja, vale para iniciantes e fanboys.

10.627 – Quadrinhos- Momentos chocantes


batman homicida

Recheados de momentos em que precisamos aplicar a “suspensão de descrença” e entender que situações absurdas e impossíveis fazem parte do estilo dessa mídia. Porém, por mais que você esteja familiarizado com essas histórias, há certos eventos que são difíceis de aceitar, causando certa indignação nos leitores mais fiéis.
A lista a seguir traz alguns eventos de mau gosto no mundo dos super-heróis, em que eles agem completamente fora do personagem, tornando-se corruptos, homicidas ou pervertidos.
Você já sabe a regra: o Batman não usa armas, o Batman não mata. Porém, na memória dos fãs de longa data do herói, essa é uma regra que já foi quebrada. Nos primeiros dois anos do Homem Morcego, ele não apenas usava uma arma de fogo para lutar contra vilões — e ocasionais vampiros —, mas os matava de formas variadas, fazendo comentários pouco heroicos em seguida.

super sexy

Superman fazendo um filme pornográfico
Em uma história dos anos 80, o Superman e a heroína Grande Barda são controlados mentalmente por um vilão chamado Sleez. O personagem esquisitão então obriga ambos os poderosos paladinos a encenarem um filme pornográfico. Sim, o escoteiro azul fazendo sexo… Com uma mulher casada… E sendo filmado.
Ainda que o “Código das Revistas de Super-herói” tenha privado os leitores de cenas explícitas, o que os dois supostamente fizeram lá foi enviado pelo vilão Darkseid ao Senhor Milagre, marido da Big Barda. Na imagem acima, podemos ver sua reação de horror. Ambos foram salvos da situação quando Milagre descobriu onde eles estavam e intervindo.

Lanterna Verde se transforma em um genocida
A saga “A Morte do Superman” foi uma história de grande repercussão que gerou diversas consequências no universo da DC durante os anos 90. Uma delas foi a aniquilação de Coast City, cidade natal de Hal Jordan, o mais famoso membro da Tropa dos Lanternas Verdes nos quadrinhos — sim, aquele interpretado pelo Ryan Reynolds no filme.
Após um tempo, Hal tenta usar a energia do planeta Oa, onde ficava a bateria central dos anéis de poder, para reconstruir a cidade. Os Guardiões, anciões que comandam a Tropa e essa energia, não permitem. Jordan simplesmente enlouquece e assassina praticamente todos os Guardiões e Lanternas Verdes, destruindo Oa em seguida. Essa história é conhecida como “Crepúsculo Esmeralda”.
Por um tempo, ele age como vilão, assumindo o nome de Parallax, mas alguns anos depois é redimido por roteiristas que fizeram com que o genocídio fosse obra de uma entidade alienígena que possuiu o herói.

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10.123 – Vilões famosos dos quadrinhos


coringa

Coringa:
O principal inimigo do Batman teve sua origem depois de um personagem chamado Gwynplaine, retirado de uma adaptação para os cinemas feita pelo diretor alemão Paul Leni— intitulada O Homem Que Ri. O ardiloso maluco de Gotham City levou consigo a estranheza, bem como a assustadora maquiagem da face pouco amistosa de seu inspirador, cuja aparência simula uma feição de riso eterno.

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Erik Magnus Lehnsherr — Magneto
O eterno vilão mais querido do universo dos X-Men teve sua criação depois de uma das figuras mais importantes da luta pelos direitos humanos. Erik Lehnsherr foi baseado em ninguém menos do que o próprio Malcom X, justamente no período crítico em que o ele e Luther King batalhavam contra a opressão racial — o que é justamente o grande ideal do controlador do magnetismo. Vale lembrar que a dupla Stan Lee e Jack Kirby optaram por fazer de Magnus um pouco menos pacifista do que seu amigo Prof. Xavier e por essa razão é que o personagem figura nesta lista de vilões.
Círculo Interno do Clube do Inferno
Outra dupla de talentosos produtores por trás das histórias dos Fabulosos X-Men certamente foi Chris Claremont e John Byrne, que fizeram o favor de criar o Clube do Inferno durante a primeira saga da Fênix Negra.
Entre os membros da versão inaugural dessa confraria de muito dinheiro e poder, encontramos o Mestre Mental (baseado no ator britânico Peter Wyngarde), o temível Sebastian Shaw (baseado no ator Robert Shaw), Donald Pierce (baseado no ator Donald Sutherland), Harry Leland (baseado em Orson Welles) e a bela Ema Frost (baseada em uma personagem do cinema interpretada por Diana Rigg).

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Galactus — O Devorador de Mundos
É uma das entidades que representa uma das existências mais antigas de todo o universo Marvel, sendo considerado ao lado das forças essenciais da natureza (assim como a morte). O personagem também foi criado por Stan Lee e Jack Kirby, com a intenção de representar algo que estivesse além de conceitos como o bem e o mal. E exatamente por essa razão que a dupla se baseou no próprio criador de todo o universo para fazer o devorador de mundos. Isso mesmo, Galactus é uma espécie de Deus do Universo Marvel.

O Caveira
O temível inimigo do Capitão América, que (de acordo com os dois últimos longas do herói para o cinema) também conta com uma força sobre-humana, conta com uma inspiração no mínimo “estranha”, por assim dizer. Joe Simon, um dos criadores do alter ego de Steve Rogers, revelou que se baseou em uma sobremesa para a criação do vilão. Isso mesmo, quando você vê aqueles ossos rubros sobre o pescoço do nazista, que tal imaginar um sundae de chocolate com uma cereja no topo? Pois foi exatamente isso que Simon fez…

10.054 – Marvel no Cinema – ‘Capitão América 2’ bate recorde na estreia nos EUA


Capitão América 2: O Soldado Invernal, continuação de Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), manteve a tradição dos longa de super-heróis da dupla dinâmica Marvel e Disney e estreou em primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos, com a módica quantia de 96 milhões de dólares arrecadados no primeiro fim de semana em cartaz. As informações são do site Box Office Mojo.

O valor é um recorde para o mês de abril, que até então tinha o longa Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (2011), com 86,2 milhões de dólares como a melhor estreia do período. Somada às bilheterias de outros países que já estrearam a produção, a sequência do herói americano arrecadou 194 milhões de dólares.

Assim como as continuações Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, o novo longa do Capitão América cresceu nas bilheterias impulsionado pelo sucesso do bilionário Os Vingadores.

Enquanto Homem de Ferro 3 teve um crescimento de 36% em sua bilheteria, comparado ao filme anterior da franquia, e Thor: O Mundo Sombrio aumentou 30%, Capitão América 2: O Soldado Invernal arrecadou 48% a mais que seu primeiro filme pré-Vingadores.
No entanto, o recorde de herói da Marvel mais bem sucedido ainda está nas mãos de Homem de Ferro (2008), que alcançou 98,6 milhões de dólares em um fim de semana.
No Brasil, a nova aventura do Capitão América chega aos cinemas no dia 10 de abril, e repete no elenco Chris Evans no papel do herói principal, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Scarlett Johansson como a Viúva Negra e Sebastian Stan como o Soldado Invernal.

9888 – Mega Memória – As Figurinhas Carimbadas


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Os primeiros álbuns chegaram ao Brasil na década de 40 e traziam jogadores de futebol. Logo, colecionar a foto de seus ídolos virou mania entre os meninos. Foi nessa época que nasceram termos que, ainda hoje, fazem parte do nosso vocabulário, como “figurinha difícil” (algo árduo e trabalhoso) e “trocar figurinha” (conversar).
Nos anos 60, surgiram as figurinhas carimbadas que podiam ser trocadas por prêmios. Alguns álbuns davam prêmios a cada página completada. Abrir um pacotinho era uma emoção: eram duas ou três chances em cada envelope. Os prêmios acabaram proibidos depois de denúncias de que as empresas simplesmente não imprimiam algumas figurinhas. Para as repetidas, a solução era trocar com os amigos ou jogar bafo.
Em 1976, surgiram as figurinhas autocolantes, o que aumentou muito as vendas. Nas décadas de 80 e 90 ficaram populares os álbuns de personagens e filmes de cinema e da tevê.

Carros de Corrida (1969)
Mickey e Donald apresentavam a história do automobilismo. Na pista, máquinas possantes como o Porsche 1965 e a biografia de pilotos como Emerson Fittipaldi e Chico Landi
Superman (1979)
O mais legal do álbum era a última página, em que várias figurinhas formavam um pôster do herói. Nas outras 30 apareciam cenas do filme, os personagens e o nome dos atores
Galeria Walt Disney (1976)
A grande novidade eram as figurinhas autocolantes. Muita gente decorava cadernos, agendas e estojos, deixando álbuns vazios. Outra razão do sucesso foi o fato de atrair a atenção de meninos, meninas e adultos
Chapinhas de Ouro (1979)
Inesquecível álbum de figurinhas redondas e metálicas. Dá para imaginar como o álbum ficava pesado depois de colar as 211 chapinhas que, apesar do nome, eram de aço? O difícil era jogar bafo com figurinhas tão pesadas
Brasil CampeÃo (1958)
Pelé, Zagalo, Garrincha e todos os craques da seleção campeã do mundo na Suécia. Eram apenas 24 figurinhas e o álbum foi lançado depois da conquista
Guerra nas Estrelas (1978)
As figurinhas reproduziam as cenas e tinha um texto que narrava a história, assim o álbum completo parecia com uma fotonovela estrelada por Luke Skywalker e Darth Vader
Turma do Paulistinha (1980)
500 cruzeiros em notas fiscais valiam um pacote com dez figurinhas e o álbum completo dava direito a concorrer a prêmios: entre eles, uma Belina e um Dodge Polara. Só foi lançado em São Paulo
Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
Além da galeria de personagens, havia uma história em branco para preencher com figurinhas em transfix (lembra aquele plastiquinho que você raspava com a unha de um lado e o desenho saía do outro?)
Amar É … (1982)
Um casal peladinho definia o amor com uma frase romântica: “Amar é … dividir tudo, mesmo um saquinho de pipoca ou percorrer a nave da igreja em direção ao altar”. Os cenários, cabelos e roupas dos personagens mudavam de acordo com a frase
Bem me quer (1982)
“Você pediu minha mão e levou meu coração.” As figurinhas com o casal de namoradinhos e frases adocicadas ficaram famosas entre meninas do mundo todo. A australiana Sarah Kay se transformou em celebridade internacional por causa delas
Campeonato Brasileiro (1990)
Além da tabela com todos os jogos, havia fichas completas dos jogadores dos 20 times que disputavam o torneio. Foram vendidas mais de 300 milhões de figurinhas. O número foi superado pelo álbum do campeonato de 1994: 335 milhões, até hoje um recorde
Ping Pong Espanha 82 (1982)
Algumas seleções vinham completas, com fotos de todos os jogadores (a do Brasil tinha até gente que não foi para a Copa). Outras, como El Salvador e Nova Zelândia, vinham pela metade. Mas até hoje tem gente que se lembra do goleiro Arzu, de Honduras
Pokémon (1999, 2001 E 2002)
Os esquisitos personagens japoneses protagonizaram três álbuns. Juntos, eles venderam 280 milhões de figurinhas
Por onde anda Sarah Kay?
A artista ainda mora na mesma casa em Sydney, onde há 20 anos criou o casalzinho apaixonado que virou febre mundial. Ela, que criou os personagens para entreter os filhos Adam e Allison, hoje ganha a vida licenciando seus desenhos para fabricantes de cartões e bonecas.
Truques do bafo
As regras do jogo eram variáveis, o que acabava gerando polêmica. Bater com a palma das mãos ao lado do monte para que o vento virasse as figurinhas valia no meu prédio, mas na escola era considerado crime. Porém lamber ou passar a mão no rosto suado para que as figurinhas grudassem era sempre proibido.

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1. Brasil Campeão (1958)
2. Carros de Corrida (1969)
3. Galeria Walt Disney (1976)
4. Guerra nas Estrelas (1978)
5. Superman (1979)
6. Chapinhas de Ouro (1979)
7. Turma do Paulistinha (1980)
8. Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
9. Turma da Mônica (1981)
10. Tex Willer (1981)
11. Bem me quer (1982)
12. Ping Pong Espanha 82 (1982)
13. Amar É … (1982)
14. Olimpíadas de 84 (1984)
15. Rainbow Brite (1984)
16. Bebês Moranguinho (1987)
17. Campeonato Brasileiro (1990)
18. PokÊmon (1999, 2001 e 2002)

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9879 – Cinema – Batman, O Cavaleiro das Trevas


batman cavaleiro

Lançamento 18 de julho de 2008 (2h27min)
Dirigido por Christopher Nolan
Com Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart mais
Gênero Ação , Drama , Suspense
Nacionalidade EUA , Reino Unido

Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gotham City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa (Heath Ledger) e o contratam para combater o Homem-Morcego.

Curiosidades e bastidores
Este é o 7º filme com atores em que o personagem Batman é visto. Os demais foram Batman, o Homem-Morcego (1966), Batman (1989), Batman – O Retorno (1992), Batman Eternamente (1995), Batman & Robin (1997) e Batman Begins (2005).
Este é o 1º filme do Batman que não tem o nome do personagem em seu título original.

O diretor Christopher Nolan e os co-roteiristas David S. Goyer e Jonathan Nolan decidiram não explorar no filme a origem do Coringa. O motivo era mostrar o personagem como sendo absoluto.

Filme Póstumo
Para se preparar para o Coringa, Heath Ledger viveu sozinho em um hotel por um mês, desenvolvendo o lado psicológico, a postura e a voz do personagem. Ledger iniciou um diário, onde escrevia os pensamentos do Coringa e os sentimentos que o guiavam durante sua performance. O ator faleceu em 22 de janeiro de 2008, antes da estreia do filme.
No dia em que foi anunciado o falecimento de Heath Ledger a Warner Bros., produtora do filme, declarou que todas as cenas com o ator estariam presentes na versão final de Batman – O Cavaleiro das Trevas.

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O diretor Christopher Nolan declarou que sua maior influência para este filme foi o longa Fogo Contra Fogo (1995).
Jerry Robinson, um dos criadores do Coringa nos quadrinhos, foi contratado como consultor do filme.
As filmagens ocorreram entre 18 de abril e 11 de novembro de 2007.
Parte das filmagens foram feitas no formato IMAX, um antigo sonho do diretor Christopher Nolan.
A roupa do Batman usada por Christian Bale dava mais conforto ao ator, permitindo também que fosse mais ágil.
Para a cena de abertura foi criada uma bola de fogo de 60 m de altura, em Battersea Powers Station, na cidade de Londres. Vários moradores locais entraram em pânico devido a isto, por acreditar que se tratava de um ataque terrorista.
A maquiagem do Coringa era formada por três pedaços de silicone, que levavam uma hora para serem aplicados em Heath Ledger.

OSCAR
2009
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante – Heath Ledger
Melhor Edição de Som

Indicações
Melhor Fotografia
Melhor Direção de Arte
Melhor Maquiagem
Melhor Som
Melhor Edição
Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
2009
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante – Heath Ledger

https://www.youtube.com/watch?v=qDuz7P5AxVw

9719 – Os Quadrinhos invadem o Cinema


h de aço

O Pioneiro
Em 1978, Richard Donner inaugurou a era das grandes adaptações de HQs. Superman revelou Christopher Reeve e contou com Marlon Brando, que ganhou US$ 3,7 milhões, maior cachê do cinema até então. A quinta parte da série saiu em 2006.

BATMAN
Ele estreou no cinema nos anos 60. Só voltou na virada dos 80 para os 90, ganhando um tom lúgubre. Em seguida, naufragou em fiascos com uniformes de mamilos salientes. E voltou em 2005, na mais bem-sucedida fase do herói.

OS MUTANTES
As adaptações de X-Men tiveram muita liberdade criativa, com direito a modernização de uniformes e histórias. A “primeira classe”, tratada no último filme, por exemplo, não tem os mesmos personagens das HQs originais.

QUARTETO FRACASSO
Um estúdio alemão rodou Quarteto Fantástico às pressas em 1994. Não chegou à telona, mas o filme virou relíquia. Os heróis só iriam para o cinema em 2005.

Poster do filme
Poster do filme

MAIORES NO CINEMA
Antes de virar filme, Homens de Preto era história em quadrinhos. Ela foi publicada em 1990 e era bem diferente do longa, com um tom mais sério. Assim como a HQ do Máscara dos anos 80, em que o personagem era sádico, parecido com o Coringa.

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9673 – Universo Marvel – Por que o Hulk é verde?


Hulk
Hulk

Por causa de um erro na gráfica. Em sua primeira edição, em maio de 1962, o Hulk era cinza, supostamente porque o roteirista Stan Lee queria uma cor sem conotações étnicas. Mas o colorista Stan Goldberg reclamou da qualidade da impressão da revista, na qual a tonalidade acabou variando muito – em algumas cenas, o cinza mais parecia verde. Para resolver o problema, a dupla assumiu de vez a nova cor. (E essa não foi a única correção retroativa proposta por Lee: o alter ego do herói, Bruce Banner, passou a se chamar Robert Bruce Banner quando Lee o chamou, por engano, de “Bobby” em uma edição). No fim da década de 1980, o roteirista Peter David retomou o Hulk cinza, como uma nova personalidade do herói, mais inteligente e manipuladora, rebatizada como Tira-Teima. E a coisa não parou por aí: o monstrão já ganhou versões azul, vermelha e laranja.

Nos anos 1960, o verde imprimia tão bem que vários vilões do Homem-Aranha também ganharam essa cor: Dr. Octopus, Electro, Lagarto, Escorpião…

9616 – Universo Marvel – Sal Buscema


desenho sal buscema

Sal Buscema é o caçula de quatro filhos, precedido pelos irmãos Al (nascido em 28 julho de 1923) e John (1927-2002), o último dos quais se tornar um célebre história em quadrinhos artista e a irmã Carol.
Nascido em Nova York, Silvio “Sal” Buscema já desenhava para o Exército em 1956. Começou profissionalmente sua carreira de quadrinhista nos anos 60, como arte-finalista de seu irmão John Buscema. Seu primeiro trabalho na editora Marvel data de 1968 (*), possivelmente arte-finalizando o western “Gunhawk” (conhecido no Brasil como “Red Lara” e “Red Lance”). Logo Sal se torna um dos mais prolíficos artistas daquela empresa, com trabalhos em títulos como “Homem-Aranha”, “Capitão América”, “Hulk”, “Thor” e “Amazing Spider-Girl”, entre outros.

Com o hábito de dar arte-final em seu próprio trabalho, Sal mudou-se para a editora DC em 1996 (*), artefinalizando Ron Frenz em “Superman”.

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9174 – Dos Quadrinhos para o Cinema – O Universo do Homem de aço


superman

Origem

Criado em 1933 por Jerry Siegel, o Super-Homem, que era originalmente um vilão, foi repaginado um ano depois com a ajuda do amigo de Siegel, Joe Shuster, e apareceu pela primeira vez em uma história em quadrinhos publicada em abril de 1938 (capa de junho), na revista Action Comics nº 1, da National Allied Publications, que se tornaria a editora americana DC Comics. Siegel, responsável pelo roteiro das histórias, e Shuster, o ilustrador, passaram boa parte da adolescência na cidade de Cleveland, tentando vender as aventuras do personagem de editora em editora, mas nenhuma se interessava por um extraterrestre fortão com a cueca por cima da calça. Até que, em 1938, quando ambos já tinham 24 anos, a National Allied Publications se interessou pelo trabalho da dupla e adquiriu os direitos de publicação do Super-Homem pelo valor irrisório de 130 dólares, na época.

Um ET do Bem
Muito antes de se chamar Clark Kent, o Super-Homem nasce como Kal-El em Krypton, planeta habitado por uma raça humanoide. Como Krypton está para ser destruído, o cientista Jor-El, pai de Kal-El, envia a criança para a Terra em um foguete. Na primeira história do herói, não há qualquer predileção pela Terra: Kal-El, que é de uma raça evoluída, vem para cá apenas para se salvar. Depois, porém, os quadrinhos desenvolverão a tese de que o pai o enviou para a Terra porque a radiação do seu sol amarelo – o de Krypton era vermelho – o tornaria poderoso.

A nave cai na cidade de Pequenópolis (Smalville), perto de onde está passando, de carro, o casal de fazendeiros Martha e Jonathan Kent. Sem filhos, eles adotam o bebê, a quem dão o nome de Clark. O menino não demora a dar mostras de que é diferente: ainda de fraldas, levanta uma poltrona com uma única mão. Jovem adulto, corre mais rápido que um trem, tem a pele impenetrável a balas e salta prédios como quem pula corda – no primeiro gibi, o herói não voa, poder que ele só vai adquirir mais tarde, à medida que a editora elabora o universo do personagem.

Já ciente dos seus poderes, Clark se muda para Metrópolis, onde leva uma vida dupla. De dia, e de óculos, ele é repórter de jornal – que se chama ‘Daily Star’ no início e depois passa a se chamar ‘Daily Planet’ – e à noite, de capa e cueca para fora, ele é um super-herói. Também no primeiro gibi, o apelido de Super-Homem aparece depois que o herói, ao tentar alertar o governador sobre uma inocente sentenciada à cadeira elétrica, arranca a porta de aço que guarda o quarto do político e escapa ileso ao tiro que o segurança do governador lhe dá. “Você já ouviu falar de Super-Homem?”, pergunta, em reunião, o editor do jornal a Clark, que o olha assustado. “Quê?” O editor está passando a ele a pauta que lançará e consagrará o apelido: ele deve perseguir o herói. “Se eu não puder localizá-lo”, diz então Clark, em uma típica piadinha de gibi americano. “Ninguém mais poderá.” Mais tarde, outras origens para o apelido aparecerão, nos quadrinhos, na TV ou no cinema. Em uma dessas versões, é a jornalista Lois Lane, amada de Clark, quem dá a alcunha ao herói.

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Os poderes do Super-Homem

Além da capacidade de não se envergonhar por usar a cueca por cima da calça, o herói tem poderes sobre-humanos, que utiliza para defender os cidadãos de bem de catástrofes e vilões ensandecidos. A força descomunal que o personagem tem permite a ele levantar carros e aviões. O Super-Homem também é capaz de voar e de se locomover em alta velocidade, mesmo caminhando, além de ter audição mais apurada do que o normal e ser invulnerável a quase tudo, de doenças a acidentes. A visão do mocinho é um capítulo à parte. Ele consegue ver através de objetos sólidos com sua visão de raio-X, enxerga a longa distância sem precisar de óculos — os que Clark usa são apenas um disfarce, o mais fajuto já criado nos quadrinhos — e, graças à visão infravermelha, detecta fontes de calor.

A Morte do Super-Homem capa

Nem sempre, no entanto, o Super-Homem foi indestrutível. Os poderes e a vulnerabilidade do herói sofreram alterações ao sabor da criatividade de seus roteiristas e dos interesses comerciais da editora DC Comics. Em 1993, na edição 75 da revista Superman, que vendeu 3 milhões de exemplares só nos Estados Unidos, ele morre de tanto apanhar do vilão Apocalypse. Sua ressurreição se deu na sequência, em uma minissérie de três volumes, em que, graças aos banhos curativos que o Erradicador, um personagem que tenta se passar pelo herói na sua ausência, e à energia solar que ainda tem no corpo, o Super-Homem renasce.
Em outras histórias, também na década de 1990, o Super-Homem tem seus poderes diminuídos e modificados. Em uma delas, ele chega a se dividir em dois: o Super-Homem Vermelho e o Super-Homem Azul, cada um com poderes diferentes – e rivais na disputa pelo amor de Lois Lane. Na revista Millenium Giants, de 1998, os dois se unem para salvar o mundo, e essa reunião traz de volta o Super-Homem único, que, prova o gibi, é necessário para cuidar da Terra.

Os poderes do Super-Homem são seriamente afetados quando o personagem é exposto a kriptonita, um material radioativo originário da terra natal do herói, Krypton. A proximidade com o material enfraquece seus poderes e, caso persista por longo período, pode ser letal.

A Morte do Super-Homem pg 000

Cueca por cima da calça, insígnia no peito, botas e capa vermelha sobre um collant azul. O uniforme do Super-Homem é manjado, né? Nem tanto assim. Uma análise detalhada do vestuário do super-herói ao longo dos anos mostra que ele já mudou, e muito. Já teve versão mais sombria, faceira e até uma releitura à la Chico Bento, o personagem caipira da Turma da Mônica – na verdade, uma referência à infância do herói, passada na fazenda do casal Martha e Jonathan Kent, que o adotou assim que caiu na Terra, em um foguete enviado do planeta Krypton, do jeito como veio ao mundo.
Filho de Krypton (1934)
Idealizado por Jerry Siegel e desenhado por Joe Shuster, o “piloto” do Super-Homem tinha capa, bota e cueca alaranjadas sobre o tradicional uniforme azul e, no peito, o escudo amarelo com um “S” no centro.

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Action Comics #1 (1938)
Quatro anos depois, o que era laranja ficou vermelho, e o Super-Homem estreou nos quadrinhos em uma história de 13 páginas da primeira edição da revista Action Comics. O herói nascido no fictício planeta Krypton continuava com o “S” no peito e podia levantar um carro com as próprias mãos, entre outras façanhas.

Para o alto e avante (1940)
Em 1940, foram criados os primeiros vilões do Super-Homem, que pela primeira vez usou sua capa para voar – antes, ele “só” saltava alturas monstruosas. Em Superman, sua estreia nos desenhos animados, produzida pela Paramount Pictures,o azul do uniforme ficou mais escuro e o escudo no peito reapareceu preto, com o “S” vermelho um pouco maior do que antes.

O “S” no peito (1971)
Trinta e um anos depois, na revista O Homem do Amanhã (Man of Tomorrow), o Homem de Aço retomou as cores da sua primeira história. A diferença era o “S” no peito. Vermelha, maior e mais rechonchuda, a letra ocupava quase todo o emblema amarelo, que se tornaria a marca registrada do herói.

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Uniforme preto (1993)
Em 1993, depois de virar purpurina nas mãos do monstro Apocalypse, no gibi A Morte do Super-Homem, o Homem de Aço ressurge em um inédito uniforme preto de escudo e braceletes prateados e de penteado argentino. Ele ainda tenta convencer as pessoas de que é o herói ressuscitado – outros quatro diziam a mesma coisa –, mas, com esse cabelinho, ficou difícil até para Lois Lane, sua mulher na história, acreditar.

Super-Homem, o retorno (1993)
Ressuscitado da morte a pancadas recebida do vilão Apocalypse, o Super-Homem volta a aparecer nos quadrinhos com seu uniforme tradicional e o cabelo mais longo e desarrumado.

Metropolis (1996)
Em 1996, a DC Comics publicou uma versão do Super-Homem inspirada no filme Metropolis, do alemão Fritz Lang. O uniforme não tem capa e, na parte do tronco, imita uma camisa metade vermelha, com o escudo do “S” amarelo, metade azul.

Azul e branco (1997)
Em Super-Homem: O Homem de Aço, o herói tem os poderes transformados em energia elétrica e se divide em dois: o Super-Homem Vermelho e o Super-Homem Azul, cada um com poderes diferentes – mas com o mesmo penteado à la Neymar e rivais na disputa pelo amor de Lois Lane.

Vermelho e branco (1997)
Ao contrário da versão azul, mais cerebral, calma e serena, o Super-Homem Vermelho é emocional, rebelde, agressivo e impulsivo.

Guerreiro da União (1998)
Com o nome de Atticus Kent e um visual do século XIX, inspirado em uniformes da Guerra Civil Americana, o Super-Homem vive um soldado da União na HQ Uma Nação Dividida (A Nation Divided). Farda azul, faixa amarela na cintura, bota cinza, costeleta no rosto e as inscrições “USA” no escudo, em vez do “S” sozinho, são as marcas distintivas da versão. Não é que o Super-Homem volte no tempo: o gibi imagina o que teria sido do herói se ele tivesse caído no sul dos Estados Unidos durante a Guerra de Secessão, e sido adotado por abolicionistas.

Sobrevivente (1998)
No gibi A Última Chama (Distant Fires), o Super-Homem aparece como um sobrevivente do Armageddon, a batalha do final dos tempos. Ele se veste com um uniforme azul pálido, cabelo comprido e as indefectíveis bota, capa e cueca vermelhas.

Armadura de ferro (1998)
O Homem de Aço apareceu em uma armadura preta com capa vermelha e detalhes da mesma cor no peito, nas pernas e nos braços. Um capacete preto acompanhava o uniforme do herói na edição de Super-Homem: O Lado Negro (The Dark Side).

De volta do cativeiro (1999)
Ao ser resgatado por seu filho, anos depois de ser feito refém por terroristas, um Super-Homem envelhecido tem de se enquadrar nas normas da nova Liga da Justiça e passa a vestir uniforme preto, com capa, bota e escudo brancos. A história está na revista O Filho do Super-Homem.

Super-Lanterna (2000)
Na história de O Último Filho da Terra (Last Son), que se passa em uma realidade alternativa, Clark Kent é enviado de Krypton para outro planeta, não a Terra, e encontra o anel do Lanterna Verde, mais um herói da DC Comics. O universo paralelo tem uniforme próprio: azul com botas e luvas brancas e, no peito, em vez do tradicional “S”, o escudo do Lanterna Verde.

Superman soviético (2003)
O Super-Homem também esteve do outro lado do Muro de Berlim. A história Super-Homem: Entre a Foice e o Martelo (Red Son) fantasia como seria a vida do herói se o foguete em que foi disparado de Krypton, ainda bebê, caísse na antiga União Soviética, e não nos Estados Unidos. Lá, ele ganha uma cueca preta sobre o uniforme cinza e um escudo vermelho estampado pela foice e pelo martelo, símbolos do comunismo.

Soldado 2, a missão (2008)
Clark Kent volta à guerra. Desta vez, em um conflito na fictícia cidade de New Krypton, cenário da história O Mundo de Novo Krypton (World of New Krytpon), ele usa uniforme militar preto e cinza, sem capa, e apetrechos de batalha como um estojo porta-armas na lateral.

Animado (2010)
Em uma versão mais moderna para os desenhos animados, o Super-Homem volta ao estilo original, com uniforme azul, capa, cueca e botas vermelhas, além do escudo amarelo com o “S” no meio. As cores estão saturadas, como se quisessem reafirmar o modelito clássico.

Caipira (2011)
Em Superman, série da Action Comics com 52 novas edições da história do Super-Homem, a DC Comics introduziu um herói mais para Chico Bento, de jeans e camiseta, que para Homem de Aço. A história faz parte de uma aventura retrô e mostra os primeiros dias do super-herói, que ainda aprendia a usar seus poderes na propriedade dos pais adotivos, os fazendeiros Martha e Jonathan Kent.

Pele e osso (2011)
Magricela, essa versão do Super-Homem conta a história do herói tratado como ameaça pelo governo e mantido confinado, longe de sua fonte de energia, publicada com o título Ponto de Ignição Especial (Flash Point). Mal tratado, ele aparece abatido em um uniforme inteiro preto, com um círculo amarelo sob um “S” vermelho e fino no peito.

High-tech (2011)
Em outra história de Superman, série da Action Comics com 52 novas edições da história do Super-Homem, o personagem rejuvenesce e ganha um uniforme mais moderno, de aparência robotizada, que incluía até gola alta, com colete à prova de balas e sem a tradicional cueca vermelha por cima da calça.

Do além (2012)
Em Superman ao Infinito (Beyond), o Super-Homem aparece mais velho novamente e com um uniforme com detalhes brancos no braço, no “S” do escudo e, claro, no cabelo.

Homem de Aço (2013)
O mais novo Super-Homem, do filme Homem de Aço (2013), é elegante. Seu uniforme é azul escuro e sem a cueca vermelha por cima. Esta é também a versão mais sarada do herói.

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Quadrinhos
O personagem Super-Homem foi criado em 1933 por Jerry Siegel como vilão de uma história chamada The Reign of the Superman (O Reino do Super-Homem, em português). Depois de rever o caráter do personagem e transformá-lo em bom moço, Siegel se juntou ao ilustrador Joe Shuster, seu amigo de infância, para desenvolver uma nova história, que apareceria cinco anos mais tarde na revista Action Comics nº 1, da National Allied Publications, que se tornaria a editora americana DC Comics. Antes da editora, outras disseram não ao personagem, que a dupla oferecia a uma bagatela. Mal sabiam o que estavam perdendo. Sucesso de público, o Super-Homem se tornou o primeiro herói da National Allied Publications a ter uma revista só sua, criada em 1939, em edições trimestrais. A Superman nº 1 apresentou as origens do personagem e resgatou as suas primeiras aventuras, contadas na Action Comics.

Em 1945, o Super-Homem ganhou uma versão adolescente, o Superboy, também criada por Siegel. Apesar da querela judicial que se seguiu, já que o roteirista não havia autorizado a publicação das aventuras e não recebeu nada a mais por elas, a versão teen do super-herói teve boa aceitação e até revistas próprias, Superboy e The New Adventures of Superboy. A briga em torno do novo personagem levou à separação entre a National Allied Publications e a dupla Siegel e Shuster, que foi demitida e parou de assinar as sagas do Super-Homem. Depois de 1986, quando a editora promoveu mudanças em seu universo ficcional, o Superboy deixou de ser uma versão adolescente do Super-Homem, tornando-se um personagem independente.

O herói teen não foi, aliás, o único ponto de discórdia entre os autores e a editora. Em 1973, já distantes da companhia, Siegel e Shuster tentaram fazer com que a National Comics – nome que a National Allied Publications adotou antes de DC Comics, do final da década de 1970 – renovasse o contrato pelos direitos das histórias do Super-Homem. E que pagasse por isso, é claro. A justiça americana, no entanto, entendeu que a empresa já tinha garantido os direitos de renovação e deu ganho de causa à National.

8611 – Quadrinhos – Qual foi o 1° Heroi da Marvel?


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Na verdade, foram dois: Tocha Humana e Namor, o Príncipe Submarino. Ambos foram criados em 1939, quando a editora ainda se chamava Timely Comics. Estrearam na primeira revista da empresa, a Marvel Comics no 1.
Alguns consideram Namor o primeiro super-herói, pois estava na revista Motion Pictures Funnies Weekly no 1, que foi apresentada a donos de cinemas para ser distribuída nas salas. No entanto, ela não foi publicada porque os empresários não quiseram financiá-la. Tocha e Namor. lutaram juntos na HQ Os Invasores e depois ganharam sua própria revista: The Human Torch e Sub-Mariner Comics, respectivamente, que duraram até 1949. Com o surgimento da Marvel, em 1961, Namor foi reinventado como um anti-herói e uma nova versão do Tocha passou a integrar o Quarteto Fantástico.

Curiosidade: O Tocha Humana não é o mesmo do Quarteto Fantástico – este só surgiu na década de 60, na revista Fantastic Four nº 1.

8105 – Marvel no Cinema – Homem de Ferro 3


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Tony Stark tem um coração. Um pouco danificado e ofuscado pela mente racional e brilhante de seu dono, mas ele está ali, protegido e calado dentro de seu abrigo duro e luminoso. E é este lado humano, e até mesmo piegas, que o diretor Shane Black decidiu extrair do protagonista, vivido por Robert Downey Jr. O argumento principal de Homem de Ferro 3, que concluiu a trilogia iniciada com Homem de Ferro (2008), seguida por Homem de Ferro 2 (2010), humaniza seu herói, sem deixar de lado as conhecidas sequências de ação e o humor afiado.
Nesta terceira parte, Black assume a direção e deixa Jon Favreau – diretor e ator dos dois longas anteriores – apenas com uma participação especial com seu personagem Happy, amigo e segurança de Stark. A mudança de liderança entre os filmes é perceptível, mas não atrapalha o andamento do contexto geral. Se Favreau fez do Homem de Ferro o bilionário irônico e petulante que o público ama, Black o tirou de dentro da armadura e mostrou as fraquezas emocionais e físicas do personagem.
A história continua não do ponto em que parou o segundo filme, mas sim da conclusão do sucesso de bilheteria Os Vingadores. A inserção do longa no meio da trilogia alterou o curso da história, já que antes Tony Stark não teve que lidar com ameaças alienígenas, deuses mitológicos ou “buracos de minhoca” abertos no céu de Nova York. Suas preocupações eram mais mundanas como o governo americano ou inimigos no Afeganistão. Nada que não pudesse ser resolvido com a combinação de seu poder econômico, uma indestrutível armadura de ferro e seu QI de gênio.
Sendo assim, depois de lutar ao lado de Thor e se despir de sua forte vaidade ao se oferecer como mártir para salvar o mundo e, claro, sua amada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), Em Homem de Ferro 3, Tony Stark entra em uma séria crise de estresse, e luta com problemas cotidianos, como insônia e ataques de pânico.
Não bastassem seus dilemas pessoais, surge Mandarin (Ben Kingsley), um novo e temido terrorista, um dos mais importantes da história em quadrinho de onde o herói foi extraído. Em um desafio pessoal com Stark, os capangas de Mandarin destroem a famosa mansão do bilionário em Malibu, cenário importante nos dois filmes anteriores e também de Os Vingadores. Após o confronto, Stark acaba em uma cidade pequena no meio do nada. Sozinho, sem armadura e ainda sofrendo ataques, o personagem durão acaba, para surpresa de todos, amigo de um garotinho, Harley (Ty Simpkins), que se torna seu principal aliado.
Com este foco, Robert Downey Jr. é quem ganha. Comparado aos anteriores, o ator aparece mais e mostra que está em forma física para encarar cenas de luta. O restante do elenco também consegue segurar bem o roteiro, até a insossa Pepper Potts ganha destaque e se torna uma personagem que pode ser bem aproveitada em Os Vingadores 2.

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No geral, o filme é distinto, mas mantém o tipo de enredo que construiu ao longo dos anos a reputação da franquia. Desta maneira, o herói da Marvel, que já arrecadou com os dois longas anteriores 1,2 bilhão de dólares, fecha bem a trilogia, e deixa poucas pontas para um retorno. Mesmo assim, não dá para bater o martelo do fim, já que, com franquias bilionárias, nunca se sabe.