14.346 – Cinema – Marvel vem com Filme do Príncipe Namor


Namor, o Príncipe Submarino, um dos personagens mais clássicos do Universo Marvel, teve seus direitos cinematográficos devolvidos à Marvel Studios depois de anos sem uso. Vários estúdios tentaram criar um projeto em que o Rei de Atlantis fosse o personagem principal, mas nem mesmo o sucesso de Homem de Ferro em 2008 e todas as produções futuras foram suficientes para que algo saísse do papel. Agora, ele volta para as mãos de quem mais acerta com as produções baseadas nos quadrinhos da editora e deve ganhar espaço em algum filme nos próximos anos. Mas quem é Namor e como introduzi-lo nas telonas?
O Príncipe Submarino é um personagem criado antes mesmo da editora ter o nome atual, em 1939. Ele teve grandes participações nas histórias do Capitão América referentes à Segunda Guerra Mundial e considera o bandeiroso um dos poucos amigos de verdade da superfície. Filho de um humano e de uma atlante, o híbrido desenvolveu as habilidades aquáticas da espécie e ainda herdou dons mutantes, como o voo, por meio de pequenas asas em seus tornozelos, força, velocidade e resistência sobre-humana.
Namor foi de herói a vilão durante vários períodos da Marvel, algo que é mantido até hoje. Como o monarca de Atlantis tem como objetivo principal defender os direitos de seu povo, ele entrou em conflito com diversos personagens e faz alianças sempre que considerou necessário para defender seu reino. Ele ainda foi bastante influente em várias histórias do Quarteto Fantástico, ainda mais por ter se apaixonado por Sue Storm, a Mulher Invisível. A personalidade dele é marcada pelos traços de arrogância, liderança e força.
Como a Marvel Studios não pode usar o conceito “mutante” em suas produções, o personagem deve ser introduzido apenas como um homem com poderes aquáticos. Outro ponto que complica a criação de background de Namor é a ausência do Quarteto Fantástico nas mãos da Marvel Studios, algo que pode fazer com que a empresa tente novos acordos com a Fox para ter novamente a família Richards em seu domínio, assim como fez nos acertos com a Sony pelo Homem-Aranha.
Namor e Pantera Negra são considerados grandes rivais no Universo Marvel nos últimos anos, já que divergem em vários assuntos que precisam decidir no grupo Illuminati. O conflito entre os dois fez com que seus povos entrassem em confronto, principalmente depois que Namor, sob os poderes da Força Fênix, inundou parte de Wakanda. Talvez, aproveitar o longa do rei wakandiano para introduzir o Príncipe Submarino seja a melhor ideia, principalmente se conseguir antecipar a aceitação do Aquaman pelo público.

Namor
Namor é um grande personagem e deve entrar nos planos da Marvel Studios muito em breve, principalmente após os roteiristas de Capitão América: Guerra Civil terem confessado interesse de incluir o herói no filme. O presidente do estúdio Kevin Feige já deve começar a planejar o futuro do atlante nas telonas, que, pelo menos, deve fazer alguma participação nos próximos longas dos Vingadores.
Um Pouco Mais
Estreando no início de 1939, o personagem foi criado pelo escritor-desenhista Bill Everett para Funnies Inc., um dos primeiros estúdios a produzir quadrinhos por demanda. Inicialmente criado para a revista Motion Picture Funnies Weekly, o personagem foi publicado pela primeira vez na revista Marvel Comics # 1 (outubro de 1939).
Suas origens estão relacionadas à lendária Atlântida. Namor é filho da princesa Fen — herdeira direta do trono de Atlântida, e filha do Imperador Thakorr — e do norte-americano Leonard McKenzie. A espécie humanóide da qual Namor pertence é chamada de Homo mermanus”. Como características principais, têm a capacidade de (somente) respiração submarina, pele azul e olhos escuros. A mãe de Namor, mulher linda e impetuosa, subiu à superfície para investigar explosões que ocorriam à capital de Atlântida. Nesse ínterim, conheceu o capitão McKenzie e se apaixonaram. Após o ‘affair’, ela voltou ao trono grávida. Na Atlântida nasceu Namor – que em língua atlante – significa “o filho vingador”. Ele nasceu branco como o pai, com olhos claros que variam entre o azul e o verde. Seus cabelos são pretos (como os do pai e da mãe); tem aproximadamente 1,85m, corpo esguio e apêndices nos calcanhares que assemelham-se às asas de aves.
O personagem foi recuperado anos mais tarde por Stan Lee e Jack Kirby, nas histórias do Quarteto Fantástico, responsável pela volta do gênero na editora. Seu retorno aconteceu no número 4 da revista Fantastic Four (maio de 1962), e para justificar sua ausência editorial, argumentou-se que ele tinha perdido a memória e que ele acreditava ser um andarilho, até o Tocha Humana (não o personagem original, mas o membro do Quarteto Fantástico) encontrá-lo e jogá-lo ao mar, recuperando assim a sua memória e poder.
Namor também foi responsável pela reintrodução do Capitão América no universo Marvel, batendo no gelo do Pólo Norte e revelando um pedaço de gelo em que o Capitão América foi congelado.
Atuou diretamente com os Vingadores, Quarteto Fantástico, Invasores, Esquadrão Vitorioso, Defensores, X-Men, e Illuminati.
Por causa de sua herança genética incomum, Namor é único entre ambos os seres humanos comuns e atlantes; ele é por vezes referido como “o primeiro mutante da Marvel”, porque, embora a maioria de seus poderes sobre-humanos observados vêm do fato de que ele é um híbrido de ADN humano e atlante, a sua capacidade de voar não pode ser explicado por nenhum dos lados (atlantes são uma ramificação da humanidade “linha de base”); no entanto, em termos de cronologia em continuidade, havia muitos mutantes existentes antes Namor. Namor possui uma fisiologia completamente anfíbio adequado para pressões extremas submarinos, força sobre-humana, velocidade, agilidade, durabilidade, voo, e longevidade. Namor tem a capacidade de sobreviver debaixo d’água por períodos indefinidos, e visão especialmente desenvolvido que lhe dá a capacidade de ver claramente nas profundezas do oceano.

Origem
No período que antecede a Segunda Guerra Mundial, o navio de exploradores “Oracle” viajava próximo à Antártida e detonou cargas explosivas no fundo do oceano para conseguir abrir espaço para a embarcação passar com segurança. Influenciado por um vilão chamado Paul Destino, o “Oracle” procurava os restos de uma antiga civilização.
Sem saber, no entanto, a equipe do navio estava destruindo com seus explosivos uma imensa cidade onde viviam os atlantes, uma espécie de homens do fundo do mar.
O imperador daquele mundo, rei Thakorr, ordenou então à sua filha, Fen, que fosse com um grupo de guerra à superfície descobrir o que estava acontecendo. Fen, porém, decidiu ir sozinha e usando uma poção que lhe permitia respirar ar, subiu ao navio, deixando a tripulação encantada com sua beleza.

Para investigar melhor, a princesa decidiu permanecer no navio aprendendo a cultura e a língua daqueles homens, ao mesmo tempo em que tentava impedir novas detonações, mas acabou se apaixonando pelo capitão, Leonard McKenzie. Os dois se casaram no navio e logo depois McKenzie descobriu a cidade perdida (Lemúria) que procurava (por sinal, criada por outro povo submarino, os Lemurenses), mas Paul Destino ficou louco ao encontrar na cidade uma relíquia maligna, o Capacete do Poder, e incidentalmente acabou com Atlântida.
McKenzie conseguiu voltar para o navio que, no exato momento em que ele chegou e abraçava Fen, foi atacado por soldados do pai dela, que acreditavam que a princesa havia sido raptada. O comandante foi gravemente ferido em frente à esposa (ela acreditou que ele havia morrido).
A cidade começou a ser reconstruída e Fen descobriu que estava grávida: tempos depois, nasceria Namor. O nome, por sinal, significa “filho vingador” na língua atlante.
A única criatura que se parecia com ele era uma prima, Aquaria, apelidada pelo pai como “Namora” por ser fisicamente parecida com Namor (também ela era fruto de uma relação interracial do povo submarino e os da superfície), que mais tarde se tornaria mãe de Namorita (o pai era um atlante chamado Maritanis). Namor cresceu e viveu aventuras submarinas (que envolviam tentativas políticas de tomada de poder) durante um bom tempo, quase sem contato com as pessoas da superfície, que considerava verdadeiros demônios pelo que faziam com o mar e por ouvir lendas dos demais atlantes.
Quando começou a Segunda Guerra Mundial, no entanto, combates entre navios causaram novos estragos em Atlântida e o herói foi enviado pelo imperador, seu avô, para se vingar. O herdeiro do mar começa sua vingança em Manhattan, onde acaba enfrentando o Tocha Humana original. Até que uma agente especial do exército chamada Betty Dean é enviada para capturá-lo. Ela finge estar se afogando e tenta usar uma arma contra o intruso quando este a resgata. Ele a desarma, mas fica admirado com a coragem da moça, da qual se torna amigo e, eventualmente, amante. Namor é então convencido de que os vilões de verdade são os nazistas e se une ao Tocha, Capitão América e a outros heróis da época na luta contra Hitler.
Em 1946, ao lado de Capitão América, Bucky, Tocha Humana, Ciclone e Miss América, integrou o “Esquadrão Vitorioso” (All-Winners Squad no original).
Namor foi reintroduzido por Stan Lee no Universo Marvel novamente como vilão do Quarteto Fantástico (na revista The Fantastic Four # 4) e, depois, dos Vingadores.

Depois de lutar na II Guerra Mundial contra os nazistas, Namor perde a memória e vaga pelo mundo da superfície como um mendigo. Ao ser visto pelo Tocha Humana ele é reconhecido. Logo em seguida o jovem super herói o ajuda a se recuperar. Ao se lembrar de seu reino, a lendária Atlântida, Namor mergulha até o local onde ficava a cidade, mas só encontra ruínas. Culpando os seres da superfície, Namor jura vingança, mas seus ataques são rechaçados pelo Quarteto Fantástico e pelos Vingadores. Mais tarde, Namor reencontra seu povo, que havia se tornado nômade.
Namor teve um segmento em The Marvel Super Heroes nos anos 60.

14.337 – Cidades da DC Gotham e Metrópolis


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As cidades de Batman e Superman são seriam próximas.
Gotham já não é mais uma cidade dominada pelo crime e pela corrupção, mas que graças aos esforços filantrópicos de Bruce Wayne, a cidade foi trazida de volta à sua antiga glória.
Claro que o Batman também tem sua parcela de crédito pelo desaparecimento dos vilões.

Gotham: Química Ace
Então, temos um vislumbre do prédio da Química Ace, o local de “nascimento” do Coringa. Aqui, o breve comercial faz uma ponte com o Esquadrão Suicida, exaltando a ligação entre os filmes da DC, uma vez que todos fazem parte do mesmo universo.
Como visto no trailer de Esquadrão Suicida, a origem da Arlequina será mostrada, e pelo seu processo de transformação ser muito similar ao do Coringa, ela estará conectada nos mínimos detalhes com a Química Ace.

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Gotham em vida
A cidade brilha ainda mais ao visitarmos a aba especial de Gotham no site da Turkish Airlines. Se você jogou Batman Arkham Kinight sabe que Gotham possui seus bairros temáticos com suas peculiaridade. Isso está presente em peso na versão cinematográfica da cidade. “Os edifícios do centro da cidade de Gotham, incluindo a Torre Wayne, o edifício Ellsworth, a Torre Davenport, e a Torre do Relógio, lançam sombras profundas ao meio-dia, e criam uma corte arquitetônica de reis.” Diz o site. “A Gotham City Opera House e o Teatro Rosemont são pilares gêmeos dos intelectuais, e sua arquitetura chama até mesmo aqueles que não se importam em ver as apresentações”. Um desses dois lugares deve estar relacionado a morte dos pais de Bruce.

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Metrópolis e Gotham: Atrações
No fim ainda temos uma visão panorâmica de Gotham, e o símbolo de uma celebridade local brilhando no céu. Bruce termina convidando a todos a visitarem sua “grandiosa cidade”.
Esta visão mais pessoal, meio celebridade dos super-heróis foi uma sacada muito inteligente da equipe de publicidade do filme, fazendo com que Batman e Superman sejam tratados como atrações. Uma abordagem simples, mas incrivelmente realista e palpável.
Metrópolis e Gotham: Contrastes
Nesta versão, Gotham e Metrópolis são retratadas cidades vizinhas para enaltecer o contraste entre elas.
De acordo com o diretor Zack Snyder, a ideia é mostrar duas cidades irmãs separadas por uma grande baia, como Oakland e San Francisco. Ben Affleck, por sua vez, vê “Metrópolis como uma cidade bem sucedida e saudável, e Gotham como um lugar onde pessoas oprimidas vivem”.
Está claro que Bruce tentou levar Gotham ao mesmo nível da Metrópolis pré-kryptonianos, algo que ele aparentemente conseguiu.

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Metrópolis: Reconstrução
Entretanto, Metrópolis não foi salva apenas pelo Superman. Após a cidade quase ser varrida do mapa, Lex Luthor investiu em sua reconstrução e se tornou uma espécie de símbolo. O comercial trata de deixar bem claro isso, falando da cidade como um local renascido e reconstruído.
Isso tudo tendo acontecido em apenas 18 meses traz à tona o complexo de Deus de Lex. Mas é claro que o símbolo de Lex não é maior que o do Superman, que até ganhou uma estátua em sua homenagem e em homenagem às vítimas da invasão kryptoniana.
Lex possui seus complexos e desejos maquiavélicos de se tornar a pessoa mais poderosa do mundo. O que o diferencia é que ele tem os meios para se tornar o que almeja, mas existe alguém em seu caminho. Lex pôde reconstruir Metrópolis a sua imagem e semelhança, transformando-a na Cidade do Futuro.

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14.336 – Quadrinhos – Várias Faces de um Coringa


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Coringa é um dos maiores personagens da cultura pop, quiçá o maior vilão de todos os tempos. Mas sua personalidade mudou drasticamente no decorrer dos anos, seja por causa de censuras impostas aos quadrinhos ou para torná-lo mais sádico. Essas mudanças também são bastante representativas nas adaptações, já que o personagem já foi interpretado por quatro atores diferentes: Cesar Romero, Jack Nicholson, Heath Ledger e Jared Leto. Mas você conhece os motivos do Palhaço do Crime ter mudado tanto e quais são as principais diferenças entre essas versões? Você sabia que atualmente todas essas personalidades divergentes são dadas como vários Coringas?

Recentemente, na edição número 42 de Justice League, Batman adquiriu controle da Cadeira de Moebius, um aparato que permite ao usuário conhecimento universal. Uma das questões que Bruce Wayne quis desvendar quando estava sentado nela era a identidade do seu maior inimigo. Para sua surpresa, ela respondeu que existem três Coringas diferentes. Essa história foi escrita por Geoff Johns, que hoje é um dos maiores nomes nas produções dos longas da DC. As interpretações do vilão no cinema são todas diferentes, porém correspondentes às três versões que surgiram nos quadrinhos.

Coringa Mestre do Crime
Esta é a primeira versão do personagem e a única que tem uma origem realmente detalhada. Nascido na Era de Ouro dos quadrinhos, em 1940, o vilão era um serial killer com um senso de humor um tanto controverso. Ele estreia nos gibis anunciando pelo rádio que vai roubar diamantes e assassinar um homem, algo que ele faz pouco depois. Ele continua a matar pessoas pelas edições posteriores, além de transformar o rosto das vítimas no seu sorriso ou fazer máscaras com a pele delas.

Esta versão do Coringa é a que coincide com a interpretação do Jack Nicholson para o personagem, no longa dirigido por Tim Burton em 1989. Entretanto, tal visão violenta do vilão não pode durar muito tempo nos quadrinhos, já que surgiu o Comics Code Authority, um controle que regulamentava o que deveria ou não estar nos gibis. Este sistema foi criado depois que o livro Seduction of the Innocence, do psicanalista alemão Fredric Wertham, alegava que as HQs estavam desvirtuando as crianças. Este tipo de censura, que a própria indústria determinou para não ser perseguida socialmente, marcou o fim da Era de Ouro e uma grande mudança no Palhaço do Crime.

Coringa Brincalhão
A segunda versão do vilão passou de assassino em massa para brincalhão. Tudo que ele mais queria durante esse período era roubar bancos e museus, fugindo das características violentas de anteriormente. Ele não tinha intenção de ferir quem aparecesse pelo caminho, apenas de fazer piadas com quem aparecesse pelo seu caminho. Esse período fez o personagem ficar famoso por aparatos como a flor que espirra água, a pistola que dispara uma bandeira e até mesmo o Jokermobile, um carro roxo com o rosto dele na parte dianteira.

A personalidade mais divertida do vilão ficou conhecida nas telas por causa da interpretação que Cesar Romero deu ao Coringa, na série de televisão da década de 60. No Brasil, essa versão ficou muito mais famosa por causa de Feira da Fruta, uma redublagem feita por fãs que se popularizou pela Internet e até hoje é cultuada.

Coringa Psicopata
Na década de 70, o Coringa foi remodelado novamente. Desta vez, ele voltaria a ser um vilão com instinto assassino. Ele tornou-se muito mais característico por seus problemas mentais, deixando-o completamente insano, fazendo com que as atitudes dele fossem imprevisíveis. Esta personalidade é a que mais faz sentido com o personagem atual, sendo a mais icônica por causa de história marcantes, como A Piada Mortal, no qual ele deixa a Bárbara Gordon paraplégica apenas para tornar o dia do Comissário Gordon ruim e provar seu ponto de vista.
A interpretação de Heath Ledger para o Palhaço do Crime é a que mais se aproxima da psicótica, mesmo que ele tenha características claríssimas de anarquismo, que foram adotados pelo ator durante seu período de estudo do personagem. Ele não tem problema de matar violentamente, vê o Homem-Morcego como sua contra-parte e tenta provar que sua visão do mundo é a correta.

O Quarto Coringa
A versão de Jared Leto, em Esquadrão Suicida, é formada por várias épocas do personagem. O roteiro traz muitos momentos icônicos dele, principalmente em suas vestimentas. Entretanto, ele foge dos aspectos mais comuns do vilão. Ele é um criminoso com estilo de cafetão, a ponto de oferecer a Arlequina para outro bandido, para assim violentá-lo em seguida. Atitude que leva a outra parte nova dele: o envolvimento mais romântico dele com Harleen Quinzel. No longa, ele parece nutrir algum tipo de amor pela moça, algo que difere bastante dos quadrinhos, onde ele claramente abusa dela.

Ele tem várias tatuagens pelo corpo, espalha metodicamente facas pelo chão e faz planos muito bem calculados. Outro ponto curioso é que não dá para entender ainda como ele tornou-se o Coringa, já que ele requisita a Arlequina o pulo nos produtos químicos quando ela está em transição de personalidade. O vilão deve ser melhor desenvolvido no próximo longa do Batman, já que muitas cenas dele foram cortadas de Esquadrão Suicida.
A origem do Coringa tem versões muito diferentes, na série Gotham, por ex, seus ataques de risos seriam provocados por um gás do riso desenvolvido por outro vilão, O Espantalho.
Ele ainda foi visto de outras maneiras em animações e games, nos quais foi brilhantemente o grande vilão da franquia Arkhan. Isto criou muitas visões diferentes para o Palhaço do Crime e que ganharam espaço no cânone das histórias do Batman. Jared Leto apenas começou a introduzir uma no visão para a persona, que deve crescer exponencialmente nos próximos anos.
Coringa, um pesadelo
“Com Gotham à beira da anarquia e cortada do mundo externo, apenas Jim Gordon, Bruce Wayne e um grupo de heróis permanece para retomar a cidade. Inspirado em Terra de Ninguém, vilões como Pinguim, Charada, as Sereias e Jeremiah tomam conta de várias regiões da cidade. A ordem será restaurada ou caos reinará em Gotham?”

14.335 – Imagem e Semelhança – Coringa X Duende Verde


 

Se você é atento, deve ter notado a incrível semelhança entre os dois vilões
Alex Ross divulgou um vídeo onde compara dois de seus desenhos mais conhecidos envolvendo vilões: o Duende Verde e o Coringa. O desenhista falou sobre a similaridade dos personagens e suas inspirações para criar os desenhos.
A imagem do Duende Verde foi criada especialmente para seu estande em uma SDCC, onde o público veria o Coringa de um lado e o rival do Homem-Aranha do outro. “Foi muito divertido ver as similaridades entre os dois personagens e contrastá-las”.

14.286 – Quadrinhos – Watchmen


Watchmen
É uma série limitada de história em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora norte americana DC Comics entre 1986 e 1987.
Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. Embora tenha sido publicada originalmente como uma série limitada, logo depois ganhou uma versão encadernada, sendo agora classificada como graphic novel (ou “romance gráfico”). termo que define séries fechadas publicadas como livros, o sucesso de crítica e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como até então pouco explorado pelo mesmo mercado.
Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com A Queda de Murdock e The Dark Knight Returns, de Frank Miller, e Maus, de Art Spiegelman — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil.
A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momento delicado no contexto da Guerra Fria e em via de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos e super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos.
Como vimoos em um outro artigo do ☻ Mega, uma adaptação para o cinema foi lançada em 6 de março de 2009.
Em 2018, a emissora HBO oficializou a produção de uma série baseada na HQ com estreia para 2019, porém anunciou que a história apresentada será diferente dos quadrinhos, apesar de estar situada no mesmo universo.
Ambientada em uma realidade fictícia na qual heróis mascarados (ou fantasiados) são uma presença real na história da humanidade, Watchmen é um drama de crime e aventura que incorpora temas e referências relacionados a filosofia, ética, moral, cultura popular e de massas, história, artes e ciência.

A trama principal trata dos desdobramentos de uma conspiração revelada após a investigação do assassinato de um herói aposentado, o Comediante, que atuara nos últimos anos como agente do governo. Em torno desta história giram várias tramas menores que exploram a natureza humana e as diferentes interpretações de cada pessoa para os conflitos do bem contra o mal, através das histórias pessoais e relacionamentos dos personagens principais.
A responsabilidade moral é um tema de destaque, e o título Watchmen refere-se à frase em latim “Quis custodiet ipsos custodes”, traduzida comumente na língua inglesa como “Who watches the watchmen?” (“Quem vigia os vigilantes?”), tirada de uma sátira de Juvenal. Neste sentido, a obra procura questionar o próprio conceito de “super-herói” comum nos quadrinhos estadunidenses e enraizados na cultura de massas daquele país e a partir daí manifestar-se sobre questões diversas: ao longo de seu texto, a obra (assim como seus próprios personagens) evita mesmo utilizar-se da expressão “super-herói”, preferindo termos como “aventureiros fantasiados” ou “vigilantes mascarados”.

A intenção de Alan Moore foi dar verossimilhança aos personagens de HQ e literatura pulp. Para tanto, não só construiu personalidades bem elaboradas como também detalhou todo um complexo universo sem se esquecer das questões culturais, econômicas e políticas.

Partindo da premissa de que uma criatura tão poderosa quanto o Dr. Manhattan teria conseqüências gritantes na geopolítica mundial, economia e comportamento da sociedade, o roteirista inglês imaginou um mundo onde dirigíveis fossem o meio de transporte mais eficaz e economicamente viável, seguido de perto por eficientes carros elétricos. A genética e a produção de novos materiais também sofreram grande influência dos avanços tecnológicos implementados por Manhattan. No plano político, a existência desse personagem fez a balança da Guerra Fria pender fortemente para o lado dos Estados Unidos. Até 1985, a União Soviética não havia ousado pôr os pés no Afeganistão.
Enredo
Na realidade histórica alternativa apresentada em Watchmen, Richard Nixon teria conduzido os EUA à vitória na Guerra do Vietnã e em decorrência deste fato, teria permanecido no poder por um longo período. Esta vitória, além de muitas outras diferenças entre o mundo verdadeiro e o retratado nos quadrinhos, como por exemplo os carros elétricos serem a realidade da indústria dos automóveis e o petróleo não ser mais a maior fonte de energia, derivaria da existência naquele cenário de um personagem conhecido como Dr. Manhattan, um indivíduo dotado de poderes especiais, os quais o levam a possuir vasto controle sobre a matéria e a energia, elevando-o ao estado de um homem-deus.

Neste mundo, existiriam quadrinhos de super-heróis no final de 1930, inclusive do Superman, os quais eventualmente seriam a principal inspiração para que um dos personagens das série viesse a se tornar um combatente do crime (o primeiro Nite Owl). As revistas deste gênero então teriam deixado de existir, sendo substituídas por quadrinhos de piratas (talvez devido ao surgimento de heróis verdadeiros). O Dr. Manhattan, o único a possuir poderes (como explodir ou desmontar objetos, e até mesmo pessoas, pois controla os átomos), foi o primeiro da “nova era” de super-heróis mais sofisticados que durou do começo dos anos 1960 até a promulgação da Lei Keene em 1977, implantada em resposta à greve da polícia e a revolta da população contra os vigilantes que agiam acima da lei. À época, o grupo conhecido como Crimebusters se dispunha a combater a criminalidade na cidade de Nova York.

A Lei Keene exigia que todos os “aventureiros fantasiados” se registrassem no governo. A maioria dos vigilantes resolveu se aposentar, alguns revelando suas identidades secretas para faturar com a atenção da mídia; caso de Adrian Veidt, o Ozymandias. Outros, como o Comediante e o Dr. Manhattan, continuaram a trabalhar sob a supervisão e o controle do governo. O vigilante conhecido como Rorschach, entretanto, passou a operar como um herói renegado e fora-da-lei, sendo freqüentemente perseguido pela polícia.

A história abre com a investigação do assassinato de Edward Blake, logo revelado como sendo a identidade civil do vigilante mascarado conhecido como O Comediante. Tal assassinato chama a atenção de Rorschach, o qual passará toda a primeira metade da trama entrando em contato com seus antigos companheiros em busca de pistas, considerando praticamente todos como possíveis suspeitos.
Rorschach suspeita basicamente que o evento da morte de Blake estaria relacionado a um possível rancor de criminosos presos pelos heróis no passado, tese que ganha força à medida que outros ex-combatentes do crime e o próprio Rorschach são duramente atingidos por um aparentemente planejado ataque sistemático à suas integridade físicas e credibilidade.
Capítulos
Os nomes dos capítulos refletiam as passagens literárias (Nietzsche, Einstein, a Bíblia Sagrada) ou musicais (Bob Dylan, Jimi Hendrix) do último quadrinho da história.

À meia-noite, todos os agentes…
Amigos ausentes
O Juíz de toda a Terra
Relojoeiro
Temível Simetria
O abismo também contempla
Um irmão para o Dragão
Antigos fantasmas
As trevas do mero ser
Dois cavaleiros estavam se aproximando
Contemplai minhas realizações, ó poderosos
Um mundo mais adorável
Apesar de os heróis de Watchmen serem inicialmente inspirados em personagens da Charlton Comics, vale dizer que Moore tomou emprestado elementos de vários outros quadrinhos, além de criar grande parte dos detalhes.

Os personagens principais da série são:

Comediante (Edward Blake) — Um homem que reconhece o horror presente nas relações humanas e se refugia no humor. Para o personagem, a ironia é, em vários momentos, um reflexo amargo da percepção desse horror. Adaptado do Pacificador, com elementos inspirados em Nick Fury. Edward Blake é cínico e violento, sua “alma de militar” o leva a cumprir seus objetivos muitas vezes a um custo alto.
Dr. Manhattan (Jonathan Osterman) — É o homem-deus, que vê a vida como apenas mais um fenômeno do cosmo, e é o único herói dotado de super-poderes. Dr. Manhatan era um cientista nuclear, acidentalmente desintegrado em uma experiência. Aos poucos sua força de vontade faz seus átomos se unirem novamente e volta à vida, mas de uma maneira diferente. Surge como um ser capaz de manipular a matéria, viajar para pontos longínquos no espaço, desde Marte até outras galáxias, ocupar vários lugares no espaço ao mesmo tempo, ver seu, mas apenas o seu, passado e futuro simultaneamente considerando a relatividade do tempo. Ao contrário do que muitos pensam ele possui sentimentos, porém os demonstra de forma diferenciada. Na história se torna o grande trunfo dos Estados Unidos na área militar e tecnológica. Durante a saga o Dr. Manhattan vai perdendo aos poucos sua humanidade, se tornando um ser menos humano e que enxerga apenas reações químicas. É adaptado do Capitão Átomo.
Coruja I (Hollis Mason) — Policial que se tornou um vigilante inspirado nas HQs e na literatura pulp. Possui um forte senso de dever, e anseia por relações mais ingênuas, onde o bem e o mal estejam bem definidos. Adaptado do primeiro Besouro Azul (Dan Garret).
Coruja II (Dan Dreiberg) — Um intelectual rico, solitário e retraído. Adaptado do segundo Besouro Azul (Ted Kord) com elementos do Batman. É um expert em tecnologia avançada e possui vários equipamentos especiais que usa contra o crime.
Ozymandias (Adrian Veidt) — Um visionário brilhante e ególatra movido por um obscuro senso de dever. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do rei Ozymandias esquecida no deserto. É um bilionário excêntrico, considerado o homem mais inteligente do mundo. Sua inteligência é tamanha que o torna exímio atleta e lutador, consegue desviar de balas pois calcula a trajetória na hora do disparo. Adaptado do Thunderbolt. Possui um lince (fêmea) geneticamente alterado chamada Bubastis. Veidt se aposentou três anos antes da lei Kenee que proibia os vigilantes (menos o comediante e Dr Manhattan).
Rorschach (Walter Kovacs) — Personagem enigmático, pessimista e com muita força interior, é incapaz de se relacionar normalmente com a sociedade. Projeta na luta contra o Mal seu senso de solidariedade e constrói sua própria moral. Rorschach é um sociopata, considerado o terror do submundo e um fugitivo da justiça. É ele quem move o enredo e todos os personagens desde o começo da saga, ao perceber que um complô está em andamento. Foi baseado nos personagens Questão e Mr. A, da Charlton Comics.
Espectral II (Laurie Juspeczyk) — Laurel, ou Laurie, é uma mulher forçada a viver à sombra do pragmatismo de sua mãe, que foi a primeira vigilante a obter lucro em cima do combate ao crime. É ex-mulher do Dr. Manhattan e mantém com ele uma certa cumplicidade. Adaptada da Sombra da Noite, com elementos de Lady Fantasma e Canário Negro.
Before Watchmen (em português: Antes de Watchmen) é uma série de histórias em quadrinhos, que foi publicada pela DC Comics em 2012. Atuando como um prequel da série limitada, o projeto foi composto de sete séries limitadas e um epílogo one-shot. A responsável pela publicação da série no Brasil é a Panini Comics.
As HQs que compõem a franquia são:

Volume 01: Antes de Watchmen: Coruja;
Volume 02: Antes de Watchmen: Espectral;
Volume 03: Antes de Watchmen: Rorschach;
Volume 04: Antes de Watchmen: Dr. Manhattan;
Volume 05: Antes de Watchmen: Comediante;

Volume 06: Antes de Watchmen: Ozymandias;
Volume 07: Antes de Watchmen: Dollar Bill & Moloch;
Volume 08: Antes de Watchmen: Minutemen

 

14.128 – Cinema – Ponha um Sorriso Nessa Cara!


coringa no cinema
Se Beber, Não Case; Escola de Idiotas; Um Parto de Viagem. À primeira vista, é difícil imaginar que Todd Phillips, diretor de todas essas produções, um dia estaria envolvido em um filme como Coringa – dramático, tenso e violento.
Joaquin Phoenix, por outro lado, é conhecido por interpretar papéis excêntricos – o que combina muito com sua personalidade. Quando ele foi confirmado como o vilão, muita gente comemorou: a opinião geral era que o palhaço cairia como uma luva para ele.
O começo da ideia
Phillips foi o idealizador de Coringa. Em 2016, ele apresentou o projeto para os executivos da Warner, mas revela que não foi nada fácil convencê-los. “Não foi algo da noite para o dia”, disse ele. “Basicamente, eu estava dizendo para pegar um personagem com 75 anos de legado consolidado e criar uma história de origem a ele.”
A ideia do diretor era usar o mundo das histórias em quadrinhos como pano de fundo para fazer o que ele chama de “filmes de estudo de personagem”: histórias como Um Estranho no Ninho, Serpico e O Rei da Comédia, este último uma das grandes inspirações para Coringa.
“Nos últimos cinco, dez anos, os filmes de super-heróis dominaram o cinema. Eles são ótimos, mas não permitem uma abordagem profunda do personagem principal.” Phillips cita A Rede Social, sobre a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, como um exemplo recente do tipo de produção que ele queria fazer.
Phillips conta que, nas primeiras conversas com o pessoal da Warner, sua sugestão era que a DC Comics criasse um selo de filmes independentes. O “DC Black”, como ele mesmo chamou, serviria para que diretores criassem histórias originais, sem a necessidade de estarem amarradas com o universo cinematográfico de Liga da Justiça, Esquadrão Suicida e cia.
“Claro que, para a Warner, filmes independentes são aqueles cujo orçamento é de US$ 50 milhões, mas o legal dessas histórias é que elas não precisariam ter grandes efeitos especiais, explosões ou prédios caindo.” A ideia não vingou, mas Phillips conseguiu que Coringa saísse do papel.

Dupla dinâmica
Phoenix foi a primeira escolha para o personagem principal. Na verdade, Phillips escreveu o roteiro com ele em mente. “É um dos grandes dessa geração”, elogia o diretor. Mas a primeira reação do ator não foi bem nessa linha.
“Quando recebi o convite, pensei: ‘De jeito nenhum vou fazer isso!’”, disse o ator. Phoenix estava relutante pois não fazia ideia de qual seria a abordagem ideal. Mas assim que Phillips apresentou suas ideias para o filme, ele mudou de opinião.
“O fato desse Coringa dar risadas quase que de forma dolorosa me deixou bastante interessado”, conta Phoenix. “Nunca havia pensado nisso.” Joaquin disse que foi a visão de Phillips sobre o personagem que o fez encarar o papel. “Todd sabia o que estava fazendo. Era o cara certo para dirigir esse filme.”
A dupla dinâmica, então, estava formada. Os dois mergulharam de cabeça na produção. “Nós íamos para o set duas horas antes do início das filmagens e, depois que o dia terminava, conversávamos por mais duas horas sobre o filme”, lembra Phoenix.

Quadrinhos? Hoje não
Tanto Phillips quanto Phoenix bateram na mesma tecla durante a conversa: Coringa não é uma adaptação dos quadrinhos. “É claro que consultamos algo aqui e ali, afinal, não criamos o personagem nem Gotham City”, esclarece o diretor, que cita A Piada Mortal, de 1989, como uma dessas fontes de consulta esporádica. “Mas nós tivemos liberdade para fazer o que quiséssemos.”
Todd se baseou, principalmente, nas lembranças que tinha das histórias que lia quando criança. Ele defende que a ideia, desde o começo, era fazer algo com o máximo de originalidade – opinião compartilhada por Phoenix. “Eu não quis fazer algo baseado em algum quadrinho ou performance anterior”, disse o ator. “Era importante que seguíssemos nosso próprio caminho.”
Ora, se as páginas dos gibis não foram o foco da inspiração, o que seria? Resposta: anos 1970. “Foi nessa época que, na minha opinião, foram feitos os maiores filmes de estudo de personagem”, confessa Phillips. O diretor, então, revisitou os longas da época, como os dirigidos por Martin Scorsese: Taxi Driver, Touro Indomável, O Rei da Comédia…Todos eles, veja só, estrelados por Robert De Niro, que, não por acaso, está em Coringa.
Sem as versões do vilão dos quadrinhos como base, Phoenix e Phillips tentaram criar uma versão mais humana para o personagem. Fleck é um cara desajustado, que sofreu bullying e tem traumas de infância. O desafio da dupla era grande: como transformar uma pessoa vulnerável (e que gera empatia no público) em um vilão enlouquecido?
Phoenix conta que as primeiras cenas gravadas foram as que ele está totalmente vestido como o Coringa. Para ele, apesar da dificuldade inicial em achar o tom do personagem, o processo inverso o ajudou na composição de Fleck. “Dessa maneira, pude entender melhor como o palhaço vivia dentro daquele cara, e como ele foi lentamente evoluindo até chegar no Coringa.”
Para a maquiagem, a produção elaborou mais de 100 versões de rostos de palhaço, até que Todd definiu qual seria. Outra parte difícil de definir foi a risada do Coringa. Phoenix confessou que demorou até encontrar uma versão que o agradasse, e disse só resolveu esse problema quando as filmagens já tinham começado.
Há um futuro para Coringa?
Quando perguntados sobre uma possível sequência, ambos desconversaram. “Acho que vai depender da audiência”, disse Phoenix. “Isso é com o estúdio, mas eu topo fazer qualquer coisa que envolva o Joaquin”, falou Phillips.
O ponto é que Coringa não precisa de uma continuação. “A ideia do ‘DC Black’ foi pensada justamente para proteger esse filme.” Phillips também negou que o próximo Batman, dirigido por Matt Reeves, vá se conectar de alguma forma com o longa. Mas não escondeu o desejo de comandar outra história independente. “Meu herói favorito é o Demolidor, mas se pudesse, adoraria fazer um filme sobre o Rorschach [personagem de Watchmen] nessa mesma pegada intimista.”

A recente controvérsia
Nas últimas semanas, criou-se uma discussão em torno da violência do filme – e o que ela poderia incitar. Para alguns críticos, Coringa pode ser potencialmente perigoso por, de certa forma, enaltecer um personagem mau, fazendo com que pessoas se identificassem com ele da maneira errada.
Nos EUA, por exemplo, o Exército tem tomado cuidado para que ataques não aconteçam durante a estreia do longa. A polêmica chegou até Phoenix: recentemente, ele abandonou uma entrevista após ser questionado se o filme poderia inspirar pessoas com os mesmos problemas do Coringa a fazer o mesmo que o vilão.
O papo com Phoenix e Phillips, porém, aconteceu antes de tudo isso. Mas ambos defendem que o personagem nunca foi pensado como alguém com distúrbios mentais ou com o qual as pessoas se identificariam (e defenderiam). “Eu sempre acreditei que, de um jeito ou de outro, filmes funcionam como um espelho, que reflete o que está acontecendo com a sociedade naquele momento”, disse Todd. “Nosso objetivo era que a história funcionasse de maneiras diferentes para cada pessoa que assistir. (…) E se elas começarem a discutir a partir do filme, é uma coisa boa.”

14.097 – Mega Sampa – Exposição do 80 Anos de Batman Chegou em S. Paulo


Batman expo
Batman, o famoso Cavaleiro das Trevas, é um personagem nascido nos quadrinhos em 1939 — pois é, o morcego já é um oitentão. Um fenômeno que atravessou décadas e nunca deixou de ser popular, o personagem já foi mais sombrio, mais fanfarrão, soturno e até detetive.
A expo dos 80 anos do heroi dos quadrinhos, telinha e telona chegou em S Paulo e será exibido no Memorial da América Latina.
Na mostra de Ivan Freitas da Costa (o mesmo curador do sucesso recente Quadrinhos, que ficou em cartaz no MIS), a ideia é que o visitante se sinta como o personagem. O percurso, com doze ambientes famosos de Gotham City, é o mesmo do super-herói em uma de suas missões.
Tudo começa na mansão Wayne, com uma grande mesa de jantar vazia. O super-herói, vale lembrar, não tem família e foi acompanhado por seu fiel mordomo, Alfred — pelo menos essa é a versão mais popular da história do personagem, que já foi criado até por tios nas histórias em quadrinhos.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A mesa central tem um tampo “aberto”, com vidro por cima e vários quadrinhos históricos dispostos no interior. Apesar de ser ambientada como uma cena de jantar, com comidas e utensílios cenográficos, o móvel também funciona como linha do tempo. O visitante pode acompanhar a evolução da publicação desde o começo até a recente número 1 000, lançada em maio de 2019. Essa última, segundo Ivan, foi o item mais trabalhoso de conseguir. Vale o aviso: o ambiente inicial é um pouco escuro e sobram efeitos sonoros estrondosos, ou seja, alguns sustos podem acontecer.
A marca da cenografia é essa: a exposição não é apenas um lugar para tirar fotos, mas também não segue o modelo clássico de uma exibição ou mostra. Apesar da beleza dos ambientes, quase sempre pensados como cenários do universo Batman, ainda há muita informação para absorver por ali. E é tudo bem didático, não tem problema se você não for o fã número um do morcego. Também não é obrigatório conhecer a história original dos quadrinhos. A intenção, segundo Ivan, é atender a todos os públicos, desde o “superfã”, passando pelos cosplayers até o público leigo. A responsável pela expografia é a agência Caselúdico, que reúne em seu portfólio as mostras O Mundo de Tim Burton (MIS, 2016), Castelo Rá Tim Bum (Memorial da América Latina, 2018) e a recente Entra que Lá Vem História, em cartaz no Shopping Eldorado até 22 de setembro.

O caminho segue para a batcaverna. “É hora de colocar o uniforme”, brinca Ivan. Na sala, o visitante dá de cara com o uniforme do Robin, exposto da mesma maneira que o morcego fazia após o Menino Prodígio ser morto pelo Coringa em um dos quadrinhos protagonizados pelo super-herói. Ali estão alguns brinquedos originais da chamada batmania, período após o lançamento da série de 1966, em que produtos inspirados no universo Batman tomaram conta das prateleiras das lojas. Tem de tudo: carrinhos, bonecos, máscaras esquisitas e até uma pistola de água com design pra lá de inusitado.
Saindo da exposição, a brincadeira continua com a clássica lojinha temática. A cenografia segue a mesma linha da mostra e os produtos são dispostos em prédios de Gotham City. Nem a área de alimentação escapou da caracterização, recebendo elementos temáticos.
São esperados 200 000 visitantes até novembro. Ivan conta que começou a planejar essa mostra há cerca de dez anos, logo após a Batman 70, que aconteceu em Belo Horizonte. O curador, no entanto, garante que mais difícil do que decidir o que fará parte da exposição, é escolher o que deixar para trás. O acervo é dividido entre itens de sua coleção particular e a de Marcio Escoteiro, maior colecionador do homem-morcego no Brasil.

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13.863 – Marvel – Luto no QG dos Vingadores


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Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Começou a trabalhar em HQs com o pseudônimo de Stan Lee em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.
Ele foi um dos nomes mais importante dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Demolidor.
Roteirista e editor da Marvel, foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.
Após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de heróis com criações para um público mais velho, como o lançamento de “Quarteto Fantástico”.
Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.
O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.
Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.
Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou os X-Men, uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pelos humanos.
Dos quadrinhos para cinema e TV
Em 1981, Lee transformou seus heróis em desenhos animados exibidos por emissoras de TV.
Quando a Marvel Comics e a Marvel Productions foram adquiridas pela New World Entertainment em 1986, os horizontes do quadrinista foram se expandido ainda mais.
Lee teve a oportunidade de se envolver mais profundamente na criação e desenvolvimento de filmes e seriados. Ele constantemente fazia aparições nas produções do estúdio.
“Meu pai amou todos seus fãs. Ele era o melhor homem e o mais decente”, comentou a filha do editor, Joan Celia Lee.

lee e bush

 

 

13 .838 – Quadrinhos – O Quarteto Fantástico


quarteto fantástico
Nome original Fantastic Four
Membro(s) Lista de Membros do Quarteto Fantástico
Fundadores Senhor Fantástico
Mulher Invisível
Tocha Humana
Coisa
Criado por Stan Lee
Jack Kirby
Primeira aparição The Fantastic Four #1 (Novembro de 1961)
Editora(s) Marvel Comics (US)
Panini Comics (BR)
Base de operações Edifício Baxter

É uma equipe de super-herói de histórias em quadrinhos publicados pela Marvel Comics. O grupo estreou em The Fantastic Four #1 (data de novembro 1961), que ajudou a inaugurar um novo nível de realismo no meio. O Quarteto Fantástico foi o primeiro time de super-herói criado pelo escritor-editor Stan Lee e o ilustrador Jack Kirby, que desenvolveram uma abordagem colaborativa para a criação de quadrinhos com este título que usariam a partir de então.

Como a maioria dos personagens criados pela Marvel durante a década de 1960, o Quarteto Fantástico deve os seus poderes à exposição a radiação, neste caso mais especificamente à radiação cósmica, com a qual teriam entrado em contacto durante uma viagem de exploração espacial.

Embora a formação do grupo mude ocasionalmente, a equipe mantêm-se estável em volta dos quatro amigos que ganharam superpoderes ao serem atingidos pelos raios cósmicos.

A equipe iniciou-se com a renovação da Marvel que ocorreu na década de 1960 sob o comando de Stan Lee. Permaneceram mais ou menos populares desde então e foram adaptados para outros meios, incluindo três séries relativamente bem-sucedidas de desenhos animados e, até ao momento, três filmes lançados respectivamente em 2005, 2007 e 2015.

Em 2015, a revista entrou em hiato devido à problemas jurídicos com a 20th Century Fox, cujos executivos pleitavam que o estúdio detinha os direitos autorais sobre os personagens.

Em 2018, foi revelado o retorno da revista para Agosto desse mesmo ano, a contagem reiniciaria e Dan Slott estaria no roteiro da série.
Segundo a lenda, em 1961, o editor-chefe da Marvel, Martin Goodman, estava a jogar uma partida de golfe com o editor rival Jack Liebowitz da DC Comics. Liebowitz contou a Goodman sobre o sucesso que a DC estava a ter recentemente com a Liga da Justiça, um nova série que apresentava uma equipe formada por vários personagens de sucesso da editora.
Baseado nesta conversa, Goodman decidiu que sua companhia deveria começar a publicar a sua própria série sobre uma super-equipe. Lee, que estava prestes a deixar a indústria assim que seu contrato acabasse, associou-se ao desenhista Jack Kirby para produzir uma revista inovadora protagonizada por uma família de super-heróis, Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Garota Invisível), Ben Grimm (Coisa), e Johnny Storm (Tocha Humana) que eram imperfeitos e consequentemente mais humanos do que qualquer herói publicado à época, dessa forma, tornando-se o standard para a editora ao longo dos anos.
Em Fevereiro de 2004, a Marvel lançou o Quarteto Fantástico Ultimate, uma versão do grupo para o universo Ultimate. Também lançou a Marvel Knights 4. Apesar de não ser exatamente voltada para adultos, os títulos Marvel Knights procuram atingir uma faixa de público um pouco mais velho.
O Quarteto Fantástico apareceu pela primeira vez no Brasil na revista do Demolidor, publicada pela EBAL a partir de 1969. Em 1970, foi lançada a revista própria dando sequência às histórias. A revista durou até 1972. Depois de um curto período pela GEA, o Quarteto retornou à EBAL, que continuou as aventuras na revista do Homem-Aranha que teve o último número publicado em janeiro de 1975. Nas revistas do aracnídeo foram publicadas pela primeira vez no Brasil as famosas histórias da “Trilogia de Galactus”, “Inumanos”,[7] “Pantera Negra” e outros clássicos do Quarteto produzidos pela dupla Stan Lee/Jack Kirby.

Depois da fase da EBAL, o Quarteto Fantástico foi relançado em revista própria pelas Editoras Bloch, que lançou primeiramente as aventuras solo do Tocha Humana e do Tocha Humana Original, e RGE. Depois de pouco mais de uma dezena de números nesta última, a revista seria cancelada e os direitos do personagem passaram para a Editora Abril, aonde se mantiveram até o ano 2000. Actualmente, é distribuída pela Panini, onde suas histórias são a base do “Universo Marvel”.
Os super-poderes do Quarteto Fantástico foram obtidos quando um foguete espacial experimental projectado por Reed Richards atravessou uma tempestade de raios cósmicos durante seu voo experimental. Depois da aterrissagem forçada de regresso à Terra, os quatro tripulantes da nave descobriram que se tinham transformado e possuíam novas e bizarras habilidades.
Reed podia esticar seu corpo e assumir qualquer formato. A sua noiva, Susan Storm, ganhou a habilidade de se tornar invisível, vindo posteriormente a desenvolver as habilidades de projectar campos da força e de tornar objectos visíveis em invisíveis. O seu irmão mais novo, Johnny Storm, adquiriu o poder de controlar o fogo e, devido à alteração de temperatura do ar à sua volta, pode voar. Por último, o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso, dotado de força incrível e cuja carne é quase invulnerável. No entanto, Reed culpa-se constantemente desse facto devido à impossibilidade de o Coisa assumir a forma humana e se sentir traumatizado com isso. O Coisa tornou-se uma espécie de figura paternal no meio do grupo, apresentando sempre como contraponto um humor cáustico muito próprio. Ao longo dos tempos transformou-se no personagem mais amado, por ser directo e não ter meias palavras, dizendo directamente o que pensa.
Os quatro personagens foram moldados inspirados nos clássicos quatro elementos gregos: Terra (Coisa), fogo (Tocha Humana), vento (Mulher Invisível) e água (a “fluidez” do Senhor Fantástico). Estes mesmos quatro elementos inspiraram também uma criação anterior de Jack Kirby, os Desafiadores do Desconhecido.

A equipe de aventureiros, passou a proteger a humanidade, a Terra e o Universo de inúmeras ameaças. Incentivados principalmente pela curiosidade científica de Reed, a equipe explorou o espaço, a zona negativa, o Microverso, outras dimensões e quase cada vale escondido, nação ou civilização perdida do planeta. O Quarteto faz a ponte entre personagens mais “cósmicos” da Marvel, tais como o Surfista Prateado ou o Vigia e os mais “terrestres”, Homem-Aranha e X-Men.

O Quarteto Fantástico já ocupou vários quartéis-generais, o mais notável foi o Edifício Baxter em Nova York. O edifício Baxter foi substituído pelo Four Freedoms Plaza, construído no mesmo local, após a destruição do Edifício Baxter infligida por Kristoff Vernard, filho adoptivo do Doutor Destino, o arqui-inimigo do grupo, tendo o grupo ocupado provisoriamente a Mansão dos Vingadores antes de o Four Freedoms Plaza estar terminado. Também houve o Pier 4, um armazém no litoral de Nova York que serviu de sede provisória após o Four Freedoms Plaza ter sido destruído, devido às acções de outra equipe de super-heróis, os Thunderbolts. Mais recentemente, utilizam um satélite orbital como base.

A revista enfatiza o fato de que o Quarteto, ao contrário da maioria das super-equipes, serem literalmente uma família. Três dos quatro membros são oficialmente parentes, sendo a excepção o Coisa que é um amigo chegado da família. Além deles, os filhos de Reed e Sue Richards, Franklin e Valeria, aparecem regularmente na série.

Ao contrário da maioria dos super-heróis, as identidades do Quarteto Fantástico não são secretas. A parte negativa disso é a vulnerabilidade que o fato confere aos amigos e família. A parte positiva é a simpatia que o Quarteto tem junto à população humana, que admira suas proezas científicas e heróicas.
Durante a Guerra Civil surge a primeira divisão no Quarteto. Sue e Johnny unem-se aos Vingadores Secretos do Capitão América, o Coisa muda-se para Paris, regressando aos EUA somente na batalha final ao lado do Capitão América, Reed foi um dos líderes da força do Homem de Ferro e a favor do registo oficial dos super-heróis.
Mulher-Hulk – Substituiu o Coisa quando este ficou por conta própria no planeta do Beyonder, após as Guerras Secretas.
Cristalys – Uma Inumana e ex-namorada de Johnny Storm que teve de abandonar o grupo por não conseguir adaptar-se a poluição terrestre. Substituiu a Mulher Invisível aquando da sua primeira gravidez.
Outros membros provisórios, foram: A inumana Medusa, o herói de aluguel Luke Cage, uma outra namorada do Tocha Humana, Frankie Raye que tinha poderes semelhantes aos dele e que mais tarde se tornou o arauto de Galactus com o nome de Nova, Sharon Ventura usando o nome de Miss Marvel (não confundir com a ex-vingadora Carol Danvers que também usou esse nome) e que durante uma certa época se tornou uma versão feminina do Coisa.
Em uma história, uma fugitiva Skrull veio a terra e nocauteou todos os membros do Quarteto Fantástico. Então ela chamou alguns heróis para supostamente vingar sua família. O grupo era formado por Wolverine, Hulk, Motoqueiro Fantasma e Homem-Aranha.
[homem aranha] esta no quarteto fantastico no lugar do tocha humana.

13.647 – Quadrinhos – A Morte do Super Homem


A Morte do Super-Homem capa
É um arco de histórias em quadrinhos que serviu como catalisador para o evento crossover da DC Comics de 1993. O arco de histórias completo é chamado de A Morte e o Retorno do Superman.
A premissa é tão simples quanto o título: Superman entra em combate com um aparentemente imbatível monstro chamado Apocalypse nas ruas de Metrópolis. Como desfecho da batalha, ambos combatentes morrem.
Funeral para um amigo”, o surgimento de quatro indivíduos clamando-se como o “novo” Superman, e o eventual retorno do Superman original em “O Retorno do Super-homem”
A história, planejada pelo editor Mike Carlin e a equipe criativa de Superman de Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway, e Karl Kesel, atingiu enorme sucesso: os títulos do Superman ganharam exposição internacional, alcançando o topo das vendas de quadrinhos. O evento foi amplamente coberto pela mídia jornalística americana e mundial.
No retorno, 4 Supermans
Durante o período que esteve morto, quatro indivíduos clamaram o manto de Superman:

Super-Homem - Funeral para um Amigo - 02 de 04-CAPA_PhotoRedukto

“O Homem de Aço”, um Superman usando uma armadura de resistência incrível que esconde John Henry Irons, identidade de “Aço”, antes criador de armas poderosas para o exército. Irons abandonou a proteção de Superman para morar em Washington e adotar sua própria identidade como “Aço”.
“O Último filho de Krypton”, um Superman violento, foi revelado ser a reencarnação de O Erradicador, vivo graças ter usado sua energia para formar um corpo a imagem de Kal-El, o último filho do planeta Krypton. Ainda hoje o Erradicador existe, mas pela energia viva de um cientista terrestre e compartilha recordações humanas e kryptonianas.
“A maravilha de Metrópolis”, um adolescente, supostamente um clone de Superman, liberado das garras dos criadores antes de alcançar a idade madura, recusava aceitar para si o nome de Superboy. Finalmente ele aceitou e fixou residência na ilha do Havaí. Mais tarde foi descoberto que de fato era um clone melhorado de um ser humano, seu criador, Paul Westfield, diretor do Projeto Cadmus, agora morto.
“O Homem do Amanhã” (posteriormente conhecido como Superciborgue), um ciborgue valente, foi proclamado como reconstruído de Superman, mas suas verdadeiras intenções eram o fim quando em aliança com Mongul, arrasou uma cidade de 7 milhões de habitantes, Coast City, casa do Lanterna Verde, Hal Jordan!
A primeira vez que uma morte de Superman ocorreu foi numa história imaginária, a morte secreta do Superman, de 1961.
Nos anos 70, Superman descobriu-se infectado por um vírus consciente alien que não tinha cura conhecida, e estava destinado a morrer em pouco tempo. O mundo já antecipava a morte do Superman e se lamentava que seu maior herói se iria. Felizmente, o herói conseguiu enganar o vírus consciente de modo que forjou sua morte usando conhecimentos tibetanos a fim de parar seus batimentos cardíacos. Quando o vírus sentiu que ele estava “morto”, saiu do corpo para achar outros corpos, mas Superman já estava precavido e prendeu o vírus numa duplicata de si.
Outra história imaginária, escrita por Alan Moore para ser a última história do Superman Pré-Crise (O que aconteceu com o Super-homem?), narra o que aconteceu ao Superman ter sua mais dramática batalha. Entretanto, na verdade o herói aparece vivo na última página, mas adotou uma falsa identidade como marido de Lois Lane.
Em 86, John Byrne escreveu uma história onde a vilã Banshee Prateada, usando de magia, pôs o Homem de aço num torpor semelhante a morte clínica. Foi realizado o funeral, e antecedendo muitos anos a morte do Superman por Apocalypse, o mundo e vários heróis tinham suas reflexões sobre a perda do maior herói do mundo. Lex Luthor também estava irado, pois não admitia que outra pessoa tivesse destruído o Superman sem ser ele (comportamento que seria repetido durante a Morte do Superman, onde Luthor esmurrava o corpo de Apocalypse).

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13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

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12.990 – Mega Humor – Gervásio, o mecânico


Personagem criado por Gilberto Zappa, que é um desenhista brasileiro, mais bem conhecido por ter criado as tiras cômicas de jornal de Gervásio, o Mecânico, em 1993.

Nos anos de 1997, 1999 e 2001, publicou as compilações de suas tiras cômicas de Gervásio, o Mecânico, intituladas O Melhor de Gervásio, o Mecânico, O Bom Humor de Gervásio e Gervásio & Jandira.

Publicou seus primeiros trabalhos aos nove anos, e, atualmente, trabalha para o jornal A Gazeta, em Vitória, Espírito Santo.

Falou, careca!!!!

gervasio

 

 

12.968 – Quadrinhos – Tá difícil uma solução? Use o chapéu pensador do Prof. Pardal


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O inventor mais famoso do mundo não vive no mundo real. Morador da fictícia cidade de Patópolis (Duckburg), ele foi criado pelo quadrinhista Carl Barks e se tornou um dos mais conhecidos e queridos personagens da galeria Disney.
A partir de sua estréia, em maio de 1952, na HQ Gladstone’s terrible secret (no Brasil, A sorte do Gastão ou A sorte é para quem tem), não foram necessários muitos anos para o tresloucado Prof. Pardal virar ícone da cultura pop mundial, tornando-se sinônimo de gênio inventivo não apenas na seara científica, mas em outras áreas das atividades humanas – como o esporte e a música -, citado até mesmo por quem jamais o reconheceria se o visse numa revista em quadrinhos.
“Acho que todo cartunista que já fez tiras de quadrinhos colocou em algum momento um inventor maluco em sua obra.
Chapéu pensador (uma máquina maluca em forma de telhado com uma chaminé onde moram alguns corvos, que supostamente o auxiliariam a formular idéias para suas invenções ). Philip de Lara, nascido em 1914, nos Estados Unidos, foi o responsável pelo desenho das primeiras histórias do Chapéu Pensador do Prof. Pardal (“Cada Era com o seu Progresso”, de 1965), do Pascoal, sobrinho do Prof. Pardal (“Alô! Alô!”, de 1966) e do Cifrônio, antigo vigia da caixa-forte (“A Estranha Carga para Istambule”, de 1968).

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12.446 – Marvel no Cinema – CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL


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Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Crítica
Antes, um lembrete aos fãs da cultuada série de HQ nas quais o filme é baseado. Não é de agora que as adaptações para o cinema dos quadrinhos (sobretudo da Marvel) se distanciaram das obras originais, seja por questões econômicas referentes aos direitos dos estúdios, seja por motivos contratuais (econômicos?) envolvendo os atores. O fato é que Civil War se distancia – e muito – do arco de sete revistinhas que contam o núcleo dessa história, mas se mantém fiel ao espírito do texto original.
Depois que o ataque de Ultron – e a defesa dos Vingadores, como consequência – deixou um rastro de destruição em Vingadores: Era de Ultron, os políticos resolveram que os super-heróis deveriam se registrar, como medida para conter possíveis futuros estragos envolvendo esse tipo de conflito em larga escala (e ter a quem responsabilizar em caso de erros). Steve Rogers (Chris Evans) é contra a medida (para ele, o anonimato é uma das condições que possibilitam que a turma realize um bom trabalho); já Tony Stark (Robert Downey Jr.) acredita que os heróis devem cooperar com o Estado. Com seguidores em ambos os lados, está armado o cenário para o confronto.
O grande barato dessa trama é que não há um lado certo – mérito maior, portanto, do time de autores dos quadrinhos, encabeçado por Mark Millar. Cada um briga pelo ideal em que acredita, o que tira a pecha maniqueísta que costuma dominar o mundo ilustrado da luta do bem contra o mal. O ponto de partida – mantido no filme, embora muito menos explorado – credencia essa como a trama mais madura do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) até aqui. É um conflito de ideias (bom, até a página… três, pelo menos) antes de ser um embate pessoal.
Mas trata-se de um enredo mais universal – e aqui entra o talento dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely –, já que a briga tem repercussão em diversos pontos da Terra – e não só em Nova York, Gotham ou Metrópolis (mesmo que o longa-metragem coloque o bairro do Queens no mesmo nível de importância de uma cidade como Berlim). Enquanto as HQ´s apresentam um início e fim muito claros, com um desenvolvimento um tanto repetitivo em termos de narrativa, há mais nuances no desenrolar do texto do filme que, inclusive, resgata o vilão Zemo (Daniel Brühl), de outros carnavais do Capitão América.
Visualmente, a opção é por uma estética solar – outro ponto que distancia a Marvel da DC nos cinemas, aliás –, o que favorece uma melhor visualização das cenas de luta, tão (mais) bem coreografadas, quanto executadas. Ponto para os diretores Anthony e Joe Russo.
Com um filme-solo previsto para estrear em 2018, o Pantera Negra não só debuta, como ganha peso, claro. Chadwick Boseman dá conta da responsabilidade, adotando uma postura comprometida e um sotaque perfeito para o personagem originário da fictícia Wakanda. Mas, caso você esteja se perguntando, a resposta é sim, quem rouba a cena é o novo Homem-Aranha. A (re)introdução de um personagem já tão explorado nos cinemas veio a calhar com a versão teen do Cabeça de Teia (Tom Holland, no auge do carisma), que vai fazer com que você torça por (mais) uma aventura individual do rapazinho nos cinemas. Parte da santíssima trindade da Marvel da galhofa (ao lado do Homem de Ferro e do Homem-Formiga de Paul Rudd), a ele cabem os melhores diálogos.
Tramas de super-heróis, em maior ou menor grau, pecam – necessariamente – pela falta de lógica científica (nem o mais experiente físico é capaz de defender as trajetórias que o escudo do Capitão América percorre) e a (re)introdução do Homem-Aranha como um herói de primeira viagem serve como uma autoironia para este universo – até uma autocrítica ao próprio roteiro, numa segunda análise. (Afinal, convenhamos, se o Visão, Paul Bettany, resolvesse entrar na briga pra valer, o confronto estaria fadado ao fiasco e, consequentemente, não haveria filme).
No fim, a cumplicidade entre os heróis aqui é mais nítida do que em Vingadores 1 e 2 (não à toa, Capitão América: Guerra Civil vem sendo chamado de “Vingadores 2,5”), mesmo em um cenário que os coloca em lados opostos. E o resultado é não só divertido, como emocionante, palatável tanto para gregos, quanto troianos, ou seja, vale para iniciantes e fanboys.

10.627 – Quadrinhos- Momentos chocantes


batman homicida

Recheados de momentos em que precisamos aplicar a “suspensão de descrença” e entender que situações absurdas e impossíveis fazem parte do estilo dessa mídia. Porém, por mais que você esteja familiarizado com essas histórias, há certos eventos que são difíceis de aceitar, causando certa indignação nos leitores mais fiéis.
A lista a seguir traz alguns eventos de mau gosto no mundo dos super-heróis, em que eles agem completamente fora do personagem, tornando-se corruptos, homicidas ou pervertidos.
Você já sabe a regra: o Batman não usa armas, o Batman não mata. Porém, na memória dos fãs de longa data do herói, essa é uma regra que já foi quebrada. Nos primeiros dois anos do Homem Morcego, ele não apenas usava uma arma de fogo para lutar contra vilões — e ocasionais vampiros —, mas os matava de formas variadas, fazendo comentários pouco heroicos em seguida.

super sexy

Superman fazendo um filme pornográfico
Em uma história dos anos 80, o Superman e a heroína Grande Barda são controlados mentalmente por um vilão chamado Sleez. O personagem esquisitão então obriga ambos os poderosos paladinos a encenarem um filme pornográfico. Sim, o escoteiro azul fazendo sexo… Com uma mulher casada… E sendo filmado.
Ainda que o “Código das Revistas de Super-herói” tenha privado os leitores de cenas explícitas, o que os dois supostamente fizeram lá foi enviado pelo vilão Darkseid ao Senhor Milagre, marido da Big Barda. Na imagem acima, podemos ver sua reação de horror. Ambos foram salvos da situação quando Milagre descobriu onde eles estavam e intervindo.

Lanterna Verde se transforma em um genocida
A saga “A Morte do Superman” foi uma história de grande repercussão que gerou diversas consequências no universo da DC durante os anos 90. Uma delas foi a aniquilação de Coast City, cidade natal de Hal Jordan, o mais famoso membro da Tropa dos Lanternas Verdes nos quadrinhos — sim, aquele interpretado pelo Ryan Reynolds no filme.
Após um tempo, Hal tenta usar a energia do planeta Oa, onde ficava a bateria central dos anéis de poder, para reconstruir a cidade. Os Guardiões, anciões que comandam a Tropa e essa energia, não permitem. Jordan simplesmente enlouquece e assassina praticamente todos os Guardiões e Lanternas Verdes, destruindo Oa em seguida. Essa história é conhecida como “Crepúsculo Esmeralda”.
Por um tempo, ele age como vilão, assumindo o nome de Parallax, mas alguns anos depois é redimido por roteiristas que fizeram com que o genocídio fosse obra de uma entidade alienígena que possuiu o herói.

lanterna vrd

10.123 – Vilões famosos dos quadrinhos


coringa

Coringa:
O principal inimigo do Batman teve sua origem depois de um personagem chamado Gwynplaine, retirado de uma adaptação para os cinemas feita pelo diretor alemão Paul Leni— intitulada O Homem Que Ri. O ardiloso maluco de Gotham City levou consigo a estranheza, bem como a assustadora maquiagem da face pouco amistosa de seu inspirador, cuja aparência simula uma feição de riso eterno.

maneto

Erik Magnus Lehnsherr — Magneto
O eterno vilão mais querido do universo dos X-Men teve sua criação depois de uma das figuras mais importantes da luta pelos direitos humanos. Erik Lehnsherr foi baseado em ninguém menos do que o próprio Malcom X, justamente no período crítico em que o ele e Luther King batalhavam contra a opressão racial — o que é justamente o grande ideal do controlador do magnetismo. Vale lembrar que a dupla Stan Lee e Jack Kirby optaram por fazer de Magnus um pouco menos pacifista do que seu amigo Prof. Xavier e por essa razão é que o personagem figura nesta lista de vilões.
Círculo Interno do Clube do Inferno
Outra dupla de talentosos produtores por trás das histórias dos Fabulosos X-Men certamente foi Chris Claremont e John Byrne, que fizeram o favor de criar o Clube do Inferno durante a primeira saga da Fênix Negra.
Entre os membros da versão inaugural dessa confraria de muito dinheiro e poder, encontramos o Mestre Mental (baseado no ator britânico Peter Wyngarde), o temível Sebastian Shaw (baseado no ator Robert Shaw), Donald Pierce (baseado no ator Donald Sutherland), Harry Leland (baseado em Orson Welles) e a bela Ema Frost (baseada em uma personagem do cinema interpretada por Diana Rigg).

galactus

Galactus — O Devorador de Mundos
É uma das entidades que representa uma das existências mais antigas de todo o universo Marvel, sendo considerado ao lado das forças essenciais da natureza (assim como a morte). O personagem também foi criado por Stan Lee e Jack Kirby, com a intenção de representar algo que estivesse além de conceitos como o bem e o mal. E exatamente por essa razão que a dupla se baseou no próprio criador de todo o universo para fazer o devorador de mundos. Isso mesmo, Galactus é uma espécie de Deus do Universo Marvel.

O Caveira
O temível inimigo do Capitão América, que (de acordo com os dois últimos longas do herói para o cinema) também conta com uma força sobre-humana, conta com uma inspiração no mínimo “estranha”, por assim dizer. Joe Simon, um dos criadores do alter ego de Steve Rogers, revelou que se baseou em uma sobremesa para a criação do vilão. Isso mesmo, quando você vê aqueles ossos rubros sobre o pescoço do nazista, que tal imaginar um sundae de chocolate com uma cereja no topo? Pois foi exatamente isso que Simon fez…

10.054 – Marvel no Cinema – ‘Capitão América 2’ bate recorde na estreia nos EUA


Capitão América 2: O Soldado Invernal, continuação de Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), manteve a tradição dos longa de super-heróis da dupla dinâmica Marvel e Disney e estreou em primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos, com a módica quantia de 96 milhões de dólares arrecadados no primeiro fim de semana em cartaz. As informações são do site Box Office Mojo.

O valor é um recorde para o mês de abril, que até então tinha o longa Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (2011), com 86,2 milhões de dólares como a melhor estreia do período. Somada às bilheterias de outros países que já estrearam a produção, a sequência do herói americano arrecadou 194 milhões de dólares.

Assim como as continuações Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, o novo longa do Capitão América cresceu nas bilheterias impulsionado pelo sucesso do bilionário Os Vingadores.

Enquanto Homem de Ferro 3 teve um crescimento de 36% em sua bilheteria, comparado ao filme anterior da franquia, e Thor: O Mundo Sombrio aumentou 30%, Capitão América 2: O Soldado Invernal arrecadou 48% a mais que seu primeiro filme pré-Vingadores.
No entanto, o recorde de herói da Marvel mais bem sucedido ainda está nas mãos de Homem de Ferro (2008), que alcançou 98,6 milhões de dólares em um fim de semana.
No Brasil, a nova aventura do Capitão América chega aos cinemas no dia 10 de abril, e repete no elenco Chris Evans no papel do herói principal, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Scarlett Johansson como a Viúva Negra e Sebastian Stan como o Soldado Invernal.

9888 – Mega Memória – As Figurinhas Carimbadas


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Os primeiros álbuns chegaram ao Brasil na década de 40 e traziam jogadores de futebol. Logo, colecionar a foto de seus ídolos virou mania entre os meninos. Foi nessa época que nasceram termos que, ainda hoje, fazem parte do nosso vocabulário, como “figurinha difícil” (algo árduo e trabalhoso) e “trocar figurinha” (conversar).
Nos anos 60, surgiram as figurinhas carimbadas que podiam ser trocadas por prêmios. Alguns álbuns davam prêmios a cada página completada. Abrir um pacotinho era uma emoção: eram duas ou três chances em cada envelope. Os prêmios acabaram proibidos depois de denúncias de que as empresas simplesmente não imprimiam algumas figurinhas. Para as repetidas, a solução era trocar com os amigos ou jogar bafo.
Em 1976, surgiram as figurinhas autocolantes, o que aumentou muito as vendas. Nas décadas de 80 e 90 ficaram populares os álbuns de personagens e filmes de cinema e da tevê.

Carros de Corrida (1969)
Mickey e Donald apresentavam a história do automobilismo. Na pista, máquinas possantes como o Porsche 1965 e a biografia de pilotos como Emerson Fittipaldi e Chico Landi
Superman (1979)
O mais legal do álbum era a última página, em que várias figurinhas formavam um pôster do herói. Nas outras 30 apareciam cenas do filme, os personagens e o nome dos atores
Galeria Walt Disney (1976)
A grande novidade eram as figurinhas autocolantes. Muita gente decorava cadernos, agendas e estojos, deixando álbuns vazios. Outra razão do sucesso foi o fato de atrair a atenção de meninos, meninas e adultos
Chapinhas de Ouro (1979)
Inesquecível álbum de figurinhas redondas e metálicas. Dá para imaginar como o álbum ficava pesado depois de colar as 211 chapinhas que, apesar do nome, eram de aço? O difícil era jogar bafo com figurinhas tão pesadas
Brasil CampeÃo (1958)
Pelé, Zagalo, Garrincha e todos os craques da seleção campeã do mundo na Suécia. Eram apenas 24 figurinhas e o álbum foi lançado depois da conquista
Guerra nas Estrelas (1978)
As figurinhas reproduziam as cenas e tinha um texto que narrava a história, assim o álbum completo parecia com uma fotonovela estrelada por Luke Skywalker e Darth Vader
Turma do Paulistinha (1980)
500 cruzeiros em notas fiscais valiam um pacote com dez figurinhas e o álbum completo dava direito a concorrer a prêmios: entre eles, uma Belina e um Dodge Polara. Só foi lançado em São Paulo
Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
Além da galeria de personagens, havia uma história em branco para preencher com figurinhas em transfix (lembra aquele plastiquinho que você raspava com a unha de um lado e o desenho saía do outro?)
Amar É … (1982)
Um casal peladinho definia o amor com uma frase romântica: “Amar é … dividir tudo, mesmo um saquinho de pipoca ou percorrer a nave da igreja em direção ao altar”. Os cenários, cabelos e roupas dos personagens mudavam de acordo com a frase
Bem me quer (1982)
“Você pediu minha mão e levou meu coração.” As figurinhas com o casal de namoradinhos e frases adocicadas ficaram famosas entre meninas do mundo todo. A australiana Sarah Kay se transformou em celebridade internacional por causa delas
Campeonato Brasileiro (1990)
Além da tabela com todos os jogos, havia fichas completas dos jogadores dos 20 times que disputavam o torneio. Foram vendidas mais de 300 milhões de figurinhas. O número foi superado pelo álbum do campeonato de 1994: 335 milhões, até hoje um recorde
Ping Pong Espanha 82 (1982)
Algumas seleções vinham completas, com fotos de todos os jogadores (a do Brasil tinha até gente que não foi para a Copa). Outras, como El Salvador e Nova Zelândia, vinham pela metade. Mas até hoje tem gente que se lembra do goleiro Arzu, de Honduras
Pokémon (1999, 2001 E 2002)
Os esquisitos personagens japoneses protagonizaram três álbuns. Juntos, eles venderam 280 milhões de figurinhas
Por onde anda Sarah Kay?
A artista ainda mora na mesma casa em Sydney, onde há 20 anos criou o casalzinho apaixonado que virou febre mundial. Ela, que criou os personagens para entreter os filhos Adam e Allison, hoje ganha a vida licenciando seus desenhos para fabricantes de cartões e bonecas.
Truques do bafo
As regras do jogo eram variáveis, o que acabava gerando polêmica. Bater com a palma das mãos ao lado do monte para que o vento virasse as figurinhas valia no meu prédio, mas na escola era considerado crime. Porém lamber ou passar a mão no rosto suado para que as figurinhas grudassem era sempre proibido.

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1. Brasil Campeão (1958)
2. Carros de Corrida (1969)
3. Galeria Walt Disney (1976)
4. Guerra nas Estrelas (1978)
5. Superman (1979)
6. Chapinhas de Ouro (1979)
7. Turma do Paulistinha (1980)
8. Sítio do Pica-Pau Amarelo (1981)
9. Turma da Mônica (1981)
10. Tex Willer (1981)
11. Bem me quer (1982)
12. Ping Pong Espanha 82 (1982)
13. Amar É … (1982)
14. Olimpíadas de 84 (1984)
15. Rainbow Brite (1984)
16. Bebês Moranguinho (1987)
17. Campeonato Brasileiro (1990)
18. PokÊmon (1999, 2001 e 2002)

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9879 – Cinema – Batman, O Cavaleiro das Trevas


batman cavaleiro

Lançamento 18 de julho de 2008 (2h27min)
Dirigido por Christopher Nolan
Com Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart mais
Gênero Ação , Drama , Suspense
Nacionalidade EUA , Reino Unido

Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gotham City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa (Heath Ledger) e o contratam para combater o Homem-Morcego.

Curiosidades e bastidores
Este é o 7º filme com atores em que o personagem Batman é visto. Os demais foram Batman, o Homem-Morcego (1966), Batman (1989), Batman – O Retorno (1992), Batman Eternamente (1995), Batman & Robin (1997) e Batman Begins (2005).
Este é o 1º filme do Batman que não tem o nome do personagem em seu título original.

O diretor Christopher Nolan e os co-roteiristas David S. Goyer e Jonathan Nolan decidiram não explorar no filme a origem do Coringa. O motivo era mostrar o personagem como sendo absoluto.

Filme Póstumo
Para se preparar para o Coringa, Heath Ledger viveu sozinho em um hotel por um mês, desenvolvendo o lado psicológico, a postura e a voz do personagem. Ledger iniciou um diário, onde escrevia os pensamentos do Coringa e os sentimentos que o guiavam durante sua performance. O ator faleceu em 22 de janeiro de 2008, antes da estreia do filme.
No dia em que foi anunciado o falecimento de Heath Ledger a Warner Bros., produtora do filme, declarou que todas as cenas com o ator estariam presentes na versão final de Batman – O Cavaleiro das Trevas.

batman cavaleiro2

O diretor Christopher Nolan declarou que sua maior influência para este filme foi o longa Fogo Contra Fogo (1995).
Jerry Robinson, um dos criadores do Coringa nos quadrinhos, foi contratado como consultor do filme.
As filmagens ocorreram entre 18 de abril e 11 de novembro de 2007.
Parte das filmagens foram feitas no formato IMAX, um antigo sonho do diretor Christopher Nolan.
A roupa do Batman usada por Christian Bale dava mais conforto ao ator, permitindo também que fosse mais ágil.
Para a cena de abertura foi criada uma bola de fogo de 60 m de altura, em Battersea Powers Station, na cidade de Londres. Vários moradores locais entraram em pânico devido a isto, por acreditar que se tratava de um ataque terrorista.
A maquiagem do Coringa era formada por três pedaços de silicone, que levavam uma hora para serem aplicados em Heath Ledger.

OSCAR
2009
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante – Heath Ledger
Melhor Edição de Som

Indicações
Melhor Fotografia
Melhor Direção de Arte
Melhor Maquiagem
Melhor Som
Melhor Edição
Melhores Efeitos Especiais

GLOBO DE OURO
2009
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante – Heath Ledger

https://www.youtube.com/watch?v=qDuz7P5AxVw

9719 – Os Quadrinhos invadem o Cinema


h de aço

O Pioneiro
Em 1978, Richard Donner inaugurou a era das grandes adaptações de HQs. Superman revelou Christopher Reeve e contou com Marlon Brando, que ganhou US$ 3,7 milhões, maior cachê do cinema até então. A quinta parte da série saiu em 2006.

BATMAN
Ele estreou no cinema nos anos 60. Só voltou na virada dos 80 para os 90, ganhando um tom lúgubre. Em seguida, naufragou em fiascos com uniformes de mamilos salientes. E voltou em 2005, na mais bem-sucedida fase do herói.

OS MUTANTES
As adaptações de X-Men tiveram muita liberdade criativa, com direito a modernização de uniformes e histórias. A “primeira classe”, tratada no último filme, por exemplo, não tem os mesmos personagens das HQs originais.

QUARTETO FRACASSO
Um estúdio alemão rodou Quarteto Fantástico às pressas em 1994. Não chegou à telona, mas o filme virou relíquia. Os heróis só iriam para o cinema em 2005.

Poster do filme
Poster do filme

MAIORES NO CINEMA
Antes de virar filme, Homens de Preto era história em quadrinhos. Ela foi publicada em 1990 e era bem diferente do longa, com um tom mais sério. Assim como a HQ do Máscara dos anos 80, em que o personagem era sádico, parecido com o Coringa.

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